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</front><body><![CDATA[ 
    <p align="right"><b>NOTA EDITORIAL</b></p>


    <p>&nbsp;</p>

    <p><b>Movimentos
sociais, Estado e Sociedade Civil em África. Considerações introdutórias</b></p>

    <p>&nbsp;</p>
    <p><b>Luca
  Bussotti</b>*, <b>Remo
Mutzenberg</b>**</p>

    <p>*Centro
de Estudos Internacionais (CEI-IUL), Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal, <a href="mailto:luca.bussotti@iscte.pt">luca.bussotti@iscte.pt</a></p>
    <p>**Universidade
  Federal de Pernambuco, Cidade Universitária, Av. Professor Moraes Rego, 1235, Recife - PE, 50670-901, Brasil, <a href="mailto:remutz@gmail.com">remutz@gmail.com</a></p>

    <p>&nbsp;</p>

    <p>Nos
últimos anos a África tem sido teatro de intensas manifestações públicas, em
que a sociedade civil, juntamente com várias associações, tem desempenhado um
papel relevante, com peculiaridades específicas ao nível local. Qual é a
natureza e quais os objetivos de tais movimentos? Contra quem ou contra o quê
eles manifestam?</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para
responder a tais questões, patentes nos artigos deste número dos <i>Cadernos de
Estudos Africanos</i>, traçaremos uma breve reflexão em volta dos movimentos
sociais em África; feito isto, apresentaremos sucintamente os textos aqui
publicados, como exemplos do dinamismo e da heterogénea situação que está
decorrendo hoje no continente africano. A nossa análise centrar-se-á numa
revisão da literatura acerca dos movimentos sociais em África. Procuraremos
refletir sobre as mais relevantes interpretações de tais fenómenos, fornecendo
uma leitura capaz de enquadrar as principais demonstrações de cunho
sociopolítico, com base em algumas caraterísticas comuns.</p>

    <p>A
literatura científica sobre os movimentos sociais africanos continua bastante
fraca, se comparada com o mesmo âmbito de estudos nos países ocidentais. </p>

    <p>A
análise levada a cabo em África durante o período das lutas pela independência
e no imediato pós-independência, assim como o processo de transição democrática
nas décadas de 1990 e 2000, têm destacado como questão chave a construção duma
nação centrada no Estado. Este último tem sido concebido como sujeito de
desenvolvimento, no interior de um processo em que a sociedade civil e,
sobretudo, os movimentos sociais, têm tido pouca ou nenhuma visibilidade
pública (Mamdani &amp; Wamba-Dia-Wamba, 1995; Mutzenberg, 2015).</p>

    <p>Ainda assim, os estudiosos têm mostrado um crescente
interesse para com este assunto, especialmente a partir dos anos noventa. Esta
década representa um ponto de viragem fundamental para a sociedade africana e,
consequentemente, para os movimentos sociais. Uma tal circunstância deve-se à
vaga de democratização e liberalização introduzida ou imposta a muitos países
africanos nesta época, em estreito relacionamento com a queda do Muro de Berlim
e o fim da experiência comunista na antiga União Soviética. Nossa ideia é que
este acelerado processo de democratização tem sido interpretado pela maioria
das classes dirigentes africanas como uma (necessária) ameaça à manutenção do
seu poder político e económico, um preço que elas tiveram de pagar para
solucionar gravíssimos problemas económicos e financeiros dos seus países.
Estas classes têm sido forçadas, no plano formal, a aprovar constituições
liberais, embasadas no respeito dos direitos humanos e da liberdade de
expressão; porém, no plano substancial, enormes esforços têm sido enveredados
para restringir a esfera pública e o debate político, tornando as reformas
feitas o mais possível inefetivas (Bussotti, 2014).
Esta ambiguidade tem produzido evidentes contradições: por um lado, a liberdade,
por outro conceções políticas geralmente ainda autoritárias, em que os
processos eleitorais só tinham a finalidade de confirmar um poder previamente
legitimado com a comunidade internacional, muito mais do que com os eleitores.
A aceleração destes dois processos paralelos, assim como a difusão de
instituições de ensino superior e, portanto, de indivíduos com elevada formação
académica, juntamente com o incremento das desigualdades económicas, pode
constituir uma das principais razões para o desenvolvimento de protestos
sociais por parte de movimentos localmente organizados. </p>

