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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise da força articular resultante entre diferentes movimentos do ombro com e sem carga: estudo preliminar]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Link segment models are extremely useful for increasing the comprehension of joint overload. The aim of the present study was to analyze proximal joint reaction forces and moments during different movements performed with and without external load. One subject performed shoulder flexion, extension and abduction, and elbow flexion movements (with and without external load) Kinematic data were obtained by videogrammetry (frequency sample 50 fields/s). One link segment model was used to obtain kinetic data. The model is governed by Newton/Euler movement equations. The results suggested a not proportional increasing of proximal joint reaction forces and moments. The proximal joint reaction force longitudinal component was the only one that increased proportionally to the external load. Proximal joint reaction force shearing components and proximal moments presented increasing values of different magnitudes. The use of external load promoted increased magnitudes of proximal joint reaction force and moment, although it was not proportional. Proximal joint reaction force and moment are influenced in different ways by the external load. This suggests the need of a strict control of the prescribed exercises for different shoulder dysfunctions.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Análise da força articular resultante entre diferentes movimentos do ombro    com e sem carga: estudo preliminar </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <P><B>Daniel Cury Ribeiro</B><SUP>1,2</SUP>, <B>Jefferson Fagundes Loss</B><SUP>1</SUP>,    <B>Joelly Mahnic de Toledo</B><SUP>1</SUP>, <B>Marcelo Peduzzi de Castro</B><SUP>1</SUP>,    <B>Fábia Milman Krumholz</B><SUP>1</SUP> e <B>Felipe de Osório Marques</B><SUP>1</SUP> </P>     <P>1 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Escola Superior de Educação Física,    Porto Alegre – RS, Brasil</P>     <P> 2 Faculdade da Serra Gaúcha, Escola de Educação e Saúde, Caxias do Sul – RS,    Brasil </P>     <P><a name="top0"></a><a href="#0">CORRESPONDÊNCIA</a></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><b>RESUMO</b> </P>     <P>Os modelos de segmentos rígidos são extremamente úteis para auxiliar a  compreensão do tipo de sobrecarga que as articulações estão expostas. O objetivo  deste trabalho foi analisar a força articular resultante e momento proximal  durante atividades sem e com carga externa, em um estudo preliminar. Um  indivíduo realizou flexão, extensão, abdução de ombro e flexão de cotovelo (sem  e com carga). Dados cinemáticos foram obtidos por videogrametria (freqüência de  amostragem de 50 campos/s). Um modelo de segmentos rígidos foi utilizado para  obtenção dos dados cinéticos. O modelo é regido pelas equações de movimento de  <I>Newton-Euler</I>. Os resultados encontrados evidenciaram aumentos não  proporcionais na força e momento resultante. A força resultante longitudinal foi  a única que apresentou aumento proporcional frente à carga externa. As  componentes da força de cisalhamento e momento proximal apresentaram aumentos  aleatórios. O aumento da carga externa promoveu aumentos da força e momento  proximal, porém não de forma proporcional. As componentes de força e momento  resultante sofrem influência da carga externa de maneira independente. Isto  evidencia a necessidade de um controle rígido sobre os exercícios prescritos  para diferentes disfunções do membro superior. </P>     <P><B><I>Palavras-chave</I></B>: ombro, força, cinética, torque </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P><b>Analysis of the joint reaction forces during different shoulder movements    with and without external load: a preliminary study </b></P>     <P><b>ABSTRACT</b> </P>     <P>Link segment models are extremely useful for increasing the comprehension of    joint overload. The aim of the present study was to analyze proximal joint reaction    forces and moments during different movements performed with and without external    load. One subject performed shoulder flexion, extension and abduction, and elbow    flexion movements (with and without external load) Kinematic data were obtained    by videogrammetry (frequency sample 50 fields/s). One link segment model was    used to obtain kinetic data. The model is governed by Newton/Euler movement    equations. The results suggested a not proportional increasing of proximal joint    reaction forces and moments. The proximal joint reaction force longitudinal    component was the only one that increased proportionally to the external load.    