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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepção de estresse fisiológico em professores da rede pública de educação municipal]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The teaching can be a stressful profession since professionals are exposed daily to situations that contribute to physical and mental imbalance. The objective of this research was to identify the stressors factors and the manifestation of physiological stress in effective teachers in activity in the education municipal. A total of 149 effective teachers from the Municipal Education Network of the municipality of Lages, Santa Catarina, participated in the study. Data collection was accomplished out through the application of a questionnaire adapted from the Stress Scale in the Work Environment and Stress Symptoms for Adults. The data were categorized according to the Likert scale of two points and classified in three categories (low, moderate, high) that represented the level of stress in teachers studied. The most teachers (87.2%) are stressed and have a low level of stress (50.8%). However, them present significant association with most of the physiological symptoms in all phases of the four-phase stress model. Therefore, it is necessary to alert teachers about the problems caused by stress to preserve their health and to avoid absenteeism or presentism.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Percep&ccedil;&atilde;o de estresse fisiol&oacute;gico em professores da rede p&uacute;blica de educa&ccedil;&atilde;o municipal</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Physiological stress perception in teachers of public network of municipal education</b></font></p>     <p><b>Jos&eacute; Bossle da Concei&ccedil;&atilde;o<sup>1</sup>, Natalia Veronez da Cunha Bellinati<sup>1</sup>, &amp; Lenita Agostinetto<sup>1</sup></b></p>     <p><b><sup>1</sup></b>Universidade do Planalto Catarinense - UNIPLAC, Lages, SC, Brasil, <a href="mailto:josebossle@yahoo.com.br">josebossle@yahoo.com.br</a>, <a href="mailto:nat_cunha@hotmail.com">nat_cunha@hotmail.com</a>, <a href="mailto:prof.leagostinetto@uniplaclages.edu.br">prof.leagostinetto@uniplaclages.edu.br</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A doc&ecirc;ncia pode ser uma profiss&atilde;o estressante uma vez que os profissionais s&atilde;o expostos diariamente a situa&ccedil;&otilde;es que contribuem para o desequil&iacute;brio f&iacute;sico e mental. O objetivo desta pesquisa foi identificar os fatores estressores e a manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse fisiol&oacute;gico em docentes efetivos em atividade na rede municipal. Participaram da pesquisa 149 professores efetivos da Rede Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do municipio de Lages, Santa Catarina. A coleta de dados foi realizada por interm&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio adaptado de Escala de Estresse no Ambiente de Trabalho e de Sintomas de Stress para Adultos. Os dados obtidos foram categorizados segundo a escala Likert de dois pontos e classificados em tr&ecirc;s categorias (baixo, moderado, alto) que representaram o n&iacute;vel de estresse nos docentes pesquisados. A maioria dos professores (87,2%) percebe-se estressados e apresentam baixo n&iacute;vel de estresse (50,8%), no entanto, apresentam associa&ccedil;&atilde;o significativa com a maioria dos sintomas fisiol&oacute;gicos de todas as fases do modelo quadrif&aacute;sico de estresse. Portanto, &eacute; necess&aacute;rio alertar os professores sobre os problemas causados pelo estresse para preservar a sua sa&uacute;de e evitar o absente&iacute;smo ou o presente&iacute;smo. </p>     <p><b>Palavras-chaves:</b> docente, ensino, escola, estresse</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The teaching can be a stressful profession since professionals are exposed daily to situations that contribute to physical and mental imbalance. The objective of this research was to identify the stressors factors and the manifestation of physiological stress in effective teachers in activity in the education municipal. A total of 149 effective teachers from the Municipal Education Network of the municipality of Lages, Santa Catarina, participated in the study. Data collection was accomplished out through the application of a questionnaire adapted from the Stress Scale in the Work Environment and Stress Symptoms for Adults. The data were categorized according to the Likert scale of two points and classified in three categories (low, moderate, high) that represented the level of stress in teachers studied. The most teachers (87.2%) are stressed and have a low level of stress (50.8%). However, them present significant association with most of the physiological symptoms in all phases of the four-phase stress model. Therefore, it is necessary to alert teachers about the problems caused by stress to preserve their health and to avoid absenteeism or presentism.