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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Programa de cirurgia bariátrica e reganho de peso: case study of a bariatric surgery program]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In recent years it was noted an increase in the number of bariatric surgeries held in Brazil. However, it´s observed, in the obesity clinic, the occurrence of weight regain in the post-surgical period. Aiming to analyse the ocurrence of weight regain in a public hospital in the Northeast, it was held a case study of a Bariatric Surgery Program, on the basis of medical records of patients operated in 10 years of operation of the service. During the period of three months of data collection it was possible to get 276 medical records, of which were obtained the following information about the patients operated in the Program: age, gender, origin, surgery time, the attending to medical consultations and the weight regain. These data collection revealed that has been a greater number of women operated; the age of the patients operated has ranged between 18 and 60 years old, with an increased concentration of operated patients in the 28-37 age group.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Programa de cirurgia bariátrica e reganho de peso</b></p>     <p><b>Weight regain: case study of a bariatric surgery program</b></p>     <p><b>Alessandra Cansanção de Siqueira<sup>1,2</sup>&amp; Susane Vasconcelos Zanotti<sup>1,3</sup></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup>1</sup>Instituto de Psicologia, Universidade Federal de Alagoas Maceió, AL, Brasil;</p>     <p><sup>2</sup><i>E-mail:</i> <a href="mailto:alessandracansancao@hotmail.com"target="_blank">alessandracansancao@hotmail.com</a>;</p>     <p> <sup>3</sup><i>E-mail: </i><a href="mailto:susanevz@yahoo.fr"target="_blank">susanevz@yahoo.fr</a></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#c0">Endereço para Correspondência</a><a name="topc0"></a>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos últimos anos, tem-se observado um aumento no número de cirurgias bariátricas realizadas no Brasil. No entanto, verifica-se, na clínica da obesidade, a ocorrência de reganho de peso no período pós-cirúrgico. Com objetivo de analisar a ocorrência do reganho de peso em um hospital público do Nordeste, foi realizado o estudo de caso de um Programa de Cirurgia Bariátrica, com base no registro de prontuários dos pacientes operados em 10 anos de funcionamento do Serviço. Durante o período de três meses de coleta de dados foi possível ter acesso a 276 prontuários, dos quais foram obtidas as seguintes informações dos pacientes operados no Programa: idade, sexo, procedência, tempo de cirurgia, comparecimento às consultas e reganho de peso. Esses dados evidenciaram que houve um maior número de mulheres operadas; a idade dos pacientes operados variou entre 18 e 60 anos, havendo uma concentração maior de operados na faixa etária compreendida entre 28 e 37 anos. A análise dos prontuários demonstrou a ocorrência de reganho de peso no Programa estudado e, as queixas relacionadas a esse aumento de peso no pós-operatório.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Obesidade, Programa de cirurgia bariátrica, Reganho de peso</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>In recent years it was noted an increase in the number of bariatric surgeries held in Brazil. However, it´s observed, in the obesity clinic, the occurrence of weight regain in the post-surgical period. Aiming to analyse the ocurrence of weight regain in a public hospital in the Northeast, it was held a case study of a Bariatric Surgery Program, on the basis of medical records of patients operated in 10 years of operation of the service. During the period of three months of data collection it was possible to get 276 medical records, of which were obtained the following information about the patients operated in the Program: age, gender, origin, surgery time, the attending to medical consultations and the weight regain. These data collection revealed that has been a greater number of women operated; the age of the patients operated has ranged between 18 and 60 years old, with an increased concentration of operated patients in the 28-37 age group.</p>     <p><b>Keywords: </b>Obesity, Bariatric Surgery Program, Weight Regain</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A obesidade é definida como uma doença crônica, caracterizada pelo excesso de gordura corporal e de etiologia multifatorial (Diniz &amp; Maciante, 2012). Rosenbaum (2012) ressalta que a obesidade ocorre pela combinação de fatores genéticos, endócrinos, sociais, econômicos, psicológicos e ambientais. A obesidade é considerada fator de risco ao surgimento de várias doenças que comprometem a qualidade de vida e até diminuem a expectativa de vida das pessoas (Berti &amp; Caravatto, 2012). Berti e Caravatto (2012) ressaltam que devido às situações expostas sobre os riscos da obesidade e por atualmente ser observado um aumento expressivo dos casos de obesidade no Brasil e no mundo, esta chegou ao ponto de ser considerada um problema de saúde pública.</p>     <p>Diante dos riscos atribuídos à obesidade, passou a existir o incentivo à prevenção e, caso a obesidade já esteja instalada, aos tratamentos. Mesmo diante do incentivo a prevenção e aos tratamentos, nos casos onde a obesidade já está instalada, dados apontam um aumento expressivo de obesos no Brasil. Pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pelo Ministério da Saúde, constataram que houve aumento do número de casos de sobrepeso e obesidade no Brasil. Segundo Berti e Caravatto (2012), no Brasil, aproximadamente 65 milhões de pessoas estão com sobrepeso, 14 milhões com obesidade e 4 milhões com obesidade mórbida.</p>     <p>No tratamento à obesidade mórbida, a cirurgia bariátrica tem sido um procedimento bastante realizado em vários países, inclusive no Brasil. De acordo com Diniz e Maciante (2012), a cirurgia bariátrica surgiu na década de 50 &#8220;como opção terapêutica para o controle da obesidade&#8221; (p.13). O início da cirurgia bariátrica no Brasil data de 1970 e, atualmente, o Brasil ocupa o segundo lugar no número de cirurgias bariátricas realizadas no mundo (Diniz &amp; Maciante, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A medicina preconiza que a cirurgia bariátrica é considerada um importante recurso terapêutico para o tratamento da obesidade mórbida, sendo apresentada como a única opção exequível para a perda de peso dos pacientes com IMC acima de 35, com comorbidades e daqueles em que o IMC encontra-se acima de 40, tendo ou não comorbidades (Diniz &amp; Maciante, 2012). Apesar da perda de peso alcançada, a cirurgia bariátrica não garante a manutenção dessa perda ao longo do tempo, evidenciando que o reganho de peso, após transcorrido um certo tempo, é algo que pode ocorrer no pós-operatório (Silva, 2011).