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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ajustamento psicossocial pós-lesão vetebro-medular- associação entre autó-eficácia e sentido na vida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Spinal cord injury (SCI) is a disruptive life event that implies physical, psychological and social readjustment by the individual. This study aims to analyze the impact of post-injury psychosocial adaptation on the purpose in life and self-efficacy of inpatients and identify the mediating effect of the quality of life on the relation of these two psychological variables. The sample was collected at the &#8220;Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais&#8221; and included 39 participants, with SCI diagnosis, which were applied the Purpose in Life Test, General Self-Efficacy Scale, Hospital Anxiety and Depression Scale, Therapeutic Adherence Scale, World Health Organization Quality of Life and Posttraumatic Growth Inventory. The results showed that depression and quality of life were predictors of purpose in life and self-efficacy, respectively. It was also found partial mediation effect on the relationship self-efficacy &#8594; purpose in life, verifying that the positive association between self-efficacy and quality of life improves purpose in life after SCI. Thus, it emphasizes the importance of strengthening the sense of efficacy in this population.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Ajustamento psicossocial p&oacute;s-les&atilde;o vetebro-medular- associa&ccedil;&atilde;o entre aut&oacute;-efic&aacute;cia e sentido na vida</b></p>     <p><b>Psychosocial adjustment after spinal cord injury- association between self-efficacy and porpuse in life</b></p>     <p><i>&nbsp;</i></p>     <p><b>Joana Ribeiro<sup>1</sup>, Sara Monteiro<sup>2,3,4</sup>, &amp; Ana B&aacute;rtolo<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade de Aveiro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, 3810-193 Aveiro, Portugal. e-mail: <a href="mailto:joanaribeiro189@gmail.com">joanaribeiro189@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>2</sup> Universidade de Aveiro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal. smonteiro@ua.pt;</p>     <p><sup>3</sup>CINTESIS - Center for Health Technology and Services Research, Universidade do Porto, Faculdade de Medicina, 4200 - 450 Porto, Portugal;</p>     <p><sup>4</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra, 3030-329 Coimbra, Portugal;</p>     <p><sup>5</sup>Universidade de Aveiro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, 3810-193, Aveiro, Portugal. e-mail: <a href="mailto:anabartolo@ua.pt">anabartolo@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A les&atilde;o vertebro-medular (LVM) &eacute; um acontecimento disruptivo de vida que implica uma readapta&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, psicol&oacute;gica e social do indiv&iacute;duo. O presente estudo pretendeu analisar o impacto da adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial p&oacute;s-les&atilde;o sobre o sentido na vida e a auto-efic&aacute;cia de doentes internados e identificar o efeito mediador da qualidade de vida sobre a rela&ccedil;&atilde;o dessas duas vari&aacute;veis psicol&oacute;gicas. A amostra foi recolhida no Centro de Medicina de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Centro &ndash; Rovisco Pais e incluiu 39 participantes, com diagn&oacute;stico de LVM, aos quais foram aplicados o Teste dos objetivos de vida, a Escala de Auto-Efic&aacute;cia Geral, a Escala de Ansiedade e Depress&atilde;o Hospitalar, a Escala de Ades&atilde;o Terap&ecirc;utica, o &ldquo;World Health Organization Quality of Life&rdquo; e o Invent&aacute;rio de Crescimento P&oacute;s-Traum&aacute;tico. Os resultados mostraram que a depress&atilde;o e a qualidade de vida foram preditores do sentido na vida e da auto-efic&aacute;cia, respetivamente. Foi ainda encontrado um efeito de media&ccedil;&atilde;o parcial na rela&ccedil;&atilde;o auto-efic&aacute;cia &rarr; sentido na vida, verificando-se que a associa&ccedil;&atilde;o positiva entre a auto-efic&aacute;cia e a qualidade de vida promove melhorias no sentido na vida p&oacute;s-LVM. Enfatiza-se assim a import&acirc;ncia de fortalecer o sentido de efic&aacute;cia desta popula&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> sentido na vida; auto-efic&aacute;cia; qualidade de vida; les&atilde;o vertebro-medular; internamento</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Spinal cord injury (SCI) is a disruptive life event that implies physical, psychological and social readjustment by the individual. This study aims to analyze the impact of post-injury psychosocial adaptation on the purpose in life and self-efficacy of inpatients and identify the mediating effect of the quality of life on the relation of these two psychological variables. The sample was collected at the &ldquo;Centro de Medicina e Reabilita&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Centro - Rovisco Pais&rdquo; and included 39 participants, with SCI diagnosis, which were applied the Purpose in Life Test, General Self-Efficacy Scale, Hospital Anxiety and Depression Scale, Therapeutic Adherence Scale, World Health Organization Quality of Life and Posttraumatic Growth Inventory. The results showed that depression and quality of life were predictors of purpose in life and self-efficacy, respectively. It was also found partial mediation effect on the relationship self-efficacy &rarr; purpose in life, verifying that the positive association between self-efficacy and quality of life improves purpose in life after SCI. Thus, it emphasizes the importance of strengthening the sense of efficacy in this population.