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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Espiritualidade e qualidade de vida de pessoas idosas: um estudo relacional]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[For the elderly, greater longevity can represent a period of extreme hardship and suffering. Not always the years of life are accompanied by well-being, health and quality of life. In this context, spirituality emerges as an important dimension for the quality of life of the elderly. The objective of this study was to analyse the relationship between spirituality and the quality of life of elderly residents in the community. It is a relational, quantitative and cross-sectional study. The sample consisted of 400 elderly people of both sexes living in a metropolitan city of São Paulo, Brazil. The sample plan was intentional, heterogeneous by quotas. For the definition of the quotas, the variables (age and sex) were used with reference in official strata of the population of that city. The instruments used for evaluation were: a questionnaire for mental assessment; sociodemographic characterization; WHOQOL-Bref and Old Scales, and the Pinto and Pais-Ribeiro Spirituality Scale. There was a statistically significant correlation between spirituality and the quality of life of the elderly. Spirituality is an important tool for the elderly to cope with the adversities inherent in the aging process.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Espiritualidade e qualidade de vida de pessoas idosas: um    estudo relacional</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Spirituality and quality of life of elderly people: a relational    study</b></font></p>     <p><b>Ewerton Naves Dias <sup>1</sup>, José Luís Pais-Ribeiro<sup>2</sup></b></p>     <p><sup> </sup><sup>1 </sup>Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação    da Universidade do Porto, Portugal. Universidade de Mogi das Cruzes, UMC - São    Paulo, Brasil, <a href="mailto:ewertonnaves@gmail.com">ewertonnaves@gmail.com</a></p>     <p><sup>2 </sup>Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade    do Porto, Portugal, <a href="mailto:jlpr@fpce.up.pt">jlpr@fpce.up.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Para os idosos uma maior longevidade pode representar um período de extremas    dificuldades e sofrimentos, pois nem sempre os anos a mais de vida são acompanhados    por bem-estar, saúde e qualidade de vida. Neste contexto a espiritualidade surge    como uma dimensão importante para a qualidade de vida dos idosos. O objetivo    deste estudo foi analisar a relação entre a espiritualidade e a qualidade de    vida de idosos residentes na comunidade. Trata-se de um estudo relacional, quantitativo    e transversal. A amostra foi constituída por 400 pessoas idosas de ambos os    sexos residentes em uma cidade metropolitana de São Paulo, Brasil. O plano amostral    foi do tipo intencional, heterogénea por quotas. Para definição das quotas foram    utilizadas as variáveis (idade e sexo) com referência em estratos oficiais da    população da referida cidade. Os instrumentos utilizados para avaliação foram:    Questionário de Avaliação Mental; Caracterização Sociodemográfica; Escalas WHOQOL-Bref    e Old e a Escala de espiritualidade de Pinto e Pais-Ribeiro. Encontrou-se correlação    estatisticamente significativa entre a espiritualidade e a qualidade de vida    dos idosos. A espiritualidade é uma ferramenta importante para as pessoas idosas    enfrentarem as adversidades inerentes ao processo de envelhecimento.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> espiritualidade, religiosidade, qualidade de vida, idoso</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>For the elderly, greater longevity can represent a period of extreme hardship    and suffering. Not always the years of life are accompanied by well-being, health    and quality of life. In this context, spirituality emerges as an important dimension    for the quality of life of the elderly. The objective of this study was to analyse    the relationship between spirituality and the quality of life of elderly residents    in the community. It is a relational, quantitative and cross-sectional study.    The sample consisted of 400 elderly people of both sexes living in a metropolitan    city of São Paulo, Brazil. The sample plan was intentional, heterogeneous by    quotas. For the definition of the quotas, the variables (age and sex) were used    with reference in official strata of the population of that city. The instruments    used for evaluation were: a questionnaire for mental assessment; sociodemographic    characterization; WHOQOL-Bref and Old Scales, and the Pinto and Pais-Ribeiro    Spirituality Scale. There was a statistically significant correlation between    spirituality and the quality of life of the elderly. Spirituality is an important    tool for the elderly to cope with the adversities inherent in the aging process.</p>     <p><b>Keywords:</b> spirituality, religiosity, quality of life, elderly</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A população mundial vem passando na atualidade por um processo de envelhecimento    acelerado, a maioria<b> </b>dos países do mundo tem experimentado uma elevação    no número e na proporção de idosos em sua população. No decorrer do século vinte,    a expectativa de vida da população aumentou duas vezes, partindo de cerca de    30 anos em 1900, para mais de 60 anos em 2000. Pela primeira vez na história    da humanidade observou-se um avanço dessa magnitude, sendo essa dinâmica de    crescimento populacional, chamada de transição demográfica pelos demógrafos,    fenómeno que atinge praticamente todas as nações,<b> </b>inclusive as de países    em desenvolvimento como é o caso do Brasil (Souza &amp; Melo, 2017). </p>     <p>No cenário brasileiro, essa realidade também não é diferente, dados estatísticos    oficiais demonstram que a população idosa no país está a crescer de forma acelerada    e contínua. Na atualidade, o Brasil possui cerca de 20 milhões de idosos, e    até 2020, esse quantitativo será de 32 milhões. Estimativas apontam ainda, que    esse número irá triplicar até o ano de 2050, alcançando a marca impressionante    de 64 milhões de pessoas nessa faixa etária, número este que colocará o Brasil    entre os primeiros países no mundo com maior percentual de idosos em sua população    (Brasil, 2017).