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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes da política de dividendos: Evidência empírica para as empresas não financeiras cotadas na Euronext Lisbon]]></article-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Factores determinantes de la política de dividendos: la evidencia empírica para las empresas no financieras que cotizan en el Euronext Lisbon]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The problematic of dividends paid out by firms has deserved the attention of several studies, theoretical and empirical, on corporate finance. This article intends to contribute to the theme by determining the factors that influence a firm’s dividends’ policy. In this sense, it investigates the effect of a set of factors on the dividends paid out by issuing non financial firms belonging to Euronext Lisbon. Results suggest the existence of firm specific characteristics influencing its dividends policy. A firm’s cash-flow and its stocks’ market price seem to have a positive impact on the dividends paid out to stockholders. In issuing non financial firms that belong to the PSI 20 Index results additionally show the existence of a negative effect of net profits on dividend’s payment.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La cuestión de los dividendos pagados por las empresas ha atraído la atención de varios estudios, teóricos y empíricos, en el contexto de las finanzas empresariales. En este artículo se pretende hacer una contribución a este tema estudiando los factores determinantes de la política de dividendos de las empresas. En este sentido, el articulo hace una investigación de los efectos de una serie de factores sobre los dividendos distribuidos por sociedades no financieras emisoras que integra el Euronext Lisbon. Los resultados sugieren la existencia de indicadores específicos de la empresa que pueden influir en su política de dividendos. El flujo de caja generado en la empresa y el precio de mercado de las acciones parecen influir positivamente en los dividendos distribuidos por la sociedad. Sobre las empresas no financieras que emiten, que conforman el índice bursátil PSI 20, los resultados también muestran, además del efecto positivo de estas mismas variables, la existencia de un efecto negativo de los resultados netos de los dividendos]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>Determinantes da política de dividendos: </b><b>Evidência empírica para    as empresas não financeiras cotadas na <i>Euronext Lisbon</i></b></p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Alexandrino Ribeiro</b></p>     <p>Doutorando em Ciências Empresariais. Assistente na Escola Superior de Gestão    do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Barcelos, Portugal. <i>PhD student    of Management Sciences. Teaching Assistant at the Polytechnic Institute of Cavado    and Ave, Barcelos, Portugal. </i>Auxiliar en la Escuela Superior de Gestión    del Instituto Politécnico de Cávado e do Ave. Master en Economía. Alumno de    doctorado en Administración de Empresas, Barcelos, Portugal. <a href="mailto:aribeiro@ipca.pt">aribeiro@ipca.pt</a>  </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A problemática dos dividendos distribuídos pelas empresas tem merecido a atenção    de diversos estudos, teóricos e empíricos, no âmbito das finanças empresariais.    Com o presente artigo, pretende-se dar um contributo para esta temática averiguando-se    os factores determinantes da política de dividendos das empresas. Nesse sentido,    investiga-se o efeito que um conjunto de factores exerce sobre os dividendos    distribuídos pelas empresas não financeiras emitentes que integram a <i>Euronext    Lisbon</i>. Os resultados obtidos sugerem a existência de indicadores específicos    à empresa susceptíveis de influenciar a sua política de dividendos. O <i>cash-flow</i>    gerado e o preço de mercado das acções da empresa parecem influenciar positivamente    os dividendos distribuídos pela empresa. Nas empresas não financeiras emitentes    que compõem o índice bolsista PSI 20, os resultados evidenciam ainda, para além    do efeito positivo dessas mesmas variáveis, a existência de um efeito negativo    do resultado líquido na distribuição de dividendos. </p>     <p><b>Palavras-chave: </b>Política de Dividendos, Mercado de Capitais, Euronext    Lisbon, PSI 20 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Determinants of dividend policy: empirical evidence for non financial firms    listed on the Euronext Lisbon </b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The problematic of dividends paid out by firms has deserved the attention of    several studies, theoretical and empirical, on corporate finance. This article    intends to contribute to the theme by determining the factors that influence    a firm’s dividends’ policy. In this sense, it investigates the effect of a set    of factors on the dividends paid out by issuing non financial firms belonging    to Euronext Lisbon. Results suggest the existence of firm specific characteristics    influencing its dividends policy. A firm’s cash-flow and its stocks’ market    price seem to have a positive impact on the dividends paid out to stockholders.    