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</front><body><![CDATA[  	    <p><b>Nota Editorial </b></p> 	    <p><b>Ana B&eacute;nard da Costa</b>*</p> 	    <p>*A directora</p> 	    <p>&nbsp;</p> 	    <p>Este n&uacute;mero 22 da revista <i>Cadernos de Estudos Africanos</i> inclui tr&ecirc;s sec&ccedil;&otilde;es distintas. Uma que re&uacute;ne artigos avulsos que abordam sob diferentes perspectivas disciplinares um conjunto variado de problem&aacute;ticas e que v&atilde;o desde as quest&otilde;es territoriais e identit&aacute;rias &agrave; adivinha&ccedil;&atilde;o, outra sec&ccedil;&atilde;o denominada "dossier" e que agrega artigos que problematizam as rela&ccedil;&otilde;es transnacionais em termos das suas implica&ccedil;&otilde;es para a seguran&ccedil;a internacional com o enfoque nos movimentos de popula&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de fronteiras entre Estados Africanos e entre Estados Africanos e Europeus e, por &uacute;ltimo, uma sec&ccedil;&atilde;o que re&uacute;ne um conjunto de recens&otilde;es a livros recentemente publicados sobre uma variedade de tem&aacute;ticas (quest&otilde;es &eacute;tnicas, pol&iacute;ticas, religiosas e identit&aacute;rias) que se incluem dentro dos campos do saber a que esta revista se dedica.</p> 	    <p>Estas diferentes problem&aacute;ticas s&atilde;o analisadas em diversos contextos locais, nacionais e temporais ou atrav&eacute;s de enfoques mais globais e/ou comparativos (Eritreia, Mo&ccedil;ambique, Cabo Verde, Mueda, &Aacute;frica do Sul, mundo mu&ccedil;ulmano, &eacute;poca colonial e &eacute;poca contempor&acirc;nea s&atilde;o alguns exemplos) por autores de diferentes &aacute;reas cient&iacute;ficas e nacionalidades e que est&atilde;o em fases muito diversas do seu percurso acad&eacute;mico.</p>  	    <p>Assim, a revista abre com um conjunto de artigos avulsos. O primeiro, da autoria de uma investigadora do Centro de Estudos Africanos do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE&#45;IUL), Alexandra Magn&oacute;lia Dias, intitula&#45;se "The conduct of an inter&#45;state war and multiple dimensions of territory: 1998&#45;2000 Eritrea&#45;Ethiopia war"; o segundo artigo, de M&aacute;rio Artur Machaqueiro, investigador sedeado na Faculdade de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e no Centro em Rede de Investiga&ccedil;&atilde;o em Antropologia (CRIA) designa&#45;se "Isl&atilde;o ambivalente: A constru&ccedil;&atilde;o identit&aacute;ria dos mu&ccedil;ulmanos sob o poder colonial portugu&ecirc;s"; o terceiro e &uacute;ltimo artigo desta sec&ccedil;&atilde;o, que tem por t&iacute;tulo "O que &eacute; que a adivinha&ccedil;&atilde;o adivinha?", debru&ccedil;a&#45;se sobre esta problem&aacute;tica em contexto mo&ccedil;ambicano e &eacute; da autoria do antrop&oacute;logo Paulo Granjo, investigador do Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa.</p>  	    <p>A segunda sec&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero da revista &eacute; dedicada ao tema "Desafios transnacionais de seguran&ccedil;a em &Aacute;frica no s&eacute;culo XXI". O tema &eacute; apresentado num texto introdut&oacute;rio da autoria da investigadora Alexandra Magn&oacute;lia Dias, que prop&ocirc;s a organiza&ccedil;&atilde;o do dossier sobre esta tem&aacute;tica &agrave; direc&ccedil;&atilde;o da revista. S&atilde;o tr&ecirc;s os artigos inclu&iacute;dos nesta sec&ccedil;&atilde;o: o primeiro, "Migration and security: Europe managing migration from Sub&#45;Saharan Africa", &eacute; da autoria de Stephan D&uuml;nnwald, investigador alem&atilde;o sedeado no Centro de Estudos Africanos do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE&#45;IUL); o segundo artigo, escrito por Raquel Freitas, investigadora do CIES &#45; Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o e Estudos de Sociologia do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE&#45;IUL), intitula&#45;se "Constru&ccedil;&atilde;o e desconstru&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o entre migra&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas e desafios de seguran&ccedil;a em &Aacute;frica"; "Muros do Mediterr&acirc;neo: Notas sobre a constru&ccedil;&atilde;o de barreiras nas fronteiras de Ceuta e Melilla" &eacute; o t&iacute;tulo do terceiro e &uacute;ltimo artigo desta sec&ccedil;&atilde;o, da autoria de Patrick Figueiredo, investigador do Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa.</p>  	    <p>A &uacute;ltima sec&ccedil;&atilde;o deste n&uacute;mero da revista re&uacute;ne um conjunto de recens&otilde;es sobre livros recentemente publicados. A primeira recens&atilde;o, da autoria de Samuel Weeks, estudante de mestrado em Antropologia Social e Cultural no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa, debru&ccedil;a&#45;se sobre o livro dos consagrados antrop&oacute;logos John e Jean Comaroff, intitulado "Ethnicity, Inc." e editado em 2009. Gabriel Mith&aacute; Ribeiro, investigador do Centro de Estudos Africanos do Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa (ISCTE&#45;IUL), escreve sobre a recente obra de Lucia van den Bergh (2011) "Porque prevaleceu a paz? Mo&ccedil;ambicanos respondem". A obra "Kupilikula. O poder e o invis&iacute;vel em Mueda, Mo&ccedil;ambique", do autor Harry G. West, &eacute; analisada por In&ecirc;s Neto Galv&atilde;o, estudante de mestrado em Antropologia Social e Cultural no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa. A &uacute;ltima das recens&otilde;es apresentadas neste n&uacute;mero da revista debru&ccedil;a&#45;se sobre uma colect&acirc;nea que re&uacute;ne um conjunto de ensaios etnogr&aacute;ficos que derivam de seis teses da primeira turma do mestrado interinstitucional em Ci&ecirc;ncias Sociais (2007&#45;2009) entre a Universidade de Cabo Verde e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Esta obra, intitulada "Ensaios etnogr&aacute;ficos na Ilha de Santiago de Cabo Verde. Processos identit&aacute;rios na contemporaneidade", &eacute; analisada por Maria do Carmo Lorena Santos, investigadora no Instituto de Ci&ecirc;ncias Sociais da Universidade de Lisboa.</p>  	    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A diversidade tem&aacute;tica, geogr&aacute;fica, disciplinar e geracional que este n&uacute;mero da revista <i>Cadernos de Estudos Africanos</i> traduz, revela o dinamismo que os Estudos Africanos conhecem na actualidade e resulta de um esfor&ccedil;o conjunto que toda uma equipa de trabalho tem desenvolvido de forma a promover a divulga&ccedil;&atilde;o da revista, elevando simultaneamente os seus padr&otilde;es de qualidade cient&iacute;fica.</p>       ]]></body>
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