</p>     <p>O aumento da longevidade populacional está relacionado, sobretudo, às transformações    sociais, económicas e de saúde. A redução da mortalidade infantil, a melhoria    no acesso à educação e às oportunidades de emprego, o avanço na igualdade de    géneros, os avanços na saúde pública e nas tecnologias associadas à medicina,    juntamente com melhoria das condições de saneamento, moradia e alimentação,    são os principais fatores que contribuíram para a maior longevidade da população    (Organização das Nações Unidas, 2015). Não há dúvidas de que a maior sobrevida    populacional seja uma das maiores conquistas da história da humanidade. No entanto,    vale alertar, que, embora as pessoas idosas estejam vivendo mais tempo, isto    não quer dizer que elas estão também necessariamente mais saudáveis, pois nem    sempre o maior bónus de anos acrescido à vida é acompanhado também por saúde    e qualidade de vida. </p>     <p>Na atualidade, quase um quarto do total de mortes e doenças no mundo é observada    em pessoas com idade superior a 60 anos, doenças essas geralmente crónicas,    como cancro, problemas cardíacos, respiratórias, músculo esqueléticos, distúrbios    cognitivos, entre outras (Veras, 2016). É comum com a chegada de idade idosa,    o surgimento de doenças crónicas não transmissíveis e de suas sequelas e limitações.    As alterações físicas, psicológicas e emocionais decorrentes dessas doenças    podem comprometer a percepção de bem-estar e qualidade de vida dos idosos, interferindo    na sua autonomia para a realização das atividades da vida diária, sendo deste    modo, fator preditivo de pior qualidade de vida relacionada à saúde (Koenig,    2011). </p>     <p>Neste contexto a espiritualidade surge como uma importante estratégia para    os idosos enfrentarem as adversidades que são inerentes ao processo de envelhecimento.    Pesquisas sobre essa temática demonstram que existe uma relação positiva entre    a espiritualidade/religiosidade e a melhora dos principais indicadores de saúde,    tais relações vêm sendo cada vez mais estudadas e destacadas pelos investigadores,    suas evidências têm demonstrado que as crenças, práticas e hábitos religiosos    e espirituais estão associados a melhores índices de saúde física e mental,    bem como a um maior suporte social e a uma vida com mais longevidade e qualidade    de vida (Guimarães, &amp; Avezum, 2007; Alves, Alves, Barboza, &amp; Souto,    2010).</p>     <p>Antes porém, de iniciar o estudo sobre essa temática, é de fundamental importância    definir e esclarecer os seus aspectos teóricos e conceituais, pois é comum os    termos Religião, Religiosidade e a Espiritualidade, serem tratados e utilizados    como sinónimos, principalmente, no que diz respeito ao senso comum. Entretanto,    embora estes fenómenos estejam intimamente relacionados, estes possuem significados    e características específicas. Pinto e Pais-Ribeiro (2007) explicam que ainda    não se encontra na literatura um conceito definitivo de espiritualidade, sendo    que muitas vezes essa definição surge numa associação direta à prática de uma    religião. Diante dessas considerações, e no sentido de melhor esclarecer as    características que envolvem esses processos, apresenta-se a seguir os conceitos    adotados neste estudo sobre os respectivos fenómenos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que diz respeito a Religião, ela pode ser definida como um sistema complexo    de crenças (sobre a realidade, a pessoa humana e a moralidade) que regulam a    vida (influenciam o modo como vivemos), que são expressas em certos tipos de    rituais e práticas, e que se baseiam, em grande parte, na crença em uma realidade    sagrada e transcendente (invisível) (Koenig, King, &amp; Carson, 2012; Sweetman,    2013). Geralmente, há uma crença em uma entidade com um poder sobrenatural,    um criador e controlador do universo, um Deus ou pelo menos em um ser supremo    que criou toda a vida, e que deu ao homem uma natureza espiritual que continua    a existir depois da morte do seu corpo (Panzini, Rocha, Bandeira, Ruschel &amp;    Fleck, 2007; Sweetman, 2013).</p>     <p>Em contraposição à religião, a noção de religiosidade é tratada como algo mais    pessoal, menos atrelado a instituições religiosas e a comportamentos ritualizados    ou a doutrinas religiosas específicas. O filósofo e sociólogo alemão Georg Simmen    define a religiosidade como um &ldquo;estado&rdquo; ou &ldquo;necessidade&rdquo; interna, assim, como    um conjunto de crenças ou conhecimentos que a tradição oferece na tentativa    de satisfazer tal necessidade (Dalgalarrondo, 2008). Em outras palavras, a religiosidade    pode ser entendida como a representação de uma crença e práticas fundamentadas    em uma religião que, por sua vez, é conceituada como um sistema organizado de    práticas, rituais, crenças e símbolos que são projetados para facilitar a proximidade    com o sagrado ou transcendente. Em resumo, ela é o quanto o indivíduo acredita,    segue e pratica uma religião, que é institucional, dogmática e sistematizada    (Lucchetti, Lucchetti, Peres, Leão, Moreira-Almeida, &amp; Koenig 2012; Panzini,    Mosqueiro, Zimpel, Bandeira, Rocha e Fleck, 2017).</p>     <p>Com relação a espiritualidade, o seu uso destacado da religião e religiosidade    é ainda relativamente recente. A secularização e a desilusão com as instituições    religiosas no ocidente fizeram com que a noção de espiritualidade ganhasse sentido    e conotação diferente de religião. Dessa maneira, a religiosidade e a espiritualidade,    embora constituam campos semânticos sobrepostos, passaram a ser diferenciadas.    