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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Predileção, expectativa e experiência de parto: o que pensam grávidas e primíparas?]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Predilection, expectation and birth experience: what do they think pregnant and primiparae?]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Sergipe Departamento de Psicologia ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Nowadays, issues related to childbirth had held significant importance in health care discussions, particularly regarding to the recommended mode of delivery as more appropriate or desired. Facing such context, this study investigates the perception of pregnant and puerperal women about the mode of delivery (normal or cesarean). Therefore, 25 interviews were carried out (with ten mothers in the first nine months of pregnancy and fifteen mothers in the first 12 months after birth), in order to understand the preferred mode of delivery, factors that influenced their preference, expectations, and among those who have had their child, the birth experience. From the results, four classes were obtained by technique of Hierarchical Descending Classification: Class 1 - aspects that discourage normal delivery; Class 2 - aspects that motivate normal delivery; Class 3 - important factors for the choice of delivery type; Class 4 - Experiences related to childbirth. It was concluded that there is no consensus on the preference of the mode of delivery among the mothers; however, the factors that influenced the choice were similar regardless of the preferred mode of delivery: pain, fear, influences of others and experiences (personal or from other people).]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Predile&ccedil;&atilde;o, expectativa e experi&ecirc;ncia de parto: o que pensam gr&aacute;vidas e prim&iacute;paras?</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Predilection, expectation and birth experience: what do they think pregnant and primiparae?</b></font></p>     <p><b>Yris Souza<sup>1</sup>, Andr&eacute; Faro<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade Federal de Sergipe (UFS), Brasil, Departamento de Psicologia, UFS. Avenida Marechal Rondon, s/n. Conjunto Rosa Elze, S&atilde;o Crist&oacute;v&atilde;o - SE, CEP 49000-000, Brasil</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Recentemente, quest&otilde;es relacionadas ao parto tiveram grande evid&ecirc;ncia nas discuss&otilde;es da &aacute;rea da sa&uacute;de, sobretudo no que se refere &agrave; modalidade de parto recomendada como mais apropriada ou desejada. Frente a tal situa&ccedil;&atilde;o, este estudo teve como objetivo investigar a percep&ccedil;&atilde;o de mulheres gr&aacute;vidas e puerperas sobre o tipo de parto (normal ou cesariana). Para tanto, foram realizadas 25 entrevistas (sendo dez m&atilde;es nos primeiros 9 meses de gesta&ccedil;&atilde;o e quinze m&atilde;es nos primeiros 12 meses ap&oacute;s o parto), com o intuito de entender qual a modalidade de parto predileta entre elas, fatores que influenciaram sua predile&ccedil;&atilde;o, expectativa e, dentre as que j&aacute; tiveram seu filho, a experi&ecirc;ncia de parto. A partir dos discursos apresentados, obtiveram-se quatro classes mediante aplica&ccedil;&atilde;o da t&eacute;cnica de Classifica&ccedil;&atilde;o Hier&aacute;rquica Descendente, a saber: Classe 1 - Aspectos que desmotivam o parto normal; Classe 2 - Aspectos que motivam o parto normal; Classe 3 - Fatores importantes para a escolha do tipo de parto; Classe 4 - Experi&ecirc;ncia relativas ao parto. Ao final, observou-se que n&atilde;o existiu um consenso quanto &agrave; predile&ccedil;&atilde;o por parte das m&atilde;es, por&eacute;m, os fatores que influenciaram a escolha foram semelhantes, independente da modalidade preferida, sendo eles: dor, medo, influ&ecirc;ncias de outros e experi&ecirc;ncias anteriores (pessoais ou de terceiros). </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> prim&iacute;paras, parto normal, parto ces&aacute;reo, gravidez</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nowadays, issues related to childbirth had held significant importance in health care discussions, particularly regarding to the recommended mode of delivery as more appropriate or desired. Facing such context, this study investigates the perception of pregnant and puerperal women about the mode of delivery (normal or cesarean). Therefore, 25 interviews were carried out (with ten mothers in the first nine months of pregnancy and fifteen mothers in the first 12 months after birth), in order to understand the preferred mode of delivery, factors that influenced their preference, expectations, and among those who have had their child, the birth experience. From the results, four classes were obtained by technique of Hierarchical Descending Classification: Class 1 - aspects that discourage normal delivery; Class 2 - aspects that motivate normal delivery; Class 3 - important factors for the choice of delivery type; Class 4 - Experiences related to childbirth. It was concluded that there is no consensus on the preference of the mode of delivery among the mothers; however, the factors that influenced the choice were similar regardless of the preferred mode of delivery: pain, fear, influences of others and experiences (personal or from other people). </p>     <p><b>Keywords:</b> primiparae, normal delivery, cesarean delivery, pregnancy</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>No ano de 2015, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) do Brasil publicou em conjunto com a Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar (ANS), uma resolu&ccedil;&atilde;o que estabeleceu normas para o est&iacute;mulo do parto normal, tendo como consequ&ecirc;ncia a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de cesarianas na rede p&uacute;blica e na rede conveniada ao SUS, bem como nos planos de sa&uacute;de. Essa medida ganhou o nome de &ldquo;combate a epidemia de ces&aacute;reas&rdquo; que foi vista como um problema na &aacute;rea da sa&uacute;de, uma vez que o Brasil apresentou uma das maiores taxas de ces&aacute;rea do mundo. Atualmente, as quest&otilde;es relacionadas ao parto tem tido grande evid&ecirc;ncia nas discuss&otilde;es da &aacute;rea, sobretudo no que se refere &agrave; modalidade de parto recomendada como mais apropriada ou desejada, o que passa pelas opini&otilde;es (t&eacute;cnicas ou n&atilde;o) de agentes governamentais, do m&eacute;dico, da pr&oacute;pria mulher ou de conhecidos. </p>     <p>A psicologia da sa&uacute;de incluiu na sua agenda temas relacionados &agrave; gravidez, uma vez que as diferentes quest&otilde;es relativas &agrave;s fases do desenvolvimento humano est&atilde;o diretamente intrincadas &agrave; sa&uacute;de (Leal, 2005). Nesse contexto, a gravidez representou um momento prop&iacute;cio para a reformula&ccedil;&atilde;o de valores e ideias que as mulheres tinham sobre a vida, sendo um n&uacute;cleo de novas experi&ecirc;ncias e tens&otilde;es, tanto com conota&ccedil;&otilde;es negativas, quanto positivas (Rangel &amp; Queiroz, 2008).