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<journal-title><![CDATA[Psicologia, Saúde & Doenças]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde]]></publisher-name>
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<article-id>S1645-00862018000300023</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.15309/18psd190323</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tratamentos psicológicos para idosos com doença de alzheimer: uma revisão narrativa]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Psychological treatments for elderly with alzheimer's disease: a systematic review]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul Departamento de Ciências da Vida ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Alzheimer's disease (AD) is a chronic-degenerative pathology that has increasingly reached the elderly population and usually causes cognitive and memory deterioration, impairment in neuropsychiatric activities, and behavioral and psychological symptoms. The objective of this study was to identify the effects of psychological treatments for the elderly with AD. This is a narrative literature review. We searched for studies published between the years 2011 and 2016, in the electronic databases Medline, Pubmed, Scielo and Lilacs. After searching for data, seven articles were included in the research, which evidence the contributions of psychological treatments to the elderly in the areas of well-being, such as improvements in quality of life and mood; Of cognitive ability, with gains for autobiographical memory, semantic knowledge, attention, among others; And neuropsychiatric aspects, such as reduction of depressive symptoms and anxiety. In addition, the benefits of these treatments can already be observed in a short period of time and with a low weekly frequency of interventions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Tratamentos psicológicos para idosos com doença de alzheimer:    uma revisão narrativa</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Psychological treatments for elderly with alzheimer&rsquo;s disease:    a systematic review</b></font></p>     <p><b>Joice Laíse Fronza<sup>1</sup> , Ana Paula Pillatt<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Hospital Dr. Oswaldo Teixeira. Tucunduva, Brasil.</p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Ciências da Vida, Universidade Regional do Noroeste    do Estado do Rio Grande do Sul, Ijuí, RS. Brasil.</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia crônico-degenerativa que tem atingido    cada vez mais a população idosa e geralmente ocasiona deterioração cognitiva    e de memória, comprometimento em atividades neuropsiquiátricas e sintomas comportamentais    e psicológicos. O objetivo deste estudo foi identificar os efeitos dos tratamentos    psicológicos para idosos com DA. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura.    Buscou-se estudos publicados entre os anos de 2011 e 2016, nas bases eletrônicas    Medline, Pubmed, Scielo e Lilacs. Após a busca de dados, sete artigos foram    incluídos na pesquisa, os quais evidenciam as contribuições dos tratamentos    psicológicos para os idosos nos âmbitos do bem-estar, como melhorias da qualidade    de vida e do humor; da capacidade cognitiva, com ganhos para a memória autobiográfica,    conhecimento semântico, atenção, entre outros; e de aspectos neuropsiquiátricos,    como redução de sintomas depressivos e de ansiedade. Além disso, os benefícios    desses tratamentos já podem ser observados em um curto período de tempo e com    uma baixa frequência semanal de intervenções.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> idoso, doença de alzheimer, psicoterapia, cognição,    revisão</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>Alzheimer&rsquo;s disease (AD) is a chronic-degenerative pathology that has increasingly    reached the elderly population and usually causes cognitive and memory deterioration,    impairment in neuropsychiatric activities, and behavioral and psychological    symptoms. The objective of this study was to identify the effects of psychological    treatments for the elderly with AD. This is a narrative literature review. We    searched for studies published between the years 2011 and 2016, in the electronic    databases Medline, Pubmed, Scielo and Lilacs. After searching for data, seven    articles were included in the research, which evidence the contributions of    psychological treatments to the elderly in the areas of well-being, such as    improvements in quality of life and mood; Of cognitive ability, with gains for    autobiographical memory, semantic knowledge, attention, among others; And neuropsychiatric    aspects, such as reduction of depressive symptoms and anxiety. In addition,    the benefits of these treatments can already be observed in a short period of    time and with a low weekly frequency of interventions.