Proximal joint reaction force shearing components and proximal moments presented    increasing values of different magnitudes. The use of external load promoted    increased magnitudes of proximal joint reaction force and moment, although it    was not proportional. Proximal joint reaction force and moment are influenced    in different ways by the external load. This suggests the need of a strict control    of the prescribed exercises for different shoulder dysfunctions. </P>     <P><B><i>Key-words</i></B>: shoulder, force, kinetics, torque </P>     <P>&nbsp;</P>      <P>INTRODUÇÃO </P>     <P>Modelos biomecânicos têm sido comummente utilizados com o objectivo de estimar    as forças de reacção proximal (FRP) e momento proximal (MP) tanto durante actividades    esportivas como durante actividades de vida diária (AVDs)(<a name="top5"></a><a href="#5">5</a>,<a name="top7"></a>    <a href="#7">7</a>, <a name="top8"></a><a href="#8">8</a>, <a name="top17"></a><a href="#17">17</a>,    <a name="top26"></a><a href="#26">26</a>, <a name="top28"></a><a href="#28">28</a>,<a name="top29"></a>    <a href="#29">29</a>). A estrutura dos modelos pode variar, conforme o objectivo    do estudo. Alguns estudos utilizam modelos músculo-esqueléticos(<a name="top15"></a><a href="#15">15</a>,    <a name="top21"></a><a href="#21">21</a>, <a name="top22"></a><a href="#22">22</a>,    <a href="#28">28</a>) enquanto outros modelos utilizam estruturas mais simples,    os denominados modelos de segmentos rígidos(<a href="#5">5</a>, <a href="#8">8</a>,    <a name="top16"></a><a href="#16">16</a>, <a name="top19"></a><a href="#19">19</a>).  </P>     <P>Os modelos de segmentos rígidos, apesar de opera-rem com forças e momentos    resultantes, são extremamente úteis para auxiliar a compreensão do tipo de sobrecarga    a que as articulações estão expostas(<a href="#7">7</a>, <a href="#8">8</a>,    <a name="top13"></a><a href="#13">13</a>). Recentemente, um estudo destacou    a necessidade de estruturar um banco de dados normativos sobre as forças articulares    resultantes do membro superior durante AVDs. Os autores destacam a importância    deste tipo de estudo para melhor compreensão da sobrecarga a que as articulações    do membro superior estão expostas(<a href="#13">13</a>). Nos últimos anos, alguns    estudos voltaram-se para análise do efeito de uma carga externa sobre o ritmo    escapuloumeral durante a elevação do braço(<a name="top4"></a><a href="#4">4</a>,    <a name="top10"></a><a href="#10">10</a>, <a name="top11"></a><a href="#11">11</a>,    <a name="top14"></a><a href="#14">14</a>, <a name="top20"></a><a href="#20">20</a>).  </P>     <P>Outros, voltaram-se para a análise de gestos esportivos(<a href="#5">5</a>,    <a href="#7">7</a>, <a href="#8">8</a>), da propulsão de cadeiras de rodas(<a href="#17">17</a>,    <a name="top23"></a><a href="#23">23-26</a>, <a href="#29">29</a>) e de actividades    de vida diária(<a name="top9"></a><a href="#9">9</a>, <a href="#13">13</a>,    <a href="#28">28</a>). </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Ainda, durante o <I>5th Meeting of the International Shoulder Group </I>foram    apresentados dados comparando o número de publicações referentes ao membro superior    e membro inferior. A razão pela qual existe um menor número de publicações relacionadas    ao membro superior não é evidente, no entanto, é claro a necessidade de mais    publicações vinculadas ao membro superior(<a name="top27"></a><a href="#27">27</a>).    