</p>     <p>O parto ocorre em um contexto importante na vida da mulher e surge como quest&atilde;o j&aacute; no in&iacute;cio da gesta&ccedil;&atilde;o, indo at&eacute; o puerp&eacute;rio e marcando profundamente sua hist&oacute;ria. Entende-se a gravidez como uma etapa singular do desenvolvimento, na qual perpassam in&uacute;meros fatores que influenciam diretamente no bem-estar da mulher (Lopes,&nbsp;Donelli,&nbsp;Lima, &amp; Piccinini, 2005). A psicologia da gravidez se prop&ocirc;s ent&atilde;o a descrever e estudar os fatores relacionados ao processo: gravidez-parto. &Eacute; a partir disso que se compreendeu a import&acirc;ncia da escolha pelo tipo de parto como um dos aspectos promotores de satisfa&ccedil;&atilde;o nessa experi&ecirc;ncia (Bezerra &amp; Cardoso, 2006).</p>     <p>As modalidades de parto v&ecirc;m sendo amplamente discutidas na atualidade, &eacute; um debate pertinente, visto que provoca mudan&ccedil;as no sistema de sa&uacute;de. Um fator importante a ser observado &eacute; o n&uacute;mero crescente de campanhas midi&aacute;ticas (ou n&atilde;o) em prol do parto normal, que ocorreu concomitantemente ao aumento da taxa de cesarianas no Brasil, deixando vago o entendimento acerca dos aspectos motivacionais que estavam relacionados &agrave; escolha pelo tipo de parto. </p>     <p>Dentre as modalidades de parto existentes na atualidade, duas tiveram especial aten&ccedil;&atilde;o nos debates acerca do tema: parto normal e parto ces&aacute;reo. Descreveu-se o parto normal como um m&eacute;todo natural de nascer, uma vez que se a m&atilde;e n&atilde;o dispuser de aux&iacute;lio no momento do parto, na maioria das vezes ela ter&aacute; o filho sem maiores complica&ccedil;&otilde;es. Esse tem in&iacute;cio espont&acirc;neo e apresenta baixo risco desde o in&iacute;cio do trabalho de parto at&eacute; o nascimento (Queiroz, Silva, Jorge, &amp; Moreira, 2005; MS, 2013). J&aacute; o parto na modalidade ces&aacute;rea &eacute; um procedimento cir&uacute;rgico que foi desenvolvido inicialmente para salvar vidas, quando ocorrem complica&ccedil;&otilde;es durante a gravidez ou o parto (Barbosa et al., 2003). </p>     <p>De acordo com Domingues<i> </i>et al. (2014), a quantidade de nascimentos por cesariana no Brasil ainda apresentava taxas muito acima do esperado: 52% em usu&aacute;rias do SUS e 88% em usu&aacute;rias de plano de sa&uacute;de ou rede particular, estando muito acima dos 15%, que &eacute; a margem aceit&aacute;vel pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS). Nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas a propor&ccedil;&atilde;o de cesarianas no Brasil quase quadruplicou, passando de 14,5% dos partos em 1970 para mais de 50% em 2010 (Vasconcellos et al., 2014).</p>     <p>Segundo dados do Datasus (2014), em 2009 Sergipe representava a segunda menor taxa de ces&aacute;reas do nordeste: 33,04%. Nos outros estados da regi&atilde;o, as taxas estavam entre 43% e 49%. Segundo Leal e Gama (2014), quase 72% das parturientes brasileiras desejou que seu parto fosse normal nos momentos iniciais da gravidez, por&eacute;m, somente 43% delas realizou essa modalidade de parto. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O parto cir&uacute;rgico tem sido amplamente criticado pela OMS, visto expor a m&atilde;e e o beb&ecirc; a riscos no processo de parto e nascimento, riscos esses que n&atilde;o foram observados no parto natural (MS, 2014). Apesar disso, a quantidade de ces&aacute;reos se manteve alta e hoje &eacute; objeto de particular aten&ccedil;&atilde;o, visto que ainda ocorre em grande quantidade mesmo frente &agrave;s campanhas que incentivam seu decr&eacute;scimo. Para ambos os tipos de parto coexistiram aspectos positivos e negativos e esses fatores devem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o quando se trata do debate a respeito do tipo de parto mais desej&aacute;vel de modo geral. </p>     <p>Velho,<sup> </sup>Santos, Br&uuml;ggemann e Camargo (2012), Domingues, Santos e Leal (2004) e Faundes e Cecatti (1991) apontaram aspectos positivos e negativos dos dois tipos de parto. Foram considerados fatores positivos do parto normal: a viv&ecirc;ncia do protagonismo e satisfa&ccedil;&atilde;o com a cena do parto e a sensa&ccedil;&atilde;o da viv&ecirc;ncia de algo saud&aacute;vel para a m&atilde;e e o beb&ecirc;, pouco sofrimento, recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida, requerer menores cuidados, possibilidade de voltar &agrave;s atividades di&aacute;rias e ter alta mais cedo, bem como a qualidade da rela&ccedil;&atilde;o com o beb&ecirc;. </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao parto ces&aacute;reo, Velho et al. (2012) apresentam como fatores considerados positivos: aus&ecirc;ncia de dores no trabalho de parto,&nbsp;tempo do procedimento, possuir informa&ccedil;&otilde;es, ter controle sobre o evento e desfrutar com seguran&ccedil;a da crian&ccedil;a (Osis, P&aacute;dua, Duarte, Souza, &amp; Fa&uacute;ndes, 2001). Estudos apontaram tamb&eacute;m como aspectos negativos do parto normal: a dor que compreende esse processo, a administra&ccedil;&atilde;o de medicamentos com o objetivo de acelerar o trabalho de parto, desconfortos associados &agrave; analgesia e o manuseio do corpo feminino como objeto de trabalho por parte dos profissionais de sa&uacute;de, tornando o momento impessoal. Esses fatores provocaram significativo desconforto nas mulheres, uma vez que est&atilde;o diretamente ligados &agrave; viv&ecirc;ncia do parto que representava para elas uma experi&ecirc;ncia singular da qual guardar&atilde;o lembran&ccedil;as<sup> </sup>(Lopes et al., 2005; Teixeira &amp; Pereira, 2006). </p>     <p>Acerca de aspectos negativos observados no parto ces&aacute;reo, Velho et al. (2012) e Domingues et al. (2004) mencionaram as dores do p&oacute;s-parto, dificuldades na recupera&ccedil;&atilde;o, riscos da cirurgia, preocupa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias pr&eacute;vias com a anestesia,&nbsp;maiores n&iacute;veis de medo quando comparados ao parto normal. </p>     <p>Pode-se observar que houve posicionamentos de ambos os lados, com diferentes considera&ccedil;&otilde;es. Para al&eacute;m dessas quest&otilde;es, a cartilha do Projeto Cegonha (MS, 2013) apontou baseado em crit&eacute;rios cl&iacute;nicos que o parto ces&aacute;reo fosse realizado apenas em situa&ccedil;&otilde;es de risco para a vida da m&atilde;e e/ou beb&ecirc;, enquanto o parto normal foi evidenciado como um processo mais natural e saud&aacute;vel. Pode-se constatar que o parto normal aparece como sendo mais vantajoso em campanhas realizadas pelos &oacute;rg&atilde;os governamentais, bem como, em algumas pesquisas acad&ecirc;micas recentes, nas quais foi encontrado um n&uacute;mero maior de argumentos a favor do parto normal quando comparado aos do parto ces&aacute;reo (Velho et al., 2012; Domingues et al., 2004; Faundes &amp; Cecatti, 1991). Por&eacute;m, essa n&atilde;o &eacute; uma quest&atilde;o simples, em particular se considerarmos a perspectiva da gr&aacute;vida em quest&atilde;o, seja volunt&aacute;ria ou n&atilde;o, do tipo de parto desejado. Por isso, &eacute; interessante avaliar as diferentes facetas relacionadas &agrave; escolha (se houver), ou predile&ccedil;&atilde;o pelo tipo de parto. </p>     <p> A partir dessas pondera&ccedil;&otilde;es foi que se tornou poss&iacute;vel observar em que medida o processo de gravidez e experi&ecirc;ncia de parto interferiam na vida da mulher, sendo um dos momentos que tem influ&ecirc;ncia em sua percep&ccedil;&atilde;o acerca dela mesma enquanto m&atilde;e, e tamb&eacute;m de seu filho enquanto participante desse processo junto a ela. Sendo a m&atilde;e a figura central do processo de parto, entendeu-se que essa mulher