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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevenção do tabagismo na escola: evaluation of a programme based on the curriculum]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[avaliação de um programa baseado no currículo]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Smoking prevention in schools]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Tobacco use is a public health problem with serious consequences for the health of individuals. The onset of consumption mainly occurs in adolescence, which calls for school-based interventions. This study intends to evaluate the effectiveness of a programme based on the school curriculum, "SmokeOut-II", in the improvement of knowledge and views about smoking as well as in the smoking behavior among adolescents in the 9th year of Basic Education, by sex. This is a quasi-experimental, pre and post-test type study, with an experimental (n=159) and a control group (n=171), held in 2014/2015. A questionnaire was applied to both groups, followed by the intervention ("SmokeOut-II" program) in the experimental group. In the post-test, the same questionnaire was applied to both groups and the results were compared using inferential statistics. In the experimental group, there was an improvement in knowledge and a positive change in some views about smoking, in addition to a decrease in the use of tobacco among boys. The initiation and experimentation of smoking decreased in the experimental group, mostly the boys intention to try smoking the following month and the girls intention to smoke the following year. This tendency continued before and after the age of 18. The program has improved knowledge and positively changed some views about smoking; it has been beneficial in the shortterm prevention of experimentation and intention to smoke, as well as in initiation and tobacco consumption. It is essential to study the long-term effects of the programme.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tabagismo]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo na escola: avalia&ccedil;&atilde;o de um programa baseado no curr&iacute;culo</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Smoking prevention in schools: evaluation of a programme based on the curriculum</b></font></p>     <p><b>Isabel Sousa<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o, Universidade do Minho, Campus de Gualtar, 4700-057 Braga, Portugal. <a href="mailto:isabelsousa@ie.uminho.pt">isabelsousa@ie.uminho.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O consumo de tabaco &eacute; um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica com graves consequ&ecirc;ncias para a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. O in&iacute;cio do consumo ocorre predominantemente na adolesc&ecirc;ncia, o que justifica interven&ccedil;&otilde;es em meio escolar. Este estudo prop&otilde;e-se avaliar a efic&aacute;cia de um programa baseado no curr&iacute;culo escolar, &ldquo;SmokeOut-II&rdquo;, na melhoria dos conhecimentos e cren&ccedil;as sobre tabagismo e no comportamento face ao consumo de tabaco em jovens escolarizados no 9&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico, por sexo. Trata-se de um estudo quasi-experimental, do tipo pr&eacute;/p&oacute;s-teste, com um grupo experimental (n=159) e um grupo de controlo (n=171), realizado no ano letivo de 2014/2015. Aplicou-se um question&aacute;rio, em ambos os grupos, seguido da interven&ccedil;&atilde;o (programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo;) no grupo experimental. Aplicou-se, no p&oacute;s-teste, o mesmo question&aacute;rio a ambos os grupos e compararam-se os resultados, usando estat&iacute;stica inferencial. Verificou-se no grupo experimental uma melhoria, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, nos conhecimentos e uma mudan&ccedil;a positiva em algumas cren&ccedil;as sobre tabagismo, al&eacute;m de um decr&eacute;scimo no consumo de tabaco nos rapazes. A inicia&ccedil;&atilde;o e a experimenta&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco diminu&iacute;ram no grupo experimental, destacando-se nos rapazes a inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar no m&ecirc;s seguinte e nas raparigas a inten&ccedil;&atilde;o de fumar no ano seguinte, mantendo-se esta tend&ecirc;ncia antes e depois dos 18 anos. O programa melhorou os conhecimentos e as cren&ccedil;as sobre tabagismo, tendo sido ben&eacute;fico, a curto prazo, na preven&ccedil;&atilde;o da experimenta&ccedil;&atilde;o e na inten&ccedil;&atilde;o de vir a fumar, bem como na inicia&ccedil;&atilde;o e consumo. Ser&aacute; fundamental estudar os efeitos do programa a longo prazo. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>tabagismo, sa&uacute;de infantil, preven&ccedil;&atilde;o tab&aacute;gica, psicologia preventiva</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tobacco use is a public health problem with serious consequences for the health of individuals. The onset of consumption mainly occurs in adolescence, which calls for school-based interventions. This study intends to evaluate the effectiveness of a programme based on the school curriculum, &quot;SmokeOut-II&quot;, in the improvement of knowledge and views about smoking as well as in the smoking behavior among adolescents in the 9<sup>th</sup> year of Basic Education, by sex. This is a quasi-experimental, pre and post-test type study, with an experimental (n=159) and a control group (n=171), held in 2014/2015. A questionnaire was applied to both groups, followed by the intervention (&quot;SmokeOut-II&quot; program) in the experimental group. In the post-test, the same questionnaire was applied to both groups and the results were compared using inferential statistics. In the experimental group, there was an improvement in knowledge and a positive change in some views about smoking, in addition to a decrease in the use of tobacco among boys. The initiation and experimentation of smoking decreased in the experimental group, mostly the boys' intention to try smoking the following month and the girls' intention to smoke the following year. This tendency continued before and after the age of 18. The program has improved knowledge and positively changed some views about smoking; it has been beneficial in the shortterm prevention of experimentation and intention to smoke, as well as in initiation and tobacco consumption. It is essential to study the long-term effects of the programme.