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<article-id pub-id-type="doi">10.15309/20psd210113</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A qualidade de vida das pessoas idosas com e sem demência: a fiabilidade interrespondente]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The quality of life in elderly people with dementia: the interrater reliability]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Lisboa Faculdade de Motricidade Humana UIDEF - Instituto da Educação]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Quality of Life (QoL) as an organizing framework of health interventions still lacks of evidences within vulnerable subgroups (e.g.: dementia). Although the exclusive use of caregivers perception, a multi-respondent strategy requires the active participation of the person in his/her care plan. Our goal was to analyze the interrater reliability in the assessment of the QOL of elderly persons. Method: The Mini Mental State Examination (MMSE) and DEMQOL were applied to 27 participants with and without dementia, between 73 to 101 years (84.52±6.54), 19 females, and their formal (health professionals) and informal (family member) caregivers. Results: Cronbach’s alpha indicates internal consistency (a&gt;.70). The correlational analysis (Spearman rho) presented weak (feelings) to moderate (memory) correlations between groups (-.003&gt;r<.67) and instruments (.02&gt;r<.67). Formal caregivers report higher average scores, and significant different with the others respondents. The QOL self-reported and informal caregivers’ perceptions are similar. The QoL scores of self-report shows a low correlation with formal caregivers (r<.30) but moderate with informal caregivers (.42). Discussion: Results points out the pertinence of including the self-report in all intervention stages for persons-centered plans, where all respondents’ perceptions should be use as complementary. Recommendations for practices and investigations will be presented.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><font size="4"><b>A qualidade de vida das pessoas idosas com e sem demência: a fiabilidade interrespondente</b></font></p>     <p><font size="3"><b>The quality of life in elderly people with dementia: the interrater reliability</b></font></p>     <p><b>Ana Silvano<sup>1</sup>, Ana Antunes<sup>1</sup>, Paula Lebre<sup>2</sup>, &amp; Sofia Santos<sup>3</sup></b></p>     <p><sup>1</sup>Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa, <a href="mailto:anassilvano@gmail.com">anassilvano@gmail.com</a></p>     <p><sup>2</sup>Inet Md -Pólo Dança, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa</p>     <p><sup>3</sup>Faculdade de Motricidade Humana, UIDEF - Instituto da Educação, Universidade de Lisboa</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A qualidade de vida (QdV) como enquadramento para boas práticas, carece ainda   de evidências nos subgrupos vulneráveis. A estratégia   multipercetiva sobre a QdV de pessoas idosas com demência exige que, para além   dos cuidadores (formais/informais) significativos, se inclua a própria pessoa.   Este estudo analisa a consistência e (co)relação das perceções de QdV da pessoa   idosa e dos seus cuidadores formais e informais. Método:   O   Mini Mental State Examination (MMSE) foi aplicado a 27 participantes, dos 73   aos 101 anos (84,52±6,54), 19 do género feminino, com e sem diagnóstico   demencial. O DEMQOL foi aplicado à pessoa idosa, cuidadores formais (técnicos   de saúde) e informais (familiar). Resultados: O alpha Cronbach indicia a   consistência interna (&#945;&gt;,70), obtendo-se correlações fracas (<i>sentimentos</i>)   a moderadas (<i>memória</i>) entre os grupos (-,003&gt;r&lt;,67) e instrumentos   (,02&gt;<i>r</i>&lt;,67). Os cuidadores formais apresentam valores médios mais   elevados apesar de diferenças significativas com os restantes respondentes. As   perceções entre autorrelato e cuidadores informais são similares. O índice   global QdV autorrelatado denota correlação fraca com os cuidadores formais   (r&lt;,30) mas moderada com os informais (r=,42). Discussão: A QdV parece   exigir a inclusão de diferentes respondentes, sendo fundamental a voz da   própria pessoa. Recomendações para a prática e investigação serão apresentadas.