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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Processo de adolescer relacionado ao adoecimento e tratamento do câncer]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de São João del-Rei  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The present study sought to understand the process of adolescence traversed by cancer, under the view of adolescents and young people who experienced cancer treatment between the ages of 10 and 19 years, in an oncological care unit in the interior of Minas Gerais, Brazil, and who ended treatment at least one month before the beginning of data collection. In this qualitative research, the phenomenological approach was used as a methodological reference in conducting the study, which was developed through an interview with semi-structured script. In the analysis of the data were identified the units of meaning and from these, established the thematic categories: experience of suffering, coping experience and meanings related to the adolescence process with cancer. The study demonstrated that adolescents show peculiarities of feelings, confrontations and meanings when experiencing cancer treatment, which points us to the importance of the appropriate approach of the multidisciplinary health teams to the adolescent who experiences the disease due to cancer, considering the particularities of this development phase.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Processo de adolescer relacionado ao adoecimento e tratamento do c&acirc;ncer</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Process to become an adolescent related to illness and cancer treatment</b></font></p>     <p><b>Christiane Bicalho<sup>1</sup> , Alisson Ara&uacute;jo<sup>1</sup>, &amp; Nadja Botti<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1 </sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Universidade Federal de S&atilde;o Jo&atilde;o del-Rei, Divin&oacute;polis, Minas Gerais, Brasil, <a href="mailto:chrismsbicalho@hotmail.com">chrismsbicalho@hotmail.com</a>, <a href="mailto:alissonaraujo@ufsj.edu.br">alissonaraujo@ufsj.edu.br</a>, <a href="mailto:nadjaclb@terra.com.br">nadjaclb@terra.com.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>O presente estudo buscou compreender o processo da adolesc&ecirc;ncia atravessado pelo c&acirc;ncer, pela vis&atilde;o de 12 adolescentes e jovens que vivenciaram tratamento oncol&oacute;gico entre os 10 e 19 anos, em uma unidade de atendimento oncol&oacute;gico do interior de Minas Gerais, Brasil e que encerraram tratamento pelo menos um m&ecirc;s antes do in&iacute;cio da coleta de dados. Nessa pesquisa qualitativa, a abordagem fenomenol&oacute;gica foi utilizada como referencial metodol&oacute;gico na condu&ccedil;&atilde;o do estudo, que se desenvolveu atrav&eacute;s de entrevista com roteiro semiestruturado. Na an&aacute;lise dos dados foram identificadas as unidades de significado e a partir dessas, estabelecidas as categorias tem&aacute;ticas: viv&ecirc;ncia de sofrimento, viv&ecirc;ncias de enfrentamento e significa&ccedil;&otilde;es relacionadas ao processo de adolescer com c&acirc;ncer. O estudo revela que os adolescentes apresentam peculiaridades de sentimento e enfrentamento ao vivenciar o tratamento oncol&oacute;gico, o que aponta para a import&acirc;ncia da abordagem adequada ao adolescente que experiencia o adoecimento por c&acirc;ncer, considerando as particularidades dessa fase do desenvolvimento.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>adolescente, neoplasias, pesquisa qualitativa</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The present study sought to understand the process of adolescence traversed by cancer, under the view of adolescents and young people who experienced cancer treatment between the ages of 10 and 19 years, in an oncological care unit in the interior of Minas Gerais, Brazil, and who ended treatment at least one month before the beginning of data collection. In this qualitative research, the phenomenological approach was used as a methodological reference in conducting the study, which was developed through an interview with semi-structured script. In the analysis of the data were identified the units of meaning and from these, established the thematic categories: experience of suffering, coping experience and meanings related to the adolescence process with cancer. The study demonstrated that adolescents show peculiarities of feelings, confrontations and meanings when experiencing cancer treatment, which points us to the importance of the appropriate approach of the multidisciplinary health teams to the adolescent who experiences the disease due to cancer, considering the particularities of this development phase.</p>     <p><b>Keywords: </b>adolescent, neoplasms, qualitative research</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia recebe diferentes concep&ccedil;&otilde;es ao longo da hist&oacute;ria da humanidade. Estudos que consideram o momento hist&oacute;rico, antropol&oacute;gico e cultural apresentam concord&acirc;ncias e diverg&ecirc;ncias em rela&ccedil;&atilde;o, principalmente, ao seu car&aacute;ter biol&oacute;gico, psicol&oacute;gico e social (Frota, 2007; Coutinho, 2009; Schoen-Ferreira, Aznar-Farias &amp; Silvares, 2010; Senna &amp; Dessen, 2012; Simonelli, 2017).</p>     <p>Considerada oficialmente um est&aacute;gio do desenvolvimento marcado por conturba&ccedil;&otilde;es relacionadas ao in&iacute;cio da sexualidade, por Stanley Hall, em 1904, a adolesc&ecirc;ncia j&aacute; era associada a algumas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas em registros anteriores da hist&oacute;ria da humanidade como, por exemplo, na Antiguidade, quando era vista sob o prisma da impulsividade e excitabilidade (Schoen- Ferreira, Aznar-Farias &amp; Silvares, 2010; Ozella, 2002).</p>     <p>Na segunda metade do s&eacute;culo XIX, surgiram os primeiros servi&ccedil;os de sa&uacute;de dedicados aos adolescentes, mobilizados pelas mudan&ccedil;as biol&oacute;gicas e comportamentais de alunos de col&eacute;gios internos, onde se percebiam tamb&eacute;m tend&ecirc;ncia &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o em grupo e necessidade de intera&ccedil;&atilde;o com o outro. Atualmente, identificam-se outras vari&aacute;veis que podem influenciar o sujeito nessa fase do desenvolvimento: ra&ccedil;a, sexo, n&iacute;vel sociecon&ocirc;mico, hist&oacute;ria pessoal, contexto e cultura, entre outras (Schoen-Ferreira, Aznar-Farias &amp; Silvares, 2010).</p>     <p>Ao percorrer o caminho hist&oacute;rico de estudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; adolesc&ecirc;ncia, identificam-se duas dire&ccedil;&otilde;es apontadas pelas principais teorias do desenvolvimento: a adolesc&ecirc;ncia como fase distinta do desenvolvimento, que considera os princ&iacute;pios biol&oacute;gicos, naturais e universais; e a vis&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia como per&iacute;odo caracterizado por crescentes e inevit&aacute;veis n&iacute;veis de turbul&ecirc;ncias, fundamentada em aspectos contextuais (Senna &amp; Dessen, 2012).</p>     <p>A <i>World Health Organization </i>(WHO, 1986) define a adolesc&ecirc;ncia como fase do desenvolvimento, entre 10 e 19 anos de idade, que apresenta caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas no &acirc;mbito biol&oacute;gico, cognitivo, emocional e social, constituindo-se em uma etapa com grandes e importantes mudan&ccedil;as para o processo de matura&ccedil;&atilde;o biopsicossocial. Nesse per&iacute;odo o sujeito vai delineando uma identidade pr&oacute;pria, a partir de questionamentos sobre si mesmo, sobre seus pais e sobre o mundo (Brasil, 2008).