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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sequelas e alterações neuropsicológicas em adolescentes com hiv por transmissão vertical]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Despite the reduction in cases of HIV infection from vertical exposure, this number is still considered alarming. The objective of this study was to describe the prevalence of neurological sequelae and neuropsychological impairment in adolescents with HIV infection by vertical transmission accompanied by a Specialized Care Service in Recife/PE. This is a cross-sectional study in which HIV-positive adolescents aged 10 to 19 years who had been on antiretroviral therapy (ART) for at least one year were enrolled. The data were collected through neurological examination and the application of the Concentrated Attention Test (CT), complex Rey figures and subtests of the Wechsler Intelligence Scale for children (WISC III - 06 to 16 years) and Wais III (&gt; 16 years), Parental Responsibility and Demanding Scale, Beck Depression Inventory (BDI) and Beck Anxiety Inventory (BAI). EpiInfo 3.5.1 was used for bivariate and multivariate description and analysis (variables with p<.20). The results of the study point to the high frequency of association of neurocognitive changes and HIV infection, and it is necessary to stimulate the formation of multidisciplinary teams capable of early detection and treatment of these changes, when they are still subject to reversibility.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Sequelas e altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas em adolescentes com hiv por transmiss&atilde;o vertical</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Sequels and neuropsychological impairment in adolescents with hiv by vertical transmission</b></font></p>     <p><b>Leopoldo Barbosa<sup>1</sup>, La&iacute;s Medeiros<sup>2</sup>, Edvaldo Souza<sup>3</sup>, Liliana Gon&ccedil;alves<sup>1</sup>, &Iacute;talo Gomes<sup>1</sup>, &amp; Gabriela Finco</b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade Pernambucana de Sa&uacute;de - FPS. Departamento de Psicologia da FPS. Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira - IMIP, Recife, Brasil, <a href="mailto:leopoldopsi@gmail.com">leopoldopsi@gmail.com</a>, <a href="mailto:liraulino@hotmail.com">liraulino@hotmail.com</a>, <a href="mailto:ibg.psico@gmail.com">ibg.psico@gmail.com</a>, <a href="mailto:Gabriela.finco@gmail.com">Gabriela.finco@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Universidade Estadual de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de de Alagoas (UNCISAL), Macei&oacute;, Brasil, <a href="mailto:laismoreiramedeiros@gmail.com">laismoreiramedeiros@gmail.com</a></p>     <p><sup>3</sup>Departamento de Medicina da FPS. Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira - IMIP. Recife, Brasil, <a href="mailto:Edvaldo.s@fps.edu.br">Edvaldo.s@fps.edu.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Apesar da redu&ccedil;&atilde;o de casos de infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV por exposi&ccedil;&atilde;o vertical, este n&uacute;mero ainda &eacute; considerado alarmante. Objetivou-se neste estudo descrever a preval&ecirc;ncia de sequelas neurol&oacute;gicas e altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas em adolescentes com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV por transmiss&atilde;o vertical acompanhados em um Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Especializada em Recife/PE. Trata-se de um estudo transversal, no qual foram inclu&iacute;dos adolescentes de 10 a 19 anos infectados pelo HIV por transmiss&atilde;o vertical que estavam em uso de Tratamento Antirretroviral (TARV) h&aacute; pelo menos um ano. Os dados foram coletados atrav&eacute;s de exame neurol&oacute;gico e a aplica&ccedil;&atilde;o do Teste de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada(TAC), Figuras complexas de Rey e subtestes da Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler para crian&ccedil;as (WISC III - 06 a 16 anos) e do Wais III (&gt;16 anos), Escala de Responsividade e Exig&ecirc;ncia Parental, Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Beck (BDI) e Invent&aacute;rio de Ansiedade Beck (BAI). Utilizou-se o EpiInfo 3.5.1 para descri&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise bivariada e multivariada (vari&aacute;veis com <i>p</i>&lt; .20). Os resultados do estudo apontam para a alta frequ&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o de altera&ccedil;&otilde;es neurocognitivas e infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, sendo necess&aacute;rio o est&iacute;mulo para a forma&ccedil;&atilde;o de equipes multidisciplinares capacitadas para a detec&ccedil;&atilde;o e tratamento precoces de tais altera&ccedil;&otilde;es, quando ainda s&atilde;o pass&iacute;veis de reversibilidade.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> HIV, altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas, adolescentes, reprova&ccedil;&atilde;o escolar</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b> </p>     <p>Despite the reduction in cases of HIV infection from vertical exposure, this number is still considered alarming. The objective of this study was to describe the prevalence of neurological sequelae and neuropsychological impairment in adolescents with HIV infection by vertical transmission accompanied by a Specialized Care Service in Recife/PE. This is a cross-sectional study in which HIV-positive adolescents aged 10 to 19 years who had been on antiretroviral therapy (ART) for at least one year were enrolled. The data were collected through neurological examination and the application of the Concentrated Attention Test (CT), complex Rey figures and subtests of the Wechsler Intelligence Scale for children (WISC III - 06 to 16 years) and Wais III (&gt; 16 years), Parental Responsibility and Demanding Scale, Beck Depression Inventory (BDI) and Beck Anxiety Inventory (BAI). EpiInfo 3.5.1 was used for bivariate and multivariate description and analysis (variables with <i>p</i>&lt;.20). The results of the study point to the high frequency of association of neurocognitive changes and HIV infection, and it is necessary to stimulate the formation of multidisciplinary teams capable of early detection and treatment of these changes, when they are still subject to reversibility.