</p>     <p><b>Palavras-chave</b>: Qualidade de Vida, Demência, Fiabilidade Interrespondente, Autorrelato, Cuidadores Formais, Cuidadores Informais</p> <hr/>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>ABSTRACT</b></p> </i></p>     <p>The Quality of Life (QoL) as an organizing   framework of health interventions still lacks of evidences within vulnerable   subgroups (e.g.: dementia). Although the exclusive use of caregivers   perception, a multi-respondent strategy requires the active participation of   the person in his/her care plan. Our goal was to analyze the interrater   reliability in the assessment of the QOL of elderly persons. Method: The Mini   Mental State Examination (MMSE) and DEMQOL were applied to 27 participants with   and without dementia, between 73 to 101 years (84.52±6.54),   19 females, and their formal (health professionals) and informal (family   member) caregivers. Results: Cronbach&#8217;s alpha indicates internal consistency (a&gt;.70).   The correlational analysis (Spearman rho) presented weak (feelings) to moderate   (memory) correlations between groups (-.003&gt;r&lt;.67) and instruments   (.02&gt;r&lt;.67). Formal caregivers report higher average scores, and   significant different with the others respondents. The QOL self-reported and   informal caregivers&#8217; perceptions are similar. The QoL scores of self-report   shows a low correlation with formal caregivers (r&lt;.30) but moderate with   informal caregivers (.42). Discussion: Results points out the pertinence of   including the self-report in all intervention stages for persons-centered   plans, where all respondents&#8217; perceptions should be use as complementary.    Recommendations for practices and investigations will be presented.</p>     <p><b>Keywords: </b>Quality of Life, Dementia, Interrater reliability, Self-Report, Formal Caregiver, Informal Caregivers</p> <hr/>     <p>&nbsp;</p>     <p>O estudo da Qualidade de Vida (QdV) da   pessoa com demência apresenta um caráter multidimensional, apesar da tendência,   em contextos clínicos, desta avaliação se focar em questões objetivas de   funcionalidade e saúde (Yang, Dawes, Leroi, &amp; Gannon, 2018). No caso da   pessoa com demência, a QdV é avaliada numa perspetiva sistémica   (pessoa-envolvimento) em função de domínios, tais como: competência   comportamental, QdV percebida, bem-estar psicológico e condições envolvimentais   (Lawton, 1994). Porém, a progressão típica da doença poderá causar, a determinada   altura, a impossibilidade da recolha de informação, situação colmatada   frequentemente com o recurso à avaliação pelos cuidadores formais (CF) e   cuidadores informais (CI) (Peres et al., 2019). No entanto, a subjetividade   inerente à natureza da QdV restringe o valor da resposta exclusiva por   terceiros (Mak, 2011), influenciada pelas perceções, sobrecarga e satisfação   com a própria vida (Huang, Chang, Tang, Chiu, &amp; Weng, 2009), condicionando   a fiabilidade das respostas (Hove, Assmus, Braatveit, &amp; Havik, 2017). A   necessidade de analisar as discrepâncias entre as versões autorrelatadas - a   pessoa idosa como agente ativo e dos cuidadores, como alternativa ou complementar, é emergente (Bowling et al., 2015).</p>      <p>As evidências sobre a fiabilidade do autorrelato pela pessoa idosa com demência são ainda pouco conclusivas e inconsistentes (Mak, 2011) com os valores a variarem consoante o instrumento (Ready &amp; Ott, 2003), o nível de severidade (Bowling et al., 2015) e o local onde residem. O acordo entre cuidadores e pessoas idosas com demência tende a ser baixo (Sneeuw, Sprangers, &amp; Aaronson, 2002), com coeficientes de correlação igual ou inferior a .40 (Smith et al., 2005a), com tendência para níveis inferiores de QdV na perspetiva dos cuidadores (Conde-Sala et al., 2014; Crespo, Hornillos, &amp; Quiros, 2013; Huang et al., 2009; Smith et al., 2005ª,b), nomeadamente pelos CI devido à sobrecarga (Crellin, Orrell, McDermott, &amp; Harlesworth, 2014). Esta subestimação pode basear-se na tendência degenerativa e progressiva da demência, na dificuldade em distinguir a sua experiência da pessoa idosa (Clare, Quinn, Hoare, Whitaker, &amp; Woods, 2014), e na diferença do que é considerado significativo e relevante associado à subjetividade (Peres et al., 2019).</p>      <p>A perspetiva multipercetiva de recolha de informação ainda não é uma realidade a nível nacional, tendendo-se à utilização exclusiva de informações pelos cuidadores, desresponsabilizando-se a pessoa idosa, focando-se apenas nas suas limitações e desvalorizando as correlações moderadas recentes (Peres et al., 2019). É neste âmbito que este artigo se fundamenta, procurando entender a relação entre as perceções sobre a QdV de pessoas idosas (na perspetiva do autorrelato) e de diferentes cuidadores significativos.