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<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ciências do Desporto]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação estética, dança e desporto na escola]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade do Porto Faculdade de Desporto CIFI2D - Centro de Investigação, Formação, Inovação e Intervenção em Desporto]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper accomplishes a review of the literature (mainly in Portuguese language) about the importance of the aesthetic education and its relationship with dance, placing in evidence that sport may fairly contribute to aesthetic education. National school curriculum ascribes dance in physical education, so that aesthetics can be considered as the bridge that enhances the link between those activities that may find in body and movement its common matrix. Although large part of the authors strengthens the importance of art to aesthetic education, it is argued that objects outside theárealm of art, such as sport, may play a significant role in this domain.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Educa&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica, dança e desporto    na escola</b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><b>Teresa Lacerda</b></p>     <p align="center"><b>Elsa Gon&ccedil;alves</b></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center">Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o, Forma&ccedil;&atilde;o,    Inova&ccedil;&atilde;o e Interven&ccedil;&atilde;o em Desporto (CIFI<sup>2</sup>D)  </p>     <p align="center">Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Portugal</p>         <p><b>Resumo</b></p>           <p>No presente trabalho realiza-se uma revisão da literatura (fundamentalmente    de línga Portuguesa) acerca da relevância da educação estética e da sua relação    com a dança, evidenciando-se que o desporto não representa um papel de intruso    na educação estética. O currículo escolar inscreve a dança na educação física,    pelo que a estética pode resultar como a ponte que facilita o trânsito entre    estas duas formas de actividade, que encontram no corpo e no movimento a sua    matriz comum. Embora grande parte dos autores reforce a importância da arte    na educação estética, sublinha-se o protagonismo que objectos que não pertencem    ao domínio da arte, como o desporto, podem desempenhar neste domínio. </p>        <p><b><i>Palavras-chave</i></b>: educação estética, dança, desporto.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>       <p><b>Abstract</b></p>        <p><b>Aesthetic education, dance and sport in school</b></p>        <p>This paper accomplishes a review of the literature (mainly in Portuguese language)    about the importance of the aesthetic education and its relationship with dance,    placing in evidence that sport may fairly contribute to aesthetic education.    National school curriculum ascribes dance in physical education, so that aesthetics    can be considered as the bridge that enhances the link between those activities    that may find in body and movement its common matrix. Although large part of    the authors strengthens the importance of art to aesthetic education, it is    argued that objects outside theárealm of art, such as sport, may play a significant    role in this domain.</p>        <p><b><i>Key-words</i></b>:aesthetic education, dance, sport</p>       <p>&nbsp;</p>         <p><i>La formaci&oacute;n estética se explicita en el horizonte de lo humano,</i></p>        <p><i>connatural al evento est&eacute;tico vivido en la pr&aacute;ctica de la    convivencia cultural,</i></p>        <p><i>de la actitud receptora cr&iacute;tica y de la b&uacute;squeda expresivo-comunicativa.</i></p>        <p><i>Mario Gennari <sup>(<a href="#13">13</a>)<a name="top13"></a></sup></i></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&nbsp;</b></p>        <p><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></p>     <p>O valor pedagógico do desporto desde h&aacute; muito se encontra firmado, achando-se    a actividade desportiva presente, sobre as suas m&uacute;ltiplas formas, nos    currículos nacionais desde o ensino básico até ao secundário (da actividade    física mais explorat&oacute;ria aos desportos mais estruturados). Tamb&eacute;m    a dança regista presença ao longo de todo o currículo escolar. Encontra-se situada    na área da expressão e educação físico-motora no 1º ciclo e, em relação aos    2&ordm; e 3º ciclos do ensino básico, surge como uma extensão da educação física,    constando da programação da disciplina uma rubrica integrada no bloco das actividades    r&iacute;tmicas e expressivas. Ao n&iacute;vel do 3º ciclo, a dança enquadra-se    ainda na opção de educação art&iacute;stica da escola, sendo que os alunos nos    7&ordm; e 8&ordm; anos, al&eacute;m da frequência da disciplina de educação    visual dever&atilde;o prosseguir uma segunda disciplina da área da educação    art&iacute;stica (m&uacute;sica, teatro, dança, ou outra). No que se refere    ao ensino secundário, aparece de novo integrada no currículo da educação física.    Por último, o ensino da dança est&aacute; ainda contemplado nas actividades    do desporto escolar.</p>     <p>Sendo consensual que a dança é considerada uma forma de arte, na escola o currículo    posiciona-a muito próxima do desporto, numa zona de inter-face que, se privilegiada,    pode constituir-se num espaço de encontro e de coexist&ecirc;ncia de desporto,    estética e arte. A delimita&ccedil;&atilde;o destes domínios é, de resto, cada    vez mais complexa e, porventura, mesmo indesejável. Quando os artistas praticam    tanto ou mais do que os desportistas, participam em concursos e competi&ccedil;&otilde;es    dos quais decorrem classifica&ccedil;&otilde;es e, por seu lado, existem cada    vez mais desportistas a evitarem a competi&ccedil;&atilde;o e os espaços formais    de pr&aacute;tica desportiva (as actividades físicas de aventura na natureza    s&atilde;o um exemplo bem expressivo), torna-se problemático delimitar territ&oacute;rios.    A estética pode, nos contextos da arte e do desporto, traduzir-se numa categoria    transdisciplinar que os relaciona, que os liga e que denuncia a sua cumplicidade    no interesse que ambos investem no corpo em movimento. Se é certo que o desenvolvimento    da educação estética é viabilizado pelo contacto com os mais diversos objectos    estéticos (ocupando os objectos art&iacute;sticos um espaço deveras significativo),    certo é também que o desporto pode, justamente, ser considerado um desses objectos<sup>(<a href="#5">5</a><a name="top5"></a>,    <a href="#10">10</a><a name="top10"></a>, <a href="#18">18</a><a name="top18"></a>,    <a href="#43">43</a><a name="top43"></a>, <a href="#44">44</a><a name="top44"></a>)</sup>    e, consequentemente, impulsionar e promover a educação estética.