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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil psicológico de mulheres atendidas por equipe multiprofissional de atenção à saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to describe the characteristics of psychological adaptation through Simon s Scale of Adaptation-Revised (EDAO-R) and its relation to the life context of women served by the multidisciplinary residency program in the Multidisciplinary Clinic of Attention to Women's Health. Forty women aged 24 to 77 participated in the research. The EDAO-R consists of a quantitative and qualitative assessment of answers regarding the adaptation process. Data collection was carried out through semi-structured interviews in accordance with the methodology proposed by EDAO-R. Data analysis followed the criteria of the scale, considering the adequacy of the answers to the four sectors of life. The results indicated that more than half of the participating population showed severe or serious ineffective adaptation. We concluded that the high rate of psychiatric problems in women influences the low adaptive efficacy and frameworks crisis.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Perfil psicol&oacute;gico de mulheres atendidas por equipe multiprofissional de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Psychological profile of women attended by team multi-practical health care</b></font></p>     <p><b>Nath&aacute;lia Tavares Bellato Spagiari<sup>1</sup>, S&iacute;lvia Nogueira Cordeiro<sup>1</sup>,Carolina Lopes Tambelini<sup>1</sup>, Lorrayne Caroline Garcia Silva<sup>1</sup>, Maria Elizabeth Barreto Tavares dos Reis<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia e Psican&aacute;lise, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Campus Universit&aacute;rio, Londrina - PR, Brasil.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O presente estudo teve como objetivo descrever as caracter&iacute;sticas de adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica por meio da Escala Diagn&oacute;stica Adaptativa Operacionalizada Revisada (EDAO-R) e sua rela&ccedil;&atilde;o com o contexto de vida das mulheres atendidas pelo programa de resid&ecirc;ncia multiprofissional no Ambulat&oacute;rio Multiprofissional de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de da Mulher. Participaram da pesquisa 40 mulheres com idade entre 24 e 77 anos. Foi utilizada a EDAO-R desenvolvida por Ryad Simon, que consiste em uma avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa e qualitativa das respostas quanto ao processo de adapta&ccedil;&atilde;o. A coleta de dados foi realizada a partir de entrevistas semiestruturadas de acordo com a metodologia proposta pela EDAO-R. A an&aacute;lise de dados foi feita de acordo com os crit&eacute;rios da escala utilizada, considerando a adequa&ccedil;&atilde;o das respostas para os quatro setores da vida. Os resultados indicaram que mais da metade da popula&ccedil;&atilde;o participante apresentou adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa ou grave. Conclui-se que o alto &iacute;ndice de problemas psiqui&aacute;tricos em mulheres influencia a baixa efic&aacute;cia adaptativa e os quadros de crise.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> sa&uacute;de da mulher, psicologia, adapta&ccedil;&atilde;o, EDAO-R</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>This study aimed to describe the characteristics of psychological adaptation through Simon's Scale of Adaptation-Revised (EDAO-R) and its relation to the life context of women served by the multidisciplinary residency program in the Multidisciplinary Clinic of Attention to Women's Health. Forty women aged 24 to 77 participated in the research. The EDAO-R consists of a quantitative and qualitative assessment of answers regarding the adaptation process. Data collection was carried out through semi-structured interviews in accordance with the methodology proposed by EDAO-R. Data analysis followed the criteria of the scale, considering the adequacy of the answers to the four sectors of life. The results indicated that more than half of the participating population showed severe or serious ineffective adaptation. We concluded that the high rate of psychiatric problems in women influences the low adaptive efficacy and frameworks crisis.