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<article-id pub-id-type="doi">10.15309/18psd190318</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Protocolo cognitivo-comportamental para a perturbação de pânico: eficácia numa amostra portuguesa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cognitive-behavioral protocol for panic disorder: efficacy in a portuguese sample]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Hospital de Santa Maria Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Medicina Clínica Universitária de Psiquiatria e Psicologia Médica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Literature and clinical practice have pointed out the need to adapt and test psychological treatments to the particularities of individuals who seek for professional therapeutic help, especially those who present a mental health problem as modulated by socio-cultural reality as anxiety disorders. This study aimed to describe the cognitive-behavioral treatment protocol for anxiety and panic disorder (PD) and to evaluate its applicability and efficacy in a 12-month follow-up. A longitudinal design of an uncontrolled clinical trial was followed. For this purpose, 10 patients diagnosed with PD with agoraphobia were recruited from the Psychiatry and Mental Health Service of the Santa Maria Hospital and were integrated into two psychotherapeutic groups. Almost all patients did not experience panic attacks for at least the last 3 months of the evaluation and agoraphobic behaviors were residual. The Global Clinical Impression scale indicated that 60% of the subjects were qualified as "greatly improved" from pre-treatment to post-treatment. In the evaluation through the Brief Inventory of Symptoms, a reduction in all symptomatological dimensions was observed, with the General Symptom Index, interpersonal sensitivity, depression and phobic anxiety being significant and with a high effect size. The results suggest cognitive-behavioral intervention as a valid treatment approach for anxiety and panic problems. The intervention protocol will be discussed in detail as well as some adaptations made to address the needs of patients and clinical care services.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[terapia cognitivo-comportamental]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Protocolo cognitivo-comportamental para a perturbação de    pânico: eficácia numa amostra portuguesa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Cognitive-behavioral protocol for panic disorder: efficacy    in a portuguese sample</b></font></p>     <p><b>Samuel Pombo<sup>1</sup>, Ana Ferro<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santa Maria;    Clínica Universitária de Psiquiatria e Psicologia Médica da Faculdade de Medicina    da Universidade de Lisboa. 1649-028 Lisboa; Portugal</p>     <p><sup>2</sup>Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santa Maria.    1649-028 Lisboa; Portugal.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A literatura e a prática clínica têm assinalado a necessidade de adaptar e    testar os tratamentos psicológicos às particularidades dos indivíduos que recorrem    a ajuda terapêutica profissional, principalmente nos que apresentam um problema    de saúde mental tão modulado pela realidade sociocultural como as perturbações    de ansiedade. Este estudo teve como objectivos descrever o protocolo de tratamento    cognitivo-comportamental para os problemas de ansiedade e perturbação de pânico    (PP) e avaliar a sua aplicabilidade e eficácia num <i >follow-up</i> de 12 meses. Seguiu um desenho longitudinal de um ensaio clínico    não-controlado. Para o efeito, 10 doentes com o diagnóstico de PP com agorafobia,    provenientes da consulta de Psiquiatria Geral do Serviço de Psiquiatria e Saúde    Mental do Hospital de Santa Maria, foram integrados em 2 grupos psicoterapêuticos.    Praticamente todos os doentes não experimentaram ataques de pânico, pelo menos    nos últimos 3 meses da avaliação e os comportamentos agorafóbicos foram residuais.    A escala Impressão Clínica Global indicou que 60% dos indivíduos foram qualificados    como &ldquo;muito melhorados&rdquo; do pré-tratamento para o pós-tratamento. Na avaliação    através do Inventário Breve de Sintomas, verifica-se uma redução em todas as    dimensões sintomatológicas, sendo significativas e com tamanho do efeito elevado    o Índice Geral de Sintomas, sensibilidade interpessoal, depressão e ansiedade    fóbica. Os resultados sugerem a intervenção cognitivo-comportamental como uma    abordagem de tratamento válida para os problemas de ansiedade e pânico. O protocolo    de intervenção será discutido em detalhe, bem como algumas adaptações efetuadas    por forma a atender as necessidades dos doentes e dos serviços de assistência    clínica.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> terapia cognitivo-comportamental, regulação emocional,    perturbações de ansiedade, perturbação de pânico, adaptação à cultura </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Literature and clinical practice have pointed out the need to adapt and test    psychological treatments to the particularities of individuals who seek for    professional therapeutic help, especially those who present a mental health    problem as modulated by socio-cultural reality as anxiety disorders. This study    aimed to describe the cognitive-behavioral treatment protocol for anxiety and    panic disorder (PD) and to evaluate its applicability and efficacy in a 12-month    follow-up. A longitudinal design of an uncontrolled clinical trial was followed.    For this purpose, 10 patients diagnosed with PD with agoraphobia were recruited    from the Psychiatry and Mental Health Service of the Santa Maria Hospital and    were integrated into two psychotherapeutic groups. Almost all patients did not    experience panic attacks for at least the last 3 months of the evaluation and    agoraphobic behaviors were residual. The Global Clinical Impression scale indicated    that 60% of the subjects were qualified as &quot;greatly improved&quot; from    pre-treatment to post-treatment. In the evaluation through the Brief Inventory    of Symptoms, a reduction in all symptomatological dimensions was observed, with    the General Symptom Index, interpersonal sensitivity, depression and phobic    anxiety being significant and with a high effect size. The results suggest cognitive-behavioral    intervention as a valid treatment approach for anxiety and panic problems. The    intervention protocol will be discussed in detail as well as some adaptations    made to address the needs of patients and clinical care services.