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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inclusão digital com tablets entre idosos: metodologia e impacto cognitivo]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Currently, studies on aging and ICTs have progressed significantly. This study was designed with the purpose of describing a digital inclusion intervention with tablets, performed with the elderly of an UnATI. The 62 elderly subjects were divided into three groups, one intervention and two controls: intervention group that participated in learning workshops with tablets and applications; group of social activities, without investment of teaching of new intellectual abilities; control group that did not receive intervention during the application of the research, but participated in the pre-test and post-test. Participants were interviewed through an evaluation protocol and a sociodemographic questionnaire and, at the end of the course, and evaluated through a satisfaction scale adapted to the tablet version. The information obtained through the application of the instruments was initially submitted to descriptive statistical analysis. It is a quasi-experimental study with pre-test, intervention and post-test evaluation. Although there was little effect on the MMSE, there was an improvement in the distribution of the results to the intervention group with reduction of the standard deviation and reduction of the amplitude of the scores. Participation in the intervention group resulted in a better performance in general cognition, attention, executive functions, visuospatial abilities and decrease of depressive symptoms. In relation to the intervention group, it was observed that this technological tool can be useful to increase levels of performance in several cognitive areas. In the daily life of the elderly can provide conditions for him to be able to perform autonomously.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Inclus&atilde;o digital com tablets entre idosos: metodologia e impacto cognitivo</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Digital inclusion with tablets between elderly: methodology and cognitive impact</b></font></p>     <p><b>Glaucia Martins de Oliveira Alvarenga<sup>1</sup>, M&ocirc;nica Sanches Yassuda<sup>1</sup>, &amp; Meire Cachioni<sup>1</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Gerontologia. Escola de Artes, Ci&ecirc;ncias e Humanidades. Universidade de S&atilde;o Paulo, SP, Brasil, <a href="mailto:glaucia3101@gmail.com">glaucia3101@gmail.com</a>,<a href="mailto:yassuda@usp.br">yassuda@usp.br</a>, <a href="mailto:meirec@usp.br">meirec@usp.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Atualmente estudos sobre o envelhecimento e TICs t&ecirc;m progredido de modo expressivo. Este estudo foi elaborado com o intuito de descrever uma interven&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o digital com tablets, realizado com idosos de uma UnATI, apresenta-se a metodologia, os conte&uacute;dos ministrados, e os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o. Os 62 idosos foram divididos em tr&ecirc;s grupos, sendo um interven&ccedil;&atilde;o e dois controles: grupo de interven&ccedil;&atilde;o que participou de oficinas de aprendizado com tablets e aplicativos; grupo de atividades sociais, sem investimento de ensino de novas habilidades intelectuais; grupo controle que n&atilde;o recebeu interven&ccedil;&atilde;o ao longo da aplica&ccedil;&atilde;o da pesquisa, mas participou do pr&eacute; teste e p&oacute;s teste. Os participantes foram entrevistados por um protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o e um question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico, ao t&eacute;rmino do curso, e avaliados por meio de uma escala de satisfa&ccedil;&atilde;o adaptada para vers&atilde;o tablet. As informa&ccedil;&otilde;es obtidas mediante a aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos inicialmente foram submetidas &agrave; an&aacute;lise estat&iacute;stica descritiva. &Eacute; um estudo quase experimental com avalia&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-teste, interven&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-teste. Apesar de ter havido pouco efeito sobre o MEEM houve uma melhoria da distribui&ccedil;&atilde;o dos resultados para o grupo Interven&ccedil;&atilde;o com redu&ccedil;&atilde;o do desvio padr&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da amplitude dos escores. A participa&ccedil;&atilde;o no grupo interven&ccedil;&atilde;o resultou em melhor desempenho em cogni&ccedil;&atilde;o geral, aten&ccedil;&atilde;o, fun&ccedil;&otilde;es executivas, habilidades visuo-espaciais e diminui&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos. Tamb&eacute;m observou-se que essa ferramenta tecnol&oacute;gica pode ser &uacute;til para aumentar n&iacute;veis de desempenho em diversas &aacute;reas cognitivas. No cotidiano do idoso pode oferecer condi&ccedil;&otilde;es para que ele consiga realizar de forma aut&ocirc;noma.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> idosos, interven&ccedil;&atilde;o digital, m&oacute;vel-tablet, impacto cognitivo</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Currently, studies on aging and ICTs have progressed significantly. This study was designed with the purpose of describing a digital inclusion intervention with tablets, performed with the elderly of an UnATI. The 62 elderly subjects were divided into three groups, one intervention and two controls: intervention group that participated in learning workshops with tablets and applications; group of social activities, without investment of teaching of new intellectual abilities; control group that did not receive intervention during the application of the research, but participated in the pre-test and post-test. Participants were interviewed through an evaluation protocol and a sociodemographic questionnaire and, at the end of the course, and evaluated through a satisfaction scale adapted to the tablet version. The information obtained through the application of the instruments was initially submitted to descriptive statistical analysis. It is a quasi-experimental study with pre-test, intervention and post-test evaluation. Although there was little effect on the MMSE, there was an improvement in the distribution of the results to the intervention group with reduction of the standard deviation and reduction of the amplitude of the scores. Participation in the intervention group resulted in a better performance in general cognition, attention, executive functions, visuospatial abilities and decrease of depressive symptoms. In relation to the intervention group, it was observed that this technological tool can be useful to increase levels of performance in several cognitive areas. In the daily life of the elderly can provide conditions for him to be able to perform autonomously.