    <p>Atualmente, África representa o continente em que o
coeficiente de Gini é o mais alto do mundo, com as
exceções de China e Índia. Sem considerar os países ocidentais, no mundo em via
de desenvolvimento, a média e a mediana da desigualdade é respetivamente de
0,39 e 0,38; na África Subsaariana estes dois valores são de 0,43 e 0,41. Em
África Oriental concentram-se os índices mais elevados de desigualdade, com
países como Botswana, Zâmbia, Namíbia, África do Sul que lideram esta
classificação. A <a href="#t1">tabela</a> abaixo bem ilustra esta situação.</p>
    <p>&nbsp;</p>

<a name="t1"><img src="/img/revistas/cea/n31/n31a01t1.jpg" width="580" height="266"></p></a>
    
<p>&nbsp;</p>
    <p>Mesmo assim, as oportunidades, sobretudo nos centros
  urbanos, multiplicaram-se ao longo dos últimos anos. Alguém, refletindo sobre a
  massiva difusão de instituições de ensino superior em África, tem falado de uma
  verdadeira “<i>commercialization of higher education</i>”
  (Mamdami, 2007). Se pode-se concordar com uma tal
  afirmação, isso significa que um número cada vez maior de africanos tem tido
  acesso a níveis académicos a que os seus próprios pais nem podiam aspirar. O
  índice GER (<i>Gross Enrolment
    Ratio for Higher Education</i>)
  na África Subsaariana tem registado um tremendo incremento entre 1980 e 2000,
  passando de 1,7 para 4,0. Apenas para dar alguns exemplos, Botswana passou de
  1,2 para 5,0, os Camarões de 1,7 para 5,0, a Costa de Marfim de 2,8 para 7,0,
as Maurícias de 1,0 para 11,0. O mais elevado score em termos de GER continua o da África do Sul, com 15,0 (Varghese, 2004). </p>

    <p>Esta grande expansão tem sido possível graças à
contribuição do setor privado. A mesma situação regista-se num outro, sensível
âmbito, o do jornalismo e da comunicação. Um comentador escreveu
que, no início dos anos noventa, “<i>the independent media have grown like the
savannah grass after prolific rainfalls following a long drought</i>” (Karikari, 2010, p. 23). Em 2006 havia mais de 5.000
entre jornais, emissoras radiofónicas e televisivas em 15 países africanos (<i>ibid.</i>).
</p>

    <p>Apesar disso, nenhum país africano coloca-se nas
primeiras 15 posições do ranking internacional sobre liberdade de imprensa do <i>World Press Freedom Index</i>, e apenas três
no top-40. Um país africano, a Eritreia, detém o recorde do Estado menos livre
do mundo (ver <i>2015 World Press
Freedom Index</i>, em <a href="https://index.rsf.org/#!/" target="_blank">https://index.rsf.org/#!/</a>). </p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este mix composto por uma
liberdade formalmente reconhecida em termos políticos, académicos e de
pensamento e expressão, uma elevada desigualdade económica e a constante
tentativa, por parte de muitos governos africanos, de limitar a esfera pública
e as críticas de natureza política, levou, como sua lógica consequência, a
demonstrações e “desordens” sociais.</p>

    <p>Se a “época de ouro” dos movimentos sociais na Europa
deve ser colocada na década de sessenta (Van Stekelenburg
&amp; Klandermans, 2009), em África esta tendência
começou nos anos noventa. Mas os anos noventa foram decisivos mesmo para os
movimentos sociais no mundo ocidental. Com efeito, as manifestações de Seattle
e Génova contra as cimeiras do G8 ou do G20 representam um importante marco
para os movimentos de protesto em todo o mundo (Bussotti,
2000; Ellis &amp; Van Kessel,
2009). Entretanto, esta nova vaga de manifestações regista um brusco entrave
com os factos do dia 11 de setembro de 2001. Os protestos sociais sofreram uma
drástica redução; um novo inimigo global, o terrorismo islamita, substituiu as
reivindicações coletivas para um mundo mais justo. A palavra de ordem mudou de
justiça para segurança: a agenda política global desenhou uma nova hierarquia. </p>