</p>     <p><b>Keywords:</b> HIV, neurological changes, neuropsychological changes, adolescents, school disapproval</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida humana (AIDS) &eacute; uma pandemia global. Segundo o Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para aids - UNAIDS estima-se que em 2015, 36.7 milh&otilde;es de pessoas no mundo eram portadoras do v&iacute;rus HIV, sendo esse n&uacute;mero 10% maior do que em 2010 e notavelmente maior que em 1990, isso demonstra seu car&aacute;ter crescente e preocupante (UNAIDS, 2016). De acordo com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, desde 1980, quando foi diagnosticado o primeiro caso de aids no Brasil, at&eacute; 2017 foram identificados um total de 882.689 casos, destes, 17.304 foram detectados em crian&ccedil;as de 0 a 12 anos e 11.079 em adolescentes de 13 a 19 anos, sendo a transmiss&atilde;o vertical respons&aacute;vel por aproximadamente 83,4% destes casos (Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, 2017).</p>     <p>A transmiss&atilde;o vertical pode ocorrer durante a gesta&ccedil;&atilde;o, o parto ou pela amamenta&ccedil;&atilde;o. O HIV penetra precocemente no sistema nervoso central (SNC) e seu acometimento pode representar a manifesta&ccedil;&atilde;o inicial da AIDS em at&eacute; 18% das crian&ccedil;as infectadas, sendo mais comum nos casos de transmiss&atilde;o vertical (Tardieu et al., 2000). A preval&ecirc;ncia das complica&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas em crian&ccedil;as infectadas com HIV varia de 8% a mais de 60%, destacando-se o atraso do desenvolvimento neurocognitivo como complica&ccedil;&atilde;o mais frequente (Nozyce, 2006).<sup> </sup>As crian&ccedil;as, quando comparadas aos adultos, apresentam maior comprometimento do SNC no HIV, apresentando assim com mais frequ&ecirc;ncia quadro de encefalopatia pelo HIV e sequelas neurol&oacute;gicas (Tardieu et al., 2000). </p>     <p>O atraso no desenvolvimento mental e f&iacute;sico em crian&ccedil;as jovens infectadas por transmiss&atilde;o vertical que tiveram encefalopatia pelo HIV &eacute; bem documentado (Rocha et al., 2005; Willen, 2006). Acredita-se que este comprometimento quando ocorre antes dos 4 meses de vida, continua durante a idade pr&eacute;-escolar e se manifesta como atraso global ou seletivo no desenvolvimento neurol&oacute;gico trazendo preju&iacute;zo para a qualidade de vida (Smith, 2006). </p>     <p>Desde 1996 quando se iniciou o uso generalizado da terapia antirretroviral (TARV) combinada, obteve-se uma significativa queda na mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes com HIV/Aids (Matilda &amp; Marcopito, 2002). As crian&ccedil;as infectadas com o v&iacute;rus HIV passaram a sobreviver em m&eacute;dia 10 anos conferindo &agrave; infec&ccedil;&atilde;o uma evolu&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica (Nozyce, 2006).<sup> </sup>Estudos conduzidos na era p&oacute;s-TARV demonstraram uma melhora no desenvolvimento cognitivo entre as pessoas infectadas pelo HIV que estavam sob tratamento com este esquema (Cohen &amp; Gongvatana, 2009; Patel et al., 2009).</p>     <p>Os efeitos da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV no desenvolvimento biopsicossocial e neurol&oacute;gico podem variar de leve a severo (Wolters &amp; Brouwers, 1998). Dentre as altera&ccedil;&otilde;es mais observadas podemos citar retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, microcefalia, hiporreflexia, altera&ccedil;&otilde;es da fala, das fun&ccedil;&otilde;es executivas de mem&oacute;ria e visual (Baillieu &amp; Potterton, 2008; Roy, Geoffroy, Lapointe, &amp; Michaud, 1992). Estudos mostram que tanto crian&ccedil;as expostas, quanto infectadas, assintom&aacute;ticas ou sintom&aacute;ticas, podem apresentar d&eacute;ficit no desenvolvimento neurol&oacute;gico (Bisiacchi, Suppiej, &amp; Laverda, 2000). O impacto diferencial est&aacute; relacionado a m&uacute;ltiplos fatores que influenciam na express&atilde;o individual do v&iacute;rus em cada crian&ccedil;a, como por exemplo carga viral, CD4, idade de contamina&ccedil;&atilde;o e in&iacute;cio de tratamento (Willen, 2006). Al&eacute;m destes, fatores biopsicossociais como doen&ccedil;a cr&ocirc;nica na fam&iacute;lia, falta de apoio ou separa&ccedil;&atilde;o familiar e baixa renda econ&ocirc;mica podem trazer consequ&ecirc;ncias, como sintomas de depress&atilde;o, ansiedade e abandono escolar, interferindo na qualidade de vida dos adolescentes HIV positivos (Smith, 2006).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Atrav&eacute;s dos resultados obtidos em um estudo realizado no IMIP, que teve como objetivo avaliar a qualidade de vida de 49 adolescentes de 10 - 19 anos, no per&iacute;odo de 2006-2007, observou-se que em geral os adolescentes apresentam altos escores dos cinco dom&iacute;nios de qualidade de vida em sa&uacute;de. Contudo, o menor escore foi no dom&iacute;nio de fun&ccedil;&atilde;o social e escolar. Adicionalmente, p&ocirc;de-se observar que 89,8% frequentavam escola, 51% tinham historia de reprova&ccedil;&atilde;o escolar e 28,6% eventual abandono escolar. Entretanto, n&atilde;o se avaliou se estes resultados se devem a altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas causadas pela doen&ccedil;a ou por influ&ecirc;ncia dos fatores biopsicossociais (Souza, Santos, Valentini, Silva, &amp; Falbo, 2010). </p>     <p>O objetivo deste trabalho &eacute; dar continuidade a investiga&ccedil;&atilde;o do tema, verificando a ocorr&ecirc;ncia de sequelas neurol&oacute;gicas e altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas em adolescentes com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV por transmiss&atilde;o vertical sobreviventes de longa dura&ccedil;&atilde;o e avaliar a ocorr&ecirc;ncia de fatores risco.