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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Teoria da aprendizagem social de Bandura na formação de habilidades de conversação]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bandura social learning theory on conversational skills training]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The social learning theory proposed by Albert Bandura is exclusively revisited as conceptual basis for the learning method of conversational skills training. This theory defines that the human development and functioning result from a reciprocal triadic relationship between internal stimuli, external stimuli, and behavior. Observational learning is, thus, governed by four interdependent processes: attention, memory, behavior and motivation. The exposure to, and learning and use of modeled patters of thought behavior, which are “universally” available, lead observers to transcend the bounds of their immediate environment, developing themselves and exploring choices and paths. Considering individual's skills as being abstraction and symbolic representation, vicarious learning (“learning by observing the others”), prediction, self-regulation, self- reflection and self-efficacy, social learning is first considered as a process of transmission of rules to generate and transform behaviors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Teoria da aprendizagem social de bandura na forma&ccedil;&atilde;o de habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Bandura social learning theory on conversational skills training</b></font></p>     <p><b>Carlos Melo-Dias<sup>1</sup> &amp; Carlos Fernandes da Silva<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Enfermagem de Coimbra; Projeto PBE-MENTAL na UICISA-E, Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de-Enfermagem, Portugal Centre for Evidence Based Practice: A JBI Centre of Excellence (PCEBP, <a href="mailto:cmelodias@esenfc.pt">cmelodias@esenfc.pt</a></p>     <p><sup>2</sup>Departamento de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia e diretor do Programa Doutoral em Psicologia da Universidade de Aveiro; Grupo de Investiga&ccedil;&atilde;o PsycoLive - Psychology &amp; Long Living, do CINTESIS; Laborat&oacute;rio de Psicologia Experimental e Aplicada - PsyLab; Assembleia Representantes da Ordem dos Psic&oacute;logos Portugueses, <a href="mailto:csilva@ua.pt">csilva@ua.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A teoria da aprendizagem social, de Albert Bandura, &eacute; revisitada em exclusividade, enquanto base conceptual do m&eacute;todo de aprendizagem da forma&ccedil;&atilde;o de habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o, definindo que o desenvolvimento e funcionamento da pessoa decorrem da rela&ccedil;&atilde;o tri&aacute;dica rec&iacute;proca entre os est&iacute;mulos internos, os est&iacute;mulos externos, e o comportamento. A aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o &eacute; assim governada por quatro processos interdependentes: a aten&ccedil;&atilde;o, a memoriza&ccedil;&atilde;o, o comportamento, e a motiva&ccedil;&atilde;o, sendo que a exposi&ccedil;&atilde;o, aprendizagem, e utiliza&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de modelo de pensamento e comportamento, “universalmente” dispon&iacute;veis levam os observadores a transcender os limites do seu ambiente circunscrito, adquirindo desenvolvimento e concretizando escolhas e caminhos. Sendo as capacidades das pessoas, a abstra&ccedil;&atilde;o e simboliza&ccedil;&atilde;o, a aprendizagem vicariante (“aprender com a observa&ccedil;&atilde;o dos outros”), a previs&atilde;o, a autorregula&ccedil;&atilde;o, a autorreflex&atilde;o, e a autoefic&aacute;cia, a aprendizagem social &eacute; preferencialmente entendida como um processo de transmiss&atilde;o de regras para gerar e inovar comportamentos.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>teoria da aprendizagem social, observa&ccedil;&atilde;o, abstra&ccedil;&atilde;o, reflex&atilde;o, enfermagem</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>The social learning theory proposed by Albert Bandura is exclusively revisited as conceptual basis for the learning method of conversational skills training. This theory defines that the human development and functioning result from a reciprocal triadic relationship between internal stimuli, external stimuli, and behavior.</p>     <p>Observational learning is, thus, governed by four interdependent processes: attention, memory, behavior and motivation. The exposure to, and learning and use of modeled patters of thought behavior, which are “universally” available, lead observers to transcend the bounds of their immediate environment, developing themselves and exploring choices and paths.</p>     <p>Considering individual's skills as being abstraction and symbolic representation, vicarious learning (“learning by observing the others”), prediction, self-regulation, self- reflection and self-efficacy, social learning is first considered as a process of transmission of rules to generate and transform behaviors.</p>     <p><b>Keywords: </b>social learning theory, observation, abstraction, reflection, nursing</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Aprendizagem Social foi utilizada como a base conceptual do m&eacute;todo de ensino-aprendizagem utilizado num programa de forma&ccedil;&atilde;o de habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o com pessoas doentes com esquizofrenia no &acirc;mbito de uma investiga&ccedil;&atilde;o de doutoramento em Enfermagem (Melo-Dias, 2015). No &acirc;mbito do exerc&iacute;cio profissional de Enfermagem procura-se, ao longo de todo o ciclo vital, prevenir a doen&ccedil;a e promover os processos de readapta&ccedil;&atilde;o, procura-se a satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades humanas fundamentais e a m&aacute;xima independ&ecirc;ncia na realiza&ccedil;&atilde;o das atividades da vida, procura-se a adapta&ccedil;&atilde;o funcional aos d&eacute;fices e a adapta&ccedil;&atilde;o a m&uacute;ltiplos fatores - frequentemente atrav&eacute;s de processos de aprendizagem do cliente (Ordem dos Enfermeiros, 2001).</p>     <p>Liberman defende que s&atilde;o quatro as raz&otilde;es principais para a utiliza&ccedil;&atilde;o da aprendizagem de habilidades sociais nos doentes com esquizofrenia (Liberman &amp; Corrigan, 1993), nomeadamente: I. O ajustamento social prem&oacute;rbido prediz, consideravelmente, o posterior curso e evolu&ccedil;&atilde;o das perturba&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas; II. O funcionamento social &eacute; deficiente em crian&ccedil;as que apresentam risco de vir a sofrer de esquizofrenia; III. O d&eacute;fice em aptid&otilde;es sociais, frequentemente presente em pessoas que sofrem de perturba&ccedil;&otilde;es mentais, &eacute; um fator progn&oacute;stico para a reca&iacute;da e o regresso ao internamento hospitalar; IV. A aprendizagem de aptid&otilde;es sociais reduz o &iacute;ndice de reca&iacute;das em esquizofrenia (Liberman &amp; Corrigan, 1993).