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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Validação para português da functional gait assessment em doentes com parkinson]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Parkinson's disease (PD) is a neurodegenerative pathology that leads to gait pattern changes (slowed speed, hypokinesia, festination and freezing), decreasing the quality of life and therefore increasing the risk of falls and mortality. As such, it would be pertinent to evaluate the progression of gait parameters in these individuals. The Functional Gait Assessment (FGA) has been shown to be a valid and reliable tool in the assessment of gait and balance in PD. The objective of the study is to contribute to the validation of the FGA for the portuguese language and for PD. This study intends to provide a tool for the clinical evaluation of these patients and to promote gait training. After the translation and retroversion by 2 bilingual translators, the Portuguese version of the FGA was obtained. The sample included 32 participants with idiopathic PD, from 3 institutions (Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson, Clínica Prinovhelp, and Policlínica Parque da Paz). The psychometric analysis of the FGA was performed, including verification of internal consistency and inter-rater reliability. The value of Cronbach's alpha obtained for the final score of the FGA for the evaluator A was 0.87 and for the evaluator B it was 0.90. An intraclass correlation coefficient (ICC) was obtained for the final GAF score of 0.96 with 95% confidence interval (CI) between 0.93 and 0.98. The FGA showed in the present study a good internal consistency and inter-rater reliability to measure the evolution of balance and gait pattern changes found in the PD.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>Valida&ccedil;&atilde;o para portugu&ecirc;s da functional gait assessment em doentes com parkinson</b></font></p>     <p><font size="3"><b>Validation for portuguese of the functional gait assessment in parkinson&rsquo;s disease</b></font></p>     <p><b>Leslie Carvalhosa<sup>1</sup>, Patr&iacute;cia Bacelar<sup>1</sup>, Margarida Rodrigues<sup>1</sup>, Cl&aacute;udia Silva<sup>1</sup>, Jos&eacute; Lu&iacute;s Pais Ribeiro<sup>2</sup>,<sup> </sup>&amp; Luisa Pedro<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa - Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa - Portugal, <a href="mailto:leslie@live.com.pt">leslie@live.com.pt</a>, <a href="mailto:patriciaa.bacelar@hotmail.com">patriciaa.bacelar@hotmail.com</a>, <a href="mailto:margarida_pr@hotmail.com">margarida_pr@hotmail.com</a>, <a href="mailto:clauddsilv@gmail.com">clauddsilv@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Faculdade de Psicologia e de Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Porto, Portugal, <a href="mailto:jlpr@fpce.up.pt">jlpr@fpce.up.pt</a></p>     <p><sup>3</sup>Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de e Tecnologia, Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa - Instituto Polit&eacute;cnico de Lisboa - Portugal<b>, </b><a href="mailto:luisa.pedro@estesl.ipl.pt">luisa.pedro@estesl.ipl.pt</a></p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A Doen&ccedil;a de Parkinson (DP) &eacute; uma patologia neurodegenerativa que leva a altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o da marcha (como velocidade lentificada, hipocinesia, festina&ccedil;&atilde;o e freezing), diminuindo a qualidade de vida com aumento do risco de queda e da mortalidade. Como tal, seria pertinente avaliar a progress&atilde;o dos par&acirc;metros da marcha nestes indiv&iacute;duos. A <i>Functional Gait Assessment </i>(FGA) tem mostrado ser um instrumento v&aacute;lido e fidedigno na avalia&ccedil;&atilde;o da marcha e do equil&iacute;brio na DP. O objetivo do estudo &eacute; contribuir para a valida&ccedil;&atilde;o da FGA para portugu&ecirc;s e para a DP. Este estudo pretende fornecer uma ferramenta para a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos utentes em causa e promover o treino da marcha. Ap&oacute;s a tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o por 2 tradutores <i>bilingues</i>, obteve-se a vers&atilde;o portuguesa do FGA. A amostra incluiu 32 participantes com DP idiop&aacute;tica, de 3 institui&ccedil;&otilde;es. Procedeu-se &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o da an&aacute;lise psicom&eacute;trica da FGA, que inclu&iacute;a a verifica&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia interna e inter-avaliador. O valor do alfa de Cronbach obtido para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA para o avaliador A foi de 0,87 e para o avaliador B foi de 0,90. Obteve-se um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (CCI) para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA de 0,96 com intervalo de confian&ccedil;a (<i>IC</i>) de 95% entre 0,93 e 0,98. A FGA demonstrou no presente estudo, uma boa consist&ecirc;ncia interna e fidelidade inter-avaliador para medir a evolu&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio e das altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o de marcha na DP.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> doen&ccedil;a de parkinson, avalia&ccedil;&atilde;o funcional da marcha, marcha, equil&iacute;brio, valida&ccedil;&atilde;o, popula&ccedil;&atilde;o portuguesa</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b> </p>     <p>Parkinson&rsquo;s disease (PD) is a neurodegenerative pathology that leads to gait pattern changes (slowed speed, hypokinesia, festination and freezing), decreasing the quality of life and therefore increasing the risk of falls and mortality. As such, it would be pertinent to evaluate the progression of gait parameters in these individuals. <i>The Functional Gait Assessment</i> (FGA) has been shown to be a valid and reliable tool in the assessment of gait and balance in PD. The objective of the study is to contribute to the validation of the FGA for the portuguese language and for PD. This study intends to provide a tool for the clinical evaluation of these patients and to promote gait training. After the translation and retroversion by 2 bilingual translators, the Portuguese version of the FGA was obtained. The sample included 32 participants with idiopathic PD, from 3 institutions (Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Doentes de Parkinson, Cl&iacute;nica Prinovhelp, and Policl&iacute;nica Parque da Paz). The psychometric analysis of the FGA was performed, including verification of internal consistency and inter-rater reliability. The value of Cronbach&rsquo;s alpha obtained for the final score of the FGA for the evaluator A was 0.87 and for the evaluator B it was 0.90. An intraclass correlation coefficient (ICC) was obtained for the final GAF score of 0.96 with 95% confidence interval (CI) between 0.93 and 0.98. The FGA showed in the present study a good internal consistency and inter-rater reliability to measure the evolution of balance and gait pattern changes found in the PD.</p>     <p><b>Keywords:</b> parkinson disease, functional gait assessment, gait, balance, validity, portuguese population</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>A doen&ccedil;a de Parkinson (DP) &eacute; uma patologia neurodegenerativa, estimando-se que existam cerca de 6 milh&otilde;es de indiv&iacute;duos a n&iacute;vel mundial e 20 mil indiv&iacute;duos a n&iacute;vel nacional, sendo por isso bastante prevalente (APDP, 2012). &Eacute; clinicamente manifestada pela discinesia, tremor, rigidez muscular, bradicinesia e padr&atilde;o de marcha alterado. A instabilidade postural e as altera&ccedil;&otilde;es da marcha s&atilde;o caracter&iacute;sticas da DP que podem afetar, significativamente, a qualidade de vida e promovem o aumento do risco de queda. A perda na qualidade de vida aumenta com a progress&atilde;o da doen&ccedil;a, sendo a depress&atilde;o e o bem-estar psicossocial os maiores determinantes nessa perda (Capato, Domingos, &amp; Almeida, 2015). A preven&ccedil;&atilde;o do risco de queda &eacute; fundamental devido ao aumento da mortalidade e da morbidade resultante das quedas (Yang, Wang, Zhou, Chen, Xing, 2016). As altera&ccedil;&otilde;es na marcha s&atilde;o, maioritariamente, as primeiras queixas nestes pacientes e pode incluir hipocinesia da marcha, padr&atilde;o de postura em flex&atilde;o, sem dissocia&ccedil;&atilde;o de cinturas e velocidade mais lentificada (Forsyth et al., 2017). Os fatores relacionados com a diminui&ccedil;&atilde;o da velocidade da marcha na DP envolvem a idade avan&ccedil;ada, doen&ccedil;a clinicamente avan&ccedil;ada, mobilidade diminu&iacute;da, medo de queda, hist&oacute;ria de