<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0086</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Psic., Saúde & Doenças]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0086</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-00862018000300017</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15309/18psd190317</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hoarding disorder: abordagem terapêutica com terapia cognitivo-comportamental]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hoarding disorder: cognitive-behavioral therapy as a therapeutic approach]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Catarina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Tiago]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dehanov]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Maia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Teresa]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca Serviço de Psiquiatria ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Amadora ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>682</fpage>
<lpage>692</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-00862018000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-00862018000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-00862018000300017&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A Perturbação de Acumulação (PA), ou, em terminologia anglo-saxónica, Hoarding Disorder, é uma entidade clínica com início insidioso, curso crónico e de agravamento progressivo, caracterizada por excessiva aquisição e recusa no descarte de objetos, com consequente acumulação destes habitualmente em espaços residenciais. Esta característica da PA é geradora de múltiplos perigos com impacto na morbilidade e mortalidade física. A etiologia é multifatorial consistindo em défices cognitivos, crenças mal-adaptativas, como o perfeccionismo e o medo de tomar decisões erradas, e padrões comportamentais disfuncionais também associados a co-morbilidades psiquiátricas. O funcionamento individual, familiar e social é severamente prejudicado. Dado a cronicidade desta patologia, o objetivo do tratamento é a melhoria da sintomatologia e não a sua remissão total. A psicoterapia cognitivo-comportamental (TCC) adaptada à PA é a forma mais estudada para o tratamento dos indivíduos com acumulação compulsiva. A ineficácia do tratamento farmacológico levou ao desenvolvimento de intervenções cognitivo-comportamentais específicas e adaptadas às dificuldades dos indivíduos com esta patologia.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hoarding disorder is a clinical entity with insidious onset, chronic course and endless aggravation, characterized by excessive acquisition and refuse to discard objects, with consequent accumulation, habitually at residential spaces. This disorder’s features generates multiple dangers with impact on physical morbidity and with mortality risk. The etiology is multifactorial consisting of cognitive deficits, maladaptive beliefs, such as perfectionism and the fear of making wrong decisions, and dysfunctional behavioral patterns also associated a psychiatric comorbidities. Individual, family and social functioning are severely impaired. Given the chronicity of this pathology, the objective of the treatment is the improvement of the symptomatology and not its total remission. Cognitive-behavioral therapy adapted to hoarding disorder is the most studied form for the treatment of individuals with compulsive accumulation. The ineffectiveness of pharmacological treatment led to the development of specific cognitive-behavioral interventions adapted to the difficulties of individuals with this pathology.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perturbação de acumulação]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[perturbação obsessivo-compulsiva]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[resposta a tratamento]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[hoarding disorder]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[cognitive behavioral therapy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[obsessive-compulsive disorder]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[treatment outcome]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Hoarding disorder: abordagem terapêutica com terapia cognitivo-comportamental</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Hoarding disorder: cognitive-behavioral therapy as a therapeutic    approach</b></font></p>     <p><b>Catarina Oliveira<sup>1</sup>, Tiago Ferreira<sup>1</sup>, Sara Dehanov<sup>1</sup>,    Sara Castro<sup>1</sup>, Teresa Maia<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Serviço de Psiquiatria do Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca,    EPE, 2720-276 Amadora, Portugal, <a href="mailto:maria.t.correia@hff.min-saude.pt">maria.t.correia@hff.min-saude.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Perturbação de Acumulação (PA), ou, em terminologia anglo-saxónica, <i>Hoarding    Disorder</i>, é uma entidade clínica com início insidioso, curso crónico e de    agravamento progressivo, caracterizada por excessiva aquisição e recusa no descarte    de objetos, com consequente acumulação destes habitualmente em espaços residenciais.    Esta característica da PA é geradora de múltiplos perigos com impacto na morbilidade    e mortalidade física. A etiologia é multifatorial consistindo em défices cognitivos,    crenças mal-adaptativas, como o perfeccionismo e o medo de tomar decisões erradas,    e padrões comportamentais disfuncionais também associados a co-morbilidades    psiquiátricas. O funcionamento individual, familiar e social é severamente prejudicado.    Dado a cronicidade desta patologia, o objetivo do tratamento é a melhoria da    sintomatologia e não a sua remissão total. A psicoterapia cognitivo-comportamental    (TCC) adaptada à PA é a forma mais estudada para o tratamento dos indivíduos    com acumulação compulsiva. A ineficácia do tratamento farmacológico levou ao    desenvolvimento de intervenções cognitivo-comportamentais específicas e adaptadas    às dificuldades dos indivíduos com esta patologia.