<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862016000300017</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15309/16psd170317</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comunicação em oncologia e ajustamento psicológico: uma revisão de literatura]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communication in oncology and phychological adjustment: a literature review]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bueno]]></surname>
<given-names><![CDATA[Igor A. F.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tarabay]]></surname>
<given-names><![CDATA[Christina H.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lourenço]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Teresa Cruz]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Camargo Cancer Center Núcleo de Psico-oncologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2016</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>527</fpage>
<lpage>541</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862016000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862016000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862016000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Esta revisão de literatura objetiva a compreensão dos fatores envolvidos no processo de comunicação entre médico e paciente na área oncológica para a melhora dos mesmos, a fim de contribuir com estudos futuros na obtenção de melhores indicadores de ajustamento psicológico e menores índices de estresse psicológico. Para o levantamento do material bibliográfico, utilizaram-se descritores que relacionassem a comunicação, o médico, o câncer e ajustamento ou estresse a partir das bases de dados do PubMed e PsycINFO. Após a análise inicial dos resumos dos trabalhos, obteve-se o material descrito. Foram consultados 27 artigos que indicam aspectos relativos a atributos do paciente; à interação com o médico e avaliação do cuidado; aos achados com pesquisas sobre dor; às habilidades de comunicação e recomendações; ou à esfera de práticas de cuidados complementares e alternativos. Conclui-se que a comunicação terapêutica é um processo contínuo e complexo que tem implicações no ajustamento e bem-estar psicológico de pacientes oncológicos. Esta relação depende tanto de fatores pessoais do paciente quanto das habilidades do profissional de saúde. O processo de comunicação deve ser tratado com cuidado e deve ser alvo de investimento por parte do profissional para que se abordem aspectos do cuidado físico e emocional.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This literature review aims to understand the factors involved in the process of communication between the physician and the patient in the oncological area to improve it in order to contribute to future studies in obtaining better indicators of psychological adjustment and lower levels of psychological stress. To survey the bibliographic material, we used descriptors such as communication, physician, cancer and adjustment or distress from PubMed and PsycINFO databases. After the initial analysis of the abstracts of the studies, it was obtained the material described. Twenty-seven articles was found that indicate aspects about the patient; about the interaction with the physician and evaluation of care; findings on pain research; communication skills and recommendations; and complementary and alternative care practices. It is concluded that therapeutic communication is a continuous and complex process that has implications for adjustment and psychological well-being of cancer patients. This relationship depends on patient's personal factors and also health professional's skills. The communication process should be treated with care and should be invested by the professional to address aspects of the physical and emotional care.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[comunicação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[câncer]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[ajustamento psicológico]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[estresse psicológico]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[communication]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[cancer]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[psychological adjustment]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[psychological distress]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Comunica&ccedil;&atilde;o em oncologia e ajustamento psicol&oacute;gico: uma revis&atilde;o de literatura</b></p>     <p><b>Communication in oncology and phychological adjustment: a literature review</b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Igor A. F. Bueno&sup1;<sup>,2</sup>, Christina H. Tarabay<sup>3</sup>, &amp; Maria Teresa Cruz Louren&ccedil;o<sup>4</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>A.C. Camargo Cancer Center, N&uacute;cleo de Psico-oncologia, S&atilde;o Paulo, Brasil, 01509-010;</p>     <p><sup>2</sup>e-mail: <a href="mailto:iafbueno@gmail.com">iafbueno@gmail.com</a>;</p>     <p><sup>3</sup>e-mail: <a href="mailto:starabay@uol.com.br">starabay@uol.com.br</a>;</p>     <p><sup>4</sup>e-mail: <a href="mailto:mariateresacruz@yahoo.com.br">mariateresacruz@yahoo.com.br</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESUMO</b></p>     <p>Esta revis&atilde;o de literatura objetiva a compreens&atilde;o dos fatores envolvidos no processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dico e paciente na &aacute;rea oncol&oacute;gica para a melhora dos mesmos, a fim de contribuir com estudos futuros na obten&ccedil;&atilde;o de melhores indicadores de ajustamento psicol&oacute;gico e menores &iacute;ndices de estresse psicol&oacute;gico. Para o levantamento do material bibliográfico, utilizaram-se descritores que relacionassem a comunica&ccedil;&atilde;o, o m&eacute;dico, o c&acirc;ncer e ajustamento ou estresse a partir das bases de dados do PubMed e PsycINFO. Ap&oacute;s a an&aacute;lise inicial dos resumos dos trabalhos, obteve-se o material descrito. Foram consultados 27 artigos que indicam aspectos relativos a atributos do paciente; &agrave; intera&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico e avalia&ccedil;&atilde;o do cuidado; aos achados com pesquisas sobre dor; &agrave;s habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o e recomenda&ccedil;&otilde;es; ou &agrave; esfera de pr&aacute;ticas de cuidados complementares e alternativos. Conclui-se que a comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; um processo cont&iacute;nuo e complexo que tem implica&ccedil;&otilde;es no ajustamento e bem-estar psicol&oacute;gico de pacientes oncol&oacute;gicos. Esta rela&ccedil;&atilde;o depende tanto de fatores pessoais do paciente quanto das habilidades do profissional de sa&uacute;de. O processo de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser tratado com cuidado e deve ser alvo de investimento por parte do profissional para que se abordem aspectos do cuidado f&iacute;sico e emocional.</p>     <p><b>Palavras-chave</b><i>: </i>comunica&ccedil;&atilde;o; c&acirc;ncer; ajustamento psicol&oacute;gico; estresse psicol&oacute;gico</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This literature review aims to understand the factors involved in the process of communication between the physician and the patient in the oncological area to improve it in order to contribute to future studies in obtaining better indicators of psychological adjustment and lower levels of psychological stress. To survey the bibliographic material, we used descriptors such as communication, physician, cancer and adjustment or distress from PubMed and PsycINFO databases. After the initial analysis of the abstracts of the studies, it was obtained the material described. Twenty-seven articles was found that indicate aspects about the patient; about the interaction with the physician and evaluation of care; findings on pain research; communication skills and recommendations; and complementary and alternative care practices. It is concluded that therapeutic communication is a continuous and complex process that has implications for adjustment and psychological well-being of cancer patients. This relationship depends on patient's personal factors and also health professional&rsquo;s skills. The communication process should be treated with care and should be invested by the professional to address aspects of the physical and emotional care.</p>     <p><b>Keywords</b><i>:</i> communication; cancer; psychological adjustment; psychological distress</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>O relacionamento terap&ecirc;utico entre o paciente e seu m&eacute;dico &eacute; mediado por diversas vari&aacute;veis e aspectos de forma que pouco se sabe sobre sua complexidade (Epstein &amp; Peters, 2009). Estudos dedicam-se a entender sua funcionalidade e fatores que contribuiriam para melhores respostas comportamentais, emocionais, avaliativas e tomada de decis&atilde;o por parte dos pacientes a partir das intera&ccedil;&otilde;es com seus m&eacute;dicos (Duberstein,&nbsp;Meldrum,&nbsp;Fiscella,&nbsp;Shields,&nbsp;&amp; Epstein, 2007; Epstein, Alper,&nbsp;&amp; Quill, 2004; Frank et al., 2005; Thorne,&nbsp;Hislop,&nbsp;Armstrong,&nbsp;&amp; Oglov, 2008). Outros estudos buscam vincular a qualidade da intera&ccedil;&atilde;o a respostas org&acirc;nicas e ades&atilde;o (Franks et al., 2006). E ainda outros prop&otilde;em correla&ccedil;&otilde;es entre o ambiente de trabalho institucional e a percep&ccedil;&atilde;o pessoal dos pacientes em rela&ccedil;&atilde;o aos seus m&eacute;dicos (Ansmann,&nbsp;Kowalski,&nbsp;Ernstmann,&nbsp;Ommen, &amp;&nbsp;Pfaff, 2012; Kowalski et al., 2009). Isto sugere uma dimens&atilde;o bastante ampla deste tipo de relacionamento e a import&acirc;ncia de suas consequ&ecirc;ncias sobre o ponto de vista da sa&uacute;de integral do paciente.</p>     <p>Fatores subjetivos da intera&ccedil;&atilde;o como a empatia e a concess&atilde;o de espa&ccedil;o e tempo para que o paciente possa explorar suas quest&otilde;es, preocupa&ccedil;&otilde;es, sentimentos e propostas s&atilde;o amplamente enfatizados (Buckman, Tulsky, &amp; Rodin, 2011; Epstein et al., 2007; Epstein, et al., 2009;). Estudos abordam o momento da comunica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica como momento delicado ao paciente (Paraskevaidis, Kitchener, &amp; Walker, 1993), havendo a necessidade de que o m&eacute;dico tome as devidas precau&ccedil;&otilde;es para que o paciente se sinta o mais confort&aacute;vel e empoderado poss&iacute;vel a fim de tomar suas decis&otilde;es, sentir-se satisfeito e apresentar melhor qualidade de vida posterior (Fogarty, Curbow, Wingard, McDonnell, &amp; Somerfield, 1999; Mager, &amp; Andrykowski, 2002; Roberts, Cox, Reinfgen, Baile, &amp; Giberfini, 1994). H&aacute; indicadores de qualidade de sa&uacute;de mental associados &agrave; percep&ccedil;&atilde;o que os pacientes t&ecirc;m do comportamento de seu m&eacute;dico no momento da comunica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, tais como medidas de ansiedade e depress&atilde;o e percep&ccedil;&atilde;o de ajustamento psicol&oacute;gico em longo prazo (Paraskevaidis et al., 1993; Schofield et al. 2003). Contudo, a diversidade e problemas metodol&oacute;gicos das pesquisas levam a resultados diversos e pouco confi&aacute;veis (Deledda,&nbsp;Moretti,&nbsp;Rimondini,&nbsp;&amp; Zimmermann, 2013; Street, Makoul, Arora, &amp;&nbsp;Epstein, 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O processo de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; constituido por uma intera&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua por uma ou mais partes e que envolve aspectos de di&aacute;logo, n&atilde;o-verbais e psicossociais. No contexto oncol&oacute;gico, este processo ocorre entre m&eacute;dico e paciente e explora a transmiss&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, o entendimento das informa&ccedil;&otilde;es e a express&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es, d&uacute;vidas, opini&otilde;es e emo&ccedil;&otilde;es (Pham, Bauer, &amp; Balan, 2014). O c&acirc;ncer &eacute; uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica cujo tratamento &eacute; diversificado e pode induzir o paciente a enfrentar diferentes desafios ao longo do tratamento. Existem v&aacute;rios momentos estressantes pelos quais o indiv&iacute;duo deve emitir uma resposta de enfrentamento e esperam-se rea&ccedil;&otilde;es emocionais vinculadas a isto (Davis,&nbsp;&amp; Goforth, 2014; Li,&nbsp;Fitzgerald, &amp; Rodin, 2012; Mehnert, et al., 2014).