queda, maior risco de queda e altera&ccedil;&otilde;es do humor (Parker et al.,2015). O comprimento do passo e a fase de balan&ccedil;o &eacute; mais reduzido, podendo aumentar a cad&ecirc;ncia para compensar, sendo este fen&oacute;meno designado de festina&ccedil;&atilde;o. &Eacute; caracter&iacute;stico nos DP o <i>freezing</i>, ou seja, a presen&ccedil;a de incapacidade tempor&aacute;ria e involunt&aacute;ria para iniciar o movimento, incluindo a marcha. Tendo em conta todas estas altera&ccedil;&otilde;es presentes na marcha nos DP, a avalia&ccedil;&atilde;o da mesma &eacute; fundamental, existindo na literatura diversas escalas que podem ser aplicadas, nomeadamente a Escala de Equil&iacute;brio de Berg (EEB), Escala de Equil&iacute;brio de <i>Tinetti</i>, Escala Unificada de Avalia&ccedil;&atilde;o da Doen&ccedil;a de Parkinson (UPDRS), Escala de <i>Hoehn</i> e <i>Yahr</i> Modificada, <i>Time up and Go Test</i> (TUG), entre outras (Forsyth et al., 2017).</p>     <p>A Avalia&ccedil;&atilde;o Funcional da Marcha (AFM), <i>Functional Gait Assessment</i> (FGA), proposta por Wrisley, Marchetti, Kuharsky, e Whitney, em 2004, &eacute; utilizada para medir as altera&ccedil;&otilde;es no equil&iacute;brio e na marcha em diversas popula&ccedil;&otilde;es, tendo sido inicialmente desenvolvida para avaliar pacientes com dist&uacute;rbios vestibulares. A FGA tem origem no <i>Dynamic Gait Index</i> (DGI), em que este avalia a estabilidade postural durante tarefas de marcha em indiv&iacute;duos com mais de 60 anos de idade para determinar o risco de queda. O DGI &eacute; constitu&iacute;do por 8 itens pontuados em 4 n&iacute;veis (3-normal, 2-comprometimento leve, 1-comprometimento moderado, 0-comprometimento severo), com uma pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 24 pontos. Se obtiver 19 pontos ou menos indica que apresenta um risco aumentado de queda. No estudo de Wrisley et al., (2004), ao recolherem dados obtidos no DGI em pacientes com disfun&ccedil;&otilde;es vestibulares verificaram que apresenta pouca fidelidade inter-avaliadores e foi detetado efeito de teto. Como o DGI n&atilde;o faculta instru&ccedil;&otilde;es claras para a sua aplica&ccedil;&atilde;o e pontua&ccedil;&atilde;o dos itens, levou ao desenvolvimento da FGA.<sup> </sup>A FGA &eacute; um teste de marcha adaptado do DGI. A FGA inclui 10 tarefas, sete dos quais provenientes da DGI, mais 3 novas. A tarefa exclu&iacute;da, a, (<i>&quot;Marcha &agrave; volta de obst&aacute;culos&quot;)</i>, por ter dificuldade insuficiente. As 3 tarefas adicionadas (<i>&ldquo;Marcha com base estreita de apoio&rdquo;</i>; &ldquo;<i>Marcha com os olhos fechados&rdquo;</i>; <i>&ldquo;Marcha para tr&aacute;s&rdquo;</i>), porque foram registados como sendo importantes para serem avaliadas em pessoas com dist&uacute;rbios vestibulares.<sup> </sup>A tarefa 8 <i>&ldquo;Marcha com os olhos fechados&rdquo;</i> &eacute; possivelmente a mais informativa, pois o indiv&iacute;duo deve recorrer aos est&iacute;mulos vestibulares e somatossensitivos para manter o controlo postural (Wrisley et al., 2004). As 10 tarefas da FGA s&atilde;o os seguintes: (1) <i>&ldquo;Superf&iacute;cie plana&rdquo;</i>, (2) <i>&ldquo;Mudan&ccedil;a da velocidade em movimento&rdquo;</i>; (3) &ldquo;<i>Marcha com volta horizontal da cabe&ccedil;a</i>&rdquo;; (4) &ldquo;<i>Marcha com volta vertical da cabe&ccedil;a</i>&rdquo;; (5) &ldquo;<i>Movimento e volta em pivot</i>&rdquo;; (6) &ldquo;<i>Passo sobre o obst&aacute;culo</i>&rdquo;; (7) &ldquo;<i>Marcha com base estreita de apoio</i>&rdquo;; (8) &ldquo;Marcha com os olhos fechados&rdquo;; (9) &ldquo;<i>Marcha para tr&aacute;s</i>&rdquo;; (10) &ldquo;<i>Passos</i>&rdquo;. Para cada tarefa &eacute; fornecida uma instru&ccedil;&atilde;o pelo avaliador. Cada tarefa &eacute; pontuada numa escala ordinal de 4 n&iacute;veis (normal-3, comprometimento leve-2, comprometimento moderado-1 e comprometimento severo-0), em que a pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima &eacute; de 30 pontos. Pontua&ccedil;&otilde;es mais elevadas representam melhor equil&iacute;brio e capacidade para a marcha (Yang et al., 2016). A avalia&ccedil;&atilde;o pode ser realizada com ou sem dispositivos de apoio. </p>     <p> Desde que a FGA foi publicada, v&aacute;rios estudos analisaram a sua consist&ecirc;ncia interna e inter-avaliador e a em v&aacute;rias