</p>     <p>O presente trabalho focaliza-se na importância em valorizar o potencial de    educação estética que a dança encerra, tomando por refer&ecirc;ncia o contexto    escolar. Não nos parece no entanto despiciente que, sempre que tal se justifique,    se convoque o desporto para o diálogo.</p>     <p>Partindo do pressuposto enunciado por diversos autores<sup>(<a href="#6">6</a><a name="top6"></a>,    <a href="#11">11</a><a name="top11"></a>, <a href="#13">13</a>,<a href="#23">    23</a><a name="top23"></a>, <a href="#37">37</a><a name="top37"></a>, <a href="#40">40</a><a name="top40"></a>)</sup>    de que o contacto com a arte possibilita o desenvolvimento da sensibilidade    e da acuidade estéticas, realiza-se uma revisão da literatura (fundamentalmente    de línga portuguesa) acerca de educação estética e da sua relação com a dança,    evidenciando-se igualmente ao longo desse percurso a forte vinculação do desporto    a esta temática.</p>     <p><b>EDUCA&Ccedil;&Atilde;O EST&Eacute;TICA DE CRIAN&Ccedil;AS E JOVENS</b></p>     <p>Enquanto espaço para a expressão da subjectividade humana, a dança permite    a manifestação da singularidade de cada um, da sua forma única de ver, pensar,    inventar, constituindo-se, simultaneamente, meio e catalizador da criatividade    humana. Read<sup>(<a href="#37">37</a>)</sup> refere que na educação devemos    encorajar o desenvolvimento daquilo que é individual em cada ser humano, assumindo    neste processo a educação estética um papel fundamental. Luvisolo<sup>(<a href="#21">21</a><a name="top21"></a>)</sup>    ao mencionar diferentes vectores ou ideias dominantes das pedagogias contemporâneas,    destaca que uma pedagogia que reflicta preocupações com o desenvolvimento do    interior, da subjectividade de crianças e jovens, deve orientar-se por um critério    estético, sustentando que a estética possui uma estreita vinculação com a formação    de subjectividades. O autor faz notar, contudo, que nas práticas escolares existe    uma espécie de cis&atilde;o entre práticas universalizantes e singularizantes,    sendo que na grande maioria das disciplinas prevalece o domínio dos conte&uacute;dos    universalizantes, parecendo que os n&uacute;cleos singularizantes se situam,    talvez, ao n&iacute;vel daquilo que é residual dentro das práticas escolares:    a educação física e art&iacute;stica. Luvisolo sugere, deste modo, que na prática    educativa o modelo estético, embora fundamental, tem a sua esfera de actua&ccedil;&atilde;o    reduzida. Ao referir-se &agrave; realidade brasileira afirma (pp. 40, 41): ``<i>&Eacute;</i>    <i>sob o ponto de vista estético que o nosso futebol é nosso, isto é, que constr&oacute;i    a sua personalidade, a sua singularidade e que pode, ent&atilde;o, ser considerado    como expressão (constitu&iacute;da e constituinte) do nosso pertencimento, da    nossa autenticidade, da nossa identidade ou subjectividade</i>&acute;&acute;<sup>(<a href="#21">21</a>)</sup>.</p>     <p>O enfoque na singularidade é promovido pela educação estética que estimula    para o re-conhecimento, para a re-cria&ccedil;&atilde;o, procurando que os alunos    aprendam novos modos de ver, de pensar e de compreender o mundo. Nadal<sup>(<a href="#27">27</a><a name="top27"></a>)</sup>    sustenta que se entendermos a estética como reflex&atilde;o sobre o belo e sobre    a experiência que ele suscita, percebemos que o seu campo é o da visão crítica,    que constantemente relaciona e compara cada coisa &agrave; sua expressão máxima    de perfei&ccedil;&atilde;o, plenitude, realiza&ccedil;&atilde;o e harmonia.    Na opinião desta autora, a educação estética ajuda a estabelecer aquela relação,    desenvolvendo o sentido cr&iacute;tico e estimulando osrg&atilde;os da percep&ccedil;&atilde;o    e a sensibilidade interior. &Eacute; necess&aacute;rio aqui evocar Schiller    (1759-1805) e as suas <i>Cartas sobre a educação estética do ser humano</i><sup>(<a href="#41">41</a><a name="top41"></a>)</sup>,    que reflectem a ideia de que este domínio da educação tem por inten&ccedil;ão    formar o todo das faculdades sens&iacute;veis e espirituais na maior harmonia    poss&iacute;vel. O pensamento de Schiller manifesta uma grande contemporaneidade    dado que a educação estética se justifica não apenas por argumentos de natureza    filos&oacute;fica, mas encontra também fundamenta&ccedil;&atilde;o em aspectos    bioantropol&oacute;gicos<sup>(<a href="#17">17</a>)</sup><a name="top17"></a><sup><a href="#n1">1</a><a name="topn1" id="topn1"></a></sup>    . Para Shiller não se tratava apenas de uma educação artística, para a arte    ou pela arte, que vissasse exclusivamente o desenvolvimento e aperfeiçoamemto    das faculdades sensíveis ou o cultivo do gosto, mas que se propusesse fundamentalmente    como o desenvolvimento harmonioso de todas as faculdades humanas. Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup>    percorre este entendimento ao reforçar que a finalidade da educação estética    não se circunscreve a promover o conhecimento e o gosto pelas artes e pela cultura    e a desenvolver as capacidades artísticas. Se nos situarmos no domínio do desporto,    apreciar o ritmo e a dinâmica de uma corrida de barreiras, o desequil&iacute;brio    e a velocidade de um contra-ataque num jogo de andebol ou a graciosidade e a    harmonia de movimentos de uma exibi&ccedil;&atilde;o de nata&ccedil;&atilde;o    sincronizada, podem constituir-se como oportunidades para educar a sensibilidade.</p>     <p>Arnold<sup>(<a href="#1">1</a>)</sup> <a name="top1"></a>chama a atenção para    a importância que desempenha na educação estética a possibilidade de desenvolver    no indiv&iacute;duo a capacidade de observa&ccedil;&atilde;o (na qual se inclui    a observa&ccedil;&atilde;o de si pr&oacute;prio), fazendo uso de um tipo particular    de aten&ccedil;ão imaginativa (que pensamos poder qualificar como atitude estética),    tornando-se cada vez mais discriminante e criticamente reflexivo nas suas reac&ccedil;&otilde;es.    A aten&ccedil;ão imaginativa na observação, quando aplicada ao contexto do desporto,    permite melhor compreender a importância das mais recentes tecnologias audiovisuais    (nomeadamente ao nível da capta&ccedil;&atilde;o, registo e tratamento de imagens)    na instaura&ccedil;&atilde;o da experiência estética pelo desporto. A possibilidade    de aceder in&uacute;meras vezes a imagens desportivas de elevada qualidade técnica,    pode comparar-se &agrave; possibilidade de ouvir repetidamente as grava&ccedil;&otilde;es    mais cristalinas de uma sonata, o que permite a elabora&ccedil;&atilde;o do    ju&iacute;zo estético, que contém uma actividade crítica e reflexiva. Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup>    é exactamente da opinião que a educação estética tem por objectivo despertar    a percep&ccedil;&atilde;o crítica, ao mesmo tempo que desenvolve a componente    subjectiva que existe em todo o processo de conhecimento.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Smith<sup>(<a href="#42">42</a><a name="top42"></a>)</sup> argumenta que a    educação estética é basicamente a educação da sensibilidade, sobretudo no que    respeita &agrave; imagina&ccedil;&atilde;o e expressão, independentemente do    sujeito ou contexto. Assim, tanto a dança como o desporto podem constituir domínios    qualitativamente significativos para o desenvolvimento da educação estética.    Oliveira<sup>(<a href="#29">29</a><a name="top29"></a>)</sup> entende esta esfera    da educação como uma orienta&ccedil;&atilde;o da energia vital para a qualidade,    ao recriar ou apreciar forma, tratando-se de uma viv&ecirc;ncia necess&aacute;ria    a todo o crescimento humano.</p>     <p >&Eacute; &oacute;bvio que a arte ocupa um espaço destacado na educação estética.    De acordo com Orey<sup>(<a href="#30">30</a><a name="top30"></a>)</sup> as grandes    obras de arte t&ecirc;m um papel decisivo na educação: exercitam o olhar ou    o ouvido, adestram a perspic&aacute;cia e a sensibilidade, aumentam o nosso    report&oacute;rio categorial. Segundo esta autora, com elas aprendemos a ver    o que não v&iacute;amos, a ouvir o que não ouv&iacute;amos e a dar atenção a    aspectos que nos passavam despercebidos. Ao desenvolver contactos com a arte,    um indiv&iacute;duo torna as suas rela&ccedil;&otilde;es com o mundo mais flex&iacute;veis,    significativas e orientadas para o futuro<sup>(<a href="#20">20</a>)<a name="top20"></a></sup>.    O contacto com obras de arte que representam o desporto, traduz-se numa possibilidade    de fomentar o desenvolvimento de uma atitude estética em relação &agrave; actividade    desportiva, de lhe reconhecer qualidades estéticas e de viabilizar experiências    estéticas por seu intermédio. </p>     <p >Através da arte e das suas linguagens espec&iacute;ficas, como sejam as formas,    os volumes, as cores, os ritmos, os sons, as palavras, os gestos, desafia-se    a intelig&ecirc;ncia, a sensibilidade e a imagina&ccedil;&atilde;o. E, na verdade,    como afirma Beltr&aacute;n<sup>(<a href="#4">4</a><a name="top4"></a>)</sup>,    não é necess&aacute;rio ser-se artista, como estatuto de vida e de ser, para    se poder sentir, fazer, criar e expressar arte j&aacute; que, genericamente,    todo o ser humano contém em si o potencial do todo, logo o gérmen da arte e    do artista também.</p>     <p >Para Porcher<sup>(<a href="#34">34</a><a name="top34"></a>)</sup>, o importante    é aprender a ver, a ouvir, a saborear as formas sensíveis em si mesmas, a perceber    os objectos de acordo com sua estrutura e a sua forma e não apenas segundo a    sua utiliza&ccedil;o imediata. Trata-se, portanto, de atender não apenas &agrave;    funcionalidade pr&aacute;tico-mec&acirc;nica, &agrave; utilidade, mas de conceder    espaço &agrave; dimens&atilde;o não utilit&aacute;ria. Kowalski<sup>(<a href="#15">15</a><a name="top15"></a>)</sup>,    considera que a literacia artística vai levando &agrave; constru&ccedil;&atilde;o    de ju&iacute;zos, de aprecia&ccedil;&otilde;es valorativas em que est&atilde;o    empenhados o sentir e o pensar, fazendo parte do processo de educação estética    numa perspectiva evolutiva. De igual modo, Best<sup>(<a href="#6">6</a>)</sup>    entende que as artes s&atilde;o, pelo menos, t&atilde;o completamente educacionais    como qualquer outro aspecto do currículo, assim como Orey<sup>(<a href="#30">30</a>)</sup>    considera que a educação estética é acess&iacute;vel a todos, não sendo mais    misteriosa do que aprender a ler, a escrever e a contar ou mesmo inventar conceitos    e demonstrar teoremas. Para a autora, tal como as ci&ecirc;ncias, as artes podem    ser ensinadas. Porém, na opinião de Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup> a    sensibilidade e visão estéticas s&atilde;o fen&oacute;menos individuais. Cada    pessoa interpreta de forma aut&oacute;noma e irrepet&iacute;vel os dados que    lhe s&atilde;o apresentados, pelo que uma correcta educação estética é altamente    personalizante, contribuindo decisivamente para a afirma&ccedil;&atilde;o da    identidade. Por isso nas artes a educação do sentimento consiste em dar raz&otilde;es    e encorajar as pessoas a reconhecerem, por si pr&oacute;prias, concep&ccedil;&otilde;es    diferentes de uma obra de arte. </p>     <p >Numa direc&ccedil;&atilde;o an&aacute;loga, Fr&oacute;is, Marques e Gon&ccedil;alves<sup>(<a href="#12">12</a><a name="top12"></a>)</sup>    consideram que uma das finalidades da arte é contribuir para o apuramento da    sensibilidade e desenvolver a criatividade dos indiv&iacute;duos. Para os autores,    na educação, esta finalidade é uma dimens&atilde;o de reconhecida importância    na formação do indiv&iacute;duo, ampliando as possibilidades cognitivas, afectivas    e expressivas. A educação pela arte proporciona &agrave;s crianças e aos jovens    atitudes espec&iacute;ficas para realiza&ccedil;&otilde;es criativas, tais como    aprecia&ccedil;&atilde;o estética e expressão estética<sup>(<a href="#39">39</a><a name="top39"></a>)</sup>.</p>     <p >Também Neno<sup>(<a href="#28">28</a><a name="top28"></a>)</sup> situa a formação    estética como um vector de grande importância na formação integral da crian&ccedil;a    e do jovem. Em seu entender, não h&aacute; formação integral do homem se no    seu processo de educação não for contemplada a formação estética, sendo os valores    estéticos de extrema importância para a formação do indiv&iacute;duo. De forma    semelhante, para Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup> a educação estética,    como componente crítica e integradora do conhecimento, é fundamental e imprescind&iacute;vel    num projecto educativo que vise o desenvolvimento integral da pessoa e a sua    abertura aos valores éticos e culturais, o que é corroborado por Patr&iacute;cio<sup>(<a href="#32">32</a><a name="top32"></a>)    </sup>ao afirmar que &acute;&acute;(...) <i >uma educação que não inclua e assuma os valores estéticos como sua componente    essencial não se limita a mutilar gravemente a cultura humana; na verdade, e    mais seriamente porventura, mutila a pr&oacute;pria humanidade futura que se    prepara pela educação de hoje</i>.