Em termos conceituais a espiritualidade tem sido definida como um constructo    com dimensão mais pessoal e existencial, tais como a crença e/ou relação com    Deus ou um poder superior (Larson, Swyers, &amp; McCullough, 1998). Trata-se    de um sistema de crenças que enfoca elementos que transcendem o tangível, como    uma propensão humana para encontrar um significado para a vida, um sentido de    conexão com algo maior que si próprio, que pode ou não incluir uma participação    religiosa formal. Tal crença pode mobilizar energias e iniciativas extremamente    positivas, com potencial ilimitado para melhorar a qualidade de vida das pessoas    (Saad, Masiero, &amp; Basttistella, 2001).</p>     <p>A qualidade de vida também fez parte dos fenómenos investigados neste estudo.    Quanto ao seu conceito, ela pode ser definida como a percepção da pessoa sobre    o lugar em que ela ocupa na vida, no contexto cultural e sistema de valores    em que ela vive, e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações    (WHOQOL, 1995). É um constructo complexo composto por várias dimensões da vida    humana e que inter-relaciona o meio ambiente aos aspectos físicos, psicológicos,    nível de independência, relações sociais e crenças pessoais (Fleck, 2000). Trata-se,    portanto, de um conceito subjetivo, que depende do nível sociocultural, da idade    e das aspirações pessoais de cada indivíduo (Vecchi, Ruiz, Bocchi, &amp; Corrente,    2005). </p>     <p>Com a chegada da idade idosa, múltiplos são os fatores que podem estar relacionados    com a qualidade de vida dessas pessoas, entre estes elementos, a literatura    tem destacado a espiritualidade como uma estratégia importante e capaz de influenciar    de forma positiva o bem-estar, a saúde física e mental dos indivíduos. Diante    desse contexto, este estudo teve como objetivo principal verificar a relação    entre a espiritualidade e a qualidade de vida dos idosos que vivem na comunidade.</p>     <p><b>Método    <br>   </b>Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal de metodologia quantitativa    e relacional. </p>     <p><i>Participantes </i></p>     <p>A população deste estudo foi composta pelas pessoas de ambos os sexos com idade    igual ou superior a 60 anos. A idade cronológica do ser idoso pode variar segundo    as condições de cada país, nos países desenvolvidos a Organização Mundial da    Saúde reconhece como idosas as pessoas com 65 anos ou mais, enquanto que nos    países em desenvolvimento, no qual se insere o Brasil são reconhecidas como    idosas aquelas pessoas com 60 ou mais anos de vida (Lopes, Araújo, &amp; Nascimento,    2016). </p>     <p>O estudo foi realizado com os idosos residentes na cidade de Mogi das Cruzes,    São Paulo, Brasil. A respectiva cidade foi fundada no ano de 1560 e possui atualmente    cerca de 400.000 habitantes. O município de Mogi está a menos de 50 quilômetros    da capital São Paulo, e próximo, a regiões econômicas importantes, como o ABC    paulista, Vale do Paraíba e Baixada Santista (Prefeitura de Mogi das Cruzes,    2017). O tamanho da amostra foi calculado admitindo-se um erro amostral máximo    de 5%, com nível de confiança de 95%. Desse modo ela foi constituída por 400    pessoas idosas residentes na cidade supracitada. O plano amostral foi do tipo    intencional, heterogénea por quotas. Para definição das quotas foram utilizadas    as variáveis (idade e sexo) com referência nos estratos da referida população,    obtida por meio dos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.    Os critérios de inclusão para participar do estudo foram os seguintes: residir    na cidade de Mogi das Cruzes; ter 60 anos ou mais de idade; indivíduos de ambos    os sexos, concordar em participar do estudo e ter condições cognitivas preservadas.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Material</i> </p>     <p>Os instrumentos utilizados para coletar os dados dos participantes do estudo    foram os seguintes:</p>     <p>1. Questionário de Avaliação Mental - Trata-se de um questionário para avaliar    o estado cognitivo do paciente. O mesmo consiste de dez questões que analisam    de forma básica e resumida a orientação têmporo-espacial e a memória para fatos    tardios. É recomendado como uma forma de triagem dos casos a serem submetidos    a uma avaliação mais profunda (Kahn, Goldfard, Pollack, &amp; Peck, 1960). O    questionário em questão foi utilizado para detectar alguma alteração cognitiva    que impedisse a participação do entrevistado no estudo, não tendo, nesta pesquisa    o objetivo de avaliar profundamente a cognição dos idosos.</p>     <p>2. Escala de Caracterização Social, Demográfica e de Saúde - o respectivo instrumento    foi elaborado pelos autores do estudo com o objetivo de obter dados gerais de    identificação pessoal, familiar, económica e de saúde dos entrevistados. </p>     <p>3. Escalas WHOQOL-Bref e WHOQOL-Old - para avaliar a qualidade de vida utilizou-se    dois Instrumentos construídos e recomendados pela Organização Mundial da Saúde.    O primeiro é composto por 26 questões divididas em quatro domínios: físico,    psicológico, relações sociais e meio ambiente. O segundo foi construído especificamente    para a população idosa, e possui 24 questões, divididas em seis facetas: funcionamento    do sensório, autonomia, atividades passadas, presentes e futuras, participação    social, morte e morrer e intimidade. Ambos os instrumentos possuem questões    do tipo <i>likert</i>, e podem ser auto administrados, assim como, assistidos    ou ministrados pelo entrevistador (Fleck, 2000; Fleck 2006).