<b></b></p>     <p><b>Keywords:</b><b > </b>cognitive-behavioral therapy, emotional regulation, anxiety disorders, panic    disorder, adaptation to culture</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A ansiedade representa uma resposta típica de medo face ao perigo. As perturbações    da ansiedade estão entre as perturbações psiquiátricas mais prevalentes ao longo    de vida, com particular destaque para a perturbação de pânico (PP) (Caldas de    Almeida &amp; Xavier, 2014; Wittchen et al., 2011). Na PP, o indivíduo experimenta    ataques de pânico recorrentes e inesperados e está frequentemente preocupado    com a possibilidade da ocorrência de novos ataques. Os ataques de pânico são    repentinos, de elevada intensidade de medo ou desconforto, atingindo o pico    em minutos, acompanhados de sintomas físicos e/ou cognitivos. A<b> </b>agorafobia    define um medo intenso de ter novos ataques de pânico. Decorre daí uma tendência    a evitar estar sozinho e/ou a estar em certos lugares públicos dos quais a fuga    possa ser difícil (ou embaraçosa), ou nos quais a pessoa possa não ter ajuda    disponível no caso de ter um ataque de pânico - comportamento de evitamento    definido como agorafobia (APA, 2014).</p>     <p>Existem vários modelos explicativos da PP. O modelo cognitivo do pânico centra-se    no processamento inadequado da informação provinda de um estímulo externo e    defende que o ataque de pânico resulta da interpretação catastrófica das sensações    mentais e corporais. Noutras palavras, não é a situação em si que é perigosa    mas sim a interpretação nociva que se faz dela (Clark, 1986). O modelo comportamental    refere que o ataque de pânico constitui uma reposta de medo condicionada às    sensações corporais (Wolpe &amp; Rowan, 1988). Barlow (1988) amplia e integra    os modelos cognitivo e comportamental, propondo que o primeiro ataque de pânico    representaria um &ldquo;alarme falso&rdquo; em que se formaria um condicionamento interoceptivo    aversivo entre as sensações corporais e a experiência aguda e intensa de medo.    Esse primeiro &ldquo;alarme falso&rdquo; acarretaria uma vulnerabilidade psicológica adicional    às vulnerabilidades biológicas e socioculturais existentes. </p>     <p>Os ataques de pânico são mantidos por processos de atenção seletiva às sensações    corporais, comportamentos de segurança, evitamento e generalização. A atenção    seletiva e hipervigilância para as sensações corporais geram um aumento do foco    corporal contribuindo, por exemplo, para um limiar mais baixo de perceção das    sensações físicas, aumento da intensidade subjetiva da vivência dos eventos    e da probabilidade de ativação do ciclo de pânico. O medo de ter outro ataque    e a hipervigilância promovem a ansiedade antecipatória e os comportamentos de    segurança. O evitamento das situações ansiogénicas perpetuam a ansiedade por    restringirem a exposição às situações temidas, reduzindo as oportunidades de    desconfirmação dos medos.</p>     <p>A PP é uma perturbação tratável. Sendo a sua etiopatogenia multifactorial,    envolvendo factores bioquímicos, fisiológicos, psicológicos e de personalidade    (Craske &amp; Stein, 2016), preconiza-se, por regra, que esta deve ser objecto    de um tratamento medicamentoso e psicoterapêutico. A Terapia Cognitivo-Comportamental    (TCC) e a farmacoterapia são os tratamentos com maior evidência científica da    sua eficácia (Mitte, 2005), sugerindo-se que a TCC poderá mobilizar um efeito    preventivo de recaída mais consistente (Craske &amp; Stein, 2016). </p>     <p>A TCC enfatiza que as respostas do indivíduo ao ambiente (stress), específicas    e inespecíficas, são o resultado da forma como a pessoa pensa sobre si, o mundo    e suas experiências (Barlow, 2004; Beck, 1995). No âmbito das perturbações de    ansiedade, os modelos de TCC mais representativos são o modelo cognitivo de    Clark e o modelo biopsicossocial de Barlow (Barlow, 2004). Estas abordagens    diferem sobretudo na relevância que colocam na exposição interoceptiva (Barlow,    2004) e na componente cognitiva (Clark, 1986). Todavia, ambas propõem um processo    psicoterapêutico constituído por uma intervenção psicoeducativa, relaxamento    e/ou treino de respiração, exposição comportamental, identificação de pensamentos    automáticos e restruturação cognitiva.</p>     <p>Embora se reconheça que a TCC é um tratamento de primeira linha para a PP (Craske    &amp; Stein, 2016), a literatura recente tem mostrado que os princípios gerais    da TCC estandardizada têm sido alvo de modificações e adaptações no sentido    de atender às necessidades dos doentes e dos serviços clínicos, aparentemente    sem perda eficácia a médio e a longo termo (Marchand et al., 2009; Tully, Sardinha    &amp; Nardi, 2017). Incluem-se formas abreviadas de TCC (Marchand et al., 2009),    adaptadas a condições médicas co-mórbidas (Tully et al., 2017) e às especificidades    socioculturais (Hinton et al., 2011; Chavira et al., 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A nossa experiência clínica no tratamento psicológico dos problemas de ansiedade    e pânico no Serviço Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital de Santa Maria (SPeSM-HSM),    tem-nos levado a refletir sobre a necessidade de um protocolo de intervenção    mais flexível e adaptado à população que geralmente procura ajuda profissional,    de forma a respeitar as suas especificidades psicológicas. Uma recente revisão    da literatura discutiu abertamente vários aspectos relacionados com a prática    clínica da TCC e as adaptações do modelo à realidade sociocultural (Pombo et    al., 2016). Vários destes pressupostos têm sido progressivamente considerados    na construção de um protocolo de TCC para as perturbações de ansiedade e de    pânico.</p>     <p>Assim, no sentido de adaptar e testar um protocolo de tratamento cognitivo-comportamental    para os problemas de ansiedade e PP, este estudo tem dois objetivos: 1. descrever    o protocolo de intervenção psicológica e 2. avaliar a sua aplicabilidade e eficácia    num <i>follow-up</i> de longo prazo de 12 meses.</p>     <p><b>Método    <br>   </b>O estudo segue um desenho longitudinal de um ensaio clínico (não-controlado).    Pretendeu-se aferir a evolução do ponto de vista sintomatológico dos doentes    integrados no grupo psicoterapêutico. Para o efeito, os doentes foram avaliados    nas primeiras duas sessões de grupo e foram sujeitos a uma nova avaliação 12    meses depois.