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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Caracterização dos utentes de uma unidade de psico-oncologia extra-hospitalar]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characterization of the patients of a non-hospital psycho-oncology unit]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Experiencing cancer generally results in high levels of emotional suffering both in cancer patients and their relatives. Aiming to contribute to the well-being and quality of life of these individuals, in 2011, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Núcleo Regional do Sul (LPCC- NRS) created a Psycho-Oncology Unit (UPO). This Unit provides specialized psychological support through the promotion of: adaptation to diagnosis and treatment; strategies to facilitate symptom management; and communication between the patient and health professionals and/or family/caregivers. This study aimed to characterize the psycho-oncology patients of LPCC-NRS-UPO, from the date of its creation until June 2017, in order to further adapt this service to this population’s needs and to provide an improved service to those who are affected by the oncological disease. The sample consisted of 522 subjects, 341 of which were cancer patients. The results showed that the individuals followed at the LPCC-NRS-UPO were mostly women with breast cancer, aged over 60, residents in Lisbon and highly educated. Most were having treatment at Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG) and reached the Psychology service through friends or relatives due to cancer-related suffering. Psychological help was generally based on the supportive psychotherapy model and the average number of therapy sessions was between 2 and 5. This study allowed us to characterize the patients followed at the LPCC-NRS-UPO and propose strategies to enhance the LPCC-NRS in its mission to support cancer patients and their relatives.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[consulta de psicologia]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Caracterização dos utentes de uma unidade de psico-oncologia    extra-hospitalar</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Characterization of the patients of a non-hospital psycho-oncology    unit</b></font></p>     <p><b>Rita Albergaria<sup>1</sup>, Rita Amorim<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Liga Portuguesa Contra o Cancro, Núcleo Regional do Sul, Unidade    de Psico-Oncologia, Lisboa, Portugal, <a href="mailto:rita.albergaria@ligacontracancro.pt">rita.albergaria@ligacontracancro.pt</a>,    <a href="mailto:rita.amorim@ligacontracancro.pt">rita.amorim@ligacontracancro.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p> A vivência do cancro resulta, geralmente, em altos níveis de sofrimento emocional    para doentes oncológicos e familiares. Com o objectivo de contribuir para o    bem-estar e a qualidade de vida destes sujeitos, a Liga Portuguesa Contra o    Cancro, Núcleo Regional do Sul (LPCC-NRS) criou, em 2011, a Unidade de Psico-Oncologia    (UPO). Nesta Unidade é prestado acompanhamento psicológico especializado através    da promoção da adaptação ao diagnóstico e ao tratamento; da facilitação de estratégias    para gestão dos sintomas; e da promoção da comunicação entre doente e profissionais    de saúde e/ou familiares/cuidadores. O presente estudo pretendeu caracterizar    os utentes seguidos na consulta de Psicologia da LPCC-NRS-UPO, desde a data    da sua criação até junho de 2017, de forma a adaptar o serviço às necessidades    desta população e prestar um acompanhamento cada vez melhor a quem é afectado    pelo cancro. A amostra foi constituída por 522 sujeitos, 341 dos quais doentes    oncológicos. Os resultados revelaram que os utentes da consulta eram, maioritariamente,    mulheres com cancro mama, com mais de 60 anos, residentes em Lisboa e academicamente    diferenciadas. A maioria, em tratamento no Instituto Português de Oncologia    de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG), chegou à consulta através de amigos ou    familiares por sofrimento associado à doença oncológica. O acompanhamento psicológico,    maioritariamente baseado no modelo de psicoterapia de apoio, contou, geralmente,    com 2 a 5 sessões. O estudo permitiu caracterizar os utentes seguidos na UPO    e propor estratégias para melhorar a actuação da LPCC-NRS na sua missão de apoio    ao doente oncológico e família.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>consulta de psicologia, doentes oncológicos, familiares,    caracterização</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Experiencing cancer generally results in high levels of emotional suffering    both in cancer patients and their relatives. Aiming to contribute to the well-being    and quality of life of these individuals, in 2011, Liga Portuguesa Contra o    Cancro, Núcleo Regional do Sul (LPCC- NRS) created a Psycho-Oncology Unit (UPO).    This Unit provides specialized psychological support through the promotion of:    adaptation to diagnosis and treatment; strategies to facilitate symptom management;    and communication between the patient and health professionals and/or family/caregivers.    