</p>     <p><b>Keywords</b>: elderly, alzheimer&rsquo;s disease, psychotherapy, cognition, review</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>Considerando estimativas divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS,    2015), uma criança nascida no Brasil, no ano de 2015, tem uma perspectiva de    viver 20 anos mais do que uma que nascera 50 anos antes. E este não é um privilégio    do povo brasileiro, visto que tal mudança tem sido sentida mundialmente, em    decorrência da combinação de quedas nas taxas de fertilidade e aumento da expectativa    de vida (OMS, 2015). Para esta entidade, o fenômeno do envelhecimento populacional    ao mesmo passo que pede olhares urgentes também se configura como recurso valioso    ao ampliar oportunidades às pessoas, contudo, tal amplitude gerada pela longevidade    se encontra suscetível a um fator determinante: a saúde.</p>     <p>Embora o processo de envelhecimento possa ser vivenciado de forma natural e    positiva, o consequente declínio das reservas fisiológicas do indivíduo traz    consigo o aumento do risco de contrair diversas doenças, à medida que está associado    a diversas alterações estruturais e funcionais nos principais sistemas fisiológicos    (Moraes, 2012). Sobre este aspecto, Mendes (2011) explica que há uma correlação    direta entre os processos de transição demográfica e epidemiológica e, dessa    forma, o envelhecimento populacional leva ao incremento das condições crônicas    de saúde.</p>     <p>Como parte integrante do quadro das patologias crônicas está a Doença de Alzheimer    (DA). Segundo a Alzheimer’s Association (2016), mais de cinco milhões de americanos    já apresentam a doença, que é a forma mais comum de demência, representando    de 60 a 80% dos casos. Essa taxa compreende 11% dos idosos com mais de 65 anos    ou mais e cerca de um terço daqueles com 85 anos ou mais. No Brasil, a partir    de dado divulgado pela Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ, 2017), existe    cerca de 1,2 milhão de pessoas com essa doença, mas a maioria dos casos ainda    está sem diagnóstico.</p>     <p>Por se tratar de uma doença crônica neurodegenerativa que resulta em perda    progressiva da capacidade funcional e declínio gradual de autonomia e independência    (Nunes, Falcão, Cachioni &amp; Forlenza, 2012) é imprescindível dizer que a    DA provoca um grande abalo médico, social e econômico para as famílias e para    a sociedade. Para o indivíduo acometido, a doença resultará principalmente,    além do citado, em deterioração cognitiva e de memória, comprometimento em atividades    neuropsiquiátricas (Forstmeier, Maercker, Savaskan &amp; Roth, 2015) e sintomas    comportamentais e psicológicos que podem incluir ansiedade, depressão, apatia,    desinibição, irritabilidade, delírios e alucinações (Cerejeira, Lagarto &amp;    Mukaetova-Ladinska, 2012). Em seus estudos, os autores supracitados apontam    que aproximadamente 90% dos sujeitos com demência são acometidos por estes sintomas.</p>     <p>Visto que a presença de distúrbios de humor na DA está intimamente relacionada    ao aumento da incapacidade, prejuízos na qualidade de vida e aceleração do declínio    cognitivo (Bosboom, Alfonso &amp; Almeida, 2013) faz-se importante o desenvolvimento    de intervenções que possam auxiliar os indivíduos a melhorar sua qualidade de    vida (Almeida et al., 2014).</p>     <p>Essa necessidade se torna ainda maior à medida que os prejuízos provocados    pela DA se refletem em sobrecarga ao cuidador ou aos familiares (Cerejeira et    al., 2012). Para Storti, Quintino, Silva, Kusumota e Marques (2016), as alterações    psicopatológicas que surgem na DA podem levar sofrimento à pessoa afetada e    morbidades aos cuidadores e suas famílias, influenciando, inclusive, no aumento    dos gastos com os cuidados de saúde.