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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hipertensão arterial e cuidados com a saúde: concepções de homens e mulheres]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The arterial hypertension is an illness linked to lifestyle, reasons of ambient and behavioral patterns. Show chronic and asymptomatic process, with multiple factors of complex risk having your control necessary to prevention or reduction of complications. The goal of this research was to analyze accounts of men and woman suffering from high blood pressure about the health- disease and disease prevention. Had participate this research 40 carrier disease of arterial hypertension, 20 men and 20 women, patients of private health service. All participants were inserting in a group of health education. The way used was structured interviews, with opened and closed questions that include aspects about arterial hypertension. The reviews were made by analysis of content and statistical tests. The results showed how was established the history of hypertension and what was the definition about hypertension by participants, were described the process of causality and prevention, the behaviors displayed after diagnosed, the connection with the service and professionals of health system. Was note that participants had knowledge about factors of risk to increase of pressure and the behaviors required to control showing that action of prevention was focused in practice of life. Intend that others researches can be thought from the question did in this study, trying to expand the understanding about of processes of health, diseasing of carrier disease of arterial hypertension and giving support to education practices in health more effectives and integrative.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Hipertens&atilde;o arterial e cuidados com a sa&uacute;de: concep&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres</b></font></p>     <p><font size="4"><b>Arterial hypertension and health care: conceptions of men and woman</b></font></p>     <p><b>Mariana Girotto Carvalho da Silva<sup>1</sup>, Thiago da Silva Domingos<sup>2</sup>, Sandro Caramaschi<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia, Faculdade de Ci&ecirc;ncias, Universidade Estadual Paulista &ldquo;J&uacute;lio de Mesquita Filho&rdquo;, Bauru/SP, Brasil; <a href="mailto:marianagirotto@ig.com.br">marianagirotto@ig.com.br</a>, <a href="mailto:caramas@fc.unesp.br">caramas@fc.unesp.br</a></p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Enfermagem, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista &ldquo;J&uacute;lio de Mesquita Filho&rdquo;, Botucatu/SP, Brasil.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A hipertens&atilde;o arterial &eacute; uma doen&ccedil;a relacionada a estilos de vida, causas ambientais e padr&otilde;es comportamentais. Apresenta curso cr&ocirc;nico e assintom&aacute;tico, com m&uacute;ltiplos fatores de risco, sendo seu controle necess&aacute;rio para a preven&ccedil;&atilde;o ou redu&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es. O objetivo dessa pesquisa foi analisar os relatos de homens e mulheres portadores de hipertens&atilde;o arterial acerca do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a e preven&ccedil;&atilde;o de agravos. Participaram da pesquisa 40 portadores de hipertens&atilde;o arterial, 20 homens e 20 mulheres, usu&aacute;rios de um servi&ccedil;o de sa&uacute;de privada. Todos os participantes estavam inseridos em grupos de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. O instrumento utilizado foi uma entrevista estruturada, cujas perguntas abrangiam aspectos relacionados &agrave; hipertens&atilde;o arterial. As an&aacute;lises foram feitas por meio de an&aacute;lise de conte&uacute;do e testes estat&iacute;sticos. Os resultados apontaram como se constituiu a hist&oacute;ria da hipertens&atilde;o e sua defini&ccedil;&atilde;o pelos participantes, foram descritos os processos de causalidade e preven&ccedil;&atilde;o, os comportamentos adotados a partir do diagn&oacute;stico, o v&iacute;nculo com o servi&ccedil;o e com profissionais de sa&uacute;de. De modo geral, o car&aacute;ter assintom&aacute;tico e imprevis&iacute;vel da hipertens&atilde;o arterial foi ressaltado. Observou-se que os participantes possu&iacute;am conhecimentos sobre fatores de risco para o aumento da press&atilde;o arterial e sobre os comportamentos necess&aacute;rios ao seu controle demonstrando que as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o estavam centralizadas em pr&aacute;ticas de vida. Espera-se que outras pesquisas possam ser pensadas a partir das quest&otilde;es levantadas, buscando ampliar a compress&atilde;o acerca dos processos de sa&uacute;de e adoecimento do portador de hipertens&atilde;o arterial e fornecer subs&iacute;dios para pr&aacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de mais efetivas e integradoras.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> hipertens&atilde;o, comportamentos de sa&uacute;de, concep&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The arterial hypertension is an illness linked to lifestyle, reasons of ambient and behavioral patterns. Show chronic and asymptomatic process, with multiple factors of complex risk having your control necessary to prevention or reduction of complications. The goal of this research was to analyze accounts of men and woman suffering from high blood pressure about the health- disease and disease prevention. Had participate this research 40 carrier disease of arterial hypertension, 20 men and 20 women, patients of private health service. All participants were inserting in a group of health education. The way used was structured interviews, with opened and closed questions that include aspects about arterial hypertension. The reviews were made by analysis of content and statistical tests. The results showed how was established the history of hypertension and what was the definition about hypertension by participants, were described the process of causality and prevention, the behaviors displayed after diagnosed, the connection with the service and professionals of health system. Was note that participants had knowledge about factors of risk to increase of pressure and the behaviors required to control showing that action of prevention was focused in practice of life. Intend that others researches can be thought from the question did in this study, trying to expand the understanding about of processes of health, diseasing of carrier disease of arterial hypertension and giving support to education practices in health more effectives and integrative.</p>     <p><b>Keywords:</b> hypertension, health behavior, conceptions of men and women</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Atualmente, as doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas s&atilde;o consideradas as maiores causas de morbimortalidade da popula&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento. In&uacute;meros fatores de risco est&atilde;o associados ao desenvolvimento desse grupo de doen&ccedil;as tais como fumo, sedentarismo, alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, dentre outros (Oliveira, Fagundes, Moreira, Trindade, &amp; Carvalho, 2010).</p>     <p>Nesse contexto, a hipertens&atilde;o arterial, condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica multifatorial caracterizada por n&iacute;veis press&oacute;ricos elevados e sustentados, &eacute; causa frequente de altera&ccedil;&otilde;es funcionais e/ou estruturais em &oacute;rg&atilde;os-alvo (cora&ccedil;&atilde;o, enc&eacute;falo, rins e vasos sangu&iacute;neos) e de altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e n&atilde;o fatais (Sociedade Brasileira de Cardiologia [SBC], Sociedade Brasileira de Hipertens&atilde;o [SBH], Sociedade Brasileira de Nefrologia [SBN], 2010).</p>     <p>No Brasil, 35% da popula&ccedil;&atilde;o acima de 40 anos &eacute; portadora de hipertens&atilde;o arterial, dessa forma, estima-se que 17 milh&otilde;es de pessoas sejam hipertensas (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de [MS], 2006). Al&eacute;m disso, seu aparecimento tem sido cada vez maior e mais precoce: aponta-se que cerca de 4% das crian&ccedil;as e adolescentes tamb&eacute;m sejam portadoras. J&aacute; entre os idosos brasileiros, pelo menos 65% s&atilde;o hipertensos e em sua maioria com eleva&ccedil;&atilde;o isolada ou predominante da press&atilde;o sist&oacute;lica, o que aumenta a press&atilde;o de pulso e mostra forte associa&ccedil;&atilde;o com eventos cardiovasculares (Sociedade Brasileira de Cardiologia [SBC], Sociedade Brasileira de Hipertens&atilde;o [SBH], Sociedade Brasileira de Nefrologia [SBN], 2006).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao contexto econ&ocirc;mico, as consequ&ecirc;ncias da hipertens&atilde;o arterial n&atilde;o tratada repercutem no &acirc;mbito microssocial sendo experienciadas em n&iacute;vel individual e/ou familiar dos estratos sociais mais baixos. J&aacute; no &acirc;mbito macrossocial, o impacto dos preju&iacute;zos econ&ocirc;micos tem repercuss&atilde;o direta nos &iacute;ndices de morbimortalidade, considerando-se o elevado &iacute;ndice de &oacute;bitos, hospitaliza&ccedil;&otilde;es e diversos graus de sequelas e complica&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas dos indiv&iacute;duos hipertensos (Lessa, 2001).</p>     <p>Al&eacute;m disso, a hipertens&atilde;o arterial &eacute; respons&aacute;vel por cerca de 40% das mortes por acidente vascular cerebral, por 25% das mortes por doen&ccedil;a arterial coronariana e, em combina&ccedil;&atilde;o com o diabetes mellitus, 50% dos casos de insufici&ecirc;ncia renal terminal (SBC, SBH, SBn, 2006). Dados mostram que, no Brasil, as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio foram respons&aacute;veis, no ano de 2005, por 28,2% do total dos &oacute;bitos. Entre estas, a doen&ccedil;a cerebrovascular foi a primeira causa, seguida pela doen&ccedil;a isqu&ecirc;mica do cora&ccedil;&atilde;o, com coeficientes de mortalidade de 48,9 e 46,1 por 100.000 habitantes, respectivamente (SBC, SBH, SBN, 2010).