</p>     <p><b>Keywords:</b> women's health, psychology, adaptation, EDAO-R</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da mulher, na hist&oacute;ria das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de no Brasil e no mundo, tem sido reduzida em grande parte aos par&acirc;metros da aten&ccedil;&atilde;o materno-infantil e, mesmo assim, frequentemente, relegada a segundo plano. A aten&ccedil;&atilde;o voltada para a sa&uacute;de mental da mulher tamb&eacute;m se encontra defasada, devido &agrave; insufici&ecirc;ncia de servi&ccedil;os especializados para atend&ecirc;-la nas diversas fases da vida (Ramada et al., 2010, Renn&oacute; et al., 2005). Observa-se que, al&eacute;m dos poucos servi&ccedil;os, os focos das campanhas s&atilde;o voltados &agrave;s doen&ccedil;as org&acirc;nicas, como disfun&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave; menstrua&ccedil;&atilde;o, ao climat&eacute;rio, c&acirc;ncer de mama ou de colo do &uacute;tero e doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis. Assim, quest&otilde;es emocionais da mulher ainda s&atilde;o percebidas somente associadas a seus ciclos biol&oacute;gicos - como gesta&ccedil;&atilde;o, parto, puerp&eacute;rio, climat&eacute;rio (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2016) -, e as a&ccedil;&otilde;es do servi&ccedil;o p&uacute;blico de sa&uacute;de buscam alcan&ccedil;ar as disfun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas como causadoras de psicopatologias e n&atilde;o o contr&aacute;rio. </p>     <p>Em compara&ccedil;&atilde;o aos homens, as mulheres t&ecirc;m maior probabilidade de desenvolverem depress&atilde;o e as mais variadas comorbidades - tanto f&iacute;sicas quanto mentais - como desordens afetivas, dist&uacute;rbios de ansiedade, ataques de p&acirc;nico, fobias e desordens alimentares (Ramada et al., 2010; Renn&oacute; Jr, Demarque, Lobo, Cavalsan, &amp; Silva, 2012). Segundo Andrade, Viana e Silveira (2006), elas apresentam alta vulnerabilidade a sintomas ansiosos e depressivos, especialmente associados ao per&iacute;odo reprodutivo. Desde a menarca at&eacute; ap&oacute;s a menopausa, h&aacute; muitos transtornos a que as mulheres est&atilde;o sujeitas, como o transtorno disf&oacute;rico pr&eacute;-menstrual, depress&atilde;o perinatal, depress&atilde;o perimenop&aacute;usica, psicose puerperal, problemas emocionais devido &agrave; infertilidade ou gesta&ccedil;&otilde;es abortadas, doen&ccedil;as autoimunes e quadros &aacute;lgicos (Renn&oacute; Jr. et al., 2012). Portanto, esses estudos demonstram a import&acirc;ncia do enfoque diferenciado sobre a sa&uacute;de mental da mulher.</p>     <p>Apesar de ainda serem insuficientes os servi&ccedil;os voltados &agrave; sa&uacute;de mental da mulher no Brasil, existem os que promovem a aten&ccedil;&atilde;o multidisciplinar de sa&uacute;de &agrave; mulher. Este tipo de atendimento est&aacute; predominantemente nos hospitais-escolas que atuam com diversos profissionais da &aacute;rea da sa&uacute;de. Os tratamentos oferecidos incluem aten&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, psicoterapias, acompanhamento multiprofissional e familiar e, muitas vezes, est&atilde;o relacionados a atividades de ensino e pesquisa (Renn&oacute; Jr. et al., 2005).</p>     <p>Segundo Ramada et al. (2010), a mulher possui peculiaridades fisiol&oacute;gicas e socioculturais que poder&atilde;o interferir em sua qualidade de vida. Os preconceitos, tabus e a forma como ela &eacute; vista pela sociedade, al&eacute;m das transforma&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas por que passa desde a inf&acirc;ncia - menarca, gravidez e menopausa -, s&atilde;o fatores que poder&atilde;o influenciar na sua sa&uacute;de f&iacute;sica e mental. Neste sentido, &eacute; importante identificar e modificar os fatores que afetam sua sa&uacute;de e que auxiliariam na preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria de algumas desordens. Os autores observam que h&aacute; uma intera&ccedil;&atilde;o entre vulnerabilidade gen&eacute;tica, fatores ambientais, fisiol&oacute;gicos e psicossociais, e a resili&ecirc;ncia da paciente, a qual poder&aacute; influenciar no desenvolvimento das patog&ecirc;neses sofridas pelas mulheres.</p>     <p>Considerando a import&acirc;ncia de haver um servi&ccedil;o que possa oferecer um atendimento integral &agrave; sa&uacute;de da mulher, a Resid&ecirc;ncia Multiprofissional da Sa&uacute;de da Mulher forma, desde 2013, profissionais aptos a realizarem a&ccedil;&otilde;es de car&aacute;ter multi e interdisciplinar voltadas para a promo&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da mulher nos diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o. A equipe de residentes &eacute; composta por oito enfermeiros, dois profissionais de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, duas nutricionistas, dois farmac&ecirc;uticos e dois psic&oacute;logos.</p>     <p>Em 2014, foi criado o Ambulat&oacute;rio Multiprofissional de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de da Mulher (AMASM). Para planejar os atendimentos adequados ao contexto ambulatorial, &eacute; necess&aacute;rio conhecer as caracter&iacute;sticas psicol&oacute;gicas das mulheres encaminhadas para o AMASM. Isso fornece subs&iacute;dios &agrave; equipe multiprofissional que facilitam o diagn&oacute;stico e planejamento de interven&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de f&iacute;sica e mental. &Eacute; importante ressaltar que o trabalho em equipe multiprofissional possibilita que cada profissional entenda o trabalho dos outros, tornando as discuss&otilde;es e interven&ccedil;&otilde;es terap&ecirc;uticas mais integradas (Cordeiro, Reis, Sei, &amp; Zanetti, 2014).