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A popula&ccedil;&atilde;o estudada foi composta por 42 pacientes que estavam em acompanhamento no SAE-HD e que preenchiam os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: Adolescentes (10 a 19 anos - segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de), infectados pelo HIV por transmiss&atilde;o vertical, que faziam acompanhamento no HD do IMIP e estavam em uso de TARV h&aacute; pelo menos um ano (per&iacute;odo m&iacute;nimo para avalia&ccedil;&atilde;o de efeitos do tratamento e reinser&ccedil;&atilde;o psicossocial). Foram exclu&iacute;dos do estudo adolescentes que: adquiriram HIV por via sexual ou por sangue contaminado, faziam uso de medica&ccedil;&atilde;o controlada para doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas ou possu&iacute;am sequela neurol&oacute;gica incapacitante.</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>Foi constru&iacute;do um formul&aacute;rio de pesquisa e as vari&aacute;veis coletadas foram: idade, g&ecirc;nero, ra&ccedil;a, proced&ecirc;ncia, renda familiar per capta, escolaridade do participante, hist&oacute;ria de reprova&ccedil;&atilde;o e/ou abandono escolar (caracterizado por aus&ecirc;ncia as aulas escolares por mais de um m&ecirc;s independentemente da causa), cuidador, mudan&ccedil;a de cuidador, n&iacute;vel de escolaridade do cuidador atual, idade no momento do diagn&oacute;stico e de in&iacute;cio da TARV, est&aacute;gios cl&iacute;nico e imunol&oacute;gico (definidos pelo CDC) e carga viral imediatamente pr&eacute;via ao in&iacute;cio da TARV e mais recente nos &uacute;ltimos 3 meses, escore de penetra&ccedil;&atilde;o da TARV no SNC e esquema de primeira TARV utilizada e em uso no momento da pesquisa, troca de esquema terap&ecirc;utico, encefalopatia (caracterizado pelo atraso no desenvolvimento neuropsicomotor) e prematuridade. </p>     <p>Foi aplicada a Escala de responsividade e exig&ecirc;ncia parental para avaliar o n&iacute;vel de responsividade e exig&ecirc;ncia parental de m&atilde;es e pais, o Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Beck (Beck Depression Inventory) e Invent&aacute;rio de Ansiedade Beck (Beck Anxiety Inventory)<sup>.</sup>, al&eacute;m do testes de Aten&ccedil;&atilde;o Concentrada para avaliar aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria, Figuras complexas de Rey (orienta&ccedil;&atilde;o viso-espacial, percep&ccedil;&atilde;o, planejamento e fun&ccedil;&atilde;o motora) e subtestes do Wisc III (06 a 16 anos) e do Wais III (16 anos acima), todos aplicados por estudantes de psicologia capacitados ap&oacute;s treinamento. Foi tamb&eacute;m realizado exame neurol&oacute;gico com o objetivo de detectar sequelas neurol&oacute;gicas que podiam ter passado despercebidas no dia-a-dia.</p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Foi realizado um estudo do tipo corte transversal, durante o per&iacute;odo de agosto de 2010 a mar&ccedil;o de 2011 no Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Especializada (SAE) e Hospital-Dia (HD) do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Recife/PE, centro de refer&ecirc;ncia nacional e estadual para doen&ccedil;as de alta complexidade e para o tratamento de crian&ccedil;as, adolescentes e adultos com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/Aids.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi constru&iacute;do um banco de dados e realizada dupla entrada no programa EpiInfo 3.5.1 para verificar as incoer&ecirc;ncias, uma vez feita a corre&ccedil;&atilde;o dos dados foi realizada descri&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lise bivariada (para c&aacute;lculo de associa&ccedil;&atilde;o entre vari&aacute;veis categ&oacute;ricas de exposi&ccedil;&atilde;o e desfecho foi utilizado o teste de qui-quadrado ou exato de Fisher e para vari&aacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nuos com desfecho categ&oacute;rico o teste de ANOVA, com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia &lt; .05) e elaborada as tabelas de distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia. </p>     <p>Este trabalho foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa do IMIP n&uacute;mero e todos os pacientes menores que de 18 anos que foram convidados a participar da pesquisa assinaram o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido, bem como o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para os maiores de 18 ou pelo respons&aacute;vel pelo adolescente participante da pesquisa </p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Durante o per&iacute;odo do estudo, 70 adolescentes que adquiriram HIV por transmiss&atilde;o vertical faziam acompanhamento no Servi&ccedil;o de Aten&ccedil;&atilde;o Especializada do IMIP e 44 foram convidados a participar do estudo. Dois foram exclu&iacute;dos. Um, por possuir sequela neurol&oacute;gica grave e incapacitante e, outro, por possuir patologia psiqui&aacute;trica em uso de medica&ccedil;&atilde;o. Ao final do recrutamento, 42 pacientes participaram da pesquisa.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o as vari&aacute;veis biol&oacute;gicas e sociodemogr&aacute;ficas obtivemos que 26 (61,9%) adolescentes eram do g&ecirc;nero feminino e 34 (81%) eram pardos. A idade mediana do momento do diagn&oacute;stico foi de 2,8 anos ( 1&ordm; quartil: 0,94 ; 3&ordm; quartil:4,4 ), sendo a idade m&eacute;dia no momento da pesquisa de 13,6 anos (m&iacute;n.