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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação da escala s-srq à população portuguesa da relaçâo supervisâo psicoterapeutas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Adaptation of the s-srq scale - psychotherapists portuguese population about supervised relationship]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The supervision has come to consist while one of the three pillars of the formation of the psychotherapist. In a general direction, the supervision has been characterized for different societies of psycotherapy as possessing raised scientific relevancy. The study of the processes that involve the supervision process has consisted as main bridge to the improvement of the practice of the psychotherapist, even so has very little empirical publication on the subject. As such, the process that more importance acquires, and that little inquiry possesss, is the relation between psychotherapists in way of supervision.: The adaptation of scale S-SRQ to the Portuguese population of 233 psychotherapists was carried through. For the adaptation and validation of the same one the analysis of the sensitivity of the item was used, exploratory and confirmatory factorial analysis, reliability and sensitivity of the found dimensions, discriminante and convergent validity and method split half. As softwares had been used the SPSS and the Amus. Through the AFC we obtained a model with good adjustment indices wich the itens 6, 12 and 17 were removed. The model from AFC was chosen because of the high quality of the statistically principles.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o da escala s-srq &agrave; popula&ccedil;&atilde;o portuguesa da rela&ccedil;&acirc;o supervis&acirc;o psicoterapeutas</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Adaptation of the s-srq scale - psychotherapists portuguese population about supervised relationship</b></font></p>     <p><b>Jo&atilde;o Serra de Almeida<sup>1</sup>, Ant&oacute;nio Pazo Pires<sup>1</sup>, Miguel Oliveira<sup>1</sup>, &amp; Miguel Basto Pereira<sup>1</sup></b></p>     <p>1ISPA - Instituto Universit&aacute;rio de Ci&ecirc;ncias Psicol&oacute;gicas, Sociais e da Vida, <a href="mailto:joaoalmeida_93@hotmail.com">joaoalmeida_93@hotmail.com</a>, <a href="mailto:apires@ispa.pt">apires@ispa.pt</a>, <a href="mailto:miguel.oliveira.371@gmail.com">miguel.oliveira.371@gmail.com</a>, <a href="mailto:mbpereira@ispa.pt">mbpereira@ispa.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A supervis&atilde;o tem vindo a constituir-se enquanto um dos tr&ecirc;s pilares da forma&ccedil;&atilde;o do psicoterapeuta. Num sentido geral, a supervis&atilde;o tem sido caracterizada por diferentes sociedades de psicoterapia como possuindo elevada pertin&ecirc;ncia cient&iacute;fica. O estudo dos processos que envolvem o processo de supervis&atilde;o tem-se constitu&iacute;do como principal ponte &agrave; melhoria da pr&aacute;tica do psicoterapeuta, embora haja muito pouca publica&ccedil;&atilde;o emp&iacute;rica sobre o tema. Como tal, o processo que mais import&acirc;ncia adquire, e que menos investiga&ccedil;&atilde;o possui, &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre psicoterapeutas em meio de supervis&atilde;o. Foi realizada a adapta&ccedil;&atilde;o da escala S-SRQ &agrave; popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa de 233 psicoterapeutas. Para a adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o foi utilizada a an&aacute;lise da sensibilidade dos itens, an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria, fiabilidade e sensibilidade das dimens&otilde;es encontradas, validade discriminante, validade convergente e m&eacute;todo split half. Como <i>softwares </i>foram utilizados o SPSS e o Amus. Atrav&eacute;s da AFC obteve-se um modelo de tr&ecirc;s dimens&otilde;es, de onde se retiraram os itens 6, 12 e 17. O modelo da AFC foi escolhido em detrimento do modelo da AFE por causa da qualidade obtida pelo modelo estat&iacute;stico.