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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estratégias cognitivas de regulação emocional: associação com sintomas pós-traumáticos]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[There are a vast variety of emotional responses that is prejudicial to the quality of life in Post-Traumatic Stress Disorder (PTSD). Therefore, it is very important to understand the importance of scarcity on the literature in this matter. The present study aims to compare the use of cognitive emotion strategies between populations with high and low PTSD symptoms. The sample consisted in 38 participants, who were divided in two groups according to the degree of PTSD symptomatology. The instruments used were the Post-Traumatic Stress Disorder Checklist (PCL-5) to evaluate the symptom’s level of PTSD and the Cognitive Emotion Regulation Questionnaire (CERQ) to track the cognitive emotion strategies. As results, it was found that there is statistically significant differences between the groups, since the group with high symptomatology makes more use of maladaptive strategies (p<0.001): auto-blame (p<0.004), rumination (p<0.001); and guilting others (p<0.005). About the adaptive strategies, there was only one specific strategy that appeared statistically significant difference, which was Positive Focalization (p<0.044). Thus, the present study confirms the idea proposed in the literature, showing that the maladaptive strategies of emotional regulation are associated with high symptoms for PTSD.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[bregulação emocional cognitiva]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Estratégias cognitivas de regulação emocional: associação    com sintomas pós-traumáticos</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cognitive strategies of emotional regulation: association    with post-traumatic symptoms</b></font></p>     <p><b>Amanda Borges Fortes¹, Cintia Pacheco Maia¹, Christian Haag Kristensen²</b></p> ¹Acadêmica do curso de psicologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande  do Sul (PUCRS), Porto Alegre, Brasil.      <p>²Doutor em psicologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul    (PUCRS), Porto Alegre, Brasil, <a href="mailto:christian.kristensen@pucrs.br">christian.kristensen@pucrs.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>É possível identificar no Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) uma    intensa variedade de respostas emocionais prejudiciais à qualidade de vida do    indivíduo. Há, com isso, a importância de compreender a associação da regulação    emocional em relação aos desfechos da exposição a eventos traumáticos. O presente    estudo tem como objetivo comparar o uso das estratégias cognitivas de regulação    emocional entre populações com alta e baixa sintomatologia de TEPT. A amostra    total consiste em 38 participantes que foram divididos em dois grupos de acordo    com o grau de sintomatologia de TEPT. Foi aplicado o <i>Post-Traumatic Stress    Disorder Checklist </i>(PCL-5) para avaliar o grau de sintomatologia de TEPT    e o <i>Cognitive Emotion Regulation Questionnaire</i> (CERQ) para avaliar as    estratégias mais utilizadas pelos participantes. Como resultados, encontrou-se    diferenças estatisticamente significativas, visto que o grupo com alta sintomatologia    faz mais uso de estratégias desadaptativas no geral (<i>p</i>&lt;0.001) e específicas:    Auto-Culpa (<i>p</i>&lt;0.004); Ruminação <i>(p</i>&lt;0.001); Catastrofização    (<i>p</i>&lt;0.001); e Culpabilização dos Outros (<i>p</i>&lt;0.005). Quanto    às estratégias adaptativas, só houve diferença estatisticamente significativa    na estratégia específica de Focalização no Positivo (<i>p</i>&lt;0,044). Desta    forma, o estudo confirma a ideia proposta na literatura, apresentando que as    estratégias desadaptativas de regulação emocional estão associadas a populações    com índices elevados de sintomas para TEPT.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> bregulação emocional cognitiva, estratégias de regulação    emocional, TEPT</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>There are a vast variety of emotional responses that is prejudicial to the    quality of life in Post-Traumatic Stress Disorder (PTSD). Therefore, it is very    important to understand the importance of scarcity on the literature in this    matter. The present study aims to compare the use of cognitive emotion strategies    between populations with high and low PTSD symptoms. The sample consisted in    38 participants, who were divided in two groups according to the degree of PTSD    symptomatology. The instruments used were the Post-Traumatic Stress Disorder    Checklist (PCL-5) to evaluate the symptom&rsquo;s level of PTSD and the Cognitive    Emotion Regulation Questionnaire (CERQ) to track the cognitive emotion strategies.    