</p>     <p>Aceitando que se confirma que poucos s&atilde;o os clientes que tem acesso a este tipo de interven&ccedil;&otilde;es, j&aacute; que as mesmas n&atilde;o s&atilde;o disponibilizadas por rotina nos diferentes servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental e psiquiatria (Drake, et al., 2000), e reconhecendo a conversa&ccedil;&atilde;o como um componente crucial da aprendizagem de habilidades sociais, nesta interven&ccedil;&atilde;o de ensino-aprendizagem das habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o dos doentes a teoria da aprendizagem social de Bandura foi o organizador concetual da din&acirc;mica e estrat&eacute;gias de desenvolvimento entre os participantes e Enfermeiro, nomeadamente utilizando t&eacute;cnicas comportamentais, estrat&eacute;gias de aprendizagem, e o ensino sistematizado de comportamentos considerados “vitais” para o sucesso das suas intera&ccedil;&otilde;es sociais.</p>     <p>Com este recurso concetual, perspetivou-se um programa de aprendizagem estruturado, ensinando aos doentes as habilidades necess&aacute;rias para desenvolver uma rede social de contatos e para reduzir o stress resultante dos conflitos interpessoais e dos insucessos (Bellack, Turner, Hersen, &amp; Luber, 1984; Hayes, Halford, &amp; Varghese, 1995; Seo, Ahn, Byun, &amp; Kim, 2007) centrando-se na modifica&ccedil;&atilde;o das unidades moleculares do comportamento, procurando aumentar ou diminuir a frequ&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o de elementos particulares, “fracionando” cada comportamento em componentes tais como o contato ocular, postura corporal, tom de voz e demais aspetos relacionados com a escolha do local, a introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa com quem se deseja falar, o iniciar uma conversa de ocasi&atilde;o, e finalmente avaliar o comportamento da pessoa de forma a perceber se ele est&aacute; a perceber se ele se est&aacute; a prestar aten&ccedil;&atilde;o ou se est&aacute; interessado em falar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Assim, neste modelo de interven&ccedil;&atilde;o - baseado na aprendizagem social - as habilidades s&atilde;o aprendidas atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o e experi&ecirc;ncia, e mantidas ou modificadas pelas consequ&ecirc;ncias suas sociais, identificando-se neste processo um papel fundamental tanto dos fatores intr&iacute;nsecos &agrave; pessoa (processos cognitivos), como dos extr&iacute;nsecos (ambiente, situa&ccedil;&otilde;es), bem como, primordialmente a intera&ccedil;&atilde;o entre ambos (Coelho, 1999).</p>     <p>Neste artigo, pretendeu-se dar a exclusividade ao principal autor da teoria da aprendizagem social, Albert Bandura, organizando este artigo s&iacute;ntese com duas obras de refer&ecirc;ncia: uma de 1989, a Social Cognitive Theory (Bandura A. , 1989), e outra de 1996, Social cognitive theory of human development (Bandura A. , 1996).</p>     <p><i>Os seres humanos t&ecirc;m uma capacidade inigual&aacute;vel para serem muitas coisas. O desenvolvimento da qualidade e dos percursos de vida que est&atilde;o realisticamente ao seu alcance &eacute; parcialmente determinado pela sua autonomia e pelas institui&ccedil;&otilde;es culturais que o envolvem no seu desenvolvimento global.</i></p>     <p><i>O desenvolvimento humano &eacute; um fen&oacute;meno heterog&eacute;neo que engloba diferentes tipos de habilidades, que se seguem a diferentes trajet&oacute;rias de mudan&ccedil;a, e que s&atilde;o modific&aacute;veis ao longo de toda a vida.</i></p>     <p><i>Os sistemas sociais que proporcionam compet&ecirc;ncias transversais e generaliz&aacute;veis, criam estruturas e fatores de oportunidade, fornecem recursos de suporte, e ainda permitem espa&ccedil;o para a autonomia individual, potenciando desta forma as hip&oacute;teses de cada pessoa se realizar naquilo que deseja </i>(Bandura A. , 1989; Bandura A. , 1996)<i>.</i></p>     <p>A teoria da aprendizagem social define que o desenvolvimento e funcionamento da pessoa decorrem da rela&ccedil;&atilde;o tri&aacute;dica rec&iacute;proca entre os est&iacute;mulos internos, os est&iacute;mulos externos, e o comportamento.</p>     <p>A aprendizagem &eacute; entendida numa vasta potencialidade que pode ser configurada pela experi&ecirc;ncia vicariante (aprendida diretamente com os outros) em diversas formas dentro dos seus limites intr&iacute;nsecos e biol&oacute;gicos. A sua diversidade social vai produzir diferen&ccedil;as individuais substanciais nas compet&ecirc;ncias, interesses e valores que vai desenvolver (e nas que ficam por desenvolver).</p>     <p>A plasticidade intr&iacute;nseca ao ser humano depender&aacute; por sua vez de mecanismos e estruturas neuropsicol&oacute;gicas especializadas que se desenvolvem ao longo do tempo.</p>     <p>A no&ccedil;&atilde;o de plasticidade da pessoa n&atilde;o significa que o comportamento &eacute; inteiramente um produto p&oacute;s-nascimento. Existem alguns padr&otilde;es organizados de comportamento que j&aacute; est&atilde;o presentes ao nascimento e outros que v&atilde;o aparecendo ao longo do percurso de matura&ccedil;&atilde;o. Cada um de n&oacute;s transporta no c&oacute;digo gen&eacute;tico um conjunto de fun&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas acompanhadas pelas experi&ecirc;ncias ancestrais.</p>     <p>A maioria dos padr&otilde;es de comportamento humano &eacute; organizada pela experi&ecirc;ncia individual e armazenados em c&oacute;digos neuronais (e n&atilde;o providenciados de forma inata). Assim, enquanto o pensamento e comportamento podem ser configurados atrav&eacute;s da experi&ecirc;ncia, os fatores inatos v&atilde;o estar sempre algo presentes em todas as formas de comportamento. Estes fatores gen&eacute;ticos e os sistemas neuronais atrav&eacute;s das suas restri&ccedil;&otilde;es e limites v&atilde;o influenciar as potencialidades do comportamento. S&atilde;o os sistemas neuronais especializados, que como resultado e percurso, t&ecirc;m a miss&atilde;o de organizar, memoriar e processar a informa&ccedil;&atilde;o codificada, providenciada pelas capacidades de abstra&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos, capacidade de aprendizagem vicariante, capacidade de previs&atilde;o, capacidade de autorregula&ccedil;&atilde;o, capacidade de apreciar a autoefic&aacute;cia.