</p>     <p><b>Keywords:</b> smoking, children's health, smoking prevention, preventive psychology</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Uma em cada 10 mortes em todo o mundo &eacute; causada pelo uso de tabaco (WHO, 2017). O consumo de tabaco &eacute; uma epidemia global entre os jovens, sendo consumido por crian&ccedil;as e adolescentes, o que acarreta um risco elevado de depend&ecirc;ncia desta subst&acirc;ncia (USDHHS, 2012). Prev&ecirc;-se que 5,6 milh&otilde;es de crian&ccedil;as com menos de 18 anos morram prematuramente em consequ&ecirc;ncia do tabagismo (USDHHS, 2014). Pelas suas consequ&ecirc;ncias e elevada preval&ecirc;ncia em crian&ccedil;as e adolescentes, o tabagismo &eacute; considerado um flagelo social, sendo necess&aacute;rio combate-lo precocemente, prevenindo a experimenta&ccedil;&atilde;o e o in&iacute;cio do consumo de tabaco nas crian&ccedil;as e jovens.</p>     <p>Estudos efetuados em adolescentes revelam que o consumo de tabaco &eacute; iniciado muitas vezes na escola, em idade precoce, o que justifica interven&ccedil;&otilde;es did&aacute;ticas e multidisciplinares ao longo do percurso escolar (Mercken et al., 2012). A escola &eacute; o meio ideal para intervir junto de crian&ccedil;as e jovens e promover educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, sendo a preven&ccedil;&atilde;o dos consumos, nomeadamente do tabaco, uma &aacute;rea fundamental (Precioso, Samorinha, &amp; Macedo, 2016). O desafio consiste em intensificar e adaptar, por sexo, interven&ccedil;&otilde;es que incidam sobre a preven&ccedil;&atilde;o da experimenta&ccedil;&atilde;o entre os adolescentes.</p>     <p>A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica mostra que interven&ccedil;&otilde;es multicomponentes s&atilde;o eficazes na redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia do consumo de tabaco nos adolescentes, sendo os programas em meio escolar parte fundamental dessas interven&ccedil;&otilde;es (Mercken et al., 2012; Thomas, McLellan, &amp; Perera, 2013). Entre estes, os programas continuados que integram o contexto social t&ecirc;m-se mostrado eficazes (Andersen, Kr&oslash;lner, &amp; Bast, 2015; N&#259;d&#259;&#351;an, Chirv&#259;su&#355;&#259;, &amp;&nbsp;&Aacute;br&aacute;m, 2015; Kanicka, Poniatowski, &amp; Szpak, 2013a). Em Portugal existem os programas &ldquo;N&atilde;o fumar &eacute; o que est&aacute; a dar&rdquo; (Precioso, 1999), dirigido a alunos do 7&ordm; ano de escolaridade, &ldquo;Querer &eacute; Poder I&rdquo; (Vit&oacute;ria, Raposo, &amp; Peixoto, 2000) e &ldquo;Querer &eacute; Poder II&rdquo; (Vit&oacute;ria, Raposo, &amp; Peixoto, 2001), destinados a jovens dos 12 aos 14 anos. Apesar de terem demonstrado efic&aacute;cia (Precioso, 2001; Vit&oacute;ria, Silva, &amp; De Vries, 2011), estes programas foram desenvolvidos sem um conhecimento aprofundado dos determinantes do consumo em fun&ccedil;&atilde;o do sexo. Foi por isso importante melhorar e modernizar os programas existentes em Portugal, tendo em conta as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero, e avaliar o seu impacte a curto prazo.</p>     <p>O programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; &eacute; um programa multidisciplinar de preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo, que tem como objetivos melhorar os conhecimentos e modificar cren&ccedil;as sobre o tabagismo, bem como diminuir o consumo de tabaco e a inicia&ccedil;&atilde;o, a experimenta&ccedil;&atilde;o e a inten&ccedil;&atilde;o de vir a fumar, reduzindo a sobrestima da preval&ecirc;ncia do consumo de tabaco (Precioso et al., 2014). Foi concebido com base em programas j&aacute; existentes e adaptado a alunos do 9&ordm; ano do ensino b&aacute;sico, em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, sendo constitu&iacute;do por uma componente informativa e uma componente de compet&ecirc;ncias sociais, incluindo estrat&eacute;gias de redu&ccedil;&atilde;o dos fatores de risco individuais e microssociais, promovendo fatores protetores, como a fam&iacute;lia e a escola, pela relev&acirc;ncia que estes elementos t&ecirc;m no processo de socializa&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o dos jovens.