</p>     <p>Silva (2012) destaca que a perda de peso é o parâmetro principal para a avaliação do sucesso da cirurgia bariátrica. Outro aspecto ressaltado por esta autora, em pesquisa sobre os fatores associados ao reganho de peso, após 24 meses de cirurgia bariátrica, é que no primeiro ano de pós-operatório a perda de peso é mais acelerada e que, após 2 anos de operado, há aprevalência do reganho de peso.</p>     <p>O peso readquirido após a cirurgia bariátrica é definido como reganho de peso. A palavra reganho significa &#8220;ganhar novamente, readquirir, recuperar, recobrar, reaver&#8221; (Franques, Pacheco, Belfort, &amp; Gomes, 2011, p. 264). Segundo Carvalho Júnior (2013), os termos &#8220;volta da, ou recaída na obesidade&#8221; (p. 24) também são utilizados para referir-se ao reganho de peso que ocorre no pós-operatório de cirurgia bariátrica. Conforme observado na literatura, essa é a forma utilizada pelas equipes, ao aludir a ocorrência do aumento de peso no pós-operatório de cirurgia bariátrica.</p>     <p>A respeito do acompanhamento em casos de reganho de peso, Silva (2012) ressalta que a recuperação de peso no pós-operatório é um fator que pode comprometer os benefícios adquiridos com o tratamento cirúrgico, sendo importante identificar o que está ocasionando o reganho de peso, para que se possa determinar as condutas necessárias, após esse acontecimento. A mesma autora revela que &#8220;o monitoramento em longo prazo, pelas equipes de saúde, pode ser importante para a identificação e a intervenção precoces, diante de intercorrências, como o reganho de peso&#8221; (Silva, 2012, p. 30). Um dos fatores retratados por esta autora é sobre a relação existente entre os transtornos alimentares e o reganho de peso no pós-operatório, onde &#8220;a presença de comportamentos alimentares prejudiciais pode diminuir a eficácia da cirurgia bariátrica e representar um risco para o reganho de peso por resultar na maior ingestão energética&#8221; (Silva, 2012, p. 28).</p>     <p>Bastos, Barbosa, Soriano, Santos, e Vasconcelos (2013), ao investigar sobre os fatores determinantes do reganho ponderal em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, com tempo de pós-operatório igual ou maior que 2 anos, relacionaram o reganho de peso ao tempo transcorrido do pós-operatório, ou seja, um maior aumento de peso após 5 anos de cirurgia. Outro fato apontado pelos autores é que, os pacientes que exercem atividade laboral relacionada à alimentação, passaram a apresentar aumento de peso no pós-operatório. </p>     <p>Para Beleli, Silva, Camargo, e Scopin (2011) a cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz para a perda de peso, porém, o reganho de peso após 2 anos tem sido muito observado. Isso demonstra a dificuldade na manutenção do peso perdido após um tempo. Franques et al., (2011) ressaltam que há pacientes que tendem a recuperar peso, a partir do segundo ano de cirurgia devido à dificuldade em estabelecer mudanças em seus estilos de vida. Estudo realizado por Venâncio, Conceição, e Machado (2011), sobre a fase pós-operatória tardia, ressalta que existem casos em que não há um bom resultado cirúrgico e que isso está relacionado à dificuldade do paciente em seguir as orientações do tratamento após a cirurgia.</p>     <p>Silva e Kelly (2014) realizaram um estudo com uma amostra composta de 30 pacientes com o objetivo de analisar a prevalência e os fatores para a ocorrência do reganho de peso em mulheres após 2 anos de cirurgia bariátrica. Neste estudo foi constatado que a cirurgia não é o suficiente para o tratamento da obesidade e que o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar no pós-operatório e necessário para evitar o reganho de peso ao longo do tempo</p>     <p>Pesquisa realizada por Cambi, Marchesini, e Baretta (2015) com pacientes que foram submetidos a cirurgia bariátrica e que apresentaram reganho de peso observaram que houve a redução do índice de massa corporal após a realização da cirurgia bariátrica porém, ao longo do tempo tiveram os casos com reganho de peso. De acordo com este estudo muitas explicações foram dadas a esta ocorrência, como &#8220;retorno ao hábito alimentar errôneo, aumento significativo no consumo de álcool e sedentarismo&#8221; (p.42). </p>     <p>No Programa de cirurgia bariátrica onde esta pesquisa foi realizada, inúmeras questões passíveis de investigação foram observadas, mas diante da frequência de casos em que o paciente operado apresenta reganho de peso no período pós-cirúrgico, optou-se pelo estudo desse problema, com base nas informações dos prontuários. Assim, neste estudo, o objetivo principal foi investigar, partindo de queixas relacionadas ao reganho de peso, os aspectos que interferem no resultado do pós-operatório de cirurgia bariátrica.</p>     <p>A pesquisa foi realizada em um Programa de Cirurgia Bariátrica de um Hospital Público do Nordeste do Brasil. Este Hospital é o único do Estado que faz essa intervenção pelo Sistema de Saúde Pública (SUS). A escolha desse Programa foi pelo fato de o mesmo ser referência no tratamento cirúrgico da obesidade pelo SUS e por sua longa trajetória na realização desse tipo intervenção. O referido Hospital, além da função de prestar assistência à comunidade, dedica-se também às atividades de ensino e pesquisa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O Programa e&#769; formado por uma equipe multidisciplinar, composta por: cirurgio&#771;es, psico&#769;loga, assistente social, nutricionista, cardiologista, endocrinologista e educador fi&#769;sico. O Programa baseia a sua atuac&#807;a&#771;o nas Portarias do Ministe&#769;rio da Sau&#769;de, sendo a mais recente a de nº 425, de 19 de marc&#807;o de 2013 (Brasil, 2013), que ressalta sobre a assiste&#770;ncia de uma equipe multiprofissional como uma das exige&#770;ncias necessa&#769;rias ao cadastramento das equipes junto ao Sistema U&#769;nico de Sau&#769;de (SUS).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>MÉTODO</b></p>     <p> A definição do estudo de caso como método da presente pesquisa foi baseada nas considerações de Yin (2010). Este autor considera que o estudo de caso pode ser de indivíduos, instituições, organizações, processos, programas e até sobre determinado evento. Yin (2010) ainda ressalta que esse &#8220;método também e&#769; relevante quando suas questo&#771;es exigirem uma descrição ampla e &#8216;profunda' de algum fenômeno social&#8221; (p. 24).