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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyses the experience of stress and burnout in teachers and the role of cognitive appraisal on the relationship between stress and burnout. Participated in the study 451 teachers from northern Portugal being 317 females (71.1%). The ages ranged between 28 and 67 years (M = 46.88, SD = 7.80). The evaluation protocol included a demographic questionnaire, the Cognitive Appraisal Scale, the Stress Questionnaire for High School Teachers, and the Shirom-Melamed Burnout Measure. The results showed that 55.1% of the teachers perceived significant to high levels of stress at work, and physical fatigue was the most frequent symptom of burnout. It was also found that cognitive appraisal partially mediates the relation between stress and burnout. In sum, the teacher activity is emotionally demanding and we should also consider the importance of cognitive appraisal processes in adaptation to stress.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Stress</b><b> e burnout em professores: import&acirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Stress and burnout in teachers: the importance of cognitive appraisal</b></font></p>     <p><b>Silvi Borges Reisa<sup>1</sup>, A. Rui Gomes<sup>1</sup>, &amp; Clara Sim&atilde;es<sup>2,3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade do Minho. Escola de Psicologia. Portugal; Campus de Gualtar, 4710-057 Braga, Portugal; <a href="mailto:65531@alunos.uminho.pt">65531@alunos.uminho.pt</a>, <a href="mailto:rgomes@psi.uminho.pt">rgomes@psi.uminho.pt</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade do Minho. Escola Superior de Enfermagem, Portugal; <a href="mailto:csimaes@ese.uminho.pt">csimaes@ese.uminho.pt</a></p>     <p><sup>3</sup>Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Porto, Portugal.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este estudo analisa a experi&ecirc;ncia de <i>stress</i> e <i>burnout</i> em professores e o papel da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre <i>stress</i> e <i>burnout</i>. Participaram no estudo 451professores, sendo 317 do sexo feminino (71.1%). As idades variaram entre 28 e 67 anos (<i>M</i> = 46.88; <i>DP</i> = 7.80). O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o incluiu um question&aacute;rio demogr&aacute;fico, a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva, o Question&aacute;rio de <i>Stress</i> em Professores e a Medida de <i>Burnout</i> de Shirom-Melamed. Os resultados mostraram que 55.1% dos professores percecionaram n&iacute;veis significativos a elevados de <i>stress</i> profissional, sendo a fadiga f&iacute;sica o sintoma de <i>burnout</i> mais frequente. Verificou-se tamb&eacute;m que a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva medeia parcialmente a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida entre o <i>stress</i> e o <i>burnout</i>. Em s&iacute;ntese, a atividade de professor &eacute; exigente do ponto de vista emocional, sendo de considerar, igualmente, a import&acirc;ncia dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na adapta&ccedil;&atilde;o ao <i>stress</i>.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> stress ocupacional, burnout; avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, professores, ensino</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This study analyses the experience of stress and burnout in teachers and the role of cognitive appraisal on the relationship between stress and burnout. Participated in the study 451 teachers from northern Portugal being 317 females (71.1%). The ages ranged between 28 and 67 years (<i>M</i> = 46.88, <i>SD</i> = 7.80). The evaluation protocol included a demographic questionnaire, the Cognitive Appraisal Scale, the Stress Questionnaire for High School Teachers, and the Shirom-Melamed Burnout Measure. The results showed that 55.1% of the teachers perceived significant to high levels of stress at work, and physical fatigue was the most frequent symptom of burnout. It was also found that cognitive appraisal partially mediates the relation between stress and burnout. In sum, the teacher activity is emotionally demanding and we should also consider the importance of cognitive appraisal processes in adaptation to stress.</p>     <p><b>Keywords: </b>occupational stress, burnout, cognitive appraisal, teachers, teaching</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Hoje em dia, &eacute; comum falar-se em <i>stress</i> associado &agrave;s exig&ecirc;ncias da vida di&aacute;ria, do trabalho e da pr&oacute;pria sociedade. Assim, torna-se crucial compreender o fen&oacute;meno de <i>stress</i>, como ele atua nas vidas das pessoas e como se lida com ele. Segundo Cooper e Dewe (2004), o <i>stress</i> pode ser visto como um est&iacute;mulo, incluindo todos os fatores que levam a uma situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>; como uma resposta, incluindo as respostas psicol&oacute;gicas, fisiol&oacute;gicas e comportamentais do indiv&iacute;duo face a uma situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>; ou ainda, como uma intera&ccedil;&atilde;o entre a pessoa e a pr&oacute;pria situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>.</p>     <p>A vis&atilde;o de que o <i>stress</i> resulta da intera&ccedil;&atilde;o entre a pessoa e a situa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; a de maior influ&ecirc;ncia neste trabalho, visto que nos apoiamos na perspetiva transacional dos trabalhos de Lazarus (1991) e Lazarus e Folkman (1984). Estes autores defendem que o<i> stress</i> pode ser entendido como a transa&ccedil;&atilde;o entre as exig&ecirc;ncias das situa&ccedil;&otilde;es pelas quais passamos e os recursos pessoais que temos para fazer face a estas mesmas exig&ecirc;ncias. Dito de forma mais simples, a experi&ecirc;ncia negativa de <i>stress</i> emerge quando se verifica um desequil&iacute;brio entre as exig&ecirc;ncias colocadas &agrave; pessoa e os seus recursos pessoais para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>. Deste modo, podemos concluir que o <i>stress</i> n&atilde;o &eacute; apenas individual ou situacional, mas resulta da intera&ccedil;&atilde;o entre estes dois fatores. A compreens&atilde;o da perspetiva din&acirc;mica do <i>stress</i> passa pela an&aacute;lise relacional do significado que cada indiv&iacute;duo atribui a uma situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i> em particular (Lazarus, 1991).</p>     <p>Neste estudo, centramo-nos na an&aacute;lise da experi&ecirc;ncia de <i>stress</i> em professores, tendo por base a perspetiva transacional. Esta nossa op&ccedil;&atilde;o resulta do facto da &aacute;rea escolar e do ensino ser considerada como potencialmente geradora de elevado risco de<i> stress</i> ocupacional e de <i>burnout</i> (esgotamento) para os professores (Aronsson, Svensson, &amp; Gustafsson, 2003; Chaplain, 2008; Sann, 2003). Os exemplos mais frequentes desta tens&atilde;o exercida sobre os professores, s&atilde;o os alunos (baixa motiva&ccedil;&atilde;o, indisciplina), a natureza do trabalho (press&atilde;o com o tempo, excesso de tarefas), ou at&eacute;, as rela&ccedil;&otilde;es com os colegas de trabalho e chefias (Benmansour, 1998; Gomes, Oliveira, Esteves, Alvelos, &amp; Afonso, 2013). Mais concretamente, Correia, Gomes e Moreira (2010) demonstraram que a classe docente do ensino b&aacute;sico &eacute; uma popula&ccedil;&atilde;o com n&iacute;veis elevados de <i>stress</i>, sendo que as fontes de maior impacto incidem sobre o trabalho burocr&aacute;tico e a indisciplina dos alunos. Por outro lado, Gomes, Oliveira e colaboradores (2013) descrevem como fatores de <i>stress</i> principais na classe docente do ensino superior, o excesso de trabalho, a press&atilde;o para a produtividade cientifica e a dificuldade em conciliar a vida familiar e profissional. Considerando estes dados, podemos definir o <i>stress</i> ocupacional como resultando da incapacidade da pessoa (i.e., do professor) em ajustar-se satisfatoriamente &agrave;s constantes exig&ecirc;ncias e mudan&ccedil;as que o seu trabalho exige.