precisa ser ouvida com mais frequ&ecirc;ncia e aten&ccedil;&atilde;o, uma vez que &eacute; a principal afetada com a escolha da modalidade de parto a qual ir&aacute; vivenciar (Merighi, Carvalho, &amp; Suletroni, 2007). Embora tenham existido alguns trabalhos tratando do tema, ainda n&atilde;o houve clareza no que concerne &agrave; opini&atilde;o das parturientes acerca de sua escolha e expectativa (no pr&eacute;-parto) e de sua escolha e experi&ecirc;ncia (no p&oacute;s-parto). </p>     <p>Diante do exposto, tornou-se relevante conhecer a experi&ecirc;ncia de mulheres antes e depois do parto, em cada um dos dois tipos (ces&aacute;reo e normal), a fim de entender fatores que influenciaram na escolha de cada uma dessas m&atilde;es, bem como o que elas esperavam ou como efetivamente transcorreu essa experi&ecirc;ncia, com base na sua viv&ecirc;ncia. </p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i> &nbsp;</p>     <p>A amostra em estudo foi composta por 25 mulheres prim&iacute;paras distribu&iacute;das entre dois grupos: usu&aacute;rias do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) brasileiro e usu&aacute;rias de planos privados de sa&uacute;de. Dez delas se encontravam no per&iacute;odo que compreende os nove meses de gesta&ccedil;&atilde;o e 15 em at&eacute; 12 meses ap&oacute;s o parto. Todas eram residentes da cidade de Aracaju (Sergipe, Brasil). Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o foram: ter idade acima de 18 anos, prim&iacute;paras, consideradas saud&aacute;veis, que n&atilde;o estivessem ou tenham tido gravidez de risco, bem como que tivessem feito o acompanhamento pr&eacute;-natal. O crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o amostral foi intencional.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Das 25 entrevistadas, 17 (68%) declararam predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal. No grupo p&oacute;s-parto, composto por 15 participantes, 9 (60%) realizaram o parto ces&aacute;reo, dentre as quais somente 3 (33%) apresentaram predile&ccedil;&atilde;o inicial pelo parto ces&aacute;reo, ao passo que 4 (44%) apresentaram predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal e 2 (23%) n&atilde;o apresentavam predile&ccedil;&atilde;o. De acordo com os dados acima, pode-se observar que 68% das m&atilde;es entrevistas apresentaram predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal. Apesar disso, &agrave;quelas que foram entrevistadas no per&iacute;odo posterior ao parto relataram em 60% dos casos terem experienciado o parto ces&aacute;reo. </p>     <p><i>Material</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>Os instrumentos usados neste estudo foram um question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico e uma entrevista semi-estruturada. O question&aacute;rio s&oacute;cio-demogr&aacute;fico foi composto pelas seguintes quest&otilde;es: idade (em anos), renda familiar (em reais), estado civil (solteira, casada, divorciada ou vi&uacute;va) escolaridade (em n&iacute;veis de ensino), se possuia plano de sa&uacute;de (sim ou n&atilde;o). A entrevista semi-estruturada foi guiada por eixos tem&aacute;ticos e gravadas mediante autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via. Para o grupo das m&atilde;es que ainda n&atilde;o haviam vivenciado o parto, a entrevista foi guiada pelos seguintes eixos: (a) Fatores que motivaram a predile&ccedil;&atilde;o pelo tipo de parto e (b) Expectativas sobre o parto com base na modalidade predileta. A partir desses eixos e durante o processo de entrevista, surgiram temas no sentido de aprofundar os conte&uacute;dos relatados, a exemplo de: <i>Motiva&ccedil;&atilde;o para escolha</i><i>, Perman&ecirc;ncia temporal da predile&ccedil;&atilde;o e Expectativa</i>. </p>     <p>Para o grupo no qual as m&atilde;es j&aacute; haviam vivenciado o parto, a entrevista foi guiada pelos seguintes eixos: (a) Fatores que influenciaram a modalidade do parto e (b) Avalia&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia de parto com base na modalidade escolhida. Para tal, surgiram temas no sentido de conhecer o significado dessas viv&ecirc;ncias, a saber: <i>Motiva&ccedil;&atilde;o, Sentimento a partir da escolha e Experi&ecirc;ncia</i>. </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A entrevista foi realizada na resid&ecirc;ncia da m&atilde;e mediante contato e indica&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rio dispon&iacute;vel. Cada m&atilde;e que foi entrevistada indicou outra para que realiz&aacute;ssemos o contato telef&ocirc;nico e entrevistar posteriormente, constituindo, ent&atilde;o, uma amostragem por conveni&ecirc;ncia e bola-de-neve. A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisas com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (protocolo de registro do projeto: CAAE 50174815.9.0000.5546). As participantes foram devidamente informadas acerca da pesquisa, sigilo e direitos. Ap&oacute;s a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, as participantes declararam seu consentimento por meio da assinatura deste.</p>     <p><i>An&aacute;lises de dados</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>Os dados sociodemogr&aacute;ficos foram analisados no software&nbsp;<i>Statistical Package&nbsp;for Social Sciences</i> (SPSS). Desses dados foram obtidas a M&eacute;dia, Mediana e Desvio-Padr&atilde;o com a finalidade de caracterizar a amostra. As entrevistas foram transcritas na &iacute;ntegra e analisadas a partir do programa <i>Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRAMUTEQ). </i>Este &eacute; um programa para an&aacute;lise de dados textuais que busca apreender informa&ccedil;&otilde;es a partir da estrutura e organiza&ccedil;&atilde;o dos discursos<i> </i>com base no que &eacute; evocado com maior frequ&ecirc;ncia pelo sujeito (Camargo &amp; Justo, 2013). </p>     <p>Executou-se a t&eacute;cnica da<i> </i>Classifica&ccedil;&atilde;o Hier&aacute;rquica Descendente&nbsp;(CHD), a partir da qual foram classificados os segmentos de texto em fun&ccedil;&atilde;o dos seus respectivos vocabul&aacute;rios, e o conjunto deles foi repartido com base na frequ&ecirc;ncia de suas formas. Esta an&aacute;lise visou obter classes que, ao mesmo tempo, apresentaram vocabul&aacute;rio semelhante entre si, e vocabul&aacute;rio diferente quando comparadas a outras classes. Sua aplica&ccedil;&atilde;o, possibilitou que se recuperassem, no&nbsp;<i>corpus</i>&nbsp;original, os segmentos de texto associados &agrave;s classes encontradas, possibilitando contextualizar palavras estatisticamente significativas nos segmentos, o que permite uma an&aacute;lise mais qualitativa dos dados (Camargo &amp; Justo, 2013).</p>     <p>A an&aacute;lise foi realizada a partir de <i>corpus </i>&uacute;nico referente &agrave;s entrevistas e foram inseridas como vari&aacute;veis de contraste o grupo (pr&eacute;-parto ou p&oacute;s-parto), tipo de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de (SUS ou conv&ecirc;nios), escolaridade (ensino fundamental, ensino m&eacute;dio ou ensino superior), idade (At&eacute; 25 anos ou mais de 25 anos), renda familiar (at&eacute; dois sal&aacute;rios, dois a cinco sal&aacute;rios ou mais de cinco sal&aacute;rios) e predile&ccedil;&atilde;o (normal, ces&aacute;reo ou sem predile&ccedil;&atilde;o). </p> <b>RESULTADOS</b> <b>&nbsp;</b>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="#f1">Figura 1</a> representa a divis&atilde;o das classes realizada por meio da Classifica&ccedil;&atilde;o Hier&aacute;rquica Descendente (CHD). O IRAMUTEQ repartiu o corpus em 421 segmentos de texto, quatro classes, e, em m&eacute;dia, 35 palavras por segmento. Foram criadas quatro classes, Classe 1 - Aspectos que desmotivam o parto normal (19,7% dos segmentos de texto); Classe 2 - Aspectos que motivam o parto normal (22,7%); Classe 3 - Fatores importantes para a escolha do tipo de parto (36,3%); Classe 4 - Experi&ecirc;ncias relativas ao parto (21,3%).