</p>     <p><b>Palavras-chave: </b>supervis&atilde;o, psicoterapeutas, rela&ccedil;&atilde;o</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The supervision has come to consist while one of the three pillars of the formation of the psychotherapist. In a general direction, the supervision has been characterized for different societies of psycotherapy as possessing raised scientific relevancy. The study of the processes that involve the supervision process has consisted as main bridge to the improvement of the practice of the psychotherapist, even so has very little empirical publication on the subject. As such, the process that more importance acquires, and that little inquiry possesss, is the relation between psychotherapists in way of supervision.: The adaptation of scale S-SRQ to the Portuguese population of 233 psychotherapists was carried through. For the adaptation and validation of the same one the analysis of the sensitivity of the item was used, exploratory and confirmatory factorial analysis, reliability and sensitivity of the found dimensions, discriminante and convergent validity and method split half. As softwares had been used the SPSS and the Amus. Through the AFC we obtained a model with good adjustment indices wich the itens 6, 12 and 17 were removed. The model from AFC was chosen because of the high quality of the statistically principles.</p>     <p><b>Keywords: </b>supervision, psychotherapist, relation</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A investiga&ccedil;&atilde;o nos processos de supervis&atilde;o tem ganho relev&acirc;ncia nos &uacute;ltimos anos. De acordo com as <i>guidelines </i>da pr&aacute;tica profissional psicoterap&ecirc;utica, nomeadamente sobre a forma&ccedil;&atilde;o do psicoterapeuta (Chow, et al., 2015; Watkins, 2014), a supervis&atilde;o vem a ser nomeada enquanto pilar da pr&aacute;tica, forma&ccedil;&atilde;o inicial e durante a vida profissional do psicoterapeuta. De acordo com Fernandez-Alvarez (2015), a supervis&atilde;o visa providenciar uma base de suporte ao supervisando, prover conhecimento clinico e cientifico te&oacute;rico-pr&aacute;tico (Watkins, 2013), bem como meios de fornecer resposta &agrave;s necessidades do cliente e do supervisando. Falender e Shafranske (2014) apontam que a supervis&atilde;o ser&aacute; sustentada pela rela&ccedil;&atilde;o entre supervisor e supervisando (hier&aacute;rquica / colaborativa), avalia&ccedil;&atilde;o e feedback e a necessidade de uma abordagem reflexiva e colaborativa entre supervisor e supervisando. Nesse sentido, e por meio da interac&ccedil;&atilde;o entre supervisor e supervisando, tende a surgir confian&ccedil;a, estrutura, coordena&ccedil;&atilde;o e planeamento da supervis&atilde;o, (Falender et al.<i>, </i>2014).</p>     <p>Os modelos de supervis&atilde;o formulados at&eacute; aqui (Worthington, 2006; Hess, 1987), t&ecirc;m insistido no papel da supervis&atilde;o e do supervisor mas n&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o entre supervisor e supervisando. Watkins e Milne (2014) referem que os modelos usuais que visam explicar a rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o (i.e., a alian&ccedil;a de trabalho, a rela&ccedil;&atilde;o real, o modelo de poder de Holloway, e a teoria dos factores comuns), s&atilde;o modelos explicativos da rela&ccedil;&atilde;o, contudo, poder&atilde;o ser entendidos enquanto partes de um todo, ou seja, partes explicativas da dimens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o de psicoterapeutas. Como tal surgem alguns apontamentos aos modelos te&oacute;ricos explicativos da rela&ccedil;&atilde;o. Neste sentido, a l&oacute;gica do modelo de Bordin (1979) e a l&oacute;gica do modelo de Holloway (2014; Beinart, 2012) visam inserir- se na dimens&atilde;o estrutura de Cliffe <i>et al., </i>(2016), de Palomo et al., (2010) e Milne (2009 cit. Por Beinart, 2014).</p>     <p>V&aacute;rios s&atilde;o os modelos que compreendem a rela&ccedil;&atilde;o entre supervisor e supervisando. Cliffe et al., (2016) conceptualizam o instrumento S-SRQ (um instrumento de medida da rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o sob o ponto de vista do supervisando (SRQ)) com avalia&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es estrutura, educa&ccedil;&atilde;o reflexiva e . Por outro lado, e baseado na literatura, Lizzio et al., (2009) conceptualiza o instrumento Supervisor Relating Style Inventory (SRSI) onde obt&eacute;m as dimens&otilde;es, abertura, suporte e desafio.