</p>     <p>Para al&eacute;m da relev&acirc;ncia da compreens&atilde;o dos fatores geradores de <i>stress</i> nos profissionais, tamb&eacute;m &eacute; fundamental estudar o processo de adapta&ccedil;&atilde;o humana &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de <i>stress</i>. Estes processos de adapta&ccedil;&atilde;o permitem perceber o porqu&ecirc; de algumas pessoas reagirem de maneira mais positiva a situa&ccedil;&otilde;es adversas, enquanto outras n&atilde;o se conseguem ajustar de maneira satisfat&oacute;ria a essas mesmas situa&ccedil;&otilde;es (Gomes, 2014).</p>     <p>Uma das propostas conceptuais que melhor poder&aacute; ajudar a entender este processo de adapta&ccedil;&atilde;o ao <i>stress</i> &eacute; o Modelo Transacional Cognitivo, Motivacional e Relacional proposto por Lazarus (1991, 1995, 1999). Neste modelo, &eacute; defendido que para entender o <i>stress</i> em contexto de trabalho n&atilde;o podemos apenas identificar os fatores que tornam uma situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i> para uma determinada pessoa, implicando tamb&eacute;m analisar os padr&otilde;es individuais de resposta face a situa&ccedil;&otilde;es adversas. Para tal, os estudos devem centrar a sua aten&ccedil;&atilde;o nos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, ao n&iacute;vel prim&aacute;rio e secund&aacute;rio, que devem ser encarados como mediadores da adapta&ccedil;&atilde;o humana ao <i>stress</i> (Lazarus, 2001).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria, o indiv&iacute;duo pondera se o que est&aacute; a acontecer &eacute; pessoalmente relevante para si, para os seus valores e cren&ccedil;as. Neste caso, &eacute; analisada a import&acirc;ncia da situa&ccedil;&atilde;o para o bem-estar da pessoa, respondendo-se a quest&otilde;es como, &ldquo;O que est&aacute; em causa?&rdquo; e &ldquo;Isto &eacute; importante para mim?&rdquo;. Se a pessoa avaliar a situa&ccedil;&atilde;o como irrelevante, o processo transacional tende a terminar aqui, pois apenas eventos considerados relevantes &eacute; que ter&atilde;o potencial para causar tens&atilde;o ou, inversamente, poder&atilde;o causar uma experi&ecirc;ncia de crescimento pessoal (Gomes, 2014). Ap&oacute;s a pessoa atribuir import&acirc;ncia ao acontecimento perturbador, analisa-se at&eacute; que ponto esta situa&ccedil;&atilde;o tender&aacute; a ser vivenciada como desafiante ou amea&ccedil;adora (Lazarus, 1999). As situa&ccedil;&otilde;es percecionadas como desafiantes tendem a originar sentimentos ben&eacute;ficos e emo&ccedil;&otilde;es positivas. As situa&ccedil;&otilde;es percecionadas como amea&ccedil;adoras tendem a originar sentimentos de mal-estar e emo&ccedil;&otilde;es negativas. Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria, surge a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria, onde o indiv&iacute;duo avalia e mobiliza estrat&eacute;gias, cognitivas e comportamentais, para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o de <i>stress</i>. Ou seja, nesta fase, a pessoa avalia se tem ou n&atilde;o recursos pessoais dispon&iacute;veis para lidar com a situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>, respondendo-se a quest&otilde;es como, &ldquo;O que posso fazer?&rdquo;. Quando a pessoa sente que tem recursos suficientes para gerir a situa&ccedil;&atilde;o de <i>stress</i> (potencial de confronto) e sente que tem algum controle sobre as exig&ecirc;ncias do trabalho (perce&ccedil;&atilde;o de controle), ent&atilde;o &eacute; de admitir que estaremos perante um ajustamento positivo a situa&ccedil;&otilde;es geradoras de <i>stress; </i>o inverso tamb&eacute;m &eacute; verdadeiro, ou seja, se a pessoa sente baixo potencial de confronto e baixo controle sobre a situa&ccedil;&atilde;o de <i>stress</i>, ent&atilde;o aumentam as possibilidade de ajustamento negativo ao acontecimento <i>stressor</i> (Schellenberg &amp; Bailis, 2016; Unruh &amp; Nooney, 2011).</p>     <p>Considerando a rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre o <i>stress</i> e a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva, importa perceber que tipo de efeitos podem advir do processo transacional entre a situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i> e os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva. No caso deste estudo, focamo-nos na resposta de <i>burnout,</i> uma vez que os dados existentes na literatura t&ecirc;m vindo a demonstrar que a classe docente est&aacute; particularmente exposta a este fen&oacute;meno (Gomes, Montenegro, Peixoto, &amp; Peixoto, 2010; Halbesleben &amp; Buckley, 2004; Philipp &amp; Sch&uuml;pbach, 2010). Nesse sentido, o <i>burnout</i> tem sido associado a consequ&ecirc;ncias indesejadas, tais como, vontade de abandonar a atividade profissional, perda de idealismo face &agrave; atividade docente e atitudes negativas face aos alunos e colegas de trabalho (Moya-Albiol, Serrano, &amp; Salvador, 2010). Considerando a import&acirc;ncia do <i>burnout</i> para o bem-estar dos profissionais, Shirom e Melamed (2006) definem este fen&oacute;meno como sendo uma resposta ao <i>stress</i> cr&oacute;nico, incluindo sintomas de fadiga f&iacute;sica e cognitiva e de exaust&atilde;o emocional. Nesse sentido, poder&aacute; provocar efeitos e consequ&ecirc;ncias negativas no indiv&iacute;duo, tais como, <i>turnover</i>,<i> </i>problemas de sono,<i> </i>degrada&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o com os outros, problemas alimentares, evitamento das situa&ccedil;&otilde;es de <i>stress</i>, sensa&ccedil;&atilde;o de cansa&ccedil;o, falta de concentra&ccedil;&atilde;o, problemas alimentares, entre outros (Melamed, Shirom, Toker, Berliner, &amp; Shapira, 2006; Shirom, 2003). No nosso estudo, adotamos a perspetiva de <i>burnout</i> proposta por Shirom (2003, 2010), que aponta tr&ecirc;s dimens&otilde;es associadas a este fen&oacute;meno: a fadiga f&iacute;sica, que se caracteriza por baixa energia e sentimento de cansa&ccedil;o f&iacute;sico; a fadiga cognitiva, que se caracteriza por desgaste cognitivo e dificuldades de concentra&ccedil;&atilde;o; e a exaust&atilde;o emocional, que se caracteriza por sentimentos de cansa&ccedil;o emocional e diminui&ccedil;&atilde;o da sensibilidade face &agrave;s necessidades dos outros (ver tamb&eacute;m Melamed, Kushnir, &amp; Shirom, 1992).</p>     <p>Apesar de ser aceite a exist&ecirc;ncia de uma rela&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica entre a situa&ccedil;&atilde;o de <i>stress</i> e a forma como o indiv&iacute;duo avalia e lida com a tens&atilde;o laboral, n&atilde;o existem muitos estudos que adotem uma abordagem transacional no estudo do <i>stress</i> ocupacional, analisando as rela&ccedil;&otilde;es entre o <i>stress</i> no trabalho (enquanto fator antecedente da adapta&ccedil;&atilde;o humana), os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (enquanto fatores mediadores da adapta&ccedil;&atilde;o humana) e as consequ&ecirc;ncias para o indiv&iacute;duo (enquanto respostas da adapta&ccedil;&atilde;o humana). Esta escassez de conhecimento &eacute; ainda mais evidente na &aacute;rea do ensino e do exerc&iacute;cio laboral dos professores, onde os estudos e indica&ccedil;&otilde;es a este n&iacute;vel s&atilde;o pouco significativos (Gomes, Oliveira et al., 2013).</p>     <p>Considerando o facto de ser importante conhecer a realidade da atividade laboral dos professores e ser ainda mais relevante estudar o processo transacional entre<i> stress </i>ocupacional, avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e <i>burnout</i>, este trabalho organizou-se em torno de dois t&oacute;picos centrais.</p>     <p>O primeiro, de natureza mais descritivo, analisou a experi&ecirc;ncia de <i>stress</i> e <i>burnout</i> nos professores. Apesar da significativa investiga&ccedil;&atilde;o a este n&iacute;vel (Aronsson et al., 2003; Gomes et al., 2010; Philipp &amp; Sch&uuml;pbach, 2010), existe interesse em perceber o modo como os professores sentem a sua atividade laboral, fornecendo-se assim indica&ccedil;&otilde;es acerca dos fatores que causam maior tens&atilde;o no trabalho e as rea&ccedil;&otilde;es de <i>burnout</i> inerentes a esta atividade profissional.