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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Risco de dependência de exercício físico em academias de ginástica]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The exercise dependence is defined by a behavior of excessive practice of physical exercises that can result in physical and psychological injuries. The objective of the study was to verify the prevalence of exercise dependence in health club's users in the urban area of the city of Uruguaiana, Southern Brazil. An epidemiological survey of the descriptive observational type was carried out with a sample of 496 individuals aged 18 years and over, of both sexes, practicing different modalities offered at 14 health clubs. To assess exercise dependence, the Exercise Dependence Scale was used. This instrument is based on the seven criteria for substance dependence of the Diagnostic and statistical manual of mental disorders and allows, according to the score, to distinguish non-dependent asymptomatic, non-dependent symptomatic, and at risk of exercise dependence, as well as the identification of the nature of the dependence, as being physiological or psychosocial. The prevalence of 7.1% (95%CI: 4.84 - 9.36) of individuals at risk of exercise dependence was verified. Higher frequencies among males, white skin color, aged between 18 and 40 years old, single, with education to high school and monthly family income of up to four minimum wages. A greater sensitivity of responses to abstinence and tolerance criteria, and evidence of dependence of physiological order were verified in these spaces. It is concluded that even in a non-expressive way, situations of risk of physical exercise dependence were verified in health clubs, being necessary more studies that approach the subject in more depth.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Risco de depend&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico em academias de gin&aacute;stica</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Risk for exercise dependence in health clubs</b></font></p>     <p><b>Rui Dorneles<sup>1</sup> , Gabrie<sup>1</sup> Bergmann<sup>2</sup>, &amp; Marcelo Silva<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil; <a href="mailto:rui.dorneles@ufpel.edu.br">rui.dorneles@ufpel.edu.br</a> </p>     <p><sup>2</sup>Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Universidade Federal de Pelotas, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, Pelotas, Brasil, <a href="mailto:gabriel.bergmann@ufpel.edu.br">gabriel.bergmann@ufpel.edu.br</a>, <a href="mailto:mcozzensa@ufpel.edu.br">mcozzensa@ufpel.edu.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO </b></p>     <p>Depend&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico (DEF) &eacute; definida por um comportamento de excesso de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos que pode resultar em preju&iacute;zos f&iacute;sicos e psicol&oacute;gicos. O objetivo do estudo foi verificar a preval&ecirc;ncia de risco de DEF em frequentadores de academias de gin&aacute;stica da zona urbana da cidade de Uruguaiana/RS. Foi realizado um inqu&eacute;rito epidemiol&oacute;gico do tipo observacional descritivo com amostra de 496 indiv&iacute;duos com 18 anos ou mais, ambos os sexos, praticantes de diferentes modalidades oferecidas em 14 academias de gin&aacute;stica. Para medir a DEF, foi utilizada a Escala de Depend&ecirc;ncia de Exerc&iacute;cio F&iacute;sico. Esse instrumento &eacute; baseado nos sete crit&eacute;rios para depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias do Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico para Transtornos Mentais e permite, conforme escore obtido, a classifica&ccedil;&atilde;o em n&atilde;o-dependente assintom&aacute;tico, n&atilde;o-dependente sintom&aacute;tico e situa&ccedil;&atilde;o de risco de depend&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico, al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o da natureza da depend&ecirc;ncia, como sendo fisiol&oacute;gica ou psicossocial. Foi verificada preval&ecirc;ncia de 7,1 % (IC95% 4,84 - 9,36) de indiv&iacute;duos em situa&ccedil;&atilde;o de risco de DEF, com maior frequ&ecirc;ncia entre indiv&iacute;duos do sexo masculino, de cor de pele branca, com idades entre 18 e 40 anos, solteiros, com escolaridade at&eacute; ensino m&eacute;dio e renda familiar mensal de at&eacute; 4 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. E as maiores sensibilidades de respostas ocorreram nos crit&eacute;rios de abstin&ecirc;ncia e toler&acirc;ncia, mostrando ind&iacute;cios de depend&ecirc;ncia de ordem fisiol&oacute;gica. Conclui-se que mesmo de forma n&atilde;o expressiva, situa&ccedil;&otilde;es de risco de depend&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico foram verificadas nas academias de gin&aacute;stica, sendo necess&aacute;rio mais estudos que abordem o assunto de forma mais aprofundada.