patologias. Thieme, Ritschel, Zange (2009) testaram a fidelidade e validade da FGA em pacientes com acidente vascular cerebral (AVC) subagudo. Leddy, Beth, Crowner, Earhart (2011) compararam a aplica&ccedil;&atilde;o da EEB, da AFM e do <i>Balance Evaluation Systems Test</i> (BESTest) em pacientes residentes na comunidade com DP. Verificou-se uma boa fidelidade inter-avaliadores para os 3 testes, com ICCs maior que 0,93. Verificaram que a EEB pode n&atilde;o avaliar adequadamente o equil&iacute;brio nos est&aacute;dios iniciais da DP. O FGA e o BESTest s&atilde;o medidas v&aacute;lidas de equil&iacute;brio que podem ser usadas em todas as fases da DP nos est&aacute;dios I a IV segunda a classifica&ccedil;&atilde;o de <i>Hoehn</i> e <i>Yahr </i>(Leddy, Beth, Crowner, &amp; Earhart, 2011).</p>     <p>O objetivo deste estudo visa contribuir para a valida&ccedil;&atilde;o da FGA para portugu&ecirc;s e para a DP, assim como, verificar a validade da referida escala para avaliar o equil&iacute;brio e a marcha nos pacientes com DP. Este estudo pretende fornecer uma ferramenta para a avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica destes utentes e promover o treino da marcha.</p>     <p><b>M&eacute;todo</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Tipo de estudo: Observacional Anal&iacute;tico Transversal</p>     <p><i>Participantes</i></p>     <p>A amostra foi recolhida nas seguintes institui&ccedil;&otilde;es: Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Doentes de Parkinson (APDPk) (<i>n</i>=21), Cl&iacute;nica Prinovhelp (<i>n</i>=9) e Policl&iacute;nica Parque da Paz (<i>n</i>=2).</p>     <p>Todos os participantes cumpriam os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: diagn&oacute;stico de Parkinson idiop&aacute;tico, est&aacute;dio de I a IV na escala modificada de <i>Hoehn</i> e <i>Yahr</i>, ter uma pontua&ccedil;&atilde;o&#8805; 24 na <i>Mini Mental State Examination</i> (MMSE), capaz de assumir ortostatismo pelo menos durante 1 minuto (com ou sem apoio), medica&ccedil;&atilde;o em modo &ldquo;ON&rdquo; e capacidade de compreender e preencher o consentimento informado. Os sujeitos com os seguintes crit&eacute;rios foram exclu&iacute;dos: diagn&oacute;stico com Parkinson secund&aacute;rio, at&iacute;pico ou s&iacute;ndrome parkins&oacute;nico, presen&ccedil;a de comorbidades que afetem a fun&ccedil;&atilde;o motora, como por exemplo sequelas de AVC, amputa&ccedil;&atilde;o e defici&ecirc;ncia visual e que tenham realizado tratamento cir&uacute;rgico pr&eacute;vio relativo &agrave; DP (palidotomia ou estimula&ccedil;&atilde;o cerebral profunda).</p>     <p> A amostra final era composta por 32 participantes (<i>n</i>=32), 7 do sexo feminino e 25 do sexo masculino com idades compreendidas entre os 42 e os 88 anos (<i>M</i> de 69&plusmn;8,67 anos), que tinham diagn&oacute;stico de DP idiop&aacute;tica e que realizavam fisioterapia, nas institui&ccedil;&otilde;es referidas.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="f1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a16f1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A Escala modificada de <i>Hoehn</i> e <i>Yahr</i> foi utilizada para avaliar a gravidade e definir o estadio da DP, sendo que uma maior pontua&ccedil;&atilde;o significa maior comprometimento funcional. Aplicou-se a MMSE<i> </i>de modo a assegurar uma pontua&ccedil;&atilde;o igual ou superior a 24 pontos. Posteriormente aplicou-se a Escala de Equil&iacute;brio de <i>Tinetti </i>e a FGA. A Escala de Equil&iacute;brio de <i>Tinetti</i> classifica aspetos da marcha como a velocidade, a dist&acirc;ncia do passo, a simetria e o equil&iacute;brio em ortostatismo, o girar 360&ordm; e tamb&eacute;m as mudan&ccedil;as de dire&ccedil;&atilde;o com os olhos fechados. (Goetz et al., 2004; Mendes, 2012)</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O FGA foi realizado num corredor com o piso marcado (ver <a href="#a1">anexo II</a><a name="topa1"></a>) foi aplicado antes ou ap&oacute;s a sess&atilde;o de fisioterapia. Todos os participantes foram submetidos ao FGA por 2 avaliadores (avaliador A e avaliador B) simultaneamente, enquanto outro elemento (observador) indicava os comandos verbais e demonstrava os itens da escala e, ainda, acompanhava o participante durante a realiza&ccedil;&atilde;o do teste. Os avaliadores foram instruidos a n&atilde;o discutir os crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o entre si. Ambos os avaliadores praticaram o teste previamente em adultos saud&aacute;veis &#8203;&#8203;e em pacientes com DP. </p>     <p><i>Procedimento</i></p>     <p>Procedeu-se &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o e retrovers&atilde;o da FGA (ver <a href="#a1">anexo I</a><a name="topa1"></a>) por 2 tradutores bilingues<i> </i>para a l&iacute;ngua portuguesa e &agrave; respetiva inspe&ccedil;&atilde;o da validade de conte&uacute;do de cada item atrav&eacute;s de um pr&eacute;-teste realizado em indiv&iacute;duos saud&aacute;veis, para garantir que os itens avaliam os conte&uacute;dos supostos. Seguiu-se ao registo das seguintes carater&iacute;sticas atrav&eacute;s de um question&aacute;rio individual: idade, sexo, diagn&oacute;stico da DP (em anos), hist&oacute;ria pr&eacute;via e realiza&ccedil;&atilde;o de cirurgia para a DP, regime de medica&ccedil;&atilde;o, tratamento em fisioterapia e utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos de apoio para a marcha. </p>     <p>Os dados foram recolhidos na APDPk, na Cl&iacute;nica Prinovhelp e Policl&iacute;nica Parque da Paz, no per&iacute;odo entre 16 de maio a 6 de junho de 2018. O FGA foi realizado na medica&ccedil;&atilde;o em fase &ldquo;ON&rdquo; e o tempo de avalia&ccedil;&atilde;o total de cada participante foi em m&eacute;dia 10 a 15 minutos.</p>     <p>O presente estudo foi aprovoado pela comiss&atilde;o &eacute;tica da Escola Superior de Tecnologia da Sa&uacute;de de Lisboa (ESTeSL), com o n&ordm; CE.ESTeSL.N85-2018. A utiliza&ccedil;&atilde;o do FGA e a sua valida&ccedil;&atilde;o para a popula&ccedil;&atilde;o portuguesa teve a autoriza&ccedil;&atilde;o da respetiva autora Dra. Wrisley. Todos os participantes aceitaram e preencheram o consentimento informado por escrito.</p>     <p>Os dados foram analisados no programa inform&aacute;tico SPSS vers&atilde;o 24.0. Cada item do question&aacute;rio foi introduzido como uma vari&aacute;vel estat&iacute;stica; cada item da escala foi introduzido como uma vari&aacute;vel qualitativa medida em escala ordinal. A consist&ecirc;ncia interna da escala foi calculada atrav&eacute;s do coeficiente de Alfa de Cronbach e a rela&ccedil;&atilde;o entre os itens foi estabelecida atrav&eacute;s de coeficientes de correla&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>Um total de 32 pacientes em ambulat&oacute;rio (25 homens e 7 mulheres) completaram o estudo. As caracter&iacute;sticas de cada paciente, est&aacute;gios Escala modificada de <i>Hoehn</i> e <i>Yahr,</i> os <i>scores </i>do FGA, da MMSE e da Escala de Equil&iacute;brio de <i>Tinetti</i> encontram-se no <a href="#q1">quadro 1</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a16q1.jpg"/></p>     
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<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>O n&uacute;mero de indiv&iacute;duos do sexo masculino era superior, e os participantes apresentavam uma idade m&eacute;dia de 69&plusmn;8,67. Os anos de diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a variavam entre 6 meses e 25 anos. Apesar de alguns doentes utilizarem auxiliar de marcha, nenhum deles utilizou durante a aplica&ccedil;&atilde;o da FGA, por escolha pr&oacute;pria. A maioria dos pacientes foi classificada com est&aacute;dio II (doen&ccedil;a bilateral sem d&eacute;fice de equil&iacute;brio) na escala HY. Ambos os avaliadores obtiveram uma mediana com valor igual na escala FGA (valor 24) e na <i>Tinetti</i> (valor 27).</p>     <p>Os resultados obtidos para a fidelidade inter-avaliador encontram-se descritos no <a href="#q2">quadro 2</a>. A fidelidade entre os 2 avaliadores &eacute; considerada boa, tendo se obtido um coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o intraclasse (CCI) para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA de 0,96 com intervalo de confian&ccedil;a (IC) de 95% entre 0,93 e 0,98. Os valores de Kappa para os itens individuais da FGA variam entre 0,29 (item 5) e 0,94 (item 10). Os valores de Kappa para os itens 3 (0,36) e 5 (0,29) foram considerados pobres, no entanto os restantes itens apresentaram-se com uma fidelidade inter-avaliador de boa a excelente. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a16q2.