</p>     <p><i>Participantes</i></p> A amostra foi inicialmente constituída por 20 doentes encaminhados para psicoterapia,  com o diagnóstico de PP com agorafobia, de acordo com a DSM 5 (APA, 2014), provenientes  da consulta de Psiquiatria Geral do Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital  de Santa Maria (SPeSM-HSM). Todos foram criteriosamente avaliados quanto aos critérios  de elegibilidade do estudo      <p>Estabeleceram-se como critérios de inclusão o diagnóstico de PP com agorafobia,    a frequência na consulta de psiquiatria geral do SPeSM-HSM e a disponibilidade    para integrar um grupo psicoterapêutico. Considerou-se como critérios de exclusão    a idade inferior a 18 anos, a existência de outra perturbação psiquiátrica (perturbações    depressivas, bipolares, do uso de substâncias, esquizofrenia e/ou outras perturbações    psicóticas), perturbação neuropsiquiátrica ou evidência de defeito cognitivo    marcado (demência, debilidade mental) e envolvimento concomitante nalgum tipo    de tratamento psicológico para a PP. </p>     <p>Da aferição dos critérios de elegibilidade, 7 foram excluídos por condições    de co-morbilidade psiquiátrica e 2 por ausência de disponibilidade para frequentar    as sessões de grupo. Dos 11 doentes que inicialmente participaram no estudo,    1 fez <i>droupout</i>. </p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A gravidade da PP bem como o critério de melhoria clínica foram avaliados pelos    terapeutas através da escala de Impressão Clínica Global (ICG). A avaliação    inicial compreendeu a aplicação de uma entrevista semi-estruturada da história    pessoal e familiar, a Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) e o    Inventário Breve de Sintomas (IBS). A avaliação de follow-up (12 meses) incluiu    duas componentes. Uma avaliação subjectiva, dependente da visão individual dos    doentes e dos terapeutas, efetuada através dos questionários auto-administrados    IBS, da mensuração do nível de ansiedade antecipatória, no último mês, numa    escala de 0 a 10 (0 sem ansiedade; 10 maior valor de ansiedade) e da escala    ICG; e uma avaliação objectiva, confrontando indicadores clínicos da realidade.    Para o caso, utilizou-se uma entrevista estruturada breve a incidir sobre alguns    indicadores de evolução em tratamento: nº crises de pânicos ocorridas nos últimos    6 meses; contabilização do nº de comportamentos agorafóbicos: nº idas à urgência    ou serviços de saúde e situação face à medicação. Esta informação foi corroborada    a partir dos processos clínicos dos doentes da consulta externa e dos serviços    de urgência do Hospital. </p>     <p>Escala de Impressão Clínica Global (ICG) - escala cotada pelos entrevistadores    frequentemente utilizada em inúmeros ensaios farmacológicos e psicoterapêuticos    no tratamento das perturbações mentais (Busner &amp; Targum, 2007). No estudo,    foram avaliados os parâmetros de gravidade dos sintomas relativamente à PP e    à evolução clínica (resposta) do tratamento, tendo como referência a avaliação    inicial do estudo. A gravidade e evolução clínica obedeceram aos seguintes critérios:    gravidade varia de 1 (&ldquo;normal/saudável&rdquo;) a (&ldquo;gravemente doente&rdquo;) e a evolução    de 1 (&ldquo;muito melhor&rdquo;) a 7 (&ldquo;muitíssimo pior&rdquo;). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Inventário Breve de Sintomas (IBS) - revisto por Derogatis &amp; Melisaratos    (1983), é uma forma abreviada do questionário Symptom Checklist-90 (SCl-90).    É um inventário de 53 itens que tem como objectivo a auto-avaliação de sintomas    psicopatológicos, em termos de nove dimensões: somatização; obsessão-compulsão;    sensibilidade interpessoal; depressão; ansiedade; hostilidade; ansiedade fóbica;    ideacção paranóide; psicoticismo. Apresenta ainda um índice global de stress    que representa uma avaliação sumária da perturbação emocional (Índice Geral    de Sintomas-IGS). O formato das respostas corresponde a uma escala, de tipo    Likert de 5 pontos (0 - nunca; 1 - pouco; 2 - moderadamente; 3 - bastante; 4    - extremamente), em que os sujeitos devem classificar o grau em que determinado    sintoma os afectou durante a última semana. Utilizou-se a versão aferida para    a população portuguesa de Canavarro (1995).</p>     <p>MINI - Entrevista Neuropsiquiátrica Internacional (MINI) - é um instrumento    de diagnóstico estruturado, de aplicação breve, que explora as principais perturbações    psiquiátricas da DSM (APA, 2012). O seu uso permite a avaliação estandardizada    dos critérios de diagnóstico propostos pelo manual. O MINI é amplamente utilizado    para a seleção de doentes em vários ensaios clínicos. Tem demonstrado resultados    de fiabilidade e validade satisfatórios e comparáveis às de outros questionários    diagnósticos padronizados mais longos e complexos (Sheehan et al., 1998). Neste    trabalho foi utilizada a versão portuguesa (4.4).</p>     <p><i>Procedimento</i></p> Todos os doentes estavam medicados com fármacos antidepressivos (inibidores da  recaptação de serotonina) e ansiolíticos (benzodiazepinas). O tratamento psicofarmacológico  manteve-se relativamente estabilizado durante o período de <i>follow-up</i> do  estudo, não existindo indicação de variações significativas das dosagens ou da  introdução de outras medicações, nomeadamente estabilizadores do humor ou neuroléptico,  facto também verificado no mês anterior ao início do estudo. A informação foi  controlada com os doentes, médicos psiquiatras e respetivos processos clínicos.  Quatro doentes reportaram história prévia de tratamentos psicoterapêuticos.      <p>Dois doentes reportaram doenças médicas associadas, nomeadamente, fenilcetonúria    e enfarte agudo do miocárdio. Não foram reportados antecedentes de acontecimentos    traumáticos major na infância (abuso, maus tratos), ideação suicida ou história    de perturbação psiquiátrica na família.</p>     <p>Todos os doentes incluídos no estudo participaram voluntariamente e deram o    seu consentimento informada. O estudo teve aprovação da Comissão de Ética do    Centro Hospitalar lisboa Norte (CHLN) e do Centro Académico de Medicina de Lisboa    (CAML) a 24 de Fevereiro de 2017.</p>     <p><i>Protocolo</i></p>     <p><b>Terapeutas e Tratamento</b></p>     <p>Este modelo de tratamento é suportado por vários anos de intervenção terapêutica    para os problemas de ansiedade e PP no SPeSM-HSM. Iniciou-se em<b> </b>2010    e desde então tem sido alvo de investigação, discussão (entre pares e em vários    workshops onde o modelo foi apresentado) e aperfeiçoamento. A modalidade de    grupo foi adequada entretanto por fatores de custo-efetividade. Os grupos são    coordenados por dois terapeutas (H/M), com mais de 15 anos de experiência clínica    e ambos formandos da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva.  </p>     <p><b>Tratamento Psicológico</b></p>     <p>Segue-se uma breve descrição do protocolo de intervenção cognitivo-comportamental.    As principais adaptações ao método, nomeadamente a utilização da folha registo    de uma crise de pânico e o manual autodidático sobre ansiedade e pânico, serão    alvo de maior detalhe. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Avaliação: Folha registo de uma crise de pânico</b> (<a href="#f1">fig.1</a>)</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p> As primeiras sessões são de avaliação e para o efeito é utilizado uma folha registo  de uma crise de pânico. Inicialmente, a informação colhida visa parametrizar o  dia, hora, duração e intensidade do ataque de pânico (ou crise aguda de ansiedade)  e facultar uma breve descrição da situação ocorrida. Em seguida, a partir de uma  listagem de sintomas e pensamentos frequentemente observados num ataque de pânico,  assinala-se quais os sintomas presentes na crise. O terapeuta deverá depois identificar,  sempre em parceria com o doente (num estilo socrático), o <i>timing</i> de aparecimento  de cada um dos sintomas por forma a compreender o seu encadeamento e escalada,  bem como quais as &ldquo;sentinelas&rdquo; da crise, ou seja, as sensações/sintomas que anunciam  a ocorrência da crise. Esta informação propõe-se a aumentar o limiar consciente  da ansiedade. O mapeamento dos sintomas presentes servirá para construir o modelo  circular negativo (que se auto-alimenta) entre os sintomas e os pensamentos catastróficos,  devidamente pessoalizado. O registo dessa informação poderá ser utilizado na socialização  dos doentes com o modelo cognitivo-comportamental da ansiedade. A folha de registo  pode ser fotocopiada e disponibilizada também ao doente para que o posso auxiliar  no seu processo terapêutico.      <p>Para além de colaborar nos objetivos de avaliação, conceptualização e intervenção,    a folha de registo poderá também apoiar no diagnóstico diferencial. Por exemplo,    considerando a elevada heterogeneidade do quadro clínico da perturbação de pânico,    promovida, por exemplo, pela frequente co-morbilidade com traços ou perturbações    da personalidade (White &amp; Barlow, 2002), nomeadamente evitante, dependente    e histriónica, dever-se-á dar atenção à narrativa da crise de pânico aquando    da utilização da folha registo. Por exemplo, podem ser sinais de PP a dificuldade    em pormenorizar a experiência subjectiva interna de uma crise de pânico ou objectivar    o episódio da crise, recorrendo a explicações baseadas em estereótipos ou generalizações,    ou a excessiva dramatização da crise. Ver imagem de uma folha de registo na    <a href="#f1">fig.1</a>.</p>     <p><b>Psicoeducação</b><b> - Manual autodidático sobre ansiedade e pânico </b></p>     <p>A psicoeducação da ansiedade e do pânico é um elemento indispensável em qualquer    protocolo de intervenção cognitivo-comportamental. São temas recorrentes a natureza    da perturbação e da crise de pânico e o valor adaptativo da resposta de ansiedade.    O facto de esta intervenção ter de ser frequentemente reeditada durante o processo    terapêutico (estado de ansiedade promove a dúvida e incerteza sobre a informação    adquirida) faz com que ocupe um espaço importante na estrutura das sessões que    é necessário para outros objetivos terapêuticos. Nesse sentido, decidiu-se criar    um &ldquo;Manual psicoeducativo sobre ansiedade e perturbação de pânico&rdquo; (Pombo &amp;    Ferro, 2016), para que a psicoeducação não fosse apenas protagonizada pelo terapeuta.    Este manual assumiu a forma de um livro de bolso e que é facultado a todos os    doentes que integram o protocolo de intervenção (também existe versão em pdf).    Ao longo de 42 páginas, com informação numa linguagem simples e exemplos práticos,    o leitor encontra informação detalhada sobre a natureza da ansiedade e de uma    crise de pânico e de todos os sintomas corporais e cognitivos que lhe estão    associados sob orientação de modelo cognitivo e comportamental. O manual foi    revisto por vários profissionais de saúde mental e na sua versão preliminar    foi discutido em detalhe com os doentes no sentido de aferir a clareza da informação    fornecida (eliminar ambiguidades). </p>     <p>Considerando o forte estigma que as questões de saúde mental geralmente encontram    na nossa sociedade, com ideias preconcebidas acerca dos problemas emocionais    e também acerca da terapia (que serve para pessoas &ldquo;fracas&rdquo; ou &quot;loucos&quot;),    é também efetuada alguma psicoeducação anti-estigma (González-Prendes et al.,    2012).</p>     <p></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b></b><b>Técnicas comportamentais e cognitivas: treino respiratório e relaxamento,    automonitorização, reestruturação cognitiva e exposição comportamental e interoceptiva    </b></p> As primeiras sessões privilegiam a socialização e a construção de uma aliança  terapêutica para que posteriormente se possa introduzir técnicas comportamentais  e cognitivas (González-Prendes et al., 2011<b>). </b>      <p>Para o treino respiratório e de respiração diafragmática são dadas instruções    simples, breves e concretas. Exemplo das instruções: &ldquo;Respire devagar. Procure    o ritmo ideal da sua respiração, inspirando ar pelo nariz e expirando suavemente    pela boca. Prendendo o ar, conte até três na inspiração, outra vez até três    na expiração&rdquo;. Por regra, o primeiro exercício é demonstrado pelos terapeutas    (modelagem) na medida em que este pode ser inicialmente ansiogénico para os    doentes. Relembramos que a tentativa de relaxar pode produzir paradoxalmente    stress e agitação (Wegner, Broome &amp; Blumberg, 1997) e nalguns casos induzir    mesmo ataques de pânico (Adler, Craske &amp; Barlow, 1987). Sugere-se que o    relaxamento intencional pode seguir o padrão de outras formas intencionais de    controlo mental, em que a tentativa de controlo leva à consciência cognitiva    de falha de controlo, mobilizando o estado mental oposto ao pretendido, ou seja,    stress (Wegner et al., 1997). Neste sentido, embora o treino respiratório e    de respiração diafragmática integrem o protocolo, nalguns casos pode ser desaconselhado.</p>     <p>A auto-monitorização visa a objectivação do problema, identificação dos &ldquo;gatilhos&rdquo;    das crises de ansiedade ou pânico e essencialmente impedir o mecanismo de evitamento    cognitivo das situações ansiogénicas. Começa-se por identificar os 3 elementos    da ansiedade (fisiológico, comportamental e cognitivo) e quantificar a dimensão    da ansiedade numa escala de 0-10. A reestruturação cognitiva incide sobre a    identificação, desafio e correção dos pensamentos automáticos catastróficos    e sobrevalorização das possibilidades dos acontecimentos. Embora faça parte    do protocolo a exposição comportamental hierárquica das situações agorafóbicas,    é dada particular atenção à exposição interoceptiva. O objetivo é aumentar o    grau de tolerância dos doentes às sensações internas da ansiedade. Por regra,    é feita com vários exercícios de hiperventilação. Estas técnicas estão descritas    em pormenor nos manuais de referência (Barlow, 1988; 2008; Barlow &amp; Craske,    2006; Range &amp; Borba, 2010).</p>     <p>Uma vez que os doentes estão, por regra, muito mais sensibilizados para o trabalho    no &ldquo;aqui-e-agora&rdquo; da sessão do que propriamente para planificações altamente    detalhados entre sessões (Organista &amp; Munoz, 1996; Pombo et al., 2016),    preconizamos alguma parcimónia nas prescrições comportamentais &ldquo;para casa&rdquo;.    