</p>     <p><b>Keywords:</b> teacher, teaching, school, stress</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O estresse ocupacional &eacute; um problema em qualquer &aacute;rea profissional devido &agrave; din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es de trabalho que denotam agilidade nas resolu&ccedil;&otilde;es de problemas e velocidade para executar tarefas inerentes ao trabalho. Com isso, in&uacute;meras situa&ccedil;&otilde;es de trabalho podem ser consideradas como fatores geradores de estresse e expor ao risco a sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos profissionais (Da Silva &amp; Silva, 2015). </p>     <p>H&aacute;, no entanto, profiss&otilde;es que s&atilde;o mais propensas a gerar situa&ccedil;&otilde;es estressantes. A doc&ecirc;ncia &eacute; uma delas, j&aacute; que o profissional est&aacute; exposto a in&uacute;meros agentes estressores ao longo de um per&iacute;odo de trabalho podendo provocar altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas dos diversos sistemas envolvidos na manuten&ccedil;&atilde;o da homeostase (Goulart Junior &amp; Lipp, 2008). Isso faz com que o eixo hipotal&acirc;mico-hipofisario-adrenal aumente a intensidade das respostas fisiol&oacute;gicas aos diversos sistemas integrados na manuten&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio org&acirc;nico, o que resulta no surgimento de diversas doen&ccedil;as, como hipertens&atilde;o arterial, gastrite, infarto, entre outros (Radley et al., 2011). </p>     <p>No ambiente escolar, esses agentes estressores podem decorrer de v&aacute;rios fatores, tais como, problemas de relacionamentos com gestores, colegas de trabalho alunos, pais ou respons&aacute;veis (Do Valle, Reim&atilde;o, &amp; Malvezzi, 2011). Al&eacute;m disso, continuam os autores, turmas com excesso de alunos, locais inadequados para refei&ccedil;&otilde;es, carga hor&aacute;ria excessiva, falta de autonomia na execu&ccedil;&atilde;o de seu trabalho, pouca perspectiva de crescimento profissional e longas horas de trabalho, podem ser tamb&eacute;m fatores que contribuem para o surgimento de estresse ocupacional nos docentes.</p>     <p>Assim, os agentes estressores podem provocar no profissional manifesta&ccedil;&otilde;es agudas de estresse que podem afet&aacute;-lo de forma r&aacute;pida e intensa ou passageira sem provocar preju&iacute;zos &agrave; sa&uacute;de, e tamb&eacute;m podem manifestar-se de forma cr&ocirc;nica atuando por um per&iacute;odo de tr&ecirc;s ou mais semanas exercendo efeitos negativos na sa&uacute;de psicol&oacute;gica e f&iacute;sica do trabalhador (Radley et al., 2011). </p>     <p>Selye (1951), pioneiro no estudo do estresse, prop&ocirc;s que o mesmo se desenvolve em tr&ecirc;s fases (modelo trif&aacute;sico): alerta, resist&ecirc;ncia e exaust&atilde;o. Por&eacute;m, Lipp (2000) descreve uma quarta fase, denominada de quase exaust&atilde;o, sendo uma continuidade da fase de resist&ecirc;ncia (modelo quadrif&aacute;sico).</p>     <p>A fase de alerta corresponde &agrave; resposta aguda do organismo ao agente estressor visando eliminar seus efeitos. Caso o agente estressor seja eliminado o organismo recupera sua homeostase sem ocorrer maiores transtornos. Se o agente estressor continuar atuando sobre o organismo, as respostas agudas da fase de alerta tornam-se permanentes, evoluindo para a fase de resist&ecirc;ncia, onde a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos sistemas fisiol&oacute;gicos aumenta pelo estimulo do eixo hipotal&acirc;mico-hipofisario-adrenal visando eliminar os efeitos negativos e recuperar a homeostase. A fase de quase exaust&atilde;o &eacute; um per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o entre as fases de resist&ecirc;ncia e exaust&atilde;o, per&iacute;odo em que a pessoa n&atilde;o esteja mais sendo capaz de resistir, por&eacute;m n&atilde;o atingiu a exaust&atilde;o completa. Se o agente estressor permanecer atuando sobre o organismo inicia se a fase de exaust&atilde;o na qual o eixo hipotal&acirc;mico-hipofisario-adrenal se exaure (Lipp, 2000; Radley et al., 2011). </p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o aos agentes estressores, mesmo que os seus est&iacute;mulos sejam menos intensos, causam ao longo do tempo a satura&ccedil;&atilde;o e o enfraquecimento das respostas &agrave;s demandas fisiol&oacute;gicas impostas ao organismo, tornando-o incapaz de manter suas fun&ccedil;&otilde;es (Radley et al., 2011). Assim, apesar do estresse n&atilde;o ser uma doen&ccedil;a, sua a&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua no organismo causa altera&ccedil;&otilde;es psicol&oacute;gicas e org&acirc;nicas, possibilitando o surgimento delas (Pereira &amp; Zille, 2010).