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: depend&ecirc;ncia, exerc&iacute;cio, comportamento, academias de gin&aacute;stica</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT </b></p>     <p>The exercise dependence is defined by a behavior of excessive practice of physical exercises that can result in physical and psychological injuries. The objective of the study was to verify the prevalence of exercise dependence in health club's users in the urban area of the city of Uruguaiana, Southern Brazil. An epidemiological survey of the descriptive observational type was carried out with a sample of 496 individuals aged 18 years and over, of both sexes, practicing different modalities offered at 14 health clubs. To assess exercise dependence, the Exercise Dependence Scale was used. This instrument is based on the seven criteria for substance dependence of the Diagnostic and statistical manual of mental disorders and allows, according to the score, to distinguish non-dependent asymptomatic, non-dependent symptomatic, and at risk of exercise dependence, as well as the identification of the nature of the dependence, as being physiological or psychosocial. The prevalence of 7.1% (95%CI: 4.84 - 9.36) of individuals at risk of exercise dependence was verified. Higher frequencies among males, white skin color, aged between 18 and 40 years old, single, with education to high school and monthly family income of up to four minimum wages. A greater sensitivity of responses to abstinence and tolerance criteria, and evidence of dependence of physiological order were verified in these spaces. It is concluded that even in a non-expressive way, situations of risk of physical exercise dependence were verified in health clubs, being necessary more studies that approach the subject in more depth.</p>     <p><b>Keywords: </b>dependence, exercise, behavior, fitness centers</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos (EF) proporciona ao organismo recompensas neurobiol&oacute;gicas que podem ser tanto de efeito central (redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade ou sensa&ccedil;&otilde;es emocionais positivas), quanto de efeitos perif&eacute;ricos, por exemplo, diminuindo a sensa&ccedil;&atilde;o de dores (Macedo et al., 2012). Al&eacute;m disso, v&aacute;rios estudos associam o exerc&iacute;cio f&iacute;sico a uma melhora na qualidade do sono, humor e bem-estar cognitivo e mental, dentre v&aacute;rios outros benef&iacute;cios &agrave; sa&uacute;de que n&atilde;o se esgotam nesses mencionados (Garber et al., 2011).</p>     <p>No entanto, uma rotina exagerada de EF pode gerar consequ&ecirc;ncias negativas, desencadeando um dist&uacute;rbio conhecido como Depend&ecirc;ncia de Exerc&iacute;cio F&iacute;sico (DEF). De acordo com Hausenblas e Downs (2002a), a DEF representa um comportamento de excesso de EF que se manifesta atrav&eacute;s de sintomas fisiol&oacute;gicos e / ou psicol&oacute;gicos. Segundo esses autores, a DEF &eacute; caracterizada por um padr&atilde;o comportamental de EF que est&aacute; associado com a toler&acirc;ncia, sintomas de abstin&ecirc;ncia, efeitos de inten&ccedil;&atilde;o, perda de controle na media&ccedil;&atilde;o do tempo gasto com a pr&aacute;tica de EF, conflitos (sociais, ocupacionais ou de lazer) e a manuten&ccedil;&atilde;o do comportamento de EF apesar da presen&ccedil;a de les&otilde;es (Coverley Veale, 1987; Hausenblas &amp; Downs, 2002a).</p>     <p>Evid&ecirc;ncias consistentes embasam o fato de que as pessoas podem se tornar dependentes de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas como &aacute;lcool, nicotina e subst&acirc;ncias psicoativas (American Psychiatric Association, 2000; West, 2001). Baseado nessas evid&ecirc;ncias, pesquisadores ampliaram o foco dos estudos para al&eacute;m do abuso dessas subst&acirc;ncias, abrangendo a depend&ecirc;ncia por objetos ou comportamentos, tais como apostar, comprar, comer e tamb&eacute;m a pr&aacute;tica exagerada de EF (Davis, 2000; Orford, 2001). Entretanto, um grande desafio no desenvolvimento de uma concep&ccedil;&atilde;o abrangente sobre situa&ccedil;&otilde;es de depend&ecirc;ncia &eacute; que ainda s&atilde;o poucos os modelos de investiga&ccedil;&atilde;o que incluem a presen&ccedil;a das n&atilde;o-qu&iacute;micas como o comportamento de excesso de EF (Orford, 2001).