</p>     <p><b>Keywords:</b> elderly, digital intervention, mobile-tablet, cognitive impact</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A Gerontologia comporta numerosas interfaces com &aacute;reas de aplica&ccedil;&atilde;o e de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, principalmente a geriatria, a fisioterapia, a enfermagem, o servi&ccedil;o social, o direito, a psicologia cl&iacute;nica e a psicologia educacional, o que permite classific&aacute;-la como campo multiprofissional (Devore et al., 2017). Entretanto, a pluralidade de especialidades da gerontologia n&atilde;o impede a constitui&ccedil;&atilde;o de saberes claramente delimitados em que cada disciplina e profiss&atilde;o contribui para definir a &uacute;ltima etapa da vida como categoria de idade com propriedades espec&iacute;ficas, que exige interven&ccedil;&otilde;es especializadas. Dentre as especialidades da &aacute;rea, destaca-se a gerontologia educacional como um campo interdisciplinar, que se ocupa da discuss&atilde;o sobre quais devem ser o conte&uacute;do e o formato da educa&ccedil;&atilde;o dirigida a idosos e como deve ocorrer a forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos para realiz&aacute;-la (Alves &amp; Vianna, 2010; de Oliveira &amp; Toschi, 2016). </p>     <p>Podemos observar a aplica&ccedil;&atilde;o da gerontologia educacional nas Universidades Abertas &agrave; Terceira Idade | UnATIs, caracterizadas como uma modalidade de educa&ccedil;&atilde;o permanente propiciada por programas n&atilde;o formais. As UnATIs t&ecirc;m recebido aten&ccedil;&atilde;o especial no campo da investiga&ccedil;&atilde;o sobre a gerontologia educacional, uma vez que possuem um importante papel na inclus&atilde;o educacional de idosos. Dentre suas possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o, destaca-se a aproxima&ccedil;&atilde;o ao campo da gerontotecnologia e ao desenvolvimento de inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas. No Brasil, as pesquisas sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre envelhecimento, educa&ccedil;&atilde;o e tecnologia dedicam-se, principalmente, &agrave; intera&ccedil;&atilde;o das pessoas idosas com o computador, sendo que os primeiros estudos iniciaram no final dos anos de 1980 (Wahl, Classen, &amp; Oswald, 2010). </p>     <p>A populariza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&oacute;veis, como <i>tablets</i> e <i>smartphones</i>, aumentou o acesso dos idosos aos recursos tecnol&oacute;gicos, uma vez que s&atilde;o financeiramente acess&iacute;veis e possuem sistemas operacionais mais simples de usar do que computadores. O uso deste tipo de nova tecnologia pode gerar motiva&ccedil;&atilde;o e melhoras no processo de aprendizado, no entanto, por ser uma tecnologia relativamente nova, o estudo do seu uso na inclus&atilde;o digital de idosos tem sido mais voltado a entender sua usabilidade e tra&ccedil;ar diretrizes sobre a cria&ccedil;&atilde;o de <i>softwares</i> e aplicativos espec&iacute;ficos para os idosos, haja vista a escassez de produtos e servi&ccedil;os espec&iacute;ficos para este segmento et&aacute;rio (Carneiro &amp; Ishitani, 2014).</p>     <p>Construir estrat&eacute;gias de abordagens educacionais para preparar pessoas idosas no dom&iacute;nio operacional dos recursos tecnol&oacute;gicos, gerar a alfabetiza&ccedil;&atilde;o da nova linguagem que se faz presente em todos os setores da sociedade, promover a inclus&atilde;o do idoso na era digital, s&atilde;o quest&otilde;es importantes que podem gerar interven&ccedil;&otilde;es e pesquisas cient&iacute;ficas. Enquanto a alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital se refere ao processo inicial de aprender a utilizar o computador, o letramento digital envolve compet&ecirc;ncias como compreender, assimilar, reelaborar e chegar a um conhecimento, a partir de pr&aacute;ticas de leituras, releituras de informa&ccedil;&otilde;es e a escrita, a fim de utilizar as TIC como benef&iacute;cio na vida pessoal e coletivo. O letramento digital apresenta objetivo de inser&ccedil;&atilde;o em pr&aacute;ticas sociais atrav&eacute;s de uma an&aacute;lise cr&iacute;tica das informa&ccedil;&otilde;es disponibilizadas (Machado,Longhi, &amp; Behar, 2013). A perspectiva deste processo &eacute; tornar as pessoas capazes de usufruir dos recursos tecnol&oacute;gicos e desenvolver a criticidade na sua utiliza&ccedil;&atilde;o ao longo da vida.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao processo de inclus&atilde;o digital de pessoas idosas, existe uma s&eacute;rie de aspectos espec&iacute;ficos a serem considerados para a elabora&ccedil;&atilde;o de um programa adequado, a fim de promover um ambiente de aprendizagem pr&oacute;prio &agrave;s caracter&iacute;sticas dos mais velhos. Como os idosos acumulam uma experi&ecirc;ncia crescente, o que constitui um recurso rico para o aprendizado; devem ser direcionados pela aplica&ccedil;&atilde;o imediata do conhecimento na pr&aacute;tica. Com isso, privilegiam a abordagem voltada para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas; os idosos s&atilde;o motivados a aprender preferencialmente por fatores internos que por fatores externos. A satisfa&ccedil;&atilde;o em aprender e o alcance de metas pessoais s&atilde;o exemplos que t&ecirc;m maior efeito frente a recompensas e incentivos externos. Deve-se considerar, ainda, as restri&ccedil;&otilde;es decorrentes da idade, tais como: decl&iacute;nio da percep&ccedil;&atilde;o visual e da audi&ccedil;&atilde;o; decl&iacute;nio da capacidade de memoriza&ccedil;&atilde;o e da velocidade de processamento de novas informa&ccedil;&otilde;es; redu&ccedil;&atilde;o do controle motor e da destreza (Monteiro, 2014).</p>     <p>A aprendizagem deve ser gradativa e em etapas, realizando frequentes interven&ccedil;&otilde;es no processo. As turmas de alunos devem ser pequenas e de prefer&ecirc;ncia que haja monitores/tutores auxiliando o professor durante as aulas, evitando, desta forma, a desmotiva&ccedil;&atilde;o que pode ocorrer quando o idoso n&atilde;o consegue realizar determinada tarefa no computador (Doll, Machado, &amp; Cachioni, 2016).