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Neste sentido, compreender a amplitude dos efeitos nocivos &agrave; sa&uacute;de dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o, quando expostos aos agentes estressores decorrente do seu ambiente de trabalho, foi o que incentivou a realiza&ccedil;&atilde;o da referida pesquisa, tendo como objetivos: 1) Investigar a manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse ocupacional percebida pelos docentes da rede municipal de educa&ccedil;&atilde;o; 2) Identificar os agentes estressores no ambiente de trabalho destes profissionais e 3) Identificar os sintomas fisiol&oacute;gicos nas diferentes fases de estresse. </p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     <p><i>Tipo de estudo</i></p>     <p>Esta foi uma pesquisa de abordagem quantitativa explorat&oacute;ria descritiva transversal, aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) sob parecer de aprova&ccedil;&atilde;o n&uacute;mero 1.443.603. </p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>Participaram da pesquisa 149 docentes efetivos de Escolas Municipais de Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (EMEBs), localizadas no per&iacute;metro urbano do munic&iacute;pio de Lages, Santa Catarina.</p>     <p><i>Material </i></p>     <p>A coleta de dados foi realizada por interm&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio adaptado de Escala de Estresse no Ambiente de Trabalho (Paschoal &amp; Tamayo, 2004) e de Sintomas de Stress para Adultos (Lipp, 2000).</p>     <p>O question&aacute;rio adaptado foi dividido em quatro dimens&otilde;es: a primeira dimens&atilde;o referiu-se &agrave;s quest&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas sendo constitu&iacute;da por 11 quest&otilde;es; a segunda dimens&atilde;o continha 16 quest&otilde;es referente &agrave; percep&ccedil;&atilde;o do docente no contexto ocupacional em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de suas atividades com o estresse; a terceira parte abordou sobre fontes geradoras de estresse no ambiente de trabalho contendo uma quest&atilde;o com 14 op&ccedil;&otilde;es de resposta; e a quarta dimens&atilde;o buscou investigar os poss&iacute;veis sintomas f&iacute;sicos da manifesta&ccedil;&atilde;o do estresse nos docentes sendo composta por duas quest&otilde;es, uma subdividida em dez e outra em 21 itens. Esta dimens&atilde;o foi desenvolvida a partir das quatro fases do modelo quadrif&aacute;sico de estresse de Lipp (2000). </p>     <p>Cada um dos itens, a partir da parte dois do question&aacute;rio, foi composto por uma escala dicot&ocirc;mica de dois pontos: 1 (N&atilde;o) e 2 (Sim). Para identificar os n&iacute;veis de estresse percebidos pelos docentes, foi realizada a categoriza&ccedil;&atilde;o dos dados levando em conta o c&aacute;lculo da soma das respostas dos indiv&iacute;duos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escala Likert utilizada no instrumento. De posse das somas, elas foram padronizadas numa escala de 0 a 100% conforme a equa&ccedil;&atilde;o a seguir: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>x = 100*(SOMA - M&Iacute;NIMO/M&Aacute;XIMO - M&Iacute;NIMO)</p>     <p>Legenda: Soma = Somat&oacute;rio das respostas v&aacute;lidas; M&iacute;nimo = menor soma poss&iacute;vel das respostas v&aacute;lidas; M&aacute;ximo = maior soma poss&iacute;vel das respostas v&aacute;lidas </p>     <p>Ap&oacute;s a padroniza&ccedil;&atilde;o dos escores, os resultados foram classificados em tr&ecirc;s categorias distintas que representam a percep&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de estresse nos docentes pesquisados: baixo (1 a 33,33%), moderado (33,34% a 66,66%) e alto (66,67% a 100%). </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Em local e hor&aacute;rio previamente agendado nas EMEBs, o question&aacute;rio foi distribu&iacute;do aos participantes pelos pesquisadores. Ap&oacute;s transmitir as instru&ccedil;&otilde;es de preenchimento e devolu&ccedil;&atilde;o do instrumento os pesquisadores retiraram-se do local, de modo a n&atilde;o causar situa&ccedil;&atilde;o de constrangimento e/ou desconforto ao docente pesquisado, retornando posteriormente para apanhar os question&aacute;rios j&aacute; respondidos. </p>     <p><i>An&aacute;lise estat&iacute;stica</i></p>     <p>Inicialmente, foi realizado uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis sociodemograficas e da percep&ccedil;&atilde;o dos docentes frente &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o do estresse. A partir da percep&ccedil;&atilde;o positiva da manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse pelos docentes, foi feito uma associa&ccedil;&atilde;o com os fatores geradores de estresse e sintomas fisiol&oacute;gicos atrav&eacute;s do teste do qui-quadrado, com signific&acirc;ncia de 5%. Os dados obtidos foram analisados pelo software <i>Statistical Package for the Social</i> (SPSS), vers&atilde;o 22. </p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Conforme as informa&ccedil;&otilde;es obtidas pelo instrumento de pesquisa, a maioria (70%) dos profissionais efetivos da rede municipal de educa&ccedil;&atilde;o de Lages corresponde ao sexo feminino e apenas 30% ao masculino, cuja idade entre ambos os sexos variou entre 20 a 60 anos. A maioria (74,5%) dos docentes pesquisados possui carga hor&aacute;ria de trabalho de 40 horas semanais com dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva &agrave; educa&ccedil;&atilde;o municipal.