Não encontramos estudos que analisassem os efeitos da carga externa (halter)    nas forças resultantes do ombro. Assim, o objectivo deste trabalho é analisar    a força articular resultante e momento proximal durante actividades sem e com    carga externa. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P>MATERIAIS E MÉTODOS </P>     <P>O estudo contou com a participação de um indivíduo do sexo masculino, de idade    de 25 anos, 1,79 m de altura e 80 kg. Antes de qualquer envolvimento com este    trabalho, o indivíduo assinou o Termo de Consentimento Informado, consentindo    formalmente na participação desta pesquisa. A amostra foi de quatro gestos comummente    realizados durante pro-gramas de reforço muscular do membro superior. Os gestos    avaliados foram: flexão, extensão, abdução de ombro e flexão de cotovelo. Estes    gestos foram realizados sem carga externa e com uma carga equivalente a 5% do    peso corporal (PC) do indivíduo. </P>     <P>A aquisição dos dados cinemáticos foi feita através de cinco câmaras de vídeo    (<I>JVC GR-DVL9800</I>). A frequência de amostragem foi de 50 campos/s, com    um tempo de abertura das câmeras (<I>shutter</I>) ajustado em 1/250. No suporte    de cada câmera, foram fixados um iluminador com mesma direção óptica da câmera    para aumentar o contraste entre o marcador reflexivo e o restante da imagem.    O <I>software Dvideow </I>foi utilizado para digitalização das imagens e reconstrução    espacial(<a name="top6"></a><a href="#6">6</a>). Foi utilizado o modo semi-automático    de digitalização das imagens, com os seguintes algoritmos: inversão<I>, </I>erosão<I>,    getmarkers</I>(<a name="top2"></a><a href="#2">2</a>). A reconstrução espacial    foi feita através do método <I>direct linear transformation </I>(DLT)(<a name="top1"></a><a href="#1">1</a>).    O sincronismo intra-cameras foi realizado através do canal de áudio(<a name="top3"></a><a href="#3">3</a>).    A acurácia da medida entre dois pontos foi assumida como representativa do erro    de medida do sistema(<a href="#2">2</a>, <a href="#3">3</a>). Dois marcadores    reflexivos foram fixados em uma barra rígida, a qual foi deslocada dentro do    volume de calibração, de aproximadamente, 1,262 x 1,082 x 0,902 m3. A medida    entre os marcadores (231,50 mm) foi medida através de um paquímetro (resolução    de 0,05 mm), a qual foi assumida como valor real. A acurácia foi, então calculada    através da seguinte equação: </P>     <P><I>a= </I>&#8730;<I> (b2 + p2) </I>(1) </P>     <P>Em que</B>: </P>     <P><I>a </I>= acurácia; </P>     <P><I>b </I>= <I>bias </I>do sistema, dada pela diferença entre a média dos valores    (medidas experimentais) e a medida real (medida directa); </P>     <P><I>p2 </I>= precisão do sistema, dado pelo desvio padrão da média das medidas    experimentais. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>A referências anatómicas de interesse foram determinadas através do uso de    marcadores retroreflexivos em formato de esfera, com 15 mm de diâmetro. As referências    anatómicas utilizadas foram: processo espinhoso da sétima vértebra cervical    (C7); processo espinhoso da oitava vértebra dorsal (T8); processo coracóide    (PC); incisura jugular (IJ); processo xifóide (PX); articulação esterno-clavicular    (SC); articulação acrômio-clavicular (AC); ângulo medial da escápula (AM); ângulo    inferior da escápula (AI); ângulo acromial (AA); centro de rotação da glenoumeral    (GU) o qual foi estimado pelo método de regressão linear(12); epicôndilo lateral    (EL); epicôndilo medial (EM); processo estilóide rádio (PER); e processo estilóide    ulna (PEU), conforme recomendações da <I>International Society of Biomechanics</I>(<a name="top31"></a><a href="#31">31</a>).  </P>      <P>Em virtude da interferência dos músculos do antebraço no posicionamento dos    marcadores reflexivos do EL e EM, foi utilizado um marcador técnico (MT) posicionado    no segmento do braço(<a name="top18"></a><a href="#18">18</a>). O MT consiste    de uma haste em formato de “T”, contendo três marcadores retroreflexivos não    colineares. Um sistema de coordenada para cada segmento corporal (mão, antebraço,    braço, escápula e tronco) foi definido. A definição destes sistemas, bem como    da descrição cinemática respeitou as recomendações da <I>International Society    of Biomechanics</I>(<a href="#31">31</a>). As sequências de rotação, assim como    o segmento proximal utilizado como referência estão descritos na Tabela 1. </P>     <P>&nbsp;</P>     <p></B><I>Tabela 1. Sequência de rotação adoptada para cada segmento corporal.    