    <p>Os movimentos sociais e políticos africanos têm tido
geralmente uma estreita relação com os ocidentais, embora mantendo diferentes
caraterísticas e objetivos (Ellis &amp; Van Kessel, 2009). Eminentes estudiosos procuraram delinear uma
breve história dos movimentos sociais e políticos em África. Larmer, por exemplo, propôs quatro períodos para
caraterizar os movimentos sociais africanos: as lutas nacionalistas e independentistas
(1950-1960); a formação dos novos Estados africanos, com a incorporação dos
movimentos sociais no seio das estruturas institucionais (1960-1975); o
ajustamento económico e estrutural (1975-1989); finalmente, os movimentos em
prol da democracia (1990-2010) (Larmer, 2010).
Brandes e Engels propuseram uma periodização diferente: colonização e
descolonização, poder do Estado, transformações políticas nos anos noventa, com
a abertura democrática, finalmente a cooptação da sociedade civil por parte das
agências internacionais e o Banco Mundial, sob o lema da luta contra a pobreza
(Brandes &amp; Engels, 2011).</p>

    <p>Em termos tipológicos, pesquisas anteriores levadas a
cabo por conceituados investigadores tinham realçado a presença dos movimentos
sociais nos Estados pós-coloniais: Bayart apresentou,
ainda na década de oitenta, evidências de manifestações protagonizadas por
camponeses contra os “novos” Estados africanos (Bayart,
1986), ao passo que Mamdami e Wamba-dia-Wamba, dez anos depois, procuraram relacionar movimentos
sociais com democracia e o restringimento da esfera pública (Mamdami &amp; Wamba-Dia-Wamba, 1995). É dúbio formular a hipótese de que movimentos
militares que travaram a luta pela independência nacional, tais como a RENAMO em Moçambique ou a UNITA em Angola possam ser classificados de
movimentos sociais, mas é altamente provável que eles tivessem uma consistente
base social, como as eleições livres depois da afirmação do multipartidarismo
têm claramente demonstrado.</p>

    <p>Em suma, os movimentos sociais em África não são
novos, mas é evidente que, a partir dos finais da década de 2000, eles
assumiram uma diferente configuração se comparados com as agitações e
demonstrações ocorridas antes do início do novo século.</p>

    <p>Diferentemente daquilo que provavelmente aconteceu nas
sociedades ocidentais, em África não parece correto falar duma mudança dos
protagonistas dos movimentos sociais, da classe dos trabalhadores às classes
médias (Della Porta &amp; Diani,
1999). A mudança na natureza dos movimentos sociais em África tem sido mais
complexa e heterogénea. Segundo Habib e Opoku-Mensah, a caraterística comum dos recentes movimentos
sociais africanos deve ser procurada no “<i>product
of, and the
response to, a concrete context
of deprivation, rights denial and
injustice</i>”. Assim, e apesar da sua notável heterogeneidade, os movimentos
sociais africanos podem ser categorizados através do lema da justiça económica.
Um tal lema engloba a luta contra as multinacionais, em prol da democracia e
transparência, do meio ambiente, dos direitos das minorias, a começar pelos
direitos das mulheres (Habib &amp; Opoku-Mensah, 2009, p. 55). A tese central destes dois
autores é que a África do Sul representa o fulcro dos movimentos sociais
africanos: acima de tudo, do ponto de vista histórico (a luta contra o
apartheid), em segundo lugar em termos de qualidade e nível de organização e
consciência: organizações como o <i>Anti-Privatization
Forum</i>, o <i>Concerned
Citizens Forum</i>, o <i>Landless People’s Movement</i>, a <i>Western Cape Anti-Eviction
Campaign</i> e muitos outros encontram os seus
correspetivos em outros países africanos. Por exemplo, em Botswana a população
San tem manifestado para ver reconhecidos os seus direitos sobre as terras do
Deserto do Kalahari, ao passo que em Gana, Zâmbia e
Zimbabwe o <i>Anti-Privatization Forum</i> tem lançado importantes campanhas; no Quénia o <i>Kenya’s Green Belt Movement</i> permitiu a Wangari Maathai ganhar o Prémio
Nobel da Paz em 2004, enquanto movimentos ambientalistas levaram a cabo ações
significativas com vista à proteção do Delta do Níger. Ngoma-Leslie
chega a conclusões similares, afirmando que o ativismo em prol dos direitos
humanos é “<i>viewed with
suspicion by political leaders and sometimes outrightly oppressed</i>” (Ngoma-Leslie,
2012, p. 17).</p>