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a07f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Classe 1: Aspectos que desmotivam o parto normal (19,7%)</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>O conte&uacute;do desta classe esteve centrado em aspectos que desmotivaram o parto normal. O vocabul&aacute;rio girou em torno dos termos: ‘risco', ‘correr', ‘mesmo', ‘mulher', ‘sofrimento', ‘sofrer', ‘ces&aacute;reo', ‘pensar' e ‘acabar', todos com valores de <i>p</i> menores que 0,0001. Como discurso simb&oacute;lico elaborado pelos pr&oacute;prios pesquisadores a partir do significado extra&iacute;do da classe como um todo, construiu-se a seguinte senten&ccedil;a: &ldquo;<i>Penso que no parto normal a mulher corre o risco de sofrer e causar sofrimento tamb&eacute;m para o beb&ecirc;. Se n&atilde;o conseguir, acaba fazendo ces&aacute;rea do mesmo jeito</i>&rdquo;. Um exemplo dessa no&ccedil;&atilde;o pode ser observado na fala da participante 22:</p>     <p><i>N&atilde;o sei bem. Pelas dores eu acho, pelo sofrimento. Porque &agrave;s vezes tem mulheres que sofrem muito para ter e n&atilde;o conseguem e acaba tendo uma ces&aacute;rea do mesmo jeito, e eu pensava: Se eu sofrer muito e n&atilde;o conseguir ter normal?[Participante (P) 22, idade 30(a) anos, p&oacute;s-parto (P&oacute;s - Tempo relacionado ao parto), predile&ccedil;&atilde;o: parto ces&aacute;reo (PC), X&sup2; = 128,18].</i></p>     <p>A partir da an&aacute;lise dos contrastes, constatou-se que o conte&uacute;do relacionado a essa classe apareceu predominantemente no grupo que apresentou predile&ccedil;&atilde;o pelo parto ces&aacute;reo (<i>p </i>= 0,02521), por&eacute;m, percebeu-se que os motivos que refor&ccedil;aram o parto ces&aacute;reo foram, na realidade, fatores negativos do parto natural. Ou seja, essa prefer&ecirc;ncia n&atilde;o ocorreu necessariamente em virtude das vantagens associadas ao parto ces&aacute;reo, mas por estar associada a uma poss&iacute;vel evita&ccedil;&atilde;o das desvantagens imaginadas em rela&ccedil;&atilde;o ao parto normal.</p>     <p>Nenhuma das participantes da presente pesquisa relatou o uso de t&eacute;cnicas de al&iacute;vio da dor ou analgesia farmacol&oacute;gica no SUS, o que nos levou a crer que, ainda que existissem alguns m&eacute;todos usuais para lidar com a dor no processo de parto, n&atilde;o foram executadas a&ccedil;&otilde;es para o al&iacute;vio dessas dores. </p>     <p><i>Classe 2: Aspectos que motivam o parto normal (22,7%)</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>&nbsp;</i>Esta classe apresentou os aspectos favor&aacute;veis ao parto normal e compreendeu 22,7% dos segmentos de texto analisado. Nela foram associados termos (<i>p </i>&lt; 0,0001): ‘recupera&ccedil;&atilde;o', ‘achar', ‘opini&atilde;o', ‘cirurgia', ‘amigo', ‘sempre', ‘corte', ‘pessoa', ‘natural' e ‘coisa'. A senten&ccedil;a simb&oacute;lica que pode expressar a ideia da classe foi entendida como: &ldquo;<i>Acho que o parto normal &eacute; melhor por causa da recupera&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida e meus amigos sempre me d&atilde;o opini&atilde;o. Eu n&atilde;o quero cirurgia, nem corte, prefiro alguma coisa mais natural</i>&rdquo;<i>. </i>Adicionalmente, vale salientar que esses discursos foram mais comuns em mulheres do grupo pr&eacute;-parto (<i>p </i>&lt; 0,0001), que cursou at&eacute; o ensino m&eacute;dio (<i>p </i>&lt; 0,0001), abaixo de 25 anos (<i>p</i> = 0,00106) e usu&aacute;rias do SUS (<i>p</i> = 0,03238). </p>     <p>O uso dos termos da classe 2 apontou aspectos positivos do parto normal, aparecendo como principais fatores: a recupera&ccedil;&atilde;o e a natureza do procedimento que foram apresentados como justificativa para sua predile&ccedil;&atilde;o pelo tipo de parto. Em menor n&uacute;mero, nesta classe tamb&eacute;m apareceu a n&atilde;o prefer&ecirc;ncia pelo parto ces&aacute;reo como motiva&ccedil;&atilde;o para o normal, como pode ser visto na fala a seguir: &ldquo;<i>&Eacute; mais coisa que eu j&aacute; conversei em casa mesmo. Com minha m&atilde;e, com minhas amigas. E essas pessoas tem uma opini&atilde;o muito formada que a cesariana pode ser prejudicial... Ent&atilde;o por isso mesmo&rdquo; (P15, 21a, Pr&eacute;, PN, X&sup2; = 145,28). </i></p>     <p><i>&nbsp;</i><i>Classe 3: Fatores importantes para a escolha (36,3%)</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>A presente classe representou 36,3% dos segmentos de texto. Ela tratou dos fatores que se sobressa&iacute;ram como influ&ecirc;ncia no momento da escolha pelo tipo de parto, ressaltando a opini&atilde;o do m&eacute;dico como um dos mais influentes. As formas mais aludidas foram (<i>p </i>&lt; 0,0001): ‘dizer', ‘querer', ‘cabe&ccedil;a', ‘j&aacute;', ‘momento', ‘vir', ‘m&eacute;dico', ‘esperar' e ‘alguma'. O discurso simb&oacute;lico desta classe pode ser representado pela seguinte senten&ccedil;a: &ldquo;<i>Quando ainda n&atilde;o sabemos ou n&atilde;o temos na cabe&ccedil;a o que esperamos, o que o m&eacute;dico diz &eacute; importante no parto que vamos querer</i>&rdquo;. Al&eacute;m disso, os termos na presente classe apontaram a influ&ecirc;ncia que opini&otilde;es externas exerciam no processo de escolha das mulheres que n&atilde;o possuiam predile&ccedil;&atilde;o, tendo como principal influencia, o m&eacute;dico, como visto na seguinte fala: &ldquo;<i>Pensava, mas, assim que eu fui na primeira consulta, o m&eacute;dico chegou pra mim e falou, vai ser parto normal [...], n&atilde;o que eu quisesse ces&aacute;rea, mas eu queria entender o motivo de ele j&aacute; estar dizendo isso logo de in&iacute;cio&rdquo; (P19, 27a, Pr&eacute;, SP, X&sup2; = 129,27).</i> </p>     <p>Sessenta e oito por cento das mulheres apresentaram predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal, 20% pelo parto ces&aacute;reo e 12% n&atilde;o apresentaram predile&ccedil;&atilde;o. Em contrapartida, 60% das pu&eacute;rperas entrevistadas vivenciaram o parto ces&aacute;reo, Al&eacute;m desse fator, a fam&iacute;lia, em menor grau, tamb&eacute;m exerceu influ&ecirc;ncia sobre essa escolha: &ldquo;<i>Meu marido mesmo ficava falando que eu ia parir normal, que tinha que fazer o ciclo completo, mas quando chegou pr&oacute;ximo, eu estava com trinta e sete semanas e o m&eacute;dico perguntou se eu queria ces&aacute;reo.