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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perceção de obstáculos ao controlo da diabetes tipo 1 em adolescentes]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perception of barriers to type 1 diabetes control in teenagers]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade da Beira Interior Departamento de Psicologia e Educação ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Adherence to treatments and self-care activities in Type 1 Diabetes, such as insulin administration, glycemic monitoring, and the adoption of healthy and adequate eating habits, physical activity and hygiene, is essential for the management and good control of diabetes. The present study aimed to explore and understand the difficulties in control of Type 1 Diabetes perceived by teenagers diagnosed with the disease and its caregivers. The sample consisted of 10 teenagers, aged between 10 and 16 years, as well as their mothers, in a total of 20 participants. The study was based on a qualitative approach. Data were collected through a semi-structured interview and analyzed using content analysis, complemented by three self-assessment instruments to assess diabetes self-efficacy, family behavior and barriers to treatment of Diabetes. The results pointed to restricted food choices compared to peers, the pain and discomfort associated to some medical procedures and the feeling of insatiable hunger as greater barriers perceived by young people in diabetes management. Regarding mothers' perspective, main obstacles to diabetes control were food restrictions, feelings of anger and non-acceptance, feelings of responsibility, pressure and stress on teenagers and emotional lability typical of adolescence.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[diabetes tipo 1]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Perceção de obstáculos ao controlo da diabetes tipo 1 em    adolescentes</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Perception of barriers to type 1 diabetes control in teenagers</b></font></p>     <p><b>Jessica Spínola<sup>1</sup>, Cláudia Mendes Silva<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Universidade da Beira Interior, Departamento de Psicologia e Educação    Covilhã, Portugal, <a href="mailto:cmsilva@ubi.pt">cmsilva@ubi.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A adesão aos tratamentos e cuidados relativos à Diabetes Tipo 1 prescritos    pelos profissionais de saúde, como sejam a administração da insulina, a monitorização    glicémica e a adoção de hábitos de alimentação, atividade física e higiene saudáveis    e adequados, é fundamental para a gestão e controlo desta doença crónica. O    presente trabalho teve como objetivo explorar e compreender as dificuldades    no controlo da Diabetes Tipo 1 percecionadas por adolescentes diagnosticados    com a doença e pelos seus cuidadores. A amostra foi constituída por 10 adolescentes,    com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, bem como pelas respetivas    mães, perfazendo um total de 20 participantes. O estudo realizado seguiu uma    orientação essencialmente qualitativa, sendo que a recolha de dados foi realizada    através de entrevistas semiestruturadas e os resultados foram lidos com base    na análise de conteúdo, complementada pelo uso de instrumentos de autorregisto    de avaliação da autoeficácia, comportamento familiar e obstáculos ao tratamento    da Diabetes. Os resultados apontaram a falta de liberdade alimentar comparativamente    aos pares, a dor e incómodo de alguns procedimentos médicos e a sensação de    insaciedade persistente como maiores obstáculos percecionados pelos adolescentes    na gestão da diabetes. Relativamente à perspetiva das mães, encontraram-se como    principais obstáculos ao controlo da doença as restrições alimentares, a revolta    e não-aceitação da doença, a elevada responsabilidade, pressão e stresse sobre    o jovem e o funcionamento psicoemocional tipicamente lábil característico da    adolescência.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> diabetes tipo 1, adesão terapêutica, adolescentes, obstáculos    ao tratamento</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adherence to treatments and self-care activities in Type 1 Diabetes, such as    insulin administration, glycemic monitoring, and the adoption of healthy and    adequate eating habits, physical activity and hygiene, is essential for the    management and good control of diabetes. The present study aimed to explore    and understand the difficulties in control of Type 1 Diabetes perceived by teenagers    diagnosed with the disease and its caregivers. The sample consisted of 10 teenagers,    aged between 10 and 16 years, as well as their mothers, in a total of 20 participants.    The study was based on a qualitative approach. Data were collected through a    semi-structured interview and analyzed using content analysis, complemented    by three self-assessment instruments to assess diabetes self-efficacy, family    behavior and barriers to treatment of Diabetes. The results pointed to restricted    food choices compared to peers, the pain and discomfort associated to some medical    procedures and the feeling of insatiable hunger as greater barriers perceived    by young people in diabetes management. Regarding mothers&rsquo; perspective, main    obstacles to diabetes control were food restrictions, feelings of anger and    non-acceptance, feelings of responsibility, pressure and stress on teenagers    and emotional lability typical of adolescence.</p>     <p><b>Keywords: </b>type 1 diabetes, therapeutic adherence, teenagers, barriers    to treatment</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A diabetes tipo 1 pode ser definida como uma doença autoimune crónica que origina    a destruição completa das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção    de insulina, dado ser o próprio sistema imunológico a atacar e destruir estas    células (Arroyo-Jousse, García-Díaz &amp; Pérez-Bravo, 2015; Lorenzo, Yzquierdo,    Gort &amp; Castells, 2015). Mais especificamente, esta doença é caracterizada    por uma perturbação do metabolismo dos hidratos de carbono, gorduras e proteínas,    sendo a sua principal caraterística bioquímica a denominada hiperglicemia (excesso    de glicose no sangue) (American Diabetes Association, 2008). Como resultado    desta incapacidade do organismo em produzir insulina, os indivíduos com diabetes    tipo 1 apresentam uma dependência de insulina exógena para impedir a cetose    e preservar a vida (Chiang, Kirkman, Laffel &amp; Peters, 2014). </p>     <p>O diagnóstico é usualmente realizado com base na apresentação de sintomas como    a polidipsia (sede excessiva), polifagia (fome excessiva), poliúria (produção    excessiva de urina), hiperglicemia, perda de peso, visão turva, fadiga e cansaço    (American Diabetes Association, 2008). As primeiras manifestações podem ser    leves, e consistem em vómitos, poliúria e desidratação. Para além disso, podem    existir casos onde há dor e rigidez abdominal, que simulam uma apendicite (Lorenzo    et al., 2015).