</p>     <p>Pinto (2009, p. 2) propõe considerar cada instituição &#8220;como um caso clínico, dando ênfase a&#768; singularidade que o tratamento de cada paciente nos impõe&#8221;. Isso indica que o Programa de Cirurgia Baria&#769;trica deve ser compreendido em sua singularidade e que o reganho de peso e&#769; uma questão que merece ser estudada, a partir das informações obtidas no próprio Programa.</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Para o presente estudo foram utilizados dados de 276 prontuários de pacientes operados em um Programa de cirurgia bariátrica no período compreendido entre setembro de 2002 a dezembro de 2012, sendo 239 do sexo feminino (86,6%) e 37 do sexo masculino (13,4%), com idades entre 18 a 60 anos. Nestes 10 anos foram realizadas 308 cirurgias, porém, não foi possível localizar todos os prontuários dos pacientes operados. Diante disso, o presente estudo foi baseado nas informações obtidas nesses prontuários onde a partir daí, foi realizado o estudo de caso do Programa de cirurgia bariátrica.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Os dados para o presente estudo foram coletados exclusivamente nos prontuários dos pacientes operados em um Programa de cirurgia bariátrica. Em cada prontuário consta uma ficha de identificação do paciente, exames, folhas de evoluções e informes sobre a cirurgia realizada. Com esses dados, foram obtidas as seguintes informações sobre os pacientes operados: idade, sexo, procedência, tempo de cirurgia, comparecimento ao atendimento ambulatorial com algum profissional nos últimos dois anos, ocorrência de reganho de peso no pós-operatório e queixas.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Durante o peri&#769;odo de tre&#770;s meses de coleta de dados foi possível ter acesso a 276 prontuários, que foram solicitados ao Serviço de Arquivo Médico (SAME) e separados pelos funcionários do setor em uma sala especialmente destinada à realização das leituras e anotações necessárias. As informações obtidas foram registradas e em seguida organizadas em uma planilha do Excel, contendo: registro, sexo, procedência, idade na data da cirurgia, tempo de cirurgia, comparecimento às consultas, ocorrência do reganho de peso e queixas. Esta organização facilitou a acessibilidade a um grande número de dados, tendo em vista a análise de 276 prontuários. Em seguida, os resultados foram transformados em gráficos, com o objetivo de melhor organizá-los, visualizá-los e analisá-los.</p>     <p>Os cuidados éticos com esse estudo apoiam-se na Resolução nº 196/96 da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde do Brasil. O prontuário é considerado um documento de acesso restrito (Flick, 2009) e, no caso específico dessa pesquisa, a acessibilidade a ele só foi possível após autorização da instituição hospitalar mediante apresentação de Termo de Consentimento do Uso de Banco de Dados e parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa.</p>     <p>Após o levantamento sobre os pacientes operados no Programa, foi realizado o estudo sobre o registro do reganho de peso. Nessa etapa, foram identificados o número de pacientes que obtiveram reganho de peso, idade, sexo, procedência, tempo de cirurgia e as queixas registradas em prontuário relacionadas a essa situação.</p>     <p>As queixas dos pacientes registradas em prontuário durante as consultas com profissionais da equipe, relacionadas ao reganho de peso, foram descritas nessa pesquisa do modo como estavam registradas no prontuário. A delimitação pela análise dos dados registrados pelo cirurgião, pela nutricionista e pela psicóloga, foi devido à indicação em Portaria de nº 425, de 19 de março de 2013 do Ministério da Saúde (Brasil, 2013), do acompanhamento sistemático desses profissionais no pós-operatório. Esses registros referem-se às situações que os pacientes atribuem à ocorrência do reganho de peso no pós-operatório de cirurgia bariátrica. A partir das informações obtidas, foi realizada a análise do material coletado e a construção de unidades de análise (Yin, 2010).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Caracterizac&#807;a&#771;o do Programa</i></p>     <p>Em setembro de 2002 foi criado o Programa de cirurgia baria&#769;trica do Hospital Universita&#769;rio Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (HUPAA/UFAL). O Programa foi reconhecido pelo Ministe&#769;rio da Sau&#769;de como um servic&#807;o de refere&#770;ncia no tratamento ciru&#769;rgico da obesidade (Toscano, 2010). O HUPAA e&#769; o u&#769;nico hospital no Estado que realiza a cirurgia baria&#769;trica pelo Sistema U&#769;nico de Sau&#769;de (SUS). Vale destacar mais uma vez que, nesse Programa, sa&#771;o acompanhados os pacientes com diagno&#769;stico de obesidade mo&#769;rbida, que tenham indicac&#807;a&#771;o a&#768; cirurgia baria&#769;trica.</p>     <p>No Programa, os pacientes sa&#771;o avaliados inicialmente pelos cirurgio&#771;es da equipe e, caso tenham indicac&#807;a&#771;o, do ponto de vista dos para&#770;metros utilizados para a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia, que incluem: valor do IMC, insucesso diante de tratamento cli&#769;nico e comorbidades de difi&#769;cil controle, sa&#771;o encaminhados para avaliac&#807;a&#771;o dos outros profissionais da equipe. No momento em que a pesquisa foi realizada, a equipe era formada por: assistente social, psico&#769;loga, nutricionista, cirurgio&#771;es, cardiologista, endocrinologista e educador fi&#769;sico. Como descrito na primeira sec&#807;a&#771;o, no item sobre as diretrizes do Ministe&#769;rio da Sau&#769;de para tratamento ciru&#769;rgico da obesidade mo&#769;rbida, nas Portarias, sa&#771;o estabelecidos os para&#770;metros de funcionamento dos servic&#807;os, que inclui a formac&#807;a&#771;o de uma equipe multidisciplinar na assiste&#770;ncia aos pacientes. As Portarias do Ministe&#769;rio da Sau&#769;de mais recentes sa&#771;o as de no. 424 e 425 de 19 de marc&#807;o de 2013 (Brasil, 2013).</p>     <p>Alguns aspectos do Programa de cirurgia baria&#769;trica do HUPAA são discutidos no livro &#8220;Obesidade mo&#769;rbida: Abordagem multidisciplinar&#8221; (Toscano, 2010), que apresenta a experie&#770;ncia da equipe no Programa, enfatizando a importa&#770;ncia da assiste&#770;ncia multidisciplinar. De acordo com Toscano e Barbosa (2010), o trabalho multidisciplinar proporciona uma melhor assiste&#770;ncia aos pacientes do Programa e tambe&#769;m a reflexa&#771;o dos profissionais quanto a&#768; sua pra&#769;tica. Isso demonstra ser algo importante, pois o trabalho multidisciplinar e&#769; construi&#769;do a&#768; medida que a equipe lida com os casos e considera as particularidades de cada um.