Algumas pessoas não aceitam bem a ideia de lhes ser atribuído uma &ldquo;tarefa para    casa&rdquo;, sobretudo o homem, de quem se espera ser &ldquo;macho&rdquo;, &ldquo;forte&rdquo; e &ldquo;dominante&rdquo;    (Addis &amp; Mahalik, 2003; Barker, Cook &amp; Borrego, 2010). Poder-se-ão sentir    infantilizados, vivenciar a terapia como uma experiência de sala de aula, ou    até mesmo desconsiderados no seu sofrimento emocional (Stacciarini, O'Keeffe    &amp; Mathews, 2007). Para além disso, a não adesão a tarefas entre sessões    pode desestabilizar a relação terapêutica.</p>     <p><b>Regulação emocional</b></p>     <p>A tarefa de educar os doentes a associar a sua resposta emocional (pe., angústia)    às cognições desadaptativas (pe., pensamentos automáticos) afigura-se como um    forte desafio psicoterapêutico, na medida em que os doentes têm a prontidão    para atribuir o seu mal-estar emocional a situações problemáticas da vida, em    vez de seus pensamentos (locus de controlo externo). Da mesma forma, alguns    doentes podem estar tão afectados por problemas específicos da sua vida interpessoal    (relação com cônjuge, filhos) ou pela vivência de estados emocionas dolorosos    (esquemas desadaptativos da personalidade) que os impossibilita de ter uma disponibilidade    mental total para se concentrarem no protocolo de trabalho. Estas dificuldades    ao nível da compreensão dos próprios estados mentais e das experiências emocionais    (défice de mentalização) podem inviabilizar o uso de protocolos de TCC demasiadamente    estandardizados (Dimaggio et al., 2015). Nesse sentido, tivemos necessidade    de incorporar técnicas de regulação emocional para atender a esses sintomas    ou estados emocionais (Hinton, Hofmann, Rivera, Otto &amp; Pollack, 2011; Greenberg,    2015). </p>     <p>Sabendo que existem expressões idiomáticas específicas para o sofrimento psicológico    associado ao ataque de pânico como &ldquo;ataque de nervios&rdquo; ou &ldquo;crise de nervos&rdquo;    (Carter, Mitchell &amp; Sbrocco, 2012) e que se sugere que existe uma tendência    na nossa cultura para uma maior expressão dos sintomas de doença mental (Caldas    de Almeida &amp; Xavier, 2014), dever-se-á ter em consideração a fenomenologia    da vivência da crise de pânico bem como a comunicação e verbalização do acontecimento,    pois a expressão dos problemas de ansiedade pode variar em função da realidade    social do individuo. A este propósito, a investigação e a clínica revelam que    existe uma elevada proporção de indivíduos com &ldquo;crises de nervos&rdquo; que utilizam    o rótulo culturalmente aceite (desejabilidade social) de crise de pânico para    designar a sua experiência de stress agudo, levando o profissional de saúde    a diagnosticar o caso como perturbação de pânico-falsos positivos (Lewis-Fernández    et al., 2002). Para além disso, reconhece-se que os doentes têm uma tendência    para inibir a expressão verbal das emoções (medo de julgamentos). Face ao exposto,    é trabalhado com os doentes as diferenças entre a experiência de um ataque de    pânico (medo puro) e uma &ldquo;crise de nervos&rdquo; (medo, raiva, agressividade, choro&hellip;)    (ver <a href="#q1">Quadro 1</a>), entre a emoção medo e outros estados emocionais,    nomeadamente a raiva (emoções básicas) e entre medos &ldquo;primários&ldquo; e medos &ldquo;secundários&rdquo;    (Greenberg, 2005).</p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Análise Estatística</i></p>     <p><b></b>O teste Kolmogorov-Smirnov (p&gt;0.05) considerou a distribuição normal    dos dados. Para a comparação dos grupos foi utilizado o teste t de Student para    amostras pareadas e Qui-Quadrado. Adoptou-se o intervalo de confiança de 95%    (p &lt;0.05), como estatisticamente significativo. Para o tratamento estatístico    dos dados foi utilizado o programa <i>Statistical</i><i> Package for Social    Sciences</i> (SPSS - versão 24.0).</p>     <p><b>Resultados</b>    <br>   <b></b>A amostra compreende 10 doentes (5H/5M) diagnosticados com PP que integraram    dois grupos psicoterapêuticos (5 elementos em cada). A média de idades foi de    36.2 (DP=7.7), variando entre 26-51 anos. O nível de educação foi relativamente    elevado, com uma média de anos de escolaridade de 12.5 (DP=4.8). A maioria está    casada (60%), ou solteira (40%) e com ocupação profissional ativa (100%). A    duração média da PP na amostra foi de 6.8 anos (DP=4.6), variando entre os 2    e os 10 anos. Não se verificaram diferenças significativas entre sexo ou grupo    psicoterapêutico relativamente à idade; escolaridade; estado civil; situação    profissional; duração média da PP e IBS (p&gt; 0.05). Relativamente às mudanças    entre a admissão e o período de follow-up de 12 meses, as tabelas 1 e 2 apresentam    os valores absolutos e médias, desvio-padrão, resultados do teste t para amostras    pareadas e os tamanhos do efeito (Cohen, 1988). Na avaliação objectiva, verifica-se    que praticamente todos os doentes não experimentaram ataques de pânico (consulta    e urgência), pelo menos nos últimos 3 meses de avaliação, os comportamentos    agorafóbicos são residuais, em nenhum dos doentes se observou um aumento da    medicação e os níveis de ansiedade antecipatória são relativamente baixos. A    escala ICG, baseada na classificação do terapeuta sobre a evolução clínica dos    participantes no tratamento ao longo do tempo, indica que 60% dos indivíduos    foram qualificados como &ldquo;muito melhorados&rdquo; do pré-tratamento para o pós-tratamento.    Na avaliação auto-reportada através do IBS, verifica-se uma redução em todas    as dimensões sintomatológicas, sendo significativas e com tamanho do efeito    elevado o Índice Geral de Sintomas, sensibilidade interpessoal, depressão e    ansiedade fóbica (ver <a href="#q3">quadro 3</a> e <a href="#q4">gráfico 1</a>).  </p>     <p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a18q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discussão</b>    <br>   O presente estudo teve como objectivo descrever e examinar a eficácia de um    protocolo de tratamento cognitivo-comportamental para a PP, potencialmente adaptado    às características psicológicas da população portuguesa que pede ajuda clínica    para os problemas de ansiedade e ataques de pânico. Aos 12 meses de follow-up,    10 doentes com o diagnóstico de PP revelaram uma redução clinicamente significativa    dos sintomas. Essa melhoria foi suportada por um processo de avaliação multidimensional.    Uma autoavaliação, através do IBS (redução geral de sintomas) e uma heteroavaliação    através da escala ICG (60% qualificados como &ldquo;muito melhorados&rdquo;), ambas subjetivas,    e uma avaliação objectiva com o recurso a registos clínicos hospitalares (ataques    de pânico não documentados nos processos, comportamentos agorafóbicos residuais).