In issuing non financial firms that belong to the PSI 20 Index results additionally    show the existence of a negative effect of net profits on dividend’s payment.  </p>     <p><b>Key words: </b>Dividends’ Policy, Capital Markets, Euronext Lisbon, PSI    20 Index </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Factores determinantes de la política de dividendos: la evidencia empírica    para las empresas no financieras que cotizan en el Euronext Lisbon </b></p>     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>La cuestión de los dividendos pagados por las empresas ha atraído la atención    de varios estudios, teóricos y empíricos, en el contexto de las finanzas empresariales.    En este artículo se pretende hacer una contribución a este tema estudiando los    factores determinantes de la política de dividendos de las empresas. En este    sentido, el articulo hace una investigación de los efectos de una serie de factores    sobre los dividendos distribuidos por sociedades no financieras emisoras que    integra el <i>Euronext Lisbon</i>. Los resultados sugieren la existencia de    indicadores específicos de la empresa que pueden influir en su política de dividendos.    El flujo de caja generado en la empresa y el precio de mercado de las acciones    parecen influir positivamente en los dividendos distribuidos por la sociedad.    Sobre las empresas no financieras que emiten, que conforman el índice bursátil    PSI 20, los resultados también muestran, además del efecto positivo de estas    mismas variables, la existencia de un efecto negativo de los resultados netos    de los dividendos </p>     <p><b>Palabras-clave </b>: Política de Dividendos, Mercado de Capitales, Euronext    Lisbon, PSI 20 </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>A política de dividendos praticada pelas empresas assume um plano de destaque    nos estudos no âmbito das finanças empresariais. Esta problemática revela-se    de importância elevada, fruto dos dividendos distribuídos pela empresa constituírem    uma das variáveis que os investidores têm em consideração aquando da sua decisão    de investimento em acções no mercado de capitais. Por outro lado, a política    de dividendos praticada pela empresa afecta a sua política de financiamento    e de endividamento. Desta forma, na definição da política de dividendos existe    a necessidade de averiguar qual o nível óptimo de distribuição de dividendos    que permita maximizar o rendimento do investimento efectuado pelos accionistas    na empresa e, simultaneamente, permita adequar a estrutura financeira da empresa    tendo em consideração a sua necessidade de autofinanciamento. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Apesar da problemática da política de dividendos conhecer os seus primórdios    no estudo de Lintner (1956), na literatura encontramos duas grandes vias seguidas    pelos autores que abordam esta mesma temática. Um conjunto de autores centra    os seus estudos sobre os factores que influenciam a política de dividendos praticada    pela empresa. Um outro conjunto de autores adopta outra metodologia analisando    a relação entre a política de dividendos praticada pela empresa e o preço pelo    qual as suas acções são transaccionadas no mercado de capitais. O presente estudo    encontra-se em linha com o primeiro conjunto de autores, procurando dar um contributo    para essa análise, não ignorando a possibilidade de a política de dividendo    da empresa poder ser explicada pelo preço das suas acções no mercado de capitais.  </p>     <p>A análise dos factores determinantes da política de dividendos das empresas    tem merecido um amplo destaque em estudos empíricos que versam sobre várias    praças financeiras, nomeadamente a norte-americana, a britânica, a francesa    e a espanhola. Porém, o mercado de capitais português tem merecido pouca atenção    nesses estudos empíricos, realçando-se os estudos de Benzinho (2004) e Benzinho    (2007) que versam sobre esta praça financeira. Por outro lado, os diversos estudos    empíricos que versam sobre os vários mercados financeiros internacionais não    apresentam resultados consensuais. Deste modo, no presente estudo empírico,    pretende-se efectuar uma análise dos factores susceptíveis de influenciar a    política de dividendos das empresas não financeiras que compõem a <i>Euronext</i>    <i>Lisbon</i>. </p>     <p>Pretendemos ainda efectuar essa mesma análise mas centrando-nos apenas nas    empresas não financeiras que integram o principal índice bolsista da <i>Euronext</i>    <i>Lisbon</i>, o <i>Portuguese Stock Index</i> (PSI) 20. Esta análise mostra-se    interessante em virtude da realidade distinta entre o grupo de empresas não    financeiras que compõem o PSI 20 e a generalidade das empresas não financeiras    que cotizam na praça financeira portuguesa. </p>     <p>O presente artigo encontra-se dividido em oito secções. A revisão da literatura    relevante que versa sobre a política de dividendos é efectuada na secção seguinte.    Posteriormente, procede-se à apresentação do modelo empírico do estudo e das    bases de dados e da amostra das empresas que vão servir de base ao estudo empírico.    A secção subsequente versa sobre as variáveis dependentes e independentes. Depois    especifica-se o modelo econométrico e apresentam-se os resultados do estudo    empírico e a sua correspondente discussão. Na última secção expõem-se as principais    conclusões do estudo efectuado. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Política de dividendos: revisão da literatura </b></p>     <p>A política de dividendos, segundo Procianoy e Poll (1993) e Vieira (2001),    traduz-se na decisão, por parte da empresa, entre a proporção de dividendos    pagos aos accionistas e os lucros que são retidos na empresa. Contudo, de acordo    com Lintner (1956), os dividendos distribuídos por uma empresa relativamente    a um determinado exercício económico encontram-se dependentes de dois grandes    factores: o resultado líquido gerado pela empresa nesse mesmo exercício económico    e os dividendos distribuídos pela empresa relativamente ao exercício económico    anterior. </p>     <p>A relação entre a política de dividendos e o valor da empresa tem gerado opiniões    contraditórias entre os investigadores que versam os seus estudos no âmbito    das finanças empresariais. O estudo de Miller e Modigliani (1961) revela-se    pioneiro na defesa da irrelevância da política de distribuição de dividendos    no valor da empresa. Contudo, esta irrelevância da política de distribuição    de dividendos no valor da empresa só será verificada se estivermos perante um    mercado de capitais perfeito e eficiente, onde não existam impostos, custos    de transacção e um conjunto de outras imperfeições no mercado. </p>     <p>A hipótese de mercado de capitais perfeito e eficiente é alvo de várias críticas.    Entre essas críticas surgem as referidas por Guzmán (2004), salientando que    vivemos perante a existência de mercados de capitais imperfeitos, existindo    informação assimétrica, custos de transacção, impostos e os custos de agência    susceptíveis de influenciar a política de distribuição de dividendos praticada    por uma empresa, assim como o preço pelo qual as suas acções são transaccionadas    no mercado de capitais. Os estudos de Lintner (1956) e de Gordon (1959), ao    defenderem a existência de uma relação entre a política de dividendos e o valor    das acções da empresa, surgem numa linha oposta à de Miller e Modigliani (1961).  </p>     <p>Pela literatura revista, constata-se que são vários os factores apontados como    influentes na política de dividendos da empresa. Entre esses factores podemos    enquadrar vários indicadores de cariz económico e financeiro, frequentemente    utilizados em vários estudos empíricos. O resultado líquido que a empresa gerou    num determinado exercício económico é apontado como um dos indicadores determinantes    da política de dividendos da empresa. Esta dependência resulta, fundamentalmente,    do facto de os gestores da empresa definirem o montante de dividendos a distribuir    pelos accionistas em função de uma determinada percentagem desse resultado líquido    gerado. Os estudos de Arrazola <i>et al.</i> (1992) e Benzinho (2007) realçam    o efeito positivo e estatisticamente significativo do resultado líquido gerado    pela empresa no exercício económico sobre os dividendos distribuídos relativamente    a esse mesmo exercício económico. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A política de dividendos praticada estará também associada à necessidade de    existirem na empresa meios líquidos disponíveis para que os dividendos possam    ser pagos aos accionistas. Surge assim a tesouraria da empresa como susceptível    de influenciar a sua política de pagamento de dividendos. Vários estudos empíricos    recorrem ao cálculo do <i>cash-flow</i> no intuito de avaliar a tesouraria da    empresa numa vertente estática. Os resultados obtidos nos estudos empíricos    de Alli <i>et al.</i> (1993), Bagüés e Fumás (1995) e Papadopoulos e Charalambidis    (2007) sugerem a existência de um efeito significativamente positivo do <i>cash-flow</i>    da empresa nos dividendos por ela distribuídos. </p>     <p>A dinâmica de crescimento que a empresa apresenta e a sua estratégia de crescimento    futuro traduz-se em outra das variáveis susceptíveis de influenciar a política    de dividendos. Como referem Brealey e Myers (1999), algumas empresas adoptam    uma política de pagamento de baixos dividendos, fruto da perspectiva optimista    quanto ao seu crescimento futuro, pretendendo reter os lucros na empresa para    financiar a sua expansão. Deste modo, a política de dividendos da empresa estará    associada às suas decisões de financiamento e de investimento. </p>     <p>Os estudos empíricos não apresentam resultados consensuais relativamente ao    efeito da dinâmica de crescimento da empresa sobre a sua política de dividendos.    O estudo de Fernandez (1988) evidencia o efeito negativo, e estatisticamente    significativo, que a dinâmica de crescimento da empresa apresenta sobre os dividendos    distribuídos. Contudo, os resultados obtidos por Niekel (1994) e Vera (2006)    sugerem que a dinâmica de crescimento da empresa, apesar de apresentar um efeito    negativo sobre os dividendos distribuídos, não se revela estatisticamente significativa    na sua explicação. Por outro lado, Naceur <i>et al.</i> (2006) evidenciam um    efeito significativamente positivo da dinâmica de crescimento da empresa nos    dividendos distribuídos. </p>     <p>A estrutura financeira da empresa, medida pela sua autonomia financeira ou    pelo seu nível de endividamento, é apresentada como variável capaz de explicar    os dividendos distribuídos. Desta forma, torna-se necessária a análise da relação    existente entre o capital próprio e o capital alheio aplicado na empresa, avaliando    o seu nível de solvência. Os resultados dos estudos empíricos de Fernandez (1988)    e Niekel (1994) apontam no sentido de uma maior autonomia financeira da empresa    exercer um efeito positivo e estatisticamente significativo no montante de dividendos    distribuídos pelos accionistas. </p>     <p>A rendibilidade da empresa é apontada em vários estudos como uma variável de    cariz económico susceptível de influenciar a política de dividendos das empresas.    Os resultados obtidos nos estudos empíricos de Fernandez (1988), Niekel (1994)    e Naceur <i>et al.</i> (2006) evidenciam um efeito significativamente positivo    da rendibilidade do activo na definição da política de dividendos praticada    pela empresa. Porém, os resultados alcançados por Guzmán (2004) parecem sugerir    que os indicadores de rendibilidade, nomeadamente a rendibilidade do activo    da empresa, não se revelam estatisticamente significativos na explicação da    política de distribuição de dividendos. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Especificação do modelo de regressão linear múltipla </b></p>     <p>Tendo em consideração os objectivos do presente estudo, surge a necessidade    de especificar o modelo empírico a estimar. Deste modo, recorrendo a estudos    empíricos com objectivos similares, como os de Arrazola <i>et al.</i> (1992),    Alli <i>et al.</i> (1993) e Benzinho (2007), o modelo empírico a estimar terá    uma configuração onde os dividendos são uma função de um conjunto de variáveis    específicas à empresa, resultando num modelo em que os dividendos da empresa    i num determinado período, designados por Y<sub>i</sub>, são obtidos pela seguinte    expressão: </p>     <p>Y<sub>i</sub> = a + <b>X<sub>i</sub> &#946; </b>+ &#949; <sub>i </sub></p>     <p>com i = 1, 2, 3, …, N, onde <b>X<sub>i</sub></b> representa o vector dos factores    específicos a cada empresa observados num dado momento e &#949;<sub>i</sub> representa    os erros do modelo. Relativamente a &#945; e <b>&#946; </b>, representam os    parâmetros desconhecidos do modelo que se pretendem estimar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Amostra