</p>     <p>A aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do adolescente tem sido priorizada em alguns pa&iacute;ses nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, a partir da constata&ccedil;&atilde;o de que a constru&ccedil;&atilde;o do estilo de vida do adolescente afetar&aacute; sua vida adulta, seus pares e as futuras gera&ccedil;&otilde;es. Considera-se que o conceito de adolesc&ecirc;ncia incorpora a ideia de constru&ccedil;&atilde;o social, de acordo com a forma em que ela &eacute; vivida, entendendo que o adolescente est&aacute; presente na sociedade, com seu jeito pr&oacute;prio de ser, expressar e conviver (Brasil, 2008; Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia [UNICEF], 2011).</p>     <p>Em meio &agrave;s transforma&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; fase da adolesc&ecirc;ncia, alguns adolescentes se deparam com outras altera&ccedil;&otilde;es, inesperadas e, muitas vezes, assustadoras, provenientes de uma doen&ccedil;a grave. O processo de adolescer, momento em que o adolescente busca autonomia, inser&ccedil;&atilde;o em grupo social e identidade pr&oacute;pria, por si s&oacute; gera conturba&ccedil;&otilde;es na vida do sujeito e da fam&iacute;lia. Essas conturba&ccedil;&otilde;es s&atilde;o intensificadas quando, concomitantemente, se vivencia o adoecer com c&acirc;ncer, que traz modifica&ccedil;&otilde;es na vida do adolescente e do meio familiar (Pimenta, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O c&acirc;ncer que acomete adolescentes tem caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas pr&oacute;prias, sendo em sua maioria mais agressivo, por&eacute;m, com melhor progn&oacute;stico, em compara&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;ncer em adultos, desde que detectado precocemente e realizado tratamento especializado. Com a assist&ecirc;ncia adequada, as chances de cura podem chegar a 80%. Por&eacute;m essa verdade se torna paradoxal quando se identifica o c&acirc;ncer como a principal causa de morte por doen&ccedil;a entre crian&ccedil;as e adolescentes, no Brasil (Instituto Nacional do C&acirc;ncer [INCA], 2015).</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia aponta para a concep&ccedil;&atilde;o de vitalidade, sa&uacute;de, planos e perspectivas de futuro, sendo “incompat&iacute;vel” &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de adoecimento, que gera sofrimento f&iacute;sico e emocional, adiamento de planos e incerteza sobre a exist&ecirc;ncia do futuro (Duarte &amp; Galv&atilde;o, 2014).</p>     <p>Compreender o processo da adolesc&ecirc;ncia atravessada pelo c&acirc;ncer, sob a vis&atilde;o de adolescentes e jovens que vivenciaram tratamento oncol&oacute;gico durante a adolesc&ecirc;ncia, constitui-se no objetivo desse trabalho. A identifica&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise da forma com que esses pacientes lidam com essa experi&ecirc;ncia e estabelecem seus significados podem favorecer o acompanhamento de futuros pacientes pelas equipes de sa&uacute;de, visando um cuidado integral ao adolescente diante do enfrentamento do c&acirc;ncer.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, qualitativa, fundamentada na abordagem fenomenol&oacute;gica, que busca compreender o processo da adolesc&ecirc;ncia atravessada pelo adoecimento e tratamento oncol&oacute;gico. A pesquisa fenomenol&oacute;gica prop&otilde;e uma descri&ccedil;&atilde;o pelo sujeito da experi&ecirc;ncia vivida e busca identificar os significados que a experi&ecirc;ncia tem para quem a vivenciou (Holanda, 2006).</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Os participantes do estudo foram adolescentes e jovens que vivenciaram a experi&ecirc;ncia do adoecimento por c&acirc;ncer durante sua adolesc&ecirc;ncia, e que receberam tratamento em uma unidade oncol&oacute;gica, de um hospital geral, refer&ecirc;ncia da regi&atilde;o ampliada de sa&uacute;de do centro-oeste de Minas Gerais, tendo encerrado seu tratamento no m&iacute;nimo um m&ecirc;s antes do in&iacute;cio das entrevistas, que se realizaram entre abril e junho de 2017.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>O estudo se desenvolveu em duas fases: a primeira foi realizada na unidade de tratamento oncol&oacute;gico, onde se fez a pesquisa de prontu&aacute;rios para sele&ccedil;&atilde;o dos participantes e levantamento dos dados sociodemogr&aacute;ficos e cl&iacute;nicos.</p>     <p>Na segunda fase, a pesquisa prosseguiu por meio de entrevista, com roteiro semiestruturado, constitu&iacute;do por quest&otilde;es quanto &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do participante sobre sua viv&ecirc;ncia da adolesc&ecirc;ncia com c&acirc;ncer, suas rela&ccedil;&otilde;es com fam&iacute;lia e amigos, e suas perspectivas de futuro. As entrevistas foram realizadas apenas com a presen&ccedil;a da pesquisadora e do participante, no domic&iacute;lio do participante ou em local reservado de sua escolha.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Procedimento</i></p>     <p>A coleta de dados teve in&iacute;cio ap&oacute;s aprecia&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Federal de S&atilde;o Jo&atilde;o Del Rei e do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital S&atilde;o Jo&atilde;o de Deus. Os Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) foram assinados pelos participantes maiores de 18 anos de idade, e pela respons&aacute;vel por uma participante menor de 18 anos, essa, para explicitar sua anu&ecirc;ncia, assinou o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido, conforme a Resolu&ccedil;&atilde;o 466/2012, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (Brasil, 2012).</p>     <p>Foram realizadas 12 entrevistas, sendo que todos os convidados aceitaram prontamente participar e demonstraram disponibilidade e empenho em receber a pesquisadora. Para que fosse mantido o anonimato, foi demandado a cada participante que escolhesse um codinome que o representasse e que ser&aacute; usado ao longo deste artigo. O n&uacute;mero de entrevistas foi definido &agrave; medida que se identificou a satura&ccedil;&atilde;o de dados, indicado pela repeti&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o acr&eacute;scimo de elementos novos (Fontanella et al., 2011).</p>     <p>A fenomenologia foi utilizada como referencial t&eacute;cnico na condu&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise dos dados, buscando compreender o significado que os participantes atribuem ao adolescer com c&acirc;ncer. Em primeiro momento, foi desenvolvida a descri&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica, quando a pesquisadora se colocou de forma irrefletida na escuta atenta ao relato da experi&ecirc;ncia vivida pelo sujeito, utilizando-a como seu objeto de estudo. O segundo passo desenvolvido, foi a redu&ccedil;&atilde;o fenomenol&oacute;gica, onde, mantendo dist&acirc;ncia dos referenciais pr&oacute;prios, a pesquisadora procurou selecionar as evid&ecirc;ncias essenciais na estrutura do discurso dos sujeitos, demarcando assim as unidades de significados. A compreens&atilde;o fenomenol&oacute;gica se desenvolveu em seguida, ao retomar seus conceitos te&oacute;ricos articul&aacute;-los &agrave;s unidades de significado e realizar a media&ccedil;&atilde;o entre os dados descritivos e as interpreta&ccedil;&otilde;es anal&iacute;ticas, construindo as categorias tem&aacute;ticas (Giorgi, 2008; Andrade &amp; Holanda; 2010, DeCastro &amp; Gomes; 2011).