</p>     <p>A literatura sobre programas educativos revela que estes se baseiam em teorias e modelos orientados para a compreens&atilde;o dos comportamentos, sendo estes o resultado da inten&ccedil;&atilde;o comportamental. Segundo a Teoria da A&ccedil;&atilde;o Racional, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; mensurada pelas atitudes relativas a uma a&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica e pelas normas subjetivas (Fishbein, &amp; Ajzen, 1975). A atitude relativamente a um comportamento &eacute; influenciada pelas cren&ccedil;as sobre as consequ&ecirc;ncias do ato e pela perce&ccedil;&atilde;o que a pessoa tem dessas consequ&ecirc;ncias. Assim, os adolescentes podem apresentar posturas distintas relativamente ao comportamento de fumar de acordo com a perce&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m sobre as consequ&ecirc;ncias desse ato em termos individuais, familiares e sociais. O modelo da A&ccedil;&atilde;o Racional tem fortes implica&ccedil;&otilde;es no desenho de programas de preven&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco, sendo suposto que a promo&ccedil;&atilde;o de atitudes favor&aacute;veis a n&atilde;o fumar e o desenvolvimento de uma norma subjetiva desfavor&aacute;vel ao consumo de tabaco possam ter um elevado efeito preventivo (Precioso, 2001).</p>     <p>Este programa prop&otilde;e-se potenciar que os alunos adquiram conhecimentos sobre as consequ&ecirc;ncias do consumo de tabaco no organismo e na sa&uacute;de, obtenham compet&ecirc;ncias para contrariar a sobrestima sobre o h&aacute;bito de fumar, experimentem situa&ccedil;&otilde;es de treino para desenvolver capacidades de recusa de tabaco e desenvolvam estrat&eacute;gias para ajudar os colegas a deixar de fumar. Considerando a influ&ecirc;ncia de fumar nos projetos de vida, pretende-se tamb&eacute;m que os alunos tomem uma decis&atilde;o assertiva face ao comportamento de fumar para al&eacute;m de tomarem consci&ecirc;ncia dos custos associados &agrave; compra de tabaco. O programa aborda tamb&eacute;m os problemas associados &agrave; exposi&ccedil;&atilde;o ao Fumo Ambiental do Tabaco e prop&otilde;e aos alunos a assinatura de um contrato de &ldquo;Promessa de uma vida livre de fumo&rdquo;, comprometendo-os a n&atilde;o fumar no futuro. O programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; foi desenhado para ser aplicado em contexto escolar, na sala de aula.</p>     <p>Este estudo tem como objetivo avaliar a efic&aacute;cia do programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; na melhoria dos conhecimentos e cren&ccedil;as sobre tabagismo, na experimenta&ccedil;&atilde;o e inten&ccedil;&atilde;o de vir a fumar, na inicia&ccedil;&atilde;o e no consumo de tabaco em jovens escolarizados, a frequentar o 9&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico, por sexo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra deste estudo &eacute; constitu&iacute;da por 330 alunos do 9&ordm; ano do Ensino B&aacute;sico, repartidos por um grupo experimental (n=159) e um grupo de controlo (n=171), realizado no ano letivo de 2014/2015. O grupo experimental era constitu&iacute;do por alunos de oito turmas pertencentes a dois agrupamentos de escolas do distrito de Braga (Agrupamento S&aacute; de Miranda e Agrupamento de Vila Verde), sendo composto por 72 alunos do sexo masculino e 87 do sexo feminino, com idade m&eacute;dia de 14,6 anos. O grupo de controlo era constitu&iacute;do por oito turmas de dois agrupamentos de escolas do distrito de Braga (Agrupamento D. Maria II e Agrupamento de P&oacute;voa de Lanhoso), sendo composto por 91 alunos do sexo masculino e 80 do sexo feminino, com idade m&eacute;dia de 14,7 anos. O n&iacute;vel socioecon&oacute;mico dos alunos em ambos os grupos era semelhante. A sele&ccedil;&atilde;o das escolas foi feita por conveni&ecirc;ncia, atrav&eacute;s de um convite efetuado pelos investigadores aos Diretores dos respetivos agrupamentos. Os alunos de ambos os grupos tiveram autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos Encarregados de Educa&ccedil;&atilde;o para a participa&ccedil;&atilde;o no estudo. Foi atribu&iacute;do um c&oacute;digo a cada participante, permitindo efetuar o seu emparelhamento entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p><i> </i>Aplicou-se um question&aacute;rio de autopreenchimento an&oacute;nimo constru&iacute;do com base em instrumentos j&aacute; validados e utilizados em outros estudos sobre comportamento tab&aacute;gico (Precioso, 2001; Currie, Hurrelmann, &amp; Settertobulte, 2000, 2004; Currie, Gabhainn, &amp; Godeau, 2008; Currie et al., 2012; Inchley et al., 2016; Precioso, &amp; Catarina, 2014). </p>     <p>O question&aacute;rio era constitu&iacute;do por 23 quest&otilde;es de resposta m&uacute;ltipla que avaliavam: vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (idade, sexo, local de resid&ecirc;ncia, tipo de agregado familiar, escolaridade dos pais e n&iacute;vel socioecon&oacute;mico), experimenta&ccedil;&atilde;o, inten&ccedil;&atilde;o de experimenta&ccedil;&atilde;o, consumo, inicia&ccedil;&atilde;o, depend&ecirc;ncia, cessa&ccedil;&atilde;o, inten&ccedil;&atilde;o de cessa&ccedil;&atilde;o, exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo ambiental do tabaco (FAT) e exposi&ccedil;&atilde;o no domic&iacute;lio, norma subjetiva sobre o consumo de tabaco, abordagem sobre os malef&iacute;cios do tabaco, capacidade de recusa, conhecimentos, ocupa&ccedil;&atilde;o de tempos livres, sentimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escola, inten&ccedil;&atilde;o de saber mais sobre o tabaco, cren&ccedil;as sobre o tabagismo e a frequ&ecirc;ncia de assuntos relacionados com tabaco. </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Ap&oacute;s autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via da Dire&ccedil;&atilde;o-Geral de Inova&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Curricular do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e dos respetivos Diretores dos Agrupamentos para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo, foram contactados os professores coordenadores de Educa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de dos estabelecimentos de ensino e fornecidas indica&ccedil;&otilde;es para homogeneizar