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quanto a&#768; pra&#769;tica da equipe no Programa, Crispim (2010) enfatiza sobre a importa&#770;ncia dos espac&#807;os para a discussa&#771;o de casos e os momentos de estudos que propiciam a interac&#807;a&#771;o desses profissionais. Conforme exposto na Portaria de no 425, de 19 de marc&#807;o de 2013, a cirurgia e&#769; apenas uma etapa do tratamento ciru&#769;rgico da obesidade (Brasil, 2013). Isso ressalta a importa&#770;ncia dos momentos de discussa&#771;o dos casos, levando em considerac&#807;a&#771;o os aspectos psi&#769;quicos e sociais de cada paciente, na&#771;o se detendo somente a&#768; te&#769;cnica ciru&#769;rgica realizada.</p>     <p>Apesar de o Programa de cirurgia baria&#769;trica do HUPAA ter como objetivo a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia para o tratamento da obesidade, a partir da experie&#770;ncia de um trabalho em equipe no Programa, Toscano e Barbosa (2010, p. 33) advertem que, o tratamento da obesidade na&#771;o se resume a uma intervenc&#807;a&#771;o ciru&#769;rgica, pois &#8220;envolve mudanc&#807;as de comportamento que, muitas vezes, entram em confronto com as prefere&#770;ncias individuais e com as condic&#807;o&#771;es de vida oferecidas no contexto social em que o indivi&#769;duo se encontra&#8221;. Isso que e&#769; apresentado por esses profissionais do Programa enfatiza a importa&#770;ncia em considerar a histo&#769;ria de cada paciente e, na&#771;o somente os para&#770;metros que definem a obesidade como uma doenc&#807;a e a necessidade do tratamento ciru&#769;rgico.</p>     <p>As Portarias do Ministe&#769;rio da Sau&#769;de estabelecem as diretrizes para o tratamento ciru&#769;rgico da obesidade, mas cada equipe constro&#769;i as especificidades de seu funcionamento, baseadas no que considera importante e de acordo com a realidade vivenciada. As informac&#807;o&#771;es obtidas sobre o Programa obtidas nos prontuários e em um livro organizado por Toscano (2010) com a participação da equipe multidisciplinar, retrataram o modo como ele funciona e a importância da inclusa&#771;o dos profissionais da psicologia, da nutric&#807;a&#771;o, do servic&#807;o social e da educac&#807;a&#771;o fi&#769;sica.</p>     <p>O Programa, por ser a u&#769;nica refere&#770;ncia no tratamento ciru&#769;rgico da obesidade pelo SUS, recebe pacientes da capital e do interior do Estado. Esses pacientes necessitam de uma atenc&#807;a&#771;o e um acompanhamento do servic&#807;o social para viabilizar a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia, pois &#8220;as realidades de cunhos socioecono&#770;micos e familiares desses usua&#769;rios apresentam-se como fatores preocupantes a&#768; equipe, em decorre&#770;ncia dos gastos pre&#769; e po&#769;s ciru&#769;rgicos e a ause&#770;ncia de poli&#769;ticas pu&#769;blicas que amparem esse sujeito&#8221; (Crispim, 2010, p. 43).</p>     <p>Ser refere&#770;ncia no tratamento ciru&#769;rgico da obesidade pelo SUS e&#769; uma situac&#807;a&#771;o que indica algumas dificuldades, tanto no que se refere a&#768;s questo&#771;es institucionais, como tambe&#769;m sociais, que envolvem os pacientes do SUS. No Programa, ha&#769; escassez de profissionais para atender ao nu&#769;mero elevado de pacientes e ause&#770;ncia de um espac&#807;o fi&#769;sico mais adequado para a realizac&#807;a&#771;o dos atendimentos. Esses sa&#771;o fatores que ocasionam &#8220;aumento da fila de espera para a cirurgia&#8221; (Crispim, 2010, p.45). Quanto aos pacientes, a mesma autora relata que muitos te&#770;m dificuldades financeiras que dificultam o seu comparecimento a&#768;s consultas e tambe&#769;m a manutenc&#807;a&#771;o de uma alimentac&#807;a&#771;o adequada ao tratamento. Apesar das dificuldades enfrentadas, os resultados obtidos no Programa refletem a possibilidade de realizar um trabalho de qualidade voltado aos pacientes portadores de obesidade mo&#769;rbida, com indicac&#807;a&#771;o de cirurgia baria&#769;trica pelo SUS (Crispim, 2010).</p>     <p>Diante das caracteri&#769;sticas do Programa de cirurgia baria&#769;trica do HUPAA, este e&#769; organizado atrave&#769;s do estabelecimento de algumas rotinas no pre&#769; e po&#769;s-operato&#769;rio. O modo como o paciente chega ao Programa e&#769; uma questa&#771;o importante de ser apresentada nesse estudo, pois e&#769; o ini&#769;cio de sua trajeto&#769;ria no tratamento ciru&#769;rgico da obesidade. Pesquisa realizada por Izidorio e Lima (2012) ressalta que os pacientes chegam ao Programa através de encaminhamentos de outros serviços e também por demanda espontânea devido as informações obtidas com pacientes que já realizaram a cirurgia.</p>     <p>Nesse caso, os pacientes, ao procurarem o Programa, ve&#770;m referenciados a partir do saber me&#769;dico, que indica a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia, mas tambe&#769;m por um saber que foi construi&#769;do a partir do contato com outras pessoas que realizaram a cirurgia e que obtiveram resultados considerados satisfato&#769;rios. Pore&#769;m, o encaminhamento ao Programa na&#771;o significa a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia, pois a equipe de cirurgio&#771;es e&#769; que ira&#769; avaliar e definir a condic&#807;a&#771;o cli&#769;nica e enta&#771;o, determinar se a conduta a ser adotada e&#769; a cirurgia baria&#769;trica.</p>     <p>O Programa tem uma rotina de funcionamento que estabelece que o ingresso do paciente e&#769; atrave&#769;s do servic&#807;o social. A assistente social interve&#769;m com o intuito de assegurar ao paciente &#8220;o acesso a&#768; avaliac&#807;a&#771;o pela equipe de cirurgio&#771;es, tendo em vista a indicac&#807;a&#771;o me&#769;dica, ou na&#771;o, a&#768; cirurgia de obesidade&#8221; (Crispim, 2010, p.40). A avaliac&#807;a&#771;o me&#769;dica e&#769; que define se o paciente ira&#769; fazer parte do Programa. A definic&#807;a&#771;o quanto a&#768; realizac&#807;a&#771;o da cirurgia baria&#769;trica e&#769; baseada nos para&#770;metros estabelecidos pelas Portarias, sendo a mais recente a de nº 425 de 19 de marc&#807;o de 2013 (Brasil, 2013). Apo&#769;s o paciente ser avaliado pelo me&#769;dico e tendo sido indicado para cirurgia baria&#769;trica, ele retorna ao servic&#807;o social permanecendo tambe&#769;m em acompanhamento com o cirurgia&#771;o da equipe. A assistente social faz o encaminhamento do paciente a&#768; psicologia e a&#768; nutric&#807;a&#771;o. Ja&#769; os encaminhamentos a&#768;s especialidades me&#769;dicas, como endocrinologia, cardiologia, anestesia e outros que forem necessa&#769;rios, sa&#771;o realizados pelo cirurgia&#771;o.