</p>     <p>Em reflexo ao cen&aacute;rio descrito, diversas lacunas no campo de pesquisa sobre a DEF ainda requerem uma investiga&ccedil;&atilde;o mais aprofundada. A maior parte do conhecimento sobre a DEF decorre de estudos realizados com corredores de longa dist&acirc;ncia (Allegre, Therme, &amp; Griffiths, 2007) e praticantes de gin&aacute;stica aer&oacute;bica (Kirkby &amp; Adams, 1996). Poucos estudos foram realizados em outras modalidades estruturadas de EF, com resultados pouco expressivos, dentre os quais destacam-se estudos emp&iacute;ricos com grupos de dan&ccedil;arinos (Pierce, Daleng, &amp; McGowan, 1993), lutadores de artes marciais (Griffiths, 1997), triatletas (Blaydon &amp; Lindner, 2002) e levantadores de peso (Hurst, Hale, Smith, &amp; Collins, 2000).</p>     <p>Recentemente, um estudo de revis&atilde;o (Szabo, Griffiths, Marcos, Merv&oacute;, &amp; Demetrovics, 2015), ao examinar as diverg&ecirc;ncias que existem na classifica&ccedil;&atilde;o, interpreta&ccedil;&atilde;o de escores e preval&ecirc;ncia de DEF, concluiu que essa &uacute;ltima &eacute; bastante inconsistente na literatura cient&iacute;fica. A DEF no ambiente das academias de gin&aacute;stica tamb&eacute;m &eacute; outro campo de pesquisa pouco estudado, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos estudos com amostras espec&iacute;ficas de fisiculturistas (Smith &amp; Hale, 2005). As academias, s&atilde;o espa&ccedil;os amplamente consagrados na sociedade moderna como um dos principais locais destinados ao cuidado do corpo e &agrave; busca pela sa&uacute;de (Damasceno et al., 2008). Segundo Sabino (2002), academias s&atilde;o ambientes que possuem uma atmosfera pr&oacute;pria, com rituais e imagin&aacute;rios espec&iacute;ficos, onde os praticantes das diversas modalidades oferecidas nesses estabelecimentos s&atilde;o estimulados a modificar h&aacute;bitos e adotar estilos de vida saud&aacute;veis. Por&eacute;m, muitas vezes o discurso da sa&uacute;de difundido nesses espa&ccedil;os, maquia reais objetivos como a est&eacute;tica e a busca pelo corpo ideal. Essa busca, em muitos casos, pode induzir a rotinas exageradas de EF, favorecendo o desenvolvimento da DEF. Diante do exposto, o objetivo do presente estudo foi verificar a preval&ecirc;ncia de risco de depend&ecirc;ncia de exerc&iacute;cio f&iacute;sico nas academias de gin&aacute;stica de uma cidade do interior do estado da regi&atilde;o sul do Brasil.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Este estudo epidemiol&oacute;gico do tipo observacional descritivo foi realizado com indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 18 anos, de ambos os sexos, praticantes das modalidades de EF oferecidas nas academias de gin&aacute;stica da zona urbana da cidade brasileira Uruguaiana, fronteira oeste do estado do Rio Grande do Sul/RS. Foi considerada como academia de gin&aacute;stica todo o estabelecimento devidamente credenciado e regularizado pelo Conselho Regional de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica - 2&ordf; Regi&atilde;o/RS (CREF2/RS), que oferecesse modalidades variadas de pr&aacute;tica de EF visando promover condicionamento f&iacute;sico, sa&uacute;de e lazer, de maneira lucrativa e de atendimento coletivo.</p>     <p>Para a composi&ccedil;&atilde;o da amostra foi realizada inicialmente uma busca no site do CREF2/RS por academias de gin&aacute;stica do munic&iacute;pio de Uruguaiana. Ap&oacute;s isso, foi realizado um levantamento sobre a m&eacute;dia de praticantes regularmente ativos em cada uma dessas academias. Optou-se, por conveni&ecirc;ncia, pela exclus&atilde;o dos estabelecimentos considerados <i>“est&uacute;dios”</i>, pois estes oferecem seus servi&ccedil;os de maneira personalizada, em espa&ccedil;os menores e para um n&uacute;mero reduzido de praticantes. Tais caracter&iacute;sticas dificultariam o procedimento de coleta dos dados por aumentar seu tempo de realiza&ccedil;&atilde;o e, ao mesmo tempo, acrescentariam poucos indiv&iacute;duos para a composi&ccedil;&atilde;o da amostra. A busca no site do CREF2/RS resultou em 14 academias que se encaixavam nas caracter&iacute;sticas previamente exigidas para a composi&ccedil;&atilde;o amostral do estudo, enquanto que o n&uacute;mero total estimado de praticantes relatado pelos gestores desses estabelecimentos foi de 2.289 indiv&iacute;duos.