a implementa&ccedil;&atilde;o do Programa. Foram selecionadas aleatoriamente em cada escola quatro turmas de 9&ordm; ano. Nas escolas do grupo experimental foi implementado o programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; por professores que receberam forma&ccedil;&atilde;o especializada para o efeito, na qual foram explicitados os objetivos do programa, estrutura, metodologia, resultados esperados e materiais necess&aacute;rios para a interven&ccedil;&atilde;o, de forma a aplicarem a interven&ccedil;&atilde;o com sucesso. Essa forma&ccedil;&atilde;o foi ministrada por formadores certificados e acreditada pelo Conselho Cient&iacute;fico Pedag&oacute;gico da Forma&ccedil;&atilde;o Cont&iacute;nua da Universidade do Minho, num curso de 25 horas. Ap&oacute;s obten&ccedil;&atilde;o da autoriza&ccedil;&atilde;o dos Encarregados de Educa&ccedil;&atilde;o, os question&aacute;rios foram aplicados pelos Diretores de Turma ou pela bolseira do projeto de investiga&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>Este estudo englobou um grupo experimental, no qual a investiga&ccedil;&atilde;o decorreu em tr&ecirc;s momentos distintos (pr&eacute;-teste, interven&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-teste) e um grupo de controlo que participou em dois momentos (pr&eacute;-teste e p&oacute;s-teste). O primeiro momento (pr&eacute;-teste), comum aos dois grupos e realizado no primeiro per&iacute;odo do ano letivo, consistiu na aplica&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio constru&iacute;do para o efeito. O segundo momento, que apenas ocorreu no grupo experimental, consistiu na implementa&ccedil;&atilde;o do programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo;, pelos professores das disciplinas envolvidas, em contexto de sala de aula, durante o primeiro, segundo e terceiro per&iacute;odo. No final do terceiro per&iacute;odo, foi aplicado o mesmo question&aacute;rio (p&oacute;s-teste) utilizado no primeiro momento, em ambos os grupos, com o intuito de comparar os dois grupos entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste e avaliar a efic&aacute;cia do programa na preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo.</p>     <p><i>Interven&ccedil;&atilde;o</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; &eacute; um programa de preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo destinado a melhorar os conhecimentos e a modificar cren&ccedil;as sobre tabagismo, diminuir o consumo de tabaco e retardar a inicia&ccedil;&atilde;o, bem como evitar a experimenta&ccedil;&atilde;o e minorar a inten&ccedil;&atilde;o de vir a experimentar fumar tabaco, reduzindo a sobrestima sobre o comportamento de fumar. &Eacute; direcionado a alunos do 3&ordm; ciclo do Ensino B&aacute;sico e foi desenhado para ser aplicado em sala de aula, pelos professores das disciplinas envolvidas. &Eacute; constitu&iacute;do por catorze sess&otilde;es (<a href="#f1">figura 1</a>), segmentadas em: 1) Efeitos do consumo de tabaco na sa&uacute;de; 2) Efeitos do consumo de tabaco na apar&ecirc;ncia e no organismo; 3) Composi&ccedil;&atilde;o do fumo do tabaco; 4) Problemas associados com a exposi&ccedil;&atilde;o ao fumo do tabaco; 5) Vantagens de n&atilde;o fumar para a mulher; 6) Fumar ainda estar&aacute; na moda?; 7) C&aacute;lculo do gasto com a compra de tabaco; 8) O tabaco e o exerc&iacute;cio f&iacute;sico; 9) Estilos de comunica&ccedil;&atilde;o; 10) Fatores associados ao consumo de tabaco; 11) Ajudar os colegas a deixar de fumar; 12) Influ&ecirc;ncia de fumar na concretiza&ccedil;&atilde;o dos projetos de vida; 13) Formar uma opini&atilde;o e tomar uma decis&atilde;o sobre o comportamento de fumar; 14) Assinatura da declara&ccedil;&atilde;o &ldquo;Promessa de uma vida livre de fumo&rdquo;.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>Para testar as associa&ccedil;&otilde;es entre os grupos experimental e de controlo, em cada momento, foi utilizado o Teste de Qui-Quadrado da Independ&ecirc;ncia, na compara&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-teste com o p&oacute;s-teste, recorreu-se ao Teste de McNemar. A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada com recurso ao IBM SPSS Statistics 24.</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p><i>Conhecimentos sobre tabagismo</i></p>     <p>Na an&aacute;lise dos conhecimentos sobre tabagismo (<a href="#q1">quadro 1</a>), definiu-se como conhecimento adequado os alunos considerarem &ldquo;prejudicial&rdquo; ou &ldquo;muito prejudicial&rdquo; um determinado efeito do tabaco no organismo, por oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s op&ccedil;&otilde;es de resposta &ldquo;nada prejudicial&rdquo; e &ldquo;pouco prejudicial&rdquo;. As percentagens apresentadas referem-se aos participantes que apresentaram conhecimentos adequados.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Globalmente, os alunos do grupo experimental apresentaram melhorias entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste em ambos os sexos, comparativamente ao grupo de controlo. Constatou-se que a totalidade dos rapazes e raparigas do grupo experimental, no p&oacute;s-teste, tinham a perce&ccedil;&atilde;o de que o consumo de tabaco &eacute; prejudicial ou muito prejudicial para os pulm&otilde;es e sa&uacute;de em geral. Constatou-se ainda que, no grupo experimental, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, houve um aumento estatisticamente significativo do conhecimento sobre os efeitos do tabagismo na sexualidade, tanto nos rapazes (de 70,4% para 93,1%; p&lt;0,001) como nas raparigas (de 53,6% para 97,7%; p&lt;0,001), e na pele, tanto nos rapazes (de 66,2% para 94,4%; p&lt;0,001) como nas raparigas (de 85,1% para 98,9%; p=0,001). Analisando por sexo, verificou-se um aumento estatisticamente significativo, no grupo experimental, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, da percentagem de rapazes com a percep&ccedil;&atilde;o de que o consumo de tabaco &eacute; prejudicial ou muito prejudicial para o cora&ccedil;&atilde;o (de 93,0% para 100%; p=0,028) e que afeta a capacidade de fazer desporto (de 93,0% para 100%; p=0,028).