</p>     <p>Para compreender as caracter&iacute;sticas adaptacionais psicol&oacute;gicas dessa popula&ccedil;&atilde;o, foi utilizada como instrumento de entrevista a Escala Diagn&oacute;stica Adaptativa Operacionalizada - EDAO, desenvolvida por Ryad Simon na d&eacute;cada de 1970. A escala busca avaliar a adapta&ccedil;&atilde;o em quatro &aacute;reas da vida pessoal, classificados em Afetivo-Relacional (A-R), Produtividade (Pr), Sociocultural (S-C) e Org&acirc;nico (Or). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A EDAO-R &eacute; baseada na Teoria da Adapta&ccedil;&atilde;o proposta por Simon, em que se atribui uma an&aacute;lise qualitativa &agrave; efic&aacute;cia da adapta&ccedil;&atilde;o, apesar de considerar um escore para cada setor da vida (Simon, 1989, 2005; Yoshida, 2013). Segundo essa teoria, a adapta&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo com o qual o indiv&iacute;duo se defronta na busca da preserva&ccedil;&atilde;o da vida, procurando manter sua integridade f&iacute;sica e ps&iacute;quica por meio de respostas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es externas e/ou adversas que o modificam (Simon, 1989, 2005).</p>     <p>Entretanto, a EDAO-R avalia o processo de adapta&ccedil;&atilde;o somente em rela&ccedil;&atilde;o aos setores afetivo-relacional (AR) e produtivo (Pr), uma vez que esses setores t&ecirc;m um peso estruturante na configura&ccedil;&atilde;o adaptativa geral do sujeito. S&atilde;o atribu&iacute;dos pesos distintos a cada setor: no setor AR, &agrave; adapta&ccedil;&atilde;o adequada, pouco adequada ou pouqu&iacute;ssimo adequada &eacute; atribu&iacute;do o escore 3, 2, 1, respectivamente, enquanto que, para o setor Pr, o escore &eacute; 2, 1, 0, 5. Os setores sociocultural (SC) e org&acirc;nico (Or) s&atilde;o avaliados somente qualitativamente (Simon, 1989, 2005).</p>     <p>O setor AR est&aacute; relacionado aos sentimentos, atitudes e a&ccedil;&otilde;es do indiv&iacute;duo nos aspectos inter e intrapessoal. O Pr corresponde aos sentimentos, atitudes e a&ccedil;&otilde;es relativos &agrave; principal atividade de trabalho, art&iacute;stica, filos&oacute;fica ou religiosa. O SC refere-se ao contexto social, valores e costumes da cultura em que vive, e o Or corresponde ao funcionamento e os cuidados com o pr&oacute;prio corpo, sono e sexo. A avalia&ccedil;&atilde;o das respostas de cada setor &eacute; realizada a partir de tr&ecirc;s crit&eacute;rios: se houve uma solu&ccedil;&atilde;o para o problema, se essa solu&ccedil;&atilde;o &eacute; gratificante e satisfat&oacute;ria ou n&atilde;o e se a solu&ccedil;&atilde;o gera ou n&atilde;o conflitos intraps&iacute;quicos ou ambientais. </p>     <p>Dessa forma, os setores s&atilde;o classificados em tr&ecirc;s n&iacute;veis: adequado, quando os tr&ecirc;s crit&eacute;rios s&atilde;o atendidos, pouco adequado, quando apenas dois dos crit&eacute;rios s&atilde;o satisfeitos, e pouqu&iacute;ssimo adequado, se apenas um dos crit&eacute;rios &eacute; satisfeito (Simon, 1989). Na avalia&ccedil;&atilde;o adaptativa tamb&eacute;m deve ser considerado se o indiv&iacute;duo apresenta crise ou n&atilde;o. A crise &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o-problema vital, nova e desconhecida para o indiv&iacute;duo, &agrave; qual ele atribui significado simb&oacute;lico e que, se n&atilde;o for adotada nenhuma solu&ccedil;&atilde;o, se torna cada vez mais aguda (Simon, 1989, 2005).</p>     <p>Considerando o contexto ambulatorial deste estudo e o envolvimento de diversos profissionais nesse meio, vale ressaltar o estudo de Gomes (2013), que teve como proposta a utiliza&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica da EDAO no contexto do Centro de Refer&ecirc;ncia em Assist&ecirc;ncia Social (CRAS). A autora considerou relevante o uso da EDAO na pr&aacute;tica de psic&oacute;logos que atuam no CRAS, no processo de triagem e constitui&ccedil;&atilde;o dos grupos e na realiza&ccedil;&atilde;o de uma avalia&ccedil;&atilde;o posterior &agrave; conclus&atilde;o do trabalho. O estudo apontou que o instrumento, por ser de f&aacute;cil aplica&ccedil;&atilde;o, objetivo e por utilizar vocabul&aacute;rio acess&iacute;vel, contribui na comunica&ccedil;&atilde;o entre diferentes profissionais. Tendo em vista o tema deste estudo, foi feito um levantamento na literatura de estudos que utilizaram a EDAO-R com o objetivo de verificar a efic&aacute;cia adaptativa de seus pacientes.