</p>     <p><b>Key words:</b> prupose in life; self-efficacy; quality of life; spinal cord injury; inpatients</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A les&atilde;o vertebro-medular (LVM) &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica com manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas variadas decorrentes da perda de funcionalidade parcial ou total da espinal medula, que s&atilde;o incapacitantes e se prolongam no futuro (Fechio, Pacheco, Kaihami, &amp; Alves, 2009). Esta patologia afeta diferentes dom&iacute;nios de vida (social, relacional, emocional, ocupacional) e n&atilde;o apenas o dom&iacute;nio f&iacute;sico, que &eacute; o mais evidente (Fechio et al., 2009). Trata-se de um acontecimento disruptivo de vida que implica uma readapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s diferentes &aacute;reas de funcionamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial na LVM &eacute; a resposta do sujeito &agrave; les&atilde;o, alterando o comportamento, pensamento e circunst&acirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores associados &agrave; incapacidade (Middleton &amp; Craig, 2008). A maioria dos indiv&iacute;duos com LVM possui as capacidades cognitivas conservadas, mas a sua adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; dificultada pela elevada depend&ecirc;ncia f&iacute;sica de terceiros. Neste sentido, a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva, ansiosa e o desenvolvimento da perturba&ccedil;&atilde;o de stresse p&oacute;s-traum&aacute;tico s&atilde;o frequentes nesta popula&ccedil;&atilde;o (Ferreira &amp; Guerra, 2014). Estes indiv&iacute;duos tornam-se mais vulner&aacute;veis ao stresse, depress&atilde;o, ansiedade, abuso de subst&acirc;ncias e suic&iacute;dio do que a popula&ccedil;&atilde;o em geral, tendo maior preval&ecirc;ncia destas dificuldades (Craig, Tran, &amp; Middleton, 2009).</p>     <p>A qualidade de vida &eacute; tamb&eacute;m afetada num diagn&oacute;stico de LVM comparativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral (Dijkers, 1997), uma vez que &eacute; uma vari&aacute;vel condicionada pela sa&uacute;de f&iacute;sica e psicol&oacute;gica da pessoa, o seu n&iacute;vel de independ&ecirc;ncia, rela&ccedil;&otilde;es sociais, cren&ccedil;as e rela&ccedil;&atilde;o com o ambiente (Skevington, Lotfy, &amp; O&rsquo;Connell, 2004). Neste sentido, a aus&ecirc;ncia de ocupa&ccedil;&atilde;o profissional/educacional, dificuldades de mobilidade, integra&ccedil;&atilde;o social e suporte social pobres (Dijkers, 1997), pobre sentido de vida, valores pouco claros e baixa espiritualidade (Albrecht &amp; Devlieger, 1999) comprometem este aspeto psicossocial. No entanto, na popula&ccedil;&atilde;o com LVM s&atilde;o encontrados n&iacute;veis satisfat&oacute;rios de qualidade vida geral (Albrecht &amp; Devlieger, 1999).</p>     <p>Uma les&atilde;o grave e irrevers&iacute;vel como a LVM implica um processo de reabilita&ccedil;&atilde;o duradouro, em que o objetivo prim&aacute;rio &eacute; ajudar a pessoa a readaptar-se psicol&oacute;gica e socialmente. Consolidar os recursos psicol&oacute;gicos do sujeito e melhorar a sua qualidade de vida s&atilde;o pontos essenciais (Fl&uuml;ckiger, W&uuml;sten, Zinbarg, &amp; Wampold, 2010). Assim, alguns autores t&ecirc;m-se focado em explorar a promo&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o desta popula&ccedil;&atilde;o tendo por base o sentido na vida. &Eacute; defendida a ideia de que a reorganiza&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; patologia passa tamb&eacute;m por viver com um prop&oacute;sito que esteja em concord&acirc;ncia com as cren&ccedil;as e valores pessoais e n&atilde;o apenas encontrar uma raz&atilde;o para a les&atilde;o ter acontecido. Se os objetivos de vida est&atilde;o de acordo com as cren&ccedil;as da pessoa, o sentido na vida pode ajudar na adapta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-LVM, mediando a perda dos recursos f&iacute;sicos e contribuindo para o bem-estar psicol&oacute;gico (deRoon-Cassini, de St Aubin, Valvano, Hastings &amp; Horn, 2009; Thompson, Coker, Krause, &amp; Henry, 2003).</p>     <p>Num estudo de Amaral (2009), sujeitos LVM mencionaram o papel e a import&acirc;ncia do sentido na vida, sendo a adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; les&atilde;o influenciada pela maneira como as pessoas organizaram os recursos na sua vida para reencontrar um sentido. Esta vari&aacute;vel foi tamb&eacute;m identificada como o preditor mais forte de uma boa sa&uacute;de mental e elevada qualidade de vida (deRoon-Cassini et al., 2009; Peter, 2013; Thompson et al., 2003) e positivamente associada &agrave; felicidade (Ferreira &amp; Guerra, 2014). No entanto, no que concerne &agrave; associa&ccedil;&atilde;o com sintomatologia depressiva, a dualidade da rela&ccedil;&atilde;o pareceu apontar para uma influ&ecirc;ncia rec&iacute;proca sentido de vida &harr; depress&atilde;o (Ferreira &amp; Guerra, 2014). Num contexto de reabilita&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, os objetivos de vida desempenham ainda um papel importante na ades&atilde;o ao tratamento. A incapacidade f&iacute;sica e cognitiva interfere nos objetivos de vida e na forma de os alcan&ccedil;ar, provocando ang&uacute;stia emocional. Melhores resultados s&atilde;o obtidos quando o programa de reabilita&ccedil;&atilde;o est&aacute; em concord&acirc;ncia com os objetivos de vida do sujeito (Nair, 2003).