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nesse sentido, considerando o exposto acima e ponderando que os sintomas neuropsiquiátricos    estão entre os principais motivos para institucionalização, uso de medicamentos,    aumento dos gastos com o cuidado e o peso que eles implicam para a família (Chaves    et al., 2011) e ainda que a medicação geralmente usada para tratar pacientes    com DA não apresenta efeito claro sobre o humor (Almeida et al., 2014) é importante    investigar a respeito de tratamentos não-farmacológicos que visem a redução    de tais sintomas. Tendo isso em vista, o objetivo deste trabalho foi identificar    os efeitos dos tratamentos psicológicos para idosos com DA.</p>     <p><b>Método</b>    <br>   <i> Procedimento</i></p>     <p>Este estudo refere-se a uma revisão narrativa da literatura, elaborada através    de artigos publicados no período de 2011 a 2016 nas seguintes bases eletrônicas:    Medline, Pubmed, Scielo e Lilacs. Para a busca dos artigos foram utilizadas    as seguintes palavras-chave, nos idiomas português e inglês: Doença de Alzheimer    (<i>Alzheimer Disease</i>), Psicoterapia (<i>Psychotherapy</i>) e Ensaio Clínico    (<i>Clinical Trial</i>).</p>     <p>A respeito das palavras-chave utilizadas, respeitou-se o que a Biblioteca Virtual    em Saúde - BVS considera como Descritores em Ciências da Saúde. Assim, empregou-se    o descritor ‘Psicoterapia’ como termo genérico para o tratamento da doença mental    ou dos distúrbios emocionais, mas aplicou-se, ao longo do trabalho, a expressão    ‘Tratamentos Psicológicos’ a fim de abranger as várias atividades que o psicólogo    pode realizar, e não apenas à intervenção psicoterapia.</p>     <p>Na estratégia de busca inicial, os artigos encontrados foram avaliados independentemente    por dois pesquisadores, tendo em vista os seguintes critérios de inclusão: o    artigo era reconhecido como um ensaio randomizado controlado, de texto completo    publicado em todos os idiomas e datado entre o período supracitado, os participantes    do estudo eram diagnosticados com DA. Já como critérios de exclusão, estabeleceu-se:    artigos repetidos, outros tipos de estudo que não o ensaio clínico, intenções    de pesquisa, terapias combinadas e tratamentos não psicológicos, intervenções    com cuidadores e/ou familiares e intervenções que não envolvessem psicólogos.</p>     <p>Os artigos compatíveis com os critérios de inclusão foram avaliados em sua    qualidade metodológica. Para tanto, os mesmos utilizaram-se dos critérios selecionados    pela escala PEDro, validada por Morton (2009) enquanto medida da qualidade metodológica    dos ensaios clínicos. Dispondo de uma pontuação máxima de 10 pontos, esta escala    analisa os seguintes critérios: especificação dos critérios de inclusão; forma    de alocação dos sujeitos da pesquisa; similaridade dos grupos na fase inicial;    mascaramento dos sujeitos, terapeutas e avaliadores; medida de pelo menos um    desfecho primário em 85% dos sujeitos; análise contemplando a intenção de tratamento;    comparação estatística intergrupos para pelo menos um resultado; e medidas de    variabilidade e de precisão. Em PEDro, pontuações maiores representam melhor    qualidade metodológica (Maher et al., 2003).</p>     <p><b>Resultados</b>    <br>   Para esta revisão, foram selecionados 100 artigos científicos, sendo 12 da base    eletrônica Medline e 88 da Pubmed. Posterior à análise dos pesquisadores em    relação aos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados sete artigos    para a avaliação da qualidade metodológica, descritos no <a href="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a23q1.jpg" target="_blank">Quadro    1</a>.</p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a23q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/psd/v19n3/19n3a23q1.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em relação aos artigos excluídos, 18 deles o foram, porque traziam terapias    combinadas em suas intervenções; 13 se referiam a intervenções com familiares    e/ou cuidadores; oito avaliavam musicoterapia; sete eram sobre intenções de    pesquisa; seis artigos estavam repetidos; cinco avaliavam efeitos de medicamentos;    cinco não eram ensaio clínico; outros cinco avaliavam questões neurológicas;    cinco traziam uma intervenção para cognição que não envolvia psicólogo; quatro    se referiam a terapia de reminiscência; quatro avaliavam efeitos da atividade    física na DA; dois eram sobre estimulação magnética cerebral; outros dois estudavam    modelos avaliativos; dois eram sobre arteterapia; dois não tratavam de DA; um    avaliava questões de recrutamento; um trazia terapia com animais; um era sobre    investigação biológica; um se referia a um programa de orientação para viagem;    e um trazia uma avaliação a partir de prontuários.