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Entre os 12 participantes entrevistados, oito s&atilde;o do sexo feminino e quatro do sexo masculino, com idade entre 17 e 24 anos (m&eacute;dia de 20,5 anos). Na &eacute;poca em que receberam o diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer, os participantes tinham entre 10 e 19 anos (com m&eacute;dia de 14,7 anos). 10 participantes foram diagnosticados com doen&ccedil;as onco-hematol&oacute;gicas (leucemias e linfomas) e duas participantes tiveram diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer de ov&aacute;rio (<a href="#q1">Quadro 1</a>).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a06q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Segundo dados do INCA (2015), a leucemia &eacute; o mais frequente dos tipos de c&acirc;ncer infantojuvenil, na maioria das popula&ccedil;&otilde;es (25 a 35%), seguida pelos linfomas nos pa&iacute;ses em desenvolvimento, e a incid&ecirc;ncia &eacute; mais alta na faixa et&aacute;ria entre 15 e 19 anos de idade do que entre 10 e 14 anos, situa&ccedil;&otilde;es que corroboram com os resultados do presente estudo.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Todos os participantes foram tratados com quimioterapia, cinco passaram por cirurgia e tr&ecirc;s receberam radioterapia (<a href="#q1">Quadro 1</a>), tendo sido utilizadas as tr&ecirc;s principais modalidades dos tratamentos atuais, que objetivam fundamentalmente aumentar as taxas de sobrevida, minimizando os efeitos tardios do tratamento e reintegrar o adolescente na sociedade com qualidade de vida (Mutti, Paula &amp; Souto, 2010).</p>     <p>A m&eacute;dia de tempo entre o in&iacute;cio e o fim do tratamento entre 11 participantes foi de um ano e tr&ecirc;s meses. Para o c&aacute;lculo da m&eacute;dia foi exclu&iacute;do o tempo de tratamento de uma paciente de c&acirc;ncer de ov&aacute;rio que sofreu uma recidiva, o que necessitou de um total de seis anos de tratamento. At&eacute; a data da pesquisa, a m&eacute;dia de tempo de encerramento do tratamento foi de quatro anos, sendo o menor tempo de tr&ecirc;s meses at&eacute; o dia da entrevista e o m&aacute;ximo de seis anos e oito meses. Importante pontuar que todos continuam em acompanhamento m&eacute;dico ou seguimento, agendado de acordo com cada caso.</p>     <p>As refer&ecirc;ncias atuais para seguimento (<i>follow-up</i>) ap&oacute;s tratamento indicam o m&iacute;nimo de cinco anos, per&iacute;odo em que as chances de met&aacute;stase e recidiva s&atilde;o maiores. A pr&aacute;tica cl&iacute;nica tem identificado a possibilidade de <i>follow-up </i>por tempo indeterminado devido &agrave;s repercuss&otilde;es a longo prazo da quimioterapia e radioterapia (INCA, 2015).</p>     <p>Os resultados cl&iacute;nicos dos participantes e tratamento s&atilde;o apresentados no <a href="#q1">Quadro 1</a>.</p>     <p>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos participantes por sexo, idade ao diagn&oacute;stico, diagn&oacute;stico, tempo de tratamento, tratamentos e tempo de encerramento do tratamento.</p>     <p>Tendo a fenomenologia como refer&ecirc;ncia para an&aacute;lise dos dados levantados pelas entrevistas, buscou-se compreender as experi&ecirc;ncias vivenciadas por esses adolescentes e jovens em seu processo de adolesc&ecirc;ncia com adoecimento oncol&oacute;gico. Foram identificadas as unidades de significado, e, a partir delas, estabelecidas as categorias tem&aacute;ticas: Viv&ecirc;ncias de sofrimento no processo de adolescer relacionadas ao adoecimento e tratamento de c&acirc;ncer; Viv&ecirc;ncias de enfrentamento no processo de adolescer relacionadas ao adoecimento e tratamento de c&acirc;ncer; e Significa&ccedil;&otilde;es e perspectivas de pacientes que vivenciaram tratamento oncol&oacute;gico na adolesc&ecirc;ncia.</p>     <p>Essas categorias apresentam viv&ecirc;ncias da adolesc&ecirc;ncia de pacientes relacionadas &agrave; experi&ecirc;ncia do adoecimento oncol&oacute;gico, considerando as situa&ccedil;&otilde;es geradas pela doen&ccedil;a e tratamento no seu dia a dia como adolescente, os sofrimentos, as formas de enfrentamento e as suas significa&ccedil;&otilde;es geradas a partir de tal experi&ecirc;ncia.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p><b>Viv&ecirc;ncias de sofrimento no processo de adolescer relacionadas ao adoecimento e tratamento do c&acirc;ncer</b></p>     <p>As mudan&ccedil;as corporais pr&oacute;prias da adolesc&ecirc;ncia levam &agrave; necessidade da reconstru&ccedil;&atilde;o da imagem corporal, ou seja, de uma nova representa&ccedil;&atilde;o mental sobre seu corpo. A imagem corporal &eacute; um constructo multidimensional, que comp&otilde;e o processo de forma&ccedil;&atilde;o de identidade do adolescente, relacionando os aspectos f&iacute;sicos, ps&iacute;quicos e sociais (Fr&oacute;is, Moreira &amp; Stengel, 2011).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Quando esse processo, fundamental para a percep&ccedil;&atilde;o de si e do outro, &eacute; atravessado por transforma&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas decorrentes do adoecimento e tratamento oncol&oacute;gico, como emagrecimento excessivo, incha&ccedil;o, alopecia, palidez e mutila&ccedil;&atilde;o, o adolescente vivencia intenso mal estar f&iacute;sico e emocional, conforme apresenta a participante Kayla em sua fala:</p>     <p><i>E logo na parte que c&ecirc; quer o corpinho mais bonitinho, oc&ecirc; fica gorda, oc&ecirc; fica inchada. Eu fiquei muito gorda, meu rosto, eu fiquei irreconhec&iacute;vel, eu era t&atilde;o magrinha (...) eu engordei uns vinte quilos mais ou menos. Ent&atilde;o, assim, eu fiquei muito diferente (...) foi o que mais me incomodou. (...) Eu virei outra pessoa de fisionomia, porque eu engordei, porque tomei muito cortic&oacute;ide eu inchei demais, muito mesmo. Meu olho tava l&aacute; no fundo, minhas ‘bochecha' gordona mesmo, ent&atilde;o assim, eu me senti outra pessoa mesmo. </i>(Kayla)</p>     <p>O apoio da fam&iacute;lia e da equipe de sa&uacute;de, ao abrir possibilidades para que o adolescente expresse seus sentimentos em rela&ccedil;&atilde;o a seu “novo” corpo, pode favorecer a reconstru&ccedil;&atilde;o de sua imagem corporal, para melhor adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento e ades&atilde;o ao tratamento (Burg, 2016).</p>     <p>A quimioterapia, um dos principais tipos de tratamento oncol&oacute;gico, provoca transforma&ccedil;&otilde;es na vida dos pacientes, com efeitos colaterais que afetam, al&eacute;m do corpo e do estado emocional, tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais. Na maioria das vezes afasta o adolescente de seu grupo familiar e escolar, levando-o a sentimento de tristeza, medo, ansiedade e perdas (Cicogna, Nascimento &amp; Lima, 2010).</p>     <p>A conviv&ecirc;ncia com grupo de amigos, fundamental na constru&ccedil;&atilde;o da autonomia dos adolescentes, de forma a aliviar a depend&ecirc;ncia emocional em rela&ccedil;&atilde;o a seus pais, fica prejudicada ao longo do tratamento oncol&oacute;gico, devido &agrave;s restri&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas de frequentar ambientes p&uacute;blicos e ter contato com muitas pessoas, para preservar a imunidade dos pacientes adolescentes (Senna &amp; Dessen, 2012).</p>     <p>Tal condi&ccedil;&atilde;o &eacute; vivenciada pelo adolescente como isolamento social e sentida como situa&ccedil;&atilde;o de abandono por parte dos amigos, o que gera ressentimento em rela&ccedil;&atilde;o aos colegas que n&atilde;o estiveram presentes ao longo de seu tratamento, como exposto pelo jovem Vin&iacute;cius:</p>     <p><i>Eu via eles saindo e eu tinha que ficar dentro de casa, n&eacute;. Tudo que tinha alguma coisa diferente, eu n&atilde;o podia ver, n&atilde;o podia, eu tinha que ficar isolado, n&eacute;. Era dif&iacute;cil, viu! Com treze anos a gente quer sair, quer jogar bola, quer ficar em festa, e n&atilde;o pode, n&eacute;.