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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Contributo para a validação da versão portuguesa da escala de autenticidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this study was to contribute to the validation of the Portuguese version of the Authenticity Scale (Wood, Linley, Maltby, Baliousis, & Joseph, 2008). According to the literature, there were no authenticity measures validated for Portuguese. Although, the Authenticity Scale has already been validated in a variety of countries, including Turkey, Italy, the Netherlands, Canada, Sweden and Serbia. A sample of 374 participants, from various regions of Portugal, was collected (69% women and 31% men, aged between 18 and 85 years). The study was cross-sectional and the sample was non-probabilistic. The classic method of translation and back-translation of the original scale of 12 items, with three dimensions (with four items each) was used. The contribution to the adaptation of the Portuguese version of the Authenticity Scale followed four steps: a) exploratory factorial analysis of the dimensional structure of the Scale, with the factorial weights of items above 0,40 in the main factor and below 0,20 in the secondary factors; b) analysis of the internal consistency of the three dimensions and the overall Scale, with Cronbach's alphas between 0,70 and 0,80; c) correlational analysis between the three dimensions of the Authenticity Scale with correlations between -0,27 and 0,80; d) confirmatory factorial analysis through structural equation models, with an adjustment of ?2(51) = 94,81, p <0,001; CFI = 0,97; RMSEA = 0,05; SRMR = 0,04. The results indicated excellent psychometric qualities of validity and fidelity of the Portuguese version of the Authenticity Scale, similar to the original version and the international validation studies, ensuring a robust instrument for the measurement of Authenticity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Contributo para a validação da versão portuguesa da escala    de autenticidade</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Contribution to the validation of the portuguese version    of the authenticity scale</b></font></p>     <p><b>Isabel Faustino Balbino<sup>1</sup>, Iolanda Costa Galinha<sup>2</sup>,    Camila de Campos Morais<sup>3</sup>, Sara Samoqueira Calado<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Fundação Manuel Gerardo de Sousa e Castro, 7800-318 Beja, Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Universidade Autónoma de Lisboa, CIP - Centro de Investigação em    Psicologia da UAL, 1150-293 Lisboa, Portugal; CIS-2IUL - Centro de Investigação    e de Intervenção Social do ISCTE-IUL, 1649-026 Lisboa, Portugal; APPsyCI - Centro    de Investigação de Psicologia Aplicada, Capacidades e Inclusão do ISPA, 1140-041    Lisboa, Portugal. <a href="mailto:igalinha@autonoma.pt">igalinha@autonoma.pt</a></p>     <p><sup>3</sup>Departamento de Psicologia, Universidade Autónoma de Lisboa, 1150-293    Lisboa, Portugal</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O estudo pretendeu contribuir para a validação da versão portuguesa da Escala    de Autenticidade (Wood, Linley, Maltby, Baliousis, &amp; Joseph, 2008). Segundo    a literatura, não existiam ainda medidas de Autenticidade validadas para o português,    embora a Escala de Autenticidade já esteja validada em países como Turquia,    Itália, Holanda, Canadá, Suécia e Sérvia. Neste sentido, recolheu-se uma amostra    de 374 participantes, de várias regiões de Portugal, 69% mulheres e 31% homens,    com idades entre os 18 e os 85 anos. O estudo foi transversal e a amostra não    probabilística. Procedeu-se ao método clássico de tradução e retroversão da    escala original de 12 itens, com três dimensões de quatro itens cada. O contributo    para a adaptação da versão portuguesa da Escala de Autenticidade seguiu quatro    passos: a) análise fatorial exploratória da estrutura dimensional da Escala,    com os pesos fatoriais dos itens a ponderar acima de 0,40 no fator principal    e abaixo de 0,20 nos fatores secundários; b) análise da consistência interna    global e das três dimensões da Escala, com alfas de Cronbach entre 0,70 e 0,80;    c) análise correlacional entre as três dimensões da Escala de Autenticidade,    com correlações entre -0,27 e 0,80; e d) análise fatorial confirmatória através    de modelos de equações estruturais, com um ajustamento de <a name="_Hlk520126172"><i>&#967;</i></a>2<sub>51</sub><sub>    </sub>= 94,81; <i>p &lt; </i>0,001; <i>CFI</i>=0,97; <i>RMSEA</i>=0,05; <i>SRMR</i>=0,04.    Os resultados indicaram qualidades psicométricas excelentes de validade e fidelidade    da versão portuguesa da Escala de Autenticidade, semelhantes à versão original    e aos estudos de validação internacionais, garantindo um instrumento robusto    para a medição da Autenticidade. </p>     <p><b>Palavras-chave:</b> escala de autenticidade, validação portuguesa, psicométrico,    validade, fidelidade</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The purpose of this study was to contribute to the validation of the Portuguese    version of the Authenticity Scale (Wood, Linley, Maltby, Baliousis, &amp; Joseph,    2008). According to the literature, there were no authenticity measures validated    for Portuguese. Although, the Authenticity Scale has already been validated    in a variety of countries, including Turkey, Italy, the Netherlands, Canada,    Sweden and Serbia. A sample of 374 participants, from various regions of Portugal,    was collected (69% women and 31% men, aged between 18 and 85 years). The study    was cross-sectional and the sample was non-probabilistic. The classic method    of translation and back-translation of the original scale of 12 items, with    three dimensions (with four items each) was used. The contribution to the adaptation    of the Portuguese version of the Authenticity Scale followed four steps: a)    exploratory factorial analysis of the dimensional structure of the Scale, with    the factorial weights of items above 0,40 in the main factor and below 0,20    in the secondary factors; b) analysis of the internal consistency of the three    dimensions and the overall Scale, with Cronbach&rsquo;s alphas between 0,70 and 0,80;    c) correlational analysis between the three dimensions of the Authenticity Scale    with correlations between -0,27 and 0,80; d) confirmatory factorial analysis    through structural equation models, with an adjustment of <i>&#967;</i>2<sub>51</sub>    = 94,81, <i>p</i> &lt;0,001; <i>CFI</i> = 0,97; <i>RMSEA</i> = 0,05; <i>SRMR</i>    = 0,04. The results indicated excellent psychometric qualities of validity and    fidelity of the Portuguese version of the Authenticity Scale, similar to the    original version and the international validation studies, ensuring a robust    instrument for the measurement of Authenticity.