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Temos assim que ambos os fatores: experi&ecirc;ncia e biologia interagem de forma complexa na determina&ccedil;&atilde;o do comportamento, sendo o poder e quantidade dos seus contributos determinados pela sua intera&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca.</p>     <p>Por fim, do mesmo modo a intera&ccedil;&atilde;o entre a pessoa e as suas pr&oacute;prias capacidades al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o de determinados resultados, &eacute; em si mesmo o percurso que tamb&eacute;m influencia o seu desenvolvimento como pessoa e o seu funcionamento psicossocial numa complexa rede de intera&ccedil;&otilde;es rec&iacute;procas.</p>     <p>Na aprendizagem social o processamento e codifica&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o acontece providenciada pelas seguintes capacidades core: <i>capacidades de abstra&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos, capacidade de aprendizagem vicariante, capacidade de previs&atilde;o, capacidade de autorreflex&atilde;o, capacidade de autorregula&ccedil;&atilde;o, capacidade de apreciar a autoefic&aacute;cia </i>(Bandura A. , 1989; Bandura A. , 1996).     <p></p>     <p><b>Abstra&ccedil;&atilde;o e simboliza&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>A capacidade de abstra&ccedil;&atilde;o e simboliza&ccedil;&atilde;o (utiliza&ccedil;&atilde;o de s&iacute;mbolos) disponibiliza &agrave; pessoa uma poderosa ferramenta para a compreens&atilde;o do ambiente e das suas experi&ecirc;ncias de vida.</p>     <p>Os fatores cognitivos determinam parcialmente quais os acontecimentos exteriores que a pessoa vai observar, qual o significado e valor atribu&iacute;do a cada um deles, se v&atilde;o permanecer efeitos dessa experi&ecirc;ncia, que impacto emocional e poder de motiva&ccedil;&atilde;o v&atilde;o convocar, e ainda de que forma esta informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ir&aacute; ser organizada para uso futuro. &Eacute; atrav&eacute;s da simboliza&ccedil;&atilde;o do mundo e de si pr&oacute;prio, que a pessoa processa e transforma momentos, elementos e transi&ccedil;&otilde;es em modelos cognitivos que se constitu&iacute;ram como guias para o racioc&iacute;nio e para a a&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As experi&ecirc;ncias pessoais atrav&eacute;s da simboliza&ccedil;&atilde;o adquirem estrutura, significado e continuidade, da mesma forma que o conhecimento que se constr&oacute;i e expande na medida destas opera&ccedil;&otilde;es de abstra&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, de aprendizagem experiencial e vicariante.</p>     <p>&Eacute; tamb&eacute;m atrav&eacute;s desta capacidade de simboliza&ccedil;&atilde;o que as pessoas comunicam, se entendem, e transmitem conhecimentos, e ainda, criam ideias que transcendem as suas experi&ecirc;ncias sensoriais.</p>     <p>Inicialmente o conhecimento e o relacionamento com os objetos e com o mundo s&atilde;o feitos atrav&eacute;s de processos de modelagem n&atilde;o lingu&iacute;sticos. Relacionando-se o que se ouve com o que se compreende que est&aacute; a acontecer naquele momento, come&ccedil;a-se a alcan&ccedil;ar o que cada s&iacute;mbolo e forma lingu&iacute;stica significam. Este tipo de compreens&atilde;o ajuda a conferir significados aos s&iacute;mbolos lingu&iacute;sticos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O estabelecimento cada vez mais pleno de um sistema lingu&iacute;stico cria uma intricada influ&ecirc;ncia bidirecional entre o desenvolvimento cognitivo e a aquisi&ccedil;&atilde;o da linguagem. Adquirindo e aprendendo o nome das coisas e como representar conceptual e simbolicamente as rela&ccedil;&otilde;es com as palavras, o desenvolvimento da linguagem vai inevitavelmente influenciar a forma como se compreendem, interpretam, e organizam os acontecimentos.</p>     <p>As pessoas s&atilde;o dotadas de capacidades de processamento da informa&ccedil;&atilde;o de modo a extra&iacute;rem das suas experi&ecirc;ncias e conhecimentos as regras lingu&iacute;sticas e utiliz&aacute;-las para codificar e transmitir informa&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A capacidade inerente de categorizar e abstrair caracter&iacute;sticas gerais de casos e circunst&acirc;ncias particulares, de generalizar atrav&eacute;s de recursos semelhantes e de discriminar de entre diferentes caracter&iacute;sticas, providencia o aparelho b&aacute;sico para discernir as regularidades na linguagem. O pensamento humano &eacute; constitu&iacute;do em grande parte por conte&uacute;do baseado na linguagem.</p>     <p>Neste n&iacute;vel de evolu&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento a linguagem, al&eacute;m de um meio de comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m um mecanismo de moldagem do processo de pensamento.</p>     <p>A linguagem &eacute; um produto de m&uacute;ltiplos determinantes em funcionamento atrav&eacute;s dum conjunto diverso de processos de media&ccedil;&atilde;o. Desta complexidade, um dos conjuntos de determinantes, s&atilde;o as habilidades cognitivas, para perceber os elementos essenciais da fala, para reconhecer e lembrar as estruturas sequenciais, para abstrair regras de diversas declara&ccedil;&otilde;es e para selecionar as palavras e regras adequadas para produzir declara&ccedil;&otilde;es intelig&iacute;veis.</p>     <p>O processo de aquisi&ccedil;&atilde;o de linguagem envolve al&eacute;m da aprendizagem das rela&ccedil;&otilde;es gramaticais entre as palavras, tamb&eacute;m a correla&ccedil;&atilde;o entre as formas lingu&iacute;sticas e os acontecimentos que lhes correspondem. Este processo requer a integra&ccedil;&atilde;o de dois sistemas relacionais: o sistema lingu&iacute;stico e o sistema perceptual. Assim, a aprendizagem da linguagem ir&aacute; depender consideravelmente da compreens&atilde;o n&atilde;o lingu&iacute;stica dos acontecimentos aos quais se referem as declara&ccedil;&otilde;es verbais.</p>     <p>Com foco nos fatores pessoais, a extra&ccedil;&atilde;o das regras sint&aacute;ticas dos discursos que nos rodeiam, &eacute; feita essencialmente por aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Aprender a comunicar com s&iacute;mbolos exige o uso adequado dos s&iacute;mbolos verbais versus os objetos e acontecimentos e regras de sintaxe que os representam a cada um e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es entre eles.