e bases de dados </b></p>     <p>No estudo empírico efectuado utilizamos diferentes fontes de dados. Com vista    a obter informações sobre as empresas cotadas na <i>Euronext</i> <i>Lisbon</i>,    recorremos ao <i>site</i> na Internet desta mesma praça financeira. Deste modo,    obtivemos uma listagem das empresas que, em 31 de Dezembro de 2007, cotavam    na Bolsa de Valores portuguesa, assim como o respectivo valor da cotação das    suas acções. Esta mesma fonte de informação é utilizada em estudos empíricos    que versam sobre o mercado de capitais português, como Duque e Pinto (2005),    Romacho e Cortez (2005) e Romacho e Cidrais (2007). </p>     <p>Uma das atribuições da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) traduz-se    na difusão de informação, principalmente das empresas cotadas em Bolsa, através    do seu <i>site</i> na Internet. Assim sendo, fizemos uso desta atribuição recorrendo    ao <i>site</i> na Internet da CMVM para obter os relatórios de contas anuais    das empresas que cotavam na <i>Euronext</i> <i>Lisbon</i> em 31 de Dezembro    de 2007. </p>     <p>Estes relatórios de contas anuais das empresas contêm várias informações que    foram bastante úteis para o estudo, nomeadamente o balanço, a demonstração de    resultados, a política de distribuição de dividendos, assim como o número de    acções que a empresa emitiu. Tais informações, para além de se reportarem ao    ano de 2007, evidenciam ainda a situação da empresa em anos anteriores. Este    sistema de difusão de informação da CMVM é igualmente utilizado nos estudos    empíricos de Duque e Pinto (2004) e Romacho e Cidrais (2007). </p>     <p>Tendo por base as fontes de informação apresentadas, procedeu-se à selecção    das empresas a incluir na amostra sobre a qual incidirá o presente estudo empírico.    Assim, foram excluídas da amostra, à semelhança do efectuado nos estudos de    Benzinho (2007) e Papadopoulos e Charalambidis (2007), as instituições financeiras    que cotavam na <i>Euronext Lisbon</i>. Esta exclusão justifica-se pelas especificidades    que este sector de actividade apresenta, assim como pela sua estrutura de contas    que é distinta das restantes empresas. Para além destas empresas, foram ainda    excluídas da amostra as Sociedades Anónimas Desportivas, em virtude das características    específicas que apresentam. Deste modo, a amostra final contém 38 empresas emitentes.  </p>     <p>&nbsp; </p>     <p><b>Variáveis utilizadas </b></p>     <p><b>&#9679 Variável dependente </b></p>     <p>A avaliação da política de dividendos colocada em prática por uma empresa pode    ser efectuada tendo em consideração múltiplas variáveis. Porém, no presente    estudo empírico, a nossa atenção centrou-se no montante de dividendos por acção    que a empresa distribuiu pelos seus accionistas. O montante de dividendos por    acção é utilizado como variável dependente em vários estudos empíricos com objectivos    similares ao presente, entre esses estudos destaca-se os de Lintner (1956),    Watts (1973), Arrazola <i>et al.</i> (1992), Bagüés e Fumás (1995), Escuer e    Cabestre (1995), Naceur <i>et al.</i> (2006), Benzinho (2007) e Sánchez (2007).    No estudo, considerou-se a variável dividendos por acção (<i>DPA</i>) como variável    dependente, consistindo no montante, em euros, que cada empresa distribuiu aos    accionistas sobre a forma de dividendos relativamente aos resultados gerados    no exercício económico de 2007. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>&#9679 Variáveis independentes </b></p>     <p>Tendo por base a revisão de literatura efectuada, constata-se que são vários    os indicadores económicos e financeiros que se apresentam susceptíveis de explicar    a política de dividendos praticada por uma empresa. Iniciando pela variável    <i>RL</i>, esta traduz-se no resultado líquido, em milhões de euros, obtido    por cada empresa no ano de 2007. Com a introdução deste indicador de desempenho    empresarial no estudo empírico, pretende-se avaliar a sua influência na explicação    da política de dividendos praticada pela empresa. </p>     <p>A variável <i>CF</i> traduz o montante, em milhões de euros, de <i>cash-flow</i>    gerado pela empresa no exercício económico de 2007. No cálculo desta variável,    procedemos à soma do resultado líquido com as amortizações e as provisões de    cada uma das empresas que compõem a amostra. Com esta variável, pretendemos    avaliar o efeito que o fluxo financeiro gerado pela empresa no exercício económico    exerce na sua política de dividendos. </p>     <p>A análise do efeito do crescimento da empresa na sua política de dividendos    é efectuada pela introdução da variável <i>CV</i> no estudo empírico. Esta variável    consiste na taxa de crescimento das vendas da empresa no ano de 2007. </p>     <p>Ao criar a variável <i>AF</i> , pretende-se analisar o efeito que a estrutura    financeira da empresa apresenta na definição da sua política de dividendos.    