</p>     <p><b>Keywords: </b>authenticity scale, portuguese validation, psychometric, validity,    fidelity</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Com o objetivo de estudar a autenticidade e perante a ausência de uma medida    de autenticidade validada para a população portuguesa, considerámos pertinente    e necessário proceder à análise psicométrica da versão portuguesa da Escala    de Autenticidade de Wood, Linley, Maltby, Baliousis, e Joseph (2008). </p>     <p>A opção pela validação da Escala de Autenticidade (Wood et al., 2008), em detrimento    de outras medidas de autenticidade disponíveis, como o Authenticity Inventory    (Goldman &amp; Kernis, 2002, 2004), prendeu-se com o facto de a Authenticity    Scale demonstrar melhores propriedade psicométricas em estudos anteriores. O    Authenticity Inventory carece de estudos sobre a validade e fidelidade da escala,    a par de inconsistências quanto à sua estrutura dimensional (Grégoire, Baron,    Ménard &amp; Lachance, 2014; Ménard, 2008). A Authenticity Scale tem sido estudada    com valores robustos para a sua estrutura, dimensionalidade e a estabilidade    temporal, na sua versão original (Susing, Green, &amp; Grant, 2011; Wood et    al., 2008), bem como, em estudos de validação subsequentes para outras línguas    e nações. </p>     <p>A validação de uma escala da autenticidade para a população portuguesa é uma    mais-valia para várias áreas de investigação e intervenção em Psicologia. Uma    das áreas é a psicoterapêutica e a clínica (Grégoire et al., 2014; Pinto, Maltby,    Wood &amp; Day, 2012; White &amp; Tracey, 2011), onde várias abordagens (Psicodinâmica,    Existencial e Humanista) valorizam a Autenticidade como um indicador de saúde    psicológica (Pinto et al., 2012) e defendem que a avaliação e a tomada de consciência    da Autenticidade podem ajudar a orientar o cliente quanto às direções a adotar    na mudança terapêutica (Grégoire et al., 2014). Outra área é a da orientação    vocacional, White e Tracey (2011) apontam para a importância de medir e promover    as dimensões da Autenticidade, uma vez que cotações baixas na escala estão relacionadas    com níveis superiores de indecisão na carreira profissional. Na área organizacional,    a medição da autenticidade é importante para apoiar o aconselhamento, a formação    e a mentorização. Acedendo à Autenticidade mediante instrumentos, podem explorar-se    os resultados com os participantes e promover-se intervenções mais apropriadas,    para a melhoria no clima e nos resultados das organizações (Grégoire et al.,    2014; Susing et al., 2011). A consciência de si, a auto-regulação e o discernimento    dos próprios impulsos, motivações e valores, a par com o desenvolvimento de    comportamentos integrados, promovem um funcionamento ótimo das pessoas e das    organizações (Susing et al., 2011). Ainda no contexto organizacional, o potencial    do estudo e da medição da Autenticidade reside também ao nível da liderança.    Segundo Toor e Ofori (2009), a liderança autêntica (que é passível de formação)    encontra-se associada ao Bem-Estar Psicológico dos líderes e dos seguidores.  </p>     <p> Recentemente, tem havido um interesse crescente no conceito de autenticidade,    o que tem promovido uma interação entre as abordagens humanísticas teóricas    e empíricas, combinando métodos de rigorosa verificação científica e as teorias    de psicologia humanística e aconselhamento (Di Fabio, 2014). Para permitir o    progresso do estudo sobre o construto de autenticidade, é necessário identificar    e quantificar a autenticidade como variável individual diferencial e verificar    empiricamente as hipóteses sobre a relação entre autenticidade e bem-estar (Wood    et al., 2008). </p>     <p> Nos últimos anos, a autenticidade foi alvo de discussões sistemáticas, particularmente    nas áreas da psicologia social e da sociologia cultural (Vannini &amp; Williams,    2009). Ao longo deste tempo, a autenticidade foi definida por vários autores    e segundo várias perspetivas. A autenticidade tem sido definida como um elemento    integrador e organizador da personalidade (Sheldon, Ryan, Rawsthorne &amp; Ilardi,    1997); como uma orientação de valor (Medlock, 2012); como uma atitude (Schmid,    2001); e como um ideal (Beltrami, 2012). Vanini (2006) designou-a como uma experiência    emocional, um sentimento sobre o self, Sebold e Carraro (2013) descrevem-na    como a singularização da existência e apropriação de si e Vannini e Williams    (2009) definiram-na como uma qualidade inerente a um objecto, processo ou pessoa,    como algo genuíno e identificável por quem a exerce. Porém, foi dentro da perspetiva    humanista de Rogers que alguns investigadores encontraram uma definição de autenticidade    clara, de fronteiras e conteúdo definidos, permitindo elaborar instrumentos    objetivos e sensíveis para a medir junto da população (Susing et al., 2011;    Wood et al., 2008).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A autenticidade, na ótica humanista, e particularmente na Abordagem Centrada    na Pessoa, é entendida como uma finalidade e coloca a pessoa num estado dinâmico    de pleno funcionamento - a personalidade total (Ménard &amp; Brunet 2012; Rogers,    1951). Schmid (2001) define-a, ainda, acima de uma atitude terapêutica ou de    uma simples condição estática inerente à pessoa, como um processo que se pode    empreender com vista ao crescimento saudável e integral.</p>     <p>Apesar do amplo estudo teórico e clínico da autenticidade, o estudo empírico    do conceito foi bastante negligenciado, por não haver até ao ano de 2008, medidas    diretas e psicometricamente válidas da autenticidade (Wood et al., 2008). Para    que o estudo da autenticidade pudesse avançar, houve necessidade de identificar    e quantificar a autenticidade como uma variável de diferença individual. Na    sequência da definição de Rogers (1961/2009), Barrett-Lennard acrescenta que    a autenticidade é um constructo tripartido com uma correspondência entre três    níveis: &ldquo;(a) a experiência organísmica da pessoa, (b) a sua simbolização consciente    e (c) a sua manifestação comportamental e comunicação&rdquo; (Wood et al., 2008).    Autores como Maltby, Wood, Day e Pinto (2012), Susing et al. (2011) e Wood et    al. (2008) descreveram o funcionamento da autenticidade como explanamos de seguida.    Entre (a) e (b) pode existir ou não correspondência, o seu gradiente de relação    expressa o grau de Auto-Alienação consoante haja negação, distorção ou integração    de (a) para (b). Entre (b) e (c) pode também existir ou não correspondência,    na medida em que (b) e (c) se aproximam aumenta o Viver Autêntico (expresso    em comportamentos e comunicação congruentes com o self percebido). Finalmente,    entre (a), (b) e (c) pode ou não existir a Aceitação da Influência Externa (passando    de uma atitude saudável de escutar os outros para uma atitude de assumir, acriticamente,    o ponto de vista deles).</p>     <p><b>A Escala de Autenticidade</b></p>     <p> Auto-Alienação, Viver Autêntico e Aceitação da Influência Externa, são as    dimensões pelas quais a Autenticidade é medida na escala construída por Wood    et al. (2008) que pretendemos validar neste estudo. Inicialmente a escala foi    constituída com 25 itens, distribuídos por 3 dimensões. No entanto, para se    tornar mais pequena e prática, foi diminuída para 12 itens, 4 para cada dimensão,    obtendo valores psicométricos mais elevados. Atualmente, a escala consiste em    três dimensões de quatro itens cada, medidos através de uma escala de Likert    de 7 pontos (1 = não me descreve; 7 = descreve-me muito bem) (Tekin &amp; Satici,    2014). A dimensão da autoalienação mede em que medida os indivíduos estão &quot;fora    de contato&quot; com eles mesmos. A dimensão do viver autêntico mede o grau    em que os comportamentos são consistentes com a própria consciência da experiência    interna. E, por último, a dimensão da aceitação de influência externa mede o    grau em que as relações interpessoais influenciam os comportamentos individuais.    