</p>     <p>Para introduzir adultos maduros e idosos no mundo da inform&aacute;tica existem v&aacute;rios projetos sendo desenvolvidos em institui&ccedil;&otilde;es brasileiras, sendo que os cursos seguem linhas did&aacute;ticas diversas. S&atilde;o oferecidos principalmente por UnATIs ou por projetos de extens&atilde;o universit&aacute;rios. Infelizmente ainda n&atilde;o existem dados sistematizados sobre essas iniciativas, por serem isoladas e por n&atilde;o haver uma rede de coopera&ccedil;&atilde;o entre as institui&ccedil;&otilde;es nesta linha de pesquisa. No entanto, pode-se elencar as diferentes modalidades abordadas e algumas pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas adotadas nos cursos:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>-Oficinas: geralmente nesta modalidade s&atilde;o trabalhados especificamente alguns recursos de softwares mais usuais pelo p&uacute;blico, onde o tempo &eacute; determinado em horas. Este tipo de pr&aacute;tica basicamente &eacute; voltado para o aprimoramento no uso de determinados recursos de algum software no qual a demanda exige;</p>     <p>-Curso de curta dura&ccedil;&atilde;o: podem ser cursos introdut&oacute;rios ou divididos por m&oacute;dulos, possibilitando que os idosos aprendam a utilizar tanto hardwares como softwares. Geralmente cada m&oacute;dulo &eacute; pr&eacute;-requisito para o pr&oacute;ximo, e o tempo necess&aacute;rio para a realiza&ccedil;&atilde;o dos mesmos &eacute; em meses ou mesmo semestres. Esta forma de inclus&atilde;o digital cria espa&ccedil;os de conviv&ecirc;ncia e, consequentemente, grupos de socializa&ccedil;&atilde;o que extrapolam o espa&ccedil;o f&iacute;sico do curso;</p>     <p>-Curso de longa dura&ccedil;&atilde;o: s&atilde;o cursos que n&atilde;o possuem tempo determinado para o seu t&eacute;rmino. Iniciam com a introdu&ccedil;&atilde;o da inform&aacute;tica e no decorrer do processo, a partir da demanda exigida pelo p&uacute;blico alvo, s&atilde;o criados os m&oacute;dulos seguintes a partir das necessidades emergentes dos alunos. Este tipo de curso permite a cria&ccedil;&atilde;o de la&ccedil;os afetivos e de amizades entre os integrantes, possibilitando uma maior socializa&ccedil;&atilde;o entre os mesmo; </p>     <p>-Curso no formato de Educa&ccedil;&atilde;o &agrave; Dist&acirc;ncia: esta modalidade de curso ainda &eacute; recente. S&atilde;o cursos virtuais oferecidos que exigem um m&iacute;nimo de conhecimento de inform&aacute;tica. Utiliza-se, nestes cursos, ambientes virtuais de aprendizagem como apoio para a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades, ferramentas de comunica&ccedil;&atilde;o entre os integrantes, disponibiliza&ccedil;&atilde;o de materiais como tutoriais, apostilas e v&iacute;deos explicativos. Apesar de se tratar de cursos virtuais, h&aacute; a necessidade de o professor mediar o processo, bem como de encontros presenciais no decorrer do processo (Doll, Machado, &amp; Cachioni, 2016).</p>     <p>Os cursos ou oficinas devem ser constru&iacute;dos partindo-se de conte&uacute;dos b&aacute;sicos at&eacute; os mais avan&ccedil;ados para que o idoso possa interagir em v&aacute;rios ambientes. Considerando-se cada equipamento e o sistema utilizado pode-se promover o ensino gradual em computadores, tablets ou smartphones. Ainda s&atilde;o poucos os cursos voltados para idosos que possuem como objetivo o manuseio dos dispositivos m&oacute;veis.</p>     <p>No campo da educa&ccedil;&atilde;o existem rar&iacute;ssimos estudos publicados sobre o tema. As pesquisas s&atilde;o voltadas para quest&otilde;es t&eacute;cnicas e n&atilde;o para o processo de ensino-aprendizagem e o uso e a aplicabilidade dos dispositivos m&oacute;veis entre os idosos. Para a aprendizagem inicial deste tipo de recurso o recomendado &eacute; apresentar os principais conceitos sobre o tema e, principalmente, mostrar de forma pr&aacute;tica o uso dos dispositivos m&oacute;veis e aplica&ccedil;&atilde;o no cotidiano (Doll, Machado, &amp; Cachioni, 2016).</p>     <p>Ferreira, Torres, Mealha, e Veloso (2015) ressalta que para trabalhar com este p&uacute;blico exige constantemente trabalhar o respeito pelas diferen&ccedil;as, estabelecer rela&ccedil;&otilde;es interpessoais positivas de indiv&iacute;duos que v&atilde;o se conhecer e reconhecer uns aos outros, com diferentes n&iacute;veis de autoimagem, autoestima e autoconceitos, elementos afetivos, entre outros temas diretamente relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; inclus&atilde;o. </p>     <p>Considerando as necessidades do aluno-idoso, o <a href="#q1">Quadro 1</a> apresenta recomenda&ccedil;&otilde;es que podem ser implementadas para a boa condu&ccedil;&atilde;o do processo de ensino-aprendizagem para o desenvolvimento de projetos e interven&ccedil;&otilde;es de letramento digital em dispositivos m&oacute;veis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q1.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O uso de estrat&eacute;gias que permitam a obten&ccedil;&atilde;o de novas habilidades, como o proporcionado pelas TIC pode resultar em ganhos cognitivos, visto que, quando o idoso faz uso de plataformas digitais ele pode melhorar seu racioc&iacute;nio e adquirir estrat&eacute;gias de aquisi&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;ria (Ordonez, Yassuda, &amp; Cachioni, 2011). </p>     <p>Dentre os benef&iacute;cios da inclus&atilde;o digital, os ganhos cognitivos t&ecirc;m sido objeto de estudo de um n&uacute;mero consider&aacute;vel de trabalhos. O processo de aprendizagem est&aacute; ligado &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es cognitivas, em especial a mem&oacute;ria, j&aacute; que este processo compreende mudan&ccedil;as de comportamento que se tornam permanentes. A mem&oacute;ria abarca o processo de aprendizagem de novas informa&ccedil;&otilde;es, o armazenamento e a disponibilidade de acesso a esses conhecimentos (Neto, 2013; Shafto et al., 2014). </p>     <p>Durante a aprendizagem digital muitos processos e etapas podem beneficiar a cogni&ccedil;&atilde;o, pois quando lembramos o procedimento adequado para realizar uma tarefa, estamos trabalhando com a mem&oacute;ria de longo prazo ou tamb&eacute;m chamada de mem&oacute;ria processual; ao acompanhar as informa&ccedil;&otilde;es e a&ccedil;&otilde;es j&aacute; realizadas, a mem&oacute;ria de curto prazo ou mem&oacute;ria de trabalho est&aacute; sendo ativada; estruturar as a&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias na ordem correta exige ativa&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es executivas; fazer a localiza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es relevantes na tela necessita de percep&ccedil;&atilde;o visual; o gerenciamento de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; utilizado para avaliar quais as informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o relevantes; e o processo de aten&ccedil;&atilde;o &eacute; preciso para concentrar-se em informa&ccedil;&otilde;es relevantes ignorando informa&ccedil;&otilde;es e est&iacute;mulos irrelevantes (Slegers et al., 2010).</p>     <p>Objetivou-se descrever uma interven&ccedil;&atilde;o de inclus&atilde;o digital, por meio da utiliza&ccedil;&atilde;o de tablets, entre pessoas idosas. Adicionalmente, verificar o impacto cognitivo.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p>Os idosos foram divididos em tr&ecirc;s grupos, sendo um interven&ccedil;&atilde;o e dois controles: 1. grupo de interven&ccedil;&atilde;o que participou de oficinas de aprendizado com tablets e aplicativos; 2. grupo de atividades sociais, sem investimento de ensino de novas habilidade intelectuais; 3. grupo controle que n&atilde;o recebeu interven&ccedil;&atilde;o ao longo da aplica&ccedil;&atilde;o da pesquisa, mas participou do pr&eacute; teste e p&oacute;s teste. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram do estudo pessoas com 60 anos ou mais de ambos os sexos, matriculadas no Programa Idosos On-line da UnATI EACH USP, que n&atilde;o possu&iacute;am conhecimento pr&eacute;vio dos aplicativos selecionados em rela&ccedil;&atilde;o ao uso de tablets.</p>     <p>Foram exclu&iacute;dos da amostra pessoas com limita&ccedil;&otilde;es visuais, auditivas e motoras que impediam a compreens&atilde;o de instru&ccedil;&otilde;es e realiza&ccedil;&atilde;o de tarefas cognitivas, com outras doen&ccedil;as cl&iacute;nicas n&atilde;o controladas (como Hipertens&atilde;o Arterial Sist&ecirc;mica e Diabete Mellitus), ou doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas, como depress&atilde;o grave, esquizofrenia, transtorno bipolar, entre outras. Tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos idosos com nota inferior a 78 pontos no ACE-R (Exame Cognitivo de Addenbronke), com escolaridade menor que quatro anos, e que n&atilde;o dispuseram de 15 horas semanais para participar do programa no per&iacute;odo de agosto a outubro de 2015. </p>     <p>A amostra foi composta por um grupo de interven&ccedil;&atilde;o e dois grupos controles formados respectivamente de idosos ingressantes na Universidade Aberta &agrave; Terceira Idade da Escola de Artes, Ci&ecirc;ncias e Humanidade da Universidade de S&atilde;o Paulo | UnATI EACH USP que se matricularam no Programa Idosos On-line. Estes alunos foram convidados a participar da pesquisa e a registrar seu aceite por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi agendada uma entrevista individual de aproximadamente 90 minutos cujas respostas compuseram o banco de dados de pr&eacute;-teste, e ap&oacute;s o per&iacute;odo da Interven&ccedil;&atilde;o eles foram convidados fazer o p&oacute;s-teste. </p>     <p>Quanto ao Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o, os idosos participaram de um programa de 10 semanas, onde se comprometeram a passar no m&iacute;nimo 15 horas semanais a aprender um novo conjunto de compet&ecirc;ncias associadas ao tablet. Isto incluiu duas aulas de forma&ccedil;&atilde;o de duas horas e meia, que foram realizadas a cada semana EACH USP e 10 horas o idoso se comprometeu a realizar em casa as atividades que foram registradas em um di&aacute;rio. Todas as aulas foram conduzidas pela pesquisadora (instrutora principal), que disponibilizou aos alunos um detalhado manual. Tr&ecirc;s alunas do &uacute;ltimo semestre do Curso de Bacharelado em Gerontologia da EACH USP foram instrutoras colaboradoras. O Programa para uso de tablet foi realizado em dois laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica do Programa Idosos On-line da UnATI EACH USP. Os tablets utilizados foram iPads da marca Apple e tablet Samsung Galaxy Note 10.1. 2014. Desbloqueado. 3G. Tela 10.1. 16 GB, ambos tablets possuem funcionalidade para os aplicativos selecionados (Facebook, Skype, Instagram). </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>A primeira semana de aula teve como foco aprender as fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e navega&ccedil;&atilde;o do tablet (por exemplo, controles de hardware, configura&ccedil;&otilde;es de software, de volume) e explorar a variedade de aplicativos dispon&iacute;veis. As outras semanas subsequentes foram organizadas por temas, em que os participantes conheceram a fun&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o de aplicativos relacionados ao tema. </p>     <p>Cada encontro semanal foi desenvolvido sob a seguinte estrutura:</p>     <p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o do tema do dia: Aplicativo que foi utilizado (20 minutos). Os aplicativos do tablet utilizados foram os seguintes:</p>     <p>&middot; &quot;Conectividade e Redes Sociais&quot; - os participantes aprenderam a se cadastrar nas redes sociais, adicionar amigos, upload de fotos, e jogar jogos que usam redes sociais como plataformas. Foi realizado o cadastro no Facebook, e foram apresentados como encontrar novos amigos, conversar de forma privada, publicar algo no feed de not&iacute;cias de forma p&uacute;blica, privada e amigos; tamb&eacute;m foi apresentado como curtir, comentar e compartilhar publica&ccedil;&otilde;es e como excluir posteriormente. Os idosos aprenderam tamb&eacute;m a utilizar o aplicativo Skype para se comunicar e conversarem entre si e com novos amigos.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&middot; &quot;Sa&uacute;de&rdquo;- os idosos receberam dicas e recursos para a sa&uacute;de. Foram apresentados aplicativos, como o Drink Water, para o idoso lembrar de tomar &aacute;gua. Foodtweeks, verifica as calorias que foram ingeridas no dia.</p>     <p>&middot; &ldquo;Finan&ccedil;as&rdquo; - os participantes aprenderam a baixar e utilizar aplicativos do banco que utiliza. Foi ensinado aos idosos a fazer login no aplicativo do banco o qual usam e efetuar pagamentos atrav&eacute;s do leitor de c&oacute;digo de barras.</p>     <p>&middot; Utilizaram um di&aacute;rio para documentar a quantidade de tempo que passaram utilizando o tablet em suas resid&ecirc;ncias. Tamb&eacute;m foi perguntado a cada come&ccedil;o de aula o que eles trabalharam durante as 10 horas adicionais e anotado pelo instrutor. </p>     <p>2. Intera&ccedil;&atilde;o e uso da(s) ferramenta(s) proposta(s) com dura&ccedil;&atilde;o de 60 minutos com 15 minutos de intervalo.</p>     <p>3. Reuni&atilde;o de grupo ao final da oficina para avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho do dia com dura&ccedil;&atilde;o de 15 minutos.</p>     <p>4. Exerc&iacute;cios que foram realizados em casa. Os alunos realizaram exerc&iacute;cios voltados &agrave;s aulas de cada semana em suas resid&ecirc;ncias durante 10 horas semanais. Por exemplo, quando o instrutor iniciou o aprendizado do Aplicativo Instagram, os idosos fizeram em casa o uso do aplicativo, como upload de imagens, curtir e comentar. Tamb&eacute;m neste aplicativo, nas horas adicionais, a tarefa foi desenvolvida com a supervis&atilde;o, via rede, do instrutor. </p>     <p>Os alunos usaram um manual confeccionado pela pesquisadora como complemento de informa&ccedil;&otilde;es sobre como utilizar os <i>tablet</i> e seus aplicativos.