<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-0523</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Portuguesa de Ciências do Desporto]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Port. Cien. Desp.]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-0523</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Faculdade de Desporto da Universidade do Porto]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-05232009000200018</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Abandono no andebol na Região Autónoma da Madeira]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Drop-out of handball in the Madeira Autonomous Region]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Norberta]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Correia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Abel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Maria]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade da Madeira  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Técnica de Lisboa Faculdade de Motricidade Humana ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2009</year>
</pub-date>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>196</fpage>
<lpage>205</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-05232009000200018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-05232009000200018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-05232009000200018&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Esta investigação pretendeu estudar o abandono desportivo no andebol na ilha da Madeira. Os atletas inscritos pela primeira vez na Federação, no período entre 1995 e 2004, constituíram a amostra, com dimensão 4721. Desta, extraímos uma sub-amostra, formada pelas raparigas que iniciaram a modalidade entre os 10 e os 14 anos e pelos rapazes que iniciaram entre os 10 e os 15, num total de 2293 atletas. Foram aplicados questionários a atletas no activo e àqueles que tinham abandonado, perfazendo 230 atletas. No domínio metodológico, foram calculadas taxas de abandono para a amostra e sub-amostra tendo em conta a idade de entrada, o género, o número de épocas e a idade de abandono. Na análise dos questionários, efectuou-se o teste de Pearson para detectar diferenças entre os dois grupos. Os resultados do estudo indicaram que a taxa de abandono sobe à medida que aumenta a idade de entrada dos atletas. A percentagem de abandono nas primeiras épocas é tanto maior quanto maior for a idade de entrada dos mesmos. A principal conclusão resultante dos questionários apontou no sentido de os atletas que estavam no activo serem mais comprometidos com o andebol do que aqueles que já tinham abandonado.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This investigation has the purpose of study the dropout in the handball in Madeira Island. A sample of 4721 athletes was collected from the federation, between 1995 and 2004. We worked with a sub-sample, with girls that started practice handball between the ages of 10 and 14 years old and with boys that started between 10 and 15, in a total of 2293 athletes. The questionnaires were applied to athletes in the active and to those who dropped out, in a total of 230. In the methodological domain we calculated the average rates of dropout for the sample and sub-sample considering the starting age, the gender, the number of seasons and the age of dropout. Analysing the questionairy, we used the test of “Pearson” to detect the differences between the two groups. The results of the study showed that the median rate of dropout by season increases along side with the starting age of the athletes. Similarly the dropout percentages during the first season are bigger if the starting age is higher. The main results of the questionnaires analysis show that the athletes that were active were more involved with handball than the athletes who have dropped out.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[abandono]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[andebol]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[compromisso]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[dropout]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[handball]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[commitment]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <P align="center" ><B  >Abandono no andebol na Região Autónoma da Madeira</B></P>     <P align="center" ><B  >Norberta Fernandes<SUP>1</SUP></B></P>     <P align="center" ><B  >Abel Correia<SUP>2</SUP></B></P>     <P align="center" ><B  >Ana Maria Abreu<SUP>1</SUP></B></P>     <P align="center" ><SUP>1</SUP><i>Universidade da Madeira, Portugal</i></P>     <P align="center" ><SUP>2 </SUP><i>Faculdade de Motricidade Humana, Universidade    Técnica de Lisboa, Portugal</i></P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><b>RESUMO</b></P>     <P >Esta investigação pretendeu estudar o abandono desportivo no andebol na ilha    da Madeira. Os atletas inscritos pela primeira vez na Federação, no período    entre 1995 e 2004, constituíram a amostra, com dimensão 4721. Desta, extraímos    uma sub-amostra, formada pelas raparigas que iniciaram a modalidade entre os    10 e os 14 anos e pelos rapazes que iniciaram entre os 10 e os 15, num total    de 2293 atletas. Foram aplicados questionários a atletas no activo e àqueles    que tinham abandonado, perfazendo 230 atletas. No domínio metodológico, foram    calculadas taxas de abandono para a amostra e sub-amostra tendo em conta a idade    de entrada, o género, o número de épocas e a idade de abandono. Na análise dos    questionários, efectuou-se o teste de Pearson para detectar diferenças entre    os dois grupos. Os resultados do estudo indicaram que a taxa de abandono sobe    à medida que aumenta a idade de entrada dos atletas. A percentagem de abandono    nas primeiras épocas é tanto maior quanto maior for a idade de entrada dos mesmos.    A principal conclusão resultante dos questionários apontou no sentido de os    atletas que estavam no activo serem mais comprometidos com o andebol do que    aqueles que já tinham abandonado.</P>     <P ><B  >Palavras-chave</B>: abandono, andebol, compromisso.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >&nbsp;</P>     <P ><B  >ABSTRACT</B></P>     <P ><B  >Drop-out of handball in the Madeira Autonomous Region</B></P>     <P >This investigation has the purpose of study the dropout in the handball in    Madeira Island. A sample of 4721 athletes was collected from the federation,    between 1995 and 2004. We worked with a sub-sample, with girls that started    practice handball between the ages of 10 and 14 years old and with boys that    started between 10 and 15, in a total of 2293 athletes. The questionnaires were    applied to athletes in the active and to those who dropped out, in a total of    230. In the methodological domain we calculated the average rates of dropout    for the sample and sub-sample considering the starting age, the gender, the    number of seasons and the age of dropout. Analysing the questionairy, we used    the test of &#8220;Pearson&#8221; to detect the differences between the two    groups. The results of the study showed that the median rate of dropout by season    increases along side with the starting age of the athletes. Similarly the dropout    percentages during the first season are bigger if the starting age is higher.    The main results of the questionnaires analysis show that the athletes that    were active were more involved with handball than the athletes who have dropped    out.</P>     <P ><B  >Key-words</B>: dropout, handball, commitment.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><B  >INTRODUÇÃO</B><B  ></B></P>     <P >Este estudo visa compreender o fenómeno do  abandono desportivo no andebol na Região Autónoma da Madeira, usando os  postulados da teoria do intercâmbio social.</P>     <P >A teoria do intercâmbio social<SUP>(<a href="#13">13</a><a name="top13"></a>)</SUP>    começa com a concepção de que o comportamento humano é governado primeiramente    pelo desejo de maximizar as experiências positivas e minimizar as experiências    negativas. Nesta perspectiva, as pessoas participam em relações e actividades    somente enquanto os resultados de participação são suficientemente favoráveis.    O favoritismo é determinado pelo balanço entre os benefícios e os custos. Na    maioria dos modelos, a análise dos custos/benefícios é expressa por uma variável    atractiva, como satisfação<SUP>(<a href="#8">8</a><a name="top8"></a>, <a href="#9">9</a><a name="top9"></a>)</SUP>    ou divertimento<SUP>(<a href="#11">11</a><a name="top11"></a>)</SUP>.</P>     <P >De acordo com Thibaut e Kelley<SUP>(<a href="#13">13</a>)</SUP>, a decisão    de manter-se numa relação ou numa actividade não é baseada somente no balanço    entre os benefícios e os custos. A decisão de persistir ou abandonar também    depende da visibilidade e da atracção pelas alternativas. Consequentemente,    alguém pode escolher continuar envolvido no desporto, mesmo que os custos excedam    os benefícios (recompensas) porque não existem alternativas ou não são acessíveis.    No domínio desportivo, recompensas poderão envolver consequências tangíveis,    como as medalhas, diplomas e outros troféus, ou até algumas vezes dinheiro.    Mas também são psicológicas, como atingir os objectivos desejados.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >O paradigma do intercâmbio social foi  considerado efectivo na predição do compromisso e permite distinguir entre  indivíduos que ficam numa relação ou no trabalho e aqueles que  abandonam.</P>     <P >Scanlan et al.