</p>     <p>O estudo de Heleno e Santos (2004) teve como objetivo conhecer a efic&aacute;cia adaptativa de 27 pacientes portadores do v&iacute;rus HIV que eram assistidos pelo Projeto Esperan&ccedil;a de S&atilde;o Miguel Paulista - PROJESP. Os resultados indicaram que se tratava de uma popula&ccedil;&atilde;o com dificuldades em lidar com as situa&ccedil;&otilde;es, visto que 77% da popula&ccedil;&atilde;o apresentaram um n&iacute;vel de adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa e grave.</p>     <p>Corr&ecirc;a, Vizzotto e Cury (2007) realizaram estudo com o objetivo de avaliar a efic&aacute;cia adaptativa de 57 casais constitu&iacute;dos por homens f&eacute;rteis e mulheres inf&eacute;rteis inseridos em um programa de fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro (PFIV) de um Centro de Reprodu&ccedil;&atilde;o Humana. Os resultados indicaram que os homens apresentaram melhor efic&aacute;cia adaptativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres durante PFIV, o que pode ser justificado pelo fato de se tratar de homens f&eacute;rteis e mulheres inf&eacute;rteis, ou seja, elas com maior comprometimento do setor org&acirc;nico, bem como pela grande import&acirc;ncia que a mulher d&aacute; &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Guimar&atilde;es e Yoshida (2008) investigaram a efic&aacute;cia adaptativa e o n&iacute;vel de alexitimia de 25 pacientes ambulatoriais portadores da doen&ccedil;a de Crohn e da RCUI (retocolite ulcerativa inespec&iacute;fica). Os resultados indicaram alto comprometimento da qualidade da adapta&ccedil;&atilde;o e do n&iacute;vel de alexitimia. A qualidade da adapta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apresentou associa&ccedil;&atilde;o com a severidade da sintomatologia nem com o tempo da doen&ccedil;a; entretanto, houve predom&iacute;nio da adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa, moderada e grave.</p>     <p>No levantamento bibliogr&aacute;fico, foram encontrados dois artigos que utilizaram esta escala em pacientes com morbidades especificamente relacionadas &agrave; sa&uacute;de feminina (Heleno, 2010; Silva, 2011). O estudo de Heleno (2010) analisou a efic&aacute;cia adaptativa de dez mulheres de um ambulat&oacute;rio especializado em Reprodu&ccedil;&atilde;o Assistida, que haviam vivenciado abortamento, seja provocado ou espont&acirc;neo. Os resultados indicaram que tanto o abortamento quanto a infertilidade tiveram importante repercuss&atilde;o na efic&aacute;cia adaptativa das mulheres, sendo que a maioria apresentou adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa e moderada.</p>     <p>Silva (2011) realizou um estudo com o objetivo de verificar a efic&aacute;cia adaptativa e o funcionamento psicol&oacute;gico, social e ocupacional de 12 mulheres idosas submetidas &agrave; abla&ccedil;&atilde;o mam&aacute;ria em decorr&ecirc;ncia do c&acirc;ncer de mama, atendidas no Setor de Mastologia Maligna do Hospital das Cl&iacute;nicas da Universidade Federal de Uberl&acirc;ndia (HC-UFU). Os resultados indicaram que as mulheres idosas com c&acirc;ncer de mama apresentavam baixa qualidade de vida e baixa efic&aacute;cia adaptativa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando os estudos encontrados que utilizaram a EDAO, acredita-se que essa escala possa ajudar na caracteriza&ccedil;&atilde;o do perfil psicol&oacute;gico das mulheres atendidas no AMASM. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi analisar as caracter&iacute;sticas de adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica das mulheres atendidas pelo programa de resid&ecirc;ncia multiprofissional no AMASM. </p>     <p>M&Eacute;TODO</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram do estudo 40 mulheres, com idade entre 24 e 77 anos (m&eacute;dia = 29 &plusmn; 7,1 anos). Quanto ao estado civil, 26 eram casadas, sete solteiras, quatro divorciadas e cinco vi&uacute;vas. Com rela&ccedil;&atilde;o a suas profiss&otilde;es, 17 eram donas de casa, 12 aposentadas ou afastadas, 10 tinham uma atividade profissional, uma estava desempregada. Todas as mulheres foram encaminhadas por profissionais da sa&uacute;de, como psiquiatra, nutricionista, ginecologista, cardiologista, assistente social, entre outros.</p>     <p>Abaixo est&aacute; descrito o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico, realizado pelo m&eacute;dico, com o qual as mulheres chegaram para o atendimento psicol&oacute;gico e a frequ&ecirc;ncia com que apareceram esses diagn&oacute;sticos.