</p>     <p>O diagn&oacute;stico da hipertens&atilde;o arterial &eacute; considerado um complicador ao seu enfrentamento devido ao seu curso assintom&aacute;tico (SBC, SBH, SBn, 2006). Outro desafio para pacientes e profissionais da sa&uacute;de &eacute; o pr&oacute;prio tratamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas especialmente porque o desaparecimento de sintomas leva a pessoa adoecida a acreditar que a doen&ccedil;a foi curada (Guedes, Ara&uacute;jo, Lopes, Silva, Freitas, &amp; Almeida, 2011). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse contexto, ades&atilde;o ao tratamento da hipertens&atilde;o arterial &eacute; considerada um processo comportamental complexo e amplo influenciado por v&aacute;rios fatores dentre eles: pelo ambiente, por particularidades do pr&oacute;prio indiv&iacute;duo, pela rela&ccedil;&atilde;o com profissionais de sa&uacute;de que o assistem e pela terap&ecirc;utica adotada. Sendo assim perpassa por dimens&otilde;es biol&oacute;gicas, socioecon&ocirc;micas, psicol&oacute;gicas e culturais (World Health Organization [WHO], 2003; Pierin, Strelec &amp; Mion Jr., 2004; Pires &amp; Mussi, 2008; Figueiredo &amp; Asakura, 2010; Gusm&atilde;o &amp; Mion Jr., 2006).</p>     <p>Considerando o cen&aacute;rio mundial das doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas, em especial a hipertens&atilde;o arterial, e a import&acirc;ncia da ades&atilde;o ao tratamento objetivou-se compreender as concep&ccedil;&otilde;es de homens e mulheres portadores de hipertens&atilde;o arterial acerca do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a e preven&ccedil;&atilde;o de agravos.</p>     <p><b>M&Eacute;TODO</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram da pesquisa 40 usu&aacute;rios com o diagn&oacute;stico m&eacute;dico de hipertens&atilde;o arterial, sendo 20 homens e 20 mulheres, a proporcionalidade entre os sexos masculino e feminino dos participantes teve a finalidade de evitar tendenciosidade dos relatos condicionada pelo g&ecirc;nero. Utilizou-se a amostragem por conveni&ecirc;ncia para a sele&ccedil;&atilde;o dos participantes, reunidos pelo crit&eacute;rio da homogeneidade fundamental, entendida como a presen&ccedil;a de pelo menos uma caracter&iacute;stica ou vari&aacute;vel comum a todos os sujeitos da amostragem (Turato, 2003). Neste caso, o crit&eacute;rio espec&iacute;fico foi definido por estado de sa&uacute;de, ou seja, ser hipertenso.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina, a m&eacute;dia de idade foi de 51,4 anos, 85% eram casados, 35% possu&iacute;am o ensino fundamental, 25% ensino m&eacute;dio, 5% ensino t&eacute;cnico, 35% ensino superior e a m&eacute;dia de filhos foi de 1,7 por participante. Pode-se observar que a popula&ccedil;&atilde;o feminina tinha caracter&iacute;sticas similares: m&eacute;dia de idade de 52,45 anos; 80% eram casadas e 15% divorciadas, 40% possu&iacute;am o ensino fundamental, 15% ensino m&eacute;dio, 5% ensino t&eacute;cnico e 40% ensino superior. Apenas a m&eacute;dia de filhos foi discretamente maior com 2,25 por participante. </p>     <p><i>Material</i></p>     <p>O instrumento de coleta de dados foi uma entrevista estruturada organizada em duas partes: na primeira foram elaboradas quest&otilde;es de identifica&ccedil;&atilde;o e dados sociodemogr&aacute;ficos, e na segunda parte foram elaboradas quest&otilde;es abertas e fechadas versando acerca dos comportamentos de sa&uacute;de, comportamentos preventivos, h&aacute;bitos relacionados &agrave; sa&uacute;de, cren&ccedil;as e sentimentos frente &agrave; hipertens&atilde;o arterial. As entrevistas foram audiogravadas e transcritas na &iacute;ntegra.</p>     <p><i>&nbsp;</i><i>Procedimento</i></p>     <p>Trata-se de uma pesquisa transversal, descritiva, explorat&oacute;ria com enfoque quali-quantitativo. A coleta de dados se deu entre outubro de 2012 e abril de 2013 em um servi&ccedil;o de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento pertencente da rede privada de atendimento &agrave; sa&uacute;de de uma cidade do interior paulista que se destina aos portadores de obesidade, de hipertens&atilde;o arterial, de diabetes, de colesterol elevado e para pessoas interessadas em cessar o tabagismo, al&eacute;m de gestantes e idosos. No caso dos portadores de hipertens&atilde;o arterial, diabete <i>mellitus</i> e obesidade, al&eacute;m da indica&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica (muscula&ccedil;&atilde;o/condicionamento e hidrogin&aacute;stica) h&aacute; a obrigatoriedade de participa&ccedil;&atilde;o em um grupo denominado Programa de S&iacute;ndrome Metab&oacute;lica<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title=""><sup>[1]</sup></a>, conduzido por psic&oacute;logos e nutricionistas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A reuni&atilde;o do grupo ocorre semanalmente, com dura&ccedil;&atilde;o de 30 minutos, por um per&iacute;odo de seis meses e apresenta conte&uacute;dos de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de a partir de palestras com psic&oacute;logos, nutricionistas, enfermeiros e utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos audiovisuais como filmes e slides. S&atilde;o estabelecidas metas aos participantes, com objetivo de incentivar mudan&ccedil;as de comportamento que tragam resultados para controlar o problema de sa&uacute;de e prevenir outras complica&ccedil;&otilde;es. A meta para os portadores de hipertens&atilde;o arterial &eacute; a manuten&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o arterial abaixo de 140 x 90 mmHg no semestre.</p>     <p>Foram respeitados os procedimentos &eacute;ticos, sendo o projeto submetido &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Institui&ccedil;&atilde;o de Ensino, sob o parecer 254.349 de 23/04/2013.</p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p><i>&nbsp;</i>Os dados quantitativos foram submetidos &agrave; an&aacute;lise da estat&iacute;stica descritiva com as medidas de m&eacute;dia aritm&eacute;tica e desvio padr&atilde;o. Em seguida, submetidos &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica n&atilde;o param&eacute;trica, atrav&eacute;s do teste de Mann-Whitney, possibilitando a compara&ccedil;&atilde;o de respostas entre homens e mulheres. Foram feitas correla&ccedil;&otilde;es por meio do &Iacute;ndice de Correla&ccedil;&atilde;o Linear de Spearman entre dimens&otilde;es consideradas relevantes do ponto de vista do referencial te&oacute;rico. Com as respostas das quest&otilde;es abertas, classificadas em categorias de an&aacute;lise, realizou-se o tratamento em termos de concentra&ccedil;&atilde;o de respostas dadas nas categorias utilizando o teste n&atilde;o param&eacute;trico de Qui-Quadrado, para uma amostra. Para essa etapa da an&aacute;lise foi utilizado o programa BioEstat, com valores significativos para <i>p</i>&lt;0,05 (Cozby, 2003).</p>     <p>Os dados qualitativos foram organizados por meio do arranjo de categorias de respostas.<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title=""><sup>[2]</sup></a> Inicialmente foi realizada a fase de leituras flutuantes das entrevistas, com o intuito de apreender e organizar de forma n&atilde;o estruturada ideias principais e seus significados gerais (Campos, 2004). Ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o de leituras flutuantes, passou-se &agrave; fase de subcategoriza&ccedil;&atilde;o e os crit&eacute;rios utilizados foram a repeti&ccedil;&atilde;o e a relev&acirc;ncia dos pontos constantes nos discursos dos entrevistados. Repeti&ccedil;&atilde;o consiste na distin&ccedil;&atilde;o de coloca&ccedil;&otilde;es reincidentes enquanto relev&acirc;ncia consiste em destacar um ponto falado, sem que necessariamente apresente reincid&ecirc;ncia no conjunto do material coletado, mas que na &oacute;tica do pesquisador constitui uma fala rica em conte&uacute;do a confirmar ou refutar hip&oacute;teses iniciais da investiga&ccedil;&atilde;o (Turato, 2003).</p>     <p><b>RESULTADOS</b></p>     <p>Foram constru&iacute;das quatro categorias de an&aacute;lise, cada qual com as respectivas subcategorias, em que os participantes versaram sobre o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a e preven&ccedil;&atilde;o acerca da hipertens&atilde;o arterial. &Agrave;s subcategorias, foram aplicados testes estat&iacute;sticos a fim de verificar como se comportam suas distribui&ccedil;&otilde;es e sua rela&ccedil;&atilde;o com o g&ecirc;nero.</p>     <p><i>Categoria 1 - Hist&oacute;ria da Doen&ccedil;a</i></p>     <p>A categoria hist&oacute;ria da doen&ccedil;a compreendeu as formas como os participantes fizeram a descoberta de serem portadores de hipertens&atilde;o arterial e ainda possibilitou uma reflex&atilde;o acerca das concep&ccedil;&otilde;es que os participantes possuem acerca da origem da doen&ccedil;a. O <a href="#q1">quadro 1</a> aponta as subcategorias elaboradas e suas respectivas frequ&ecirc;ncias absolutas entre homens e mulheres.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a21q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O teste estat&iacute;stico aplicado aos totais das respostas (<i>Qui-quadrado</i> <i>para uma amostra</i>) indicou uma concentra&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa em algumas subcategorias (<i>x</i><sup>2</sup>=21,737; GL=7; <i>p</i>=0,0028*), ou seja, a distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; ao acaso.