</p>     <p>Esta tipologia de doença surge habitualmente em idades precoces, isto é, em    crianças ou adolescentes, afetando o seu crescimento e desenvolvimento (Manrique    et al., 2014; Sparapani, Borges, Dantas, Pan &amp; Nascimento, 2012), sendo    que o diagnóstico é frequentemente realizado em crianças com idades compreendidas    entre os 5 e os 6 anos, e também entre os 11 e os 13 anos (Patterson et al.,    2009). De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (2006, cit in International    Diabetes Federation, 2011), em 2007 estimava-se que cerca de 440 mil adolescentes    entre os 0 e os 14 anos em todo o mundo tinham diabetes e que o número de novos    casos por ano era de 70 mil. Em Portugal, o Observatório da Diabetes (2015)    apontou para uma prevalência de 3.365 indivíduos, com idades compreendidas entre    os 0 e os 19 anos, com diagnóstico de Diabetes tipo 1 no ano de 2014. Tal facto    segue a tendência de aumento dos casos de diabetes tipo 1 a nível mundial, e    especificamente em idades cada vez mais precoces (Todd, 2010).</p>     <p>De modo a conseguir sobreviver a esta doença e a prevenir complicações de saúde    futuras, é necessário que a criança ou adolescente adote um conjunto de tratamentos    e cuidados diários, tal como prescrito pelos profissionais de saúde. Assim,    no que concerne ao tratamento da diabetes, os aspetos mais importantes referem-se    a uma alimentação equilibrada, à insulinoterapia, ao exercício físico regular,    ao autocontrolo e à autovigilância/automonitorização dos níveis de glicose no    sangue (Pérez-García, Goñi-Iriarte &amp; García-Mouriz, 2015; Serrabulho, Matos,    Nabais &amp; Raposo, 2015; Silva, Pais-Ribeiro &amp; Cardoso, 2006). Diversos    investigadores referem que a adesão a estes cuidados só é conseguida se a pessoa    participar ativamente na execução dos mesmos. Por sua vez, esta participação    ativa envolve essencialmente conhecimentos e prática sobre os procedimentos    a realizar, aceitação da doença, suporte social e motivação pessoal (Lubkin    &amp; Larsen, 2002, cit in Santos, Zanetti, Otero &amp; Santos, 2005). Em virtude    das alterações desenvolvimentais ocorridas na transição entre a infância e a    adolescência, associadas às exigências que a diabetes tipo 1 acarreta em termos    de cuidados terapêuticos e de reestruturação de hábitos e estilos de vida pessoais    e familiares, o seu controlo é extremamente difícil (Fagulha, Santos &amp; Grupo    de Estudo da Diabetes Mellitus, 2004), cabendo à família, normalmente aos pais,    prestar os cuidados terapêuticos necessários até que a criança/jovem os consiga    realizar de forma autónoma e bem-sucedida. Neste sentido, a família atua como    suporte à manutenção do tratamento e ao controlo da glicemia da criança/adolescente    (Dusan et al., 2010).</p>     <p>A dificuldade na gestão e controlo da diabetes tipo 1 não é um problema recente,    dado que diversos estudos demonstram uma fraca adesão aos cuidados e tratamentos    prescritos. São vários os fatores que podem contribuir para tal, mais concretamente    as características da doença e do tratamento, da criança/jovem e do meio social,    e dos profissionais de saúde (Bartolo et al., 2017; Nam, Chesla, Stotts, Kroon    &amp; Janson, 2011; Seixas, Moreira &amp; Ferreira, 2016).</p>     <p>Quanto às características da doença, salientam-se como eventuais obstáculos:    o facto de se tratar de uma doença crónica, e não constituir um risco imediato    à vida; a complexidade do tratamento; as mudanças no estilo de vida impostas    pelo tratamento; o objetivo da intervenção não ser a cura, mas sim a prevenção    de complicações; o medo da ocorrência de hipoglicemias e consequente evitamento    da administração da quantidade de insulina recomendada, manutenção intencional    de níveis elevados de glicose e ingestão exagerada ou precoce de alimentos face    a eventos hipoglicémicos; e a antecipação de dor com os procedimentos de injeção    de insulina e de monitorização glicémica (Aronson, 2012; McGill &amp; Levitsky,    2016).</p>     <p>Relativamente às características da criança/jovem e do meio social, verifica-se    uma fraca adesão terapêutica quando estão presentes: uma baixa autoeficácia,    isto é, processos cognitivos como a auto-depreciação, perceção de fraco controlo    interno e estilos atribucionais externos; elevados níveis de stresse; crenças    de saúde erróneas ou excessivamente negativistas; a não-aceitação do diagnóstico;    a não-aceitação da doença pelo grupo de pares; a perceção de excessivas implicações    e exigências para a vida diária, os regimes de tratamento e eventuais estigmas    comunicacionais; e conflitos familiares, nomeadamente ao nível de padrões de    interação familiar pautados por hostilidade, culpabilizações, criticismo, rigidez    e perfecionismo (Almeida, Pereira &amp; Fontoura, 2012; Hagger, Hendrieckx,    Sturt, Skinner &amp; Speight, 2016; Lambert &amp; Keogh, 2015; Naranjo et al.,    2014). Tais factos levam a criança/jovem a sentir-se diferente dos outros, tentando    muitas vezes ser &ldquo;normal&rdquo; através de comportamentos de risco, como sejam a alimentação    inadequada e a não administração de insulina (Lambert &amp; Keogh, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Por fim, no que respeita às características dos profissionais de saúde, algumas    das dificuldades remetem para: a falta de comunicação paciente-profissional    de saúde, como por exemplo a ausência de empatia por parte do profissional,    e consequente incapacidade da criança/adolescente em expor as suas dúvidas,    problemas, preferências, entre outros; e a falta de clareza e especificidade    das informações e recomendações dadas (Ciechanowski, Katon, Russo &amp; Walker,    2001).</p>     <p>Em Portugal são ainda escassos os estudos que contemplem outras variáveis para    além dos comportamentos de adesão terapêutica e controlo glicémico, como sejam    as variáveis psicológicas e familiares (Almeida, Pereira &amp; Fontoura, 2012).    Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo principal explorar e compreender    as perceções dos adolescentes e das mães sobre o controlo da diabetes tipo 1    e os obstáculos/dificuldades percecionados na gestão da doença. Mais especificamente,    pretendeu-se perceber junto dos adolescentes o conhecimento que detêm sobre    a sua doença, o nível de autoeficácia percecionado, os cuidados diários realizados,    o grau de cumprimento das recomendações e objetivos terapêuticos e os obstáculos    ao tratamento percecionados. No caso das mães, objetivou-se igualmente a abordagem    do seu conhecimento sobre a doença e os obstáculos percecionados face ao tratamento,    acrescentando a exploração da sua perceção sobre a relação utente-serviços de    saúde e respetivo nível de satisfação. Enquanto objetivo secundário, pretendeu-se    avaliar o grau de autoeficácia, o comportamento familiar e as barreiras ao tratamento    percecionados.