</p>     <p>No Grupo de Atividades Sociais (controle) igualmente ao Grupo de Interven&ccedil;&atilde;o, os idosos participaram de um programa de 10 semanas, onde se comprometeram a passar no m&iacute;nimo 15 horas semanais a participar de atividades cujos temas envolveram viagens, hist&oacute;ria e arte. Isto incluiu duas aulas de forma&ccedil;&atilde;o de duas horas e meia, que foram realizadas a cada semana na EACH USP e 10 horas o idoso se comprometeu a realizar atividades adicionais com o grupo o qual fez parte. Todas as aulas foram conduzidas pela pesquisadora (instrutora principal). Tr&ecirc;s alunas do &uacute;ltimo semestre do Curso de Bacharelado em Gerontologia da EACH USP foram instrutoras colaboradoras. </p>     <p>As atividades previstas foram organizadas em torno de din&acirc;micas semiestruturadas, e foram dependentes de conhecimentos j&aacute; existentes entre o grupo, ao inv&eacute;s da inser&ccedil;&atilde;o de novas informa&ccedil;&otilde;es. Os idosos puderam compartilhar mem&oacute;rias, hist&oacute;rias e bens que forem relacionados &agrave; din&acirc;mica, e oportunamente realizaram um passeio de campo relacionada com o tema (por exemplo, museu de arte) com o grupo. Al&eacute;m das duas sess&otilde;es semanais, os participantes se comprometeram a 10 horas adicionais de atividades com o grupo a cada semana, o que pode incluir tarefas como, por exemplo, troca de receitas, visitar um museu, participar de outra atividade na EACH USP. </p>     <p>Foram propostas atividades adicionais, como filmes, ca&ccedil;a-palavras, quebra-cabe&ccedil;as baseados em conhecimento pr&eacute;vios; leitura de artigos populares de revistas informativas; como tamb&eacute;m ouvir m&uacute;sicas cl&aacute;ssicas que estar&atilde;o dispon&iacute;veis na &ldquo;Biblioteca do C&eacute;rebro&rdquo; (local onde estar&atilde;o todas atividades que dever&atilde;o ser realizadas nas resid&ecirc;ncias).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Cada encontro semanal foi desenvolvido sob a seguinte estrutura:</p>     <p>1. Introdu&ccedil;&atilde;o do tema do dia: Explica&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica do dia (20 minutos). </p>     <p>2. Intera&ccedil;&atilde;o e uso da(s) ferramenta(s) proposta(s) com dura&ccedil;&atilde;o de 60 minutos com 15 minutos de intervalo.</p>     <p>3. Reuni&atilde;o de grupo ao final da oficina para avalia&ccedil;&atilde;o do trabalho do dia com dura&ccedil;&atilde;o de 15 minutos.</p>     <p>4. Atividades complementares.</p>     <p>O segundo Grupo Controle realizou o preenchimento de um di&aacute;rio completo de suas atividades e tempo que realizou cada uma delas durante o per&iacute;odo da interven&ccedil;&atilde;o. Eles preencheram o Pr&eacute;-teste e o P&oacute;s-Teste. Ap&oacute;s a finaliza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, aqueles idosos que desejaram, puderam participar de um programa de ensino de uso de <i>tablet</i>.</p>     <p>Como observado nos estudos em que tiveram como objetivo o ensino de inform&aacute;tica para idosos (Kachar, 2003; Marcondes, 2008; Ordonez et al., 2012; Sales, Mariani, &amp; Alvarez, 2009; Xavier, 2007) recomendado organizar uma apostila de apoio para os cursos direcionados a este grupo, pois as informa&ccedil;&otilde;es e explica&ccedil;&otilde;es tendem a ser armazenadas em agendas e folhas avulsas, que geralmente s&atilde;o perdidas ou esquecidas em casa, e isso pode dificultar o entendimento posterior. </p>     <p>A apostila foi composta pelos temas abordados em classe: Conectividade e Redes Sociais (Facebook, Instagram, Skype), sa&uacute;de (My drink water, Tudo Gostoso) e Finan&ccedil;as (Banco do Brasil), contava com figuras ilustrativas e passo-a-passo.</p>     <p>Desse modo, foi elaborado um material de apoio para o curso que teve como temas orientadores: 1. Fornecer informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas a serem consultadas; 2. Exercitar em outro local o que havia sido aprendido; 3. Servir de refer&ecirc;ncia ao que est&atilde;o aprendendo e propiciar o acompanhamento das etapas de evolu&ccedil;&atilde;o das aulas; 4. Fornecer um espa&ccedil;o adequado para anotar as novas informa&ccedil;&otilde;es, constru&iacute;das no pr&oacute;prio processo vivenciado, como mais um caminho para o entendimento da situa&ccedil;&atilde;o-problema em que est&atilde;o envolvidos (Kachar, 2003).</p>     <p>O presente projeto foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos da Escola de Artes, Ci&ecirc;ncias e Humanidades da Universidade de S&atilde;o Paulo. Cada participante recebeu uma c&oacute;pia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que garantir&aacute; o direito &agrave; participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e ao afastamento da pesquisa se e quando o desejar. N&uacute;mero do Parecer 1.180.722 de 10/08/2015. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Resultados</b></p>     <p>O <a href="#q2">Quadro 2</a> apresenta as m&eacute;dias e desvios padr&atilde;o dos grupos no pr&eacute; e no p&oacute;s-teste, e o <a href="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q3.jpg" target="_blank">Quadro 3</a> apresenta os resultados das ANOVAs. </p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q3.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q3.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>No <a href="#q4">Quadro 4</a>, observa-se nos resultados das ANOVA que para a ACE-R, houve um efeito significativo do fator Tempo. As compara&ccedil;&otilde;es post hoc indicaram que somente para o Grupo Tablet houve aumento significativo do pr&eacute; para o p&oacute;s teste. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q4"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a09q4.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Houve efeito significativo do fator Tempo para a RBMT Hist&oacute;ria e as compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas indicaram aumento significativo do pr&eacute; para o p&oacute;s teste para o Grupo Placebo. Para o SKT Mem&oacute;ria, houve efeito significativo para o fator Tempo e as compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas indicaram que houve piora no Grupo Controle. </p>     <p>Para D&iacute;gitos Diretos, observou-se uma intera&ccedil;&atilde;o significativa entre os fatores Tempo e Grupo. Nas compara&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas, observou-se ganho do pr&eacute; para o p&oacute;s-teste somente para o Grupo Tablet. Para D&iacute;gitos Inversos houve um efeito significativo do fator Tempo e as compara&ccedil;&otilde;es post hoc indicaram que o escore do p&oacute;s-teste foi maior do que o escore do pr&eacute; teste para o Grupo Tablet e Grupo Placebo. Para o Raven, foi observado um efeito significativo do fator Tempo, com o escore do p&oacute;s-teste sendo maior do que o pr&eacute;-teste somente para o Grupo Tablet. </p>     <p>Para a EDG, houve intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores Grupo e Tempo. Houve diminui&ccedil;&atilde;o significativa no n&uacute;mero de sintomas depressivos nos Grupos Tablet e Placebo. Para o GAI, foi observado um efeito significativo do fator Grupo visto que o Grupo Tablet apresentou menor pontua&ccedil;&atilde;o nesta escala no pr&eacute;-teste.