(...) Mas, o que eu achei mais ruim foi, tipo assim, ver todo mundo saindo e eu ficando s&oacute;, e ningu&eacute;m lembrava de mim, eu ficava muito chateado, que com o tempo fui vendo quem n&atilde;o era meu amigo de verdade n&atilde;o, entendeu, ainda mais na adolesc&ecirc;ncia. </i>(Vin&iacute;cius)</p>     <p>Sentir-se exclu&iacute;do do seu grupo social durante a adolesc&ecirc;ncia implica em aumento de insatisfa&ccedil;&atilde;o emocional aos adolescentes, que j&aacute; se encontram em conflito com a pr&oacute;pria imagem e com as mudan&ccedil;as vivenciadas devido &agrave; doen&ccedil;a, prejudicando ainda mais sua qualidade de vida (Whitaker et al., 2013).</p>     <p>Os participantes buscam justificar o comportamento dos amigos que se afastaram devido &agrave; imaturidade emocional, compreendendo que tamb&eacute;m eram adolescentes na &eacute;poca. Por&eacute;m, a intensidade com que foi vivenciada a quebra dessa rela&ccedil;&atilde;o de amizade aparece no discurso da participante.</p>     <p><i>E eu fazendo tratamento nessa &eacute;poca,“eu preciso de voc&ecirc;”, e ela, ela virou e falou assim:“N&atilde;o, n&atilde;o precisa contar comigo n&atilde;o. Eu n&atilde;o v&ocirc; t&aacute; com voc&ecirc;, n&atilde;o precisa contar comigo.” Isso ficou marcado ali, tempos. Eu abri o cora&ccedil;&atilde;o, perdoei, hoje a gente conversa, pelo fato da idade mesmo, ela &eacute; bem mais nova que eu, dois anos mais nova, ela tinha 15 anos, ent&atilde;o assim, e eu, nesse dia, marcou muito a minha vida. Chorei demais, me senti muito humilhada. </i>(Paula)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ver os amigos seguirem o cotidiano normal de adolescentes, frequentando escola, festas e viagens, e saber que n&atilde;o est&atilde;o em condi&ccedil;&otilde;es de vivenciar o mesmo, s&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es geradoras de tristeza e ang&uacute;stia, levando pacientes adolescentes a pensamentos de desist&ecirc;ncia do tratamento e desesperan&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o ao futuro.</p>     <p>A necessidade de satisfa&ccedil;&atilde;o imediata &eacute; uma particularidade importante na fase da adolesc&ecirc;ncia, devido &agrave; imaturidade de controle na busca de sensa&ccedil;&otilde;es prazerosas e &agrave; dificuldade em adiar planos (Casey, Duhoux &amp; Cohen, 2010). Num contexto de adoecimento cr&ocirc;nico, com tratamento que exige mudan&ccedil;a dr&aacute;stica na rotina, o adolescente, que se encontra em plena fase de constru&ccedil;&atilde;o de planos em favor de sua independ&ecirc;ncia, v&ecirc;-se reprimido e impossibilitado de realizar seus sonhos.</p>     <p><i>Faltava um pouquinho pra eu poder (...) realizar meu sonho, e a&iacute; descobri. Foi um balde de &aacute;gua fria, foi como se, (...) se tivesse me anulado, como se tivesse falado assim: “Olha, voc&ecirc; n&atilde;o vai poder fazer nada do que voc&ecirc; sonhou e acaba aqui.” Ent&atilde;o eu acho que, assim, o mais dif&iacute;cil foi descobrir realmente na adolesc&ecirc;ncia, porque eu tava cheio de planos, sabe. (...) Eu n&atilde;o conseguia ter esse discernimento, n&eacute;, ent&atilde;o assim, ver minhas amigas assim, vivendo, n&eacute;, estudando e tal, e voc&ecirc; n&atilde;o, n&atilde;o poder fazer nada, &eacute;, acho que eu posso dizer desesperador, porque voc&ecirc; pensa: “Eu n&atilde;o estou vivendo” (...) E teve um per&iacute;odo que eu quis desistir, eu cheguei a ligar pro meu pai e falei: “Pai, eu n&atilde;o quero fazer mais.” </i>(Nina)</p>     <p>Planos desfeitos, amigos afastados, corpo irreconhec&iacute;vel s&atilde;o perdas reais no enfrentamento do c&acirc;ncer pelo adolescente, vividas como pequenas mortes em seu cotidiano de tratamento. O encontro com a morte real, ao seu lado, no quarto do hospital, de um colega com a mesma idade, com a mesma doen&ccedil;a, com quem compartilhava as dificuldades do tratamento e as particularidades da adolesc&ecirc;ncia, o faz refletir sobre a pr&oacute;pria finitude, intensificando o medo, as d&uacute;vidas e produzindo questionamentos sobre o sentido da vida.</p>     <p><i>A&iacute;, a pior parte foi que tive que aprender com quinze anos a lidar com as perdas, tipo que, eh, um dia c&ecirc; internada e t&aacute; todo mundo bem, a gente brincava, fazia bagun&ccedil;a no quarto, a gente at&eacute; esquecia que tava fazendo quimioterapia, a&iacute; no outro dia, chegava algu&eacute;m que tava muito ruim, de repente c&ecirc; olhava, e ele tava, come&ccedil;ou a passar mal, perto, tipo, eu vi um dos meus amigos, um dos meus melhores amigos morrendo na minha frente, ent&atilde;o essa pra mim foi pior, que foi ver meus amigos morrer.(...) Ai, no come&ccedil;o, eu n&atilde;o aceitei muito bem n&atilde;o, porque eu ficava assim, tipo assim, eu olhava, sabe, eu n&atilde;o entendia, porque se tava dando certo para mim, por que que n&atilde;o dava certo para eles? </i>(Luna)</p>     <p>Ao encarar o real da morte, o paciente busca recursos internos de enfrentamento em favor da elabora&ccedil;&atilde;o das perdas vivenciadas (Poles, Bicalho, Ferreira &amp; Miranda<i>, </i>2017). Diante do sofrimento, o adolescente precisa encontrar estrat&eacute;gias que o fortale&ccedil;am e o auxiliem na reorganiza&ccedil;&atilde;o emocional para dar continuidade ao tratamento e &agrave; vida, como discutido na pr&oacute;xima categoria.</p>     <p><b>Viv&ecirc;ncias de enfrentamento no processo de adolescer relacionadas ao adoecimento e tratamento do c&acirc;ncer</b></p>     <p>Apesar das intensas dificuldades vivenciadas ao longo do tratamento oncol&oacute;gico, provocando mudan&ccedil;as em seu corpo, em sua rotina, em suas rela&ccedil;&otilde;es sociais, adolescentes procuram recursos para melhor se ajustarem &agrave; situa&ccedil;&atilde;o que experienciam, desenvolvendo um processo de aceita&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer (Zebrack &amp; Isaacson, 2012).</p>     <p>O adolescente tem recurso cognitivo adequado para compreender a universalidade e a irreversibilidade da morte, por&eacute;m parece ignor&aacute;-la, vivendo com a suposi&ccedil;&atilde;o da imortalidade, considerando a possibilidade da pr&oacute;pria morte como algo distante (Rodrigues &amp; Kov&aacute;cs, 2005). Em uma situa&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;a amea&ccedil;adora &agrave; vida, essa condi&ccedil;&atilde;o de imortal pode ser utilizada como recurso de prote&ccedil;&atilde;o, uma cren&ccedil;a quase inabal&aacute;vel de que a universalidade da morte n&atilde;o o inclui.</p>     <p><i>Eu tenho uma coisa muito, eu n&atilde;o acredito muito em morte n&atilde;o, sabe?! Eu acredito que todo mundo morre, mas eu n&atilde;o quero acreditar que eu vou morrer, ent&atilde;o, quando eu descobri que eu tava doente, eu acho que isso me ajudou, porque eu pensei assim: “Ah, esse problema n&atilde;o vai me matar.” Eu pensei desse jeito. Meu pai falava para mim: “Voc&ecirc; n&atilde;o tem no&ccedil;&atilde;o da gravidade do problema!” E eu falava com ele: “Pai, eu tenho no&ccedil;&atilde;o do tamanho do meu problema, meu problema &eacute; que n&atilde;o tem no&ccedil;&atilde;o do tamanho que &eacute; eu”. </i>(Kayla)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Da mesma forma, a n&atilde;o reflex&atilde;o sobre a doen&ccedil;a &eacute; utilizada pelo adolescente diante do diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer, como ref&uacute;gio de medos e incertezas, experienciando o adoecimento como algo a ser vivido e n&atilde;o considerando a sua complexidade (Souza, Belato, Ara&uacute;jo &amp; Almeida<i>, </i>2016). O desconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a muitas vezes favorece o adolescente em seu processo de enfrentamento, protegendo-o de uma vis&atilde;o estigmatizada sobre o sofrimento e a gravidade da doen&ccedil;a, que culturalmente &eacute; vista como sin&ocirc;nimo de morte. A ignor&acirc;ncia sobre o assunto torna-se uma aliada do adolescente, pois favorece a constru&ccedil;&atilde;o mental de algo poss&iacute;vel de ser enfrentado e vencido.