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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência de fatores de risco e proteção frente à ideação suicida]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Suicide is understood as a multidimensional act and is caused by the complex interaction of several factors. This study aims to identify the influence of life satisfaction, general health (anxiety and depression) and religious commitment in suicidal ideation. Specifically, this study aims to investigate the predictive power of these factors in suicidal behavior and the relationship between them. To do so, this study counted with 257 participants, aged between 18 and 56 years (M = 22.9, SD = 6.76), mostly single (91.8%), female (62.6%) and Catholic (50.6%). Participants answered: (1) General Health Questionnaire; (2) Satisfaction with Life Scale; (3) Religious Practices Scale; (4) Religious Beliefs Scale; (5) Multi-Attitude Suicide Tendency Scale (MAST); and demographic questions. Results indicated significant correlations between the factors of MAST and the other constructs assessed in this study. Furthermore, satisfaction with life, depression and religious commitment satisfactorily predicted attraction to life and repulsion by life. Thus, these results support satisfaction with life, depression and religious commitment as protective and risk factors of suicidal ideation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>A influ&ecirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o frente &agrave; idea&ccedil;&atilde;o suicida</b></p>     <p><b>The influence of risk or protective factors for suicide ideation</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Walberto Silva dos Santos&sup1;, Sylvia Maria Ulisses<sup>2</sup>, Thicianne Malheiros da Costa3, Mariana Gon&ccedil;alves Farias4 &amp; Darlene Pinho Fernandes de Moura<sup>5</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Centro de Humanidades, Departamento de Psicologia, Fortaleza - CE - Brasil. CEP 60020-181. e-mail: <a href="mailto:walbertosantos@gmail.com">walbertosantos@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Centro de Humanidades, Departamento de Psicologia, Fortaleza - CE - Brasil. CEP 60020-181. e-mail:<a href="mailto:sylviaulisses@gmail.com">sylviaulisses@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>3</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Centro de Humanidades, Departamento de Psicologia, Fortaleza - CE - Brasil. CEP 60020-181. e-mail:<a href="mailto:thiciannemalheiros@gmail.com">thiciannemalheiros@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>4</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Centro de Humanidades, Departamento de Psicologia, Fortaleza - CE - Brasil. CEP 60020-181. e-mail: <a href="mailto:mariana_gfarias@hotmail.com">mariana_gfarias@hotmail.com</a>;</p>     <p><sup>5</sup>Universidade Federal do Cear&aacute;, Campus de Sobral, CEP&nbsp;62042-270 - Sobral, Brasil. e-mail: <a href="mailto:darlene.pifernandes@hotmail.com">darlene.pifernandes@hotmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O suic&iacute;dio &eacute; compreendido como um ato multidimensional, que resulta de uma intera&ccedil;&atilde;o complexa entre diversos fatores. Nesse sentido, o presente estudo objetivou conhecer em que medida a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a sa&uacute;de geral (ansiedade e depress&atilde;o) e a religiosidade podem influenciar na idea&ccedil;&atilde;o suicida. Especificamente, pretendeu-se averiguar a rela&ccedil;&atilde;o existente entre esses fatores e investigar o poder preditivo dessas vari&aacute;veis no comportamento suicida. Para tanto, contou-se com 257 pessoas com idades variando entre 18 e 56 anos (<i>M</i> = 22,9; <i>DP</i> = 6,76), a maioria solteira (91,8%), do sexo feminino (62,6%), de religi&atilde;o Cat&oacute;lica (50,6%). Essa foi uma amostra de conveni&ecirc;ncia. Os participantes foram solicitados a responder a um protocolo composto por quest&otilde;es de car&aacute;ter sociobiodemogr&aacute;ficas e cinco instrumentos: (1) Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral de Goldberg; (2) Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida; (3) Escala de Pr&aacute;ticas Religiosas; (4) Escala de Cren&ccedil;as Religiosas; (5) Escala Multi-Atitudinal de Tend&ecirc;ncia ao Suic&iacute;dio (EMTAS). Verificaram-se correla&ccedil;&otilde;es significativas entre os dom&iacute;nios da EMTAS com as vari&aacute;veis avaliadas no presente estudo. Quanto ao poder preditivo, foi poss&iacute;vel comprovar que as altera&ccedil;&otilde;es nos principais dom&iacute;nios da idea&ccedil;&atilde;o suicida foram explicadas satisfatoriamente pela satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, pela depress&atilde;o e pelo compromisso religioso. Assim, conclui-se que os objetivos propostos foram alcan&ccedil;ados e contribui para medidas que podem ajudar na identifica&ccedil;&atilde;o de pacientes em risco, tais como a constru&ccedil;&atilde;o de novas propostas de interven&ccedil;&otilde;es, a preven&ccedil;&atilde;o do comportamento suicida e a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>:</i> Idea&ccedil;&atilde;o Suicida. Sa&uacute;de Mental. Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida. Compromisso Religioso.