</p>     <p><b>Método</b></p>     <p>De modo a cumprir os objetivos mencionados anteriormente, o presente estudo    seguiu essencialmente uma abordagem qualitativa, de tipo exploratório-descritivo,    complementada por uma abordagem quantitativa caracterizada pelo uso de três    questionários de autorresposta para avaliação do nível de autoeficácia do jovem,    do comportamento familiar e das barreiras ao tratamento da Diabetes. </p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A seleção dos participantes foi efetuada mediante três critérios de inclusão,    mais concretamente, a idade compreendida entre os 10 e os 16 anos, o tempo de    diagnóstico igual ou superior a 2 anos e a residência no distrito da Guarda    ou na Região Autónoma da Madeira. A amostra foi formada por conveniência e contemplou    20 participantes, nomeadamente 10 adolescentes e as suas mães, os quais foram    contactados através de profissionais de saúde (psicólogos e enfermeiros) e esclarecidos    quanto à natureza, objetivos, metodologia do estudo e garantia de anonimato.    Após os esclarecimentos e o interesse e concordância em participar no estudo,    os participantes assinaram o termo de consentimento informado. As tabelas seguintes    apresentam a caracterização da amostra (<a href="#q1">Tabela 1</a>e <a href="#q2">2</a>):</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a16q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a16q2.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><i>Material </i></p>     <p>Foi construído um guião de entrevista semiestruturada, composto por um total    de 20 questões, baseado nos objetivos previstos e numa entrevista previamente    utilizada em contextos de investigação semelhantes, nomeadamente a <i>Family    Asthma Management System Scale</i> (FAMSS- McQuaid, Walders, Kopel, Fritz &amp;    Klinnert, 2005, versão portuguesa traduzida e adaptada por Silva e Barros, 2014),    a qual se centra na análise de um conjunto de comportamentos familiares relativos    aos vários aspetos da gestão da asma pediátrica. Para além da realização das    entrevistas e de modo complementar, foram aplicados 3 questionários aos adolescentes:</p>     <p>- Escala de Auto-Eficácia na Diabetes (SEDS- Grossman, Brink &amp; Hauser,    1987, versão portuguesa adaptada por Pereira &amp; Almeida, 2004): é composta    por 30 itens relativos a 3 componentes, nomeadamente autoeficácia sobre o tratamento,    sobre situações sociais e autoconfiança, sendo que resultados mais elevados    correspondem a uma maior perceção de autoeficácia. </p>     <p>- Escala de Comportamento Familiar na Diabetes (DFBS- McKelvey et al., 1993,    versão portuguesa adaptada por Almeida e Pereira, 2011): apresenta 38 itens    relativos a 4 componentes, sendo eles o suporte emocional, o suporte social    direto, o suporte informativo e as atividades de não-suporte, sendo que resultados    mais elevados correspondem a menor suporte social. </p>     <p> -Escala de Barreiras ao Tratamento da Diabetes (BSCS- Pereira &amp; Almeida,    2004): composta por 32 itens relativos a 4 componentes, mais concretamente barreiras    cognitivas, barreiras à identidade, controlo social e bem-estar físico, sendo    que resultados mais elevados correspondem a maior número de obstáculos percecionados    ao controlo da doença.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A realização das entrevistas e aplicação dos questionários decorreram em Agosto    e Setembro de 2017 num único momento temporal para cada família e em locais    acordados entre a investigadora e as famílias, de acordo com a disponibilidade    destas. As entrevistas, cuja duração foi de aproximadamente 20 minutos para    cada entrevistado, foram gravadas em áudio e posteriormente transcritas integralmente,    tendo sido atribuído um código de identificação individual (A1 a A10 para os    adolescentes e M1 a M10 para as mães). Por fim, foi realizada a análise de conteúdo    das entrevistas e os questionários foram analisados estatisticamente com recurso    ao IBM-SPSS, tendo sido calculados os valores médios e respetivos desvios-padrão.    Na análise das entrevistas tiveram-se em conta as categorias pré-definidas com    base na pesquisa bibliográfica sobre as áreas fundamentais na autogestão da    doença crónica (conhecimento sobre a doença, autoeficácia percebida, adesão    aos autocuidados e obstáculos face ao tratamento) (Silva &amp; Barros, 2014).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p> <i>Análise de conteúdo das entrevistas aos adolescentes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Conhecimento da doença. </b>Todos os adolescentes referem que a diabetes    é uma doença ou problema de saúde que implica um conjunto de cuidados terapêuticos    diários, nomeadamente a administração de insulina, a monitorização glicémica,    a adoção de uma alimentação saudável e exercício físico regular (e.g., &ldquo;É uma    doença que precisa de muitos cuidados&rdquo; - A2; &ldquo;&hellip;obriga a dar insulina, picar    o dedo, beber muita água, comer coisas saudáveis&hellip;e fazer muitas atividades&rdquo;    - A6). Salienta-se, de um modo mais específico, que entre os dez adolescentes,    quatro reportam o carácter crónico da diabetes, mencionando que esta permanece    até ao fim da vida (e.g., &ldquo;Que é uma doença crónica&rdquo; - A3; &ldquo;&hellip;esta doença é para    sempre&rdquo; - A2), três apontam a ausência de uma cura na atualidade (e.g., &ldquo;&hellip;não    tem cura por enquanto&rdquo; - A1), evidenciando a esperança de que algum dia possam    deixar de ter esta doença, um alude para a sua etiologia desconhecida (&ldquo;&hellip;por    enquanto ainda não conseguiram perceber porque é que aparece&rdquo; - A3), um para    a necessidade de acompanhamento médico regular (&ldquo;&hellip;temos de ir várias vezes ao    médico&rdquo; - A5), um para a necessidade de controlar e prevenir eventuais consequências/complicações    (&ldquo;&hellip;tratar para evitar problemas mais graves&rdquo; - A3), um para a incidência crescente    na população infantojuvenil (&ldquo;&hellip;atualmente com cada vez mais adolescentes com    diabetes&rdquo; - A7) e um para a tipificação em duas categorias com níveis de gravidade    diferentes (&ldquo;Existem dois tipos de diabetes, a tipo 1 e a tipo 2, uma mais grave    que a outra.&rdquo; - A10).</p>     <p><b>Autoeficácia percebida. </b>Em termos de autoeficácia, a maioria dos adolescentes    (n=6) perceciona ter os conhecimentos e as competências para, de forma autónoma,    proceder à manutenção dos cuidados médicos recomendados pelos profissionais    de saúde, como sejam a administração da insulina, a seleção dos alimentos a    ingerir e o controlo glicémico, assumindo-se como totalmente responsáveis pelos    mesmos. Os restantes partilham a responsabilidade pela manutenção dos cuidados    com a mãe, sendo que dois apresentam baixa perceção de autoeficácia (A5, 11    anos; A9, 10 anos) e dois apresentam uma elevada perceção de autoeficácia (A3,    14 anos; A8, 10 anos).</p>     <p><b>Adesão aos auto-cuidados diários.