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>perturbação de acumulação, terapia cognitivo-comportamental,    perturbação obsessivo-compulsiva, resposta a tratamento</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Hoarding disorder is a clinical entity with insidious onset, chronic course    and endless aggravation, characterized by excessive acquisition and refuse to    discard objects, with consequent accumulation, habitually at residential spaces.    This disorder&rsquo;s features generates multiple dangers with impact on physical    morbidity and with mortality risk. The etiology is multifactorial consisting    of cognitive deficits, maladaptive beliefs, such as perfectionism and the fear    of making wrong decisions, and dysfunctional behavioral patterns also associated    a psychiatric comorbidities. Individual, family and social functioning are severely    impaired. Given the chronicity of this pathology, the objective of the treatment    is the improvement of the symptomatology and not its total remission. Cognitive-behavioral    therapy adapted to hoarding disorder is the most studied form for the treatment    of individuals with compulsive accumulation. The ineffectiveness of pharmacological    treatment led to the development of specific cognitive-behavioral interventions    adapted to the difficulties of individuals with this pathology.</p>     <p><b>Keywords:</b> hoarding disorder, cognitive behavioral therapy, obsessive-compulsive    disorder, treatment outcome</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Do ponto de vista evolucionista, a tendência do ser humano em acumular objetos    é vista filogeneticamente como um comportamento adaptativo, permitindo a sobrevivência    em tempos de escassez de recursos (Frias-Ibañez <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>A PA é uma perturbação neuropsiquiátrica crónica que atinge cerca de 2%-6%    da população e que está associada a elevados níveis de disfuncionalidade individual    e custos sociais (Stein <i>et al</i>.,2016; Mathews <i>et al</i>., 2016; Grisham    &amp; Baldiw, 2015). Diferentemente do que ocorre na Perturbação Obsessivo-Compulsiva    (POC), os indivíduos com PA têm pensamentos que não são experienciados como    intrusivos ou perturbadores, os rituais são menos comuns, e a ansiedade só surge    perante a perspetiva de perda de itens (Bloch <i>et al</i>., 2014; Grisham &amp;    Baldiw, 2015; Williams &amp;Viscusi, 2016). Esta ansiedade é justificada pelo    medo excessivo de perder bens que possam vir a ser necessários mais tarde. Este    receito é tao intenso que o leva o paciente a guardar estes objetos de forma    permanente, manifestando crenças sobrevalorizadas sobre a importância de alguns    bens materiais. As principais razões desta dificuldade são a utilidade percebida,    o valor estético dos itens ou uma forte ligação sentimental aos bens (DSM-5,    2013). Outros sintomas podem incluir a acumulação através de compras excessivas    ou recolha de objetos da rua ou lixo. Outras formas de aquisição, como por exemplo,    a acumulação excessiva de correspondência de correio, <i>e-mails</i> e mensagens    de telefone também pode ocorrer (Williams &amp; Viscusi, 2016). Os itens mais    comumente guardados são jornais, revistas, roupas antigas, malas, livros, correio    e documentos, embora, virtualmente, qualquer item possa ser guardado. Para determinar    este fenómeno como uma perturbação clínica, tem de existir disfunção significativa    do funcionamento individual, com consequente exposição a um perigo para a saúde    e/ou segurança pessoal e/ou de terceiros. </p>     <p>A diferenciação da PA, como perturbação distinta da POC, permitiu o reconhecimento    público desta entidade, bem como a orientação da investigação para uma melhor    compreensão desta doença. Os estudos recentes enfatizaram as diferenças genéticas,    anatómicas e neurofisológicas entre a POC e a PA, sendo que esta última apresenta    um padrão ativação/inativação de circuitos cerebrais diferente da POC (Blosh    <i>et al</i>., 2014).</p>     <p>Com este trabalho pretende-se sumarizar as principais atualizações nosológicas    da perturbação de acumulação bem como refletir sobre as abordagens terapêuticas    atuais, com especial incidência sobre a abordagem farmacológica e psicoterapêutica    através do modelo cognitivo-comportamental. </p>     <p><b>Método</b>    <br>   Foi elaborada uma revisão narrativa da literatura publicada na base de dados    PubMed e no DSM-5, com recurso isolado ou combinado das palavras-chave: <i>obsessive    hoarding;</i> <i>hoarding disorder</i>; <i>cognitive behavioral therapy; obsessive-compulsive    disorder; treatment outcome.</i></p>     <p><b>Resultados</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Dimensões Nosológicas e Classificativas</b></p>     <p>Tradicionalmente a entidade clínica &ldquo;<i>compulsive hoarding</i>&rdquo; era considerada    uma variante da POC. Recentemente, no manual de diagnóstico DSM-5, esta patologia    foi admitida como entidade clínica independente designada por &ldquo;<i>hoarding disorder</i>&rdquo;<i>,    </i>traduzida na versão portuguesa para Perturbação de Acumulação (PA), no qual    constam os seguintes critérios de diagnóstico: </p>     <p>a) Dificuldade persistente em descartar ou separar-se dos seus bens, independentemente    do seu valor real;</p>     <p>b) A dificuldade é devida a uma necessidade percebida de guardar itens e ao    mal-estar associado a descartá-los;</p>     <p>c) A dificuldade em descartar bens resulta na acumulação de bens que o congestionam    e desarrumam áreas úteis ativas e comprometem substancialmente o uso para o    qual foram projetadas. Se as áreas não estão desarrumadas é apenas pela intervenção    de terceiros (por exemplo, membros da família, empregados de limpeza, autoridades);</p>     <p>d) A acumulação causa mal-estar clinicamente significativo ou défice social,    ocupacional ou noutras áreas importantes do funcionamento (incluindo a manutenção    de um ambiente seguro para o próprio e para os outros); </p>     <p>e) A acumulação não é atribuível a outra condição médica (por exemplo, lesão    cerebral, doença cerebrovascular, síndrome de Prader-Willi); </p>     <p>f) A acumulação não é mais bem explicada pelos sintomas de outra perturbação    mental (por exemplo, obsessões na perturbação obsessivo-compulsiva, diminuição    da energia na perturbação depressiva major, delírios na esquizofrenia ou noutras    perturbações psicóticas, défices cognitivos na perturbação cognitiva major,    interesses restritos na perturbação do espectro do autismo).