</p>     <p>O protocolo de tratamento destaca enquanto modalidade terapêutica a folha de    avaliação de uma ataque de pânico, que fornece um registo escrito de modelo    cognitivo idiossincrático da ansiedade/pânico e o manual didático sobre ansiedade    e pânico (Pombo &amp; Ferro, 2016). Embora a literatura demonstre a eficácia    do uso de materiais de instrução escrita, habitualmente sob a forma de um livro    de auto-ajuda ou manual didático - biblioterapia (Gould, Clum &amp; Shapiro,    1993), preconizamos o uso do manual no contexto de um nível mínimo indispensável    de contacto com o terapeuta.</p>     <p>Dentro da fidelidade aos protocolos de TCC (Barlow, 1988, 2008; Barlow &amp;    Craske, 2006; Rangé E Borba, 2010), entendemos a primazia de alguns módulos    de intervenção psicoterapêutica em comparação com outros. Essa escolha deve    ser feita em função das especificidades do doente. Por exemplo, alguns doentes    aderem melhor a técnicas comportamentais (treino de respiração diafragmática    ou exposição interoceptiva), enquanto outros, pela sua estrutura de personalidade,    requerem a inclusão de estratégias de regulação emocional. </p>     <p>Na interpretação dos resultados temos que ter em atenção determinadas particularidades,    algumas das quais atuam também como limitações do estudo. Por exemplo, o <i>setting</i>    e a modalidade terapêutica (hospital/grupo) poderão ameaçar a validade externa    dos resultados. Por seu lado, o processo de maturação, ou seja a recuperação    espontânea ao longo do tempo, bem como a flutuação de sintomas, poderão ter    ameaçado a validade interna. No caso específico da flutuação sintomatológica    ao longo da terapia, os estudos apontam para a existência de algo singular na    PP com ganhos instantâneos superiores no começo das terapia (Clerkin, Teachman    &amp; Smith-Janik, 2008). Embora o modelo de grupo seja iminentemente diretivo,    e não interpessoal, não deixamos de reconhecer que alguns factores interativos    poderão ter influenciado os resultados. Por exemplo, os processos de identificação    em que cada membro do grupo serve de modelo para outros pode facultar um ambiente    que facilita a experimentação de comportamentos novos e mais adaptativos e contribuir    para a correção de distorções cognitivas (Behenck et al., 2017). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Considerando que a PP pode preceder o início de uma doença cardíaca e de eventos    coronários major (Tully et al., 2015), a presença no grupo de um doente com    antecedentes de enfarte agudo do miocárdio obrigou-nos a reconsiderar o protocolo    de intervenção, nomeadamente a prática de exposição interoceptiva. Porque os    ataques de pânico não resultam estritamente de uma &ldquo;má interpretação catastrófica    dos sintomas corporais&rdquo;, os modelos de TCC obrigam a que se pondere não só o    significado de ter um diagnóstico de doença cardíaca mas também, e principalmente,    o risco autêntico da ocorrência de um incidente cardíaco agudo. Nesse sentido,    sem um claro consentimento médico, a prática da indução interoceptiva de sintomas    de ataque de pânico é pouco segura e porventura até irresponsável, pois implica    um processo de stress cognitivo associado a uma exigência fisiológica do sistema    cardiorrespiratório. O aumento repentino da activação simpática do sistema nervoso    autónomo pode causar um aumento das exigências de oxigénio cardíaco ou vasoconstrição    coronária aguda predispondo a isquemia miocárdica (Rozanski, Blumenthal &amp;    Kaplan, 1999). Assim, tendo em conta os riscos associados à exposição interoceptiva,    foram propostas alternativas que visavam promover a habituação aos sintomas    cardíacos mas com menor risco cardiovascular. Para o caso, instruir o doente    para colocar a mão sobre o peito e contar os batimentos cardíacos ou, em alternativa,    contar os batimentos no pulso (Tully et al., 2017).</p>     <p>Ainda que se tenha verificado uma melhoria sintomatológica nos doentes que    integraram a intervenção psicológica baseada no modelo cognitivo-comportamental,    não nos é possível discriminar se a eficácia clinica subordinou-se a mecanismos    de aprendizagem por habituação (comportamental), processos cognitivos de desconfirmação    da crença (Salkovskis et al., 2007), algumas das adaptações efectuadas no tratamento,    nomeadamente o uso de técnicas básicas de regulação emocional, ou até a mudanças    neurobiológicas associados ao progresso terapêutico (Yang, Kircher &amp; Straube,    2014). São outras limitações a ausência de grupo de controlo e de controlo direto    do contributo do efeito farmacológico na evolução sintomatológica dos doentes.</p>     <p>Em conclusão, aos 12 meses de follow-up, os resultados do estudo sugerem que    o protocolo de intervenção cognitivo-comportamental para os problemas de ansiedade    e pânico pode ser uma opção de tratamento eficaz, mesmo quando aplicado no contexto    de uma abordagem mais flexível e potencialmente adaptada às necessidades e particularidades    dos doentes que procuram ajuda clinica num Serviço de Saúde Mental de um Hospital    Geral.<b > </b>São parte integrante do protocolo: avaliação de uma crise de pânico através    da folha registro e construção do modelo cognitivo idiossincrático da ansiedade/pânico;    disponibilização de um manual didático sobre ansiedade e pânico; treino de respiração    diafragmática; restruturação cognitiva; introdução de estratégias de regulação    emocional; exposição comportamental e interoceptiva e a prevenção da recaída.    Estudos futuros apontarão para uma utilização mais generalizada deste protocolo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Addis M.E. &amp; Mahalik J.R. (2003). Men, masculinity, and the contexts of    help seeking. <i>American Psychologist</i>, <i>58</i>, 5-14. doi: 10.1037/0003-066X.58.1.5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560205&pid=S1645-0086201800030001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Adler C.M., Craske M.G. &amp; Barlow D.H. (1987). Relaxation-induced panic    (RIP): When resting isn't peaceful. <i >Integrative</i><i > Psychiatry</i>, <i>5(2),</i> 94-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560206&pid=S1645-0086201800030001800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>American Psychiatric Association (2014). <i >DSM-5: Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais.</i> Lisboa:    Climepsi Editores&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560208&pid=S1645-0086201800030001800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Barlow D.H. (1988). <i>Anxiety and its disorders: the treatment of anxiety    and panic</i>. Guilford Press, New York.