</b> A grande maioria dos adolescentes    (n=8) menciona realizar todos os cuidados diários básicos prescritos pelos profissionais    de saúde, nomeadamente a administração de insulina de ação lenta e rápida conforme    os esquemas de dosagem predefinidos (e.g., &ldquo;&hellip;Tem um esquema da quantidade de    insulina que temos de dar, que a médica deu para fazer assim e fazemos igual&rdquo;    - A5), a monitorização glicémica pelo menos às refeições (e.g., &ldquo;tem de se picar    todos os dias várias vezes&hellip;sempre que se vai comer&rdquo; - A4), a adoção de uma alimentação    saudável e regrada em termos de horários, número de refeições e quantidades    (e.g., &ldquo;&hellip;só posso comer coisas saudáveis e nas horas das refeições&rdquo; - A4; &ldquo;&hellip;tenho    de pesar a comida para ter a quantidade certa para comer&rdquo; - A1), e a realização    de atividade física regular (e.g., &ldquo;&hellip;faço natação, volley e educação física    quase todos os dias&rdquo;, A7; &ldquo;&hellip;andar a pé, andar na bicicleta, brincar na praia&hellip;acho    que nunca estou parada&rdquo; - A6). Contrariamente, um dos adolescentes assume não    ter cuidados ao nível da alimentação por não conseguir resistir aos &ldquo;alimentos    proibidos&rdquo; (A8, 10 anos) e um revela não realizar exercício físico por não gostar    de nenhuma atividade que envolva esforço corporal (A10, 16 anos). </p>     <p><b>. </b>Quando questionados sobre o nível de adesão terapêutica, apenas um    dos adolescentes (A8, 10 anos) referiu abertamente um fraco cumprimento das    recomendações e objetivos, sendo que os restantes relataram um médio a elevado    cumprimento. Quanto ao indicador de controlo glicémico fornecido pela última    análise da hemoglobina glicada (HbA1c) realizada, constatou-se que os valores    apresentados pelos adolescentes oscilam entre os 6.8% e os 11.1%, pelo que apenas    uma minoria dos adolescentes (n=3) aparenta deter um controlo atual adequado/dentro    dos objetivos terapêuticos (inferior ou igual a 7.5%) e os restantes apresentam    valores indicadores de um mau controlo glicémico (superior a 7.5%). </p>     <p><b>Obstáculos ao tratamento percecionados. </b>Quanto às dificuldades mais    comuns entre os adolescentes aponta-se: o não ter a mesma liberdade para comer    que os outros adolescentes (e.g., &ldquo;Ver o meu mano a comer batatas fritas porque    depois também quero comer e não posso&rdquo; - A6); a dor e incómodo associados aos    procedimentos de administração da insulina e monitorização glicémica (e.g.,    &ldquo;já estou cansado de picar a barriga há tantos anos, e às vezes dói quando acerta    num caroço ou assim&rdquo; - A1); e a sensação de insaciedade constante (e.g., &ldquo;estou    sempre com fome&rdquo; - A8). No caso das dificuldades particulares de cada jovem    surgem: o ter de pesar todos os alimentos antes de os ingerir, o que implica    ter sempre uma balança consigo (A1, 11 anos); a inconformidade e não-aceitação    da doença (A10, 16 anos); os sentimentos de tristeza e revolta, com consequentes    comportamentos alimentares desadequados, mantidos muitas vezes às &ldquo;escondidas&rdquo;    (A2, 11 anos); a ausência de uma etiologia conhecida, isto é, a não compreensão    do motivo pelo qual a doença os afeta (A5, 11 anos); a falta de proximidade    frequente com pessoas com a mesma doença ou com o mesmo estilo alimentar (A2,    11 anos); as preocupações e stresse constantes com o risco de coma hipoglicémico,    preferindo dar menos insulina e comer mais do que o recomendado (A3, 14 anos);    o acesso fácil a alimentos não saudáveis na escola (A4, 11 anos); a pressão    sentida para o controlo total dos comportamentos (A4, 11 anos); a incompreensão    das consequências dos comportamentos desadequados a longo prazo (A5, 11 anos);    e a escassez de opções alimentares adequadas fora de casa (A3, 14 anos). Por    outro lado, um jovem (A9, 10 anos) referiu não sentir qualquer dificuldade relativa    ao controlo da diabetes.</p>     <p><i>Análise de conteúdo das entrevistas às mães</i></p>     <p><b>Conhecimento da doença.</b> Todas as mães encaram a diabetes como uma doença/problema    de saúde para toda a vida, ou seja, de carácter crónico, e como tal sabem que    os seus filhos vão ter de viver para sempre com esta doença ou, pelo menos,    até que se consiga encontrar uma cura, algo que no momento atual não existe.    Metade das mães (n=5) relata que se trata de uma incapacidade do organismo em    produzir insulina devido ao não-funcionamento do pâncreas (e.g., &ldquo;&hellip;sabe-se que    tem a ver com o pâncreas que deixa de funcionar, ou seja, deixa de produzir    insulina natural&rdquo; - M3; &ldquo;&hellip;provocada pela falta de um bom funcionamento do pâncreas&rdquo;    - M10), quase todas (n=8) referiram o conjunto de cuidados diários fundamentais    à sobrevivência e manutenção de um controlo glicémico equilibrado (e.g., &ldquo;&hellip;é    preciso dar insulina todos os dias para sobreviver&rdquo; - M1; &ldquo;&hellip;temos de picar o    dedo para medir a glicemia todas as vezes que comemos&rdquo; - M7), e uma mãe aludiu    para as complicações de saúde provocadas pelo enfraquecimento do sistema imunológico,    como sejam a dificuldade em combater eventuais infeções (&ldquo;&hellip;estar atento aos    dentes, aos olhos e aos pés por causa de ver se não apanha infeções ou outros    problemas que acontecem muito nos diabéticos porque não têm as defesas do corpo    a funcionar&rdquo; - M2).</p>     <p><b>Obstáculos ao tratamento percecionados.</b> Entre as dificuldades comummente    apontadas pelas mães destacam-se: o ter restrições alimentares que os pares    não têm (e.g., &ldquo;&hellip;ter certas regras que as outras crianças não têm, especialmente    na comida&rdquo; - M6) (n=3); a falta de suporte do médico, com postura e atitudes    desapropriadas por parte dos profissionais de saúde (e.g., &ldquo;&hellip;é a maneira de    ser da médica, como ela fala para a gente&hellip;só faz é barulho quando a gente lá    vai&rdquo; - M4) (n=2); a elevada responsabilidade, pressão e stresse constantes relativos    à doença, contrariamente aos pares que não requerem cuidados &ldquo;especiais&rdquo; (e.g.,    &ldquo;Parece-me que é o facto de ter responsabilidades que os colegas não têm, ter    o cuidado de fazer tudo direito, de ter o que precisa, de saber controlar-se&hellip;não    sei até que ponto ele aguenta esta pressão&rdquo; - M3) (n=2); as características    de personalidade e funcionamento emocional dos adolescentes, pautadas por uma    tendência depressivo-ansiosa e dificuldades de gestão da contrariedade (e.g.,    &ldquo;&hellip;quando está mais ansiosa e nervosa os valores sobem bastante&hellip;a parte emocional    conta muito e não se consegue muitas vezes controlar bem essa parte&rdquo; - M9) (n=2);    e a inconformidade, revolta e não-aceitação da doença (e.g., &ldquo;&hellip;anda rebelde,    recusa a doença, não se preocupa com isto&hellip;tem determinadas atitudes muito más&rdquo;    - M10) (n=2).