</p>     <p>O segundo t&oacute;pico de an&aacute;lise, centrou-se no papel mediador da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na rela&ccedil;&atilde;o entre <i>stress</i> e <i>burnout</i>. A an&aacute;lise desta rela&ccedil;&atilde;o foi efetuada por etapas, de modo a comprovar-se a natureza da intera&ccedil;&atilde;o entre as tr&ecirc;s vari&aacute;veis (e.g., <i>stress</i>, avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e <i>burnout</i>). Assim, come&ccedil;amos por testar um <i>Modelo de Efeito Direto,</i> estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o do <i>stress</i> ocupacional e dos processos cognitivos relativamente ao burnout (ver <a href="#f1">Figura 1</a>). Esta rela&ccedil;&atilde;o baseia-se em dados da literatura que sustentam que o <i>stress</i> e a forma como as pessoas avaliam as situa&ccedil;&otilde;es <i>stressantes</i> podem levar a um conjunto de consequ&ecirc;ncias (Hulbert-Williams, Morrison, Wilkinson, &amp; Neal, 2013), entre as quais, o <i>burnout</i> (Eklund &amp; Cresswell, 2007; Maslach, Schaufeli, &amp; Leiter, 2001).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a04f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>N&atilde;o obstante a exist&ecirc;ncia desta rela&ccedil;&atilde;o direta do <i>stress</i> e dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva para o <i>burnout</i>, defende-se, neste estudo, que os processos de adapta&ccedil;&atilde;o humana s&atilde;o melhor entendidos quando se assume que a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva medeia a rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>stress</i> e as consequ&ecirc;ncias da exposi&ccedil;&atilde;o ao <i>stress </i>(i.e., o<i> burnout</i>). Esta rela&ccedil;&atilde;o tem por base indica&ccedil;&otilde;es conceptuais acerca do papel mediador da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na adapta&ccedil;&atilde;o ao <i>stress</i> (Gomes, 2014; Lazarus, 1991). Para al&eacute;m disto, a investiga&ccedil;&atilde;o tem vindo a confirmar o papel relevante dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva no modo como as pessoas avaliam e reagem ao <i>stress</i> laboral (Gomes, Faria, &amp; Gon&ccedil;alves, 2013). O teste da media&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva foi efetuado atrav&eacute;s do <i>Modelo de Media&ccedil;&atilde;o Total e Parcial</i> (ver <a href="#f2">Figura 2</a>). Na media&ccedil;&atilde;o total, estabelecem-se rela&ccedil;&otilde;es entre o <i>stress</i> e as avalia&ccedil;&otilde;es cognitivas prim&aacute;ria (perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a e perce&ccedil;&atilde;o de desafio) e secund&aacute;ria (potencial de confronto e perce&ccedil;&atilde;o de controle) e estabelece-se uma rela&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria para o <i>burnout </i>(ver <a href="#f2">Figura 2</a>, sem considerar a seta a tracejado). Na media&ccedil;&atilde;o parcial, mant&ecirc;m-se os caminhos do modelo de media&ccedil;&atilde;o total, testando-se adicionalmente a possibilidade da rela&ccedil;&atilde;o direta entre o <i>stress</i> e o <i>burnout</i> se manter significativa, mesmo considerando o papel mediador da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (ver <a href="#f2">Figura 2</a>, considerando agora a seta a tracejado).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a04f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A diferen&ccedil;a entre as media&ccedil;&otilde;es total e parcial baseia-se no pressuposto de que se a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva reduzir a liga&ccedil;&atilde;o entre a vari&aacute;vel independente (preditor, i.e., o <i>stress</i> ocupacional) e a vari&aacute;vel dependente (vari&aacute;vel crit&eacute;rio, i.e., o <i>burnout</i>), ent&atilde;o estaremos perante uma media&ccedil;&atilde;o parcial; se a media&ccedil;&atilde;o eliminar a rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis independentes e dependentes, ent&atilde;o estaremos perante uma media&ccedil;&atilde;o total (Baron &amp; Kenny, 1986).</p>     <p>Em s&iacute;ntese, a possibilidade da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva representar uma vari&aacute;vel explicadora do funcionamento humano em diferentes contextos de <i>stress</i> tem sustenta&ccedil;&atilde;o em indica&ccedil;&otilde;es da literatura, seja ao n&iacute;vel laboral (Gomes, Faria et al., 2013), militar (McCuaig Edge &amp; Ivey, 2012) e mesmo desportivo (Nicholls, Perry, &amp; Calmeiro, 2014). No entanto, e que seja do nosso conhecimento, esta &eacute; a primeira vez que se analisam estes objetivos (particularmente o do papel mediador da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva) no contexto profissional da atividade dos professores do ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio.</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram neste estudo 451 professores da zona norte de Portugal, sendo 129 do sexo masculino (28.9%) e 317 do sexo feminino (71.1%), sendo que cinco participantes n&atilde;o responderam a esta quest&atilde;o. As idades variaram entre os 28 e os 67 anos, com uma m&eacute;dia de 47 anos (<i>DP</i> = 7.80). Os professores lecionavam nos seguintes n&iacute;veis de ensino: jardim de inf&acirc;ncia (2.9%), 1&ordm; ciclo (11.1%), 2&ordm; ciclo (11.8%), 3&ordm; ciclo (15.7%), secund&aacute;rio (15.1%), profissional (4.4%) e v&aacute;rios n&iacute;veis de ensino em simult&acirc;neo (34.8%). Em termos de v&iacute;nculo profissional, obtivemos as seguintes categorias: quadros de escola (53.2%), quadros de agrupamento (25.9%), contratados (10%), quadros da zona pedag&oacute;gica (7.8%) e outros (0.4%). O n&uacute;mero m&eacute;dio de anos de atividade como docentes, variou entre os 2 e 42 anos (<i>M</i> = 22.67; <i>DP</i> = 8.34). Os professores trabalhavam entre 2 e 39 horas letivas por semana (<i>M</i> = 21.22; <i>DP</i> = 5.46). As turmas eram constitu&iacute;das, em m&eacute;dia, entre 2 e 30 alunos (<i>M</i> = 22.42; <i>DP</i> = 4.24).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p><b>Question&aacute;rio demogr&aacute;fico.</b><i> </i>Este instrumento permitiu recolher informa&ccedil;&atilde;o pessoal (ex: sexo, idade e estado civil) e profissional (ex: forma&ccedil;&atilde;o acad&eacute;mica, v&iacute;nculo e experi&ecirc;ncia profissionais, horas de trabalho por semana, n&iacute;vel de ensino que lecionam) acerca dos professores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva (EAC)</b>. Este instrumento foi desenvolvido por Gomes e Teixeira (2016), baseando-se no Modelo Transacional de Lazarus (1991, 1999) e Lazarus e Folkman (1984), representando uma medida de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria e secund&aacute;ria em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atividade profissional dos indiv&iacute;duos, neste caso, professores. No que diz respeito &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva prim&aacute;ria, este instrumento inclu&iacute; tr&ecirc;s dimens&otilde;es: (a) import&acirc;ncia da atividade profissional (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.86), (b) perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.82) e (c) perce&ccedil;&atilde;o de desafio (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.86). J&aacute; para a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria est&atilde;o inclu&iacute;das duas dimens&otilde;es: (d) potencial de confronto (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.86) e (e) perce&ccedil;&atilde;o de controle (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.79). Todos os itens desta medida s&atilde;o respondidos numa escala tipo <i>Likert, </i>desde 0 (pontua&ccedil;&atilde;o baixa em cada uma das dimens&otilde;es) a 6 (pontua&ccedil;&atilde;o elevada em cada uma das dimens&otilde;es). A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria demonstrou um bom ajustamento do modelo de cinco fatores (<i>&#935;</i><sup>2</sup>(80 <i>df</i>) = 138,117 <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.040, 90% C.I. [0.029; 0.051]; CFI = 0.983; NFI = 0.960; TLI = 0.977).