</p>     <p><i>Cren&ccedil;as sobre tabagismo</i></p>     <p>Entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste registaram-se, no grupo experimental, mudan&ccedil;as positivas em algumas cren&ccedil;as. A mudan&ccedil;a positiva consistiu no aumento da discord&acirc;ncia (<a href="#q2">quadro 2</a>) ou concord&acirc;ncia (<a href="#q3">quadro 3</a>) com uma determinada cren&ccedil;a, comparando a mudan&ccedil;a positiva versus n&atilde;o mudan&ccedil;a. Verificou-se um aumento da percentagem de alunos a discordar das seguintes afirma&ccedil;&otilde;es: &ldquo;Fumar &eacute; bom para emagrecer&rdquo;, tanto em rapazes (de 42,3% para 70,8%; p=0,001) como em raparigas (54,0% para 77,0%; p=0,002); &ldquo;O tabaco ajuda a acalmar&rdquo;, tanto em rapazes (de 14,1% para 58,3%; p&lt;0,001) como em raparigas (de 32,2% para 65,1%; p&lt;0,001) e &ldquo;Fumar alivia a tristeza&rdquo;, tanto em rapazes (de 25,4% para 45,8%; p=0,014) como em raparigas (de 42,5% para 66,7%; p=0,002). Analisando por sexo, verificou-se nas raparigas um aumento da discord&acirc;ncia, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, das cren&ccedil;as &ldquo;A maioria dos adultos fuma&rdquo; (de 16,1% para 35,6%; p=0,005); &ldquo;Os fumadores t&ecirc;m mais amigos&rdquo; (de 62,4% para 78,2% p=0,030) e &ldquo;A maioria dos jovens fuma&rdquo; (de 17,2% para 33,7%; p=0,015). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Analisando a concord&acirc;ncia como mudan&ccedil;a positiva (<a href="#q3">quadro 3</a>), verificou-se um aumento estatisticamente significativo entre os rapazes do grupo experimental, do pr&eacute; para o p&oacute;s-teste, nas cren&ccedil;as &ldquo;Quem fuma tem uma pele envelhecida&rdquo; (de 62,5% para 83,4%; p=0,008) e &ldquo;As raparigas s&atilde;o mais sens&iacute;veis ao fumo do tabaco&rdquo; (de 16,7% para 34,7%; <i>p</i>=0,021).</p>     <p><i>Experimenta&ccedil;&atilde;o de tabaco</i></p>     <p>Entre os adolescentes que n&atilde;o tinham experimentado fumar tabaco no pr&eacute;-teste, constatou-se que 23,1% dos rapazes e 20,8% das raparigas do grupo de controlo declararam ter experimentado fumar no p&oacute;s-teste, enquanto que no grupo experimental esta percentagem foi significativamente menor: 6,7% nos rapazes e 5,0% nas raparigas; p=0,026 e p=0,011, respetivamente (<a href="#q4">quadro 4</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar tabaco</i></p>     <p>Quanto &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar tabaco no m&ecirc;s seguinte verificou-se que, no p&oacute;s-teste, 23,3% das raparigas do grupo de controlo tencionavam experimentar no m&ecirc;s seguinte, enquanto que no grupo experimental apenas 6,8% tinham essa inten&ccedil;&atilde;o. Nos rapazes, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia desta inten&ccedil;&atilde;o no grupo experimental, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, de 18,6% para 15,9% (sim ou talvez), acontecendo o contr&aacute;rio no grupo de controlo, onde se registou um aumento (de 8,4% para 11,9%), ainda que estas diferen&ccedil;as n&atilde;o sejam estatisticamente significativas (<a href="#q5">quadro 5</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q5.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>No que se refere &agrave; inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar tabaco no ano seguinte (<a href="#q6">quadro 6</a>), ainda que sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, verificou-se uma subida no grupo de controlo, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, de 22,4% para 28,2% (sim ou talvez), enquanto no grupo experimental se registou uma ligeira descida de 18,0% para 17,5%. Esta inten&ccedil;&atilde;o &eacute; menos acentuada nas raparigas, tendo-se verificado uma diminui&ccedil;&atilde;o no grupo experimental, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, de 14,0% para 10,2% (sim ou talvez), acontecendo o contr&aacute;rio no grupo de controlo, onde se registou um aumento da preval&ecirc;ncia de alunas que tencionam vir a fumar de 31,4% para 37,2%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p>Entre os adolescentes que nunca experimentaram fumar, ainda que os resultados n&atilde;o atinjam signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, verificou-se no grupo experimental, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, uma ligeira subida da preval&ecirc;ncia de rapazes a reportar a inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar antes dos 18 anos, de 32,5% para 34,0% (sim ou talvez), enquanto nas raparigas se registou uma descida de 24,6% para 22,0% (<a href="#q7">quadro 7</a>). O mesmo se verificou nos rapazes do grupo de controlo, havendo um aumento da inten&ccedil;&atilde;o de experimenta&ccedil;&atilde;o de 26,5% para 31,0% (sim ou talvez), enquanto nas raparigas se registou uma descida de 54,0% para 39,6%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p></p>     <p>Ainda que sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, a preval&ecirc;ncia de alunos que t&ecirc;m a inten&ccedil;&atilde;o de experimentar fumar depois dos 18 anos, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, diminuiu nas raparigas em ambos