</p>     <p>As disciplinas ministradas no ensino fundamental I, que corresponde at&eacute; o 5&ordm; ano das s&eacute;ries iniciais, s&atilde;o responsabilidade do professor regente da turma que ministra as disciplinas de portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica, geografia, hist&oacute;ria e ci&ecirc;ncias. Em algumas escolas da rede h&aacute; tamb&eacute;m um professor de artes, ingl&ecirc;s e educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No ensino fundamental II, que corresponde do 6&ordm; ao 9&ordm; ano, as disciplinas lecionadas s&atilde;o espec&iacute;ficas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o do professor e correspondem a portugu&ecirc;s, matem&aacute;tica, geografia, hist&oacute;ria, ci&ecirc;ncias, artes, ingl&ecirc;s e educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. </p>     <p>A carga hor&aacute;ria do docente, tipo de atua&ccedil;&atilde;o e disciplina ministrada na EMEB, n&atilde;o apresentaram nenhuma associa&ccedil;&atilde;o significativa com a manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse. Dos 149 docentes pesquisados, 130 (87,2%) apresentaram manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse e 19 (12,8%) n&atilde;o apresentaram nenhuma evid&ecirc;ncia de manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse.</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores geradores de estresse no ambiente de trabalho foram avaliados 14 itens (turmas com excesso de alunos; excesso de ru&iacute;dos internos; excesso de ru&iacute;dos externos; turmas extras; atitudes grosseiras e mal educadas de alunos; agressividade de alunos; brigas entre alunos; atendimento a pais ou respons&aacute;veis; chamados da dire&ccedil;&atilde;o escolar; condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas inadequadas do ambiente escolar; carga hor&aacute;ria excessiva; curto tempo de intervalo; remunera&ccedil;&atilde;o inadequada e falta de material did&aacute;tico) que podem afetar o estado emocional do docente, possibilitando a ocorr&ecirc;ncia de estresse. Destes, apenas cinco apresentaram associa&ccedil;&atilde;o significativa com a manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse (<a href="#q1">Quadro 1</a>). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a14q1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Dos docentes pesquisados, os que manifestaram estresse foram classificados em tr&ecirc;s n&iacute;veis (baixo, moderado e alto), conforme apresentado no <a href="#f1">figura 1</a>. A maioria dos docentes foi classificada com baixo n&iacute;vel de estresse (50,8%). </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a14f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os n&iacute;veis de estresse apresentados pelos docentes foram associados com os sintomas fisiol&oacute;gicos baseados no modelo quadrif&aacute;sico de estresse de Lipp (2000), conforme <a href="#q2">quadro 2</a>. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a14q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Observa-se que apenas os docentes classificados com baixo n&iacute;vel de estresse apresentaram associa&ccedil;&atilde;o significativa com a maioria dos sintomas fisiol&oacute;gicos de todas as fases do modelo quadrif&aacute;sico de estresse. </p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>Dos 149 docentes pesquisados, 130 (87,2%) apresentaram manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse e 19 (12,8%) n&atilde;o apresentaram nenhuma evid&ecirc;ncia de manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse. </p>     <p>O problema de estresse ocupacional em docentes &eacute; um constante nas modalidades de ensino (Baptista et al., 2012; Do Vale et al., 2011; Goulart, Junior, &amp; Lipp, 2008; Val&eacute;rio et al., 2012). A alta incid&ecirc;ncia do estresse em professores indica a presen&ccedil;a de um n&iacute;vel significativo e acentuado de tens&atilde;o, o que pode dar oportunidades &agrave; ocorr&ecirc;ncia de doen&ccedil;as, devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o do seu sistema imunol&oacute;gico e suas consequ&ecirc;ncias (Goulart Junior, &amp; Lipp, 2008).</p>     <p>Fatores estressores podem afetar o estado emocional do docente, possibilitando a ocorr&ecirc;ncia de estresse. A exposi&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria dos docentes a estes agentes estressores pode levar a debilidade org&acirc;nica, devido &agrave; resist&ecirc;ncia cont&iacute;nua do organismo para vencer seus efeitos nocivos, e conduzir a exaust&atilde;o e ao surgimento de doen&ccedil;as relacionadas ao estresse conforme apontado pelo modelo quadrif&aacute;sico de estresse (Kuprianov &amp; Zhdanov, 2014; Radley et al., 2011; Souza &amp; Leite, 2011).</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o ao fator estressor excesso de ru&iacute;do de forma cont&iacute;nua na sala de aula, seu efeito no organismo do docente conduz ao longo do per&iacute;odo de trabalho a exaust&atilde;o mental e irritabilidade, afetando n&atilde;o apenas seu relacionamento com alunos e colegas, mas principalmente seu pr&oacute;prio organismo devido &agrave; sobrecarga fisiol&oacute;gica provocada pelo eixo hipotal&acirc;mico hipofisario adrenal para recuperar a homeostase (Kindger et al., 2015). A recupera&ccedil;&atilde;o da homeostase, neste caso, refere-se &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o do o equil&iacute;brio das fun&ccedil;&otilde;es do organismo diante de situa&ccedil;&otilde;es externas ou internas que &eacute; conseguida atrav&eacute;s da retroalimenta&ccedil;&atilde;o negativa. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Outro fator, considerado como estressor foi assumir turmas extras devido &agrave;s faltas de colegas ao trabalho, pois sobrecarrega o docente. Este &eacute;, portanto, um aspecto que precisa ser compreendido em cada Institui&ccedil;&atilde;o como agente causador de estresse pela sua conting&ecirc;ncia dentro da organiza&ccedil;&atilde;o educacional. Esse aspecto &eacute; pouco tratado nos trabalhos de pesquisa, que tem seu foco direcionado para o absente&iacute;smo do professor, decorrente de doen&ccedil;as. </p>     <p>Faltam maiores contribui&ccedil;&otilde;es sobre os efeitos do absente&iacute;smo no cotidiano escolar mais propriamente sobre os efeitos na qualidade do processo de ensino e aprendizagem que decaem vertiginosamente, contudo, n&atilde;o faz men&ccedil;&atilde;o a sobrecarga gerada nos docentes presentes no trabalho escolar, al&eacute;m de sobrecarregar os docentes que est&atilde;o na escola (Lorencetti, 2014). Por outro lado, Baptista, El-hani, e Carvalho (2012) apontam sobre a rela&ccedil;&atilde;o do estresse com a sobrecarga de trabalho, mas n&atilde;o relatam a quest&atilde;o referente ao aumento de trabalho nos docentes presentes.</p>     <p>Outro fator estressor determinado por esta pesquisa foi o atendimento ao chamado da dire&ccedil;&atilde;o escolar, visto que essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; na maioria das vezes para dar advert&ecirc;ncia ao docente sobre suas a&ccedil;&otilde;es e atitudes no decorrer do trabalho e/ou ainda para tratar de reclama&ccedil;&otilde;es de pais ou respons&aacute;veis sobre alguma quest&atilde;o referente a notas, cr&iacute;ticas de aula, entre outros. Muitas vezes, estas reclama&ccedil;&otilde;es est&atilde;o relacionadas a pr&oacute;pria indisciplina dos alunos, mas que n&atilde;o &eacute; assim percebido pelos pais ou pelo pr&oacute;prio gestor da Institui&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>Essa condi&ccedil;&atilde;o aponta para a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do docente, contribuindo para o desenvolvimento de problemas de sa&uacute;de org&acirc;nicos e psicol&oacute;gicos (Dias, 2011). Segundo Mendes (2015) ao considerar o docente respons&aacute;vel pelo fracasso do processo pedag&oacute;gico, provoca-se neste indiv&iacute;duo a desmotiva&ccedil;&atilde;o e desinteresse, al&eacute;m de sobrecarreg&aacute;-lo emocionalmente. Esses fatores contribuem para aumento dos n&iacute;veis de estresse que afetam a homeostase conduzindo ao surgimento de doen&ccedil;as.</p>     <p>O pouco tempo dispon&iacute;vel para o docente realizar suas refei&ccedil;&otilde;es e o pouco tempo para intervalo tamb&eacute;m foram relatados como agentes causadores de estresse pelos docentes pesquisados. A falta de tempo para uma alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel e descanso, pode conduzir ao surgimento de diversos problemas do sistema digestivo, que associados a outros fatores de origem emocional como irrita&ccedil;&atilde;o e ansiedade podem resultar em azia constante, excesso de acidez estomacal e &uacute;lcera g&aacute;strica (Radley et al., 2011). </p>     <p>Na presente pesquisa, a maioria dos docentes apresentaram baixo n&iacute;vel de estresse. Em estudo semelhante sobre o n&iacute;vel de estresse em docentes do ensino fundamental em escolas do Canind&eacute;, no Cear&aacute;, Carneiro (2014) determinou fatores estressores no ambiente de trabalho de docentes, que foram respons&aacute;veis pela manifesta&ccedil;&atilde;o do estresse em diferentes n&iacute;veis, corroborando com os resultados obtidos pela presente pesquisa, que o problema de estresse ocupacional acomete docentes de diversas regi&otilde;es. </p>     <p>Observou-se que apenas os docentes classificados com baixo n&iacute;vel de estresse apresentaram associa&ccedil;&atilde;o significativa com a maioria dos sintomas fisiol&oacute;gicos de todas as fases do modelo quadrif&aacute;sico de estresse. </p>     <p>Segundo o modelo de Selye (1951) os sintomas boca seca, sudorese, taquicardia eleva&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da press&atilde;o arterial, suor nas m&atilde;os e m&atilde;os frias s&atilde;o encontrados na fase de alerta que se caracteriza pela quebra da homeostase decorrente da resposta de a&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida do organismo ao estresse (Lipp, 2000). Assim observa-se que os docentes que manifestaram baixo n&iacute;vel de estresse nesta pesquisa j&aacute; se encontram na fase de alerta. </p>     <p>Nessa etapa ocorrem altera&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas como meio de resposta ao agente estressor. H&aacute; mobiliza&ccedil;&atilde;o do organismo com elevada produ&ccedil;&atilde;o e libera&ccedil;&atilde;o de subst&acirc;ncias hormonais como adrenalina e noradrenalina, intensificando a a&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso simp&aacute;tico e diminuindo a a&ccedil;&atilde;o do sistema nervoso parassimp&aacute;tico (Radley et al., 2011). Essa altera&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria da homeostase &eacute; uma resposta para eliminar a a&ccedil;&atilde;o do agente estressor sobre o organismo.