</p>     <p><i>Ent&atilde;o, hoje eu vejo que foi muito bom a parte da ignor&acirc;ncia, a parte de n&atilde;o saber direito, de ser tudo novo, porque acabava que eu tinha uma vis&atilde;o mais infantil da coisa, do que eu tenho hoje, o que pra mim s&oacute; traz benef&iacute;cio. Hoje eu tenho mais medo do que antes, no sentido assim de saber o tanto que &eacute; s&eacute;rio. Na &eacute;poca voc&ecirc; fica meio, sei l&aacute;, meio iludido talvez, assim. A ignor&acirc;ncia privilegia, eu acho. </i>(Reinaldo)</p>     <p>A insci&ecirc;ncia utilizada pelo adolescente como forma de prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve ser respons&aacute;vel pela sua desinforma&ccedil;&atilde;o, ou seja, as d&uacute;vidas e incompreens&otilde;es expostas pelos adolescentes devem ser acolhidas e sanadas; as informa&ccedil;&otilde;es devem ser oferecidas a partir de sua demanda, para serem utilizadas como ferramenta para posicionamento ativo do adolescente como protagonista de sua hist&oacute;ria (Angelo, Cunha, Moreira &amp; Gomes, 2011).</p>     <p>O recurso de enfrentamento apontado na literatura como o mais utilizado por pacientes com c&acirc;ncer &eacute; a f&eacute;. A f&eacute; se constitui como sentimento de seguran&ccedil;a sobre o que vai acontecer e como pensamento construtivo que parte do desejo do sujeito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida (Costa &amp; Leite, 2009).</p>     <p>Mesmo que inicialmente a f&eacute; seja colocada em d&uacute;vida pelo adolescente, ao questionar o motivo pelo qual est&aacute; doente, sua postura vai se modificando ao longo do tratamento, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas cren&ccedil;as religiosas. O desenvolvimento da f&eacute; &eacute; citado pela maioria dos participantes como situa&ccedil;&atilde;o fundamental para fortalecimento pr&oacute;prio.</p>     <p><i>A&iacute; eu perguntei pra Deus, n&eacute;, assim: “Por qu&ecirc;, Deus? Por que comigo? Nossa, n&atilde;o fa&ccedil;o nada de errado.(...) Hoje eu vejo o tanto que eu fui boba, de pensar nisso, n&eacute;, porque acho que tudo tem um prop&oacute;sito (...) O que eu aprendi ningu&eacute;m me tira, assim, eu n&atilde;o acuso Deus, nem nada, agrade&ccedil;o a Ele por ter passado por isso.(...)Acho que o meu melhor amigo foi Deus, Deus me alimentou uma f&eacute; que eu</i> <i>nunca imaginava ter, nem sabia o que que era f&eacute;, eu criei ali a expectativa de vida,os sonhos vieram.” </i>(Paula).</p>     <p>A experi&ecirc;ncia de sobreviver ao c&acirc;ncer exige capacidade de conviver com o paradoxo de reconhecer a condi&ccedil;&atilde;o de curado e, ao mesmo tempo, saber da possibilidade constante de recidiva. Assim, o modo de enfrentamento desta amea&ccedil;a &eacute; que parece determinar a qualidade de adapta&ccedil;&atilde;o e reinser&ccedil;&atilde;o do adolescente e sua fam&iacute;lia, promovendo uma melhor qualidade de vida no per&iacute;odo de p&oacute;s-tratamento (Anders &amp; Souza, 2009).</p>     <p>Na fase de <i>follow-up</i>, o medo da volta da doen&ccedil;a est&aacute; presente nas falas dos participantes com maior ou menor intensidade, por&eacute;m a f&eacute; nesse momento &eacute; novamente utilizada de forma a aliviar o sentimento de amea&ccedil;a e conseguir seguir a vida.</p>     <p><i>Eu t&ocirc; bem tranquilo assim, a gente fica assim pensando, s&oacute; se voltar, n&eacute;, porque tem que passar cinco anos de acompanhamento, mas fica, f&eacute; em Deus, n&eacute;, tendo f&eacute; em Deus, em primeiro lugar, que n&atilde;o vai deixar isso acontecer, n&eacute;, eh, se for preocupar mais, n&eacute;, &eacute; s&oacute; isso, medo de voltar, n&eacute;, com o tempo </i>(Shecks)</p>     <p>O modo com que os pais enfrentam o processo de adoecimento dos filhos &eacute; direcionado por suas pr&oacute;prias hist&oacute;rias de vida, considerando suas experi&ecirc;ncias, valores e cren&ccedil;as. Tal postura pode refletir na forma como o adolescente reage ao seu momento de doen&ccedil;a e tratamento (Lanza &amp; Valle, 2014).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A import&acirc;ncia do apoio familiar para o fortalecimento emocional do adolescente durante um tratamento rigoroso e doloroso &eacute; un&acirc;nime na fala dos participantes. Quando o adolescente doente sente que est&aacute; sendo um peso para a fam&iacute;lia, ele acaba por assumir uma culpa indevida, prejudicando suas condi&ccedil;&otilde;es emocionais de enfrentamento. Por outro lado, ao perceber mudan&ccedil;as positivas dos pais em sua pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, desperta no adolescente o desejo de retribuir, gerando um investimento ativo em seu tratamento e confian&ccedil;a na cura.</p>     <p><i>A minha m&atilde;e, na &eacute;poca ela tava com depress&atilde;o, a&iacute; na hora que eu recebi o diagn&oacute;stico, a minha m&atilde;e melhorou, ela esqueceu de tomar os rem&eacute;dios, ela n&atilde;o tomava os rem&eacute;dios dela depois,ela melhorou 100% pra cuidar de mim(...)minha m&atilde;e ficou muito forte, foi muito forte para passar por toda essa situa&ccedil;&atilde;o comigo, o meu pai, meu pai tamb&eacute;m sempre foi uma pessoa assim, muito de alto astral, ele v&ecirc; o lado positivo em tudo. </i>(Cristina)</p>     <p>A busca de suporte social, a express&atilde;o de sentimentos e a reorganiza&ccedil;&atilde;o cognitiva s&atilde;o apresentadas como situa&ccedil;&atilde;o de al&iacute;vio de sofrimento e favorecimento no processo de enfrentamento e melhor adapta&ccedil;&atilde;o geral ao adoecimento e tratamento oncol&oacute;gico por adolescentes (Souza &amp; Seidl<i>, </i>2014).</p>     <p>A rela&ccedil;&atilde;o com os amigos &eacute; apresentada pelos participantes como uma situa&ccedil;&atilde;o positiva ao encarar uma doen&ccedil;a no per&iacute;odo da adolesc&ecirc;ncia em compara&ccedil;&atilde;o a outras fases da vida, pois entendem que devido &agrave; rotina escolar o seu c&iacute;rculo de amizade torna-se mais amplo.</p>     <p><i>Eu acho que se eu tivesse passado em outra fase, n&atilde;o seria t&atilde;o f&aacute;cil, por causa da &eacute;poca de escola, sabe, porque tipo assim, eu tive muito amigo que me ajudou, na escola assim tava sempre junto comigo, a&iacute; eu acho que foi, tipo assim, numa &eacute;poca, como se diz boa, n&eacute;. Eu vi um lado bom, por isso, pelos amigos e, tipo assim, depois que a gente sai da escola, a gente afasta mais, entendeu, a&iacute; eu achei que me ajudou bastante isso.</i>(Hazel)</p>     <p>Os adolescentes apresentam formas peculiares de enfrentamento do adoecimento, pr&oacute;prios dessa fase do desenvolvimento. Esses recursos fazem parte da constitui&ccedil;&atilde;o de sua vis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida e de estabelecimento de novos significados relacionados &agrave; experi&ecirc;ncia vivenciada, conforme apresentado na terceira categoria tem&aacute;tica.