<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862016000300014</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15309/16psd170314</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficácia da intervenção multidisciplinar em sobreviventes de cancro de mama]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effectiveness of a multidisciplinary intervention in breast cancer survivors]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tânia]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
<xref ref-type="aff" rid="A A"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
<xref ref-type="aff" rid="A A"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Anabela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1 "/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caetano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Rita]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Departamento de Educação e Psicologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Aveiro ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Medicina Center for Health Technology and Services Research]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA3">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Educação de Coimbra  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Coimbra ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="AA4">
<institution><![CDATA[,Escola Superior de Enfermagem da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azeméis  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Oliveira de Azeméis ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>483</fpage>
<lpage>502</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862016000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862016000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862016000300014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O número de sobreviventes de cancro de mama tem vindo a aumentar devido aos avanços alcançados na deteção precoce e no tratamento do cancro da mama. A intervenção multidisciplinar tem demonstrado ser eficaz em sobreviventes de cancro da mama. O presente estudo pretende implementar e avaliar um programa de intervenção multidisciplinar em mulheres sobreviventes de cancro da mama. A amostra foi constituída por 19 sobreviventes de cancro da mama distribuídas por dois grupos: 9 com intervenção multidisciplinar e 10 sem qualquer intervenção. Ambos os grupos de sobreviventes foram sujeitos a dois momentos de avaliação: antes e após a intervenção. Os instrumentos utilizados foram o Questionário de Qualidade de Vida da Organização Europeia de Investigação e Tratamento do Cancro com o módulo suplementar de cancro da mama (EORTC QLQ-C3O e BR-23), a Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (EADH), o Cancer Coping Questionnaire (CCQ), o Inventário Clínico de Autoconceito (ICAC) e o Questionário de Medo de Progressão (QMP). No grupo experimental verificou-se um aumento significativo da subescala função física do domínio da qualidade de vida. No grupo de controlo verificou-se uma diminuição significativa na subescala interpessoal e um aumento significativo no autoconceito total. Conclui-se que o programa multidisciplinar implementado revelou ser eficaz no aumento da qualidade de vida de mulheres portuguesas sobreviventes de cancro da mama.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The number of survivors of breast cancer has been increasing due to advances in early detection and treatment of breast cancer. The multidisciplinary intervention has been shown to be effective in breast cancer survivors. This study aims to implement and evaluate a multidisciplinary intervention program in women survivors of breast cancer. A sample of 19 breast cancer survivors divided into two groups: 9 were proposed intervention and 10 without intervention. Both groups were monitored within two different moments: before and after intervention. The assessments instruments used were Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire of the European with the Supplementary Questionnaire Breast Cancer Module (EORTC QLQ-C3O and BR-23), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), Cancer Coping Questionnaire (CCQ), Self-Concept Clinical Inventory (ICAC) and Fear of Progression Questionnaire (FoP-Q). Experimental group showed significant increase of physical scale of quality of life domain. In control group showed significant decrease of interpersonal scale and significant increase of total self-concept. Multidisciplinary program implemented reveal effective on quality of life increase of Portuguese women's breast cancer survivors.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Sobreviventes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[cancro da mama]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[intervenção multidisciplinar]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Survivors]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[breast cancer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[multidisciplinary intervention]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar em sobreviventes de cancro de mama</b></p>     <p><b>Effectiveness of a multidisciplinary intervention in breast cancer survivors</b></p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>T&acirc;nia Correia<sup>1,2</sup>, Sara Monteiro<sup>1,3,4,5</sup>, Ana Torres<sup>1,3,6,7</sup>, Anabela Pereira<sup>1,3,8</sup>,Teresa Caetano<sup>1,9,10</sup>, , &amp; Rita Silva <sup>10,11</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade de Aveiro, Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal;</p>     <p><sup>2</sup>e-mail:&nbsp;<a href="mailto:anabelapereira@ua.pt">tania.asc@ua.pt</a>;</p>     <p><sup>3</sup>CINTESIS - Center for Health Technology and Services Research, Universidade do Porto, Faculdade de Medicina, 4200 - 450 Porto, Portugal;</p>     <p><sup>4</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o de Coimbra, 3030-329 Coimbra, Portugal.</p>     <p><sup>5</sup>e-mail: <a href="mailto:smonteiro@ua.pt">smonteiro@ua.pt</a>;</p>     <p><sup>6</sup>Escola Superior de Enfermagem&nbsp;da Cruz Vermelha Portuguesa de Oliveira de Azem&eacute;is, 3720-126 Oliveira de Azem&eacute;is, Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup>7</sup>e-mail: <a href="mailto:anatorres@ua.pt">anatorres@ua.pt</a>;</p>     <p><sup>8</sup>e-mail: <a href="mailto:anabelapereira@ua.pt">anabelapereira@ua.pt</a>;</p>     <p><sup>9 </sup>Agrupamento de Centros de Sa&uacute;de do Baixo Vouga II, 3810 Aveiro, Portugal.</p>     <p><sup>10</sup>e-mail: <a href="mailto:tecaetano74@gmail.com">tecaetano74@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>11</sup>e-mail: <a href="mailto:ftritasilva@gmail.com">ftritasilva@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O n&uacute;mero de sobreviventes de cancro de mama tem vindo a aumentar devido aos avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na dete&ccedil;&atilde;o precoce e no tratamento do cancro da mama. A interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar tem demonstrado ser eficaz em sobreviventes de cancro da mama. O presente estudo pretende implementar e avaliar um programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar em mulheres sobreviventes de cancro da mama. A amostra foi constitu&iacute;da por 19 sobreviventes de cancro da mama distribu&iacute;das por dois grupos: 9 com interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar e 10 sem qualquer interven&ccedil;&atilde;o. Ambos os grupos de sobreviventes foram sujeitos a dois momentos de avalia&ccedil;&atilde;o: antes e ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Os instrumentos utilizados foram o Question&aacute;rio de Qualidade de Vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Europeia de Investiga&ccedil;&atilde;o e Tratamento do Cancro com o m&oacute;dulo suplementar de cancro da mama (EORTC QLQ-C3O e BR-23), a Escala de Ansiedade e Depress&atilde;o Hospitalar (EADH), o Cancer Coping Questionnaire (CCQ), o Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico de Autoconceito (ICAC) e o Question&aacute;rio de Medo de Progress&atilde;o (QMP). No grupo experimental verificou-se um aumento significativo da subescala fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do dom&iacute;nio da qualidade de vida. No grupo de controlo verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa na subescala interpessoal e um aumento significativo no autoconceito total. Conclui-se que o programa multidisciplinar implementado revelou ser eficaz no aumento da qualidade de vida de mulheres portuguesas sobreviventes de cancro da mama.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Sobreviventes, cancro da mama, interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The number of survivors of breast cancer has been increasing due to advances in early detection and treatment of breast cancer. The multidisciplinary intervention has been shown to be effective in breast cancer survivors. This study aims to implement and evaluate a multidisciplinary intervention program in women survivors of breast cancer. A sample of 19 breast cancer survivors divided into two groups: 9 were proposed intervention and 10 without intervention. Both groups were monitored within two different moments: before and after intervention. The assessments instruments used were Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire of the European with the Supplementary Questionnaire Breast Cancer Module (EORTC QLQ-C3O and BR-23), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), Cancer Coping Questionnaire (CCQ), Self-Concept Clinical Inventory (ICAC) and Fear of Progression Questionnaire (FoP-Q). Experimental group showed significant increase of physical scale of quality of life domain. In control group showed significant decrease of interpersonal scale and significant increase of total self-concept. Multidisciplinary program implemented reveal effective on quality of life increase of Portuguese women&rsquo;s breast cancer survivors.