</p>     <p>Paralelamente ao sentido na vida, a auto-efic&aacute;cia como capacidade de acreditar no sucesso e na obten&ccedil;&atilde;o de determinado resultado (Bandura, 1977) pode igualmente influenciar a adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial a longo-prazo (Peter et al., 2014). Maior auto-efic&aacute;cia pode incrementar o bem-estar, ajudando o sujeito a encarar tarefas dif&iacute;ceis como desafios e a manter o compromisso e a persist&ecirc;ncia para atingir os seus objetivos (Hampton, 2000; 2004). Investiga&ccedil;&otilde;es mostram uma associa&ccedil;&atilde;o de maior auto-efic&aacute;cia a menores n&iacute;veis de ansiedade e depress&atilde;o (Kennedy, Taylor, &amp; Hindson, 2006; Pang et al., 2009; Perry, Nicholas, Middleton, &amp; Siddall, 2009; Spungen, Libin, Ljungberg, &amp; Groah, 2009) e, em indiv&iacute;duos como LVM, identificam-na tamb&eacute;m como um preditor da qualidade de vida (Mortenson, Noreau, &amp; Miller, 2010).</p>     <p>O construto de auto-efic&aacute;cia parece estar ainda intimamente ligado ao sentido de vida na promo&ccedil;&atilde;o de bem-estar atrav&eacute;s uma associa&ccedil;&atilde;o positiva, onde a auto-efic&aacute;cia se assume como principal respons&aacute;vel pela vari&acirc;ncia desse aspeto psicol&oacute;gico (DeWitz, 2004). Nos estudos de Peter (2013) elevado sentido na vida e auto-efic&aacute;cia, melhoram a sa&uacute;de mental e a qualidade de vida e indiv&iacute;duos com maior sentido na vida e auto-efic&aacute;cia relataram tamb&eacute;m maior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (Peter et al., 2014).</p>     <p>Assim, o sentido na vida e a auto-efic&aacute;cia parecem ser um alvo adequado de interven&ccedil;&atilde;o para promover os recursos psicossociais de indiv&iacute;duos com LVM (Peter et al., 2014). No entanto, o estudo dos efeitos indiretos destas duas vari&aacute;veis, ainda &eacute; pouco explorado, bem como a sua rela&ccedil;&atilde;o com vari&aacute;veis psicossociais no sentido dificuldades de adapta&ccedil;&atilde;o &rarr; vari&acirc;ncia no sentido na vida ou auto-efic&aacute;cia. A compreens&atilde;o destas rela&ccedil;&otilde;es d&aacute; resposta a uma lacuna da investiga&ccedil;&atilde;o, focada no ajustamento ao diagn&oacute;stico de LVM, e assume o objetivo central do presente estudo. Como objetivos espec&iacute;ficos estabelecem-se:</p> <ol>       <li>Caracterizar o ajustamento psicossocial (sentido de vida, auto-efic&aacute;cia, depress&atilde;o, ansiedade, qualidade de vida, ades&atilde;o terap&ecirc;utica e crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico) de utentes diagnosticados com LVM, em regime de internamento;</li>       <li>Identificar as vari&aacute;veis que melhor predizem o sentido de vida e auto-efic&aacute;cia dos doentes internados;</li>     </ol> <ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li>Analisar o efeito mediador da qualidade de vida sobre a rela&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia e do sentido na vida.</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>O presente estudo incluiu uma amostra cl&iacute;nica de conveni&ecirc;ncia constitu&iacute;da por 39 participantes. A recolha foi efetuada no Centro de Medicina de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Centro &ndash; Rovisco Pais, junto de utentes em regime de internamento, entre junho e agosto de 2015. De entre os participantes, 89,7% eram do g&eacute;nero masculino e 10,3% do g&eacute;nero feminino com idades compreendidas entre os 18 e os 79 anos. Foram adoptados como crit&eacute;rios de exclus&atilde;o: (i) ter menos de 18 anos de idade; (ii) possuir altera&ccedil;&otilde;es cognitivas e/ou intercorr&ecirc;ncias m&eacute;dicas que enviesassem a compreens&atilde;o e resposta aos instrumentos. As caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas da amostra s&atilde;o apresentadas no <a href="#q1">quadro 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Question&aacute;rio Sociodemográfico e Cl&iacute;nico: constru&iacute;do para obter informa&ccedil;&otilde;es sobre vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, cl&iacute;nicas e relacionadas com a les&atilde;o. Incluiu a Medida de Independ&ecirc;ncia Funcional que engloba 18 itens e 7 subescalas: autocuidados, controlo de esf&iacute;ncteres, transfer&ecirc;ncias/mobilidade, locomo&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e cogni&ccedil;&atilde;o social (La&iacute;ns, 1991).