SCG = Sistema de Coordenada Global, SCL = Sistema de Coordenada Local. X,Y,Z    (maiúsculas) referem-se aos eixos do sistema de coordenada de referência. x,y,z    (minúsculas) referem-se aos eixos do SCL do segmento distal. </I></P>     <p><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02t1.jpg" width="440" height="117"></P>      
<p>&nbsp;</P>     <P>O modelo utilizado no presente trabalho é regido pelas equações de movimento    linear e angular de <I>Newton-Euler </I>(equações 2 e 3):</P>     <P><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02e2-3.jpg" width="275" height="65"> </P>     
<p>Em que: </p>     <p>S<B>F</B>= somatório das forças (vetorial); </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><I>m </I>= massa; </p>     <p>a<sub>cm</sub> = aceleração linear do centro de massa; </p>     <p>S<B>M </B>= somatório dos momentos (vetorial); </p>     <p><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02h1.jpg" width="21" height="24">= taxa de variação do    momento de angular; </p>     
<P>O modelo utiliza os dados cinemáticos, cinéticos e antropométricos como variáveis    independentes. As variáveis dependentes são as Frp e Mp envolvidos. Maiores    detalhes sobre o modelo podem ser encontrados na literatura(<a href="#16">16</a>).  </P>     <P>Os dados cinemáticos foram filtrados com filtro digital passa-baixa <I>Butterworth</I>,    ordem 3, sendo a frequência de corte determinada pelo do método da <I>Análise    Residual</I>, proposto por Winter(<a name="top30"></a><a href="#30">30</a>).    Por meio deste método, foi determinado um valor de frequência de corte para    cada coordenada espacial global (X, Y, Z) de cada referência anatómica, em cada    gesto realizado. As frequências de corte variaram de 0,5 a 4,9 Hz. A coleta    de dados foi realizada em 2 etapas (sem e com carga). Cada uma destas etapas    era dividida em dois estágios (<I>registo em vídeo estático </I>e <I>dinâmico</I>).    Durante o registo em vídeo <I>estático</I>, o indivíduo se encontrava utilizando    marcadores reflexivos em todas referências anatómicas e ainda, utilizava o marcador    técnico. Este estágio permite a posterior dedução da localização dos pontos    anatómicos EL e EM. Durante o registo em vídeo dinâmico, o indivíduo se encontrava    utilizando todos marcadores com excepção daqueles do EL e EM. </P>     <P>O indivíduo realizou cinco repetições para cada gesto motor, primeiramente    sem carga e, posteriormente, com uma carga equivalente à 5% do seu PC. Os gestos    analisados foram: flexão de ombro, extensão de ombro, abdução de ombro e flexão    de cotovelo. </P>     <P>Todos estes gestos foram realizados com uma velocidade angular média de 45°/s,    a qual foi acompanhada por um metrónomo. </P>     <P>Para verificar a interferência da carga na execução do gesto, foi avaliada    a reprodutibilidade dos ângulos articulares do ombro (plano de elevação, ângulo    de elevação e ângulo de rotação interna e externa) para cada gesto com e sem    carga. A reprodutibilidade também foi avaliada para os ângulos articulares do    cotovelo (ângulo de flexão, ângulo de carregamento e ângulo de pronação-supinação).    A reprodutibilidade foi expressa quantitativamente através do <I>Erro Rms</I>,    assumida como sendo a diferença da raiz quadrada entre todos os pontos coletados    pareados nas duas etapas (sem e com carga)(<a href="#13">13</a>), conforme a    equação: </P>      <p><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02e4.jpg" width="353" height="62"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em que: </P>     <p><I>i </I>= 1, 2, 3, 4, ... n; </P>     <p><I>x1 </I>= dados de cada variável analisada da etapa 1; </P>     <p><I>x2 </I>= dados de cada variável analisada da etapa 2; </P>     <p>&nbsp;</P>     <P>RESULTADOS </P>     <P>Os valores de acurácia, <I>bias </I>e precisão do sistema de videogrametria    foram, em média, de 1,7 mm, 0,5 mm, e 1,6 mm, respectivamente. Foram encontrados    baixos valores de <I>Erro Rms </I>para cada gesto avaliado (Tabela 2). O maior    valor de <I>Erro Rms </I>foi encontrado para o movimento de extensão do ombro    (sem e com carga): 23,11graus (para o ângulo do plano de elevação do ombro).