</p>     <p>5. Escala de Espiritualidade de Pinto e Pais-Ribeiro<i> - </i>A respectiva    escala foi construída por Pinto e Pais-Ribeiro (2007) com o objetivo de avaliar    a espiritualidade nos contextos de saúde. Os itens da escala foram construídos    com referência no construto teórico sobre a espiritualidade e dos itens da dimensão    espiritual do <i>Quality of Life, Câncer survivor e da subescala </i>de espiritualidade    da <i>Organization Quality of Life Questionnaire </i>(WHOQOL), e também com    o uso de dados clínicos resultantes do contato e entrevistas com pessoas participantes    do estudo. A escala é constituída por 5 questões que quantificam a concordância    relativamente à espiritualidade. As respostas são dadas numa escala tipo <i>Likert</i>    de 4 pontos: 1. &ldquo;não concordo&rdquo;, 2. &ldquo;concordo um pouco&rdquo;, 3. &ldquo;concordo bastante&rdquo;    e 4. &ldquo;concordo plenamente&rdquo;. A escala apresenta dois domínios: - Crenças: (atribuição    de sentido/significado à vida) constituída por 2 itens (questões 1 e 2) relativos    a uma dimensão vertical da espiritualidade; - Esperança/optimismo: (construção    da esperança e de uma perspectiva de vida positiva) constituída por 3 itens    (questões 4, 5 e 6) relativos a uma dimensão horizontal da espiritualidade.    Os escores mais elevados na escala e subescalas indicam maior concordância com    a dimensão avaliada.</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>A coleta de dados foi realizada por meio de entrevista em locais naturais como    (ruas, praças, Igrejas e domicílios). Antes do início da entrevista, o participante    tomou ciência do objetivo do estudo, dos instrumentos a serem aplicados e da    garantia do anonimato e sigilo dos dados. Ao concordar em participar do estudo,    o entrevistado assinou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O respectivo    estudo foi aprovado pelo comitê de Ética e Pesquisa da Universidade de Mogi    das Cruzes e realizado de acordo com os preceitos da Declaração Helsínquia.</p>     <p><i>Análises dos dados</i></p>     <p>Os dados do estudo foram processados e analisados por meio do programa Statistical    Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25.0. Foram utilizadas as medidas    de frequência absoluta, relativa, média e desvio padrão. Para verificar as relações    entre a Espiritualidade e a Qualidade de Vida utilizou-se o teste de Correlação    de Pearson. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As escalas de Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (Whoqol - Bref    e Whoqol - Old) e de Espiritualidade de Pinto e Pais-Ribeiro foram avaliadas    também por meio do coeficiente alfa, e apresentaram valores satisfatórios de    consistência interna. Os resultados encontrados são apresentados no <a href="#q1">quadro    1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a10q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b> </b><b>Resultados</b>    <br>   Os resultados do estudo são apresentados a seguir em duas partes distintas.    Inicialmente, apresenta-se os dados referentes a caracterização sociodemográficas    e de saúde dos participantes e, em sequência, as análises sobre a espiritualidade    e à qualidade de vida dos idosos.</p>     <p><i>Perfil Sociodemográfico e de Saúde </i></p>     <p>A maioria dos entrevistados pertencia ao sexo feminino 56%. A média de idade    foi de 70 anos e a faixa etária mais prevalente foi a de (60 a 69 anos) com    57,5% dos respondentes. Quanto à situação conjugal, cerca de metade dos respondentes    informou não ter companheiro. Com relação à escolaridade a média de estudos    foi de aproximadamente seis anos. Mais de 95% dos idosos responderam praticar    alguma religião, sendo a filiação católica a mais prevalente com 63,5%. Cerca    de 80% dos idosos revelaram não ter trabalho, e 77% que eram aposentados. Quando    questionados sobre a sua saúde, 63% responderam que estavam satisfeitos com    a mesma. No que se refere à opção ter ou não doença crônica, 65,5% informou    ser portador de algum tipo de doença. A opção de &ldquo;não fazer atividade física&rdquo;    foi apontada por cerca de 60% dos respondentes.</p>     <p><i> </i><i>Espiritualidade e qualidade de vida</i></p>     <p>A seguir são apresentadas respectivamente os resultados da avaliação da espiritualidade    e qualidade de vida dos idosos do estudo:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com relação aos dados apresentados no <a href="#q2">quadro 2</a>, pode-se observar    que os idosos apresentaram valores maiores no domínio &ldquo;crenças religiosas/espirituais&rdquo;    quando comparado a &ldquo;esperança&rdquo; da escala de Espiritualidade de Pinto e Pais-Ribeiro.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a10q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Pode observa-se por meio do <a href="#q3">quadro 3</a>, que deforma global    os idosos apresentaram satisfação com a qualidade de vida tanto na escala genérica    quanto na específica. No entanto, os domínios que apresentaram menores valores    quando equiparados ao escore global nas respectivas escalas foram: o Ambiente,    Autonomia, Participação Social e Atividades Passadas Presentes e Futuras.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a10q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No <a href="#q4">quadro 4</a> verificou-se que houve correlação entre a Espiritualidade    e a Qualidade de Vida dos idosos. Para realizar essa análise utilizou-se o teste    de Correlação de Pearson. Em resumo, os resultados demonstram a existência de    correlação estatisticamente significativa entre a espiritualidade e a qualidade    de vida dos idosos. </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a10q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b>    <br>   Assim como nos resultados a discussão deste estudo está dividida em duas partes.    Na primeira são discutidos os dados da caracterização pessoal dos idosos e,    na segunda os dados sobre a espiritualidade e a qualidade de vida. </p>     <p><i>Características sociais e demográficas</i></p>     <p>Quanto ao sexo dos entrevistados, o feminino foi o mais prevalente. Dados epidemiológicos    em todo mundo mostram uma maior sobrevida das mulheres em todas as faixas etárias    da população. No Brasil, a população idosa feminina representa atualmente 55%    dos idosos (IBGE, 2013). A &ldquo;feminização&rdquo; da velhice é um fenómeno que tem acompanhado    o processo de envelhecimento. Essa particularidade, de acordo com os estudos    sobre essa temática está diretamente associada à alta taxa de mortalidade masculina.    