</p>     <p>A aquisi&ccedil;&atilde;o das regras de linguagem &eacute; desta forma grandemente facilitada pela liga&ccedil;&atilde;o da modelagem lingu&iacute;stica &agrave;s atividades em curso, &agrave;s quais o discurso se refere. Observar as coisas a acontecerem fornece pistas informativas cruciais para ir acompanhando o significado das declara&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>A modelagem inicial das regras lingu&iacute;sticas deve ser simplificada de modo a serem facilmente aprendidas. Tipicamente ajusta-se o discurso &agrave; compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica das pessoas, utilizando declara&ccedil;&otilde;es verbais curtas, pausadas, mais repetitivas e gramaticalmente simples, e com entoa&ccedil;&atilde;o exagerada de modo a focar na a&ccedil;&atilde;o ou situa&ccedil;&atilde;o a decorrer ou a executar. Al&eacute;m desta adequa&ccedil;&atilde;o, utiliza-se tamb&eacute;m outro dispositivo de modelagem, nomeadamente substituindo as declara&ccedil;&otilde;es verbais das pessoas por substitui&ccedil;&atilde;o de corre&ccedil;&otilde;es e/ou acrescentando palavras ou express&otilde;es mais complexas, de modo a reestruturar e elaborar o discurso por modela&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Agrave; medida que a compet&ecirc;ncia lingu&iacute;stica aumenta e se concretiza, as ajudas instrutivas v&atilde;o sendo retiradas, de modo a que a linguagem em uso providencie ela pr&oacute;pria na intera&ccedil;&atilde;o com os outros dos benef&iacute;cios, dos resultados e da motiva&ccedil;&atilde;o que a pessoa pretende e deseja obter.</p>     <p><b>Aprendizagem vicariante(“aprender com a observa&ccedil;&atilde;o dos outros”)</b></p>     <p>Nenhuma cultura conseguiria transmitir os seus valores, linguagem, pr&aacute;ticas e compet&ecirc;ncias pr&oacute;prias, se tivesse de moldar espec&iacute;fica e laboriosamente cada um dos seus membros, pelas consequ&ecirc;ncias dos seus comportamentos, sem utilizar modelos que exemplifiquem os padr&otilde;es culturais.</p>     <p>Os seres humanos evolu&iacute;ram para uma capacidade de aprender com a observa&ccedil;&atilde;o que lhes permite expandir os seus conhecimentos e habilidades de forma r&aacute;pida com base na informa&ccedil;&atilde;o disponibilizada pela modelagem.</p>     <p>Provavelmente toda a aprendizagem comportamental, cognitiva e afetiva pode ser aprendida de forma vicariante, observando o comportamento dos outros e suas consequ&ecirc;ncias.</p>     <p>Este abreviar da aquisi&ccedil;&atilde;o do processo de aprendizagem vicariante &eacute; vital para a sobreviv&ecirc;ncia, bem como para o desenvolvimento da pessoa, j&aacute; que do legado inato contam apenas algumas fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas.</p>     <p>As aprendizagens ocorrem tanto de forma deliberada como indeliberada pela observa&ccedil;&atilde;o dos outros no nosso meio ambiente. Devemos ter em conta que uma muito vasta quantidade de informa&ccedil;&atilde;o sobre os valores humanos, habilidades de racioc&iacute;nio, e comportamentos s&atilde;o recebidos atrav&eacute;s de modelos dos m&eacute;dia.</p>     <p>Na aprendizagem pelo aprender-fazendo, &eacute; necess&aacute;rio moldar as a&ccedil;&otilde;es da pessoa ao longo da repeti&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias de tentativa e erro. No entanto, na aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o, um modelo apenas, consegue transmitir novas formas de pensar e de comportamento a um n&uacute;mero indiscriminado de pessoas (mesmo em lugares distantes) dependendo das condi&ccedil;&otilde;es de transmiss&atilde;o dessa imagem/sess&atilde;o de modelagem. Naturalmente que as transmiss&otilde;es de experi&ecirc;ncias reais pela TV e internet expandem exponencialmente a disponibiliza&ccedil;&atilde;o de modelos expostos todos os dias a todos os membros da sociedade.</p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o, aprendizagem, e utiliza&ccedil;&atilde;o destes padr&otilde;es de modelo de pensamento e comportamento, “universalmente” dispon&iacute;veis levam os observadores a transcender os limites do seu ambiente circunscrito, adquirindo desenvolvimento e concretizando escolhas e caminhos.</p>     <p>A aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o &eacute; governada por quatro processos interdependentes: a <i>aten&ccedil;&atilde;o</i>, a <i>mem&oacute;ria</i>, o <i>comportamento</i>, e a <i>motiva&ccedil;&atilde;o </i>(ver <a href="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a08f1.jpg" target="_blank">esquema A</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a08f1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a08f1.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Processos que governam a aprendizagem por observa&ccedil;&atilde;o da Teoria da Aprendizagem Social de Albert Bandura</p>     <p><i><u>Aten&ccedil;&atilde;o</u></i></p>     <p>Corresponde &agrave; habilidade da pessoa em ser seletiva em rela&ccedil;&atilde;o ao que observa, determinando o que &eacute; observado e extra&iacute;do da diversidade de modelos dispon&iacute;veis. A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental para captar os aspetos significativos do comportamento a aprender. Esta habilidade pode ser influenciada por diversas caracter&iacute;sticas: a visualiza&ccedil;&atilde;o direta ou indireta do modelo, a atra&ccedil;&atilde;o pelo modelo, a compet&ecirc;ncia, a repeti&ccedil;&atilde;o, o estatuto/prest&iacute;gio, as caracter&iacute;sticas do observador (idade, g&eacute;nero, posi&ccedil;&atilde;o social, valores, interesses, conhecimentos).</p>     <p><i><u>Mem&oacute;ria</u></i></p>     <p>O processo de reten&ccedil;&atilde;o/memoriza&ccedil;&atilde;o permite os dados observados sejam codificados e armazenados em constru&ccedil;&otilde;es e padr&otilde;es multim&eacute;dia. A probabilidade de reproduzir essas informa&ccedil;&otilde;es depender&aacute; da capacidade de reten&ccedil;&atilde;o e organiza&ccedil;&atilde;o dessa codifica&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica. A quantidade e qualidade do treino e organiza&ccedil;&atilde;o dessa informa&ccedil;&atilde;o influenciar&atilde;o o desempenho mn&eacute;sico.</p>     <p><i><u>Comportamento</u></i></p>     <p>A produ&ccedil;&atilde;o de comportamentos corresponde &agrave; convers&atilde;o das conce&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas memorizadas em a&ccedil;&otilde;es. Este processo decorre na procura de correspond&ecirc;ncia entre o comportamento e a conce&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica guardada na forma em que estas conce&ccedil;&otilde;es guiam e monitorizam a constru&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o dos comportamentos adequados. Dependendo das condi&ccedil;&otilde;es cognitivas e condi&ccedil;&otilde;es motoras, as habilidades comportamentais ser&atilde;o desenvolvidas e aperfei&ccedil;oadas atrav&eacute;s de ajustamentos com feedback positivo e corretivo no sentido de se aproximarem do padr&atilde;o das conce&ccedil;&otilde;es simb&oacute;licas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i><u>Motiva&ccedil;&atilde;o</u></i></p>     <p>As pessoas s&atilde;o seletivas relativamente ao que desejam e querem, pelo que o desempenho do aprendido pela observa&ccedil;&atilde;o &eacute; influenciado pela sua motiva&ccedil;&atilde;o, nomeadamente por tr&ecirc;s tipos de incentivos/refor&ccedil;os: os resultados diretos, os resultados das consequ&ecirc;ncias observadas nos outros e os resultados de autoavalia&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio comportamento.