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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Estado de Saúde da Ilha de Moçambique: Uma análise comparativa dos indicadores de saúde da população]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The United Nations Development Program ( PNUD ) refers to Mozambique as occupying the 165th place in terms of human development, within a range of 169 countries (2010). A study was conducted between 2004/2005, based on a sample of 500 persons. The goal was to analyse selected health indicators within the Island of Mozambique&#8217;s population, in order to compare them with the national rates. The results show that, in some aspects, the Island&#8217;s rates are lower than the national ones. However, it was also observed that certain variables revealed a more favourable situation within the Island of Mozambique. Generally speaking, then, we may conclude that human development is a serious problem in the Island. Healthwise, the population lacks the opportunities, as well as the means to improve this situation.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P    ><B><I>O Estado de Sa&uacute;de da Ilha de Mo&ccedil;ambique</I>: Uma an&aacute;lise comparativa dos  indicadores de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o</B></P >     <P><B>Ana Lu&iacute;sa Patr&atilde;o* e Jos&eacute; Vasconcelos-Raposo**</B></P >     <P>*Universidade do Minho</P >     <P><a href="mailto:lispatrao@gmail.com">lispatrao@gmail.com</a></P>     <P>**Universidade de Tr&aacute;s-os-Montes e Alto Douro</P>     <P><a href="mailto:j.vasconcelos.raposo@gmail.com">j.vasconcelos.raposo@gmail.com</a></P>     <P    ><B>Resumo</B></P >    <P    >De acordo com o PNUD (2010), num universo de 169 pa&iacute;ses, Mo&ccedil;ambique ocupa o 165&ordm; lugar relativamente aos &iacute;ndices de desenvolvimento humano. Entre 2004/2005 desenvolveu-se uma investiga&ccedil;&atilde;o, com uma amostra de 500 indiv&iacute;duos, cujo objectivo passou por analisar alguns indicadores de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o da Ilha de Mo&ccedil;ambique  e compar&aacute;-los com os valores nacionais. Os resultados demonstraram que, em alguns aspectos, os valores da Ilha s&atilde;o mais desfavor&aacute;veis do que os nacionais, enquanto que noutros s&atilde;o mais elevados. Assim, no geral, considera-se que a Ilha n&atilde;o possui um n&iacute;vel de desenvolvimento humano alto, tal como era esperado. Ao n&iacute;vel da sa&uacute;de, a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o acede &agrave;s oportunidades nem aos instrumentos que a ajudariam a melhorar a sua qualidade de vida.</P >    <P    >Palavras-chave: desenvolvimento humano, indicadores de sa&uacute;de, Ilha de Mo&ccedil;ambique</P >    <P    ><B>Abstract</B> </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >The United Nations Development Program ( PNUD ) refers to Mozambique as occupying the 165th place in terms of human development, within a range of 169 countries (2010). A study was conducted between 2004/2005, based on a sample of 500 persons. The goal was to analyse selected health indicators within the Island of Mozambique&rsquo;s population, in order to compare them with the national rates. The results show that, in some aspects, the Island&rsquo;s rates are lower than the national ones. However, it was also observed that certain variables revealed a more favourable situation within the Island of Mozambique. Generally speaking, then, we may conclude that human development is a serious problem in the Island. Healthwise, the population lacks the opportunities, as well as the means to improve this situation.</P >    <P    >Keywords: human development, health indicators, Mozambique Island</P>     <P    >&nbsp;</P>     <P><B>Introdu&ccedil;&atilde;o</B></P >    <P    >De acordo com o Relat&oacute;rio de Desenvolvimento Humano 2010 (Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, 2010), numa amostra de 169 pa&iacute;ses, Mo&ccedil;ambique ocupa o 165&ordm; lugar no &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano. Esta &eacute; uma posi&ccedil;&atilde;o muito desfavor&aacute;vel que se tem vindo a agravar, visto que, em 2004, Mo&ccedil;ambique se encontrava em 171&ordm; lugar, num universo de 177 pa&iacute;ses (PNUD, 2004). Uma das explica&ccedil;&otilde;es para este baixo n&iacute;vel de desenvolvimento humano, de acordo com o descrito no Plano de Ac&ccedil;&atilde;o para a Redu&ccedil;&atilde;o da Pobreza Absoluta, elaborado pelo Observat&oacute;rio da Pobreza (2004), reside no facto de Mo&ccedil;ambique ser um pa&iacute;s que viveu uma fase de recupera&ccedil;&atilde;o do p&oacute;s-guerra, durante a qual recebeu assist&ecirc;ncia de urg&ecirc;ncia e s&oacute; depois iniciou um processo de desenvolvimento global, sendo ainda, por isso, um pa&iacute;s com car&ecirc;ncias a diversos n&iacute;veis. A sa&uacute;de &eacute; uma das &aacute;reas com grandes car&ecirc;ncias.</P >    <P    >A sa&uacute;de tem um papel fundamental no desenvolvimento de uma sociedade, pois, para al&eacute;m do &oacute;bvio, que &eacute; tratar-se de uma condi&ccedil;&atilde;o primordial para o bem-estar f&iacute;sico, tamb&eacute;m est&aacute; intimamente relacionada com um conjunto de outras vari&aacute;veis fundamentais para a promo&ccedil;&atilde;o do bem-estar social. Neste seguimento, Wagstaff (2002) apresenta uma sistematiza&ccedil;&atilde;o do designado ciclo da pobreza e da sa&uacute;de, onde evidencia claramente a articula&ccedil;&atilde;o e interdepend&ecirc;ncia existente entre vari&aacute;veis de sa&uacute;de e a sua influ&ecirc;ncia na situa&ccedil;&atilde;o de pobreza. Este ciclo reflecte ainda, associado &agrave;s diferentes vari&aacute;veis apresentadas, a interliga&ccedil;&atilde;o com um conjunto de outras condi&ccedil;&otilde;es sociais. Daqui resulta tamb&eacute;m a evid&ecirc;ncia de que ao promover-se a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o-se a promover outras condi&ccedil;&otilde;es sociais, tais como habitacionais e de educa&ccedil;&atilde;o (Erwin, 2008), e assumindo a exist&ecirc;ncia deste ciclo, a consequente diminui&ccedil;&atilde;o da pobreza e maiores melhorias de sa&uacute;de. Os ganhos ao n&iacute;vel da sa&uacute;de s&atilde;o poss&iacute;veis de obter atrav&eacute;s da promo&ccedil;&atilde;o do capital social da popula&ccedil;&atilde;o, tendo em conta os impactos positivos do mesmo na sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e bem-estar (Dutta-Bergman, 2004; Folland, 2007; Reid &amp; Tom, 2006), fomentando, adicionalmente, o pr&oacute;prio desenvolvimento econ&oacute;mico do pa&iacute;s e o bem-estar da sociedade (Bouchard, Gilbert, Landry &amp; Deveau, 2006). </P >    <P    >De acordo com o PNUD (2004), o desenvolvimento humano tem a ver principalmente com a possibilidade de as pessoas viverem o tipo de vida que escolheram e com a provis&atilde;o dos instrumentos e das oportunidades para fazerem as suas