Segundo os estudos mais de 90% dos casos de mortes violentas &ldquo;assassinatos e    acidentes&rdquo; ocorridas no Brasil são de pessoas do sexo masculino (Camarano, Kanso,    &amp; Fernandes, 2016).</p>     <p>A idade média das pessoas idosas que participaram do estudo foi de aproximadamente    70 anos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística    - IBGE (2013), no ano de 2000, a estimativa de vida dos brasileiros ao nascer    era de 70 anos. Atualmente este quantitativo passou para 75 anos, e com perspectiva    de chegar aos 76 no ano de 2020 (Brasil, 2017). Graças aos novos recursos e    avanços tecnológicos e científicos alcançados pela humanidade, sobretudo, no    que diz respeito a área da saúde e de saneamento, as pessoas passaram a ter    uma vida mais longeva. </p>     <p> Com relação ao estado civil, a opção sem companheiro foi apontada por cerca    de 50% dos idosos. Com a chegada da velhice e, consequentemente, com a fragmentação    da família, com a saída dos filhos de casa e as vezes por motivo de falecimento    do companheiro (a), o idoso passa a partir de então a viver só, sem poder contar    com o apoio e auxílio de alguém. Acredita-se que o fato de ter um companheiro    ou companheira e ter mais descendentes para cuidar gera, na pessoa idosa, o    conforto de ter suas necessidades de cuidados futuros assistidos na própria    família e essas atividades serem divididas entre os seus integrantes. Além disso,    a presença do cônjuge para as atividades diárias e de relações sociais contribui    para a autoestima e autonomia da pessoa idosa (Araújo, Neto, &amp; Bós, 2016).</p>     <p>A média de escolaridade dos sujeitos do estudo foi de aproximadamente seis    anos. A escolaridade média da população idosa brasileira, medida pelo número    de anos de estudo, é muito baixa, embora dados demonstram que tenha aumentado    nos últimos anos. Para os homens, este número aumentou de 2,4 anos para 5,1    anos e, para as mulheres, de 1,9 ano para 4,9 anos. Espera-se que este aumento    continue, pelo efeito coorte: enquanto os idosos dos anos 1980 e 1990 tiveram    pouco acesso à educação formal na idade apropriada, os das gerações seguintes    apresentaram uma escolaridade mais elevada, pois já se beneficiaram dos avanços    na educação formal no Brasil, iniciados nos anos 1950. O nível de escolaridade    de uma população é um indicador importante das suas condições de vida e afeta    tanto as condições de saúde quanto a participação no mercado de trabalho e os    rendimentos percebidos (Camarano, Kanso, &amp; Fernandes, 2016). </p>     <p>A maioria dos idosos afirmou praticar alguma religião, sendo a filiação católica    a mais predominante. Da mesma forma dados do Instituto Brasileiro de Geografia    e Estatística demostram que a maior parte da população brasileira é cristã e    de filiação católica (IBGE, 2013). A religiosidade parece ter um papel importante    na vida das pessoas idosas, à medida que a idade avança e que os problemas relacionados    à velhice aumentam, estes parecem recorrer a essa estratégia de enfrentamento    para superar essas adversidades. Dessa forma, a religiosidade e espiritualidade    passam a representar na vida do idoso um importante instrumento de suporte emocional,    que interfere de forma significativa em sua saúde física e mental (Zeneviz,    Mouriguchi, &amp; Madureira, 2013). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A maioria dos participantes deste estudo referiu estar aposentado. Segundo    dados do IBGE, 76% dos idosos com 60 ou mais anos de idade recebem aposentadoria    ou pensão por morte ou ambos os benefícios, sendo essa cobertura similar entre    homens e mulheres. Uma parcela dos idosos que não recebe benefício previdenciário    é amparada pelo Benefício de Prestação Continuada, a cargo da assistência social.    Essa parcela de idosos representa 8% da população maior de 60 anos. Contudo,    apesar da ampla proteção social assegurada aos idosos, a cobertura previdenciária    na atualidade é ainda pequena em relação à população em idade ativa. Pois apenas    40% da população com idade entre 15 e 59 anos contribui para o sistema previdenciário,    enquanto outros 5% contribuem para regimes próprios ou para o regime de previdência    militar. Esse panorama e o rápido envelhecimento da população brasileira irá    gerar, no futuro próximo, um número significativo de aposentados por idade e    por tempo de contribuição que não será acompanhado, na mesma proporção, pelo    número de contribuintes do sistema previdenciário. Tais fatos deverão impactar    negativamente o modelo previdenciário vigente, cujo financiamento exigirá solidariedade    intergeracional (Deud, 2017).</p>     <p>Em relação a percepção do estado de saúde, considerando os critérios adotados    neste estudo, os idosos na comunidade mencionaram em sua maioria estarem &ldquo;satisfeitos&rdquo;    com a mesma. Outras pesquisas desenvolvidas na comunidade sobre essa mesma temática,    também evidenciaram os mesmos resultados (Joia, Ruiz, &amp; Donalisio, 2007;    Braga, Casella, Campos, &amp; Paiva, 2011). A saúde para as pessoas idosas é    provavelmente um dos fatores mais relevantes para o seu bem-estar e qualidade    de vida, pois com a chegada da velhice e, consequentemente, das limitações e    incapacidades inerentes a esse processo, ter uma boa saúde passa a ser o bem    mais valioso para se conquistar um envelhecimento ativo, autônomo e com qualidade.</p>     <p>Quanto as doenças crónicas não transmissíveis, aproximadamente 65% da amostra    informou ser portador de algum tipo, sendo a hipertensão arterial e a diabetes    mellitus as mais prevalentes respectivamente. A prevalência desses dois tipos    de doenças crónicas também fora encontrada em outros estudos dessa natureza    (Meireles, Matsuda, Coimbra, &amp; Mathias, 2007; Malta, Moura, Prado, Escalante,    Schmidt, &amp; Duncan, 2014). Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas    colaboram com o resultado encontrado revelando que entre as principais doenças    crónicas que acometem as pessoas idosas no Brasil, a hipertensão é a mais prevalente,    atingindo cerca de 63% dessa população (Araújo, Neto, &amp; Bós, 2016).