<SUP>(<a href="#11">11</a>)</SUP> apresentaram um modelo teórico    específico para o desporto &#8211; o modelo de compromisso desportivo &#8211;    que está centrado em processos psicológicos subjacentes à participação desportiva.    Este modelo tem a sua base na psicologia organizacional e social.</P>     <P >O compromisso é o termo que significa a força motivacional por trás da persistência.    No domínio desportivo, Scanlan et al.<SUP>(<a href="#11">11</a>)</SUP> definem    o compromisso como um constructo psicológico, que representa o desejo para continuar    na participação desportiva. Em resumo, o compromisso representa o estado psicológico    individual de ligação à sua participação ou uma força motivacional para continuar    envolvido.</P>     <P >O compromisso desportivo pode ser estabelecido  em função de quatro antecedentes: a análise dos custos/benefícios, feita pelo  atleta, da sua experiência desportiva; uma atracção ou não pelas alternativas  desportivas; nível de investimento; os sentimentos do atleta acerca dos  constrangimentos sociais.</P>     <P >No domínio desportivo, os investimentos são o tempo, o esforço e o dinheiro    que os indivíduos colocam directamente no seu envolvimento e que não pode ser    recuperado se desistirem<SUP>(<a href="#11">11</a>)</SUP>. Existe a hipótese    de que um grande investimento pessoal irá promover um grande compromisso desportivo.</P>     <P >O constrangimento social acentua a pressão social para participar, é necessário    manter-se na actividade para agradar os outros<SUP>(<a href="#1">1</a><a name="top1"></a>,    <a href="#5">5</a><a name="top5"></a>, <a href="#11">11</a>,<B > </B><a name="top12"></a><a href="#12">12</a>)</SUP>.    Fazendo o transfere para o desporto significa que outros incluem pais, amigos,    treinadores e outras pessoas no geral<SUP>(<a href="#11">11</a><a name="top11"></a>)</SUP>.  </P>     <P >Apesar das inúmeras razões apontadas pelos jovens conducentes à sua participação    desportiva, Petlichkoff<SUP>(<a href="#6">6</a><a name="top6"></a>)</SUP> identificou    o divertimento como o principal motivo pelo qual estes se mantêm envolvidos    nas actividades ou a abandonam.</P>     <P >Contudo, embora crianças e adolescentes possam argumentar que a razão da participação    em actividades desportivas é o divertimento, este pode não ter o mesmo significado    para ambos. Para uma criança pode ter um significado relacionado com os aspectos    do envolvimento desportivo e do próprio jogo, enquanto que para um adolescente    pode ser conectado com a excitação competitiva<SUP>(<a href="#2">2</a><a name="top2"></a>)</SUP>.  </P>     <P >Uma revisão de literatura sobre a motivação em  jovens atletas definiram como fontes de divertimento 6 dimensões, nomeadamente,  competência, autonomia, relação com os outros, progresso, apoio do treinador e  jogar muito tempo.  Estas dimensões foram consideradas  preditoras da satisfação dada pelo andebol. Como tal, também foram utilizadas  neste estudo para definir divertimento no modelo do compromisso  desportivo.</P>     <P >Burton<SUP>(<a href="#3">3</a><a name="top3"></a>)</SUP> menciona que as percentagens    de abandono desportivo poderão eventualmente ser interpretadas de um modo optimista    ou pessimista. Na primeira perspectiva, refere que o abandono desportivo faz    necessariamente parte da natureza dos jovens e adolescentes que, pelo método    experimental da tentativa e erro, procuram encontrar a actividade que mais lhes    agrada e lhes permita atingir a natural necessidade de afirmação das suas capacidades.    Numa perspectiva pessimista, o mesmo autor indica que essas percentagens de    abandono podem pôr em evidência que os programas e as exigências das diferentes    modalidades desportivas não estão de acordo com o nível de capacidades e maturação    dos jovens que as praticam. Esta situação impede que eles atinjam os objectivos    que perspectivaram obter quando se envolveram na prática desportiva.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Petlichkoff<SUP>(<a href="#7">7</a><a name="top7"></a>)</SUP> refere que todos    os anos cerca de 70 milhões de jovens atletas em todo o planeta, com idades    compreendidas entre os 6 e os 16 anos, aderem a práticas desportivas. Paradoxalmente,    também estimou que até cerca dos 17 anos, 80% dos jovens abandonaram o desporto    organizado em que estavam envolvidos.</P>     <P >Existem vários tipos de abandono referidos na  literatura. Assim é importante definir o conceito de abandono desportivo que  utilizámos para este estudo. Consideramos abandono desportivo no andebol, como  sendo o abandono da prática federada do andebol.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><B  >MATERIAL  E MÉTODOS </B></P>     <P ><B  >Amostra</B></P>     <P >A amostra foi recolhida tendo por base os atletas inscritos pela primeira    vez na Federação Portuguesa de Andebol nas épocas 1995/96 a 2004/05 (10 épocas),    o que totalizou 4721 indivíduos. O número médio de entradas por época, por género    e por idade pode ser observado nos gráficos da Figura 1.</P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f1.gif" width="830" height="263">  </P>     