</p>     <p>Esta revis&atilde;o de literatura objetiva a compreens&atilde;o dos fatores envolvidos no processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dico e paciente na &aacute;rea oncol&oacute;gica para a melhora dos mesmos, a fim de contribuir com estudos futuros na obten&ccedil;&atilde;o de melhores indicadores de ajustamento psicol&oacute;gico e menores &iacute;ndices de estresse psicol&oacute;gico.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p>A pesquisa bibliogr&aacute;fica foi realizada a partir da consulta das bases de dados Pubmed e Psycinfo. Utilizou-se simultaneamente os descritores &ldquo;communication&rdquo;, &ldquo;physician&rdquo;, &ldquo;cancer&rdquo; e &ldquo;adjustment&rdquo; ou os descritores simult&acirc;neos &ldquo;communication&rdquo;, &ldquo;physician&rdquo;, &ldquo;cancer&rdquo; e &ldquo;distress&rdquo;, que estivessem contidos no t&iacute;tulo ou resumo do trabalho. Foram considerados apenas artigos publicados em peri&oacute;dicos, na l&iacute;ngua inglesa ou portuguesa. Foram exclu&iacute;dos os artigos que tratavam de popula&ccedil;&atilde;o infantil ou adolescente. E foram considerados apenas os trabalhos que focavam o relacionamento entre o m&eacute;dico e o paciente, desconsiderando trabalhos que tiveram como foco principal m&eacute;dicos e familiares dos pacientes.</p>     <p>Ap&oacute;s a an&aacute;lise dos t&iacute;tulos e resumos dos trabalhos obtidos nas pesquisas das bases de dados consultadas, chegou-se a sele&ccedil;&atilde;o dos artigos que foram consultados para esta revis&atilde;o, considerando tamb&eacute;m a acessibilidade do texto integral na institui&ccedil;&atilde;o onde a busca foi conduzida. Para este trabalho, n&atilde;o foi utilizado crit&eacute;rio de exclus&atilde;o por data de publica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>As pesquisas nas bases de dados resultaram em 62 artigos em outubro de 2014. Destes, ap&oacute;s a an&aacute;lise dos t&iacute;tulos e resumos, obteve-se um n&uacute;mero de 27 artigos a serem explorados em busca dos objetivos da revis&atilde;o.</p>     <p><i>Pelas caracter&iacute;sticas dos pacientes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um artigo de revis&atilde;o (Roussi, &amp; Miller, 2014) buscou a compreens&atilde;o do impacto de estilos de enfrentamento (<i>coping</i>) de pacientes oncol&oacute;gicos. Pacientes mais monitoradores tendem a exigir mais informa&ccedil;&otilde;es, a ficarem menos satisfeitos com as informa&ccedil;&otilde;es providenciadas, a terem maiores dificuldades com informa&ccedil;&otilde;es amb&iacute;guas relacionadas a amea&ccedil;as &agrave; sa&uacute;de e expressarem respostas afetivas negativas. Apresentam maiores &iacute;ndices de estresse geral, espec&iacute;fico e mesmo som&aacute;tico. No artigo de revis&atilde;o, encontraram-se alguns ind&iacute;cios de que pacientes mais monitoradores necessitam de maior suporte afetivo por parte de seus m&eacute;dicos. Quanto ao processo de tomada de decis&atilde;o, estes pacientes n&atilde;o necessariamente desejam o controle das decis&otilde;es, embora apresentem a tend&ecirc;ncia de serem mais participativos. Contudo, eles tendem a ser mais aderentes ao tratamento. O artigo aponta para um elemento sens&iacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao relacionamento entre m&eacute;dico e paciente: a qualidade da comunica&ccedil;&atilde;o entre estas partes pode afetar a ader&ecirc;ncia e a satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente.</p>     <p>Em um estudo japon&ecirc;s (Fujimori et al., 2007), houve a investiga&ccedil;&atilde;o de padr&otilde;es de prefer&ecirc;ncia dos pacientes quanto as atitudes desej&aacute;veis dos m&eacute;dicos no momento de comunica&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s-not&iacute;cias. Revelou-se que a maioria dos pacientes prefere que o m&eacute;dico d&ecirc; informa&ccedil;&otilde;es positivas e negativas que sejam pertinentes &agrave; doen&ccedil;a e ao tratamento e que apresente uma atitude de suporte. Preferem atitudes de continuidade e responsabiliza&ccedil;&atilde;o quanto aos cuidados, assim como planos de tratamento, exigindo maior engajamento. O ajustamento psicol&oacute;gico dos pacientes esteve associado ao estilo comunica&ccedil;&atilde;o preferido pelo paciente. Dado relevante foi que o estresse psicol&oacute;gico e o suporte social n&atilde;o estabeleceram rela&ccedil;&atilde;o significante com estilos de comunica&ccedil;&atilde;o. Alguns fatores sens&iacute;veis foram salientados ao caracterizar estilos de comunica&ccedil;&atilde;o na revela&ccedil;&atilde;o de m&aacute;s-not&iacute;cias: a quantidade de informa&ccedil;&atilde;o e a maneira como elas s&atilde;o reveladas, provis&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es adicionais, o suporte emocional propiciado e o <i>setting</i> da comunica&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Pacientes com c&acirc;ncer avan&ccedil;ado metast&aacute;tico se deparam com quest&otilde;es pertinentes sobre qualidade de vida e longevidade. Compreender que caracter&iacute;sticas dos pacientes levam a prefer&ecirc;ncias em uma abordagem que privilegie qualidade de vida ou longevidade foi o foco de um estudo (Meropol et al., 2008). Pacientes que preferem uma abordagem que privilegiasse a longevidade desejam falas mais positivas, que o m&eacute;dico use termos mais gerais, que alivie a tens&atilde;o quando informam m&aacute;s-not&iacute;cias e que seja mais suportivos. Pacientes que apresentam maior estresse psicol&oacute;gico preferem tratar mais de longevidade, enquanto que aqueles que apresentaram menor &iacute;ndice preferem a qualidade de vida.</p>     <p>O entendimento dos pacientes sobre ter uma doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em atividade pode representar grande fator estressante, mesmo quando n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios cl&iacute;nicos disto. Um estudo (Oates et al, 2007) buscou analisar a rela&ccedil;&atilde;o entre a discrep&acirc;ncia do entendimento de doen&ccedil;a oncol&oacute;gica em atividade entre pacientes e m&eacute;dicos. Nota-se que os pacientes que avaliaram estar com c&acirc;ncer em atividade e estando em desacordo com a perspectiva m&eacute;dica obtiveram maiores &iacute;ndices de depress&atilde;o e ansiedade comparados &agrave;queles que apresentavam o mesmo julgamento da doen&ccedil;a de seus m&eacute;dicos. Al&eacute;m disso, esses pacientes em discrep&acirc;ncia apresentaram mais sintomas f&iacute;sicos, menores &iacute;ndices de qualidade de vida, f&iacute;sica, emocional e social. Mostraram tamb&eacute;m grande similaridade entre os pacientes que estavam em acordo com a perspectiva m&eacute;dica de doen&ccedil;a em atividade para ansiedade e depress&atilde;o.</p>     <p>Em estudo com pacientes com c&acirc;ncer avan&ccedil;ado, pacientes foram categorizados entre dois grupos de faixa et&aacute;ria mais jovem e mais velha (Rose et al., 2008). Procuraram-se diferen&ccedil;as entre prefer&ecirc;ncias, perspectivas de cuidado e bem-estar. Pacientes mais jovens apresentaram maiores n&iacute;veis de depress&atilde;o, ansiedade e sintomas de estresse e tamb&eacute;m preferiam tratamentos mais agressivos. Enquanto que pacientes mais velhos eram menos contatados pelas equipes de sa&uacute;de fora do contexto institucional e preferiam uma abordagem de cuidados que privilegiasse al&iacute;vio de dor e de desconforto. Em ambos os grupos, formam pouco aqueles que reportaram discuss&atilde;o sobre objetivos de cuidados de fim de vida. O estudo aponta tamb&eacute;m para uma tend&ecirc;ncia do m&eacute;dico superestimar a agressividade das metas de tratamento e cuidado para ambos os grupos.</p>     <p>No estudo de Svedlund, Sullivan, Liedman e Lundell (2005) foram propostos o entendimento e a descri&ccedil;&atilde;o de mecanismos psicol&oacute;gicos e rea&ccedil;&otilde;es operacionais de pacientes oncol&oacute;gicos que receberam indica&ccedil;&atilde;o de tratamento cir&uacute;rgico g&aacute;strico, que posteriormente foram comparados aos pacientes com doen&ccedil;a irressec&aacute;vel. Notou-se a falha dos m&eacute;dicos em reconhecer os mecanismos de enfrentamento dos pacientes em situa&ccedil;&atilde;o de risco de vida. Os pacientes com tumores irressec&aacute;veis tendem a minimizar o estresse, assim como tamb&eacute;m relatam menor desesperan&ccedil;a. Sugere-se a import&acirc;ncia e preocupa&ccedil;&atilde;o com as habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o entre o m&eacute;dico e o paciente sobre sintomas e sinais de doen&ccedil;as malignas. Observou-se a tend&ecirc;ncia de nega&ccedil;&atilde;o em fases iniciais da doen&ccedil;a e a tend&ecirc;ncia de alguns pacientes de minimizar o estresse para lidar com grandes eventos da vida.</p>     <p>Um estudo abordou a rela&ccedil;&atilde;o entre a auto-efic&aacute;cia e correla&ccedil;&otilde;es com sintomas de estresse e bem-estar psicol&oacute;gico de pacientes de baixa renda com c&acirc;ncer de pr&oacute;stata submetidos a tratamentos definitivos (Heckman et al., 2011). A auto-efic&aacute;cia, no contexto de intera&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico, descreve a percep&ccedil;&atilde;o da habilidade de obter informa&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas e assegurar que suas pr&oacute;prias preocupa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; sa&uacute;de sejam identificadas e abordadas. Os resultados indicaram correla&ccedil;&atilde;o entre auto-efic&aacute;cia positiva e menores sintomas de estresse at&eacute; 6 meses e tamb&eacute;m correla&ccedil;&atilde;o com bem-estar psicol&oacute;gico em at&eacute; 2 anos, prazo inteiro da avalia&ccedil;&atilde;o. Esta percep&ccedil;&atilde;o de baixa auto-efic&aacute;cia pode comprometer o potencial do relacionamento com o m&eacute;dico e trazer maiores dificuldades ao paciente com a sua doen&ccedil;a e no processo de obter informa&ccedil;&atilde;o e de escolha.</p>     <p><i>A partir de caracter&iacute;sticas da intera&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o dos cuidados recebidos</i></p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o dos aspectos relacionados ao relacionamento entre m&eacute;dico e paciente e as influ&ecirc;ncias na mudan&ccedil;a de qualidade de vida associadas &agrave; sa&uacute;de de pacientes com c&acirc;ncer de mama foi o objetivo do estudo de Farin e Nagl (2013). Encontraram-se alguns preditores sociodemográficos de qualidade de vida: habilidade para trabalhar, morar com um parceiro, maior n&iacute;vel educacional, maior renda e estar empregado. No geral, o n&iacute;vel de satisfa&ccedil;&atilde;o foi alto. O otimismo foi o &uacute;nico preditor de curto e longo prazo do estudo. A satisfa&ccedil;&atilde;o do paciente com seu m&eacute;dico foi o mais importante preditor de curto prazo, pela percep&ccedil;&atilde;o de empatia, de que as informa&ccedil;&otilde;es foram transmitidas e compreendidas e de que as instru&ccedil;&otilde;es foram adequadas. Em termo de m&eacute;dio prazo, a percep&ccedil;&atilde;o por parte dos pacientes de que seus m&eacute;dicos est&atilde;o envolvidos na participa&ccedil;&atilde;o do cuidado foi a vari&aacute;vel mais significante do relacionamento. O artigo conclui que inicialmente o suporte emocional do m&eacute;dico ao paciente se mostra mais importante, mas perde o impacto ap&oacute;s o per&iacute;odo de reabilita&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s isto, a participa&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico e a congru&ecirc;ncia entre as prefer&ecirc;ncias do paciente e o comportamento do m&eacute;dico se tornam preditores da qualidade de vida do paciente.