</p>     <p>A escala S-SRQ foi recentemente adaptada ao contexto Luso-Brasileiro (Almeida, Pires e Oliveira, 2018). Apesar dos resultados da fiabilidade comp&oacute;sita terem demonstrado estar contidos dentro dos par&acirc;metros de Mar&ocirc;co (2014) <i>(FC&#8805;0,68)</i>, variando de n&iacute;veis aceit&aacute;veis a muito bons e dos &iacute;ndices de ajustamento se revelarem de boa qualidade <i>(X</i><i>2=201,065 p=0,000; CFI=,962; GFI=,910; PCFI=,814; RMSESA=,057; MECVI=1,244</i>), n&atilde;o existe validade descriminante entre as dimens&otilde;es educa&ccedil;&atilde;o reflexiva e a dimens&atilde;o estrutura (<i>VEM</i><i>ER=0,55 e a VEM</i><i>E=0,36 </i>revelaram- se inferiores <i>ao r</i><i>2 </i><i>E/ER=0,72</i>) e entre as dimens&otilde;es base segura e educa&ccedil;&atilde;o reflexiva (<i>VEM</i><i>BS=0,65 </i>revelou-se superior ao <i>r </i><i>2 </i><i>BS/ER=0,64 e a VEM</i><i>ER=0,55 </i>revelou-se inferior). Por outro lado, os autores referem que o item 4, quando em compara&ccedil;&atilde;o com a escala original, demonstra necessidade de ser retirado, bem como existe uma rela&ccedil;&atilde;o entre os itens 12 e 18, que podem revelar, ora uma m&aacute; tradu&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o dos itens, ou a revela&ccedil;&atilde;o de constructos te&oacute;ricos que necessitam de ser revistos. Neste sentido, refere-se a necessidade de averiguar especificamente a escala para o contexto Portugu&ecirc;s de forma a perceber se de facto os problemas se constituem por via da tradu&ccedil;&atilde;o, se por via da amostra em si ou se por via de quest&otilde;es te&oacute;ricas que necessitem de ser revisadas.</p>     <p>Para o efeito, pretende-se estudar as caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas da escala S-SRQ. Foram utilizados os procedimentos an&aacute;lise da sensibilidade dos itens, an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria, fiabilidade e sensibilidade das dimens&otilde;es encontradas, validade discriminante, validade convergente e m&eacute;todo split half, a t&iacute;tulo de valida&ccedil;&atilde;o do referido instrumento exclusivamente para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa, comparar os resultados obtidos a n&iacute;vel das an&aacute;lises estat&iacute;sticas com os artigos originais e com o artigo de Almeida, Pires e Oliveira (2018). O presente trabalho apresenta-se como sendo essencial a t&iacute;tulo da explora&ccedil;&atilde;o da investiga&ccedil;&atilde;o iniciada em Portugal (Almeida, Pires e Oliveira, 2018; Gabriel e Pires, 2018), e continuada a n&iacute;vel internacional (Watkins, 2014), sobre a forma&ccedil;&atilde;o e pr&aacute;tica de supervis&atilde;o. Como tal, a adapta&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o do instrumento S-SRQ (Cliffe et al., 2016) para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa apresenta elevada pertin&ecirc;ncia, uma vez que n&atilde;o existem outro tipo de escalas adaptadas e validadas para a popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Psicoterapeutas.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra caracteriza-se como sendo n&atilde;o aleat&oacute;ria, tendo sido escolhidos participantes que sejam psicoterapeutas (N=233) ou exer&ccedil;am fun&ccedil;&otilde;es de psicoterapia. Os resultados obtidos sintetizam-se pelos <a href="#q1">quadros 1</a> (Dados S&oacute;cio-Demogr&aacute;ficos), <a href="#q2">2</a> (Dados referentes aos conte&uacute;dos sobre psicoterapia) e <a href="#q3">3</a> (Dados sobre supervis&atilde;o).</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Em primeiro lugar a escala foi traduzida seguindo os passos tradicionais no respeitante &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o, re-tradu&ccedil;&atilde;o e tradu&ccedil;&atilde;o. Em an&aacute;lise obteve-se a colabora&ccedil;&atilde;o de um especialista na mat&eacute;ria referente &agrave; psicoterapia, bem como, no respeitante aos idiomas Ingl&ecirc;s e Portugu&ecirc;s. No processo de tradu&ccedil;&atilde;o tiveram-se em conta os processos culturais, e suas especificidades no que remonta aos processos lingu&iacute;sticos e especificidades relativas aos processos de tradu&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-conceptual.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em seguida, o question&aacute;rio, quer socio-demogr&aacute;fico, sobre dados de Psicoterapia e Supervis&atilde;o, quer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s escalas S-SRQ (Cliffe et al., 2016) foi distribu&iacute;do via internet por meio de e- mails enviados a associados de institui&ccedil;&otilde;es Portuguesas de Psicoterapia, bem como, pelas redes sociais (ex. Facebook) sob m&eacute;todo Snowball.