As results, it was found that there is statistically significant differences    between the groups, since the group with high symptomatology makes more use    of maladaptive strategies (<i>p</i>&lt;0.001): auto-blame (<i>p</i>&lt;0.004),    rumination (<i>p</i>&lt;0.001); and guilting others <i>(p</i>&lt;0.005). About    the adaptive strategies, there was only one specific strategy that appeared    statistically significant difference, which was Positive Focalization <i>(p</i>&lt;0.044).    Thus, the present study confirms the idea proposed in the literature, showing    that the maladaptive strategies of emotional regulation are associated with    high symptoms for PTSD.</p>     <p><b>Keywords: </b>cognitive emotional regulation, strategies of emotional regulation,    PTSD</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p> Todas as pessoas estão vulneráveis à exposição a eventos estressantes que ameaçam  o bem-estar físico e mental (Scher, 2004). Estima-se que aproximadamente 60 a  90% das pessoas passarão por situações potencialmente traumáticas (Ogle, Rubin,  Berntsen, &amp; Siegler, 2013). Compreende-se como evento traumático as situações  de estresse intenso, experimentados diretamente ou testemunhadas, em que há ameaça  à vida de uma pessoa ou de alguém próximo, lesão grave ou violência sexual (APA,  2013). A vivência de situações como essas pode resultar em efeitos adversos para  a saúde e qualidade de vida (Hoffman, Cole, Playford., Grill, Soberg, &amp; Brohi,  2014), tornando o indivíduo vulnerável a apresentar sintomatologias clínicas,  bem como prejuízos sociais e econômicos significativos (Keane, Marshall &amp;  Teft, 2006).      <p>Dentre vários desfechos negativos associados à vivência de situações traumáticas,    o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) é o mais frequentemente estudado.    De acordo com o DSM-5 (APA, 2013), o TEPT caracteriza-se por ser um quadro de    intenso sofrimento provocado pela exposição a um evento traumático. Os estudos    de prevalência sugerem que aproximadamente 6,8% da população americana irá apresentar    TEPT ao longo da vida (Kessler, et al., 2005). Em nosso país tal prevalência    pode ser ainda maior, uma vez que o Brasil é classificado como terceiro, em    ranking com mais de cem países, no índice de mortalidade por arma de fogo e    ocupa a posição de liderança em acidentes de trânsito (ONU, 2013). Embora não    exista um estudo de prevalência nacional, dados sobre as cidades do Rio de Janeiro    e São Paulo, indicaram a prevalência de TEPT de 10,2% em São Paulo e 8,7% na    cidade do Rio de Janeiro (Ribeiro et al., 2013). </p>     <p> Devido à prevalência e às consequências do TEPT, torna-se relevante a compreensão    dos fatores relacionadas à sua etiologia e manutenção (Taylor, 2006). Há pessoas    que apresentam tais características no seu funcionamento por um tempo, porém    se recuperam gradualmente de forma efetiva e natural (Boden, et al., 2013; Ehlers    &amp; Clarck, 2000). Dentre os fatores de risco associados ao desenvolvimento    do TEPT, encontram-se os pré-traumáticos (anteriores ao trauma, como a existência    de traumas anteriores, sintomas depressivos, entre outros); peri-traumáticos    (durante a exposição ao trauma, como a percepção de risco à vida); e pós-traumáticos    (após o trauma, como a percepção do apoio social que obteve) (Brewin, Andrews    &amp; Valentine, 2000; Ozer, Best, Lipsy &amp; Weiss et al., 2003). </p>     <p> A exposição a eventos traumáticos pode evocar intensa variedade de respostas    emocionais (Tull, Barret &amp; Roemer, 2007). Associado a isso, ressalta-se    a importância de compreender a implicação do construto de regulação emocional    em relação aos desfechos da exposição a eventos traumáticos (Seligowski, Lee,    Bardeen, &amp; Orcutt, 2014). Sabe-se, por exemplo, que indivíduos com alta    sintomatologia de TEPT podem experimentar um estado de entorpecimento emocional,    sendo relativamente difícil experenciar tanto emoções positivas (amor, alegria,    satisfação), como emoções negativas (medo, raiva, tristeza) (APA, 2013). Por    outro lado, podem também experimentar de modo intenso emoções secundárias, como    culpa e vergonha (Resick &amp; Schnike, 1992). Considera-se, portanto, que,    além de todas as repercussões relatadas em decorrência da exposição a um evento    traumático, outra consequência importante é o prejuízo na capacidade de regulação    emocional (Margis, 2003). </p>     <p> Para melhor compreender o panorama geral de estudos a respeito da regulação    emocional, torna-se relevante contextualizar a perspectiva teórica das emoções.    