</p>     <p>Para o c&aacute;lculo do tamanho amostral foram considerados os seguintes par&acirc;metros: I) preval&ecirc;ncia de 4% para DEF (Hausenblas &amp; Downs, 2002c; Szabo &amp; Griffiths, 2007); II) n&uacute;mero total de praticantes de 2289; e, III) erro aceit&aacute;vel de 1,5 pontos percentuais. O resultado do c&aacute;lculo amostral indicou a necessidade de ser entrevistados 510 indiv&iacute;duos. Para alcan&ccedil;ar esse n&uacute;mero a amostra foi realizada de forma proporcional ao tamanho (n&uacute;mero de indiv&iacute;duos) da academia, isto &eacute;, estabelecimentos com maior n&uacute;mero de praticantes forneceram maior n&uacute;mero de entrevistas. As coletas de dados foram realizadas entre os meses de janeiro a mar&ccedil;o de 2017, em dias, turnos e hor&aacute;rios aleat&oacute;rios, a fim de oportunizar todos os frequentadores desses estabelecimentos a participar do estudo.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Para a estimativa da preval&ecirc;ncia de DEF foi utilizada a Escala de Depend&ecirc;ncia de Exerc&iacute;cio (EDE) (Hausenblas &amp; Downs, 2002b). A EDE &eacute; um instrumento baseado nos sete crit&eacute;rios para depend&ecirc;ncia de subst&acirc;ncias do Manual Diagn&oacute;stico e Estat&iacute;stico para Transtornos Mentais - 4&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o (MDETM-IV) (American Psychiatric Association, 2000). Possui 21 itens cujo as possibilidades de respostas est&atilde;o em escala Likert que v&atilde;o de um (nunca) at&eacute; seis (sempre) e estima a DEF a partir do escore obtido em cada um desses sete crit&eacute;rios. Cada crit&eacute;rio &eacute; representado por um conjunto de tr&ecirc;s quest&otilde;es devidamente distribu&iacute;das ao longo da escala, como descrito abaixo:</p>     <p>&#x2713; <b>Efeitos de abstin&ecirc;ncia (Quest&otilde;es 1, 8 e 15)</b>: A frequ&ecirc;ncia/intensidade/dura&ccedil;&atilde;o de EF &eacute; necess&aacute;ria para aliviar ou evitar sintomas cl&aacute;ssicos de abstin&ecirc;ncia (ansiedade, tens&atilde;o);</p>     <p>&#x2713; <b>Continuidade (Quest&otilde;es 2, 9 e 16)</b>: O EF &eacute; mantido apesar do conhecimento da possibilidade de haver um problema f&iacute;sico ou psicol&oacute;gico resultante desse comportamento.</p>     <p>&#x2713; <b>Toler&acirc;ncia (Quest&otilde;es 3, 10 e 17)</b>: Necessidade de aumentar significativamente a frequ&ecirc;ncia/intensidade/dura&ccedil;&atilde;o do EF para alcan&ccedil;ar o efeito de satisfa&ccedil;&atilde;o desejado ou de redu&ccedil;&atilde;o da sensa&ccedil;&atilde;o desse efeito em caso do uso continuado dos mesmos;</p>     <p>&#x2713; <b>Perda de controle (Quest&otilde;es 4, 11 e 18)</b>: Desejo persistente em se exercitar ou falhas em reduzir ou controlar a rotina de EF;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&#x2713; <b>Redu&ccedil;&atilde;o de outras atividades (Quest&otilde;es 5, 11 e 19)</b>: Importantes atividades sociais, ocupacionais ou recreativas s&atilde;o negligenciadas ou reduzidas em virtude do EF;</p>     <p>&#x2713; <b>Tempo (Quest&otilde;es 6, 13 e 20)</b>: Uma grande quantidade de tempo &eacute; gasta em atividades relacionadas com o EF;</p>     <p>&#x2713; <b>Efeitos de inten&ccedil;&atilde;o (Quest&otilde;es 7, 14 e 21)</b>: o EF &eacute; geralmente realizado em maiores frequ&ecirc;ncias ou por uma dura&ccedil;&atilde;o mais longa do que a pretendida;</p>     <p>Ap&oacute;s a aplica&ccedil;&atilde;o da escala, foi calculado o escore m&eacute;dio das tr&ecirc;s perguntas que compunham cada crit&eacute;rio. Feito isso, o escore entre <i>cinco </i>ou <i>seis </i>foi classificado como depend&ecirc;ncia, entre <i>tr&ecirc;s </i>e <i>quatro </i>como n&atilde;o-dependente sintom&aacute;tico e finalmente, o escore entre <i>um </i>e <i>dois </i>foi classificado como n&atilde;o-dependente assintom&aacute;tico. Os indiv&iacute;duos classificados como “depend&ecirc;ncia” em tr&ecirc;s ou mais dos sete crit&eacute;rios foram considerados como em “Situa&ccedil;&atilde;o de risco de depend&ecirc;ncia”, ao passo que aqueles que n&atilde;o pontuaram em tr&ecirc;s crit&eacute;rios na condi&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia, mas que em alguns crit&eacute;rios eram considerados como tal, foram considerados “n&atilde;o-dependentes sintom&aacute;ticos”, e por fim, aqueles que n&atilde;o apresentaram a classifica&ccedil;&atilde;o de depend&ecirc;ncia em nenhum crit&eacute;rio foram denominados “n&atilde;o- dependentes assintom&aacute;ticos”.