</p>     <p>Para alguns participantes a doen&ccedil;a foi <i>descoberta devida a mal estar </i>e <i>devido a outros problemas de sa&uacute;de, </i>demonstrando que o diagn&oacute;stico foi feito em circunst&acirc;ncias em que j&aacute; estavam presentes sintomas ou outras doen&ccedil;as. Os discursos abaixo evidenciam o modo como a hipertens&atilde;o arterial foi identificada:</p>     <p>Ent&atilde;o, <u>eu vinha sentindo um cansa&ccedil;o, eu inchava, n&atilde;o tomava agua, a&iacute; viu, mediu a press&atilde;o</u> e ele mandou eu fazer aquele teste que fica 24 horas, a&iacute; constatou que <i>tava</i> meio alto mesmo (...) (H2)</p>     <p>Ah, eu n&eacute;? Assim, <u>eu sentia mal, dor de cabe&ccedil;a, est&ocirc;mago ruim n&eacute;</u>? (...) di&aacute;rio, da&iacute; eu peguei e fui no m&eacute;dico como a gente (...) a&iacute; a doutora S. que descobriu, n&eacute;? Que eu <i>tava</i> com a press&atilde;o alta (M16) </p>     <p>As subcategorias <i>descoberta por exames peri&oacute;dicos</i> e <i>descoberta na gesta&ccedil;&atilde;o</i> conotam uma doen&ccedil;a que chegou sem avisar, conforme ilustram os depoimentos a seguir:</p>     <p><u>Atrav&eacute;s do m&eacute;dico que eu fa&ccedil;o os exames peri&oacute;dicos e um dia ele quis colocar, eu n&atilde;o sei como chama aquele aparelho que mede 24 horas l&aacute;, a minha press&atilde;o <i>tava</i> muito alterada e ele constatou a hipertens&atilde;o (H1)</u> </p>     <p><u>Fazendo exame de rotina</u>. Fiz o (…) o eletro, (…) (M20)</p>     <p><u>Quando eu fui ter a minha primeira filha,</u> a&iacute; eu desmaiei, n&eacute;? A&iacute;, fui pro hospital, a&iacute; eu tive ela, bem dizer achou que eu nem ia sobreviver, a&iacute; tirou ela e eu fiquei mais de m&ecirc;s sem sabe nada, fiquei um m&ecirc;s em coma, nem ela nem nada, n&atilde;o sabia de nada, a&iacute; eu fui voltando, voltando, <u>a&iacute; que eu fui saber que eu tinha press&atilde;o alta, ela subiu, n&eacute;? Eu morava no s&iacute;tio, desmaiava, foi uma dor de cabe&ccedil;a que me deu, a&iacute; as vistas foi escurecendo, eu desmaiei e fiquei sem saber de nada</u> (...) (M2)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na hist&oacute;ria da doen&ccedil;a identificou-se, tamb&eacute;m, sua <i>rela&ccedil;&atilde;o com o emocional</i>. O fator emocional foi associado, na concep&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres, ao processo de adoecimento, principalmente para contextualiz&aacute;-lo. Pode-se perceber a resposta f&iacute;sica aos problemas emocionais, considerando este fator como determinante para a causalidade ou piora da hipertens&atilde;o arterial.</p>     <p>Teve um dia que comecei a sentir uma press&atilde;o na cabe&ccedil;a, e fui medir e estava alta. <u>O meu problema &eacute; a ansiedade, sou muito ansioso.</u> E eu j&aacute; fiz aquele mapa e n&atilde;o deu nada (...). E eu sentia todos os sintomas de ansiedade. Sentia tontura na frente do computador. A doutora falou que era ansiedade e receitou um rem&eacute;dio que por um tempo fiquei bem (H8)</p>     <p>Na verdade mesmo, minha press&atilde;o sempre &eacute; 12/7, 12/8, 13/7, 13/8. A&iacute;, tipo assim, <u>um impacto emocional tanto bom como ruim que &eacute; muito relevante ela sobe</u>, tem vezes at&eacute; de cair, mas a maioria das vezes sobe. Duas vezes que foi muito alto, foi, por exemplo, esse meu filho que eu perdi agora, ele sofreu um acidente e quando eu cheguei no hospital que ele <i>tava</i> todo machucado, sangue assim que ele cortou o nariz, cortou aqui em cima, ent&atilde;o a hora que eu vi ele, aquele choque, eu j&aacute; desmaiei e a minha press&atilde;o foi a 22/12. Essa foi a press&atilde;o mais alta que eu j&aacute; tive, <u>mas j&aacute; chegou a 17, 18 por problemas emocional mesmo</u>, n&atilde;o que eu tenha problema de press&atilde;o, ent&atilde;o at&eacute; esses tempos eu estava tomando, eu n&atilde;o vou saber te falar o nome agora, mas eu sei que &eacute; cloridrato de alguma coisa, mas agora eu n&atilde;o sei o nome porque mudou faz pouco tempo e voc&ecirc; toma t&atilde;o automaticamente eu n&atilde;o j&aacute; n&atilde;o estou me lembrando mais o nome do rem&eacute;dio e &eacute; muito rem&eacute;dio que eu tomo, ent&atilde;o eu n&atilde;o vou saber te falar (...) ele j&aacute; controla a batida porque eu tenho problema card&iacute;aco e controla o lado emocional (M3)</p>     <p>A <i>rela&ccedil;&atilde;o com a hereditariedade</i> foi apontada quando se investigava a hist&oacute;ria da doen&ccedil;a, sendo compreendido como um dos respons&aacute;veis pelo desenvolvimento da hipertens&atilde;o arterial na vida de homens e mulheres.</p>     <p><u>O meu &eacute; heredit&aacute;rio mesmo, minha m&atilde;e tamb&eacute;m tem, &eacute; de fam&iacute;lia (H15)</u></p>     <p><u>Meu pai e minha m&atilde;e s&atilde;o hipertensos</u>. Ent&atilde;o j&aacute; faz cinco anos que fa&ccedil;o exame com a doutora O. E foi desenvolvendo devagar. Eu estou no in&iacute;cio, <u>ela falou que isso se desenvolveria de qualquer maneira por causa da hereditariedade</u> (M17)</p>     <p>Observa-se pelos relatos, transcritos a seguir, que a responsabiliza&ccedil;&atilde;o pela condi&ccedil;&atilde;o atual de sa&uacute;de &eacute; imputada ao indiv&iacute;duo, pois interpretam o resultado como &ldquo;importar-se ou n&atilde;o&rdquo; com a doen&ccedil;a. Essa concep&ccedil;&atilde;o constituiu a subcategoria <i>pouca aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de</i> no contexto da hist&oacute;ria da hipertens&atilde;o arterial. Essa vis&atilde;o das pr&aacute;ticas de vida como determinantes individuais para o adoecimento aponta uma posi&ccedil;&atilde;o de culpabiliza&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo, j&aacute; que, para eles, o desenvolvimento da hipertens&atilde;o arterial est&aacute; relacionado ao pouco cuidado consigo mesmos.</p>     <p><i>E quanto tempo faz que o senhor descobriu?</i> Deve ter uns 4 ou 5 meses mais ou menos, <u>mas eu acho que faz &eacute; muito tempo que eu n&atilde;o dava bola, tinha vezes &agrave; noite que eu levantava no meio da noite e ficava na televis&atilde;o, com dor no peito, n&atilde;o conseguia dormir, achava que podia ser de comer demais</u>, porque eu comia bastante, n&atilde;o tinha controle com a comida (H3).</p>     <p>(...) <u>Eu tamb&eacute;m acho que me importei com outras coisas, nem tive muito tempo para pensar se a press&atilde;o estava alta ou baixa. A gente tinha que resolver a vida da gente, e resolver a vida dos outros, acaba nem importando com a press&atilde;o.</u> <i>E agora como &eacute;? </i>Agora voltei a fazer regime h&aacute; um ano atr&aacute;s com a doutora G. Ela me pediu uns exames (...) n&atilde;o deu nada anormal, diabetes, nada. (...). S&oacute; que depois disso, acabei n&atilde;o tendo mais tempo. Depois, procurei um cardiologista, porque de novo a press&atilde;o estava alta. (...) Eu estava passando muito mal e fui numa farm&aacute;cia (...) procurei o meu cardiologista e na hora l&aacute; (...) mediu e deu 22 por 14, me receitou (...) e rivotril. (...). Durante o dia estou fazendo servi&ccedil;o e chega &agrave; noite que &eacute; pra relaxar (...) (M8).</p>     <p>A <i>rela&ccedil;&atilde;o com o envelhecimento</i> tamb&eacute;m fez parte da hist&oacute;ria da doen&ccedil;a.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>&Eacute; heran&ccedil;a da idade.</u> <i>Mas por qu&ecirc;? </i>Porque nesta idade v&aacute;rios conhecidos j&aacute; est&atilde;o com diabetes e outras coisas (H18)</p>     <p><i>Categoria 2 - Conceito sobre a Doen&ccedil;a</i></p>     <p>Foram levantados os conhecimentos dos participantes acerca da hipertens&atilde;o arterial, compreendendo as defini&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;das, ou seja, o que os participantes entendem e conhecem sobre a doen&ccedil;a. Ao relatarem o que sabiam sobre a doen&ccedil;a, foram identificadas as subcategorias apresentadas no <a href="#q2">Quadro 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a21q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Houve uma concentra&ccedil;&atilde;o significativa em algumas categorias que foi detectada por meio do teste estat&iacute;stico (<i>Qui-quadrado</i> <i>para uma amostra</i>) aplicado aos totais das respostas (<i>x</i><sup>2</sup>=20,686; GL=7; <i>p</i>=0,0043*).</p>     <p>A hipertens&atilde;o arterial foi conceituada na subcategoria <i>rela&ccedil;&atilde;o com outras doen&ccedil;as e com a morte</i> como fator de risco para outros agravos e possibilidade de morte, os excertos a seguir enfatizam a concep&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres:</p>     <p>(...) <u>Eu sei que d&aacute; o derrame, infarto,</u> tem as consequ&ecirc;ncias, n&eacute;? (H10)</p>     <p>Ent&atilde;o, no come&ccedil;o eu fiquei um pouco assustada, voc&ecirc; sabe que ultimamente assim, eu sei que a obesidade n&atilde;o &eacute; bom, a&iacute; no curso falou sobre a hipertens&atilde;o, mas &eacute; assim, n&atilde;o &eacute; uma coisa que me entra em p&acirc;nico, n&atilde;o sei se &eacute; porque eu tomo rem&eacute;dio todo dia e j&aacute; acostumei, ent&atilde;o <i>t&aacute;</i> controlada eu n&atilde;o fico muito assim, <u>mas eu sei que ela &eacute; cr&ocirc;nica, afeta, d&aacute; parada card&iacute;aca,</u> eu sei &eacute; isso tamb&eacute;m, n&atilde;o sei muito n&atilde;o (M1)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Olha, eu n&atilde;o percebo, &agrave;s vezes, quando ela est&aacute; alta. Eu sou muito gulosa, eu gosto de comer bastante, eu n&atilde;o tenho muito regime n&atilde;o, at&eacute; porque eu fiz uma cirurgia grande do p&acirc;ncreas, quase morri, tive que ir l&aacute; pra S&atilde;o Paulo, durou 14 horas porque a press&atilde;o subia, e eu fiquei internada l&aacute; uns 15 dias, porque a minha press&atilde;o n&atilde;o abaixava, ent&atilde;o (...) mas eu n&atilde;o percebo quando ela est&aacute; alta. (...)<u> O que eu sei dela &eacute; que &eacute; meio perigoso, n&eacute;? Ela pode levar a morte</u> (M4).