&acute;&acute; (p. 157). </p>     <p ><b ><o:p>DAN&Ccedil;A E EDUCA&Ccedil;&Atilde;O EST&Eacute;TICA</b></p>     <p >A dança é controversa relativamente &aacute; sua natureza, tornando, por isso,    dif&iacute;cil uma defini&ccedil;&atilde;o (tal como o desporto). Constitui    um processo de comunica&ccedil;&atilde;o com uma inten&ccedil;ão espec&iacute;fica    e, na opinião de Manfrim e Volp<sup>(<a href="#22">22</a><a name="top22"></a>)</sup>,    através da dança o homem expressa-se e comunica algo do seu interior, tendo    a faculdade de tomar consci&ecirc;ncia dos padr&otilde;es que os seus impulsos    criam e de aprender a desenvolv&ecirc;-los, remodel&aacute;-los e us&aacute;-los,    enriquecendo a imagina&ccedil;&atilde;o e aprimorando a expressão. De igual    modo, também Batalha<sup>(<a href="#3">3</a><a name="top3"></a>)</sup> considera    que a dança &acute;&acute;<i >(...) reflecte uma forma de expressão, com prop&oacute;sitos    claros de comunica&ccedil;&atilde;o, transmitidos essencialmente através do    corpo</i>.`` (p. 21).</p>     <p >Ao longo da hist&oacute;ria evolutiva do homem, a dança esteve sempre presente    com o objectivo de expressar diversos aspectos do seu quotidiano. Contemporaneamente    esta tend&ecirc;ncia persiste e, tomando em considera&ccedil;&atilde;o a ontogénese    do ser humano, evidencia-se que desde muito cedo a crian&ccedil;a sente necessidade    de se mover e expressar espontaneamente pelo movimento. A dança pode ser traduzida    como um comportamento humano que inclui movimentos e gestos corporais. Para    Quadros et al.<sup>(<a href="#36">36</a><a name="top36"></a>)</sup> este tipo    de manifesta&ccedil;&otilde;es ``(...) s&atilde;o organizadas culturalmente,    atendem a prop&oacute;sitos e intencionalidades dos bailarinos e t&ecirc;m valor    inerentemente estético.&acute;&acute; (p. 53). Também Cunha e Silva<sup>(<a href="#9">9</a><a name="top9"></a>)</sup>    refere que ``<i >O corpo que dança partilha com os outros corpos o movimento,    e isso confere-lhe uma identidade &laquo;movimentante&raquo;, mas reivindica    uma sem&acirc;ntica acrescentada, que tem que ver com o facto de se fundar sobre    a polissemia do material estético, o que lhe fornece a variabilidade &laquo;dançante&raquo;</i>.&acute;&acute;    (p. 23). </p>     <p >O indiv&iacute;duo ao dançar expressa sentimentos e emo&ccedil;&otilde;es    tendo uma excelente oportunidade de, simultaneamente, desenvolver a sua criatividade.    De facto, Manfrim e Volp<sup>(<a href="#22">22</a>)</sup>,<i > </i>entendem    que a dança constitui um meio através do qual o indiv&iacute;duo tem a liberdade    de se expressar e com isso exercitar, através de movimentos, a sua criatividade.    As mesmas autoras fazem refer&ecirc;ncia a Rudolf Laban (1879-1958) para quem,    por meio da experimenta&ccedil;&atilde;o dos movimentos, ou seja, de uma execu&ccedil;&atilde;o    corporal, o indiv&iacute;duo descobre que a sua imagina&ccedil;&atilde;o é estimulada    pela actividade.<i > </i>Desta forma, pretende real&ccedil;ar-se a importância    de em dança se dar oportunidade para a produ&ccedil;&atilde;o de movimenta&ccedil;&otilde;es    originais, desenvolvendo-se a criatividade de movimentos. Batalha<sup>(<a href="#3">3</a>)</sup>    é da opinião que no processo criativo o que importa é o nascimento de uma gestualidade    pr&oacute;pria, que seja o reinventar do corpo a partir não s&oacute; da sensibilidade,    mas do vivenciar emo&ccedil;&otilde;es e energias interiores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >A dança procura valorizar a criatividade em oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;    execu&ccedil;&atilde;o/reprodu&ccedil;&atilde;o, dado que s&oacute; se pode    falar em arte quando existe um acto criador deliberado do ser humano. Sendo    assim, no ensino art&iacute;stico o objectivo é desenvolver compet&ecirc;ncias    criativas adquiridas através de momentos de explora&ccedil;&atilde;o. No entender    de Batalha<sup>(<a href="#3">3</a>)</sup> &acute;&acute;<i >(...) as artes promovem    um desenvolvimento humano completo, permitem ampliar no&ccedil;&otilde;es do    real e criar uma identidade pr&oacute;pria, favorecem experiências criativas,    estéticas e críticas variadas, respeitam a individualidade de cada um e oferecem    liberdade na solu&ccedil;&atilde;o dos problemas</i>.`` (p. 20).</p>     <p >Robalo<sup>(<a href="#38">38</a><a name="top38"></a>)</sup> evidencia que    uma das principais dificuldades na defesa do valor da dança a nível curricular    e, especificamente, no ensino genérico, reside na confus&atilde;o entre o valor    da arte e o valor do movimento na educação<i >.</i> Em seu entender, o problema    existe quando se reduz a dança a uma mera prática corporal, descurando a capacidade    e a qualidade de expressão que a corporalidade tanto evidencia na dança. Assim,    e ainda de acordo com a mesma autora, a dança não pode ser considerada unicamente    como uma actividade motora, centrada apenas na execu&ccedil;&atilde;o de movimentos;    procedendo desta forma est&aacute;-se a valorizar somente o domínio psicomotor,    em detrimento de todas as dimens&otilde;es que envolvem a sua natureza artística    em contexto escolar, na qual é igualmente importante a cria&ccedil;&atilde;o/constru&ccedil;&atilde;o    e a aprecia&ccedil;&atilde;o em dança. Em relação &agrave; cria&ccedil;&atilde;o,    Marques<sup>(<a href="#24">24</a><a name="top24"></a>)</sup> é um outro autor    que evoca Laban, que considerava que a dança na educação permitiria uma integra&ccedil;&atilde;o    entre o conhecimento intelectual do aluno e as suas habilidades criativas. Por    outro lado, em relação &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o Coelho<sup>(<a href="#7">7</a><a name="top7"></a>)</sup>    enfatiza que &acute;&acute;<i >O objectivo da dança no ensino genérico situa-se    na compreens&atilde;o geral da problem&aacute;tica desta disciplina, na capacidade    e compet&ecirc;ncia do aluno em saber &laquo;ler&raquo; a obra artística, na    sua formação enquanto espectador capaz de fruir a obra artística e não nos domínios    técnico e art&iacute;stico conducentes &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o.</i>``(pp.    18, 19). Deste modo, a dança na educação deve permitir o desenvolvimento pleno    do indiv&iacute;duo, quer no seu processo de formação quer na constitui&ccedil;&atilde;o    de futuros apreciadores.</p>     <p >Para Kunz<sup>(<a href="#16">16</a><a name="top16"></a>)</sup> a dança é um    objecto cultural indissociado de, pelo menos, tr&ecirc;s campos do conhecimento    e da actua&ccedil;&atilde;o dos seres humanos: a arte, a cultura e a educação.    