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>O presente estudo analisou os efeitos sobre a cogni&ccedil;&atilde;o de um programa de treino para uso de tablet-pc oferecidos a idosos. A participa&ccedil;&atilde;o no Grupo Tablet resultou em melhor desempenho em cogni&ccedil;&atilde;o geral (ACE-R), aten&ccedil;&atilde;o (D&iacute;gitos Diretos), fun&ccedil;&otilde;es executivas (D&iacute;gitos Indiretos), habilidades visuo-espaciais (Raven) e diminui&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos (EDG). A participa&ccedil;&atilde;o no Grupo Placebo tamb&eacute;m resultou em melhor desempenho na recorda&ccedil;&atilde;o de hist&oacute;rias, nos D&iacute;gitos Indiretos e menor pontua&ccedil;&atilde;o na EDG. Os tamanhos dos efeitos variaram entre m&eacute;dio e grande. </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas, a amostra foi bastante semelhante &agrave; de outras coortes brasileiras. Outros estudos descrevem a maioria da amostra como do sexo feminino, assim como na presente amostra que contou com idosas. Dentro desse contexto, destaca-se o processo da feminiza&ccedil;&atilde;o da velhice (Sales et al., 2015), que tem sido amplamente analisado e discutido. Segundo Nicodemo e Godoi (2010), as mulheres constituem a maioria da popula&ccedil;&atilde;o idosa em todas as regi&otilde;es do mundo, e as estimativas s&atilde;o de que as mulheres vivam, em m&eacute;dia, de 5 a 7 anos a mais que os homens. De acordo com os dados recenseados do Brasil, o contingente feminino de mais de 60 anos de idade passou de 2,2%, em 1940, para 4,7% em 2000; e 6% em 2010 (IBGE, 2010). A preval&ecirc;ncia do g&ecirc;nero feminino nos faz refletir sobre a resist&ecirc;ncia dos homens a buscar inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e melhorias na qualidade de vida (Lolli &amp; Maio, 2015). </p>     <p>Por meio dos resultados, observa-se a satisfa&ccedil;&atilde;o dos alunos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s aulas. Essa satisfa&ccedil;&atilde;o revela a qualidade do trabalho desenvolvido nas oficinas, uma vez que foi oferecido aos idosos espa&ccedil;os para o exerc&iacute;cio da criatividade, da socializa&ccedil;&atilde;o, constru&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o do conhecimento, do desenvolvimento do pensamento, e da capacidade de memoriza&ccedil;&atilde;o (Machado, 2007). &Eacute; necess&aacute;rio estabelecer rela&ccedil;&otilde;es interpessoais positivas com pessoas que v&atilde;o se conhecer e reconhecer uns aos outros, com diferentes n&iacute;veis de autoimagem, autoestima e autoconceitos, elementos afetivos, entre outros temas diretamente relacionados &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e &agrave; inclus&atilde;o (Ferreira et al., 2015). </p>     <p>Ao correlacionar as percep&ccedil;&otilde;es de idosos sobre acessibilidade e facilidade de manejo de tablets, Machado e Vergara (2012) em estudo com adultos e idosos, entre 50 e 60 anos de idade, relataram os impactos sociais que as mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas proporcionam e em rela&ccedil;&atilde;o ao aprendizado todos os participantes foram aumentando seu desempenho durante os testes, assim demonstrando que o aprendizado ocorre gradativamente. No presente estudo, trabalhou-se gradativamente das fun&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e navega&ccedil;&atilde;o do tablet &agrave;s variedades de aplicativos dispon&iacute;veis. Os aplicativos foram selecionados por temas, e os participantes aprenderam todas as etapas de suas aplicabilidades.</p>     <p>Os resultados deste estudo apoiam estudos anteriores que sugeriram que aprender a utilizar dispositivos m&oacute;veis pode trazer benef&iacute;cios &agrave; cogni&ccedil;&atilde;o de pessoas idosas. Especificamente, Chan et al. (2014) comparam idosos que aprenderam a usar tablets durante 15 horas por 10 semanas, a idosos que realizaram atividades sociais ou fizeram parte do grupo controle. O grupo que usou tablets apresentou maior ganho em mem&oacute;ria epis&oacute;dica e velocidade de processamento. Vaportzis et al. (2016) realizaram uma pesquisa semelhante, envolvendo o ensino do uso de tablets por 2 horas semanais por 10 semanas. Comparado a um grupo controle inativo, o grupo de interven&ccedil;&atilde;o apresentou ganhos significativos em velocidade de processamento. Desta forma, aprender a usar dispositivos tecnol&oacute;gicos relevantes para a vida di&aacute;ria parece gerar impacto positivo sobre a cogni&ccedil;&atilde;o de idosos. Esta aprendizagem pode, em tese, facilitar as atividades cotidianas, por exemplo, atividades banc&aacute;rias, compras entre outras, e trazer contribui&ccedil;&otilde;es para a vida social e aquisi&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Corroborando com os achados Ordonez, Yassuda, e Cachioni (2011) ensinaram idosos a usarem computadores e tamb&eacute;m verificaram o desempenho cognitivo. Ao final da interven&ccedil;&atilde;o, o grupo experimental apresentou melhor desempenho cognitivo, com ganhos na fun&ccedil;&atilde;o de linguagem quando comparados ao grupo controle, o que pode sugerir que os idosos que passaram pela interven&ccedil;&atilde;o ficaram mais r&aacute;pidos na busca sem&acirc;ntica, apresentando benef&iacute;cios em habilidades de mem&oacute;ria verbal e velocidade de processamento da informa&ccedil;&atilde;o. Corroborando com os achados Santos (2014) realizou estudo semelhante com idosos que conclu&iacute;ram a oficina de alfabetiza&ccedil;&atilde;o digital do mesmo programa, observou-se que ap&oacute;s o uso do computador, os idosos demonstraram resultados significativos no desempenho dos testes que avaliaram a mem&oacute;ria, a capacidade visuo-espacial e, de modo geral, na ACE-R total e nos c&oacute;digos, apresentando benef&iacute;cios em habilidades de mem&oacute;ria e velocidade de processamento. Os resultados tamb&eacute;m apontaram melhoras na velocidade de processamento juntamente com diminui&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos. </p>     <p>Seguindo esta vertente os achados de Silveira (2015) ap&oacute;s o ensino de computadores para idosos, foi verificado que o grupo interven&ccedil;&atilde;o apresentou melhora significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho cognitivo total e seus dom&iacute;nios mem&oacute;ria e linguagem, sintomas de depress&atilde;o, dom&iacute;nio f&iacute;sico de qualidade de vida, for&ccedil;a de preens&atilde;o manual e motricidade fina, comparado ao grupo controle. </p>     <p>A literatura tem apontado que mulheres apresentam mais sintomas ansiosos. No estudo de Gon&ccedil;alves et al. (2011), dos 84 pacientes diagnosticados com TAG segundo os crit&eacute;rios da DSM-IV, 55 pacientes eram do sexo feminino. No estudo de M&aacute;rquez-Gonz&aacute;lez et al. (2012), as mulheres tamb&eacute;m apresentaram maior escore no GAI. Neste estudo, apesar de n&atilde;o