os grupos de 34,5% para 33,4% (sim ou talvez), no grupo experimental e de 62,7% para 58,1% no grupo de controlo e aumentou nos rapazes do grupo de controlo (de 42,0% para 45,5%) (<a href="#q8">quadro 8</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q8"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><i>Inicia&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco</i></p>     <p>Analisando a inicia&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco (<a href="#q9">quadro 9</a>), verificou-se que 9,4% dos alunos do grupo de controlo iniciaram o consumo de tabaco entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste, enquanto no grupo experimental apenas 2,1% o fizeram (p=0,011). Analisando por sexo, verificou-se que 9,0% dos rapazes do grupo de controlo iniciaram o consumo de tabaco, enquanto que no grupo experimental iniciaram apenas 3,3%. Nas raparigas, 9,9% do grupo de controlo reportaram ter iniciado o consumo de tabaco no p&oacute;s-teste, enquanto no grupo experimental apenas 1,2% o fizeram (p=0,007). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q9"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q9.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><i>Consumo de tabaco</i></p>     <p>Verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco no grupo experimental, ainda que sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste de 6,9% para 5,7% (ocasional e regular), enquanto no grupo de controlo se registou um aumento de 11,1% para 17,6% (<a href="#q10">quadro 10</a>). No que diz respeito aos rapazes, verificou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o do consumo no grupo experimental, sem signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, entre o pr&eacute; e o p&oacute;s-teste de 9,9% para 5,6% (ocasional e regular), enquanto no grupo de controlo ocorreu um aumento de 13,2% para 18,7%. Nas raparigas, constatou-se um aumento ligeiro do consumo no grupo experimental, de 4,5% para 5,7% (ocasional e regular), enquanto no grupo de controlo ocorreu um aumento de 8,8% para 16,3%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q10"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a14q10.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p><b>&nbsp;</b><b> </b>O programa &quot;SmokeOut-II&rdquo; revelou efic&aacute;cia na melhoria dos conhecimentos e na mudan&ccedil;a positiva de algumas cren&ccedil;as sobre o tabagismo. Esta associa&ccedil;&atilde;o foi j&aacute; encontrada em outros programas de preven&ccedil;&atilde;o que mostraram uma melhoria do comportamento relativo ao tabagismo na sequ&ecirc;ncia do investimento nos conhecimentos dos alunos (N&#259;d&#259;&#351;an et al., 2015; Kanicka et al., 2013a). Al&eacute;m disso, verificou-se uma redu&ccedil;&atilde;o na experimenta&ccedil;&atilde;o e na inten&ccedil;&atilde;o de vir a experimentar fumar tabaco, em ambos os sexos, bem como uma diminui&ccedil;&atilde;o da preval&ecirc;ncia do consumo regular de tabaco, a curto prazo. O programa parece ter contribu&iacute;do para que os alunos do grupo experimental adquirissem maior consci&ecirc;ncia de que fumar tem consequ&ecirc;ncias graves no organismo e na sa&uacute;de, a curto e m&eacute;dio prazo, bem como na apar&ecirc;ncia dos fumadores. Os alunos sujeitos &agrave; interven&ccedil;&atilde;o do programa percecionaram que o consumo de tabaco n&atilde;o &eacute; um meio saud&aacute;vel e eficaz para emagrecer ou para acalmar estados de ansiedade, e que as consequ&ecirc;ncias de fumar e/ou estar exposto ao fumo ambiental do tabaco s&atilde;o extremamente nefastas &agrave; sa&uacute;de e prejudicam o ambiente. Estudos com adolescentes mostraram que interven&ccedil;&otilde;es que tiveram como prop&oacute;sito aumentar o n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o sobre as consequ&ecirc;ncias negativas de um comportamento tiveram um efeito positivo no evitamento futuro desse comportamento por parte dos jovens (M&uuml;ller-Riemenschneider et al., 2008; Vit&oacute;ria et al., 2011; Kanicka, Poniatowski, &amp; Szpak, 2013b).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O programa parece tamb&eacute;m ter tido um efeito protetor relativamente &agrave; inicia&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco nas raparigas, salientando-se a diminui&ccedil;&atilde;o do consumo regular nos rapazes, para al&eacute;m de promover perspicuidade na perce&ccedil;&atilde;o de que a maioria dos jovens n&atilde;o fuma e que fumar n&atilde;o est&aacute; na moda, bem como a tomada de consci&ecirc;ncia dos custos associados &agrave; compra de tabaco. Assim, o Programa &ldquo;SmokeOut-II&rdquo; constitui uma ferramenta importante para trabalhar a tem&aacute;tica do tabagismo em contexto escolar, disponibilizando materiais variados e adaptados ao curr&iacute;culo, sendo um recurso facilitador, transversal e multidisciplinar que envolve a escola, a fam&iacute;lia, a comunidade e a sociedade, evidenciando efic&aacute;cia na preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo. </p>     <p>Contudo, este estudo apresenta limita&ccedil;&otilde;es que devem ser discutidas: o reduzido tamanho da amostra e o facto de os dados serem provenientes apenas de uma regi&atilde;o (um distrito do Norte de Portugal) implica prud&ecirc;ncia quanto &agrave; generaliza&ccedil;&atilde;o de dados. Uma amostra maior permitiria an&aacute;lises estat&iacute;sticas com maior poder estat&iacute;stico. Seria importante desenvolver mais estudos implementando este programa em escolas inseridas em diferentes bairros socioecon&oacute;micos e diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s.