</p>     <p>Na subcategoria <i>desconhecimento/mal silencioso</i> percebeu-se a partir das narrativas, a concep&ccedil;&atilde;o do profissional como detentor do conhecimento e uma preocupa&ccedil;&atilde;o com o que fazer com a hipertens&atilde;o arterial, ou seja, com o tratamento. Nota-se que o esvaziamento de conceito, relaciona-se com car&aacute;ter silencioso do doen&ccedil;a e remete ao fato de que sua descoberta ocorreu em exames de rotina ou atrelada a outros sintomas cuja percep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esteve ligada &agrave; hipertens&atilde;o arterial, conforme evidenciou a Categoria 1.</p>     <p><u>O duro &eacute; que eu n&atilde;o sei te explicar nada da press&atilde;o alta</u>, eu sei que &eacute; um fator que aparece na gente que s&oacute; o m&eacute;dico que sabe (H3)</p>     <p><u>Nada, eu n&atilde;o sei nada.</u> &Eacute; dif&iacute;cil entrar nesse assunto e &eacute; dif&iacute;cil ficar perguntando. Voc&ecirc; procura saber mais sobre qual ser&aacute; o pr&oacute;ximo tratamento, diagn&oacute;stico, qual que &eacute; a qualidade de vida daqui pra frente, mas saber o que trouxe n&atilde;o. (...) (M17)</p>     <p>Eu pra falar a verdade sei bem pouco viu, a gente sabe que &eacute; um problema, que nem a gente fala, <u>&eacute; uma doen&ccedil;a silenciosa</u>, mas eu, falar a verdade, sobre a doen&ccedil;a em si tenho pouco conhecimento (H4)</p>     <p>Ainda na conceitua&ccedil;&atilde;o, a <i>rela&ccedil;&atilde;o com fatores emocionais</i> foi apontada, concatenando novamente a hist&oacute;ria da doen&ccedil;a. Com isso, observa-se o quanto esse fator est&aacute; imbricado no entorno da compreens&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial.</p>     <p>(...) <u>e a vida da gente ent&atilde;o eu acho que tudo isso leva ao estresse emocional, porque a gente passa por nervoso no escrit&oacute;rio e n&atilde;o p&otilde;e pra fora, n&atilde;o consegue por pra fora na hora e depois vem &agrave; tona, acho que isso tudo faz mal n&eacute; (M6)</u></p>     <p>Houve destaque, nos relatos, para a <i>rela&ccedil;&atilde;o com a alimenta&ccedil;&atilde;o</i> como parte do conceito de hipertens&atilde;o arterial. Os participantes trouxeram a import&acirc;ncia da redu&ccedil;&atilde;o de sal/s&oacute;dio nas dietas dos indiv&iacute;duos portadores de doen&ccedil;a. </p>     <p><u>Ah eu sei que pode, ah ir tirando o sal,</u> e pra quem tem problema renal tem que ir diminuindo o sal. Eu sei que d&aacute; o derrame, infarto, tem as consequ&ecirc;ncias n&eacute; (H10)</p>     <p><u>Da hipertens&atilde;o, principalmente a alimenta&ccedil;&atilde;o n&eacute;, tudo o que &eacute; s&oacute;dio prejudica, sal n&eacute;, eu tento controlar ao m&aacute;ximo,</u> at&eacute; no arroz eu tento colocar menos, meu marido de uns tempos pra c&aacute; tem press&atilde;o alta, ele tinha muita dor na nuca e tamb&eacute;m ta tomando rem&eacute;dio de press&atilde;o ent&atilde;o eu tento dosar a alimenta&ccedil;&atilde;o mais sem sal poss&iacute;vel, mas a gente gosta de sentir o gosto, &eacute; complicado, ent&atilde;o tudo o que eu fa&ccedil;o eu tento por um pouco menos do que eu j&aacute; tava acostumada (...) (M6)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na subcategoria <i>discurso biom&eacute;dico-biol&oacute;gico</i>, para conceituar hipertens&atilde;o surgiu uma vis&atilde;o biologicista da doen&ccedil;a, ou seja, os sujeitos apresentaram uma vis&atilde;o da sa&uacute;de do corpo para sua conceitua&ccedil;&atilde;o. Percebe-se que suas explica&ccedil;&otilde;es pautaram-se no conhecimento cient&iacute;fico. A participa&ccedil;&atilde;o no grupo e os conhecimentos disponibilizados pelos profissionais de sa&uacute;de foram apreendidos e utilizados para a descri&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, conforme enfatiza as falas que se seguem:</p>     <p>O que eu sei &eacute; da hipertens&atilde;o arterial. <u>A press&atilde;o das art&eacute;rias se altera, aumentam, for&ccedil;ando o cora&ccedil;&atilde;o a fazer o bombeamento, e se essa altera&ccedil;&atilde;o for muito, tem as causas.</u> Se for descrever os &ldquo;n's&rdquo; fatores que causam isso, tem in&uacute;meras. <u>O que eu sei de forma sucinta &eacute; que &eacute; o aumento da press&atilde;o arterial que &eacute; o aumenta a press&atilde;o do sangue correndo na veia, e isso for&ccedil;a a bomba que faz a circula&ccedil;&atilde;o, que &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o</u> (H11)</p>     <p><u>O que eu sei sobre a hipertens&atilde;o arterial &eacute; (…) tem dois caminhos, o que vai e o que volta, e uma n&atilde;o deve estar maior do que a outra.</u> (…) se est&aacute; baixo d&aacute; desmaio e se est&aacute; alta d&aacute; aneurisma, infarto (H13)</p>     <p><u>Hipertens&atilde;o que eu sei &eacute; que nem a veia d&aacute; um ac&uacute;mulo de gordura tudo e quando o sangue vem com muita press&atilde;o e fica dif&iacute;cil dele passar &eacute; onde a press&atilde;o da gente sobe (</u>...) (M14)</p>     <p>A <i>rela&ccedil;&atilde;o com a hereditariedade</i> surgiu tamb&eacute;m como conceitua&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial. &Eacute; a partir do relacionamento com a doen&ccedil;a do outro que o conhecimento foi se construindo, principalmente quanto &agrave;s complica&ccedil;&otilde;es decorrentes da doen&ccedil;a.</p>     <p><u>Meus pais s&atilde;o, no caso meu &eacute; heredit&aacute;rio</u>, eu sei o que acontece porque eu que levo minha m&atilde;e no m&eacute;dico, eu que levo meu pai no m&eacute;dico, assim direto n&eacute;, ent&atilde;o minha m&atilde;e tem um cora&ccedil;&atilde;o crescido, enorme, por causa da hipertens&atilde;o, outra coisa, minha m&atilde;e tem uma defici&ecirc;ncia renal que ela pode come&ccedil;ar a fazer hemodi&aacute;lise por causa da hipertens&atilde;o, ent&atilde;o eu sei levando ela no m&eacute;dico a causa (...) (M10)</p>     <p><u>Que nem meu irm&atilde;o</u>, ele morreu porque a press&atilde;o dele subiu e n&atilde;o deu tempo, ent&atilde;o isso pode levar tamb&eacute;m &agrave; morte. Por isso tem que ser controlado, quando eu deixo de tomar eu vejo que no outro dia a press&atilde;o est&aacute; alta, ent&atilde;o n&atilde;o pode ficar sem tomar os rem&eacute;dios (M4)</p>     <p><i>Categoria 3 - Concep&ccedil;&otilde;es sobre Processos Causais da Doen&ccedil;a</i></p>     <p>Foram investigados os fatores que mais contribu&iacute;ram ao aumento da press&atilde;o arterial, para isso, os participantes deveriam fornecer uma grada&ccedil;&atilde;o do quanto o fator de risco apresentado estava relacionado ao aumento da press&atilde;o. Os fatores investigados e respectivos testes estat&iacute;sticos est&atilde;o apresentados no <a href="#q3">Quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a21q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados n&atilde;o demonstraram diferen&ccedil;as estatisticamente significativas nas respostas de homens e mulheres. Em geral, ambos expressaram conhecimentos acerca da exist&ecirc;ncia dos fatores de risco, que pode ser explicado pela participa&ccedil;&atilde;o no grupo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. De forma geral, as m&eacute;dias de todos os fatores foram altas, o que indica que s&atilde;o reconhecidos como fatores de risco pelos participantes.</p>     <p><i>Categoria 4 - Concep&ccedil;&otilde;es sobre o Processo de Preven&ccedil;&atilde;o da Doen&ccedil;a</i></p>     <p>Essa categoria apontou que as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o estavam centralizadas nas pr&aacute;ticas de vida dos indiv&iacute;duos, tais como: alimenta&ccedil;&atilde;o, realiza&ccedil;&atilde;o de atividade f&iacute;sica, redu&ccedil;&atilde;o no consumo de bebida alco&oacute;lica, procura por atendimento m&eacute;dico e educa&ccedil;&atilde;o. Vale ressaltar que sendo os participantes portadores de hipertens&atilde;o arterial, a preven&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionada aos agravos decorrentes da doen&ccedil;a. O <a href="#q4">Quadro 4</a> apresenta as subcategorias identificadas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a21q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os participantes demonstraram no&ccedil;&otilde;es sobre fatores de risco e condutas preventivas, em sua maioria a <i>rela&ccedil;&atilde;o com alimenta&ccedil;&atilde;o, atividade f&iacute;sica e consumo de bebida alco&oacute;lica</i> foi referida como condi&ccedil;&otilde;es capazes de prevenir a doen&ccedil;a. Houve men&ccedil;&otilde;es a um estilo de vida tranquilo, equilibrado:</p>     <p>A press&atilde;o alta, <u>a preven&ccedil;&atilde;o voc&ecirc; pode mesmo fazer em casa n&atilde;o comendo sal, a alimenta&ccedil;&atilde;o seja regulada, certinha, um exerc&iacute;cio sempre quando puder, dormir pelo menos 8 horas por noite, isso tudo a&iacute; ajuda tamb&eacute;m</u>, eu acho no meu ponto de vista (H3)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>(…) <u>evitar consumo de bebida, carne muito gordurosa, sal</u> e tamb&eacute;m ter uma vida tranquila (H7)</p>     <p>Ah... eu acho que sim, porque o que eu <i>to</i> fazendo aqui, t&aacute; me ajudando muito. <i>E de que forma d&aacute; para prevenir?</i> Assim, como que eu vou te falar? F<u>azendo exerc&iacute;cio, fazendo controle da alimenta&ccedil;&atilde;o,</u> eu acho que isso &eacute; muito bom. Eu acho que isso ajuda muito, n&eacute;? <i>Ta</i> me ajudando muito, n&eacute;? (M2)</p>     <p><u>Eu acho que sim. Se fizer atividades, uma boa alimenta&ccedil;&atilde;o</u>. Tanto &eacute; que eu sempre soube que eu tinha, e que poderia ter. N&atilde;o me cuidei, ganhei peso, n&atilde;o pratiquei atividades (M17)</p>     <p>A <i>procura por atendimento m&eacute;dico</i> esteve entre as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Pode-se inferir que, a partir do processo educativo a que foram submetidos h&aacute; a conscientiza&ccedil;&atilde;o de que a procura por atendimentos de sa&uacute;de &eacute; uma das a&ccedil;&otilde;es capazes de prevenir o agravamento da doen&ccedil;a.