</p>     <p>O hábito de não praticar atividade física foi predominante entre os pesquisados.    À medida que envelhecem e aposentam as pessoas tendem a ficarem mais em casa    e a se tornarem mais isoladas e sedentárias. Por outro lado, a falta de ambientes    específicos para prática de atividades físicas nessa altura da vida, ou mesmo    a dificuldade de acesso a estes espaços, são outros motivos que podem contribuir    para a inatividade física tão característica na velhice. Fator esse de grande    preocupação, pois é sabido que muitos são os benefícios que atividade física    proporciona para a saúde (Brasil, 2017). </p>     <p><i>Espiritualidade e qualidade de vida</i></p>     <p>&#10003; Avaliação da espiritualidade</p>     <p>Observou-se na avaliação da espiritualidade que os idosos apresentaram valores    maiores no domínio &ldquo;crenças religiosas/espirituais&rdquo; quando comparado ao domínio    &ldquo;esperança&rdquo;. Os itens da escala de espiritualidade sobre as crenças religiosas/espirituais    estão relacionados ao sentido e a força que esse fator representa na vida das    pessoas. Esses resultados já eram de certa forma esperados, pois a religiosidade    e a espiritualidade são citadas na literatura como fenómenos importantes para    a saúde mental, física e qualidade de vida das pessoas idosas. Pinto e Pais-Ribeiro    (2010), descrevem que as crenças religiosas e espirituais estão associadas a    maior idade, o que nos leva a concluir que a medida que a idade avança as pessoas    tendem a valorizar e fazer uso mais frequente desses recursos para enfrentar    os problemas decorrentes do processo de envelhecimento, e também para encontrar    significado e sentido para suas vidas. Com relação ao menor valor encontrado    no escore do domínio esperança, este também pode ser justificado em relação    a maior idade. Pois, a medida que a idade avança, e a proximidade da finitude    se apresenta, os idosos parecem ter menos esperança e perspectivas para com    o futuro, pois este é muitas vezes incerto e de poucas expectativas. Desse modo,    os idosos limitam-se a viver o seu dia-a-dia, ou seja, o seu presente, sem se    preocupar com questões futuras.</p>     <p>&#10003; Avaliação da qualidade de vida</p>     <p>No que tange a avaliação da qualidade de vida, os idosos demonstraram de forma    geral satisfação com a qualidade de vida global, tanto na escala genérica quanto    na específica. Com relação aos domínios de qualidade de vida, aqueles que apresentaram    menores índices foram o Ambiente, Autonomia, Participação Social e Atividades    Passadas Presentes e Futuras. Para compreender os motivos que contribuíram para    esses resultados verificou-se a pontuação de cada item. No domínio ambiente    as questões &ldquo;recursos financeiros&rdquo;, &ldquo;oportunidade de realizar atividades de    lazer&rdquo; e &ldquo;satisfação com os serviços de saúde&rdquo; foram os itens como piores avaliação    pelos idosos. Na autonomia, as questões referentes ao &ldquo;sentimento de controle    do futuro&rdquo; e &ldquo;de respeito a sua liberdade&rdquo; foram as que menos contribuíram para    a satisfação neste domínio. Quanto a participação social, os idosos demonstraram    menos satisfeitos com a quantidade de atividades que fazem no dia e também naquelas    que envolvem a participação na comunidade. Por último, na dimensão Atividades    Passadas, Presentes e Futuras, o sentimento sobre o &ldquo;reconhecimento que merece    na vida&rdquo; e as &ldquo;oportunidades de alcançar outras realizações&rdquo; foram os itens    com menor pontuação na avaliação dos idosos. Em síntese, embora os menores resultados    encontrados nestes domínios supracitados não terem influenciado diretamente    a satisfação dos idosos com relação a qualidade de vida global, é importante    atentar para esses dados, uma vez que os respectivos domínios são fundamentais    para garantir a qualidade de vida e a saúde dessa população.</p>     <p>&#10003; Relação entre a espiritualidade e a qualidade de vida</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados deste trabalho evidenciaram a existência de relação estatisticamente    significativa e positiva entre a espiritualidade e a qualidade de vida das pessoas    idosas residentes na comunidade. Ou seja, os idosos com melhores índices de    espiritualidade apresentaram também melhores índices de qualidade de vida. Outros    estudos sobre essa temática também encontraram correlação entre a espiritualidade    e melhores índices de qualidade de vida de pessoas idosas (Tan, Wutthilert,    &amp; Connor, 2011; González-Celis, &amp; Gómez-Benito, 2013; Carlos, 2015).  </p>     <p>Revisão ampla de literatura realizada nas bases de dados (PsycINFO, PubMed    e Medline), revela que os estudos sobre essa temática apontam a espiritualidade    como uma dimensão importante da qualidade de vida, com evidências consistentes    de associação entre a religiosidade/espiritualidade e a melhores índices de    qualidade de vida (Panzini, Mosqueiro, Zimpel, Bandeira, Rocha &amp; Fleck,    2017). Koenig, King, &amp; Carson (2012), Silva, Amaral, Almeida, e Grossmann,    (2016) reforçam, que essa associação se manifesta positivamente através da saúde    mental, física e social, como por exemplo, em menores índices de suicídio, depressão,    ansiedade, angústia, abusos de substâncias nocivas à saúde, melhor função imunológica,    menores taxas de mortalidade e morbidade devido a doenças crónicas, a comportamentos    mais saudáveis, maior bem-estar, maior apoio social, estabilidade conjugal,    esperança, otimismo e proposto e significado para a vida.