</p>     <p>A EDE permite tamb&eacute;m a estratifica&ccedil;&atilde;o dos escores obtidos em cada um dos sete crit&eacute;rios, possibilitando assim, diferenciar a natureza da depend&ecirc;ncia como sendo fisiol&oacute;gica (presen&ccedil;a de sintomas de abstin&ecirc;ncia e/ou toler&acirc;ncia) ou n&atilde;o-fisiol&oacute;gica (aus&ecirc;ncia desses sintomas), tamb&eacute;m conhecida como psicossocial, pois pode interferir no ambiente social, ocupacional e interpessoal. Essa escala possui adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o para o contexto brasileiro (Oliveira, 2010). No entanto, esse procedimento resultou na redu&ccedil;&atilde;o da escala de Likert de seis para cinco itens (para proporcionar refer&ecirc;ncia central). Visando a compara&ccedil;&atilde;o dos achados do presente estudo com outros que utilizaram a EDE livre em sua vers&atilde;o original, optou-se por tamb&eacute;m utilizar a vers&atilde;o com escala de seis pontos (Hausenblas &amp; Downs, 2002b).</p>     <p>Al&eacute;m da EDE, os participantes foram convidados a responder um question&aacute;rio contendo informa&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas, nutricional, de sa&uacute;de, e sobre aspectos comportamentais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; rotina na academia (modalidades, frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o e tempo de pr&aacute;tica).</p>     <p><i>Aspectos &eacute;ticos</i></p>     <p>O procedimento de coleta dos dados foi realizado em sua totalidade dentro das academias de gin&aacute;stica que compuseram a amostra. Ap&oacute;s serem abordados e receberem todos os esclarecimentos relativos ao estudo, os entrevistados que concordaram em participar assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. O presente estudo foi avaliado e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Escola Superior de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica da Universidade Federal de Pelotas e est&aacute; registrado sob o parecer n&uacute;mero 1.873.779.</p>     <p><i>An&aacute;lise dos dados</i></p>     <p>A an&aacute;lise e apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados foram realizadas atrav&eacute;s da estat&iacute;stica descritiva. Para as vari&aacute;veis num&eacute;ricas, antes de sua descri&ccedil;&atilde;o, foi testada a normalidade das distribui&ccedil;&otilde;es. Como todas apresentaram distribui&ccedil;&atilde;o normal, foram utilizadas as informa&ccedil;&otilde;es de valores m&iacute;nimo e m&aacute;ximo, a m&eacute;dia e o desvio padr&atilde;o. Para as vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foram utilizadas as informa&ccedil;&otilde;es de frequ&ecirc;ncia absoluta, frequ&ecirc;ncia relativa e os valores de intervalo do confian&ccedil;a de 95% (IC95%). Para an&aacute;lise da consist&ecirc;ncia interna do instrumento utilizado, foi realizado o c&aacute;lculo <i>Alfa de Cronbach </i>para o total dos 21 itens da EDE. Todas as informa&ccedil;&otilde;es foram tabuladas e tratadas com o uso do software <i>Statistical Package for the Social Sciences - SPSS </i>vers&atilde;o 20.0.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>Ao todo, foram abordados nas academias de gin&aacute;stica 615 praticantes, n&atilde;o sendo verificada nenhuma perda, apenas recusas (19,3%), que totalizaram um N final de 496 indiv&iacute;duos. A m&eacute;dia de idade da amostra foi de 33 anos (desvio-padr&atilde;o = 12,3 anos). Entre os participantes do estudo, 52,2% eram do sexo masculino, a maioria de cor da pele branca (73,0%) e se encontravam cursando ou possu&iacute;am curso superior completo (57,9%). A renda familiar mensal de at&eacute; quatro sal&aacute;rios m&iacute;nimos foi predominante na amostra (62,1%). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas antropom&eacute;tricas, a m&eacute;dia de estatura e massa corporal foram, respectivamente, de 1,69 m (DP = 9,79) e 75 kg (DP = 14,93). A caracteriza&ccedil;&atilde;o completa da amostra &eacute; apresentada no <a href="#q1">quadro 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a11q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; DEF, a preval&ecirc;ncia encontrada em praticantes de academias de gin&aacute;stica da zona urbana de Uruguaiana foi de 7,1% (IC95% 4,84 - 9,36) (35 indiv&iacute;duos) conforme apresentado na <a href="#f1">figura 1</a>. O valor de <i>Alfa de Cronbach </i>total obtido foi de 0,85, indicando um elevado grau de consist&ecirc;ncia interna do instrumento utilizado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a11f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>A classifica&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o total da amostra nos sete crit&eacute;rios para depend&ecirc;ncia do MDETM-IV pode ser verificada na <a href="#f2">figura 2</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a11f2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis independentes, foram encontradas frequ&ecirc;ncias maiores de DEF entre indiv&iacute;duos do sexo masculino, de cor de pele branca, com idades entre 18 e 40 anos, solteiros, com escolaridade at&eacute; ensino m&eacute;dio e renda familiar mensal de at&eacute; 4 sal&aacute;rios m&iacute;nimos. A distribui&ccedil;&atilde;o completa da categoria classificada como em situa&ccedil;&atilde;o de risco de DEF de acordo com as vari&aacute;veis independentes &eacute; descrita no <a href="#q2">quadro 2</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a11q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>A preval&ecirc;ncia de 7,1% de DEF nas academias de Uruguaiana foi superior aos 2,5% encontrado por Hausenblas e Downs (2002c) na popula&ccedil;&atilde;o ativa dos Estados Unidos, atrav&eacute;s do mesmo instrumento utilizado no presente estudo. Superior tamb&eacute;m aos achados de Griffiths, Szabo, &amp; Terry (2005), que mediante a aplica&ccedil;&atilde;o do <i>Invent&aacute;rio de Adic&ccedil;&atilde;o ao Exerc&iacute;cio (IAE) </i>no Reino Unido, verificaram uma preval&ecirc;ncia de DEF de 3,0%. Mais especificamente nas academias de gin&aacute;stica, Szabo e Griffiths (2007) encontraram 3,6% de DEF entre os frequentadores desses espa&ccedil;os. Sendo que, entre alunos de gradua&ccedil;&atilde;o do curso de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica, a preval&ecirc;ncia foi de 7,0%, equivalente a verificada na presente pesquisa. No entanto, a preval&ecirc;ncia espec&iacute;fica entre os universit&aacute;rios do estudo citado, pode ser devida a uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o, envolvimento em exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, esportes e demais formas de atividades f&iacute;sicas ou simplesmente resultado de uma consequ&ecirc;ncia de pensamentos, cren&ccedil;as, ou conhecimento sobre elas.</p>     <p>A real preval&ecirc;ncia de DEF ainda &eacute; um dado pouco estudado, com dados diversos apresentando valores consideravelmente altos como no caso dos 52,0% entre triatletas profissionais (Blaydon &amp; Lindner, 2002). J&aacute; Allegre, Therme, &amp; Griffiths (2007) relataram que 3,2% de uma amostra de &quot;ultramaratonistas&quot; amadores foram classificados como DEF. Uma poss&iacute;vel raz&atilde;o para essa discrep&acirc;ncia pode estar relacionada &agrave; variedade de instrumentos utilizados para estimar a DEF, fato que aumenta a heterogeneidade dos resultados e dificulta a compara&ccedil;&atilde;o dos achados (Szabo, Griffiths, Marcos, Merv&oacute;, &amp; Demetrovics, 2015).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Se por um lado, os 7,0% de indiv&iacute;duos classificados como “em situa&ccedil;&atilde;o de risco de DEF” possa ser considerado pouco expressivo, por outro lado, os 39,7% considerados “n&atilde;o- dependentes sintom&aacute;ticos” servem de alerta, pois nesta classifica&ccedil;&atilde;o encontram-se todos aqueles classificados como dependentes em at&eacute; dois crit&eacute;rios do MDETM-IV (American Psychiatric Association, 2000), estando bem pr&oacute;ximos de serem considerados como DEF. Percebe-se, que em algumas situa&ccedil;&otilde;es a linha que divide a depend&ecirc;ncia &eacute; bastante t&ecirc;nue, o que explica o fato de que, em algumas ocasi&otilde;es, as pessoas n&atilde;o terem a no&ccedil;&atilde;o de que podem apresentar sintomas de um poss&iacute;vel comportamento de depend&ecirc;ncia. Esse comportamento pode condicionar o seu cotidiano e o de indiv&iacute;duos pr&oacute;ximos a ele, acarretando problemas de ordem f&iacute;sica e mental.</p>     <p>Sobre a natureza da DEF, a maior sensibilidade das respostas na escala utilizada no presente estudo revelou que os crit&eacute;rios “Sintomas de abstin&ecirc;ncia” e “Toler&acirc;ncia” (<a href="#f2">figura 2</a>) foram os que obtiveram maior escore, indicando uma tend&ecirc;ncia maior de depend&ecirc;ncia fisiol&oacute;gica ao exerc&iacute;cio f&iacute;sico. Uma pesquisa (Griffiths, 1997) envolvendo 17 poss&iacute;veis comportamentos de depend&ecirc;ncia e baseada na hip&oacute;tese de que o EF produz endorfina que conduz a um efeito analg&eacute;sico que altera o estado de humor, concluiu que a DEF poderia ser compreendida mais como fisiol&oacute;gica do que psicol&oacute;gica se levado em considera&ccedil;&atilde;o outros comportamentos de depend&ecirc;ncia n&atilde;o-qu&iacute;mica como apostar, comer e comprar. No entanto, a associa&ccedil;&atilde;o da hip&oacute;tese da endorfina com a ocorr&ecirc;ncia de DEF &eacute; de certa