Em relação &agrave; arte, a dança afirma-se como formação estética que tem que    atender &agrave;s aprendizagens de linguagens artísticas, sendo que no sistema    educativo lhe compete proporcionar uma formação b&aacute;sica que possibilite    o emergir de escolhas futuras e a compet&ecirc;ncia para a aprecia&ccedil;&atilde;o<i >.</i>    No que diz respeito &agrave; cultura, esta autora considera que a dança é um    dos &acute;&acute;bens culturais`` mais valorizados socialmente, pese embora    o facto de grande parte das pessoas acederem a esta forma artística apenas como    apreciadores. Por outro lado, e de acordo com a sua perspectiva, a dança comp&ocirc;e    o elenco de domínios do movimento que s&atilde;o patrim&oacute;nio cultural    (não apenas art&iacute;stico) das sociedades<i >.</i> Por essa raz&atilde;o é da opinião que todos deveriam ter acesso &agrave;    dança na sua formação regular. No que concerne &agrave; educação, Kunz<sup>(<a href="#16">16</a>)</sup>    reafirma que não pode ser separada da sociedade, o que significa que deve dar    acesso com compet&ecirc;ncia técnica e pedag&oacute;gica a todos os bens culturais,    nos quais a dança obviamente se inclui.<i ><o:p></o:p></i></p>     <p >De acordo com Porpino et al.<sup>(<a href="#35">35</a><a name="top35"></a>)</sup>,    a dança apresenta uma concep&ccedil;&atilde;o de educação capaz de tocar o estético    (estado poético), permitindo uma linguagem que utiliza conota&ccedil;&otilde;es,    analogias e met&aacute;foras. Em seu entender estes aspectos t&ecirc;m sido    descurados na educação, predominantemente marcada pelo estado prosaico, que    privilegia a denota&ccedil;&atilde;o, a racionalidade e a precis&atilde;o. As    autoras esclarecem ainda que a viv&ecirc;ncia estética é a experiência <i >&acute;&acute;(...)    da sensibilidade, da descoberta do sentido.</i>`` (p. 223). Essa descoberta    do sentido poder&aacute; radicar, em grande medida, no acesso a práticas culturais    (como a dança ou o desporto) fortemente marcadas pela possibilidade de expressão    da originalidade e da criatividade humanas. No contexto escolar e a prop&oacute;sito    do desporto, Cone e Cone<sup>(<a href="#8">8</a><a name="top8"></a>)</sup> evidenciam    o apelo e o gosto que o professor de educação física poder&aacute; ter em criar    novas possibilidades de movimento, desenvolvendo, por exemplo, uma nova estratégia    de jogo, a composi&ccedil;&atilde;o de um exerc&iacute;cio de gin&aacute;stica    no solo ou uma nova forma de lan&ccedil;amento no basquetebol. Real&ccedil;am    ainda que todos os dias os especialistas, ao explorarem novas formas de movimento,    concebem ideias diferentes que resultam em movimentos desportivos inovadores.    Sublinham também que os alunos retiram um enorme prazer da cria&ccedil;&atilde;o    de novas formas de movimento.</p>     <p ><b ><o:p>A ESCOLA COMO ESPA&Ccedil;O PRIVILEGIADO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCA&Ccedil;&Atilde;O    EST&Eacute;TICA</b></p>     <p >A escola constitui um lugar favor&aacute;vel ao desenvolvimento da educação    estética, sendo fundamental que não se constitua num espaço reservado, predominantemente    centrado na aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias cognitivas, mas antes    um espaço aberto, atento &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es e evolu&ccedil;&otilde;es    culturais e sociais, perme&aacute;vel a diferentes formas significativas de    representa&ccedil;&atilde;o do imagin&aacute;rio. Através do mediador estético    é poss&iacute;vel estabelecer um diálogo privilegiado entre o mundo cognitivo    e o mundo afectivo. Neste sentido, cabe ao sistema educativo preocupar-se em    conceber um currículo equilibrado, aspecto que é defendido, desde h&aacute;    muito, por alguns governantes e por professores. Batalha<sup>(<a href="#3">3</a>)</sup>    evidencia uma atitude positiva a este respeito, ao afirmar que, <i >&acute;&acute;(...)    podemos falar hoje de uma filosofia educativa que aponta para a integra&ccedil;&atilde;o    das áreas artísticas no currículo escolar</i>.`` (p. 15). A mesma autora considera    que formas de expressão como a m&uacute;sica, a pintura, a dança, entre outras,    apresentam caracter&iacute;sticas únicas, pelo que o valor destas artes no currículo    assume uma importância incomensur&aacute;vel. A este respeito, Gon&ccedil;alves<sup>(<a href="#14">14</a><a name="top14"></a>)</sup>    evidencia que em Portugal a dança tem vindo a conquistar, progressivamente,    um lugar dentro do quadro educativo. </p>     <p >Também Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup> expressa que a reforma educativa    reconheceu explicitamente a importância do desenvolvimento das capacidades de    aprecia&ccedil;&atilde;o estética e de expressão artística na formação integral    da pessoa. A mesma autora refere que a importância concedida pela reforma educativa    &agrave; educação estético-artística, leva a consider&aacute;-las como uma necessidade    e não como um luxo.</p>     <p >Neno<sup>(<a href="#28">28</a>)</sup> é da opinião que a educação das crianças    e dos jovens na escola deve ser no sentido da integridade formativa, tornando-se    imperioso que nos programas e na prática educativa seja dado o mesmo realce    a todos os planos da formação: o ético, o cient&iacute;fico, o tecnol&oacute;gico,    o social, o religioso, o estético, o art&iacute;stico. Também Moura e Mendon&ccedil;a<sup>(<a href="#26">26</a><a name="top26"></a>)</sup>,    consideram que a escola deve preocupar-se com a eficaz prepara&ccedil;&atilde;o    cognitiva do aluno, não se esquecendo, no entanto, dos domínios c&iacute;vico    e art&iacute;stico que devem ser transversais &aacute; totalidade do currículo.    A par do desenvolvimento das capacidades espec&iacute;ficas da disciplina, é    necess&aacute;rio abrir tempos e espaços para o tratamento das dimens&otilde;es    ética e estética de forma a garantir o desenvolvimento global da personalidade    do aluno. Neste contexto o desporto reveste potencialidades, em termos de educação    estética, que não podem ser negligenciadas: quer se atenda &agrave; forma do    movimento corporal (caso da gin&aacute;stica ou da patinagem artística), quer    &aacute; suavidade, fluidez, aus&ecirc;ncia de esfor&ccedil;o vis&iacute;vel    e de movimentos supérfluos (na nata&ccedil;&atilde;o ou no atletismo), ou &agrave;    confronta&ccedil;&atilde;o e coopera&ccedil;&atilde;o entre jogadores de duas    equipas (no basquetebol ou no futebol), o que poder&aacute; estar em causa é    a experiência estética. Para tal é necess&aacute;rio que o desporto na escola    valorize este domínio, quer do ponto de vista do praticante quer do ponto de    vista do observador, criando e cultivando nos alunos a apet&ecirc;ncia para    o prazer estético. A dist&acirc;ncia