</p>     <p><b>&nbsp;</b><b>Question&aacute;rio de<i> Stress</i> em Professores (QSP).</b> Este instrumento foi desenvolvido por Gomes, Silva, Mourisco, Mota e Montenegro (2006), sendo constitu&iacute;do, inicialmente, por uma quest&atilde;o que avalia os n&iacute;veis globais de <i>stress</i> dos professores, com base numa escala de <i>Likert </i>com uma pontua&ccedil;&atilde;o que varia de 0 (<i>Nenhum stress</i>) e 4 (<i>Muito stress</i>). Este instrumento inclu&iacute; 36 itens que fazem refer&ecirc;ncia &agrave;s diferentes fontes de <i>stress</i> que os docentes est&atilde;o expostos no trabalho. A escala avalia seis fatores de <i>stress</i>: (a) comportamentos inadequados/indisciplina dos alunos (7 itens; <i>&#945;</i> = 0.95), (b) press&otilde;es de tempo e excesso de trabalho (6 itens; <i>&#945;</i> = 0.89), (c) diferentes capacidades/motiva&ccedil;&otilde;es dos alunos (6 itens; <i>&#945;</i> = 0.88), (d) carreira docente (6 itens; <i>&#945;</i> = 0.92), (e) trabalho burocr&aacute;tico/administrativo (5 itens; <i>&#945;</i> = 0.95) e (f) pol&iacute;ticas disciplinares inadequadas (6 itens; <i>&#945;</i> = 0.92). Os v&aacute;rios itens s&atilde;o respondidos com base numa escala tipo <i>Likert,</i> desde 0 (<i>Nenhu</i>m<i> stress</i>) a 4 (<i>Muito stress</i>), onde valores mais elevados correspondem a maior<i> stress</i> experienciado em rela&ccedil;&atilde;o a cada fonte de <i>stress</i>. A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria demonstrou um bom ajustamento do modelo de seis fatores (<i>&#935;</i><sup>2</sup>(309 <i>df</i>) = 881.281, <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.064, 90% C.I. [0.059; 0.069]; CFI = 0.947; NFI = 0.921; TLI = 0.940), embora tivessem de ser retirados nove itens (itens 1, 3, 4, 6, 7, 8, 12, 22 e 32) devido a baixa satura&ccedil;&atilde;o no fator e/ou problemas nos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria. Em virtude desta diminui&ccedil;&atilde;o de itens a dimens&atilde;o de &ldquo;comportamentos inadequados/indisciplina dos alunos&rdquo; passou a designar-se apenas por &ldquo;indisciplina dos alunos&rdquo; e a dimens&atilde;o de trabalho burocr&aacute;tico/administrativo passou a designar-se apenas por &ldquo;trabalho burocr&aacute;tico&rdquo;.</p>     <p><b>Medida de <i>Burnout</i> de Shirom-Melamed (MBSM).</b><i> </i>Este instrumento foi traduzido e adaptado por Gomes (2012) a partir dos trabalhos originais de Armon, Shirom e Melamed (2012) e Shirom e Melamed (2006). A escala avalia os n&iacute;veis de <i>burnout </i>no trabalho, em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: (a) fadiga f&iacute;sica (6 itens; <i>&#945;</i> = 0.95), (b) fadiga cognitiva (5 itens; <i>&#945;</i> = 0.97) e (c) exaust&atilde;o emocional (3 itens; <i>&#945;</i> = 0.91). Valores mais elevados significam n&iacute;veis maiores de fadiga f&iacute;sica, fadiga cognitiva e exaust&atilde;o emocional, sendo poss&iacute;vel obter um valor total resultante da m&eacute;dia das tr&ecirc;s dimens&otilde;es. Esta escala &eacute; constitu&iacute;da por 14 itens respondidos numa escala tipo <i>Likert</i>, desde 1 (<i>Nunca ou quase nunca</i>) a 7 (<i>Sempre ou quase sempre</i>). A an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria demonstrou um bom ajustamento do modelo de tr&ecirc;s fatores (<i>&#935;</i><sup>2</sup>(73 <i>df</i>) = 216.262, <i>p</i> &lt; 0.001; RMSEA = 0.066, 90% C.I. [0.056; 0.076]; CFI = 0.981; NFI = 0.972; TLI = 0.977).</p>     <p><i>&nbsp;</i><i>Procedimento</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>Em primeiro lugar, o estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica da Universidade do Minho (SECSH 003/2015) e pela Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Ensino do Norte (DREN). De seguida, contactaram-se os respons&aacute;veis dos Conselhos Executivos das respetivas institui&ccedil;&otilde;es de ensino, explicando-se os objetivos do estudo e os procedimentos a levar a cabo na recolha de dados.</p>     <p>Ap&oacute;s a obten&ccedil;&atilde;o das autoriza&ccedil;&otilde;es por parte das institui&ccedil;&otilde;es de ensino, efetuou-se a distribui&ccedil;&atilde;o do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o pelos docentes das v&aacute;rias escolas. Cada protocolo era constitu&iacute;do por uma p&aacute;gina com a apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo, explicando os objetivos principais da investiga&ccedil;&atilde;o, a que se juntou o termo de consentimento informado, para assegurar que os participantes tomaram conhecimento sobre os objetivos do estudo e sobre o car&aacute;ter volunt&aacute;rio da participa&ccedil;&atilde;o. No total, foram distribu&iacute;dos 465 protocolos de avalia&ccedil;&atilde;o, tendo sido recebidos 451 protocolos (taxa efetiva de 96.9%).</p>     <p><i>An&aacute;lise dos dados</i></p>     <p>O programa SPSS 22.0 foi utilizado para o tratamento dos dados, recorrendo-se a medidas descritivas para analisar os n&iacute;veis e fatores de <i>stress</i>, bem como os n&iacute;veis de <i>burnout</i> (primeiro objetivo deste estudo).</p>     <p>O programa AMOS 21.0 foi utilizado para testar as rela&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis em estudo (modelos direto e mediado), tendo por base modelos de equa&ccedil;&otilde;es estruturais (segundo objetivo deste estudo). Antes de iniciarmos o teste dos modelos, analis&aacute;mos a exist&ecirc;ncia de participantes que tivessem atribu&iacute;do baixa import&acirc;ncia &agrave; atividade profissional. De facto, a adapta&ccedil;&atilde;o humana a situa&ccedil;&otilde;es <i>stressantes</i> s&oacute; tender&aacute; a ocorrer se a pessoa avaliar a situa&ccedil;&atilde;o como relevante ou significativa para si (Gomes, 2014). Assim, utilizou-se como &ldquo;ponto de corte&rdquo; para a baixa import&acirc;ncia atribu&iacute;da ao trabalho, o valor igual ou inferior a dois, na escala &ldquo;likert&rdquo; da dimens&atilde;o &ldquo;import&acirc;ncia&rdquo; da EAC (Gomes, Faria et al., 2013). Desta condi&ccedil;&atilde;o resultou a elimina&ccedil;&atilde;o de um participante, reduzindo a amostra para 450 participantes. De seguida, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise e identifica&ccedil;&atilde;o de <i>outliers</i> (valores at&iacute;picos) univariados e multivariados (Tabachnick &amp; Fidell, 2007), o que conduziu a uma redu&ccedil;&atilde;o da amostra para um total de 438 participantes. Por fim, ap&oacute;s esta an&aacute;lise de <i>screening</i>, procedeu-se &agrave; estima&ccedil;&atilde;o dos modelos.</p>     <p>Para testar os modelos estruturais, recorreu-se ao m&eacute;todo da m&aacute;xima verosimilhan&ccedil;a (<i>Maximum Likelihood</i>, ML), porquanto m&eacute;todo de ajustamento robusto, que permite produzir estimativas dos par&acirc;metros centradas e consistentes, e que procuram maximizar a verosimilhan&ccedil;a das covari&acirc;ncias entre as vari&aacute;veis manifestas (Mar&ocirc;co, 2014). Assim, para avaliar a qualidade do ajustamento dos diferentes modelos estruturais, i.e., o qu&atilde;o bem o modelo te&oacute;rico &eacute; pass&iacute;vel de reproduzir a estrutura correlacional das vari&aacute;veis manifestas observadas no estudo, procedeu-se &agrave; an&aacute;lise dos seguintes indicadores: (a) &agrave; estat&iacute;stica de teste do Qui-quadrado (<i>&#935;</i><sup>2</sup>) de ajustamento; (b) ao &iacute;ndice de discrep&acirc;ncia populacional <i>Root Mean Square Error of Approximation</i> (RMSEA, Steiger, 1990); e, (c) aos &iacute;ndices relativos <i>Comparative Fit Index</i> (CFI,<i> </i>Bentler, 1990) e <i>Tucker-Lewis Index</i> (TLI<i>, </i>Bentler &amp; Bonett, 1980). A an&aacute;lise das estat&iacute;sticas e &iacute;ndices da qualidade de ajustamento teve por base os valores de refer&ecirc;ncia descritos na literatura como sendo os mais aceit&aacute;veis (Kline, 2016; Mar&ocirc;co, 2014). Concretamente, considerou-se que valores de RMSEA no intervalo [0.05; 0.08[ constituem uma boa medida da proximidade de ajustamento entre o modelo e os dados, mas valores inferiores a 0.05 indicam que o ajustamento do modelo &eacute; muito bom (Arbuckle, 2008). Igualmente, &iacute;ndices de CFI e TLI entre [0.90; 0.95[ s&atilde;o interpretados como um bom ajustamento, mas valores iguais ou superiores a 0.95 s&atilde;o indicadores de um ajustamento muito bom (Bentler, 1990; Bentler &amp; Bonett, 1980). Por fim, o teste do <i>&#935;</i><sup>2 </sup>de ajustamento, sendo um teste &agrave; signific&acirc;ncia da fun&ccedil;&atilde;o de discrep&acirc;ncia minimizada durante o ajustamento do modelo, constitui indicador de melhor ajustamento do modelo global aos dados, quanto menor a estat&iacute;stica de teste e probabilidade superior a 0.05 (Kline, 2016; Mar&ocirc;co, 2014). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><b>&nbsp;</b><b>N&iacute;veis de <i>Stress</i> e <i>Burnout</i></b></p>     <p>No <a href="#q1">Quadro 1</a>, s&atilde;o apresentados os n&iacute;veis de <i>stress</i> e de <i>burnout</i> na amostra de professores deste estudo. Assim, verificou-se que 34.5% dos docentes percecionaram n&iacute;veis moderados de <i>stress</i> e 55.1% percecionaram n&iacute;veis significativos a elevados de <i>stress</i> na sua atividade profissional.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a04q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa an&aacute;lise mais detalhada dos eventuais motivos que podem contribuir para esta situa&ccedil;&atilde;o, observamos os fatores de <i>stress</i> percecionados como mais relevantes por parte dos docentes. Assim, o trabalho burocr&aacute;tico e a indisciplina dos alunos foram os fatores de <i>stress</i> percecionados como mais perturbadores. J&aacute; as pol&iacute;ticas disciplinares inadequadas foi o fator de <i>stress </i>percecionado como menos perturbador. No que diz respeito aos n&iacute;veis de <i>burnout</i>, a fadiga f&iacute;sica foi percecionada como sendo o sintoma mais frequente, de seguida, a fadiga cognitiva e, por fim, a exaust&atilde;o emocional. Numa an&aacute;lise dos n&iacute;veis significativos de <i>burnout</i>, e tendo por base os &ldquo;valores de corte&rdquo; propostos por Gomes (2012), considerou-se que valores iguais ou superiores a cinco na escala de <i>Likert </i>(&ldquo;algumas vezes&rdquo;) seriam os indicadores de n&iacute;veis significativos de sintomas de <i>burnout</i>. Assim, 169 professores (38.3%) evidenciaram problemas de fadiga f&iacute;sica, 101 professores (23.9%) evidenciaram problemas de fadiga cognitiva e 25 professores (5.7%) evidenciaram problemas de exaust&atilde;o emocional.</p>     <p><b>Papel Mediador da Avalia&ccedil;&atilde;o Cognitiva</b></p>     <p><b>&nbsp;</b>No segundo t&oacute;pico de an&aacute;lise deste estudo, testamos o papel mediador da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na rela&ccedil;&atilde;o entre <i>stress</i> e <i>burnout</i>. Neste sentido, analisamos um modelo direto, onde se preconizou uma rela&ccedil;&atilde;o direta do <i>stress</i> e da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (e.g., perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a, perce&ccedil;&atilde;o de desafio, perce&ccedil;&atilde;o de controle e potencial de confronto) para o <i>burnout.</i> No modelo de media&ccedil;&atilde;o total, foram estabelecidas rela&ccedil;&otilde;es do <i>stress</i> para a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (e.g., perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a, perce&ccedil;&atilde;o de desafio, perce&ccedil;&atilde;o de controle e potencial de confronto) e da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva secund&aacute;ria para o <i>burnout</i>. Finalmente, no modelo de media&ccedil;&atilde;o parcial acrescentou-se uma liga&ccedil;&atilde;o direta do <i>stress</i> para o <i>Burnout</i>. </p>     <p>De modo a simplificar os modelos a testar, efetuamos uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de vari&aacute;veis latentes no instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores de <i>stress</i>. Como referido na descri&ccedil;&atilde;o do instrumento, existem seis fatores de <i>stress</i> que foram assim congregados num &uacute;nico fator de segunda ordem. Esta op&ccedil;&atilde;o &eacute; recomendada por diferentes raz&otilde;es, particularmente a maximiza&ccedil;&atilde;o da fiabilidade do fator avaliado, o aumento da possibilidade dos fatores apresentarem uma distribui&ccedil;&atilde;o normal, a diminui&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia idiossincr&aacute;tica e o aumento do r&aacute;cio entre as vari&aacute;veis medidas e os participantes inclu&iacute;dos no estudo (Marsh, Richards, Johnson, Roche, &amp; Tremayne, 1994). Assim sendo, para o question&aacute;rio QSP observaram-se valores de ajustamento aceit&aacute;veis para um &uacute;nico fator de <i>stress</i> (<i>&#935;</i><sup>2</sup>(317) = 1146.20, <i>p</i> = 0.000; RMSEA = 0.076; CFI = 0.93; NFI = 0.90; TLI = 0.92). Para a medida de <i>burnou</i>t, esta possibilidade de uma estrutura unifatorial est&aacute; prevista pelos autores do instrumento (Armon et al., 2012; Shirom &amp; Melamed, 2006), tendo sido testada neste estudo com bons resultados (<i>&#935;</i><sup>2</sup>(73) = 210.58, <i>p</i> = 0.000; RMSEA = 0.066; CFI = 0.98; NFI = 0.97; TLI = 0.98).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Numa an&aacute;lise destes modelos estruturais testados, verificou-se que o modelo de media&ccedil;&atilde;o parcial &eacute; o que melhor descreve os dados. O <a href="#q2">Quadro 2</a> apresenta os &iacute;ndices de ajustamento dos tr&ecirc;s modelos estruturais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a04q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Na <a href="#f3">Figura 3</a> apresenta-se os coeficientes das liga&ccedil;&otilde;es e os coeficientes de regress&atilde;o para o modelo de media&ccedil;&atilde;o parcial, uma vez que foi o que melhores indicadores assumiu na compara&ccedil;&atilde;o com os modelos diretos e total. Assim, verificou-se que este modelo parcial explicou 51% dos sintomas de <i>burnout</i>. Todas as trajet&oacute;rias foram significativas, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do efeito direto da perce&ccedil;&atilde;o de controlo para o <i>burnout</i>. Observou-se, ainda, que o modelo de media&ccedil;&atilde;o parcial explicou 26% da vari&acirc;ncia associada &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a, 25% da vari&acirc;ncia associada &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de controlo, 7% da vari&acirc;ncia associada &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de desafio e 32% da vari&acirc;ncia da perce&ccedil;&atilde;o de confronto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a04f3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os dados da investiga&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m vindo a real&ccedil;ar o car&aacute;ter exigente e <i>stressante</i> da profiss&atilde;o de professor (Jesus, 2002; Pinto, 2000; Sann, 2003). Os resultados deste estudo confirmam esta ideia, verificando-se que a profiss&atilde;o &eacute; avaliada como geradora de tens&atilde;o por 55.1% dos professores. A experi&ecirc;ncia de<i> stress</i> nos professores deste estudo parece estar principalmente relacionada com o trabalho burocr&aacute;tico e com os comportamentos de indisciplina dos alunos. Estes dados s&atilde;o refor&ccedil;ados na literatura, existindo indica&ccedil;&otilde;es de que o relacionamento com os alunos e a indisciplina dos mesmos representa o maior problema para um bom exerc&iacute;cio da atividade docente (Correira et al., 2010; Daniels, Bradley, &amp; Hays, 2007; Royer, 2003). Tendo por base a exposi&ccedil;&atilde;o continuada ao <i>stress</i> laboral, &eacute; natural que os professores possam experienciar consequ&ecirc;ncias negativas. No nosso estudo, isto foi evidente em termos de sintomas de <i>burnout</i>, com 38.3% professores a experienciarem sintomas de fadiga f&iacute;sica, 23.9% a sentirem sintomas de fadiga cognitiva e 5.7% a relatarem problemas de exaust&atilde;o emocional. Existem dados da investiga&ccedil;&atilde;o que real&ccedil;am estes problemas, principalmente no que se refere &agrave; dimens&atilde;o de exaust&atilde;o emocional (Gomes, Oliveira et al., 2013). Estudos de Pinto, Lima e Silva (2005) demonstraram igualmente que a dimens&atilde;o com maior potencial preditor do <i>burnout</i> &eacute; a exaust&atilde;o emocional, indo de encontro a conceptualiza&ccedil;&otilde;es anteriormente propostas por Maslach e Schaufeli (1993) que definem esta dimens&atilde;o como uma rea&ccedil;&atilde;o ao <i>burnout</i>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para al&eacute;m da import&acirc;ncia de compreendermos a experi&ecirc;ncia de <i>stress</i> e de <i>burnout</i>, torna-se crucial entender a rela&ccedil;&atilde;o existente destas duas dimens&otilde;es com os processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva. Assim, os dados obtidos destacaram a import&acirc;ncia do <i>stress</i> ocupacional e dos processos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva na rela&ccedil;&atilde;o com o <i>burnout, </i>o que encontra paralelo com a perspetiva transacional de Lazarus e colaboradores (Lazarus, 1991; Lazarus &amp; Folkman, 1984). Mais concretamente, no Modelo de Efeito Direto observou-se que maiores n&iacute;veis de <i>stress</i> ocupacional e padr&otilde;es menos positivos de avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva (e.g., menores perce&ccedil;&otilde;es de desafio e potencial de confronto e maior perce&ccedil;&atilde;o de amea&ccedil;a) relacionaram-se com maior sintomatologia de <i>burnout</i>. Estes resultados est&atilde;o em paralelo com os dados j&aacute; existentes na literatura (Gomes, Faria, &amp; Lopes, 2016), sendo evidente o potencial nefasto que os aumentos do <i>stress</i> ocupacional e dos padr&otilde;es cognitivos menos ajustados podem desencadear nos sentimentos de <i>burnout</i> nos professores.</p>     <p>Apesar dos efeitos diretos do <i>stress</i> laboral e da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva no <i>burnout</i>, os dados deste estudo indicam que a compreens&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o dos professores &agrave;s exig&ecirc;ncias laborais &eacute; melhor realizada se atribuirmos &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva um papel mediador e parcial, na rela&ccedil;&atilde;o entre <i>stress </i>e <i>burnout</i>. Ou seja, sendo verdade que os efeitos diretos do <i>stress </i>sobre o <i>burnout</i> n&atilde;o devem ser esquecidos, o melhor entendimento destes dois fen&oacute;menos (<i>stress</i> e <i>burnout</i>) ocorre quando consideramos o modo como os professores avaliam a sua atividade laboral, sendo esta ideia confirmada pelo melhor ajustamento do Modelo de Media&ccedil;&atilde;o Parcial. Este resultado vai de encontro &agrave; perspetiva de Lazarus e Folkman (1984) que defende que a experi&ecirc;ncia de <i>stress</i> resulta da intera&ccedil;&atilde;o entre uma situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i> espec&iacute;fica (vari&aacute;vel antecedente) e um indiv&iacute;duo que vai avaliar e lidar com o acontecimento perturbador. Assim, refor&ccedil;a-se a import&acirc;ncia de entender a influ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva nesta rela&ccedil;&atilde;o de facilita&ccedil;&atilde;o ou debilita&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o humana &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es de <i>stress</i>. A ainda escassez de dados sobre o papel fulcral da avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva em situa&ccedil;&otilde;es de adapta&ccedil;&atilde;o ao <i>stress,</i> pode estar relacionada com o facto desta adapta&ccedil;&atilde;o ser din&acirc;mica e individual e depender da natureza do pr&oacute;prio evento <i>stressante</i> em causa (Gomes et al., 2016). No entanto, o efeito interativo entre as vari&aacute;veis antecedentes, mediadoras e consequentes tem vindo a ser refor&ccedil;ado do ponto de vista conceptual (Gomes, 2014), e tem vindo, pouco a pouco, a ganhar sustenta&ccedil;&atilde;o do ponto de vista emp&iacute;rico (Goh, Sawang, &amp; Oei, 2010; Kausar &amp; Khan, 2010). </p>     <p>Em suma, os dados deste estudo refor&ccedil;am a complexidade associada ao estudo da rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>stress</i> laboral, a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e o <i>burnout.</i> Esta complexidade resulta essencialmente do facto da rela&ccedil;&atilde;o entre as vari&aacute;veis analisadas neste estudo serem, por um lado, individualizadas a cada trabalhador e, por outro, din&acirc;micas a cada intera&ccedil;&atilde;o pessoa-situa&ccedil;&atilde;o de <i>stress</i>.</p>     <p>Quanto &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, deve ser referido essencialmente o seu car&aacute;cter transversal, o que n&atilde;o permite captar as altera&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas e cont&iacute;nuas na rela&ccedil;&atilde;o entre o indiv&iacute;duo e o contexto da situa&ccedil;&atilde;o <i>stressante</i>. Isto mesmo &eacute; salientado por Lazarus (1999), ao salientar a import&acirc;ncia das mudan&ccedil;as din&acirc;micas relacionadas com o car&aacute;ter espec&iacute;fico de cada individuo e de cada contexto. Deste modo, estudos futuros dever&atilde;o investir numa abordagem longitudinal de recolha de dados para analisar as mudan&ccedil;as din&acirc;micas e estabelecer rela&ccedil;&otilde;es de causa-efeito entre o <i>stress</i>, a avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e as consequ&ecirc;ncias pessoais, familiares e organizacionais do <i>stress</i>. Apesar da limita&ccedil;&atilde;o acima mencionada, os resultados obtidos d&atilde;o indica&ccedil;&otilde;es positivas quanto &agrave; import&acirc;ncia dos processos cognitivos na rela&ccedil;&atilde;o entre o <i>stress</i> e o <i>burnout</i> e na forma como os docentes percecionam e reagem face &agrave; sua profiss&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p> <b> </b>     <p><b>&nbsp;</b><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p>Arbuckle, J. L. (2008). <i>Amos 17 users' guide</i>. Chicago, IL: Statistical Package for the Social Sciences. </p>     <!-- ref --><p>Armon, G., Shirom, A., &amp; Melamed, S. (2012). The Big Five personality factors as predictors of changes across time in burnout and its facets. <i>Journal of Personality</i>, <i>80</i>(2), 403-427. doi: 10.1111/j.1467-6494.2011.00731.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553844&pid=S1645-0086201800020000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Aronsson, G., Svensson, L., &amp; Gustafsson, K. (2003). Unwinding, recuperation, and health among compulsory school and high school teachers in Sweden. <i>International Journal of Stress Management</i>, <i>10</i>, 217-234. doi: 10.1037/1072-5245.10.3.217 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553845&pid=S1645-0086201800020000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Baron, R. M., &amp; Kenny, D. A. (1986). The moderator-mediator variable distinction in social psychological research: Conceptual, strategic, and statistical considerations. <i>Journal of Personality and Social Psychology, 51</i>(6), 1173-1182. doi:10.1037/0022-3514.51.6.1173&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553846&pid=S1645-0086201800020000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Benmansour, N. (1998). Job satisfaction, stress and coping strategies among Moroccan high school teachers. <i>Mediterranean Journal of Educational Studies</i>, <i>3</i>, 13-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553847&pid=S1645-0086201800020000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bentler, P. M. (1990). Comparative fit indexes in structural models. <i>Psychological Bulletin</i>, <i>107</i>, 238-246. doi: 10.1037/0033-2909.107.2.238&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553849&pid=S1645-0086201800020000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bentler, P. M., &amp; Bonett, D. G. (1980). Significance tests and goodness of fit in the analysis of covariance structures. <i>Psychological Bulletin, 88</i>, 588-606. doi: 10.1037/0033-2909.88.3.588&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553850&pid=S1645-0086201800020000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chan, D. W., &amp; Hui, E. K. P. (1995). Burnout and coping among Chinese secondary school teacher in Hong Kong. <i>British Journal of Educational Psychology</i>, <i>65</i>, 15-25. doi: 10.1111/j.2044-8279.1995.tb01128.