This study aimed to characterize the psycho-oncology patients of LPCC-NRS-UPO,    from the date of its creation until June 2017, in order to further adapt this    service to this population&rsquo;s needs and to provide an improved service to those    who are affected by the oncological disease. The sample consisted of 522 subjects,    341 of which were cancer patients. The results showed that the individuals followed    at the LPCC-NRS-UPO were mostly women with breast cancer, aged over 60, residents    in Lisbon and highly educated. Most were having treatment at Instituto Português    de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG) and reached the Psychology    service through friends or relatives due to cancer-related suffering. Psychological    help was generally based on the supportive psychotherapy model and the average    number of therapy sessions was between 2 and 5. This study allowed us to characterize    the patients followed at the LPCC-NRS-UPO and propose strategies to enhance    the LPCC-NRS in its mission to support cancer patients and their relatives.  </p>     <p><b>Keywords:</b> psychology service, cancer patients, relatives, characterization</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>É expectável que o número de indivíduos com doença oncológica aumente cerca    de 70% nas próximas duas décadas (World Health Organization, 2018). Para este    aumento contribuirão: a modificação dos hábitos de vida, a crescente longevidade    da população e a maior possibilidade de recidiva e novas neoplasias, efeito    paradoxal do crescente sucesso das terapêuticas médicas (Direção Geral da Saúde    - DGS, 2017). Apesar de a evolução no tratamento ter permitido o aumento da    sobrevida, em muitos casos não é possível evitar efeitos secundários significativos    e uma evolução crónica da doença (Moreira &amp; Branco, 2015) o que torna, cada    vez mais premente, a questão da adaptação do doente e da sua família à realidade    do cancro. </p>     <p>O diagnóstico da doença oncológica é vivido, pela maioria das pessoas, como    uma ameaça grave. Os tratamentos, associados a procedimentos médicos invasivos    e o ambiente hospitalar, resultam, geralmente, em sofrimento físico e emocional    (Nave &amp; Moura, 2015). Não só a pessoa que adoece, mas também a família,    no seio da qual a experiência se vai desenrolar, é envolvida no percurso da    doença (Moreira &amp; Branco, 2015), apontando a literatura para altos níveis    de sofrimento psicológico nos familiares de doentes com cancro (Lewis, 2010).    O estudo e a exploração das respostas psicológicas dos sujeitos ao adoecer oncológico    constituem o objecto da Psico-Oncologia, área sistematizada de conhecimento    que surgiu em meados de 1970, altura em que o estigma associado ao cancro diminuiu    e a maioria dos doentes passou a conhecer o seu diagnóstico (Holland &amp; Weiss,    2010). </p>     <p>Um dos objectivos da Psico-Oncologia é prestar acompanhamento psicológico especializado    a doentes oncológicos e familiares, ao longo das várias fases da doença, promovendo    uma maior adaptação ao diagnóstico e ao tratamento, facilitando estratégias    para gestão dos sintomas e promovendo a comunicação entre a pessoa doente e    os profissionais de saúde e/ou os seus familiares/cuidadores (Liga Portuguesa    Contra o Cancro, n.d.), contribuindo, assim, para o bem-estar e a qualidade    de vida destes sujeitos (Holland &amp; Weiss, 2010).</p>     <p>No mundo ocidental, apesar de existirem unidades de Psico-Oncologia na maioria    dos hospitais gerais e oncológicos, verifica-se uma escassez de recursos humanos    nos centros onde os tratamentos são feitos em regime ambulatório (Holland &amp;    Weiss, 2010). Em Portugal, com o objectivo de prestar apoio psicológico aos    doentes tratados na instituição, surgiu, em 2003, no Instituto Português de    Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPOLFG), a Unidade Autónoma de Psicologia    e, em 2006, foi inaugurado o primeiro serviço com a designação de Psico-Oncologia    no Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil (IPOPFG) (Silva    et al., 2014). O aumento significativo de novos casos de cancro na população    nacional, fruto de alterações da pirâmide populacional e de mudanças de estilo    de vida, aliados ao crescimento da procura de meios técnicos e humanos (DGS,    2016), bem como a importância crescente do acompanhamento psicológico do doente    com cancro (e sua família) (Holland &amp; Weiss, 2010; Moreira &amp; Branco,    2015), determinaram que, no âmbito da sua missão, a Liga Portuguesa Contra o    Cancro (LPCC) inaugurasse, a partir de 2009, Unidades de Psico-Oncologia (UPOs)    nos seus núcleos regionais. </p>     <p>A UPO do Núcleo Regional do Sul (NRS) começou a funcionar em abril de 2011    com o objetivo de prestar acompanhamento psicológico a doentes oncológicos e    familiares ou cuidadores, independentemente da instituição em que os sujeitos    são seguidos. A ajuda psicológica é disponibilizada em qualquer fase da doença    (do próprio ou de familiar), i.e., de inicial a terminal (entendendo-se por    terminal os últimos seis meses de vida) (Sociedade Portuguesa de Oncologia,    n.d.); ao longo de todo o processo terapêutico, i.e., do diagnóstico à sobrevivência    (considerando-se sobrevivente o sujeito que foi diagnosticado há, pelo menos,    5 anos) (Rowland et al., 2013), e para além deste, garantindo-se a continuidade    da prestação de cuidados aos familiares em caso de óbito do doente oncológico.  </p>     <p>Entre abril de 2011, data de criação da Unidade, e junho de 2017 foram atendidos    633 utentes e realizadas 6046 consultas. O presente estudo teve como objectivo    caracterizar os utentes seguidos na consulta de Psicologia na LPCC-NRS-UPO,    desde a data da criação da Unidade até junho de 2017, de forma a adaptar o serviço    às necessidades desta população e prestar um acompanhamento cada vez melhor    a quem, directa ou indirectamente, é afectado pela doença oncológica.</p>     <p><b>Método</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>Participantes</i></p>     <p>Participaram no estudo 522 de um total de 633 utentes que recorreram à consulta    de Psicologia da LPCC-NRS-UPO entre abril de 2011 e 30 de junho de 2017. A falta    de transposição, da ficha clínica para a grelha de análise, de dados relativos    a variáveis consideradas essenciais, designadamente dados socio-demográficos    (i.e., género, idade e área de residência) determinou a exclusão de 111 utentes.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Os dados relativos à forma de conhecimento da consulta foram recolhidos pela    coordenadora da LPCC-NRS-UPO através de conversa telefónica com o utente (na    sequência do pedido de ajuda) e registados em folha de triagem. Os restantes    dados foram recolhidos pelo psicólogo do utente através de entrevista, registados    em ficha clínica e actualizados ao longo do processo psicoterapêutico. Da ficha    constavam: dados do utente da consulta (i.e., doente ou familiar - especificar    caso seja familiar, nome, data de nascimento, estado civil, habilitações literárias,    situação profissional, morada, telefone e e-mail); motivo da consulta; situação    médica do doente oncológico (i.e., diagnóstico, instituição onde é/foi seguido,    data do diagnóstico, médico, tratamentos realizados, tratamentos programados,    limitações/estado de saúde actual); história médica do utente da consulta (i.e.,    antecedentes médicos/doenças actuais, medicação actual, histórico de intervenção    psicoterapêutica/psiquiátrica, medicação psiquiátrica, perturbações do sono,    perturbações da alimentação/alterações do apetite, antecedentes clínicos familiares    de especial relevância); avaliação psicológica/dificuldades actuais do utente    da consulta; contexto familiar/rede de apoio social do utente; resultados dos    instrumentos de avaliação; factores de vulnerabilidade; factores de protecção;    formulação de caso clínico; proposta de intervenção; observações; e resumo clínico.</p>     <p>Foi elaborada uma grelha de análise para compilação de dados, com as seguintes    variáveis: </p>     <p>1) tipo de utente (i.e., doente oncológico ou familiar e, no último caso, que    grau de parentesco tinha com o doente);</p>     <p>2) dados socio-demográficos (do utente, i.e., género, idade, área de residência    e escolaridade; e do doente oncológico, i.e., género, idade e área de residência);</p>     <p>3) falecimento (sinalização da morte do doente oncológico no decurso do acompanhamento    psicológico); </p>     <p>4) aspectos relacionados com a doença oncológica: instituição de saúde em que    o doente é/foi seguido, tipo de cancro (e.g., bexiga, boca, cérebro), mutilações    físicas (i.e., alimentação entérica, amputação de membros, estoma de eliminação,    estoma respiratório, mastectomia com reconstrução mamária, mastectomia sem reconstrução    mamária e orquiectomia), fase da doença (i.e., inicial, avançada, crónica, recidiva,    remissão e terminal), fase de tratamento (i.e., diagnóstico, tratamento, follow-up,    cuidados paliativos e sobrevivência) e tipo de tratamento (i.e., cirurgia, hormonoterapia,    imunoterapia, quimioterapia, radioterapia e múltiplo) a que o doente foi/está    a ser sujeito. Em relação ao tipo de tratamento, foi escolhida a designação    &ldquo;múltiplo&rdquo; quando o doente tinha sido ou estava (durante o processo de acompanhamento    psicológico) a ser submetido a mais do que um dos tratamentos descritos. Independentemente    dos conceitos teóricos adoptados, toda a informação sobre a doença oncológica    do próprio ou de familiar teve, como fonte exclusiva, a narrativa do utente    (e.g., só se considerou avançada a doença descrita como tal);</p>     <p>5) informação relativa à consulta e aos dados clínicos do processo psicoterapêutico:    forma como o utente teve conhecimento da consulta (e.g., site LPCC), motivo    que levou o sujeito a procurar ajuda (i.e., luto, relações sociais/familiares,    sofrimento associado à doença), datas de início e fim da intervenção, duração    do acompanhamento (em meses), número de sessões, forma (e.g., psicoterapia de    casal) e modelo de intervenção (e.g., psicoterapia de apoio).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi concebido um manual com a lista dos valores que cada variável poderia assumir,    de forma a uniformizar o preenchimento da grelha. Recorreu-se ao software Excel    e, posteriormente, ao <i>Statistical Package for Social Sciences</i> - SPSS    versão 22.0 para proceder à análise estatística dos dados obtidos.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Foi pedido a cada psicólogo que, com base na folha de triagem, na ficha clínica    e no manual, preenchesse a grelha de análise garantindo o anonimato de todos    os seus utentes: cada processo foi identificado de forma alfanumérica, com as    iniciais do respectivo psicólogo (de forma a evitar repetições) e com uma numeração    sequencial (em relação à data da primeira consulta). Foram dadas indicações    para que, nos casos em que o utente era o doente oncológico, a caracterização    socio-demográfica fosse feita, sempre e exclusivamente, nos dados do utente.  </p>     <p>O levantamento da informação junto de cada psicólogo foi realizado no período    compreendido entre novembro de 2014 e novembro de 2017. Os dados foram compilados    com o auxílio do software Excel e, posteriormente, a partir da base de dados    em SPSS<b>, </b>foi realizada uma análise de estatística descritiva, que inclui    frequências e percentagens para os valores de cada variável. </p>     <p><b>Resultados</b>    <br>   Os utentes da consulta são, maioritariamente, mulheres (<i>n </i>= 404). Estes    utentes têm idades compreendidas entre os 5 e os 87 anos (<i>média</i> = 52,22;    <i>desvio padrão </i>= 14,95). Os sujeitos apresentam-se distribuídos pelos    seguintes grupos etários: grupo 1 (até 18 anos) - 1,7%; grupo 2 (19-30 anos)    - 5,6%; grupo 3 (31-40 anos) - 16,3%; grupo 4 (41-50 anos) - 19,5%; grupo 5    (51-60 anos) - 24,7%; grupo 6 (mais de 60 anos) - 32,2%. </p> O grupo maioritário é composto por doentes oncológicos. A maioria dos utentes  familiares é casada ou vive em união de facto com o doente (<a href="#q1">quadro  1</a>).     <p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O predomínio do género feminino é semelhante nos dois sub-grupos: doentes oncológicos    (78%) e familiares (76,2%) (<a href="#q2">quadro 2</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Mais de 80% dos utentes residem no distrito de Lisboa (61,1%) ou de Santarém    (21,8%). Apesar da variação quanto ao grau de escolaridade, a maioria dos sujeitos    completou o 12º ano (53,3%), com predomínio do ensino superior (32,6%) (<a href="#q3">quadro    3</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os resultados do <a href="#q4">quadro 4</a> mostram que a maioria dos doentes    é ou foi seguida no IPOLFG (34,5%). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>O cancro mais frequente é o de mama (41,2%), seguido do cancro colo-rectal    (8,6%). A maioria dos doentes não apresenta mutilações físicas e, de entre as    mutilações comuns, as mastectomias sem (7,3%) e com reconstrução (6,3%) são    as mais frequentes (<a href="#q5">quadro 5</a>). Durante o processo de acompanhamento    psicológico (próprio ou do familiar), 30,1% dos doentes encontravam-se em fase    de doença avançada, 48,5% estavam em fase de tratamento e 66,5% tinham sido    ou estavam a ser submetidos a mais do que um tratamento (e.g., quimioterapia    e radioterapia). 43 doentes faleceram no decurso da psicoterapia (própria ou    do familiar) (<a href="#q5">quadro 5</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Sabe-se que 36,4% dos utentes tomaram conhecimento da consulta através de amigos    e/ou familiares, sendo o sofrimento associado à doença o motivo mais frequentemente    apontado para marcação da consulta (62,8%) (<a href="#q6">quadro 6</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a07q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A forma de intervenção mais usada é a individual (95,4%) e a psicoterapia de    apoio o modelo escolhido na maioria dos casos (49,2%) (<a href="#q6">quadro    6</a>). </p>     <p>Em junho de 2017 mantinham-se, em seguimento, na consulta de psicologia da    LPCC-NRS-UPO, 139 utentes. Dos utentes em seguimento, 11 tinham comparecido    a 1 sessão, 34 a 2-5 sessões, 26 a 6-10 sessões, 34 a 11-20 sessões, 9 a 21-30    sessões e 25 a mais de 31 sessões. Dos 383<b> </b>utentes com processos psicoterapêuticos    concluídos, 128 compareceram a 1 sessão, 143 vieram a 2-5 sessões, 45 a 6-10    sessões, 33 a 11-20 sessões, 10 a 21-30 sessões e 24 a mais de 31 sessões. </p>     <p><b>Discussão</b>    <br>   Considerou-se que o presente estudo poderá fornecer um importante contributo    para a caracterização da população que recorre à consulta de Psicologia da LPCC-NRS-UPO    e para a consolidação da Psico-Oncologia em Portugal. </p>     <p>Os resultados obtidos revelam que a idade dos utentes da consulta se situa,    maioritariamente, acima dos 51 anos (56,9%), com predomínio do grupo de sujeitos    com mais de 60 anos (32,2%). 70,2% das pessoas com mais de 60 anos que procuram    ajuda psicológica na nossa consulta, são doentes oncológicos. Este resultado    parece reflectir o aumento da esperança média de vida e o consequente impacto    do primeiro no número crescente de pessoas mais velhas com cancro. O declínio    fisiológico e o aumento de comorbilidades, consequências associadas ao processo    de envelhecimento (Jolly et al., 2015; Pallis et al., 2010; Yancik &amp; Riess,    2004), a par do sofrimento psicológico adjacente à doença e suas limitações,    poderão explicar a maior procura de ajuda psicológica por parte desta população.</p>     <p>Verificou-se que são os doentes oncológicos quem mais recorre à consulta. A    também elevada percentagem de familiares presentes (34,7%) ilustra o impacto    que a doença tem no seio da família, ao afectar o quotidiano e a trajectória    de vida de quem cuida (e.g., sobrecarga de papéis sociais, problemas financeiros    associados, medo de perder o ente querido) e parece confirmar os estudos que    apontam para experiências frequentes de sofrimento emocional nesta população    (Grunfeld et al., 2004; Lewis, 2010; Longo, Fitch, Deber, &amp; Williams, 2006).  </p>     <p>Na mesma linha de um estudo que avaliou padrões de referenciação de doentes    oncológicos para um serviço de Psico-Oncologia em Portugal (Silva et al., 2014),    também o presente revelou que a maioria dos utentes da consulta da LPCC-NRS-UPO    é do género feminino. A predominância de mulheres mantém-se nos sub-grupos utentes    doentes oncológicos e utentes familiares (com predomínio para mulheres e filhas    de doentes oncológicos). Os resultados obtidos poderão encontrar explicação    na associação entre o género feminino e níveis de sofrimento mais elevado em    reacção à doença oncológica, e fundamento nos estudos que apontam no sentido    de os cuidadores informais serem, geralmente, mulheres - filhas e cônjuges (Couvreur,    2001; Loscalzo, Kim, &amp; Clark, 2010; Valdés-Stauber &amp; Bachthaler, 2017).    De considerar também, na leitura destes resultados, estudos que indicam a possibilidade    de existir uma maior resistência dos homens à intervenção psicoterapêutica (Fonseca,    Fialho, Matos, &amp; Figueira, 2013). Importa compreender se o apoio psicológico    disponibilizado pela LPCC-NRS-UPO responde às necessidades psicossociais expressas    pelos indivíduos do género masculino e explorar possíveis factores facilitadores    do pedido de ajuda.</p>     <p>Tal como no estudo anterior de Nekolaichuk, Cumming, Turner, Yushchyshyn e    Sela (2011), cuja população de doentes oncológicos seguidos num dos serviços    de Psico-Oncologia era, na maioria, proveniente de centros urbanos e academicamente    diferenciada, também os utentes da nossa consulta vivem, maioritariamente, em    Lisboa e concluíram o ensino superior.</p>     <p>Os resultados apontam, igualmente, para uma coincidência entre a área onde    o utente reside e a localização da instituição de saúde onde o doente é seguido    (IPOLFG, 34,5% e Hospital de Santarém, 9,8%). Sendo a nossa consulta extra-hospitalar,    e fora do âmbito de referenciação geográfica do Serviço Nacional de Saúde, seria    importante avaliar, em estudos futuros, em que medida é que a proximidade dos    serviços é um factor relevante na procura de ajuda psicológica.</p>     <p>Na linha de estudos internacionais e nacionais sobre doentes oncológicos referenciados    para serviços de Psico-Oncologia (Lavelle et al., 2017; Silva et al., 2014),    o tipo de cancro mais frequente entre os doentes que recorrem ou cujos familiares    procuram a consulta da LPCC-NRS-UPO é o cancro de mama. Este resultado poderá    estar associado ao facto de este ser o tipo de cancro com maior incidência na    população feminina (quer a nível mundial quer a nível nacional) (GLOBOCAN, 2013)    e de as mulheres constituírem o grupo maioritário na nossa consulta. Dada a    predominância de mulheres com cancro de mama, será de considerar, com o intuito    de optimizar recursos, a criação de grupos psicoterapêuticos dirigidos a esta    população. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O segundo tipo de cancro mais frequente é o cancro colo-rectal. A elevada frequência    de doentes com cancro de cólon e recto na consulta de Psicologia da LPCC-NRS-UPO    poderá estar associada não só ao facto de este ser o tipo de cancro mais incidente    na população portuguesa <b>(GLOBOCAN, </b>2013)<b>, como </b>à crescente sobrevivência    desta população e, consequentemente, às limitações físicas e psicológicas experienciadas    (e.g., ansiedade e depressão) (Bours et al., 2016; Tsunoda et al., 2005). São    também estes os tipos de neoplasia que motivaram mais pedidos de ajuda psicológica    por parte dos cônjuges [cancro de mama (<i>n</i> = 13 maridos) e cancro colo-rectal    (<i>n </i>= 13 mulheres e <i>n </i>= 2 maridos)]. </p>     <p>A maioria dos doentes não apresenta mutilações físicas, sendo a mastectomia    a mutilação mais frequente entre a população afectada. O impacto negativo da    mastectomia na qualidade de vida da mulher, especialmente a nível relacional    e sexual (e.g., retirada nas relações com os outros, nomeadamente, com o companheiro)    (Ramos &amp; Patrão, 2005; Patrão, 2015), recomendaria, para o bem-estar da    doente, que o companheiro fosse envolvido em todo o processo (Patrão &amp; Moura,    2012). Apesar de o cancro de mama ser o que mais motiva a procura da consulta    por parte dos maridos/companheiros das doentes, nenhuma das mulheres mastectomizadas    recorreu a psicoterapia de casal. </p>     <p>Durante o processo psicoterapêutico (do próprio ou de familiar) faleceram 43    doentes oncológicos. A maioria destes sujeitos sofria de cancro de mama (<i>n    </i>= 8) (o cancro com maior taxa de mortalidade nas mulheres em Portugal) ou    de cancro colo-rectal (<i>n </i>= 6) (o tipo de doença oncológica com maior    taxa de mortalidade na população portuguesa) (GLOBOCAN, 2013). </p>     <p>A maioria dos utentes tomou conhecimento da consulta através de familiares    e/ou amigos. Os resultados não são comparáveis aos obtidos nos estudos de Lavelle    et al. (2017) e Silva et al. (2014), uma vez que nestes, realizados em Unidades    inseridas em ambiente intra-hospitalar, os utentes eram referenciados por profissionais    de saúde de outros serviços (e.g., radioterapia). Seria importante, em futuros    estudos, tentar compreender de que forma familiares e amigos tomaram conhecimento    da existência da consulta. </p>     <p>Tal como esperado, e em congruência com a literatura que identifica a doença    oncológica e os procedimentos adjacentes, como desencadeantes de sofrimento    físico e emocional tanto nos doentes como nos seus familiares (Lewis, 2010;    Moreira &amp; Branco, 2015; Nave &amp; Moura, 2015), o motivo que levou mais    sujeitos a pedir ajuda psicológica foi o sofrimento associado à doença. A segunda    razão mais apontada para o pedido de ajuda foram as relações sociais/familiares.    