</p>     <p>Por fim, adaptou-se a escala &agrave; popula&ccedil;&atilde;o Portuguesa, sendo que para tal, utilizou-se a sensibilidade dos itens (com utiliza&ccedil;&atilde;o dos valores de assimetria |3| e curtose |8|) e normalidade por via do teste Kolmogorov-Smirnov (N&gt;50), validade de constructo pela an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria, fiabilidade (Alpha de Cronbach) dos constructos e sensibilidade relativa &agrave;s dimens&otilde;es (com utiliza&ccedil;&atilde;o dos valores de assimetria |3| e curtose |8|, bem como do teste de normalidade Kolmogorov-Smirnov (N&gt;50), validade convergente entre ambas as escalas, validade descriminante e m&eacute;todo de split half. Todos os valores que foram utilizados, constam nos valores padr&atilde;o de Mar&ocirc;co (2014).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Short-Supervisory Relationship Questionnaire (S-SRQ) de Cliffe et al. (2016). Veio a ser constitu&iacute;da sob, inicialmente, uma amostra de 203 psic&oacute;logos cl&iacute;nicos de UK, e como test-re-test reliability 86 participantes (r=0,94). A referida escala divide-se em 18 itens, sob um referencial de resposta Likert [Discordo totalmente (1), Concordo Totalmente (7)], subdividindo-se os itens por tr&ecirc;s subescalas, base segura, educa&ccedil;&atilde;o reflexiva e estrutura, tendo por objectivo a recolha de informa&ccedil;&atilde;o sobre a rela&ccedil;&atilde;o supervisor-supervisando sob a perspectiva do supervisando. A referida escala apresenta fiabilidade com valores bastante adequados (total &#945;=0,96; base segura &#945;=0,97; educa&ccedil;&atilde;o reflexiva &#945;=0,89; estrutura &#945;=0,88).</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>De forma a proceder &agrave; an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria, efetuou-se a an&aacute;lise da sensibilidade, pela an&aacute;lise dos valores da curtose l8l e da assimetria l3l, bem como o teste de Kolmogorov-Smirnov (N&gt;50) ao seguimento da normalidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q4.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Como todos os itens, tal como percepcionado, possuem valores aceit&aacute;veis da assimetria [3] e da curtose [8], e de todos os valores serem significativos da distribui&ccedil;&atilde;o normativa (para alfa=0.05) tem-se a possibilidade de an&aacute;lise por an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q5"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q5.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Assim sendo, apresentam-se os pressupostos da AFE. A an&aacute;lise da medida Kaiser-Meyer-Olkin KMO=0.938 - excelente qualidade, pressup&otilde;e boa correla&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis (itens) e o ajustamento da amostra ao n&uacute;mero de itens. Pelo teste de esfericidade de Bartlett (sig. = ,000) tem-se a aceita&ccedil;&atilde;o de Ho (a matriz de correla&ccedil;&otilde;es &eacute; uma matriz identidade), onde se aponta a exist&ecirc;ncia de caracter correlacional entre vari&aacute;veis.</p>     <p>Pela an&aacute;lise das comunalidades, tem-se que todos os itens propostos (correla&ccedil;&otilde;es acima de 0,5) garantem/contribuem para a explica&ccedil;&atilde;o das componentes, em excep&ccedil;&atilde;o dos itens 4 e 17. Pelo facto deste crit&eacute;rio n&atilde;o se constituir enquanto obrigat&oacute;rio na exclus&atilde;o de itens, preferiu-se seguir a estrutura da escala precedente nos passos de extra&ccedil;&atilde;o dos factores principais, onde se poder&aacute; verificar e escolher com maior rigor quais os itens que permanecem, e os itens que dever&atilde;o ser exclu&iacute;dos.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q6"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q6.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="g1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21g1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Pela an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria, tendo em regra os <i>eigenvalue </i>superior a 1, ou crit&eacute;rio de Kaiser e com o <i>scree plot </i>, obt&eacute;m-se a estrutura relacional das classifica&ccedil;&otilde;es das dimens&otilde;es relacionais por tr&ecirc;s factores latentes.</p>     <p>Como tal, o primeiro factor apresenta pesos factoriais elevados, explicando sensivelmente 47,78% da vari&acirc;ncia total, o segundo factor apresenta pesos factoriais mais baixos de 10,085% e o terceiro factor pesos factoriais de 5,824%, pelo que no seu todo, prefiguram uma percentagem comulativa de pesos factoriais de 63,692%. A Matriz de componente rotativa foi realizada sob pressuposto de rota&ccedil;&atilde;o varimax, e utilizando o m&eacute;todo de extra&ccedil;&atilde;o de componentes principais.</p>     <p>Neste sentido, pela matriz de componente rotativa por rota&ccedil;&atilde;o varimax, tem-se a constitui&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es Base Segura (itens 1 a 10), Educa&ccedil;&atilde;o reflexiva (itens 11, 13, 14, 15, 16) e suporte (itens 17 e 18).