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Barlow D.H. (2004). <i>Psychological treatments. American Psychologist</i>,    <i>59</i>, 869-878. doi:10.1037/0003-066X.59.9.869&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560210&pid=S1645-0086201800030001800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barlow, D. H. (2008). <i>Clinical Handbook of Psychological Disorders: A Step-By-Step    Treatment Manual, Fourth Edition</i>. Editor: The Guilford Press&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560211&pid=S1645-0086201800030001800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Barlow, D.H. &amp; Craske, M. G. (2006). <i>Mastery of Your Anxiety and Panic:    Workbook (Treatments That Work)</i> (4 ed.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560212&pid=S1645-0086201800030001800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->).</p>     <!-- ref --><p>Barker CH, Cook KL &amp; Borrego J Jr. (2010). Addressing Cultural Variables    in Parent Training Programs With Latino Families. <i >Cognitive and Behavioral Practice</i>, <i >17</i>, 157-166. doi:10.1016/j.cbpra.2010.01.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560214&pid=S1645-0086201800030001800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Busner J. &amp; Targum S.D. (2007). The Clinical Global Impressions Scale.    Applying a Research Tool in Clinical Practice. <i>Psychiatry (Edgmont), 4</i>(7),    28-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560215&pid=S1645-0086201800030001800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beck J.S. (1995). <i>Cognitive therapy: Basics and beyond</i>. New York: Guilford    Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560217&pid=S1645-0086201800030001800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Behenck A., Wesner A.C., Finkler D., Heldt, E. (2017). Contribution of Group    Therapeutic Factors to the Outcome of Cognitive-Behavioral Therapy for Patients    with Panic Disorder. <i>Archives</i><i > of Psychiatric Nursing,</i> <i >31</i>, 142-146. doi: 10.1016/j.apnu.2016.09.001&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560219&pid=S1645-0086201800030001800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Caldas de Almeida J. M. &amp; Xavier M. (2014<i>). Estudo Epidemiológico Nacional    de Saúde Mental - 1º relatório</i>. Lisboa: FCM-UNL.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560220&pid=S1645-0086201800030001800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Canavarro, M. (1995). Inventário de sintomas psicopatológicas - BSI. In Simões    M, Gonçalves M, Almeida, L. (Eds). <i>Testes e Provas Psicológicas</i><i> em    Portugal, 2</i>, 95-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560222&pid=S1645-0086201800030001800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Carter, M.M., Mitchell. F, E. &amp; Sbrocco T. (2012). Treating ethnic minority    adults with anxiety disorders: Current status and future recommendations. <i>Journal    of Anxiety Disorders</i>, <i>26</i>, 488- 501. doi: 10.1016/j.janxdis.2012.02.002  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560224&pid=S1645-0086201800030001800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chavira, D.A., Golinelli, D., Sherbourne, C., Stein, M.B., Sullivan G., Bystritsky    A., ... &amp; Craske, M. (2014). Treatment engagement and response to CBT among    Latinos with anxiety disorders in primary care. <i >Journal of Consulting and Clinical Psychology, 82,</i> 392-403. doi: 10.1037/a0036365.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560225&pid=S1645-0086201800030001800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </p>     <!-- ref --><p>Clark, D.M. (1986). A cognitive approach to panic. <i>Behaviour</i><i> Research    and Therapy</i>, <i>24</i>, 461-470 doi: 10.1016/0005-7967(86)90011-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560227&pid=S1645-0086201800030001800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Clerkin, E.C., Teachman, B.A., &amp; Smith-Janik, S.B. (2008). Sudden gains    in group cognitive-behavioral therapy for panic disorder. <i>Behaviour</i><i > Research and Therapy,</i> <i >46</i>, 1244-1250. doi:10.1016/j.brat.2008.08.002&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560229&pid=S1645-0086201800030001800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Craske, M. &amp; Stein, M. (2016). Anxiety. <i>The Lancet</i>, <i>10063</i>,    3048-3059. doi: 10.1016/S0140-6736(16)30381-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560230&pid=S1645-0086201800030001800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Cohen, J. (1988). <i>Statistical power analysis for the behavioral sciences</i>    (2nd ed.). Hillsdale, NJ: Lawrence Earlbaum Associates.</p>     <!-- ref --><p><b></b>Derogatis, L.R. &amp; Melisaratos, N. (1983). The Brief Symptom Inventory:    An introductory report. <i >Psychological</i><i >, Medicine</i>, <i>13</i>, 595-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560232&pid=S1645-0086201800030001800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Dimaggio, G., Montano, A., Popolo, R., &amp; Salvatore, G. (2015). <i >Terapia Metacognitiva Interpessoal nas Perturbações de Personalidade</i>. Coisas    de Ler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560234&pid=S1645-0086201800030001800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gould, R., Clum, G. &amp; Shapiro, D. (1993). The use of bibliotherapy in the    treatment of panic disorder: A preliminary investigation. <i >Behavior Therapy</i>, <i>24</i>, 241-252.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560236&pid=S1645-0086201800030001800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>González-Prendes, A.A., Hindo, C., &amp; Pardo, Y. (2012). Cultural Values    Integration in Cognitive-Behavioral Therapy for a Latino With Depression. <i >Clinical</i><i > Case Studies</i> <i >10,</i> 376- 394. doi:10.1177/1534650111427075&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560238&pid=S1645-0086201800030001800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Greenberg, L. (2015). <i>Terapia Focada nas Emoções.</i> Editora Coisas de    Ler.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560239&pid=S1645-0086201800030001800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hinton, D.E., Hofmann, S.G., Rivera, E., Otto, M.W. &amp; Pollack, M.H. (2011).    