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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This research investigated family perceptions about cohesion and hierarchy amongst HIV/AIDS patients under ambulatory care in Maputo - Mozambique. Sixteen participants, both male and female were involved in the study, which was conducted using the genogram technique and the Family System Test, a spatial application technique. The results indicated high and growing scores of family cohesion in both typical and ideal representations. Nevertheless, hierarchy showed a decreased growth from typical to ideal, especially on mother and siblings dyads, and the HIV/AIDS illness seems to have less influence in the perception of cohesion and hierarchy among the family members. The research contributed to highlight the need for more attention to the family constellations in the care of patients with HIV / AIDS, in order to find strategies that strengthen family support that is characteristic of Mozambican families guided by collectivist values ??and behaviors. However, more congeners studies and larger samples need to be performed to better understand the associations identified in the present study.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Percep&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o e hierarquia familiar em pessoas vivendo com HIV/SIDA</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Perceptions of cohesion and family hierarchy in people living with HIV/AIDS</b></font></p>     <p><b>Alfredo Maposse<sup>1</sup> &amp; Eliane Seidl<sup>2</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Departamento de Psicologia e Centro de Estudos e Apoio Psicol&oacute;gico, Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Mo&ccedil;ambique, <a href="mailto:alfredo.maposse@uem.mz">alfredo.maposse@uem.mz</a>     <p> <sup>2</sup>Departamento de Psicologia Cl&iacute;nica, Instituto de Psicologia da Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia, Brasil, <a href="mailto:seidl@unb.br">seidl@unb.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Esta pesquisa investigou as perce&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o e hierarquia familiar em pacientes que vivem com HIV/SIDA em atendimento ambulat&oacute;rio em Maputo, Mo&ccedil;ambique, no que se refere &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es t&iacute;pica e ideal. O estudo teve 16 participantes de ambos os sexos e usou as t&eacute;cnicas do genograma e do Teste do Sistema Familiar - FAST, uma t&eacute;cnica de aplica&ccedil;&atilde;o espacial. Os resultados indicaram alta e crescente coes&atilde;o familiar nas representa&ccedil;&otilde;es t&iacute;pica e ideal. Por&eacute;m, a hierarquia apresentou-se decrescente nas d&iacute;ades da m&atilde;e com os filhos e a condi&ccedil;&atilde;o de HIV/SIDA pareceu exercer pouca influ&ecirc;ncia nas perce&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o e hierarquia familiar dos participantes. A pesquisa contribuiu para ressaltar a necessidade de mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s constela&ccedil;&otilde;es familiares no atendimento a pacientes com HIV/SIDA, no sentido de encontrar estrat&eacute;gias que fortale&ccedil;am o apoio familiar que de forma ‘natural&rsquo; &eacute; caracter&iacute;stico das fam&iacute;lias mo&ccedil;ambicanas guiadas por valores e condutas geralmente colectivistas. Contudo, mais pesquisas cong&eacute;neres e com amostras maiores precisam de ser realizadas para melhor compreens&atilde;o das associa&ccedil;&otilde;es identificadas no presente estudo.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: coes&atilde;o familiar, hierarquia familiar, fam&iacute;lia, HIV/SIDA. </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b> </p>     <p>This research investigated family perceptions about cohesion and hierarchy amongst HIV/AIDS patients under ambulatory care in Maputo - Mozambique. Sixteen participants, both male and female were involved in the study, which was conducted using the genogram technique and the Family System Test, a spatial application technique. The results indicated high and growing scores of family cohesion in both typical and ideal representations. Nevertheless, hierarchy showed a decreased growth from typical to ideal, especially on mother and siblings dyads, and the HIV/AIDS illness seems to have less influence in the perception of cohesion and hierarchy among the family members. The research contributed to highlight the need for more attention to the family constellations in the care of patients with HIV / AIDS, in order to find strategies that strengthen family support that is characteristic of Mozambican families guided by collectivist values &#8203;&#8203;and behaviors. However, more congeners studies and larger samples need to be performed to better understand the associations identified in the present study.</p>     <p><b>Keywords:</b> family cohesion, family hierarchy, family, HIV/AIDS. </p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O impacto psicol&oacute;gico, social e econ&oacute;mico do HIV/SIDA &eacute; largamente conhecido, quer em indiv&iacute;duos, fam&iacute;lias, comunidades e pa&iacute;ses. De igual forma, a literatura que aborda os constructos do funcionamento familiar (coes&atilde;o e hierarquia) vem sendo desenvolvida por diferentes estudiosos (De Antoni, Teodoro, &amp; Koller, 2009; De Antoni, 2005; Eryuksel, Marti, Smith, &amp; Gehring, 2005; Feldman &amp; Gehring, 1988; Gehring, Debry, &amp; Smith, 2001; Gehring, Marti, &amp; Sidler, 1994). </p>     <p>No entanto, apesar da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de estudos no campo do HIV/SIDA e sobre coes&atilde;o e hierarquia em fam&iacute;lias, ainda s&atilde;o raras, se n&atilde;o inexistentes, pesquisas que estudaram a coes&atilde;o e a hierarquia de pessoas vivendo com HIV/SIDA nas fam&iacute;lias, quer na literatura internacional quer mo&ccedil;ambicana, mesmo considerando que cerca de 11,5% da popula&ccedil;&atilde;o de Mo&ccedil;ambique padece da doen&ccedil;a, segundo dados do &Iacute;ndice de Estigma de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA (ONUSIDA, 2013).</p>     <p> Neste contexto vislumbra-se importante e oportuno uma pesquisa que investigue e traga &agrave; superf&iacute;cie as perce&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o e de hierarquia que este grupo populacional t&ecirc;m em virtude da sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, pois a viv&ecirc;ncia com um membro familiar infetado e/ou doente de HIV/SIDA gera transforma&ccedil;&otilde;es no indiv&iacute;duo e na fam&iacute;lia que impactam os constructos de coes&atilde;o e de hierarquia familiar - estrutura familiar em &uacute;ltima an&aacute;lise. Assim, este estudo objetivou analisar as perce&ccedil;&otilde;es de coes&atilde;o e de hierarquia familiar de pessoas que vivem com HIV/SIDA, quanto &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es t&iacute;pica e ideal.