</p>     <p><b>Método</b></p>     <p><i>Participantes</i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra é constituída por 27 participantes com (<i>n</i>=8) e sem diagnóstico demencial (<i>n</i>=19), entre os 73 e os 101 anos (84,52±6,54), 19 do género feminino, sendo que 13 indivíduos têm menos de 4 anos de escolaridade e 55.6% apresentam défice cognitivo, com valores médios do MMSE de 19,93 (±6,58). Da amostra 14 indivíduos residem em meio urbano e 13 em meio rural, em regime de institucionalização de longa duração (<i>n</i>=24) e com apoio domiciliário (<i>n</i>=3). Para cada participante são associados dois tipos de cuidadores, sendo que a maioria dos cuidadores formais (n=24) são técnicos de saúde (88,9%), e a maioria dos cuidadores informais (<i>n</i>=17) são filho/a (63%).</p>     <p><i>Material</i></p>     <p>A avaliação da QdV foi realizada através da DEMQOL, na dupla versão (autorrelato - 29 itens e cuidador - 32 itens), constituída por 5 domínios: <i>sentimentos</i>, <i>memória</i>, <i>quotidiano</i>, <i>índice</i> <i>geral </i>e<i> índice global</i>. Todos os itens são ponderados considerando as vivências da semana<i> </i>anterior e cotados numa escala de likert de 4 opções: muito (1pt), algumas vezes (2pt), pouco (3pt) ou nada (4pt), sendo que a versão original do instrumento apresenta propriedades psicométricas aceitáveis (fiabilidade, validade de conteúdo e constructo) para pessoas com demência leve a moderada (Smith et al., 2005a).</p>     <p><i>Procedimentos</i></p>     <p>Após a autorização dos autores originais para a utilização do instrumento na investigação e do parecer positivo da Comissão de Ética para a Investigação da Faculdade de Motricidade (parecer n.º 20/2017), iniciaram-se contactos com as instituições e com as pessoas idosas/familiares. Posteriormente, foram entregues os consentimentos informados (objetivo do estudo, etapas e procedimentos, direito ao anonimato e confidencialidade), e consequentemente iniciou-se a aplicação da escala. A DEMQOL foi aplicada em forma de entrevista, à exceção dos CI das pessoas idosas institucionalizadas, que devido à dificuldade de deslocação foram autoadministrados. A duração média da aplicação da versão de autorrelato e do cuidador foi respetivamente de 60 e 30 minutos. Os dados foram analisados usando a versão 25 do SPSS.</p>     <p><b>Resultados</b></p>     <p>O tratamento dos dados foi iniciado com a análise da consistência interna (alpha de Cronbach) cujos valores variaram entre ,69 (memória autorrelatada) e ,89 (índice total), sendo adequados a excelentes. Os resultados da estatística descritiva e comparativa são apresentados na <a href="/img/revistas/psd/v21n1/21n1a13q1.jpg" target="_blank">Quadro 1</a>. As técnicas não paramétricas (teste de Friedman) foram utilizadas pela não normalidade da distribuição, amostra reduzida e cotação dos itens por escala-Likert.</p>     
<p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a href="/img/revistas/psd/v21n1/21n1a13q1.jpg" target="_blank"><img src="/img/revistas/psd/v21n1/21n1a13q1.jpg" width="300" height="167"/><br />(clique para ampliar ! click to enlarge)</a></p>    
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>De forma geral, há tendência para valores médios mais elevados pelos CF, e para uma aproximação entre o autorrelato e CI. No domínio <i>sentimentos</i> as pessoas idosas tendem a apresentar valores superiores, significativamente diferentes dos CI, mas com valores inferiores nos restantes domínios, apesar de significativamente diferentes dos CF e CI. As diferenças significativas parecem estar associadas ao item 1 (alegre) e item 10AR e 8C (animado). Os resultados obtidos na análise correlacional apontam para correlações fracas a moderadas entre os três respondentes, com as correlações do domínio <i>sentimentos</i> a tenderem para serem significativamente moderadas por parte dos cuidadores.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><a name="q2"></a><img src="/img/revistas/psd/v21n1/21n1a13q2.jpg"/></p>    