</p>     <p>No servic&#807;o social sa&#771;o apresentados ao paciente a dina&#770;mica e funcionamento do Programa e realizadas reunio&#771;es com os familiares dos pacientes que ira&#771;o ser submetidos a&#768; cirurgia baria&#769;trica (Crispim, 2010). Outra questa&#771;o apresentada por esta autora e&#769; que a avaliac&#807;a&#771;o do servic&#807;o social esta&#769; relacionada aos aspectos referentes a&#768; situac&#807;a&#771;o socioecono&#770;mica e familiar do paciente.</p>     <p>Na avaliac&#807;a&#771;o e acompanhamento com o cirurgia&#771;o, o paciente passa por uma se&#769;rie de exames, com o objetivo de verificar as suas condic&#807;o&#771;es orga&#770;nicas para a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia. Existem va&#769;rias te&#769;cnicas ciru&#769;rgicas aprovadas pelo Conselho Federal de Medicina. A te&#769;cnica utilizada no Programa e&#769; a derivac&#807;a&#771;o gastrojejunal em Y-de Roux (Bastos et al., 2013), sendo esta a mais realizada no Brasil e no mundo (Berti &amp; Caravatto, 2012). Esta te&#769;cnica ciru&#769;rgica consiste &#8220;na confecc&#807;a&#771;o de uma ca&#770;mara ga&#769;strica, cujo volume ideal na&#771;o deve exceder 30 ml, a fim de restringir a quantidade de alimento ingerido&#8221; (Berti &amp; Caravatto, 2012, p.24). Diante desta restric&#807;a&#771;o na quantidade do alimento, o paciente passa por va&#769;rios esta&#769;gios quanto a&#768; ingesta&#771;o alimentar: li&#769;quida, pastosa, branda e regular (Magro, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O paciente quando retorna do cirurgia&#771;o para o servic&#807;o social e&#769; encaminhado a&#768; psicologia e a&#768; nutric&#807;a&#771;o. No caso especi&#769;fico do servic&#807;o de psicologia, os pacientes no pre&#769;-operato&#769;rio sa&#771;o encaminhados para a realizac&#807;a&#771;o do atendimento individual no pre&#769;-operato&#769;rio. Siqueira e Pontes (2010) ressaltam que, no processo de avaliac&#807;a&#771;o psicolo&#769;gica, sa&#771;o investigadas &#8220;a construc&#807;a&#771;o que o sujeito faz sobre a histo&#769;ria de sua obesidade, seu posicionamento frente a&#768; cirurgia e obesidade, a relac&#807;a&#771;o estabelecida com a comida e seu corpo, histo&#769;ria do uso de bebidas alcoo&#769;licas e presenc&#807;a de doenc&#807;as psiquia&#769;tricas&#8221; (Siqueira &amp; Pontes, 2010, p. 64). Essa avaliac&#807;a&#771;o e&#769; baseada nos crite&#769;rios preconizados pelo Ministe&#769;rio da Sau&#769;de, no que se refere ao tratamento ciru&#769;rgico da obesidade. Estes crite&#769;rios estabelecem que a cirurgia baria&#769;trica deve ser contraindicada quando o paciente apresentar limitac&#807;a&#771;o intelectual e que na&#771;o tenha um suporte familiar adequado, presenc&#807;a de transtorno psiquia&#769;trico na&#771;o controlado e uso de bebida alcoo&#769;lica ou de drogas (Brasil, 2013).</p>     <p>Ale&#769;m do atendimento individual, o servic&#807;o de psicologia realiza o atendimento em grupo no pre&#769; e po&#769;s-operato&#769;rio de cirurgia baria&#769;trica. De acordo com Siqueira e Pontes (2010), o Grupo de Apoio ao Portador de Obesidade Mo&#769;rbida (GAPOM) ocorre quinzenalmente, com a participac&#807;a&#771;o de 20 pacientes, em me&#769;dia, e com uma durac&#807;a&#771;o de 90 minutos. A experie&#770;ncia do atendimento em grupo, nesse Programa, proporciona um espac&#807;o que &#8220;facilita a formac&#807;a&#771;o de vi&#769;nculos, a discussa&#771;o, a troca de experie&#770;ncias entre os pacientes e reflexa&#771;o quanto a uma decisa&#771;o ta&#771;o importante na vida&#8221; (Siqueira &amp; Pontes, 2010, p. 65). A consolidac&#807;a&#771;o do grupo no Programa proporciona aos pacientes falarem de suas dificuldades e dos efeitos que a cirurgia tem para cada participante (Siqueira, Zanotti, Farias, Fontan, Barbosa e Crispim, 2012).</p>     <p>Na avaliac&#807;a&#771;o do servic&#807;o de nutric&#807;a&#771;o e&#769; investigada a histo&#769;ria da obesidade, doenc&#807;as associadas a&#768; obesidade, ana&#769;lise de exames laboratoriais, IMC, estilo de vida e sobre os ha&#769;bitos alimentares (Barbosa, 2010). De acordo com Barbosa (2010), a intervenc&#807;a&#771;o nutricional no po&#769;s-operato&#769;rio imediato esta&#769; relacionada a&#768; orientac&#807;a&#771;o quanto a&#768; dieta li&#769;quida e em seguida a&#768; evoluc&#807;a&#771;o quanto a&#768; consiste&#770;ncia e a&#768; observac&#807;a&#771;o da tolera&#770;ncia do paciente a essas modificac&#807;o&#771;es. No Programa, a orientac&#807;a&#771;o no pre&#769;-operato&#769;rio visa minimizar as complicac&#807;o&#771;es apo&#769;s a cirurgia (Barbosa, 2010).</p>     <p>Quanto ao acompanhamento do educador fi&#769;sico, Toscano (2010) relata que, o atendimento e&#769; realizado no pre&#769; e po&#769;s-operato&#769;rio, a&#768; medida que os pacientes sa&#771;o encaminhados por algum profissional da equipe. Ao serem encaminhados, os pacientes passam por uma avaliac&#807;a&#771;o funcional e, a partir dai&#769;, sa&#771;o prescritos os exerci&#769;cios fi&#769;sicos que sa&#771;o realizados com a supervisa&#771;o do profissional (Toscano, 2010). Para a realizac&#807;a&#771;o dessa pesquisa, antes do acesso aos prontua&#769;rios, foi necessa&#769;rio contato com a assistente social do Programa, que disponibilizou uma ficha com o nome e o registro dos pacientes operados. De acordo com essas informac&#807;o&#771;es obtidas no Servic&#807;o Social do Programa, durante 10 anos (setembro de 2002 a dezembro de 2012) foram realizadas 308 cirurgias.</p>     <p>Da listagem disponibilizada pelo Servic&#807;o Social contendo 308 pacientes operados no Programa, foram localizados pelo SAME, durante um peri&#769;odo de 3 meses, 276 prontua&#769;rios. Justificou-se a exclusa&#771;o de 32 prontua&#769;rios, devido a&#768;s seguintes situac&#807;o&#771;es: em dois o nu&#769;mero de registro disponibilizado no servic&#807;o social na&#771;o coincidia com o nome do paciente operado; em quatro nomes da lista na&#771;o constava o nu&#769;mero do registro; em um prontua&#769;rio constatamos que o paciente na&#771;o tinha realizado a cirurgia; em dois prontua&#769;rios foi obtida a informac&#807;a&#771;o do o&#769;bito do paciente no po&#769;s-operato&#769;rio, dezessete prontua&#769;rios na&#771;o foram disponibilizados pelo SAME, pois estavam no arquivo morto devido ao na&#771;o comparecimento dos pacientes ao hospital, desde 2007; e seis prontua&#769;rios foram solicitados, mas na&#771;o se encontravam no SAME, devido ao agendamento pre&#769;vio de consulta com algum profissional no hospital.