</p>     <p><b>Discussão</b>    <br>   Os resultados desta pesquisa mostram que os tratamentos psicológicos de idosos    com DA podem contribuir para melhorias em aspectos do bem-estar, como a qualidade    de vida, a autoestima, o humor, a tomada de decisão e o conhecimento pessoal;    aspectos cognitivos, como memória autobiográfica, conhecimento semântico, atenção,    funções executivas, memória episódica verbal, habilidades de linguagem e capacidade    cognitiva geral; e alguns aspectos que envolvem sintomas neuropsiquiátricos,    como ansiedade e depressão. </p>     <p>Para Lalanne, Gallarda e Piolino (2014), à medida que problemas clínicos são    detectados, o mais cedo possível, e que se oferece resposta imediata aos mesmos,    pode-se alcançar desde recuperação até fortalecimento das capacidades neuropsicológicas    do indivíduo. Para os autores estudados, tratamentos focados na capacidade cognitiva    e no humor de idosos com DA leve a moderada trazem benefícios que propiciam    ganhos em termos de qualidade de vida (Lalanne et al., 2014; Marshall et al.,    2015; Stanley et al., 2013). </p>     <p>Isoladamente, o tratamento das questões de humor dos idosos com DA favorece    o enfrentamento das alterações comportamentais por parte dos acometidos e de    seus cuidadores, visto que facilita a comunicação entre os mesmos e a aceitação    da doença (Stanley et al., 2013; Marshall et al., 2015). Em seu estudo, Oyebode    e Parveen (2016) revelam que intervenções psicossociais para pessoas com demência    mostraram-se efetivas para melhorias no funcionamento cognitivo, atividades    de vida diária, comportamento e humor. Entre tais intervenções, e no que diz    respeito às psicoterapias, houve destaque para a terapia cognitivo-comportamental    (TCC) modificada (Oyebode &amp; Parveen, 2016). Este dado é corroborado com    os artigos estudados, que usam a TCC, com variações e ajustes para demenciados,    como principal recurso psicoterapêutico para tratar sintomas de humor.</p>     <p>Já em relação ao tratamento das questões cognitivas, os estudos de Lalanne    et al. (2014), Salotti et al. (2013) e Jelcic et al. (2012) revelam resultados    positivos da reabilitação cognitiva e do treinamento cognitivo no trabalho com    idosos dementes, especialmente quando as funções cognitivas são trabalhadas    de maneira exclusiva e num amplo espaço de tempo. Embora sejam termos que estão    em constante atualização, para fins de melhor contextualização, neste estudo,    optou-se por seguir a definição de Bahar-Fuchs, Clare e Woods (2013) em relação    aos conceitos de treinamento cognitivo e reabilitação cognitiva. Sobre o primeiro    termo, os autores supracitados indicam que &ldquo;envolve prática guiada em um conjunto    de tarefas padronizadas destinadas a refletir funções cognitivas particulares,    tais como memória, atenção ou resolução de problemas&rdquo; (Bahar-Fuchs et al., 2013,    p. 2 ). Já quanto à reabilitação cognitiva, afirmam que as intervenções &ldquo;visam    abordar diretamente as dificuldades consideradas mais relevantes pela pessoa    com demência e seus familiares ou adeptos e visam situações cotidianas no contexto    da vida real&rdquo; (Bahar-Fuchs et al., 2013, p. 3).</p>     <p>Para Clare et al (2010), a reabilitação cognitiva mostrou resultados satisfatórios,    produzindo avanço significativo em aspectos como desempenho e satisfação de    metas para os indivíduos em tratamento, e oferecendo, desta forma, um auxílio    para que pessoas com DA em fase inicial e seus familiares possam gerenciar melhor    os efeitos da doença em suas vidas. Já em relação ao treinamento cognitivo,    Woods et al (2012) explica que, apesar de necessitar mais exploração, esta intervenção    revela melhorias na qualidade de vida autorreferida e no bem-estar de pessoas    com DA leve a moderada.</p>     <p>No estudo de Gaitán et al. (2012), onde foi avaliado um treinamento cognitivo    baseado em computador, os resultados principais envolveram efeitos positivos    sobre a ansiedade e a tomada de decisão. Corroborando este último dado, pode-se    explanar os resultados obtidos pelo estudo de Lindôso et al. (2011), os quais    apontam efeitos positivos de uma oficina de inclusão digital em avaliações subjetivas    e objetivas de memória e de habilidade manual de idosos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estudo de Kurz et al (2012), por sua vez, envolveu uma intervenção composta    por estratégias em reabilitação cognitiva e tratamento cognitivo-comportamental,    ou seja, nos âmbitos de cognição e humor. O resultado de sua pesquisa apresentou,    apesar da ampla focalização e curta duração, uma diminuição de sintomas depressivos    em mulheres e tendências a um aumento da qualidade de vida e da capacidade cognitiva.