</p>     <p><b>Keywords: </b>Survivors, breast cancer, multidisciplinary intervention.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O cancro &eacute; uma das principais causas de mortalidade em todo o mundo sendo previs&iacute;vel a n&iacute;vel mundial que nas pr&oacute;ximas duas d&eacute;cadas o n&uacute;mero de novos casos de cancro aumente cerca de 70% (WHO, 2015). Os tratamentos e a dete&ccedil;&atilde;o precoce do cancro da mama t&ecirc;m progredido, refletindo-se num aumento do n&uacute;mero de sobreviventes (Akechi et al., 2014). O conceito de sobrevivente de cancro n&atilde;o &eacute; um conceito consensual tendo diversas defini&ccedil;&otilde;es. No entanto, os profissionais de sa&uacute;de definem o sobrevivente de cancro como o indiv&iacute;duo que n&atilde;o tem evid&ecirc;ncia de doen&ccedil;a (Leigh &amp; Stovall, 2003) sendo esta a defini&ccedil;&atilde;o adotada para o presente estudo.</p>     <p>O cancro confere uma amea&ccedil;a &agrave; integridade f&iacute;sica e ps&iacute;quica confrontando a pessoa com a sua pr&oacute;pria vulnerabilidade (Solana, 2005). O diagn&oacute;stico de cancro &eacute; um momento caracterizado por elevados n&iacute;veis de <i>stress</i> e de ang&uacute;stia para os indiv&iacute;duos, podendo influenciar diversas &aacute;reas da vida (psicol&oacute;gica, f&iacute;sica e social) e determinar v&aacute;rias consequ&ecirc;ncias, nomeadamente elevado sofrimento emocional (Pitceathly &amp; Maguire, 2003), que podem persistir ap&oacute;s o fim dos tratamentos (Maia &amp; Correia, 2008). Estas consequ&ecirc;ncias nas diversas &aacute;reas, principalmente ao n&iacute;vel psicol&oacute;gico, n&atilde;o se verificam apenas no momento de diagn&oacute;stico encontrando-se tamb&eacute;m presentes nos sobreviventes de cancro (Baker, Denniston, Smith, &amp; West, 2005; Hodgkinson et al., 2007). Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es mais comuns nos sobreviventes &eacute; o medo de recorr&ecirc;ncia do cancro (Armes et al., 2009). Al&eacute;m desta preocupa&ccedil;&atilde;o, os sobreviventes deparam-se tamb&eacute;m com problemas como a descoberta de um significado do cancro na pr&oacute;pria vida e o lidar com os efeitos dos tratamentos a curto, m&eacute;dio e longo prazo (Oliveira &amp; Monteiro, 2004). Outra das dificuldades dos sobreviventes de cancro est&aacute; relacionada com a exist&ecirc;ncia de sintomatologia psicopatol&oacute;gica concomitante com o medo de recorr&ecirc;ncia (Akechi et al., 2011).</p>     <p>O principal trabalho do psic&oacute;logo no apoio aos doentes oncol&oacute;gicos &eacute; ajud&aacute;-los a lidar com as mudan&ccedil;as associadas ao cancro e aos seus tratamentos, sendo de salientar que este trabalho perdura para al&eacute;m do fim dos tratamentos devido &agrave;s sequelas emocionais que se t&ecirc;m verificado persistir anos ap&oacute;s o tratamento (APA Help Center, 2004). As interven&ccedil;&otilde;es psicossociais t&ecirc;m tido um contributo positivo no ajustamento emocional e funcional das pacientes com cancro da mama (Antoni et al., 2001). V&aacute;rios estudos t&ecirc;m demonstrado a efic&aacute;cia da terapia cognitivo-comportamental (e.g., Goedendorp, Knoop, Gielissen, Verhagen, &amp; Bleijenberg, 2014) e da psicoeduca&ccedil;&atilde;o nomeadamente: na redu&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos (Barsevick, Sweeney, Haney, &amp; Chung, 2002); no aumento do conhecimento sobre a doen&ccedil;a e tratamentos (Okamura, Fukui, Nagasaka, Koike, &amp; Uchitome, 2003); na minimiza&ccedil;&atilde;o do distress e ansiedade (Trask, Paterson, Griffith, Riba, &amp; Schwartz, 2003); no aumento da perce&ccedil;&atilde;o de autoefic&aacute;cia (Pereira, Lima, Monteiro, Torres, &amp; Caetano, 2014); na limita&ccedil;&atilde;o das possibilidades de reincid&ecirc;ncia (Mishel et al., 2005); na utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>coping</i> adaptativas (Souza &amp; Ara&uacute;jo, 2010); e na melhoria da qualidade de vida (QdV) (Trask, Paterson, Griffith, Riba, &amp; Schwartz, 2003). A interven&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica realizada no formato de grupo tem sido a mais utilizada nos indiv&iacute;duos com cancro sendo a sua efic&aacute;cia comprovada na literatura (Ven&acirc;ncio, 2004). Estudos demonstram que as interven&ccedil;&otilde;es em grupo conduzem a um aumento da QDV (Gottleib &amp; Wachala, 2007), &agrave; promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>coping</i> mais adaptativas e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do <i>distress</i> (Souza &amp; Ara&uacute;jo, 2010), existindo uma melhoria significativa na sa&uacute;de mental e funcionamento psicossocial (Gottlieb &amp; Wachala, 2007). No que respeita especificamente &agrave; interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa em grupo em sobreviventes de cancro, os resultados encontrados indicam uma melhoria do vigor, esp&iacute;rito de luta (Fukui et al., 2000), humor e QdV (Fukui et al., 2000; Simpson, Carlson, &amp; Trew, 2001), sugerindo que esta interven&ccedil;&atilde;o &eacute; eficaz tamb&eacute;m nesta popula&ccedil;&atilde;o. Em Portugal, a pesquisa relativamente &agrave; efic&aacute;cia da aplica&ccedil;&atilde;o destas interven&ccedil;&otilde;es embora seja escassa tem vindo a aumentar (e.g., Torres, Pereira, Monteiro, &amp; Ara&uacute;jo, 2011; Pereira et al., 2014).</p>     <p>A reabilita&ccedil;&atilde;o nos pacientes com cancro &eacute; baseada na rela&ccedil;&atilde;o entre os aspetos psicol&oacute;gicos, f&iacute;sicos e sociais. Os estudos nesta &aacute;rea s&atilde;o escassos e existe a necessidade de investiga&ccedil;&otilde;es que integrem a reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial e f&iacute;sica em sobreviventes de cancro (Ronson &amp; Body, 2002). Estudos realizados documentam os benef&iacute;cios que a interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar pode acarretar nesta popula&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, o estudo de Hauken, Holsen, Fismen, &amp; Larsen, em 2015 indicou que a interven&ccedil;&atilde;o foi eficaz ao n&iacute;vel da melhoria da QdV e diminui&ccedil;&atilde;o da fadiga Num outro estudo sobre a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar foram tamb&eacute;m encontrados resultados ben&eacute;ficos a curto-prazo na QdV, vari&aacute;veis fisiol&oacute;gicas e <i>distress</i> psicol&oacute;gico (Van Weert et al., 2004). Ao n&iacute;vel nacional, destaca-se o estudo de Caetano (2014) que consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o de um programa multidisciplinar em sobreviventes de cancro da mama, tendo-se verificado a sua efic&aacute;cia no aumento da QdV e do autoconceito, validando a sua exequibilidade. Nas interven&ccedil;&otilde;es multidisciplinares, muitas vezes est&aacute; presente a componente da fisioterapia. A fisioterapia &eacute; inclu&iacute;da nestas interven&ccedil;&otilde;es por ser considerada a forma mais eficaz de lidar com os problemas m&uacute;sculo-esquel&eacute;ticos, frequentemente encontrados como uma consequ&ecirc;ncia decorrente do cancro da mama (Beurskens, Van Uden, Strobbe, Oostendorp, &amp; Wobbes, 2007). A utiliza&ccedil;&atilde;o de fisioterapia na reabilita&ccedil;&atilde;o de mulheres em fase de sobreviv&ecirc;ncia tem evidenciado melhorias, nomeadamente no estado de sa&uacute;de geral, nos sintomas relacionados com os membros superiores e zona afetada, fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, social e emocional (Duarte, 2010) tendo um impacto positivo na QdV (Beurskens et al., 2007).</p>     <p>O presente estudo tem como objetivo avaliar a efic&aacute;cia da implementa&ccedil;&atilde;o de um programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, que integra a psicoeduca&ccedil;&atilde;o com a fisioterapia em mulheres sobreviventes de cancro da mama, atrav&eacute;s dos seguintes indicadores: psicopatologia, estrat&eacute;gias de <i>coping</i>, autoconceito, QdV e medo de recorr&ecirc;ncia. De acordo com a revis&atilde;o de literatura efetuada, espera-se que ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, as sobreviventes de cancro da mama apresentem n&iacute;veis mais reduzidos de psicopatologia e de medo de recorr&ecirc;ncia; n&iacute;veis mais elevados de autoconceito e de QdV; e que melhorem as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no presente estudo 19 mulheres sobreviventes de cancro da mama das Unidades de Sa&uacute;de Familiares (USF) do Centro de Sa&uacute;de de Aveiro. As participantes foram selecionadas atrav&eacute;s do encaminhamento dos m&eacute;dicos de fam&iacute;lia e de acordo com os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: idade superior a 18 anos, presen&ccedil;a de diagn&oacute;stico de cancro da mama e finaliza&ccedil;&atilde;o dos tratamentos. Os crit&eacute;rios de exclus&atilde;o estabelecidos foram a incapacidade de estabelecimento de contacto interpessoal, inaptid&atilde;o para tarefas de grupo, presen&ccedil;a de perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas graves e/ou perturba&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas e depend&ecirc;ncia ou abuso de drogas ou &aacute;lcool. Foram exclu&iacute;das duas participantes do estudo, uma por desist&ecirc;ncia e outra por reincid&ecirc;ncia do cancro da mama. Da amostra 9 mulheres integraram o grupo experimental (GE) e 10 integraram o grupo de controlo (GC).</p>     <p>O GE e o GC s&atilde;o equivalentes ao n&iacute;vel das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e cl&iacute;nicas avaliadas (<a href="#q1">quadro 1</a> e <a href="#q2">2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Instrumentos</i></p>     <p>O question&aacute;rio sociodemográfico e cl&iacute;nico permitiu recolher dados das participantes referentes &agrave; idade, estado civil, habilita&ccedil;&otilde;es liter&aacute;rias, situa&ccedil;&atilde;o profissional, data de diagn&oacute;stico do cancro, meio de dete&ccedil;&atilde;o e tratamentos que foram realizados e/ou que ainda se encontram a ser realizados.