</p>     <p><i>Sobre os participantes</i></p>     <p>Nolevantamento de dados obtidos nos 276 prontuários, no que diz respeito ao sexo dos pacientes operados, 239 era do sexo feminino (86,6%) e 37 do sexo masculino (13,4%). observa-se uma concentrac&#807;a&#771;o maior de nu&#769;mero de mulheres operadas, em comparac&#807;a&#771;o aos homens. A partir dessa informac&#807;a&#771;o, questionamos se a obesidade e&#769; mais frequente no sexo feminino ou se as mulheres sa&#771;o as que mais procuram a cirurgia baria&#769;trica. Informac&#807;o&#771;es obtidas pelo site Age&#770;ncia Brasil (2013), apontam que cerca de 70% das cirurgias baria&#769;tricas realizadas no pai&#769;s sa&#771;o de mulheres entre 35 e 45 anos. Um estudo realizado por Poggi (2007) apresenta que, em hospital do nordeste em que na e&#769;poca foram realizadas 74 cirurgias, 55 foram em mulheres e 19 em homens.</p>     <p>O maior i&#769;ndice de mulher tambe&#769;m nos remete a um dos aspectos da cultura atual. Trata-se do destaque concedido ao corpo e da busca por modificac&#807;o&#771;es corporais, as quais impulsionam as pessoas a recorrerem cada vez mais aos recursos que sa&#771;o ofertados (Fernandes, 2011). Apesar do objetivo principal da cirurgia ser a perda de peso e consequentemente as modificac&#807;o&#771;es metabo&#769;licas e remissa&#771;o de comorbidades (Diniz &amp; Maciante, 2012), as questo&#771;es este&#769;ticas tambe&#769;m esta&#771;o presentes, pois o corpo, diante da cirurgia, passa por todo um processo de modificac&#807;a&#771;o que repercute na imagem corporal.</p>     <p>Foi observado que houve um maior número de procedimentos cirúrgicos, que corresponde a 125 cirurgias (45,3%), na faixa etária compreendida entre 28 e 37 anos e em seguida observamos o seguinte: 25,7% de 38 a 47 anos, 18,1% de 48 a 60 anos e 10,9% de 18 a 27 anos. Assim, a idade dos pacientes ao realizar a cirurgia no Programa, variou de 18 a 60 anos.</p>     <p>O menor nu&#769;mero de cirurgias foi na faixa-eta&#769;ria compreendida entre 18 e 27 anos. A idade mi&#769;nima estabelecida para a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia, na fase em que foi realizada a ana&#769;lise dos prontua&#769;rios, era de 18 anos. Pore&#769;m, na portaria do Ministe&#769;rio da Sau&#769;de no 425, de 19 de marc&#807;o de 2013 (Brasil, 2013), houve uma reduc&#807;a&#771;o da idade mi&#769;nima para 16 anos, quando a obesidade ocasionar risco de vida ao adolescente. Pesquisa apontou o crescimento dos casos de obesidade nas camadas da populac&#807;a&#771;o menos favorecida economicamente e em indivi&#769;duos mais jovens (Berti &amp; Caravatto, 2012). Os dados do IBGE (Brasil, 2010) evidenciaram que o sobrepeso atinge mais de 30% das crianc&#807;as entre 5 e 9 anos de idade e cerca de 20% da populac&#807;a&#771;o entre 10 e 19 anos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ale&#769;m de ser constatado o aumento da obesidade nos indivi&#769;duos mais jovens, considera-se tambe&#769;m que, no levantamento dos dados de prontua&#769;rios, foi observado que houve um maior nu&#769;mero de procedimentos ciru&#769;rgicos, que corresponde a 125 cirurgias, na faixa eta&#769;ria compreendida entre 28 e 37 anos. Os para&#770;metros estabelecidos para a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia baria&#769;trica ressaltam que, para a realizac&#807;a&#771;o da cirurgia baria&#769;trica o paciente deve ter realizado anteriormente os tratamentos cli&#769;nicos convencionais e na&#771;o ter obtido sucesso nestes (Berti &amp; Caravatto, 2012). De acordo com Nissen (2012), esses tratamentos incluem as dietas, os exerci&#769;cios fi&#769;sicos e o uso de fa&#769;rmacos. Pore&#769;m, observa-se que, ha&#769; casos em que as pessoas, ao inve&#769;s de buscar os meios para emagrecer e evitar a cirurgia, pelo contra&#769;rio, recorrem ao excesso alimentar para engordar e, a partir dai&#769;, obter o IMC que possibilite realizar a cirurgia baria&#769;trica. Esse e&#769; um fato que acontece porque algumas pessoas consideram a cirurgia o recurso mais fa&#769;cil e eficaz no tratamento da obesidade.</p>     <p>A maior parte dos pacientes operados nesse Programa são procedentes da capital do estado, correspondendo a 188 procedentes da capital (68,1%) e 88 do interior do estado (31,9%). De acordo com levantamento realizado pelo servic&#807;o social do Programa, de 214 pacientes que se submeteram a&#768; cirurgia baria&#769;trica, de setembro de 2002 a dezembro de 2008, 68% residiam na capital, 29% no interior do estado e 3% de outros estados (Crispim, 2010). No levantamento realizado na&#771;o foi encontrado nenhum prontua&#769;rio de pacientes provenientes de outros Estados. Vale lembrar que, na&#771;o tivemos acesso a 32 prontua&#769;rios durante a fase de solicitac&#807;a&#771;o no Servic&#807;o de Arquivo Me&#769;dico e Estati&#769;stica (SAME) do HUPAA.</p>     <p>De acordo com as informações dos prontuários 237 pacientes foram operados há 2 anos ou mais, destes, 148 (62,4%) compareciam regularmente aos atendimentos com a equipe no Programa e 89 (37,6%) pacientes não estavam comparecendo. Foram exclui&#769;dos os pacientes com menos de 2 anos, pois o objetivo do estudo foi investigar o reganho de peso no Programa e, as pesquisas que encontramos sobre o reganho de peso (Bastos et al., 2013; Silva, 2011, 2012), foram realizadas com os pacientes com mais de 2 anos de cirurgia baria&#769;trica.</p>     <p>Observamos somente o registro em 1 prontua&#769;rio de paciente com 10 anos de cirurgia. Nesse peri&#769;odo, iniciaram-se as atividades no Programa e a primeira cirurgia foi realizada em setembro de 2002, ou seja, pro&#769;ximo ao final do ano. Constatou-se tambe&#769;m um menor nu&#769;mero de pacientes operados com 2 e 9 anos de cirurgia, respectivamente. Podemos considerar que, o nu&#769;mero baixo de cirurgias no segundo ano do Programa seja decorrente do ini&#769;cio de suas atividades e, pelo fato de a equipe encontrar-se ainda em processo de estruturac&#807;a&#771;o quanto a&#768; sua rotina. Nos demais anos, observa-se certa consta&#770;ncia no nu&#769;mero de cirurgias realizadas. Consideramos que este fato seja decorrente de que, nesse peri&#769;odo, ja&#769; havia uma rotina estabelecida na instituic&#807;a&#771;o quanto a&#768; forma de funcionamento do Programa. Ja&#769; a reduc&#807;a&#771;o do nu&#769;mero de pacientes com 2 anos de cirurgia, pode ser decorrente das dificuldades apresentadas por Crispim (2010), quanto a&#768; escassez de profissionais, ause&#770;ncia de um espac&#807;o fi&#769;sico adequado e dificuldades financeiras dos pacientes.