</i> (<i>P20, 36a, P&oacute;s, PN, X&sup2; = 104,91</i>)&rdquo;. </p>     <p>Com a an&aacute;lise de contrastes, constatou-se que o presente discurso foi mais comum entre as mulheres que n&atilde;o apresentaram predile&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de parto (<i>p </i>= 0,00105), que possuem idade acima de 25 anos (<i>p </i>= 0,00645), que conclu&iacute;ram ensino superior (<i>p </i>= 0,01271) e que possuem plano de sa&uacute;de (<i>p </i>&lt; 0,02268). </p>     <p><i>&nbsp;</i><i>Classe 4: Experi&ecirc;ncia de parto (21,3%)</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>Esta classe tratou das experi&ecirc;ncias vivenciadas pelas mulheres no momento do parto, usualmente associadas ao medo da dor. As formas mais aludidas foram (<i>p </i>&lt; 0,0001): ‘dor', ‘sentir', ‘contra&ccedil;&atilde;o', ‘manh&atilde;', ‘analgesia'. ‘tomar', ‘forte', ‘m&ecirc;s' e ‘bolsa'. O discurso simb&oacute;lico dessa classe pode ser representado pela seguinte senten&ccedil;a: &ldquo;<i>No &uacute;ltimo m&ecirc;s eu j&aacute; sentia muitas contra&ccedil;&otilde;es e no dia do parto eu estava sentindo as dores muito fortes, por isso eu pedi a analgesia</i>&rdquo;. A respeito dessas dores, as viv&ecirc;ncias do parto normal foram analisadas como muito semelhantes. Entre as mulheres que a vivenciaram, houve refer&ecirc;ncias a dores intensas pr&oacute;prias a esse tipo de parto. </p>     <p>Os termos pertencentes a essa classe apresentaram a ideia central da experi&ecirc;ncia de parto, que foi permeada por um misto de sentimentos relativos &agrave; dor, como tamb&eacute;m pode ser visto na frase simb&oacute;lica. Tais sentimentos tiveram ou n&atilde;o sua confirma&ccedil;&atilde;o no momento do parto, aparecendo para algumas mulheres de forma mais amena: &ldquo;<i>O anestesista foi muito bacana e falou pra fazermos outra tentativa e da&iacute; ele me deu outra analgesia que &eacute; mais forte e ai realmente eu fiquei sem dor nenhuma, mas n&atilde;o sentia contra&ccedil;&atilde;o&rdquo;(P14, 33a, P&oacute;s, PN, X&sup2; = 240,42). </i></p>     <p>Houve tamb&eacute;m aqueles que se confirmam no momento da experi&ecirc;ncia de forma negativa: &ldquo;<i>S&oacute; n&atilde;o senti ele passar, mas as contra&ccedil;&otilde;es n&atilde;o tinham mais intervalo, o anestesista ficou esperando um intervalo na contra&ccedil;&atilde;o pra me anestesiar e n&atilde;o tinha, ele me anestesiou que eu n&atilde;o senti, nada, n&atilde;o senti agulha&rdquo; (P19, 33a, P&oacute;s, SP, X&sup2; = 168,30). </i>A participante em quest&atilde;o n&atilde;o apresentou predile&ccedil;&atilde;o por um dos tipos de parto no per&iacute;odo gestacional, por&eacute;m, ap&oacute;s a experi&ecirc;ncia de parto ela passou a preferir o parto ces&aacute;reo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O conte&uacute;do desta classe foi mais comum entre os grupos de mulheres que j&aacute; vivenciaram a experi&ecirc;ncia do parto (<i>p </i>&lt; 0,0001), aquelas que estudaram at&eacute; o ensino fundamental (<i>p </i>= 0,00595) e tamb&eacute;m entre as que n&atilde;o apresentaram predile&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de parto (<i>p </i>= 0,04772). De forma geral, o relato foi de uma experi&ecirc;ncia dolorosa, por&eacute;m satisfat&oacute;ria. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas que n&atilde;o gostaram da experi&ecirc;ncia, elas alegaram desconforto causado pela dor, mas reafirmaram a alegria de ter passado por essa experi&ecirc;ncia. Esse relato foi comum em ambas &agrave;s modalidades de parto. </p> <b>&nbsp;</b><b>DISCUSS&Atilde;O</b>     <p>A presente investiga&ccedil;&atilde;o teve como objetivo principal conhecer experi&ecirc;ncias de mulheres em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de parto (ces&aacute;reo e/ou normal), no intuito de compreender com maior profundidade os aspectos que motivaram ou n&atilde;o a predile&ccedil;&atilde;o ou escolha por uma determinada modalidade de parto. A respeito do conte&uacute;do da classe 1, que tratou dos <i>Aspectos que desmotivam o parto normal</i>, outros estudos convergiram nessa dire&ccedil;&atilde;o e apontaram como motivos que justificam a escolha da ces&aacute;rea o medo da dor e sofrimento associada ao parto vaginal (de Sousa Gama, Giffin, Angulo-Tuesta, Barbosa, &amp; d'Orsi, 2009; Mandarino et al., 2009; Velho, Santos, &amp; Colla&ccedil;o, 2014), assim como foi visto nesta pesquisa. Sobre esse tema Tedesco et al. (2004) observaram que dos motivos apontados como justificativa para realiza&ccedil;&atilde;o de ces&aacute;rea, segundo opini&atilde;o das primigestas, o risco para a vida do rec&eacute;m-nascido foi citado como principal. Com base no que foi visto no presente estudo, os motivos utilizados para justificar a predile&ccedil;&atilde;o pelo parto ces&aacute;reo foram em sua maioria, fatores aversivos ao parto normal, uma vez que, o parto normal est&aacute; sempre vinculado &agrave; quest&atilde;o da dor, bem como foi visto por Costa, Paes, Ramos e Formiga (2006).</p>     <p>Em alguns estados brasileiros a lei prev&ecirc; o uso de analgesia no SUS, como &eacute; o caso de S&atilde;o Paulo e Bras&iacute;lia, por&eacute;m, at&eacute; ent&atilde;o, n&atilde;o existiam leis nacionais que garantissem esse direito. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2016) publicou um relat&oacute;rio de recomenda&ccedil;&otilde;es para assist&ecirc;ncia ao parto normal no qual garantia a mulher o direito ao uso de estrat&eacute;gias para al&iacute;vio da dor, como: imers&atilde;o em &aacute;gua, acupuntura, t&eacute;cnicas de relaxamento e massagem, aromaterapia, hipnose, m&uacute;sicas de prefer&ecirc;ncia da mulher, entre outras. Em contrapartida, o uso de f&aacute;rmacos opi&oacute;ides foi contra indicado, bem como a anestesia local, que s&oacute; poderia ser solicitada com pr&eacute;via avalia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, em caso de dor intensa e ap&oacute;s se terem se esgotado os m&eacute;todos n&atilde;o farmacol&oacute;gicos. Visto isso, entendeu-se que havia uma posi&ccedil;&atilde;o pouco clara a respeito dos objetivos das pol&iacute;ticas governamentais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dor f&iacute;sica sofrida pelas mulheres que realizam parto normal pelo SUS, uma vez que as estrat&eacute;gias naturais sugeridas para o al&iacute;vio da dor eram, em sua maioria, de dif&iacute;cil acesso e os m&eacute;todos farmacol&oacute;gicos ainda n&atilde;o eram garantidos por lei em todos os Estados do pa&iacute;s. Detectou-se ainda que a despeito da preocupa&ccedil;&atilde;o em garantir as mulheres um parto normal com o m&iacute;nimo de dores, o principal motivo que caracterizou a predile&ccedil;&atilde;o pelo parto ces&aacute;reo foi a n&atilde;o prefer&ecirc;ncia pelo normal, ou seja, uma escolha por exclus&atilde;o. </p>     <p>No que tange aos <i>Aspectos que motivam o parto normal</i>, que constitu&iacute;ram a classe 2, Domingues et al. (2014)<i>, </i>Mandarino et al. (2009) e Velho et al. (2014) tamb&eacute;m apontaram o tempo de recupera&ccedil;&atilde;o como principal motivo para prefer&ecirc;ncia pelo parto vaginal. J&aacute; De Sousa Gama, Giffin, Angulo-Tuesta, Barbosa e d'Orsi (2009) tamb&eacute;m encontraram como desvantagens do parto ces&aacute;reo as dores no p&oacute;s-parto, as dificuldades de recupera&ccedil;&atilde;o e os riscos inerentes &agrave; cirurgia, bem como a anula&ccedil;&atilde;o do protagonismo feminino durante o parto. Por outro lado, um estudo realizado por Fa&uacute;ndes, P&aacute;dua, Osis, Cecatti e Sousa (2004), apontou a quest&atilde;o da dor durante ou ap&oacute;s o parto, entre os principais motivos para preferir ambos os tipos de parto.