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Cancer Coping Questionnaire</i> (CCQ) (Moorey, Frampton, &amp; Greer, 2003; vers&atilde;o portuguesa de Torres, Pereira, &amp; Monteiro, 2014) &eacute; um question&aacute;rio de auto-resposta de administra&ccedil;&atilde;o f&aacute;cil e r&aacute;pida que permite avaliar estrat&eacute;gias de <i>coping</i>. &Eacute; constitu&iacute;do por 21 itens divididos em duas subescalas (subescala individual e subescala interpessoal) (Moorey et al., 2003). Os itens s&atilde;o respondidos numa escala de 1 (&ldquo;Nunca&rdquo;) a 4 (&ldquo;Muito Frequentemente&rdquo;) sendo as pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas correspondentes a um maior n&uacute;mero de estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas (Torres et al., 2014). No estudo original o instrumento apresenta uma consist&ecirc;ncia interna adequada tendo-se obtido um alfa de Chronbach de 0,87 para a subescala individual e 0,82 para a subescala interpessoal. Na validade teste-reteste obteve-se um resultado de 0,90 (n=25, p&lt;0,001) para a subescala individual e de 0,84 (n=19, p&lt;0,001) para a subescala interpessoal (Moorey et al., 2003). No estudo de valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa o instrumento demonstrou ter uma boa consist&ecirc;ncia interna (alfa de Chronbach de 0,80 na escala completa) e fidelidade teste-reteste (correla&ccedil;&otilde;es de Spearman de 0,59 com p&lt;0,001 na subescala individual e de 0,65 com p&lt;0,001 na subescala interpessoal) (Torres et al., 2014).</p>     <p>O <i>Quality of Life Questionnaire</i> (QLQ-C30) (Aaronson et al., 1993; vers&atilde;o portuguesa de Pais-Ribeiro, Pinto, &amp; Santos, 2008), utilizado para avaliar a QdV relacionada com a sa&uacute;de de indiv&iacute;duos com doen&ccedil;a oncol&oacute;gica, &eacute; um question&aacute;rio de auto-resposta constitu&iacute;do por 30 itens com escalas com multi-itens e itens &uacute;nicos. O QLQ-C30 &eacute; constitu&iacute;do por 5 escalas funcionais (funcionamento f&iacute;sico, emocional, cognitivo, social e de papel), 3 escalas de sintomas (fadiga, dor, n&aacute;useas e v&oacute;mitos) e uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o global (sa&uacute;de e qualidade de vida). Os itens &uacute;nicos avaliam sintomas adicionais usualmente relatados numa situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a oncol&oacute;gica (dispneia, perda de apetite, perturba&ccedil;&otilde;es do sono, obstipa&ccedil;&atilde;o e diarreia) e o impacto financeiro percebido na doen&ccedil;a e tratamento (Aaronson et al., 1993). Os itens s&atilde;o avaliados numa escala de 1 (&ldquo;N&atilde;o&rdquo;) a 4 (&ldquo;Muito&rdquo;) pontos &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da escala de avalia&ccedil;&atilde;o global (sa&uacute;de e qualidade de vida) que &eacute; avaliada numa escala de 1 (&ldquo;P&eacute;ssima&rdquo;) a 7 (&ldquo;&Oacute;tima&rdquo;). Uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada na escala de avalia&ccedil;&atilde;o global representa um melhor funcionamento e QdV, enquanto uma pontua&ccedil;&atilde;o elevada na escala de sintomas representa um elevado n&iacute;vel de sintomatologia. A escala de QdV global apresenta uma confiabilidade interna e validade preditiva adequada. No estudo de valida&ccedil;&atilde;o portuguesa o question&aacute;rio apresenta boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas, com um alfa de Cronbach para a escala de avalia&ccedil;&atilde;o global de 0,88 e valores que variam de 0,57 e 0,87 para as restantes escalas. A escala de funcionamento cognitivo e de funcionamento emocional apresentaram os valores extremos (Pais-Ribeiro et al., 2008).</p>     <p>A Escala de Ansiedade e Depress&atilde;o Hospitalar (EADH) (Zigmond &amp; Snaith, 1983; vers&atilde;o portuguesa de Pais-Ribeiro, Silva, Ferreira, Martins, Meneses, &amp; Baltar, 2007) &eacute; constitu&iacute;da por 2 subescalas, uma para avaliar a ansiedade e outra para avaliar a depress&atilde;o (com 7 itens cada). Cada item &eacute; respondido numa escala tipo <i>likert</i> de 0 a 3 sendo que quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o total obtida maior a presen&ccedil;a de sintomatologia. No estudo original (Zigmond &amp; Snaith, 1983) o question&aacute;rio apresenta caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas satisfat&oacute;rias encontrando correla&ccedil;&otilde;es elevadas com outras medidas de ansiedade (rs= 0,74) e depress&atilde;o (rs= 0,70). No estudo de valida&ccedil;&atilde;o portuguesa verificaram-se boas caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas obtendo um alfa de Cronbach de 0,76 para a subescala de ansiedade e de 0,81 para a subescala de depress&atilde;o (Pais-Ribeiro et al., 2007).</p>     <p>O Invent&aacute;rio Cl&iacute;nico do Auto-Conceito (ICAC) (Vaz-Serra, 1986) tem como objetivo avaliar o autoconceito e &eacute; composto por 20 itens avaliados numa escala tipo <i>likert</i> de resposta de 1 (&ldquo;N&atilde;o concordo&rdquo;) a 5 (&ldquo;Concordo muit&iacute;ssimo&rdquo;). As quest&otilde;es negativas s&atilde;o pontuadas de forma inversa (itens 3, 12 e 18). O instrumento avalia os seguintes 4 fatores: aceita&ccedil;&atilde;o/rejei&ccedil;&atilde;o social, auto-efic&aacute;cia, maturidade psicol&oacute;gica e impulsividade-atividade. A pontua&ccedil;&atilde;o total obt&eacute;m-se pela soma de todos os itens sendo que quanto maior a pontua&ccedil;&atilde;o melhor &eacute; o autoconceito. No estudo original verifica-se uma boa consist&ecirc;ncia interna (0,80) e uma boa estabilidade temporal (0,84) (Vaz-Serra, 1986).</p>     <p>O Question&aacute;rio de Medo de Progress&atilde;o (QMP) (Herschbach et al., 2005; vers&atilde;o de investiga&ccedil;&atilde;o de Torres, Guimar&atilde;es, Silva, Monteiro, &amp; Pereira, 2015) &eacute; um question&aacute;rio de auto-resposta constitu&iacute;do por 43 itens cujas respostas s&atilde;o dadas numa escala tipo <i>likert</i> de 1 (&ldquo;Nunca&rdquo;) a 5 (&ldquo;Muito frequentemente&rdquo;). O question&aacute;rio avalia as seguintes 5 subescalas: rea&ccedil;&otilde;es afetivas, companheiro/fam&iacute;lia, ocupa&ccedil;&atilde;o, perda de autonomia e lidar com a ansiedade. A pontua&ccedil;&atilde;o total &eacute; calculada pela soma da m&eacute;dia das subescalas, excluindo a subescala &ldquo;lidar com a ansiedade&rdquo; sendo que quanto mais elevada a pontua&ccedil;&atilde;o total maior &eacute; o medo de recorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. No estudo original de valida&ccedil;&atilde;o obteve-se uma elevada consist&ecirc;ncia interna (0,95) (Herschbach et al., 2005).</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>O presente estudo de investiga&ccedil;&atilde;o foi realizado no ACeS Baixo Vouga. A divulga&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o do estudo foi realizada pelas USF atrav&eacute;s de um folheto informativo que continha os objetivos da investiga&ccedil;&atilde;o, crit&eacute;rios de inclus&atilde;o das participantes e resultados alcan&ccedil;ados com um estudo anterior (Caetano, 2014). Este folheto foi enviado para os m&eacute;dicos de fam&iacute;lia das USF que encaminharam as participantes para o estudo. As participantes encaminhadas foram posteriormente convocadas, por contacto telef&oacute;nico, para uma entrevista individual. Nesta entrevista foram explicados os objetivos e os procedimentos do estudo solicitando o consentimento informado no caso de interesse de participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria. De seguida foi recolhida a informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e cl&iacute;nica atrav&eacute;s de um question&aacute;rio para o efeito, bem como o interesse e grau de motiva&ccedil;&atilde;o em participar no grupo. Ap&oacute;s a recolha da informa&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica e cl&iacute;nica foi solicitado o auto-preenchimento dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o referentes ao primeiro momento (pr&eacute;-teste). Ap&oacute;s a entrevista as participantes que tinham interesse em participar e cumpriam os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram contactadas para iniciar o programa de interven&ccedil;&atilde;o constituindo assim o grupo experimental.</p>     <p>O programa de interven&ccedil;&atilde;o implementado foi o InMAMAGroup &ndash; Programa de Interven&ccedil;&atilde;o de Grupo para Mulheres com Cancro da Mama desenvolvido por Torres, Ara&uacute;jo, Pereira e Monteiro (2015) e complementado com estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o de fisioterapia por Caetano (2014). O objetivo geral do programa de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; familiarizar as participantes com vari&aacute;veis importantes na fase de sobreviv&ecirc;ncia e dar informa&ccedil;&atilde;o e treino em t&eacute;cnicas e estrat&eacute;gias para lidar com os efeitos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos da doen&ccedil;a e dos tratamentos. O programa de interven&ccedil;&atilde;o &eacute; constitu&iacute;do por 8 sess&otilde;es semanais com uma dura&ccedil;&atilde;o de cerca de 90 minutos tendo sido orientado por uma psic&oacute;loga e uma fisioterapeuta com a presen&ccedil;a de uma observadora. Em cada sess&atilde;o foi fornecido material auxiliar e material com a s&iacute;ntese da informa&ccedil;&atilde;o abordada na sess&atilde;o. Foram realizadas algumas altera&ccedil;&otilde;es no programa de interven&ccedil;&atilde;o aplicado, nomeadamente foi retirada uma atividade pr&aacute;tica na sess&atilde;o da tem&aacute;tica da comunica&ccedil;&atilde;o e a ordem da sess&atilde;o 6 e 7 foi trocada devido &agrave; indisponibilidade de uma das terapeutas.