</p>     <p>Para os idosos, a religiosidade e a espiritualidade são ferramentas essenciais    à vida, pois ambas são utilizadas como uma estratégia no enfrentamento em diversas    situações de crises e doenças. Na existência das incertezas, diante de uma doença    ou dos problemas da vida, a fé e o pensamento positivo são componentes da experiência    humana fundamentais para que os idosos se mantenham firmes e perseverantes diante    de uma situação estressante (Alves, &amp; Paula, 2016). Mesmo diante da presença    de doenças e do comprometimento da capacidade funcional, os idosos apresentam    a fé e a espiritualidade como uma de suas estratégias de enfrentamento, esses    recursos são fundamentais para que eles consigam enfrentar e superar os problemas    advindos com a chegada da velhice (Lima, Valença, &amp; Reis, 2016). Nos discursos    dos próprios idosos as crenças espirituais e religiosas proporcionam uma sensação    de conforto diante das dificuldades encontradas no decorrer da experiência de    vida. Para eles, ter fé parece reduzir os sentimentos de ansiedade sobre os    desafios, possibilitando extrair forças de suas crenças e em sua capacidade    de efetivamente entregar os problemas a Deus, recebendo como resultado conforto    contínuo e uma sensação de alívio diante de situações que de outra forma os    tornariam impotentes (Lewinson, Hurt, &amp; Hughes, 2015).</p>     <p>Chaves e Gil (2015) descrevem que as pessoas idosas reconhecem a importância    da espiritualidade em suas vidas, e que sua ligação com a velhice está na capacidade    de suportar as limitações, perdas e dificuldades inerentes ao processo de envelhecimento,    de modo a enfrentar as dificuldades, desafios e sofrimentos presentes nesta    etapa da vida. A espiritualidade é experimentada nessa fase, por meio da satisfação    em vivê-la de forma contínua, pois não há uma intensificação na importância    e sim um amadurecimento e aprofundamento dessa vivência. Os autores destacam    ainda, que a influência da espiritualidade sobre a Qualidade de Vida é percebida,    principalmente, no domínio Psicológico, favorecendo o desenvolvimento de pensamentos    e sentimentos positivos que conferem aos idosos altos níveis de satisfação com    sua qualidade de vida. </p>     <p>Enfim, diante das considerações apresentadas nesse estudo, somos levados a    acreditar que a espiritualidade pode desempenhar um papel extremamente importante    para a saúde física, mental e qualidade de vida das pessoas idosas, o seu uso    demonstra impactar de forma positiva na maneira como os idosos percebem e enfrentam    as intercorrências presentes nessa fase da vida. Entretanto, embora já estejam    documentados na literatura os benefícios e potencialidades da espiritualidade    e religiosidade para as pessoas, a sua abordagem na prática clínica ainda precisa    ser mais bem explorada, por isso, novos estudos sobre essa temática são necessários,    sobretudo, aqueles que proponham estratégias de intervenções neste campo do    conhecimento. Uma vez que a base teórica/conceitual sobre essa temática se encontra    na atualidade mais estruturada e sólida, é preciso então iniciar uma nova etapa    de estudos e pesquisas, que devem ter como propósito principal a exploração    da dimensão espiritual no contexto da prática clínica. </p>     <p>Por último, vale mencionar, que a amostra do estudo foi do tipo intencional,    heterogênea, ou seja, nem todos os indivíduos idosos tiveram oportunidade de    participar do estudo, o que constitui uma limitação dessa pesquisa. Todavia,    vale destacar que se tratou de um estudo com amostra abrangente e estratificada    por cotas quotas de acordo com os dados demográficos da população idosa onde    o respectivo estudo foi realizado. Dessa forma, embora os dados dessa pesquisa    não possam representar toda a população idosa, estes não deixam de serem válidos    e extremamente importantes para o conhecimento e futuros estudos sobre essa    temática. </p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>REFERÊNCIAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558943&pid=S1645-0086201800030001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alves, J. P. S., &amp; Paula, M. F. C. (2016). A espiritualidade na arte do    cuidar: experiência do idoso hospitalizado com câncer. <i>Congresso Ibero Americano    em Investigação Qualitativa, 2</i>, 276-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558944&pid=S1645-0086201800030001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Araújo, A. M., Neto, T. B. S., &amp; Bós, A. J. G. (2016). Diferenças no perfil    de pessoas idosas institucionalizadas, em lista de espera e que não desejam    institucionalização. <i>Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 19</i>,    105-118. doi:10.1590/1809-9823.2016.14175.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558946&pid=S1645-0086201800030001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Braga, M. C. P., Casella, M. A., Campos, M. L. N., &amp; Paiva, S. P. (2011).    Qualidade de vida medida pelo Whoqol - bref: estudo com idosos residentes em    Juiz de Fora - MG. <i>Revista de Atenção Primária à Saúde, 14</i>, 93-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558948&pid=S1645-0086201800030001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Brasil. (2017). <i>Brasil 2050: desafios de uma nação que envelhece.</i> Centro    de Estudos e Debates Estratégicos. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara.    (Série estudos estratégicos; n. 8 PDF). </p>     <!-- ref --><p>Camarano, A. A., Kanso, S., Fernandes, D. (2016). Brasil envelhece antes e    pós-PNI. In: Alcântara, A. O., Camarano, A. A., &amp; Giacomin, K. C. <i>Política    nacional do idoso: velhas e novas questões</i>, Rio de Janeiro: Ipea.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558951&pid=S1645-0086201800030001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Carlos, R. G. P. F. (2015). <i>Influência da Espiritualidade no Idoso</i>.    Dissertação de Mestrado. Coimbra, Portugal: Instituto Superior Miguel Torga    - Escola Superior de Altos Estudos.</p>     <!-- ref --><p>Chaves, L. J., &amp; Gil, C. A. (2015). Concepções de idosos sobre espiritualidade    relacionada ao envelhecimento e qualidade de vida. <i>Ciência &amp; Saúde Coletiva,    20</i>, 3641-3652. doi: 10.1590/1413-812320152012.19062014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558954&pid=S1645-0086201800030001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Dalgalarrondo, P. (2008). <i>Religião, psicopatologia &amp; saúde mental</i>.    