</p>     <p>(...) <u>O que eu acho que ajuda muito tamb&eacute;m &eacute; os exames, o retorno do m&eacute;dico, que eles t&atilde;o sempre cobrando tamb&eacute;m, que se ela passa, na m&eacute;dica, passa um pouquinho da m&eacute;dia ela j&aacute; pega no p&eacute; da gente (H9)</u></p>     <p>Eu acho. Fazendo exerc&iacute;cio, <u>acompanhamento m&eacute;dico</u>, evitar estresse, (…) (M19)</p>     <p>A <i>educa&ccedil;&atilde;o</i> tamb&eacute;m surgiu enquanto dimens&atilde;o preventiva da doen&ccedil;a. Os participantes consideraram que saber o que contribui para o aumento da press&atilde;o, saber o que &eacute; saud&aacute;vel e o que n&atilde;o &eacute; saud&aacute;vel, &eacute; importante para a ado&ccedil;&atilde;o de medidas efetivas de cuidado com a sa&uacute;de. A educa&ccedil;&atilde;o mencionada &eacute; a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, considerada um processo de troca de saberes e experi&ecirc;ncias entre cada um dos envolvidos com o cuidado da sa&uacute;de. </p>     <p><u>&Eacute;, com educa&ccedil;&atilde;o</u>. Com voc&ecirc; ler, escutar, aprender o que &eacute; bom e ruim para se fazer. (…) (H6)</p>     <p>Eu acredito quer sim, ah eu acredito que buscando o que eu <i>to</i> buscando aqui. <i>E o que voc&ecirc; est&aacute; buscando aqui?</i> Eu <i>to</i> buscando controlar, que nem no caso, <u>ter mais conhecimento, procurar saber mais sobre a doen&ccedil;a, todos os fatores que contribuem para que ela aumente (..</u>.) (M12)</p>     <p>Alguns participantes, no entanto, afirmaram que <i>n&atilde;o d&aacute; para prevenir</i> mesmo estando inseridos no processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. O trechos discursivos a seguir ilustraram essa compreens&atilde;o:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>N&atilde;o d&aacute;</u>. (…) como quando a press&atilde;o vai subir voc&ecirc; n&atilde;o vai ingerir sal. (…) (H18)</p>     <p><u>Eu acho que n&atilde;o.</u> Porque se voc&ecirc; tem press&atilde;o alta n&atilde;o tem (...) baixa. As duas correm perigo, acho que n&atilde;o tem como (M11)</p>     <p>Isso remete &agrave; infer&ecirc;ncia de que as compreens&atilde;o acerca das informa&ccedil;&otilde;es oferecidas s&atilde;o m&uacute;ltiplas e particulares, tornando evidente a necessidade de individualiza&ccedil;&atilde;o no processo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</p>     <p><b>DISCUSS&Atilde;O</b></p>     <p>Os resultados dessa investiga&ccedil;&atilde;o permitiram identificar diferentes fatores e modos de compreender a hist&oacute;ria da hipertens&atilde;o arterial concebida na vida de homens e mulheres. Assim, a doen&ccedil;a foi <i>descoberta devida a mal estar </i>e <i>devido a outros problemas de sa&uacute;de, </i>o que corrobora Vieira (2004) quando assinala que o diagn&oacute;stico de hipertens&atilde;o arterial, geralmente, est&aacute; associado &agrave; presen&ccedil;a de um fator traum&aacute;tico, dificultando a precis&atilde;o de sua origem e tempo de instala&ccedil;&atilde;o no organismo.</p>     <p>Nesse sentido, Goes &amp; Marcon (2002) identificaram que a descoberta do diagn&oacute;stico de hipertens&atilde;o arterial estava relacionada a sintomas que levaram &agrave; busca por atendimento de sa&uacute;de, assim, o diagn&oacute;stico aconteceu em consultas de rotina ou durante um atendimento no pronto-socorro ou interna&ccedil;&atilde;o por outros problemas de sa&uacute;de, corroborando os resultados dessa pesquisa ilustrados pela subcategoria <i>descoberta devida a mal estar </i>e <i>outros problemas da sa&uacute;de</i>. A import&acirc;ncia desse resultado est&aacute; em se constituir um dado que reassegura a necessidade de investimento em campanhas de preven&ccedil;&atilde;o e diagn&oacute;stico precoce, ou seja, medidas preventivas de sa&uacute;de (Whelton, Chin, Xin &amp; He, 2002).</p>     <p>Essa discuss&atilde;o se alinha &agrave;s subcategorias <i>descoberta por exames peri&oacute;dicos</i> e <i>descoberta na gesta&ccedil;&atilde;o</i>, pois, refor&ccedil;am o car&aacute;ter assintom&aacute;tico da hipertens&atilde;o arterial (Lessa, 1998; SBC, SBH, SBn, 2006). Esse aspecto corrobora Vieira (2004) e Santos et al. (2009) quando apontam que a descoberta da hipertens&atilde;o arterial pode ocorrer de forma casual e sem a presen&ccedil;a de uma queixa espec&iacute;fica, constatada por meio de exames peri&oacute;dicos de sa&uacute;de, em exames pr&eacute;-cir&uacute;rgicos, no acompanhamento durante o pr&eacute;-natal, em campanhas de sa&uacute;de p&uacute;blica, consultas de rotina e atrav&eacute;s da medida da press&atilde;o em servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>No que se refere aos fatores emocionais, estes foram considerados na hist&oacute;ria e na conceitua&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial de homens e mulheres. Estudos na &aacute;rea da sa&uacute;de comprovam sua rela&ccedil;&atilde;o com o surgimento de doen&ccedil;as, seu agravamento ou seu controle, influenciando na preven&ccedil;&atilde;o de complica&ccedil;&otilde;es (Teixeira, Lamas, Silva &amp; Matos, 2006). O aumento da press&atilde;o arterial associou-se a sentimentos como &ldquo;nervosismo&rdquo;, ao estresse e ansiedade. Vieira (2004) aponta que o desenvolvimento da hipertens&atilde;o arterial &eacute; tamb&eacute;m percebido pelos sujeitos como uma repercuss&atilde;o de sofrimentos e infort&uacute;nios vivenciados ao longo de suas vidas, que n&atilde;o tiveram como evitar.</p>     <p>Os fatores relacionados ao desencadeamento do estresse foram concebidos pelos hipertensos como os maiores respons&aacute;veis pelo aumento da press&atilde;o arterial (Machado, Pires &amp; Lob&atilde;o, 2012). Esse perfil pode ser observado pela Tabela 3, para as mulheres isoladamente e para os totais de homens e mulheres o fator que mais contribui para o aumento da press&atilde;o &eacute; o emocional. Tal resultado est&aacute; de acordo com a afirma&ccedil;&atilde;o de Pinheiro, Viacava, Travassos &amp; Brito (2002) quando destacam que o estresse e a infelicidade aumentam o risco de desenvolvimento de doen&ccedil;as nas mulheres, confirmando a import&acirc;ncia das emo&ccedil;&otilde;es na condi&ccedil;&atilde;o sa&uacute;de/doen&ccedil;a. Estudos sobre diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero na sa&uacute;de mostram que, embora vivam mais do que os homens, as mulheres relatam mais morbidade e problemas psicol&oacute;gicos (Barreto &amp; Figueiredo, 2009).</p>     <p>Vale ressaltar que, por meio do reconhecimento das experi&ecirc;ncias emocionais como causalidade das condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas, h&aacute; a afirma&ccedil;&atilde;o do pressuposto de que o processo de adoecimento &eacute; constru&iacute;do socialmente, e assim, est&aacute; diretamente ligado ao cotidiano dos sujeitos. Com isso, para os profissionais de sa&uacute;de, as emo&ccedil;&otilde;es representam constructos sociais que aumentam o campo comunicativo e de interven&ccedil;&atilde;o junto ao sujeito ao unir os espa&ccedil;os macro e microssociais do adoecimento (Silva et al., 2013).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro importante fator identificado na categoria <i>Hist&oacute;ria da Doen&ccedil;a</i> evidencia a liga&ccedil;&atilde;o entre as pr&aacute;ticas de vida dos participantes como determinantes individuais para o adoecimento. A culpabiliza&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo observada no pouco cuidado consigo vai ao encontro do estudo de Silva et al. (2013) que, refletindo acerca da constru&ccedil;&atilde;o coletiva da HA, observaram a causalidade relacionada &agrave;s escolhas n&atilde;o saud&aacute;veis de vida.</p>     <p>Baldissera, Paludo, Moreira, Garbelini &amp; Carvalho (2008) pesquisaram as mudan&ccedil;as de vida ap&oacute;s diagn&oacute;stico de hipertens&atilde;o arterial, seus resultados demonstraram similaridades com essa investiga&ccedil;&atilde;o ao considerar o papel do envelhecimento na hist&oacute;ria da doen&ccedil;a. Tem sido relatada uma alta preval&ecirc;ncia de hipertensos na faixa et&aacute;ria acima dos 60 anos para ambos os sexos, bem como, para desfechos negativos como &oacute;bitos e sequelas decorrentes de doen&ccedil;as cardiovasculares (Magrini &amp; Martini, 2012; Nogueira et al. 2010; Pires, Gagliardi &amp; Garzoni, 2004).</p>     <p>Embora o aparecimento de certas doen&ccedil;as possa ocorrer com mais frequ&ecirc;ncia durante idades avan&ccedil;adas, a concep&ccedil;&atilde;o dos participantes na subcategoria <i>rela&ccedil;&atilde;o com o envelhecimento</i> reflete uma percep&ccedil;&atilde;o negativa dessa fase do ciclo da vida, como sin&ocirc;nimo de adoecimento. Dessa certa forma, esse achado se alinha ao estudo de Carvalho, Siqueira, Sousa, &amp; Jardim (2013) em que observaram desfechos positivos na qualidade de vida de hipertensos menores de 60 anos e com menor tempo de diagn&oacute;stico em compara&ccedil;&atilde;o com idosos hipertensos vinculados a um servi&ccedil;o ambulatorial multiprofissional.</p>     <p>Em contrapartida, no estudo de Motter, Olinto &amp; Paniz (2015) identificou-se que a faixa et&aacute;ria entre 54 e 65 anos esteve associada a um maior conhecimento sobre hipertens&atilde;o arterial, considerando monitoramento de n&iacute;veis press&oacute;ricos e manuten&ccedil;&atilde;o do tratamento cont&iacute;nuo como formas de controle da doen&ccedil;a. Nesse mesmo estudo, outro fator positivo foi o tempo de conv&iacute;vio com o diagn&oacute;stico, pressupondo, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, maior exposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s orienta&ccedil;&otilde;es da equipe multiprofissional ao utilizar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</p>     <p>A hereditariedade &eacute; um fator de risco reconhecido para a hipertens&atilde;o arterial (Magrini &amp; Martini, 2012; SBC, SBH, SBN, 2006) e confirma o estudo de Simonetti, Batista &amp; Carvalho (2002) em que 59,4% dos entrevistados relataram haver casos de hipertens&atilde;o arterial na fam&iacute;lia, assim como, o estudo de Johnson et al. (2015) em que 53% dos indiv&iacute;duos com hipertens&atilde;o arterial possu&iacute;am familiares de primeiro grau com o mesmo diagn&oacute;stico ou doen&ccedil;a coronariana precoce.