</p>     <p>A primeira sess&atilde;o consistiu na apresenta&ccedil;&atilde;o das terapeutas, das regras de funcionamento do grupo e das participantes e pretende que exista partilha de dificuldades encontradas no percurso da doen&ccedil;a pelas sobreviventes. A segunda sess&atilde;o tratou do tema &ldquo;As causas e significado do cancro&rdquo; e pretende discutir e refletir sobre as poss&iacute;veis causas para o aparecimento da doen&ccedil;a e fatores de risco fomentando o car&aacute;cter multifatorial do cancro. Posteriormente foram abordados os estilos de vida contra o cancro incidindo no aumento do conhecimento sobre os benef&iacute;cios da atividade e exerc&iacute;cio f&iacute;sicos para a sa&uacute;de, nomeadamente nas sobreviventes de cancro. Na terceira sess&atilde;o &eacute; abordado o tema das altera&ccedil;&otilde;es corporais relacionadas com os tratamentos e o seu impacto na autoestima sendo sugeridas e discutidas estrat&eacute;gias para lidar com as altera&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e para aumentar a autoestima. No que diz respeito &agrave; fisioterapia abordou-se o tema dos m&uacute;sculos do pavimento p&eacute;lvico e da preven&ccedil;&atilde;o do linfedema. A quarta sess&atilde;o consiste na tem&aacute;tica da gest&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es e tem como objetivo abordar as estrat&eacute;gias de gest&atilde;o do <i>stress </i>e as estrat&eacute;gias de <i>coping</i>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fisioterapia falou-se acerca da incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria na menopausa indicando estrat&eacute;gias para a sua preven&ccedil;&atilde;o. A sess&atilde;o cinco d&aacute; continuidade &agrave; sess&atilde;o quatro abordando mais m&eacute;todos de gest&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es (m&eacute;todo de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, relaxamento, medita&ccedil;&atilde;o e espiritualidade) e na componente da fisioterapia abordou-se novamente os m&uacute;sculos do pavimento p&eacute;lvico relacionando-os com a sexualidade. A sexta sess&atilde;o abordou a tem&aacute;tica &ldquo;A comunica&ccedil;&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es interpessoais&rdquo; consistindo na informa&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o sobre a comunica&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es interpessoais com familiares, amigos, profissionais de sa&uacute;de, entre outros. Ao n&iacute;vel da fisioterapia foi treinado novamente com as participantes exerc&iacute;cios dos m&uacute;sculos do pavimento p&eacute;lvico. Na s&eacute;tima sess&atilde;o falou-se sobre o tema &ldquo;Lidar com a incerteza e com o medo de recorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a&rdquo; e na componente da fisioterapia foram realizadas recomenda&ccedil;&otilde;es de atividade f&iacute;sica espec&iacute;ficas para sobreviventes de cancro da mama. A oitava e &uacute;ltima sess&atilde;o consistiu na conclus&atilde;o do grupo e fomenta&ccedil;&atilde;o dos objetivos para o futuro sendo tamb&eacute;m realizada a avalia&ccedil;&atilde;o do grupo e o preenchimento dos instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o referentes ao segundo momento (p&oacute;s-teste).</p>     <p>O tratamento estat&iacute;stico dos dados foi realizado atrav&eacute;s do <i>Statistical Package for Social Sciences</i>, vers&atilde;o 21.0 (SPSS Inc., Chicago, IL). Os dados foram sujeitos a an&aacute;lises descritivas e inferenciais. As an&aacute;lises realizadas utilizaram preferencialmente estat&iacute;sticas n&atilde;o param&eacute;tricas, tendo em conta as caracter&iacute;sticas da amostra e hip&oacute;teses a serem testadas. Utilizaram-se os testes de Qui-Quadrado (&chi;2) para a avalia&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as entre as vari&aacute;veis categoriais dos dois grupos estudados e o de Mann-Whitney (U) para as caracter&iacute;sticas cont&iacute;nuas e vari&aacute;veis psicossociais, com vista a avaliar a equival&ecirc;ncia dos grupos no in&iacute;cio do estudo. No p&oacute;s-teste foi novamente utilizado o teste de Mann-Whitney para avaliar se os grupos diferiam significativamente nas vari&aacute;veis psicossociais. O teste de Wilcoxon foi utilizado para amostras emparelhadas, para comparar os resultados obtidos do pr&eacute;-teste para o p&oacute;s-teste nos dois grupos, com o objetivo de avaliar os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o nas vari&aacute;veis psicossociais em estudo. O grau de signific&acirc;ncia estat&iacute;stico tido em considera&ccedil;&atilde;o foi de p&lt; 0,05.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesta investiga&ccedil;&atilde;o foi tida em considera&ccedil;&atilde;o a Declara&ccedil;&atilde;o de Hels&iacute;nquia (World Medical Association, 2000), as indica&ccedil;&otilde;es da American Psychological Association (APA, 2010) e do c&oacute;digo deontol&oacute;gico da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses (Regulamento n.&ordm; 258/2011 de 20 de Abril de 2011) para o tratamento &eacute;tico das participantes.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>Diferen&ccedil;as entre o grupo experimental e o grupo de controlo no pr&eacute;-teste</b></p>     <p>Nas vari&aacute;veis psicossociais das subamostras n&atilde;o se observaram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas para a sintomatologia psicopatol&oacute;gica, autoconceito, QdV e medo de recorr&ecirc;ncia. Apenas na subescala individual do <i>coping</i> se verifica uma diferen&ccedil;a estatisticamente significativa com n&iacute;veis superiores no GC (Mdn=36,00) em compara&ccedil;&atilde;o com o GE (Mdn=29,00), U=19,00, z=-2,13, p=0,035. Os resultados obtidos encontram-se descritos no <a href="#q3">quadro 3</a> e <a href="#q4">4</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Diferen&ccedil;as entre o grupo experimental e o grupo de controlo no p&oacute;s-teste</b></p>     <p>As vari&aacute;veis psicossociais das subamostras foram analisadas tamb&eacute;m para o p&oacute;s-teste verificando-se que, na subescala do autoconceito total, o GC (Mdn=87,50) apresentou valores mais elevados do que o GE (Mdn=75,00), U=17, z=-2,30, p=0,022. Os resultados obtidos encontram-se descritos no <a href="#q5">quadro 5</a> e <a href="#q6">6</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o no pr&eacute; e no p&oacute;s-teste</b></p>     <p>Compar&aacute;mos a avalia&ccedil;&atilde;o efetuada no pr&eacute;-teste e no p&oacute;s-teste no GE e no GC. Os resultados obtidos encontram-se descritos no <a href="#q7">quadro 7</a>, <a href="#q8">8</a>, <a href="#q9">9</a> e <a href="#q10">10</a>.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q7"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q7.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q8"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q8.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q9"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q9.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q10"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a14q10.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No GC, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o significativa da subescala interpessoal do <i>coping</i> do pr&eacute;-teste (Mdn=13,00) para o p&oacute;s-teste (7,00), z= -2,196, p=0,023, r=-0,46. Neste grupo verificou-se ainda um aumento significativo no autoconceito total do pr&eacute;-teste (Mdn=82,00) para o p&oacute;s-teste (Mdn=87,50), z= -1,958, p=0,051, r=-0,42.</p>     <p>No GE, no dom&iacute;nio da QdV (Fun&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica), verificou-se um aumento estatisticamente significativo na fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica do pr&eacute;-teste (Mdn=80,00) para o p&oacute;s-teste (Mdn=86,67), z=-2,719, p=0,004, r=-0,54.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>O objetivo deste estudo foi avaliar a efic&aacute;cia de um programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, que conjuga a psicoeduca&ccedil;&atilde;o com a fisioterapia, em mulheres sobreviventes de cancro da mama. De acordo com a revis&atilde;o de literatura efetuada, esperava-se que ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar, as sobreviventes de cancro da mama apresentassem n&iacute;veis mais reduzidos de psicopatologia e de medo de recorr&ecirc;ncia; n&iacute;veis mais elevados de autoconceito e de QdV; e que melhorassem as estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas.</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o tem comprovado a efic&aacute;cia de programas multidisciplinares nesta popula&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. No entanto, em Portugal, estas investiga&ccedil;&otilde;es ainda s&atilde;o escassas sendo este o primeiro estudo que implementa a avalia&ccedil;&atilde;o do medo de recorr&ecirc;ncia do cancro nestes programas. A an&aacute;lise dos resultados encontrados permitiu verificar que ap&oacute;s a implementa&ccedil;&atilde;o da interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar existiu um aumento na subescala da fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica das sobreviventes, do indicador da QdV. Em rela&ccedil;&atilde;o ao GC, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o da subescala interpessoal do <i>coping</i> e um aumento na subescala do autoconceito total.