</p>     <p><b>Quadro 1. </b></p>     <p>Diagn&oacute;stico Cl&iacute;nico com o qual as mulheres chegaram &agrave; triagem, pela frequ&ecirc;ncia e porcentagem</p>     <p>Considerando o <a href="#q1">Quadro 1</a>, pode-se observar que o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico mais frequente entre as pacientes est&aacute; relacionado a algum problema psiqui&aacute;trico, descrito como transtorno de ansiedade, transtorno do p&acirc;nico, transtorno afetivo bipolar e depress&atilde;o, correspondendo a 57,5% das mulheres entrevistadas. O segundo diagn&oacute;stico cl&iacute;nico inclui mulheres do grupo de doen&ccedil;as autoimunes, apresentadas por 20% da amostra, correspondendo &agrave;s seguintes doen&ccedil;as: artrite, artrose, l&uacute;pus, hipotireoidismo etc.. Das mulheres, 12,5% apresentavam o diagn&oacute;stico de transtornos alimentares e 10%, doen&ccedil;as consideradas cr&ocirc;nicas, como endometriose, hipertens&atilde;o arterial, dislipidemia etc. &Eacute; importante considerar que a maioria das participantes apresentava mais de um diagn&oacute;stico, podendo ser da mesma categoria ou de diferentes categorias.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a23q1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Nota-se, no quadro abaixo, a diferen&ccedil;a entre o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico e a queixa trazida durante a triagem.</p>     <p>Considerando o <a href="#q2">Quadro 2</a>, percebe-se que 50% das queixas apresentadas na entrevista estavam relacionadas a algum problema psiqui&aacute;trico, como transtorno <i>borderline</i>, depress&atilde;o, transtorno afetivo bipolar, transtorno do p&acirc;nico, estresse, transtorno de ansiedade. Em seguida, com frequ&ecirc;ncia de 17,5%, seguem queixas relacionadas a alguma dificuldade nos relacionamentos afetivos familiares e a algum transtorno alimentar. A queixa menos frequente est&aacute; relacionada a problemas ginecol&oacute;gicos, como endometriose, climat&eacute;rio, menopausa e gigantomastia, correspondendo a 15% da popula&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a23q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>O instrumento utilizado para as entrevistas foi a Escala Diagn&oacute;stica Adaptativa Operacionalizada Redefinida (EDAO-R). </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>As mulheres que participaram da pesquisa foram encaminhadas ao Ambulat&oacute;rio Multiprofissional de Sa&uacute;de da Mulher no per&iacute;odo entre mar&ccedil;o e setembro de 2015. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas pela residente de psicologia nos dias e hor&aacute;rios previamente agendados para consulta de rotina. As mulheres foram informadas sobre a pesquisa e convidadas para participar do estudo, e, ao aceitarem o convite, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados obtidos foram analisados considerando o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico, a queixa apresentada na triagem e o diagn&oacute;stico adaptativo. A avalia&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica seguiu orienta&ccedil;&atilde;o de Simon (1989, 2005), ou seja, a adequa&ccedil;&atilde;o das respostas (adequadas, pouco adequadas ou pouqu&iacute;ssimo adequadas) para os setores afetivo-relacional (AR) e produtividade (Pr). Em seguida, somaram-se os pontos obtidos nos dois setores.</p>     <p>Ao final, obteve-se a classifica&ccedil;&atilde;o dos cinco grupos de diagn&oacute;stico adaptativo poss&iacute;veis: Adapta&ccedil;&atilde;o Eficaz (Grupo 1), Adapta&ccedil;&atilde;o Ineficaz Leve (Grupo 2), Ineficaz Moderada (Grupo 3), Ineficaz Severa (Grupo 4) e Ineficaz Grave (Grupo 5). N&atilde;o h&aacute; grupos espec&iacute;ficos para a pessoa &ldquo;em crise&rdquo; (Simon, 2005). Considera-se adapta&ccedil;&atilde;o eficaz quando a adequa&ccedil;&atilde;o das respostas resulta em 5 pontos, adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz leve quando resulta em 4 pontos, ineficaz moderada quando resulta entre 3 e 3,5 pontos, ineficaz severa quando resulta entre 2 e 2,5 pontos, e ineficaz grave quando resulta em 1,5 ponto.</p>     <p>Esta pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa envolvendo seres humanos, atendendo aos princ&iacute;pios &eacute;ticos contidos na resolu&ccedil;&atilde;o 466/12 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</p>     <p>RESULTADOS</p>     <p>Observa-se no <a href="#q3">Quadro 3</a> o resultado da classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica das participantes, obtida a partir das entrevistas semiestruturadas, segundo os crit&eacute;rios da EDAO-R, apresentando tanto a frequ&ecirc;ncia quanto a porcentagem de cada resultado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n2/19n2a23q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Classifica&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica adaptacional das mulheres da amostra, em crise ou sem crise, pela frequ&ecirc;ncia e porcentagem.