</p>     <p><b>Significa&ccedil;&otilde;es e perspectivas de pacientes que vivenciaram tratamento oncol&oacute;gico na adolesc&ecirc;ncia</b></p>     <p>Estudos recentes t&ecirc;m demonstrado crescimento positivo, desenvolvimento adaptativo e aumento da capacidade em enfrentar desafios, em pacientes que vivenciaram o c&acirc;ncer como uma situa&ccedil;&atilde;o estressante em sua adolesc&ecirc;ncia, desenvolvendo melhor ajuste geral, a partir de um n&iacute;vel moderado de evento estressor (Tillery, Sharp, Okado, Long &amp; Phipps, 2016).</p>     <p>A an&aacute;lise revela que a maioria dos participantes exp&otilde;e em sua fala aprendizado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s experi&ecirc;ncias vivenciadas na adolesc&ecirc;ncia com c&acirc;ncer, relatando que foram constru&iacute;dos novos significados, percebendo seu pr&oacute;prio amadurecimento e mudan&ccedil;as na forma de ver a vida.</p>     <p><i>Naquele momento l&aacute; parece que eu j&aacute; tinha mudado a minha, de um dia pro outro eu mudei a minha, a minha forma de pensar, de ver a vida. (...) Comecei a me apegar a poucas coisas,(...) comecei dar valor mais em poucas, pequenas coisas, n&eacute;, algumas pessoas faz pra gente,(...) era, n&eacute;, tipo adolescente mesmo, era um adolescente, n&eacute;, mas a partir daquilo eu j&aacute; comecei a ter uma vis&atilde;o(...)diferente das coisas. Entendeu, parece, eu era um adolescente, mas com a cabe&ccedil;a tipo um adulto, uma coisa assim, uma vis&atilde;o mais, pensa em coisa mais importante, tive amadurecimento for&ccedil;ado, entendeu. </i>(Jo&atilde;o)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Retornar &agrave; rotina e reorganizar a vida ap&oacute;s o t&eacute;rmino do tratamento oncol&oacute;gico pode n&atilde;o ser uma tarefa simples para o adolescente. &Eacute; necess&aacute;rio que ele se dispa do papel de doente, reassuma as pr&oacute;prias responsabilidades diante da fam&iacute;lia, da escola e do grupo social e reestruture a identifica&ccedil;&atilde;o de si mesmo, para que consiga ressignificar os acontecimentos vivenciados e se tornar sujeito da pr&oacute;pria vida (Gurgel &amp; Lage, 2013).</p>     <p>Os participantes demonstram satisfa&ccedil;&atilde;o ao falar sobre sua experi&ecirc;ncia com o c&acirc;ncer durante a adolesc&ecirc;ncia, sentindo-se vitoriosos, demonstram orgulho pela forma com que enfrentaram o tratamento, desenvolvendo uma postura ativa, com reorganiza&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, social e emocional. Exp&otilde;em como conquista a recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e demonstram usar dessa experi&ecirc;ncia para servir de exemplo para outras pessoas.</p>     <p><i>Eu acho que eu sirvo de motiva&ccedil;&atilde;o,(...) eu fico sendo uma hist&oacute;ria de luta, porque eles presenciaram o que eu passei, eles viram que eu fiz por onde (...)eu acho que por mais que eu era uma adolescente, eu fazia por onde, minha m&atilde;e, ela, acho que ela teve muita sorte com isso, eu n&atilde;o fui aquela adolescente que eu corria do rem&eacute;dio(...) porque eu j&aacute; entendi um pouco, pra eu melhorar eu precisava fazer aquilo (...) Eu tenho orgulho de tudo que eu passei, foi dif&iacute;cil, mas eu tenho muito orgulho, porque n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, n&atilde;o &eacute; qualquer um que passa e eu passei numa fase que eu n&atilde;o tinha muito conhecimento, ent&atilde;o &eacute; muito orgulho. </i>(&Acirc;mbica)</p>     <p>As lembran&ccedil;as de situa&ccedil;&otilde;es ruins convivem com recorda&ccedil;&otilde;es sobre o cuidado e carinho recebidos ao longo do tratamento, os relatos parecem amb&iacute;guos por conjugarem a dificuldade vivenciada e a vit&oacute;ria alcan&ccedil;ada. Por&eacute;m, o sentimento de gratid&atilde;o &eacute; marcante na fala dos participantes, gratid&atilde;o a Deus, &agrave; fam&iacute;lia e &agrave; equipe de sa&uacute;de. Em sua singularidade, os participantes fazem refer&ecirc;ncias aos profissionais da equipe da unidade oncol&oacute;gica (m&eacute;dicos, enfermeiros, t&eacute;cnicos de enfermagem, psic&oacute;logos, pedagogas e recepcionistas) demonstrando respeito, afeto e agradecimento.</p>     <p><i>Eh, foi muitas coisas assim, eu lembro de tudo, (...) lembro das noites ruins,(...) febre, dor, aquela agonia.(...) Mas de muitas coisas boas, de conhecer as pessoas, s&oacute; de conhecer aquelas pessoas l&aacute; </i>(refere-se aos profissionais do hospital), <i>at&eacute; hoje tenho muita amizade (...)eu tento lembrar das coisas boas, lembro das pessoas que me ajudaram muito(...) &eacute;, uma coisa que eu nunca vou esquecer(...) S&oacute; de pensar que eu n&atilde;o t&ocirc; l&aacute; de novo, deitada na cama, esperando outro dia, pra ver como vai ser, como que eu vou reagir, como que o rem&eacute;dio vai reagir, &eacute; muito, &eacute; uma gratid&atilde;o enorme (...)eu fui escolhida, pra passar por isso e vencer e pra hoje t&aacute; contando a vit&oacute;ria, ent&atilde;o isso foi uma li&ccedil;&atilde;o, uma li&ccedil;&atilde;o que eu vou levar pro resto da vida. </i>(Lourdes)</p>     <p>O enfrentamento de uma doen&ccedil;a grave redireciona o paciente a novos aspectos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, ele n&atilde;o deseja mais voltar ao estado anterior. A experi&ecirc;ncia do adoecimento &eacute; compreendida como uma fase de aprendizagem e oportunidade de mudan&ccedil;as (Costa &amp; Leite, 2009).</p>     <p>A mudan&ccedil;a dos sonhos ap&oacute;s o tratamento aponta para uma nova forma de compreens&atilde;o da realidade. Os participantes demonstram expectativas positivas em rela&ccedil;&atilde;o ao seu futuro, com planos de estudo, trabalho e fam&iacute;lia. O desejo de ajudar pessoas que vivem o que eles viveram nasce para alguns como um prop&oacute;sito e um novo direcionamento das escolhas, muitas vezes tendo como refer&ecirc;ncia a rela&ccedil;&atilde;o estabelecida ao longo do tratamento com os profissionais de sa&uacute;de.</p>     <p><i>Eu achei que ele </i>(o c&acirc;ncer) <i>me ajudou muito sabe, eh, foi como uma experi&ecirc;ncia mesmo de vida. (...) Depois disso eu vou mais &agrave; igreja, sabe, eu quis ajudar mais as pessoas, a&iacute; eu penso em fazer Medicina tanto por isso, eu queria fazer Oncologia, sabe, pra ajudar tamb&eacute;m, porque eu sei o tanto que &eacute; dif&iacute;cil, sabe, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, e eu acho que assim, a gente passando pela situa&ccedil;&atilde;o, a gente compreende melhor, entendeu.(...) Eu sempre falei em fazer Odontologia, a&iacute; depois que eu adoeci, eu j&aacute; mudei de ideia e t&ocirc; com ela at&eacute; hoje. </i>(Hazel)</p>     <p>A vis&atilde;o estigmatizada de que o c&acirc;ncer &eacute; sin&ocirc;nimo de morte tem apresentado mudan&ccedil;a a partir da evolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica relacionada &agrave; oncologia. Tratamentos com resultados positivos, que aumentam os casos de cura, t&ecirc;m possibilitado que adolescentes comecem a identificar o c&acirc;ncer como uma doen&ccedil;a que pode ser tratada e curada.</p>     <p>A esperan&ccedil;a em adolescentes com leucemia foi relacionada como fator determinante para a resili&ecirc;ncia, ou seja, para sua capacidade de recuperar, de se readaptar ap&oacute;s situa&ccedil;&atilde;o de estresse, de forma bem sucedida (Hong &amp; Park, 2015). Ao terem conhecimento de outros adolescentes que passaram pela mesma situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento e que est&atilde;o saud&aacute;veis e seguindo a vida, renova a esperan&ccedil;a dos adolescentes, identificando reais possibilidades de cura.