</p>     <p>Pela an&aacute;lise da fiabilidade, tem-se que a escala completa apresenta um Alpha de Cronbach de valor ,922. Neste sentido, e tendo em conta os valores das comunalidades e estat&iacute;sticas-total (<a href="#q2">Quadro 2</a>), percebe-se que n&atilde;o dever&aacute; ser retirado nenhum item, uma vez que a fiabilidade da escala n&atilde;o se altera, revelando a fiabilidade, consist&ecirc;ncia e per&iacute;cia da mesma no que se prop&otilde;e avaliar. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o Base segura, esta possui um <i>Alpha </i>de 0,937, sendo que pelas an&aacute;lises da estat&iacute;stica item-total (<a href="#q3">Quadro 3</a>), n&atilde;o se vem a retirar nenhum item desta mesma dimens&atilde;o. Por outro lado, a dimens&atilde;o Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva, possui um <i>Alpha </i>de 0,821, sendo que em an&aacute;lise da estat&iacute;stica item-total (<a href="#q3">Quadro 3</a>) n&atilde;o se vem a retirar nenhum item. Por &uacute;ltimo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o Estrutura, esta possui um <i>Alpha </i>de ,375, valor este considerado enquanto inadmiss&iacute;vel. Este processo foi conduzido sob condi&ccedil;&atilde;o do valor item-total, pelo que retira-se determinado item caso o mesmo venha a baixar o valor do Alpha de Cronbach de determinada dimens&atilde;o.</p>     <p>Foi realizado o m&eacute;todo Split-half de modo a calcular, com um outro teste estat&iacute;stico a fiabilidade do instrumento. Neste sentido, e tendo em conta o valor da correla&ccedil;&atilde;o de Pearson (r=,886; Sig=,000), obt&eacute;m-se uma boa consist&ecirc;ncia interna.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q7"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q7.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em &uacute;ltimo lugar, testou-se a sensibilidade das dimens&otilde;es encontradas, bem como, o teste relativo &agrave; normalidade das referidas dimens&otilde;es.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q8"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q8.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; validade discriminante e convergente, utilizaram-se as tr&ecirc;s dimens&otilde;es da escala SRSI (Lizzio, et al., 2009) e as tr&ecirc;s dimens&otilde;es da escala S-SRQ (Lizzio, et al., 2016). Como tal, obt&eacute;m-se que todas as dimens&otilde;es possuem correla&ccedil;&atilde;o entre si, o que aponta a uma boa explica&ccedil;&atilde;o conjunta do conceito rela&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, as correla&ccedil;&otilde;es elevadas entre Base Segura e Abertura (r=,725; Sig=,000) e Base Segura e Suporte (r=,866; Sig=,000), sugerem uma aproxima&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica significativa e aproxima&ccedil;&atilde;o/semelhan&ccedil;a a n&iacute;vel conceptual. Como tal, obt&eacute;m-se que existe pouca descrimina&ccedil;&atilde;o entre as dimens&otilde;es mencionadas e, deste modo, converg&ecirc;ncia (semelhan&ccedil;a) entre as mesmas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q9"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q9.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi efectuada uma an&aacute;lise factorial confirmat&oacute;ria. Realizaram-se dois modelos e respetivas an&aacute;lises com o intuito de obter um ajustamento adequado. Neste sentido, o primeiro modelo, apesar de apresentar valores aceit&aacute;veis, alguns itens revelaram-se problem&aacute;ticos, pelo que se retirou o item 6 devido ao erro do mesmo covariar com o fator (<i>Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva</i>) que, al&eacute;m disso, n&atilde;o era o fator no qual o referido item deveria saturar bem como foram tamb&eacute;m retirados os itens 12 e 17 pelos pesos fatoriais serem inferiores a 0.4.</p>     <p>Ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o dos itens acima mencionados, verificou-se que os restantes s&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; significativos como apresentam um peso fatorial &#8805; 0.4.