</p>     <p>Em considera&ccedil;&atilde;o &agrave; segunda categoria <i>Conceito sobre a Doen&ccedil;a, </i>pode-se inferir que os participantes destacaram outros agravos, como no exemplo do &ldquo;derrame&rdquo; ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), por apresentarem sinais concretos de sofrimento e limita&ccedil;&atilde;o. A concep&ccedil;&atilde;o de que a hipertens&atilde;o arterial &eacute; uma doen&ccedil;a de risco foi referida, tamb&eacute;m, na pesquisa de Goes &amp; Marcon (2002). Nota-se uma dificuldade acerca da conceitua&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a arterial por parte de homens e mulheres que corrobora Machado, Pires &amp; Lob&atilde;o (2012) cuja pesquisa identificou confus&atilde;o por parte dos hipertensos em delimitar fatores de risco e complica&ccedil;&otilde;es oriundas da doen&ccedil;a.</p>     <p>Nota-se ainda uma rela&ccedil;&atilde;o entre o desconhecimento da doen&ccedil;a com seu car&aacute;ter assintom&aacute;tico (Toledo, Rodrigues &amp; Chiesa, 2007; Goes &amp; Marcon, 2002). Em casos de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas sem sintomas pronunciados, os pacientes tendem a estar mais angustiados, uma vez que o sintoma exerce uma fun&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica ao permitir nomea&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Vale ressaltar tamb&eacute;m, que a aus&ecirc;ncia de sintomas, assim como o n&atilde;o entendimento acerca da doen&ccedil;a, s&atilde;o fatores que repercutem diretamente na ades&atilde;o ao tratamento e atendimento das recomenda&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas (Lustosa, Alcaires &amp; Costa, 2011).</p>     <p>Na fragilidade de conceituar a hipertens&atilde;o arterial, homens e mulheres recorreram &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com a alimenta&ccedil;&atilde;o. Esse modo de conceber a doen&ccedil;a pode impactar positivamente no desfecho da hipertens&atilde;o arterial, pois, como se sabe, a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o importante na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (SBC, SBH, SBN, 2006; Castro, 2012). Os resultados dessa investiga&ccedil;&atilde;o confirmam-se no trabalho de Simonetti, Batista &amp; Carvalho (2002) em que 75,0% dos entrevistados consumiam comida gordurosa e 62,5% controlavam a quantidade de sal ingerida. Deve considerar que tem havido uma modifica&ccedil;&atilde;o no padr&atilde;o do consumo alimentar do brasileiro, desencadeando o desenvolvimento da obesidade e o risco para doen&ccedil;as cardiovasculares, como a hipertens&atilde;o arterial (Magrini &amp; Martini, 2012). </p>     <p>Na presente pesquisa, n&atilde;o foram encontradas diferen&ccedil;as entre homens e mulheres quanto &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, por&eacute;m Castro (2012), em sua disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, investigou especificamente as diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero no padr&atilde;o alimentar da popula&ccedil;&atilde;o brasileira e apontou que a preval&ecirc;ncia do consumo regular de frutas e hortali&ccedil;as foi maior entre mulheres e a de carnes gordurosas, bem como adi&ccedil;&atilde;o de sal &agrave; refei&ccedil;&atilde;o pronta, foi maior entre homens. Afirma-se que mulheres e homens possuem padr&otilde;es de consumo distintos, sendo o padr&atilde;o alimentar feminino mais saud&aacute;vel que o masculino (Castro, 2002). Pode-se inferir que a participa&ccedil;&atilde;o no grupo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de minimizou tais diferen&ccedil;as com rela&ccedil;&atilde;o aos homens e mulheres dessa pesquisa.</p>     <p>Pode-se observar que, para os homens, o fator que mais contribui para o aumento da press&atilde;o arterial &eacute; o sal. Tal dado &eacute; corroborado por Goes &amp; Marcon (2002), visto que hipertensos de seu estudo, ao revelarem o que pensam sobre a doen&ccedil;a, demonstraram consci&ecirc;ncia sobre a import&acirc;ncia do estilo de vida tanto no surgimento como no controle da hipertens&atilde;o arterial. Al&eacute;m disso, ao investigar as viv&ecirc;ncias e o cotidiano dos hipertensos, a ingest&atilde;o de sal foi considerada como o principal fator de risco para a doen&ccedil;a e para o aumento dos &iacute;ndices press&oacute;ricos (Machado, Pires &amp; Lob&atilde;o, 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro fator de risco que contribui para o aumento dos n&iacute;veis press&oacute;ricos foi o uso de drogas l&iacute;citas, com destaque para o tabaco e as bebidas alco&oacute;licas, situa&ccedil;&atilde;o essa que corrobora a pesquisa de Machado, Pires &amp; Lob&atilde;o (2012). Esse reconhecimento auxilia homens e mulheres hipertensos na tomada de decis&atilde;o acerca da modifica&ccedil;&atilde;o do estilo de vida e na incorpora&ccedil;&atilde;o de condutas preventivas (Santos &amp; Lima, 2008), como identificado nesse estudo.</p>     <p>Magalh&atilde;es et al. (2010) refor&ccedil;am que as modifica&ccedil;&otilde;es de estilo de vida s&atilde;o eficazes em prevenir ou retardar o in&iacute;cio da hipertens&atilde;o arterial, s&atilde;o parte importante do tratamento. Dentre as modifica&ccedil;&otilde;es, as consideradas com benef&iacute;cios mais evidentes incluem a manuten&ccedil;&atilde;o do peso corporal normal, a pr&aacute;tica regular de atividade f&iacute;sica, controle peri&oacute;dico dos n&iacute;veis press&oacute;ricos e a alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel com &ecirc;nfase na redu&ccedil;&atilde;o da ingest&atilde;o de s&oacute;dio e de &aacute;lcool, tabaco, entre outros (Johnson et al., 2015; Santos &amp; Lima, 2008; SBC, SBH, SBN, 2006).</p>     <p>Um estudo realizado na China, com adultos na mesma faixa et&aacute;ria encontrada na presente pesquisa, demonstrou, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, que a pr&aacute;tica educacional interativa entre profissionais de sa&uacute;de e indiv&iacute;duos com hipertens&atilde;o arterial possibilita um incremento no conhecimento sobre a doen&ccedil;a, promove ader&ecirc;ncia aos tratamentos medicamentoso e n&atilde;o medicamentoso, assim como, incentiva ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos saud&aacute;veis de vida. Al&eacute;m desses resultados, o estudo comprova a melhora nos par&acirc;metros biom&eacute;dicos, como diminui&ccedil;&atilde;o no &Iacute;ndice de Massa Corp&oacute;rea (IMC), na circunfer&ecirc;ncia abdominal e nos controles press&oacute;ricos (Lu et al., 2015).</p>     <p>Na concep&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, essa pesquisa identificou a influ&ecirc;ncia do discurso biom&eacute;dico-biol&oacute;gico. Nota-se por meio da representa&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a segundo a compreens&atilde;o de Kleinman (1988) um predom&iacute;nio da perspectiva <i>disease</i>, cujo discurso para a conceitua&ccedil;&atilde;o da patologia est&aacute; assentado nas altera&ccedil;&otilde;es morfofisiol&oacute;gicas do organismo, da&iacute; a caracter&iacute;stica biologicista dos discursos. Acredita-se que essa apreens&atilde;o ocorra mais comumente em casos de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas de car&aacute;ter assintom&aacute;tico devida aus&ecirc;ncia da fun&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica dos sintomas.</p>     <p>Essa perspectiva de concep&ccedil;&atilde;o est&aacute; diretamente atrelada aos processos de preven&ccedil;&atilde;o, vistos por meio da procura por atendimentos m&eacute;dicos. No entanto, ao considerar acompanhamento m&eacute;dico enquanto consultas m&eacute;dicas, foi observado com o estudo de Motter, Olinto &amp; Paniz (2015) que esse dado n&atilde;o se constitui um diferencial para o conhecimento dos indiv&iacute;duos acerca da hipertens&atilde;o arterial.</p>     <p>Essa problem&aacute;tica conduz &agrave; discuss&atilde;o em torno da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, identificada pelos participantes dessa pesquisa na categoria <i>Processos de Preven&ccedil;&atilde;o da Doen&ccedil;a. </i>Goes &amp; Marcon (2002) afirmam que a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; uma estrat&eacute;gia de promo&ccedil;&atilde;o do autocuidado, pois introduz ou avigora conceitos e h&aacute;bitos de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e permite o controle de condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas. Ademais, pressup&otilde;e pr&aacute;ticas reflexivas que possibilitem ao indiv&iacute;duo atuar como sujeito hist&oacute;rico, social e pol&iacute;tico articulado ao seu contexto de vida, sob a vis&atilde;o de uma Cl&iacute;nica Ampliada e realizada como pr&aacute;tica colaborativa dos profissionais de sa&uacute;de (MS, 2006).</p>     <p>&Eacute; consenso que as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas assintom&aacute;ticas representam um desafio para a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, uma vez que est&atilde;o diretamente relacionadas ao cotidiano e &agrave;s viv&ecirc;ncias dos hipertensos. Portanto, o conhecimento pr&eacute;vio dos pesquisados n&atilde;o &eacute; suficiente para impedir a evolu&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial, pois, est&atilde;o envolvidos aspectos complexos como cren&ccedil;as, sentimentos e comportamentos.</p>     <p>Vieira (2003) afirma que estar doente relaciona-se com cren&ccedil;as e comportamentos percebidos e incorporados pelos indiv&iacute;duos a partir de sua conviv&ecirc;ncia cotidiana com a doen&ccedil;a. Caracter&iacute;sticas e sintomas relacionam-se a constru&ccedil;&atilde;o de mundo e atrav&eacute;s do conhecimento de suas percep&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel apresentar estas representa&ccedil;&otilde;es pessoais sobre ela. As cren&ccedil;as e percep&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m proveem significados para o entendimento de comportamentos adotados.