</p>     <p>&Eacute; necess&aacute;rio investigar se estes resultados persistem no tempo para avaliar a efic&aacute;cia do programa a longo prazo. Se for demonstrada a sua efetividade, a sua implementa&ccedil;&atilde;o a n&iacute;vel nacional nas escolas do Ensino B&aacute;sico dever&aacute; ser incentivada, de forma a promover uma interven&ccedil;&atilde;o preventiva global do consumo de tabaco em adolescentes.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Andersen, A., Kr&oslash;lner, R., Bast, L.S., Thygesen, L. C., &amp; Due, P. (2015). Effects of the X:IT smoking intervention: a school-based cluster randomized trial<i>. </i><i>International Journal of Epidemiology</i>, 44, 1900-1908. doi:10.1093/ije/dyv145&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555597&pid=S1645-0086201800020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Currie, C., Gabhainn, S., Godeau, E., Roberts, C., Smith, R., Currie, D., … Barnekow, V. (2008). <i>Inequalities in young people's health. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC): international report from the 2005/2006 survey</i>. Edinburgh: HBSC International Coordinating Centre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555598&pid=S1645-0086201800020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Currie, C., Hurrelmann, K., Settertobulte, W., Smith, R., &amp; Todd, J. (2000). <i>Health and Health Behaviour among Young People. Study: International report from the 1997/1998 survey</i>. Copenhagen: World Health Organization Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555600&pid=S1645-0086201800020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Currie, C., Hurrelmann, K., Settertobulte, W., Smith, R., &amp; Todd, J. (2004). <i>Young People's health in context. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC). Study: International report from the 2001/2002 survey</i>. Copenhagen: World Health Organization Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555602&pid=S1645-0086201800020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Currie, C., Zanotti, C., Morgan, A., Currie, M.L., Roberts, C., Samdal, O., Smith, O.R.F., &amp; Barnekow, V. (2012). <i>Social determinants of health and well-being among young people. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC). Study: International report from the 2009/2010 survey</i>. Copenhagen: World Health Organization Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555604&pid=S1645-0086201800020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fishbein, M., &amp; Ajzen, I. (1975).&nbsp;<i>Belief, Attitude, Intention, and Behavior: An Introduction to Theory and Research</i>. Reading, MA: Addison-Wesley.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555606&pid=S1645-0086201800020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Inchley, J., Currie, D., Young, T., Samdal, O., Torsheim, T., Augustson, L., Mathison, F., Aleman-Diaz, A., Molcho, M., Webwe, M., &amp; Barnekow, V. (2016). <i>Growing up unequal: gender and socioeconomic differences in young people's health and well-being. Health Behaviour in School-aged Children (HBSC) study: international report from the 2013/2014 survey</i>. Copenhagen, World Health Organization Regional Office for Europe.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555608&pid=S1645-0086201800020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kanicka, M., Poniatowski, B., Szpak, A., &amp; Owoc, A. (2013a). Differences in the effects of anti-tobacco health education programme in the areas of knowledge, attitude and behaviour, with respect to nicotinism among boys and girls. Annals of Agricultural and Environmental Medicine, 20(1), 173-177.</p>     <p>Kanicka, M., Poniatowski, B., Szpak, A., &amp; Owoc, A. (2013b). Effect of an anti-tobacco programme of health education on changes in health behaviours among junior high school adolescents in Bia&#322;ystok, Poland. Annals of Agricultural and Environmental Medicine, 20(1), 167-172.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Mercken, L. Moore, L., Crone, M.R., De Vries, H., De Bourdeaudhuij, I., Lien, N., Fagiano, F., Vit&oacute;ria, P.D., &amp; Van Lenthe, F.J. (2012). The effectiveness of school-based smoking prevention interventions among low and high SES European teenagers. <i>Health Education Research</i>, 27(3), 459-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555612&pid=S1645-0086201800020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>M&uuml;ller-Riemenschneider, F., Bockelbrink, A., Reinhold, T., Rasch, A., Greiner, W., &amp; Willich, S.N. (2008). Long-term effectiveness of behavioural interventions to prevent smoking among children and youth. <i>Tobacco Control</i>, 17, 301-312. doi:10.1136/tc.2007.024281&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555614&pid=S1645-0086201800020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>N&#259;d&#259;&#351;an, V.,&nbsp;Chirv&#259;su&#355;&#259;, R.,&nbsp;&Aacute;br&aacute;m, Z., &amp;&nbsp;Mih&#259;icu&#355;&#259;, &#350;. (2015). Types of Interventions for Smoking Prevention and Cessation in Children and Adolescents. <i>Pneumologia, </i>64(3), 58-62.</p>     <!-- ref --><p>Precioso, J. (1999). <i>N&atilde;o fumar &eacute; o que est&aacute; a dar</i>. Lisboa: Instituto de Inova&ccedil;&atilde;o Educacional.