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<b>ABSTRACT</b></p>     <p>Suicide is understood as a multidimensional act and is caused by the complex interaction of several factors. This study aims to identify the influence of life satisfaction, general health (anxiety and depression) and religious commitment in suicidal ideation. Specifically,&nbsp;this study aims to investigate the predictive power of these factors in suicidal behavior and the relationship between them.&nbsp;To do so, this study counted with 257 participants, aged between 18 and 56 years (M = 22.9, SD = 6.76), mostly single (91.8%), female (62.6%) and Catholic (50.6%). Participants answered: (1) General Health Questionnaire; (2) Satisfaction with Life Scale; (3) Religious Practices Scale; (4) Religious Beliefs Scale; (5) Multi-Attitude Suicide Tendency Scale (MAST); and demographic questions. Results indicated significant correlations between the factors of MAST and the other constructs assessed in this study. Furthermore, satisfaction with life, depression and religious commitment satisfactorily predicted attraction to life and repulsion by life. Thus, these results support satisfaction with life, depression and religious commitment as protective and risk factors of suicidal ideation.&nbsp;</p>     <p><b>Keywords:</b>&nbsp;Suicide Ideation. Mental health. Satisfaction with Life. Religious commitment.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (WHO, 2014), somente em 2012, o suic&iacute;dio foi respons&aacute;vel pela morte de, aproximadamente, 800 mil pessoas em todo o mundo e, atualmente, a cada 40 segundos, acontece uma nova morte. Tais dados podem se tornar ainda mais alarmantes se considerada a escassez e a imprecis&atilde;o das estat&iacute;sticas referentes &agrave;s tentativas de suic&iacute;dio. Na maioria dos pa&iacute;ses, tal fen&ocirc;meno se configura como uma das principais causas de morte, sobretudo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o na faixa-et&aacute;ria de 15 a 29 anos, na qual &eacute; a segunda causa de morte mais frequente. Sobre este aspecto, estima-se que para cada caso de suic&iacute;dio, h&aacute; mais de 20 casos de tentativas, o que exerce consider&aacute;vel impacto nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Calcula-se que 1,4% do &ocirc;nus global ocasionado por doen&ccedil;as, no ano de 2002, foi devido a tentativas de suic&iacute;dio, e h&aacute; previs&otilde;es de que esse &iacute;ndice chegue aos 2,4% em 2020 (Brasil, 2006; Lovisi, Santos, Legay, Abelha, &amp; Valencia, 2009).&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No Brasil, quando comparado a outros pa&iacute;ses, os &iacute;ndices de suic&iacute;dio s&atilde;o relativamente baixos, por&eacute;m, em n&uacute;meros absolutos, o pa&iacute;s ocupa a 11&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no <i>ranking</i> mundial (Souza, 2010; S&eacute;rvio &amp; Calvacante, 2013). De acordo com o Mapa da Viol&ecirc;ncia (Waiselfisz, 2014), entre os anos 2002 e 2012, o aumento no n&uacute;mero de suic&iacute;dios (33,6%) foi superior aos de homic&iacute;dios (2,1%), e aos de &oacute;bitos por acidentes de transporte (24,5%). Os n&uacute;meros passaram de 7.726 para 10.321, destacando-se a regi&atilde;o Norte com um aumento de 77,7%, seguida da regi&atilde;o Nordeste (51,7%) e da regi&atilde;o Sudeste (35,8%). Na cidade de Fortaleza, especificamente, o n&uacute;mero total de casos, no mesmo per&iacute;odo, foi superior a 1.700.</p>     <p>Para Chin e Holden (2013), o comportamento suicida pode ser representado pelo cont&iacute;nuo: idea&ccedil;&atilde;o, tentativa e suic&iacute;dio propriamente dito. Esses elementos podem ser representados, respectivamente, por meio dos pensamentos de autodestrui&ccedil;&atilde;o, da autoagress&atilde;o, manifestada por gestos suicidas e por tentativas de suic&iacute;dio e, finalmente, da consuma&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio (Werlang, Borges &amp; Fensterseifer, 2005). Diversos estudos correlacionam a idea&ccedil;&atilde;o suicida com o maior risco de tentativas de suic&iacute;dio e com o ato consumado (Suominen et al., 2004; Vidal, Gontijo &amp; Lima, 2013), mostrando que, de fato, a presen&ccedil;a de idea&ccedil;&atilde;o e, principalmente, de uma hist&oacute;ria de tentativas de suic&iacute;dio t&ecirc;m sido consideradas como importantes preditores na avalia&ccedil;&atilde;o frente ao risco de suic&iacute;dio (Magalh&atilde;es et al., 2014; Soares, 2003). Nesse sentido, &eacute; poss&iacute;vel estimar que a associa&ccedil;&atilde;o e a frequ&ecirc;ncia elevada desses fatores ampliam significativamente esse risco.</p>     <p>No entanto, deve-se observar que, apesar de ser um ato individual, o suic&iacute;dio pode ser analisado como um processo multidimensional, que resulta de uma intera&ccedil;&atilde;o complexa entre fatores ambientais, sociais, fisiol&oacute;gicos e gen&eacute;ticos (OMS, 2006). Dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) indicam que as taxas de suic&iacute;dio no Brasil s&atilde;o mais expressivas entre pessoas mais velhas, do sexo masculino, solteiras e com pouca educa&ccedil;&atilde;o formal (Lovisi et al<i>.</i>, 2009). Segundo o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Brasil, 2006), na hist&oacute;ria de vida, h&aacute; alguns aspectos que podem indicar a propens&atilde;o ao comportamento suicida, como tentativa, hist&oacute;ria familiar de suic&iacute;dio, doen&ccedil;a cr&ocirc;nica limitante ou dolorosa, men&ccedil;&atilde;o repetida de morte ou suic&iacute;dio, comportamento retra&iacute;do, perda recente importante, entre outros. No entanto, os principais fatores associados ao fen&ocirc;meno s&atilde;o a presen&ccedil;a de transtornos mentais, como abuso de &aacute;lcool e drogas, e de personalidade <i>Borderline</i>; aus&ecirc;ncia de apoio social; e forte idea&ccedil;&atilde;o suicida (Coelho, 2010; OMS, 2006; Botega, Werlang, Cais, &amp; Macedo 2006).