A preponderância do motivo relacional/familiar é maior no sub-grupo utentes    familiares (31,5%) do que no sub-grupo utentes doentes oncológicos (15,8%).</p>     <p>O modelo de intervenção mais utilizado pelos psicólogos da LPCC-NRS-UPO é a    psicoterapia de apoio e a forma maioritária de intervenção (decorrente do modelo    escolhido) é a individual. Realizado por terapeutas de diversas origens teóricas    e amplamente utilizado em contextos de saúde geral, este modelo dispõe dos meios    necessários para facilitar a adaptação dos indivíduos às circunstâncias que    estão a vivenciar, sendo, por isso, recomendado para sujeitos com doença crónica    (Leal, 2005) como é, tendencialmente, o caso da doença oncológica. </p>     <p>Apesar da variação, e considerando apenas os utentes que em junho de 2017 tinham    cessado acompanhamento, a maioria dos processos psicoterapêuticos da LPCC-NRS-UPO    compreende 2-5 sessões. Dos 383 utentes com processos concluídos, 128 não voltaram    após a primeira consulta. Para este facto, as autoras sugerem as seguintes hipóteses:    1) o objectivo do utente era obter informação relativa à doença, tratamentos    e sintomas físicos e psicológicos associados, tendo este ficado esclarecido    na primeira sessão, através da facilitação de técnicas psico-educativas (Lemes    &amp; Neto, 2017); 2) da evolução e progressão do cancro, decorreram limitações    físicas que inviabilizaram a deslocação do doente ou do familiar-cuidador à    consulta; 3) o utente abandonou a consulta por falta de compromisso psicoterapêutico    ou insatisfação com o serviço prestado. De modo a distinguir os utentes que    só compareceram a uma sessão para esclarecimento de dúvidas, dos utentes que    o fizeram por falta de compromisso psicoterapêutico ou insatisfação com o serviço    prestado, seria de considerar a inclusão do esclarecimento de dúvidas (psico-educação)    na lista de motivos da consulta. </p>     <p>Autores como Nekolaichuk et al. (2011) relacionam a falta de compromisso psicoterapêutico    com a ausência de compromisso monetário e com a hétero-referenciação para a    consulta. Desta forma, o não pagamento das sessões e a ausência de iniciativa    de pedido de ajuda/marcação da consulta, determinaria um menor envolvimento    no processo de acompanhamento psicológico. Apesar de sabermos que a maioria    dos utentes da LPCC-NRS-UPO tomou conhecimento da consulta através de amigos    ou familiares, não analisámos informação sobre quem pediu e marcou a consulta.    Embora esta questão requeira uma análise mais profunda, que avalie o possível    peso de outros factores (e.g., satisfação do utente com o serviço de psicologia    prestado), será de ponderar, no futuro, a manutenção do carácter gratuito do    serviço e a possibilidade de outros, que não o utente, marcarem a consulta.</p>     <p>Ainda que investigações anteriores sugiram que a percepção de suporte social,    além de evidenciar um menor recurso a estratégias de desânimo/fraqueza e preocupação    ansiosa, atenua o impacto do diagnóstico e do tratamento no doente oncológico    (Friedman et al., 2006; Tojal &amp; Costa, 2014; Wong, Looney, Michaels, Palesh,    &amp; Koopman, 2006) e que a ficha clínica tenha um campo específico para registar    esta informação, o presente estudo não contempla estas variáveis. Estudos futuros    deverão debruçar-se, igualmente, sobre o contexto familiar/rede de apoio social    do utente, a forma como este o percepciona e eventuais correlações com o motivo    da consulta. </p>     <p>O manual descrito no método, na secção do material, limita-se a listar os valores    que cada variável pode assumir (e.g., motivo da consulta: luto; sofrimento associado    à doença; relações sociais/ familiares; outra), sem definir cada valor proposto,    o que poderá ter enviesado os resultados e introduzido subjectividade na apreciação.    No futuro, o manual deverá ser enriquecido com definições claras de conceitos,    por forma a ultrapassar esta limitação. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A concretização deste estudo permitiu-nos caracterizar os utentes seguidos    na LPCC-NRS-UPO e propor estratégias de actuação futura. Espera-se que esta    investigação contribua para optimizar a intervenção em saúde mental na LPCC-NRS,    continuando o caminho de adaptação do serviço de Psicologia às necessidades    das pessoas com doença oncológica e seus familiares ou cuidadores.</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>REFERÊNCIAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558433&pid=S1645-0086201800030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cabral, A. S., &amp; Paredes, T. (2015). Distress e Perturbações de Adaptação.    In E. Albuquerque, &amp; A. Cabral (Eds.), <i>Psico-oncologia Temas Fundamentais    </i>(pp. 195-204). Lisboa: LIDEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558434&pid=S1645-0086201800030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Couvreur, C. (2001). <i>A Qualidade de vida:</i> <i>Arte para viver no século    XXI.