escolhas. O Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2004 do PNUD assenta muito numa an&aacute;lise das diferen&ccedil;as culturais que levam ao conflito social, econ&oacute;mico e pol&iacute;tico e acredita que as pessoas pobres e marginalizadas (as mais afectadas por estes conflitos) devem ser agentes directos deste processo, pois s&oacute; assim ser&aacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar o acesso equitativo ao emprego, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de, justi&ccedil;a, seguran&ccedil;a, entre outros servi&ccedil;os b&aacute;sicos, sendo para isto fundamental dar voz aos mais marginalizados e alterar as culturas pol&iacute;ticas, sendo as consequ&ecirc;ncias perturbadoramente claras quando tal n&atilde;o acontece. Dos grupos ind&iacute;genas da Am&eacute;rica Latina, &agrave;s minorias infelizes da &Aacute;frica e da &Aacute;sia e aos novos emigrantes de todo o mundo desenvolvido, n&atilde;o resolver as raz&otilde;es de queixa destes grupos marginalizados cria n&atilde;o apenas injusti&ccedil;a, mas tamb&eacute;m verdadeiros problemas para o futuro (PNUD, 2004). O Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2004 identificou 38 pa&iacute;ses &ldquo;priorit&aacute;rios&rdquo; na &Aacute;frica subsariana (um dos quais Mo&ccedil;ambique), que t&ecirc;m n&iacute;veis baixos de desenvolvimento e um progresso fraco em direc&ccedil;&atilde;o aos Objectivos de Desenvolvimento do Mil&eacute;nio; no entanto, acrescenta que s&atilde;o maioritariamente pa&iacute;ses interiores ou com alta densidade demogr&aacute;fica (PNUD, 2004). No caso particular de Mo&ccedil;ambique, a interioridade n&atilde;o &eacute; uma das caracter&iacute;sticas precipitantes, pois trata-se de um pa&iacute;s com uma vasta costa e in&uacute;meras fronteiras; no entanto, confirma-se a quest&atilde;o da elevada densidade demogr&aacute;fica.</P >    <P    >De acordo com o Observat&oacute;rio da Pobreza (2004), para mais de 60% da popula&ccedil;&atilde;o mo&ccedil;ambicana, a pobreza est&aacute; associada a uma impossibilidade de cobrir as necessidades vitais e as disparidades sociais. Destas necessidades sociais, a falta de servi&ccedil;os e recursos de sa&uacute;de satisfat&oacute;rios que enfrentem as v&aacute;rias doen&ccedil;as que atingem o pa&iacute;s &eacute; uma das principais preocupa&ccedil;&otilde;es. Segundo Wane (2004), a pobreza humana em Mo&ccedil;ambique, ou seja, a falta de condi&ccedil;&otilde;es sociais de base, &eacute; mais grave do que propriamente os indicadores que medem a pobreza econ&oacute;mica.</P >    <P    >Ainda segundo a mesma fonte (PNUD, 2004), h&aacute; autores que defendem que &eacute; a cultura que est&aacute; a determinar o fraco desenvolvimento na &Aacute;frica subsariana, uma <I>cultura africana</I> problem&aacute;tica, argumentam, inadequada ao desenvolvimento econ&oacute;mico, pol&iacute;tico e social, argumenta&ccedil;&atilde;o esta que a fonte rejeita. No que se refere ao caso espec&iacute;fico de Mo&ccedil;ambique, as opini&otilde;es tamb&eacute;m se dividem, na medida em que uns autores defendem que a cultura local deve ser aproveitada e valorizada, nomeadamente no campo da sa&uacute;de, e outros defendem que esta &eacute; um entrave ao desenvolvimento e &agrave; melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida. Neste seguimento, Abudo (2004) refere que um total de 60% da popula&ccedil;&atilde;o mo&ccedil;ambicana depende da medicina tradicional (<I>folk</I>), contra 40% da popula&ccedil;&atilde;o que depende dos servi&ccedil;os prestados pela medicina profissional. Segundo este autor, a valoriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas tradicionais deve-se ao facto de a Associa&ccedil;&atilde;o dos M&eacute;dicos Tradicionais de Mo&ccedil;ambique (AMETRAMO) se ter afirmado no campo da sa&uacute;de formal. Ainda de acordo com Abudo (2004), a AMETRAMO declara que em &Aacute;frica, em geral, e em Mo&ccedil;ambique, em particular, a vida come&ccedil;a com o apoio da medicina tradicional na preven&ccedil;&atilde;o e combate &agrave;s doen&ccedil;as. J&aacute; outros autores como Craveirinha (2001) fazem cr&iacute;ticas directas e indirectas a tantos rituais que se praticam fruto da cultura <I>folk</I>/tradicional em Mo&ccedil;ambique, ao afirmar que espera um milagre divino que ponha cobro a tanta feiti&ccedil;aria e regresso ao passado das trevas &ldquo;em que vale tudo at&eacute; tirar olhos e cortar cabe&ccedil;as&rdquo;. Esta presen&ccedil;a s&oacute;lida e paralela de diferentes sectores de sa&uacute;de no contexto mo&ccedil;ambicano deve-se, segundo Mira <I>et al. </I>(2000), ao facto de, durante muitos anos de coloniza&ccedil;&atilde;o, o povo mo&ccedil;ambicano ter vivido as suas culturas ancestrais quase que em confronto com as ocidentais. No entanto, estas nunca se perderam e actualmente cada vez mais se verifica uma tend&ecirc;ncia para o retorno &agrave;s origens e a todas as cren&ccedil;as e rituais culturais, em simult&acirc;neo com o sector tradicional sempre existente (onde a fam&iacute;lia &eacute; o agente principal de sa&uacute;de), e o profissional cada vez mais em ascens&atilde;o.</P >    <P    >Sobre estes aspectos, ser&aacute; importante ter em aten&ccedil;&atilde;o a complementaridade dos diferentes sectores e a import&acirc;ncia do relativismo e da sensibilidade cultural, quando se abordam tais quest&otilde;es. Em sa&uacute;de, sensibilidade cultural pode ser definida como a medida em que a etnicidade e a cultura, assim como as caracter&iacute;sticas, experi&ecirc;ncias, normas, valores, padr&otilde;es comportamentais e cren&ccedil;as de uma dada popula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o incorporadas na defini&ccedil;&atilde;o e evolu&ccedil;&atilde;o de materiais e programas de sa&uacute;de (Resnicow <I>et al.</I>, 2000; cit. por Sifunda <I>et al.</I>, 2007). A cultura e as normas sociais definem o que &eacute; a sa&uacute;de para os seus membros, onde se determina a etiologia e o tratamento das doen&ccedil;as (Kagawa-Singer &amp; Kassim-Lakha, 2003; cit. por Sifunda <I>et al.