</p>     <p>De fato, a presen&ccedil;a de um transtorno mental &eacute; um importante fator de risco. De acordo com Botega et al. (2006), apesar de o suic&iacute;dio envolver quest&otilde;es socioculturais, gen&eacute;ticas, psicodin&acirc;micas, existenciais e ambientais, na maioria dos casos, o transtorno mental &eacute; o principal fator vulnerabilizador, que, quando somado a outros fatores, culmina no ato suicida. Uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica incluindo 31 artigos publicados entre 1959 e 2001, realizada por Bertolote e Fleischman (2002), observou 15.629 casos de suic&iacute;dio, dos quais 98% tinham um diagn&oacute;stico psiqui&aacute;trico no momento da morte, estando os transtornos de humor entre os mais predominantes.</p>     <p>Nesse contexto, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida tamb&eacute;m tem sido avaliada como uma dimens&atilde;o da sa&uacute;de mental, pois, al&eacute;m de estar associada negativamente com o diagn&oacute;stico de transtornos mentais (Koivumaa-Honkanen et al., 1996), tamb&eacute;m est&aacute; relacionada a fatores de risco &agrave; sa&uacute;de (Koivumaa-Honkanen, 1998). Baixos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida s&atilde;o um forte indicativo para morbidade psiqui&aacute;trica, sendo muito mais comuns em pacientes psiqui&aacute;tricos do que na popula&ccedil;&atilde;o em geral, independentemente do n&iacute;vel de psicopatologia (Koivumaa-Honkanen et al, 2000; Koivumaa&#8208;Honkanen, Koivumaa-Honkanen et al., 2001).</p>     <p>Contudo, tal vari&aacute;vel n&atilde;o se apresenta isolada, normalmente est&aacute; relacionada a outros aspectos da vida social, como a religiosidade. Em sua revis&atilde;o, Moreira-Almeida, Lotufo Neto e Koenig (2006) apresentam v&aacute;rios estudos em que maiores n&iacute;veis de envolvimento religioso s&atilde;o associados positivamente com indicadores de bem-estar psicol&oacute;gico (por exemplo, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida) e negativamente com diagn&oacute;sticos de depress&atilde;o, abuso de &aacute;lcool e outras drogas, bem como, com pensamentos e comportamentos suicidas. Nessa perspectiva, Silva, Oliveira, Botega, Mar&iacute;n-Le&oacute;n, Barros e Dalgalarrondo (2006), por exemplo, sugerem que a religiosidade, independente da afilia&ccedil;&atilde;o religiosa, pode ser considerada um fator de prote&ccedil;&atilde;o frente ao suic&iacute;dio. Al&eacute;m disso, segundo a literatura, a idea&ccedil;&atilde;o suicida incide sem diferen&ccedil;as significativas entre as diversas religi&otilde;es (Bruce et al<i>.</i>, 2004). Do mesmo modo, Rasic, Robinson, Bolton, Bienvenu, e Sareen (2011) verificaram que pessoas que se identificavam como espiritualizadas apresentaram menores chances para a tentativa de suic&iacute;dio. J&aacute; a participa&ccedil;&atilde;o em reuni&otilde;es religiosas tamb&eacute;m foi associada &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das chances para a tentativa.</p>     <p>No contexto da preven&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de conhecer os riscos, torna-se fundamental a compreens&atilde;o dos fatores de prote&ccedil;&atilde;o. Tais vari&aacute;veis atuam reduzindo os efeitos de exposi&ccedil;&atilde;o ao risco, diminuindo a possibilidade de idea&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, as tentativas e o suic&iacute;dio propriamente dito. Nessa dire&ccedil;&atilde;o, apesar da aparente dicotomia (risco x prote&ccedil;&atilde;o), deve-se observar que, em muitos casos, um mesmo evento, dependendo da forma como se apresenta, pode assumir tanto o polo do risco como o da prote&ccedil;&atilde;o (Costa &amp; Bigras, 2007).</p>     <p>Sendo assim, o objetivo desse estudo &eacute; identificar as vari&aacute;veis que podem atuar na dimens&atilde;o risco e prote&ccedil;&atilde;o frente &agrave; idea&ccedil;&atilde;o suicida, especificamente, busca-se conhecer em que medida a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a sa&uacute;de mental e o compromisso religioso atuam como vari&aacute;veis explicativas da idea&ccedil;&atilde;o suicida. Para alcan&ccedil;ar esse objetivo, foi desenvolvido um estudo emp&iacute;rico apresentado no m&eacute;todo a seguir.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Contou-se com 257 pessoas da popula&ccedil;&atilde;o geral da cidade de Fortaleza (CE), com idades variando de 18 e 56 anos (<i>M</i> = 22,9; <i>DP=</i> 6,76), a maioria solteira (91,8%) e do sexo feminino (62,6%), com ensino superior incompleto (75,7%) e de religi&atilde;o Cat&oacute;lica (50,6%). A amostra foi de conveni&ecirc;ncia (n&atilde;o probabil&iacute;stica), participando aquelas pessoas que, ao serem convidadas, concordaram em colaborar com a pesquisa.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Os participantes responderam a um protocolo composto por seis partes, conforme descri&ccedil;&atilde;o a seguir:</p>     <p><i>Question&aacute;rio de Sa&uacute;de Geral</i> &ndash; QSG-12 (Gouveia et al<i>.,</i> 2003). Essa medida foi desenvolvida para o rastreamento de transtornos mentais comuns (ansiedade e depress&atilde;o) na cl&iacute;nica geral e na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Neste trabalho, foi utilizada a vers&atilde;o composta por 12 itens, respondidos em fun&ccedil;&atilde;o do quanto a pessoa tem experimentado uma s&eacute;rie de sintomas descritos em cada item. Para isso, utiliza-se uma escala de resposta com quatro pontos; nos itens que negam a sa&uacute;de mental (por exemplo, &ldquo;<i>Suas preocupa&ccedil;&otilde;es lhe t&ecirc;m feito perder muito sono?