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</front><body><![CDATA[ <P ><B >NOTA    EDITORIAL</B></P>     <P ><B>António    Serôdio</B></P>     <P >Presidente da Comissão Organizadora</P>     <P >&nbsp;</P>     <P >A    Associação Portuguesa de Gestão do Desporto (APOGESD), após doze anos de existência,    realizou o seu congresso anual, para o qual pretendeu dar um passo mais na sua    implantação, junto de todos aqueles que de alguma maneira trabalham dentro da    área da Gestão do Desporto.</P>     <P >Por    isso, pela primeira vez, procurou a internacionalização, pelo que o presente    congresso foi o nono nacional e o primeiro internacional.</P>     <P >Como    o seu fundador, Gustavo Pires, disse <I >“O    desenvolvimento integrado do desporto em Portugal exige um enorme esforço de    planeamento e definição de uma estratégia de desenvolvimento que ultrapasse    um certo improviso e um excessivo enfoque em questões administrativo-jurídicas    em que tem estado envolto. Impõe-se uma “nova perspectiva de governação do desporto    nacional, onde o papel do Estado/Governo é primacial, mas que exige deste uma    nova filosofia de intervenção e regulação capaz de articular os grandes princípios    estratégicos de desenvolvimento do desporto, em partenariado com a generalidade    dos agentes mais ou menos formais que intervêm no mundo do desporto, articulando    o desporto nas suas diferentes implicações sociais, envolvendo múltiplos departamentos    governamentais que têm de trabalhar conjugadamente (educação, saúde, juventude    e desporto, por exemplo) – originando uma indispensável “interdepartamentalidade    do desporto”. </I></P>     <P ><I >Por    outro lado, as Políticas Públicas Desportivas de que o país desportivo carece    implicam um grande trabalho de levantamento, análise e concepção baseado em    estudos detalhados da situação desportiva em todo o território nacional, onde    se evidenciem clara e inequivocamente as principais fragilidades do sistema    e se fundamentem as correspondentes e consequentes opções de política concreta    de desenvolvimento do nível desportivo do país. </I></P>     <P ><I >Para    que o desenvolvimento do desporto se concretize com um destino e um planeamento    que dê origem a equilíbrios territoriais e, numa perspectiva de equidade, à    inclusão dos mais diversos estratos populacionais, as Políticas Públicas têm    de decorrer de conhecimento sistemático das realidades, única forma de sobre    as mesmas actuar de forma racionalizada e projectada. </I></P>     <P ><I>Ora,    é neste fio condutor da intervenção pública no desenvolvimento do desporto que    deve enquadrar-se a missão e as correspondentes funções e trabalho efectivo</I>.”</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Por    isso o presente congresso teve como temática de referência o “Desenvolvimento    do Desporto” porque foi intenção da organização contribuir para a definição    do que devem ser os passos correctos nesta área da Gestão do Desporto, que de    alguma forma ultrapassa aquilo que normalmente é trabalhado no dia-a-dia dos    profissionais que se dedicam a esta profissão.</P>     <P >Sendo    importantes todas as áreas a que a Gestão do Desporto está ligada, desde a concepção    e gestão das instalações, à gestão de recursos humanos, até à gestão financeira    de clubes, pareceu-nos fundamental reflectir sobre os modelos de desenvolvimento    que se pretendem para o futuro.</P>     <P >Para    isso foi possível reunir uma vasta plateia de técnicos, quer ligados ao meio    académico, quer ligados à iniciativa privada ou pública, que durante dois dias    tiveram a possibilidade de debater os diversos problemas que enfrentam, todos    os dias nos seus locais de trabalho, assim como trocar opiniões com académicos    que se debruçam sobre a temática de uma forma sistemática.</P>     <P >Ao    mesmo tempo, pela primeira vez, foi possível alargar esta discussão a congressistas    internacionais, nomeadamente de Espanha e do Brasil que vieram contribuir para    o enriquecimento do congresso ao transmitirem realidades diferentes das nacionais.</P>     <P >Foi    preocupação da organização juntar à discussão especialistas reconhecidos internacionalmente    na área do Desenvolvimento do Desporto, pelo que foi possível debater outras    realidades, nomeadamente a Inglesa pela voz de Barrie Houllian e a Australiana    por Mick Green.</P>     <P >Para    a realização deste congresso muitos foram os associados que contribuíram de    uma forma voluntária, o que permitiu o seu êxito, e a quem a organização pretende    aqui, publicamente, agradecer.</P>     <P >Igualmente    pretendemos agradecer à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro a contribuição    na cedência das suas instalações assim como à Faculdade de Desporto da Universidade    do Porto, pela possibilidade de publicar as actas deste congresso na Revista    Portuguesa de Ciências do Desporto.</P>       ]]></body>
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