</p>     <p><i>Fam&iacute;lia</i></p>     <p>Tradicionalmente, as fam&iacute;lias eram pensadas como geneticamente relacionadas e circunscritas &agrave; consanguinidade (Viera, G&oacute;es, &amp; Gusm&atilde;o, 2010). Atualmente, as fam&iacute;lias s&atilde;o definidas de maneira mais ampla. Esta amplitude &eacute; vasta e inclui desde fam&iacute;lias que seguem o modelo tradicional (pai, m&atilde;e e filhos), at&eacute; casais que partilham os cuidados dos filhos e da organiza&ccedil;&atilde;o familiar, mulheres e homens que assumem sozinhos o sustento financeiro da fam&iacute;lia (monoparentalidade), fam&iacute;lias reconstitu&iacute;das/recasadas, casais sem filhos, casais homossexuais, casais com filhos adotivos, casais vivendo em casas separadas, entre outras formas familiares (Oliveira, Siqueira, D&rsquo; Aglio, &amp; Lopes, 2008). Assim, influenciada pelas novas configura&ccedil;&otilde;es, a fam&iacute;lia atual &eacute; caracterizada por redefini&ccedil;&otilde;es de pap&eacute;is, hierarquia e sociabilidade, permitindo diferentes formatos familiares que est&atilde;o centrados na valoriza&ccedil;&atilde;o da solidariedade, da fraternidade, da ajuda m&uacute;tua, nos la&ccedil;os de afeto e de amor, em detrimento da exig&ecirc;ncia de consanguinidade (Oliveira et al., 2008). </p>     <p>Conceitualmente, o termo ‘fam&iacute;lia&rsquo;, segundo Chadda e Deb (2013), deriva do latim &ldquo;famulos&rdquo;, denotando o estabelecimento dos cuidados da casa e refere-se ao grupo de indiv&iacute;duos que vivem juntos durante fases importantes de suas vidas e ligados um ao outro por la&ccedil;os biol&oacute;gicos e/ou por relacionamentos sociais e psicol&oacute;gicos. O grupo inclui, tamb&eacute;m, pessoas em uma rela&ccedil;&atilde;o social corrente aparentemente de car&aacute;cter sexual, suficientemente precisa e duradoura para permitir a procria&ccedil;&atilde;o e o cuidado dos filhos. O grupo fam&iacute;lia, segundo De Antoni et al. (2009) e De Antoni (2005), &eacute; formado por pessoas unidas por um parentesco e/ou por se considerarem integrantes da fam&iacute;lia. Minuchin e Fishman (1990) definem fam&iacute;lia como um grupo natural que ao longo do tempo desenvolve padr&otilde;es de organiza&ccedil;&atilde;o que formam a estrutura familiar, e esta governa o funcionamento dos membros e define os comportamentos e interac&ccedil;&otilde;es. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Num olhar mais africano, Iwelunmor, Airhihenbuwa, Okoror, Brown e Belue (2006) assinalam que fam&iacute;lia representa c&iacute;rculos conc&ecirc;ntricos do entorno social do indiv&iacute;duo e carrega um imenso potencial de for&ccedil;as e apoios em momentos de necessidades e crises. A caracter&iacute;stica fundamental do sistema familiar africano &eacute; uma forte liga&ccedil;&atilde;o emocional entre os membros e promove-se a partilha e a depend&ecirc;ncia m&uacute;tua. Estas liga&ccedil;&otilde;es n&atilde;o incluem somente os membros da fam&iacute;lia biol&oacute;gica mas, tamb&eacute;m, a fam&iacute;lia alargada que pode incluir filhos, primos, tios, tias, av&oacute;s, amigos e vizinhos. Honwana (2002) afirma que, em Mo&ccedil;ambique como em toda a &Aacute;frica, a fam&iacute;lia integra os vivos e os mortos e inclui a rela&ccedil;&atilde;o com a comunidade hist&oacute;rica, geogr&aacute;fica e sociocultural. Portanto, neste contexto, a fam&iacute;lia incorpora um sentido mais amplo e inclui a esfera transcendental dos vivos, o que lhe confere um sentido m&iacute;tico-cultural, que controla e orienta a conduta dos membros familiares. No entanto, esta conce&ccedil;&atilde;o tradicionalista est&aacute; sujeita a choques e transforma&ccedil;&otilde;es, muitas vezes resultantes do cruzamento com os ideais de globaliza&ccedil;&atilde;o e do desenvolvimento. A ideia do desenvolvimento muitas vezes carrega uma vis&atilde;o unidirecional e desigual, significando o ensino e assimila&ccedil;&atilde;o de culturas de povos considerados civilizados em detrimento de culturas pr&oacute;prias de certos povos normalmente tidos como subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento.</p>     <p><i>Fam&iacute;lia e HIV/SIDA</i></p>     <p>Pequegnat et al. (2001) consideraram a SIDA uma doen&ccedil;a familiar. Os autores notaram que em cada uma das aproximadamente 700.000 pessoas diagnosticadas com SIDA nos EUA havia sempre a presen&ccedil;a de constela&ccedil;&otilde;es familiares de pai, irm&atilde;os, parceiro e uma uni&atilde;o de membros afetados psicossocialmente. Contudo, apesar da import&acirc;ncia da fam&iacute;lia no apoio aos membros com HIV/SIDA, os autores observaram que as pesquisas no campo da interven&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m se concentrado mais no indiv&iacute;duo e n&atilde;o no sistema familiar. </p>     <p>Murray, Kelley e Murray (2007) notaram que se a fam&iacute;lia for capaz de lidar efetivamente com a enfermidade, ela ver&aacute; as exig&ecirc;ncias para lidar com o doente como manej&aacute;veis e pode desenvolver um sistema de significados coerente e adaptativo, relacionado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es e desafios de sa&uacute;de. Thompson (2009), por sua vez, observou que ter amigos e familiares com vis&atilde;o positiva e que fornecem apoio social e familiar era importante para criar um senso de normalidade e confian&ccedil;a em pessoas com doen&ccedil;a cr&oacute;nica. De forma concordante, as pesquisas de Li et al. (2006) e Maman, Rooyen e Groves (2013) revelaram que o apoio familiar em pessoas infetadas pelo HIV &eacute; fundamental para a revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico e para o tratamento dos pacientes.</p>     <p><i>Coes&atilde;o e hierarquia familiar </i></p>     <p>O conceito de coes&atilde;o e hierarquia familiar tem como base a Teoria Estrutural da Fam&iacute;lia (TEF) de Slvador Minuchin. Contudo, Smith (1996) observou que os constructos derivados da TEF de Minuchin s&atilde;o abstratos e n&atilde;o est&atilde;o estritamente ligados a uma descri&ccedil;&atilde;o comportamental concreta necess&aacute;ria para o desenho de uma pesquisa consistente. Assim, os estudos sobre coes&atilde;o e hierarquia familiar surgem como alternativa operacional.</p>     <p>O conceito de coes&atilde;o &eacute; definido como proximidade afetiva entre os membros familiares e envolve rela&ccedil;&otilde;es de amizade, de uni&atilde;o e de perten&ccedil;a ao grupo (De Antoni et al., 2009; De Antoni, 2005; Bowers et al., 1992; Feldman &amp; Gehring, 1988; Gehring et al., 2001; Smith, 1996; Wood &amp; Talmon, 1983). A coes&atilde;o &eacute; relacionada linearmente com o desenvolvimento saud&aacute;vel da fam&iacute;lia e o funcionamento familiar adequado &eacute; promovido pela rela&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima entre o casal, entre pais e filhos e entre irm&atilde;os. Ao contr&aacute;rio, fam&iacute;lias conflituosas demonstram baixa coes&atilde;o entre seus membros e coaliz&otilde;es entre gera&ccedil;&otilde;es (De Antoni et al., 2009). Feldman e Gehring (1988) definem coaliz&atilde;o como a uni&atilde;o entre dois ou mais membros familiares de subsistemas diferentes (pais e filha ou m&atilde;e e filho) contra um membro da fam&iacute;lia.