&rdquo;)</i>, as alternativas de resposta variam entre 1 = <i>Absolutamente, n&atilde;o</i> e 4 = <i>Muito mais que de costume</i>; no caso de itens afirmativos (por exemplo, &ldquo;<i>Tem se sentido capaz de tomar decis&otilde;es?&rdquo;</i>), as respostas podem variar de 1 = <i>Mais que de costume</i> a 4 = <i>Muito menos que de costume</i>. Dessa forma, uma maior pontua&ccedil;&atilde;o indica baixo n&iacute;vel de sa&uacute;de mental.</p>     <p><i>Escala de Satisfa&ccedil;&atilde;o com a Vida</i> &ndash; ESV (Diener, Emmons, Larsen, &amp; Griffin, 1985). Essa medida tem como prop&oacute;sito avaliar o julgamento que as pessoas fazem acerca do quanto est&atilde;o satisfeitas com suas vidas. A ESV &eacute; composta por cinco itens que avaliam um componente cognitivo do bem-estar subjetivo (por exemplo, &ldquo;E<i>stou satisfeito (a) com minha vida&rdquo;</i>). Os participantes respondem uma escala <i>Likert</i> de sete pontos, com os extremos 1 = <i>Discordo totalmente</i> e 7 = <i>Concordo totalmente</i>. Assim, a m&eacute;dia dos seus itens constitui um indicador geral de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida.</p>     <p><i>Escala de Pr&aacute;ticas Religiosas</i> (Meira, Gouveia, Socorro, Oliveira, &amp; Silva Filho, 2001). Composta por 18 itens, essa escala possibilita a mensura&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas correspondentes a tr&ecirc;s grupos religiosos: <i>cat&oacute;licos</i> (por exemplo, <i>&ldquo;Assistir &agrave; missa&rdquo;</i>), <i>esp&iacute;ritas</i> (&ldquo;<i>Procurar desenvolver dons medi&uacute;nicos&rdquo;</i>) e <i>protestantes </i>(<i>&ldquo;Pregar o evangelho para outras pessoas</i>&rdquo;). Todos os itens s&atilde;o respondidos em escala de cinco pontos, variando entre: 1 = <i>Nunca</i> e 5 = <i>Sempre</i>.</p>     <p><i>Escala de Cren&ccedil;as Religiosas</i> (Andrade, Gouveia, Jesus, Santos, &amp; Lopes de Andrade, 2001). Instrumento que permite avaliar o quanto o respondente concorda com diferentes cren&ccedil;as religiosas, podendo ser um indicativo do seu grau de religiosidade. Seus 18 itens dividem-se equitativamente entre as cren&ccedil;as <i>cat&oacute;licas</i> (por exemplo, &ldquo;<i>&Eacute; importante fazer a primeira comunh&atilde;o</i>&rdquo;), <i>protestantes</i> (<i>&ldquo;Jesus Cristo &eacute; o &uacute;nico intercessor entre Deus e o homem</i>&rdquo;) e <i>esp&iacute;ritas</i> (<i>&ldquo;Jesus foi um esp&iacute;rito evolu&iacute;do que passou pela Terra&rdquo;</i>). Para respond&ecirc;-los, o participante utiliza uma escala de sete pontos: 1 = <i>Discordo totalmente</i> e 7 = <i>Concordo totalmente</i>.</p>     <p><i>Escala Multi-Atitudinal de Tend&ecirc;ncia ao Suic&iacute;dio</i> &ndash; EMTAS (Orbach et al., 1991). Instrumento desenvolvido a partir da premissa de que o comportamento suicida evolui em torno de um conflito b&aacute;sico entre atitudes diante da vida e da morte. Assim, busca avaliar quatro fatores: <i>Atra&ccedil;&atilde;o pela vida</i>, <i>Repuls&atilde;o pela vida</i>, <i>Atra&ccedil;&atilde;o pela morte</i> e <i>Repuls&atilde;o pela morte</i>. No presente estudo, foi utilizada a vers&atilde;o EMTAS adaptada ao contexto brasileiro, composta por 20 itens, divididos de forma equitativa entre os quatro fatores (Aquino, 2009). Para respond&ecirc;-los, o participante utiliza uma escala <i>Likert</i> de cinco pontos, variando de 1 = <i>Discordo totalmente </i>a 5 = <i>Concordo totalmente.</i></p>     <p>A &uacute;ltima parte, denominada <i>Caracteriza&ccedil;&atilde;o da Amostra</i>, consta de perguntas como sexo, idade, escolaridade, religi&atilde;o, classe social, etc. Especificamente, acerca da religiosidade, perguntou-se: em que medida o sujeito se considera religioso, com resposta em uma escala que varia de 0 (Nada) a 4 (Muito); e com que frequ&ecirc;ncia vai &agrave;s reuni&otilde;es de sua religi&atilde;o, esta com escala variando entre 0 (Nunca) e 7 (Sempre).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento</i></p>     <p>A coleta dos dados foi realizada por aplicadores devidamente treinados para controlar os fatores que pudessem comprometer as respostas. Na ocasi&atilde;o, foi apresentado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assegurando aos participantes o car&aacute;ter confidencial de suas respostas, e informando o endere&ccedil;o onde poderiam ver os resultados finais do estudo. O tempo m&eacute;dio de resposta foi de 20 minutos.</p>     <p>Al&eacute;m das estat&iacute;sticas descritivas (tend&ecirc;ncia central e dispers&atilde;o), realizaram-se, inicialmente, correla&ccedil;&otilde;es <i>r</i> de <i>Pearson</i> para observar as associa&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis estudadas e, em seguida, an&aacute;lises de regress&atilde;o m&uacute;ltipla, para avaliar o poder preditivo dos indicadores de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, sa&uacute;de geral e compromisso religioso sobre a idea&ccedil;&atilde;o suicida.