</I>, 2007). </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Com ou sem a influ&ecirc;ncia da cultura local, a verdade &eacute; que Mo&ccedil;ambique continua a ser um dos pa&iacute;ses mais pobres do mundo, o que o leva sempre a <I>chumbar</I> no quesito do desenvolvimento humano (Wane, 2004). Muitos aspectos ligados &agrave; prec&aacute;ria sa&uacute;de deste pa&iacute;s s&atilde;o fortes contribuidores para estes baixos &iacute;ndices e indicadores gerais do pa&iacute;s ao n&iacute;vel do desenvolvimento humano. Concretamente no que respeita a alguns indicadores de sa&uacute;de e, em particular, no caso de Mo&ccedil;ambique, segundo o PNUD (2008), 2,7% do PIB &eacute; gasto em despesa p&uacute;blica de sa&uacute;de e 1,3% &eacute; gasto em despesa privada de sa&uacute;de. Neste pa&iacute;s, a percentagem de crian&ccedil;as com menos de um ano que s&atilde;o vacinadas contra o sarampo &eacute; de 77% e contra a tuberculose &eacute; de 87%. Num pa&iacute;s onde a m&eacute;dia nacional de preval&ecirc;ncia de casos de VIH/SIDA &eacute; de 16,1%, a taxa de utiliza&ccedil;&atilde;o de preservativos &eacute; de 29% nas mulheres e de 33% nos homens. A taxa de preval&ecirc;ncia de contraceptivos, entre mulheres casadas, &eacute; de 17%; e a percentagem de partos assistidos por t&eacute;cnicos de sa&uacute;de qualificados de 48%. Relativamente &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de acesso (em 2004) a &aacute;gua e saneamento, a percentagem de acesso sustent&aacute;vel a saneamento b&aacute;sico melhorado era de 32% e o acesso a fonte de &aacute;gua melhorada era de 43%. Em qualquer pa&iacute;s europeu e mesmo em muitos dos pa&iacute;ses considerados com um desenvolvimento humano m&eacute;dio, estes valores situam-se entre os 90% e os 100% (PNUD, 2004). </P >    <P    >Ainda de acordo com a fonte supracitada, a esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida &agrave; nascen&ccedil;a &eacute; de 44 anos. Isto deve-se a uma s&eacute;rie de condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e sociais muito prec&aacute;rias, aliadas a uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as tropicais e infecciosas muito prevalecentes em &Aacute;frica. Face a um estudo no &acirc;mbito da sa&uacute;de, importa incidir um pouco nestas doen&ccedil;as para melhor compreendermos a realidade de Mo&ccedil;ambique ao n&iacute;vel da sa&uacute;de. Segundo o Minist&eacute;rio do Plano e Finan&ccedil;as e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de Mo&ccedil;ambique (2005), o perfil das doen&ccedil;as em Mo&ccedil;ambique continua a ser tipicamente o de um pa&iacute;s em vias de desenvolvimento, com o predom&iacute;nio de doen&ccedil;as infecto-contagiosas como a mal&aacute;ria, diarreias, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias e, ultimamente, o VIH/SIDA.</P >    <P    >De acordo com Alves, Laranjo, Resende, Aguiar, Costa e Carvalho (2004), a Ilha de Mo&ccedil;ambique tem um lugar especial na hist&oacute;ria mo&ccedil;ambicana e a sua lenda, quase m&iacute;tica, tem muito a ver com o patrim&oacute;nio constru&iacute;do, &uacute;nico na costa mo&ccedil;ambicana, e com a beleza do local. No entanto, ela tamb&eacute;m possui um conjunto de caracter&iacute;sticas que contribuem para as dif&iacute;ceis condi&ccedil;&otilde;es de vida que nela se vivem, tais como o elevado n&uacute;mero populacional num territ&oacute;rio pouco extenso (especialmente na parte insular) e para o qual n&atilde;o existem respostas suficientes a v&aacute;rios n&iacute;veis; um clima muito dif&iacute;cil (ora muito quente, ora muito chuvoso) que ajuda a provocar e a propagar v&aacute;rias doen&ccedil;as; uma economia limitada em todos os seus sectores, que n&atilde;o permite a cria&ccedil;&atilde;o de empregos e que, consequentemente, leva &agrave; impossibilidade de os agregados familiares possu&iacute;rem recursos suficientes e satisfat&oacute;rios. Face a uma realidade social como esta, &eacute; de esperar que o estado de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o seja o melhor, como tamb&eacute;m n&atilde;o o s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es que lhes permitem melhor&aacute;-lo; logo, estas repercutem-se no n&iacute;vel de desenvolvimento humano da Ilha e contribuem para os n&uacute;meros pouco animadores a n&iacute;vel nacional.</P >    <P    >Por tudo quanto foi referido, considerou-se pertinente desenvolver um estudo que elucidasse sobre alguns dos indicadores de desenvolvimento humano da popula&ccedil;&atilde;o da Ilha de Mo&ccedil;ambique e os comparasse aos indicadores nacionais, de forma a verificar-se a posi&ccedil;&atilde;o da Ilha em rela&ccedil;&atilde;o ao pa&iacute;s, no que se refere a uma s&eacute;rie de quest&otilde;es pertinentes relativas &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica.</P >    <P    ><B>Descri&ccedil;&atilde;o do contexto: a Ilha de Mo&ccedil;ambique</B></P >    <P    >A superf&iacute;cie territorial da Ilha de Mo&ccedil;ambique &eacute; de 445 km<Sup>2</Sup> e est&aacute; localizada na costa oriental da prov&iacute;ncia de Nampula. A Ilha enquanto cidade possui 41.777 habitantes, dos quais 20.636 s&atilde;o do sexo masculino e 21.141 s&atilde;o do sexo feminino, organizados em 10.671 agregados familiares. Deste n&uacute;mero populacional, 14.988 habitantes vivem na parte insular da Ilha e os restantes vivem na parte continental (Delega&ccedil;&atilde;o Nacional de Desenvolvimento Aut&aacute;rquico, 2003). Segundo Matusse, Langa e Nuvunga (2003), administrativamente a Ilha possui um padr&atilde;o e estrutura urban&iacute;sticos que compreendem sete bairros: Unidade, Litine, Marangonha, Esteu, Areal, Magaribe e Museu. </P >    <P    >Etnicamente &eacute; constitu&iacute;da por uma mistura de elementos de origem macua, goeses, baneanes, indianos e europeus. Segundo Sopa (2004), esta multiculturalidade social foi um dos factores que determinou a eleva&ccedil;&atilde;o da Ilha ao estatuto de Cidade Patrim&oacute;nio Mundial da Humanidade. Relativamente &agrave; hist&oacute;ria da Ilha de Mo&ccedil;ambique, muito se poderia dizer, pois neste aspecto &eacute; uma das mais ricas em toda a &Aacute;frica. Em termos gen&eacute;ricos podemos dizer que a cidade da Ilha de Mo&ccedil;ambique foi a primeira capital do pa&iacute;s e assim permaneceu at&eacute; 1898, altura esta em que foi transferida para a actual capital Maputo. Segundo Matusse, Langa e Nuvunga (2003), esta &eacute; a cidade mais antiga do pa&iacute;s e, embora se conhe&ccedil;a pouco da sua hist&oacute;ria nos anos anteriores ao s&eacute;culo XV, descreve-se que os seus primeiros habitantes teriam sido popula&ccedil;&otilde;es africanas islamizadas provenientes da Tanz&acirc;nia. </P >    <P    >Foi esta cidade que deu o nome ao pr&oacute;prio pa&iacute;s que a abrange: Mo&ccedil;ambique. Era conhecida entre os naturais por Mu&iacute;pite, enquanto que os &aacute;rabes chamavam-na de Mulbaiuni; o termo <I>Mo&ccedil;ambique</I> deriva do &aacute;rabe Mu&ccedil;a M&rsquo;biki, ou seja, o nome do pa&iacute;s deriva do nome da Ilha. &Eacute; por esta conjuntura hist&oacute;rica, cultural e humana t&atilde;o peculiar que, em 1993, a UNESCO declarou a Ilha de Mo&ccedil;ambique como Patrim&oacute;nio Cultural da Humanidade (Matusse, Langa &amp; Nuvunga, 2003). Na opini&atilde;o de Costa, Ricardo e Lopes (1997), hoje e sempre, a cidade da Ilha de Mo&ccedil;ambique ocupa um lugar especial na hist&oacute;ria mo&ccedil;ambicana devido &agrave; sua beleza natural, localiza&ccedil;&atilde;o e cultura genu&iacute;na. De acordo com Matusse, Langa e Nuvunga (2003), relativamente &agrave; sua economia a Ilha baseia-se essencialmente em actividades como a agricultura, com&eacute;rcio, pecu&aacute;ria, ind&uacute;stria e turismo, das quais se destaca este &uacute;ltimo. </P >    <P    >Segundo a Delega&ccedil;&atilde;o Nacional de Desenvolvimento Aut&aacute;rquico (2003), quanto ao clima, a Ilha de Mo&ccedil;ambique apresenta um clima tropical h&uacute;mido. A vegeta&ccedil;&atilde;o predominante &eacute; constitu&iacute;da pelos mangais e a savana. A n&iacute;vel hidrogr&aacute;fico, o principal curso que banha o distrito &eacute; o rio Monapo, o qual serve de limite natural pelo lado norte. A Ilha de Mo&ccedil;ambique &eacute; um local privilegiado em muitos aspectos: tem uma beleza natural &uacute;nica, &eacute; um dos mais ricos locais mo&ccedil;ambicanos e at&eacute; africanos quanto &agrave; sua hist&oacute;ria, possui um clima muito favor&aacute;vel ao turismo e ao lazer, e apresenta uma diversidade cultural e &eacute;tnica riqu&iacute;ssima.