</P>     <P>&nbsp; </P>     <p><I><a name="t2"></a><a href="#topt2"><b>Tabela 2</b></a>. Erro </I>Rms <I>para    cada ângulo de movimento articular (ombro e cotovelo) entre os gestos sem e    com carga. </I></P>     <p><i><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02t2.jpg" width="418" height="260"></i></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <P></B>Os resultados de pico de ângulo, FRP e MP para a articulação do ombro (gestos    de abdução, flexão, extensão) e cotovelo (flexão de cotovelo) estão descritos    na Tabela 3. Nesta tabela, estão descritos os valores de pico angular para cada    movimento articular, bem como o valor de pico de FRP e MP para cada eixo do    sistema de coordenada local do segmento braço e antebraço. Os valores de FRP    e MP foram maiores durante os gestos realizados com carga externa, como esperado.  </P>     <P>&nbsp; </P>     <P><i><a name="t3"></a><a href="#topt3"><b>Tabela 3</b></a>. Valores de pico para    cada ângulo de articular (ombro e cotovelo) e cada componente de FRP e MP para    os segmentos do braço e antebraço durante os gestos analisados </i></P>     <P><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02t3.jpg" width="420" height="739"></P>     
<P>&nbsp;</P>     <P>A Tabela 4 apresenta a razão entre os valores de pico para cada ângulo articular,    e pico de FRP e MP entre os gestos realizados com carga e sem carga. Esta tabela    permite verificar o aumento do pico de cada variável analisada (ângulo, FRP    e MP) quando realizado o gesto com carga externa. Para os valores de ângulo,    praticamente todos os movimentos articulares atingiram picos angulares similares    (todas razões próximas de 1,0). As excepções foram: plano de elevação (razão    de 0,12) durante o movimento de abdução do ombro e ângulo de carregamento (razão    de 5,70). </P>     <P>&nbsp;</P>     <p><I><a name="t4"></a><a href="#topt4"><b>Tabela 4</b></a>. Razões de Pico (Carga/Sem    carga) para os diferentes gestos analisados. </I></P>     <p><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02t4.jpg" width="420" height="458"></P>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>As razões de pico (carga/sem carga) para a FRP e MP variaram. O menor e maior    valor de razão de pico para FRP foi de 1,69 e 5, 28, respectivamente (Tabela    4). Já o menor valor (em módulo) de razão de pico para MP foi de 0,86 e o maior    de 8, 42. </p>     <P></B>Os comportamentos de FRP e MP de cada componente (x, y, z) apresentam variações,    na medida em que a amplitude de movimento se altera. </P>     <P>Evidentemente que, conforme o gesto analisado, o comportamento das componentes,    bem como suas magnitudes, é diferente. As Figuras 1 e 2 apresentam o comportamento    da FRP durante a abdução de ombro sem e com carga, respectivamente. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02f1.jpg" width="410" height="255"></P>     
<P><i><b>Figura 1</b>. Força de reação proximal durante abdução do ombro sem carga.    </i></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><i><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02f2.jpg" width="404" height="247"></i></P>     