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Inicialmente, antes de seguir com as an&aacute;lises espec&iacute;ficas, efetuaram-se os c&aacute;lculos necess&aacute;rios para obten&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice de compromisso religioso (ICR; Santos, Gouveia, Guerra, Coutinho, &amp; Fernandes, 2012). Para tanto, foram consideradas as escalas de cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas religiosas, bem como os indicadores da frequ&ecirc;ncia aos cultos ou reuni&otilde;es religiosas e da autopercep&ccedil;&atilde;o de religiosidade do participante. No c&aacute;lculo do &iacute;ndice de compromisso religioso, o procedimento &eacute; similar ao que as Na&ccedil;&otilde;es Unidas e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de utilizam para a elabora&ccedil;&atilde;o de diversos &iacute;ndices, como o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano. Para tanto, fixaram-se valores te&oacute;ricos m&iacute;nimo e m&aacute;ximo de acordo com a escala de resposta e/ou pontua&ccedil;&atilde;o total em cada medida, transformando a pontua&ccedil;&atilde;o bruta de cada participante, a fim de obter um indicador com valores que variam de 0 (Escasso compromisso religioso) a 1 (Total compromisso religioso).</p>     <p>No caso de participantes que indicaram ter outra religi&atilde;o ou pertencer a grupos minorit&aacute;rios (Testemunhas de Jeov&aacute;, M&oacute;rmons, entre outros) atribu&iacute;ram-se constantes para as medidas de Pr&aacute;ticas e Cren&ccedil;as Religiosas. Assim, o &iacute;ndice &eacute; v&aacute;lido independentemente da religi&atilde;o do respondente. Como as quatro escalas apresentam m&eacute;tricas diferentes, para sua padroniza&ccedil;&atilde;o, foram criados sub&iacute;ndices do compromisso religioso, assumindo a seguinte equa&ccedil;&atilde;o: sub index = (pontua&ccedil;&atilde;o bruta - valor m&iacute;nimo) / (valor m&aacute;ximo - valor m&iacute;nimo), na qual a pontua&ccedil;&atilde;o bruta corresponde &agrave; pontua&ccedil;&atilde;o indicada pelos participantes, e os valores m&iacute;nimos e m&aacute;ximos correspondem aos valores das escalas de resposta empregadas.</p>     <p>Em seguida, procurou-se observar as correla&ccedil;&otilde;es existentes entre as vari&aacute;veis foco do presente estudo: ansiedade, depress&atilde;o, satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, compromisso religioso e as pontua&ccedil;&otilde;es nos quatro dom&iacute;nios da EMTAS. Como se observa (<a href="#t1">tabela 1</a>), a maioria das vari&aacute;veis apresenta correla&ccedil;&otilde;es significativas entre si, excetuando a repuls&atilde;o pela morte, que s&oacute; se relacionou significativamente com a ansiedade; a atra&ccedil;&atilde;o pela morte que se apresenta negativamente relacionada com o compromisso religioso e com a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida; e o compromisso religioso, cujas correla&ccedil;&otilde;es significantes ocorreram, apenas, com a repuls&atilde;o pela vida, a atra&ccedil;&atilde;o pela vida, a atra&ccedil;&atilde;o pela morte e a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t1"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a16t1.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, p&ocirc;de-se observar que apresentou correla&ccedil;&otilde;es significativas (p &lt; 0,01) e negativas com os indicadores de depress&atilde;o (<i>r</i> = -0,41), ansiedade (r = -0,25) e sa&uacute;de geral (<i>r</i> = -0,39), bem como uma rela&ccedil;&atilde;o positiva com o compromisso religioso (r = 0,19). Al&eacute;m disso, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida se correlacionou positivamente com a atra&ccedil;&atilde;o pela vida (r = 0,42) e negativamente com repuls&atilde;o pela vida (<i>r</i> = -0,39) e atra&ccedil;&atilde;o pela morte (<i>r</i> = -0,25).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de geral (ansiedade e depress&atilde;o) e aos fatores da EMTAS, de maneira geral, os resultados indicam uma associa&ccedil;&atilde;o entre os construtos. Especificamente, a repuls&atilde;o pela vida se correlacionou de forma direta e significativa com a depress&atilde;o (<i>r</i> = 0,37), a ansiedade (<i>r</i> = 0,15) e a sa&uacute;de geral (<i>r</i> = 0,33); j&aacute; a atra&ccedil;&atilde;o pela vida correlacionou-se negativamente com estas vari&aacute;veis (<i>r</i> = -0,42; -0,23; -0,40, respectivamente); e a repuls&atilde;o pela morte apresentou uma correla&ccedil;&atilde;o significativa apenas com a ansiedade (<i>r</i> = 0,19).</p>     <p>Dado que as an&aacute;lises anteriores apresentam car&aacute;ter mais explorat&oacute;rio, decidiu-se efetuar an&aacute;lises de regress&atilde;o m&uacute;ltipla, a fim de verificar o quanto cada uma das vari&aacute;veis supracitadas poderiam contribuir para explica&ccedil;&atilde;o da idea&ccedil;&atilde;o suicida, tanto como fator de risco, quanto de prote&ccedil;&atilde;o. Nessa an&aacute;lise, optou-se como m&eacute;todo de entrada o <i>stepwise</i>, que deve ser utilizado sempre que o relacionamento entre as vari&aacute;veis &eacute; pouco conhecido, pois identifica no conjunto aquelas que apresentam maior contribui&ccedil;&atilde;o para explicar a vari&aacute;vel crit&eacute;rio (Hair, Black, Babin, Anderson &amp; Tatham, 2009). Portanto, as vari&aacute;veis depress&atilde;o e ansiedade, satisfa&ccedil;&atilde;o com vida e compromisso religioso foram identificadas como vari&aacute;veis antecedentes e atra&ccedil;&atilde;o pela vida e repuls&atilde;o pela vida, como vari&aacute;vel crit&eacute;rio.