</p>     <p>O conceito de coes&atilde;o re&uacute;ne consenso quase total sobre o seu significado, em termos pr&aacute;ticos e te&oacute;ricos entre pesquisadores e cl&iacute;nicos. Contrariamente, o conceito de hierarquia n&atilde;o &eacute; t&atilde;o claro. Este engloba aspetos tais como: quem toma decis&atilde;o? Quem determina os limites? Quem tem influ&ecirc;ncia? O significado real que este conceito tem nos respondentes n&atilde;o &eacute; sempre consistente e necessita de mais aprofundamento (Gehring et al., 2001; Gehring &amp; Marti, 1993). Conceitualmente, a hierarquia tem sido definida como estrutura de poder, envolve a influ&ecirc;ncia, controlo e adaptabilidade, e est&aacute; relacionada ao controlo e ao poder decis&oacute;rio, seja em eventos quotidianos ou em situa&ccedil;&otilde;es adversas. O dom&iacute;nio de uma pessoa &eacute; relacionado &agrave; habilidade de mudar pap&eacute;is e regras no grupo e o exerc&iacute;cio de poder &eacute; adaptativo quando auxilia a manter o equil&iacute;brio no sistema familiar (De Antoni et al., 2009; Feldman &amp; Gehring, 1988). </p>     <p>O funcionamento familiar saud&aacute;vel tem sido identificado por dois aspetos com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hierarquia: o relacionamento do casal de forma igualit&aacute;ria e os pais tendo mais poder e influ&ecirc;ncia do que seus filhos, mas com certo grau de flexibilidade com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as no desempenho de pap&eacute;is e nas regras existentes (De Antoni et al., 2009; Feldman &amp; Gehring, 1988; Gehring &amp; Marti, 1993). Assim, estes autores notaram que apesar da inconsist&ecirc;ncia do conceito de hierarquia, cl&iacute;nicos e pesquisadores concordam que fam&iacute;lias funcionais t&ecirc;m fronteiras geracionais claras, de tal modo que a d&iacute;ade pai-m&atilde;e seja mais coesa do que as d&iacute;ades formadas pelos pais e filhos.</p>     <p>No que concerne &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa, a coes&atilde;o &eacute; baseada na dist&acirc;ncia entre as figuras no tabuleiro do FAST e a hierarquia &eacute; avaliada pela diferen&ccedil;a de altura entre as representa&ccedil;&otilde;es dos membros da fam&iacute;lia tendo em conta a posi&ccedil;&atilde;o vertical das figuras em rela&ccedil;&atilde;o uma &agrave; outra. Na avalia&ccedil;&atilde;o da coes&atilde;o, o funcionamento saud&aacute;vel de uma fam&iacute;lia foi relacionado a configura&ccedil;&otilde;es muito pr&oacute;ximas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A coes&atilde;o e hierarquia podem ser avaliadas tendo em considera&ccedil;&atilde;o as representa&ccedil;&otilde;es: t&iacute;pica (situa&ccedil;&atilde;o atual da fam&iacute;lia); ideal (situa&ccedil;&atilde;o desejada); conflitual, bem como representa&ccedil;&otilde;es passadas (Gehring et al., 2001; Gehring &amp; Marti, 1993). No que concerne &agrave; designa&ccedil;&atilde;o dos escores de coes&atilde;o e hierarquia, estes classificam-se em baixa, m&eacute;dia e alta e a combina&ccedil;&atilde;o dos resultados da coes&atilde;o e da hierarquia resulta na estrutura familiar e esta pode ser designada em: equilibrada (balanced) quando a fam&iacute;lia &eacute; funcional; inst&aacute;vel (instable) quando a fam&iacute;lia apresenta oscila&ccedil;&otilde;es e desequilibrada (unbalanced) quando a fam&iacute;lia &eacute; disfuncional. </p>     <p>A coes&atilde;o e a hierarquia s&atilde;o vari&aacute;veis independentes entre si e h&aacute; evid&ecirc;ncias da validade destes constructos avaliados em diferentes situa&ccedil;&otilde;es ou representa&ccedil;&otilde;es e em diferentes culturas (Gehring et al, 2001; Gehring &amp; Marti, 1993; Marti, Kappler, Eryuksel, &amp; Gehring, 2004). Em um estudo com uma amostra branca europeia de classe m&eacute;dia, Gehring e Marti (1993) encontraram fam&iacute;lias coesas e moderadamente hier&aacute;rquicas na representa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica. Na representa&ccedil;&atilde;o ideal encontraram maior coes&atilde;o e diminui&ccedil;&atilde;o da estrutura hier&aacute;rquica e a representa&ccedil;&atilde;o conflitual foi marcada por baixa coes&atilde;o e baixa hierarquia familiar. Em outro estudo com amostras do Brasil com fam&iacute;lias economicamente debilitadas, Marti et al. (2004) observaram menor coes&atilde;o e alta hierarquia familiar na situa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica do que na ideal e o inverso foi observado com amostra de fam&iacute;lias economicamente est&aacute;veis. </p>     <p>Por outro lado, Eryuksel, Smith, Marti e Gehring (2005), na Turquia, em um estudo envolvendo crian&ccedil;as e adolescentes de fam&iacute;lias economicamente em desvantagem e outras bem sucedidas encontraram, em geral, fam&iacute;lias coesas e pouca diferencia&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica na reapresenta&ccedil;&atilde;o ideal do que na t&iacute;pica, mas notaram varia&ccedil;&atilde;o da coes&atilde;o e da hierarquia com a idade, sexo e status socioecon&oacute;mico, sendo que as crian&ccedil;as mais velhas representaram a fam&iacute;lia ideal mais coesa e menos hier&aacute;rquica, os homens representaram maior diferencia&ccedil;&atilde;o de poder do que as mulheres; e as crian&ccedil;as de fam&iacute;lias pobres representaram as rela&ccedil;&otilde;es com os pais como menos coesas e altamente hier&aacute;rquicas na reapresenta&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica, sendo que o contr&aacute;rio foi observado em fam&iacute;lias economicamente est&aacute;veis.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Este &eacute; um estudo com delineamento quantitativo e qualitativo, baseado na recolha de dados emp&iacute;ricos no Hospital Militar de Maputo, concretamente no Centro Integrado de Cuidados e Tratamento (CICTRA). A disponibilidade de servi&ccedil;os de atendimento a pessoas com HIV/SIDA, a localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, bem como, a proximidade de rela&ccedil;&otilde;es que o pesquisador tinha com a equipa t&eacute;cnica do hospital foram as raz&otilde;es da escolha deste local. </p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Foram selecionados 16 participantes seropositivos de ambos os sexos, por conveni&ecirc;ncia, desde que reunissem crit&eacute;rios tais como: estar inscrito/a na unidade sanit&aacute;ria a, pelo menos, tr&ecirc;s meses; completar ou ter 20 anos de idade no ano da pesquisa e n&atilde;o exceder 35 anos de idade e n&atilde;o estar separado/a da fam&iacute;lia por um per&iacute;odo superior a um ano. Os participantes foram designados pela letra P seguido de n&uacute;mero de ordem.</p>     <p>A idade dos participantes variou de 25 a 35 anos. Dos 16 participantes, cinco n&atilde;o tinham a figura de pai na fam&iacute;lia e dois a de m&atilde;e. O agregado familiar variou de quatro a 14 membros. Em termos de escolaridade, os homens apresentaram os n&iacute;veis mais baixos (prim&aacute;rio e secund&aacute;rio) e as mulheres os mais altos. Profissionalmente, sete participantes estavam desempregados, dois eram comerciantes e os restantes faziam trabalho assalariado. Na revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de HIV, tr&ecirc;s participantes disseram que n&atilde;o tinham revelado para nenhum membro da fam&iacute;lia, sete tinham revelado a toda fam&iacute;lia, um somente ao pai e cinco apenas ao parceiro/a. Na categoria &ldquo;fam&iacute;lia de proveni&ecirc;ncia&rdquo;, oito participantes viviam na fam&iacute;lia de origem, tr&ecirc;s nas fam&iacute;lias de casamento, quatro na fam&iacute;lia nuclear e apenas um era de fam&iacute;lia reconstitu&iacute;da/recasada. Quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o conjugal, quatro participantes informaram que eram casados/as, uma era divorciada, tr&ecirc;s separadas, sete em uni&atilde;o marital e uma informou que era vi&uacute;va. Os participantes que estavam separados, divorciados e vi&uacute;va informaram que a infe&ccedil;&atilde;o e/ou doen&ccedil;a do HIV/SIDA propiciou a atual situa&ccedil;&atilde;o conjugal em que se encontravam. Todos os participantes tinham entre um a tr&ecirc;s filhos, com exce&ccedil;&atilde;o de P2 que tinha seis filhos. </p>     <p><i>Material </i></p>     <p>Os instrumentos usados na pesquisa foram o Genograma e o Teste do Sistema Familiar (FAST). O genograma &eacute; uma representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica ou mapa da fam&iacute;lia. Costa (2013) e Kennedy (2010) consideram o genograma uma representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica aparentemente simples e universal de uma fam&iacute;lia, diferente de uma &aacute;rvore geneal&oacute;gica, e comporta uma multiplicidade de informa&ccedil;&atilde;o, tais como: rela&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas, sociais e emocionais; rela&ccedil;&otilde;es familiares e historial m&eacute;dico, e inclui todos os membros da fam&iacute;lia nuclear e alargada, como tamb&eacute;m elementos significativos que n&atilde;o sejam necessariamente familiares, at&eacute; mesmo institui&ccedil;&otilde;es e animais. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Teste do sistema familiar</i></p>     <p>O teste do sistema familiar (FAST) &eacute; derivado da cl&iacute;nica para representar as rela&ccedil;&otilde;es familiares de forma espacial (Feldman &amp; Gehring, 1988; Gehring et al., 2001). O FAST representa um avan&ccedil;o nas t&eacute;cnicas de avalia&ccedil;&atilde;o espacial pois pode ser usada com pais e filhos de forma interativa ou individual e garante uma uniformidade na avalia&ccedil;&atilde;o dos membros da fam&iacute;lia nos constructos interpessoais. O FAST n&atilde;o requerer habilidades de escrita nem de leitura, pode ser usado com todo tipo de popula&ccedil;&otilde;es, a partir de crian&ccedil;as na idade escolar em diante, bem como em culturas e contextos diferentes. O teste avalia a fam&iacute;lia sob v&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es atuais - t&iacute;pica, ideal, conflitual -, bem como em situa&ccedil;&otilde;es passadas. </p>     <p>Em termos de materiais, o teste era composto por um tabuleiro de formato quadrangular 45 x 45cm, dividido em 81 quadrados 9x9, de 5x5cm cada. Faziam ainda parte do teste, 12 esculturas de madeira com conven&ccedil;&otilde;es masculino e feminino com oito cm de altura, blocos cil&iacute;ndricos de 1,5cm, 3 cm e 4,5cm de altura (<a href="#f1">Figura 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a02f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i> Procedimento</i></p>     <p>Antes do in&iacute;cio da pesquisa, o projecto teve aprova&ccedil;&atilde;o &eacute;tica pelo Comit&eacute; Nacional de Bio&eacute;tica para Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, bem como foi credenciado pela unidade hospitalar onde ocorreu a pesquisa. A pesquisa iniciou da mesma forma para todos os participantes. Primeiro explicou-se a natureza do estudo, os objectivos, benef&iacute;cios, riscos, o car&aacute;cter sigiloso e volunt&aacute;rio e o direito &agrave; recusa ou interrup&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o e foram esclarecidas poss&iacute;veis d&uacute;vidas e/ou receios. </p>     <p>O genograma foi o primeiro a ser constru&iacute;do com recurso a entrevista n&atilde;o estruturada, papel A4 e caneta. Para al&eacute;m da imagem esquem&aacute;tica, o genograma permitiu a recolha de dados sociofamiliares, tais como idade, profiss&atilde;o, situa&ccedil;&atilde;o conjugal, padr&otilde;es de relacionamento familiar, agregado familiar, escolaridade, fam&iacute;lia de proveni&ecirc;ncia e a contribui&ccedil;&atilde;o financeira na fam&iacute;lia. </p>     <p>A constru&ccedil;&atilde;o do genograma iniciou, com a quest&atilde;o: &ldquo;<i>Para come&ccedil;ar, gostaria de conhecer a sua fam&iacute;lia, pe&ccedil;o que me fale das pessoas que fazem parte da sua fam&iacute;lia come&ccedil;ando pelos mais velhos</i>&rdquo;. Depois de produzido o esbo&ccedil;o esquem&aacute;tico, fez -se a pergunta: &ldquo;<i>Como &eacute; a sua rela&ccedil;&atilde;o com cada um dos membros da fam&iacute;lia</i>&rdquo;? </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Depois do genograma seguiu-se a administra&ccedil;&atilde;o do FAST. Cada participante foi avaliado em representa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica (&quot;<i>como &eacute; a sua fam&iacute;lia?&quot;</i>) e depois a ideal (&quot;<i>como gostaria que a sua fam&iacute;lia fosse?&quot;</i>), antecedido por uma explica&ccedil;&atilde;o e exemplifica&ccedil;&atilde;o sobre como proceder com o FAST.</p>     <p> Para todos os participantes, a quest&atilde;o de in&iacute;cio foi &ldquo;<i>quem s&atilde;o os membros da sua fam&iacute;lia?</i>&rdquo;. Esta pergunta era para o participante separar do conjunto das esculturas aquelas que representavam sua fam&iacute;lia, identificando o nome de cada membro ao separar. Devido a exist&ecirc;ncia de fam&iacute;lias relativamente largas, orientou-se aos participantes que inclu&iacute;ssem apenas os membros da fam&iacute;lia com os quais mantinham contactos frequentes (saud&aacute;vel ou conflituoso) ou aqueles com quem tinham uma liga&ccedil;&atilde;o afectiva importante, mesmo que distantes fisicamente.</p>     <p> Na avalia&ccedil;&atilde;o da coes&atilde;o na representa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica fez-se a pergunta: &ldquo;<i>como &eacute; que &eacute; a sua fam&iacute;lia?</i>&rdquo; e, em seguida foi avaliada a hierarquia na mesma representa&ccedil;&atilde;o com a pergunta<i>: &ldquo;como &eacute; o poder ou influ&ecirc;ncia na sua fam&iacute;lia?</i>&rdquo;. A pergunta sobre a hierarquia foi apresentada de v&aacute;rias formas, mas sempre no sentido de encontrar o melhor entendimento para que o participante posicionasse os blocos cil&iacute;ndricos em conformidade ao poder ou influ&ecirc;ncia percebida em cada membro da fam&iacute;lia. Para a representa&ccedil;&atilde;o ideal, as perguntas iniciaram acrescentando &ldquo;como gostaria que….?&rdquo;. </p>     <p><i>An&aacute;lise de dados</i></p>     <p>Para a an&aacute;lise foram criadas quatro categorias de representa&ccedil;&otilde;es e seis d&iacute;ades validadas, como mostra o <a href="#q1">Quadro 1</a>. Em termos de conte&uacute;dos foram considerados os dados sociofamiliares e demogr&aacute;ficos colectados atrav&eacute;s do genograma, a dispers&atilde;o dos membros familiares no tabuleiro do FAST e os dados num&eacute;ricos da coes&atilde;o e da hierarquia familiar. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a02q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p> A interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados foi feita com base na an&aacute;lise cl&iacute;nica dos padr&otilde;es interaccionais (dados do genograma e dispers&atilde;o dos membros familiares no FAST) e an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados num&eacute;ricos por meio da introdu&ccedil;&atilde;o destes num processador electr&oacute;nico para o c&aacute;lculo dos valores da coes&atilde;o e da hierarquia em d&iacute;ades. Os escores<i> </i>de coes&atilde;o variam de 0,7 a 11, onde 0,7 corresponde &agrave; coes&atilde;o mais baixa e 11 &agrave; coes&atilde;o mais alta. No caso da hierarquia, os escores variam de zero para hierarquia baixa a tr&ecirc;s ou mais, para a hierarquia alta. Um membro poderoso na fam&iacute;lia pode ser representado pelo bloco corresponte a tr&ecirc;s pontos ou pela sobreposi&ccedil;&atilde;o de dois ou mais blocos. Os resultados de cada participante foram transferidos para o programa SPSS juntamente com os dados sociofamiliares e demogr&aacute;ficos, tendo se efectuado an&aacute;lises descritivas: m&eacute;dia, moda, mediana e desvio-padr&atilde;o, bem como o cruzamento de vari&aacute;veis com recurso ao <i>crosstabulation</i>. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os dados demogr&aacute;ficos e sociofamiliares mostraram que havia mais mulheres (<i>n</i>=10) do que homens na pesquisa e as mulheres, apesar de estarem em vantagem num&eacute;rica, estavam relativamente em desvantagem nas categorias de profiss&atilde;o e contribui&ccedil;&atilde;o financeira na fam&iacute;lia, isto &eacute;, as mulheres eram mais dependentes do que os homens. Em dez mulheres seis estavam desempregadas sem contribui&ccedil;&atilde;o financeira na fam&iacute;lia; quanto aos homens, apenas um participante dos seis estava desempregado no momento da pesquisa. No entanto, as mulheres eram mais escolarizadas do que os homens (<a href="#q2">Quadro 2</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a02q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No que concerne &agrave; revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, tr&ecirc;s dos 16 participantes mantinham o segredo do serostatus (pelo menos no seio da fam&iacute;lia) e 13 deles o revelaram total ou parcialmente. Os participantes que revelaram o serostatus de forma parcial eram na sua maioria de fam&iacute;lias nucleares e reconstitu&iacute;da que viviam com filhos menores, e regra geral, a revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico de HIV positivo dos pais aos filhos pequenos constitui uma dificuldade para ambos (pais e filhos) e, muitas vezes, os pais optam pela n&atilde;o revela&ccedil;&atilde;o. </p>     <p>O <a href="#q3">Quadro 3</a> mostra os resultados (m&eacute;dia e desvio-padr&atilde;o) de coes&atilde;o e hierarquia familiar nas representa&ccedil;&otilde;es t&iacute;pica e ideal dos participantes. Em geral os dados apontaram a ocorr&ecirc;ncia de fam&iacute;lias coesas e moderadamente hier&aacute;rquicas e o HIV teve pouca influ&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o de coes&atilde;o e hierarquia familiar, sendo que ambos (coes&atilde;o e hierarquia) revelaram um crescimento inversamente proporcional comparando as duas representa&ccedil;&otilde;es (representa&ccedil;&atilde;o t&iacute;pica - RT e representa&ccedil;&atilde;o ideal - RI). A coes&atilde;o variou de moderada a alta na RT com uma m&eacute;dia global de 9,8. Na RI, a m&eacute;dia global foi alta, situando-se em 10,5. Contrariamente, a hierarquia foi moderada a baixa, em termos absolutos. Na RT a m&eacute;dia foi de 1,5 (hierarquia m&eacute;dia) e na RI a m&eacute;dia foi de 1,35 (hierarquia baixa). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a02q3.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>De forma contr&aacute;ria, na percep&ccedil;&atilde;o de hierarquia familiar (poder), as d&iacute;ades que envolveram a m&atilde;e com os filhos registaram um decr&eacute;scimo significativo da RT para RI, saindo da hierarquia moderada na RT para baixa na RI. As d&iacute;ades da m&atilde;e com P e m&atilde;e com M2 tiveram m&eacute;dias de 1,5 e 1,6 na RT, mas na RI decresceram para 0,9 e 0,7, respectivamente. As d&iacute;ades dos pais com P e pais com M2, apesar de terem mantido a hierarquia moderada, registaram um ligeiro aumento (RT =1,5 e 1,7; RI = 2 e 1,9), o que reitera a diferencia&ccedil;&atilde;o baseada no g&eacute;nero, onde se espera que as m&atilde;es sejam mais carinhosas e emocionalmente mais pr&oacute;ximas dos filhos/as principalmente em situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;a, da&iacute; que nas m&atilde;es ideais espera-se mais proximidade afectiva reflectida em menos barreiras hier&aacute;rquicas, diferentemente dos pais dos quais se espera mais hierarquia e poder, eventualmente menos afecto.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Entre os irm&atilde;os (P e M2) as rela&ccedil;&otilde;es foram percebidas como coesas e com pouca diferencia&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica nas duas representa&ccedil;&otilde;es (RT = 0,8 e RI= 0,7). No tocante aos pais entre si, tamb&eacute;m ocorreram relacionamentos moderadamente coesos, no entanto, na hierarquia a figura de pai teve relativamente mais poder do que a de m&atilde;e. </p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Apesar da n&atilde;o representatividade dos dados sociodemogr&aacute;ficos do presente estudo, tendo em vista que os participantes foram selecionados por conveni&ecirc;ncia e eram em n&uacute;mero reduzido, estes v&atilde;o ao encontro de dados oficiais do pa&iacute;s que apontam para uma maior preval&ecirc;ncia de HIV e SIDA entre as mulheres (IEPVHIV/SIDA, 2013), facto que pode ser explicado, em parte, pelos factores de natureza biol&oacute;gica da mulher, pois estas s&atilde;o biologicamente mais vulner&aacute;veis comparativamente aos homens no que tange ao risco de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV (Gari, 2014). Aliada &agrave; vulnerabilidade biol&oacute;gica, h&aacute; que considerar tamb&eacute;m a pobreza, principalmente nas mulheres, que muitas vezes as levam a usar o pr&oacute;prio corpo, por via da prostitui&ccedil;&atilde;o, como forma de gera&ccedil;&atilde;o de renda.</p>     <p>H&aacute; que considerar ainda os ideais da globaliza&ccedil;&atilde;o - que interferem e desestruturam os aspectos de natureza cultural naturalmente protectivos na rela&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres - e as pr&aacute;ticas culturais, por meio da sugest&atilde;o de pr&aacute;ticas ex&oacute;genas &agrave; cultura, tais como combate &agrave; poligamia, emancipa&ccedil;&atilde;o e independ&ecirc;ncia das mulheres, muitas vezes mal compreendidas (Oyewumi, Kotanyi, &amp; Krings-Ney, 2009). As sugest&otilde;es emanadas pela globaliza&ccedil;&atilde;o no concernente &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es conjugais em algumas fam&iacute;lias mo&ccedil;ambicanas resultam no aumento dos conflitos conjugais e, consequentemente, no aumento dos casos de div&oacute;rcios e separa&ccedil;&otilde;es, o que coloca as pessoas na possibilidade de iniciar um novo relacionamento (conjugal ou extraconjugal) com maior probalidade de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV. </p>     <p>Ademais, no presente estudo, as desvantagens/vantagens baseadas no g&eacute;nero perpetuaram-se nas categorias de emprego: as mulheres estavam mais desempregadas, sem fonte de rendimento, enquanto que os homens, apesar de estarem em menor n&uacute;mero apresentaram-se empregados e/ou com alguma fonte de rendimento, o que em parte ilustra o dom&iacute;nio da divis&atilde;o tradicional do trabalho, onde a mulher tende a actuar mais no campo dom&eacute;stico (intrafamiliar) e o homem no trabalho fora de casa, geralmente assalariado (Ferreira et al., 2012).