    <p>Qual é a nossa ideia acerca dos movimentos sociais em
África hoje?</p>

    <p>Do nosso ponto de vista, pelo menos três fatores
caraterizam os novos movimentos sociais em África a partir dos anos noventa:</p>
    <p>- O processo de democratização originou, na maioria dos casos,
  uma situação em que os Estados africanos procuraram controlar e limitar a
  opinião pública, em detrimento da promessa de mais liberdade, sobretudo de
  expressão;</p>
    <p>- Em paralelo, a adoção dum modelo liberal patente em muitas
  constituições africanas tem introduzido o paradigma dos direitos humanos como
  base para uma nova coabitação social e política. Geralmente financiados por ONGs internacionais,
  os movimentos locais começaram a lutar pelo respeito dos princípios
  constitucionais, enraizados na justiça económica e na liberdade política;</p>
    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- A vaga de liberalização que tem atravessado muitos países
  africanos teve, como consequência, a exacerbação da situação socioeconómica de
  um grande número de cidadãos, de maneira que estes recorreram a protestos e
  demonstrações para atenuar as crescentes diferenças entre eles e as novas
  classes privilegiadas.</p>

    <p>Devido a este conjunto de motivos resolvemos lançar a
  ideia de dedicar um número especial dos <i>Cadernos de Estudos Africanos</i> ao
  papel e às caraterísticas destes protestos públicos em África, analisando a sua
  natureza e a maneira com que os vários governos têm lidado com eles. Tais
  demonstrações têm sido chamadas de “<i>African
    awakening</i>” (Honwana,
2013).</p>

    <p>Um papel relevante tem sido desempenhado pelos jovens
e pelas redes sociais, com impacto sobretudo nos contextos urbanos. Uma nova
dimensão de tipo cultural, como a música, tem-se tornado referência central
para difundir as ideias de tolerância, democratização e críticas contra a
corrupção e outras práticas detestáveis por parte das classes dirigentes
africanas. Honwana acredita que o rap é hoje um dos
meios mais importantes para implementar processos de formação política nas
jovens classes urbanizadas africanas. Este fenómeno poderia ser a consequência
dos limitados espaços de participação política que as classes dirigentes africanas
têm reservado aos jovens (Honwana, 2012).</p>

    <p>A partir dessas considerações, a ideia central que
está na base deste número dos <i>Cadernos de Estudos Africanos</i> é a de
analisar a natureza dos movimentos sociais, especialmente os relacionados com
jovens e dimensão urbana. Os cinco artigos aqui apresentados dão uma ideia
geral da heterogeneidade, complexidade e inovação dos movimentos sociais em
diferentes países africanos. </p>

    <p>Rachel Effantin-Touyer e
Francisco Freire estudam os “guerreiros” Taghridjant do delta do rio Senegal.
Eles procuram mostrar como este movimento social tem sido capaz de recuperar
identidade e conhecimentos locais mediante a reabilitação da barragem de Diama,
no interior do Parque Nacional de Diawling.</p>

    <p>A uma dimensão mais urbana são dedicados os artigos de
Gilson Lázaro e Osvaldo Lima e o de Silvia Stefani. No primeiro caso,
os autores apresentam a relevância social e política do rap em Angola, como um
importante meio para atualizar a cultura nacional no seio do difícil processo
de democratização deste país. </p>