</p>     <p>É ainda referido o especificador de aquisição excessiva de bens que não são    necessários e para os quais não há espaço disponível, dado que 80-90% dos indivíduos    com PA apresentam esta característica. É ainda salientado um subtipo desta entidade,    que consiste na acumulação de animais, de pior prognóstico, na qual o indivíduo    adquire animais de forma compulsiva mas sem ter condições que garantam a sobrevivência    salutar destes (DSM-5, 2013). </p>     <p>Esta reclassificação surgiu igualmente na versão 11 do índice <i>International    Classification of Diseases</i> (ICD) pelo grupo de trabalho envolvido de Stein    <i>et al</i>. (2016). As <i>guidelines</i> propostas em ICD-11 resumem-se a:    (1) acumulação com ligação emocional excessiva a posses, independentemente do    seu valor; (2) impulsos ou comportamentos repetitivos relacionados com a compra,    roubo ou acumulação de itens; e (3) dificuldade e sofrimento associados ao descarte    de itens pela necessidade subjetiva de ter de os guardar. Ainda assim, assume-se    como sendo uma entidade fenomenologicamente próxima da POC, dada a predominância    de comportamentos repetitivos, sob a forma de aquisição excessiva de objetos    com recusa no descarte destes, por forma a evitar a ansiedade que daí advém.  </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Co-morbilidades</b></p>     <p>Cerca de 75% dos indivíduos com PA têm uma perturbação de humor ou de ansiedade    comórbida. A perturbação depressiva major surge em cerca de 50% dos casos. A    perturbação de ansiedade é mais frequente sob a forma de fobia social e perturbação    de ansiedade generalizada (Bloch <i>et al</i>., 2014; DSM-5, 2013; Giliam &amp;    Tolin, 2010). Relativamente aos indivíduos com POC, o comportamento de acumulação    compulsiva apresenta percentagens variáveis, entre 10-52% dos casos (Stein,    <i>et al</i>., 2016), podendo atingir os 62,3% dos casos em alguns estudos (Williams    &amp; Viscusi, 2016).</p>     <p>O comportamento de acumulação também pode ser encontrado em outras condições    médicas, tais como, esquizofrenia, demência, doença de Alzheimer, perturbações    do desenvolvimento, perturbações do especto do autismo, atraso mental, síndrome    Prader Willi (Frias-Ibañez <i>et al</i>., 2014; Stein, <i>et al</i>., 2016;    Grisham &amp; Baldwin, 2015).</p>     <p><b>Prevalência</b></p>     <p>Inquéritos comunitários estimam que a prevalência de PA na Europa e Estados    Unidos da América seja de aproximadamente 2% a 6% (DSM-5, 2013; Grisham &amp;    Baldiw, 2015; Williams &amp; Viscusi, 2016). A PA afeta tanto indivíduos do    sexo masculino como feminino. Alguns estudos epidemiológicos reportam uma prevalência    significativamente maior no sexo masculino, embora nos estudos de amostras clínicas    se verifique um predomínio do sexo feminino, refletindo a maior procura pelas    mulheres por tratamento (DSM-5, 2013; Grisham &amp; Baldiw, 2015; Frias-Ibañez,    <i>et al</i>., 2014). Os sintomas de acumulação parecem ser três vezes mais    prevalentes em adultos dos 55 aos 94 anos, comparativamente a adultos mais jovens,    dos 34 aos 44 anos (Grisham &amp; Baldiw, 2015). Do ponto de vista cultural    grande parte da investigação aponta para que a acumulação seja um fenómeno universal    com características clínicas consistentes (DSM-5, 2013).</p>     <p><b>Curso</b></p>     <p>Níveis subclínicos de acumulação surgem no final da infância ou no início da    adolescência (11-15 anos). A interferência com o funcionamento desponta pela    terceira década de vida e pode causar défices clinicamente significativos pelos    meados da quarta década. A gravidade tende a aumentar de década para década,    de forma crónica e raramente de forma flutuante ou com melhoria dos sintomas    (DSM-5, 2013). Este curso insidioso, crónico, com deterioração progressiva é    gerador de disfuncionalidade que reflete indiretamente maior emoção expressa    na família, isolamento social, maior risco de acidentes, quedas ou morte devido    a ausência de condições de salubridade e possibilidade de problemas financeiros    ou legais devido a compras compulsivas e roubo (Frias-Ibañez <i>et al</i>.,    2014).</p>     <p><i>Insight</i></p>     <p>A consciência para a doença e para a necessidade de tratamento está diminuída    nos indivíduos com PA. Numa perspetiva longitudinal, apenas metade dos indivíduos    admitem a gravidade da doença e só numa fase tardia do seu curso (Frias-Ibañez    <i>et al</i>., 2014). Uma das possíveis explicações para o <i>insight</i> reduzido    é o facto de ser uma doença de curso insidioso com instalação numa fase precoce    da vida, não existindo uma disrupção abrupta do funcionamento prévio (William    &amp; Viscusi, 2016).