</p>     <p>A predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal p&ocirc;de ser observada em maior n&uacute;mero em gestantes atendidas pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico o que, em nosso pa&iacute;s, em geral ocorre com fam&iacute;lias de baixa renda (Tedesco et al., 2004; Velho et al., 2014). Nesse caso, foi revelante observar que os contrastes encontrados representaram n&atilde;o somente fatores isolados, mas um perfil de prim&iacute;paras jovens de baixa escolaridade e usu&aacute;rias do SUS, fatores esses que apresentaram influ&ecirc;ncia em suas escolhas. Desde 2010, a ANS, em parceria com o Governo Federal, tentou adotar medidas para a diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de ces&aacute;rea no SUS e nos planos de sa&uacute;de. Para tal, implantaram a exig&ecirc;ncia do partograma e a entrega de cart&otilde;es &agrave;s mulheres durante o pr&eacute;-natal expondo os riscos do parto ces&aacute;reo. Em 2015, depois de quatro anos, as campanhas voltaram &agrave; tona com a chamada &ldquo;Combate &agrave; epidemia da ces&aacute;rea&rdquo; que utilizou ve&iacute;culos midi&aacute;ticos para informar sobre os benef&iacute;cios do parto normal em detrimento da ces&aacute;rea. Essas campanhas chegaram &agrave;s mulheres por meio de TV, r&aacute;dio e outdoors, ve&iacute;culos de f&aacute;cil acesso e linguagem acess&iacute;vel a pessoas de baixa escolaridade e poder aquisitivo, deixando em evid&ecirc;ncia os aspectos positivos do parto normal. Diante do conte&uacute;do desta classe, foi observado que a percep&ccedil;&atilde;o dessas m&atilde;es acerca do parto ces&aacute;reo relacionou-o a um processo arriscado, ao passo que a percep&ccedil;&atilde;o acerca do parto normal teve foco no protagonismo materno, bem como na sa&uacute;de do beb&ecirc;. Isso pode ter ocorrido em virtude da influencia das recentes campanhas em prol do parto normal, e em partes, explica a postura das m&atilde;es admitindo a ces&aacute;rea como &uacute;ltima op&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Sobre o conte&uacute;do central da classe 3, que tratou dos <i>Fatores importantes para a escolha</i> do tipo de parto, Tedesco et al. (2004) enfatizou que o principal argumento utilizado pelos que defendiam o parto ces&aacute;reo como op&ccedil;&atilde;o foi que a escolha pode ser da mulher, visto que ela tem o direito de decidir a via de parto de sua prefer&ecirc;ncia cabendo ao m&eacute;dico somente aceitar a decis&atilde;o de sua cliente. Por outro lado, Velho et al. (2014) apresentaram um estudo no qual 100% das mulheres que realizaram ces&aacute;rea tinham prefer&ecirc;ncia pelo parto normal, semelhante ao que tamb&eacute;m foi visto em Fa&uacute;ndes et al. (2004), deixando ainda uma lacuna no que tange a raz&atilde;o do aumento das ces&aacute;reas e trazendo a tona a quest&atilde;o: Como explicar o aumento nas taxas de ces&aacute;rea do pa&iacute;s, uma vez que, as mulheres expressaram maior prefer&ecirc;ncia pelo parto normal? De Souza Gama et al. (2009) argumentaram que o principal motivo para o aumento de ces&aacute;reas encontrou-se na conveni&ecirc;ncia do m&eacute;dico, bem como, a influ&ecirc;ncia da fam&iacute;lia em menor grau. </p>     <p>Ainda sobre os fatores que exercem influ&ecirc;ncia na escolha da modalidade de parto, Domingues et al. (2014) mostraram que a forma de organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia ao parto afetou a prefer&ecirc;ncia inicial das mulheres e a maneira como a via de parto foi decidida. Mulheres atendidas pelo setor privado foram levadas a decidir por uma cesariana prim&aacute;ria, que se tornava uma segunda ces&aacute;rea posteriormente. Mulheres atendidas no setor p&uacute;blico mantiveram prefer&ecirc;ncia pelo parto normal, por&eacute;m, n&atilde;o foram apoiadas nessa op&ccedil;&atilde;o. Em ambos os setores, as gestantes foram submetidas a um modelo de aten&ccedil;&atilde;o que tornou o parto vaginal uma experi&ecirc;ncia dolorosa, sendo a dor do parto o seu grande medo e a principal raz&atilde;o para a prefer&ecirc;ncia por uma cesariana, o que tamb&eacute;m p&ocirc;de ser visto na presente pesquisa, uma vez que a dor relacionada ao parto normal foi mencionada como fator importante em todas as classes.</p>     <p>Sobre o conte&uacute;do apresentado na an&aacute;lise de contrastes da classe 3, Domingues et al. (2014) revelaram que independentemente da fonte de pagamento e da paridade, a prefer&ecirc;ncia das mulheres pelo parto vaginal n&atilde;o foi apoiada pelos profissionais, fazendo com que a prefer&ecirc;ncia por ces&aacute;rea se mantivesse ou aumentasse enquanto a predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal diminuiu no decorrer da gravidez, o que &eacute; uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para o grande n&uacute;mero de ces&aacute;reas realizadas nas participantes dessa pesquisa. As recomenda&ccedil;&otilde;es da OMS sobre a assist&ecirc;ncia ao parto normal indicavam que &ldquo;deve existir uma raz&atilde;o v&aacute;lida para interferir no processo natural&rdquo;. Contudo, existiam lacunas na assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica brasileira que permitiam que a ces&aacute;rea fosse registrada como eletiva, dando margem para que ces&aacute;reas n&atilde;o recomendadas fossem realizadas. Assim, uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para as altas taxas de ces&aacute;reo se encontrou na influ&ecirc;ncia do profissional que acompanhava as mulheres, uma vez que elas apresentaram predominante predile&ccedil;&atilde;o pelo parto normal. Isso pode ter ocorrido em virtude da dificuldade de argumenta&ccedil;&atilde;o das mulheres frente a quest&otilde;es t&eacute;cnicas levantadas pelos m&eacute;dicos (Velho et al., 2014).</p>     <p>De acordo com a tem&aacute;tica da Classe 4, que se relacionou &agrave; <i>Experi&ecirc;ncia de parto</i>, a naturaliza&ccedil;&atilde;o das dores do parto normal fez com que este fosse majoritariamente prefer&iacute;vel quando em compara&ccedil;&atilde;o com a ces&aacute;rea, visto que na ces&aacute;rea as dores tamb&eacute;m foram referidas, mas excluem-se as viv&ecirc;ncias e sensa&ccedil;&otilde;es de protagonizar o nascimento do filho (de Souza Gama et al., 2009). No que diz respeito a influ&ecirc;ncia dessa experi&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o posterior ao fato, Domingues et al. (2014), afirmaram que a viv&ecirc;ncia do primeiro parto influencia na predile&ccedil;&atilde;o do parto posterior. Sobre isso, &eacute; importante salientar que estudos realizados no puerp&eacute;rio impedem adequada avalia&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o das mulheres durante a gravidez e est&atilde;o sujeitas as influ&ecirc;ncias do parto realizado (Faisal-Cury &amp; Menezes, 2006).</p>     <p>De modo geral, a partir dos achados obtidos com as 4 classes de an&aacute;lise nesta pesquisa, observou-se a necessidade de novas campanhas por parte do MS, bem como a&ccedil;&otilde;es por parte de profissionais de sa&uacute;de, que se direcionem a expor argumentos a respeito dos dois tipos de parto de forma imparcial. De acordo com os dados observados, acredita-se que isso favore&ccedil;a a cria&ccedil;&atilde;o de um suporte vi&aacute;vel &agrave; mulher na op&ccedil;&atilde;o por sua viv&ecirc;ncia, minimizando o impacto de campanhas prol ou contra um tipo de parto e passando a serem mais informativas (ou menos persuasivas).