-10,6 e m&aacute;x.18,1). Em rela&ccedil;&atilde;o a proced&ecirc;ncia, 36 (85,7%) moravam na regi&atilde;o metropolitana do Recife, e 32 (78,5%) possu&iacute;am no momento do estudo renda familiar per-capita menor que meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo, sendo a mediana 170,00 reais (1&ordm; quartil:133,33; 3&ordm; quartil: 225,00). Quinze (35,7%) participantes recebiam aux&iacute;lio doen&ccedil;a como benef&iacute;cio do governo. </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a escolaridade dos adolescentes, 40 participantes eram alfabetizados, 1 cursava o jardim e 1 estudava em escola com ensino especial. Dos 40 alfabetizados, 15 (37,5%) cursavam at&eacute; a 4&ordf; s&eacute;rie do ensino fundamental, sendo a m&eacute;dia quinta s&eacute;rie (min.- segunda s&eacute;rie e max.- nono ano). Adicionalmente, 21(50%) j&aacute; haviam tido reprova&ccedil;&atilde;o escolar, 16 (38,1%) repetiram apenas um ano escolar, 4 (9,5%) repetiram dois anos escolares e 1 (2,4%) repetiu tr&ecirc;s anos escolares. Quanto a frequ&ecirc;ncia escolar, todos estavam frequentando a escola, por&eacute;m 9 (21,4) j&aacute; haviam abandonado a escola por pelo menos um m&ecirc;s devido a internamento hospitalar.</p>     <p>Dos 42 pacientes participantes da pesquisa, 26 (61,9%) n&atilde;o possu&iacute;am a m&atilde;e biol&oacute;gica viva e 23 (54,8%) n&atilde;o possu&iacute;a o pai biol&oacute;gico vivo. Em rela&ccedil;&atilde;o ao cuidador, 40 (95,2%) moravam com parentes biol&oacute;gicos e 2 (4,8%) moravam com parentes n&atilde;o biol&oacute;gicos. Houve mudan&ccedil;a de cuidador em 21(50%) dos casos, destes 15 (71,4%) devido a morte do primeiro cuidador. Em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel de escolaridade dos cuidadores atuais, 28 (66,6%) estudaram menos de 8 anos, destes, 5 (11,9%) nunca estudaram. </p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao est&aacute;gio cl&iacute;nico da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV imediatamente pr&eacute;vio ao in&iacute;cio da primeira TARV, 19 (45,2%) participantes apresentavam-se com sinais/sintomas leves, 10 (23,8%) com sinais/sintomas moderados e 5 (11,9%) com sinais/sintomas graves, sendo classificados, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o do CDC, como est&aacute;gio A, B e C, respectivamente. Quanto ao est&aacute;gio imunol&oacute;gico pr&eacute;vio ao inicio da primeira TARV, 23 (54,8%) foram classificados como imunodefici&ecirc;ncia moderada e 9 (21,4%) como grave, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o do CDC. A mediana da carga viral imediatamente pr&eacute;via ao in&iacute;cio da primeira TARV foi de 124.000 c&oacute;pias de RNA do HIV (5,093 log<sub>10</sub>) /ml de plasma (1&ordm; quartil: 54.500; 3&ordm; quartil: 630.000). A m&eacute;dia de tempo do diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a foi de 10,2 (m&iacute;n.-1,1 e m&aacute;x.-16,4) anos e a m&eacute;dia do tempo de uso de TARV foi de 9,8 anos (min.-1 e m&aacute;x.-16,2).</p>     <p>Do total de participantes, 40 (95,2%) tiveram como primeiro esquema de TARV dois inibidores da transcriptase reversa an&aacute;logos de nucleos&iacute;deos (ITRN) associado a um inibidor da transcriptase reversa n&atilde;o an&aacute;logo de nucleos&iacute;deo (ITRNN), sendo o esquema de drogas zidovudina (AZT) + lamivudina (3TC) + nevirapina (NVP) o mais utilizado representando 10 (23,8) participantes, um teve como primeiro esquema monoterapia (AZT) e um terapia dupla (AZT + DDI). O escore de penetra&ccedil;&atilde;o do SNC da primeira TARV foi baixo em 1 (2,4%) paciente, intermedi&aacute;rio em 5(11,9%) e alto em 36 (85,7%) de acordo com a escala de Letendre at al. modificada<sup> </sup>(Patel et al., 2009). Em rela&ccedil;&atilde;o ao escore de penetra&ccedil;&atilde;o do esquema TARV que estava sendo utilizado durante o per&iacute;odo da pesquisa foi alto em 41 (97,6%) pacientes e intermedi&aacute;rio em um (2,4%) paciente. Houve troca de TARV devido a falha terap&ecirc;utica em 24 (57,1%) pacientes, em 15 (35,7%) devido a intoler&acirc;ncia e/ou toxidade e em 24 (57,1%) devido a falha virol&oacute;gica terap&ecirc;utica. Trinta e um (73,8%) participantes da pesquisa estavam em sucesso terap&ecirc;utico com carga viral indetect&aacute;vel nos &uacute;ltimos 3 meses do momento da pesquisa. Quarenta (95,2%) estavam assintom&aacute;ticos do ponto de vista cl&iacute;nico e 39 (92,9%) n&atilde;o apresentavam defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica.</p>     <p>Nenhum dos participantes da pesquisa apresentava hist&oacute;ria e/ou estavam em tratamento para epilepsia. Dos entrevistados, 3 (7,1%) disseram usar drogas l&iacute;citas e nenhum relatou uso de drogas il&iacute;citas. Dois (4,8%) pacientes tinham hist&oacute;ria de prematuridade, 1 (2,4%) de neurotoxoplasmose e 15 (35,7%) de atraso do desenvolvimento neuropsicomotor.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na avalia&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica, 2 (4,8%) tiveram o exame neurol&oacute;gico alterado, ambos apresentavam altera&ccedil;&otilde;es motoras com diminui&ccedil;&atilde;o do grau de for&ccedil;a, hiporreflexia e pares cranianos sem altera&ccedil;&otilde;es. &Agrave; escala de exig&ecirc;ncia e responsividade parental, 22 (52,4%) responderam a escala em rela&ccedil;&atilde;o a cuidador n&atilde;o biol&oacute;gico e em 23 (54,8%) os estilos parentais observados foram do tipo autorit&aacute;rio (elevada responsividade e exig&ecirc;ncia). A aplica&ccedil;&atilde;o do Invent&aacute;rio de Depress&atilde;o Beck mostrou que 34 (81,0%) adolescentes apresentavam depress&atilde;o m&iacute;nima, 4 (9,5%) leve, 3 (7,1%) moderada e 1 (2,4%) grave. Em rela&ccedil;&atilde;o a ansiedade o Invent&aacute;rio de Ansiedade Beck mostrou que 21(59,5%) adolescentes apresentavam ansiedade m&iacute;nima, 11 (26,2%) leve, 4 (9,5%) moderada e 1 (2,4%) grave. Do total de 33 adolescentes que realizaram o teste de aten&ccedil;&atilde;o concentrada (TAC), este foi considerado abaixo da m&eacute;dia esperada em 29 (87,8%) casos. A reprodu&ccedil;&atilde;o da figura complexa de Rey foi feita de maneira insatisfat&oacute;ria para idade em 30/33 (78,7%) participantes e a interpreta&ccedil;&atilde;o da Escala de Intelig&ecirc;ncia Wechsler para crian&ccedil;as (WISC) mostrou que 20/27 (74%) participantes tiveram resultados abaixo da m&eacute;dia esperada para idade.