</i> Loures: Lusociência.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558436&pid=S1645-0086201800030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Direção Geral da Saúde. (2016). <i>Doenças Oncológicas em números 2015</i>.    Lisboa: Direção-Geral da Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558438&pid=S1645-0086201800030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Direção Geral da Saúde. (2017). <i>Programa Nacional para as Doenças Oncológicas    2017</i>. Lisboa: Direção-Geral da Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558440&pid=S1645-0086201800030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ferlay, J., Soerjomataram, I., Ervik, M., Dikshit, R., Eser, S., Mathers, C.,    . . . Bray, F. (2013). GLOBOCAN 2012 v1.0, Cancer Incidence and Mortality Worldwide:    IARC CancerBase No. 11 [Internet]. Lyon, France: International Agency for Research    on Cancer. (2018, Fevereiro 1). Retirado de <a href="http://globocan.iarc.fr" target="_blank">http://globocan.iarc.fr</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558442&pid=S1645-0086201800030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fonseca, A. B., Fialho, T., Matos, M. G., &amp; Figueira, M. L. (2013). Caracterização    da população que recorre a uma consulta de psicoterapia hospitalar. <i>Psicologia,    Saúde e Doenças</i>, <i>14</i>, 405-419.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558444&pid=S1645-0086201800030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Friedman, l., Kalidas, M., Elledge, R., Chang, J., Romero, C., Husain, I.,    . . . Liscum, K. (2006). Optimism, social support and psychosocial functioning    among women with breast cancer. <i>Psycho-Oncology</i>, <i>15</i>, 595-603.    doi: 10.1002/pon.992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558446&pid=S1645-0086201800030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grunfeld, E., Coyle, D., Whelan, T., Clinch, J., Reyno, L., Earle, C. C., .    . . Glossop, R. (2004). Family caregiver burden: results of a longitudinal study    of breast cancer patients and their principal caregivers. <i>Canada Medical    Association Journal,</i> <i>170</i>, 1795-1801.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558448&pid=S1645-0086201800030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holland J. C., &amp; Weiss T. R. (2010). History of Psycho-oncology. In J.    C. Holland, W. S. Breitbart, P. B. Jacobsen, M. S. Lederberg, M. J. Loscalzo,    R. McCorkle (Eds.), <i>Psycho-Oncology</i> (pp. 3-12). New York, NY: Oxford    University Press. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558450&pid=S1645-0086201800030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lavelle, C., Ismail, M. F., Doherty, K., Bowler, A., Mohamad, M. M., Cassidy,    E. M. (2017). Association between psychological distress and cancer type in    patients referred to a psycho-oncology service. <i>Irish Medical Journal</i>,    <i>110</i>, 579-583.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558451&pid=S1645-0086201800030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Leal, I. (2005). <i>Iniciação às Psicoterapias. </i>Lisboa: Fim de Século<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558453&pid=S1645-0086201800030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>Lemes, C. B., &amp; Neto, J. O. (2017). Aplicações da Psicoeducação no Contexto    da Saúde. <i>Temas em Psicologia,</i> <i>25</i>, 17-28. doi: 10.9788/TP2017.1-02.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558455&pid=S1645-0086201800030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Lewis, F. M. (2010). The Family&rsquo;s &ldquo;Stuck Points&rdquo; in Adjusting to Cancer. In    J. C. Holland, W. S. Breitbart, P. B. Jacobsen, M. S. Lederberg, M. J. Loscalzo,    R. McCorkle (Eds.), <i>Psycho-Oncology</i> (pp. 511-531). New York, NY: Oxford    University Press.</p>     <!-- ref --><p>Liga Portuguesa Contra o Cancro. (n.d.). Apoio Psicológico. (2018, Fevereiro,    1). Retirado de <a href="https://www.ligacontracancro.pt/servicos/detalhe/url/apoio-psicologico/" target="_blank">https://www.ligacontracancro.pt/servicos/detalhe/url/apoio-psicologico/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558458&pid=S1645-0086201800030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Longo, C. J., Fitch, M., Deber, R. B., &amp; Williams, A. P. (2006). Financial    and family burden associated with cancer treatment in Ontario, Canada. <i>Support    Care Cancer</i>, <i>14</i>, 1077-1085. doi: 10.1007/s00520-006-0088-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558460&pid=S1645-0086201800030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Loscalzo, M. J., Kim, Y., &amp; Clark, K. L. (2010). Gender and caregiving,    In J. C. Holland, W. S. Breitbart, P. B. Jacobsen, M. S. Lederberg, M. J. Loscalzo,    R. McCorkle (Eds.), <i>Psycho-Oncology</i> (pp. 522-526). New York, NY: Oxford    University Press.</p>     <!