</p>     <p>Nota-se no <a href="#q3">Quadro 3</a> que, das 40 participantes, 17 apresentaram adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa, das quais 11 n&atilde;o apresentaram caracter&iacute;sticas que pudessem ser classificadas como se elas estivessem em crise e seis apresentaram caracter&iacute;stica de que estavam em crise. Em seguida, vem a adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz grave, representada por 11 participantes, das quais duas mulheres apresentaram caracter&iacute;sticas de que estavam em crise. Encontraram-se oito mulheres classificadas com adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz moderada, das quais somente uma apresentou caracter&iacute;sticas de crise. Adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz leve foi encontrada em tr&ecirc;s mulheres, das quais nenhuma apresentou caracter&iacute;stica de crise. Apenas uma participante se classificou com adapta&ccedil;&atilde;o eficaz e n&atilde;o apresentava caracter&iacute;sticas de crise.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>DISCUSS&Atilde;O</p>     <p>Analisando o perfil das mulheres participantes nesta pesquisa, observou-se que 90% delas tinham idade menor que 60 anos. Assim, isto pode ser associado a preocupa&ccedil;&atilde;o nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas com campanhas de preven&ccedil;&atilde;o aos problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de da mulher (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2016). Portanto, ocorre o incentivo &agrave;s mulheres de buscarem os servi&ccedil;os de sa&uacute;de cada vez mais cedo e, por isso, obterem diagn&oacute;stico cada vez mais cedo (Alves, Silva, Ernesto, Lima, &amp; Souza, 2011; Pinheiro, Viacava, Travassos, &amp; Brito, 2002). Ramada et al. (2010) apontam que as particularidades fisiol&oacute;gicas e socioculturais podem afetar a qualidade de vida da mulher, como sua atividade profissional. Tamb&eacute;m &eacute; notado que se parte do biol&oacute;gico para o psicol&oacute;gico na vis&atilde;o de alguns setores de sa&uacute;de (Renn&oacute; et al., 2005; Ramada et al., 2010).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de encaminhamento, todas as mulheres chegaram ao ambulat&oacute;rio (AMASM) referenciadas por profissionais da sa&uacute;de (psiquiatra, nutricionista, ginecologista, cardiologista etc.). Pode-se supor que a aus&ecirc;ncia de busca espont&acirc;nea das pacientes se justifique pelo fato de o servi&ccedil;o ser de aten&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria - o que necessita de encaminhamento de outro servi&ccedil;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de - SUS- para seu acesso -, ou at&eacute; mesmo por serem pacientes que apresentam v&aacute;rios problemas org&acirc;nicos. Essas disfun&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas podem estar relacionadas a v&aacute;rios aspectos, inclusive emocionais. Todavia, pode existir uma dificuldade por parte das especialidades m&eacute;dicas em identific&aacute;-los, j&aacute; que se utilizam de um olhar biom&eacute;dico, voltado para o organismo e as doen&ccedil;as (Cordeiro &amp; Ortiz, 2015).</p>     <p>Considerando ainda a caracteriza&ccedil;&atilde;o dessa popula&ccedil;&atilde;o, verificou-se que, tanto no diagn&oacute;stico cl&iacute;nico quanto nas queixas, os mais frequentes foram os dist&uacute;rbios psiqui&aacute;tricos. Isto pode estar relacionado &agrave; baixa efic&aacute;cia adaptativa encontrada nos resultados a partir da EDAO-R, visto que mais da metade das mulheres apresentou adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz severa ou grave. Isso corrobora as pesquisas que apontam maior disposi&ccedil;&atilde;o da mulher para doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas (Ramada et al., 2010; Renn&oacute; et al., 2012). &Eacute; importante considerar que o diagn&oacute;stico cl&iacute;nico foi realizado por um m&eacute;dico, enquanto a queixa se constitui por quest&otilde;es que incomodam a mulher diariamente. Por vezes, a mulher apresentou um diagn&oacute;stico, mas se queixou de outras quest&otilde;es relacionadas &agrave; vida, ou seja, reportou dificuldades emocionais experienciadas, n&atilde;o as relacionando com o diagn&oacute;stico.</p>     <p>De forma semelhante, os estudos de Heleno e Santos (2004), Corr&ecirc;a et al. (2007), Guimar&atilde;es e Yoshida (2008), Heleno (2010) com pacientes com comprometimento na sa&uacute;de apontaram para a adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz, principalmente severa e grave. Outro ponto apresentado nesses estudos (Corr&ecirc;a et al., 2007; Guimar&atilde;es &amp; Yoshida, 2008; Heleno, 2010; Heleno &amp; Santos, 2004), e que deve ser considerado, &eacute; que seus resultados mostram que a popula&ccedil;&atilde;o participante tende a apresentar adapta&ccedil;&atilde;o ineficaz nos diferentes setores adaptativos (afetivo-relacional, produtividade, org&acirc;nico e sociocultural), visto que eles est&atilde;o relacionados uns aos outros. </p>     <p>Essa associa&ccedil;&atilde;o entre os setores, nesta pesquisa, pode ser percebida devido &agrave; baixa efic&aacute;cia adaptativa dessas mulheres, que est&aacute; ligada ao comprometimento no setor org&acirc;nico. Isto