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>E a&iacute; quando eu pensei em desistir e ela </i>(a m&eacute;dica) <i>conversou comigo, e ela falar que, que ia dar tudo certo, que eu ia poder ter sonhos depois disso, me deu esperan&ccedil;a, sabe, mesmo sabendo que ela n&atilde;o podia me garantir aquilo, n&eacute;, porque &eacute; uma coisa muito inst&aacute;vel, (...) ela me deu esperan&ccedil;a, e ela falou tipo assim, de pacientes que j&aacute; estavam melhor, (...)que j&aacute; estavam na faculdade, que se casaram, que tem uma vida normal, como eu tenho hoje. </i>(Nina)</p>     <p>A mesma participante segue refletindo sobre a import&acirc;ncia de que a informa&ccedil;&atilde;o sobre as elevadas chances de cura do c&acirc;ncer na adolesc&ecirc;ncia, ao ser diagnosticado precocemente, seja acess&iacute;vel a todos, favorecendo a organiza&ccedil;&atilde;o de uma nova representa&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer refletindo no imagin&aacute;rio social.</p>     <p><i>Acho que a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito importante, n&eacute;, c&ecirc; ter informa&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute;.(...) Eu acho que as escolas s&atilde;o um bom meio, n&eacute;, de levar a informa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sei, panfletos, algu&eacute;m que pudesse falar sobre o que aconteceu, sobre o que est&aacute; acontecendo, tipo um antes e um depois, sabe, pra pessoa poder ver: “N&atilde;o, realmente &eacute; uma doen&ccedil;a, mas olha, tem cura, a pessoa ta bem.” </i>(Nina)</p>     <p>Pode-se perceber que o sofrimento vivenciado durante a adolesc&ecirc;ncia, devido ao adoecimento por c&acirc;ncer, &eacute; relembrado na fala dos participantes ao longo das entrevistas, por&eacute;m, sem demonstra&ccedil;&atilde;o de mal estar ao ser exposto, mas sim uma apresenta&ccedil;&atilde;o do olhar atual sobre sua viv&ecirc;ncia, com importante significa&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o para a continuidade da vida.</p>     <p>A adolesc&ecirc;ncia atravessada pelo adoecimento por c&acirc;ncer demonstra ser uma condi&ccedil;&atilde;o que oferece amplitude de investiga&ccedil;&atilde;o de forma multidisciplinar na &aacute;rea da sa&uacute;de. Nesse estudo, foram explorados os processos vivenciados pelo adolescente ao longo dessa travessia e sua significa&ccedil;&atilde;o. Foi poss&iacute;vel identificar que o adolescente apresenta preocupa&ccedil;&otilde;es peculiares &agrave; adolesc&ecirc;ncia para al&eacute;m do adoecimento.</p>     <p>Sofrimentos relacionados diretamente ao tratamento oncol&oacute;gico, como exames invasivos, interna&ccedil;&otilde;es, fraqueza, incha&ccedil;o, alopecia, repercutem de forma a trazer situa&ccedil;&otilde;es de desconforto emocional e social ao paciente adolescente, que esperava vivenciar uma adolesc&ecirc;ncia normal com seus colegas, tendo que se reprimir e reorganizar sua rotina de acordo com as demandas hospitalares.</p>     <p>O adolescente utiliza de recursos externos e internos pr&oacute;prios da adolesc&ecirc;ncia para favorecer seu enfrentamento ao processo de adolescer com c&acirc;ncer e tudo que essa situa&ccedil;&atilde;o acarreta em sua vida.</p>     <p>Esse estudo aponta tamb&eacute;m para a capacidade de resili&ecirc;ncia apresentada pelos adolescentes diante das adversidades experienciadas, de forma a aliviar seu sofrimento e dar novos significados &agrave; sua vida, o que permite sua readapta&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s tratamento e reflete em suas perspectivas e em sua postura como adulto atuante no mundo.</p>     <p>As unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de e de atendimento especializado em oncologia devem estar articuladas para a assist&ecirc;ncia ao “ser adolescente” que vivencia o c&acirc;ncer, favorecendo, assim, o processo de diagn&oacute;stico precoce do c&acirc;ncer infantojuvenil, que &eacute; fator determinante para a cura da doen&ccedil;a, e o acompanhamento adequado das necessidades do adolescente em respeito &agrave;s particularidades dessa fase do desenvolvimento.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Anders, J. C. &amp; Souza, A. I. J. (2009). Crian&ccedil;as e adolescentes sobreviventes ao c&acirc;ncer: desafios e possibilidades. <i>Ci&ecirc;ncia, Cuidado e Sa&uacute;de, 8</i>, 131-137. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v8i1.7788" target="_blank">10.4025/cienccuidsaude.v8i1.7788</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562431&pid=S1645-0086201900010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Andrade,C.C.,&amp;Holanda,A.F. (2010).Apontamentos sobre pesquisa qualitativa e pesquisa emp&iacute;rico-fenomenol&oacute;gica. <i>Estudo de Psicologia, 27</i>, 259-268. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2010000200013" target="_blank">10.1590/S0103-166X2010000200013</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562433&pid=S1645-0086201900010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Angelo, M., Cunha, M. L. R., Moreira, P. L., &amp; Gomes, S. (2011). Adolescentes com c&acirc;ncer: necessidades de informa&ccedil;&otilde;es. <i>Revista da Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, 11</i>(2), 93-100. Recuperado em <a href="http://www.sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol11-n2/v.11_n.2-art4.adolescentes-com-cancer.pdf" target="_blank">http://www.sobep.org.br/revista/images/stories/pdf-revista/vol11-n2/v.11_n.2-art4.adolescentes-com-cancer.pdf</a> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562435&pid=S1645-0086201900010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>Brasil (2008). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Sa&uacute;de do adolescente: compet&ecirc;ncias e habilidades. Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de do Adolescente: Mudan&ccedil;a de Paradigma. </i>Bras&iacute;lia: Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</p>     <p>Brasil (2012). Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n&deg; 466 de 12 de dezembro de 2012. <i>Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. </i>Bras&iacute;lia: Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</p>     <!-- ref --><p>Burg, A. J. (2016). Body Image and the Female Adolescent Oncology Patient. <i>Journal of Pediatric Oncology Nursing, 33</i>, 18-24. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1177/1043454214563759" target="_blank">10.1177/1043454214563759</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562438&pid=S1645-0086201900010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Casey, B. J., Duhoux, S., &amp; Cohen, M. M. (2010). Adolescence: What Do Transmission, Transition, and Translation Have to Do with It? <i>Neuron, 67</i>, 749-60. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.neuron.2010.08.033" target="_blank">10.1016/j.neuron.2010.08.033</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562440&pid=S1645-0086201900010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cicogna, E. C., Nascimento, L. C., &amp; Lima, R. A. G. (2010). Crian&ccedil;as e adolescentes com c&acirc;ncer: experi&ecirc;ncias com a quimioterapia. <i>Revista Latino-Am&eacute;rican de Enfermagem, 18</i>, 864-872. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692010000500005" target="_blank">10.1590/S0104-11692010000500005</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562442&pid=S1645-0086201900010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, P. &amp; Leite, R. C. B. O. (2009). Estrat&eacute;gias de enfrentamento utilizadas pelos pacientes oncol&oacute;gicos submetidos a cirurgias mutiladores. <i>Revista Brasileira de Cancerologia, 55</i>(4), 355-364. Recuperado em <a href="http://www1.inca.gov.br/rbc/n_55/v04/pdf/355_artigo5.pdf" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/rbc/n_55/v04/pdf/355_artigo5.