forma superficial, pois diferentes caracter&iacute;sticas do EF (modalidade, frequ&ecirc;ncia, dura&ccedil;&atilde;o e intensidade), al&eacute;m da constitui&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica do indiv&iacute;duo, precisam ser levadas em considera&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Tal qual outros comportamentos de depend&ecirc;ncia, a DEF &eacute; muitas vezes referida como sendo compulsiva ou impulsiva. Freimuth (2008) ao analisar as concomit&acirc;ncias entre a DEF, compuls&otilde;es e dist&uacute;rbios de controle de impulsos, defende que a DEF tamb&eacute;m precisa ser distinguida do EF que ocorre em frequ&ecirc;ncias elevadas. Essa falta de distin&ccedil;&atilde;o entre a DEF e a pr&aacute;tica regular de EF com elevadas frequ&ecirc;ncia, intensidade, dura&ccedil;&atilde;o e comprometimento pode ser considerada uma fonte de interpreta&ccedil;&atilde;o equivocada (Allegre, Therme, &amp; Griffiths, 2007).</p>     <p>Depend&ecirc;ncias comportamentais muitas vezes s&atilde;o descritas como impulsivas (Brewer &amp; Potenza, 2008). Por&eacute;m, a impulsividade consiste em r&aacute;pidas respostas n&atilde;o planejadas a est&iacute;mulos externos ou internos, n&atilde;o contemplando suficientemente poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias negativas e s&atilde;o motivadas principalmente por uma recompensa positiva desejada (Grant &amp; Potenza, 2006). O EF &eacute; uma pr&aacute;tica prazerosa que, no aspecto da depend&ecirc;ncia, pode ocorrer sem considera&ccedil;&atilde;o plena de consequ&ecirc;ncias negativas. No entanto, ao contr&aacute;rio de um transtorno impulsivo, existe muita reflex&atilde;o antecedendo a a&ccedil;&atilde;o de aderir a um comportamento excessivo. Assim como outros tipos de depend&ecirc;ncia, a pessoa com DEF frequentemente considera as consequ&ecirc;ncias negativas, mas em &uacute;ltima an&aacute;lise, as ignora (Cook, Hausenblas, Tuccitto, &amp; Giacobbi, 2011).</p>     <p>A DEF no Brasil, especificamente em academias de gin&aacute;stica, ainda &eacute; uma tem&aacute;tica cient&iacute;fica pouco abordada. O estudo tratou-se de um inqu&eacute;rito epidemiol&oacute;gico no qual foram atendidos pressupostos como o procedimento de sele&ccedil;&atilde;o (que abrangeu todas as academias de gin&aacute;stica da zona urbana do munic&iacute;pio), tamanho amostral (representativo da popula&ccedil;&atilde;o de frequentadores desses espa&ccedil;os) e criterioso trabalho de campo, os quais fortalecem a validade interna do estudo. Importante ressaltar tamb&eacute;m que, de maneira alguma, instrumentos destinados a estimar a DEF tem poder de diagn&oacute;stico, isto porque, at&eacute; a presente data, n&atilde;o existem instrumentos desenvolvidos e validados com uma popula&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, sendo necess&aacute;ria uma avalia&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica conduzida individualmente para se estabelecer um diagn&oacute;stico (Berczik et al., 2012)</p>     <p>Seja qual for o motivo real, a estimativa de 3,0% na popula&ccedil;&atilde;o ativa parece ser confi&aacute;vel para o risco de DEF, embora essa preval&ecirc;ncia tenha sido tamb&eacute;m reivindicada para a popula&ccedil;&atilde;o em geral por uma recente revis&atilde;o sistem&aacute;tica (Sussman, Lisha &amp; Griffiths, 2011). Diante desse cen&aacute;rio, os 7,0% de DEF encontrado entre os praticantes de academias de gin&aacute;stica de Uruguaiana/RS evidenciam maior necessidade de aten&ccedil;&atilde;o no que diz respeito a uma poss&iacute;vel depend&ecirc;ncia n&atilde;o-qu&iacute;mica que apresenta ainda grandes lacunas acerca de seu entendimento. N&atilde;o obstante, a investiga&ccedil;&atilde;o de poss&iacute;veis caracter&iacute;sticas desse comportamento de excesso de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, tal qual as de ordem fisiol&oacute;gica observadas na presente pesquisa, parecem relevantes na constru&ccedil;&atilde;o de uma estrutura te&oacute;rica para futuras pesquisas sobre o assunto.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Allegre, B., Therme, P., &amp; Griffiths, M. (2007). Individual factors and the context of physical activity in exercise dependence: a prospective study of ‘ultra-marathoners'. <i>International Journal of Mental Health and Addiction</i>, <i>5</i>(3), 233-243. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1007/s11469-007-9081-9" target="_blank">10.1007/s11469-007-9081-9</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563346&pid=S1645-0086201900010001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>American Psychiatric Association. (2000). <i>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (Text Revision). </i>Arlington, VA: American Psychiatric Association.