percorrida, o tempo dispendido ou o n&uacute;mero    de pontos marcados, s&atilde;o aspectos que denunciam a importância atribu&iacute;da    ao resultado final, ou seja, ao produto da actividade. No entanto, quando a    atenção se centra predominantemente no processo, abre-se espaço para a experiência    de cria&ccedil;&atilde;o e expressão no desporto que é, essencialmente, uma    experiência qualitativa. A racionalidade, a efic&aacute;cia, a competitividade    no desporto podem e devem, em nosso entender, coexistir na escola com a promo&ccedil;&atilde;o    da qualidade do sentir. Não se trata apenas de uma reac&ccedil;&atilde;o afectiva    mas também de um envolvimento cognitivo. Trata-se de educação estética, de desenvolver    a sensibilidade, de aumentar a disponibilidade para viver o gratuito, de melhorar    a apet&ecirc;ncia para o fruir, através do desporto. Sentir (na qualidade de    praticante) e apreciar (enquanto observador) o ritmo, o estilo ou o equil&iacute;brio    do movimento, a harmonia ou a criatividade da jogada, s&atilde;o aspectos que    remetem para a educação estética e que podem emergir a partir de qualquer modalidade    desportiva, dado que a experiência estética pelo desporto não pode ser circunscrita    a determinado grupo de actividades, o que se justifica não <i>&acute;&acute;(...)    com a universalidade do ju&iacute;zo de gosto, mas antes com o que em cada modalidade    desportiva é pass&iacute;vel de pertencer a uma dimens&atilde;o que ultrapassa    as quest&otilde;es de gosto</i>.``<sup>(<a href="#19">19</a><a name="top19"></a>)</sup>    (p. 302).</p>     <p>Para Patr&iacute;cio<sup>(<a href="#33">33</a><a name="top33"></a>)</sup>,    não h&aacute; nenhuma incompatibilidade entre a educação da sensibilidade e    da racionalidade. Também Kowalski<sup>(<a href="#15">15</a>)</sup> entende que    tanto a cultura artística como a cultura cient&iacute;fica fazem parte do programa    escolar, ambas inclu&iacute;das no processo de desenvolvimento global da crian&ccedil;aa.    De igual modo, Nadal<sup>(<a href="#27">27</a>)</sup> afirma que &acute;&acute;(..)    <i>a visão estética não deve ser dissociada do conhecimento racional e ambos    s&atilde;o imprescind&iacute;veis na aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimentos    e no processo de aprendizagem</i></i>.`` (p.19). Conclui, dessa forma, que ao    quebrar um processo que é global, privilegiando uma das componentes em detrimento    da outra, se produz um desequil&iacute;brio que vai comprometer a correcta elabora&ccedil;&atilde;o    do pensamento cr&iacute;tico e a pr&oacute;pria aquisi&ccedil;&atilde;o de conhecimento.    Sendo assim, a escola deve ser também um espaço para a promo&ccedil;&atilde;o    da sensibilidade e criatividade dos alunos. &Eacute; através do espaço educativo    que se pode dar acesso &agrave; arte (e ao desporto) a uma grande maioria de    crianças e jovens, uma vez que a escola constitui o primeiro espaço formal onde    se d&aacute; o desenvolvimento de cidad&atilde;os. Assim, é importante que nesse    espaço se d&ecirc; o contacto sistematizado com o universo art&iacute;stico    e as suas linguagens: artes visuais, teatro, dança, m&uacute;sica e literatura.    No entanto, Best<sup>(<a href="#6">6</a>)</sup> considera que h&aacute; atitudes    contradit&oacute;rias acerca das artes na medida em que frequentemente s&atilde;o    consideradas como periféricas e dispendiosas, de nenhuma importância na educação    e sem qualquer prioridade. De facto, segundo o mesmo autor, muitas vezes o que    se percebe é que o ensino das artes est&aacute; votado ao segundo plano, ou    é encarado como mera actividade de lazer e recrea&ccedil;&atilde;o, através    da qual nada de significativo se pode aprender. Porém, é importante entender    a arte como um ramo do conhecimento a par das outras disciplinas dos currículos    escolares.</p>     <p>Moura e Mendon&ccedil;a<sup>(<a href="#26">26</a>)</sup> s&atilde;o da opinião    que <i>&acute;&acute;(...) o professor é, sobretudo, um educador e, como tal,    deve abrir portas para a vida.</i>`` (p. 67). Evidenciam que é importante estimular    os educandos a desenhar, representar, dançar, tocar, escrever, pois trata-se    de uma viv&ecirc;ncia, e não de uma competi&ccedil;&atilde;o. Para os autores,    é da responsabilidade de cada educador assumir não apenas o papel de observador,    mas sobretudo uma atitude muito mais activa, acompanhando e alimentando a procura    e as interroga&ccedil;&otilde;es. Salientam a necessidade de criar um ambiente    que valorize o estar presente, disponível e gratuito, sendo esta atitude essencial    ao processo da educação estética ao longo da vida. No entanto, Pais<sup>(<a href="#31">31</a><a name="top31"></a>)</sup>    entende que por vezes os professores t&ecirc;m um certo receio de apostar no    ensino art&iacute;stico, até porque em muitas situa&ccedil;&otilde;es eles pr&oacute;prios    não tiveram oportunidade de experimentar. Considera, porém, que o mais importante    é estar disponível para aceitar desafios diferentes, apesar de ser necess&aacute;rio    ter formação técnica espec&iacute;fica em fun&ccedil;ão dos objectivos a atingir,    pois é fundamental que o professor tenha conhecimento profundo sobre o que est&aacute;    a fazer para poder orientar a crian&ccedil;a e o jovem de uma forma positiva.    Refira-se a este prop&oacute;sito a decis&atilde;o da Faculdade de Desporto    da Universidade do Porto em incluir no seu curso de mestrado em ensino da educação    física e desporto, uma unidade curricular de did&aacute;ctica da dança, expressando    deste modo o seu entendimento relativamente &agrave; necessidade do professor    de educação física adquirir compet&ecirc;ncias para o ensino dança. Pais<sup>(<a href="#31">31</a>)</sup>    advoga ainda que os professores t&ecirc;m que ter sensibilidade para estimular    as sensa&ccedil;&otilde;es e a percep&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a, desenvolvendo    as suas capacidades de cria&ccedil;&atilde;o e de experimenta&ccedil;&atilde;o.