</p>     <p>Em relação à duração e frequência de tratamento, os artigos estudados trazem,    em sua maioria, um curto espaço de duração das atividades. Quatro artigos se    referem a tratamentos que aconteceram por três meses ou menos (Marshall et al.,    2015; Lalanne et al., 2014; Gaitán et al., 2012; Jelcic et al., 2012), enquanto    dois tiveram duração de seis meses (Stanley et al., 2013; Kurz et al., 2012),    e apenas um completou 12 meses de intervenção (Salotti et al., 2013). Proporções    parecidas também ocorrem em relação à frequência das sessões/intervenções, onde    apenas dois tratamentos (Stanley et al., 2013; Kurz et al., 2012) contavam com    cerca de 10 momentos semanais de atividades. Nos demais, prevaleceram sessões/intervenções    de três ou menos vezes na semana (Marshall et al., 2015; Lalanne et al., 2014;    Gaitán et al., 2012; Jelcic et al., 2012; Salotti et al., 2013). Este aspecto    demonstra que, apesar do pouco tempo disponibilizado para desenvolvimento das    intervenções, os estudos já puderam apontar efeitos positivos em relação aos    tratamentos.</p>     <p>Outro achado deste estudo diz respeito aos tratamentos referidos serem desenvolvidos    apenas com idosos cujo estágio de DA fosse inicial. Esse dado demonstra que,    ao mesmo tempo em que as ciências ainda têm muito a fazer em relação à patologia,    o diagnóstico precoce, nestes casos, se torna ainda mais importante. Como não    há tratamento curativo para esta patologia, é fundamental que os sintomas iniciais    sejam valorizados na busca de se estabelecer um diagnóstico provável e na introdução    precoce de intervenções para retardamento do aparecimento de complicações. Assim,    no que tange ao tratamento psicológico, é imprescindível que seja estabelecido    em fases iniciais da doença, visto que a deterioração cognitiva trazida pelo    avanço da mesma inviabiliza resultados de intervenções nessa área. Kálmán, Kálmán    e Pákáski (2008) orientam que após o reconhecimento da etiologia potencial da    doença, intervenções não farmacológicas para os sintomas psicológicos e comportamentais    da demência, em estágio leve a moderado, são tidas como tratamento de primeira    escolha. Para o tratamento de sintomas do estágio grave são recomendadas abordagens    farmacêuticas.</p>     <p>Apesar dos benefícios já demonstrados, a maioria dos estudos publicados hoje,    em relação aos sintomas neuropsiquiátricos de idosos com DA, se refere às consequências    que os mesmos trazem aos familiares e cuidadores e formas de auxiliá-los a lidar    com tais aspectos, revelando assim a tendência de foco no suporte aos familiares    e cuidadores e não em terapias que possibilitem o retardamento ou até mesmo    recuperação da independência e autonomia dos idosos. Este dado é comprovado    pelo número de artigos excluídos nesta pesquisa por tratar de cuidadores e/ou    familiares e não dos idosos. Contudo, ainda que aqueles que prestam cuidados    à pessoa com DA estejam muito suscetíveis a doenças psiquiátricas e físicas    (Heinrich et al., 2014), é imprescindível destacar a importância dos cuidados    aos próprios idosos demenciados, visto que a melhora de sua qualidade de vida    e bem-estar pode afetar também o bem-estar de seus cuidadores (National Collaborating    Centre for Mental Health, 2007).</p>     <p>Tendo isso em vista, enquanto as pesquisas procuram por novos conhecimentos    acerca da DA, é fundamental o investimento em tratamentos que visem aliviar    ou estabilizar os sintomas existentes, possibilitando retardar o progresso da    doença e manter o indivíduo independente em suas atividades de vida diária pelo    maior tempo possível. A criação de estratégias que possibilitem tais resultados    oferecem melhores condições de saúde não só aos idosos com DA como a seus familiares    e/ou cuidadores (ABRAZ, 2017).