</P >    <P    ><B>M&eacute;todo</B></P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >A elabora&ccedil;&atilde;o do presente trabalho exigiu a recolha e an&aacute;lise de informa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias fontes sobre as tem&aacute;ticas trabalhadas e sobre o pr&oacute;prio contexto. Para al&eacute;m de uma abordagem te&oacute;rica, as mesmas quest&otilde;es foram trabalhadas segundo uma observa&ccedil;&atilde;o directa no pr&oacute;prio contexto da Ilha de Mo&ccedil;ambique. Todo o estudo tenta estabelecer um contraponto entre os dados existentes acerca de Mo&ccedil;ambique e os dados recolhidos relativamente &agrave; Ilha. </P >    <P    >Assim, procedeu-se &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de diferentes m&eacute;todos e instrumentos de investiga&ccedil;&atilde;o, tais como inqu&eacute;ritos e observa&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o directas. Numa fase inicial de prepara&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios, efectuou-se um estudo e levantamento do n&uacute;mero populacional real por cada bairro, para constituir uma amostra o mais fiel poss&iacute;vel da realidade. A amostra dos inqu&eacute;ritos &eacute; constitu&iacute;da por 500 pessoas residentes em bairros da parte insular da Ilha de Mo&ccedil;ambique e proporcionais ao n&uacute;mero populacional por cada bairro. Depois dos inqu&eacute;ritos respondidos, procedeu-se ao seu tratamento e an&aacute;lise de forma quantitativa atrav&eacute;s do programa <I>Excel</I>. A aplica&ccedil;&atilde;o dos instrumentos decorreu entre Novembro de 2004 e Janeiro de 2005. Relativamente &agrave;s caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas deste inqu&eacute;rito, as mesmas foram baseadas em conte&uacute;dos do Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano 2004 e ainda em artigos de outros autores acerca de quest&otilde;es de sa&uacute;de e indicadores de sa&uacute;de. </P >    <P    >Houve tamb&eacute;m uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o em tornar o inqu&eacute;rito percept&iacute;vel ao n&iacute;vel da linguagem, de forma a adaptar-se ao local e &agrave; cultura. Estes inqu&eacute;ritos foram dirigidos oralmente &agrave;s pessoas de forma individual devido &agrave; elevada taxa de analfabetismo, e tamb&eacute;m por quest&otilde;es lingu&iacute;sticas, devido ao facto de grande parte da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o entender perfeitamente o portugu&ecirc;s. Por este mesmo motivo, na aplica&ccedil;&atilde;o dos inqu&eacute;ritos houve sempre o acompanhamento dos chefes e r&eacute;gulos dos bairros para que pudessem fazer a tradu&ccedil;&atilde;o do portugu&ecirc;s para o macua, al&eacute;m de que a presen&ccedil;a dos mesmos facilitou muito a ades&atilde;o e aceita&ccedil;&atilde;o dos inqu&eacute;ritos pela popula&ccedil;&atilde;o.</P >    <P    >Apesar desta informalidade obrigat&oacute;ria, derivada de quest&otilde;es culturais e contextuais, houve um esfor&ccedil;o constante para que a aplica&ccedil;&atilde;o destes inqu&eacute;ritos respeitasse quest&otilde;es fundamentais, como o princ&iacute;pio da confidencialidade, nunca sendo proferidos ou escritos os nomes dos participantes e tendo os mesmos concordado sempre com a forma como os inqu&eacute;ritos foram aplicados. Al&eacute;m disso, esta tentativa de tornar os inqu&eacute;ritos o mais percept&iacute;veis poss&iacute;vel para a popula&ccedil;&atilde;o salvaguarda a valida&ccedil;&atilde;o dos seus conte&uacute;dos. </P >    <P    ><B>Apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados</B></P >    <P   ><I>Caracteriza&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da amostra</I></P >    <P    >Em termos de caracteriza&ccedil;&atilde;o da amostra, na generalidade, ou seja, em quase todos os bairros, a faixa et&aacute;ria mais prevalente &eacute; a dos 15 aos 25 anos. Em todos os bairros h&aacute; mais mulheres do que homens inquiridos, e a maioria das pessoas n&atilde;o exerce qualquer profiss&atilde;o nem possui qualquer n&iacute;vel de escolaridade. A esmagadora maioria dos inquiridos &eacute; pertencente &agrave; religi&atilde;o mu&ccedil;ulmana. </P >    <P   ><I>Indicadores de sa&uacute;de e desenvolvimento humano da popula&ccedil;&atilde;o da Ilha de Mo&ccedil;ambique</I></P >    <P    >A tabela que se segue sistematiza os principais resultados encontrados ao n&iacute;vel de alguns indicadores de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o da Ilha (por bairros e total) em compara&ccedil;&atilde;o com as m&eacute;dias nacionais do &uacute;ltimo Relat&oacute;rio do Desenvolvimento Humano elaborado aquando da concretiza&ccedil;&atilde;o do presente estudo, ou seja, os dados do ano de 2004. </P >     <P    >&nbsp;</P >     ]]></body>
<body><![CDATA[<P   ><I>Tabela 1 &ndash; Apresenta&ccedil;&atilde;o dos principais resultados da Ilha de Mo&ccedil;ambique em compara&ccedil;&atilde;o com os valores nacionais (de acordo com os RDH de 2004 e 2010)</I></P >    <P   ><TABLE   border=0 cellspacing=0 cellpadding=2 ><TR    ><TD    rowspan=3 valign="top" >    <P    ><I>Bairro</I></P >    <P    ><I>N=</I></P >    <P   ><I>Quest&atilde;o</I></P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Esteu</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Litine</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Maga-ribe</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Uni- dade</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Areal</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Maran-gonha</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Museu</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Tot. F</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Tot. M</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Tot. Ilha</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Pa&iacute;s</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >Pa&iacute;s</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >77</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >88</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >80</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >65</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >60</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >63</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >67</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >252</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >248</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >500</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >2004</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >2010</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Vacina