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553851&pid=S1645-0086201800020000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chaplain, R. P. (2008). Stress and psychological distress among trainee secondary teachers in England. <i>Educational Psychology, 28,</i> 195-209. doi: 10.1080/01443410701491858&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553852&pid=S1645-0086201800020000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cooper, C. L., &amp; Dewe, P. J. (2004). <i>Stress: A brief history.</i> Oxford: Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553853&pid=S1645-0086201800020000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Correia, T., Gomes, A. R., &amp; Moreira, S. (2010). Stresse ocupacional em professors do ensino b&aacute;sico: Um estudo sobre as diferen&ccedil;as pessoas e profissionais. In C. Nogueira, I. Silva. Lima, A. T. Almeida, R. Cabecinhas, R. Gomes, C. Machado, A, Sampaio, &amp; M. C. Taveira (Eds.), <i>Actas do VII Simp&oacute;sio Nacional de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i> (pp. 1477-1493). Lisboa: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553855&pid=S1645-0086201800020000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Daniels, J. A., Bradley, M. C., &amp; Hays, M. (2007). The impact of school violence on school personnel: Implications for psychologists. <i>Professional Psychology: Research and Practice</i>, <i>38</i>(6), 652-659. doi: 10.1037/0735-7028.38.6.652&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553857&pid=S1645-0086201800020000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Eklund, R. C., &amp; Cresswell, S. L. (2007). Athlete burnout. In G. Tenenbaum, &amp; R. C. Eklund (Eds.), <i>Handbook of Sport Psychology</i> (3rd ed., pp. 621-641). Hoboken, New Jersey: John Wiley &amp; Sons.</p>     <!-- ref --><p>Goh, Y. W., Swang, S., &amp; Oei, T. P. S. (2010). The revised Transactional Model (RTM) of Occupational Stress and Coping: An improved process approach. <i>The Australian and New Zealand Journal of Organisational Psychology</i>, <i>3</i>, 13-20. doi: 10.1375/ajop.3.1.13&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553859&pid=S1645-0086201800020000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gomes, A. R. (2012). <i>Medida de &ldquo;Burnout&rdquo; de Shirom-Melamed (MBSM).</i> Relat&oacute;rio t&eacute;cnico n&atilde;o publicado. Braga: Escola de Psicologia, Universidade do Minho. </p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R. (2014). Positive human functioning in stress situations: An interactive proposal. In A. R. Gomes, R. Resende, &amp; A. Albuquerque (eds.), <i>Positive human functioning from a multidimensional perspective: Promoting stress adaptation</i> (Vol. 1, pp. 165-194). New York: Nova Science.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553861&pid=S1645-0086201800020000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R., Faria, S., &amp; Gon&ccedil;alves, A. M. (2013). Cognitive appraisal as a mediator in the relationship between stress and burnout. <i>Work &amp; Stress,</i> <i>27</i>, 351-367. doi: 10.1080/02678373.2013.840341&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553863&pid=S1645-0086201800020000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, A. R., Faria, S., &amp; Lopes, H. (2016). Stress and psychological health: Testing the mediating role of cognitive appraisal. <i>Western Journal of Nursing Research.</i> doi: 10.1177/0193945916654666&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553864&pid=S1645-0086201800020000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gomes, A. R., Montenegro, N., Peixoto, A. B., &amp; Peixoto, A. R. (2010). Stress ocupacional no ensino: Um estudo com professores dos 3&ordm; ciclo e ensino secund&aacute;rio.<b> </b><i>Psicologia &amp; Sociedade, 22</i>(3), 587-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553865&pid=S1645-0086201800020000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gomes, A. R., Oliveira, A., Esteves, A., Alvelos, M., &amp; Afonso, J. (2013). Stress, avalia&ccedil;&atilde;o cognitiva e <i>burnout</i>: Um estudo com professores do ensino superior. <i>Revista Sul Americana de Psicologia, 1</i>(1)<i>, </i>6-26. doi: 10.1590/S0102-71822010000300019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553867&pid=S1645-0086201800020000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Gomes, A. R., Silva, M. J., Mourisco, S., Mota, A., &amp; Montenegro, N. (2006). Problemas e desafios no exerc&iacute;cio da actividade docente: Um estudo sobre o stresse, &ldquo;burnout&rdquo;, sa&uacute;de f&iacute;sica e satisfa&ccedil;&atilde;o profissional em professores do 3&ordm; ciclo e ensino secund&aacute;rio. <i>Revista Portuguesa de Educa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>19</i>, 67-93.</p>     <!-- ref --><p>Gomes, A. R., &amp; Teixeira, P. (2016). Stress, cognitive appraisal, and psychological health: Testing instruments for health professionals. <i>Stress and Health, 32</i>(2), 167-172.<i> </i>doi: 10.1002/smi.2583 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553869&pid=S1645-0086201800020000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Halbesleben, J. R. B., &amp; Buckley, M. R. (2004). Burnout in organizational life. <i>Journal of Management</i>, <i>30</i>, 859-880. doi:10.1016/j.jm.2004.06.00&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553870&pid=S1645-0086201800020000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hulbert-Williams, N. J., Morrison, V., Wilkinson, C., &amp; Neal, R. D. (2013). Investigating the cognitive precursors of emotional response to cancer stress: Re-testing Lazarus's transactional model. <i>British Journal of Health Psychology</i>, <i>18</i>, 97-121. doi: 10.1111/j.2044-8287.2012.02082.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553871&pid=S1645-0086201800020000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Jesus, S. N. (2002). <i>Perspectivas para o bem-estar docente: Uma li&ccedil;&atilde;o de s&iacute;ntese. </i>Porto: Edi&ccedil;&otilde;es ASA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553872&pid=S1645-0086201800020000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kline, R. B. (2016). <i>Principles and practice of structural equation modeling</i> (4th ed.). New York: Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553874&pid=S1645-0086201800020000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kausar, R., &amp; Khan, Q.-u.-A. (2010). Stress appraisal and psychological distress in medical professionals working in emergency units. <i>Journal of Behavioural Sciences, 20</i>(2), 49-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553876&pid=S1645-0086201800020000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1991). <i>Emotion and adaptation.</i> New York: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553878&pid=S1645-0086201800020000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lazarus, R. S. (1995). Psychological stress in the workplace. In R. Crandall &amp; P. L. Perrew&eacute; (Eds.), <i>Occupational stress. A handbook</i> (pp.3-15). Wasshington, DC&nbsp;: Taylor &amp; Francis.</p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (1999). <i>Stress and emotion: A new synthesis.</i> New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553881&pid=S1645-0086201800020000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S. (2001). Relational meaning and discrete emotions. In K. R. Scherer, A. Schorr, &amp; T. Johnstone (Org.). <i>Appraisal processes in emotion</i> (pp. 37-67). Oxford: Oxford University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553883&pid=S1645-0086201800020000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lazarus, R. S., &amp; Folkman, S. (1984). <i>Stress, appraisal, and coping.</i> New York: Springer.