<P align="center" ><B >Figura</B> <B  >1</B>. <b><i>Número médio de entradas por época.</i></b></P>     <P >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Para tratar especificamente as questões do abandono, delimitámos a nossa amostra    em termos de idade, com base no número médio de entradas por época (Figura 1).    Assim, trabalhámos com as raparigas que iniciaram a modalidade entre os 10 e    os 14 anos e com os rapazes que iniciaram entre os 10 e os 15.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f2.gif" width="558" height="267">  </P>     
<P align="center" ><B >Figura 2</B>. <b><i>Caracterização da sub-amostra</i></b>.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P >Os atletas com menos de 10 anos foram excluídos  da análise pois nesta etapa de formação os objectivos passam por sensibilizar os  atletas para a modalidade. Apesar de esses atletas representarem a maior  percentagem da amostra em todas as épocas, como em média cerca de 45%  abandonaram após a primeira época, admitimos que muitos deles estão em fase de  experimentação e, por tentativa e erro, irão optar por esta modalidade ou por  outra.</P>     <P >Com a ressalva do ponto anterior, os atletas que  analisámos foram aqueles cujas idades apresentaram as maiores percentagens de  entradas. De facto, a percentagem de entradas decresce bruscamente para além dos  escalões considerados em cada género.</P>     <P >Para a aplicação dos questionários, a nossa amostra foi constituída por 230    atletas (180 atletas no activo, 50 atletas que abandonaram).</P>     <P ><B  >Questionário</B></P>     <P >Com base nas percepções que definimos para o  divertimento e nas dimensões de alternativas do envolvimento e constrangimentos  sociais aplicámos o questionário para obter informações relativas a três  situações: caracterização do atleta (data de nascimento, género, número de anos  de prática e de horas de treino, nível competitivo e grau de empenhamento);  razões que levaram ao abandono e, paralelamente, razões pelas quais os atletas  se mantêm na prática. Para cada dimensão e respectivas componentes foram criadas  frases, sendo a escala de Likert, de 1 (corresponde a discordo totalmente) a 5  (corresponde a concordo totalmente) a utilizada com mais  frequência.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Para avaliar a consistência dos questionários  calculámos o coeficiente de &#8220;alpha&#8221; de Cronbach e obtivemos os seguintes  valores: para o questionário aplicado aos atletas activos o valor foi &#8220;alpha&#8221; =  0.692 e mediu 48 itens. Para o questionário aplicado aos atletas que abandonaram  o valor foi &#8220;alpha&#8221; = 0.784 e mediu 53 itens.</P>     <P >Os questionários foram aplicados aos atletas que  tinham abandonado a prática desportiva federada, de ambos os sexos e com as  idades onde esse processo acontece com maior frequência. Fomos à procura  daqueles que abandonaram apenas na última época do nosso estudo (2004/2005),  para que não houvesse um distanciamento muito grande do acontecimento  estudado.</P>     <P >Os atletas que estavam no sistema e que tinham  as idades determinadas pelo estudo, foram igualmente interrogados. Assim ficámos  com uma perspectiva integrada do andebol federado da Região Autónoma da  Madeira.</P>     <P >A aplicação dos questionários foi realizada na  época 2006/2007. A amostragem dos atletas que abandonaram foi por conveniência  porque muitos dos atletas encontrados não quiseram participar no estudo e outros  não se encontravam na ilha.</P>     <P >Os questionários que aplicámos aos atletas que  abandonaram e àqueles que ainda se mantinham no sistema desportivo foram muito  semelhantes. A diferença prendeu-se com questões relacionadas com os tempos  verbais. </P>     <P >Depois de seleccionar os atletas que já tinham abandonado, optámos por procurá-los    nas escolas da sua área de residência e aplicar-lhes directamente os questionários.    O envio do questionário para casa pareceu-nos pouco eficaz, visto que muitos    dos atletas foram contactados primeiro por telefone e demonstraram pouca receptividade    para o assunto. Outra questão que constatámos foi o facto de muitos atletas    já terem regressado à prática da modalidade em questão e outros não estarem    na região, por vários motivos.