</p>     <p>A an&aacute;lise dos resultados permite referir que no que respeita &agrave; QdV, as participantes do GE melhoraram na subescala fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. O benef&iacute;cio das interven&ccedil;&otilde;es multidisciplinares para a QdV tem sido verificado em alguns estudos (Hauken et al., 2015; Van Weert et al., 2004), especificamente no que se refere ao n&iacute;vel f&iacute;sico quando as interven&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de reabilita&ccedil;&atilde;o (Hauken et al., 2015). A fisioterapia tem evidenciado um impacto na melhoria da QdV (Beurskens et al., 2007), reiterando a utilidade de se utilizar a mesma em programas multidisciplinares, o que pode explicar os resultados encontrados.</p>     <p>O programa de interven&ccedil;&atilde;o implementado inclui ainda indica&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o do funcionamento f&iacute;sico, salientando orienta&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas sobre a atividade f&iacute;sica em sobreviventes de cancro da mama, o que poder&aacute; ter sido indicador da melhoria da fun&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica no nosso grupo de interven&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Relativamente &agrave;s estrat&eacute;gias de <i>coping</i> verificou-se a diminui&ccedil;&atilde;o da subescala interpessoal, no dom&iacute;nio <i>coping</i>, no GC. Este resultado pode ser explicado pelo facto de a literatura referir que a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de <i>coping</i> tende a ser mais prevalente no diagn&oacute;stico e no tratamento existindo assim uma propens&atilde;o para diminuir com o tempo (Danhauer, Crawford, Farmer, &amp; Avis, 2009). No entanto, e ao contr&aacute;rio do esperado, n&atilde;o se verificaram melhorias significativas nas estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas pelas sobreviventes de cancro da mama do GE. Este resultado n&atilde;o corrobora alguns estudos que demonstram a efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa em grupo nesta vari&aacute;vel (Souza &amp; Ara&uacute;jo, 2010). No entanto, outros estudos realizados tamb&eacute;m n&atilde;o evidenciaram benef&iacute;cios da interven&ccedil;&atilde;o nas estrat&eacute;gias de <i>coping</i> utilizadas pelas participantes (Caetano, 2014). Um dos poss&iacute;veis motivos para este resultado &eacute; o elevado n&iacute;vel de funcionalidade das participantes do GE o que poder&aacute; ser indicador de um menor benef&iacute;cio de aprendizagem de estrat&eacute;gias de <i>coping</i>.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao autoconceito verificou-se a melhoria no GC do pr&eacute;-teste para o p&oacute;s-teste. Esta melhoria pode ser sustentada em dados que referem a exist&ecirc;ncia de uma melhor adapta&ccedil;&atilde;o ao cancro da mama relacionada com o maior tempo decorrente ap&oacute;s o t&eacute;rmino dos tratamentos (Amorim, 2007) ou ainda por estudos que verificaram que existem mulheres que apesar dos tratamentos realizados conseguem sentir-se satisfeitas com a sua imagem (Caetano &amp; Soares, 2005). Por outro lado &eacute; importante referir que o tempo dispensado &agrave;s participantes, no momento da entrevista inicial, para ouvirmos a sua hist&oacute;ria e para salientarmos a import&acirc;ncia de colaborarem neste estudo podem ter, de alguma forma, contribu&iacute;do para a melhoria do autoconceito. Em rela&ccedil;&atilde;o ao GE n&atilde;o se verificou, ao contr&aacute;rio do esperado, a melhoria ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o. Estes resultados n&atilde;o s&atilde;o assim concordantes com estudos anteriores que indicam a melhoria do autoconceito nas sobreviventes de cancro ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o (Pereira et al., 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente &agrave; psicopatologia n&atilde;o se verificaram resultados significativos do pr&eacute;-teste para o p&oacute;s-teste. Estes resultados n&atilde;o corroboram alguns estudos que indicam a melhoria desta vari&aacute;vel ap&oacute;s a interven&ccedil;&atilde;o (Fukui et al., 2000; Trask, Paterson, Griffith, Riba, &amp; Schwartz, 2003). No entanto, e de acordo com o estudo de Caetano (2014), a elevada funcionalidade da amostra pode ter diminu&iacute;do o potencial de evolu&ccedil;&atilde;o no indicador de sintomatologia psicopatol&oacute;gica.</p>     <p>Quanto ao medo de recorr&ecirc;ncia, s&atilde;o escassos os estudos que j&aacute; incluem a avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia da interven&ccedil;&atilde;o psicoeducativa em sobreviventes de cancro de mama. No entanto, alguns estudos t&ecirc;m indicado a possibilidade da sua efic&aacute;cia (Mishel et al., 2005). Apesar desta indica&ccedil;&atilde;o de melhoria o mesmo estudo tamb&eacute;m salienta que embora os pensamentos autom&aacute;ticos de possibilidade de reincid&ecirc;ncia n&atilde;o surjam constantemente nas sobreviventes, a amea&ccedil;a de reincid&ecirc;ncia dificilmente &eacute; descartada (Mishel et al., 2005). Uma maior incid&ecirc;ncia, no programa de interven&ccedil;&atilde;o, sobre estrat&eacute;gias de <i>coping</i> para lidar com o medo de recorr&ecirc;ncia poder&aacute; potenciar a melhoria nesta vari&aacute;vel.</p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o deste estudo foi o tamanho reduzido da amostra que pode ter contribu&iacute;do para a n&atilde;o obten&ccedil;&atilde;o de resultados estatisticamente significativos dificultando ainda a generaliza&ccedil;&atilde;o da amostra. A impossibilidade de aleatoriza&ccedil;&atilde;o da amostra pode tamb&eacute;m ter condicionado os resultados obtidos. O facto de as participantes n&atilde;o evidenciarem elevados n&iacute;veis de sintomatologia psicopatol&oacute;gica poder&aacute; ter restringido as melhorias nos indicadores em estudo uma vez que tinham um elevado n&iacute;vel de funcionalidade. Uma outra limita&ccedil;&atilde;o que apontamos &eacute; o facto da maioria das participantes que integraram o grupo de interven&ccedil;&atilde;o referirem que gostariam de participar com o intuito de ajudar as outras participantes, n&atilde;o vendo a interven&ccedil;&atilde;o como uma necessidade, o que pode indicar menores ganhos com a interven&ccedil;&atilde;o. Outro aspeto que pode ter condicionado menores benef&iacute;cios com a interven&ccedil;&atilde;o foi a pouca assiduidade das participantes visto que apenas 3 participaram na totalidade das sess&otilde;es. Embora tenham sido verificadas algumas limita&ccedil;&otilde;es neste estudo, salienta-se a sua import&acirc;ncia e pertin&ecirc;ncia por ser, do nosso conhecimento, a segunda implementa&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar em sobreviventes de cancro da mama na popula&ccedil;&atilde;o portuguesa e o primeiro estudo a avaliar a efic&aacute;cia de um programa de interven&ccedil;&atilde;o no medo de recorr&ecirc;ncia. Para estudos futuros sugerimos a aleatoriza&ccedil;&atilde;o da amostra e uma amostra de maior dimens&atilde;o permitindo que exista uma maior representatividade. Uma vez que a nossa amostra apresentava um bom ajustamento psicol&oacute;gico, o que pode ter limitado a obten&ccedil;&atilde;o de maiores ganhos com a interven&ccedil;&atilde;o, sugerimos em estudos futuros a inclus&atilde;o de participantes que demonstrem um elevado sofrimento emocional.</p>     <p>A implementa&ccedil;&atilde;o do programa de interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar mostrou ser eficaz ao n&iacute;vel da QdV e n&atilde;o ter qualquer efeito potencialmente negativo. Estes benef&iacute;cios conjugados com a escassez de estudos realizados neste &acirc;mbito em Portugal levam-nos a real&ccedil;ar a necessidade de continuar as investiga&ccedil;&otilde;es nesta &aacute;rea, com o intuito de obter resultados mais consistentes e adquirir mais evid&ecirc;ncia da aplicabilidade deste tipo de programas.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Aaronson, N., Ahmedzai, S., Bergman, B., Bullinger, M., Cull, A., Duez, N., et al. (1993). The European Organization for Research and Treatment of Cancer QLQC30: A quality of life-instrument for use in international clinical trials in oncology. <i>Journal of the National Cancer Institute, 85</i>(5), 365-375.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540692&pid=S1645-0086201600030001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Akechi, T., Okuyama, T., Endo, C., et al. (2011). Patient&rsquo;s perceived need and psychological distress and/or quality of life in ambulatory breast cancer patients in Japan. <i>Psychooncology, 20</i>(5), 497&ndash;505. doi:10.1002/pon.1757.</p>     <p>Akechi, T., Momino, K., Yamashita, T., et al. (2014). Contribution of problem-solving skills to fear of recurrence in breast cancer survivors. <i>Breast Cancer Research and Treatment, 145</i>, 205 &ndash; 210. doi: 10.1007/s10549-014-2929-3.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Amorim, C. M. B. F. (2007). <i>Doen&ccedil;a oncol&oacute;gica da mama: Viv&ecirc;ncias de mulheres mastectomizadas</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de doutoramento, Universidade do Porto, Portugal.</p>     <p>Antoni, M. H., Lehman, J. M., Kilbourn, K. M., et al. (2001). Cognitive-behavioral stress management intervention decreases the prevalence of depression and enhances benefit finding among women under treatment for early-stage breast cancer. <i>Health Psychology, 20</i>(1), 20&ndash;32.</p>     <p>APA Help Center (2004). <i>Breast cancer: How your mind can help your body</i>. American Psychological Association.</p>     <p>Armes, J., Crowe, M., Colbourne, L., et al. (2009). Patients&rsquo; supportive care needs beyond the end of cancer treatment: A prospective, longitudinal survey. <i>Journal of Clinical Oncology, 27</i>(36), 6172&ndash;6179. doi:10.1200/JCO.2009.22.5151JCO.2009.22.5151.</p>     <p>Baker, F., Denniston, M., Smith, T., &amp; West, M. M. (2005). Adult cancer survivors: How are they faring?. <i>Cancer, 104</i>(11), 2565&ndash;2576. doi:10.1002/cncr.21488.