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555616&pid=S1645-0086201800020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Precioso, J. (2001). <i>Educa&ccedil;&atilde;o para a preven&ccedil;&atilde;o do comportamento de fumar. Avalia&ccedil;&atilde;o de uma interven&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica no 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico</i> (tese de doutoramento). Universidade do Minho, Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555618&pid=S1645-0086201800020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Precioso, J., &amp; Samorinha, C. (2014). <i>Fatores associados com o consumo de tabaco em jovens escolarizados portugueses, por sexo: Pensar e agir, global, local e sistematicamente contra o tabaco</i> (Relat&oacute;rio de investiga&ccedil;&atilde;o). Braga: Associa&ccedil;&atilde;o para a Preven&ccedil;&atilde;o e Tratamento do Tabagismo de Braga. Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a - Universidade do Minho.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555620&pid=S1645-0086201800020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Precioso, J., Reis, MF., Sousa, I., Samorinha, C., Sousa, C., Correia, C., Antunes, H., Macedo, M., &amp; Machado, J. (2014). <i>SmokeOut II (3&ordm; ciclo). Programa de Preven&ccedil;&atilde;o do Consumo de Tabaco.</i> Braga: Associa&ccedil;&atilde;o para a Preven&ccedil;&atilde;o e Tratamento do Tabagismo de Braga (APTTB) &amp; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a - Universidade do Minho (CIEC).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555622&pid=S1645-0086201800020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Precioso, J., Samorinha, C., &amp; Macedo, M. (2016). A preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo em meio escolar: teoria e pr&aacute;tica. In: J. A. Garcia del Castillo &amp; P. C. Dias (Eds.), <i>Estudos sobre o Tabaco: Contributos para a Pr&aacute;tica </i>(pp.83-107). Braga: Axioma - Publica&ccedil;&otilde;es da Faculdade de Filosofia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555624&pid=S1645-0086201800020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Thomas, R.E., McLellan, J., &amp; Perera, R. (2013). School-based programmes for preventing smoking. <i>Cochrane Database of Systematic Reviews</i>, Issue 4. Art. No.: CD001293. doi: 10.1002/14651858.CD001293.pub3</p>     <!-- ref --><p>U.S. Department of Health and Human Services [USDHHS], Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health. (2012). <i>Preventing tobacco use among youth and young adults: A report of the Surgeon General. </i>Acedido a 28 de janeiro, 2018, em <a href="http://www.surgeongeneral.gov/library/reports/preventing-youth-tobacco-use/full-report" target="_blank">http://www.surgeongeneral.gov/library/reports/preventing-youth-tobacco-use/full-report</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555627&pid=S1645-0086201800020001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>U.S. Department of Health and Human Services [USDHHS]. Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health. (2014). <i>The Health Consequences of Smoking: 50 Years of Progress. A Report of the Surgeon General.</i> Atlanta, GA: U.S. Department of Health and Human Services, Centers for Disease Control and Prevention, National Center for Chronic Disease Prevention and Health Promotion, Office on Smoking and Health.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555628&pid=S1645-0086201800020001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vit&oacute;ria, P., Raposo, C., Peixoto, F. Carvalho, A., &amp; Clemente, M. (2001). <i>&ldquo;Querer &eacute; poder II&rdquo; - Programa de Preven&ccedil;&atilde;o do Tabagismo para o 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico - Manual do professor</i>. Lisboa: Conselho de Preven&ccedil;&atilde;o do Tabagismo, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </p>     <p>Vit&oacute;ria, P., Raposo, C., Peixoto, F., &amp; Clemente, M. (2000). <i>&ldquo;Querer &eacute; Poder I&rdquo; - Programa de Preven&ccedil;&atilde;o do Tabagismo para o 3&ordm; Ciclo do Ensino B&aacute;sico - Manual do Professor</i>. Lisboa: Conselho de Preven&ccedil;&atilde;o do Tabagismo, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Vit&oacute;ria, P., Silva, S., &amp; De Vries, H. (2011). Avalia&ccedil;&atilde;o longitudinal de um programa de preven&ccedil;&atilde;o do tabagismo para adolescentes. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica, 45(2), 343-354.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555632&pid=S1645-0086201800020001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>World Health Organization. (2017). WHO report on the global tobacco epidemic, 2017: monitoring tobacco use and prevention policies. Geneva: World Health Organization.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=555634&pid=S1645-0086201800020001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b></p>     <p>A autora agradece o tratamento estat&iacute;stico dos dados pelo Professor Doutor Jos&eacute; Cunha Machado e o contributo na revis&atilde;o cient&iacute;fica do manuscrito ao Professor Doutor Jos&eacute; Precioso e &agrave; Doutora Catarina Samorinha, bem como a disponibilidade de todos os participantes no estudo.</p>     <p><b>Financiamento</b></p>     <p>Este trabalho foi financiado por Fundos Nacionais atrav&eacute;s da FCT (Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e a Tecnologia), pela Bolsa de Doutoramento SFRH/BD/125425/2016 e cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) atrav&eacute;s do COMPETE 2020 - Programa Operacional Competitividade e Internacionaliza&ccedil;&atilde;o (POCI) no &acirc;mbito do CIEC (Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Estudos da Crian&ccedil;a da Universidade do Minho) com a refer&ecirc;ncia POCI-01-0145-FEDER-007562.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido em 14 de Mar&ccedil;o de 2018 / Aceite em 24 de Maio de 2018</p>      ]]></body><back>
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