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que tange ao incentivo ao parto normal, ele pode ser refor&ccedil;ado na medida em que &eacute; garantido &aacute; m&atilde;e uma experi&ecirc;ncia menos dolorosa, fornecendo-lhe direitos como: analgesia farmacol&oacute;gica, presen&ccedil;a do acompanhante al&eacute;m de t&eacute;cnicas n&atilde;o farmacol&oacute;gicas de al&iacute;vio da dor que possam ser realizadas de maneira efetiva nas unidades de sa&uacute;de do pa&iacute;s, uma vez que, o uso da analgesia permite &agrave; mulher uma viv&ecirc;ncia mais positiva, como visto nesta seguinte pesquisa. O que tamb&eacute;m foi comentado por Costa, Figueiredo, Pacheco e Pais (2003) em seu estudo com 115 gr&aacute;vidas prim&iacute;paras em uma maternidade no Porto, quando se observou diferen&ccedil;as significativas na experi&ecirc;ncia de parto de m&atilde;es que tiveram parto eut&oacute;cito com ou sem analgesia epidural. J&aacute; as mulheres que foram sujeitas a analgesia epidural apresentaram-se como mais capazes de relaxar e de estar dispon&iacute;veis para colaborar com a equipe m&eacute;dica, relatando sentirem menos medo e mais autocontrole durante o trabalho de parto e parto. Outra poss&iacute;vel solu&ccedil;&atilde;o no intuito de melhorar a percep&ccedil;&atilde;o das m&atilde;es acerca do parto &eacute; que ele seja realizado mediante acordo, uma vez que falta clareza nos crit&eacute;rios cl&iacute;nicos analisados para a realiza&ccedil;&atilde;o do parto, isso por parte das m&atilde;es, seguindo-se a no&ccedil;&atilde;o do que fora obtido na presente investiga&ccedil;&atilde;o. Portanto, n&atilde;o havendo um quadro cl&iacute;nico de risco, acredita-se que deva ser favorecida a possibilidade de escolha por parte da m&atilde;e.</p>     <p>Uma poss&iacute;vel limita&ccedil;&atilde;o desse estudo esteve em seu delineamento transversal, por meio do qual as mulheres foram entrevistadas apenas antes ou ap&oacute;s o parto. Isso teve implica&ccedil;&otilde;es na aus&ecirc;ncia de dados posteriormente a viv&ecirc;ncia do parto para aquelas que foram entrevistadas durante a gravidez. Para pr&oacute;ximos estudos recomenda-se um modelo longitudinal, pois esse permite uma melhor avalia&ccedil;&atilde;o do desfecho de todas as m&atilde;es identificando tamb&eacute;m a manuten&ccedil;&atilde;o e mudan&ccedil;a de percep&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s o processo, j&aacute; que a experi&ecirc;ncia tamb&eacute;m se apresentaou como fator de forte influ&ecirc;ncia para tal. Outra quest&atilde;o importante a ser salientada como limita&ccedil;&atilde;o &eacute; que o estudo foi realizado imediatamente ap&oacute;s as campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o pelo parto normal, podendo j&aacute; ter influenciado na forma de pensar das participantes. Logo, outros trabalhos que visem o mesmo objetivo devem ser realizados em per&iacute;odos nos quais esse tema n&atilde;o tenha sido abordado t&atilde;o fortemente.</p>     <p>Enfim, este estudo resultou na exposi&ccedil;&atilde;o da real necessidade de ouvir, informar e esclarecer as m&atilde;es corretamente acerca do processo - gravidez, parto e maternagem - que representa um dos momentos mais importantes e de maior mudan&ccedil;a na vida da mulher. Al&eacute;m de inform&aacute;-las e ouvi-las, julga-se necess&aacute;rio inseri-las cada vez mais tamb&eacute;m como parte ativa nesse processo (sobretudo, conscientemente de seu papel e direitos), respeitando suas opini&otilde;es e escolhas no intuito de proporcionar-lhes uma experi&ecirc;ncia mais positiva.</p>     <p>&nbsp;</p> <b>REFER&Ecirc;NCIAS</b> &nbsp;     <!-- ref --><p>Almeida, R. A., &amp; Malagris, L. E. N. (2011). A pr&aacute;tica da psicologia da sa&uacute;de.&nbsp;<i>Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar</i>,&nbsp;<i>14</i>(2), 183-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554317&pid=S1645-0086201800020000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Barbosa, G. P., Giffin, K., Angulo-Tuesta, A., Gama, A. S., Chor, D., D'Orsi, E., &amp; Reis, A. C. G. V. (2003). Parto ces&aacute;reo: Quem o deseja? Em quais circunst&acirc;ncias? <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 19</i>(6), 1611-1620.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554319&pid=S1645-0086201800020000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bezerra, M. G. A., &amp; Cardoso, M. V. L. M. L. (2006). Fatores culturais que interferem nas experi&ecirc;ncias das mulheres durante o trabalho de parto e parto. <i>Revista Latino-americana de Enfermagem</i>, <i>14</i>(3), 414-421. DOI: 10.1590/S0104-11692006000300016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554321&pid=S1645-0086201800020000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Camargo<sup>, </sup>B. V., &amp; Justo, A. M. (2013). IRAMUTEQ: Um software gratuito para an&aacute;lise de dados textuais.&nbsp;<i>Temas em Psicologia</i>,&nbsp;<i>21</i>(2), 513-518.&nbsp;doi: <a href="https://dx.doi.org/10.9788/TP2013.2-16" target="_blank">https://dx.doi.org/10.9788/TP2013.2-16</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554323&pid=S1645-0086201800020000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, N. D. L., Paes, N. A., Ramos, P. C. F., &amp; Formiga, M. C. D. C. (2006). Desejo, inten&ccedil;&atilde;o e comportamento na sa&uacute;de reprodutiva: A pr&aacute;tica da ces&aacute;rea em cidade do Nordeste do Brasil.&nbsp;<i>Revista Brasileira de Ginecologia Obstetr&iacute;cia</i>,&nbsp;<i>28</i>(7), 388-396. doi: 10.1590/S0100-72032006000700003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554325&pid=S1645-0086201800020000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, R., Figueiredo, B., Pacheco, A., &amp; Pais, A. (2003). Tipo de parto: Expectativas, experi&ecirc;ncias, dor e satisfa&ccedil;&atilde;o. <i>Revista de Obstetr&iacute;cia e ginecologia</i>, 6(26), 256-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554327&pid=S1645-0086201800020000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Datasus. (2014). <i>Estado incentiva parto natural por ser mais seguro para m&atilde;es e beb&ecirc;s. DATASUS aponta &iacute;ndice acima da m&eacute;dia nacional no Tocantins</i>. Recuperado de: <a href="http://datasus.saude.gov.br/nucleos-regionais/tocantins/noticias-tocantins/543-estado-incentiva-parto-natural-por-ser-mais-seguro-para-maes-e-bebes-datasus-aponta-indice-acima-da-media-nacional-no-tocantins" target="_blank">http://datasus.saude.gov.br/nucleos-regionais/tocantins/noticias-tocantins/543-estado-incentiva-parto-natural-por-ser-mais-seguro-para-maes-e-bebes-datasus-aponta-indice-acima-da-media-nacional-no-tocantins</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554329&pid=S1645-0086201800020000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Sousa Gama, A., Giffin, K. M., Angulo-Tuesta, A., Barbosa, G. P., &amp; d'Orsi, E. (2009). Representa&ccedil;&otilde;es e experi&ecirc;ncias das mulheres sobre a assist&ecirc;ncia ao parto vaginal e ces&aacute;rea em maternidades p&uacute;blica e privada.&nbsp;<i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>,&nbsp;<i>25</i>(11), 2480-2488. doi: 10. 1590/S0102-311X2009001100017&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554331&pid=S1645-0086201800020000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Domingues, R. M. S. M., Santos, E. M., &amp; Leal, M. C. (2004). Aspectos da satisfa&ccedil;&atilde;o das mulheres com a assist&ecirc;ncia ao parto: contribui&ccedil;&atilde;o para o debate. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>20</i>, S52-S62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554332&pid=S1645-0086201800020000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Domingues, R. M. S. M., Dias, M. A. B., Nakamura-Pereira, M., Torres, J. A., d'Orsi, E., Pereira, A. P. E., ..., &amp; Leal, M. D. C. (2014).