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Teste dos objetivos de vida (PIL): traduzido e validado para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Peralta e Silva (2003). Avalia o grau em que os indiv&iacute;duos se esfor&ccedil;am para gerar significado das experi&ecirc;ncias conscientes da sua vida e o grau em que esse significado faz com que estes sintam que a sua vida &eacute; importante e vale a pena ser vivida. A parte A, a &uacute;nica utilizada no presente estudo, &eacute; um question&aacute;rio de auto relato com 20 itens. Este instrumento apresenta um &alpha; de 0,66 para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e bons valores de fidelidade teste-reteste e validade de constructo (Peralta &amp; Silva, 2003). No presente estudo foi obtido um &alpha; de 0,71.</p>     <p>Escala de Auto-Efic&aacute;cia Geral (EAE): validada por Pais-Ribeiro (1995) para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa. Avalia o ju&iacute;zo que os indiv&iacute;duos fazem da sua capacidade de organizar e realizar atividades, em situa&ccedil;&otilde;es desconhecidas que podem envolver elementos amb&iacute;guos, imprevis&iacute;veis e geradores de stresse. Inclui 15 itens e 3 factores: inicia&ccedil;&atilde;o e persist&ecirc;ncia, efic&aacute;cia perante a adversidade e efic&aacute;cia social. Segundo Pais-Ribeiro (1995), a escala possui caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas adequadas, incluindo um &alpha; geral de 0,84. Considerando a amostra em estudo, foi obtido um &alpha; de 0,71 para a escala total e valores de &alpha; de 0,77 para a subescala Inicia&ccedil;&atilde;o e Persist&ecirc;ncia, 0,70 para a subescala Efic&aacute;cia Perante a Persist&ecirc;ncia e 0,75 para a subescala Efic&aacute;cia Social.</p>     <p>Escala de Ansiedade e Depress&atilde;o Hospitalar (EADH): traduzida e validada para Portugal por Pais-Ribeiro et al. (2007). &Eacute; um instrumento de auto relato composto por 2 subescalas, ansiedade e depress&atilde;o, de 7 itens cada uma. Apresenta boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa assumindo um &alpha; de 0,76 para a subescala ansiedade e de 0,81 para a subescala depress&atilde;o. Neste estudo, para a subescala ansiedade foi obtido um &alpha; de 0,76 e para a subescala depress&atilde;o um &alpha; de 0,75.</p>     <p>Escala de Ades&atilde;o Terap&ecirc;utica (EAT): desenvolvida por Costa (2012), cont&eacute;m 9 itens que medem 3 dimens&otilde;es: frequentar as sess&otilde;es, empenho na reabilita&ccedil;&atilde;o e alian&ccedil;a terap&ecirc;utica. Este question&aacute;rio apresentou um &alpha; de 0,73 num estudo explorat&oacute;rio (Costa, 2012). Neste estudo, apresentou um &alpha; de 0,70 para a escala completa e valores de &alpha; de 0,75 para a subescala Frequ&ecirc;ncia, 0,71 para a subescala Empenho e 0,81 para a subescala Alian&ccedil;a Terap&ecirc;utica.</p>     <p>World Health Organization Quality of Life (WHOQOL): validado e traduzido para Portugal por Vaz Serra et al. (2006). Este question&aacute;rio de auto relato &eacute; composto por 26 itens e avalia 4 dom&iacute;nios (f&iacute;sico, psicol&oacute;gico, rela&ccedil;&otilde;es sociais e ambiente) e a qualidade de vida geral. Apresenta boas propriedades psicom&eacute;tricas, com um &alpha; de 0,92 e boa validade de constructo, validade teste-reteste e validade discriminante (Vaz Serra et al., 2006). Neste estudo, o instrumento apresentou uma consist&ecirc;ncia interna satisfat&oacute;ria assumindo um &alpha; de 0,73 para a escala total.</p>     <p>Invent&aacute;rio de Crescimento P&oacute;s-Traum&aacute;tico (ICP): validada e traduzida para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa por Resende, Sendas e Maia (2008). Avalia as mudan&ccedil;as psicol&oacute;gicas relatadas pelos sujeitos ap&oacute;s um evento adverso atrav&eacute;s de 21 items. Engloba 3 factores: maior abertura a novas possibilidades e maior envolvimento nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, mudan&ccedil;a na percep&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> e vida em geral e mudan&ccedil;a espiritual (Resende et al., 2008). A vers&atilde;o portuguesa obteve boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas, um &alpha; de 0,95 para a escala total e valores teste-reteste de 0,77 (Resende et al.,2008). Com a amostra em estudo obteve-se um &alpha; de 0,75 para escala total e valores de &alpha; de 0,76 para a subescala Abertura a Possibilidades e Envolvimento nas Rela&ccedil;&otilde;es, 0,77 para a subescala Perce&ccedil;&atilde;o do <i>Self</i> e da Vida e 0,85 para a subescala Espiritualidade.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Antes de dar in&iacute;cio &agrave; recolha, o presente estudo foi proposto ao Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o e Comiss&atilde;o de &Eacute;tica do Centro de Medicina de Reabilita&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o Centro &ndash; Rovisco Pais. Mediante a obten&ccedil;&atilde;o de aprova&ccedil;&atilde;o, foi recolhida na institui&ccedil;&atilde;o a informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos utentes em regime de internamento no sentido de averiguar quais reuniam condi&ccedil;&otilde;es para incluir o presente estudo. No momento da recolha, foi obtido o consentimento informado e garantida a confidencialidade dos dados dos participantes. A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos foi realizada numa sala do centro ou no quarto do utente, dependendo da condi&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de cada participante.