</p>     <p>No refor&ccedil;o direto, o observador &eacute; refor&ccedil;ado a reproduzir o que observou; no refor&ccedil;o indireto, o comportamento dos outros, pares e modelos, &eacute; refor&ccedil;ado, sendo que os resultados e consequ&ecirc;ncias (positivas e negativas) ao serem observados influenciam o nosso comportamento ao antecipar esse refor&ccedil;o, caso executemos essas a&ccedil;&otilde;es; no autorrefor&ccedil;o, s&atilde;o os refor&ccedil;os atribu&iacute;dos pelo pr&oacute;prio. A pessoa compara o seu comportamento com os padr&otilde;es internos, num processo de autoavalia&ccedil;&atilde;o, autodire&ccedil;&atilde;o e autorrefor&ccedil;o (positivo ou negativo). Assim, quando o comportamento est&aacute; nivelado ou acima dos seus padr&otilde;es surgem sentimentos de satisfa&ccedil;&atilde;o e orgulho, e no inverso, a sensa&ccedil;&atilde;o de culpa, a insatisfa&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o cumprir os padr&otilde;es internos.</p>     <p><b>P</b><b>revis&atilde;o</b></p>     <p>As pessoas de forma prospetiva antecipam as consequ&ecirc;ncias das a&ccedil;&otilde;es, estabelecem objetivos individuais e planeiam as suas a&ccedil;&otilde;es de modo a obter a melhor probabilidade poss&iacute;vel de produzir os resultados esperados.</p>     <p>Atrav&eacute;s deste tipo pessoal de previs&atilde;o as pessoas auto-motivam-se e guiam as a&ccedil;&otilde;es de modo antecipat&oacute;rio. Como regra geral, as pessoas tamb&eacute;m fazem coisas que observaram os outros fazer com sucesso e evitam aquelas em que observaram insucesso. Assim, sabendo j&aacute; que os resultados das consequ&ecirc;ncias do comportamento dos outros exercem a sua influ&ecirc;ncia, o grau dessa influ&ecirc;ncia vai depender da capacidade em analisar essas consequ&ecirc;ncias, na sua semelhan&ccedil;a &agrave; a&ccedil;&atilde;o atual, e na capacidade do sujeito executar a&ccedil;&otilde;es semelhantes.</p>     <p>Dado o car&aacute;ter relativo da influ&ecirc;ncia por previs&atilde;o, os resultados observados apenas ter&atilde;o impacto quando as pessoas os correlacionarem com determinadas a&ccedil;&otilde;es no seu pr&oacute;prio ambiente. Acrescenta-se aqui a complexidade e ambiguidade da an&aacute;lise, pois nas a&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia os resultados s&atilde;o diversos, isto &eacute;, para um mesmo comportamento podemos obter diferentes efeitos consoante diferentes vari&aacute;veis: onde, quando, quem, e outras m&uacute;ltiplas diversas condi&ccedil;&otilde;es situacionais que interferem e interv&ecirc;m na circunst&acirc;ncia.</p>     <p><b>Autorregula&ccedil;&atilde;o</b></p>     <p>As pessoas al&eacute;m de terem conhecimentos diversos e complexos, e serem executores das suas a&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o tamb&eacute;m autodecisoras do seu comportamento e autoreativas ao envolvente sociocultural.</p>     <p>Os nossos comportamentos, na generalidade e maioria, s&atilde;o motivados e regulados pelos padr&otilde;es (simb&oacute;licos) internos e pelas autoavalia&ccedil;&otilde;es (subjetivos).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Autorregula&ccedil;&atilde;o &eacute; um mecanismo de controlo interno que governa a decis&atilde;o de qual o comportamento a desempenhar e quais as consequ&ecirc;ncias autoimpostas, e quais as autoexig&ecirc;ncias colocadas a esse comportamento, estabelecendo assim os principais limites, os motivadores e as restri&ccedil;&otilde;es ao seu pr&oacute;prio comportamento.</p>     <p>A autorregula&ccedil;&atilde;o ocorre durante a rela&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca entre as influ&ecirc;ncias internas e as influ&ecirc;ncias externas, incluindo a modera&ccedil;&atilde;o pelos padr&otilde;es motivacionais e pelos padr&otilde;es s&oacute;cio-morais.</p>     <p><i><u>Padr&otilde;es motivacionais</u></i></p>     <p>A autorregula&ccedil;&atilde;o baseia-se num processo de discrep&acirc;ncia com dois sentidos: produ&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>As pessoas estabelecem sucessivamente objetivos a atingir, guiando e monitorizando as suas a&ccedil;&otilde;es, mobilizando habilidades e esfor&ccedil;os para atingir os resultados esperados. Desta forma os seus padr&otilde;es motivacionais internos podem motivar a pessoa a trabalhar mais ou modificar o seu comportamento para atingir os objetivos que pretende (redu&ccedil;&atilde;o da discrep&acirc;ncia). Ao desafiar-se com novos e sucessivos objetivos v&atilde;o por sua vez estabelecer novas circunst&acirc;ncias de motiva&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o de discrep&acirc;ncias a resolver.</p>     <p><i><u>Padr&otilde;es sociais e morais</u></i></p>     <p>As pessoas de um modo geral desenvolvem padr&otilde;es sociais e morais de uma base diversa de influ&ecirc;ncias, nomeadamente o ensino, o feedback de pessoas significativas, e a modelagem de padr&otilde;es de outros, e ainda pelas diversas institui&ccedil;&otilde;es da sociedade na &aacute;rea do ensino, da religi&atilde;o, da pol&iacute;tica, dos m&eacute;dia, do direito.</p>     <p>Na maioria das tem&aacute;ticas em que desenvolvem padr&otilde;es sociais e morais, as pessoas apresentam estabilidade nessa base de autorregula&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, expetavelmente s&atilde;o coerentes com o seu funcionamento pr&eacute;vio. Adaptando assim um perfil de autorregula&ccedil;&atilde;o moral, que conta com um conjunto de autossan&ccedil;&otilde;es e autolimites que funcionam como reguladores do seu comportamento.</p>     <p>No entanto, as pessoas n&atilde;o absorvem todos ou qualquer um dos padr&otilde;es de comportamento social e moral a que est&atilde;o expostos. Os padr&otilde;es a serem internalizados v&atilde;o depender do grau de proximidade e semelhan&ccedil;a com o modelo, do valor da atividade em quest&atilde;o e do locus de controlo percebido sobre esse comportamento.</p>     <p>Al&eacute;m disso, estes padr&otilde;es sociais e morais, como n&atilde;o funcionam como mecanismos fixos de regula&ccedil;&atilde;o interna, necessitam de ser ativados para exercerem a sua influ&ecirc;ncia. Deve-se ter em conta que existem muitas culturas, sociedades, crises sociais, influ&ecirc;ncias e convuls&otilde;es pol&iacute;ticas, grupos sociais influentes, ideias pol&iacute;tico-sociais de extremos que podem de forma mais ou menos influente ativar ou desativar determinados princ&iacute;pios sociais e morais com os comportamentos correspondentes &agrave;s pessoas que vivem e se desenvolvem nessa circunst&acirc;ncia pessoal e social.