</p>     <p>Por outro lado, encontraram-se dificuldades específicas de cada caso, em conformidade    com as características e preocupações familiares, nomeadamente: o elevado preço    dos produtos saudáveis (M1); a comorbilidade com doença celíaca (M1); a situação    de divórcio parental e subsequente dificuldade de concordância e manutenção    dos cuidados diários entre os dois contextos familiares com os quais o jovem    priva (M1); a impossibilidade de o jovem ter determinadas experiências positivas    habituais na adolescência por causa da doença (M3); a impossibilidade de mudar    de profissional de saúde e obter melhores serviços médicos (M4); o comportamento    alimentar excessivo associado ao medo de coma hipoglicémico (M5); a falta de    resultados positivos do cumprimento terapêutico a curto prazo (M5); a necessidade    de controlo do peso da comida a ingerir (M7); a incapacidade da mãe em negar    o consumo alimentar excessivo (M8); os episódios inevitáveis de doença aguda    ou infeções (e.g. gripe ou constipação) (M9); a recusa do jovem em receber apoio    e partilhar as responsabilidades terapêuticas com a mãe (M10); a despreocupação    com complicações de saúde futuras (M10); e a estadia numa fase do desenvolvimento,    mais concretamente a adolescência, com elevada propensão para comportamentos    de risco agravantes à doença (e.g. consumo de álcool e tabaco) (M10).</p>     <p><b>Relação utente-serviços de saúde. </b>Em termos da satisfação para com os    serviços de saúde prestados surgem posições diversas entre as mães, sendo que    menos de metade das mães (n=4) referem sentir-se completamente satisfeitas com    o apoio e acompanhamento médico de que dispõem, não apresentando aspetos a melhorar    (M7, M8, M9 e M10). De entre as restantes, quatro encontram-se completamente    insatisfeitas com a relação médico-utente (M2, M3, M4 e M5), uma com as burocracias    associadas aos procedimentos de atribuição da bomba de insulina (M1) e outra    com a escassez de informação sobre futuras complicações fornecidas aos adolescentes    pelos profissionais de saúde (M6). Todas as mães que partilham da insatisfação    com a relação médico-utente mencionam que gostariam que a consulta fosse mais    humanizada e sensível às características e necessidades dos adolescentes, e    que o médico assistente fosse mais compreensivo, calmo e afável.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Análise estatística </i></p>     <p>No que concerne aos questionários, começando pela SEDS, os resultados apontaram    para uma perceção de autoeficácia moderada a elevada entre os adolescentes participantes    (<i>M</i> = 3,59; <i>DP </i>= 0,46). Quanto à DFBS, os resultados indicaram    uma perceção de suporte social familiar moderada (<i>M</i> = 3,11; <i>DP</i>    = 0,26). Relativamente aos resultados obtidos com a BSCS, estes apontaram para    uma perceção de obstáculos baixa entre os adolescentes participantes (<i>M</i>    = 1,82; <i>DP</i> = 0,52).</p>     <p>Em termos dos níveis de adesão evidenciados pelos adolescentes verificou-se    que mais de metade relatou níveis de adesão elevados, cinco no nível 4 e dois    no nível 5, dois mencionaram um nível moderado (nível 3) e um indicou um nível    baixo (nível 2) (<i>Mdn</i> = 4). Em relação aos níveis de conhecimento reportados    constatou-se que quatro mencionaram um nível moderado, três um nível elevado    e dois um nível muito elevado, enquanto apenas um mencionou um nível baixo de    conhecimento (<i>Mdn</i> = 3.5).</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>A aceitação da prática clínica baseada em evidências tem fomentado a proliferação    de diversas orientações que informam sobre os melhores cuidados a providenciar    em função do tipo de doença crónica em questão. Porém, ainda que sejam muito    úteis e benéficas, não são suficientes para garantir a implementação e manutenção    dos cuidados (Lavoie, Rash &amp; Campbell, 2017). Neste sentido, este estudo    pretendeu analisar os obstáculos percecionados pelos adolescentes e as suas    mães na gestão e controlo da diabetes tipo 1.</p>     <p>Com base nos resultados obtidos concluiu-se que os adolescentes apresentam    um nível satisfatório de conhecimento sobre a sua doença e sobre as suas implicações    em termos de cuidados terapêuticos quotidianos. Apresentam igualmente um nível    de autoeficácia satisfatório, sentindo-se em geral capazes de realizar os cuidados    recomendados pelos profissionais de saúde de forma autónoma, aparentando realizar    os mesmos com vista à gestão e controlo da sua diabetes. Revelam também dispor    de um suporte social aparentemente adequado, o qual, em conjunto com os elementos    supramencionados, deveria apontar para um controlo satisfatório da doença. Este    resultado coincide com um estudo realizado junto de 51 adolescentes, no qual    Flora e Gameiro (2016) verificaram que a maioria dos adolescentes detém conhecimento    e responsabilidade autónoma no controlo da diabetes tipo 1, dispondo simultaneamente    de apoio familiar adequado.</p>     <p>Todavia, a grande maioria dos adolescentes não apresentava valores HbA1c dentro    dos parâmetros objetivados pelos profissionais de saúde como aconselháveis,    revelando um mau controlo da diabetes. Tal facto não se coaduna com a sua perceção    de adesão ao tratamento, uma vez que consideram ter um cumprimento médio a elevado    das recomendações médicas e objetivos terapêuticos. Estes resultados assemelham-se    aos de um estudo levado a cabo por Serrabulho, Matos e Raposo (2012) junto de    91 adolescentes, a partir do qual se constatou que apesar destes apresentarem    uma boa adesão terapêutica, realizando os cuidados diários recomendados pelos    profissionais de saúde, o seu controlo glicémico não era satisfatório, dado    que a maioria detinha valores HbA1c superiores ao recomendado. Este resultado    poderá estar associado com a sobrestimação da adesão às recomendações terapêuticas    por parte dos adolescentes, por desconhecimento dessas recomendações ou pelo    efeito da desejabilidade social, bem como pode estar relacionado com a influência    de outras variáveis ou fatores externos ao estrito cumprimento dos cuidados    prescritos sobre o controlo da doença, consideração essa que vai ao encontro    dos pressupostos da WHO (2003) sobre a adesão terapêutica. No presente estudo,    seguindo esta linha de pensamento, a ausência ou escassez de controlo glicémico    poderá derivar fundamentalmente das características pessoais dos adolescentes    (em especial as características de personalidade e o nível de desenvolvimento    psicossocial) e do rigor e exigências do tratamento (em especial as restrições    alimentares e os procedimentos médicos dolorosos).