</p>     <p>Por forma a verificar se a diferen&ccedil;a entre o modelo original e o agora simplificado era significativa, realiz&aacute;mos um teste de diferen&ccedil;as X2. Deste modo, utilizando os valores das estat&iacute;sticas do X2 de ambos os modelos e os respetivos gaus de liberdade (<i>gl</i>), verificou-se que X2dif= 283,654-177,466= 106,188 e (<i>gl</i>)132-87= 45. Consultando o Quadro da Distribui&ccedil;&atilde;o do Chi-Quadrado, para &#945;=0,05 observa-se que X20.95;(45) = 61,656. Logo sendo X2dif=106,188 &gt; X20.95;(45) =61,656, conclui-se que o modelo simplificado se ajusta melhor &agrave; estrutura fatorial observada do que o modelo original, bem como, mostra que os fatores n&atilde;o est&atilde;o perfeitamente correlacionados entre si e que medem construtos diferentes, assim demonstrando que o instrumento tem validade discriminante.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Salienta-se, ainda, que o modelo simplificado apresenta uma redu&ccedil;&atilde;o no MECVI (<i>cf. </i><a href="#q10">Quadro 10</a>), revelando que o modelo simplificado tem melhor validade para a amostra sob estudo.</p>     <p>O modelo tri-fatorial da escala S-SRQ ajustado a uma amostra de 233 psicoterapeutas portugueses, ap&oacute;s a an&aacute;lise efetuada, revelou uma qualidade de ajustamento global, nos indicies avaliados, considerado como bom.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q10"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q10.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Demonstrada a validade fatorial e discriminante da estrutura em an&aacute;lise, seguimos para a an&aacute;lise da validade convergente, com recurso &agrave; an&aacute;lise da fiabilidade comp&oacute;sita (FC) e da vari&acirc;ncia extra&iacute;da m&eacute;dia (VEM) para cada fator e para o total da medida. Segundo os resultados obtidos (<a href="#q11">Quadro 11</a>) a fiabilidade comp&oacute;sita dos fatores revelou-se adequada, com bons valores de fiabilidade comp&oacute;sita (FC&gt;0.7) e, por sua vez, tamb&eacute;m para a vari&acirc;ncia extra&iacute;da m&eacute;dia se verificaram valores aceit&aacute;veis (VEM&gt;0.4), indicando uma validade convergente considerada adequada.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q11"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21q11.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Procedeu-se &agrave; an&aacute;lise da sensibilidade da medida, avaliada pelos coeficientes de assimetria e curtose. Segundo os resultados obtidos, n&atilde;o se verificaram viola&ccedil;&otilde;es desta medida, (-2,008&gt;SK&gt;- 1,054; 0,458&gt;K&gt;4,945), demonstrando estar a Distribui&ccedil;&atilde;o Normal conservada e sem desvios grosseiros, indicando, por isso, a sensibilidade do construto de acordo com os valores relativos ao coeficiente de assimetria que devem estar compreendidos entre |3| e os valores relativos ao coeficiente de achatamento ou curtose devem estar compreendidos entre |7| (Maroco, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As an&aacute;lises levadas a cabo permitiram chegar a uma estrutura fatorial que demonstra ser adequada, sendo a figura seguinte a que representa o modelo final encontrado.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n1/20n1a21f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Com a an&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria com par&acirc;metros e metodologia de Mar&ocirc;co (2014) e Bryman e Cramer, (1993) obt&eacute;m-se uma estrutura fi&aacute;vel de tr&ecirc;s dimens&otilde;es relacionais Base Segura (1,2,3,5,6,7,8,9, 10), Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva (11,13,14, 15, 16) e Estrutura (17, 18). Por outro lado com a an&aacute;lise da fibailidade (<a href="#q3">Quadro 3</a>), percebe-se que a dimens&atilde;o estrutura necessita de ser revisitada no sentido te&oacute;rico e no sentido da constitui&ccedil;&atilde;o dos itens, uma vez que tende a medir com fraca precis&atilde;o aquilo a que se prop&otilde;e.</p>     <p>Com a An&aacute;lise factorial explorat&oacute;ria, apesar de ser fornecida uma estrutura, tem-se uma elevada percentagem de vari&acirc;ncia n&atilde;o explicada pelas tr&ecirc;s dimens&otilde;es do conceito da rela&ccedil;&atilde;o em supervis&atilde;o de psicoterapeutas (<a href="#q3">Quadro 3</a>). Como tal, compreende-se a necessidade de utilizar metodologias que aprofundem n&atilde;o s&oacute; as correla&ccedil;&otilde;es entre itens, mas sim os erros associados aos mesmos (Mar&ocirc;co, 2014), bem como, de revisitar o conceito te&oacute;rico da rela&ccedil;&atilde;o propriamente dita, e compreender outras dimens&otilde;es que possam interferir na sua conceptualiza&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escala propriamente dita, o item 10 tende a mudar para a dimens&atilde;o Base Segura, o que difere da estrutura da escala original (Cliffe et al., 2016) e dos resultados encontrados por Almeida e Pires (2018). O