</p>     <p>Barsevick, A. M., Sweeney, C., Haney, E., &amp; Chung, E. (2002). A systematic qualitative analysis of psychoeducational interventions for depression in patients with cancer. <i>Oncology Nursing Society, 29</i>(1), 73 &ndash; 86. doi: 10.1188/02.ONF.73-87.</p>     <!-- ref --><p>Beurskens, C., Van Uden, C., Strobbe, L., Oostendorp, R., &amp; Wobbes, T. (2007). The efficacy of physiotherapy upon shoulder function following axillary dissection in breast cancer, a randomized controlled study. <i>BMC Cancer, 7</i>(1), 166. doi: 10.1186/1471-2407-7-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540702&pid=S1645-0086201600030001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Caetano, I. T. D. (2014). <i>Os efeitos da interven&ccedil;&atilde;o multidisciplinar em sobreviventes de cancro da mama. Integra&ccedil;&atilde;o da psicoeduca&ccedil;&atilde;o com a fisioterapia</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Caetano, J. A., &amp; Soares, E. (2005). Mulheres mastectomizadas diante do processo de adapta&ccedil;&atilde;o do self-f&iacute;sico e self-pessoal. <i>Revista Enfermagem UERJ, 13</i>, 210-216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540705&pid=S1645-0086201600030001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Danhauer, S. C., Crawford, S. L., Farmer, D. F., &amp; Avis, N. E. (2009). A longitudinal investigation of coping strategies and quality of life among younger women with breast cancer. <i>Journal of behavioral medicine, 32</i>(4), 371-379. doi: 10.1007/s10865-009-9211-x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540707&pid=S1645-0086201600030001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Duarte, N. (2010). <i>Fisioterapia: Influ&ecirc;ncia na qualidade de vida da mulher com cancro da mama. Contributo para a qualidade do servi&ccedil;o em oncologia.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Universidade Nova de Lisboa e Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica.</p>     <!-- ref --><p>Fukui, S., Kugaya, A., Okamura, H., Kamiya, M., Koike, M., Nakanishi, T. et al. (2000). A psychosocial group intervention for japanese women with primary breast carcinoma. <i>Cancer, 89</i> (5), 1026-36. doi: 10.1002/1097-0142(20000901)89:5&lt;1026::AID-CNCR12&gt;3.0.CO;2-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540710&pid=S1645-0086201600030001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goedendorp, M. M., Knoop, H., Gielissen, M. F. M., Verhagen, C., &amp; Bleijenberg, G. (2014). The effects of cognitive behavioral therapy for postcancer fatigue on perceived cognitive disabilities and neuropsychological test performance. <i>Journal of Pain and Symptom Management, 47</i>(1), 35-44. doi: 10.1016/j.jpainsymman.2013.02.014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540712&pid=S1645-0086201600030001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gottleib, B.H., &amp; Wachala, E.D. (2007). Cancer support groups: A critical review of empirical studies. <i>Psycho-Oncology, 16 </i>(5), 379-400. doi: 10.1002/pon.1078.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540714&pid=S1645-0086201600030001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Hauken, M. A., Holsen, I., Fismen, E., &amp; Larsen, T. M. B. (2015). Working toward a good life as a cancer survivor: A longitudinal study on positive health outcomes of a rehabilitation program for young adult cancer survivors. <i>Cancer Nursing, 38</i>(1), 3-15. doi: 10.1097/NCC.0000000000000138.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540716&pid=S1645-0086201600030001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Herschbach, P., Berg, P., Dankert, A., Duran, G., Engst-Hastreiter, U., Waadt, S., et al. (2005). Fear of progression in chronic diseases: psychometric properties of the Fear of Progression Questionnaire. <i>Journal of psychosomatic research, 58</i>(6), 505-511.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540718&pid=S1645-0086201600030001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Hodgkinson, K., Butow, P., Hunt, G. E., Pendlebury, S., Hobbs, K. M., &amp; Wain, G. (2007). Breast cancer survivors&rsquo; supportive care needs 2&ndash;10 years after diagnosis. <i>Support Care Cancer, 15</i>(5), 515&ndash;523. doi:10.1007/s00520-006-0170-2.</p>     <p>Leigh, S.A., &amp; Stovall, E.L. (2003). Cancer survivorship. Quality for life. In: King, C.R., &amp; Hinds, P.S. (2012). <i>Quality of life: from nursing and patient perspectives</i>. 2a ed. Boston (USA): Jones and Bartlett Publishersp.</p>     <p>Maia, L., &amp; Correia, C. (2008). Consequ&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas, estrat&eacute;gias de <i>coping</i> e interven&ccedil;&atilde;o na doen&ccedil;a oncol&oacute;gica: uma revis&atilde;o da literatura para aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica. <i>Portal dos Psic&oacute;logos</i>, 1-34.</p>     <p>Mishel, M. H., Germino, B. B., Gil, K. M., Belyea, M., LaNey, I. C., Stewart, J., Porter, L., &amp; Clayton, M. (2005). Benefits from an uncertainty management intervention for African&ndash;American and Caucasian older long&#8208;term breast cancer survivors. <i>Psycho&#8208;Oncology, 14</i>(11), 962-978.</p>     <!-- ref --><p>Moorey, S., Frampton, M., &amp; Greer, S. (2003). The cancer coping questionnaire: A self-rating scale for measuring the impact of adjuvant psychological therapy on coping behavior. <i>Psycho-Oncology, 12</i>, 331-344. doi: 10.1002/pon.646.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540724&pid=S1645-0086201600030001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Okamura, H., Fukui, S., Nagasaka, Y., Koike, M., &amp; Uchitomi, Y. (2003). Psychoeducational intervention for patients with primary breast cancer and patient satisfaction with information: an exploratory analysis. <i>Breast cancer research and treatment, 80</i>(3), 331-338.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540726&pid=S1645-0086201600030001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Oliveira, M. M., &amp; Monteiro, A. R. M. (2004). Mulheres mastectomizadas- resignifica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia. <i>Texto Contexto Enfermagem, 13</i>(1), 401-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540728&pid=S1645-0086201600030001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J., Pinto, C., &amp; Santos, C. (2008). Validation study of the portuguese version of the QLC-C30-V.3. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 9</i>(1), 89-102.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540730&pid=S1645-0086201600030001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J., Silva, I., Ferreira, T., Martins, A. Meneses, R., &amp; Baltar, M. (2007). Validation study of a portuguese version of the hospital anxiety and depression scale. <i>Psychology, Health &amp; Medicine, 12</i>(2), 225-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540732&pid=S1645-0086201600030001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pereira, A., Lima, M., Monteiro, S., Torres, A., &amp; Caetano, T. (2014). Mindfulness-based group intervention in breast cancer survivors. <i>Atenci&oacute;n Primaria, 46</i>(Esp.Congreso), 25-63.</p>     <p>Pitceathly, C., &amp; Maguire, P. (2003). The psychological impact of cancer on patients&rsquo; partners and other key relatives: a review. <i>European Journal of Cancer, 39</i>, 1517&ndash;1524. doi: 10.1016/S0959-8049(03)00309-5.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ronson, A., &amp; Body, J. (2002). Psychosocial rehabilitation of cancer patients after curative therapy. <i>Support Care Cancer, 10</i>, 281.291. doi: 10.1007/s005200100309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540736&pid=S1645-0086201600030001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Simpson, J. S. A., Carlson, L. E., &amp; Trew, M. E. (2001). Effect of group therapy for breast cancer on healthcare utilization<i>. </i><i>Cancer Practice, 9</i> (1), 19&ndash;26. Doi: 10.1111/j.1523-5394.2001.91005.pp.x.</p>     <!-- ref --><p>Solana, C.A. (2005). Aspectos psicol&oacute;gicos en el paciente superviviente. <i>Oncologia, 28</i>(3), 157 - 163.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540739&pid=S1645-0086201600030001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Souza, J. R., &amp; Ara&uacute;jo, T. C. C. F. D. (2010). Efic&aacute;cia terap&ecirc;utica de interven&ccedil;&atilde;o em grupo psicoeducacional: um estudo explorat&oacute;rio em oncologia. <i>Estudos de Psicologia, 27</i>(2), 147-159.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540741&pid=S1645-0086201600030001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Torres, A., Ara&uacute;jo, F., Pereira, A., &amp; Monteiro, S. (2015). <i>InMAMAgroup: Programa de interven&ccedil;&atilde;o de grupo para mulheres com cancro da mama &ndash; Manual t&eacute;cnico e pr&aacute;tico</i>. Lisboa: CEGOC.</p>     <!-- ref --><p>Torres, A., Pereira, A., &amp; Monteiro, S. (2014). Estudo de validade da vers&atilde;o portuguesa do Question&aacute;rio de Formas de Lidar com o Cancro. <i>RIDEP, 38</i>(2), 199-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540744&pid=S1645-0086201600030001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Torres, A., Pereira, A., Monteiro, S., &amp; Ara&uacute;jo, F. (2011). The effectiveness of psycho-social groups in Portuguese breast cancer survivors: a pilot study. [Oral Abstracts]. <i>Psycho-oncology, 20</i> (supl.2): 84-85. doi:10.1002/pon.2077</p>     <!