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Parece-nos de novo adequado convocar o desporto para a discuss&atilde;o: no    meio escolar (e não s&oacute;) a formação em desporto descura muito frequentemente    a importância da explora&ccedil;&atilde;o, da espontaneidade, da originalidade,    da liberdade. Para o praticante (aluno ou atleta), estes aspectos constituem    um espaço de alargamento, de expans&atilde;o das experiências desportivas, que    se deixam invadir pelo domínio afectivo, emocional, impregnado, naturalmente,    do domínio cognitivo. Aspin<sup>(<a href="#2">2</a><a name="top2"></a>)</sup>    chama a atenção para a importância do trabalho criativo e do pensamento criativo,    afirmando que ter atletas e alunos capazes de os exibir é algo que interessa    &agrave; educação e ao desporto. O mesmo autor acentua que a criatividade e    a imagina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o premiadas e apreciadas tanto na participa&ccedil;&atilde;o    como na observação de desporto. O exemplo mais simples e mais eloquente a que    podemos recorrer para ilustrar esta ideia, é o do t&atilde;o difundido desporto    de massas, o futebol &#8211; promover uma relação com a bola que não se esgote    na resposta a padr&otilde;es técnicos de movimento, mas extrapole para o inusitado,    o desconhecido, o arriscado, certamente conduzir&aacute; a novas formas de inter-agir    com aquele objecto m&aacute;gico, que se repercutir&atilde;o em formas novas    de jogar futebol. Estas novas formas (no sentido estético), criativas, facilitam    o processo de comunica&ccedil;&atilde;o entre quem pratica e o que é praticado,    e entre quem pratica e quem observa. Neste contexto, Moderno<sup>(<a href="#25">25</a><a name="top25"></a>)</sup>    afirma que &acute;&acute;<i>O belo futebol é o mais criativo (...)`` e &acute;&acute;A    bola é o canal da expressão criativa do jogador (...)``</i> (p. 55). Ensinar    a apreciar a criatividade no desporto, promove, tal como em dança, a educação    estética. Aprender a adoptar uma atitude estética na observação de desporto    desenvolve igualmente a educação estética. Proporcionar experiências estéticas    (ao nível da prática e da observação) por meio do desporto melhora a sua compreens&atilde;o,    redimensiona as possibilidades de participa&ccedil;&atilde;o e de ades&atilde;o    e fomenta a educação estética.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p>     <p><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></p>     <p>A importância da educação estética na formação plena do homem ficou inequivocamente    refor&ccedil;ada pelas ideias expressas ao longo deste trabalho. Mostrou-se    o t&atilde;o difundido papel da arte, em particular da dança, neste domínio,    sublinhando-se o lugar que o desporto, enquanto objecto estético, pode desempenhar    no processo de educação estética.</p>     <p>A relevância social e cultural que o desporto adquiriu na contemporaneidade    e que tem suscitado que seja objecto de m&uacute;ltiplas abordagens, justifica    que a abordagem estética inclua o interesse pela educação estética através do    desporto. Enquanto dimens&atilde;o eminentemente antropol&oacute;gica, a estética    permite ao ser humano ler o mundo através de um olhar que concilia a racionalidade    com a emocionalidade. Uma parte do mundo é o mundo do desporto, palpável e objectivo,    mas onde existe espaço para a emergência da subjectividade humana que continuamente    amplia o desporto e lhe concede pluralidade.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p >&nbsp;</p>     <p ><b >REFER&Ecirc;NCIAS</b></p>     <p > <a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. Arnold, P. (1997). <i >Educacion    física, movimiento y curriculum</i>. 2&ordf; ed. Madrid: Ediciones Morata, S.L.</h3> </h3>      <p><a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Aspin, D. (1983). Creativity in sport,    movement and physical education. <i>In</i> Hans Lenk (ed.), <i >Topical problems    of sport philosophy</i>, pp. 185-202. Schorndorf: Verlag Karl Hofmann.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Batalha, A.P. (2004). <i >Metodologia    do ensino da dança</i>. Cruz Quebrada: Faculdade de Motricidade Humana, Servi&ccedil;o    de Edi&ccedil;&otilde;es.</p>     <p ><a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Beltr&aacute;n, L. (2000). Globaliza&ccedil;&atilde;o    e reeducação expressivo-artística: e pela asa do sonho eu me crio. In Escola    Superior de dança (Coord.), <i >educação pela arte: estudos em homenagem ao    Dr. Arquimedes da Silva Santos</i>. Lisboa: Livros Horizonte, pp. 127-142.</p>     <p ><a href="#top5">5</a><a name="5"></a>. Best, D. (1988). The aesthetic in    sport. <i>In</i> William J. Morgan &amp; Klaus V. Meier (eds.), <i >Philosophic    inquiry in sport</i>, pp. 477-493. Champaign, Illinois: Human Kinetics Publishers,    Inc.</p>     <p><a href="#top6">6</a><a name="6"></a>. Best, D. (1996). A racionalidade    do sentimento. O papel das artes na educação. Porto: Edi&ccedil;&otilde;es Asa.</p>     <p ><a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Coelho, H. (1999). A dança e o sistema    educativo portugu&ecirc;s: que dança? Que currículo? In A. Macara (Ed.), <i >Continentes    em movimento</i>. Cruz Quebrada: Universidade Técnica de Lisboa &#8211; Faculdade    de Motricidade Humana. Actas da Confer&ecirc;ncia Internacional Novas Tend&ecirc;ncias    no Ensino da dança, Oeiras, 1998, pp. 18-22.</p>     <p ><a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Cone, T.P. &amp; Cone, S.L. (2005).    <i >Teaching children dance</i>. 2<sup>nd</sup> edition. Champaign, IL: Human    Kinetics.</p>     <p ><a href="#top9">9</a><a name="9"></a>. Cunha e Silva. P. (1999). O corpo    que dança: uma abordagem bio-estética do movimento. In A. Macara (Ed.), <i >Continentes    em movimento</i>. Cruz Quebrada: Universidade Técnica de Lisboa &#8211; Faculdade    de Motricidade Humana. Actas da Confer&ecirc;ncia Internacional O Encontro de    Culturas na Hist&oacute;ria da Dança, Oeiras, 1998, pp. 23-26.</p>     <p ><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. Cunha e Silva, P. (1999). <i >O    lugar do corpo. Elementos para uma cartografia fractal.</i> Lisboa: Instituto    Piaget.</p>     <p ><a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Efland, A.D., Freedman, K. &amp;    Stuhr, P. (2003). <i >La educaci&oacute;n en el arte posmoderno</i>. Barcelona: Ediciones Paid&oacute;s    Ibérica, S.A.</p>     <p ><a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Fr&oacute;is, J.P., Marques,    E. &amp; Gon&ccedil;alves, R.M. (2000). A educação estética e artística na formação    ao longo da vida. In J.P. Fr&oacute;is (Coord.), <i >Educação estética e artística:    abordagens transdisciplinares</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&atilde;o Funda&ccedil;&atilde;o    Calouste Gulbenkian, pp. 201-243.</p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<p ><a href="#top23">23</a><a name="23"></a>. Mantero, A. (2005). <i >O tra&ccedil;o    da inf&acirc;ncia</i>. Lisboa: Livros Horizonte.</p>     <p ><a href="#top24">24</a><a name="24"></a>. Marques, I. (2001). <i >Ensino    da dança hoje: textos e contextos</i>. 2&ordf; edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o    Paulo: Cortez Editora.