</p>     <p>O processo de tomada de decis&atilde;o, &iacute;ndices de depress&atilde;o e qualidade de vida foram vari&aacute;veis de outro estudo com participa&ccedil;&atilde;o de mulheres com c&acirc;ncer de mama metast&aacute;tico (Vogel, Leonhart, &amp; Helmes, 2009). A comunica&ccedil;&atilde;o foi avaliada em at&eacute; uma semana ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento oncol&oacute;gico, enquanto que depress&atilde;o e qualidade de vida foram mensuradas no in&iacute;cio, tr&ecirc;s e seis meses ap&oacute;s. Houve correla&ccedil;&atilde;o aos tr&ecirc;s meses entre maiores &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o e menores de depress&atilde;o, contudo aos seis meses n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa. Maiores &iacute;ndices de qualidade de informa&ccedil;&atilde;o estiveram relacionados a menores &iacute;ndices de depress&atilde;o aos tr&ecirc;s e seis meses. N&atilde;o houve diferen&ccedil;a quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o aos tr&ecirc;s meses e a qualidade de vida. Por&eacute;m, maior qualidade de informa&ccedil;&atilde;o esteve correlacionada com maior qualidade de vida aos tr&ecirc;s e seis meses. A congru&ecirc;ncia entre as prefer&ecirc;ncias do paciente na tomada de decis&atilde;o e a real tomada de decis&atilde;o do caso esteve correlacionada a menores &iacute;ndices de depress&atilde;o aos tr&ecirc;s meses, mas n&atilde;o aos seis meses, e tamb&eacute;m &agrave; melhor satisfa&ccedil;&atilde;o. O estudo concluiu que a comunica&ccedil;&atilde;o no momento inicial do tratamento tem rela&ccedil;&atilde;o com o melhor ajustamento psicol&oacute;gico em curto prazo. A congru&ecirc;ncia entre as prefer&ecirc;ncias do paciente sobre a tomada de decis&atilde;o e a real tomada de decis&atilde;o quanto ao tratamento tem rela&ccedil;&atilde;o com menores &iacute;ndices de depress&atilde;o a m&eacute;dio prazo. Em longo prazo, apenas a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o esteve associada com menores &iacute;ndices de depress&atilde;o. Em m&eacute;dio prazo, os preditores de qualidade de vida foram o n&iacute;vel de depress&atilde;o inicial e a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es dadas ao paciente, mas em longo prazo, nenhuma vari&aacute;vel referente &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave; tomada de decis&atilde;o teve correla&ccedil;&atilde;o com a qualidade de vida. A vari&aacute;vel que foi a melhor preditora do ajustamento psicol&oacute;gico foi o n&iacute;vel de depress&atilde;o inicial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Um estudo nos EUA avaliou a perspectiva de pacientes com c&acirc;ncer de pulm&atilde;o e colorretal de diferentes regi&otilde;es e sistemas de sa&uacute;de sobre a qualidade do cuidado recebido, abrangendo diferentes comunidades lingu&iacute;sticas (Ayanian et al., 2010). Avalia&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel de cuidado como excelente foram menos comuns entre pacientes que n&atilde;o eram brancos, falantes do chin&ecirc;s, pacientes com menor renda, com menor n&iacute;vel educacional, n&atilde;o casados, em piores condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, com c&acirc;ncer metast&aacute;tico e com hist&oacute;rico de depress&atilde;o. As experi&ecirc;ncias dos pacientes de comunica&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico estiveram significantemente associadas &agrave;s avalia&ccedil;&otilde;es da qualidade de cuidado. Os autores tamb&eacute;m sugerem que pacientes que tiveram contato mais freq&uuml;ente com os provedores de cuidado nos meses inicias ap&oacute;s o diagnostico avaliam melhor o cuidado interpessoal. Indica-se tamb&eacute;m que o acesso ao servi&ccedil;o, a disponibilidade pessoal e de informa&ccedil;&atilde;o e de emiss&atilde;o de resposta de cuidado foram significantes para qualidade do cuidado.</p>     <p>Avaliar as consequ&ecirc;ncias de longo prazo quanto ao ajustamento psicol&oacute;gico a partir da percep&ccedil;&atilde;o de paciente com c&acirc;ncer de mama sobre sua consulta diagnostica foi o objetivo do trabalho de Mager e Andrykowski (2002). Entre os resultados indicados, observa-se que m&eacute;dicos mais cuidadosos foram avaliados como mais competentes e compreensivos, o que tem associa&ccedil;&atilde;o com maior satisfa&ccedil;&atilde;o. Existe uma associa&ccedil;&atilde;o entre as esferas de cuidados e compreens&atilde;o com menores &iacute;ndices de sintomas p&oacute;s-traum&aacute;ticos. A esfera de cuidado est&aacute; associada &agrave; menor depress&atilde;o em longo prazo. A percep&ccedil;&atilde;o do cuidado e suporte foi o melhor preditor de ajustamento psicol&oacute;gico de longo prazo. O estudo salienta que o comportamento do m&eacute;dico tem maiores efeitos em curto prazo, mas ainda em longo prazo tem rela&ccedil;&atilde;o com efeitos psicol&oacute;gicos mais espec&iacute;ficos, como sintomas p&oacute;s-traum&aacute;ticos. Nota-se que a observa&ccedil;&atilde;o de comportamentos de cuidados &eacute; preditora de ajustamento psicol&oacute;gico, ao contr&aacute;rio da observa&ccedil;&atilde;o da compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica do m&eacute;dico. Considera-se tamb&eacute;m que a satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o foi relevante em longo prazo.</p>     <p>Em estudo realizado com paciente com c&acirc;ncer de mama 6 meses ap&oacute;s cirurgia (Roberts et al., 1994) encontrou-se rela&ccedil;&otilde;es entre ajustamento psicol&oacute;gico e a comunica&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, indo al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o de satisfa&ccedil;&atilde;o. Participaram 100 mulheres e foram utilizadas escalas de avalia&ccedil;&atilde;o da consulta diagn&oacute;stica, de estresse psicol&oacute;gico e dados gerais, como sociodemográficos e hist&oacute;rico psiqui&aacute;trico, suporte social e estado de sa&uacute;de. Aponta-se para rela&ccedil;&otilde;es correlacionais entre o uso de t&eacute;cnicas terap&ecirc;uticas durante a consulta diagn&oacute;stica e &iacute;ndices de bem-estar psicol&oacute;gico. H&aacute; indica&ccedil;&atilde;o de que a intera&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dico e paciente tem influ&ecirc;ncia sobre sintomas depressivos e ansiosos. Nota-se, no estudo, que o suporte social foi menos significante para o ajustamento psicol&oacute;gico do que a influ&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dico e paciente.</p>     <p>Em um estudo mais antigo (Santos et al., 1991), realizado a partir do acompanhamento de pacientes internados por neoplasias hematol&oacute;gicas, observaram-se fatores relativos &agrave;s atitudes m&eacute;dicas que desfavoreceriam a o enfrentamento dos doentes. Considerou-se a pouca disponibilidade dos m&eacute;dicos e da equipe de sa&uacute;de para tratar dos problemas psicol&oacute;gicos dos pacientes. Recomenda-se, no estudo, que atitudes mais abertas teriam caracter&iacute;sticas positivas de desdramatiza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e teriam implica&ccedil;&otilde;es na ades&atilde;o e toler&acirc;ncia ao tratamento, no planejamento para o futuro e na comunica&ccedil;&atilde;o entre doente e m&eacute;dico ou os familiares. O estudo considera um processo cr&iacute;tico de modela&ccedil;&atilde;o e reconhecimento das caracter&iacute;sticas de cada paciente, como, por exemplo, no processo de revela&ccedil;&atilde;o de uma not&iacute;cia importante sobre sua sa&uacute;de.</p>     <p>Relatos de pacientes que se submeteram a tratamento cir&uacute;rgico de c&acirc;ncer de pr&oacute;stata apontam insatisfa&ccedil;&atilde;o com as informa&ccedil;&otilde;es anunciadas antes da realiza&ccedil;&atilde;o do procedimento cir&uacute;rgico sobre os efeitos posteriores (Powel, &amp; Clark, 2005). Muitas das queixas s&atilde;o baseadas na descri&ccedil;&atilde;o pobre dos efeitos posteriores &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, ou seja, sobre efeitos de incontin&ecirc;ncia e impot&ecirc;ncia sexual. Os pacientes destacam que n&atilde;o haviam sido suficientemente preparados para lidar com estas quest&otilde;es, que, em princ&iacute;pio, foram sentidas como algo que estava sendo minimizado pelos m&eacute;dicos. Os mesmos pacientes avaliam que estas consequ&ecirc;ncias representaram amea&ccedil;as &agrave; integridade, auto-estima masculina e &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; vida cotidiana.</p>     <p>Pacientes com c&acirc;ncer de pulm&atilde;o de todos os est&aacute;gios da doen&ccedil;a foram consultados para responderem quest&otilde;es pertinentes &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o de aspectos relevantes do cuidado e necessidades f&iacute;sicas, emocionais, pr&aacute;ticas e espirituais (Nelson et al., 2011). Os resultados gerais indicam que 52% dos participantes apontaram como inadequado a abordagem destes temas. Os pacientes queixam-se de insufici&ecirc;ncia da comunica&ccedil;&atilde;o quanto a t&oacute;picos de sintomas, progn&oacute;stico, benef&iacute;cios potenciais ou complica&ccedil;&otilde;es do tratamento, prefer&ecirc;ncias do tratamento, quest&otilde;es sobre tomada de decis&atilde;o, necessidades pr&aacute;ticas, espirituais e cuidados em <i>hospices</i>. Os participantes indicam a necessidade de explorar tanto as informa&ccedil;&otilde;es de natureza estressora como as emo&ccedil;&otilde;es em evid&ecirc;ncia.</p>     <p>Parte do estresse experimentado pelo paciente oncol&oacute;gico est&aacute; relacionado ao risco de morte. O processo de comunica&ccedil;&atilde;o pode influenciar na intensidade da experi&ecirc;ncia deste tipo de estresse entre os pacientes com doen&ccedil;as graves. Em um estudo que incluiu pacientes com c&acirc;ncer avan&ccedil;ado (Chibnall, Videen, Duckro, &amp; Miller, 2002), notaram-se alguns fatores em associa&ccedil;&atilde;o com estresse pela possibilidade de morte, principalmente, os relacionados &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o com o m&eacute;dico e ao bem-estar espiritual e em menor escala &agrave; depress&atilde;o. O artigo indica tamb&eacute;m associa&ccedil;&atilde;o com as demandas de ordem espiritual e psicossociais n&atilde;o atendidas e tamb&eacute;m o processo de tomada de decis&atilde;o para estes pacientes.</p>     <p>A satisfa&ccedil;&atilde;o de pacientes com c&acirc;ncer de pr&oacute;stata foi mensurada em estudo com evid&ecirc;ncias em dois momentos (Hack et al., 2012), imediatamente ap&oacute;s a consulta prim&aacute;ria e 12 semanas ap&oacute;s. A pesquisa buscou identificar os conte&uacute;dos verbais apresentados por m&eacute;dicos, pacientes e acompanhantes durante a primeira consulta com o oncologista. Os resultados indicam que pacientes mais ansiosos na primeira consulta e a apresenta&ccedil;&atilde;o de comportamento mais assertivo por parte dos acompanhantes est&atilde;o relacionados a menores &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o imediatamente ap&oacute;s a primeira consulta. Ap&oacute;s 12 meses, a ansiedade do paciente durante a primeira consulta, o curto tempo da consulta e menor &iacute;ndice de satisfa&ccedil;&atilde;o imediatamente ap&oacute;s a consulta estiveram correlacionados a menores &iacute;ndices de satisfa&ccedil;&atilde;o. Nota-se a baixa apresenta&ccedil;&atilde;o de comportamentos emp&aacute;ticos durante as consultas e da verifica&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o do paciente por parte dos m&eacute;dicos. Contudo, as avalia&ccedil;&otilde;es gerais de satisfa&ccedil;&atilde;o foram altas e poucos comportamentos dos m&eacute;dicos foram categorizados com inadequados. Entretanto, estes &uacute;ltimos dados n&atilde;o s&atilde;o reveladores de quest&otilde;es que envolvem necessidades n&atilde;o abordadas durante a consulta, como busca por mais informa&ccedil;&otilde;es e suporte emocional.</p>     <p><i>Ind&iacute;cios pelas pesquisas de dor</i></p>     <p>O estudo da dor esteve associado ao comportamento dos pacientes em intera&ccedil;&atilde;o com seus m&eacute;dicos. O estudo de Street e colaboradores (2014) encontra algumas recomenda&ccedil;&otilde;es aos oncologistas. Destaca-se que o controle insatisfat&oacute;rio da dor tem associa&ccedil;&atilde;o com sintomas depressivos e baixa qualidade de vida. Encontrou-se uma rela&ccedil;&atilde;o entre a comunica&ccedil;&atilde;o ativa por parte dos pacientes sobre a dor e a melhora da dor de base e mudan&ccedil;as das medica&ccedil;&otilde;es. O estudo considerou que a express&atilde;o das preocupa&ccedil;&otilde;es, quest&otilde;es e prefer&ecirc;ncias por parte dos pacientes permitiu ao m&eacute;dico ter melhor entendimento da vis&atilde;o e necessidades dos pacientes, o que possibilitou prover mais informa&ccedil;&otilde;es, suporte e cuidado centrado no paciente.