</p>     <p><b>Personalidade Pré-Mórbida e Modelo Cognitivo-Comportamental</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As características mais comuns aos indivíduos com PA são a indecisão, perfeccionismo,    evitamento, procrastinação, dificuldade no planeamento e organização de tarefas,    bem como, distractibilidade (DSM-5, 2013). Predominam traços de personalidade    anancástica e esquizotípica, tendo sido encontrada uma relação positiva entre    falta de tolerância à incerteza e a gravidade da acumulação. Com frequência,    indivíduos com PA relatam retrospetivamente acontecimentos ansiogénicos e traumáticos    de vida. </p>     <p>Do ponto de vista do modelo cognitivo-comportamental verifica-se que existe    dificuldade na decisão, o que é um obstáculo no descarte de objetos, bem como,    uma tendência à sobrevalorização de eventos passados negativos ou sobrevalorização    do impacto de eventos no futuro (Frias-Ibañez <i>et al</i>., 2014). Apura-se    no funcionamento destes indivíduos a presença de crenças mal-adaptativas como    o perfeccionismo, medo de assumir decisões erradas, receios de desperdiçar ou    perder informação importante e ligação emocional excessiva ou antropomórfica    aos objetos acumulados (Tolin <i>et al</i>., 2012). Stekettee and Frost propõem    no seu manual &ldquo;<i>Compulsive Hoarding and Acquiring: Therapist Guide</i>&rdquo; (2006)    que a acumulação surge como resultado de respostas condicionadas emocionalmente,    associadas a crenças e pensamentos sobre os seus pertences. Segundo estes autores,    os indivíduos resistem ao descarte destes itens como uma forma de evitar a ansiedade    e dificuldades no processo de decisão. Assim, o &ldquo;salvamento da destruição&rdquo; ou    a aquisição de novos objetos despoletam emoções positivas que alimentam o processo    de acumulação. Estes autores identificam como factores primários principais    do comportamento de acumulação: (i) ligação emocional aos bens e desenvolvimento    de crenças sobre os mesmos; (ii) os comportamentos de evitamento associados    à ansiedade gerada pela perspetiva de descarte dos objetos; e (iii) os défices    cognitivos de atenção, categorização, memória e processo de decisão.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a17f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim, estes factos fornecem evidência da importância da utilização do modelo    cognitivo-comportamental como forma de tratamento desta patologia. </p>     <p><b>Fatores Genéticos </b></p>     <p>O comportamento de acumulação verifica-se na história familiar de metade dos    indivíduos com PA. Cerca de 50% da variabilidade no comportamento de acumulação    é atribuível a fatores genéticos aditivos, parecendo existir um padrão do tipo    herança poligénica associado ao cromossoma 14 (DSM-5, 2013; Frias-Ibañez <i>et    al</i>., 2014).</p>     <p><b>Correlatos Neurofisológicos</b></p>     <p>Do ponto de visto neurofisiológico, a aplicação de técnicas como a ressonância    magnética funcional, a tomografia por emissão de positrões e encefalografia,    permitiu verificar a existência de alguns padrões de disfunção neuronal específicos    na PA. Estes padrões envolvem essencialmente o córtex cingulado anterior (CCA)    e as suas áreas de associação, bem como a ínsula e o giro frontal pré-central    e superior (Tolin <i>et al</i>., 2012).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O CCA está envolvido na tomada de decisão, monitorização de erros e na aprendizagem    por recompensa. As suas ligações ao sistema límbico são fundamentais para a    atribuição de emoções aos estímulos e experiências (Grisham &amp; Baldwin, 2015).    Os resultados são consistentes com a existência de um padrão bifásico de ativação    do CCA e ínsula: hiperatividade do CCA e do córtex insular aquando da decisão    de descartar ou guardar objetos que são bens do indivíduo e, por outro lado,    hipoatividade destas estruturas aquando da decisão de descartar objetos que    não são bens do indivíduo. Este achado poderá justificar, assim, a incapacidade    para tomar uma decisão perante um excesso de emoção associado a objetos conhecidos,    o que torna esta incapacidade dependente do tipo estímulo (objeto conhecido    <i>versus </i>desconhecido) (Frias-Ibañez <i>et al</i>., 2014; Grisham &amp;    Baldwin, 2015; Tolin <i>et al</i>., 2012). Este padrão bifásico poderá também    estar associado às dificuldades na atribuição de significado emocional de um    determinado estímulo, no gerar de uma resposta emocionalmente adequada ou na    regulação do estado afetivo durante o processo de decisão, traduzindo-se em    indecisão marcada e sentimentos de <i>&ldquo;not just right&rdquo;</i> (Tolin <i>et al</i>.,    2012).</p>     <p>Relativamente ao giro frontal pré-central e superior, esta área está envolvida    no controlo motor e no comportamento complexo. Os estudos revelam uma hiperativação    da região pré-central na PA, face a indivíduos sem doença, perante a aquisição    de objetos. Por outro lado, a região superior ativa-se perante o descarte, podendo    estar relacionada com a ansiedade que é relatada pelos pacientes. A hiperativação    destas regiões tende a normalizar em indivíduos sujeitos a TCC (Grisham &amp;    Baldwin, 2015).</p>     <p>Com base nestes resultados, o modelo cognitivo-comportamental postula que os    indivíduos com acumulação compulsiva têm uma perceção mais idiossincrática das    características dos objetos que possuem, o que aumenta a dificuldade do seu    descarte (Frias-Ibañez <i>et al</i>., 2014). </p>     <p><b>Correlatos Neurocognitivos</b></p>     <p>A investigação efetuada no domínio da cognição na PA aponta para a existência    de défices em várias dimensões cognitivas, o que, provavelmente, contribui e    alimenta a manutenção dos comportamentos de acumulação. </p>     <p>De seguida sumarizam-se os principais défices cognitivos encontrados na PA:  </p>     <p>1) Atenção: dificuldade na atenção sustentada e na atenção visuoespacial (Grisham    &amp; Baldwin, 2015; Woody <i>et al</i>., 2014);</p>     <p>2) Memória: défice de evocação da memória verbal e não verbal; défice de memória    espacial e visual, o que limita as capacidades de organização pelo receio de    esquecimento perante a não visualização do objeto (Grisham &amp; Baldwin, 2015;    Woody <i>et al</i>., 2014); défice de memória de trabalho associada ao défice    atencional (Woody <i>et al</i>., 2014);</p>     <p>3) Funções Executivas: dificuldade no planear, iniciar e completar tarefas;    indecisão marcada; categorização alterada com criação de demasiadas subcategorias,    elemento gerador de desorganização e acumulação. Os acumuladores tendem a ter    esquemas de categorização mais complexos, o que dificulta escolher um esquema    principal que lidere decisões relacionadas com cada categoria (Grisham &amp;    Baldwin, 2015; Woody <i>et al</i>., 2014).