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553885&pid=S1645-0086201800020000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2014). <i>An&aacute;lise de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software &amp; aplica&ccedil;&otilde;es</i> (2&ordf; ed.). P&ecirc;ro Pinheiro, Portugal: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553887&pid=S1645-0086201800020000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marsh, H. W., Richards, G. E., Johnson, S., Roche, L., &amp; Tremayne, P. (1994). Physical self-description questionnaire: Psychometric properties and a multitrait-multimethod analysis of relations to existing instruments. <i>Journal of Sport</i> <i>and Exercise Psychology</i>, <i>16</i>(3), 270-305. doi: 10.1123/jsep.16.3.270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553889&pid=S1645-0086201800020000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maslach, C., Schaufeli, W. B. (1993). Historical and conceptual development of burnout. In W. B. Schaufeli, C. Maslach, &amp; T. Marek (Eds.) <i>Professional burnout</i> (pp. 1-16). Washington: Taylor &amp; Francis.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553891&pid=S1645-0086201800020000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maslach, C., Schaufeli, W. B., &amp; Leiter, M. P. (2001). Job burnout. <i>Annual Review of Psychology</i>, <i>52</i>, 397-422. doi: 10.1146/annurev.psych.52.1.397&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553893&pid=S1645-0086201800020000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>McCuaig Edge, H. J., &amp; Ivey, G. W. (2012). Mediation of cognitive appraisal on combat exposure and psychological distress. <i>Military Psychology, 24</i>(1), 71-85. doi: 10.1080/08995605.2012.642292&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553894&pid=S1645-0086201800020000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melamed, S., Kushnir, T., &amp; Shirom, A. (1992). Burnout and risk factors for cardiovascular disease. <i>Behavioral Medicine</i>, <i>18</i>, 53-60. doi: 10.1080/08964289.1992.9935172&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553895&pid=S1645-0086201800020000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Melamed, S., Shirom, A., Toker, S., Berliner, S., &amp; Shapira, I. (2006). Burnout and risk of cardiovascular disease: Evidence, possible causal paths, and promising research directions. <i>Psychological Bulletin</i>, <i>132</i>(3), 327-353. doi: 10.1037/0033-2909.132.3.327&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553896&pid=S1645-0086201800020000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Moya-Albiol, L., Serrano, M. &Aacute;., &amp; Salvador, A. (2010). Burnout as an important factor in the psychophysiological responses to a work day in teachers. <i>Stress and Health, 26</i>(5), 382-393. doi: 10.1002/smi.1309&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553897&pid=S1645-0086201800020000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nicholls, A. R., Perry, J. L., &amp; Calmeiro, L. (2014). Precompetitive achievement goals, stress appraisals, emotions, and coping among athletes. <i>Journal of Sport &amp; Exercise Psychology, 36,</i> 433-445. doi: 10.1123/jsep.2013-0266&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553898&pid=S1645-0086201800020000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Philipp, A., &amp; Sch&uuml;pbach, H. (2010). Longitudinal effects of emotional labour on emotional exhaustion and dedication of teachers. <i>Journal of Occupational Health Psychology, 15</i>(4), 494-504. doi: 10.1037/a0021046&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553899&pid=S1645-0086201800020000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinto, A. M. (2000). <i>Burnout profissional em professores portugueses: Representa&ccedil;&otilde;es sociais, incid&ecirc;ncia e preditores. </i>Tese de Doutoramento. Lisboa: Universidade de Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553900&pid=S1645-0086201800020000400043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Faculdade de Psicologia e Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o.</p>     <!-- ref --><p>Pinto, A. M., Lima, M. L., &amp; Silva, A. L. (2005). Fuentes de estr&eacute;s, burnout y estrategias de coping en profesores portugueses. <i>Revista de Psicologia del Trabajo y de las Organizaciones</i>, <i>21</i>, 125-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553902&pid=S1645-0086201800020000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Royer, &Eacute;. (2003). What Galileo knew: School violence, research, effective practices and teacher training. <i>Journal of Educational Administration</i>, <i>41</i>, 640-649. doi: 10.1108/09578230310504634&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553904&pid=S1645-0086201800020000400045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sann, U. (2003). Job conditions and wellness of German secondary school teachers. <i>Psychology and Health</i>, <i>18</i>, 489-500. doi: 10.1080/0887044031000147210&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553905&pid=S1645-0086201800020000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schellenberg, B. J. I., &amp; Bailis, D. S. (2016). The two roads of passionate goal pursuit: Links with appraisal, coping, and academic achievement. <i>Anxiety, Stress &amp; Coping</i>, <i>29</i>, 287-304. doi: 10.1080/10615806.2015.1036047&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553906&pid=S1645-0086201800020000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Shirom, A. (2003). Job-related burnout: A review. In J. C. Quick, &amp; L. E. Tetrick (Eds.). <i>Handbook of occupational health psychology</i> (pp. 245-265). Washington DC: American Psychological Association. </p>     <!-- ref --><p>Shirom, A. (2010). Employee burnout and health: Current knowledge and future research paths. In J. Houdmont, &amp; S. Leka (Eds.). <i>Contemporary occupational health psychology</i> (pp. 59-77). Chichester West Sussex, UK: Wiley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553908&pid=S1645-0086201800020000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Shirom, A., &amp; Melamed, S. (2006). A comparison of the construct validity of two burnout measures in two groups of professionals. <i>International Journal of Stress Management</i>, <i>13</i>(2), 176-200. doi: <a href="http://dx.doi.org/10.1037/1072-5245.13.2.176" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1037/1072-5245.13.2.176</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553910&pid=S1645-0086201800020000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steiger, J. H. (1990). Structural model evaluation and modification: An interval estimation approach. <i>Multivariate Behavioral Research, 25</i>(2), 173-180. doi: 10.1207/s15327906mbr2502_4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553911&pid=S1645-0086201800020000400051&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Tabachnick, B. G., &amp; Fidell, L. S. (2007). <i>Using multivariate statistics</i> (5th ed.). Upper Saddle River, NJ: Pearson.</p>     <!-- ref --><p>Unruh, L. Y., &amp; Nooney, J. (2011). Newly licensed registered nurses' perceptions of job difficulties, demands and control: Individual and organizational predictors. <i>Journal of Nursing Management</i>, <i>19</i>, 572-584. doi: 10.1111/j.1365-2834.2011.01239.x&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=553913&pid=S1645-0086201800020000400053&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b>FINANCIAMENTO</b></p>     <p><b>&nbsp;</b>Este estudo foi realizado em parte no Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Psicologia (UID/PSI/01662/2013), Universidade do Minho, e foi financeiramente suportado pela Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia e pelo Minist&eacute;rios da Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Ensino Superior, atrav&eacute;s de fundos nacionais, e cofinanciado pelo FEDER, atrav&eacute;s do COMPETE2020, no &acirc;mbito do acordo Portugal 2020 (POCI-01-0145-FEDER-007653).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 01 de Mar&ccedil;o de 2018/ Aceite em 24 de Maio de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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