ter alcan&ccedil;ado signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, as mulheres tamb&eacute;m apresentaram maior sintomatologia ansiosa, com maior escore no GAI. </p>     <p>Corroborando com nossos achados Santos (2014). Os resultados tamb&eacute;m apontaram melhoras na velocidade de processamento juntamente com diminui&ccedil;&atilde;o de sintomas depressivos. Silveira (2015) verificou os efeitos do uso do computador no desempenho cognitivo, estado emocional (ansiedade e depress&atilde;o), qualidade de vida e habilidade motora manual de participantes de uma oficina de inform&aacute;tica. A amostra foi composta por 114 idosos, que foram divididos em grupo controle com 58 idosos e grupo interven&ccedil;&atilde;o com 56 idosos. Os participantes eram de grupos de conviv&ecirc;ncia de idosos do munic&iacute;pio de Passo Fundo, RS. Os idosos foram entrevistados individualmente no pr&eacute; e p&oacute;s teste. O protocolo apresentava quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas, ACE-R, GDS, Invent&aacute;rio de Ansiedade de Beck - BAI, percep&ccedil;&atilde;o de qualidade de vida com o WHOQOL-Bref, for&ccedil;a de preens&atilde;o manual pelo dinam&ocirc;metro e motricidade fina pelo painel de habilidades manuais. Ap&oacute;s a atividade, os idosos do grupo interven&ccedil;&atilde;o apresentaram melhora significativa em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho cognitivo total e seus dom&iacute;nios mem&oacute;ria e linguagem, sintomas de depress&atilde;o, dom&iacute;nio f&iacute;sico de qualidade de vida, for&ccedil;a de preens&atilde;o manual e motricidade fina, comparado ao grupo controle.</p>     <p>Sabe-se que o uso de nova tecnologia pode gerar motiva&ccedil;&atilde;o e melhoras no processo de aprendizado (Carneiro &amp; Ishitani, 2014). Machado, Longhi, e Behar (2013) afirmam que a constru&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de abordagens educacionais para preparar pessoas idosas no dom&iacute;nio operacional dos recursos tecnol&oacute;gicos, gerar a alfabetiza&ccedil;&atilde;o da nova linguagem que se faz presente em todos os setores da sociedade, promover a inclus&atilde;o do idoso na era digital, s&atilde;o quest&otilde;es importantes que podem gerar interven&ccedil;&otilde;es e pesquisas cient&iacute;ficas, como realizado na pesquisa ora apresentada. A perspectiva deste processo &eacute; tornar as pessoas capazes de usufruir dos recursos tecnol&oacute;gicos e desenvolver a criticidade na sua utiliza&ccedil;&atilde;o ao longo da vida.</p>     <p>&Eacute; importante destacar que h&aacute; restri&ccedil;&otilde;es decorrentes da idade como o decl&iacute;nio da percep&ccedil;&atilde;o visual e da audi&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m da capacidade de memoriza&ccedil;&atilde;o e da velocidade de processamento de novas informa&ccedil;&otilde;es; redu&ccedil;&atilde;o do controle motor e da destreza (Monteiro, 2014). Foi levado em considera&ccedil;&atilde;o o que Doll, Machado e Cachioni (2016), relatam sobre as turmas de alunos serem pequenas e de prefer&ecirc;ncia que haja monitores/tutores auxiliando o professor durante as aulas.</p>     <p>Considerando-se as necessidades do aluno-idoso em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho diante das tarefas propostas no final da oficina, observou-se que a maioria apresentou avalia&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria. Nos achados apresentados por Machado (2007), verificou-se que, ap&oacute;s um tempo de manuseio do computador, os idosos demonstraram indicativos de satisfa&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio desempenho, expressaram sentimentos de inclus&atilde;o no mundo tecnol&oacute;gico e social. Ordonez et al. (2012) demonstra que a satisfa&ccedil;&atilde;o com o professor, o conte&uacute;do, e as atitudes positivas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; oficina, exerceram forte influ&ecirc;ncia no rendimento dos participantes. Assim como no presente estudo, os participantes demonstraram satisfa&ccedil;&atilde;o positiva em rela&ccedil;&atilde;o ao professor, desta forma, ressalta-se a import&acirc;ncia tamb&eacute;m da motiva&ccedil;&atilde;o oferecida ao longo do processo de aprendizagem e n&atilde;o apenas nos est&aacute;gios iniciais.</p>     <p>Tomporowski (2003) relata que apesar da dificuldade de aprendizado devido aos decl&iacute;nios sensoriais e da capacidade da mem&oacute;ria de curto prazo, o aluno idoso quando bem orientado e motivado, tende a se sentir satisfeito e amparado e, consequentemente, apreende novas informa&ccedil;&otilde;es de forma t&atilde;o eficaz como os alunos mais jovens, corroborando com os nossos achados.</p>     <p>Os resultados obtidos nas oficinas reiteram que, embora necessitem de mais tempo que os adultos mais jovens, os idosos s&atilde;o capazes de aprender a usar os dispositivos m&oacute;veis, como os tablets (Kachar, 2010). Estudos como de Candido (2015) apontam como o processo de inclus&atilde;o digital possibilita a reconstru&ccedil;&atilde;o das cren&ccedil;as de autoefic&aacute;cia em idosos favorecendo um envelhecimento bem-sucedido.</p>     <p>H&aacute; evid&ecirc;ncias de que a estimula&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica sobre a tarefa intelectual que o idoso est&aacute; desempenhando pode ajudar no processo de aprendizagem. Esta estimula&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica &eacute; uma forma de promover a adapta&ccedil;&atilde;o e flexibiliza&ccedil;&atilde;o dos idosos com rela&ccedil;&atilde;o ao modelo de ensino posto em pr&aacute;tica numa interven&ccedil;&atilde;o hist&oacute;ricos sobre inform&aacute;tica e internet, e ao trabalhar informa&ccedil;&otilde;es de interesse comum, como os de sa&uacute;de e envelhecimento durante as aulas, acredita-se, no presente estudo, que se tenha promovido tal estimula&ccedil;&atilde;o (Martins,2017).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A prepara&ccedil;&atilde;o de uma apostila para o curso tamb&eacute;m auxiliou no aprendizado dos participantes. O feedback das a&ccedil;&otilde;es, a prepara&ccedil;&atilde;o com anteced&ecirc;ncia das instru&ccedil;&otilde;es de forma facilitada, e o delineamento claro do objetivo principal das tarefas a serem aprendidas, foram atividades fundamentais do pesquisador no ensino do uso de tablet para o idoso (Ordonez et al., 2012).</p>     <p>&Eacute; importante ressaltar, que para se elaborar uma oficina de inclus&atilde;o digital, &eacute; necess&aacute;rio considerar quem s&atilde;o os idosos, suas principais caracter&iacute;sticas e motiva&ccedil;&otilde;es. &Eacute; preciso conhecer todos os aspectos pertinentes ao processo do envelhecimento, para se organizar um programa adequado, e de acordo com a realidade dos participantes envolvidos.