Indivíduos com pontuações mais altas na Escala de Autenticidade estarão mais    em contato com a sua experiência interna, comportando-se de maneira mais consistente    com os próprios valores e tendo menor tendência para se adequar às expectativas    dos outros (Grégoire et al., 2014). Esta correspondência nunca é total, mas    quanto maior for, mais o dinamismo interno da pessoa será autêntico. Ao mesmo    tempo, a pessoa deve perceber, assumir e lidar com os seus estados fisiológicos,    pensamentos e sentimentos, de acordo com as convicções e valores emergentes    da sua consciência, em construção intra e interpessoal (White &amp; Tracey,    2011; Wickham, 2013).</p>     <p><b>Estudos de Validação e Caraterísticas Psicométricas da Escala de Autenticidade</b></p>     <p>A escala de autenticidade de Wood et al (2008) foi validada e utilizada em    estudos em vários países, como na Turquia, Itália, Holanda, Canadá, Suécia e    Sérvia. Começando pela Turquia, em 2013, foram investigadas as propriedades    psicométricas da versão turca da Escala de Autenticidade num estudo realizado    em duas etapas. No primeiro passo, a versão turca da escala foi administrada    a 165 estudantes universitários (97 mulheres, 68 homens). Para examinar a estrutura    fatorial da escala, realizou-se uma análise fatorial confirmatória. No segundo    passo, os dados foram recolhidos de 240 (161 mulheres, 79 homens) estudantes    universitários para examinar validade concorrente e a validade preditiva da    escala. Os resultados da análise fatorial confirmatória forneceram bons índices    de ajustamento (<i>c</i><i><sup>2</sup></i><i>/sd</i> = 1,49; <i>RMSEA</i> =0,05;    <i>CFI</i> =0,95; <i>IFI</i> =0,95; <i>GFI</i> =0,92). Cada subescala esteve    significativamente correlacionada com o bem-estar subjetivo e com a autonomia.    Além disso, a autenticidade contribuiu para a variância do bem-estar subjetivo,    após o controlo da autonomia. Em conclusão, os resultados demonstram que a versão    turca da Escala de Autenticidade é válida e confiável (Ilhan &amp; Özdemir,    2013). </p>     <p> Em Itália também foi realizado um estudo com o objetivo de avaliar as propriedades    psicométricas da escala de autenticidade. Os participantes foram 132 estudantes    do quinto ano, da Toscana, sendo 58 do sexo masculino (43,94%) e 74 do sexo    feminino (56,06%), com uma média de idades de 18,32 anos (<i>DP</i> = 0,49).    Foi verificada a estrutura fatorial da versão italiana da EA através de uma    análise fatorial confirmatória (AFC). A adequação do modelo foi apurada com    base não só sobre o valor de &#967;2, mas também foram considerados outros índices    de ajustamento, tais como, a relação entre o valor de &#967;2 e graus de liberdade    (<i>&#967;2 / gl</i>). Verificou-se também a confiabilidade da EA, calculando    o alfa de Cronbach e as correlações item-total. Além disso, para verificar a    validade concorrente, foram analisadas as correlações da EA com escalas de auto-estima    de Rosenberg (RSES), de satisfação global com a vida (SWLS) e afeto positivo    e negativo (PANAS). Os resultados demonstraram correlações item-total todas    positivas e significativas, como esperado, variando de 0,31 a 0,78 para a dimensão    auto-alienação; de 0,30 a 0,79 para a dimensão viver autêntico; de 0,34 a 0,78    para a dimensão aceitação da influência externa. As correlações da versão italiana    da escala de autenticidade com o RSES, o SWLS, o PA e o NA (<i>RSES</i> = 0,34;    <i>SWLS</i> = 0,31; <i>PA</i> = 0,36; <i>NA</i> = -0,47) sublinham uma adequada    validade concorrente em relação às outras medidas, confirmando a relação que    surgiu na literatura entre a Escala de Autenticidade e aspetos de bem-estar    subjetivo. A partir dos resultados deste estudo, também foi possível concluir    que a versão italiana da EA é uma ferramenta válida e confiável para a medição    de autenticidade no contexto italiano (Di Fabio, 2014).</p>     <p> Na Holanda, realizou-se um estudo com foco na autenticidade específica do    trabalho estatal, para investigar a associação entre autenticidade no trabalho,    bem-estar e resultados de trabalho. Uma série de dez análises de regressão hierárquica    separadas, utilizando dados de 685 participantes, indicou que depois de controlar    as características selecionadas do trabalho e as variáveis demográficas, a autenticidade    no trabalho, representou em média 11% da variância do bem-estar e dos resultados    de trabalho. A fim de avaliar a importância relativa das três subescalas da    autenticidade, foi feita uma análise post-hoc adicional. Portanto, calculou-se    a média das três subescalas de autenticidade para todas as variáveis do estudo    (envolvimento e satisfação no trabalho, realização pessoal, cinismo, exaustão    emocional, intenção de rotatividade e desempenho no papel). A média entre as    variáveis do estudo, viver autêntico, auto-alienação e aceitação da influência    externa, representaram 2,1%, 8,8% e 0,4% da variância dessas variáveis, respetivamente,    mostrando que a auto-alienação é a dimensão mais fortemente relacionada com    os outros conceitos do estudo (Bosch &amp; Taris, 2014). </p>     <p>No Canadá (Québec) realizou-se um estudo que se subdividia em dois, com o objetivo    de analisar as propriedades psicométricas de uma tradução francesa da Escala    de Autenticidade. Foi realizado um primeiro estudo com uma amostra geral de    188 pessoas, onde se avaliou a confiabilidade desta tradução, bem como, a sua    validade de constructo e validade discriminante em relação aos traços de personalidade    do modelo Big Five. No segundo estudo, com uma amostra de 437 pessoas, foi efetuada    uma análise fatorial confirmatória para confirmar a estrutura encontrada no    Estudo 1 e a estrutura fatorial obtida por Wood et al. (2008). Os resultados    mostraram que as três subescalas estiveram intercorrelacionadas. A aceitação    de influência externa esteve correlacionada com o viver autêntico (<i>r = </i>-0,29,    <i>p</i><i>&lt;</i><i> </i>0,01) e com a auto-alienação (<i>r</i>= 0,45, <i>p</i>&lt;    0,01). O viver autêntico também esteve correlacionado com a auto-alienação (<i>r</i>=    -0,32, <i>p</i>&lt; 0,01). Estes coeficientes foram comparáveis &#8203;&#8203;aos    obtidos por Wood et al. (2008), que variaram de -0,44 a 0,40. Além disso, as    subescalas estiveram moderadamente correlacionadas, sugerindo que elas medem    constructos distintos e relacionadas. Em síntese, estes resultados indicam que    a estrutura da versão francesa da escala é boa e semelhante à versão original.    A escala possui boa confiabilidade, com pontuações entre 0,77 a 0,82 e estabilidade    temporal, durante um período de 8 semanas, entre 0,54 e 0,69 (Grégoire et al.2014).  </p>     <p>Em 2015, na Suécia, fez-se um estudo com o objetivo principal de investigar    as relações entre a determinação e vários tipos de bem-estar (satisfação com    a vida, harmonia na vida e bem-estar psicológico) e se essas relações são mediadas    pelo senso de coerência e pela autenticidade. Neste estudo, a escala de autenticidade    obteve um a de Cronbach de 0,86 (Vainio &amp; Daukantaite, 2015). Por último,    um estudo mais recente, pretendeu avaliar as propriedades psicométricas da escala    de autenticidade na Sérvia, numa amostra inicial de 706 alunos e numa segunda    medição em 206 alunos, com um intervalo de 10 semanas entre as medições. Os    coeficientes de correlação de Pearson indicam correlações significativas da    sub-escala Viver autêntico com as subescalas de Aceitação de influência Externa    e Auto-alienação (<i>r</i> = -28 e <i>r </i>= -0,21) e uma correlação positiva    entre as subescalas de Aceitação de influência Externa e Auto-alienação (<i>r</i>    = 0,65). A consistência interna das subescalas de aceitação da influência externa    e auto-alienação na medição inicial e no reteste variou entre 0,71 e 0,76. A    consistência interna da subescala viver autentico é aceitável, apresentando    um alfa de Cronbach de 0,68, na medição inicial e de 0,63 na segunda medição.    A análise fatorial confirmatória <i>(</i><i>c</i><i><sup>2</sup></i><i>/sd</i>    = 2,61; <i>RMSEA</i>=0,05; <i>SRMR</i>=0,04; <i>CFI</i>=0,98; <i>NFI</i>=0,96)    demonstrou-se que o ajustamento da escala é bom. Porém, uma estrutura bi-fatorial    da escala indica um ajustamento mais satisfatório (<i>c</i><i><sup>2</sup></i><i>/sd    </i>= 2,26; <i>RMSEA</i>=0,04; <i>SRMR</i>=0,03; <i>CFI</i>=0,99; <i>NFI</i>=0,98).    Este modelo bi-fatorial foi definido através de três dimensões: viver autêntico,    aceitação da influência externa e auto-alienação e um fator de autenticidade    superordenado. Os resultados desta análise foram novamente confirmados na medida    de reteste (Grijak, 2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No presente estudo, procurámos testar as qualidades psicométricas da versão    portuguesa da EA, em quatro grandes objetivos, desenvolvidos através da: </p>     <p>a) Análise fatorial exploratória da estrutura dimensional da EA-Pt. De acordo    com o estudo da versão original da EA (inglesa) e dos estudos de validação posteriores,    esperamos que os itens se agrupem em três dimensões com quatro itens cada: Viver    Autêntico (itens 1, 8, 9 e 11), Auto-Alienação (itens 2, 7, 10 e 12) e Aceitação    de Influência Externa (3, 4, 5 e 6).b) Análise da consistência interna global    e das dimensões da EA. Em concordância com os estudos anteriores, esperamos    obter medidas de consistência interna adequadas na versão traduzida para português,    com valores de alfa de Cronbach acima de 0,70.</p>     <p>c) Análise das intercorrelações entre as dimensões da EA-Pt. Prevê-se que a    Auto-Alienação (AA) se correlacione moderada e positivamente com a Aceitação    de Influência Externa (AIE) e moderada e negativamente com o Viver Autêntico    (VA) e que este se correlacione fraca e negativamente com a AIE. Assim, a estrutura    proposta é multifatorial, com os fatores relacionados.</p>     <p>d) Análise Fatorial Confirmatória da estrutura da EA-Pt. Na sequência da análise    fatorial exploratória, espera-se que a análise fatorial confirmatória confirme    a estrutura tridimensional da escala, com valores de ajustamento adequados.</p>     <p><b>Método</b>    <br>   <i>Participantes</i></p>     <p>A amostra é constituída por 374 participantes, 259 mulheres (69%) e 115 homens    (31%), entre os 18 e os 85 anos (<i>M</i> = 38,32; <i>DP</i>=15,03), 44% da    amostra é solteira, 42% casada, e os restantes 14% têm outros estados civis.    Quanto à situação profissional, 24% é estudante, 62% exerce uma profissão, e    14% tem outra situação profissional. Quanto à escolaridade, 9% dos participantes    tem o 9º ano, 44% tem o ensino secundário, 35% tem uma licenciatura, e os restantes    concluíram o mestrado/doutoramento. Como critérios de inclusão, os indivíduos    deveriam ter mais de 18 anos e saber ler e escrever e ser portugueses.</p>     <p><i>Material </i></p>     <p> A Autenticidade foi medida através de uma tradução portuguesa da Authenticity    Scale (Wood et al., 2008). A escala de 12 itens contém três dimensões (de quatro    itens cada): viver autêntico, aceitação da influência externa e auto-alienação.    A subescala viver autêntico mede o quanto o comportamento da pessoa é coerente    com a consciência da sua experiência interna, a subescala aceitação da influência    externa avalia em que medida o comportamento é influenciado pelas relações interpessoais    e a subescala auto-alienação indica o grau em que a pessoa não está em contacto    consigo mesma. Cada um dos itens é respondido numa escala de Likert que varia    entre o 1 (<i>não me descreve de modo nenhum</i>) e o 7 (<i>descreve-me muito    bem</i>). </p>     <p> O estudo de desenvolvimento da escala original de Wood et al. (2008) apresentou    alfas de Cronbach de 0,78 para <i>viver autêntico</i> (VA), de 0,69 para <i>aceitação    da influência externa</i> (AIE), e de 0,78 para <i>auto-alienação</i> (AA).    Neste estudo, para a contribuição da validação da escala de autenticidade para    a versão portuguesa, apresenta para todas as dimensões alfas de Cronbach dentro    de valores aceitáveis, sendo este para o VA de 0,70, para AIE de 0,80 e para    AA de 0,80. Para a escala <i>de autenticidade total</i> (EAT), obteve-se um    alfa de Cronbach de 0,73.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento</i></p>     <p>Começámos por submeter o projeto do estudo à comissão de ética da Universidade    Autónoma de Lisboa (UAL), tendo sido aprovado.</p>     <p>O estudo foi transversal e a recolha da amostra foi não probabilística, tendo    sido recolhida em empresas, universidades, associações culturais e religiosas,    do litoral norte e centro do país, no funchal, e através de um site de preenchimento    online. Para a recolha da amostra, foram contactados os responsáveis das várias    entidades para pedir autorização para a recolha da mesma. Obtida a devida autorização,    combinou-se um dia e um horário para que o estudo fosse apresentado aos utentes/funcionários    e foi feito o convite para participar no estudo. Depois de explicados os objetivos    gerais da investigação e o tipo de instrumentos a utilizar, deixou-se espaço    para perguntas, e apresentou-se o consentimento informado do estudo. Aos participantes    que aceitaram colaborar foi fornecido o questionário para preenchimento, em    salas tipo sala de aula, em condições de privacidade.</p>     <p>Foram respeitados todos os critérios éticos de acordo com o European Code of    Conduct for Research Activity e a American Psychological Association. Foi fornecido    um consentimento informado aos participantes, com informação sobre os objetivos    gerais do estudo e todas as condições de participação. Os participantes foram    informados de que o estudo seria voluntário, anónimo e confidencial e que poderiam    responder apenas às questões que pretendessem. Foi fornecido um contacto de    email da investigadora responsável para responder a quaisquer dúvidas ou questões    dos participantes durante e após a sua participação. </p>     <p>Foram contactados os autores da EA, Dr. Alex Wood e Dr. Ingo Susing, para lhes    dar conhecimento do nosso objetivo de validar a escala. Ambos consentiram e    apoiaram a investigação. Após contatados os autores das escalas, iniciou-se    o processo de tradução e retroversão. Ou seja, um psicólogo traduziu os itens    e instruções do original em inglês para o português. Procurou-se que a tradução    fosse o mais fiel possível ao original, acessível à compreensão da generalidade    dos portugueses, optando-se pelos termos mais simples e com significados inequívocos.    