Tuberculose </P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >78%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >28%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Vacina Sarampo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >2</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >58%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >23%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Vacina Febre Amarela</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Vacina C&oacute;lera</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Ida ao Dentista</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >91</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >99</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >86</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >80</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >80</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >89</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >93</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >88</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >90</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >89</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >27%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Utiliza&ccedil;&atilde;o Contraceptivo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >17</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >8</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >15</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >5</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >12</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >18</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >12</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >11</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >12</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >6%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >17%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Experi&ecirc;ncia Parto</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >79</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >89</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >89</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >92</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >92</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >81</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >97</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >92</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >85</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >88</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >Parto Assistido por T&eacute;cnicos</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >82</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >87</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >82</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >92</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >85</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >84</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >85</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >82</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >90</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >85</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >44%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >48%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Ida ao M&eacute;dico na Doen&ccedil;a</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >81</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >62</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >50</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >49</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >58</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >43</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >62</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >62</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >55</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >59</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Saneamento B&aacute;sico</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >12</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >13</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >5</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >43%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >83%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >&Aacute;gua Canalizada</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >4</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >13</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >57%</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >53%</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Recolha do Lixo</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >99</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >45</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >90</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >42</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >33</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >25</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >93</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >65</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >60</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >63</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Faz 3 Refei&ccedil;&otilde;es Di&aacute;rias</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >1</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >10</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >0</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >3</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >34</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >6</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >8</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >7</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >J&aacute; Teve Mal&aacute;ria</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >95</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >89</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >100</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >95</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >95</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >94</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >96</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >93</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >96</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >95</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >20%</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >------</P ></TD ></TR ><TR    ><TD    valign="top" >    <P   >Teve Mal&aacute;ria 5x ou +</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >35</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >46</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >14</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >57</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >45</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >60</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >42</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >43</P ></TD ><TD    valign="top" >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P   >39</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >42</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ><TD    valign="top" >    <P   >------</P ></TD ></TR ></TABLE ></P >     <p>&nbsp;</p>     <P    >Tal como podemos ver na tabela 1, em termos de vacina&ccedil;&atilde;o, na Ilha apenas 1% das pessoas inquiridas est&atilde;o vacinadas contra a tuberculose, assim como contra o sarampo e a febre amarela. Nenhuma das pessoas inquiridas possui a vacina oral contra a c&oacute;lera. A taxa de utiliza&ccedil;&atilde;o de terapia de reidrata&ccedil;&atilde;o oral &eacute; de 89% e a taxa de preval&ecirc;ncia de contraceptivos &eacute; de 12%. Relativamente aos partos assistidos por t&eacute;cnicos de sa&uacute;de, na Ilha &eacute; de 88%. </P >    <P    >No que se refere ao acesso a &aacute;gua e saneamento, s&oacute; 4% dos inquiridos t&ecirc;m acesso sustent&aacute;vel a saneamento b&aacute;sico melhorado e 3% t&ecirc;m acesso a uma fonte de &aacute;gua melhorada. </P >    <P    >No que se refere ainda a outros indicadores de sa&uacute;de importantes, podemos constatar que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o da Ilha faz a recolha do lixo colocando-o no local indicado pelo Conselho Municipal (55%) e que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o faz apenas uma refei&ccedil;&atilde;o (59%) ou duas (40%) por dia. </P >    <P    >O bairro que possui melhores indicadores &eacute; o do Museu, onde mais gente possui a vacina contra a tuberculose e febre amarela, onde existe uma maior preval&ecirc;ncia da contracep&ccedil;&atilde;o, onde mais casas possuem &aacute;gua canalizada e saneamento b&aacute;sico, onde mais pessoas fazem a recolha do lixo e ainda, &eacute; o &uacute;nico bairro onde existem pessoas a fazer mais de tr&ecirc;s refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias e aquele onde h&aacute; mais popula&ccedil;&atilde;o que faz pelo menos tr&ecirc;s.</P >    <P    >No que se refere &agrave;s diferen&ccedil;as entre os sexos, no que toca &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o, os valores entre as mulheres s&atilde;o mais altos, mas em quest&atilde;o de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, em geral s&atilde;o os homens aqueles que mais fazem pelo menos duas e at&eacute; tr&ecirc;s. Nos restantes itens, de uma forma gen&eacute;rica, os valores est&atilde;o, sensivelmente, semelhantes entre os sexos.</P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    ><B>Discuss&atilde;o dos resultados</B></P >    <P    >Como podemos ver atrav&eacute;s de refer&ecirc;ncias de v&aacute;rias fontes e da apresenta&ccedil;&atilde;o dos diferentes resultados, Mo&ccedil;ambique &eacute; um pa&iacute;s com muitas car&ecirc;ncias e com um n&iacute;vel de desenvolvimento humano muito baixo (PNUD, 2004; PNUD, 2008; 2010; Wane, 2004). Os indicadores de sa&uacute;de s&atilde;o tamb&eacute;m baixos ao n&iacute;vel de Mo&ccedil;ambique, o que n&atilde;o significa que sejam os mesmos para cada uma das prov&iacute;ncias do pa&iacute;s. Por este motivo, compararam-se os resultados nacionais de 2004 (data da recolha de dados) e de 2010, com os da Ilha de Mo&ccedil;ambique. </P >    <P    >A n&iacute;vel nacional, em 2004, a percentagem de crian&ccedil;as vacinadas contra a tuberculose era de 78% (PNUD, 2004), enquanto na Ilha apenas 1% das pessoas inquiridas o eram; contra o sarampo, os valores nacionais s&atilde;o de 58% (PNUD, 2004), e na Ilha, mais uma vez, s&atilde;o de 1%. Ao n&iacute;vel da Ilha de Mo&ccedil;ambique, pode-se referir ainda que tamb&eacute;m apenas 1% da popula&ccedil;&atilde;o possui a vacina contra a febre amarela e 0% contra a c&oacute;lera (doen&ccedil;as muito incidentes em Mo&ccedil;ambique e para as quais existem vacinas; no caso da c&oacute;lera, vacina oral). Actualmente, os valores nacionais da vacina&ccedil;&atilde;o s&atilde;o mais desfavor&aacute;veis do que os relativos a 2004 (28% tuberculose e 23% sarampo) (PNUD, 2010). Ainda assim, continuam a ser mais animadores do que os dados encontrados na amostra estudada. </P >    <P    >A taxa de utiliza&ccedil;&atilde;o de terapia de reidrata&ccedil;&atilde;o oral no pa&iacute;s era de 27% (PNUD, 2004), e na Ilha &eacute; de 89%. Actualmente, o RDH 2010 n&atilde;o apresenta dados sobre este indicador. Assim, constata-se que a Ilha de Mo&ccedil;ambique apresenta melhores valores do que &agrave; escala nacional. No entanto, conv&eacute;m referir que o que a popula&ccedil;&atilde;o local considera um dentista n&atilde;o &eacute; efectivamente o que na Europa &eacute; designado como tal. Neste contexto o dentista a que a popula&ccedil;&atilde;o se refere &eacute; um <I>servente do hospital</I> (nome localmente designado para os auxiliares de ac&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica) que se dedica a esse of&iacute;cio e o qual tem permiss&atilde;o para o fazer nas instala&ccedil;&otilde;es do hospital. Aqui &eacute; necess&aacute;rio esclarecer que terapia de reidrata&ccedil;&atilde;o oral engloba todo e qualquer cuidado relacionado com higiene e sa&uacute;de oral. Na Ilha de Mo&ccedil;ambique, o trabalho do <I>servente do hospital</I>, entendido localmente por dentista, passa apenas pela remo&ccedil;&atilde;o de dentes danificados. Em suma, embora em termos de valores a Ilha apresente dados mais animadores dos que os nacionais, &eacute; percept&iacute;vel que os cuidados prestados ao n&iacute;vel da sa&uacute;de oral s&atilde;o muito b&aacute;sicos e n&atilde;o devem ser comparados de forma linear com os nacionais, que abrangem cuidados mais elaborados em termos da sa&uacute;de oral. </P >    <P    >A taxa de preval&ecirc;ncia de contraceptivos, em Mo&ccedil;ambique, &eacute; de 6% em 2004 (PNUD, 2004) e de 16,5% em 2010 (PNUD, 2010), enquanto que na Ilha a taxa &eacute; de 12%. Neste caso, os dados da Ilha s&atilde;o mais animadores do que os nacionais, aquando do desenvolvimento da investiga&ccedil;&atilde;o (2004). Considera-se que ambos os resultados s&atilde;o muito baixos, principalmente tendo em conta o flagelo que o VIH/SIDA representa neste pa&iacute;s. O VIH ganhou o estatuto de ser um