</p>     <p>As altera&ccedil;&otilde;es neurais e hormonais decorrentes das a&ccedil;&otilde;es do eixo hipotal&acirc;mico hipofisario adrenal aumentam a frequ&ecirc;ncia card&iacute;aca e a press&atilde;o arterial para manter os n&iacute;veis de oxig&ecirc;nio e nutrientes &agrave;s c&eacute;lulas; ocorre tamb&eacute;m contra&ccedil;&atilde;o do ba&ccedil;o para manter maior quantidade de gl&oacute;bulos vermelhos dispon&iacute;veis na corrente sangu&iacute;nea; h&aacute; aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de glicose dispon&iacute;vel na corrente sangu&iacute;nea para melhorar a redistribui&ccedil;&atilde;o sangu&iacute;nea; e aumento da frequ&ecirc;ncia respirat&oacute;ria e a consequente dilata&ccedil;&atilde;o dos br&ocirc;nquios (De Sousa, Silva, &amp; Galv&atilde;o-Coelho, 2015). Ainda na fase de alerta, pode ocorrer aumento da motiva&ccedil;&atilde;o e da disposi&ccedil;&atilde;o para realizar atividades (De Sousa et al., 2015; Radley et al., 2011). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nas fases de resist&ecirc;ncia e quase exaust&atilde;o as rea&ccedil;&otilde;es tendem a ser opostas &agrave;s da fase anterior e caracterizam-se pela perman&ecirc;ncia do agente estressor no organismo exigindo a adapta&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo para alcan&ccedil;ar a homeostase (Lipp, 2000). A a&ccedil;&atilde;o subaguda dos agentes estressores contribui para manter uma sobrecarga pequena, por&eacute;m, cont&iacute;nua no organismo que ao longo do tempo pode manifestar dist&uacute;rbios na sa&uacute;de do profissional (Kupryanov &amp; Zhdanov, 2014; Pereira &amp; Zille, 2010). Assim o organismo passar&aacute; de uma fase de resist&ecirc;ncia para fase de exaust&atilde;o ocorrendo dist&uacute;rbios org&acirc;nicos a curto, m&eacute;dio ou longo prazo, que posteriormente, poder&atilde;o desencadear doen&ccedil;as decorrentes do estresse, como infarto, gastrite, doen&ccedil;as de pele entre outras (Farias &amp; Nascimento; Mendes, 2015; Santini &amp; Molina Neto, 2005).</p>     <p>O cortisol, horm&ocirc;nio esteroide sintetizado e liberado pelo c&oacute;rtex da gl&acirc;ndula suprarrenal m&eacute;dia ativado pelo eixo hipotal&acirc;mico-hipofisario-adrenal, estimula ao m&aacute;ximo as fun&ccedil;&otilde;es org&acirc;nicas para manter o indiv&iacute;duo na sua m&aacute;xima capacidade f&iacute;sica e cognitiva, visando neutralizar o agente estressor (de Sousa et al., 2015). Essa condi&ccedil;&atilde;o leva o indiv&iacute;duo a manifestar sensa&ccedil;&atilde;o de cansa&ccedil;o, irritabilidade, ins&ocirc;nia e altera&ccedil;&otilde;es no humor (Lipp, 2000). Na presente pesquisa, estes sintomas tamb&eacute;m mostraram associa&ccedil;&atilde;o significativa apenas em professores com baixo n&iacute;vel de estresse. </p>     <p>A exposi&ccedil;&atilde;o aos agentes estressores &eacute; a causa da manifesta&ccedil;&atilde;o dos dist&uacute;rbios apresentados (de Sousa et al., 2015). Os docentes que apresentaram n&iacute;veis moderado e alto de estresse, apesar de expostos a esses agentes, n&atilde;o apresentaram associa&ccedil;&atilde;o do estresse com nenhum sintoma, em nenhuma das fases. A falta de conhecimento dos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o sobre o estresse pode provocar o confundimento entre os sintomas apresentados com uma simples fadiga, decorrente das atividades realizadas no decorrer do dia de trabalho. Assim, o fato do docente ignorar os efeitos dos agentes estressores sobre sua sa&uacute;de faz com que ignore tamb&eacute;m os sintomas referentes &agrave;s fases de alerta e resist&ecirc;ncia, dando continuidade ao seu trabalho normalmente. </p>     <p>Por&eacute;m, a a&ccedil;&atilde;o do agente estressor se mant&eacute;m sobre o seu organismo, e, posteriormente, evoluir&aacute; para a fase de exaust&atilde;o, com dificuldade de auto-organiza&ccedil;&atilde;o e in&iacute;cio de desenvolvimento de doen&ccedil;as do sistema imunol&oacute;gico, circulat&oacute;rio e digest&oacute;rio, tais como, press&atilde;o arterial elevada de forma permanente, &uacute;lceras, infarto, acidente vascular cerebral, ins&ocirc;nia, azia e dores estomacais, aftas, tonturas, diarreias (De Sousa et al., 2015; Pereira &amp; Zille, 2010; Radley et al., 2011). </p>     <p>Infec&ccedil;&otilde;es intestinais constantes, altera&ccedil;&atilde;o do ciclo menstrual, angina, infarto e &uacute;lceras, outros sintomas da fase de exaust&atilde;o, tamb&eacute;m foram percebidos pelos docentes com baixo n&iacute;vel de estresse. Isto aponta evid&ecirc;ncias da manifesta&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica de estresse nos docentes conforme o modelo quatrif&aacute;sico de estresse mesmo em indiv&iacute;duos com baixo n&iacute;vel de estresse. </p>     <p>Corroborando com os resultados desta pesquisa e com o modelo quadrif&aacute;sico de estresse, Val&eacute;rio, Amorim, e Moser, (2009) tamb&eacute;m determinaram que professores com manifesta&ccedil;&atilde;o de estresse, apresentaram, na fase de exaust&atilde;o, o surgimento de doen&ccedil;as como enfraquecimento do sistema imunol&oacute;gico decorrente do aumento da secre&ccedil;&atilde;o de cortisol, aumento de infec&ccedil;&otilde;es e problemas gastrointestinais. Do mesmo modo, Baptista et al., (2009) tamb&eacute;m determinaram que professores estressados manifestaram sintomas como hipertens&atilde;o arterial, dores de cabe&ccedil;a di&aacute;rias, nervosismo, irrita&ccedil;&atilde;o e doen&ccedil;as card&iacute;acas. </p>     <p>Portanto, a exposi&ccedil;&atilde;o ao agente estressor, apontados no presente estudo s&atilde;o capazes de desencadear s&eacute;rios problemas de sa&uacute;de nos docentes, mesmo com baixo n&iacute;vel de estresse, possibilitando o aparecimento de doen&ccedil;as que levam ao baixo desempenho da atividade profissional ou at&eacute; mesmo o abandono do trabalho. </p>     <p>H&aacute; ocorr&ecirc;ncia de estresse ocupacional no ambiente de trabalho dos docentes da rede p&uacute;blica de Educa&ccedil;&atilde;o municipal de Lages, SC. A manifesta&ccedil;&atilde;o do estresse se apresenta em n&iacute;veis ainda baixos na maioria dos profissionais, no entanto j&aacute; com manifesta&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas caracter&iacute;sticas de todas as fases do modelo quadrif&aacute;sico de estresse. </p>     <p>O desconhecimento pelos profissionais de educa&ccedil;&atilde;o sobre o estresse pode faz&ecirc;-los entender que os sintomas apresentados se constituem em uma simples fadiga decorrente das atividades realizadas no decorrer do dia de trabalho, ignorando os efeitos dos agentes estressores sobre sua sa&uacute;de. </p>     <p>Assim, por interm&eacute;dio da divulga&ccedil;&atilde;o deste estudo, os professores poder&atilde;o ser alertados sobre o estresse e suas vari&aacute;veis ambientais dentro do contexto das escolas municipais, a fim de preservar sua sa&uacute;de e evitar o absente&iacute;smo e/ou o presente&iacute;smo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</B></p>     <!-- ref --><p>Baptista, G. C. S., El-Hani, C., &amp; Carvalho, G. S. De. (2012). Desenvolvimento profissional de professores de ci&ecirc;ncias: um estudo de caso com professores da Bahia. In: ATAS do VIII ENPEC (Encontro Nacional de Pesquisa em Educa&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias) / I CIEC (Congresso Iberoamericano de Investigaci&oacute;n en Ense&ntilde;anza de las Ci&eacute;ncias). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Brasil. 1-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567370&pid=S1645-0086201900020001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Carneiro, S. N. V. (2014). O n&iacute;vel de estresse do professor do n&iacute;vel fundamental em escolas de Canind&eacute;- Ceara.<b> </b><i>Revista Olhares e Trilhas educa&ccedil;&atilde;o e Ensino,</i> <i>16</i>(1), 69-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567372&pid=S1645-0086201900020001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Da Silva, D. De. P., &amp; Silva, M. De N. R. M. (2015). O trabalhador com estresse e interven&ccedil;&otilde;es para o cuidado em sa&uacute;de. <i>Revista Trabalho Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de</i>,<b> </b><i>13</i>(1), 201-214. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/1981-7746-sip00032" target="_blank">10.1590/1981-7746-sip00032</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567374&pid=S1645-0086201900020001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>De Sousa, M. B. C., Silva, H. P. A., &amp; Galv&atilde;o-Coelho, N. L. (2015). Resposta ao estresse: Homeostase e teoria da alostase.<b> </b><i>Revista Estudo da Psicologia, 20</i>(1), 2-11. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5935/1678-4669.20150002" target="_blank">10.5935/1678-4669.20150002</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567376&pid=S1645-0086201900020001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Dias, S. De F. (2011). Constru&ccedil;&atilde;o da identidade docente: Intermedia&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o e das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho do professor. <i>Revista educa&ccedil;&atilde;o, 6</i>(1), 142-147. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1590/S0080-623420150000800020" target="_blank"> 10.1590/S0080-623420150000800020</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567378&pid=S1645-0086201900020001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Do Valle, L. E. R., Reim&atilde;o, R., &amp; Malvezzi, S. (2011). Reflex&otilde;es sobre psicopedagogia, estresse e dist&uacute;rbio do sono do professor. <i>Revista Pedagogia, 28</i>(87), 237-245.