</p>     <p>Nesse caso, decidiu-se por desconsiderar nos modelos os fatores repuls&atilde;o e atra&ccedil;&atilde;o pela morte. Tal decis&atilde;o teve por base dois crit&eacute;rios fundamentalmente emp&iacute;ricos: o primeiro refere-se &agrave; observa&ccedil;&atilde;o de que, nas an&aacute;lises pr&eacute;vias, o fator repuls&atilde;o pela morte n&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o significativa com as vari&aacute;veis antecedentes do modelo; e, o segundo, semelhante ao primeiro, considerou que a atra&ccedil;&atilde;o pela morte n&atilde;o apresentou correla&ccedil;&atilde;o com duas das vari&aacute;veis antecedentes (ansiedade e depress&atilde;o). Ao mesmo tempo, essa decis&atilde;o tamb&eacute;m levou em considera&ccedil;&atilde;o a proposta de um modelo mais parcimonioso. Apesar de a ansiedade ter apresentado correla&ccedil;&otilde;es significativas com as vari&aacute;veis crit&eacute;rio, nas an&aacute;lises de regress&atilde;o iniciais, ela n&atilde;o contribuiu significativamente com o modelo, sendo, por isso, retirada.</p>     <p>Como pode se observar na <a href="#t2">tabela 2</a>, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (<i>&beta; </i>= 0,28;<i> p </i>&le; 0,001), a depress&atilde;o (<i>&beta; </i>= -0,28;<i> p </i>&le; 0,001) e o compromisso religioso (<i>&beta; </i>= 0,20;<i> p </i>&le; 0,001) explicaram satisfatoriamente [F (3,236) = 32,46, <i>p</i> &le; 0,001; R <sub>m&uacute;ltiplo</sub> = 0,540, R<sup>2</sup><sub>ajustado</sub> = 0,283] a atra&ccedil;&atilde;o pela vida. Tais vari&aacute;veis, em conjunto, foram respons&aacute;veis pela explica&ccedil;&atilde;o de 29% (R<sup>2</sup> = 0,292) da vari&acirc;ncia total. Cabe destacar que, no modelo testado, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, isoladamente, foi respons&aacute;vel por explicar 18,2% (R<sup>2</sup> = 0,182) da vari&acirc;ncia. Quanto &agrave; repuls&atilde;o pela vida, as vari&aacute;veis satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida (<i>&beta; </i>= -0,27;<i> p </i>&le; 0,001), depress&atilde;o (<i>&beta; </i>= 0,24;<i> p </i>&le; 0,001) e compromisso religioso (<i>&beta; </i>= -0,16;<i> p </i>&le; 0,01) permitiram explic&aacute;-la satisfatoriamente [F (3,236) = 24,45, <i>p</i> &le; 0,001; R <sub>m&uacute;ltiplo</sub> = 0,487, R<sup>2</sup><sub>ajustado</sub> = 0,227]. Essas contribu&iacute;ram com 24% (R<sup>2</sup> = 0,237) da vari&acirc;ncia. Nesse caso, a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, isoladamente, foi respons&aacute;vel por explicar 16% da vari&acirc;ncia (R<sup>2</sup> = 0,158).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="t2"></a> <img src="/img/revistas/psd/v17n3/17n3a16t2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>A dire&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es pode ser observada por meio do valor do <i>Beta </i>(<i>&beta;</i>). Nesse sentido, no primeiro modelo, o valor negativo do <i>Beta</i> corrobora a vari&aacute;vel depress&atilde;o como um fator de risco frente &agrave; vontade de viver (atra&ccedil;&atilde;o pela vida), ao passo que, no segundo, a redu&ccedil;&atilde;o da satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e dos n&iacute;veis de compromisso religioso se configuram como fatores de risco para idea&ccedil;&atilde;o suicida. Tais resultados confirmam a proposta te&oacute;rica de que muitos dos construtos correlatos da idea&ccedil;&atilde;o suicida se apresentam em um <i>continuum</i>. Desse modo, baixos n&iacute;veis de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida atuam, no modelo dimensional, como fator de risco, ao passo que n&iacute;veis altos funcionam como fator de prote&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com base nos resultados, verificou-se a alta e positiva correla&ccedil;&atilde;o entre repuls&atilde;o pela vida e atra&ccedil;&atilde;o pela morte; e negativa entre repuls&atilde;o pela vida e atra&ccedil;&atilde;o pela vida. Especificamente, quanto ao fator repuls&atilde;o pela morte, por suas particularidades, era esperado que n&atilde;o se correlacionasse com os outros, uma vez que ela pode estar presente tanto em pessoas com elevadas pontua&ccedil;&otilde;es em atra&ccedil;&atilde;o pela vida como em repuls&atilde;o pela vida, o que, provavelmente, decorre tanto da percep&ccedil;&atilde;o assustadora da morte, por ser compreendida como uma aniquila&ccedil;&atilde;o da vida de maneira irrevers&iacute;vel, como tamb&eacute;m do medo da puni&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a morte.</p>     <p>No que diz respeito &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida e os dom&iacute;nios da idea&ccedil;&atilde;o suicida, foi poss&iacute;vel verificar uma associa&ccedil;&atilde;o negativa desse construto e a repuls&atilde;o pela vida. Essa rela&ccedil;&atilde;o pode ser compreendida a partir da perspectiva de Orbach et al. (1991), que apontam a diminui&ccedil;&atilde;o do bem estar subjetivo como uma poss&iacute;vel causa da diminui&ccedil;&atilde;o da atra&ccedil;&atilde;o pela a vida e do aumento da repuls&atilde;o pela vida e da atra&ccedil;&atilde;o pela morte, o que pode vir a desengatilhar a inten&ccedil;&atilde;o para cometer o suic&iacute;dio. Al&eacute;m disso, os resultados corroboram o que trazem Chioquetta e Stiles (2007) em seu estudo, que baixos &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida foram associados a um maior risco para o comportamento suicida.