Porto Alegre, Brasil: Artmed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558955&pid=S1645-0086201800030001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Deud, C. A. F. (2017). Considerações sobre o impacto do envelhecimento populacional    na previdência social. In: Centro de Estudos e Debates Estratégicos, Consultoria    Legislativa. <i>Brasil 2050: desafios de uma nação que envelhece</i><b> </b>-    Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558957&pid=S1645-0086201800030001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> 2017. </p>     <!-- ref --><p>Fleck, M. P. A. (2000). O instrumento de avaliação de qualidade de vida da    Organização Mundial da Saúde (WHOQOL-100): características e perspectivas. <i>Ciência    &amp; Saúde Coletiva, 5</i>, 33-38. doi:10.1590/S1413-81232000000100004&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558959&pid=S1645-0086201800030001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fleck, M, P., Chachamovich, E., &amp; Trentini, C. (2006). Development and    validation of the Portuguese version of the WHOQOL-OLD module. <i>Revista de    Saúde Pública, 40</i>, 85-91. doi:10.1590/S0034-89102006000600007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558960&pid=S1645-0086201800030001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>González-Celis, A. L., &amp; Gómez-Benito, J. (2013). Spirituality and quality    of life and its effect on depression in older adults in México. <i>Psychology,</i>    4, 178-182. doi:10.4236/psych.2013.43027&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558961&pid=S1645-0086201800030001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Guimarães, H. P., &amp; Avezum, A. (2007). 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(2013). <i>Estimativas    da População Residente nos Municípios Brasileiros.</i> Retirado de <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2013" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/estimativa2013</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558963&pid=S1645-0086201800030001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Joia, L. C., Ruiz, T., &amp; Donalisio, M. R. (2007). 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Department of Economic    and Social Affairs, Population Division, Population Division.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558979&pid=S1645-0086201800030001000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Panzini, R. G., Rocha, N. S., Bandeira, D. R., &amp; Fleck, M. P. A. (2007).    Qualidade de vida e espiritualidade. <i>Archives of Clinical Psychiatry, 34</i>,    105-115. doi:10.1590/S0101-60832007000700014&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558981&pid=S1645-0086201800030001000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Panzini, R. G., Mosqueiro, B. P., Zimpel, R. R., Bandeira, D. 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Construção de uma escala de avaliação    da espiritualidade em contextos de saúde. <i>Arquivos de Medicina, 21</i>, 47-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558983&pid=S1645-0086201800030001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>Pinto, C., &amp; Pais-Ribeiro, J. L. (2010). Avaliação da espiritualidade dos    sobreviventes de cancro: implicações na qualidade de vida. 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Retirado    de: <a href="http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/mogi-das-cruzes/descobrindo-mogi-das-cruzes" target="_blank">http://www.mogidascruzes.sp.gov.br/mogi-das-cruzes/descobrindo-mogi-das-cruzes</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558987&pid=S1645-0086201800030001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Saad, M., Masiero, D., &amp; Battistella, L. R. (2001). 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O mercado de trabalho brasileiro    diante das perspectivas de envelhecimento da população. In: Centro de Estudos    e Debates Estratégicos, Consultoria Legislativa. <i>Brasil 2050: desafios de    uma nação que envelhece </i>- Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558992&pid=S1645-0086201800030001000035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Sweetman, B. (2013). <i>Religião: Conceitos-Chave em Filosofia</i>. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Tan, H., Wutthilert, C., &amp; O’Connor, M. (2011). Spirituality and quality    of life in older people with chronic illness in Thailand. <i>Progress in Palliative    Care, 19</i>, 177-184. doi:10.1179/1743291X11Y.0000000013&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558996&pid=S1645-0086201800030001000037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Vecchia, R. D., Ruiz, T.B., Mangini, S. C., &amp; Corrente, J. E. (2005). Qualidade    de vida na terceira idade: um conceito subjetivo. <i>Revista Brasileira de Epidemiologia</i>,    <i>8</i>, 246-252. doi:10.1590/S1415-790X2005000300006&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558997&pid=S1645-0086201800030001000038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Veras, R. (2016). Envelhecimento saudável, o desejo de todos: como alcançar?    In: Silva, J. V.; &amp; Braga, C. G. <i>O envelhecimento no contexto multidisciplinar</i>,    2ed. Org. Curitiba: Editora Prismas.</p>     <!-- ref --><p>WHOQOL (1995). The world health organization quality of life assessment: position    paper from the world health organization, <i>Soc Sci Med</i>, 41, 1403-1409.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=558999&pid=S1645-0086201800030001000040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>Zenevicz, L., Moriguchi, Y., &amp; Madureira, V. S. F. (2013). A religiosidade    no processo de viver envelhecendo. <i>Rev Esc Enferm USP, 47</i>, 433-439. doi:10.1590/S0080-62342013000200023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559001&pid=S1645-0086201800030001000041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 21 de Dezembro de 2018/ Aceite em 29 de Outubro de 2018</p>      ]]></body><back>
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