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567380&pid=S1645-0086201900020001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Farias, G. O., &amp; Nascimento, J. V. (2012). Fatores intervenientes na carreira de professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. <i>Revista Pensar a Pr&aacute;tica, 15</i>(2), 276-550. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.5216/rpp.v15i2.11142" target="_blank">10.5216/rpp.v15i2.11142</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567382&pid=S1645-0086201900020001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goulart <em>Junior</em>, E., &amp; Lipp, M. E. N. (2008). <em>Estresse</em> entre professoras do ensino fundamental de escolas p&uacute;blicas estaduais. <i>Psicologia em estudo</i>, <i>13</i>(4), 847-857. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1590/S1413-73722008000400023" target="_blank"> 10.1590/S1413-73722008000400023</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567384&pid=S1645-0086201900020001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Kidger, J., Brockman, R., Tilling, K. M., Campbell, R., Ford, T., Araya, R., … Gunnel, D. (2015). Teachers&rsquo; wellbeing and depressive symptoms, and associated risk factors: A large cross sectional study in English secondary schools.<i> Journal of Affective Disorders, 192</i>(1), 76-82. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1016/j.jad.2015.11.054" target="_blank"> 10.1016/j.jad.2015.11.054</a>.</p>     <!-- ref --><p>Kuprianov, R., &amp; Zhdanov, R. (2014). The Eustress Concept: Problems and Outlooks. <i>World Journal of Medical Sciences,</i><b> </b><i>11</i>(2), 179-185. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.5829/idosi.wjms.2014.11.2.8433" target="_blank"> 10.5829/idosi.wjms.2014.11.2.8433</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567387&pid=S1645-0086201900020001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lipp, M. E. N. (2000). Manual do Invent&aacute;rio de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL). S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567389&pid=S1645-0086201900020001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Lorencetti, G. Do C. (2014). A baixa remunera&ccedil;&atilde;o dos professores algumas repercuss&otilde;es no cotidiano da sala de aula. <i>Revista Educa&ccedil;&atilde;o P&uacute;blica,</i><b> </b><i>23</i>(52), 13-32. DOI: <a href="http://periodicoscientificos.ufmt.br/ojs/index.php/educacaopublica/article/viewFile/1422/pdf" target="_blank">10.29286/rep.v23i52.1422</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567391&pid=S1645-0086201900020001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Mendes, M. L. M. (2015). A precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente e seus Efeitos na sa&uacute;de dos professores da rede Municipal de ensino do Recife. Quest&otilde;es controversas do mundo contempor&acirc;neo. <i>Revista HUM@NAE,</i> <i>9</i>(1).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567393&pid=S1645-0086201900020001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>Paschoal, T., &amp; Tamayo, A. (2004). Valida&ccedil;&atilde;o da Escala de Estresse no Trabalho. <i>Estudos de Psicologia</i>, <i>9</i>(1), 45-52. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S1413-294X2004000100006" target="_blank">10.1590/S1413-294X2004000100006</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567395&pid=S1645-0086201900020001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Pereira, L. Z., &amp; Zille, G. P. (2010). O estresse no trabalho: uma an&aacute;lise te&oacute;rica dos seus conceitos e inter-rela&ccedil;&otilde;es. <i>Revista eletr&ocirc;nica Gest&atilde;o e Sociedade,</i> 4(7), 414-434.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567397&pid=S1645-0086201900020001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> doi:</p>     <!-- ref --><p>Radley, J. J., Kabbaj, M., Jacobson, L., Heydendael, W., Yehuda, R., &amp; Herman, J. P. (2011). Stress Risk Factors and stress-related pathology: Neuroplasticity, epigenetics and endophenotypes. <i>Stress. The International Journal on the Biology of Stress,<b> </b>14</i>(5<i>)</i>, 481-497. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.21171/ges.v4i7.923" target="_blank"> 10.21171/ges.v4i7.923</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567399&pid=S1645-0086201900020001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Santini, J. &amp; Molina Neto, V. (2005). A s&iacute;ndrome do esgotamento profissional em professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica: um estudo na rede de ensino de Porto Alegre. <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte, 19</i>(3), 209. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1590/S1807-55092005000300004" target="_blank">10.1590/S1807-55092005000300004</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567401&pid=S1645-0086201900020001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Selye, H. (1951). The General Adaptation Syndrome<i>. Annual Review of Medicine</i>, <i>2</i> (1). 327-342. 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