<p>&nbsp;</p>     <p>Nos domínios <i>memória e quotidiano</i> as correlações são fracas e negativas, à exceção do domínio <i>quotidiano</i> entre o autorrelato e o CF que é significativamente moderada e negativa. O <i>índice global</i> apresenta uma correlação fraca se associada aos CF e significativamente moderada se associada aos CI.</p>     <p><b>Discussão</b></p>     <p>A consistência interna dos itens, domínios e índices globais de QdV nas três versões parece confirmar-se com a maioria dos itens com valores superiores a ,69, indo ao encontro de Smith et al., (2005a). O menor nível de comprometimento cognitivo associado a um nível razoável de funcionalidade poderá justificar estes valores. Na análise comparativa observam-se diferenças significativas entre alguns itens e em todos os domínios, entre os diferentes respondentes. Na comparação do autorrelato com os CF destacam-se os itens <i>alegria</i>, <i>tristeza</i>, <i>aborrecimento</i>, os domínios <i>sentimentos</i> e <i>memória</i>, e o <i>índice total</i>, com os CF a apresentar valores mais elevados, indicadores de melhor QdV, o que parece não corroborar outros estudos (Conde-Sala et al., 2014; Smith et al., 2005a). No entanto, há que considerar a possibilidade de as pessoas idosas estarem em fase de readaptação - mudança da sua condição e eventual institucionalização (Crespo et al., 2013), refletindo-se ao nível de alguns sentimentos. A necessidade de validação da própria intervenção e das atividades programadas pelos CF (Clare et al., 2014) pode influenciar a sua perspetiva mais positiva. A existência de diferenças apenas nos itens apontados parece influenciar o índice global de QdV, com a versão autorrelatada com valores mais baixos. Na comparação entre autorrelato e CI observam-se diferenças significativas no domínio <i>sentimentos</i> com as pessoas idosas a reportar valores médios superiores, <i>memória</i> e <i>total </i>com os CI a assumir valores superiores, contrariando Smith et al., (2005a) mas<i> </i>concordando com Peres et al., (2019) em contexto nacional.</p>      <p>As pessoas idosas com demência parecem estar mais positivas e alegres com a vida, se comparados com a perceção dos CI, associada à carga e decisão do cuidador no processo de institucionalização, influenciando os próprios sentimentos e não considerando os das pessoas idosas (Clare et al., 2014; Huang et al., 2009). O nível de funcionalidade elevado é um dos fatores que parece influenciar a resposta mais positiva por parte dos CI (Crespo et al., 2013). É interessante realçar que na versão do autorrelato existe uma cotação média inferior no que toca à <i>memória </i>(Peres et al., 2019) parecendo estar consciente das suas limitações (Conde-Sala et<i> </i>al., 2014). O menor <i>índice global</i> de QdV pode ser reflexo da menor motivação para a participação na vida institucional, enquanto os cuidadores esperam melhorias neste sentido, justificando a diminuição do nível de sobrecarga (Crellin et al., 2014) e a perspetiva familiar mais positiva.</p>      <p>Finalmente, e ao contrário de Crespo et al. (2013), na comparação das respostas dos dois cuidadores apontam-se diferenças significativas nos itens <i>tristeza</i> e <i>aborrecimento</i> com repercussões no domínio <i>sentimentos</i>, com os técnicos a assumir valores mais baixos. Nos itens relativos ao maior tempo para a realização das tarefas e no domínio <i>quotidiano,</i> os CI tendem para valores inferiores. O tempo de contacto e a qualidade de relação com a pessoa idosa, associada à maior formação profissional podem justificar esta discrepância (Clare et al., 2014), bem como o nível de funcionalidade que se assume como um dos preditores para os CF (Clare et al., 2014). Apesar da diferença na <i>QdV em geral</i>, não existem diferenças significativas no <i>índice global de QdV </i>entre técnicos e familiares. A participação em Atividades de Vida Diária<i> </i>(AVD), proporcionadas pelas instituições, parece ser mais valorizada pelos cuidadores do que pela própria pessoa. A consistência das respostas e a interpretação das mesmas, parece indicar que as pessoas idosas com demência institucionalizadas podem ser respondentes fidedignos no que toca à sua QdV. Por outro lado, as respostas de pessoas idosas com níveis mais ligeiros de demência aproximam-se (mais) das perceções dos cuidadores (Conde-Sala et al., 2014). Na análise entre domínios e índices globais QdV, nas três versões, tende-se para correlações fracas a moderadas (Peres et al., 2019), destacando-se as correlações moderadas nos domínios <i>sentimentos, quotidiano </i>e<i> índice global</i>, podendo as AVD influenciar os valores dado serem<i> </i>quantificáveis e observáveis (Hove et al., 2017). Na avaliação global da QdV autorrelatada verificam-se correlações moderadas significativas com o domínio <i>sentimentos</i> na versão de ambos os cuidadores e com o domínio <i>quotidiano</i> e <i>avaliação global</i> dos CI.