-- ref --><p>Trask, P. C., Paterson, A. G., Griffith, K. A., Riba, M. B., &amp; Schwartz, J. L. (2003). Cognitive-behavioral intervention for distress in patients with melanoma: comparison with standard medical care and impact on quality of life. <i>Cancer, 98</i>(4), 854-864. doi: 10.1002/cncr.11579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540747&pid=S1645-0086201600030001400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Van Weert, E., Hoekstra-Weebers, J. E. H. M., Grol, B. M. F., Otter, R., Arendzen, J. H., Postema, K., &amp; Van Der Schans, C. P. (2004). Physical functioning and quality of life after cancer rehabilitation. <i>International Journal of Rehabilitation Research, 27</i>(1), 27-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540749&pid=S1645-0086201600030001400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Van Weert, E., May, A. M., Korstjens, I., Post, W. J., Van der Schans, C. P., Van den Borne, B., et al. (2010). Cancer-related fatigue and rehabilitation: a randomized controlled multicenter trial comparing physical training combined with cognitive-behavioral therapy with physical training only and with no intervention. <i>Physical therapy, 90</i>(10), 1413-1425.</p>     <!-- ref --><p>Vaz-Serra, A. (1986). O invent&aacute;rio cl&iacute;nico de auto-conceito. <i>Psiquiatria Cl&iacute;nica, 7</i>(2),67-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540752&pid=S1645-0086201600030001400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ven&acirc;ncio, J. L. (2004). Import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo no tratamento de mulheres com c&acirc;ncer de mama. <i>Revista Brasileira de Cancerologia, 50</i>(1), 55-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540754&pid=S1645-0086201600030001400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>WHOQOL-Group. (1994). Development of the WHOQOL: Rationale and current status. <i>International Journal of Mental Health, 23</i>(3), 24-56.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=540756&pid=S1645-0086201600030001400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>World Health Organization. (2015). <i>Cancer</i>. Acedido em:&nbsp;<a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Rua da Presa, 332, 4415-306, Pedroso. Telf.:918112497. e-mail: <a href="mailto:tania.asc@ua.pt">tania.asc@ua.pt</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 07 de Fevereiro de 2016/ Aceite em 07 de Novembro de 2016</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Aaronson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ahmedzai]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bergman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bullinger]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cull]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duez]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The European Organization for Research and Treatment of Cancer QLQC30: A quality of life-instrument for use in international clinical trials in oncology]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of the National Cancer Institute]]></source>
<year>1993</year>
<volume>85</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>365-375</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Akechi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Okuyama]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Endo]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient's perceived need and psychological distress and/or quality of life in ambulatory breast cancer patients in Japan]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychooncology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>20</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>497-505</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Akechi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Momino]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yamashita]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Contribution of problem-solving skills to fear of recurrence in breast cancer survivors]]></article-title>
<source><![CDATA[Breast Cancer Research and Treatment]]></source>
<year>2014</year>
<volume>145</volume>
<page-range>205 - 210</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Antoni]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lehman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kilbourn]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive-behavioral stress management intervention decreases the prevalence of depression and enhances benefit finding among women under treatment for early-stage breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Health Psychology]]></source>
<year>2001</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>20-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Armes]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crowe]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.,]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Colbourne]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients' supportive care needs beyond the end of cancer treatment: A prospective, longitudinal survey]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Oncology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>27</volume>
<numero>36</numero>
<issue>36</issue>
<page-range>6172-6179</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Denniston]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[West]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adult cancer survivors: How are they faring?]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer]]></source>
<year>2005</year>
<volume>104</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>2565-2576</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barsevick]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sweeney]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haney]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chung]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A systematic qualitative analysis of psychoeducational interventions for depression in patients with cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Oncology Nursing Society]]></source>
<year>2002</year>
<volume>29</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>73 - 86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Beurskens]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Uden]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strobbe]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oostendorp]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wobbes]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The efficacy of physiotherapy upon shoulder function following axillary dissection in breast cancer, a randomized controlled study]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Cancer]]></source>
<year>2007</year>
<volume>7(1)</volume>
<page-range>166</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Caetano]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mulheres mastectomizadas diante do processo de adaptação do self-físico e self-pessoal]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Enfermagem UERJ]]></source>
<year>2005</year>
<volume>13</volume>
<page-range>210-216</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Danhauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Crawford]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Farmer]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Avis]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A longitudinal investigation of coping strategies and quality of life among younger women with breast cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of behavioral medicine]]></source>
<year>2009</year>
<volume>32</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>371-379</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fukui]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kugaya]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Okamura]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kamiya]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koike]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nakanishi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A psychosocial group intervention for japanese women with primary breast carcinoma]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer]]></source>
<year>2000</year>
<volume>89</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1026-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Goedendorp]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knoop]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gielissen]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. F. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Verhagen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bleijenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effects of cognitive behavioral therapy for postcancer fatigue on perceived cognitive disabilities and neuropsychological test performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Pain and Symptom Management]]></source>
<year>2014</year>
<volume>47</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gottleib]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wachala]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer support groups: A critical review of empirical studies]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>16</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>379-400</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hauken]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Holsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fismen]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Larsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. M. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Working toward a good life as a cancer survivor: A longitudinal study on positive health outcomes of a rehabilitation program for young adult cancer survivors]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Nursing]]></source>
<year>2015</year>