pode afetar direta e indiretamente nas dificuldades em lidar com as situa&ccedil;&otilde;es da vida, acarretando conflitos internos e externos (setor afetivo-relacional), como tamb&eacute;m na sua rela&ccedil;&atilde;o com a fam&iacute;lia e amigos (setor sociocultural) e, muitas vezes, at&eacute; mesmo nas suas atividades e trabalho (setor de produtividade). </p>     <p>Segundo Andrade, Viana e Silveira (2006), das dez principais causas de incapacita&ccedil;&atilde;o, metade est&aacute; associada aos transtornos psiqui&aacute;tricos, &ldquo;sendo a depress&atilde;o respons&aacute;vel por 13% das incapacita&ccedil;&otilde;es, alcoolismo por 7,1%, esquizofrenia por 4%, transtorno bipolar por 3,3% e transtorno obsessivo-compulsivo por 2,8%&rdquo; (p. 44). Logo, &eacute; importante considerar ainda que as nove mulheres que apresentaram caracter&iacute;sticas de que estavam em crise tamb&eacute;m t&ecirc;m algum problema psiqui&aacute;trico, o que mostra o quanto os fatores emocionais afetam a adapta&ccedil;&atilde;o delas na vida.</p>     <p>Conclui-se, a partir dos resultados desta pesquisa, que as participantes n&atilde;o est&atilde;o adaptadas psicologicamente, haja vista a baixa efic&aacute;cia adaptativa e os quadros de crise encontrados com a aplica&ccedil;&atilde;o da EDAO-R. Ao relacionar os resultados com o alto &iacute;ndice de problemas psiqui&aacute;tricos apresentados por essas mulheres, compreende-se a rela&ccedil;&atilde;o entre os quatro setores de adapta&ccedil;&atilde;o da EDAO-R, pois se um deles de encontra comprometido, os outros s&atilde;o afetados de alguma maneira.</p>     <p>Assim, observa-se que as mulheres t&ecirc;m buscado cada vez mais cedo os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o que permite uma a&ccedil;&atilde;o preventiva, como tamb&eacute;m um cuidado cada vez maior de seus problemas de sa&uacute;de. O encaminhamento das mulheres pelas &aacute;reas m&eacute;dicas aos setores de psicologia indica o in&iacute;cio de di&aacute;logo entre os profissionais de sa&uacute;de e uma tentativa de atender a sa&uacute;de da mulher al&eacute;m do campo biol&oacute;gico.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Alves, R. F., Silva, R. P., Ernesto, M. V., Lima, A. G. B., &amp; Souza, F. M. (2011). G&ecirc;nero e sa&uacute;de: o cuidar do homem em debate. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</i>, <i>13</i>(3), 152-166. Recuperado em 08 de junho de 2018, de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872011000300012&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-36872011000300012&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557346&pid=S1645-0086201800020002300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Andrade, L. H. S. G., Viana, M.C., &amp; Silveira, C. M. (2006). Epidemiologia dos transtornos psiqui&aacute;tricos na mulher. <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i>, 33(2), 43-54, Vit&oacute;ria - ES. doi: 10.1590/S0101-60832006000200003</p>     <!-- ref --><p>Benedetti, T. R. B., Borges, L. J., Petroski, E. L., Gon&ccedil;alves, L. H. T. (2008). Atividade f&iacute;sica e estado de sa&uacute;de mental de idosos. <i>Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 42 (2), 302-307. doi: 10.1590/S0034-89102008005000007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557349&pid=S1645-0086201800020002300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. (2016). Protocolos da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica: Sa&uacute;de das Mulheres/ Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Instituto S&iacute;rio-Liban&ecirc;s de Ensino e Pesquisa - Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557350&pid=S1645-0086201800020002300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cordeiro, S. N., &amp; Ortiz, N. D. (2015). Quando o corpo se faz presente como meio de exist&ecirc;ncia do sujeito: Um caso de psicossom&aacute;tica. <i>Revista Brasileira de Psicoterapia</i>, <i>17</i>(1), 83-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557352&pid=S1645-0086201800020002300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cordeiro, S. N., Reis, M. E. B. T., Sei, M. B., &amp; Zanetti, S. A. S. (2014). A inser&ccedil;&atilde;o do psic&oacute;logo em resid&ecirc;ncia multiprofissional em Sa&uacute;de da Mulher. <i>Espa&ccedil;o para a Sa&uacute;de</i>, <i>15</i>, 253-260. doi: 10.5752/P.1678-9563.2012v18n3p389&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557354&pid=S1645-0086201800020002300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Corr&ecirc;a, K. R. F. C., Vizzotto, M. M., &amp; Cury, A. F. (2007). Avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia adaptativa de mulheres e homens inseridos num programa de fertiliza&ccedil;&atilde;o in vitro. <i>Psicologia em Estudo</i>, <i>12</i>, 363-370, Maring&aacute; - PR. doi:10.1590/S1413-73722007000200017</p>     <p>Gomes, J. M. (2013). Centro de Refer&ecirc;ncia em Assist&ecirc;ncia Social - CRAS: Uma proposta de interven&ccedil;&atilde;o com a escala diagn&oacute;stica adaptativa operacionalizada - EDAO. (Monografia)<i>. Instituto de Ci&ecirc;ncias de Sa&uacute;de Funorte</i> / Soebras, Cacoal.