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em uma pesquisa experimental (Smith, DuHamel, Egert, &amp; Winkel, 2010) apareceram evid&ecirc;ncias estat&iacute;sticas de que a receptividade do provedor de sa&uacute;de e o paciente proporcionou melhores indicativos de controle de dor, bem-estar e de menores barreiras quanto &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. Outra vari&aacute;vel sens&iacute;vel relacionada &agrave; receptividade foi a satisfa&ccedil;&atilde;o com o cuidado &agrave; sa&uacute;de. Isto favoreceria a alian&ccedil;a terap&ecirc;utica e otimizaria a troca de informa&ccedil;&otilde;es entre as partes envolvidas no processo interpessoal do cuidado.</p>     <p>Um estudo (Jacobsen, M&oslash;ldrup, Christrup, Sj&oslash;gren, &amp; Hansen, 2010) apontou que mesmo quando h&aacute; aprova&ccedil;&atilde;o por parte dos pacientes quanto &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, os par&acirc;metros de controle de dor podem n&atilde;o ser aceit&aacute;veis. Isto &eacute;, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; parte do trabalho m&eacute;dico, mas n&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cio de ser totalmente resolutivo neste contexto. Contudo, alguns fatores psicoemocionais est&atilde;o associados &agrave; dor. A intensidade da dor foi associada ao estresse emocional e a possibilidade de al&iacute;vio da dor &agrave;s barreiras cognitivas, que correspondem a cren&ccedil;as sobre a comunica&ccedil;&atilde;o sobre a dor oncol&oacute;gica e sobre o uso de opi&oacute;ides.</p>     <p><i>Considera&ccedil;&otilde;es sobre habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o e outras recomenda&ccedil;&otilde;es</i></p>     <p>O estudo de Stewart e colaboradores (2007) identificou que diferentes especialidades m&eacute;dicas apresentam sensibilidade diferente quanto &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades de intera&ccedil;&atilde;o com o paciente. M&eacute;dicos da fam&iacute;lia apresentaram mudan&ccedil;a de comportamento ap&oacute;s um programa cont&iacute;nuo de desenvolvimento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, ao contr&aacute;rio de oncologistas cl&iacute;nicos e cirurgi&otilde;es. Contudo, todos obtiveram melhores avalia&ccedil;&otilde;es quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o dos pacientes e sensa&ccedil;&atilde;o de se sentir melhor ap&oacute;s a consulta. O estudo avaliou, por&eacute;m, apenas o comportamento verbal dos m&eacute;dicos. Isto sugere a exist&ecirc;ncia importante de fatores n&atilde;o-verbais da intera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Sobre o aspecto psicodin&acirc;mico, h&aacute; um estudo que avalia as implica&ccedil;&otilde;es dos mecanismos de defesa dos provedores de cuidados (Bernard, Roten, Despland, &amp; Stiefel, 2012). Categorizando entre aqueles que exibiam mecanismos de defesa mais adaptativos e aqueles com fun&ccedil;&otilde;es menos adaptativas, o estudo indica que os provedores que utilizam defesas mais adaptativas apresentam melhor ader&ecirc;ncia ao programa de treinamento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o. Considera-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o de mecanismos de defesa como nega&ccedil;&atilde;o, proje&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o dificulta a compreens&atilde;o da realidade do paciente.</p>     <p>A inclus&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o sobre os aspectos emocionais do paciente em documentos de prontu&aacute;rio como resumos de alta n&atilde;o &eacute; uma estrat&eacute;gia efetiva ou facilitadora na abordagem dos aspectos psicossociais (Book et al., 2013). Entre os profissionais que tiveram acesso a estes dados previamente e aqueles que n&atilde;o tiveram acesso n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as significativas em abordar tais dimens&otilde;es com seus pacientes.</p>     <p>A utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos eletr&ocirc;nicos como forma pr&aacute;tica de aperfei&ccedil;oar a express&atilde;o dos pacientes foi dado de avalia&ccedil;&atilde;o de outro estudo (Blum et al., 2012). Foi proposto que os pacientes de cuidados paliativos de um grupo experimental randomizado respondesse a um question&aacute;rio eletr&ocirc;nico em diferentes momentos do tratamento sobre quest&otilde;es que envolviam comunica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, qualidade de vida, sobrecarga dos sintomas e administra&ccedil;&atilde;o dos sintomas pelo oncologista. O estudo indicou que o grupo de interven&ccedil;&atilde;o obteve melhores resultados quanto &agrave; abordagem de sintomas, menores &iacute;ndices de estresse e menor necessidade de suporte para gerenciamento de sintomas. Isto sugere a utiliza&ccedil;&atilde;o de ferramentas adicionais que facilitaram a intera&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dico e paciente.</p>     <p>Em estudo de revis&atilde;o liter&aacute;ria sobre o estado da Psico-oncologia (Levin, &amp; Kissane, 2006), encontram-se alguns dados referentes ao treinamento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; indicativos de que apenas 25% das informa&ccedil;&otilde;es julgadas como importantes pelos oncologistas s&atilde;o recordadas pelos pacientes. H&aacute; achados de que informa&ccedil;&atilde;o pobre est&aacute; correlacionada a maiores &iacute;ndices de depress&atilde;o. A partir das evid&ecirc;ncias dos programas de treinamento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, recomenda-se que os m&eacute;dicos fa&ccedil;am maior uso de quest&otilde;es abertas aos pacientes, a fim de ter melhor acesso &agrave;s rea&ccedil;&otilde;es emocionais deles, possibilitando melhor empatia, s&iacute;ntese e menor interrup&ccedil;&atilde;o. Os pacientes tendem a se beneficiar dos treinamentos de habilidade em comunica&ccedil;&atilde;o melhorando o processo de tomada de decis&atilde;o, a ader&ecirc;ncia ao tratamento e o ajustamento psicol&oacute;gico global.</p>     <p><i>Indicadores por pr&aacute;ticas alternativas e complementares</i></p>     <p>Em uma revis&atilde;o da literatura (Frenkel, Ben-Arye, &amp; Cohen, 2010), as pr&aacute;ticas de medicina complementar e alternativa (MCA) foram revistas sob o foco da comunica&ccedil;&atilde;o. De modo geral, os pacientes avaliam melhor os praticantes de MCA quanto &agrave; promo&ccedil;&atilde;o e acolhimento de suporte emocional. A comunica&ccedil;&atilde;o entre o paciente e o m&eacute;dico convencional pode n&atilde;o ser satisfat&oacute;ria justamente por n&atilde;o abordar as t&eacute;cnicas alternativas e complementares e tamb&eacute;m pela falta de entendimento do m&eacute;dico sobre elas. Os pacientes menos correspondidos em fun&ccedil;&atilde;o de suas necessidades de cuidado emocional e f&iacute;sico tendem a fazer mais uso de MCA.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o da terapia nutricional Moerman, que n&atilde;o recebeu valida&ccedil;&atilde;o quanto sua efetividade, foi vari&aacute;vel sens&iacute;vel para avalia&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es concedidas pelos m&eacute;dicos oncologistas (Pruyn, Rijckman, Brunschot, &amp; Borne, 1985). De modo geral, pacientes que adotaram a dieta reportaram receber informa&ccedil;&otilde;es insuficientes ou pouco claras de seu m&eacute;dico sobre sua doen&ccedil;a. Pacientes com <i>coping</i> agressivo e impulsivo, com baixa auto-estima e mais ansiosos e aqueles que demonstraram maior dificuldade em organizar pensamentos durante crises adotaram mais a dieta. H&aacute; sugest&atilde;o de que o m&eacute;dico esteja atento a estes fatores e que possa ajudar os pacientes a se engajarem em terapias para lidar com as dificuldades de enfrentamento, al&eacute;m de se policiarem no ajuste do <i>feedback</i> aos pacientes com estes tra&ccedil;os de personalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os estudos demonstram que o ajustamento e o estresse psicol&oacute;gico apresentam correla&ccedil;&atilde;o com quest&otilde;es que envolvem a comunica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica. O fator de comunica&ccedil;&atilde;o influenciou o bem-estar psicol&oacute;gico dos pacientes em alguma medida, o que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de que este tema ainda seja explorado e aprofundado na pr&aacute;tica e nas pesquisas.</p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o se confirma como um fen&ocirc;meno complexo. Ela pode ser avaliada e descrita por medidas de satisfa&ccedil;&atilde;o, por suas lacunas, queixas e express&atilde;o de prefer&ecirc;ncias quanto a sua forma de apresenta&ccedil;&atilde;o, sua qualidade e sua quantidade. &Eacute; poss&iacute;vel relacion&aacute;-la a consequ&ecirc;ncias posteriores de diversas ordens, como as medidas de ajustamento e bem-estar f&iacute;sico e psicol&oacute;gico. Sua avalia&ccedil;&atilde;o encontrou varia&ccedil;&atilde;o conforme o contexto social, diferentes situa&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e por fatores idiossincr&aacute;ticos. Contudo, notou-se pelo conjunto dos achados a necessidade de que a comunica&ccedil;&atilde;o seja flex&iacute;vel, que seja estimulada pelo profissional de sa&uacute;de e que haja espa&ccedil;o para uma intera&ccedil;&atilde;o entre os envolvidos.</p>     <p>Tanto o profissional da sa&uacute;de como o paciente apresentam algumas qualidades que influenciam na din&acirc;mica. Muitos estudos pesquisados (Fujimori et al., 2007; Heckman et al., 2011; Meropol et al., 2008; Oates et al., 2007; Rose et al., 2008; Roussi et al., 2014; Svedlund et al., 2005) abordaram fatores psicol&oacute;gicos dos pacientes que pudessem estar correlacionados &agrave;s vari&aacute;veis de comunica&ccedil;&atilde;o. H&aacute; fortes ind&iacute;cios de que a satisfa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o depende apenas do desempenho do profissional de sa&uacute;de ao longo da consulta, mas que fatores como depress&atilde;o influenciam a forma como o indiv&iacute;duo vai experienciar todo seu tratamento. As habilidades idiossincr&aacute;ticas dos pacientes favoreceriam ou dificultariam seu bem-estar psicol&oacute;gico, ajustamento e o processo de comunica&ccedil;&atilde;o com o provedor de sa&uacute;de. Por outro lado, cabe ao profissional o papel de avaliar as dificuldades dos pacientes e estimul&aacute;-los a super&aacute;-las. O processo de reconhecer as necessidades, prefer&ecirc;ncias, forma de se comunicar, sele&ccedil;&atilde;o e transmiss&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es com qualidade ao paciente merece o cuidado do profissional. Se levarmos em considera&ccedil;&atilde;o a rotina de consultas m&eacute;dicas, pode-se imaginar que o processo de comunica&ccedil;&atilde;o individualizado &eacute; um grande desafio, n&atilde;o somente pela detec&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas dos pacientes, mas pela autoavalia&ccedil;&atilde;o do profissional diante do paciente.</p>     <p>Os efeitos do processo de comunica&ccedil;&atilde;o sobre o ajustamento e bem-estar psicol&oacute;gico variaram ao longo do tempo de tratamento ou p&oacute;s-tratamento. Inicialmente, h&aacute; ind&iacute;cios de que o papel do m&eacute;dico na comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; mais representativo, superando inclusive o suporte social, e resultando em melhor ajustamento, maior satisfa&ccedil;&atilde;o e menores &iacute;ndices de ansiedade, depress&atilde;o e sintomas p&oacute;s-traum&aacute;ticos. Em m&eacute;dio-prazo, notou-se que a concord&acirc;ncia entre os objetivos e metas do tratamento e prefer&ecirc;ncias do paciente foi mais sens&iacute;vel ao ajustamento psicol&oacute;gico (Farin et al., 2013; Vogel et al., 2009). A percep&ccedil;&atilde;o do envolvimento do profissional tamb&eacute;m se mostrou relevante, assim como a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o. Esta passagem pelo tempo parece indicar certa forma de ajustamento do paciente sobre a experi&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, passada a fase de choque inicial do diagn&oacute;stico, em que provavelmente fatores de suporte emocional e acolhimento sejam bastante importantes para o paciente. Ap&oacute;s isto, deve haver a tend&ecirc;ncia de que os pacientes exijam uma conduta de seu melhor interesse e que seu m&eacute;dico esteja possibilitando a legitimidade de suas escolhas. Em longo prazo, os aspectos mais sens&iacute;veis ao ajustamento e bem-estar foram a percep&ccedil;&atilde;o do cuidado e sintomas de depress&atilde;o do paciente. Em um estudo, h&aacute; ind&iacute;cios de que a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es est&aacute; correlacionada com menores &iacute;ndices de depress&atilde;o em longo prazo (Vogel et al., 2009). Neste momento, alguns fatores iniciais da intera&ccedil;&atilde;o ainda se mant&ecirc;m, mas com menos influ&ecirc;nciaNotou-se que vari&aacute;veis como satisfa&ccedil;&atilde;o representam muito pouco no contexto da comunica&ccedil;&atilde;o a partir de determinados momentos. Isto sugere uma cr&iacute;tica &agrave;s pesquisas que avaliam comunica&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica apenas por esta perspectiva de satisfa&ccedil;&atilde;o. H&aacute; indicativos de avalia&ccedil;&otilde;es gerais altas quanto &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o, mas que isso n&atilde;o necessariamente se reflete em medidas de melhor ajustamento.