</P>     <P ><B  >Tratamento  dos dados</B></P>     <P >Para caracterização da amostra calculámos  médias, por género e por faixa etária. Relativamente à sub-amostra, para além do  procedimento anterior, apresentámos mais medidas de localização (mínimo,  primeiro quartil, mediana, terceiro quartil e máximo) referentes ao número de  épocas, à idade de abandono, por género e por faixa etária. Além disso,  utilizámos a análise de sobrevivência para determinar as estimativas de  Kaplan-Meier da função de sobrevivência, por género, quer relativo ao número de  épocas, quer à idade de abandono. <B  ></B></P>     <P >Os procedimentos estatísticos utilizados nos  questionários foram:<B > </B>teste de  Pearson do qui-quadrado; gráficos de barras para caracterização das respostas de  algumas questões.</P>     <P >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B  >RESULTADOS</B></P>     <P >Com base na amostra inicial, a taxa média de  abandono, por época, nas raparigas é de 37%, enquanto que nos rapazes é de 33%.  No entanto, em ambos os géneros, as taxas têm valores díspares ao longo das  épocas, embora sem apresentar qualquer tipo de tendência. </P>     <P >Relativamente à sub-amostra, no caso do género  feminino, verificámos que a taxa média de abandono é de 38% para as atletas que  iniciaram a modalidade entre os 10 e os 12 anos e de 44% entre os 13 e os 14.  Quanto ao género masculino, a taxa é de 27% entre os 10 e os 11 anos, de 37%  entre os 12 e os 13 e de 50 % entre os atletas que iniciam com 14 ou 15  anos.</P>     <P >Uma vez que existe uma correlação negativa significativa entre a idade em    que o atleta se iniciou na modalidade e o número de épocas que se manteve em    actividade, ou seja, quanto menor é a idade de entrada maior é o número de épocas,    averiguámos a percentagem de abandono de acordo com o número de épocas, tendo    em conta a idade de início.</P>     <P >Ao observar os gráficos da figura 3 podemos notar que a percentagem de abandono    é muito elevada nas duas primeiras épocas, tanto no género masculino como no    feminino. Nas raparigas a percentagem é semelhante para as duas faixas etárias    ao longo das épocas embora a faixa etária dos 13 e 14 anos apresente um ligeiro    acréscimo nas duas primeiras épocas, compensado por um decréscimo notório a    partir da sexta época. Nos rapazes, à excepção da terceira e da sétima época,    a percentagem de abandono é semelhante para as faixas etárias 10 e 11 anos e    12 e 13 anos. Relativamente aos 14 e 15 anos, a percentagem é muito elevada    nas primeiras épocas, observando-se 90% de abandono ao fim de apenas três épocas.  </P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f3.jpg" width="716" height="267">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 3</B>. <b><i>Percentagens de abandono, por época, faixas etárias e género</i></b>.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P >Ao analisar a sub-amostra globalmente comparámos as distribuições da idade    de abandono e do número de épocas nos dois géneros. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >&nbsp; </P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f4.jpg" width="727" height="286">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 4. <i>Distribuições do número de épocas e da idade de abandono nos dois    géneros.</i></B></P>     <P >&nbsp;</P>     <P >A semelhança dos dois géneros relativa ao número  de épocas é bem visível, pois os valores do mínimo (1), primeiro quartil (1),  mediana (2), terceiro quartil (3) e máximo (10) coincidem. No entanto, sob o  ponto de vista da idade de abandono, as semelhanças resumem-se as mínimo (11) e  à mediana (14). Quanto às diferenças, 25% das raparigas abandonam até aos 12  anos, enquanto que os rapazes só o fazem até aos 13. Observa-se o mesmo tipo de  diferença relativamente aos 75%, com as raparigas a abandonarem até aos 15 anos  e os rapazes até aos 16. Assim, no geral, podemos concluir que as raparigas  abandonam a modalidade mais cedo do que os rapazes.</P>     <P >No que diz respeito à aplicação da análise de sobrevivência, começámos por    determinar as estimativas de Kaplan-Meier da função de sobrevivência, por género,    onde o tempo de vida é o tempo desde que o atleta inicia a modalidade a nível    federado até ao abandono. Os resultados encontram-se na figura 5, sendo que,    no primeiro caso tivemos em conta o número de épocas, enquanto que no segundo    foi a idade de abandono. </P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f5.jpg" width="733" height="342">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 5</B>. <i><b>Estimativas de Kaplan-Meier da função de sobrevivência, por    género.</b></i></P>     <P   >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Ao analisar o comportamento dos atletas através  do número de épocas, novamente é visível a ausência de diferença significativa  entre os dois géneros. No entanto, ao analisarmos através da idade de abandono,  já podemos notar que, até aos 18 anos, as raparigas têm uma taxa de abandono  mais elevada. Além disso, também se observa uma quebra acentuada da prática  desportiva dos 13 para os 14 anos nas raparigas e dos 14 para os 15 nos  rapazes.