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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><b>Editorial </b></p>      <p>&nbsp;</p>      <p>Inovação é hoje, generalizadamente, reconhecida como a variável determinante para que as empresas e os países  (nomeadamente os mais desenvolvidos) consigam ultrapassar a grave crise económica com que nos confrontamos. </p>     <p>O artigo da <i>Mit Sloan Management Review</i> – «Como gerir a inovação fora de portas» – constitui um valioso  contributo para olhar esta problemática noutra perspectiva, uma vez que desloca o foco do interior da empresa para as  redes exteriores, o que coloca novos desafios à gestão de topo das empresas e das organizações. Como gerir estas redes?  De forma competitiva ou de forma cooperativa? No conjunto dos restantes artigos, salientamos dois temas de particular  actualidade: o primeiro tema refere-se à importância das questões do género na gestão das nossas organizações e sociedades,  com destaque para as dimensões da liderança e das diferenças nas remunerações. Se neste último aspecto se constatam  ainda diferenças substanciais entre homens e mulheres, já em matéria de liderança, a eficácia da liderança no feminino,  começa a ser suportada por vários trabalhos empíricos. </p>     <p>O outro tema em foco é o da Governance e da ética empresarial. Também aqui se constata um deslocamento da tónica,  do interior da empresa, para as redes sociais dos gestores, dado que é a este nível que muitas das decisões e das  influências têm lugar, não podendo por isso ignorar-se este lado do problema quando se desenham modelos de Governance.  Por outro lado, a abordagem que é realizada à ética empresarial coloca o acento na necessidade de não reduzir a ética  ao nível legal, mas de a centrar no nível dos valores finais, colocando assim em confronto os paradigmas funcionalista e  o genético. </p>     <p>Finalmente, o leitor pode ainda encontrar mais dois artigos com temas muito diferentes mas plenos de actualidade. Um  deles centra-se nas estratégias para um dos sectores mais atingidos pela presente crise – o sector dos componentes para  o sector automóvel. O outro coloca um problema interessante aos decisores dos <i>curricula</i> académicos dos cursos de  Contabilidade e Controlo de Gestão. </p>     <p>Quais as competências que as organizações actuais e futuras irão exigir desses profissionais? </p>     <p>Pelo estudo comparativo entre o Reino Unido e Portugal parece claro que estamos face a uma mudança acelerada dos perfis  de competências desses profissionais. </p>     <p>Enfim, tudo temas que podem suscitar aos nossos leitores uma leitura interessante e espero que proveitosa, aos académicos  mas também a pessoas de acção. </p>      <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Luís Antero Reto* e Bianor Scelza Cavalcanti**</p>      <p><i>* Director em Portugal</i></p>     <p><a href="mailto:luis.reto@iscte.pt">luis.reto@iscte.pt</a></p>      <p><i>**Director no Brasil</i></p>     <p><a href="mailto:luis.reto@iscte.pt">bianor@fgv.br</a></p>      ]]></body>
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