</p>     <p>Algumas lacunas foram apontadas nas pesquisas quanto &agrave; abordagem das necessidades dos pacientes. O cuidado deve ser entendido de forma integral e que abranja desde o componente f&iacute;sico aos aspectos de natureza ps&iacute;quica, profissional, social e espiritual. Mesmo dentro de uma perspectiva estreitamente f&iacute;sica, algumas queixas aparecem quanto &agrave; minimiza&ccedil;&atilde;o ou insufici&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es quanto a efeitos posteriores dos tratamentos oncol&oacute;gicos. Este dado pode resultar da minimiza&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o do paciente em seu processo de cuidado. Ao paciente pode ser apresentada uma situa&ccedil;&atilde;o mais idealizada que o poupa inicialmente do impacto de not&iacute;cias desagrad&aacute;veis, mas que o alienam de suas pr&oacute;prias escolhas, o que n&atilde;o deve favorecer sua adapta&ccedil;&atilde;o posterior ao tratamento. O relacionamento terap&ecirc;utico pode passar a corresponder a uma rela&ccedil;&atilde;o de poder arbitr&aacute;ria &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do paciente. Os componentes de ordem social, subjetiva e espiritual tamb&eacute;m apresentam abordagem insatisfat&oacute;ria, mesmo em fases de fim de vida. &Eacute; poss&iacute;vel apontar que os n&iacute;veis de investimento em terapias curativas sofram altera&ccedil;&atilde;o diante da evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e que regularmente os pacientes deveriam ser consultados sobre suas opini&otilde;es, verificando necessidades pr&aacute;ticas, subjetivas e tamb&eacute;m espirituais. O oncologista, principalmente neste contexto, deve levar em conta as metas de qualidade de vida avaliadas pelo doente, e n&atilde;o somente pelo aspecto cl&iacute;nico. A evid&ecirc;ncia da falta de aten&ccedil;&atilde;o quanto a estes fatores resulta na insatisfa&ccedil;&atilde;o relatada pelos pacientes e, mais importante, na queda de qualidade de vida relativa &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do paciente.</p>     <p>Ainda sobre a qualidade de vida, a dor &eacute; descrita e est&aacute; associada como sendo uma de suas vari&aacute;veis. No processo de administra&ccedil;&atilde;o, al&iacute;vio e controle da dor, a participa&ccedil;&atilde;o do paciente &eacute; essencial para melhores <i>feedbacks</i>. &Eacute; recomendado que o oncologista estimule seu paciente a participar e comunicar detalhadamente sobre a experi&ecirc;ncia de dor. A abertura ao di&aacute;logo deve facilitar o tr&acirc;nsito de informa&ccedil;&otilde;es, que constitui a comunica&ccedil;&atilde;o entre o m&eacute;dico e o paciente. Os estudos da dor s&atilde;o bons representantes da rela&ccedil;&atilde;o entre um sintoma complexo de ordem f&iacute;sica e psicol&oacute;gica com o relacionamento m&eacute;dico e paciente, que resulta em consequ&ecirc;ncias na qualidade de vida. A boa condu&ccedil;&atilde;o na forma como este sintoma &eacute; abordado demonstra que o ato de informar, comunicar e estabelecer um elo terap&ecirc;utico entre as partes resulta em benef&iacute;cio m&uacute;tuo. Com o canal de comunica&ccedil;&atilde;o aberto, tamb&eacute;m &eacute; poss&iacute;vel ouvir seu paciente quanto a outras queixas de outras ordens. A dor apresenta fatores de natureza subjetiva, que n&atilde;o s&atilde;o facilmente acessados ou identificados. Tratar da dor em toda a sua complexidade exige bom relacionamento entre o paciente e o m&eacute;dico, a fim de que ambas as partes possam entender em detalhes o que est&aacute; acontecendo e providenciar uma forma de cuidado adequado.</p>     <p>A sensibilidade do m&eacute;dico em conduzir o processo de comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental. Por mais que existam informa&ccedil;&otilde;es e registros sobre prefer&ecirc;ncias ou orienta&ccedil;&otilde;es dos pacientes, o contato direto com o mesmo exerce muita influ&ecirc;ncia no comportamento de ambos. Este relacionamento envolve diretamente a experi&ecirc;ncia e a&ccedil;&atilde;o das partes envolvidas. A prontid&atilde;o e preparo como o profissional responde &agrave;s exig&ecirc;ncias emocionais dos pacientes depende de seu repert&oacute;rio comportamental. Os programas de treinamento de habilidade de comunica&ccedil;&atilde;o facilitam a aquisi&ccedil;&atilde;o de novos repert&oacute;rios verbais e n&atilde;o verbais. Aparentemente os fatores n&atilde;o-verbais s&atilde;o mais sens&iacute;veis ao acolhimento emocional e satisfazem mais aos pacientes neste sentido. A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&aacute;tica cl&iacute;nica dentro de contextos em que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forte ferramenta de suporte &agrave; sa&uacute;de parece ser uma vari&aacute;vel de destaque (Stewart et al. 2007). Alguns profissionais se mostram mais resistentes ao aprendizado de certas habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o, visto as diferen&ccedil;as individuais e hist&oacute;rico de conting&ecirc;ncias refor&ccedil;adoras para cada &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o. Apesar disto, a satisfa&ccedil;&atilde;o geral dos pacientes com seus m&eacute;dicos foi alta. Contudo, foram observados poucos comportamentos emp&aacute;ticos dos profissionais. Treinar o profissional a aperfei&ccedil;oar seu repert&oacute;rio de comunica&ccedil;&atilde;o com o paciente parece ser uma medida de interven&ccedil;&atilde;o interessante, com claros ind&iacute;cios de benef&iacute;cio &agrave; sa&uacute;de mental e ajustamento ao paciente oncol&oacute;gico. Se as necessidades dos pacientes n&atilde;o forem correspondidas, espera-se que eles reajam de v&aacute;rias formas, tanto emocionalmente, como buscando outras maneiras de solucionar ou aliviar seus problemas de sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O presente estudo apresenta como limita&ccedil;&atilde;o a aus&ecirc;ncia de uma meta analise. Existe uma extensa literatura que aborda a comunica&ccedil;&atilde;o em contexto de cuidados m&eacute;dicos e o uso dos atuais descritores limitou de modo sens&iacute;vel o potencial do material bibliográfico a ser explorado. Contudo, o uso dos mesmos possibilitou ter um panorama da dire&ccedil;&atilde;o e dos achados da literatura. Ao final da an&aacute;lise, pode-se indicar tal dire&ccedil;&atilde;o de modo que houve uma concord&acirc;ncia interessante sobre os achados, consolidando um panorama s&oacute;lido sobre os ind&iacute;cios dos efeitos da comunica&ccedil;&atilde;o em contexto terap&ecirc;utico oncol&oacute;gico e correla&ccedil;&otilde;es com ajustamento e medidas de menor estresse psicol&oacute;gico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>CONCLUS&Atilde;O</b></p>     <p>A comunica&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica &eacute; um processo cont&iacute;nuo e complexo que tem implica&ccedil;&otilde;es no ajustamento e bem-estar psicol&oacute;gico de pacientes oncol&oacute;gicos. Esta rela&ccedil;&atilde;o se modifica com o tempo e depende tanto de fatores idiossincr&aacute;ticos do paciente quanto do profissional de sa&uacute;de. Diferentes aspectos da intera&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica se tornam mais sens&iacute;veis em determinados momentos da trajet&oacute;ria oncol&oacute;gica e resultam em diferentes consequ&ecirc;ncias para ajustamento e sa&uacute;de mental. O processo de comunica&ccedil;&atilde;o deve ser tratado com cuidado e deve haver um investimento por parte do provedor de sa&uacute;de para que se aborde tanto aspectos do cuidado f&iacute;sico como emocional. &Eacute; de suma import&acirc;ncia o reconhecimento das prefer&ecirc;ncias e necessidades dos pacientes, assim como o respeito &agrave;s suas decis&otilde;es no processo do tratamento oncol&oacute;gico. O repert&oacute;rio comportamental relativo &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o pode ser ampliado por programas de treinamento destas habilidades, sendo algum model&aacute;vel, mas sens&iacute;vel a aspectos pessoais do profissional de sa&uacute;de. Todo este contexto refor&ccedil;a a fundamental import&acirc;ncia sobre a arte da comunica&ccedil;&atilde;o e de como isso revela a necessidade do cuidado de dimens&otilde;es integrais &agrave; sa&uacute;de do paciente oncol&oacute;gico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Ansmann, L.,&nbsp;Kowalski, C.,&nbsp;Ernstmann, N.,&nbsp;Ommen, O., &amp;&nbsp;Pfaff, H. (2012). Patients'&nbsp;perceived&nbsp;support&nbsp;from&nbsp;physicians&nbsp;and the&nbsp;role&nbsp;of&nbsp;hospital&nbsp;characteristics. <i>International Journal for Quality in Health Care</i>, 62, 422-432. doi: 10.1093/intqhc/mzs048.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541154&pid=S1645-0086201600030001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Arora, N. K.,&nbsp;Street, R. L. Jr.,&nbsp;Epstein, R. M.,&nbsp;&amp; Butow, P. N. (2009). Facilitating&nbsp;patient-centered&nbsp;cancer&nbsp;communication: a&nbsp;road&nbsp;map. <i>Patient Education and Counseling</i>, 77, 319-21. doi: 10.1016/j.pec.2009.11.003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541156&pid=S1645-0086201600030001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ayanian, J. Z., Zaslavsky, A. M., Arora, N. K., Kahn, K. L., Malin, J. L., Ganz, P. A., . . . Harrington, D. P. (2010). Patients&rsquo; experiences with care for lung cancer and colorectal cancer: findings from the cancer care outcomes research and surveillance consortium. <i>Journal of Clinical Oncology</i>, 28, 4154-4161. doi: 10.1200/JCO.2009.27.3268.</p>     <p>Bernard, M., Roten, Y., Despland, J. N., &amp; Stiefel F. (2012). Oncology Clinicians' Defenses and adherence to communication skills training with simulated patients: an exploratory study. <i>Journal of Cancer Education</i>, 27, 399&ndash;403. doi: 10.1007/s13187-012-0366-8.</p>     <!-- ref --><p>Blum, D., Koeberle, D., Ribi, K., Schmitz, S. H., Utiger, U., Klingbiel, D., &amp; Strasser, F. (2012). Electronic monitoring of symptoms and syndromes associated with cancer: methods of a randomized controlled trial SAKK 95/06 E-MOSAIC. <i>BMC Palliative Care</i>, 11:19. doi:10.1186/1472-684X-11-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541160&pid=S1645-0086201600030001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Book, K., Dinkel, A., Henrich G., Stuhr, C., Peuker, M., H&auml;rtl, K., . . . Herschbach, P. (2013). The effect of including a &lsquo;psychooncological statement&rsquo; in the discharge summary on patient-physician communication: a randomized controlled trial. <i>Psycho-Oncology</i>, 22, 2789&ndash;2796. doi: 10.1002/pon.3347.</p>     <!-- ref --><p>Buckman, R., Tulsky, A., &amp; Rodin, G. (2011). Empathic responses in clinical pratice: intuition or tuition?. Canadian Medical Association Journal, 183, 569-571. doi: 10.1503/cmaj.090113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541163&pid=S1645-0086201600030001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chibnall, J. T., Videen, S. D., Duckro, P. N., &amp; Miller, D. K. (2002). Psychosocial-- spiritual correlates of death distress in patients with life-threatening medical conditions. <i>Palliative Medicine</i>, 16, 331-338. doi: 10.1191/0269216302pm544oa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541165&pid=S1645-0086201600030001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davis, M. P.,&nbsp;&amp; Goforth, H. W. (2014). Long-term and short-term effects of insomnia in cancer and effective interventions. <i>Cancer Journal</i>, 20, 330-344.doi: 10.1097/PPO.0000000000000071.