Em seguida, um segundo psicólogo fez a retroversão da tradução portuguesa para    inglês e compraram-se as duas versões em inglês (original e retroversão). Ambas    as versões inglesa e portuguesa foram analisadas por quatro psicólogos bilingues,    até se chegar a uma versão de consenso na língua portuguesa. Esta primeira versão    portuguesa, foi aplicada num pré-teste a 16 pessoas de diversas áreas geográficas    e profissionais, para apurar eventuais dificuldades de compreensão, que conduziram    a pequenas reformulações em cinco itens. Após as reformulações, voltou a aplicar-se    a escala a mais seis voluntários que não manifestaram quaisquer dúvidas no preenchimento    e considerou-se alcançada a versão portuguesa final da EA.</p>     <p>Quanto ao procedimento de análise dos dados, realizou-se uma análise fatorial    exploratória, uma análise da consistência interna e a uma análise correlacional    entre as três dimensões da EA, após terem sido assegurados os devidos pressupostos    para cada análise estatística. Posteriormente, realizámos uma análise fatorial    confirmatória através das análises de equações estruturais. As análises foram    efetuadas com o <i>software</i> IBM SPSS Statistics for Windows, versão 24.0    e com o AMOS, versão 20.</p>     <p><b>Resultados</b>    <br>   Começámos por realizar uma análise preliminar dos dados e o tratamento dos valores    omissos, tendo-se em conta tanto a percentagem como a aleatoriedade, para cada    dimensão da escala, através do MCAR little test. Valores omissos que apresentaram    percentagens inferiores a 5% e que garantiram a aleatoriedade foram sujeitos    à substituição, mediante a técnica Expectation Maximization. Aquelas variáveis    que não garantiram a aleatoriedade dos valores omissos, mas em que estes foram    inferiores a 5% foram substituídas pelo método da Média de Série. </p>     <p> Os resultados são apresentados de acordo com os quatro objetivos do estudo:    a análise fatorial exploratória da estrutura dimensional da AE, a análise de    consistência interna da escala global e de cada dimensão da AE, a análise das    intercorrelações entre as três dimensões da EA e a análise fatorial confirmatória,    cujo modelo testado, seguiu a estrutura fatorial proposta pelos autores da AE    e pela análise fatorial exploratória.</p>     <p><b>Análise fatorial da estrutura dimensional da EA-Pt na amostra do estudo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Foi analisada a estrutura relacional para os 12 itens da EA de Wood et al.    (2008) através da análise fatorial exploratória, por ser o método mais adequado    para analisar a estrutura de conjunto de variáveis que explicam um fator latente.    Na escolha do método para a extração de fatores, optámos pela extração em Componentes    Principais com rotação Oblíqua. Com efeito, a dificuldade em garantir o requisito    da distribuição normal multivariada exigida na extração pelo método da Máxima    Verosimilhança, tornou o uso deste método não recomendável. Em consonância com    o <i>Scree Plot, </i>os fatores retidos apresentaram um <i>eigenvalue</i> superior    a um (Marôco, 2014). A adequação da matriz de correlações para usar a análise    fatorial exploratória foi verificada mediante o critério de Keiser-Meyer-Olkin,    sendo o KMO = 0,84 e o teste de esfericidade de Bartlett de <i>c</i><i><sup>2</sup></i>(66)    = 1436,669,<i>p</i> &lt; 0,001. Tendo em conta a regra do <i>eigenvalue</i>    superior a um, examinada em conjunto com o <i>Scree Plot,</i> os resultados    mostram a formação de três fatores latentes a explicar a estrutura relacional    dos itens. No <a href="#q1">Quadro 1</a> resumem-se os pesos fatoriais e as    comunalidades de cada item, bem como, o<i> eigenvalue </i>e a variância explicada    por cada factor.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a08q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> No global, os três fatores explicam 60% da variância total. Os fatores latentes    correspondem aos reportados na escala original, ou seja, os itens 3, 4, 5 e    6 correspondem à dimensão <i>Aceitação de Influência Externa</i>, os itens 2,    7, 10 e 12 correspondem à dimensão <i>Auto-Alienação</i> e os itens 1, 8, 9    e 11 correspondem à dimensão <i>Viver Aut</i><i>ê</i><i>ntico</i>. A ponderação    de cada variável nos fatores secundários variou entre 0 e 0,20 revelando, assim,    que não compõem as demais dimensões. À exceção dos itens 1 e 11, todos os itens    apresentam comunalidades superiores a 0,50, indicando o que os fatores retidos    são apropriados para descrever a estrutura da matrix de correlações dos itens.    Os itens 1 e 11, apesar do seu peso fatorial menor, não apresentam ponderação    dupla noutros fatores, pelo que mantêm o seu poder discriminativo no fator em    que se encontram.</p>     <p> Os resultados obtidos revelam que todas as dimensões apresentam alfas de Cronbach    dentro de valores aceitáveis, sendo este para o Viver Autêntico de 0,70, para    Aceitação de Influência Externa de 0,80 e para Autoalienação de 0,80. Para a    escala como um todo, a EA obteve um alfa de Cronbach de 0,73. O <a href="#q2">Quadro    2</a> apresenta os resultados da análise de consistência interna, as medidas    de tendência central e o valor das intercorrelações para as três dimensões da    AUT. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a08q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Para a análise fatorial e da consistência interna foram removidos da amostra    Global os participantes com escolaridade inferior ao 9º ano. Os valores psicométricos    neste estrato da amostra revelaram valores inferiores. Esta opção teve por base    a constatação de que a EA tem sido validada em amostras com escolaridades superiores,    predominantemente, estudantes universitários, no sentido de promover a comparabilidade    dos nossos resultados. As razões para os valores psicométricos inferiores, neste    estrato da amostra, podem ter a ver com a dificuldade em compreender as escalas    de Likert, alguns itens da EA (e. g. Não sei como me sinto? Não me sinto em    contacto com o meu verdadeiro eu?) e na compreensão da palavra <i>alheado. </i>Estas    foram dificuldades manifestadas por alguns participantes com escolaridade inferior    no momento do preenchimento<i>.</i> Salientamos que estes participantes também    eram adultos mais velhos e de zonas rurais do país. Excluindo os casos com escolaridade    inferior ao 9º ano de escolaridade, os valores psicométricos da escala melhoraram    (ainda que discretamente), sugerindo que as pessoas com menor escolaridade apresentaram    maior heterogeneidade nas respostas aos itens da escala. Ainda que a AE se revele    adequada para medir a autenticidade em indivíduos com todos os níveis de escolaridade,    apresenta valores psicométricos mais elevados, e por isso será mais adequada,    para medir a autenticidade em indivíduos com níveis de escolaridade superiores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Análise intercorrelacional das dimensões da EA-Pt</b></p>     <p> As intercorrelações, tal como previsto, são significativas e negativas entre    o Viver Autêntico e as outras dimensões da Autenticidade e positivas entre a    Auto-Alienação e Aceitação de Influência Externa. Podemos verificar que a análise    fatorial bem como a análise de consistência interna apesentam valores psicométricos    adequados, dentro dos critérios da aceitação para a validade da EA-Pt. A correlação    entre as dimensões da escala comporta-se como esperado. Assim, pode considerar-se    este exercício como um contributo efetivo para a validação da versão portuguesa    da EA.