</p>     <p>Em termos de obstáculos/dificuldades reportados encontram-se essencialmente    a falta de liberdade alimentar comparativamente com os pares, a dor e incómodo    de alguns procedimentos médicos fundamentais para a monitorização e administração    da insulina e a sensação de insaciedade persistente, à semelhança das conclusões    do estudo de Pires e colaboradores (2016) e do estudo de Moreira e colaboradores    (2016). </p>     <p>Na perspetiva das mães, não só se assumem como obstáculos as evidentes restrições    alimentares, mas também a inconformidade, revolta e não-aceitação da doença,    a aposição de uma elevada responsabilidade, pressão e stresse sobre o jovem,    as características de funcionamento psicoemocional lábil associadas à adolescência,    e a perceção de falta de apoio médico adequado. Hagger e colaboradores (2016)    verificaram na sua revisão de literatura que existe um elevado nível de distresse    relativo às exigências da diabetes e dificuldades no seu controlo, o qual pode    levar a um desinvestimento nos comportamentos de adesão. Resultados semelhantes    foram encontrados por Hanghoj e Boisen (2014), tendo sido identificadas como    principais barreiras à adesão as características da relação dos adolescentes    com os pares e com os pais, bem como as características próprias do seu desenvolvimento,    pressão e stresse devido às exigências da doença. </p>     <p>A propósito do funcionamento psicoemocional, Almeida e Matos (2003) constataram    num estudo com 43 adolescentes que algumas características psicossociais, nomeadamente    a perceção de stresse, <i>coping</i> e apoio social, apresentavam valor preditivo    sobre a adesão terapêutica e o controlo glicémico, e como tal, devem ser contempladas    nas intervenções dos profissionais de saúde junto dos adolescentes de modo a    conseguir uma melhor gestão e controlo da doença. Quanto à falta de suporte    pelo médico, Ciechanowski, Katon, Russo e Walker (2001) verificaram num estudo    sobre a diabetes que existe uma associação positiva entre a relação médico-utente    e a adesão terapêutica, sendo que quanto pior for percecionada a relação e respetiva    comunicação médico-utente, pior a adesão terapêutica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Adicionalmente, verificaram-se dificuldades muito específicas da experiência    de cada jovem e de cada mãe, às quais os grandes estudos e as escalas de avaliação    quantitativa não parecem ser sensíveis, tendo neste caso a BSCS apresentado    resultados que não aparentam corresponder verdadeiramente às preocupações de    cada família. Nesse seguimento, algumas mães sugerem alterações ao nível da    relação médico-utente e do funcionamento dos serviços de saúde prestados que    poderiam ajudar a aumentar a adesão terapêutica e a melhorar o controlo da doença,    nomeadamente uma maior humanização dos cuidados e compreensão por parte dos    profissionais de saúde. Neste sentido, a insatisfação para com os serviços de    saúde prestados aparenta relacionar-se com uma perceção de falta de empatia    e de apoio médico. </p>     <p>Mais do que a apreensão das dificuldades comuns entre os adolescentes, considera-se    que a captação das especificidades das dificuldades individuais neste estudo    revela um grande benefício para o conhecimento científico, na medida em que    reforça a necessidade de intervir de forma mais ajustada às características    e necessidades de cada jovem. Como já referido anteriormente, são diversos os    fatores que poderão interferir (ou não), em maior ou menor grau, com a adesão    terapêutica e com o controlo da diabetes tipo 1 em cada jovem, e por tal, as    intervenções terapêuticas padronizadas são limitadas nos seus efeitos. Além    da importância de uma intervenção multidisciplinar e holística, defendida por    António (2010), surge a importância de um maior envolvimento dos profissionais    de saúde com os adolescentes e cuidadores, a fim de compreenderem em que áreas    devem centrar a sua atenção e proporcionar-lhes ferramentas para a resolução    das dificuldades percecionadas, adaptando a abordagem terapêutica tantas vezes    quantas forem necessárias (Chiang et al., 2014; Silva, Pais-Ribeiro &amp; Cardoso,    2006). Para além disso, é fundamental que, por um lado, os adolescentes ganhem    progressivamente mais autonomia na gestão da doença, e por outro, se mantenha    o envolvimento parental e se fomente a interdependência na manutenção dos cuidados    (Schilling, Knafl &amp; Grey, 2006), garantindo uma responsabilidade partilhada    sobre o controlo, o que nem sempre se verificou neste estudo.</p>     <p>Todavia, dada a natureza e características do estudo, principalmente o número    reduzido de participantes, aponta-se como aspeto menos positivo a impossibilidade    de generalizar os resultados obtidos para a população de adolescentes com diabetes    tipo 1. Além disso, ressalva-se a tipologia maioritariamente subjetiva de recolha    dos dados (exploração e descrição de perceções individuais) acerca do nível    de adesão, por exemplo, a qual poderá ter levado a respostas tendenciosas por    desejabilidade social, fraca consciencialização/insight sobre a execução e adequação    do próprio comportamento, entre outros. Deste modo, sugere-se a realização de    investigações futuras sobre os obstáculos ao controlo da diabetes tipo 1 que    contemplem de forma complementar dados quantitativos e qualitativos para uma    melhor compreensão desta problemática. Para além disso, apurou-se uma área muito    importante e simultaneamente muito pouco estudada em Portugal, à qual dever-se-á    prestar maior atenção, mais concretamente a relação entre as características    de personalidade e do humor, de um ponto de vista clínico e neurológico, e o    controlo glicémico.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, J., Pereira, M., &amp; Fontoura, M. (2012). Variáveis individuais    e familiares na adesão ao tratamento, controle metabólico e qualidade de vida    em adolescentes com diabetes tipo 1. <i>Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar,    15</i>(1), 59-82. Retirado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582012000100005" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-08582012000100005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559885&pid=S1645-0086201800030001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Almeida, V., &amp; Matos, A. (2003). A diabetes na adolescência. Um estudo    biopsicossocial. <i>International Journal of Clinical and Health Psychology,    3</i>(1), 61-76. Retirado de <a href="http://www.redalyc.org/html/337/33730104/" target="_blank">http://www.redalyc.org/html/337/33730104/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559886&pid=S1645-0086201800030001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>American Diabetes Association (2008). Diagnosis and Classification of Diabetes    Mellitus. <i>Diabetes Care, 31</i>, 555-560. doi: 10.2337/dc14-S081&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559887&pid=S1645-0086201800030001600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>António, P. (2010). A Psicologia e a doença crónica: Intervenção em grupo na    diabetes Mellitus. <i>Psicologia, Saúde &amp; Doenças, 11</i>(1), 15-27. Retirado    de <a href="http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1645-00862010000100002" target="_blank">http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862010000100002</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559888&pid=S1645-0086201800030001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Aronson, R. (2012). The role of comfort and discomfort in insulin therapy.    <i>Diabetes Technology &amp; Therapeutics, 14</i>(8), 741-747. doi: 10.1089/dia.2012.0038&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559889&pid=S1645-0086201800030001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Arroyo-Jousse, V., García-Díaz, D., &amp; Pérez-Bravo, F. (2015). La metilación    global del ADN y los niveles de homocisteína en pacientes con diabetes mellitus    tipo 1. <i>Revista Médica do Chile, 143</i>(5), 562-568. doi: 10.4067/S0034-98872015000500002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559890&pid=S1645-0086201800030001600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Bartolo, P., Nicolucci, A., Cherubini, V., Iafusco, D., Scardapane, M., &amp;    Rossi, M. (2017). Young patients with type 1 diabetes poorly controlled and    poorly compliant with self-monitoring of blood glucose: can technology help?    Results of the i-NewTrend randomized clinical trial. <i>Acta Diabetologica,    54</i>(4), 393-402. doi: 10.1007/s00592-017-0963-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559891&pid=S1645-0086201800030001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chiang, J., Kirkman, M., Laffel, L., &amp; Peters, A. (2014). Type 1 diabetes    through the life span: a position statement of the american diabetes association.    <i>Diabetes Care, 37</i>, 2034-2054. doi: 10.2337/dc14-1140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559892&pid=S1645-0086201800030001600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Ciechanowski, P., Katon, W., Russo, J., &amp; Walker, E. (2001). The patient-provider    relationship: attachment theory and adherence to treatment in diabetes. <i>American    Journal of Psychiatry, 158</i>(1), 29-35. doi: 10.1176/appi.ajp.158.1.29&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559894&pid=S1645-0086201800030001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Direção-Geral da Saúde (2012). <i>Programa nacional para a diabetes e programa    nacional de saúde escolar</i>. Lisboa: Ministério da Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559895&pid=S1645-0086201800030001600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dusan, V., Jovan, V., Nada, K., Dragan, K., Georgios, K., &amp; Biroo, M. (2010).    Psychological aspects of adolescents with diabetes mellitus. <i>Procedia Social    and Behavioral Sciences, 5</i>, 1788-1793. doi: 10.1016/j.sbspro.2010.07.365&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559897&pid=S1645-0086201800030001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Fagulha, A., Santos, I., &amp; Grupo de Estudo da Diabetes Mellitus. (2004).    Controlo glicémico e tratamento da diabetes tipo 1 da criança e adolescente    em Portugal. <i>Acta Médica Portuguesa, 17</i>, 173-179. Retirado de <a href="http://rihuc.huc.min-saude.pt/handle/10400.4/31" target="_blank">http://rihuc.huc.min-saude.pt/handle/10400.4/31</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559898&pid=S1645-0086201800030001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Flora, M., &amp; Gameiro, M. (2016). Autocuidado dos adolescentes com diabetes    mellitus tipo 1: responsabilidade no controlo da doença. <i>Revista de Enfermagem    Referência, 4</i>(9), 9-19. doi: 10.12707/RIV16010&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559899&pid=S1645-0086201800030001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hagger, V., Hendrieckx, C., Sturt, J., Skinner, T., &amp; Speight, J. (2016).    Diabetes distress among adolescents with type 1 diabetes: a systematic review.    <i>Current Diabetes Reports, 16</i>(9), 1-14. doi: 10.1007/s11892-015-0694-2&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559900&pid=S1645-0086201800030001600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Hanghoj, S., &amp; Boisen, K. (2014). Self-reported barriers to medication    adherence among chronically ill adolescents: a systematic review. <i>Journal    of Adolescent Health, 54</i>, 121-138. doi: 10.1016/j.jadohealth.2013.08.009&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559901&pid=S1645-0086201800030001600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>International Diabetes Federation (2011). <i>Global IDF/ISPAD guideline for    diabetes in childhood and adolescence.</i> Belgium: IDF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559902&pid=S1645-0086201800030001600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lambert, V., &amp; Keogh, D. (2015). Striving to live a normal life: a review    of children and young people’s experience of feeling different when living with    a long term condition. <i>Journal of Pediatric Nursing, 30</i>, 63-77. doi:    10.1016/j.pedn.2014.09.016&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559904&pid=S1645-0086201800030001600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lavoie, K., Rash, J., &amp; Campbell, T. (2017). Changing provider behavior    in the context of chronic disease management: focus on clinical inertia. <i>Annual    Review of Pharmacology and Toxicology, 57</i>, 263-283. doi: 10.1146/annurev-pharmtox-010716-104952.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559905&pid=S1645-0086201800030001600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lorenzo, A., Yzquierdo, G., Gort, N., &amp; Castells, A. (2015). Repercusión    y tratamiento de los aspectos psicosociales de la diabetes mellitus tipo 1 en    adolescentes. <i>Revista Cubana de Pediatría, 87</i>(1), 92-101. Retirado de    <a href="http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S0034-75312015000100011&script=sci_arttext&tlng=pt" target="_blank">http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S0034-75312015000100011&amp;script=sci_arttext&amp;tlng=pt</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559907&pid=S1645-0086201800030001600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Manrique, M., Gómes-Cabello, A., González-Aguero, A., Rigual, M., Moreno, L.,    Rodríguez, G., &amp; Lozano, G. (2014). Adiposidad en niños y adolescentes con    diabetes tipo 1: situación actual y controversias. <i>Nutrición Hospitalaria,    30</i>(6), 1211-1217. doi: 10.3305/nh.2014.30.6.7878.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559908&pid=S1645-0086201800030001600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McGill, D., &amp; Levitsky, L. (2016). Management of hypoglycemia in children    and adolescents with type 1 diabetes mellitus. <i>Current Diabetes Report, 16</i>(88),    1-6. doi: 10.1007/s11892-016-0771-1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559910&pid=S1645-0086201800030001600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moreira, T., Bandeira, S., Lopes, S., Carvalho, S., Negreiros, F., &amp; Neves,    C. (2016). Dificuldades de crianças e adolescentes com Diabetes Mellitus tipo    1 acerca da doença. <i>Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, 17</i>(5),    651-658&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559912&pid=S1645-0086201800030001600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Nam, S., Chesla, C., Stotts, N., Kroon, L., &amp; Janson, S. (2011). Barriers    to diabetes management: Patient and provider factors. <i>Diabetes Research and    Clinical Practice, 93</i>, 1-9. doi: 10.1016/j.diabres.2011.02.