</P>     <P >Parece-nos importante realçar algumas diferenças  encontradas na análise dos questionários, nomeadamente no género e entre os  atletas activos e os que abandonaram. Essas diferenças foram detectadas através  do teste de Pearson do qui-quadrado. Apenas apresentámos e discutimos os dados  cujos valores de p foram significativos, com a seguinte interpretação: entre  0,05 e 0,01 existem diferenças significativas (*); entre 0,01 e 0,001 existem  diferenças muito significativas (**); menor do que 0,001 existem diferenças  extremamente significativas (***).</P>     <P >Foi na dimensão compromisso que encontrámos as diferenças mais significativas    entre os atletas activos e os que abandonaram, como se pode verificar através    da análise das afirmações que se seguem.</P>     <P >&nbsp;</P>     <P><b>CO.2. Eu estou determinado em continuar a jogar andebol.</b></P>     <P>&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f6.jpg" width="558" height="310">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 6</B>. <b><i>Percentagens das respostas dos atletas activos e daqueles    que já abandonaram, pelas diferentes categorias, na questão CO2.</i></b></P>     <P align="center" >&nbsp;</P>     <P >Existem diferenças extremamente significativas entre os atletas activos e    os que abandonaram, p&lt;.000. Nesta questão, os atletas activos apresentam    percentagens claramente superiores nas categorias muito determinado e muitíssimo    determinado. Os atletas que abandonaram apresentam uma percentagem muito superior    nas categorias nada determinado e pouco determinado.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >&nbsp;</P>     <P ><b>CO.3. É difícil para ti abandonar o andebol?</b></P>     <P >Nesta questão existem diferenças muito significativas entre os rapazes que    abandonaram e aqueles que permanecem no activo, p=0.001. Isso pode-se verificar    com a ajuda do gráfico que se segue.</P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f7.jpg" width="476" height="322">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 7. <i>Percentagens das respostas dos atletas activos e daqueles que já    abandonaram, pelas diferentes categorias, na questão CO3.</i></B></P>     <P align="center" >&nbsp;</P>     <P   >As diferenças são mais expressivas nas categorias de muitíssimo difícil, onde    os activos apresentam uma percentagem de 35% e os que abandonaram apenas 9%    aproximadamente. Nas categorias nada difícil e pouco difícil, os atletas que    abandonaram apresentam percentagens muito superiores às dos activos, com a particularidade    de nenhum destes últimos ter assinalado a primeira categoria.</P>     <P   >Existem diferenças extremamente significativas entre as raparigas que estão no    activo e aquelas que abandonaram,<B  > </B>p&lt;0.000, como é visível na Figura 8.</P>     <P   >&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f8.jpg" width="459" height="312">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 8</B>. <i><b>Percentagens das respostas das atletas activas e daquelas    que já abandonaram, pelas diferentes categorias, na questão CO3.</b></i></P>     <P >&nbsp;</P>     <P >As grandes diferenças encontram-se nas categorias dos extremos, ou seja, as    activas optaram maioritariamente pela categoria muitíssimo difícil e apresentam    uma percentagem nula na categoria nada difícil. As atletas que abandonaram distribuíram-se    por todas as categorias de uma forma mais ou menos homogénea.&nbsp; </P>     <P >&nbsp;</P>     <P ><b>CO.4. O que és capaz de fazer para não abandonares o andebol?</b></P>     <P >Os rapazes que estão no activo apresentam  diferenças muito significativas em relação aos que abandonaram,<B  > </B>p = 0.001.</P>     <P >Essas diferenças são bem evidentes nas  categorias poucas coisas e muitas coisas (Figura 9). Na primeira são os atletas  que já abandonaram que têm uma percentagem de 38% versus 9% e na segunda os  activos 35% versus 3%.</P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f9.jpg" width="479" height="303">  </P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<P align="center" ><B  >Figura 9</B>. <i><b>Percentagens das respostas dos atletas activos e daqueles    que já abandonaram, pelas diferentes categorias, na questão CO4.</b></i></P>     <P align="center" >&nbsp;</P>     <P >Nesta mesma questão existem diferenças extremamente significativas entre as    atletas que estão no activo e aquelas que abandonaram,<B > </B>p&lt;.000. As    primeiras optaram claramente pelas categorias bastantes coisas e muitas coisas,    enquanto que as raparigas que já abandonaram têm uma maior percentagem nas categorias    nada e algumas coisas (Figura 10)<I  >.</I></P>     <P >&nbsp;</P>        <P align="center" ><img src="/img/revistas/rpcd/v9n2/9n2a18f10.jpg" width="490" height="301">  </P>     