</p>     <p>Para a an&aacute;lise dos dados foi utilizado o <i>software</i><i>Statistical Package for the Social Sciences,</i> vers&atilde;o 20.0 e realizadas an&aacute;lises descritivas e inferenciais. Mediante uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, recorreu-se &agrave; estat&iacute;stica param&eacute;trica. A caracteriza&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial dos utentes foi avaliada com recurso a <i>testes t</i> para amostra independentes, averiguando-se as diferen&ccedil;as entre a presente amostra de conveni&ecirc;ncia e os resultados obtidos em estudos de valida&ccedil;&atilde;o. No estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis psicossociais inclu&iacute;das recorreu-se ao coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de <i>Pearson</i> sendo ainda determinadas rela&ccedil;&otilde;es preditivas atrav&eacute;s de modelos de regress&atilde;o linear, baseados no m&eacute;todo de &ldquo;entrada for&ccedil;ada&rdquo;. O sentido na vida e a auto-efic&aacute;cia geral foram identificados como crit&eacute;rios nos dois modelos de regress&atilde;o gerados e as restantes vari&aacute;veis, que se corelacionavam com cada um dos crit&eacute;rios, como preditores. Por fim, foi ainda conduzido um modelo de media&ccedil;&atilde;o que testava o efeito mediador da qualidade de vida sobre a rela&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia e do sentido na vida. Para o efeito, foi usando o <i>software SPSS Amos</i> com recurso ao procedimento Bootstrapping.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial ao diagn&oacute;stico de LVM</b></p>     <p>Tendo em considera&ccedil;&atilde;o uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis de ajustamento psicossocial (ver <a href="#q2">quadro 2</a>) foi poss&iacute;vel verificar que os participantes obtiveram n&iacute;veis m&eacute;dios de auto-efic&aacute;cia geral e sentido na vida. Ainda ao n&iacute;vel da avalia&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia, foram apresentadas pontua&ccedil;&otilde;es elevadas para a subescala &ldquo;efic&aacute;cia perante a adversidade&rdquo; e pontua&ccedil;&otilde;es m&eacute;dias nas subescalas &ldquo;inicia&ccedil;&atilde;o e persist&ecirc;ncia&rdquo; e &ldquo;efic&aacute;cia social&rdquo;. Os participantes inclu&iacute;dos apresentaram tamb&eacute;m sintomatologia depressiva e ansiosa m&iacute;nima. Comparativamente &agrave; amostra de estudos de valida&ccedil;&atilde;o, os n&iacute;veis de ansiedade foram significamente mais baixos.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi tamb&eacute;m identificada uma boa ades&atilde;o terap&ecirc;utica nos utentes diagnosticados com LVM. Quer ao n&iacute;vel da pontua&ccedil;&atilde;o global, quer para todas as subescalas, nomeadamente &ldquo;frequ&ecirc;ncia&rdquo;, &ldquo;empenho&rdquo; e &ldquo;alian&ccedil;a terap&ecirc;utica&rdquo;, o grupo em estudo apresentou pontua&ccedil;&otilde;es significativamente superiores &agrave;s da amostra de valida&ccedil;&atilde;o, recolhida no mesmo local e com caracter&iacute;sticas id&ecirc;nticas.</p>     <p>No que concerne &agrave; qualidade de vida, os resultados mostram que os participantes em estudo obteveram pontua&ccedil;&otilde;es significativamente mais elevadas do que a popula&ccedil;&atilde;o geral para os dom&iacute;nios &ldquo;psicol&oacute;gico&rdquo; e &ldquo;ambiental&rdquo; e que o n&iacute;vel de qualidade de vida geral foi de 72,25%. Por &uacute;ltimo, o crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico obteve valores significativamente superiores para a escala geral e para as subescalas &ldquo;abertura a possibilidades e envolvimento nas rela&ccedil;&otilde;es&rdquo; e &ldquo;percep&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> e vida&rdquo; comparativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do estudo de valida&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Associa&ccedil;&atilde;o entre o sentido de vida, auto-efic&aacute;cia e outras vari&aacute;veis de ajustamento psicossocial</b></p>     <p>Com base nas an&aacute;lises bivariadas, apresentadas no <a href="#q3">quadro 3</a>, os resultados mostram uma rela&ccedil;&atilde;o forte entre o sentido na vida e a auto-efic&aacute;cia nos participantes diagnosticados. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas no sentido na vida parecem associar-se a maior auto-efic&aacute;cia geral. Do mesmo modo, esta vari&aacute;vel correlaciona-se positivamente com a ades&atilde;o terap&ecirc;utica e com o crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico, num n&iacute;vel moderado, assumindo ainda uma correla&ccedil;&atilde;o positiva forte com a pontua&ccedil;&atilde;o global da escala da qualidade de vida. Contrariaramente &eacute; estabelecida uma rela&ccedil;&atilde;o negativa entre a presen&ccedil;a de sintomatologia ansiosa e depressiva e o sentido na vida.