</p>     <p>Na an&aacute;lise bivariada (<a href="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a12q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>) foi evidenciado associa&ccedil;&atilde;o com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica para as vari&aacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o/desfechos: abandono escolar/ reprova&ccedil;&atilde;o ; troca de TARV/TAC ; est&aacute;gio cl&iacute;nico no diagn&oacute;stico/encefalopatia e proced&ecirc;ncia/Figuras complexas de rey.</p>     
<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a12q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a12q1.jpg" width="300" height="167"/><br />   (clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica entre as vari&aacute;veis de exposi&ccedil;&atilde;o idade de diagn&oacute;stico e tempo de TARV com vari&aacute;vel de desfecho sucesso &agrave; TARV atual. Quanto mais alto n&iacute;vel de carga viral antes da primeira TARV, maior a frequ&ecirc;ncia de depress&atilde;o na escala de BDI e quanto menor a renda familiar per capita, maior a frequ&ecirc;ncia de m&eacute;dias abaixo do esperado para idade. Adolescentes com est&aacute;gio imunol&oacute;gico 1 e 2 tiveram maior frequ&ecirc;ncia de WISC abaixo da m&eacute;dia esperada para idade . Quanto mais tardio foi o diagn&oacute;stico, maior foi o &iacute;ndice de reprova&ccedil;&atilde;o e quanto menor a escolaridade, maior a frequ&ecirc;ncia de desempenho abaixo da m&eacute;dia esperada para idade. </p>     <p> N&atilde;o foi poss&iacute;vel obter qualquer associa&ccedil;&atilde;o de fatores de risco com a ocorr&ecirc;ncia de sequelas neurol&oacute;gicas devido ao pequeno n&uacute;mero de altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas encontradas nos pacientes do estudo.</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>As caracter&iacute;sticas s&oacute;cio demogr&aacute;ficas dos pacientes inclu&iacute;dos neste estudo seguem as caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o atendida no IMIP e perfil epidemiol&oacute;gico da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/AIDS no Brasil. Observamos predom&iacute;nio de pacientes do g&ecirc;nero feminino, da ra&ccedil;a/cor parda, com baixa condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, procedentes de regi&atilde;o metropolitana e com baixa escolaridade (Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, 2017; Souza et al., 2010). </p>     <p>Segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Magistrados, Promotores de Justi&ccedil;a e Defensores P&uacute;blicos da Inf&acirc;ncia e da Juventude (ABMP), analisando o desempenho do conjunto dos adolescentes que possuem baixa renda e est&atilde;o inseridos no sistema de ensino escolar, sobressaem a elevada defasagem entre a s&eacute;rie cursada e a idade dos estudantes. A defasagem s&eacute;rie/idade resulta da complexa combina&ccedil;&atilde;o de fatores intra e extraescolares que incidem no ingresso tardio e nas sucessivas reprova&ccedil;&otilde;es, abandonos e reingressos na escola (Grupo T&eacute;cnico para Elabora&ccedil;&atilde;o de Propostas de Pol&iacute;ticas para Adolescentes de Baixa Escolaridade e Baixa Renda, 2002). De acordo com Censo Escolar realizado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), a taxa m&eacute;dia de distor&ccedil;&atilde;o idade-s&eacute;rie no ensino fundamental em Pernambuco no ano de 2009 foi de 38,4%. No presente estudo observamos que 15 (37,5%) adolescentes cursavam at&eacute; o quinto ano fundamental, mesmo todos tendo mais de 10 anos de idade, o que se encontra abaixo da m&eacute;dia recomendada pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil onde as crian&ccedil;as e adolescentes entre 10 a 14 anos, devem cursar o segundo segmento do ensino fundamental - do sexto at&eacute; o nono ano (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil, 2011). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reprova&ccedil;&atilde;o escolar, 21 (50%) dos adolescentes j&aacute; haviam sido reprovados pelo menos uma vez e abandonado a escola por pelo menos um m&ecirc;s em 9 (21%) casos, resultados consistentes com estudo realizado no mesmo servi&ccedil;o em 2007, onde a frequ&ecirc;ncia de reprova&ccedil;&atilde;o foi de 51% e de abandono escolar de 28,6% (Souza et al., 2010).<sup> </sup>Dado semelhante tamb&eacute;m foi obtido em outro estudo realizado por Mialky e colaboradores (Mialky, Vagnoni, &amp; Rutstein, 2001). Neste trabalho foi encontrado rela&ccedil;&atilde;o com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica (p&lt;.05) entre o n&uacute;mero de abandono escolar com reprova&ccedil;&atilde;o escolar, onde dos 9 que abandonaram a escola, 8 tiveram reprova&ccedil;&atilde;o escolar, uma das poss&iacute;veis explica&ccedil;&atilde;o para esta associa&ccedil;&atilde;o pode ser devido a dificuldade de aprendizado e acompanhamento dos assuntos pelos adolescentes que n&atilde;o comparecem as aulas. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Foi observado na pesquisa um elevado n&uacute;mero de mudan&ccedil;a de cuidador, onde 21 (50%) adolescentes j&aacute; haviam mudado de cuidador, somente 20 (47,6%) tinham como cuidador a m&atilde;e ou o pai biol&oacute;gico. Entretanto, apesar da heterogeneidade do perfil dos cuidadores (av&oacute;s, tios, primos), na an&aacute;lise do teste de Exig&ecirc;ncia e Responsividade parental foi poss&iacute;vel observar que 23 (54,8%) adolescentes classificaram seus cuidadores como autorit&aacute;rios. Este tipo de estilo parental equilibra n&iacute;veis de exig&ecirc;ncia e responsividade do cuidador em rela&ccedil;&atilde;o a crian&ccedil;a ou adolescente que recebe os cuidados, sendo o estilo que mais se aproxima de aspectos reconhecidos como positivos para o desenvolvimento dos adolescentes (Costa, Teixeira, &amp; Gomes, 2000; Teixeira, Bardagi, &amp; Gomes, 2004).