</p>     <p><b>Instrumentos de Avaliação</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os instrumentos paramétricos com consistência interna elevada mais utilizados    nos estudos desta entidade são (Mathews, et., 2016; Blosh <i>et al</i>., 2014    e William &amp; Viscusi, 2016):</p>     <p>a)<i> Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale</i> (Y-BOCS), que avalia a severidade    dos pensamentos intrusivos e compulsões, o que pode constituir um limitação    e falta de sensibilidade para avaliar a PA; </p>     <p>b)<i> Strutured Interview for Hoarding Disorder</i> (SIHD), que consiste numa    entrevista semi-estuturada, direccionada aos critérios de diagnóstico de PA    do DSM-5. Aborda igualmente o grau de <i>insight</i> e o diagnóstico diferencial    de outras patologias; </p>     <p>c) <i>Saving Inventory-Revised</i> (SI-R), que consiste num questionário de    autopreenchimento com 26 itens, com intuito de avaliar a severidade dos sintomas    de acumulação (acumulação, aquisição e incapacidade no descarte das objetos)    e permitindo verificar a evolução da sintomatologia; </p>     <p>d) <i>Hoarding Severity Scale</i> (HSS), que é uma versão abreviada da SI-R    contendo 15 itens de autopreenchimento, com intuito de avaliação da progressão    dos sintomas de acumulação; </p>     <p>e) <i>The Clutter Image Rating Scale</i> (CIR), que é uma escala pictórica    representativa dos graus de acumulação em três divisões da casa (cozinha, quarto    e sala). O indivíduo escolhe a que mais se aproxima da sua realidade;</p>     <p>f) <i>Activities of Daily Living in Hoarding Scale</i> (ADH-L) avalia as dificuldades    na vivência do dia-a-dia causadas pelo excesso de objetos acumulados. Apresenta    boa validade discriminativa para indivíduos com PA <i>versus</i> POC; </p>     <p>e) <i>Saving Cognitions Inventory</i> (SCI) é um questionário de 24 itens que    aborda as cognições, crenças e pensamentos associados com o comportamento de    acumulação (ligação emocional aos objetos, crenças sobre o controlo, memória    e responsabilidade).</p>     <p><b>Tratamento</b></p>     <p>A PA é descrita como uma entidade difícil de tratar, particularmente em pacientes    com falta de <i>insight</i> e/ou com co-morbilidades. Este é fator gerador de    má adesão ao tratamento. Através de uma meta-análise publicada em 2014, na qual    se analisou a resposta ao tratamento de 3039 indivíduos com POC com e sem sintomas    de acumulação, Blosh <i>et al</i>. concluíram que a presença de sintomas de    acumulação é um fator preditor de pior resposta tanto ao tratamento farmacológico,    como às intervenções por TCC. Atualmente os estudos demonstram que o tratamento    farmacológico, combinado com TCC específica para a PA, é o que apresenta maior    eficácia terapêutica.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><u>Tratamento Farmacológico</u></p>     <p>A intervenção farmacológica de primeira linha na POC é feita com os inibidores    da recaptação seletiva de serotonina (SSRIs), embora na PA estes pareçam ser    claramente menos eficazes (Stein <i>et al</i>., 2016; Grisham &amp; Baldwin,    2015). Estudos recentes demonstram que na PA existe uma maior eficácia dos inibidores    da recaptação de serotonina-noradrenalina (SNRIs), como a venlafaxina, face    aos SSRIs (Grisham &amp; Baldwin, 2015).</p>     <p><u>Tratamento por Psicoterapia Cognitivo-Comportamental</u></p>     <p>O modelo cognitivo-comportamental da PA sugere que a manutenção dos sintomas    de acumulação está associada a mecanismos de reforço tanto positivo como negativo    e que a acumulação excessiva de objetos está ligada a emoções positivas (Frost    &amp; Hartl, 1996; Gilliam &amp; Tolin, 2010). Na ausência de qualquer sofrimento    psicológico, o comportamento pode não ser percebido como problemático, levando    a que os indivíduos não sintam necessidade de procurar tratamento (Williams    &amp; Viscusi, 2016). </p>     <p>Em 1966, Meyer desenvolve o tratamento cognitivo-comportamental baseado na    Exposição e Prevenção do Ritual (Ex/PR) que foi utilizado em crianças e adultos    com sintomas de acumulação e na POC. Este método baseia-se, primeiramente, numa    exposição prolongada e repetida aos pensamentos ou situações geradoras de ansiedade    com dessensibilização progressiva ao estímulo. Neste processo ocorre reestruturação    de erros cognitivos, tais como: (i) a fusão pensamento-ação (crença de que um    pensamento negativo vai ser responsável por uma ação negativa); (ii) a sobrevalorização    do perigo/catastrofização (crença de que um evento negativo é especialmente    propenso a acontecer e que as suas consequências serão catastróficas); (iii)    a hiper-responsabilidade sobre o bem-estar dos outros (crença de que se tem    o poder de causar e / ou o dever de prevenir resultados negativos); e, (iv)    a importância sobre o controlo dos pensamentos intrusivos (a crença de que a    mera presença de um pensamento significa que este é especialmente importante    de alguma forma) (Williams &amp; Viscusi, 2016). O método Ex/PR permite, por    este meio, a modificação de cognições e comportamentos disfuncionais, podendo    ser aplicado em formato individual, de grupo, de família, computacional ou sob    a forma de programa intensivo. Este método torna-se relevante na PA, dado que    um processo semelhante poderá também ser aplicável na indução de tolerância    à ansiedade desencadeada pelo descarte de objetos. </p>     <p>A acumulação é um indicador de pior adesão e resposta, tanto ao tratamento    farmacológico, como à TCC convencional. Este facto levou a que nos últimos 8    a 10 anos se criassem técnicas adaptadas às necessidades e perfil psicopatológico    destes indivíduos. Desta forma, o modelo de TCC específico para acumuladores    está orientado para os défices de processamento de informação, para a ligação    emocional excessiva aos objetos possuídos, para o comportamento de evitamento    e para as crenças erróneas sobre o guardar permanente destes mesmos objetos    (Frost &amp; Hartl, 1996; Mathews <i>et al</i>., 2016; Grisham &amp; Baldwin,    2015).