</p>     <!-- ref --><p>Berczik, K., Szab&oacute;, A., Griffiths, M. D., Kurimay, T., Kun, B., Urb&aacute;n, R., &amp; Demetrovics, Z. (2012). Exercise addiction: symptoms, diagnosis, epidemiology, and etiology. <i>Substance use &amp; misuse</i>, <i>47</i>(4), 403-417. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.3109/10826084.2011.639120" target="_blank">10.3109/10826084.2011.639120</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563349&pid=S1645-0086201900010001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Blaydon, M. J., &amp; Lindner, K. J. (2002). Eating disorders and exercise dependence in triathletes. <i>Eating Disorders</i>, <i>10</i>(1), 49-60. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/106402602753573559" target="_blank">10.1080/106402602753573559</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563351&pid=S1645-0086201900010001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Brewer, J. A., &amp; Potenza, M. N. (2008). The neurobiology and genetics of impulse control disorders: relationships to drug addictions. <i>Biochemical pharmacology</i>, <i>75</i>(1), 63-75. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.bcp.2007.06.043" target="_blank">10.1016/j.bcp.2007.06.043</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563353&pid=S1645-0086201900010001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cook, B., Hausenblas, H., Tuccitto, D., &amp; Giacobbi, P. R. (2011). Eating disorders and exercise: A structural equation modelling analysis of a conceptual model. <i>European Eating Disorders Review</i>, <i>19</i>(3), 216-225. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1002/erv.1111" target="_blank">10.1002/erv.1111</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563355&pid=S1645-0086201900010001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Coverley Veale, D. D. (1987). Exercise dependence. <i>Addiction</i>, <i>82</i>(7), 735-740.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563357&pid=S1645-0086201900010001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Damasceno, V. O., Vianna, V. R., Vianna, J. M., Lacio, M., Lima, J. R. P., &amp; Novaes, J. S. (2008). Imagem corporal e corpo ideal. <i>Revista brasileira de ci&ecirc;ncia e movimento</i>, <i>14</i>(2), 81-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563359&pid=S1645-0086201900010001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Davis, C. (2000). Exercise abuse. <i>International journal of sport psychology</i>, <i>31</i>(2), 278-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563361&pid=S1645-0086201900010001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Freimuth, M. (2008). <i>Addicted?: Recognizing Destructive Behavior Before It's Too Late.</i>Rowman &amp; Littlefield.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563363&pid=S1645-0086201900010001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Garber, C. E., Blissmer, B., Deschenes, M. R., Franklin, B. A., Lamonte, M. J., Lee, I. M., ... &amp; Swain, D. P. (2011). Quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory, musculoskeletal, and neuromotor fitness in apparently healthy adults: guidance for prescribing exercise. <i>Medicine &amp; Science in Sports &amp; Exercise</i>, <i>43</i>(7), 1334- 1359. doi: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1249/MSS.0b013e318213fefb" target="_blank"> 10.1249/MSS.0b013e318213fefb</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563365&pid=S1645-0086201900010001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grant, J. E., &amp; Potenza, M. N. (2006). Compulsive aspects of impulse-control disorders. <i>The Psychiatric Clinics of North America</i>, <i>29</i>(2), 539. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.psc.2006.02.002" target="_blank">10.1016/j.psc.2006.02.002</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563367&pid=S1645-0086201900010001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Griffiths, M. (1997). Exercise addiction: A case study. <i>Addiction Research</i>, <i>5</i>(2), 161-168. doi: <a href="https://dx.doi.org/10.3109/16066359709005257" target="_blank">10.3109/16066359709005257</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=563369&pid=S1645-0086201900010001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Griffiths, M. D., Szabo, A., &amp; Terry, A. (2005). 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