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559913&pid=S1645-0086201800030001600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Naranjo, D., Mulvaney, S., McGrath, M., Garnero, T., &amp; Hood, K. (2014).    Predictors of self-management in pediatric type 1 diabetes: individual, family,    systemic, and technologic influences. <i>Current Diabetes Report, 14</i>(544),    1-8. doi: 10.1007/s11892-014-0544-7&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559914&pid=S1645-0086201800030001600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Observatório da Diabetes (2015). <i>Diabetes: Factos e Números</i>. Sociedade    Portuguesa de Diabetologia: Lisboa</p>     <!-- ref --><p>Patterson, C., Dahlquist, G., Gyürüs, E., Green, A., Soltész, G., &amp; EURODIAB    Study Group (2009). Incidence trends for childhood type 1 diabetes in Europe    during 1989-2003 and predicted new cases 2005-20: a multicentre prospective    registration study. <i>The Lancet, 373</i>, 2027-2033. doi: 10.1016/S0140-6736(09)60568-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559916&pid=S1645-0086201800030001600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pérez-García, L., Goñi-Iriarte, M., &amp; García-Mouriz, M. (2015). Comparison    of treatment with continuous subcutaneous insulin infusion versus multiple daily    insulin injections with bolus calculator in type 1 diabetes. <i>Endocrinología    y Nutrición, 62</i>(7), 331-337. doi: 10.1016/j.endoen.2015.09.001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559918&pid=S1645-0086201800030001600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Pires, M. et al. (2016). Análise das dificuldades relacionadas ao seguimento    de condutas terapêuticas do adolescente com diabetes mellitus tipo 1. <i>Journal    of Human Growth and Development, 26</i>(1), 21-28. doi: 10.7322/jhgd.110023</p>     <!-- ref --><p>Santos, E., Zanetti, M., Otero, L., &amp; Santos, M. (2005). O cuidado sob    a ótica do paciente diabético e de seu principal cuidador. <i>Revista Latino-americana    de Enfermagem, 13</i>(3), 397-406. doi: 10.1590/S0104-11692005000300015&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559921&pid=S1645-0086201800030001600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sarafino, E. (2006). <i>Health Psychology: Biopsychological Interactions</i>    (5th Ed). New Jersey: John Wiley &amp; Sons, Inc&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559922&pid=S1645-0086201800030001600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Schilling, L., Knafl, K., &amp; Grey, M. (2006). Changing patterns of self-management    in youth with type 1 diabetes. <i>Journal of Pediatric Nursing, 21</i>(6), 412-424.    doi: 10.1016/j.pedn.2006.01.034.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559923&pid=S1645-0086201800030001600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seixas, A., Moreira, A. &amp; Ferreira, E. (2016). Adesão ao tratamento em    crianças com diabetes Tipo 1: insulinoterapia e apoio familiar. <i>Sociedade    Brasileira de Psicologia Hospitalar, 19</i>(2), 62-80. Retirado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582016000200005" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1516-08582016000200005</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559925&pid=S1645-0086201800030001600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serrabulho, M., Matos, M., Nabais, J. &amp; Raposo, J. (2015). A Educação para    a saúde nos jovens com diabetes tipo1. <i>Psicologia, Saúde &amp; Doença, 16</i>(1),    70-85. Retirado de <a href="http://www.redalyc.org/html/362/36237156008/" target="_blank">http://www.redalyc.org/html/362/36237156008/</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559926&pid=S1645-0086201800030001600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Serrabulho, M., Matos, M., &amp; Raposo, J. (2012). The health and lifestyles    of adolescentes with type 1 diabetes in Portugal. <i>European Diabetes Nursing,    9</i>(1), 12-16. doi: 10.1002/edn.197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559927&pid=S1645-0086201800030001600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silva, C., &amp; Barros, L. (2014). Pediatric Asthma Management: Study of the    Family Asthma Management System Scale with a Portuguese Sample. <i>Children’s    Health Care, 43</i>(3), 203-220. doi: 10.1080/02739615.2013.837822&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559929&pid=S1645-0086201800030001600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Silva, I., Pais-Ribeiro, J., &amp; Cardoso, H. (2006). Adesão ao tratamento    da diabetes mellitus: a importância das características demográficas e clínicas.    <i>Revista Referência, 2</i>(2), 33-41. Retirado de <a href="http://www.redalyc.org/pdf/3882/388242124002.pdf" target="_blank">http://www.redalyc.org/pdf/3882/388242124002.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559930&pid=S1645-0086201800030001600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sparapani, V., Borges, A., Dantas, I., Pan, R., &amp; Nascimento, L. (2012).    Children with type 1 diabetes mellitus and their friends: the influence of this    interaction in the management of the disease. <i>Revista Latino-Americana de    Enfermagem, 20</i>(1), 117-125. doi: 10.1590/S0104-11692012000100016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559931&pid=S1645-0086201800030001600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Todd, J. (2010). Etiology of Type 1 Diabetes. <i>Immunity, 32</i>, 457- 467.    doi: 10.1016/j.immuni.2010.04.001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559933&pid=S1645-0086201800030001600038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Vaz-Velho, C. (2008). Sobre os campos de formação para jovens diabéticos: como    a experiência e os dados da investigação se iluminam mutuamente. <i>International    Journal of Developmental and Educational Psychology, 1</i>(4), 355-362. Retirado    de <a href="http://infad.eu/RevistaINFAD/2008/n1/volumen4/INFAD_010420_355-362.pdf" target="_blank">http://infad.eu/RevistaINFAD/2008/n1/volumen4/INFAD_010420_355-362.pdf</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559935&pid=S1645-0086201800030001600039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>WHO (2003). <i>Adherence to long-term therapies: Evidence for action</i> (pp.    107-114).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=559936&pid=S1645-0086201800030001600040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 25 de Novembro de 2017/ Aceite em 23 de Outubro de 2018</p>     ]]></body>
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