Atualmente, as emoções são consideradas como um elemento central para a compreensão    do comportamento e funcionamento humano (Lazarus, 2000). Elas são geradas quando    uma pessoa ou situação chama atenção; quando estes possuem um significado para    quem as sente; e quando desencadeiam um multi-sistema de processos complexos    de respostas biológicas e comportamentais (Mesquita &amp; Frijida, 2011), tendo    como principais características as mudanças fisiológicas, cognitivas, experienciais    e comportamentais que preparam para uma ação (Gross &amp; Thompson, 2007). Além    disso, elas influenciam a atenção, tomada de decisão, memória, resposta fisiológica    e interações sociais (Gross &amp; Thompson, 2007). </p>     <p>A forma como os indivíduos lidam com situações estressantes é fundamental na    determinação do seu bem-estar (Lazarus, 2000). Sendo assim, não é somente a    experiência das emoções que importa, mas também suas interpretações e as estratégias    utilizadas para lidar com elas ou regulá-las (Garnefski &amp; Kaaji, 2007).    Neste entendimento, ressalta-se a capacidade de regular as emoções e mantê-las    a nível &ldquo;controlado&rdquo; com o objetivo de produzir respostas adequadas às exigências    ambientais mesmo diante de intensas experiências emocionais. Sendo assim, o    processo de regulação emocional consiste em uma tentativa controlada ou automática    para lidar com as emoções (Gross, 2013).</p>     <p>Dentre todas as terminologias utilizadas na tentativa de definir regulação    emocional na literatura, há uma proposta integrativa de conceitos de Gratz e    Romer (2004). Para as autoras, regulação emocional deve envolver: 1) consciência    e compreensão das emoções; 2) aceitação das emoções; 3) habilidade de controlar    comportamentos impulsivos e 4) habilidade de usar estratégias de regulação emocional    de forma flexível e apropriada para cada situação. A ausência de algumas dessas    dimensões indica a presença de dificuldades de regulação emocional. Essas habilidades    estão relacionadas a bons desfechos nas relações íntimas, na resolução de problemas,    nas tomadas de decisão, na expressão das emoções apropriadas, no controle das    emoções e no local de trabalho (Grewal, Brackett &amp; Salovey, 2006). Por outro    lado, os déficits na regulação das emoções já foram relacionados a várias psicopatologias,    como, por exemplo, o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) (Leahy, Tirch    &amp; Napolitano, 2013), uma vez que a desregulação emocional tem sido estudada    como um fator crítico no desenvolvimento e manutenção do transtorno (Seligowski,    Lee, Bardeen, &amp; Orcutt, 2014). </p>     <p> Conforme visto, o processo de regulação emocional é muito amplo e complexo    em sua totalidade (Schmidt, et al. 2010) e, devido a isso, o presente estudo    foca apenas nos aspectos cognitivos da regulação emocional. A regulação emocional    cognitiva representa apenas a forma consciente de lidar com as emoções (Garnefski    &amp; Kaaji, 2007). A maneira na qual as pessoas regulam suas emoções são consideradas    estratégias cognitivas de regulação emocional e essas envolvem processos controlados    e conscientes, que são usadas em prol de diminuir emoções negativas (como raiva,    ansiedade e tristeza) e aumentar emoções positivas (como amor, interesse e alegria)    de acordo com o contexto e suas demandas (Gross 2013; Koole, 2009; Rottenberg    &amp; Gross, 2007). Existem diferentes estratégias de regulação emocional para    lidar com diferentes emoções específicas. Por exemplo, para melhor lidar com    a tristeza, estratégias como reestruturação cognitiva, execução de tarefas de    lazer, sociais e esportivas são empregadas. Já para a raiva, os autores relatam    efetividade em relação ao uso de estratégias de distração, assertividade, mudança    de pensamentos, entre outros (Arándiga &amp; Tortosa, 2004). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O <i>Cognitive Emotion Regulation Questionnaire</i> (<i>CERQ</i>) consiste    em um questionário com nove estratégias cognitivas de regulação emocional: auto-culpabilização,    aceitação, ruminação, reorganização positiva, planejamento, reavaliação positiva,    colocar em perspectiva, pensamento catastrófico e culpabilização do outro. Através    da CERQ, é possível mencionar as estratégias cognitivas de regulação emocional    que os indivíduos geralmente usam quando experenciam algo desagradável, classificando-as    em adaptativas ou desadaptativas (<a href="#q1">Quadro 1</a>). Tais estratégias    são consideradas adaptativas quando são apropriadas ao contexto e usadas de    forma flexível, possibilitando o envolvimento com comportamentos saudáveis,    assim como a modulação das respostas emocionais de acordo com a situação. Já    as estratégias desadaptativas não alteram a resposta emocional indesejada, gerando    prejuízos maiores a longo prazo (OBryan, McLeish., Kraemer, 2015; Schaefer,    et al., 2018).