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562444&pid=S1645-0086201900010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Coutinho, L. G. (2009). Adolesc&ecirc;ncia, cultura contempor&acirc;nea e educa&ccedil;&atilde;o. <i>Estilos da Cl&iacute;nica, 27</i>(14), 134-149. Recuperado em <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282009000200009&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-71282009000200009&lng=pt&tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562446&pid=S1645-0086201900010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DeCastro, T. G. &amp; Gomes, W. B. (2011). Aplica&ccedil;&otilde;es do m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico &agrave; pesquisa em psicologia: tradi&ccedil;&otilde;es e tend&ecirc;ncias<b>. </b><i>Estudos de Psicologia</i>, <i>28</i>, 153-161. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0103-166X2011000200003" target="_blank">10.1590/S0103-166X2011000200003</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562448&pid=S1645-0086201900010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Duarte, I. V., &amp; Galv&atilde;o, I.A. (2014). C&acirc;ncer na adolesc&ecirc;ncia e suas repercuss&otilde;es psicossociais: percep&ccedil;&otilde;es dos pacientes<i>. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 17</i>(1), 26-48<i>. </i>Recuperado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582014000100003&lng=pt&tlng=pt" target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582014000100003&lng=pt&tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562450&pid=S1645-0086201900010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fontanella, B. J. B., Luchesi, B. M., Saidel, M. G. B., Ricas, J.,Turato E. R. &amp; Melo, D. G. (2011). Amostragem em pesquisas qualitativas: proposta de procedimentos para constatar satura&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica. <i>Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica, 27</i>, 389-394. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2011000200020" target="_blank">10.1590/S0102-311X2011000200020</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562452&pid=S1645-0086201900010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frois, E., Moreira, J., &amp; Stengel, M. (2011). M&iacute;dias e a imagem corporal na adolesc&ecirc;ncia: o corpo em discuss&atilde;o. <i>Psicologia em Estudo</i>, <i>16</i>, 71-77. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S1413-73722011000100009" target="_blank">10.1590/S1413-73722011000100009</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562454&pid=S1645-0086201900010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Frota, A. M. M. C. (2007). Diferentes concep&ccedil;&otilde;es da inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: a import&acirc;ncia da historicidade para sua constru&ccedil;&atilde;o. <i>Estudos e pesquisas em Psicologia, 7</i>(1), 144-157. Recuperado de <a href="http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812007000100013&lng=pt&tlng=pt"target="_blank">http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-42812007000100013&lng=pt&tlng=pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562456&pid=S1645-0086201900010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (2011). <i>Situa&ccedil;&atilde;o da adolesc&ecirc;ncia brasileira. </i>O direito de ser adolescente: Oportunidade para reduzir vulnerabilidades e superar desigualdades. Bras&iacute;lia: UNICEF.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562458&pid=S1645-0086201900010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Giorgi, A. (2010). Sobre o m&eacute;todo fenomenol&oacute;gico utilizado como modo de pesquisa qualitativa nas ci&ecirc;ncias humanas: pr&aacute;tica e aplica&ccedil;&atilde;o. In: J. Poupart et al. (Eds.), A. C. Nasser (Trad.). <i>A Pesquisa Qualitativa: Enfoques epistemol&oacute;gicos e metodol&oacute;gicos. </i>Petr&oacute;polis: Editora Vozes.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562460&pid=S1645-0086201900010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gurgel, L. A., &amp; Lage, A. M. V. (2013). Atua&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica na assist&ecirc;ncia &agrave; crian&ccedil;a com c&acirc;ncer: da preven&ccedil;&atilde;o aos cuidados paliativos. <i>Revista de Psicologia</i>, <i>4</i>(1), 83-96. Recuperado em <a href="https://site.medicina.ufmg.br/observaped/wp-content/uploads/sites/37/2015/08/art7.pdf" target="_blank">https://site.medicina.ufmg.br/observaped/wp-content/uploads/sites/37/2015/08/art7.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562462&pid=S1645-0086201900010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holanda, A. (2006). Quest&otilde;es sobre pesquisa qualitativa e pesquisa fenomenol&oacute;gica<i>. An&aacute;lise Psicol&oacute;gica, 24</i>, 363-372. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.14417/ap.176" target="_blank">10.14417/ap.176</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562464&pid=S1645-0086201900010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hong, S. S., &amp; Park, H. R. (2015). Predictors of Resilience in Adolescents with Leukemia. <i>Journal of Korean Academy of Nursing, 45</i>, 595-603. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.4040/jkan.2015.45.4.595" target="_blank">10.4040/jkan.2015.45.4.595</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562466&pid=S1645-0086201900010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Nacional do C&acirc;ncer (2015). <i>Estimativa 2016: incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. </i>Coordena&ccedil;&atilde;o de Preven&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia. Rio de Janeiro: INCA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562468&pid=S1645-0086201900010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lanza, L. F., &amp; Vale, E. R. M. (2014). Crian&ccedil;a no tratamento final contra o c&acirc;ncer e seu olhar para o futuro. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>31</i>, 289-297. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/0103-166X2014000200013" target="_blank">10.1590/0103-166X2014000200013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562470&pid=S1645-0086201900010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></a></p>     <!-- ref --><p>Mutti, C. F., Paula, C. C., &amp; Souto, M. D. (2010). Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a com C&acirc;ncer na Produ&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica Brasileira. <i>Revista Brasileira de Cancerologia, 56</i>(1), 71-83. 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Bras&iacute;lia: Conselho Federal de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562474&pid=S1645-0086201900010000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pimenta, L. S. (2015). <i>O adolescente frente ao transplante de c&eacute;lulas-tronco hematopoi&eacute;ticas: contribui&ccedil;&otilde;es para a&ccedil;&otilde;es do Enfermeiro na equipe multiprofissional </i>(Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado).Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Rio de Janeiro.</p>     <!-- ref --><p>Poles, K., Bicalho, C. M. S., Ferreira, V. M., &amp; Miranda C. E. (2017). Aspectos emocionais na atua&ccedil;&atilde;o em cuidados paliativos. In: J. D. R. Pessalacia, Zoboli, E. L. C. P., &amp; A. E. 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