</p>     <p>Neste sentido, este estudo se mostra contributivo à medida que oferece uma    transferência de tecnologias leves de tratamento e possibilita sua exploração,    no Brasil, desde que respeitadas as condições sociodemográficas de cada localidade    de ação. Assim, é importante destacar que as intervenções acompanhadas pelos    artigos estudados traziam propostas terapêuticas, em sua maioria, europeias    (em seis artigos), e apenas uma norte-americana. </p>     <p>Em suma, este estudo sugere que os tratamentos psicológicos proporcionam efeitos    positivos aos idosos com DA em termos de bem-estar, cognição e estado neuropsiquiátrico.    Além disso, demonstra que os benefícios destes tratamentos já são percebidos    em um período curto de tempo e com uma baixa frequência semanal. Sugere-se que    novas pesquisas analisem os efeitos dos tratamentos psicológicos por um tempo    prolongado para avaliar aspectos como funcionalidade, influência em retardo    de comorbidades e outros sintomas comportamentais e psicológicos, como apatia,    agitação, irritação e alucinação.</p>     <p>&nbsp;</p>     <!-- ref --><p><b>REFERÊNCIAS</b>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561062&pid=S1645-0086201800030002300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Alzheimer’s Association. (2016). <i>Basics of Alzheimer’s Disease: What It    Is And What You Can Do</i>. Retrieved from <a href="http://www.alz.org/alzheimers_disease_publications_alz_basics.asp" target="_blank">http://www.alz.org/alzheimers_disease_publications_alz_basics.asp</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561063&pid=S1645-0086201800030002300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Associação Brasileira de Alzheimer. (2017). Disponível em <a href="http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer" target="_blank">http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561064&pid=S1645-0086201800030002300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Associação Brasileira de Alzheimer. (2017). Disponível em <a href="http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/tratamento" target="_blank">http://abraz.org.br/sobre-alzheimer/tratamento</a>  &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561065&pid=S1645-0086201800030002300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> A., Clare, L., &amp; Woods, B. (2013). Cognitive training and cognitive  rehabilitation for persons with mild to moderate dementia of the Alzheimer&rsquo;s or  vascular type: a review. <i>Alzheimer’s Research &amp; Therapy</i>, <i>5</i>(4),  <i>35</i>. doi: 10.1186/alzrt189      <!-- ref --><p>Bosboom, P. R., Alfonso, H., &amp; Almeida, O. P. (2013). Determining the predictors    of change in quality of life for people with Alzheimer disease. <i>Alzheimer    Disease Association Disorders</i>, <i>27</i>, 363-71. doi: 10.1097/WAD.0b013e318293b5f8&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561067&pid=S1645-0086201800030002300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Cerejeira, J.,Lagarto, L., &amp; Mukaetova-Ladinska, E. B. (2012).<b> </b>Behavioral    and psychological symptoms of dementia<b>. </b><i>Frontiers Neurology</i>, <i>73</i>,3,    1-21. doi: 10.3389/fneur.2012.00073&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561068&pid=S1645-0086201800030002300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Chaves, M. L. F., Godinho, C. C., Porto, C. S., Mansur, L., Carthery-Goulart,    M. T., &amp; Yassuda, M. S. (2011). Doença de Alzheimer: avaliação cognitiva,    comportamental e funcional. <i>Dementia &amp; Neuropsychologia</i>, <i>5</i>(1),    21-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561069&pid=S1645-0086201800030002300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Clare, L., Linden, D. E., Woods, R. T., Whitaker, R., Evans, S. J., Parkinson,    C. H., ... &amp; Rugg, M. D. (2010). 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Cognitive behavioural    treatment for mild Alzheimer’s patients and their caregivers (CBTAC): study    protocol for a randomized controlled trial. <i>BioMed Central, 16</i>, 526.    doi: 10.1186/s13063-015-1043-0 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561072&pid=S1645-0086201800030002300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Gaitán, A., Garolera, M., Cerulla, N., Chico, G., Rodriguez-Querol, M., &amp;    Canela-Soler, J. (2012). Efficacy of an adjunctive computer-based cognitive    training program in amnestic mild cognitive impairment and Alzheimer’s disease:    a single-blind, randomized clinical trial. <i>International Journal of Geriatric    Psychiatry</i>, 28, 91-99. doi: 10.1002/gps.3794 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561073&pid=S1645-0086201800030002300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Heinrich, S., Berwig, M., Simon, A., Jänichen, J., Hallensleben, N., Nickel,    W., ... &amp; Gertz, H-J. (2014). 