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541167&pid=S1645-0086201600030001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Deledda, G.,&nbsp;Moretti, F.,&nbsp;Rimondini, M.,&nbsp;&amp; Zimmermann, C. (2013). How&nbsp;patients&nbsp;want&nbsp;their&nbsp;doctor&nbsp;to&nbsp;communicate. A literature review on primaty care patients&rsquo;perspective. <i>Patient Education and Counseling</i>, 90, 297-306. doi: 10.1016/j.pec.2012.05.005. doi: 10.1007/s11606-014-2769-1.</p>     <!-- ref --><p>Duberstein, P.,&nbsp;Meldrum, S.,&nbsp;Fiscella, K.,&nbsp;Shields, C. G.,&nbsp;&amp; Epstein, R. M. (2007). Influences&nbsp;on patients'&nbsp;ratings&nbsp;of&nbsp;physicians:&nbsp;Physicians&nbsp;demographics&nbsp;and&nbsp;personality. Patient Education and Counseling, 65, 270-274. doi: 10.1016/j.pec.2006.09.007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541170&pid=S1645-0086201600030001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Epstein, R. M., &amp; Peters, E. (2009). Beyond information: exploring patient&rsquo;s preferences. <i>Journal of American Medical Association</i>, 302, 195-197.</p>     <!-- ref --><p>Epstein, R. M., &amp;&nbsp;Borrell i Carri&oacute;, F. (2001). Pudor,&nbsp;honor, and autoridad: the evolving patient-physician relationship in Spain. <i>Patient Education and Counseling</i>, 45, 51-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541173&pid=S1645-0086201600030001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Epstein, R. M., Hadee, T., Carroll, J., Meldrum, S. C., Lardner, J., &amp; Shields, C. G. (2007). Could this be something serious?: reassurance, uncertainty, and empathy in response to patient&rsquo;s expression of worry. <i>Journal of. General Internal Medicine</i>, 22, 1731-1739. doi: 10.1007/s11606-007-0416-9.</p>     <!-- ref --><p>Epstein, R. M.,&nbsp;Alper, B. S.,&nbsp;&amp; Quill, T. E. (2004). Communicating evidence for participatory decision making. <i>Journal of American Medical Association</i>, 19, 2359-2366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541176&pid=S1645-0086201600030001700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Farin, E., &amp; Nagl, M. (2013). The patient&ndash;physician relationship in patients with breast cancer: influence on changes in quality of life after rehabilitation. Quality <i>of Life Research</i>, 22, 283-294. doi: 10.1007/s11136-012-0151-5.</p>     <!-- ref --><p>Fogarty, L. A., Curbow, B. A., Wingard, J. R., McDonnell, K., &amp; Somerfield, M. R. (1999). Can 40 seconds of compassion reduce patient anxiety?. <i>Journal of Clinical Oncology</i>, 17, 371-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541179&pid=S1645-0086201600030001700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Frank, P., Fiscella, K., Sbields, C. G., Meldrum, S. C., Duberstein, P., Jerant, A. F., . . . Epstein, R. M.(2005). Are patients&rsquo;s rating of the psysicians related to health outcomes?. <i>Annals of Family Medicine</i>, 3, 229-234. doi: 10.1370/afm.267.</p>     <!-- ref --><p>Franks, P.,&nbsp;Jerant, A. F.,&nbsp;Fiscella, K.,&nbsp;Shields, C. G.,&nbsp;Tancredi, D.J.,&nbsp;&amp; Epstein, R.M. (2006). Studying physician effects on patient outcomes: physician interaction style and performance on quality of care indicators. <i>Social Science &amp; Medicine</i>, 62, 422-432.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541182&pid=S1645-0086201600030001700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Frenkel, M., Ben-Arye, E., &amp; Cohen, L. (2010). Communication in Cancer Care: Discussing Complementary and Alternative Medicine. <i>Integrative Cancer Therapies</i>, 9, 177&ndash;185. doi: 10.1177/1534735410363706.</p>     <p>Fujimori, M., Akechi, T., Morita, T., Inagaki, M., Akizuki, N., Sakano, Y., &amp; Uchitomi, Y. (2007). Preferences of cancer patients regarding the disclosure of bad news. <i>Psycho-Oncology</i>, 16, 573&ndash;581. doi: 10.1002/pon.1093.</p>     <p>Hack, T. F., Ruether, J. D., Pickles, T., Bultz, B. D., Chateau D., &amp; Degner L. F. (2012). Behind closed doors II: systematic analysis of prostate cancer patients&rsquo; primary treatment consultations with radiation oncologists and predictors of satisfaction with communication. <i>Psycho-Oncology</i>, 21, 809&ndash;817. doi: 10.1002/pon.1984.</p>     <!-- ref --><p>Heckman, J. E., Chamie, K., Maliski, S. L., Fink, A., Kwan L., Connor, S. E., &amp; Litwin, M. S. (2011). The Role of Self-Efficacy in Quality of Life for Disadvantaged Men With Prostate Cancer. <i>Journal of Urology</i>, 186, 1855-1861. doi: 10.1016/j.juro.2011.06.059.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541187&pid=S1645-0086201600030001700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Jacobsen, R., M&oslash;ldrup, C., Christrup, L., Sj&oslash;gren, P., &amp; Hansen, O. B. (2010). Psychological and behavioural predictors of pain management outcomes in patients with cancer. <i>Scandinavian Journal of Caring Sciences</i>, 24, 781-790. doi: 10.1111/j.1471-6712.2010.00776.x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541189&pid=S1645-0086201600030001700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kowalski, C.,&nbsp;Nitzsche, A.,&nbsp;Scheibler, F.,&nbsp;Steffen, P.,&nbsp;Albert, U. S.,&nbsp;&amp; Pfaff, H. (2009). Breast cancer&nbsp;patients'&nbsp;trust&nbsp;in&nbsp;physicians: the impact of patients' perception of&nbsp;physicians' communication behaviors and hospital organizational climate. <i>Patient Education and Counseling</i><a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19818577">.</a>&nbsp;77, 344-348. doi: 10.1016/j.pec.2009.09.003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541191&pid=S1645-0086201600030001700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Levin, T., &amp; Kissane, D. W., (2006). Psychooncology-the state of its development in 2006. <i>European Journal os Psychiatry</i>, 20, 183-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541193&pid=S1645-0086201600030001700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Li, M.,&nbsp;Fitzgerald, P., &amp; Rodin, G. (2012). Evidence-based treatment of depression in patients with&nbsp;cancer. <i>Journal of Clinical Oncology</i>, 30, 1187-1196. doi: 10.1200/JCO.2011.39.7372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541195&pid=S1645-0086201600030001700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Mager, W. M., &amp; Andrykowski, M. A. (2002). Communication in the cancer &lsquo;bad news&rsquo;consultation: patient perceptions and psychological adjustment.<i>Psycho-Oncology</i>, 11, 35&ndash;46. doi: 10.1002/pon.563.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mehnert, A.,&nbsp;Br&auml;hler, E.,&nbsp;Faller, H.,&nbsp;H&auml;rter, M.,&nbsp;Keller, M.,&nbsp;Schulz, H., . . . Koch, U. (2014). Four-week&nbsp;prevalence&nbsp;of&nbsp;mental disorders&nbsp;in&nbsp;patients&nbsp;with cancer across major tumor entities. <i>Journal of Clinical Oncology</i>, 32, 3540-3546. doi: 10.1200/JCO.2014.56.0086.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541198&pid=S1645-0086201600030001700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Meropol, N. J., Egleston, B. L., Buzaglo, J. S., Benson, A. B., Cegala, D. J., Diefenbach, M. A., . . . Weinfurt, K. P. (2008). Cancer Patient Preferences for Quality and Length of Life. <i>Cancer</i>, 113, 3459-3466. doi: 10.1002/cncr.23968.</p>     <!-- ref --><p>Nelson, J. E., Gay, E. B., Berman, A. R., Powell, C. A., Salazar-Schicchi, J., &amp; Wisnivesky, J. P. (2011). Patients rate physician communication about lung cancer. <i>Cancer</i>, 117, 5212-5220. doi: 10.1002/cncr.26152.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541201&pid=S1645-0086201600030001700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Oates, C. T., Sloane, R., Ingram, S. S., Seo, P. H., Cohen, H. J., &amp; Clipp, E. C. (2007). Evaluation of agreement between physicians&rsquo; notation of &lsquo;no evidence of disease&rsquo; (NED) and patients&rsquo; report of cancer status. <i>Psycho-Oncology</i>, 16, 668&ndash;675. doi: 10.1002/pon.1127.</p>     <!-- ref --><p>Paraskevaidis, E., Kitchener, H. C., &amp; Walker, L. G. (1993). Doctor-patient communication and subsequent mental health in women with gynaecological cancer. <i>Psycho-oncology</i>, 2, 195-200. doi:&nbsp;10.1002/pon.2960020305.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541204&pid=S1645-0086201600030001700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pham, A. K., Bauer, M. T., &amp; Balan, S., (2014). Closing the patient-oncologist Communication Gap: a review of historic and current efforts. Journal of Cancer Education, 29, 106-113. doi: 10.1007/s13187-013-0555-0.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541206&pid=S1645-0086201600030001700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Powel L. L., &amp; Clark J. A. (2005). The value of the marginalia as an adjunct to structured questionnaires: experiences of men after prostate cancer surgery. <i>Quality of Life Research</i>, 14, 827&ndash;835.</p>     <p>Pruyn, J. F. A., Rijckman, R. M., Brunschot, C. J. M., &amp; Borne, H. W. (1985). Cancer patients&rsquo; personality characteristics, physician-patient communication and adoption of the moerman diet. <i>Social Science &amp; Medicine</i>, 20, 841-847.</p>     <!-- ref --><p>Roberts, C. S., Cox, C. E., Reinfgen, D. S., Baile, W. F., &amp; Giberfini, M. (1994). Influence of physician communication on newly diagnosed breast patients' psychologic adjustment and decision-making.<i>Cancer</i>, 74, 336-341.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541210&pid=S1645-0086201600030001700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Rose, J. H., O&rsquo;Toole, E. E., Einstadter, D., Love, T. E., Shenko, C. A., &amp; Dawson N. V. (2008). Patient age, well-being, perspectives, and care practices in the early treatment phase for late-stage cancer. <i>Journal of Gerontology</i>, 63A, 960-968.</p>     <!-- ref --><p>Roussi, P., &amp; Miller, S. M. (2014). Monitoring style of coping with cancer related threats: a review of the literature. <i>Journal of Behavioral Medicine</i>, 37, 931-954. doi: 1 0.1007/s10865-014-9553-x.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541213&pid=S1645-0086201600030001700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, M. J. H., Pimentel, P., Monteiro, J. M. N., Cardoso, G., Oliveira, J. J. G., Almiro, M., . . . Lacerda, J. M. F. (1991). Dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos em doentes internados com neoplasias hematol&oacute;gicas. Acta Medica Portuguesa, 4, 5-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541215&pid=S1645-0086201600030001700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Schofield, P. E., Butow, P. N., Thompson, J. F., Tattersall M. H. N., Beeney L. J., &amp; Dunn S. M. (2003). Psychological responses of patients receiving a diagnosis of cancer. <i>Annals of Oncology</i>, 14, 48&ndash;56. doi: 10.1093/annonc/mdg010.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Smith, M. Y., DuHamel, K. N., Egert, J., &amp; Winkel, G. (2010). Impact of a brief intervention on patient communication and barriers to pain management: Results from a randomized controlled trial. <i>Patient Education and Counseling</i>, 8, 79&ndash;86. doi: 10.1016/j.pec.2009.11.021.</p>     <!-- ref --><p>Stewart, M., Brown, J. B., Hammerton, J., Donner, A.,Gavin, A., Holliday, R. L., . . . Freeman, T. (2007). Improving communication between doctors and breast cancer patients. <i>Annals of Family Medicine</i>, 5, 387-394. doi: 10.1370/afm.721.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541219&pid=S1645-0086201600030001700040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Street, R. L. Jr., Tancredi, D. J., Slee, C., Kalauokalani, D. K., Dean, D. E., Franks, P., &amp; Kravitz, R. L. (2014). A pathway linking patient participation in cancer consultations to pain control. <i>Psycho-Oncology</i>, 23, 1111&ndash;1117. doi: 10.1002/pon.3518.</p>     <!-- ref --><p>Street, R. L. Jr.,&nbsp;Makoul, G.,&nbsp;Arora, N. K., &amp;&nbsp;Epstein, R. M. (2009). How does communication heal?&nbsp;Pathways&nbsp;linking&nbsp;clinician-patient communication to health outcomes. <i>Patient Education and Counseling</i>, 74, 295-301. doi: 10.1016/j.pec.2008.11.015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=541222&pid=S1645-0086201600030001700042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Svedlund, J., Sullivan, M., Liedman, B., &amp; Lundell, L. (2005). Relationship of tumor burden and patients&rsquo; minimization of distress in facing surgery for gastric cancer. <i>Psychosomatics</i>, 46, 233&ndash;243.</p>     <p>Thorne, S. E.,&nbsp;Hislop, T. G.,&nbsp;Armstrong, E. A.,&nbsp;&amp; Oglov, V. (2008). Cancer care communication: The power to harm and the power to heal? <i>Patient Education and Counseling</i>, 71, 34&ndash;40. doi: 10.1016/j.pec.2007.11.010.</p>     <p>Vogel, B. A., Leonhart, R., &amp; Helmes, A. W. (2009). Communication matters: The impact of communication and participation in decision making on breast cancer patients&rsquo; depression and quality of life. <i>Patient Education and Counseling</i>, 77, 391-397. doi: 10.1016/j.pec.2009.09.005.</p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Rua Professor Ant&ocirc;nio Prudente, 211, Liberdade, S&atilde;o Paulo - SP, Brasil, 01509-010; Telf.: 0055 11 2189-5000; e-mail: <a href="mailto:iafbueno@gmail.com">iafbueno@gmail.com</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 19 de Janeiro de 2015/ Aceite em 08 de Novembro de 2016</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ansmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[L., Kowalski]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[C., Ernstmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[N., Ommen, O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pfaff]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients' perceived support from physicians and the role of hospital characteristics]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal for Quality in Health Care]]></source>