</p>     <p>No que se refere aos indicadores de sa&uacute;de geral, bem como de ansiedade e depress&atilde;o isoladamente, esses se apresentam positivamente correlacionados com os motivadores para a autodestrui&ccedil;&atilde;o (atra&ccedil;&atilde;o pela morte e repuls&atilde;o pela vida), o que segue na dire&ccedil;&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es sobre o tema, que associam a presen&ccedil;a de quadros de transtornos mentais e, principalmente, da depress&atilde;o, ao maior risco para o comportamento suicida (Azevedo &amp; Matos, 2014; Bertolote &amp; Fleischman, 2002; Botega et al., 2006; OMS, 2006).</p>     <p>Quanto &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre idea&ccedil;&atilde;o suicida e religiosidade, foi observado que o compromisso religioso se correlacionou positivamente com o fator atra&ccedil;&atilde;o pela vida e negativamente com os fatores repuls&atilde;o pela vida e atra&ccedil;&atilde;o pela morte. Uma vez que, de um modo geral, pessoas com maior envolvimento religioso, sem levar em considera&ccedil;&atilde;o a filia&ccedil;&atilde;o religiosa, possuem menores chances de desenvolver o comportamento suicida, os resultados aqui apresentados corroboram outros achados encontrados em pesquisas realizadas em outros pa&iacute;ses (Rasic et al., 2011; Osafo, Knizek, Akotia &amp; Hjelmeland, 2013).</p>     <p>No que tange ao poder preditivo (explicativo) dos indicadores de satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, sa&uacute;de geral e compromisso religioso para explicar a idea&ccedil;&atilde;o suicida, algumas pondera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes. Apesar de a ansiedade ser considerada como um fator de risco frente &agrave; idea&ccedil;&atilde;o suicida (Jatob&aacute; &amp;Bastos, 2007; OMS, 2006), nesse modelo, n&atilde;o contribuiu significativamente para a explica&ccedil;&atilde;o. De fato, como dito anteriormente, a maioria dos estudos &eacute; voltada para os transtornos de humor, demostrando, assim, a necessidade de mais estudos na &aacute;rea.</p>     <p>Os resultados obtidos em tais an&aacute;lises, de maneira geral, confirmaram que a satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, a depress&atilde;o e o compromisso religioso podem ser considerados como componentes da dimens&atilde;o risco e prote&ccedil;&atilde;o frente &agrave; idea&ccedil;&atilde;o. Assim, o presente estudo corrobora a hip&oacute;tese de que o comportamento suicida, especificamente a idea&ccedil;&atilde;o, pode se configurar como um fen&ocirc;meno cuja explica&ccedil;&atilde;o se fundamenta em um modelo multidimensional, que resulta de uma intera&ccedil;&atilde;o complexa entre diversos fatores de car&aacute;ter biopsicossocial (OMS, 2006). Apesar disso, deve-se reconhecer que esses achados n&atilde;o encerram o debate sobre o tema, sobretudo, porque, como toda e qualquer pesquisa, devem-se reconhecer algumas limita&ccedil;&otilde;es, dentre as quais se destaca o fato de a amostra ser apenas da cidade de Fortaleza (CE) e composta em sua maioria por estudantes universit&aacute;rios; bem como, a influ&ecirc;ncia de outras vari&aacute;veis que possam compor o modelo e que n&atilde;o foram consideradas neste estudo.</p>     <p>N&atilde;o obstante as limita&ccedil;&otilde;es mencionadas, n&atilde;o se pode deixar de reconhecer algumas das principais contribui&ccedil;&otilde;es para os avan&ccedil;os no conhecimento acerca do comportamento suicida. As tr&ecirc;s vari&aacute;veis estudadas (satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida, sa&uacute;de geral, e compromisso religioso) s&atilde;o de f&aacute;cil investiga&ccedil;&atilde;o, uma que vez que podem ser avaliadas por meio de autorrelato, e ajudam na identifica&ccedil;&atilde;o de pessoas em risco, possibilitando interven&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es preventivas do comportamento suicida, como tamb&eacute;m, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.</p>     <p>Finalmente, como dire&ccedil;&otilde;es futuras, apontam-se: a possibilidade de se realizar an&aacute;lises mais espec&iacute;ficas, incluindo novas vari&aacute;veis no modelo; de novas pesquisas, envolvendo amostras mais amplas que garantam representatividade e generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados para a popula&ccedil;&atilde;o; e, ao mesmo tempo, de utilizar grupos espec&iacute;ficos, a exemplo de amostras cl&iacute;nicas, incluindo pacientes com tentativas pr&eacute;vias de suic&iacute;dio. Desse modo, seria poss&iacute;vel verificar se, com independ&ecirc;ncia das amostras (grupos cl&iacute;nicos e n&atilde;o cl&iacute;nicos), os fatores aqui considerados atuam como componentes capazes de explicar a idea&ccedil;&atilde;o suicida.&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Andrade, J. M., Gouveia, V. V., Jesus, G. R., Santos, W. S., &amp; Lopes de Andrade, W. C. (2001). <i>Escala de cren&ccedil;as religiosas: Elabora&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o de construto</i> [Resumo].&nbsp;Poster apresentado no 1&ordm; Encontro Paraibano de Avalia&ccedil;&atilde;o e Medida em Psicologia, Jo&atilde;o Pessoa, Para&iacute;ba.</p>     <p>Aquino, T. A. A. De (2009). <i>Atitudes e inten&ccedil;&otilde;es de cometer o suic&iacute;dio: seus correlatos existenciais e normativos</i> (Tese de doutorado, UFPB &amp; UFRN). Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.vvgouveia.net/en/images/Teses/Aquino_T._A._A._2009.pdf" target="_blank">http://www.vvgouveia.net/en/images/Teses/Aquino_T._A._A._2009.