dos problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica mais vis&iacute;veis e emergentes (Macia &amp; Langa, 2004). O impacto do VIH/SIDA, em Mo&ccedil;ambique, tem sido avassalador, deixando marcas no sistema familiar e na comunidade (Floriano, 2006; Macia &amp; Langa, 2004). Em termos familiares, as mortes resultantes da doen&ccedil;a t&ecirc;m desestruturado as fam&iacute;lias, o que acarreta profundas implica&ccedil;&otilde;es em termos da distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos, rendimentos, consumo, poupan&ccedil;a, assim como do bem-estar dos sobreviventes. As fam&iacute;lias empobrecem com a morte dos membros adultos, o que obriga as crian&ccedil;as a trabalharem desde muito cedo. Em termos comunit&aacute;rios, verifica-se a perda de emprego e trabalhadores qualificados, com consequente impacto na qualidade dos servi&ccedil;os prestados, aumento da pobreza e aumento das necessidades (Floriano, 2006). </P >    <P    >Relativamente aos partos assistidos por t&eacute;cnicos de sa&uacute;de, a n&iacute;vel nacional o valor &eacute; de 44% em 2004 (PNUD, 2004), e de 48% em 2010 (PNUD, 2010). Na Ilha, o valor para este indicador &eacute; de 88%, o que mais uma vez revela um panorama local mais favor&aacute;vel do que o nacional. </P >    <P    >Em rela&ccedil;&atilde;o aos indicadores de &aacute;gua e saneamento, os indicadores na Ilha est&atilde;o muito abaixo dos nacionais. Em 2000, a percentagem de acesso sustent&aacute;vel a saneamento b&aacute;sico melhorado em Mo&ccedil;ambique era de 43% (PNUD, 2004), e de acesso a fonte de &aacute;gua melhorada de 57%. Em 2010, os dados apresentados s&atilde;o de 83% ao n&iacute;vel do saneamento e de 53% ao n&iacute;vel da &aacute;gua (PNUD, 2010). Na Ilha de Mo&ccedil;ambique, em 2004, os valores eram de 4% e 3%, respectivamente. Ou seja, s&atilde;o dados largamente inferiores aos nacionais, em qualquer uma das &eacute;pocas analisadas. </P >    <P    >Ainda no que se refere a alguns indicadores de sa&uacute;de da Ilha, foi poss&iacute;vel observar aspectos positivos, nomeadamente o facto de grande parte da popula&ccedil;&atilde;o (55%) proceder de forma devida em rela&ccedil;&atilde;o ao lixo/res&iacute;duos dom&eacute;sticos, ao coloc&aacute;-los no local determinado para o efeito pelo Conselho Municipal da Ilha. Esta atitude &eacute; muito favor&aacute;vel em termos de sa&uacute;de, na medida em que sugere existir um sentido de responsabilidade ambiental e de sa&uacute;de comunit&aacute;ria. Por outro lado, e num plano mais desfavor&aacute;vel em termos de sa&uacute;de, observa-se que a maioria da popula&ccedil;&atilde;o (59%) faz uma &uacute;nica refei&ccedil;&atilde;o por dia, o que poder&aacute; traduzir-se numa fonte de explica&ccedil;&atilde;o ou agravamento dos casos de subnutri&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, nos baixos n&iacute;veis de diversos indicadores de sa&uacute;de. </P >    <P    >No que se refere &agrave;s diferen&ccedil;as entre os bairros da Ilha, foi poss&iacute;vel constatar que aquele cujos dados s&atilde;o mais animadores em termos de indicadores de sa&uacute;de (ex.: maior n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, maior preval&ecirc;ncia de contracep&ccedil;&atilde;o e vacina&ccedil;&atilde;o, maior n&uacute;mero de habita&ccedil;&otilde;es providas de &aacute;gua canalizada e saneamento b&aacute;sico, maior n&uacute;mero de casos de recolha de lixo dom&eacute;stico, etc.) &eacute; o bairro do Museu. Isto pode dever-se ao facto de ser o bairro onde as condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e de higiene se encontram mais salvaguardadas. Este &eacute; o &uacute;nico bairro da Ilha que se insere na parte da <I>cidade de pedra</I>; todos os outros est&atilde;o na <I>cidade de macuti</I> (chamada desta forma por as casas serem palhotas cobertas por macuti/capim).</P >    <P    >Relativamente &agrave;s diferen&ccedil;as entre os sexos, observou-se que, em termos de vacina&ccedil;&atilde;o, as mulheres encontram-se mais favorecidas. Por outro lado, constatou-se que, em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, os dados relativos aos homens s&atilde;o mais favor&aacute;veis do que os observados nas mulheres. No que se refere &agrave; quest&atilde;o das refei&ccedil;&otilde;es, esta diferen&ccedil;a entre os sexos pode dever-se ao facto de serem os homens aqueles que, normalmente, exercem uma profiss&atilde;o e por isso precisam de melhor se alimentar para terem energia. Nos restantes itens, de uma forma gen&eacute;rica, os valores est&atilde;o, sensivelmente, semelhantes entre os sexos. </P >    ]]></body>
<body><![CDATA[<P    >Adicionalmente, tamb&eacute;m pudemos verificar, a esperan&ccedil;a m&eacute;dia de vida &eacute; muito baixa, o que n&atilde;o &eacute; de admirar num pa&iacute;s onde existem tantas fragilidades ao n&iacute;vel da sa&uacute;de e onde as doen&ccedil;as infecto-contagiosas continuam a ser as mais prevalentes (Minist&eacute;rio do Plano e Finan&ccedil;as &amp; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de Mo&ccedil;ambique, 2005). </P >    <P    ><B>Conclus&atilde;o</B></P >    <P    >O objectivo do presente estudo passou por comparar alguns indicadores de desenvolvimento humano (ao n&iacute;vel da sa&uacute;de) entre a Ilha de Mo&ccedil;ambique e Mo&ccedil;ambique em geral. Perante os resultados e an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos mesmos, conclui-se que a Ilha de Mo&ccedil;ambique e Mo&ccedil;ambique efectivamente possuem uma &aacute;rea da sa&uacute;de ainda muito fr&aacute;gil, o que contribui para o seu baixo n&iacute;vel do desenvolvimento humano. Este estudo demonstrou que existem diferen&ccedil;as em alguns indicadores na Ilha de Mo&ccedil;ambique em rela&ccedil;&atilde;o aos dados nacionais. Foi poss&iacute;vel constatar que, em alguns aspectos, os valores da Ilha s&atilde;o mais elevados que os nacionais (terapia de reidrata&ccedil;&atilde;o oral, preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o de contraceptivos e partos assistidos por t&eacute;cnicos de sa&uacute;de). No entanto, noutros, nomeadamente no acesso &agrave; &aacute;gua e saneamento melhorados e vacinas, os indicadores apresentam valores mais desfavor&aacute;veis. Al&eacute;m disso, ainda que alguns indicadores de sa&uacute;de tenham valores mais elevados que os nacionais, estes continuam muito aqu&eacute;m dos valores internacionais e, como tal, n&atilde;o podemos dizer que esta cidade se encontre em melhores condi&ccedil;&otilde;es do que o resto do pa&iacute;s ou que o seu n&iacute;vel de desenvolvimento humano seja mais favor&aacute;vel.