<P align="center" ><B  >Figura 10</B>. <i><b>Percentagens das respostas das atletas activas e daquelas    que já abandonaram, pelas diferentes categorias, na questão CO4.</b></i></P>     <P align="center" >&nbsp;</P>     <P >Nas restantes dimensões e componentes os  resultados foram os seguintes: tanto os atletas que estão no activo, como  aqueles que abandonaram têm a percepção de que não estagnaram tecnicamente e  melhoraram tacticamente no andebol (percepção de competência); os atletas  inquiridos apresentam uma boa relação com os outros (percepção de relação com os  outros); podemos acrescentar que as raparigas se apresentam mais satisfeitas com  o papel do treinador (percepção de progresso); os atletas inquiridos, de uma  maneira geral, conseguem conciliar os estudos com o andebol (alternativas do  envolvimento); em termos gerais a atracção por outras actividades não é uma  realidade nesta amostra; os atletas inquiridos não têm preocupações em agradar  aos pais nem aos treinadores, apesar da tendência para agradar ao treinador ser  ligeiramente superior.</P>     <P ><B  >Discussão </B></P>     <P >Um dos postulados da teoria do intercâmbio social é que as pessoas participam    numa actividade, se o balanço entre os custos e os benefícios forem favoráveis<SUP>(<a href="#13">13</a>)</SUP>.    É recomendado que os treinadores tenham conhecimento desta realidade quando    trabalham com os atletas. Em resumo, e como implicação prática, este estudo    sugere que uma das prioridades dos treinadores e de outros líderes desportivos    seja a criação de um envolvimento social que permita que os atletas alcancem    os seus motivos de participação. Especificamente, temos de assegurar que as    expectativas dos atletas relacionados com o progresso, relação com os outros,    competência, autonomia, e suporte dado pelo treinador sejam alcançados, se quisermos    que o divertimento e o correspondente compromisso sejam elevados e que os atletas    continuem envolvidos. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Da análise dos questionários concluímos que as  grandes diferenças entre os praticantes que abandonaram e aqueles que se  mantiveram no activo, são as respostas às questões da dimensão compromisso. Os  atletas que estavam no activo eram mais comprometidos com o andebol e por isso  não abandonaram. O nosso estudo está em consonância com a teoria do intercâmbio  social e com o modelo do compromisso desportivo. </P>     <P >Nas questões da percepção de progresso, tanto os activos como os que abandonaram    apresentam-se satisfeitos com o trabalho do treinador em relação ao progresso    dos atletas. Poderá ser útil educar os treinadores para o impacto dos seus comportamentos    nas motivações dos atletas<SUP>(<a href="#14">14</a><a name="top14"></a>)</SUP>.    Um elemento chave poderá ser encorajar os treinadores a utilizar um clima direccionado    para a tarefa, no sentido de ajudar os atletas a centrarem-se em dimensões de    mestria de actividade e não em dimensões extrínsecas. Assim o sucesso deverá    ser definido como o melhoramento pessoal ao contrário de enfatizar a vitória.  </P>     <P >Nas alternativas do envolvimento, grande parte dos inquiridos não se sentiu    atraído por outras actividades, existiu apenas uma pequena percentagem de atletas    que abandonaram que optaria por fazer outras coisas. Este facto contraria a    linha de investigação que diz que os conflitos de interesse e/ou interesses    por outras actividades são os motivos mais consistentes para o abandono desportivo<SUP>(<a href="#4">4</a><a name="top4"></a>)</SUP>.</P>     <P >Nos constrangimentos sociais, os atletas  inquiridos não têm preocupações em agradar aos pais ou/e aos treinadores, apesar  da tendência para agradar ao treinador ser ligeiramente superior. Não existiram  sentimentos de obrigatoriedade nesta amostra (activos/abandonaram). Os atletas  que abandonaram não sentiram pressão, logo o compromisso  diminuiu.</P>     <P >Nos investimentos pessoais e especificamente no  grau de empenhamento, são os rapazes que abandonaram que tiveram maiores  percentagens na categoria quase sempre. Este dado poderá ser revelador de que os  jovens abandonaram porque sentiam-se injustiçados ou porque sentiam que mesmo  com um grau de empenhamento elevado não conseguiam atingir determinados  patamares.</P>     <P >A compreensão do fenómeno do abandono passa necessariamente por um cruzamento    de teorias e comparação de paradigmas afins de decidir qual é que melhor poderá    explicar este assunto<SUP>(<a href="#10">10</a><a name="top10"></a>)</SUP>.    Por vezes, só essas pontes entre as teorias conseguem obter a diversidade dos    factores e processos implicados neste fenómeno.