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a11q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo Garnefski, Kraaji e Spinhoven (2007), as estratégias de ruminação,    pensamentos catastróficos e auto-culpabilização estão associadas a sintomas    de psicopatologias. Em relação aos fatores que corroboram a manutenção do TEPT    destaca-se a variável de ruminação (Steihl &amp; Ehlers, 2000). Embora seu mecanismo    ainda não esteja claro, a ruminação provavelmente fortalece as percepções negativas,    tornando o indivíduo mais vulnerável a catastrofizar sobre o evento aversivo    (Ehlers &amp; Çlarck 2000). Por outro lado, as estratégias de reavaliação positiva    e focalização em aspectos positivo servem como fator protetivo para a saúde    mental. Esta diferenciação é compreendida através do efeito que produz sobre    comportamentos e cognições, bem como através de associações com psicopatologias    (Aldao &amp; Nolen-Hoeksema, 2010). Esta classificação é de suma importância    para planejar a finalidade e o conteúdo de uma intervenção (Garnefski, Kraaji    &amp; Spinhoven, 2002). É evidente o crescimento, principalmente a nível internacional,    de estudos que buscam investigar associação entre sintomas de TEPT e a desregulação    emocional, destacando a relevância do tema no contexto de saúde mental. Por    outro lado, a revisão da literatura sobre esta temática ainda evidencia a escassez    de estudos que correlacionem as estratégias específicas de regulação emocional    com determinadas psicopatologias. Diante disto, o objetivo deste trabalho consiste    em avaliar se há diferenças nas estratégias utilizadas por uma população baixa    sintomatologia de TEPT e uma população com alta sintomatologia de TEPT.</p>     <p><b>Método</b>    <br>   <i>Participantes</i></p>     <p>A amostra total consiste em 38 participantes, homens e mulheres, com idades    entre 18 e 60 anos, M = 33,42 (<i>DP</i> = 9,56), que foram divididos em dois    grupos (alta sintomatologia de TEPT e baixa sintomatologia de TEPT). O grupo    com baixa sintomatologia consiste em 20 estudantes universitários que tenham    participado da pesquisa de mestrado &ldquo;Afeto, Estratégias Cognitivas de Regulação    Emocional e Sintomas Pós-traumáticos: Validação Do CERQ e um Modelo de Mediação    Moderada&rdquo;, de Julia Schäfer do grupo de pesquisa Cognição Emoção e Comportamento    (CEC - PUCRS) e que tenham respondido o questionário CERQ (<i>Cognitive Emotion    Regulation Questionnaire</i>), bem como pontuado abaixo do ponto de corte (33    pontos) no questionário PCL-5 (Post-Traumatic Stress Disorder Checklist - 5).    Para a amostra com alta sintomatologia, foi utilizado dados de 18 pacientes,    que tenham buscado atendimento psicoterápico no ambulatório de Trauma e Estresse    da PUCRS (NEPTE - PUCRS), obtido pontuação alta na PCL-5 e respondido o CERQ    ao longo da avaliação clínica exigida pelo local. Foram excluídos da amostra    aqueles indivíduos não alfabetizados e aqueles que relataram, no questionário    de dados sócio-demográficos, a presença de um diagnóstico de Transtornos Psicóticos    ou Transtornos Neurológicos (dados por profissionais da saúde).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Ficha de Dados Pessoais e Sócio-Demográficos: As perguntas retiradas do questionário    aplicado abordaram dados relativos à idade, sexo, escolaridade, profissão, histórico    de saúde e renda familiar. Há também perguntas referentes a possíveis transtornos    neurológicos ou psicóticos</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cognitive Emotion Regulation Questionnaire (CERQ): Instrumento desenvolvido    por Garnefski, Kraaij e Spinhoven, 2001e adaptado e validado no Brasil por Schaefer,    Cibilis, Moura, Tavares, Arteche e Kristensen (2018). CO instrumento consiste    em um questionário autoaplicável, que vvisa analisar a capacidade de se regular    emocionalmente, bem como os tipos de estratégias mais utilizadas pelos indivíduos    em momentos de estresse, classificando-as em adaptativas e desadaptativas. </p>     <p>Post-Traumatic Stress Disorder Checklist - (PCL-5: A PCL-5 foi desenvolvida    por Weathers, Litz, Huska e Kaene (1993) e adaptada e validada no Brasil por    Berger, Mendlowicz, Vitor, Souza e Figueira (2004). O instrumento é destinado    para a aplicação na população civil para avaliar a sintomatologia clínica de    diversos tipos de experiências traumáticas. Através da pontuação final, avalia-se    a presença de uma sintomatologia clínica pós-traumática significativa.</p>     <p><i>Procedimento </i></p>     <p>A coleta de dados do grupo com baixa sintomatologia de TEPT foi realizada via    <i>web </i>no primeiro semestre de 2016. A pesquisa foi divulgada através de    cartazes e nas secretarias de diferentes cursos da PUCRS. </p>     <p>Os dados do grupo com alta sintomatologia de TEPT foram obtidos através da    avaliação clínica realizada no NEPTE. Os indivíduos buscam o ambulatório voluntariamente    ou através de encaminhamento de outros profissionais, solicitando uma triagem    (realizada por telefone) e, então, aguardam ser chamados para a realização das    avaliações. Ao ser realizada a triagem, é necessário, para permanecer no ambulatório,    que o paciente feche critérios para o diagnóstico de TEPT ou TEA.