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Demenciákhoz társuló viselkedési    és pszichés zavarok felismerése és kezelése antipszichotikumokkal: a catie-ad    vizsgálat tanulságai [Recognition and treatment of behavioral and psychological    symptoms of dementias: lessons from the CATIE-AD study]. Neu<i>ropsychopharmacologia    Hungar</i>ica, <i>10</i>(4), 233-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561076&pid=S1645-0086201800030002300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kurz, A., Thone-Otto, A., Cramer, B., Egert, S., Frolich, L., Gertz, H-J.,    ... &amp; Werheid, K. (2012). CORDIAL: Cognitive rehabilitation and cognitive-behavioral    treatment for early dementia in Alzheimer Disease. <i>Alzheimer Disease Association    Disorders</i>, <i>26</i>, 246-253. doi: 10.1097/WAD.0b013e318231e46e&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561078&pid=S1645-0086201800030002300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Lalanne, J., Gallarda, T., &amp; Piolino, P. (2014). The castle of remembrance:    new insights from a cognitive training programme for autobiographical memory    in Alzheimer’s disease. <i>Neuropsychological Rehabilitation, 25</i>(2) 254-282.    doi: 10.1080/09602011.2014.949276.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561079&pid=S1645-0086201800030002300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p> Lindôso, Z. C. L., Cammarota, M. P., Argimon, I. I. L., Gomes, I., &amp; Schwanke,    C. H. A. (2011). 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Reliability of the PEDro scale for rating quality of randomized controlled    trials.<i> Journal of Physical Therapy, 83</i>(8), 713-721. doi: 10.1093/ptj/83.8.713&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561082&pid=S1645-0086201800030002300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Marshall, A., Spreadbury, J., Cheston, R., Coleman, P., Ballinger, C., Mullee,    M., ... &amp; Bartlett, E. (2015). A pilot randomised control trial to compare    changes in quality of life for participants with early diagnosis dementia who    attend a &quot;Living Well with Dementia&quot; group compared to waiting list    control. <i>Aging &amp; Mental Health</i>, <i>19</i>(6), 526-535. doi: 10.1080/13607863.2014.954527&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561083&pid=S1645-0086201800030002300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mendes, E. M. (2011). <i>As redes de atenção à saúde</i>. Brasília: Organização    Pan-Americana de Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561084&pid=S1645-0086201800030002300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Moraes, E. N. (2012). <i>Atenção à saúde do idoso: aspectos conceituais. </i>Brasília:    Organização Pan-Americana de Saúde.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561086&pid=S1645-0086201800030002300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Morton, N. A. (2009). 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Leicester (UK): British Psychological Society.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561090&pid=S1645-0086201800030002300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p> Nunes, P. V., Falcão, D. V. S., Cachioni, M., &amp; Forlenza, O. (2012). V.    <i>Doença de Alzheimer: uma perspectiva do tratamento multiprofissional</i>.    São Paulo: Ed. Atheneu.</p>     <!-- ref --><p> Organização Mundial da Saúde. (2015). <i>Relatório Mundial de Envelhecimento    e Saúde</i>. DC: Author.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561093&pid=S1645-0086201800030002300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Salotti, P., De Sanctis, B., Clementi, A., Ferreira, M. F., &amp; De Silvestris,    T. (2013). Evaluation of the efficacy of a cognitive rehabilitation treatment    on a group of Alzheimer’s patients with moderate cognitive impairment: a pilot    study. <i>Aging Clinical and Experimental Research</i>, <i>25</i>, 403-409.    doi: 10.1007/s40520-013-0062-5&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=561094&pid=S1645-0086201800030002300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Stanley, M. A., Calleo, J., Bush, A. L., Wilson, N., Snow, A. L., Kraus-Schuman,    C., ... &amp; Kunik, M. E. (2013). 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