Culturally adapted CBT (CA-CBT) for Latino women with treatment-resistant PTSD:    a pilot study comparing CA-CBT to applied muscle relaxation. <i >Behaviour</i><i > Research and Therapy</i>, <i>49,</i> 275-80. doi:10.1016/j.brat.2011.01.005&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560241&pid=S1645-0086201800030001800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Lewis-Fernández, R., Guarnaccia, P.J., Martínez, I.E., Salmán, E., Schmidt,    A., &amp; Liebowitz, M. (2002). Comparative phenomenology of ataques de nervios,    panic attacks, and panic disorder. <i>Cult Med Psychiatry,</i> <i>26(2),</i>    199-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560242&pid=S1645-0086201800030001800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Marchand, A., Roberge, P., Primiano, S., &amp; Germain, V., (2009). A randomized,    controlled clinical trial of standard, group and brief cognitive-behavioral    therapy for panic disorder with agoraphobia: A two-year follow-up. <i>Journal    of Anxiety Disorders,</i> <i>23,</i> 1139-1147. doi:10.1016/j.janxdis.2009.07.019&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560244&pid=S1645-0086201800030001800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mitte, K. (2005) A meta-analysis of the efficacy of psycho- and pharmacotherapy    in panic disorder with and without agoraphobia. <i>Journal of Affective Disorder,    88</i>, 27-45. doi:10.1016/j.jad.2005.05.003&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560245&pid=S1645-0086201800030001800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Organista, K.C. &amp; Muñoz, R.F. (1996). Cognitive behavioral therapy with    Latinos. <i >Cognitive and Behavioral Practice</i>,<i > 3</i>, 255-270. doi:10.1016/S1077-7229(96)80017-4&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560246&pid=S1645-0086201800030001800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Range, B., &amp; Borba, A. (2010). <i >Vencendo O Pânico. Terapia integrativa para quem sofre e para quem trata o transtorno    de pânico e a agorafobia</i>. Editora: Cognitiva<b > </b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560247&pid=S1645-0086201800030001800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Rozanski, A., Blumenthal, J.A., &amp; Kaplan, J. (1999). Impact of psychological    factors on the pathogenesis of cardiovascular disease and implications for therapy.    <i>Circulation</i>, <i>16</i>, 2192-2217. doi: 10.1161/01.CIR.99.16.2192<b></b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560248&pid=S1645-0086201800030001800031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pombo, S, Almeida, C., Paulino, S., Gonçalves, J., Ferro, A., Góis, C., &amp;    Sampaio, D. (2016). Para uma intervenção cognitivo-comportamental culturalmente    adaptada: revisão de literatura e recomendações para a prática clínica. <i>Revista    Psicologia Saúde e Doenças</i>, <i>17,</i> 561-574.doi:10.15309/16psd170319&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560249&pid=S1645-0086201800030001800032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Pombo, S., &amp; Ferro, A. (2016) Manual psicoeducativo sobre ansiedade e perturbação    de pânico. © Edição Bial <a href="https://www.researchgate.net/publication/303863597_Manual_psicoeducativo_sobre_ansiedade_e_perturbacao_de_panico_S_Pombo_A_Ferro" target="_blank">https://www.researchgate.net/publication/303863597_Manual_psicoeducativo_sobre_ansiedade_e_perturbacao_de_panico_S_Pombo_A_Ferro</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560250&pid=S1645-0086201800030001800033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Salkovskis, P.M., Hackmann, A., Wells, A., Gelder, M.G., &amp; Clark, D.M.    (2007). Belief disconfirmation versus habituation approaches to situational    exposure in panic disorder with agoraphobia: a pilot study. <i>Behaviour</i><i>    Research and Therapy</i><i>. 45</i>,<i > </i>877-885. doi: 10.1016/j.brat.2006.02.008<i></i>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560251&pid=S1645-0086201800030001800034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><b></b>Stacciarini, J.M., O'Keeffe, M., &amp; Mathews, M. (2007). Group therapy    as treatment for depressed Latino women: a review of the literature<i>. </i><i>Issues</i><i>    in Mental Health Nursing</i><i>, 28,</i> 473-88. doi:10.1080/01612840701344431&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560252&pid=S1645-0086201800030001800035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Sheehan, DV, Lecrubier, Y, Sheehan, KH, Amorim, P, Janavs, J, &amp; Weiller,    E. (1998). The Mini- International Neuropsychiatric Interview (M.I.N.I.): The    development and validation of a structured diagnostic psychiatric interview    for DSM-IV and ICD-10. <i >Journal of Clinical Psychiatry</i>, <i >59</i>, 22-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560253&pid=S1645-0086201800030001800036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Tully, P.J., Sardinha, A., &amp; Nardi, A.E. (2017). A New CBT Model of Panic    Attack Treatment in Comorbid Heart Diseases (PATCHD): How to Calm an Anxious    Heart and Mind. <i >Cognitive and Behavioral Practice 24, </i>329-341. doi: 10.1016/j.cbpra.2016.05.008&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560255&pid=S1645-0086201800030001800037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wegner, D.M., Broome, A., &amp; Blumberg, S.J. (1997). Ironic effects of trying    to relax under stress.<u> </u><i >Behaviour</i><i > Research and Therapy</i>, <i>35(1),</i> 11-21. doi:10.1016/S0005-7967(96)00078-2<b></b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560256&pid=S1645-0086201800030001800038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Wolpe, J., &amp; Rowan, V.C. (1988). Panic disorder: A product of classical    conditioning. <i>Behaviour</i><i > Research and Therapy</i>, <i >26</i>, 441-450. doi: 10.1016/0005-7967(88)90138-6&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560257&pid=S1645-0086201800030001800039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Yang, Y., Kircher, T., &amp; Straube, B., (2014). The neural correlates of    cognitive behavioral therapy: recent progress in the investigation of patients    with panic disorder. <i>Behaviour</i><i> Research and Therapy</i><i >, </i><i>62</i>, 88-96. doi:10.1016/j.brat.2014.07.011&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560258&pid=S1645-0086201800030001800040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>White, K.S., &amp; Barlow, D.H. (2002). Panic disorder and agoraphobia. In    D. H. Barlow (Ed.), Anxiety and its disorders: <i>The nature and treatment of    anxiety and panic</i> (pp. 328-379). New York: The Guilford Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=560259&pid=S1645-0086201800030001800041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Wittchen, H.U., Jacobi, F., Rehm, J., Gustavsson, A., Svensson, M., Jönsson,    B., Olesen, J., &hellip; Steinhausen, H.C. (2011). The size and burden of mental disorders    and other disorders of the brain in Europe 2010.<i > </i><i >European</i><i > Neuropsychopharmacology</i><i>,</i> <i >21,</i> 655-79. doi: 10.1016/j.euroneuro.2011.07.018</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 29 de Março de 2018/ Aceite em 23 de Outubro de 2018</p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Men, masculinity, and the contexts of help seeking]]></article-title>
<source><![CDATA[American Psychologist]]></source>
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