<volume>38</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-15</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Herschbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berg]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dankert]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duran]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Engst-Hastreiter]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Waadt]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Fear of progression in chronic diseases: psychometric properties of the Fear of Progression Questionnaire]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of psychosomatic research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>58</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>505-511</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hodgkinson]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Butow]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hunt]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pendlebury]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hobbs]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wain]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Breast cancer survivors' supportive care needs 2-10 years after diagnosis]]></article-title>
<source><![CDATA[Support Care Cancer]]></source>
<year>2007</year>
<volume>15</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>515-523</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mishel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Germino]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gil]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Belyea]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LaNey]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porter]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clayton]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Benefits from an uncertainty management intervention for African-American and Caucasian older long&#8208;term breast cancer survivors]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho&#8208;Oncology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<numero>11</numero>
<issue>11</issue>
<page-range>962-978</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moorey]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frampton]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greer]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The cancer coping questionnaire: A self-rating scale for measuring the impact of adjuvant psychological therapy on coping behavior]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>12</volume>
<page-range>331-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Okamura]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fukui]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nagasaka]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koike]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uchitomi]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychoeducational intervention for patients with primary breast cancer and patient satisfaction with information: an exploratory analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Breast cancer research and treatment]]></source>
<year>2003</year>
<volume>80(3)</volume>
<page-range>331-338</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mulheres mastectomizadas- resignificação da existência]]></article-title>
<source><![CDATA[Texto Contexto Enfermagem]]></source>
<year>2004</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>401-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validation study of the portuguese version of the QLC-C30-V.3]]></article-title>
<source><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></source>
<year>2008</year>
<volume>9</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>89-102</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pais-Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Martins]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. Meneses, R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baltar]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Validation study of a portuguese version of the hospital anxiety and depression scale]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology, Health & Medicine]]></source>
<year>2007</year>
<volume>12</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>225-237</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pitceathly]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maguire]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The psychological impact of cancer on patients' partners and other key relatives: a review]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Cancer]]></source>
<year>2003</year>
<volume>39</volume>
<page-range>1517-1524</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ronson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Body]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial rehabilitation of cancer patients after curative therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Support Care Cancer]]></source>
<year>2002</year>
<volume>10</volume>
<page-range>281-291</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Simpson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Trew]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of group therapy for breast cancer on healthcare utilization]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Practice]]></source>
<year>2001</year>
<volume>9 (1)</volume>
<page-range>19-26</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Solana]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos psicológicos en el paciente superviviente]]></article-title>
<source><![CDATA[Oncologia]]></source>
<year>2005</year>
<volume>28</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>157 - 163</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. C. C. F. D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eficácia terapêutica de intervenção em grupo psicoeducacional: um estudo exploratório em oncologia]]></article-title>
<source><![CDATA[Estudos de Psicologia]]></source>
<year>2010</year>
<volume>27</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>147-159</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[InMAMAgroup: Programa de intervenção de grupo para mulheres com cancro da mama - Manual técnico e prático]]></source>
<year>2015</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[CEGOC]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Torres]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo de validade da versão portuguesa do Questionário de Formas de Lidar com o Cancro]]></article-title>
<source><![CDATA[RIDEP]]></source>
<year>2014</year>
<volume>38</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>199-217</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Trask]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Paterson]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Griffith]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Riba]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schwartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive-behavioral intervention for distress in patients with melanoma: comparison with standard medical care and impact on quality of life]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer]]></source>
<year>2003</year>
<volume>98</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>854-864</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Weert]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hoekstra-Weebers]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E. H. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grol]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. M. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Otter]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arendzen]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Postema]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van Der Schans]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical functioning and quality of life after cancer rehabilitation]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Rehabilitation Research]]></source>
<year>2004</year>
<volume>27</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>27-35</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Van Weert]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[May]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Korstjens]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Post]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van der Schans]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van den Borne]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer-related fatigue and rehabilitation: a randomized controlled multicenter trial comparing physical training combined with cognitive-behavioral therapy with physical training only and with no intervention]]></article-title>
<source><![CDATA[Physical therapy]]></source>
<year>2010</year>
<volume>90</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>1413-1425</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vaz-Serra]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O inventário clínico de auto-conceito]]></article-title>
<source><![CDATA[Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>1986</year>
<volume>7</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>67-84</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Venâncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Importância da atuação do psicólogo no tratamento de mulheres com câncer de mama]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Cancerologia]]></source>
<year>2004</year>
<volume>50</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>55-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>WHOQOL-Group.</collab>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Development of the WHOQOL: Rationale and current status]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Mental Health]]></source>
<year>1994</year>
<volume>23</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>24-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