</p>     <!-- ref --><p>Guimar&atilde;es, L. P. M., &amp; Yoshida, E. M. P. (2008). Doen&ccedil;a de Crohn e retocolite ulcerativa inespec&iacute;fica: Alexitimia e adapta&ccedil;&atilde;o. <i>Psicologia: Teoria e Pr&aacute;tica</i>, S&atilde;o Paulo, <i>10</i>(1), 52-63. Recuperado em 08 de junho de 2018 de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-36872008000100005&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-36872008000100005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557357&pid=S1645-0086201800020002300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heleno, M. G. V., &amp; Santos, H. (2004). Adapta&ccedil;&atilde;o em pacientes portadores do v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana - HIV. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as</i>, <i>5</i>(1), 87-91. Recuperado em 08 de junho de 2018 de <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862004000100006&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862004000100006&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557358&pid=S1645-0086201800020002300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Heleno, M. G. V. (2010). Efic&aacute;cia adaptativa de mulheres com hist&oacute;ria de abortamento, pacientes de um ambulat&oacute;rio de reprodu&ccedil;&atilde;o. <i>Arquivos Brasileiros de Psicologia</i>, <i>62</i>(3), 33-41. Recuperado em 08 de junho de 2018 de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672010000300005&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1809-52672010000300005&amp;lng=pt&amp;tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557359&pid=S1645-0086201800020002300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lebr&atilde;o, M. L., &amp;Laurenti, R. (2005). Sa&uacute;de, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. <i>Revista Brasileira de Epidemiologia</i>, <i>8</i>(2), 127-141.doi: 10.1590/S1415-790X2005000200005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557360&pid=S1645-0086201800020002300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pinheiro, R. S., Viacava, F., Travassos, C., &amp; Brito, A. S. (2002). G&ecirc;nero, morbidade, acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de no Brasil. <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, <i>7</i>, 687-707.doi: 10.1590/S1413-81232002000400007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557361&pid=S1645-0086201800020002300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ramada, K. R. B., Barbosa, A. F., Siqueira, B. T., Teixeira, D. S., Esteves, M. C. P., Almeida, N. D., Mello, R. (2010). Sa&uacute;de mental na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; mulher. <i>Cuidado &eacute; Fundamental Online</i>, <i>2</i>(Ed. Supl.), 616-619.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557362&pid=S1645-0086201800020002300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Renn&oacute; Jr. J., Fernandes, C. E., Mantese, J. C., Valadares, G. C., Fonseca, A. M., Diegoli, M., Brasiliano, S., &amp; Hochgrafl, P. (2005). Sa&uacute;de mental da mulher no Brasil: Desafios cl&iacute;nicos e perspectivas em pesquisa. <i>Revista Brasileira de Psiquiatria</i>, <i>27</i> (Supl. II), 73-76.doi: 10.1590/S1516-44462005000600007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557364&pid=S1645-0086201800020002300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Renn&oacute; Jr., J. Demarque, R. Lobo, H. R. Cavalsan, &amp; J. P. Silva, A. G. (2012). Sa&uacute;de mental da mulher: Transtornos psiqui&aacute;tricos relacionados ao ciclo reprodutivo. <i>Debates em Psiquiatria</i>, <i>2</i>(6), 6-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557365&pid=S1645-0086201800020002300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, C. J. (2011). Efic&aacute;cia adaptativa e funcionamento global de mulheres idosas com c&acirc;ncer de mama. (Disserta&ccedil;&atilde;o). Universidade Federalde Uberl&acirc;ndia. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/17126/1/d.pdf" target="_blank">https://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/17126/1/d.pdf</a> Acesso em 15 jun 2018.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=557367&pid=S1645-0086201800020002300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Simon, R. (1989). <i>Psicologia cl&iacute;nica preventiva: Novos fundamentos</i>. Editora Pedag&oacute;gica e Universit&aacute;ria: S&atilde;o Paulo, SP.</p>     <!-- ref --><p>Simon, R. (2005). <i>Psicoterapia breve operacionalizada: Teoria e t&eacute;cnica</i>. 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