</p>     <p>Assim, &eacute; de extrema import&acirc;ncia que os processos de trabalho em educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de sejam individualizados, levando em considera&ccedil;&atilde;o as particularidades dos indiv&iacute;duos. Al&eacute;m disso, devem possibilitar a compreens&atilde;o clara acerca dos comportamentos de risco para o desenvolvimento e complica&ccedil;&otilde;es da hipertens&atilde;o arterial. Para tanto, o v&iacute;nculo entre portadores da doen&ccedil;a e profissionais de sa&uacute;de &eacute; essencial.</p>     <p>Na presente pesquisa, a amostra referiu bom v&iacute;nculo com o servi&ccedil;o de sa&uacute;de e bom relacionamento com os profissionais que os acompanham. Foi reconhecida a import&acirc;ncia do v&iacute;nculo e relacionamento com os profissionais como relevante no cuidado com a sa&uacute;de, possivelmente por fazerem parte de um grupo que estimula tal qualidade de contato entre profissionais e portadores de hipertens&atilde;o arterial.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Frente a isso, devido &agrave;s particularidades do grupo estudado, a quest&atilde;o da ades&atilde;o n&atilde;o foi considerada problem&aacute;tica. Percebe-se, como afirmam Goes &amp; Marcon (2002) que o trabalho de orienta&ccedil;&atilde;o e esclarecimento, realizado em grupo (de hipertensos), tem apresentado um papel importante, pois est&aacute; enfatizando que as mudan&ccedil;as nos h&aacute;bitos de vida constituem o fator mais importante para o sucesso terap&ecirc;utico.</p>     <p>Tais constata&ccedil;&otilde;es afirmam a import&acirc;ncia de que o profissional de sa&uacute;de deve ter acesso a informa&ccedil;&otilde;es e ao desenvolvimento de pesquisas que investiguem as concep&ccedil;&otilde;es dos hipertensos e outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas assintom&aacute;ticas. Pesquisas em profundidade que se coloquem a investigar al&eacute;m das causalidades relacionadas ao desenvolvimento da hipertens&atilde;o arterial e suas complica&ccedil;&otilde;es, agregando maior efetividade &agrave;s a&ccedil;&otilde;es dos profissionais de sa&uacute;de acerca do processo de trabalho educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.</p>     <p>Ao olhar para os questionamentos iniciais, respons&aacute;veis pela idealiza&ccedil;&atilde;o dessa pesquisa, foi poss&iacute;vel identificar a import&acirc;ncia dos processos educativos em sa&uacute;de, visto que os participantes, que tinham acesso &agrave; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, expressaram os conhecimentos necess&aacute;rios para possibilitar a ado&ccedil;&atilde;o de condutas de vida mais saud&aacute;veis. Considera-se que sem o entendimento de como as pessoas pensam, sentem, se comportam diante da doen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel propor um processo educativo pautado na compreens&atilde;o dos significados sobre a realidade em que o indiv&iacute;duo est&aacute; inserido, capaz de promover mudan&ccedil;as e sustentar um estilo de vida saud&aacute;vel.</p>     <p>Espera-se que outras pesquisas possam ser realizadas a partir das quest&otilde;es levantadas nesse estudo, buscando sempre ampliar a compreens&atilde;o acerca dos processos de sa&uacute;de e adoecimento do portador de hipertens&atilde;o arterial.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Baldissera, V.D.A., Paludo, D., Moreira, N.M., Garbelini, L.F., &amp; Carvalho, M.D.B. (2008). Mudan&ccedil;as vivenciadas por hipertensos ap&oacute;s o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a. <i>Revista do </i><i> Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de</i>, 3, 304-309.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556972&pid=S1645-0086201800020002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Barreto, S.M., &amp; Figueiredo, R. C. (2009). Doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, auto-avalia&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e comportamento de risco: diferen&ccedil;a de g&ecirc;nero. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica, </i>2, 38-47. doi: 10.1590/S0034-89102009000900006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556974&pid=S1645-0086201800020002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Campos, C.J.G. (2004). M&eacute;todo de an&aacute;lise de conte&uacute;do: ferramenta para an&aacute;lise de dados qualitativos no campo da sa&uacute;de. <i>Revista Brasileira de Enfermagem, </i>5, 611-614. doi: 10.1590/S0034-71672004000500019.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556975&pid=S1645-0086201800020002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carvalho, M.V., Siqueira, L.B., Sousa, A.L.L., &amp; Jardim, P.C.B.V. (2013). A influ&ecirc;ncia da Hipertens&atilde;o Arterial na Qualidade de Vida. <i>Arquivos Brasileiros de Cardiologia</i>, 2, 164-174. doi: 10.5935/abc.20130030&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556977&pid=S1645-0086201800020002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Castro, R.S.A. (2012). <i>Padr&atilde;o de consumo alimentar e diferen&ccedil;as de g&ecirc;nero. </i> Disserta&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556978&pid=S1645-0086201800020002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Minas Gerais, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Cozby, P.C. (2003). <i>M&eacute;todos de pesquisa em ci&ecirc;ncias do comportamento. </i>S&atilde;o Paulo: Editora Atlas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556980&pid=S1645-0086201800020002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Figueiredo, N.N., &amp; Asakura, L. (2010). Ades&atilde;o ao tratamento anti-hipertensivo: dificuldades relatadas por indiv&iacute;duos hipertensos. <i>Acta Paulista de Enfermagem</i>, 6, 782-787. doi: 10.1590/S0103-21002010000600011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556982&pid=S1645-0086201800020002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Goes, E.L.A., &amp; Marcon, S.S.A. (2002). A conviv&ecirc;ncia com a hipertens&atilde;o arterial. <i>Acta </i><i> Scientiarum</i>, 3, 819-829. doi: 10.4025/actascihealthsci.v24i0.2550&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556983&pid=S1645-0086201800020002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guedes, M.V.C., Ara&uacute;jo, T.L., Lopes, M.V.O., Silva, L.F., Freitas, M.C., &amp; Almeida, O.C. (2011). Barreiras ao tratamento da hipertens&atilde;o arterial. <i>Revista Brasileira de Enfermagem, </i>6, 1038-1042. doi: 10.1590/S0034-71672011000600008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556984&pid=S1645-0086201800020002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gusm&atilde;o, J.L., &amp; Mion., Jr, D. (2006). Ades&atilde;o ao tratamento - conceitos. R<i>evista Brasileira de Hipertens&atilde;o, </i>1, 23-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556985&pid=S1645-0086201800020002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Johnson, H.M., Olson, A.G., Lamantia, J.N., Kind, A.J.H., Pandhi, N., Mendon&ccedil;a, E.A., Craven, M., &amp; Smith, M.A. (2015). Documented Lifestyle Education Among Young Adults with Incident Hypertension. <i>Journal of General Internal Medicine, </i>5, 556-564. doi: 10.1007/s11606-014-3059-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556987&pid=S1645-0086201800020002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kleinman, A. (1988). <i>The illness narratives, suffering, healing and human condition.</i> New York: Basic Book.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556988&pid=S1645-0086201800020002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lessa, I. (1998). Doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis. In Lessa, I. (Org.). <i>O adulto brasileiro e as doen&ccedil;as da modernidade: epidemiologia das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis</i> (p. 29-42). S&atilde;o Paulo: Hucitec.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556990&pid=S1645-0086201800020002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lessa, I. (2001). Epidemiologia da hipertens&atilde;o arterial sist&ecirc;mica e da insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca no Brasil. <i>Revista Brasileira de Hipertens&atilde;o,</i> 4, 383-392.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556992&pid=S1645-0086201800020002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lu, C.H., Tang, S.T., Lei, Y.X. Zhang, M.Q., Lin, W.Q., Ding, S.H., &amp; Wang, P.X. (2015). Community-based interventions in hypertensive patients: a comparison of three health education strategies. <i>BMC Public Health</i>, 33. doi: 10.1186/s12889&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556994&pid=S1645-0086201800020002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lustosa, M.A., Alcaires, J., &amp; Costa, J.C. (2011). Ades&atilde;o do paciente ao tratamento em Hospital Geral. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, </i>2, 27-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556995&pid=S1645-0086201800020002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Machado, M.C., Pires, C.G.S., &amp; Lob&atilde;o, W.M. (2012). Concep&ccedil;&otilde;es dos hipertensos sobre os fatores de risco para a doen&ccedil;a. <i>Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, 5, 1365-1374. doi: 10.1590/S1413-81232012000500030&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556997&pid=S1645-0086201800020002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Magalh&atilde;es, M.E.C., Brand&atilde;o, A.A., Pozzan, R. Campana, E.M.G., Fonseca, F.L., Pizzi, O.L. &amp; Brand&atilde;o, A.P. (2010). Preven&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial: para quem e quando come&ccedil;ar? <i>Revista Brasileira de Hipertens&atilde;o</i>, 2, 93-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=556998&pid=S1645-0086201800020002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Magrini, W., &amp; Martini, G.M. (2012). Hipertesi&oacute;n arterial: principales factores de riesgo modificables en la estrategia salud de la familia. <i>Enfemar&iacute;a global,</i> 26, 344-353. doi: 10.4321/S1695-61412012000200022&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557000&pid=S1645-0086201800020002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2006). <i>Hipertens&atilde;o arterial sist&ecirc;mica para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de</i>. Recuperado em 20 janeiro, 2013, de <a href="http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad15.pdf" target="_blank">http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad15.