Deste modo, esta variável consiste na autonomia financeira que a empresa possui    e é obtida pela relação entre o capital próprio e o activo, ambos os valores    reportados a 31 de Dezembro de 2007. </p>     <p>Para analisar o efeito da rendibilidade da empresa na sua política de dividendos,    introduzimos no estudo empírico a variável <i>RA</i>, que consiste na rendibilidade    do activo da empresa. Na obtenção do indicador rendibilidade do activo, efectuamos    a divisão do resultado líquido da empresa pelo seu activo total, ambos os valores    reportados a 31 de Dezembro de 2007. </p>     <p>Na literatura revista encontram-se estudos empíricos que avançam com a possibilidade    de a política de dividendos da empresa, relativamente a um determinado exercício    económico, poder ser explicada por essa mesma política praticada nos exercícios    económicos anteriores. Desta forma, para averiguar essa hipótese, introduzimos    no presente estudo empírico a variável <i>DPAEA</i> que consiste no montante,    em euros, que cada uma das empresas distribuiu aos accionistas sobre a forma    de dividendos, relativamente aos resultados gerados no exercício económico do    ano de 2006. Os resultados obtidos nos estudos empíricos de Lintner (1956),    Arrazola <i>et al.</i> (1992), Bagüés e Fumás (1995), Escuer e Cabestre (1995),    Benzinho (2007) e Sánchez (2007), sugerem a existência de um efeito positivo    dos dividendos distribuídos relativamente a um determinado exercício económico    nos distribuídos relativamente ao exercício económico seguinte. </p>     <p>A variável <i>COT</i> consiste no preço, em euros, pelo qual as acções da empresa    são transaccionadas no mercado de capitais português no final do dia 31 de Dezembro    de 2007. Com a introdução desta variável no presente estudo empírico, pretendemos    avaliar o efeito que o preço das acções da empresa exerce na sua política de    dividendos. Deste modo, averiguamos se as acções transaccionadas no mercado    de capitais por um preço mais elevado permitem aos accionistas obter um dividendo    por acção superior ou, pelo contrário, se serão as acções que são transaccionadas    a um preço mais reduzido a proporcionar um maior dividendo por acção aos seus    accionistas. </p>     <p>Na literatura, são vários os estudos empíricos que analisam o impacto de a    política de dividendos no preço de mercado das acções da empresa. Contudo, no    presente estudo empírico, pretendemos averiguar se existe um efeito circular,    ou seja, se para além da política de dividendos influenciar o preço de mercado    das acções, conforme defendem Watts (1973), Asquith e Mullins (1983), Lang e    Litzenberg (1989) e Cabestre e Escuer (1996), o preço das acções influenciará    também a política de dividendos praticada pela empresa. </p>     <p>Na Tabela 1, apresentam-se as medidas de estatística descritiva das variáveis    dependente e independentes utilizadas no estudo empírico. Pela análise da tabela,    salienta-se o facto de, em média, o montante de dividendos distribuídos pelas    empresas que compõem a amostra, relativos aos resultados gerados no exercício    económico de 2006 e de 2007, cifrar-se nos cerca de €0,094 e €0,127 por acção,    respectivamente. Refira-se ainda o facto das empresas em estudo apresentarem    um preço médio de transacção, na <i>Euronext Lisbon </i>, de cerca de €4,773    por acção à data de 31 de Dezembro de 2007. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 1 </b></p>     <p><b>Medidas descritivas das cari&aacute;veis em estudo</b></p>     <p><img src="/img/revistas/rpbg/v9n1-2/9n1-2a03t1.jpg" width="592" height="227"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Salienta-se o facto de as empresas consideradas no estudo, em média, apresentarem    um resultado líquido positivo relativamente ao exercício económico de 2007,    assim como a dinâmica positiva patenteada no crescimento das vendas. Destaca-se    ainda o valor relativamente elevado dos desvios-padrão da generalidade das variáveis,    mostrando que existe uma disparidade entre os valores apresentados pelas empresas    consideradas no estudo quanto a essas variáveis. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Especificação do modelo a estimar </b></p>     <p>Tendo em consideração as variáveis, dependente e independentes, assim como    o modelo empírico especificado, construiu-se o modelo econométrico a estimar.    A metodologia econométrica adoptada traduz-se, tal como em Barbosa e Louri (2005)    e Ribeiro (2007), no método dos mínimos quadrados ordinários (OLS) com desvios-padrão    robustos. Este método revela-se adequado para colmatar eventuais problemas de    heteroscedastecidade, susceptíveis de surgirem em amostras seccionais. Deste    modo, o modelo econométrico a estimar traduz-se em: </p>     <p><i>DPA </i><sub>i </sub>= &#945; + ß <sub>1 </sub>*<i>RL</i><sub>i </sub>+ ß<sub>2</sub>*<i>CF</i><sub>i</sub>    + ß<sub>3</sub>*<i>CV</i><sub>i</sub> + ß<sub>4</sub>*<i>AF</i><sub>i </sub>+    ß<sub>5</sub>*<i>RA</i><sub>i</sub> + ß<sub>6</sub>*<i>DPAEA</i><sub>i</sub>    + ß<sub>7</sub>*<i>COT</i><sub>i</sub> + &#949;<sub>i</sub> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>onde o coeficiente a representa o valor da constante e os coeficientes ß <sub>1    </sub>, ß<sub>2</sub>, ß<sub>3</sub>, ß<sub>4</sub>, ß<sub>5</sub>, ß<sub>6    </sub>e ß<sub>7 </sub>representam o efeito sobre os <i>DPA</i> da variação unitária    de cada um dos indicadores específicos a cada empresa. O termo de perturbações    &#949;<sub>i</sub> representa a variação dos <i>DPA</i> não explicada pelos    sete indicadores específicos à empresa considerados neste estudo, mas antes    por outros indicadores específicos à empresa que não são observáveis.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Estimação do modelo e discussão dos resultados </b></p>     <p>Na presente secção, analisamos os resultados do modelo estimado, sintetizados    na Tabela 2. Pela análise do valor de R<sup>2</sup>, constatamos que as variações    dos <i>DPA</i> são explicadas pelo conjunto de variáveis independentes em cerca    de 55,04%. Este valor encontra-se em consonância com o obtido em estudos empíricos    similares que versam sobre esta mesma problemática. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Tabela 2 – Resultados do modelo estimado</b> </p>     <p><img src="/img/revistas/rpbg/v9n1-2/9n1-2a03t2.jpg"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Analisando o efeito das variáveis independentes sobre a variável dependente,    relativamente à variável <i>CF</i> , apesar da reduzida dimensão da amostra,    os resultados parecem evidenciar um efeito significativamente positivo desta    no montante de dividendos por acção que a empresa distribui aos seus accionistas.    Deste modo, os resultados sugerem que quanto mais elevado for o fluxo financeiro    gerado pela empresa num exercício económico, mais elevado será o montante de    dividendos distribuídos relativamente a esse mesmo exercício económico. Este    resultado poderá derivar do facto de um maior fluxo financeiro gerado pela empresa    permitir que a mesma possua uma disponibilidade de meios financeiros mais acentuada,    utilizando os mesmos para o pagamento de dividendos aos accionistas. </p>     <p>A variável <i>COT</i> parece apresentar um efeito significativamente positivo    sobre o montante de dividendos por acção distribuídos pela empresa. Deste modo,    os resultados obtidos parecem sugerir que o preço das acções no mercado de capitais    influencia a política de dividendos da empresa, sendo as acções transaccionadas    por um preço mais elevado no mercado de capitais de modo a permitir aos investidores    auferir um montante mais elevado de dividendos por acção. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente às variáveis <i>RL</i>,<i> CV</i>, <i>AF</i>, <i>RA</i> e <i>DPAEA</i>    há evidência estatística de efeitos não significativos sobre o montante de dividendos    por acção. Os resultados obtidos sugerem assim que o resultado líquido obtido    no exercício económico, a dinâmica de crescimento demonstrada, a independência    da empresa perante terceiros e a rendibilidade do activo gerada no exercício    económico não influenciam significativamente a política de dividendos da empresa.    