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>Azevedo, A., &amp; Matos, A. P. (2014). Idea&ccedil;&atilde;o suicida e sintomatologia depressiva em adolescentes.&nbsp;<i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</i>,&nbsp;<i>15</i>, 179-190. doi: 10.15309/14psd150115&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541003&pid=S1645-0086201600030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bertolote, J. M., &amp; Fleischmann, A. (2002). Suicide and psychiatric diagnosis: a worldwide perspective.&nbsp;<i>World Psychiatry</i>,&nbsp;<i>1</i>, 181-185. Dispon&iacute;vel em&nbsp;<a href="http://www.wpanet.org/uploads/Publications/WPA_Journals/World_Psychiatry/Past_Issues/English/wpa-10-2002.pdf#page=55" target="_blank">http://www.wpanet.org/uploads/Publications/WPA_Journals/World_Psychiatry/Past_Issues/English/wpa-10-2002.pdf#page=55</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541004&pid=S1645-0086201600030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Botega, N. J., Werlang, B. S. G., Cais, C. D. S., &amp; Macedo, M. M. K. (2006). Preven&ccedil;&atilde;o do comportamento suicida. <i>Psico</i>, 37, 213-220. Dispon&iacute;vel em&nbsp;<a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5161562" target="_blank">https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=5161562</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541005&pid=S1645-0086201600030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bruce, M. L., Ten Have, T. R., Reynolds III, C. F., Katz, I. I., Schulberg, H. C., Mulsant, B. H., &amp; Alexopoulos, G. S. (2004). Reducing suicidal ideation and depressive symptoms in depressed older primary care patients: a randomized controlled trial.&nbsp;<i>Jama</i>,&nbsp;<i>291</i>, 1081-1091. doi:10.1001/jama.291.9.1081&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541006&pid=S1645-0086201600030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chin, J., &amp; Holden, R. R. (2013). Multidimensional Future Time Perspective as Moderators of the Relationships between Suicide Motivation, Preparation, and Its Predictors.&nbsp;<i>Suicide and Life-Threatening Behavior</i>,&nbsp;<i>43</i>, 395-405. doi: 10.1111/sltb.12025&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541007&pid=S1645-0086201600030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chioqueta, A. P., &amp; Stiles, T. C. (2007). The relationship between psychological buffers, hopelessness, and suicidal ideation: identification of protective factors.&nbsp;<i>Crisis: The Journal of Crisis Intervention and Suicide Prevention</i>,&nbsp;<i>28</i>, 67-73. doi: 10.1027/0227-5910.28.2.67&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541008&pid=S1645-0086201600030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Coelho, B. M., Andrade, L. H., Guarniero, F. B., &amp; Wang, Y. P. (2010). The influence of the comorbidity between depression and alcohol use disorder on suicidal behaviors in the S&atilde;o Paulo Epidemiologic Catchment Area Study, Brazil.&nbsp;<i>Revista brasileira de psiquiatria</i>,&nbsp;<i>32</i>, 396-408. doi: 10.1590/S1516-44462010005000027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541009&pid=S1645-0086201600030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Costa, M. C. O., &amp; Bigras, M. (2007). Mecanismos pessoais e coletivos de prote&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida para a inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, 12, 1101-1109. doi: 10.1590/S1413-81232007000500002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541010&pid=S1645-0086201600030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Diener, E. D., Emmons, R. A., Larsen, R. J., &amp; Griffin, S. (1985). The satisfaction with life scale.&nbsp;<i>Journal of personality assessment</i>,&nbsp;<i>49</i>, 71-75. doi: 10.1207/s15327752jpa4901_13&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541011&pid=S1645-0086201600030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gouveia, V. V., Chaves, S. D. S., Oliveira, I. D., Dias, M. R., Gouveia, R. S., &amp; Andrade, P. D. (2003). 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(1998).&nbsp;<i>Life satisfaction as a health predictor </i>(Tese de doutorado, Kupio University). Dispon&iacute;vel em&nbsp;<a href="https://www.researchgate.net/publication/34002728_Life_satisfaction_as_a_health_predictor" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/34002728_Life_satisfaction_as_a_health_predictor</a></p>     <!-- ref --><p>Koivumaa&#8208;Honkanen, H. T., Viinam&auml;ki, H., Honkanen, R., Tanskanen, A., Antikainen, R., Niskanen, L. &amp; Lehtonen, J. (1996). 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A Multi-Attitude Suicide Tendency Scale for adolescents. <i>Psychological Assessment: A Journal of Consulting and Clinical Psychology</i>, <i>3</i>, 398. doi: 10.1037/1040-3590.3.3.398&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541028&pid=S1645-0086201600030001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Departamento de sa&uacute;de mental e abuso de subst&acirc;ncias (2006). <i>Preven&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio: um recurso para conselheiros</i>. Dispon&iacute;vel em&nbsp;<a href="http://www.who.int/mental_health/media/counsellors_portuguese.pdf" target="_blank">http://www.who.int/mental_health/media/counsellors_portuguese.pdf</a></p>     <!-- ref --><p>Osafo, J., Knizek, B. L., Akotia, C. S., &amp; Hjelmeland, H. (2013). 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