<year>2012</year>
<volume>62</volume>
<page-range>422-432</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Arora]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Street]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L. Jr.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Butow]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Facilitating patient-centered cancer communication: a road map]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2009</year>
<volume>77</volume>
<page-range>319-21</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ayanian]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. Z.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zaslavsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arora]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kahn]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ganz]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Harrington]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients' experiences with care for lung cancer and colorectal cancer: findings from the cancer care outcomes research and surveillance consortium]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Oncology]]></source>
<year>2010</year>
<volume>28</volume>
<page-range>4154-4161</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bernard]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roten]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Despland]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiefel]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Oncology Clinicians' Defenses and adherence to communication skills training with simulated patients: an exploratory study]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Cancer Education]]></source>
<year>2012</year>
<volume>27</volume>
<page-range>399-403</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Blum]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koeberle]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribi]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schmitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Utiger]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Klingbiel]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Strasser]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Electronic monitoring of symptoms and syndromes associated with cancer methods of a randomized controlled trial SAKK 95/06 E-MOSAIC]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Palliative Care]]></source>
<year>2012</year>
<volume>11</volume>
<page-range>19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Book]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dinkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Henrich G.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Stuhr]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[C.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Peuker]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[M.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Härtl, K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Herschbach]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of including a &#8216;psychooncological statement' in the discharge summary on patient-physician communication: a randomized controlled trial]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2013</year>
<volume>22</volume>
<page-range>2789-2796</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Buckman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tulsky]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodin]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Empathic responses in clinical pratice: intuition or tuition?]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Medical Association Journal]]></source>
<year>2011</year>
<volume>183</volume>
<page-range>569-571</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chibnall]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Videen]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duckro]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychosocial spiritual correlates of death distress in patients with life-threatening medical conditions]]></article-title>
<source><![CDATA[Palliative Medicine]]></source>
<year>2002</year>
<volume>16</volume>
<page-range>331-338</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Davis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Goforth]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Long-term and short-term effects of insomnia in cancer and effective interventions]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer Journal]]></source>
<year>2014</year>
<volume>20</volume>
<page-range>330-344</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Deledda]]></surname>
<given-names><![CDATA[G., Moretti, F., Rimondini, M., & Zimmermann, C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How patients want their doctor to communicate A literature review on primaty care patients'perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2013</year>
<volume>90</volume>
<page-range>297-306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duberstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[P., Meldrum]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[S., Fiscella]]></surname>
<given-names><![CDATA[K., Shields, C. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influences on patients' ratings of physicians: Physicians demographics and personality]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2007</year>
<volume>65</volume>
<page-range>270-274</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Peters]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond information: exploring patient's preferences]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of American Medical Association]]></source>
<year>2009</year>
<volume>302</volume>
<page-range>195-197</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M., & Borrell i Carrió, F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pudor, honor, and autoridad: the evolving patient-physician relationship in Spain]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2001</year>
<volume>45</volume>
<page-range>51-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hadee]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meldrum]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lardner]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shields]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Could this be something serious?: reassurance, uncertainty, and empathy in response to patient's expression of worry]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of. General Internal Medicine]]></source>
<year>2007</year>
<volume>22</volume>
<page-range>1731-1739</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M., Alper, B. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Quill]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communicating evidence for participatory decision making]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of American Medical Association]]></source>
<year>2004</year>
<volume>19</volume>
<page-range>2359-2366</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Farin]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nagl]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The patient-physician relationship in patients with breast cancer: influence on changes in quality of life after rehabilitation]]></article-title>
<source><![CDATA[Quality of Life Research]]></source>
<year>2013</year>
<volume>22</volume>
<page-range>283-294</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fogarty]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Curbow]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wingard]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[McDonnell]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Somerfield]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Can 40 seconds of compassion reduce patient anxiety?]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Oncology]]></source>
<year>1999</year>
<volume>17</volume>
<page-range>371-379</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franks]]></surname>
<given-names><![CDATA[P., Jerant, A. F., Fiscella, K., Shields, C. G., Tancredi, D.J., & Epstein, R.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Studying physician effects on patient outcomes: physician interaction style and performance on quality of care indicators]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science & Medicine]]></source>
<year>2006</year>
<volume>62</volume>
<page-range>422-432</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frenkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ben-Arye]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communication in Cancer Care: Discussing Complementary and Alternative Medicine]]></article-title>
<source><![CDATA[Integrative Cancer Therapies]]></source>
<year>2010</year>
<volume>9</volume>
<page-range>177-185</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fujimori]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Akechi]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Morita]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Inagaki]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Akizuki]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sakano]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uchitomi]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preferences of cancer patients regarding the disclosure of bad news]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>16</volume>
<page-range>573-581</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hack]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ruether]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pickles]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bultz]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chateau]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Degner]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behind closed doors II: systematic analysis of prostate cancer patients' primary treatment consultations with radiation oncologists and predictors of satisfaction with communication]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2012</year>
<volume>21</volume>
<page-range>809-817</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Heckman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chamie]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maliski]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fink]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kwan L.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Connor, S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Litwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The Role of Self-Efficacy in Quality of Life for Disadvantaged Men With Prostate Cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Urology]]></source>
<year>2011</year>
<volume>186</volume>