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557001&pid=S1645-0086201800020002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Motter, F.R., Olinto, M.T.A., &amp; Paniz, V.M.V. (2015). Avalia&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre n&iacute;veis tensionais e cronicidade da hipertens&atilde;o: um estudo com usu&aacute;rios de uma farm&aacute;cia b&aacute;sica no sul do Brasil. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica, </i>2, 395-404. doi: 10.1590/0102-311X00061914 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557002&pid=S1645-0086201800020002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nogueira, D., Faerstein, E. Coeli, C.M., Chor, D. Lopes, C.S. &amp; Werneck, G.L. (2010). Reconhecimento, tratamento e controle da hipertens&atilde;o arterial: Estudo Pr&oacute;-Sa&uacute;de, Brasil. <i>Revista Panamericana de Salud Publica,</i> 2, 103-109. doi: 10.1590/S1020-49892010000200003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557003&pid=S1645-0086201800020002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Oliveira, H.A.M., Fagundes, R.L.M., Moreira, E.A.M., trindade, E.B.S.M., &amp; Carvalho T. (2010). Rela&ccedil;&atilde;o de indicadores antropom&eacute;tricos com fatores de risco para doen&ccedil;as cardiovascular. <i>Arquivos Brasileiros de Cardiologia, </i>4, 478-485. doi: 10.1590/S0066-782X2010005000012&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557004&pid=S1645-0086201800020002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pierin, A.M.G., Strelec, M.A.A.M., &amp; Mion., Jr., D. (2004). O desafio do controle da hipertens&atilde;o arterial e a ades&atilde;o ao tratamento. In Pierin, A.M.G. (org.). <i>Hipertens&atilde;o arterial: uma proposta para o cuidar </i>(p. 274-289). Barueri: Manole.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557005&pid=S1645-0086201800020002100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pinheiro, R.S., Viacava, F., Travassos, C. &amp; Brito, A. S. (2002). G&ecirc;nero, morbidade, acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de no Brasil. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, </i>4, 687-707. doi: 10.1590/S1413-81232002000400007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557007&pid=S1645-0086201800020002100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pires, C.G.S., &amp; Mussi, F.C. (2008). Cren&ccedil;as em sa&uacute;de para o controle da hipertens&atilde;o arterial. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i><i>,</i> 2, 2257-2267. doi: 10.1590/S1413-81232008000900030&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557008&pid=S1645-0086201800020002100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pires, S.L., Gagliardi, R.J., &amp; Gorzoni, M.L. (2004). Estudo das frequ&ecirc;ncias dos principais fatores de risco para acidente vascular cerebral isqu&ecirc;mico em idosos. <i>Arquivos de Neuropsiquiatria,</i> 3-B, 844-851. doi: 10.1590/S0004-282X2004000500020&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557009&pid=S1645-0086201800020002100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Santos, A.J.M., Rosa, C., Oliveira, E.L., Almeida, J.R., Schneider, R.M., Rocha, S.S.L., &amp; Coutinho, R.M.C. (2009). A n&atilde;o ades&atilde;o de pacientes hipertensos ao tratamento em Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de (UBS). <i>Revista do Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de,</i> 4, 330-337.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557010&pid=S1645-0086201800020002100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, Z.M.S.A., &amp; Lima, H.P. (2008). Tecnologia educativa em sa&uacute;de na preven&ccedil;&atilde;o da hipertens&atilde;o arterial de trabalhadores: an&aacute;lise das mudan&ccedil;as no estilo de vida. <i>Texto &amp; Contexto enfermagem, </i>1, 90-97. doi: 10.1590/S0104-07072008000100010&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557012&pid=S1645-0086201800020002100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, F.M., Bud&oacute;, M.L.D., Silveira, C.L., Badke, M.R. &amp; Beuter, M. (2013). Hipertens&atilde;o: condi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o doen&ccedil;a - o significado da cronicidade na perspectiva dos sujeitos. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem, </i>1, 123-131. doi: 10.1590/S0104-07072013000100015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557013&pid=S1645-0086201800020002100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Simonetti, J.P., Batista, L., &amp; Carvalho, L.R. (2002). H&aacute;bitos de sa&uacute;de e fatores de risco em paciente hipertensos. <i>Revista Latino-americana de enfermagem, </i>3, 415-422. doi: 10.1590/S0104-11692002000300016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557014&pid=S1645-0086201800020002100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertens&atilde;o, Sociedade Brasileira de Nefrologia. (2010). <i>VI Diretrizes Brasileiras de Hipertens&atilde;o.</i> Recuperado em 23 janeiro, 2013, de <a href="http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associados.pdf" target="_blank">http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2010/Diretriz_hipertensao_associados.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557015&pid=S1645-0086201800020002100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertens&atilde;o, Sociedade Brasileira de Nefrologia. (2006). <i>V Diretrizes Brasileiras de Hipertens&atilde;o.</i> Recuperado em 03 maio, 2013, de <a href="http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2006/VDiretrizHA.pdf" target="_blank">http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2006/VDiretrizHA.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557016&pid=S1645-0086201800020002100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Teixeira, E.R., Lamas, A.R., Silva, J.C. e; &amp; Matos, R.M. (2006). O estilo de vida do cliente com hipertens&atilde;o arterial e o cuidado com a sa&uacute;de. <i>Escola Anna Nery Revista de Enfermagem,</i> 3, 378-384. doi: 10.1590/S1414-81452006000300004</p>     <!-- ref --><p>Toledo, M.M., Rodrigues, S.C., &amp; Chiesa, A.M. (2007). Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de no enfrentamento da hipertens&atilde;o arterial: uma nova &oacute;tica para um velho problema. <i>Texto &amp; Contexto Enfermagem,</i> 2, 233-238. doi: 10.1590/S0104-07072007000200004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557018&pid=S1645-0086201800020002100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Turato, E.R. (2003). <i>Tratado de metodologia da pesquisa cl&iacute;nico-qualitativa</i>. Rio de Janeiro: Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557019&pid=S1645-0086201800020002100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Vieira, V.A. (2004). <i>Narrativas sobre a hipertens&atilde;o arterial e de diabetes mellitus e os sentidos nelas por pessoas atendidas em grupos de aconselhamento.</i> Tese, Funda&ccedil;&atilde;o swaldo Cruz, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Rio de Janeiro, Brasil.</p>     <!-- ref --><p>Vieira, V.A. (2003). Hipertens&atilde;o arterial e aspectos &eacute;ticos em pesquisa envolvendo seres humanos: implica&ccedil;&otilde;es para a &aacute;rea da sa&uacute;de.<i>Revista Brasileira de Sa&uacute;de Materno Infantil, </i>4, 481-488. doi: 10.1590/S1519-38292003000400013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557022&pid=S1645-0086201800020002100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Whelton, S.P., Chin, A., Xin, X., &amp; He, J. (2002). Effect of aerobic exercise on blood pressure: a meta-analysis of randomized, controlled trials. <i>Annals of Internal Medicine, </i> 7, 493-503. doi: 10.7326/0003-4819-136-7-200204020-00006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557023&pid=S1645-0086201800020002100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>World Health Organization. (2003). <i>Adherence to long-term therapies: evidence for action.</i> Recuperado em 28 abril, 2013, de <a href="http://www.who.int/chronic_conditions/en/adherence_report.pdf" target="_blank">http://www.who.int/chronic_conditions/en/adherence_report.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557024&pid=S1645-0086201800020002100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido em 20 de Janeiro de 2016/ Aceite em 05 de Junho de 2018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title=""><sup>[1]</sup></a> Diabetes <i>mellitus</i> tipo 2, dislipidemias, hipertens&atilde;o arterial, obesidade, excesso de gordura abdominal s&atilde;o fatores de risco para doen&ccedil;as cardiovasculares. A manifesta&ccedil;&atilde;o desses agravos de forma associada &eacute; denominada S&iacute;ndrome Metab&oacute;lica.</p>     <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title=""><sup>[2]</sup></a> V&aacute;rios autores descrevem esse modo de organiza&ccedil;&atilde;o de respostas, mas optou-se em n&atilde;o priorizar um autor espec&iacute;fico e apresentar as fases da an&aacute;lise de conte&uacute;do explicitando os componentes b&aacute;sicos da t&eacute;cnica.</p>      ]]></body><back>
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