</p>     <p>A metodologia geral da TCC adaptada à PA consiste resumidamente (Frias-Ibañez    <i>et al</i>., 2014; Grisham &amp; Baldwin, 2015; Tolin <i>et al</i>., 2015;    Mathews <i>et al</i>., 2016):</p>     <p>1) Entrevista motivacional, com o objetivo de aumentar o <i>insight</i> e a    motivação para a mudança; </p>     <p>2) Psicoeducação sobre a natureza dos sintomas e sobre a sua evolução ao longo    do tempo;</p>     <p>3) Reestruturação cognitiva e exercícios cognitivos, desenvolvidos tanto nas    sessões de TCC, como em casa. Esta técnica proporciona a adquisição de competências    organizacionais dirigidas à categorização e remoção de objetos;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>4) Exposição gradual à ansiedade com prevenção de resposta aquando da remoção    ou não aquisição de objetos;</p>     <p>5) Treino de competências sociais. </p>     <p>De salientar que apesar da exposição e a reestruturação cognitiva serem importantes,    a tónica fundamental deve ser colocada na entrevista motivacional orientada    para a criação de objetivos, dado que os acumuladores não são intrinsecamente    motivados pelo desconforto dos sintomas (Williams &amp; Viscusi, 2016). Através    desta abordagem resultados parcialmente satisfatórios foram obtidos tanto no    modelo individual como grupal (Tolin <i>et al</i>., 2015; Frias-Ibañez <i>et    al</i>.,2014). </p>     <p>Mathews <i>et al</i>. (2016) e Tolin <i>et al</i>. (2015) verificaram, através    dos instrumentos paramétricos SI-R e ADH-L, ganhos na capacidade de organização    e diminuição das dificuldades na vivência do dia-a-dia causadas pelo excesso    de objetos acumulados, com impacto positivo na qualidade de vida. </p>     <p>Um exemplo de programa especializado de TCC, aplicado à PA desenvolvido por    Steketee, Frost, Wincze, Greene and Douglas (2000), consiste num programa intensivo    de terapia de grupo e de terapia individual, com duração de 20 semanas cada.    O tratamento consiste numa entrevista motivacional, em 26 sessões individuais    de TCC e em visitas domiciliárias frequentes, num período de tempo de 7 a 12    meses. É delineado um plano específico de tratamento, com postulação de objetivos    pessoais, estratégias de redução de objetos acumulados e psicoeducação. </p>     <p>Outros programas similares foram igualmente desenvolvidos, comprovando-se a    efetividade desta metodologia. Como aspetos menos positivos, a taxa de desistência    é elevada e a motivação para a participação é reduzida. </p>     <p>Novas metodologias de tratamento têm sido aplicadas com resultados preliminares    promissores, como a intervenção por TCC de grupo via Web ou a monitorização    da evolução clínica via Webcam. </p>     <p><b>Discussão</b>    <br>   A PA é uma patologia razoavelmente prevalente, crónica, com mau <i>insight</i>    e má resposta ao tratamento. Apresenta um tremendo impacto nos indivíduos, nas    suas famílias e a nível comunitário, com custos socio-económicos elevados. A    identificação desta entidade como distinta da POC alimentou o reconhecimento    e incentivou a investigação na procura dos mecanismos etiopatogénicos e dos    tratamentos mais eficazes. </p>     <p>A etiologia desta entidade parece residir em mecanismos psicológicos, neurobiológicos    e genéticos, que se potenciam no desencadear e perpetuar de uma disfuncionalidade    crescente. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O tratamento psicofarmacológico associado à TCC especializada demonstra melhoria    do comportamento de acumulação, embora nem sempre estatisticamente significativa.    O reduzido <i>insight </i>que caracteriza esta patologia é gerador de pouca    motivação e de falta de adesão aos programas psicoterapêuticos, tornando a entrevista    motivacional como elemento chave para o tratamento desta entidade. </p>     <p>Verificam-se como limitações metodológicas que condicionam a validade das conclusões    mencionadas, que muitos estudos possuem amostras de tamanho reduzido, ausência    de grupos de controlo e de acompanhamento pós-tratamento. Os estudos orientados    para o tratamento utilizam diferentes escalas ou instrumentos paramétricos,    tanto para o diagnóstico como para a monitorização da resposta clínica, o que    inviabiliza a comparação de resultados. A presença de co-morbilidades deve ser    considerada como possível fator confundente dos resultados. </p>     <p>Consideram-se como possíveis linhas de orientação futura a realização de estudos    em amostras comunitárias, com o objetivo de melhorar o conhecimento disponível    sobre a acumulação compulsiva, dado que muitos destes indivíduos só recorrem    aos centros de saúde mental aquando de um estadio avançado de doença, por iniciativa    da família ou dos serviços sociais locais. O desenvolvimento de investigação    neurocientífica poderá permitir uma melhor caracterização dos défices neurocognitivos    encontrados na PA, possibilitando um tratamento mais direcionado e eficaz. É,    ainda, necessário desenvolver trabalho adicional na construção de protocolos    que possam ser aplicados através de técnicas cognitivo-comportamentais empiricamente    determinadas como eficazes. </p>     <p>Assim, a investigação futura deverá validar formas de tratamento da PA, tanto    farmacológicas como psicoterapêuticas, que permitam assegurar um tratamento    eficaz e custo-efetivo, adaptado à sintomatologia e às influências socioculturais    e étnicas de cada indivíduo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>APA (2013). <i>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders</i>, 5<sup>th</sup>    ed. Washington, DC: American Psychiatric Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560080&pid=S1645-0086201800030001700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Bloch, M. H., Bartley C. A., Zipperer L., Jakubovski E., Landeros-Weisenberger    A., Pittenger C., &amp; Leckman J. F. (2014). Meta-Analysis: Hoarding Symptoms    Associated with Poor Treatment Outcome in Obsessive-Compulsive Disorder. <i>Molecular    Psychiatry</i>, <i>19</i>(9), 1025-1030. doi: 10.1038/mp.2014.50&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560082&pid=S1645-0086201800030001700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gilliam, C. M. &amp; Tolin, D. F. (2010). Compulsive Horading. <i>Bulletin    of Menninger Clinic</i>, <i>74</i>, 93-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560083&pid=S1645-0086201800030001700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grisham, J. R., &amp; Baldwin P. A. (2015). Neuropsychological and neuropsysiological    insights into hoarding disorder. <i>Neuropsychiatric Disease and Treatment</i>,    <i>11,</i> 951-962.