</p>     <p ><a href="#top25">25</a><a name="25"></a>. Moderno, R.J. (1998). Estética    do futebol. <i >PRAXIS da Educação Física e dos Desportos</i>, I (2), &nbsp;    51-60.</p>     <p><a href="#top26">26</a><a name="26"></a>. Moura, F., Mendon&ccedil;a, M.A.    (2001). Ondas éticas e estéticas... Novos rumos. <i >O Professor</i>, 73 (III Série), 67-71.</p>     <!-- ref --><p ><a href="#top27">27</a><a name="27"></a>. Nadal, E. (1990). A Educação    Estética. <i >Inova&ccedil;&atilde;o</i>, 3 (1-2), 17-27.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=742208&pid=S1645-0523200900010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a href="#top28">28</a><a name="28"></a>. Neno, J. (1997). Educação artística    e estética para uma formação integral. In M.F. Patr&iacute;cio (Org.), <i >A    escola cultural e os valores</i>. Porto: Porto Editora, pp. 311-317.</p>     <!-- ref --><p ><a href="#top29">29</a><a name="29"></a>. Oliveira, E. (1992). Dimens&otilde;es    e fun&ccedil;&otilde;es de uma educação estética integral. <i >Cadernos de Educação de Inf&acirc;ncia</i>, 23, 49-56.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=742210&pid=S1645-0523200900010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a href="#top30">30</a><a name="30"></a>. Orey, C. (1996). A educação estética:    vantagens de uma teoria simb&oacute;lica da arte. In L. Santos (Coord.), <i >Educação    estética e utopia pol&iacute;tica</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es Colibri,    pp. 239-257.</p>     <!-- ref --><p ><a href="#top31">31</a><a name="31"></a>. Pais, N. (2006). Abrir as portas    dos museus. <i >Noesis</i>, I (67), 34-37.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=742212&pid=S1645-0523200900010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p ><a href="#top32">32</a><a name="32"></a>. Patr&iacute;cio, M.F. (1991).    <i >Curso de axiologia educacional</i>. &Eacute;vora: Universidade de &Eacute;vora.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p ><a href="#top33">33</a><a name="33"></a>. Patr&iacute;cio, M.F. (1993).    <i >Li&ccedil;&otilde;es de axiologia educacional</i>. Lisboa: Universidade    Aberta.</p>     <p ><a href="#top34">34</a><a name="34"></a>. Porcher, L. (1982). <i >Educação    artística: luxo ou necessidade?</i> S&atilde;o Paulo: Summus.</p>     <p ><a href="#top35">35</a><a name="35"></a>. Porpino, K., Almeida, M. &amp;    N&oacute;brega, T. (2003). Dança é educação: interfaces entre corporeidade e    estética. <i >Diálogos Poss&iacute;veis, Revista da Faculdade Social da Bahia</i>,    2, 221-227.</p>     <p ><a href="#top36">36</a><a name="36"></a>. Quadros, C., Canfield, J., Streit,    D. &amp; Benetti, G. (1999). Desempenho do professor no processo ensino-aprendizagem    da técnica e da expressão na dança. In A. Macara (Ed.), <i >Continentes em movimento</i>.    Cruz Quebrada: Universidade Técnica de Lisboa &#8211; Faculdade de Motricidade    Humana. Actas da Confer&ecirc;ncia Internacional Novas Tend&ecirc;ncias no Ensino    da dança, Oeiras, 1998, pp. 53-55.</p>     <p ><a href="#top37">37</a><a name="37"></a>. Read, H. (2001). <i >A educação    pela arte</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.</p>     <p ><a href="#top38">38</a><a name="38"></a>. Robalo, E. (1999). A dança no    ensino genérico - Problemas e perspectivas. In A. Macara (Ed.), <i >Continentes    em movimento</i>. Cruz Quebrada: Universidade Técnica de Lisboa &#8211; Faculdade    de Motricidade Humana. Actas da Confer&ecirc;ncia Internacional Novas Tend&ecirc;ncias    no Ensino da Dança, Oeiras, 1998, pp. 56-61.</p>     <p ><a href="#top39">39</a><a name="39"></a>. Santos, L. (1996). Educação estética,    a dimens&atilde;o esquecida. In L. Santos (Coord.), <i >Educação estética e utopia pol&iacute;tica</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es    Colibri, pp. 203-220.</p>     <p ><a href="#top40">40</a><a name="40"></a>. Santos, A.S. (1999). <i >Estudos    de psicopedagogia e arte</i>. Lisboa: Livros Horizonte.</p>     <p ><a href="#top41">41</a><a name="41"></a>. Schiller, F. (1994). <i >Sobre    a educação estética do ser humano numa série de cartas e outros textos</i>.    Tradu&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o, coment&aacute;rio e gloss&aacute;rio    de Teresa Rodrigues Cadete. Lisboa: Imprensa Nacional &#8211; Casa da Moeda.</p>     <p ><a href="#top42">42</a><a name="42"></a>. Smith, R. (1998). <i >Education,    aesthetics: contemporary aesthetic education</i>. In Encyclopedia of Aesthetics.    Michael Kelly (Ed.), (Vol. 2, pp. 93-96). New York: Oxford University Press.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top43">43</a><a name="43"></a>. Vanden Eynde, E. (1989). Mouvement    and expression. <i >Sport Science Review</i>, 12&ordm; ano, 25-27.</p>     <p><a href="#top44">44</a><a name="44"></a>. Witt, G. (1989). The world of sport    - A world of aesthetic values. <i >Sport Science Review</i>, 12&ordm; ano, 10-15.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Notas</b></p>     <p><a href="#topn1">1</a><a name="n1" id="n1"></a>.Consultar a este prop&oacute;sito    o trabalho de Alonso-Geta (1991) sobre educação estética e a sua relação com    a investiga&ccedil;&atilde;oo acerca da especializa&ccedil;&atilde;o dos hemisférios    cerebrais. [Alonso-Geta, P. M. (1991). Educacion estetica. <i>In </i>Dykinson    (ed.), <i>Filosofia de la educacion hoy</i>. Madrid: Editorial Dykinson, pp.    757-768.]</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b >CORRESPOND&Ecirc;NCIA</b></p>     <p ><b>Teresa Oliveira Lacerda</b></p>     <p >Faculdade de Desporto</p>     <p >Rua Dr. Pl&aacute;cido Costa, 91</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p >4200-450 Porto</p>     <p >Portugal</p>     <p >E-mail: <a href="mailto:tlacerda@fade.up.pt">tlacerda@fade.up.pt</a></p>      ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Nadal]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A Educação Estética.]]></article-title>
<source><![CDATA[Inovação]]></source>
<year>1990</year>
<volume>3</volume>
<numero>1-2</numero>
<issue>1-2</issue>
<page-range>17-27</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dimensões e funções de uma educação estética integral.]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Educação de Infância]]></source>
<year>1992</year>
<volume>23</volume>
<page-range>49-56</page-range></nlm-citation>
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<surname><![CDATA[Pais]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abrir as portas dos museus.]]></article-title>
<source><![CDATA[Noesis]]></source>
<year>2006</year>
<volume>I</volume>
<numero>67</numero>
<issue>67</issue>
<page-range>34-37</page-range></nlm-citation>
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