referido item “O meu supervisor incentivava-me a reflectir sobre a minha pr&aacute;tica” apesar de saturar de forma confi&aacute;vel na dimens&atilde;o Base Segura, satura de forma menos significativa na dimens&atilde;o Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva. Em an&aacute;lise, pode-se compreender o car&aacute;cter contentor e seguro no sentido da explora&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica mais abrangente, onde se insere a explora&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-pr&aacute;tica e, posteriormente, a capacidade reflexiva de pensar estes mesmos conceitos no seu mapa conceptual que tendem a influenciar a pr&aacute;tica so sujeito. Este resultado &eacute; curioso, uma vez que o item tende a incidir, do ponto de vista te&oacute;rico na dimens&atilde;o Educa&ccedil;&atilde;o reflexiva tal como proposto por Cliffe et al., (2016) e Almeida, Pires e Oliveira (2018).</p>     <p>O item 12 ser&aacute; exclu&iacute;do por via de vir a saturar nas dimens&otilde;es Base Segura e Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva. Pela an&aacute;lise do item “O meu supervisor tinha flexibilidade em rela&ccedil;&atilde;o a um n&uacute;mero vasto de modelos” consegue-se compreender o car&aacute;cter contentor ou transmissor de seguran&ccedil;a para com o supervisando, bem como, a capacidade reflexiva que se encontra latente na sapi&ecirc;ncia de v&aacute;rias vertentes te&oacute;ricas adquiridas e, consequentemente, pensadas, assimiladas e acomodadas.</p>     <p>Por fim, os itens 15 “As sess&otilde;es de supervis&atilde;o eram focadas” e 16 “As sess&otilde;es de supervis&atilde;o eram estruturadas” possuem resultados inesperados e que, de facto, v&atilde;o em contra do proposto por Cliffe et al., (2016) e Almeida e Pires (2018). Como tal, poder-se-&aacute; ter em conta a restrutura&ccedil;&atilde;o e reflex&atilde;o sobre a dimens&atilde;o Estrutura, tanto do ponto de vista te&oacute;rico com transposi&ccedil;&atilde;o &agrave; constru&ccedil;&atilde;o dos itens, tanto da constru&ccedil;&atilde;o de novos itens que possam vir a constituir-se enquanto reflexo do resumo te&oacute;rico a efectuar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com a AFC, m&eacute;todo estatistico de maior pot&ecirc;ncia de ajustamento de modelo, obt&eacute;m-se que apesar de apresentar valores aceit&aacute;veis, alguns itens revelaram-se problem&aacute;ticos, pelo que se retirou o item 6 devido ao erro do mesmo covariar com o fator (<i>Educa&ccedil;&atilde;o Reflexiva</i>) e que, al&eacute;m disso, n&atilde;o era o fator no qual o referido item deveria saturar bem como foram tamb&eacute;m retirados os itens 12 e 17 pelos pesos fatoriais serem inferiores a 0.4. Por outro lado, as dimens&otilde;es revelaram conter descrimina&ccedil;&atilde;o entre si, bem como serem fi&aacute;veis naquilo a que se pretendem medir.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Almeida, J., Pires, A. P., &amp; Oliveira, M. (2018). A rela&ccedil;&atilde;o de supervis&atilde;o em psicoterapeutas. <i>Psicologia, Sa&uacute;de &amp; Doen&ccedil;as, 19</i>(1), 71-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565004&pid=S1645-0086201900010002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beinart, H. (2012). Moles of supervision and the supervisory relationship. Em I. Fleming, &amp; L. Steen, <i>Supervision and clinical psychology - Theory, Practice and Perspectives </i>(Chapter 4). New York: Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565006&pid=S1645-0086201900010002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Beinart, H. (2014). Builging and sustaining the supervisory relationship. Em C. E. Watkins, &amp; L. Milne, <i>The wiley international handbook of clinical supervision </i>(pp. 257-281). Oxford: Wiley Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565008&pid=S1645-0086201900010002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bordin, E. S. (1979). A Working Alliance - Based Model of Supervision. <i>The Counselling Psychologist</i>, <i>11</i>(1)35-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565010&pid=S1645-0086201900010002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chow, D. L., Miller, S. D., Seidel, J. A., Kane, R. T., Thornton, A., &amp; Andrews, W. P. (2015). The Role of Deliberate Practice in the Development of Highly Effective Psychotherapists. <i>Psychotherapy</i>, 337-345.