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;Ao n&iacute;vel da auto-efic&aacute;cia os resultados s&atilde;o similares. A qualidade de vida e o crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico associam-se positivamente tamb&eacute;m com esse aspecto psicol&oacute;gico assumindo uma correla&ccedil;&atilde;o forte e moderada, respetivamente. Associa&ccedil;&otilde;es negativas s&atilde;o ainda encontradas entre a auto-efic&aacute;cia e a depress&atilde;o e a ansiedade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Preditores do Sentido na Vida e da Auto-efic&aacute;cia</b></p>     <p>Foram conduzidas an&aacute;lise de regress&atilde;o linear baseadas nos resultados das correla&ccedil;&otilde;es bivariadas. A depress&atilde;o foi identificada como &uacute;nico preditor do sentido de vida nos participantes diagnosticados com LVM. O modelo de regress&atilde;o testado explicou 62% da vari&acirc;ncia dessa vari&aacute;vel (ver <a href="#q4">quadro 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A qualidade de vida assumiu, por sua vez, um impacto linear positivo sobre a auto-efic&aacute;cia dos participantes. Esta vari&aacute;vel psicossocial foi o &uacute;nico preditor significativo do modelo de regress&atilde;o explicando 49% da vari&acirc;ncia na auto-efic&aacute;cia da amostra inclu&iacute;da (ver <a href="#q5">quadro 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11q5.jpg">     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Efeito de Media&ccedil;&atilde;o da Qualidade de Vida</b></p>     <p>Considerando as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis, foi ainda conduzido o modelo de media&ccedil;&atilde;o apresentado na <a href="#f1">figura 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="f1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a11f1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foram encontrados efeitos indiretos significativos (<i>p</i>=0,005). A auto-efic&aacute;cia influencia o sentido na vida de pacientes com LVM por associa&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de vida (95% <i>BC CI</i> 0,09, 0,48). A vari&aacute;vel qualidade de vida assume assim um efeito de media&ccedil;&atilde;o parcial. O aumento da auto-efic&aacute;cia promove melhor qualidade de vida resultando desta rela&ccedil;&atilde;o um aumento do sentido na vida desta amostra.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O presente estudo mostra uma boa adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial ao diagn&oacute;stico de LVM, em indiv&iacute;duos em regime de internamento. Esta popula&ccedil;&atilde;o apresenta n&iacute;veis m&eacute;dios de auto-efic&aacute;cia geral e sentido na vida. Apesar das limita&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e do grau de depend&ecirc;ncia, os indiv&iacute;duos afetados parecem manter o sentido de efic&aacute;cia e reorganizar os objetivos de vida em fun&ccedil;&atilde;o de uma nova condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, irrevers&iacute;vel. Verificou-se tamb&eacute;m a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva e ansiosa m&iacute;nima e a qualidade de vida assumiu n&iacute;veis satisfat&oacute;rios para a amostra inclu&iacute;da, inclusivamente pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas no dom&iacute;nio psicol&oacute;gico e ambiental comparativamente &agrave; popula&ccedil;&atilde;o geral. Este dado n&atilde;o &eacute; novo, uma vez que tamb&eacute;m Albrecht e Devlieger (1999) verificaram que a qualidade de vida geral era pouco comprometida em indiv&iacute;duos p&oacute;s-LVM.</p>     <p>Ainda no grupo inclu&iacute;do, os utentes apresentaram uma boa ades&atilde;o terap&ecirc;utica e o crescimento p&oacute;s-traum&aacute;tico foi superior, comparativamente &agrave; amostra do estudo de valida&ccedil;&atilde;o, parecendo existirem mudan&ccedil;as positivas ap&oacute;s o surgimento da doen&ccedil;a, sobretudo ao n&iacute;vel da abertura a possibilidades e envolvimento nas rela&ccedil;&otilde;es e &agrave; perce&ccedil;&atilde;o do <i>self</i> e da vida, resultado encontrado tamb&eacute;m em outros estudos (Kalpakjian et al., 2014). No entanto, importa considerar que o facto dos utentes se encontrarem, em regime de internamento, e como tal beneficiarem dos recursos disponibilizados pela institui&ccedil;&atilde;o, nomeadamente o acompanhamento psicol&oacute;gico, se torna um facilitador de melhores n&iacute;veis de ajustamento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O reconhecimento da auto-efic&aacute;cia e do sentido de vida como vari&aacute;veis que influenciam a adapta&ccedil;&atilde;o (Peter et al., 2014; Thompson et al., 2003) promoveu o interesse pelo estudo das rela&ccedil;&otilde;es preditivas entre estes aspetos psicol&oacute;gicos e outras vari&aacute;veis de ajustamento no diagn&oacute;stico de LVM. Contudo, as nossas conclus&otilde;es parecem apontar para a poss&iacute;vel exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o reciproca. Se por um lado, a literatura apresenta consistentemente o sentido na vida e a auto-efic&aacute;cia como preditores da qualidade de vida e de uma boa sa&uacute;de mental (deRoon-Cassini et al., 2009; Mortenson et al., 2010; Peter, 2013; Thompson et al., 2003), no nosso estudo verificou uma rela&ccedil;&atilde;o com sentido oposto. A depress&atilde;o e a qualidade de vida foram, respetivamente, preditores do sentido na vida e da auto-efic&aacute;cia. A sintomatologia depressiva assumiu um impacto linear negativo sobre o sentido na vida e a qualidade de vida um impacto linear positivo sobre a auto-efic&aacute;cia. A reciprocidade na rela&ccedil;&atilde;o sentido de vida &harr; depress&atilde;o foi encontrada nas investiga&ccedil;&otilde;es de Ferreira e Guerra (2014), sustentando as nossas conclus&otilde;es que apontam para a influ&ecirc;ncia no sentido do impacto de vari&aacute;veis psicossociais sobre a reorganiza&ccedil;&atilde;o de objetivos de vida e o sentido de efic&aacute;cia.