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560085&pid=S1645-0086201800030001700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frias-Ibañez, A., Palma-Sevillano, C., Barón-Fernández, F., Bernáldez-Fernández,    I., &amp; Aluco-Sánchez E. (2014). Nosological status of compulsive hoarding:    obsessive-compulsive disorder subtype or independente clinical entity. <i>Actas    Españolas de Psiquiatría</i><i>, 42</i>(3), 116-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560087&pid=S1645-0086201800030001700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frost, R. O., &amp; Hartl, T. L. (1996). A cognitive-behavioral model of compulsive    hoaring. <i>Behaviour Research and Therapy</i>, <i>34</i>, 341-350.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560089&pid=S1645-0086201800030001700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mathews, C. A., Uhmb, S., Chan, J.,Gause, m., Franklin, J., Plumadore, J.,    Stark, S. J., Yu, W., Vigil, O., Salazar, M., Delucchi, K. L., &amp; Veja, E.    (2016). Treating Hoarding Disorder in a real-world setting: Results from the    Mental Health Association of San Francisco. <i>Psychiatry Research</i>, <i>237</i>,    331-338. doi: 10.1016/j.psychres.2016.01.019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560091&pid=S1645-0086201800030001700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Steketee, G., Frost, R. O., Wincze, J., Greene, K. A., &amp; Douglass, H. (2000).    Group and individual treatment of compulsive hoarding: A pilot study. <i>Behavioural    and Cognitive Psychotherapy</i>, <i>28</i>, 259-268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560092&pid=S1645-0086201800030001700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p> Stein, D. J., Kogan, C. S., Atmaca, M., Fineberg N. A., Fontenelle L. F.,    Grant, J. E., Matsunaga, H., Reddy Y. C. J., Simpson, H. B., Thomsen P. H.,    Van den Heuvel, O. A., Veale, D., Woods D. W., &amp; Reed G. M. (2016). The    classification of Obsessive-Compulsive and Related Disorders in the ICD-11.    <i>Journal of Affective Disorders, 190</i>, 663-674.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560094&pid=S1645-0086201800030001700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tolin, D. F., Stevens, M. C., Villavicencio, A. L., Norberg, M. M., Calhoun,    V. D., Frost, R. O., Steketee, G., Rauch, S.L., &amp; Pearlson, G. D., (2012).    Neural Mechanisms of Decision Making in Hoarding Disorder. <i>Archives of General    Psychiatry</i><i>, 69</i>(8), 832-841. doi:10.1001/archgenpsychiatry.2011.1980&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560096&pid=S1645-0086201800030001700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Tolin, D. F., Frost, R. O., Steketee, G., Muroff, J., (2015). Cognitive behavioral    therapy for hoarding disorder: a meta-analysis. <i>Depress Anxiety,</i> <i>32</i>(3),    158-166.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560097&pid=S1645-0086201800030001700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Williams, M., &amp; Viscusi, J. A., (2016). Hoarding Disorder and a Systematic    Review of Treatment with Cognitive Behavioral Therapy. <i>Cognitive Behaviour    Therapy.</i> doi: 10.1080/16506073.2015.1133697&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560099&pid=S1645-0086201800030001700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Woody, S. R.; Kellman-McFarlane, K., &amp; Welsted, A., (2014). Review of    cognitive performance in hoarding disorder. <i>Clinical Psychology Review</i>,    <i>34</i>, 324-336. doi: 10.1016/j.cpr.2014.04.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560100&pid=S1645-0086201800030001700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 03 de Maio de 2018/ Aceite em 04 de Setembro de 2018</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>APA</collab>
<source><![CDATA[Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders]]></source>
<year>2013</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Washington, DC ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[American Psychiatric Association]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bloch]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bartley]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zipperer]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jakubovski]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Landeros-Weisenberger]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pittenger]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leckman]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meta-Analysis: Hoarding Symptoms Associated with Poor Treatment Outcome in Obsessive-Compulsive Disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[Molecular Psychiatry]]></source>
<year>2014</year>
<volume>19</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1025-1030</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gilliam]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Compulsive Horading]]></article-title>
<source><![CDATA[Bulletin of Menninger Clinic]]></source>
<year>2010</year>
<volume>74</volume>
<page-range>93-121</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Grisham]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baldwin]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neuropsychological and neuropsysiological insights into hoarding disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[Neuropsychiatric Disease and Treatment]]></source>
<year>2015</year>
<volume>11</volume>