</p>     <p><b>Análise fatorial confirmatória da EA-Pt</b></p>     <p>Finalmente, para a análise fatorial confirmatória da EA-Pt, partimos da estrutura    tripartida da escala, concebida por Wood et al. 2008, e de acordo com a análise    fatorial exploratória prévia, testámos o modelo tridimensional (<a href="#f1">Figura    1</a>). Os parâmetros foram estimados usando o algoritmo de máxima verosimilhança.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a08f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p></p> O modelo tridimensional apresentou, desde logo, valores de ajustamento excelentes  (&#967;2<sub>51</sub>=94,81, <i>p &lt; </i>0,001; <i>CFI</i>=0,97; <i>RMSEA</i>=0,05;  <i>SRMR</i>=,04). Todos os pesos de regressão das variáveis observáveis estão  acima de 0,50. As três dimensões da EA-Pt intercorrelacionam-se, tal como esperado,  com correlações negativas significativas entre a dimensão de viver autêntico e  as dimensões de auto-alienação (-0,30) e de aceitação de influência externa (-0,37).  As dimensões de auto-alienação e influência externa correlacionaram-se positivamente  (0,64). Assim, através da análise fatorial confirmatória, podemos confirmar a  validade de constructo, a consistência interna e a estrutura tridimensional da  EA-Pt.      <p><b>Discussão</b>    <br>   Na sequência de vários estudos anteriores, com vista à adaptação e utilização    da Autenticity Scale de Wood et al. (2008), em diferentes línguas, o presente    estudo analisou as caraterísticas psicométricas da escala e obteve bons resultados    da validade e fidelidade da versão portuguesa da Escala de Autenticidade. Dos    estudos referidos, reportamo-nos à adaptação, em 2013, para o turco de Ilhan    e Özdemir (2013), em 2014, para o italiano de Di Fabio (2014), o holandês de    Bosch e Taris (2014) e, novamente, o francês (Canadá) de Grégoire, Baron, Ménard    e Lachance (2014), em 2015 para o sueco de Vainio e Daukantaite (2015) e, mais    recentemente, para a língua sérvia de Grijak, em 2017.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O contributo para a adaptação da versão portuguesa da Escala de Autenticidade,    na presente investigação, seguiu quatro passos. Começámos por realizar uma análise    fatorial exploratória da estrutura dimensional da Escala de Autenticidade. Assim,    verificámos que, tal como na versão original de Wood et al. (2008) e nas versões    subsequentes, na versão portuguesa, os 12 itens revelaram-se adequados para    medir a Autenticidade. Nos resultados deste estudo, a distribuição dos itens    pela estrutura dimensional foi, tal como para Wood et al. (2008), Grégoire et    al. (2014) e Di Fabio (2014): Viver Autêntico com os itens 1, 8, 9 e 11, a Auto-Alienação    com os itens 2, 7, 10 e 12 e a Aceitação de Influência Externa com os itens    3, 4, 5 e 6. Concorre para a validade interna o facto de os itens não exibirem    ponderação dupla nos fatores secundários, bem como, 10 das 12 comunalidades    variarem entre 0,50 e 0,71. Em apenas dois casos verificaram-se comunalidades    de 0,45 (item 1) e 0,47 (item 11), indicando menor precisão destes itens para    a medição daquela dimensão da Autenticidade. </p>     <p> O segundo passo consistiu na análise da consistência interna das dimensões    da Escala de Autenticidade. Os resultados obtidos no nosso estudo manifestaram    valores de fidelidade (entre 0,70 e 0,80), semelhantes aos de estudos anteriores,    como no de Grégoire et al. (2014), no Canadá, com alfas de Cronbach, entre 0,77    e 0,82 e no de Djurdja Grijak (2017), na Sérvia, com alfas Cronbach, entre 0,68    e 0,76. Para a escala global, para a versão portuguesa, obteve-se um alfa de    Cronbach de 0,73, um pouco inferior ao obtido pelo estudo de Vainio e Daukantaite    (2015), na Suécia, com &#945;=0,86. Não obstante as diferenças, os valores obtidos    revelaram-se robustos e significativos. </p>     <p>É interessante reparar que a dimensão Viver Autêntico é a sub-escala com menor    consistência interna em todos os estudos psicométricos encontrados. Verifica-se    uma maior associação entre os itens da Auto-Alienação (discordância entre a    experiência organísmica e a sua simbolização consciente) e a Aceitação da Influência    Externa, do que acerca da concordância entre a experiência organísmica consciente    e a sua manifestação comportamental e comunicação (Viver Autêntico). A dimensão    positiva e expositiva (comportamento e comunicação) da Autenticidade de Barret-Leonard    (Wood at al. 2008) não revela a mesma robustez das outras dimensões, eventualmente,    pela menor capacidade dos itens para medir o Viver Autêntico ou pelo facto do    Viver Autêntico ser um constructo menos acessível enquanto tal, uma vez que    aponta para um dinamismo de pleno funcionamento, de personalidade total (Ménard    &amp; Brunet 2012; Rogers, 1951). A ser assim, poder-se-ia considerar o nível    de escolaridade como um fator associado à autenticidade ou à capacidade de compreender    e responder ao questionário. Se não vejamos, no estudo original de Wood et al.    (2008), os alfas para a dimensão de Viver Autêntico foram de 0,82 (Amostra 1),    0,70 (Amostra 2) e 0,79 (Amostra 3), bem como em outros estudos com os alfas    da dimensão da Viver Autêntico mais elevados em amostras de população estudantil.    Assim, na nossa investigação, o grupo de participantes que preencheu o questionário    <i>online</i>, em que a maioria da população frequentava o Ensino Superior,    obteve um alfa análogo para o VA de (&#945; = 0,79), evidenciando os restantes    grupos, com escolaridades inferiores, alfas menos consistentes, de 0,65. Isto    sugere que a escala pode apresentar índices de consistência interna superiores    para indivíduos com níveis de escolaridade superiores. Tendo a escala original    sido construída com base em amostras de estudantes universitários (Wood et al.,    2008), pode apresentar menor validade em populações menos escolarizadas, o que    pode ser considerado uma limitação da escala.</p>     <p> O terceiro passo consistiu na análise correlacional entre as três dimensões    da Escala de Autenticidade. As dimensões relacionaram-se como era esperado,    evidenciando serem constructos relacionados, mas distintos. As dimensões mais    fortemente correlacionadas foram a Auto-Alienação e a Aceitação de Influência    Externa, no estudo atual (0,52), tal como nos estudos anteriores de Grégoire    et al. (2014), com 0,45, e Grijak (2017), com 0,65. Quanto maior é a Aceitação    de Influência Externa, maior é a Auto-Alienação e vice-versa. Já o Viver Autêntico    revelou uma associação negativa significativa quer com a Auto-Alienação de -0,24    no estudo atual, de -0,16 a -0,32 no estudo de Wood, 2008, de -0,32 no estudo    de Grégoire et al.2014; de -0,21 no estudo de Grijak, 2017), quer com a Aceitação    da Influência Externa (-0,27 no estudo atual; -0,21 a -0,40 no estudo de Wood,    2008; -0,29 no estudo de Grégoire et al., 2014; -0,28 no estudo de Grijak, 2017).  </p>     <p>A tomada de consciência das experiências organísmicas (Auto Alienação) e o    facto de estar associada à Aceitação de Influência Externa, parece ter uma relação    negativa com o que se expressa a nível comportamental do Viver Autêntico (Banks,    2013; Theodossopoulos, 2013; Vannini &amp; Williams, 2009).</p>     <p> O quarto passo consistiu em testar o modelo tridimensional proposto por Wood    et al., 2008, através da análise de modelos de equações estruturais, apresentando    valores de regressão dos itens nas variáveis latentes, acima de 0,50, e um ajustamento    global da escala excelente (<i>&#967;</i>2<sub>51</sub>=94,81; <i>p</i> &lt;    0,001; <i>CFI</i>=0,97; <i>RMSEA</i>=0,05; <i>SRMR</i>=0,04). Já em estudos    anteriores, este modelo forneceu dados favoráveis, como no estudo original de    Wood et al. (2008) e no estudo de Ilhan e Özdemir (2013), com bons índices de    ajustamento (<i>&#967;2/sd</i> = 1,49; <i>RMSEA</i> =0,05; <i>CFI</i> =0,95;    <i>IFI</i> =0,95; <i>GFI</i> =0,92). </p>     <p> Perante os resultados, a opção pela validação Escala de Autenticidade (Wood    et al., 2008) parece ter sido uma boa escolha, garantindo um instrumento robusto    para avaliação deste constructo para a língua portuguesa. Para muitos profissionais    lusófonos envolvidos no trabalho de aconselhamento, orientação vocacional ou    mentorização, em contexto organizacional, a existência de uma Escala de Autenticidade    devidamente validada torna-se um instrumento útil para medir a consciência de    si, a auto-regulação e o discernimento dos impulsos, motivações e valores, contribuindo    para um melhor desempenho e clima organizacionais (Susing et al., 2011; Toor    &amp; Ofori, 2009; White &amp; Tracey, 2011). Não menos significativa é a pertinência    de medir a autenticidade na intervenção psicológica, psicoterapêutica e clínica    (Grégoire et al., 2014; Pinto, Maltby, Wood &amp; Day, 2012; White &amp; Tracey,    2011), uma vez que teórica e empiricamente está associada a fatores de saúde    mental e ao bem-estar. Finalmente, na área de investigação, e tal como refere    Di Fabio (2014), a Escala de Autenticidade combina o rigor de um método científico    com a perspetiva da psicologia humanista e de aconselhamento até aqui com poucos    recursos de mensuração. </p>     <p>Quanto às limitações do estudo, começamos por afirmar que a amostra usada neste    estudo é não probabilística e, por isso, compromete a generalização dos resultados    para além da amostra recolhida. A distribuição de género com dois terços da    amostra a pertencer ao sexo feminino também pode influenciar os resultados.    Estes são aspetos a ter em conta na leitura dos resultados e, porventura, a    superar na realização de futuros estudos. Para além das limitações, também podemos    evocar aspetos favoráveis do estudo como ter uma amostra ampla, com uma população    geral proveniente de várias cidades do país. A Escala de Autenticidade foi validada    para a língua portuguesa (EA-Pt, <a href="#q3">Quadro 3</a>), após as análises    fatoriais exploratória e confirmatória e a análise de consistência interna,    confirmando os valores psicométricos que apoiam as excelentes qualidades psicométricas    da versão portuguesa da Authenticity Scale (Wood et al., 2008). Os resultados    foram semelhantes à versão original da escala e a outras versões da escala,    validadas em países como a Turquia, Itália, Holanda, Canadá, Suécia e Sérvia.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a08q3.jpg"/></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>REFERÊNCIAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558613&pid=S1645-0086201800030000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Beltrami, F. (2012). Taylor Charles. A ética da autenticidade. <i>Conjectura,    17</i>(1), 230-233.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558614&pid=S1645-0086201800030000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Didonato, T. E., &amp; Krueger, J. I. (2010). Interpersonal affirmation and    self-authenticity: A test of Rogers&rsquo;s self-growth hypothesis. <i>Self &amp;    Identity</i>, <i>9</i>(3), 322-336. doi:10.1080/15298860903135008</p>     <p>Di Fabio, A. (2014). Authenticity Scale: Un primo contributo alla validazione    della versione italiana [Authenticity Scale: A first contribution to validation    of the Italian version]. <i>Counseling Giornale Italiano di Ricerca e Applicazioni</i>,    <i>7</i>, 231-238. </p>     <!-- ref --><p>Gocet Tekin, E., &amp; Satici, B. (2014). An Investigation of the Predictive    Role of Authenticity on Subjective Vitality. <i>Educational Sciences: Theory    &amp; Practice</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558618&pid=S1645-0086201800030000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi:10.12738/estp.2014.6.2216</p>     <!-- ref --><p>Goldman, B., &amp; Kernis, M. H. (2002). The role of authenticity in healthy    psychological functioning and subjective well-being. <i>Annals of The American    Psychotherapy Association</i>, <i>5</i>(6), 18-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558620&pid=S1645-0086201800030000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Grégoire, S., Baron, L., Ménard, J., &amp; Lachance, L. (2014). The Authenticity    Scale: Psychometric properties of a French translation and exploration of its    relationships with personality and well-being. <i>Canadian Journal Of Behavioural    Science / Revue Canadienne Des Sciences Du Comportement</i>, <i>46</i>(3), 346-355.    doi:10.1037/a0030962&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558622&pid=S1645-0086201800030000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grijak, D. (2017). Psychometric evaluation of the authenticity scale on the    sample of students in Serbia. <i>Psihologija</i>, <i>50</i>(1), 85-99. doi:10.2298/psi160504001g&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558623&pid=S1645-0086201800030000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><b> </b>&#304;lhan, T., &amp; Özdemir, Y. (2013). Adaptation of Authenticity    Scale to Turkish: A validity and Reliability Study. <i>Turkish Psychological    Counseling And Guidance Journal</i>, <i>5</i>(40), 142-153.</p>     <!-- ref --><p>Maltby, J., Wood, A. M., Day, L., &amp; Pinto, D. (2012). The position of authenticity    within extant models of personality. <i>Personality and Individual Differences</i>,    <i>52</i>(3), 269-273.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558625&pid=S1645-0086201800030000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Medlock, G. (2012). The evolving ethic of authenticity from humanistic to positive    psychology. The Humanistic Psychologist, <i>40</i>, 38-57. doi:10.1080/08873267.2012.643687&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558627&pid=S1645-0086201800030000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ménard, J. (2008). <i>Authenticité et Bien-Etre au Travail: Étude Auprès de    Gestionnaires</i> (Tese de Doutoramento não publicada). Universidade de Montréal,    Montréal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558628&pid=S1645-0086201800030000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ménard, J. J., &amp; Brunet, L. L. (2012). Authenticité et bien-être au travail:    Une invitation à mieux comprendre les rapports entre le soi et son environnement    de travail. <i>Pratiques Psychologiques, 18</i>(1), 89-101. doi:10.1016/j.prps.2010.10.