</p>     <p><i>Procedimentos éticos </i></p>     <p>Todos os dados utilizados foram aprovados pela Comissão Científica da Faculdade    de Psicologia e pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da PUCRS. Como apresentado    na resolução nº 466/2012 e nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, os participantes    foram informados a respeito de todas as informações necessárias, incluindo tratar-se    de participação voluntária e sem riscos iminentes à participação. Além disso,    a resolução nº 510/2016 também detalha os requisitos para o consentimento dos    sujeitos investigados através de um sistema com mecanismos de proteção dos direitos    e dos deveres dos participantes. A aprovação para coleta com ambos os grupos    foi adquirida através da submissão do projeto de mestrado de Julia Schäfer,    &ldquo;Afeto, Estratégias Cognitivas de Regulação Emocional e Sintomas Pós-Traumáticos:    Validação do CERQ e um Modelo de Mediação Moderada&rdquo; (2016) da PUCRS.</p>     <p><i>Análise de dados </i></p>     <p>Os dados foram tabulados e analisados no programa<i> Statistical Package for    the Social Sciences(SPSS).</i> Foi realizada a análise quantitativa dos resultados    e verificada a normalidade da amostra. As análises estatísticas foram realizadas    com testes paramétricos para as variáveis que apresentarem distribuição normal,    mas poderão ser utilizados seus equivalentes não paramétricos caso não haja    distribuição normal. Para a análise das respostas do questionário sócio-demográfico    foram realizadas análises descritivas (frequência, média e desvio padrão). </p>     <p>Para verificar relações entre os escores total e das sub-escalas do CERQ e    das variáveis sócio-demográficas contínuas, foi utilizado medidas de correlação.    Para verificar se há diferença nas estratégias cognitivas de regulação emocional    entre os grupos serão realizadas comparações entre as médias, tendo como variáveis    independentes os grupos, os gêneros e as faixas etárias e como variáveis dependentes    a pontuação total do instrumento. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b>    <br>   A amostra selecionada consistiu em 38 participantes que passaram por um evento    potencialmente traumático, e, a partir disto, há dois grupos distintos, separados    pela presença de alta ou baixa sintomatologia para o TEPT. Dos 38 participantes,    20 estudantes são estudantes universitários da PUCRS com baixa sintomatologia    de TEPT e 18 são pacientes que buscaram ambulatório de trauma e estresse da    PUCRS que possuem alta sintomatologia de TEPT. No <a href="#q2">Quadro 2</a>    apresenta os dados demográficos específicos de ambos os grupos, com e sem sintomatologia    de TEPT. A comparação foi realizada através de análise descritiva das variáveis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a11q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em relação às estratégias cognitivas de regulação emocional (conforme avaliadas    pelo CERQ), inicialmente foram analisadas as diferenças em relação ao uso de    estratégias desadaptativas (auto-culpa, culpar o outro, ruminação e catastrofização)    e adaptativas (aceitação, foco no positivo, planejamento, colocar em perspectiva    e reavaliação). Verificou-se que as estratégias desadaptativas são mais utilizadas    pelo grupo com alta sintomatologia de TEPT [t (36) = 6,48; <i>p </i>&lt; 0,01).    Por outro lado, não foi observada diferença estatisticamente significativa em    relação ao uso de estratégias adaptativas entre os grupos com alta e baixa sintomatologia    de TEPT [<i>t </i>(36) = -0,48; <i>p </i>&gt; 0,05].</p>     <p>Após, foram analisadas as estratégias específicas de regulação emocional. Conforme    pode ser visualizado no <a href="#q3">Quadro 3</a>, foram observadas diferenças    entre os grupos em relação às estratégias desadaptativas de regulação emocional,    com o predomínio de maior frequência de uso dessas estratégias nos indivíduos    com alta sintomatologia de TEPT. Todas essas diferenças são estatisticamente    significativas e com tamanhos de efeito grandes (min = 0,96; máx = 1,89). Em    relação ao uso de estratégias adaptativas, apenas foi observada uma diferença    estatisticamente significativa no uso da estratégia de Focalização no Positivo,    que predominou entre os indivíduos com baixa sintomatologia de TEPT. Em relação    às demais estratégias adaptativas, não foi possível visualizar um padrão consistente.  </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a11q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Discussão    <br>   </b>Atualmente, tem-se buscado compreender a implicação do construto de regulação    emocional em relação aos desfechos da exposição aos eventos traumático como    fator protetivo ou mantenedor dos sintomas pós-traumáticos (Seligowweki, Lee,    Bardeen &amp; Orcutt, 2014). Sabe-se que algumas estratégias específicas utilizadas    pelos indivíduos após vivenciar uma situação traumática estão relacionadas à    etiologia e manutenção do TEPT (Aldao &amp; Nolen-Hoeksma, 2010). A partir disto,    torna-se inegável a relevância do tema e o presente estudo visou adicionar à    literatura a identificação das estratégias específicas de regulação emocional    que estão associadas ao grau de sintomatologia para TEPT. </p>     <p>Na amostra investigada, todas as estratégias desadaptativas de regulação emocional    são mais utilizadas pelo grupo com alta sintomatologia de TEPT. Há possíveis    explicações para este resultado, visto que de acordo com a APA (2013), indivíduos    com alta sintomatologia de TEPT podem experimentar um estado de entorpecimento    emocional, o qual pode ser caracterizado pela dificuldade em experenciar, expressar    ou descrever qualquer tipo de emoção. Além disso, a maior reatividade emocional    indica dificuldade de regular as emoções e isto pode predizer a severidade dos    sintomas de TEPT (Badour &amp; Feldner, 2013).</p>     <p>Ainda mais especificamente, o grupo com alta sintomatologia para o TEPT apresentou    maiores escores em todas as estratégias específicas de regulação emocional desadaptativas:    Ruminação, Culpabilização do outro, Catastrofização e Autoculpabilização. Resick    &amp; Schnike (1992) sugerem que indivíduos com altas sintomatologias podem    experimentar de modo intenso emoções secundárias como, por exemplo, culpa. A    pesquisa realizada sugere que tanto a estratégia cognitiva de Auto-culpa quanto    a de Culpabilização do outro é mais utilizada pelo grupo com alta sintomatologia    de TEPT, indo ao encontro da teoria proposta em relação à emoção de culpa. Ehlers    e Clarck (2000), ao falarem sobre os prováveis fatores que mantém a sintomatologia    pós-traumática, destacaram a variável de ruminação como fortalecedora de crenças    disfuncionais sobre o evento, podendo gerar distorções cognitivas como a catastrofização,    por exemplo. É possível integrar a teoria com as evidências a partir do resultado    encontrado na pesquisa, visto que as estratégias cognitivas de ruminação e catastrofização    são também mais utilizadas pelo grupo com alta sintomatologia de TEPT. Estes    resultados corroboram com o que está descrito na literatura, visto que as estratégias    de ruminação, pensamentos catastróficos e auto-culpabilização estão associados    a sintomas de psicopatologias (Garnefsi, Kraaji &amp; Spinhoven, 2007), ao passo    que foram estatisticamente significativas no grupo com alta sintomatologia de    TEPT. </p>     <p>Por outro lado, a pesquisa concluiu que o grupo com alta sintomatologia de    TEPT faz menos uso da estratégia adaptativa de Focalização em aspectos positivos.    Sabe-se que após a vivência de um evento traumático, há um aumento das crenças    negativas sobre o <i>self,</i> sobre o mundo e sobre os outros. É evidente que    há uma mudança significativa nas cognições de indivíduos que possuem sintomatologia    de TEPT (Foa et al., 1999). Segundo Aldao e Nolen-Hoeksema (2010), as estratégias    de reavaliação positiva e focar no positivo podem ser usadas como fator protetivo    para a saúde mental. A única correlação significativa de estratégia adaptativa    em relação ao grupo com baixa sintomatologia de TEPT está em congruência com    esta ideia, sugerindo que a estratégia de Focalização no positivo serviu como    proteção para o desencadeamento de sintomas clínicos significativos. </p>     <p>Embora a maior parte dos resultados das estratégias adaptativas não tenha sido    estatisticamente significativa, é pertinente destacar que não há um padrão consistente    em relação à utilização de estratégias adaptativas entre o grupo com alta e    com baixa sintomatologia. Sabe-se que a capacidade de regular as emoções está    associada a bons desfechos na vida profissional, nos relacionamentos interpessoais    e no bem-estar individual (Gross &amp; Thompson, 2007). Portanto, devido à variedade    dos resultados das estratégias adaptativas em relação aos grupos, conclui-se    que indivíduos com baixa sintomatologia de TEPT não fazem maior uso das estratégias    adaptativas se comparado aos indivíduos com alta sintomatologia de TEPT. Tal    fato questiona a perspectiva proposta por Boden e colaboradores (2013), que    ressalta a falta de utilização de estratégias adaptativas em indivíduos com    alta sintomatologia pós-traumática, visto que não foi observada diferença estatisticamente    significativa entre os grupos.