</p>     <p>No que se refere &agrave; revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico, o dado mostra, em parte, um crescimento na tomada de consci&ecirc;ncia das pessoas vivendo com HIV/SIDA quanto &agrave; partilha da sua condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de com a fam&iacute;lia, pois &eacute; na fam&iacute;lia onde se busca o apoio fundamental para fazer face ao HIV e SIDA. Ademais, &eacute; na fam&iacute;lia onde se encontra o apoio mais significativo de natureza psicossocial, emocional e econ&oacute;mico, facto que &eacute; sustentado por Li et al. (2006) ao considerarem que a revela&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico pode resultar num maior apoio familiar que, por sua vez, tem efeitos positivos no bem-estar psicol&oacute;gico do paciente. Em outra perspectiva, observou-se que o relacionamento familiar conflituoso pode ter influ&ecirc;ncia negativa na sa&uacute;de fisica dos pacientes, mesmo sob tratamento antirretroviral, como afirmou P3, um dos participantes, que tinha revelado o diagn&oacute;stico para todos os membros da fam&iacute;lia:</p>     <p>…<i>n&atilde;o me sinte protegido, gostaria de me sentir seguro, com pessoas que possam lutar por mim, gostaria de alugar uma casa para fugir dos problemas que tenho em casa</i> (sil&ecirc;ncio), <i>n&atilde;o consigo recuperar meus quilos devido aos problemas que tenho na minha fam&iacute;lia.</i> </p>     <p>A situa&ccedil;&atilde;o deste participante mostrou que o tratamento antirretroviral desprovido de apoio familiar ou com apoio familiar inst&aacute;vel pode comprometer a melhoria da sa&uacute;de fisica e psicol&oacute;gica do paciente. </p>     <p>A an&aacute;lise combinada da coes&atilde;o e da hierarquia, adotada no estudo, denunciaram, mais uma vez, a diferencia&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica com base no g&eacute;nero. Os homens simbolizam as figuras de ‘poder&rsquo; e as mulher as figuras de ‘amor&rsquo; e de cuidado da fam&iacute;lia. As rela&ccedil;&otilde;es entre m&atilde;es/P e m&atilde;es/M2 (irm&atilde;o/&atilde; do paciente) foram representadas na RT e na RI com coes&atilde;o alta pelos participantes (P), diferentemente das d&iacute;ades que envolviam os pais, sendo P e M2 filhos na maioria das familias estudadas. Isto mostra que a figura da m&atilde;e &eacute; vista como tendo responsabilidades emocionais e de cuidados da fam&iacute;lia acrescidas comparativamente aos pais, principalmente perante membro(s) da fam&iacute;lia que estejam enfermos ou tenham passando por outras situa&ccedil;&otilde;es delicadas, como mostrou tamb&eacute;m a pesquisa de Leask, Elford, Bor, Miller e Johnson (1997). </p>     <p>Estes cen&aacute;rios, particularmente no tocante &agrave; coes&atilde;o familiar, revelaram que os participantes percebiam suas fam&iacute;lias como coesas e gostariam, ainda, que elas permanecessem e/ou fortalecessem a coes&atilde;o familiar, o que &eacute; apoiodo por pesquisas com pacientes seropositivos (Gari, 2014; Li et al., 2006), mas com o diferencial de que as pesquisas anteriores n&atilde;o determinaram o n&iacute;vel de coes&atilde;o ou uni&atilde;o familiar percebido por pacientes com HIV e SIDA, um aspecto que este estudo procurou dar um enfoque espec&iacute;fico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em termos de estruturas familiares, viu-se que na RT quer a coes&atilde;o quer a hierarquia foram moderadas. A estrutura familiar resulta do valor da coesao com o da hierarquia. Assim, do cruzamento do resultado da coes&acirc;o moderada com a hierarquia tamb&eacute;m moderada resultou em estruturas familiares globais equilibradas (<i>balanced</i>), revelando a ocorr&ecirc;ncia de fam&iacute;lias funcionais, o que coloca o HIV/SIDA com pouca influ&ecirc;ncia nas din&acirc;micas familiares em geral. </p>     <p>Na RI contrariamente, a estrutura resultante foi desequilibrada devido &agrave; hierarquia baixa registrada nas d&iacute;ades m&atilde;e/P e m&atilde;e/M2. Esses dados (referentes &agrave; RT) s&atilde;o corroborados por pesquisas anteriores com popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o cl&iacute;nicas (Bowers et al.,1992; Feldman &amp; Gehring,1988; Gehring &amp; Marti,1993) que encontraram alta coes&atilde;o e hierarquia m&eacute;dia na RT em adolescentes com seus pais, bem como Eryuksel et al. (2005) que obtiveram resultados similares em popula&ccedil;&otilde;es economicamente est&aacute;veis na Turquia. No entanto, nesta pesquisa, a ocorr&ecirc;ncia da estrutura desequilibrada na RI n&atilde;o &eacute; representativa de relacionamentos familiares conflituais ou problem&aacute;ticos, podendo se explicar pelo desejo de ver a m&atilde;e mais afectiva e possivelmente mais carinhosa, aliado ao papel mais maternal que ela desempenha, como tamb&eacute;m o factor idade e alguma independ&ecirc;ncia financeira dos participantes, mas n&atilde;o uma quest&atilde;o de desrespeito pela m&atilde;e. </p>     <p>Importa observar ainda que, apesar dos participantes serem na sua maioria de classes economicamente desfavorecidas, isto pareceu n&atilde;o ter influ&ecirc;ncia na percep&ccedil;&atilde;o de coes&atilde;o familiar, o que pode ser explicado, de certa forma, pela conduta cultural vigente, regra geral, de orienta&ccedil;&atilde;o colectivista, na qual a ajuda m&uacute;tua &eacute; colocada em primeiro lugar. Chadde e Deb (2013) e Airhihenbuwa e Webster (2004) mostraram a import&acirc;ncia das culturas colectivistas na fam&iacute;lia, principalmente a alargada, uma vez que esta (a fam&iacute;lia) tende a ser a mais relevante rede de seguran&ccedil;a social: em momentos de doen&ccedil;a, os membros da familia s&atilde;o respons&aacute;veis pelo aprovisionamento dos cuidados e apoio materiale emocional. </p>     <p> Apesar da falta de estudos com amostras de pessoas vivendo com HIV/SIDA, estudos com amostras n&atilde;o cl&iacute;nicas demonstraram a validade dos constructos em an&aacute;lise (Bowers et al.,1992; Feldman &amp; Gehring, 1988; Gehring &amp; Marti, 1993). Por outro lado, De Antoni et al. (2009) e Marti et al. (2005) encontraram resultados diferentes nas representa&ccedil;&otilde;es t&iacute;pica e ideal na hierarquia, tendo as fam&iacute;lias se apresentado com coes&atilde;o alta e hierarquia moderada. </p>     <p>De todo modo, a falta de pesquisas usando a t&eacute;cnica aplicada no presente trabalho em Mo&ccedil;ambique e no continente africano, bem como a redu&ccedil;&atilde;o de pesquisas na arena internacional nos &uacute;ltimos 10 anos com o FAST, ao lado das fragilidades pr&oacute;prias do instrumento em captar certas peculiaridades culturais da composi&ccedil;&atilde;o e relacionamento familiar dos mo&ccedil;ambicanos, s&atilde;o algumas das limita&ccedil;&otilde;es deste estudo. </p>     <p>A coes&atilde;o e a hierarquia familiar, bem como os aspectos culturais, s&atilde;o elementos essenciais para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica funcional das fam&iacute;lias. Factores como o diagn&oacute;stico de HIV/SIDA, desemprego e outros estressores podem afectar drasticamente o funcionamento familiar. Por&eacute;m, em algumas fam&iacute;lias e contextos estas vari&aacute;veis podem se tornar fontes de solidariedade para com o membro acometido por HIV/SIDA, mobilizando o apoio necess&aacute;rio para o amparo do paciente, a depender dos valores culturais da fam&iacute;lia. Assim, nesta pesquisa evidenciou-se que a vig&ecirc;ncia de fam&iacute;lias geralmente alargadas e embasadas no ideal colectivista constituiu um amortecedor cultural para diminuir o <i>stress</i> psicossocial, emocional e aos efeitos das condi&ccedil;&otilde;es econ&oacute;micas que geralmente afectam os pacientes v&iacute;ctimas de HIV/SIDA. Deste modo, o factor doen&ccedil;a em si revelou pouca influ&ecirc;ncia negativa na percep&ccedil;&atilde;o de coes&atilde;o do grupo estudado, isto &eacute;, parece ter aumentado a solidariedade familiar e, consequentemente, propiciado maior coes&atilde;o. </p>     <p>No entanto, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; hierarquia fica dif&iacute;cil atribuir as varia&ccedil;&otilde;es observadas ao factor HIV/SIDA, uma vez que outros factores como exist&ecirc;ncia de emprego, que gera independ&ecirc;ncia financeira, e a idade dos pacientes podem estar na origem do senso equilibrado de hierarquia entre participantes (filhos) e progenitores, aspecto que requer mais pesquisas. Por outro lado, o conceito ‘hierarquia familiar&rsquo; precisa ser mais investigado com trabalhos de profissionais para encontrar a melhor tradu&ccedil;&atilde;o sem&acirc;ntica, quer na l&iacute;ngua portuguesa, bem como nas l&iacute;nguas locais mo&ccedil;ambicanas, uma vez que representa significados com intensidades diferentes para cada participante.