</p>     <p>As informações relacionadas ao reganho de peso foram investigadas nos 148 prontuários dos pacientes que estavam comparecendo ao Programa, na época da pesquisa de campo. Nestes, observou-se que, em 48 (32,4%) havia o registro por parte da equipe da ocorrência do reganho de peso no pós-operatório de cirurgia bariátrica. A profissional da equipe que mais registrou essa informação foi a nutricionista. Em 100 prontuários (67,6%) não foram observadas informações que apontassem a ocorrência do reganho de peso. Vale lembrar que nesta pesquisa consideramos comparecimento do paciente ao Programa, o registro em prontuário de atendimentos realizados por algum profissional da equipe nos últimos 2 anos. Os dados obtidos corroboram o de outros estudos os quais apontam que ao longo do tempo, alguns pacientes apresentaram reganho de peso decorrentes de um hábito alimentar errôneo, aumento no consumo de álcool e sedentarismo (Cambi, Marchesini, &amp; Baretta, 2015) e que a cirurgia bariátrica não finaliza o tratamento da obesidade, sendo necessário o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar (Silva &amp; Kelly, 2014). </p>     <p>Quanto aos dados dos 48 pacientes que obtiveram reganho de peso. No que se refere ao sexo, 44 (91,7%) era do sexo feminino e 4 (8,3 %) do sexo masculino. Devido ao maior nu&#769;mero de mulheres submetidas a&#768; cirurgia, houve tambe&#769;m um maior nu&#769;mero de mulheres em que foi observada a ocorre&#770;ncia do reganho de peso. No que diz respeito a faixa-etária 20 pacientes (41,7%) com idade compreendida entre 28 a 37 anos, 12 pacientes (25%) de 38 a 47 anos, 9 pacientes (18,7%) de 48 a 60 anos e 7 pacientes (14,6%) na faixa etária compreendida entre 18 a 27 anos. A faixa-eta&#769;ria compreendida entre 28 e 37 anos, foi a que apresentou uma maior ocorre&#770;ncia do reganho de peso. Isso corresponde ao fato de ser tambe&#769;m a faixa-eta&#769;ria onde houve um maior nu&#769;mero de pacientes operados. Quanto a&#768; procede&#770;ncia, 39 pacientes sa&#771;o da capital e apenas 9 procedem do interior do Estado. Isso corresponde tambe&#769;m ao maior nu&#769;mero de cirurgias realizadas em pacientes da capital do Estado.</p>     <p>Em relação ao tempo de cirurgia dos pacientes que apresentaram registro de reganho de peso registrado em prontuário foi observado o seguinte: 12 pacientes (25%) com 5 anos de cirurgia, 10 pacientes (20,8%) com 7 anos, 8 pacientes (16,7%) com 4 anos, 6 pacientes (12,5%) com 8 anos, 5 pacientes (10,4%) com 6 anos, 4 pacientes (8,3%) com 3 anos, 2 pacientes (4,2%) com 9 anos e 1 paciente (2,1%) com 2 anos. No que se refere ao tempo dos pacientes com reganho de peso, foi observado que houve um nu&#769;mero maior de casos de reganho de peso nos pacientes com 5 anos de cirurgia e, em seguida, ve&#770;m os pacientes com 7 e 4 anos, respectivamente.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSSÃO</b></p>     <p>Assim como observado na presente pesquisa, os dados da literatura ressaltam uma incide&#770;ncia maior de reganho de peso apo&#769;s 2 anos de cirurgia (Silva, 2011; 2012), sendo esse fator atribui&#769;do ao maior tempo transcorrido apo&#769;s a cirurgia (Carvalho Júnior, 2013) e a na&#771;o adesa&#771;o do paciente ao tratamento (Ximenes, 2009; Carvalho Júnior, 2013). Apesar de ter sido observado um aumento crescente do nu&#769;mero de pacientes com reganho de peso com ate&#769; 5 anos de cirurgia, houve uma diminuic&#807;a&#771;o nos pacientes com 6 anos de po&#769;s-operato&#769;rio. Essa e&#769; uma situac&#807;a&#771;o que indica que o tempo transcorrido pode influenciar, pore&#769;m, na&#771;o foi nessa pesquisa um fator determinante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> As queixas atribuídas pelos pacientes ao reganho de peso ocorrido no pós-operatório de cirurgia bariátrica foram as seguintes: ansiedade, compulsão alimentar, fome em excesso, problemas familiares, descontrole alimentar, fome noturna, consumo de bebida alcoólica, problemas pessoais, angústia, insatisfação com o aumento de peso, depressão, desejo de perder peso, compulsão por doces, alimentação irregular, compulsão por comida e compras, estresse, trabalha com alimentos e consume em excesso e o fato de comer, vomitar e em seguida comer de novo.</p>     <p>Vale ressaltar que, em alguns prontuários, havia o registro de mais de uma queixa. Outro aspecto observado na análise referente a&#768;s queixas foi o registro destas por mais de um profissional, principalmente da nutricionista e do cirurgião. Essas queixas foram descritas nessa pesquisa do modo como estavam registradas no prontuário &#8211; &#8220;paciente queixa de...&#8221;. Esses registros referem-se a&#768;s situações atribuídas aos pacientes, na ocorrência do reganho de peso no po&#769;s-operato&#769;rio de cirurgia baria&#769;trica. Podemos considerar que, as queixas registradas em prontua&#769;rio nos indicam que a cirurgia na&#771;o foi o suficiente para manter-se magro apo&#769;s a cirurgia. As queixas retratam que todos os pacientes que obtiveram reganho de peso, atribui&#769;ram uma causa a essa situac&#807;a&#771;o, a qual indica a importância de estudos futuros sobre o tema.</p>     <p>No presente estudo, foi possível observar que apesar da cirurgia baria&#769;trica ser considerada um tratamento eficaz a&#768; obesidade que proporciona perda de peso (Cambi, Marchesini, &amp; Baretta, 2015), ha&#769; casos em que os pacientes apresentam reganho de peso no po&#769;s-operato&#769;rio. Esta foi uma situac&#807;a&#771;o observada no Programa de cirurgia baria&#769;trica do HUPAA. Apesar de a te&#769;cnica ciru&#769;rgica ter sido a mesma, os resultados na&#771;o foram iguais para todos os pacientes.</p>     <p>Diante do exposto, conclui-se que, o reganho de peso e&#769; uma situação que realça a importância em considerar a relação que cada paciente estabelece com a obesidade, o alimento e a cirurgia bariátrica. Por mais que a clínica da obesidade busque meios de padronização de procedimentos, o reganho de peso evidencia a importância em considerar os aspectos subjetivos no tratamento da obesidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Agência Brasil. (2013). Mulheres de 35 a 45 anos são maioria entre pacientes de cirurgiabariátrica. Edição Carolina Pimentel. Recuperado em 8 outubro. 