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><i>Consist&ecirc;ncia interna</i></p>     <p>O valor do alfa de Cronbach obtido para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA para o avaliador A foi de 0,87 e para o avaliador B foi de 0,90. O valor das correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida para sobreposi&ccedil;&atilde;o encontram-se no <a href="#q3">quadro 3</a>.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="q3"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a16q3.jpg"/></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida para o avaliador A variam entre 0,40 (para o item 9) a 0,73 (para o item 7), pelo que estes alfas correspondem a valores todos menores que o alfa total de Cronbach (0,87) para o respetivo avaliador.</p>     <p>Por outro lado, as correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida para o avaliador B variam entre 0,54 (itens 2 e 5) a 0,81 (item 9), em que, neste caso, estes alfas correspondem a valores todos menores que o alfa total de Cronbach (0,91) para o respetivo avaliador. Os resultados indicam que todos os itens contibuem para uma avalia&ccedil;&atilde;o consistente da marcha em doentes com parkinson</p>     <p><b>Discuss&atilde;o</b></p>     <p>No presente estudo verificou-se que a FGA &eacute; uma ferramente que apresenta boa consist&ecirc;ncia interna e fidelidade inter-avaliador para medir a evolu&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio e das altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o de marcha nos indiv&iacute;duos com DP. Comparativamente &agrave; Escala de <i>Tinetti </i>conclui-se que esta possu&iacute;a um total final quase m&aacute;xima (28 pontos) para avalia&ccedil;&atilde;o da marcha e do equil&iacute;brio na grande maioria dos participantes deste estudo. A FGA apresentava <i>scores</i> finais menores, em compara&ccedil;&atilde;o aos scores finais obtidos na Escala de <i>Tinetti</i>, o que pode indicar que esta ferramenta &eacute; mais precisa para avaliar a marcha e o equil&iacute;brio na DP. </p>     <p>Relativamente &agrave; fidelidade inter-avaliador, esta encontra-se incluida na fidelidade externa de uma escala e refere-se &agrave; consist&ecirc;ncia das medidas obtidas por diferentes avaliadores. No estudo de Wrisley et al. (2004), os avaliadores tiveram apenas 10 minutos em contacto pr&eacute;vio com os itens da FGA e com as regras de cota&ccedil;&atilde;o dos mesmos, tendo obtido uma fidelidade inter-avaliador de 0,84. Por outro lado, em diversos estudos, verificou-se que os avaliadores receberam treino pr&eacute;vio da FGA, originando numa fidelidade inter-avaliador consideravelmente mais elevada (0,93 a 0,94) (Leddy et al., 2011; Walker et al., 2007). Os resultados desses estudos sugerem que o treino pr&eacute;vio da FGA leva a que os avaliadores consigam uma aplica&ccedil;&atilde;o mais adequada da referida escala e, consequentemente, uma melhor fidelidade inter-avaliador. Neste sentido, os 2 avaliadores do presente estudo treinaram FGA previamente &agrave; sua aplica&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o em estudo, pelo que se obteve uma fidelidade inter-avaliador considerada boa, com um CCI para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA de 0,99 para a pontua&ccedil;&atilde;o total (<i>IC</i> de 95%, <i>IC</i> 0,99-1,00). Os valores de Kappa para os itens individuais da FGA variam entre 0,29 (item 5) e 0,94 (item 10). Os valores de Kappa para os itens 3 (0,36 )= (Marcha com movimentos horizontais (Rota&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a)) e 5 (0,29) = (Marcha com rota&ccedil;&atilde;o sobre o pr&oacute;prio eixo do corpo) foram considerados baixos, no entanto os restantes itens apresentaram-se com uma fidelidade inter-avaliador boa ou excelente. Os valores relativamente mais baixos encontrados para a fidelidade inter-avaliador podem encontrar-se associados a dificuldade na decis&atilde;o entre a sele&ccedil;&atilde;o entre a op&ccedil;&atilde;o 2 e 3, ou seja, entre a sele&ccedil;&atilde;o do comprometimento leve ou moderado para os referidos itens. Dado ter sido um pouco dif&iacute;cil pela parte observacional dos avaliadores, discriminar qual o desvio para al&eacute;m da largura do percurso (que se encontrava devidamente marcado) que os pacientes realizavam durante a execu&ccedil;&atilde;o dos itens. Recomenda-se que futuramente seja aferida o crit&eacute;rio de op&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o</p>     <p>Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; consist&ecirc;ncia interna, esta refere-se &agrave; coer&ecirc;ncia dos elementos dos diversos itens da escala, pelo que &eacute; normalmente expressa atrav&eacute;s do valor de alfa de Cronbach, sendo que os valores mais elevados traduzem-se numa melhor fidelidade interna. No presente estudo obteve-se o valor de alfa de Cronbach para os 2 avaliadores, pelo que o avaliador A obteve um valor do alfa de Cronbach para a pontua&ccedil;&atilde;o final da FGA de 0,87 e o avaliador B obteve 0,90.