    <p>Silvia Stefani
considera como a “rua” em Cabo Verde passou por uma mudança significativa a
respeito da sua ocupação por parte dos movimentos sociais. Com efeito, depois
da estação dos primeiros gangues urbanos (“<i>thugs</i>”),
hoje outras organizações, como <i>Korrenti di Activiztas</i>, ganharam
espaço, procurando conjugar reivindicações sociais com assuntos relacionados
com género e igualdade. </p>

    <p>O texto de Rui André Lima Gonçalves da Silva Garrido,
sobre o movimento LGBT em Uganda,
desenvolve uma reflexão sobre o assunto mais sensível em África relativamente
às minorias sexuais. O movimento gay em Uganda está desempenhando um papel de
resistência contra as medidas homofóbicas do governo local, um dos mais
intolerantes do mundo neste âmbito.</p>

    <p>Finalmente, Ricardino Jacinto Dumas Teixeira apresenta
um estudo comparativo sobre as relações entre sociedade civil e Estado em Cabo
Verde e Guiné-Bissau, analisando paralelismos e diferenciações entre estes dois
países, que até 1980 constituíam uma entidade política única.</p>
    <p>&nbsp;</p>

    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Referências</b></p>

    <!-- ref --><p>Bayart, J.-F. (1986). Civil society in Africa. In P. Chabal (Ed.), <i>Political
domination in Africa. Reflections on the limits of power</i> (pp. 109-125).
Cambridge University Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129572&pid=S1645-3794201600010000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Brandes, N., &amp; Engels, B. (Eds.) (2011). Social movements in Africa<i>.
Stichproben - Wiener Zeitschrift
für kritische Afrikastudien, </i>20, pp. 1-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129574&pid=S1645-3794201600010000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Bussotti, L. (2000). I dilemmi dopo
Genova.<i> Gli
Argomenti Umani, </i>8, pp.
141-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129576&pid=S1645-3794201600010000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Bussotti,
L. (2014). The risk of current political risk
management. <i>Problems of Management in the 21st Century</i>, 9(3), 170-172.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129578&pid=S1645-3794201600010000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>

    <!-- ref --><p>Ellis, S., &amp; Van Kessel, I.
(2009). Introduction: African social movements or social movement in Africa. In S. Ellis, &amp; I. Kessel, <i>Social
movements in Africa</i> (pp. 1-16). Leiden: Brill.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129580&pid=S1645-3794201600010000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Della
Porta, D., &amp; Diani, M. (Eds.) (1999). <i>Social
movements: An introduction</i>. Oxford: Basil Blackwell.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129582&pid=S1645-3794201600010000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Habib,
A., &amp; Opoku-Mensah, P. (2009). Speaking to global
debates through a national and continental lens: South African and African
social movements in comparative perspective. In S. Ellis, &amp; I. Kessel, <i>Social
movements in Africa</i> (pp. 44-66.). Leiden: Brill. doi:
10.1163/ej.9789004180130.i-260.19&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129584&pid=S1645-3794201600010000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Honwana, A. (2012). <i>The time of youth: Work, social change, and politics
in Africa</i>. Sterling: Kumarian Press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129585&pid=S1645-3794201600010000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Honwana, A. (2013). <i>Youth and revolution in Tunisia</i>. Londres &amp; Nova Iorque: Zed
Books.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129587&pid=S1645-3794201600010000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>

    <!-- ref --><p>Karikari,
K. (2010, agosto). Africa media breaks ‘culture of
silence’. <i>African Renewal</i> (p. 23). In <a href="http://www.un.org/africarenewal/magazine/august-2010/african-media-breaks-%E2%80%98culture-silence%E2%80%99-0" target="_blank">http://www.un.org/africarenewal/magazine/august-2010/african-media-breaks-%E2%80%98culture-silence%E2%80%99-0</a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129589&pid=S1645-3794201600010000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Larmer, M. (2010). Social movement struggle in Africa. <i>Review of
African Political Economy, 37</i>(125), 251-262.
doi:10.1080/03056244.2010.510623&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1129590&pid=S1645-3794201600010000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>Mamdami, M. (2007). <i>Scholars in the market place: The dilemmas of
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