</p>     <p>Em &uacute;ltima an&aacute;lise, foi ainda encontrado um efeito de media&ccedil;&atilde;o parcial sobre a rela&ccedil;&atilde;o auto-efic&aacute;cia &rarr; sentido de vida. Os estudos tem-se focado nos efeitos diretos entre estas vari&aacute;veis mostrando uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre cren&ccedil;as de auto-efic&aacute;cia e o sentido na vida (DeWitz, 2004). No entanto, as nossas conclus&otilde;es mostram a entrada da qualidade de vida como uma terceira vari&aacute;vel nesta rela&ccedil;&atilde;o. O aumento da auto-efic&aacute;cia associado ao aumento da qualidade de vida parece assim promover melhorias no sentido na vida de indiv&iacute;duos diagnosticados com LVM. Estes dados sustentam assim a import&acirc;ncia da promo&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia como base das interven&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas, tal como defendem alguns autores (Peter et al., 2014).</p>     <p>Mediante os nossos resultados verifica-se elevada interdepend&ecirc;ncia entre as vari&aacute;veis de adapta&ccedil;&atilde;o psicossocial em doentes com LVM. Assim, um dos caminhos de interven&ccedil;&atilde;o poder&aacute; focar-se em fortalecer o sentido de efic&aacute;cia e promover a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o internada objetivando uma melhor orienta&ccedil;&atilde;o para objetivos de vida e, consequentemente, uma adapta&ccedil;&atilde;o ajustada &agrave;s suas limita&ccedil;&otilde;es funcionais.</p>     <p>Apesar da relev&acirc;ncia das conclus&otilde;es, este estudo integra algumas limita&ccedil;&otilde;es. A dimens&atilde;o reduzida da amostra condiciona a generaliza&ccedil;&atilde;o dos nossos resultados. Do mesmo modo, a desigualdade de g&eacute;nero e vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas, como as visitas ao domic&iacute;lio, o quadro cl&iacute;nico, a causa da les&atilde;o e o tempo de internamento, poder&atilde;o conduzir a diferen&ccedil;as de ajustamento que influenciam os resultados obtidos e devem ser consideradas em estudos posteriores. O facto do protocolo ter sido aplicado numa entrevista oral, pode tamb&eacute;m ter influenciado as respostas dos participantes inclu&iacute;dos devido &agrave; desejabilidade social. Por fim, a literatura n&atilde;o &eacute; consensual quanto ao modelo a usar para o PIL (1 ou 2 fatores) (Peter et al., 2014). A maioria dos estudos utilizaram o modelo de 1 fator, e para facilitar a compara&ccedil;&atilde;o de resultados, este estudo utilizou o mesmo modelo.</p>     <p>Salienta-se ainda a import&acirc;ncia de desenvolver mais investiga&ccedil;&otilde;es neste &acirc;mbito uma vez que os nossos resultados n&atilde;o explicam todo o espectro do ajustamento psicossocial na LVM. Uma abordagem baseada na compara&ccedil;&atilde;o do ajustamento em popula&ccedil;&atilde;o em internamento e na comunidade, bem como a realiza&ccedil;&atilde;o de estudos longitudinais que se foquem na varia&ccedil;&atilde;o dos constructos testados ao longo do tempo poder&atilde;o contribuir para a melhoria da qualidade das interven&ccedil;&otilde;es oferecidas, tornando-as mais ajustadas &agrave;s especificidades dos indiv&iacute;duos com LVM e promovendo a sua reabilita&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Albrecht, G., &amp; Devlieger, P. (1999). The disability paradox: high quality of life against all odds. <i>Social Science &amp; Medicine, 48</i>, 577-588. doi: 10.1016/S0277-9536(98)00411-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540155&pid=S1645-0086201600030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Amaral, M. (2009). Encontrar um novo sentido de vida: um estudo explicativo da adapta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s les&atilde;o medular. <i>Revista da Escola de Enfermagem da USP, 43</i>, 573-580. doi:10.1590/S0080-62342009000300011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540156&pid=S1645-0086201600030001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bandura, A. (1977). Self-efficacy: Toward a unifying theory of behavioral change.&nbsp;<i>Psychological Review, 84</i>, 191-215. doi: 10.1037/0033-295X.84.2.191&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540157&pid=S1645-0086201600030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Costa, J. (2012). <i>Vari&aacute;veis Psicol&oacute;gicas na Ades&atilde;o Terap&ecirc;utica em Lesionados Medulares.&nbsp;</i>Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado, Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o - Universidade de Coimbra, Coimbra.</p>     <!-- ref --><p>Craig, A., Tran, Y., &amp; Middleton, J. (2009). Psychological morbidity and spinal cord injury: a systematic review. <i>Spinal Cord, 47</i>, 108-114. doi: 10.1038/sc.2008.115&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540159&pid=S1645-0086201600030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>deRoon-Cassini, T., de St Aubin, E., Valvano, A., Hastings, J., &amp; Horn, P. (2009). Psychological Well-Being After Spinal Cord Injury: Perception of Loss and meaning Making. <i>Rehabilitation, 54</i>, 306-314. doi: 10.1037/a0016545&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540160&pid=S1645-0086201600030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DeWitz, S. J. (2004). <i>Exploring the relationshio between self-efficacy beliefs and purpose in&nbsp;</i><i>life.