-- ref --><p>Moreira, S. M., &amp; Branco, M. (2015). Adaptação familiar à doença e ao ciclo    de vida, In E. Albuquerque, &amp; A. Cabral (Eds.), <i>Psico-oncologia Temas    Fundamentais </i>(pp. 43-54). Lisboa: LIDEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558463&pid=S1645-0086201800030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nave, A. C., &amp; Moura, M. J. (2015). Ciclo de Vida, Personalidade e Coping,    In E. Albuquerque, &amp; A. Cabral (Eds.), <i>Psico-oncologia Temas Fundamentais    </i>(pp. 35-42). Lisboa: LIDEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558465&pid=S1645-0086201800030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nekolaichuk, C. L., Cumming, C., Turner, J., Yushchyshyn, A., &amp; Sela, R.    (2010). Referral patterns and psychosocial distress in cancer patients accessing    a psycho-oncology counseling service. <i>Psycho-Oncology,</i> <i>20</i>, 326-332.    doi: 10.1002/pon.1765.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558467&pid=S1645-0086201800030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pallis, A. G., Fortpied, C., Wedding, U., Van Nes, M. C., Penninckx, B., Ring,    A., . . . Wildiers, H. (2010). EORTC elderly task force position paper: Approach    to the older cancer patient. <i>European Journal of Cancer</i>, <i>46</i>(9),    1502-1513. doi: 10.1016/j.ejca.2010.02.022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558469&pid=S1645-0086201800030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Patrão, I. (2015). Cancro de Mama. In E. Albuquerque, &amp; A. Cabral (Eds.),    <i>Psico-oncologia Temas Fundamentais </i>(129-134). Lisboa: LIDEL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558471&pid=S1645-0086201800030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patrão, I., &amp; Moura, M. (2012). <i>Amor dentro do meu peito: Viver com    cancro de mama, a mulher e a família. </i>Lisboa: Planeta.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558473&pid=S1645-0086201800030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Ramos, S., &amp; Patrão, I. (2005). Imagem corporal da mulher com cancro de    mama: Impacto na qualidade do relacionamento conjugal e na satisfação sexual.    <i>Análise Psicológica</i>, <i>3</i>, 295-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558475&pid=S1645-0086201800030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Rowland, J. H., Kent, E. E., Forsythe, L. P., Loge, J. H., Hjorth, L., Glasser,    A., . . Fossá, S. D. (2013). Cancer survivorship research in Europe and the    United States: where have we been, where are we going, and what can we learn    from each other. <i>Cancer, 119</i>, 2094-2108. doi: 10.1002/cncr.28060.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558477&pid=S1645-0086201800030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, E., Almeida, S. S., Barreto, D., Pinto, C., Almeida, S. N., Torres,    S., . . . Pimentel, A. (2014). The Psycho-Oncology Service of the Portuguese    Institute of Oncology of Porto: Referral Patterns Analysis. Poster presentation    at 16th World Congress of Psycho-Oncology and Psychosocial Academy.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558479&pid=S1645-0086201800030000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Lisboa,    Portugal.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Sociedade Portuguesa de Oncologia. (n.d.). <i>Dicionário de Palavras Frequentes    em Oncologia.</i> (2 ed.). Bloom up, LDA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558481&pid=S1645-0086201800030000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tojal, C., &amp; Costa, R. (2014). Ajustamento mental ao cancro da mama: papel    da depressão e suporte social. <i>Psicologia, Saúde e Doenças</i>, <i>15</i>,    777-789. doi: 0.15309/14psd150317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558483&pid=S1645-0086201800030000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref -->&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558484&pid=S1645-0086201800030000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Valdés-Stauber, J., &amp; Bachthaler, S. (2017). Differences in distress severity    among oncology patients treated by a consultation-liaison service. A five-year    survey in Germany. <i>The European Journal of Psychiatry</i>, <i>31,</i> 105-112.    doi: 10.1016/j.ejpsy.2017.06.002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558485&pid=S1645-0086201800030000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>World Health Organization. (2018). Cancer (Fact sheet no311). (2018, Fevereiro    1). Retirado de <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/" target="_blank">http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs297/en/</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558487&pid=S1645-0086201800030000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wong, M., Looney, M., Michaels, J., Palesh, O., &amp; Koopman, C. (2006). A    preliminary study of peritraumatic dissociation, social support, and coping    in relation to posttraumatic stress symptoms for a parent&rsquo;s cancer. <i>Psycho-Oncology,</i>    <i>15</i>, 1093-1098. doi: 10.1002/pon.1041.</p>     <!-- ref --><p>Yancik, R., &amp; Ries, L. A. (2004). Cancer in older persons: an international    issue in an aging world. <i>Seminars in Oncology</i>, <i>31</i>(2), 128-136.    doi: 10.1053/j.seminoncol.2003.12.024.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558490&pid=S1645-0086201800030000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 06 de Junho de 2018/ Aceite em 23 de Outubro de 2018</p>      ]]></body><back>
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