<i> </i> Processo de decis&atilde;o pelo tipo de parto no Brasil: Da prefer&ecirc;ncia inicial das mulheres &agrave; via de parto final. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>30</i> (Supl.), 101-116. doi: 10.1590/0102-311X00105113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554334&pid=S1645-0086201800020000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faundes, A., &amp; Cecatti, J. G. (1991). A opera&ccedil;&atilde;o ces&aacute;rea no Brasil: Incid&ecirc;ncia, tend&ecirc;ncias, causas, conseq&uuml;&ecirc;ncias e propostas de a&ccedil;&atilde;o. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>7</i>, 150-173. doi: 10.1590/S0102-311X1991000200003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554336&pid=S1645-0086201800020000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fa&uacute;ndes, A., P&aacute;dua, K. D., Osis, M. J. D., Cecatti, J. G., &amp; Sousa, M. D. (2004). Opini&atilde;o de mulheres e m&eacute;dicos brasileiros sobre a prefer&ecirc;ncia pela via de parto.&nbsp;<i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>,&nbsp;<i>38</i>(4), 488-494. doi: 10.1590/S0034-89102004000400002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554338&pid=S1645-0086201800020000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Faisal-CuryI, A., &amp; Menezes, P. R. (2006). Fatores associados &agrave; prefer&ecirc;ncia por cesariana. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>40</i>(2), 226-232.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554340&pid=S1645-0086201800020000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leal, I. (2005). <i>Psicologia da gravidez e da parentalidade</i>. Lisboa: Fim de S&eacute;culo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554342&pid=S1645-0086201800020000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leal, M. C., &amp; Gama, S. G. N. (2014). Nascer no Brasil: Pesquisa nacional sobre parto e nascimento. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, <i>30</i> (Supl.), S5-S7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554344&pid=S1645-0086201800020000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Lopes, R. C. S.,&nbsp;Donelli, T. S.,&nbsp;Lima, C. M., &amp; Piccinini, C. A. (2005).&nbsp;O antes e o depois: Expectativas e experi&ecirc;ncias de m&atilde;es sobre o parto.<i>&nbsp;</i><i>Psicologia: Reflex&atilde;o &amp; Critica, </i><i>18</i>(2), 247-254.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554346&pid=S1645-0086201800020000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --> Mandarino, N. R., Chein, M. B. D. C., Monteiro Junior, F. C. M., Brito, L. M. O., Lamy, Z. C., Nina, V. J. D. S., ... &amp; Figueiredo Neto, J. A. D. (2009). Aspectos relacionados &agrave; escolha do tipo de parto: Um estudo comparativo entre uma maternidade p&uacute;blica e outra privada em S&atilde;o Lu&iacute;s, Maranh&atilde;o, Brasil.&nbsp;<i>Caderno de Sa&uacute;de p&uacute;blica</i>,&nbsp;<i>25</i>(7), 1587-1596. doi: 10.1590/S0102-311X2009000700017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554347&pid=S1645-0086201800020000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Merighi; M. A. B., Carvalho, G. M., &amp; Suletroni, V. P. (2007). O processo de parto e nascimento: Vis&atilde;o das mulheres que possuem conv&ecirc;nio sa&uacute;de na perspectiva da fenomenologia social. <i>Acta Paulista de Enfermagem</i>, <i>20</i>(4), 434-440.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554349&pid=S1645-0086201800020000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2013). <i>Rede Cegonha: Gravidez, parto e nascimento com sa&uacute;de, qualidade de vida e bem-estar</i>. Bras&iacute;lia-DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2014). <i>Cadernos Humaniza SUS. Humaniza&ccedil;&atilde;o do parto e do nascimento</i>. V4. Bras&iacute;lia-DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (2016). <i>Diretriz nacional de assist&ecirc;ncia ao parto normal</i>. <i>Relat&oacute;rio de recomenda&ccedil;&atilde;o.</i> Bras&iacute;lia-DF: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <!-- ref --><p>Osis, M. J. D., P&aacute;dua, K. S., Duarte, G. A., Souza, T. R., &amp; Fa&uacute;ndes, A. (2001). The opinion of brazilian women regarding vaginal labor and cesarean section. <i>International Journal of Gynecology &amp; Obstetrics, 75</i>, 59-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554354&pid=S1645-0086201800020000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Queiroz<sup>, </sup>M. V. O., Silva, M. S. J., Jorge, M. S. B., &amp; Moreira<sup>,, </sup>T. M. M. (2005). Incid&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas de ces&aacute;reas e de partos normais: Estudo em uma cidade no interior do Cear&aacute;<i>.</i> <i>Revista Brasileira de Enfermagem</i>, <i>58</i>(6), 687-691. doi: 10.1590/S0034-71672005000600011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554356&pid=S1645-0086201800020000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rangel, D. L. O., &amp; Queiroz, A. B. A. (2008). A representa&ccedil;&atilde;o social das adolescentes sobre a gravidez nesta etapa de vida. <i>Escola Anna Nery</i>, <i>12</i>&nbsp;(4), 780-788. doi: 10.1590/S1414-81452008000400024.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554358&pid=S1645-0086201800020000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tedesco, R. P., Maia Filho, N. L., Mathias, L., Benez, A. L., Castro, V. C. L., Bourroul, G. M., &amp; Reis, F. I. (2004). Fatores determinantes para as expectativas de primigestas acerca da via de parto.&nbsp;<i>Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia</i>,&nbsp;<i>26</i>(10), 791-798. doi: 10.1590/S0100-72032004001000006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554360&pid=S1645-0086201800020000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teixeira, N. Z. F., &amp; Pereira, W. R. (2006) Parto hospitalar: Experi&ecirc;ncias de mulheres da periferia de Cuiab&aacute;-MT. <i>Revista Brasileira de Enfermagem</i>, <i>59</i>(6), 740-744. doi: 10.1590/S0034-71672006000600004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554362&pid=S1645-0086201800020000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Vasconcellos, M. T. L., Silva, P. L. N., Pereira, A. . E., Schilithz, A. O. C., Junior, P. R. B. S., &amp; Szwarcwald, C. L. (2014) Desenho da amostra Nascer no Brasil: Pesquisa Nacional sobre parto e nascimento<i>. 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(2012) Viv&ecirc;ncia do parto normal ou ces&aacute;reo: Revis&atilde;o integrativa sobre a percep&ccedil;&atilde;o de mulheres.<i> </i><i>Texto &amp; Contexto - Enfermagem</i>, <i>21</i>(2), 458-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554366&pid=S1645-0086201800020000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Velho, M. B., Santos, E. K. A. D., &amp; Colla&ccedil;o, V. S. (2014). Parto normal e ces&aacute;rea: Representa&ccedil;&otilde;es sociais de mulheres que os vivenciaram.&nbsp;<i>Revista Brasileira de Enfermagem</i>,&nbsp;<i>67</i>(2), 282-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=554368&pid=S1645-0086201800020000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 29 de Abril de 2016/ Aceite em 23 de Outubro de 2017</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A prática da psicologia da saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar]]></source>
<year>2011</year>
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