2013, de <a href="http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-03-19/mulheres-de-35-45-anos-sao-maioria-entre-pacientes-de-cirurgia-bariatrica"target="_blank">http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2013-03-19/mulheres-de-35-45-anos-sao-maioria-entre-pacientes-de-cirurgia-bariatrica</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543776&pid=S1645-0086201700010001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barbosa, E. M. W. G.(2010). Importância do acompanhamento nutricional na cirurgia bariátrica. In: J. J. O. Toscano (Org.). Obesidade mórbida: abordagem multidisciplinar (pp71-86). Maceió: EDUFAL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543778&pid=S1645-0086201700010001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Bastos, E. C. L., Barbosa, E,M,V,G., Soriano, G,M.S., Santos, E.A., &amp; Vasconcelos, S.M.L. (2013). Fatores determinantes do reganho de peso ponderal no pós-operatório de cirurgia bariátrica. <i>Arquivo Brasileiro de Cirurgia Digestiv, 26</i>(1), 26-32. doi:org/10.1590/S0102-67202013000600007 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543780&pid=S1645-0086201700010001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Beleli, C. A. V., Silva,R.M., Camargo, M.A., &amp; Scopin, D.R. (2011). Los preditivos de pérdida de peso en lós pacientes sometidos a laderivación gástrica em Y-de-Roux. <i>BMIBariátricae Metabólica Ibero-Americana</i>, <i>1</i>(1), 16-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543781&pid=S1645-0086201700010001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Berti, L.V., &amp; Caravatto, P. P. P. (2012). Importância da obesidade no Brasil e no mundo. In: M.T.C. Diniz (Org.). <i>Cirurgia bariátrica e metabólica: abordagem multidisciplinar</i>. São Paulo: Atheneu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543783&pid=S1645-0086201700010001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brasil. Ministério da Saúde. (2013). Portaria n. 425 de 19 de março de 2013. Estabelece regulamento técnico, normas e critérios para o Serviço de Assistência de Alta Complexidade ao Indivíduo com Obesidade<b><i>. </i></b>Recuperado 25 março, 2013, de <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0425_19_03_2013"target="_blank">http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt0425_19_03_2013</a>. Acesso em: 25 mar. 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543785&pid=S1645-0086201700010001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cambi, M. P. C., Marchesini, S. D., &amp; Baretta, G.A.P. (2015). Reganho de peso após cirurgia barátrica; avaliação do perfil nutricional dos pacientes candidatos ao procedimento de plasma endoscópica de argônio. <i>Arquivo Brasileiro de Cirurgia Digestiva,</i> <i>28</i>(1), 40-43. doi:org/10.1590/S0102-67202015000100011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543787&pid=S1645-0086201700010001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Carvalho Júnior, A. (2013). <i>Vivências emocionais de pacientes submetidos à cirurgia metabólica e bariátrica com reganho de peso: um estudo clínico qualitativo</i>. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543788&pid=S1645-0086201700010001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Crispim, M. A. C. (2010). Intervenção do assistente social no programa de cirurgia bariátrica e sua contribuição na construção de um trabalho interdisciplinar (pp. 37-47). In: J. J. O. Toscano (Org.). <i>Obesidade mórbida:abordagem multidisciplinar</i>. Maceió: EDUFAL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543790&pid=S1645-0086201700010001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Diniz, M. T. C., &amp; Maciante, B. A. (2012). Histórico: cirurgia bariátrica e metabólica. In: M. T. C. Diniz.(Org.). <i>Cirurgia bariátrica e metabólica: abordagem multidisciplinar</i>. São Paulo: Atheneu.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543792&pid=S1645-0086201700010001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fernandes, M. H. (2011). Corpo: clínica psicanalítica. (3. ed.) São Paulo: Casa do Psicólogo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543794&pid=S1645-0086201700010001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Flick, U. (2009). <i>Introdução à pesquisa qualitativa </i>(pp. 20-38). Porto Alegre: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543796&pid=S1645-0086201700010001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Franques, A. R. M, Pacheco, E, Belfort, M.O, &amp; Gomes, S. (2011). O reganho de peso após a cirurgia bariátrica. Em: A. R. M. Franques, &amp; M. S. A. Arenales-Loli. (Org.). <i>Novos corpos, novas realidades: reflexões sobre o pós-operatório de cirurgia da obesidade (</i>pp. 263-272). São Paulo: Vetor.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543798&pid=S1645-0086201700010001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Izidorio, R., &amp; Lima, T.C.S. (2013). Serviço social e programa de cirurgia bariátrica: sistematizações iniciais. <i>Argumentum</i>, <i>4</i> (2), 145-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543800&pid=S1645-0086201700010001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magro, D. O.(2012). Preparo pré-operatório nutricional e psicoeducacional. In: A. Segal, &amp; A. R. M. Franques (Org.). Atuação multidisciplinar na cirurgia: a visão da COESAS-SBCBM (pp.80-90). São Paulo: Miró Editorial.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543802&pid=S1645-0086201700010001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ximenes, E.(2009) Complicações psicológicas pós-cirúrgicas em obesidade. In: E. Ximenes. (Org.). Cirurgia da obesidade: um enfoque psicológico. São Paulo: Livraria Santos Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543804&pid=S1645-0086201700010001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yin, R. K. (2010). <i>Estudo de caso: planejamento e métodos </i>(4. ed.). pp. 23-45. Porto Alegre: Bookman.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543806&pid=S1645-0086201700010001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p> <a href="#topc0">Endereço para Correspondência</a><a name="c0"></a>     <p>Rua Dr. Jorge de Lima, 503, Trapiche, Maceió, Alagoas, Brasil. Telf.: (82) 99976-9932. E-mail: <a href="mailto:alessandracansancao@hotmail.com">alessandracansancao@hotmail.com</a> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 14 de Julho de 2015</p>     <p>Aceite em 19 de Janeiro de 2017</p>      ]]></body><back>
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