</p>     <p>De modo geral, o estudo indicou que mais pesquisas com amostras maiores precisam ser conduzidas no pa&iacute;s e em diferentes culturas ou tribos de Mo&ccedil;ambique para identificar com maior precis&atilde;o os efeitos do HIV/SIDA na coes&atilde;o e na hierarquia familiar. Contudo, urge apurar a aplicabilidade do FAST. Por fim, a pesquisa contribuiu para ressaltar a necessidade de mais aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s constela&ccedil;&otilde;es familiares no atendimento a pacientes com HIV/SIDA, no sentido de encontrar estrat&eacute;gias que fortale&ccedil;am o apoio familiar que de forma ‘natural&rsquo; &eacute; caracter&iacute;stico das fam&iacute;lias mo&ccedil;ambicanas guiadas por valores e condutas geralmente coletivistas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Airhihenbuwa, C. O., &amp; Webster, J. D. (2004). Culture and african contexts of HIV/AIDS prevention, care and support. <i>Journal of Social Aspects of HIV/AIDS</i>: <i>An Open Access Journal</i>, <i>1</i>(1), 4-13. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/17290376.2004.9724822" target="_blank">10.1080/17290376.2004.9724822</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565337&pid=S1645-0086201900020000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bowers, L., Smith, P. K., &amp; Binney, V. (1992). Cohesion and power in the families of children involved in bully/victim problems at school<i>. Journal of Family Therapy</i>, <i>14</i>(4), 371-387. DOI: <a href="http://dx.doi.org/10.1046/j..1992.00467.x" target="_blank">10.1046/j..1992.00467</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565339&pid=S1645-0086201900020000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Chadde, R .K., &amp; Deb, K. S. (2013). Indian family system: collectivistic society and psychotherapy. <i>Indian Journal of Psychiat</i><i>ry,</i> <i>55</i>(2), 299-309. DOI: <a href="http://www.indianjpsychiatry.org/article.asp?issn=0019-5545;year=2013;volume=55;issue=6;spage=299;epage=309;aulast=Chadda" target="_blank">10.4103/00195545.105555</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565341&pid=S1645-0086201900020000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, R. P. (2013). Representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica de fam&iacute;lias com recurso ao Genopro&reg;: (re)descobrir o genograma familiar no contexto da investiga&ccedil;&atilde;o qualitativa. <i>Revista Indagatio Didactica</i>, <i>5</i>(2), 723-733.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565343&pid=S1645-0086201900020000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Antoni, C. D., Teodoro, M. L. M., &amp; Koller, S. H. (2009). Coes&atilde;o e hierarquia em fam&iacute;lias fisicamente abusivas<i>.Universitas Psychologica</i>, <i>8</i>(2), 399-412.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565345&pid=S1645-0086201900020000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>De Antoni, C. D. (2005). <i>Coes&atilde;o e hierarquia em fam&iacute;lias com hist&oacute;ria de abuso f&iacute;sico.</i> Tese de Douturado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Instituto de Psicologia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565347&pid=S1645-0086201900020000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Eryuksel, G., Marti, D., Smith, P.K., &amp; Gehring, T.M. (2005). The impact of poverty on family cohesion and hierarchy: Results of a Turkish study. In Gehring, T.M. &amp; Smith, P. K. (Eds.) <i>Newsletter of the International Academy of Family Psychology</i>, <i>24</i>, 15-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565349&pid=S1645-0086201900020000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Feldman, S. S., &amp; Gehring, T. M. (1988). Changing perceptions of family cohesion and power across adolescence. <cite>Child Developmen</cite><cite>t</cite>, 59(4), 1034-1045. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.2307/1130269" target="_blank">10.2307/1130269</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565351&pid=S1645-0086201900020000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Honwana, A. (2002). <i>Esp&iacute;ritos vivos: tradi&ccedil;&otilde;es modernas. </i>Maputo: Prom&eacute;dia.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565353&pid=S1645-0086201900020000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Gari, V. S. (2014). <i>Equity in access to HIV/AIDS services in Zambia: The role of social cohesion in HIV prevention and care.</i> Valencia: Basel.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565355&pid=S1645-0086201900020000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Gehring, T. M., Debry, M., &amp; Smith, P. K. (2001). <i>The Family System Test (FAST): Theory and Application</i>. London and Philadelphia: Brunner-Routledge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565357&pid=S1645-0086201900020000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Gehring, T. M., Marti, D., &amp; Sidler, A. (1994). Family System Test (FAST): Are parents&rsquo; and children&rsquo;s family constructs either different or similar, or both? <i>Child Psychiatry and Human Development</i>, <i>25</i>(2), 125-138. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1007/BF02253291" target="_blank">10.1007/BF02253291</a>.</p>     <!-- ref --><p>Gehring, T. M., &amp; Marti, D. (2004). Evaluation of economically disadvantaged families. <i>Family Focus (Newsletter of NCFR)</i>, <i>24</i>, 32-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565360&pid=S1645-0086201900020000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Gehring, T. M., &amp; Marti, D. (1993). The architecture of family structures: toward a spatial concept for measuring cohesion and hierarchy. <i>Family Process,</i> <i>32</i>(1), 135-139. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1111/j.1545-5300.1993.00135.x" target="_blank">10.1111/j.1545-5300.1993.00135.x</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565362&pid=S1645-0086201900020000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Iwelunmor, J., Airhihenbuwa, C.O., Okoror, T.A., Brown, D.C., &amp; Belue, R. (2006). Family systems and HIV/AIDS in South Africa. <i>Community Health Education</i>, <i>27</i>(4), 321-335. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.2190/IQ.27.4.d" target="_blank">10.2190/IQ.27.4.d</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565364&pid=S1645-0086201900020000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Kennedy, V. (2010). Genograma. <i>MAI Review</i>, <i>3</i>, 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565366&pid=S1645-0086201900020000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Kotanyi, S., &amp; Krings-Ney, B. (2009). Introduction of culturally sensitive HIV prevention in the context of female initiation rites: an applied anthropological approach in Mozambique. <i>African Journal of Aids Research</i>, <i>8</i>(4), 491-502. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.2989/AJAR.2009.8.4.13.1050" target="_blank">10.2989/AJAR.2009.8.4.13.1050</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565368&pid=S1645-0086201900020000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Leask, C., Elford, J., Bor, R., Miller, R., &amp; Johnson, M. (1997). Selective disclosure: A pilot investigation into changes in family relationships since HIV diagnosis. <i>Journal of Family Therapy, 19</i>(1), 59-69. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1111/1467-6427.00038" target="_blank">10.1111/1467-6427.00038</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565370&pid=S1645-0086201900020000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Li, L., Wu, S., Wu, Z., Sun, S., Cui, H., &amp; Jia, M. (2006). Understanding family support for people living with HIV/AIDS in Yunnan, China. <i>AIDS Behavior</i>, <i>10</i>(5), 509-517. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1007/s10461-006-9071-0" target="_blank">10.1007/s10461-006-9071-0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565372&pid=S1645-0086201900020000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Maman, S., Rooyen, H. V., &amp; Groves, A. K. (2013). HIV status disclosure to families for social support in South Africa. <i>Aids Care</i>, <i>26</i>(2), 226-232. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/09540121.2013.819400" target="_blank">10.1080/09540121.2013.819400</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565374&pid=S1645-0086201900020000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Marti, D., K&auml;ppler, C., Eryuksel, G., &amp; Gehring, T. M. (2004). Evaluation of economically disadvantaged families: The Family System Test (FAST). In T. M. Gehring &amp; P. K. Smith, (Eds). <i>Newsletter of The International Academy of Family Psychology</i>, <i>23</i>, 10-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565376&pid=S1645-0086201900020000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minuchin, S., &amp; Fishman, C. (1990). <i>T&eacute;cnicas de terapia familiar</i>. Porto Alegre: Artes M&eacute;dicas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565378&pid=S1645-0086201900020000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>Miller, A. M. F. T. (2011). <i>Instructor&rsquo;s Manual for Salvador Minuchin on Family Therapy with Salvador Minuchin, MD, and Jay Lappin, LCSW. </i>MillValley, CA: Psychotherapy.net. </p>     <!-- ref --><p>Murray, C. E., Kelley-Soderholm, E. L., &amp; Murray, T. L. (2007). Strengths, challenges, and relationship processes among families of children with upper limb differences: A qualitative study<i>. Families, Systems, and Health</i>, <i>25</i>(3), 276-292. DOI: <a href="https://psycnet.apa.org/doiLanding?doi=10.1037%2F1091-7527.25.3.276" target="_blank">10.1037/10917527.25.3.276</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565381&pid=S1645-0086201900020000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nichols, M. P., &amp; Swaltz, R. C. (2004). <i>Family therapy: Concept and methods</i>. Boston: Pearson.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565383&pid=S1645-0086201900020000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Oliveira, D., Siqueira, A. C., D&rsquo; Aglio, D. D., &amp; Lopes, R. C. S. (2008).<b> </b>Impacto das configura&ccedil;&otilde;es familiares no desenvolvimento de crian&ccedil;as e adolescentes: uma revis&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. <i>Intera&ccedil;&atilde;o em Psicologia</i>, <i>12</i>(1), 87-98. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5380/psi.v12i1.9172" target="_blank">10.5380/psi.v12i1.9172</a>.</p>     <!-- ref --><p>ONUSIDA (2013). <i>&Iacute;ndice de Estigma de Pessoas Vivendo com HIV/SIDA</i>. <i>Mo&ccedil;ambique: Relat&oacute;rio final - Resultados e metodologia.</i> Retirado de: <a href="https://docplayer.com.br/1346614-Indice-de-estigma-de-pessoas-vivendo-com-hiv-sida-mocambique.html" target="_blank">https://docplayer.com.br/1346614-Indice-de-estigma-de-pessoas-vivendo-com-hiv-sida-mocambique.html</a> .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565386&pid=S1645-0086201900020000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Pequegnat, W., Bauman, L. J., Bray, J. H., DiClemente, R., DiIorio, C., Hoppe, S. K., &hellip; Szapocznik, J. (2001). Measurement of the role of families in prevention and adaptation to HIV/AIDS. <i>AIDS and Behavior</i>, <i>5</i>(1), 1-19. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1023/A:1009557103659" target="_blank">10.1023/A:1009557103659</a>.</p>     <!-- ref --><p>Thompson, J. J. (2009). <i>How chronic illness affects family relationships and the individual</i>. (Master Thesis). The Graduate School University of Wisconsin-Stout Menomonie.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565389&pid=S1645-0086201900020000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Viera, A. E. G., Goes, G.B., &amp; Gusm&atilde;o, M. (2010). <i>Aliena&ccedil;&atilde;o parental e a transmiss&atilde;o dos legados familiares entre gera&ccedil;&otilde;es: uma leitura sist&eacute;mica</i> (Curso de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Conjugal e Fam&iacute;lia). Faculdade Ruy Barbosa, Salvador,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565391&pid=S1645-0086201900020000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Bahia, Brasil. </p>     <!-- ref --><p>Wendt, N. C., &amp; Crepaldi, M. A. (2007). A utiliza&ccedil;&atilde;o do genograma como instrumento de coleta de dados na pesquisa qualitativa<i>. Revista Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica, 21</i>(2), 302-310. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722008000200016" target="_blank">10.1590/S0102-79722008000200016</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565393&pid=S1645-0086201900020000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wood, B., &amp; Tolmon, M. (1983). Family boundaries in transition: A search for alternatives. Family Process, 22(3), 347-357. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1111/j.1545-5300.1983.00347.x" target="_blank">10.1111/j.1545-5300.1983.00347.x</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=565395&pid=S1645-0086201900020000200032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Agradecimento</b></p>     <p>Os autores<b> </b>agradecem &agrave; Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior (Capes) pelo financiamento do Programa de Mobilidade ALP, permitindo que o primeiro autor cursasse parte do seu mestrado, realizado na Universidade Eduardo Mondlane, no Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Psicologia Cl&iacute;nica e Cultura da Universidade de Bras&iacute;lia, Brasil.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 28 de Janeiro de 2019/ Aceite em 02 de Junho de 2019</p>      ]]></body><back>
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