<page-range>951-962</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frias-Ibañez]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Palma-Sevillano]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barón-Fernández]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bernáldez-Fernández]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aluco-Sánchez]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nosological status of compulsive hoarding: obsessive-compulsive disorder subtype or independente clinical entity]]></article-title>
<source><![CDATA[Actas Españolas de Psiquiatría]]></source>
<year>2014</year>
<volume>42</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>116-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Frost]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartl]]></surname>
<given-names><![CDATA[T. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[A cognitive-behavioral model of compulsive hoaring]]></article-title>
<source><![CDATA[Behaviour Research and Therapy]]></source>
<year>1996</year>
<volume>34</volume>
<page-range>341-350</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mathews]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Uhmb]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chan]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gause]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franklin]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Plumadore]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stark]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yu]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vigil]]></surname>
<given-names><![CDATA[O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salazar]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Delucchi]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veja]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Treating Hoarding Disorder in a real-world setting: Results from the Mental Health Association of San Francisco]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychiatry Research]]></source>
<year>2016</year>
<volume>237</volume>
<page-range>331-338</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Steketee]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frost]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Wincze]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Greene]]></surname>
<given-names><![CDATA[K. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Douglass]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Group and individual treatment of compulsive hoarding: A pilot study]]></article-title>
<source><![CDATA[Behavioural and Cognitive Psychotherapy]]></source>
<year>2000</year>
<volume>28</volume>
<page-range>259-268</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stein]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kogan]]></surname>
<given-names><![CDATA[C. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Atmaca]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fineberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[N. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Fontenelle]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Grant]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matsunaga]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reddy]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y. C. J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Simpson]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomsen]]></surname>
<given-names><![CDATA[P. H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Van den Heuvel]]></surname>
<given-names><![CDATA[O. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veale]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Woods]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reed]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The classification of Obsessive-Compulsive and Related Disorders in the ICD-11]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Affective Disorders]]></source>
<year>2016</year>
<volume>190</volume>
<page-range>663-674</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stevens]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Villavicencio]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Norberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calhoun]]></surname>
<given-names><![CDATA[V. D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frost]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steketee]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rauch]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pearlson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G. D.,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Neural Mechanisms of Decision Making in Hoarding Disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of General Psychiatry]]></source>
<year>2012</year>
<volume>69</volume>
<numero>8</numero>
<issue>8</issue>
<page-range>832-841</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tolin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D. F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Frost]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. O.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Steketee]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Muroff]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive behavioral therapy for hoarding disorder: a meta-analysis]]></article-title>
<source><![CDATA[Depress Anxiety]]></source>
<year>2015</year>
<volume>32</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>158-166</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Viscusi]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Hoarding Disorder and a Systematic Review of Treatment with Cognitive Behavioral Therapy]]></article-title>
<source><![CDATA[Cognitive Behaviour Therapy]]></source>
<year>2016</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Woody]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kellman-McFarlane]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Welsted]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Review of cognitive performance in hoarding disorder]]></article-title>
<source><![CDATA[Clinical Psychology Review]]></source>
<year>2014</year>
<volume>34</volume>
<page-range>324-336</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