</i> Ph.D. Thesis, Ohio State University, Ohio.</p>     <!-- ref --><p>Dijkers, M. (1997). Quality of life after spinal cord injury: a meta analysis of the effects of disablement components. <i>Spinal Cord, 35</i>, 829-840. doi: 10.1038/sj.sc.3100571&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540162&pid=S1645-0086201600030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fechio, M. B., Pacheco, K. M. B., Kaihami, H. N., &amp; Alves, V. L. R. (2009). A repercuss&atilde;o da les&atilde;o medular na identidade do sujeito. <i>Acta Fisiatra, 16</i>, 38-42. doi: 10.5935/0104-7795.20090005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540163&pid=S1645-0086201600030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ferreira, M., &amp; Guerra, M. P. (2014). Adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; les&atilde;o vertebro-medular. <i>Psicologia, sa&uacute;de&nbsp;</i><i>e doen&ccedil;as, 15</i>, 380-395. doi: 10.15309/14psd150205&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540164&pid=S1645-0086201600030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fl&uuml;ckiger, C., W&uuml;sten, G., Zinbarg, R. E., &amp; Wampold B. E. (2010). <i>Resource activation:&nbsp;</i><i>Using clients' own strengths in psychotherapy and counseling.</i> Cambridge: Hogrefe Publishing.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540165&pid=S1645-0086201600030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hampton, N. Z. (2000). Self-efficacy and quality of life in people with spinal cord injuries in China. <i>Rehabilitation Counseling Bulletin, 43</i>, 66-74. doi: 10.1177/003435520004300202&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540167&pid=S1645-0086201600030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hampton, N. Z. (2004). Subjective Well-Being Among People with Spinal Cord Injuries: The Role of Self-Efficacy, Perceived Social Support, and Perceived Health. <i>Rehabilitation Counseling Bulletin, 48</i>, 31-37. doi: 10.1177/00343552040480010401&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540168&pid=S1645-0086201600030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kalpakjian, C. Z., McCullumsmith, C. B., Fann, J. R., Richards, J. S., Stoelb, B. L., Heinemann, A. W., &amp; Bombardier, C. H. (2014). Post-traumatic growth following spinal cord injury. <i>Journal of Spinal Cord Medicine, 37</i>, 218-225. doi: 10.1179/2045772313Y.0000000169&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540169&pid=S1645-0086201600030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kennedy, P., Evans, M., &amp; Sandhu, N. (2009). Psychological adjustment to spinal cord injury: the contribution of coping, hope and cognitive appraisals. <i>Psychology Health and Medicine, 14</i>, 17-33. doi: 10.1080/1354850080200180&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540170&pid=S1645-0086201600030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>La&iacute;ns, J. (1991). <i>Guia para o uso do Banco Uniformizado de Dados para Reabilita&ccedil;&atilde;o&nbsp;</i><i>M&eacute;dica &ndash; MIF</i>.</p>     <!-- ref --><p>Middleton, J., &amp; Craig, A. (2008). Psychological Challenges in Treating Persons with Spinal Cord Injury. In A. Craig &amp; Y. Tran (Eds.), <i>Psychological Aspects Associated with Spinal Cord Injury Rehabilitation: New Directions and Best Evidence</i>. 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Life goals: the concept and its relevance to rehabilitation. <i>Clinical&nbsp;</i><i>Rehabilitation, 17</i>, 192-202. doi: 10.1191/0269215503cr599oa&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540175&pid=S1645-0086201600030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pais-Ribeiro, J. (1995). Adapta&ccedil;&atilde;o de uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia geral&nbsp;<i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica: formas e contextos</i> (pp. 163-176). Braga: APPORT.</p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J., Silva, I., Ferreira, T., Martins, A., Meneses, R., &amp; Baltar, M. (2007). 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Purpose in life as a mediator of adjustment after spinal cord injury. <i>Rehabilitation Psychology, 48</i>, 100-108. doi: 10.1037/0090-5550.48.2.100&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540187&pid=S1645-0086201600030001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vaz Serra, A., Canavarro, M., Sim&otilde;es, M., Perreira, M., Gameiro, S., Quartilho, M., &amp; Paredes, T. (2006). Estudos psicom&eacute;tricos do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHOQOL-Bref) para portugu&ecirc;s de Portugal. <i>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 27</i>, 41-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540188&pid=S1645-0086201600030001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia Universidade de Aveiro, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal; Telf.: (+351) 234 370 353. E-mail: <a href="mailto:smonteiro@ua.pt">smonteiro@ua.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 14 de Abril de 2016/ Aceite em 10 de Novembro de 2016</p>      ]]></body><back>
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