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Autorreflex&atilde;o</b></p>     <p>Autorreflex&atilde;o permite &agrave; pessoa analisar as suas experi&ecirc;ncias, pensar sobre os seus conhecimentos e sentimentos, e pensar sobre os seus pensamentos.</p>     <p>Uma atividade cognitiva efetiva implica a capacidade de discriminar entre pensamentos corretos e pensamentos perturbados ou incorretos. Nesta monitoriza&ccedil;&atilde;o autorreflexiva do pensamento as pessoas analisam as ideias e os comportamentos da&iacute; derivados, julgando-as de acordo com a sua adequa&ccedil;&atilde;o perante os resultados, mudando ou adaptando consequentemente os seus comportamentos.</p>     <p>Esta discrimina&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o da adapta&ccedil;&atilde;o dos seus pensamentos podem ser feitas de quatro formas: a intr&iacute;nseca, a vicariante, a persuas&atilde;o, e a l&oacute;gica.</p>     <p>A verifica&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca baseia-se na adequa&ccedil;&atilde;o entre o pensamento e os resultados do comportamento (correspond&ecirc;ncia confirma o pensamento; desajustes tendem a refutar o pensamento).</p>     <p>A verifica&ccedil;&atilde;o vicariante permite que a partir da observa&ccedil;&atilde;o e efeitos dos comportamentos dos outros, a pessoa pode verificar a corre&ccedil;&atilde;o do seu pr&oacute;prio pensamento sobre “o que leva ao qu&ecirc;”.</p>     <p>A verifica&ccedil;&atilde;o de persuas&atilde;o baseia-se na an&aacute;lise do pensamento de acordo com o julgamento dos outros. Em situa&ccedil;&otilde;es em que a experimenta&ccedil;&atilde;o do pensamento n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ou oportuna, a pessoa pode verificar qual a opini&atilde;o e cren&ccedil;as dos outros sobre esse assunto/ideia (muitas vezes estar&aacute; correlacionado com &aacute;reas de especialidade e de consultadoria). A verifica&ccedil;&atilde;o com l&oacute;gica sustenta-se na capacidade em fazer infer&ecirc;ncias. Raciocinando com base naquilo que j&aacute; se sabe, o conhecimento pode derivar-se e abranger a experi&ecirc;ncia que teve de modo a verificar a validade do seu racioc&iacute;nio nessa experi&ecirc;ncia e comportamento.</p>     <p><b>Autoefic&aacute;cia</b></p>     <p>&Eacute; um tipo de autorreflex&atilde;o que permite a avalia&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o acerca das expetativas nas suas habilidades e caracter&iacute;sticas, que s&atilde;o por sua vez, respons&aacute;veis por guiarem o seu comportamento. As expetativas que as pessoas t&ecirc;m acerca da sua efic&aacute;cia influenciam a forma de sentir, de pensar, de agir, e de se motivar. Neste sentido, influenciam tamb&eacute;m as escolhas e decis&otilde;es relativamente ao que fazer? Que esfor&ccedil;os investir em qu&ecirc;? Que perseveran&ccedil;a? Que padr&otilde;es de comportamento? Quanto stress e des&acirc;nimo tolerar nas intera&ccedil;&otilde;es?</p>     <p>As expetativas de autoefic&aacute;cia s&atilde;o baseadas em quatro princ&iacute;pios: ser perito nessa &aacute;rea; experi&ecirc;ncias de aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o comparativamente aos desempenhos dos outros; persuas&atilde;o verbal e influ&ecirc;ncia social que convence outros acerca da capacidade da pessoa para determinadas habilidades; estados e rea&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas com base nos quais as pessoas avaliam parcialmente a sua habilidade, for&ccedil;a e vulnerabilidade.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De notar que estas diversas vari&aacute;veis ter&atilde;o de ser processadas, ponderadas e integradas nas expetativas de autoefic&aacute;cia, sendo que diferentes momentos de vida apresentam e exigem diferentes prot&oacute;tipos de habilidades para alcan&ccedil;ar um funcionamento social com sucesso.</p>     <p>Se se mudarem as aspira&ccedil;&otilde;es, as perspetivas de <i>timing</i>, e as varia&ccedil;&otilde;es culturais ao longo da vida, tamb&eacute;m fazem mudar a estrutura da pessoa, a autorregula&ccedil;&atilde;o e a avalia&ccedil;&atilde;o das suas pr&oacute;prias vidas. Existem imensos caminhos ao longo da vida e em determinado momento a pessoa pode variar substancialmente na forma e m&eacute;todo como tenta gerir com efic&aacute;cia (ou n&atilde;o) a sua vida.</p>     <p>Temos assim que a Modelagem n&atilde;o &eacute; um simples processo de mimetismo comportamental, mas sim entendido como um processo de transmiss&atilde;o de regras para gerar e inovar comportamentos.</p>     <p>A perce&ccedil;&atilde;o, a cogni&ccedil;&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o do sujeito, aplicando o modelo de aprendizagem social na forma&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais/de conversa&ccedil;&atilde;o, podem apresentar dificuldades em diferentes dimens&otilde;es de compet&ecirc;ncias, a saber compet&ecirc;ncias de rece&ccedil;&atilde;o, compet&ecirc;ncias de processamento e compet&ecirc;ncias de envio:</p>     <p>a) Compet&ecirc;ncias de rece&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m conhecidas por perce&ccedil;&atilde;o social, as quais se traduzem na capacidade de perceber de forma eficiente, pistas ou sinais relevantes, tais como a express&atilde;o facial;</p>     <p>b) Compet&ecirc;ncias de processamento, tamb&eacute;m referidas como compet&ecirc;ncias de resolu&ccedil;&atilde;o de problemas, que incluem a capacidade de avaliar a informa&ccedil;&atilde;o percebida, de identificar os objetivos a m&eacute;dio e longo prazo e de planear uma resposta comportamental que antecipe as poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias;</p>     <p>c) Compet&ecirc;ncias de envio, as quais incluem os comportamentos verbais, os n&atilde;o-verbais e os comportamentos paralingu&iacute;sticos (volume da voz, ritmo, tonalidade) que entram na intera&ccedil;&atilde;o social (Coelho, 1999).</p>     <p>A complexidade dos comportamentos &eacute; obtida atrav&eacute;s da “modelagem abstrata” em que os observadores extraem e selecionam da realidade observada os padr&otilde;es comportamentais e as suas pr&oacute;prias avalia&ccedil;&otilde;es.</p>     <p>Nas pessoas com doen&ccedil;a mental, com d&eacute;fices de aten&ccedil;&atilde;o t&iacute;picos, poder&aacute; existir uma “lacuna” entre as interven&ccedil;&otilde;es psicossociais de aprendizagem das habilidades baseadas na evid&ecirc;ncia e a capacidade individual de cada doente em efetivamente as praticar.