</P>     <P >De acordo com os resultados quer da análise  descritiva quer da análise de sobrevivência, tendo em conta o número de épocas,  pudemos concluir que o género não constituiu uma variável explicativa do  fenómeno que estudámos. No entanto, com base na idade de abandono, já notámos  alguma diferença. Esta última observação não entra em contradição com a  anterior: no primeiro caso estávamos a considerar quantas épocas o atleta se  mantinha na modalidade, enquanto que no segundo considerámos qual a idade em que  abandonava. Significa pois que as raparigas tendem a iniciar mais cedo o  andebol, mas também tendem a abandoná-lo mais cedo.</P>     <P >Concluímos ainda que a taxa média de abandono,  por época, sobe à medida que aumenta a idade de entrada dos atletas.  </P>     <P >Verificámos também que a percentagem de abandono  nas primeiras épocas é tanto maior quanto maior for a idade de entrada dos  atletas.</P>        <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P ><B  >REFERÊNCIAS</B></P>        <P  > <a href="#top1">1</a><a name="1"></a>. Becker S (1960). Notes on concept of    commitment. <I  >American Sociological Review</I> 66: 32-40</P>        <P  > <a href="#top2">2</a><a name="2"></a>. Brustad R (1993). Youth in sport: Psychological    considerations. In: <I  >Handbook of research on sport psychological</I>, 695-717</P>        <P  > <a href="#top3">3</a><a name="3"></a>. Burton D (1988). The dropout dilemma    in youth sport: Documenting the problem and identifying solutions. <I >Youth    Athletes</I> 244-266</P>        <P  > <a href="#top4">4</a><a name="4"></a>. Gould D (1987). <I >Understanding attrition    in children&#8217;s sport</I>. Advances in pediatric sport sciences, 61 &#8211;    85 </P>        <P  > <a href="#top5">5</a><a name="5"></a>. Kelley H (1983). Love and commitment.    <I >Close relationships</I> 265-314</P>        <P    > <a href="#top6">6</a><a name="6"></a>. Petlichkoff L (1992). Young sport participation    and withdrawal: Is it simply a matter of fun? <I >Pediatric Exercise Science</I>    4: 105-110</P>        <P  > <a href="#top7">7</a><a name="7"></a>. Petlichkoff L (1993). Group differences    on perceived ability, achievement goal orientations, and level of satisfaction    during the season. <I  >Pedriatric Exercise Science</I> 5: 12-24</P>        <P  > <a href="#top8">8</a><a name="8"></a>. Rusbult C (1980). Commitment and satisfaction    in romantic associations: A test of the investment model. <I >Journal of Experimental    Social Psychology</I> 16: 172-186 </P>        <P  > <a href="#top9">9</a><a name="9"></a>. Rusbult C (1983). A longitudinal test    of the investment model: the development of satisfaction and commitment in heterosexual    involvement. <I  >Journal of Personality and Social Psychology</I> 45: 101-117</P>        ]]></body>
<body><![CDATA[<P  > <a href="#top10">10</a><a name="10" id="10"></a>. Sarrazin P, Guillet E (2001).    Ils ne se réinscrivent pás! Variables et processus de L`abandone sportive. <I  >Théories de la motivation et pratiques sportives</I> 223-254.</P>        <P  > <a href="#top11">11</a><a name="11"></a>. Scanlan T, Carpenter P, Schmidt G,    Simons J, Keeler B (1993). An introduction to the sport commitment model. <I >Journal    of Sport &amp; Exercise Psychology</I> 15: 1-15</P>     <P  > <a href="#top12">12</a><a name="12"></a>. Sprecher S (1988). Investment model,    equity and social support determinants of relationship commitment. <I >Social    Psychology Quarterly</I> 51: 318-328</P>     <!-- ref --><P  > <a href="#top13">13</a><a name="13"></a>. Thibaut J, Kelley H (1959). <I >The    social psychology of groups</I>. New York: Wiley.<SPAN  style="FONT-FAMILY: IowanRoman; mso-ansi-language: EN-GB"  lang=EN-GB>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=745544&pid=S1645-0523200900020001800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P  > <a href="#top14">14</a><a name="14"></a>. Vallerand R, Losier G (1999). An integrative    analysis of intrinsic and extrinsic motivation in sport. <I >Journal of Applied    Sport Psychology</I> 11: 142-169</P>     <P  >&nbsp;</P>           <P ><B  >Correspondência</B></P>       <P ><B  >Norberta Fernandes</B></P>       <P >Edifício Solar da Azenha, Bl. A, 3º L</P>       <P >9125-018 Caniço</P>       ]]></body>
<body><![CDATA[<P >Madeira</P>        <P >E-mail: <a href="mailto:norfernandes@hotmail.com">norfernandes@hotmail.com</a>  </P>              ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thibaut]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kelley]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The social psychology of groups]]></source>
<year>1959</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Wiley]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