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao in&iacute;cio da terapia antirretroviral, a maioria dos pacientes era lactentes e encontravam-se em classifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do CDC A (sinais e sintomas leves) e imunol&oacute;gica 2 (imunodefici&ecirc;ncia moderada). A indica&ccedil;&atilde;o de tratamento nesta fase e a escolha e uso de esquema antirretroviral inicial seguem as recomenda&ccedil;&otilde;es do programa nacional de DST/Aids do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que indica o uso de 2 ITRN + 1 INTNN como 1&ordf; escolha de tratamento para pacientes menores de 3 anos de idade (Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, 2009). Este esquema terap&ecirc;utico, recomendado desde 1996, est&aacute; relacionado com uma redu&ccedil;&atilde;o na frequ&ecirc;ncia de encefalopatia, pois promove uma penetra&ccedil;&atilde;o efetiva no SNC evitando assim maiores comprometimentos da fun&ccedil;&atilde;o cerebral (Mitchell, 2006; Patel et al., 2009). Entretanto, no Brasil a encefalopatia pelo HIV continua presente em cerca 25% dos pacientes que s&atilde;o submetidos &agrave; aut&oacute;psia. Esta taxa n&atilde;o foi alterada pela TARV (Christo, 2010). Nesse estudo foi poss&iacute;vel observar uma elevada incid&ecirc;ncia de encefalopatia - 15 (35,7%) adolescentes. A associa&ccedil;&atilde;o entre encefalopatia e est&aacute;gio cl&iacute;nico antes da TARV, mostrou signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, onde pacientes que apresentavam sintomas graves por in&iacute;cio da TARV apresentaram maior frequ&ecirc;ncia de encefalopatia. Esta correla&ccedil;&atilde;o j&aacute; &eacute; bem descrita na literatura (Mitchell, 2006; Patel et al., 2009; Rocha et al., 2005).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o a preval&ecirc;ncia das sequelas neurol&oacute;gias e altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas, foi poss&iacute;vel observar altera&ccedil;&atilde;o no exame neurol&oacute;gico em 2(4,8%) adolescentes. Os dois exames alterados foram compat&iacute;veis com altera&ccedil;&otilde;es causadas pelo HIV e/ou outras infec&ccedil;&otilde;es SNC associadas, o que n&atilde;o nos possibilita afirmar a real causa da altera&ccedil;&atilde;o. A baixa frequ&ecirc;ncia de sequelas neurol&oacute;gicas f&iacute;sicas encontrada nesse estudo pode n&atilde;o representar a real propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o devido ao pequeno n&uacute;mero de pacientes participantes do estudo. Em rela&ccedil;&atilde;o a cogni&ccedil;&atilde;o, foi encontrado uma elevada frequ&ecirc;ncia - 20/27 (74%) - de d&eacute;ficit significativos de aten&ccedil;&atilde;o e mem&oacute;ria, orienta&ccedil;&atilde;o viso-espacial, percep&ccedil;&atilde;o, planejamento e fun&ccedil;&atilde;o motora, pois a maioria dos participantes apresentaram-se abaixo do n&iacute;vel m&eacute;dio inferior de intelig&ecirc;ncia, o que sugeriu certo comprometimento cognitivo. Estudos apontam para uma elevada frequ&ecirc;ncia de d&eacute;ficit cognitivo leve em adolescentes com HIV por transmiss&atilde;o vertical e que estes d&eacute;ficits podem ser respons&aacute;veis pelo baixo rendimento escolar. Um estudo de coorte multic&ecirc;ntrico sobre a aids (MACS) (Koekkoek, de Sonneville, Wolfs, Licht, &amp; Geelen, 2008), encontrou uma preval&ecirc;ncia maior de d&eacute;ficit cognitivo em adolescentes que tinham menos anos de estudos, sugerindo que a baixa educa&ccedil;&atilde;o reflete indiretamente em uma baixa capacidade cognitiva, principalmente nos casos de infec&ccedil;&atilde;o precoce pelo HIV (Satz, 1993). Al&eacute;m disso, os aspectos socioecon&ocirc;micos e culturais t&ecirc;m um grande peso nessa interpreta&ccedil;&atilde;o. Um estudo apontou que quando comparado a alunos de escola particular, alunos na escola p&uacute;blica apresentam pontua&ccedil;&atilde;o significativamente mais baixa (Santos &amp; Cavalini, 2011). Esses dados corroboram para os efeitos delet&eacute;rios do HIV direto sobre o SNC, o que tamb&eacute;m j&aacute; foi demonstrado em outros estudos (Koekkoek et al., 2008; Rocha et al., 2005; Smith, 2006). Nos adolescentes, por&eacute;m, acredita-se que as altera&ccedil;&otilde;es cognitivas ainda sejam subestimadas e os dados encontrados nos novos estudos alertam o m&eacute;dico assistente para detec&ccedil;&atilde;o precoce de altera&ccedil;&otilde;es neuropsicol&oacute;gicas possibilitando assim a interven&ccedil;&atilde;o precoce, visto que esses efeitos delet&eacute;rios j&aacute; est&atilde;o bem estabelecidos em adultos se manifestando na forma de dem&ecirc;ncia causada pelo HIV (Christo, 2010; Grupo T&eacute;cnico para Elabora&ccedil;&atilde;o de Propostas de Pol&iacute;ticas para Adolescentes de Baixa Escolaridade e Baixa Renda, 2002; Smith, 2006; Souza et al., 2010; Teixeira et al., 2004)<sub>.