</p>     <p> De acordo com Gross e Thompson (2007), o uso de medicação inibe a expressão    de algumas emoções negativas, tais como tristeza e ansiedade. O autor coloca,    também, que a medicação possa atuar como <i>safety signal</i>, ou seja, um &ldquo;amuleto&rdquo;    que regula a emoção do indivíduo, quando exposto à situação aversiva. Em controvérsia    à teoria, os resultados encontrados no estudo mostram que há um maior número    de participantes do grupo de alta sintomatologia clínica que faz uso de medicação    psicoativa e pontuaram escores maiores no uso de estratégias desadaptativas.  </p>     <p>Este estudo verificou a relação entre as estratégias cognitivas de regulação    emocional e o grau de sintomatologia de TEPT. Foi possível identificar o alto    índice de prevalência de estratégias desadaptativas utilizadas pelo grupo com    alta sintomatologia de TEPT, tendo um impacto importante na capacidade de regulação    emocional desta população. Conclui-se com o que foi exposto até o momento que    a regulação emocional pode ser identificada como um fator significativo no desenvolvimento    e manutenção de sintomas pós-traumáticos (Seligowski et al., 2014). Dados oriundos    da literatura sugerem que o aumento na capacidade de regulação emocional auxilia    os indivíduos a neutralizar experiências negativas (Gross &amp; Thompson, 2007).  </p>     <p>O tópico vem se tornando relevante no campo da saúde mental, devido à crescente    associação entre as estratégias para lidar com a regulação das emoções com a    etiologia ou manutenção de determinadas psicopatologias (Aldao &amp; Nolen-Hoeksema,    2010). Compreender a forma com que as estratégias cognitivas de regulação emocional    são utilizadas possibilita pensar em formas de intervenções que interfiram nestes    mecanismos, resultando em desfechos mais adaptativos para a qualidade de vida    dos indivíduos. </p>     <p>Não houve pretensão em generalizar os resultados, devido às limitações referentes    ao número de participantes da amostra, bem como às características específicas    em relação aos dois grupos. Além disso, outra limitação do estudo diz respeito    à metodologia aplicada, visto que os questionários foram aplicados de forma    distintas: o grupo com baixa sintomatologia respondeu os questionários em plataforma    online, enquanto com participantes de alta sintomatologia foi realizada as sessões    presenciais de avaliação clínica. Isso se deu devido às diferentes fontes das    quais os participantes foram selecionados. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As conclusões obtidas se referem somente ao uso cognitivo consciente das estratégias    que as pessoas utilizam para lidar com eventos estressores. A partir deste conhecimento,    pode-se desenvolver e aprimorar intervenções mais efetivas que impactem diretamente    na capacidade de regulação emocional. Sendo assim, a pesquisa acrescenta à literatura    preenchendo as lacunas relacionadas às estratégias cognitivas de regulação emocional    relacionadas a sintomas de estresse pós-traumático. Destaca-se a necessidade    de mais pesquisas que identifiquem estas estratégias cognitivas, visto que é    um recurso muito importante que deve ser usado em prol do aprimoramento do bem-estar    físico e psíquico dos indivíduos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Aldao, A., &amp; Nolen-Hoeksema, S. (2010). Specificity of cognitive emotion    regulation strategies: A transdiagnostic examination. <i>Behaviour Research    and Therapy</i>,<i> 48,</i> 974-983. doi:10.1016/j.brat.2010.06.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559112&pid=S1645-0086201800030001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>American Psychiatriac Association. (2013). <i>Diagnostic and Statistical Manual    of Mental Disorders (5th ed.).</i> American Psychiatric Association Washington,    DC.</p>     <!-- ref --><p>Ara&#769;ndiga, A. V., &amp; Tortosa, C. V. (2004). <i>Intelige&#770;ncia Emocional:    aplicaciones educativas</i>. Madrid: Editorial Eos.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559114&pid=S1645-0086201800030001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Badour, C. L., &amp; Feldner, M. T. (2013). Trauma-related reactivity and regulation    of emotion: Associations with posttraumatic stress symptoms. <i>Journal of Behavior    Therapy and Experimental Psychiatry</i>, <i>44</i>(1), 69-76. doi:10.1016/j.jbtep.2012.07.007&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559116&pid=S1645-0086201800030001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Berger, W., Mendlowicz, M. V., Souza, W. F., &amp; Figueira, I. (2004). Equivalência    semântica da versão em português da Post-Traumatic Stress Disorder Checklist-Civilian    Version (PCL-C) para rastreamento do transtorno de estresse pós-traumático.    <i>Revista de Psiquiatria</i>, <i>26(2),</i> 167-75. Retreived from <a href="http://www.scielo.br/pdf/rprs/v26n2/v26n2a06" target="_blank">http://www.scielo.br/pdf/rprs/v26n2/v26n2a06</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559117&pid=S1645-0086201800030001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Boden, M. T., Westermann, S., Kateri, M., Kuo, J., Alvarez, J., Kulkarni, M.    R., Bonn-Miller, M.O. (2013). Emotion Regulation and Posttraumatic Stress Disorder:    A Prospective Investigation. <i>Journal of Social &amp; Clinical Psychology</i>,    <i>32</i>(3), 296-314. doi: 10.1521/jscp.2013.32.3.296&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559118&pid=S1645-0086201800030001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Brewin, C., Andrews, B., &amp; Valentine, J. (2000). Meta-analysis of risk    factors for posttraumatic stress disorder in trauma-exposed adults. <i>Journal    of Consulting and clinical psychology, 68</i>(5), 748-766<i>.</i> doi:10.1037/0022-006X.68.5.748&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559119&pid=S1645-0086201800030001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>O&rsquo;Bryan, E. M., McLeish, A. C., Kraemer, K. M., &amp; Fleming, J. B. (2015).    Emotion regulation difficulties and posttraumatic stress disorder symptom cluster    severity among trauma-exposed college students. <i>Psychological Trauma: Theory,    Research, Practice, and Policy</i>, <i>7</i>(2), 131. doi: 10.1037/a0037764&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559120&pid=S1645-0086201800030001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ehlers, A., &amp; Clark, D. (2000). A cognitive model of posttraumatic stress    disorder. <i>Behaviour Research and Therapy</i>, <i>38</i>(4), 319-345. doi:    10.1016/S0005-7967(99)00123-0&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559121&pid=S1645-0086201800030001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Foa, E. B., Davidson, J. R., &amp; Frances, A. (1999). Treatment of posttraumatic    stress disorder. <i>The Journal of Clinical Psychiatry</i>, <i>6</i><i>6 </i>(16),    1-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559122&pid=S1645-0086201800030001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garnefski, N., &amp; Kraaij, V. (2007). The cognitive emotion regulation questionnaire:    Psychometric features and prospective relationships with depression and anxiety    in adults. <i>European Journal of Psychological Assessment</i>, <i>23</i>(3),    141-149. doi:10.1027/1015-5759.23.3.141&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559124&pid=S1645-0086201800030001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gratz, K. L., &amp; Roemer, L. (2004). Multidimensional assessment of emotion    regulation and dysregulation. <i>Journal of Psychopathology and Behavioral Assessment,</i>    <i>26</i>(1), 41-54. doi: 10.1023/B:JOBA.0000007455.08539.94&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559125&pid=S1645-0086201800030001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Grewal, D., Brackett, M. &amp; Salovey, P. (2006). <i>Emotional intelligence    and the self-regulation of affect.</i> doi: 10.1037/11468-002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559126&pid=S1645-0086201800030001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gross, J. J., &amp; Thompson, R. A. (2007<i>). Emotion regulation: Conceptual    foundations</i>. New york: Guildford press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559127&pid=S1645-0086201800030001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gross, J. J. (2013). Emotion regulation: taking stock and moving forward<i>.    Emotion,</i> <i>13</i>(3), 359-365. doi: 10.1037/a0032135&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559129&pid=S1645-0086201800030001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hoffman, K., Cole, E., Playford, E. D., Grill, E., Soberg, H. L., &amp; Brohi,    K. (2014). Health Outcome after Major Trauma: What Are We Measuring<i>? Plos    one</i>, 9 (7), e103082. doi: 10.1371/journal.pone.0103082&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559130&pid=S1645-0086201800030001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Keane, T. M., Marshall, A. D., &amp; Taft, C. T. (2006). Posttraumatic stress    disorder: etiology, epidemiology, and treatment outcome. <i>Annual Review of    Clinical Psychology</i>, <i>2</i>, 161-197. doi: 10.1146/annurev.clinpsy.2022305095305&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559131&pid=S1645-0086201800030001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Kessler, R. C., Berglund, P., Demler, O., Jin, R., Merikangas, K. R., &amp;    Walters, E. E. (2005). Lifetime Prevalence and Age-of-Onset Distributions of.    <i>Arch Gen Psychiatry</i>, <i>62</i>(6), 593-602. doi: 10.1001/archpsyc.62.6.593&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559132&pid=S1645-0086201800030001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Koole, S. L. (2009). 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