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558630&pid=S1645-0086201800030000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Neff, K. D., &amp; Suizzo, M. (2006). Culture, power, authenticity and psychological    well-being within romantic relationships: A comparison of european american    and m americans. <i>Cognitive Development</i>, <i>21</i>(4), 441-457. doi:10.1016/j.cogdev.2006.06.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558631&pid=S1645-0086201800030000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Pinto, D.G., Maltby, J., Wood, A.M., &amp; Day, L. (2012). A behavioral test    of Horney’s linkage between authenticity and aggression: People living authentically    are less-likely to respond aggressively in unfair situations. <i>Personality    and Individual Differences, 52</i>, 41-44. 10.1016/j.paid.2011.08.023</p>     <!-- ref --><p>Rogers, C. (2009). <i>Tornar-se pessoa</i> (1ª ed.). Lisboa: Padrões Culturais    Editora.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558633&pid=S1645-0086201800030000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> (Obra original publicada em 1961).</p>     <!-- ref --><p>Rogers, C. (1951) Client-Centered Therapy. Boston: Houghton Mifflin&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558635&pid=S1645-0086201800030000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rogers, C. (1983). <i>Um jeito de ser.</i> São Paulo: Editora Pedagógica Universitária.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558636&pid=S1645-0086201800030000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Schmid, P. F. (2001) Authenticity: the person as his or her own author. Dialogical    and ethical perspectives on therapy as an encounter relationship. And beyond.    In Wyatt, G. (ed.), <i>Congruence</i>. Ross-on-Wye: PCCS Books. Retrieved from    <a href="http://web.utanet.at/schmidpp/paper-authent.pdf" target="_blank">http://web.utanet.at/schmidpp/paper-authent.pdf</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558638&pid=S1645-0086201800030000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sebold, L. F., &amp; Carraro, T. E. (2013). The authenticity of the being nursing-professor    in the nursing care teaching practice: a Heideggerian hermeneutics. <i>Texto    &amp; Contexto - Enfermagem, 22</i>(1), 22-28. doi:10.1590/S0104-07072013000100003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558639&pid=S1645-0086201800030000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sheldon, K. M., Ryan, R. M., Rawsthorne, L. J., &amp; Ilardi, B. (1997). Trait    self and true self: Cross-role variation in the Big-Five personality traits    and its relations with psychological authenticity and subjective well-being.    <i>Journal of Personality and Social Psychology, 73</i>, 1380-1393. doi:10.1037/0022-3514.73.6.1380&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558640&pid=S1645-0086201800030000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Susing, I. M., Green, S., &amp; Grant, A.M. (2011). The potential use of the    Authenticity Scale as an outcome measure in executive coaching. Coaching Psychologist,    7, 16-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558641&pid=S1645-0086201800030000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Theodossopoulos, D. (2013). Introduction laying claim to authenticity: five    anthropological dilemmas. <i>Anthropological Quarterly</i>, <i>86</i>(2),337-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558643&pid=S1645-0086201800030000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Toor, S., &amp; Ofori, G. (2009). Authenticity and its influence on psychological    well-being and contingent self-esteem of leaders in Singapore construction sector.    <i>Construction Management &amp; Economics</i>, <i>27</i>, 299-313. doi:10.1080/01446190902729721&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558645&pid=S1645-0086201800030000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Vainio, M., &amp; Daukantait&#279;, D. (2015). Grit and Different Aspects of    Well-Being: Direct and Indirect Relationships via Sense of Coherence and Authenticity.    <i>Journal of Happiness Studies</i>, <i>17</i>, 2119-2147. doi :10.1007/s10902-015-9688-7</p>     <p>Van Den Bosch, R., &amp; Taris, T. (2014). The Authentic Worker&rsquo;s Well-Being    and Performance: The Relationship Between Authenticity at Work, Well-Being,    and Work Outcomes. <i>The Journal of Psychology</i>, <i>148</i>(6), 659-681.    doi:10.1080/00223980.2013.820684</p>     <!-- ref --><p>Vannini, P. &amp; Williams, J.P. (2009). <i>Authenticity in culture, Self,    and Society - chapter 1</i>. Canadá: Ashgate.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558648&pid=S1645-0086201800030000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>White, N., &amp; Tracey, T. J. G. (2011). An examination of career indecision    and application to dispositional authenticity. <i>Journal of Vocational Behavior</i>,    <i>78</i>, 219-224.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558650&pid=S1645-0086201800030000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Wickham, R. E. (2013). Perceived authenticity in romantic partners. <i>Journal    of Experimental Social Psychology</i>, <i>49</i>(5), 878-887. doi:10.1016/j.jesp.2013.04.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558652&pid=S1645-0086201800030000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wood, A.M., Linley, P.A., Maltby, J., Baliousis, M., &amp; Joseph, S. (2008).    The authentic personality: a theoretical and empirical conceptualization and    the development of the authenticity scale<i>. </i><i>Journal of Counseling Psychology,</i>    <i>55</i>(3), 385-399. doi:10.1037/0022-0167.55.3.385&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558653&pid=S1645-0086201800030000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimentos</b><b> </b></p>     <p>Projeto financiado pela Universidade Autónoma de Lisboa - UAL</p>     <p>Agradecemos a todos os responsáveis e colaboradores das várias entidades onde    foi solicitada a ajuda e que generosamente se dispuseram a participar.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 31 de Agosto de 2018/ Aceite em 23 de Outubro de 2018</p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[Banks]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Post-authenticity: dilemmas of identity in the 20th and 21st centuries]]></article-title>
<source><![CDATA[Anthropological Quarterly]]></source>
<year>2013</year>
<volume>86</volume>
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<issue>2</issue>
<page-range>481-500</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Beltrami]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Taylor Charles: A ética da autenticidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Conjectura]]></source>
<year>2012</year>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>230-233</page-range></nlm-citation>
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