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565012&pid=S1645-0086201900010002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Cliffe, T., Beinart, H., &amp; Cooper, M. (2016). Development and Validation of a short Version of the supervisory relationship Questionnaire. <i>Clinical Psychology and Psychotherapy</i>, 77-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565014&pid=S1645-0086201900010002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Falender, C. A., &amp; Shafranske, E. P. (2014). Clinical supervision: The state of the art. <i>Journal of Clinical Psychology: In session</i>, 1030-1041.</p>     <!-- ref --><p>Falender, C. C., Doll, B., Ellis, M., Goodyear, R. K., Kaslow, N., McCutcheon, S., . . . Morris, J.-S. (2014). <i>Guidelines for Clinical Supervision in Health Service Psychology - Approved by APA Council of Representatives, 2014 - Board of Educational Affairs Task Force on Supervision Guidelines. </i>United States of America: APA - American Paychological Association.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565017&pid=S1645-0086201900010002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Fern&aacute;ndez-Alvarez, H. (2015). Reflections on supervision in psychotherapy. <i>Psychologya Research</i>, 1-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565019&pid=S1645-0086201900010002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Gon&ccedil;alo Barbosa Gabriel, A forma&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos psicoterapeutas, 2017. Disserta&ccedil;&atilde;o (Psicologia Cl&iacute;nica e da Sa&uacute;de) - ISPA - Instituto Universit&aacute;rio de Ci&ecirc;ncias Psicol&oacute;gicas, Sociais e da Vida.</p>     <!-- ref --><p>Hess, A. K. (1987). Psychotherapy Supervision: Stages, Buber, and a Theory of Relationship. <i>Professional Psychology: Research and Practice</i>, 252-259.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565022&pid=S1645-0086201900010002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Holloway, E. L. (2014). Supervisory roles within systems of practice. Em C. E. Watkins, &amp; D. L. Milne, <i>The wiley international handbook of clinical supervision </i>(pp. 598-621). Oxford: Wiley Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565024&pid=S1645-0086201900010002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lizzio, A., Wilson, K., &amp; Que, J. (2009). Relationship dimensions in the professional supervision of psychology graduates: Supervisee perceptions of processes and outcome. <i>Studies in Continuing Education</i>, 127-140.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565026&pid=S1645-0086201900010002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2010). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o PASW Statistics (ex-SPPS). </i>P&ecirc;ro Pinheiro: ReportNumber.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565028&pid=S1645-0086201900010002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mar&ocirc;co, J. (2014). <i>An&aacute;lise estat&iacute;stica com o SPSS Statistics. </i>P&ecirc;ro Pinheiro: Report Number - An&aacute;lise e Gest&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o, LDA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565030&pid=S1645-0086201900010002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Palomo, M., Beinart, H., &amp; Cooper, M. J. (2010). Development and validation of the Supervisory relationship questionnaire (SRQ) in UK trainee clinical psychologists. <i>British Journal of Clinical Psychology</i>, 131-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565032&pid=S1645-0086201900010002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Watkins, C. E. (2013). Being and Becoming a Psychotherapy Supervisor: The Crucial Triad of Learning Difficulties. <i>American Journal of Psychotherapy</i>, 135-151.</p>     <!-- ref --><p>Watkins, C. E., &amp; Milne, D. L. (2014). Clinical supervision at the international crossroads - Currents status and future directions. Em C. E. Watkins, &amp; D. L. Milne, <i>The wiley international handbkook of clinical supervision </i>(pp. 673-696). Oxford: Wiley Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565035&pid=S1645-0086201900010002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Worthington, E. L. (2006). Changes in supervision as counselors ans supervisors gain experience: A review. <i>Training and Education in professional psychology</i>, 133-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565037&pid=S1645-0086201900010002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 20 de Novembro de 2018/ Aceite em 05 de Mar&ccedil;o de 2019</p>     ]]></body>
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