</P >    <P    >Partindo do princ&iacute;pio que o desenvolvimento humano tem a ver, primeiro e acima de tudo, com a possibilidade de as pessoas viverem o tipo de vida que escolheram e com a provis&atilde;o dos instrumentos e das oportunidades para fazerem as suas escolhas (PNUD, 2004), conclui-se que, de facto, a Ilha de Mo&ccedil;ambique n&atilde;o possui um n&iacute;vel de desenvolvimento humano alto. Isto ficou bem patente atrav&eacute;s da apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados ao n&iacute;vel da sa&uacute;de (que &eacute; apenas uma &aacute;rea da sociedade entre muitas outras), onde se viu que as pessoas n&atilde;o acedem facilmente &agrave;s oportunidades nem aos instrumentos que as ajudariam a melhorar as suas vidas. Ser&aacute; leg&iacute;timo considerar que t&atilde;o importante ou mais do que apostar nas condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas e ao n&iacute;vel de equipamentos, Mo&ccedil;ambique e a Ilha necessitam de uma aposta no enriquecimento das popula&ccedil;&otilde;es, de forma a que as pessoas se tornem mais pr&oacute;-activas face &agrave; sua sa&uacute;de pessoal e comunit&aacute;ria. Esta ideia &eacute; preconizada por v&aacute;rios autores, tais como Souza e Grundy (2004), assim como Dutta-Bergman (2004). Ou seja, &eacute; extremamente importante apostar nas pr&oacute;prias pessoas, mais (ou em simult&acirc;neo) que nas condi&ccedil;&otilde;es estruturais. A mudan&ccedil;a comportamental em sa&uacute;de, sobretudo comunit&aacute;ria, passa por aumentar o n&iacute;vel de capacita&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o das pessoas, para que sejam capazes de se comprometer com comportamentos c&iacute;vicos. S&oacute; assim as pessoas conseguem n&atilde;o s&oacute; aceder, mas tamb&eacute;m procurar o tipo de vida que querem viver, em termos de qualidade de sa&uacute;de. </P >    <P    >Conclui-se assim que, quer local, quer nacionalmente, ainda muito h&aacute; a fazer quer ao n&iacute;vel da sa&uacute;de, quer em qualquer outra &aacute;rea, para que o n&iacute;vel de desenvolvimento humano de Mo&ccedil;ambique aumente. Acredita-se que isto passa por uma melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de higiene e salubridade, das condi&ccedil;&otilde;es das institui&ccedil;&otilde;es e equipamentos de sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m por uma maior educa&ccedil;&atilde;o e consciencializa&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es em quest&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de pessoal e comunit&aacute;ria. Espera-se que a presente investiga&ccedil;&atilde;o sirva de fonte de refer&ecirc;ncia no que se refere ao estado de sa&uacute;de da Ilha ao n&iacute;vel da sa&uacute;de e possa assim iluminar interven&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas e investiga&ccedil;&otilde;es posteriores.</P >     <P    >&nbsp;</P >     <P   ><B>Refer&ecirc;ncias</B></P >    <!-- ref --><P    >Abudo, S. (2004). Sessenta por cento da popula&ccedil;&atilde;o depende da medicina tradicional. <I>O Campo</I>, <I>13</I>, 10.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000300&pid=S1645-3794201100010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P    >Alves, A., Laranjo, F., Resende, J., Aguiar, M., Costa, V., &amp; Carvalho, Z. (2004). <I>Viagem &ndash; Ilha de Mo&ccedil;ambique. </I>Gondomar: Funda&ccedil;&atilde;o J&uacute;lio Resende.</P >    <!-- ref --><P    >Bouchard, L., Gilbert, A., Landry, R. &amp; Deveau, K. (2006). Social capital, health, and Francophone minorities. <I>Canadian Journal of Public Health: Literacy and Health in Canada</I>, <I>97</I>, S16-20.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000302&pid=S1645-3794201100010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Costa, C., Ricardo, J., &amp; Lopes, M. (1997). Ilha de Mo&ccedil;ambique. <I>&Iacute;ndico</I>, <I>27</I>, pp. 26-30.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000303&pid=S1645-3794201100010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Craveirinha, J. (2001). <I>Mo&ccedil;ambique: Feiti&ccedil;os, cobras e lagartos</I>. Lisboa: Texto Editora.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000304&pid=S1645-3794201100010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Delega&ccedil;&atilde;o Nacional de Desenvolvimento Aut&aacute;rquico (2003). <I>Dossier da III Reuni&atilde;o Nacional de Munic&iacute;pios</I>. Maputo: Autor.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000305&pid=S1645-3794201100010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Dutta-Bergman, M. (2004). An alternative approach to social capital: Exploring the linkage between health consciousness and community participation. <I>Health Communication, 16 </I>(4), 393-409.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000306&pid=S1645-3794201100010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Erwin, P. (2008). Poverty in America: How public health practice can make a difference. <I>American Journal of Public Health, 98 </I>(9), 1570-1572.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000307&pid=S1645-3794201100010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P    >Floriano, A. P. (2006). As crian&ccedil;as e o VIH/SIDA na &Aacute;frica Sub-Sahariana &ndash; O caso de Mo&ccedil;ambique. Acedido em 08 de Setembro de 2008 de <a href="http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=283" target="_blank">http://www.aidscongress.net/article.php?id_comunicacao=283</a></P >     <P    >Folland, S. (2007). Does &ldquo;community social capital&rdquo; contribute to population health? <I>Social Science &amp; Medicine, 64 </I>(11), 2342-2354.</P >    <!-- ref --><P    >Macia, M., &amp; Langa, P. V. (2004). <I>Masculinidade, sexualidade e HIV/SIDA em Mo&ccedil;ambique</I>. Comunica&ccedil;&atilde;o apresentada no VIII Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ci&ecirc;ncias Sociais, Setembro de 2004. Acedido em 19 de Fevereiro de 2008 de <a href="http://www.ces.uc.pt/lab2004/programa/resumo_sessao/resumo4_3.html" target="_blank">http://www.ces.uc.pt/lab2004/programa/resumo_sessao/resumo4_3.html</a></P >     &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000310&pid=S1645-3794201100010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><P    >Matusse, A., Langa, M., &amp; Nuvunga, A. (2003). <I>As primeiras autarquias em Mo&ccedil;ambique: Realidade, conquistas, constrangimentos e perspectivas</I>. Maputo: Ml Graphics, Lda.</P >    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000311&pid=S1645-3794201100010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P    >Minist&eacute;rio do Plano e Finan&ccedil;as &amp; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de Mo&ccedil;ambique (2005). <I>A despesa  p&uacute;blica e presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os na sa&uacute;de em Mo&ccedil;ambique &ndash; Uma s&iacute;ntese. </I>Acedido em 6 de Maio de 2005 de <a href="http://www.worldbank.org/research/projects/publicspending/tools/Mozambique/tools%20PETS/copy%20of%20despesa.publica.com.a.s" target="_blank">http://www.worldbank.org/research/projects/publicspending/tools/Mozambique/tools%20PETS/copy%20of%20despesa.publica.com.a.s</a></P >     ]]></body>
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