</sub></p>     <p>Para finalizar, foi analisado tamb&eacute;m a preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o e ansiedade nos adolescentes participantes do estudo. Os dados obtidos mostraram uma preval&ecirc;ncia de 4 (9,5%) de depress&atilde;o e 5 (12,2%) de ansiedade. Um estudo realizado por Lee e colaboradores, em 2007, demonstrou que sintomas depressivos e o risco de depress&atilde;o foram menores entre os adolescentes infectados pelo HIV por transmiss&atilde;o vertical em compara&ccedil;&atilde;o com controles pareados, demonstrando assim uma baixa preval&ecirc;ncia de depress&atilde;o e ansiedade em adolescentes com HIV, assim como foi descrito nesse trabalho (Lee, Chhabra, &amp; Oberdorfer, 2011). Entretanto, um estudo realizado em Recife com adolescentes de escola p&uacute;blicas e privadas apontaram para preval&ecirc;ncia maior de sintomas depressivos e de ansiedade em 59,9% e 19,9%, respectivamente. A diverg&ecirc;ncia de dados pode ser justificada pelo tipo de escala utilizada, pelo numero de entrevistado e pelo perfil dos adolescentes. Mais estudos com foco no tema devem ser realizados para esclarecer a real preval&ecirc;ncia e necessidade de cuidados especiais.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Baillieu, N., &amp; Potterton, J. (2008). The Extent of Delay of Language, Motor, and Cognitive Development in HIV-Positive Infants. <i>Journal Of Neurologic Physical Therapy</i>, <i>32</i>(3), 118-121. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1097/npt.0b013e3181846232 " target="_blank">10.1097/npt.0b013e3181846232 </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566987&pid=S1645-0086201900020001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Bisiacchi, P., Suppiej, A., &amp; Laverda, A. (2000). Neuropsychological evalution of neurologically asymptomatic HIV-infected children. <i>Brain Cong</i>, <i>43</i>(1-3), 49-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566989&pid=S1645-0086201900020001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Cohen, R., &amp; Gongvatana, A. (2009). HIV-associated brain dysfunction in the era of HAART: Reasons for hope, but continued concern. <i>Neurology</i>, <i>73</i>(5), 338-339. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1212/wnl.0b013e3181b1220d" target="_blank">10.1212/wnl.0b013e3181b1220d</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566991&pid=S1645-0086201900020001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Costa, F., Teixeira, M., &amp; Gomes, W. (2000). Responsividade e exig&ecirc;ncia: duas escalas para avaliar estilos parentais. <i>Psicologia: Reflex&atilde;o e Cr&iacute;tica</i>, <i>13</i>(3), 465-473. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/s0102-79722000000300014" target="_blank">10.1590/s0102-79722000000300014</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566993&pid=S1645-0086201900020001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Christo, P. (2010). Altera&ccedil;&otilde;es cognitivas na infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e AIDS. <i>Revista da Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Brasileira</i> <i>56</i>(2), 242-247. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0104-42302010000200027 " target="_blank">10.1590/S0104-42302010000200027 </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566995&pid=S1645-0086201900020001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Grupo T&eacute;cnico para Elabora&ccedil;&atilde;o de Propostas de Pol&iacute;ticas para Adolescentes de Baixa Escolaridade e Baixa Renda. (2002). <i>Adolesc&ecirc;ncia escolaridade, profissionaliza&ccedil;&atilde;o e renda</i>. Bras&iacute;lia: Esta&ccedil;&atilde;o das M&iacute;dias.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566997&pid=S1645-0086201900020001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Koekkoek, S., de Sonneville, L., Wolfs, T., Licht, R., &amp; Geelen, S. (2008). Neurocognitive function profile in HIV-infected school-age children. <i>European Journal Of Paediatric Neurology</i>, <i>12</i>(4), 290-297. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.ejpn.2007.09.002" target="_blank">10.1016/j.ejpn.2007.09.002</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=566999&pid=S1645-0086201900020001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Lee, B., Chhabra, M., &amp; Oberdorfer, P. (2011). Depression among Vertically HIV-Infected Adolescents in Northern Thailand. <i>Journal Of The International Association Of Physicians In AIDS Care</i>, <i>10</i>(2), 89-96. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1177/1545109710397892" target="_blank">10.1177/1545109710397892</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567001&pid=S1645-0086201900020001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Matilda, L., &amp; Marcopito, L. (2002). <i>Aumento do tempo de tempo de sobrevida das crian&ccedil;as com aids-Brasil.</i> Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567003&pid=S1645-0086201900020001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mialky, E., Vagnoni, J., &amp; Rutstein, R. (2001). School-Age Children with Perinatally Acquired HIV Infection: Medical and Psychosocial Issues in a Philadelphia Cohort. <i>AIDS Patient Care And Stds</i>, <i>15</i>(11), 575-579. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1089/108729101753287667" target="_blank">10.1089/108729101753287667</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567005&pid=S1645-0086201900020001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil. (2011). <i>Sistema educativo nacional de Brasil</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o do Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567007&pid=S1645-0086201900020001200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mitchell, C. (2006). HIV-1 encephalopathy among perinatally infected children: Neuropathogenesis and response to highly active antiretroviral therapy. <i>Mental Retardation And Developmental Disabilities Research Reviews</i>, <i>12</i>(3), 216-222. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1002/mrdd.20111" target="_blank">10.1002/mrdd.20111</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567009&pid=S1645-0086201900020001200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Nozyce, M. (2006). A Behavioral and Cognitive Profile of Clinically Stable HIV-Infected Children. <i>PEDIATRICS</i>, <i>117</i>(3), 763-770. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1542/peds.2005-0451" target="_blank">10.1542/peds.2005-0451</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567011&pid=S1645-0086201900020001200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Patel, K., Ming, X., Williams, P., Robertson, K., Oleske, J., &amp; Seage, G. (2009). Impact of HAART and CNS-penetrating antiretroviral regimens on HIV encephalopathy among perinatally infected children and adolescents. <i>AIDS</i>, <i>23</i>(14), 1893-1901. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1097/qad.0b013e32832dc041" target="_blank">10.1097/qad.0b013e32832dc041</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567013&pid=S1645-0086201900020001200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Rocha, C., Gouvea, A., Machado, D., Cunegundes, K., Beltr&atilde;o, S., Bononi, F., &amp; Succi, R. (2005). Manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas em crian&ccedil;as e adolescentes infectados e expostos ao HIV-1. <i>Arquivos de Neuropsiquiatria</i>, <i>63</i>(3b), 828-831. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X2005000500020" target="_blank">10.1590/S0004-282X2005000500020</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567015&pid=S1645-0086201900020001200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Roy, S., Geoffroy, G., Lapointe, N., &amp; Michaud, J. (1992). Neurological findings in HIV-infected children: a review of 49 cases. <i>Canadian Journal of Neurological Sciences</i>, <i>19</i>(4), 453-7. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1017/S0317167100041639 " target="_blank">10.1017/S0317167100041639 </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567017&pid=S1645-0086201900020001200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santos, U., &amp; Cavalini, S. (2011). <i>A influ&ecirc;ncia do tipo de escola nos resultados dos subtestes verbais do teste WISC</i>. Apresenta&ccedil;&atilde;o, Universidade Presbiteriana Mackenzie.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567019&pid=S1645-0086201900020001200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Satz, P., Morgenstern, H., Miller, E., Seines, O., Mcarthur, J., &amp; Cohen, B. et al. (1993). Low Education as a Possible Risk Factor for Cognitive Abnormalities in HIV-1. <i>JAIDS Journal Of Acquired Immune Deficiency Syndromes</i>, <i>6</i>(5), 503-511. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1097/00126334-199305000-00011" target="_blank">10.1097/00126334-199305000-00011</a>.</p>     <!-- ref --><p>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. (2017). <i>Boletim epidemiol&oacute;gico HIV/Aids 2017</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567022&pid=S1645-0086201900020001200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. (2009). <i>Recomenda&ccedil;&otilde;es para Terapia Antirretroviral em Crian&ccedil;as e Adolescentes Infectados pelo HIV: manual de bolso</i>. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567024&pid=S1645-0086201900020001200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Smith, R. (2006). Effects of Perinatal HIV Infection and Associated Risk Factors on Cognitive Development Among Young Children. <i>PEDIATRICS</i>, <i>117</i>(3), 851-862. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1542/peds.2005-0804" target="_blank">10.1542/peds.2005-0804</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567026&pid=S1645-0086201900020001200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Souza, E., Santos, N., Valentini, S., Silva, G., &amp; Falbo, A. (2010). Long-term Follow-up Outcomes of Perinatally HIV-infected Adolescents: infection Control but School Failure. <i>Journal Of Tropical Pediatrics</i>, <i>56</i>(6), 421-426. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1093/tropej/fmq008 " target="_blank">10.1093/tropej/fmq008 </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567028&pid=S1645-0086201900020001200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Tardieu, M., Le Chenadec, J., Persoz, A., Meyer, L., Blanche, S., &amp; Mayaux, M. (2000). HIV-1-related encephalopathy in infants compared with children and adults. <i>Neurology</i>, <i>54</i>(5), 1089-1095. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1212/wnl.54.5.1089" target="_blank">10.1212/wnl.54.5.1089</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567030&pid=S1645-0086201900020001200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Teixeira, M., Bardagi, M., &amp; Gomes, W. (2004). Refinamento de um instrumento para avaliar responsividade e exig&ecirc;ncia parental percebidas na adolesc&ecirc;ncia. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o Psicol&oacute;gica</i>, <i>3</i>(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567032&pid=S1645-0086201900020001200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>UNAIDS. (2016). <i>Global AIDS Update</i>. Geneva: UNAIDS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567034&pid=S1645-0086201900020001200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Willen, E. (2006). Neurocognitive outcomes in pediatric HIV. <i>Mental Retardation And Developmental Disabilities Research Reviews</i>, <i>12</i>(3), 223-228. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1002/mrdd.20112 " target="_blank">10.1002/mrdd.20112 </a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567036&pid=S1645-0086201900020001200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Wolters, P., &amp; Brouwers, P. (1998). Evaluation of neurodevelopmental deficits in children with HIV infection. In H. Gendelman, S. Lipton, L. Epstein &amp; S. Swindells, <i>The Neurolgy of AIDS</i> (1st ed., pp. 289-310). New York: Chapman &amp; Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567038&pid=S1645-0086201900020001200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido em 09 de Fevereiro de 2018/ Aceite em 30 de Maio de 2019</p>      ]]></body><back>
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