</p>     <p>O que a investiga&ccedil;&atilde;o tem providenciado &eacute; que este tipo de interven&ccedil;&otilde;es seja baseado na motiva&ccedil;&atilde;o do participante, em tarefas com gradiente de dificuldade individualizado, e o desempenho inserido num contexto significativo, de modo a suscitar a obten&ccedil;&atilde;o de ganhos reais atrav&eacute;s das melhorias motivacionais (Silverstein, et al., 2009).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&Eacute; atrav&eacute;s deste instrumento da intera&ccedil;&atilde;o que se podem adquirir e estabelecer as regras lingu&iacute;sticas, os padr&otilde;es de caracteriza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos acontecimentos, as habilidades de pensamento para obter e utilizar conhecimentos, as conce&ccedil;&otilde;es de “pap&eacute;is” de cada g&eacute;nero sexual, e os padr&otilde;es pessoais de autorregula&ccedil;&atilde;o da motiva&ccedil;&atilde;o e da conduta.</p>     <p>Por isso a forma&ccedil;&atilde;o de habilidades sociais envolve um conjunto diverso, mas algo estandardizado de procedimentos, a saber: Instru&ccedil;&otilde;es, Quadro de parede, Filmagem em v&iacute;deo; Exemplifica&ccedil;&atilde;o e Modelagem; Jogo de Pap&eacute;is; Feedback; Refor&ccedil;os; Valoriza&ccedil;&atilde;o pessoal; Trabalhos de casa (Wong &amp; Woolsey, 1989; Kupke, Hobbs, Lavin, &amp; Cheney, 1984; Lewis, Roessle, Greenwood, &amp; Evans, 1985; Massel, Corrigan, Liberman, &amp; MA, 1991; Chien, et al., 2003; Silverstein, et al., 2009).</p>     <p>Esta forma&ccedil;&atilde;o encoraja fortemente a intera&ccedil;&atilde;o com e entre os participantes, na expetativa do desenvolvimento comum das habilidades, e independentemente do n&iacute;vel de desempenho do doente na forma&ccedil;&atilde;o, este deve sempre pratic&aacute;-las nas suas rotinas pessoais do quotidiano (Chien, et al., 2003)</p>     <p>Acrescendo aos procedimentos, o Enfermeiro assume a posi&ccedil;&atilde;o de lideran&ccedil;a da forma&ccedil;&atilde;o, com a finalidade-chave de desenvolver circunst&acirc;ncias simples e explicar a problem&aacute;tica em foco, bem como as habilidades necess&aacute;rias para a sua resolu&ccedil;&atilde;o (Chien, et al., 2003).</p>     <p>Os efeitos da modela&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m do desenvolvimento de novas habilidades, influenciam os comportamentos j&aacute; existentes/aprendidos, fortalecendo-os ou enfraquecendo-os, de acordo com a previs&atilde;o da probabilidade de consequ&ecirc;ncias de refor&ccedil;o ou de corre&ccedil;&atilde;o relativamente a esse comportamento. As consequ&ecirc;ncias do nosso comportamento ditam em muito o pr&oacute;prio comportamento, pelo que as a&ccedil;&otilde;es que geram consequ&ecirc;ncias positivas tendem a manter-se, enquanto as que geram consequ&ecirc;ncias negativas tendem a desaparecer. Na aprendizagem social as consequ&ecirc;ncias do comportamento concretizam-se constantemente como fontes de informa&ccedil;&atilde;o e fontes de motiva&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Das estrat&eacute;gias de avalia&ccedil;&atilde;o do impacto do ensino-aprendizagem desta interven&ccedil;&atilde;o nas habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o deu-se particular import&acirc;ncia &agrave; teoria da aprendizagem social, expondo esse impacto tamb&eacute;m com a escala de avalia&ccedil;&atilde;o da Autoefic&aacute;cia Geral (EAE). Esta escala permitiu considerar a distin&ccedil;&atilde;o que a teoria da aprendizagem social faz entre a expectativa de efic&aacute;cia, da expectativa de resultado. A expectativa de resultado define-se como a estimativa que o indiv&iacute;duo faz de que determinado comportamento conduz a determinado resultado. A expectativa de efic&aacute;cia, baseada na teoria de Bandura &eacute; a convic&ccedil;&atilde;o de que ele pr&oacute;prio consegue realizar, com sucesso, o comportamento necess&aacute;rio para produzir tais resultados. A expectativa de resultado e de efic&aacute;cia diferenciam-se na medida em que os indiv&iacute;duos podem acreditar que determinada a&ccedil;&atilde;o conduz a determinado resultado, mas, se tiverem d&uacute;vidas acerca da sua capacidade para realizar essa a&ccedil;&atilde;o, a cren&ccedil;a inicial n&atilde;o influencia o seu comportamento (Pais-Ribeiro, 1995; Melo-Dias, 2015)</p>     <p>As experi&ecirc;ncias de simula&ccedil;&atilde;o tradicional s&atilde;o desenhadas na perspetiva da oferta de oportunidades para os participantes terem pap&eacute;is baseados em processos para alcan&ccedil;ar os objetivos de aprendizagem do cen&aacute;rio em desenvolvimento, dessa forma essas experi&ecirc;ncias de simula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o projetadas &agrave; volta do papel do pr&oacute;prio observador usando os quatro componentes da teoria da aprendizagem de Bandura.</p>     <p>Grande parte da aprendizagem humana &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da observa&ccedil;&atilde;o do comportamento dos outros. As pessoas aprendem a imitar com base no refor&ccedil;o para utilizar certos comportamentos espec&iacute;ficos. Ao estrategicamente refor&ccedil;ar consistentemente esses comportamentos adequados obt&ecirc;m-se um duplo efeito, o de manuten&ccedil;&atilde;o desses comportamentos e o de fortalecer o processo de imita&ccedil;&atilde;o. A imita&ccedil;&atilde;o ou a aprendizagem pela observa&ccedil;&atilde;o, como vimos anteriormente, explica-se pelos princ&iacute;pios do condicionamento operante, em que a compreens&atilde;o e desenvolvimento dos sujeitos &eacute; obtida pela media&ccedil;&atilde;o cognitiva, pela imagina&ccedil;&atilde;o/expectativa de obten&ccedil;&atilde;o do refor&ccedil;o, e pelo comportamento dos modelos (Khan &amp; Cangemi, 2001).</p>     <p>Como implica&ccedil;&otilde;es para a Enfermagem de sa&uacute;de mental e psiqui&aacute;trica temos a pertin&ecirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o de oportunidades de aten&ccedil;&atilde;o, reten&ccedil;&atilde;o, reprodu&ccedil;&atilde;o motora e processos de motiva&ccedil;&atilde;o, ajudando a garantir que todos os participantes da experi&ecirc;ncia de aprendizagem e simula&ccedil;&atilde;o, independentemente de sua individualidade, tenham as mesmas oportunidades reais para alcan&ccedil;ar os objetivos de aprendizagem do cen&aacute;rio.</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p>Bandura, A. (1989). Social Cognitive Theory. In R. Vasta (Ed.). <i>Annals of Child Development. Six Theories of Child Development </i>(Vol. 6, pp. 1-60). Greenwich, CT: JAI Press.</p>     <!-- ref --><p>Bandura, A. (1996). Social cognitive theory of human development. In T. Husen, &amp; T. N. Postlethwaite, <i>International Encyclopedia of Education. </i>Oxford: Pergamon Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562882&pid=S1645-0086201900010000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bellack, A., Turner, S., Hersen, M., &amp; Luber, R. (1984). An examination of the efficacy of social skills training for chronic schizophrenic patients. <i>Hospital and Community Psychiatry, 35</i>. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1176/ps.35.10.1023" target="_blank">10.1176/ps.35.10.1023</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562884&pid=S1645-0086201900010000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chien, H., Ku, C., Lu, R., Chu, H., Tao, Y., &amp; Chou, K. (2003). Effects of social skills training on improving social skills of patents with schizophrenia. <i>Archive of Psychiatric Nursing, 17</i>(5)<i>. </i>doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/S0883-9417(03)00095-5" target="_blank">10.1016/S0883-9417(03)00095-5</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562886&pid=S1645-0086201900010000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coelho, C. (1999). Treino de Habilidades Sociais Aplicado a Doentes com Esquizofrenia. <i>(Tese de Mestrado em Psicologia, Instituto de Educa&ccedil;&atilde;o e Psicologia)</i>. Braga.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562888&pid=S1645-0086201900010000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Drake, R., Mueser, K., Torrey, W., Miller, A., Lehman, A., Bond, G., ... &amp; Leff, H. (2000). Evidence- based treatment of schizophrenia. <i>Current Psychiatry Report, 2</i>. doi: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1007/s11920-000-0021-7" target="_blank"> 10.1007/s11920-000-0021-7</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562890&pid=S1645-0086201900010000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Hayes, R., Halford, W., &amp; Varghese, F. (1995). Social skills training with chronic schizophrenic patients: Effects on negative symptoms and community funtioning. <i>Behavior Therapy, 26</i>. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/S0005-7894(05)80092-9" target="_blank">10.1016/S0005-7894(05)80092-9</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562892&pid=S1645-0086201900010000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Khan, K., &amp; Cangemi, J. (Fall de 2001). Social Learning Theory: The Role of Imitation and Modeling in Learning Socially Desirable Behavior. <i>Education, 100</i>(1), 41-46.</p>     <!-- ref --><p>Kupke, T., Hobbs, S., Lavin, P., &amp; Cheney, T. (1984). Social Validation of a Conversational Skills - Training Program. <i>Journal of Behavioral Assessment, 6</i>(3). doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1007/BF01321527" target="_blank">10.1007/BF01321527</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562895&pid=S1645-0086201900010000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lewis, F., Roessle, R., Greenwood, R., &amp; Evans, T. (1985). Conversation skill training with individuals with severe emotional disabilities. <i>Psychosocial Rehabilitation Journal, 8</i>(3). doi: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1037/h0099675" target="_blank"> 10.1037/h0099675</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562897&pid=S1645-0086201900010000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p> Liberman,R.,&amp;Corrigan,P.(1993).Designing new psychosocial treatments for schizophrenia.<i> Psychiatry, 56</i>, 238-249. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/00332747.1993.11024640" target="_blank">10.1080/00332747.1993.11024640</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562898&pid=S1645-0086201900010000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Massel, H., Corrigan, P., Liberman, R., &amp; MA, M. (1991). Conversation skills training of thought- disordered schizophrenic patients through attention focusing. <i>Psychiatry Research, 38</i>(1). doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/0165-1781(91)90052-Q" target="_blank">10.1016/0165-1781(91)90052-Q</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562900&pid=S1645-0086201900010000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Melo-Dias, C. (2015). <i>Habilidades de conversa&ccedil;&atilde;o em adultos com esquizofrenia. </i>Porto: Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa, Instituto de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de. Obtido de <a href="http://hdl.handle.net/10400.14/19361" target="_blank">http://hdl.handle.net/10400.14/19361</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562902&pid=S1645-0086201900010000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Ordem dos Enfermeiros. (2001). <i>Padr&otilde;es de qualidade dos cuidados de enfermagem. </i>Ordem dos Enfermeiros - Conselho de Enfermagem.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562903&pid=S1645-0086201900010000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pais-Ribeiro, J. (1995). Adapta&ccedil;&atilde;o de uma escala de avalia&ccedil;&atilde;o da auto-efic&aacute;cia geral. In Atas de Confer&ecirc;ncia Internacional Obtido em 18 de 8 de 2011, de <a href="http://www.fpce.up.pt/docentes/paisribeiro/testes/EFICACIA.htm" target="_blank">http://www.fpce.up.pt/docentes/paisribeiro/testes/EFICACIA.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562905&pid=S1645-0086201900010000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Seo, J., Ahn, S., Byun, E., &amp; Kim, C. (2007). Social Skills Training as Nursing Intervention to Improve the Social Skills and Self-Esteem of Inpatients with Chronic Schizophrenia. <i>Archives of Psychiatric Nursing, 21</i>(6). doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.apnu.2006.09.005" target="_blank">10.1016/j.apnu.2006.09.005</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562907&pid=S1645-0086201900010000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Silverstein, S., Spaulding, W., Menditto, A., Savitz, A., Liberman, R., Berten, S., &amp; Starobin, H. (2009). Attention Shaping: a Reward-Based Learning Method to Enhance Skills Training Outcomes in Schizophrenia. <i>Schizophrenia Bulletin, 35</i>(1). doi: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1093/schbul/sbm150" target="_blank"> 10.1093/schbul/sbm150</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562909&pid=S1645-0086201900010000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wong, S., &amp; Woolsey, J. (1989). Re-establishing Conversational Skills in Overtly Psychotic, Chronic Schizophrenic Patients: Discrete Trials Training on the Psychiatric Ward. <i>Behavior Modification, 13</i>. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1177/01454455890134002" target="_blank">10.1177/01454455890134002</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=562911&pid=S1645-0086201900010000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 03 de Dezembro de 2018/ Aceite em 05 de Mar&ccedil;o de 2019</p>      ]]></body><back>
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