</p>     <p>As correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida correspode a um indicador utilizado para veriricar se existe homogeneidade nos itens a serem mensurados na escala (ou seja, se estes realmente s&atilde;o apropriados para avaliar a marcha e o equil&iacute;brio na DP). Depois de determinado este indicador, o alfa obtido na pontua&ccedil;&atilde;o de cada item deve ser menor que o alfa de Cronbach total da escala. As correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida para o avaliador A variam entre 0,40 (para o item 9) a 0,73 (para o item 7), pelo que estes alfas correspondem a valores todos menores que o alfa total de Cronbach (0,87) para o respetivo avaliador. Por outro lado, as correla&ccedil;&otilde;es de item total corrigida para o avaliador B variam entre 0,54 (itens 2 e 5) a 0,81 (item 9), em que, neste caso, estes alfas correspondem a valores todos menores que o alfa total de Cronbach (0,91) para o respetivo avaliador. Neste sentido, veririfica-se pelos resultados obtidos que existe homogeneidade dos itens da escala para avaliar o equil&iacute;brio e a marcha na DP. </p>     <p>O presente estudo apresentou algumas limita&ccedil;&otilde;es, nomeadamente uma amostra reduzida, apresentou alguma heterogeneidade no que se refere &agrave; idade dos participantes, anos de diagn&oacute;stico da DP, podendo algum destes fatores terem influenciado a consist&ecirc;ncia interna da escala e os resultados da funcionalidade obtidos. N&atilde;o foram inclu&iacute;dos no estudo pacientes com condi&ccedil;&otilde;es relativamente graves, o que pode condicionar a fidelidade da escala. Como n&atilde;o foi poss&iacute;vel filmar os participantes, n&atilde;o conseguimos obter a consist&ecirc;ncia intra-avaliador. Outra das limita&ccedil;&otilde;es reside no facto de algumas avalia&ccedil;&otilde;es terem sido feitas antes e outras ap&oacute;s a sess&atilde;o de fisioterapia o que poder&aacute; afetar a resultado final na escala. Al&eacute;m disso, a escala foi aplicada em diferentes per&iacute;odos do dia.</p>     <p>A FGA demonstrou no presente estudo, uma boa consist&ecirc;ncia interna e fidelidade inter-avaliador para medir a evolu&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio e das altera&ccedil;&otilde;es do padr&atilde;o de marcha encontrados nos indiv&iacute;duos com DP. Em estudos futuros, para melhorar a utilidade cl&iacute;nica da FGA, para al&eacute;m da avalia&ccedil;&atilde;o de outros par&acirc;metros de fidedignidade e de validade, devem ser analisadas a consist&ecirc;ncia externa, a validade concorrente, a validade discriminativa e a validade preditiva de quedas. Assim, &eacute; pertinente perceber a aplicabilidade da FGA numa popula&ccedil;&atilde;o com maior n&uacute;mero de indiv&iacute;duos com DP.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>APDP - Associa&ccedil;&atilde;o Portuguesa de Doen&ccedil;a de Parkinson. (2012). <i>Estudo Epidemiol&oacute;gico sobre a Doen&ccedil;a de Parkinson</i>. Lisboa. Recuperado em <a href="http://www.parkinson.pt" target="_blank">http://www.parkinson.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567712&pid=S1645-0086201900020001600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Capato, T. T. C., Domingos J. M. M., &amp; Almeida, L. R. S. (2015). <i>Vers&atilde;o em Portugu&ecirc;s da Diretriz Europeia de Fisioterapia para a Doen&ccedil;a de Parkinson</i>. S&atilde;o Paulo: Editora e Eventos OmniFarma.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567714&pid=S1645-0086201900020001600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Elbers, R., Wegen, E., Verhoef, J., &amp; Kwakkel G. (2012). Reliability and structural validity of the Multidimensional Fatigue Inventory (MFI) in patients with idiopathic Parkinson&rsquo;s disease. <i>Parkinsonism and Related Disorders, 18</i>, 532-536. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1016/j.parkreldis.2012.01.024" target="_blank">10.1016/j.parkreldis.2012.01.024</a>.</p>     <!-- ref --><p>Forsyth, A., Paul, S., Allen, N., Sherrington, C., Fung, V., &amp; Canning, C. (2017). Flexed truncal posture in Parkinson Disease: Measurement reliability and relationship with physical and cognitive impairments, mobility, and balance. <i>Academy of Neurologic Physical Therapy, APTA</i>, <i>41</i>, 107-113. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1097/NPT.0000000000000171" target="_blank">10.1097/NPT.0000000000000171</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567717&pid=S1645-0086201900020001600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Goetz, C. G., Poewe, W., Rascol, O., Sampaio, C., Stebbins, G., … Seidl, L. (2004). Movement disorder society task force report on the hoehn and yahr staging scale: status and recommendations. <i>Movement Disorders</i><b>, </b><i>19</i>(9), 1020-1028. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1002/mds.20213" target="_blank">10.1002/mds.20213</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567719&pid=S1645-0086201900020001600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Leddy, A., Beth E. Crowner, B., &amp; Earhart, G. (2011). Functional gait assessment and balance evaluation system test: reliability, validity, sensitivity, and specificity for identifying individuals with Parkinson Disease who fall. <i>Physical Therapy, 91</i>, 102-113. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.2522/ptj.20100113" target="_blank">10.2522/ptj.20100113</a>.</p>     <!-- ref --><p>Mendes, P. (2012). <i>Modela&ccedil;&atilde;o Num&eacute;rica do &Iacute;ndice de Tinetti e de Berg</i>. Disserta&ccedil;&atilde;o apresentada &agrave; Faculdade de Ci&ecirc;ncias e Tecnologias, Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567722&pid=S1645-0086201900020001600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Parker, N., Bugdayci, D., Goksenoglu, G., Demircio&#287;lu, D., Kesiktas, N., &amp; Ince, N. (2015). Gait speed and related factors in Parkinson&rsquo;s disease. <i>The Society of Physical Therapy </i>Science, <i>27</i>, 3675-3679.</p>     <!-- ref --><p>Thieme, H., Ritschel, C., Zange, C. (2009). Reliability and validity of the Functional Gait Assessment (German version) in subacute stroke patients. <i>Elsevier Inc</i>, 90(9), 1565-1570.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567725&pid=S1645-0086201900020001600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>Walker, M. L., Austin A. G., Banke G. M., Foxx, S. R., Gaetano, L., Gardner, L., … Penn, L. (2007). Reference group data for the functional gait assessment. <i>Physical Therapy, 87</i>(11),<i> </i>1468-1477.</p>     <!-- ref --><p>Wrisley, D., Marchetti, G., Kuharsky, D., &amp; Whitney, S. (2004). Reliability, internal consistency, and validity of data obtained with the functional gait assessment. <i>Physical Therapy, 84, </i>(10),<i> </i>906-918.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567728&pid=S1645-0086201900020001600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>Yang, Y., Wang Y., Zhou, Y., Chen, C., Xing, D., &amp; Wang, C. (2014). Validity of the functional gait assessment in patients with Parkinson Disease: Construct, concurrent, and predictive validity. <i>Physical</i> <i>Therapy, 94</i>, 392-400.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567730&pid=S1645-0086201900020001600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>Yang, Y., Wang, Y., Zhou, Y., Chen, C., &amp; Xing, D. (2016). Reliability of functional gait assessment in patients with Parkinson disease: Interrater and intrarater reliability and internal consistency. <i>Medicine, 95</i>, 1-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=567732&pid=S1645-0086201900020001600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 04 de Abril de 2019/ Aceite em 31 de Maio de 2019</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a href="#topa1">Anexos</a><a name="a1"></a></p>     <p align="center"><a name="a1"></a><img src="/img/revistas/psd/v20n2/20n2a16a1.jpg"/></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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<collab>Associação Portuguesa de Doença de Parkinson</collab>
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