<page-range>1855-1861</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jacobsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Møldrup]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Christrup]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sjøgren]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hansen]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological and behavioural predictors of pain management outcomes in patients with cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Scandinavian Journal of Caring Sciences]]></source>
<year>2010</year>
<volume>24</volume>
<page-range>781-790</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kowalski]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nitzsche]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Scheibler]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steffen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Albert]]></surname>
<given-names><![CDATA[U. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pfaff]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Breast cancer patients' trust in physicians: the impact of patients' perception of physicians' communication behaviors and hospital organizational climate]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2009</year>
<volume>77</volume>
<page-range>344-348</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Levin]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kissane]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychooncology-the state of its development in 2006]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal os Psychiatry]]></source>
<year>2006</year>
<volume>20</volume>
<page-range>183-197</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[M., Fitzgerald, P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodin]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evidence-based treatment of depression in patients with cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Oncology]]></source>
<year>2012</year>
<volume>30</volume>
<page-range>1187-1196</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mehnert]]></surname>
<given-names><![CDATA[A., Brähler]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[E., Faller]]></surname>
<given-names><![CDATA[H., Härter]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[M., Keller]]></surname>
<given-names><![CDATA[M., Schulz, H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Koch]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Four-week prevalence of mental disorders in patients with cancer across major tumor entities]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Clinical Oncology]]></source>
<year>2014</year>
<volume>32</volume>
<page-range>3540-3546</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nelson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gay]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Berman]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Powell]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salazar-Schicchi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wisnivesky]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patients rate physician communication about lung cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer]]></source>
<year>2011</year>
<volume>117</volume>
<page-range>5212-5220</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oates]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sloane]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ingram]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Seo]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cohen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Clipp]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of agreement between physicians' notation of &#8216;no evidence of disease' (NED) and patients' report of cancer status]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2007</year>
<volume>16</volume>
<page-range>668-675</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Paraskevaidis]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kitchener]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Walker]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Doctor-patient communication and subsequent mental health in women with gynaecological cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-oncology]]></source>
<year>1993</year>
<volume>2</volume>
<page-range>195-200</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pham]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Balan]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Closing the patient-oncologist Communication Gap: a review of historic and current efforts]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Cancer Education]]></source>
<year>2014</year>
<volume>29</volume>
<page-range>106-113</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Powel L. L.]]></surname>
<given-names><![CDATA[& Clark J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The value of the marginalia as an adjunct to structured questionnaires: experiences of men after prostate cancer surgery]]></article-title>
<source><![CDATA[Quality of Life Research]]></source>
<year>2005</year>
<volume>14</volume>
<page-range>827-835</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pruyn]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rijckman]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brunschot]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Borne]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer patients' personality characteristics, physician-patient communication and adoption of the moerman diet]]></article-title>
<source><![CDATA[Social Science & Medicine]]></source>
<year>1985</year>
<volume>20</volume>
<page-range>841-847</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roberts]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cox]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reinfgen]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baile]]></surname>
<given-names><![CDATA[W. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giberfini]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Influence of physician communication on newly diagnosed breast patients' psychologic adjustment and decision-making]]></article-title>
<source><![CDATA[Cancer]]></source>
<year>1994</year>
<volume>74</volume>
<page-range>336-341</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rose]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O'Toole]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Einstadter]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Love]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Shenko]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dawson]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Patient age, well-being, perspectives, and care practices in the early treatment phase for late-stage cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Gerontology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>63A</volume>
<page-range>960-968</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roussi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Miller]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Monitoring style of coping with cancer related threats: a review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Behavioral Medicine]]></source>
<year>2014</year>
<volume>37</volume>
<page-range>931-954</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. J. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pimentel]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. J. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lacerda]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distúrbios psiquiátricos em doentes internados com neoplasias hematológicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Medica Portuguesa]]></source>
<year>1991</year>
<volume>4</volume>
<page-range>5-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Schofield]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Butow]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thompson]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tattersall]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Beeney]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dunn]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological responses of patients receiving a diagnosis of cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of Oncology]]></source>
<year>2003</year>
<volume>14</volume>
<page-range>48-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DuHamel]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Egert]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winkel]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Impact of a brief intervention on patient communication and barriers to pain management: Results from a randomized controlled trial]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2010</year>
<volume>8</volume>
<page-range>79-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stewart]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Brown]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hammerton]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Donner]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.,Gavin]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[A.]]></surname>
<given-names><![CDATA[Holliday, R. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freeman]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Improving communication between doctors and breast cancer patients]]></article-title>
<source><![CDATA[Annals of Family Medicine]]></source>
<year>2007</year>
<volume>5</volume>
<page-range>387-394</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Street]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L. Jr.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tancredi]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Slee]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kalauokalani]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dean]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franks]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kravitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A pathway linking patient participation in cancer consultations to pain control]]></article-title>
<source><![CDATA[Psycho-Oncology]]></source>
<year>2014</year>
<volume>23</volume>
<page-range>1111-1117</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Street]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. L. Jr.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Makoul]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Arora]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Epstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[How does communication heal? Pathways linking clinician-patient communication to health outcomes]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2009</year>
<volume>74</volume>
<page-range>295-301</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Svedlund]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sullivan]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Liedman]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lundell]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Relationship of tumor burden and patients' minimization of distress in facing surgery for gastric cancer]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychosomatics]]></source>
<year>2005</year>
<volume>46</volume>
<page-range>233-243</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thorne]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hislop]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Armstrong]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oglov]]></surname>
<given-names><![CDATA[V.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cancer care communication: The power to harm and the power to heal?]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2008</year>
<volume>71</volume>
<page-range>34-40</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vogel]]></surname>
<given-names><![CDATA[B. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leonhart]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Helmes]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Communication matters: The impact of communication and participation in decision making on breast cancer patients' depression and quality of life]]></article-title>
<source><![CDATA[Patient Education and Counseling]]></source>
<year>2009</year>
<volume>77</volume>
<page-range>391-397</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