<p><i><b>Figura 2</b>. Força de reação proximal durante abdução do ombro com carga.    </i></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <P>Com o incremento da carga, o comportamento da componente <I>x </I>(anteroposterior)    torna-se distinto em relação ao seu comportamento durante o gesto sem carga.    Estes dados evidenciam um deslocamento posterior da cabeça do úmero em relação    à glenoide e uma força de estabilização por parte do manguito rotador e estruturas    cápsulo-ligamentares no sentido de anteriorização da cabeça do úmero. Além disso,    evidentemente, todas componentes da FRP apresentam maiores magnitudes. </P>     <P></B>O comportamento das componentes do MP é similar entre os gestos com e sem    carga, com excepção da componente z, a qual adopta um comportamento mais padronizado    durante a execução do gesto com carga (Figuras 3 e 4). Através destes resultados,    fica explícito a magnitude de sobrecarga sobre as estruturas músculo-tendíneas    dos músculos abdutores e flexores de ombro, que conjuntamente, promovem o movimento    de elevação no plano escapular. </P>     <P>&nbsp;</P>     <P><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02f3.jpg" width="397" height="245"></P>     
<P><I><b>Figura 3</b>. Momento proximal durante abdução do ombro sem carga. </I></P>     <P>&nbsp;</P>     <P><i><img src="/img/revistas/rpcd/v10n1/10n1a02f4.jpg" width="421" height="261"></i></P>     
<p><b></B><I>Figura 4</I></b><I>. Momento proximal durante abdução do ombro com    carga. </I></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P></B>DISCUSSÃO </P>     <P>A maior parte da literatura apresenta dados referentes a gestos esportivos    como arremessos(<a href="#5">5</a>, <a href="#7">7</a>, <a href="#8">8</a>),    AVDs(<a href="#13">13</a>) ou propulsão de cadeiras de rodas(<a href="#17">17</a>,    <a href="#23">23</a>, <a href="#26">26</a>). Não encontramos nenhum estudo voltado    para atividades comumente realizadas no treinamento de força, ou exercícios    de reabilitação.</P>     <P> Fleisig et al.(<a href="#7">7</a>) identificaram que as amplitudes de movimento    com maior risco lesivo correspondiam àquelas em que ocorreram os picos de FRP    e MP. Estes autores avaliaram o gesto de arremesso do beisebol. Os picos de    MP foram de 67 Nm (para rotação interna), 64 Nm (para pronação de cotovelo)    e 97 Nm (para abdução horizontal). Com relação aos picos de FRP, os valores    encontrados foram: 1.090 N de força compressiva e 400 N de força posterior.  </P>     <P>Hong et al.(<a href="#8">8</a>) avaliaram o movimento do arremesso no beisebol,    com objectivo identificar o padrão de comportamento do MP do tronco, ombro e    cotovelo. O pico do MP de abdução no ombro atingiu valores próximos de 300 Nm.    Feltner e Taylor(<a href="#5">5</a>) avaliaram os valores de MP e FPR durante    o arremesso do pólo aquático. Próximos ao instante do arremesso, os momentos    de abdução, rotação interna e flexão horizontal atingiram, em média, magnitudes    próximas de 60 Nm. Os estudos citados acima apresentam valores de MP muito acima    daqueles encontrados no presente estudo. No entanto, os gestos analisados são    balísticos, o que interfere de forma muito clara na magnitude da FRP e do MP.  </P>     <P>Os resultados do presente estudo apresentaram razões de pico de força próximas    de 2,0 (no eixo y – longitudinal – do braço) para os movimentos do ombro (flexão,    abdução e extensão). Isto ocorreu, pois a FRP durante os movimentos sem carga    corresponde à força gravitacional e inercial do segmento do braço(<a href="#16">16</a>,    <a name="top32"></a><a href="#32">32</a>). Na medida em que o gesto foi executado    em baixa velocidade, a força inercial é mínima, enquanto que a força gravitacional    corresponde, aproximadamente, a 5% do peso corporal. A força externa aplicada,    nos gestos com carga, foi de 40 N, a qual também equivale a 5% do PC. Assim,    o pico da FRP longitudinal dobrou para o segmento do braço. No entanto, é importante    destacar que, para as outras componentes x e z, isso não ocorreu (<a name="topt4"></a><a href="#t4">Tabela    4</a>). Provavelmente, este é o dado que mereça mais atenção no presente trabalho,    pois isso demonstra que o pico de FRP não corresponde, necessariamente, a um    aumento proporcional em relação à carga aplicada. Isto tem especial relevância    na reabilitação de disfunções articulares do membro superior. </P>     <P>O acréscimo da magnitude do MP em suas diferentes componentes se deve, exclusivamente,    à orientação do segmento no espaço. Na medida em que os gestos foram realizados    em velocidades baixas e constantes (foram monitoradas por metrónomo), o MP representa    a actividade