</p>      <p>Os resultados parecem inferir o contributo positivo e significativo da pessoa idosa com demência na avaliação da própria QdV. Apesar dos valores de correlação tendencialmente baixos entre os três respondentes (especialmente dos CI), fica a ideia que as perceções são diferentes e únicas, mas potencialmente válidas (Conde-Sala et al., 2014). Se o objetivo das intervenções, no campo da saúde, é obter resultados pessoais de saúde positivos, então deve-se incorporar o autorrelato nas decisões terapêuticas e considerar a qualidade de relação dos diferentes intervenientes (Huang et al., 2009).</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A amostra reduzida limita a generalização dos resultados, pelo que se recomenda: o aprofundamento da análise com amostra significativa e representativa, e consideração de variáveis distintas (e.g.: meio rural vs. urbano); a validação da DEMQOL a nível nacional e identificação dos seus preditores; e estudos longitudinais de follow-up para avaliar a trajetória da QdV ao longo do tempo e progressão da doença. O diagnóstico não pode nem deve determinar só por si, uma vida com menor qualidade, pelo que deve ser reequacionado o alinhamento entre capacidades, oportunidades e apoios para o ajustamento das intervenções/práticas com este subgrupo populacional, numa abordagem multipercetiva e no âmbito nacional, para uma vida com mais qualidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>REFERÊNCIAS</b></p>     <!-- ref --><p>Bowling, A., Rowe, G., Adams, S., Sands, P., Samsi, K., Crane, M., Joly, M., &amp; Manthorpe, J. (2015) Quality of life in dementia: a systematically conducted narrative review of dementia specific measurement scales. <i>Aging Mental Health</i>,<i> 19</i>, 13-31. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1080/13607863.2014.915923" target="_blank">10.1080/13607863.2014.915923</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=574147&pid=S1645-0086202000010001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Clare, L., Quinn, C., Hoare, Z., Whitaker, R. &amp; Woods, R. (2014). Care staff and family member perspectives on quality of life in people with very severe dementia in long-term care: a cross-sectional study. <i>Health and Quality of Life Outcomes, 12</i>(1), 175-189. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.1186/s12955-014-0175-3" target="_blank">10.1186/s12955-014-0175-3</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=574149&pid=S1645-0086202000010001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Conde-Sala, J., Reñé-Ramírez, R., Turró-Garriga, O., Gascón-Bayarri, J., Campdelacreu-Fumadó, J., Juncadella-PUIG, M., &#8230; Garre-Olmo, J. (2014). Severity of Dementia, Anosognosia, and Depression in Relation to the Quality of Life of Patients with Alzheimer Disease: Discrepancies between Patients and Caregivers. <i>The American</i> <i>Journal of Geriatric Psychiatry, 22</i>(2), 138-147. 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Qualidade de Vida na Demência: um estudo exploratório que avalia a perspetiva da pessoa e do seu cuidador. <i>Journal of Aging and Innovation, 8</i>(1), 97-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=574165&pid=S1645-0086202000010001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <!-- ref --><p>Ready, R. &amp; Ott, B. (2003) Quality of life measures for dementia<i>. Health and Quality of Life</i> <i>Outcomes</i>, <i>1</i>, 11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=574167&pid=S1645-0086202000010001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>      <p>Smith, S., Lamping, D., Banerjee, S., Harwood, R., Foley B, Smith P, &#8230; Knapp, M. (2005a). Measurement of health-related quality of life for people with dementia: development of a new instrument (DEMQOL) and an evaluation of current methodology. Health Technology Assessment, <i>9</i>(10), 1-93. DOI: <a href="https://dx.doi.org/10.3310/hta9100" target="_blank">10.3310/hta9100</a>.</p>      <p>Smith, S., Murray, J., Banerjee, S., Foley, B., Cook, J., Lamping, D., &#8230; Mann, A. (2005b). What constitutes health-related quality of life in dementia? 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(2018). Measurement tools of resource use and quality of life in clinical trials for dementia or cognitive impairment interventions: A systematically conducted narrative review. <i>International Journal of Geriatric Psychiatry</i>, <i>33</i>(2), 166 - 176. DOI: <a href="https://dx.doi.org/ 10.1002/gps.4771" target="_blank"> 10.1002/gps.4771</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=574173&pid=S1645-0086202000010001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em 15 de Novembro de 2019 </p>     <p>Aceite em 29 de   Janeiro de 2020</p>      ]]></body><back>
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