</p>     <p>Assim como Machado (2007) afirma, as novas tecnologias v&ecirc;m for&ccedil;ando mudan&ccedil;as nos m&eacute;todos de ensino, esses m&eacute;todos precisam ser sempre atualizados e atraentes, para que ofere&ccedil;am o efetivo aprendizado. Utilizadas adequadamente tornam o ensino interessante, estimulam a criatividade, a curiosidade e a comunica&ccedil;&atilde;o. Aprender a utilizar o tablet representa, para a maioria dos idosos, uma conquista especial. </p>     <p>O prazer de aprender a executar um novo aplicativo (maioria dos idosos relataram que foi bom) trouxe benef&iacute;cios e relatos positivos aos idosos, muitos relataram durante as interven&ccedil;&otilde;es que atualmente conversam pelo skype com netos, filhos que se encontram em outras cidades de diferentes estados do Brasil. Al&eacute;m disso, a inser&ccedil;&atilde;o de uma nova tecnologia m&oacute;vel no cotidiano do idoso oferece condi&ccedil;&otilde;es para que ele consiga realizar de forma aut&ocirc;noma, a comunica&ccedil;&atilde;o por interm&eacute;dio de novos aplicativos como, por exemplo, o skype, publicar fotos e compartilhar momentos pelo facebook e o instagram. </p>     <p>O meio digital pode possibilitar tanto a manuten&ccedil;&atilde;o dos contatos de qualidade existentes quanto oportunidades para satisfa&ccedil;&atilde;o de outras necessidades para al&eacute;m das emocionais, as redes dos idosos formada por maioria de amigos e familiares, eles tamb&eacute;m fazem uso com o intuito de apropriar-se dessa rede social j&aacute; existente com o intuito de ter acesso &agrave; novos saberes (Chiareli, 2017). O aprendizado destes aplicativos apontam que para os idosos estes aplicativos podem trazer benef&iacute;cios em suas rela&ccedil;&otilde;es sociais, o que os motivam a este novo aprendizado e como resultado a curiosidade por um novo aprendizado tem feito com que percebam que n&atilde;o h&aacute; limites para se aprender nesta fase da vida tamb&eacute;m. </p>     <p>O presente estudo &eacute; singular em sua metodologia e contribui para literatura nacional sobre Gerontologia Educacional e poss&iacute;veis benef&iacute;cios para o desempenho cognitivo de idosos. Futuros trabalhos dever&atilde;o confirmar a replica&ccedil;&atilde;o da metodologia utilizada para este p&uacute;blico e controlar o processo de aprendizado.</p>     <p>Limita&ccedil;&otilde;es do presente estudo incluem a dificuldade de comparar os resultados atuais com pesquisas brasileiras sobre este tema, visto que n&atilde;o foram encontrados estudos nacionais sobre inclus&atilde;o digital com uso de <i>tablets.</i> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Alves, V. P., &amp; Vianna, L. G. (2010). Public policies for education gerontology in view of social insertion of the elderly: challenges and opportunities. <i>Ensaio: Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Educa&ccedil;&atilde;o</i>, <i>18</i>(68), 489-510. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Ferreira, S., Torres, A., Mealha, O., &amp; Veloso, A. (2015). Training effects on older adults in information and communication technologies considering psychosocial variables. <i>Educational Gerontology</i>, <i>41</i>(7), 482-493. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/03601277.2014.994351" target="_blank">10.1080/03601277.2014.994351</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566542&pid=S1645-0086201900020000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;sticas (2010). <i>Um panorama da sa&uacute;de no Brasil: acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</i>. Rio de Janeiro: IBGE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566544&pid=S1645-0086201900020000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kachar, V. (2003). <i>Terceira Idade e Inform&aacute;tica: aprender revelando potencialidades</i>. S&atilde;o Paulo (SP): Cortez.</p>     <!-- ref --><p>Kachar, V. (2010). Envelhecimento e perspectivas de inclus&atilde;o digital. <i>Kair&oacute;s. 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(2017). <i>Impacto de um programa de interven&ccedil;&atilde;o centrado na dan&ccedil;a na cogni&ccedil;&atilde;o em idosos institucionalizado</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado) - Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566557&pid=S1645-0086201900020000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> Portugal.</p>     <!-- ref --><p>Monteiro, M.L.C. (2014). <i>A limita&ccedil;&atilde;o de acesso e a limita&ccedil;&atilde;o cognitiva informacional de idosos em intera&ccedil;&atilde;o com websites.</i> Disserta&ccedil;&atilde;o (Mestrado), Empreendedorismo e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o. Universidade Federal de Pernambuco.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566559&pid=S1645-0086201900020000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Nicodemo, D., &amp; Godoi, M. P. (2010). Juventude dos anos 60-70 e envelhecimento: estudo de casos sobre feminiza&ccedil;&atilde;o e direitos de mulheres idosas. <i>Revista Ci&ecirc;ncia em Extens&atilde;o</i>, <i>6</i>(1), 40-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566561&pid=S1645-0086201900020000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Sales, M.B., Mariani, A.C., &amp; Alvarez, A.M (2009). <i>Inform&aacute;tica para a Terceira Idade</i>. (1a ed.) Rio de Janeiro: Ci&ecirc;ncia Moderna.</p>     <!-- ref --><p>Tomporowski, P.D. (2003). Performance and perceptions of workload among young and older adults: Effects of practice during cognitively demanding tasks. <i>Educational Gerontology</i>, <i>29</i>(5), 447-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566564&pid=S1645-0086201900020000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Villar, F. (2003). Personas mayores y ordenadores: valoraci&oacute;n de una experiencia de formaci&oacute;n. <i>Revista Espanhola de Geriatria e Gerontologia</i>, <i>38</i>(2), 86-94. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/S0211-139X(03)74862-8" target="_blank">10.1016/S0211-139X(03)74862-8</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566566&pid=S1645-0086201900020000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Wahl, H.W., Classen, K., &amp; Oswald, F. (2010). Technik als zunehmend bedeutsame Umwelt f&uuml;r &Auml;ltere: Ein &Uuml;berblick zu Konzepten, Befunden und Herausforderungen. In: U. Fachinger &amp; K.D. HENKE, (1a ed.). <i>&Ouml;konomische Dimensionen unterst&uuml;tzender Technologien in der Gesundheits- und Pflegeversorgung</i> (pp. 15-32). Baden-Baden: Nomos. </p>     <p>Xavier, A.J. (2007). <i>Estado cognitivo, capacidade funcional e o processo de inclus&atilde;o digital de idosos</i>. S&atilde;o Paulo (SP): Tese de doutorado. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de S&atilde;o Paulo.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 30 de Dezembro de 2018/ Aceite em 30 de Maio de 2019</p>     ]]></body>
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