muscular dos agonistas do movimento(<a href="#16">16</a>, <a href="#30">30</a>,    <a href="#32">32</a>). Assim, o aumento da carga externa é acompanhando por    um aumento do momento produzido pelos músculos do ombro. Três razões de pico    do MP merecem especial atenção: a razão de pico do eixo y durante a extensão    de ombro, a razão de pico do eixo z durante a abdução de ombro e a razão de    pico em torno do eixo y durante a flexão de cotovelo. Estas apresentaram valores    de razão de pico próximos de 8,0. No entanto, o pico de MP para estes eixos,    durante os gestos sem e com carga, foram muito baixos (<a name="topt3"></a><a href="#t3">Tabela    3</a>), não representando aumentos do MP consideráveis. A realização dos gestos    com carga apresentou picos de ADM muito similares aos gestos realizados sem    carga (<a name="topt2"></a><a href="#t2">Tabelas 2</a> e <a href="#t4">4</a>).    Os valores de <I>Erro Rms </I>foram, para maior parte dos gestos, bastante baixos    entre os gestos sem e com carga. Valores de <I>Erro Rms </I>maiores ficaram    por conta da R1 para os movimentos de flexão e extensão do ombro. Isso sugere    que o padrão de execução do movimento não foi substancialmente alterado com    a inserção da carga externa de 5% do PC. Além disso, razões de pico angulares    próximos de 1,0 foram encontradas para praticamente todos os gestos. A exceção    foi o ângulo de carregamento do cotovelo, o qual, sem carga, atingiu um pico    de 0,70 grau e, com carga, 3,97 graus. Apesar de a razão de pico ter sido grande,    a variação em termos absolutos foi muito pequena, visto que o <I>Erro Rms </I>foi    de 1,59 graus. Este estudo envolveu a análise de gestos realizados por apenas    um indivíduo. No entanto, apresenta resultados importantes sobre o padrão de    comportamento e aumento das FRP e MP. É apresentado um método para quantificação    e análise das forças articulares e momentos proximais. Os resultados do presente    estudo reforçam conclusões de outros estudos, os quais afirmam a necessidade    de se estabelecer uma base de dados normativos cinemáticos e cinéticos, para    actividades realizadas com os membros superiores(<a href="#9">9</a>, <a href="#13">13</a>,    <a href="#27">27</a>). </P>     <P>Os resultados sugerem que o aumento da carga externa equivalente a 5% do PC    foi suficiente para acarretar em aumentos na magnitude da força de reacção proximal    e momento proximal do ombro e cotovelo. No entanto, o dado mais relevante é,    justa-mente, o aumento aleatório destas forças e momentos. Não encontramos aumentos    proporcionais da força e momento proximal para todos componentes de força e    momento proximal. Além disso, a execução do gesto não acarretou em variação    expressiva do padrão de movimento articular. </P>     <P>&nbsp;</P>      <P>AGRADECIMENTOS </P>     <P>Este estudo recebeu apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal    de Nível Superior (CAPES) – Brasil. </P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>&nbsp;</P>     <P>REFERÊNCIAS </P>     <p><a name="1"></a><a href="#top1">1</a>. Abdel-Aziz, e Karara. (1971). Direct    linear transformation from comparator coordinates into objects space coordinates    in close-range photogrammetry. <I>Proceedings of the Symposium on Close-Range    Photogrammetry</I>, 1-18. </p>      <!-- ref --><p><a href="#top2">2</a>. <a name="2"></a>Andrade LM, Araújo AGN, Barros RML (2004).    Análise de marcha: protocolo experimental para posicionamento e orientação dos    segmentos do corpo humano baseado em sistemas de marcas técnicas. <I>Brazilian    Journal of Biomechanics</I>, 9: 33-40 &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=749334&pid=S1645-0523201000010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p><a href="#top3">3</a>. <a name="3"></a>Barros RML, Russomanno TG, Brenzikover    R, Figueroa PJ (2006). A method to synchronise video cameras using the audio    band. <I>Journal of Biomechanics</I>, 39: 776-780 </p>     <p><a href="#top4">4</a>. <a name="4"></a>Ebaugh DD, McClure PW, Karduna AR (2005).    Three-dimensional scapulothoracic motion during active and passive arm elevation.    <I>Clin Biomech (Bristol, Avon)</I>, 20(7): 700-709 </p>     <p><a href="#top5">5</a>. <a name="5"></a>Feltner ME, Taylor G (1997). Three-Dimensional    kinetic of the shoulder, elbow, and wrist during a penalty throw in water polo.    <I>Journal of Applied Biomechanics</I>, 13: 347-372 </p>     <p><a href="#top6">6</a>. <a name="6"></a>Figueroa PJ, Leite NJ, Barros RM (2003).    A flexible software for tracking of markers used in human motion analysis. <I>Comput    Methods Programs Biomed</I>, 72(2): 155-165 </p>     <p><a href="#top7">7</a>. <a name="7"></a>Fleisig GS, Andrews JR, Dillman CJ,    Escamilla RF (1995). Kinetics of baseball pitching with implications about injury    mechanicsms. <I>American Journal of Sports Medicine</I>, 23(2): 233-239 </p>     <p><a href="#top8">8</a>. <a name="8"></a>Hong DA, Cheung TK, Roberts EM (2001).    A three-dimensional, six-segment chain analysis of forceful overarm throwing.    <I>J Electromyogr Kinesiol</I>, 11(2): 95-112 </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#top9">9</a>. <a name="9"></a>Magermans DJ, Chadwick EK, Veeger HE,    van der Helm FC (2005). Requirements for upper extremity motions during activities    of daily living. <I>Clin Biomech (Bristol, Avon)</I>, 20(6): 591-599 </p>     <p><a href="#top10">10</a><a name="10"></a>. McClure PW, Michener LA, Sennett    BJ, Karduna AR (2001). Direct 3-dimensional measurement of scapular kinematics    during dynamic movements in vivo. <I>J Shoulder Elbow Surg</I>, 10(3): 269-277  </p>     <p><a href="#top11">11</a>.<a name="11"></a> McQuade KJ, Dawson J, Smidt GL (1998).    Scapulothoracic muscle fatigue associated with alterations in scapulohumeral    rhythm kinematics during maximum resistive shoulder elevation. <I>J Orthop Sports    Phys Ther</I>, 28(2): 74-80 </p>       <p>12. Meskers CG, van der Helm FC, Rozendaal LA, Rozing PM (1998). In vivo      estimation of the glenohumeral joint rotation center from scapular bony landmarks      by linear regression. <I>J Biomech</I>, 31(1): 93-96 </p>        <p><a href="#top13">13</a>.<a name="13"></a> Murray IA, Johnson GR (2004). A study    of the external forces and moments at the shoulder and elbow while performing    every day tasks. <I>Clin Biomech (Bristol, Avon)</I>, 19(6): 586-594 </p>     <p><a href="#top14">14</a>.<a name="14"></a> Pascoal AG (2001). <I>Ombro e Elevação    do Braço. Análise cinemática e eletromiográfica sobre a influência da carga    externa e velocidade do braço no ritmo escápulo-umeral</I>. Tese de Doutorado.    Universidade Técnica de Lisboa, Lisboa. </p>         <p><a name="15"></a><a href="#top15">15</a>. Praagman M, Stokdijk M, Veeger HE,    Visser B (2000). Predicting mechanical load of the glenohumeral joint, using    net joint moments. <I>Clin Biomech (Bristol, Avon)</I>, 15(5): 315-321 </p>         <p><a href="#top16">16</a>.<a name="16"></a> Ribeiro DC (2006). <I>Implementação    de um modelo para cálculo das forças proximais e momentos proximais resultantes    para o membro superior. </I>Mestrado, Universidade Federal do Rio Grande do    Sul, Porto Alegre. </p>     <p><a href="#top17">17</a>.<a name="17"></a> Rodgers MM, Tummarakota S, Lieh J    (1998). Three-Dimensional Dynamic Analysis of Wheelchair Propulsion. <I>J Apllied    Biomech</I>, 14: 80-92 </p>     <p><a href="#top18">18</a>.<a name="18"></a> Schmidt R, Disselhorst-Klug C, Silny    J, Rau G (1999). A marker-based measurement procedure for unconstrained wrist    and elbow motions. J Biomech, 32(6): 615-621 </p>           ]]></body>
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<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
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<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[RML]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de marcha: protocolo experimental para posicionamento e orientação dos segmentos do corpo humano baseado em sistemas de marcas técnicas]]></article-title>
<source><![CDATA[Brazilian Journal of Biomechanics]]></source>
<year>2004</year>
<volume>9</volume>
<page-range>33-40</page-range></nlm-citation>
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