Sugerindo ainda que, contrariamente ao defendido em diversos estudos empíricos,    os dividendos distribuídos por uma empresa num determinado exercício económico    não estão dependentes dos dividendos distribuídos por essa mesma empresa no    passado. </p>     <p>Os resultados obtidos no presente estudo contrariam ainda os obtidos por Benzinho    (2004) que, incidindo igualmente sobre o mercado de capitais português, constatou    a existência de um efeito positivo, e estatisticamente significativo, quer do    resultado líquido do exercício, quer do montante de dividendos distribuídos    relativamente ao exercício económico anterior sobre o montante de dividendos    distribuídos pelas empresas não financeiras relativos a um determinado exercício    económico. </p>     <p>Procedeu-se a uma análise análoga, mas centrada apenas nas empresas emitentes    constantes da amostra e que integram o índice PSI 20 à data de 31 de Dezembro    de 2007. Este índice bolsista reflecte a evolução dos preços das acções das    20 emitentes com maior dimensão, liquidez e <i>free float</i> entre todas as    emitentes admitidas à negociação no Mercado de Cotações Oficiais. A realização    do estudo empírico, centrado apenas nas empresas que compõem o índice PSI 20,    encontra-se em consonância com o efectuado em vários estudos empíricos, como    em Vieira (1999), Duarte e Fonseca (2003), Caiado (2004) e Romacho e Cidrais    (2007), que versam sobre este mesmo índice bolsista. O objectivo da realização    deste estudo traduz-se na análise dos factores explicativos da política de dividendos    das empresas emitentes que integram o índice PSI 20. Os resultados obtidos permitirão    ainda uma comparação com os obtidos para a generalidade das empresas emitentes    cotadas na <i>Euronext</i> <i>Lisbon</i>. </p>     <p>Tendo por base a amostra das empresas sobre a qual incidiu o nosso estudo inicial,    excluímos dessa amostra as empresas emitentes que não compunham o índice PSI    20 em 31 de Dezembro de 2007. Em virtude desta restrição, o estudo empírico    versa sobre uma amostra de 17 empresas emitentes. Os resultados da estimação    do modelo de regressão linear múltipla são apresentados na Tabela 2. </p>     <p>Entre os resultados obtidos salienta-se o valor de R<sup>2</sup> que se revela    bastante mais elevado comparativamente com o obtido no modelo estimado para    a generalidade das empresas emitentes que cotizam na <i>Euronext Lisbon</i>.    Deste modo, constata-se que a variação dos <i>DPA</i> é explicada numa maior    proporção pelo conjunto das variáveis independentes no modelo estimado para    as empresas que compõem o índice PSI 20. </p>     <p>Relativamente ao efeito das diversas variáveis sobre a política de dividendos    das empresas que compõem o PSI 20, os resultados obtidos são similares aos alcançados    para a generalidade das empresas que integram a <i>Euronext Lisbon</i>. </p>     <p>A maior divergência situa-se ao nível da variável <i>RL</i>, que apresenta    um efeito negativo e significativo sobre o montante de dividendos por acção    que as empresas que compõem o PSI 20 distribuem pelos accionistas. Este resultado    parece reforçar a importância que a disponibilidade de meios financeiros na    empresa para o pagamento de dividendos apresenta comparativamente com o resultado    líquido que essa mesma empresa obtém, isto apesar de as conclusões retiradas    se basearem numa amostra de dimensão muito reduzida. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Conclusão </b></p>     <p>O presente estudo empírico permite averiguar quais os factores susceptíveis    de influenciar a política de distribuição de dividendos das empresas. Com esse    intuito, estudamos o efeito que um conjunto de indicadores exerce sobre o montante    de dividendos por acção que a empresa distribui pelos seus accionistas, incidindo    o estudo empírico sobre uma amostra de empresas não financeiras emitentes cotadas    na <i>Euronext Lisbon</i>. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Os resultados do estudo empírico efectuado sugerem a existência de alguns indicadores    que influenciam significativamente a política de dividendos praticada pela empresa.    Deste modo, denota-se a existência de um efeito positivo do <i>cash-flow</i>    gerado na empresa no exercício económico ao qual dizem respeito os dividendos    e do preço pelo qual as acções da empresa são transaccionadas no mercado de    capitais no final desse exercício económico sobre os dividendos por acção que    a empresa distribui. Por outro lado, sugerem que a política de dividendos de    uma empresa num determinado ano não é influenciada significativamente pela sua    política de dividendos em anos transactos. </p>     <p>O estudo efectuado apenas para as empresas não financeiras que integram o índice    PSI 20 parece reforçar o efeito positivo e significativo do <i>cash-flow</i>    e do preço pelo qual as acções da empresa são transaccionadas no mercado de    capitais sobre os dividendos por acção. Contudo, neste grupo de empresas denota-se    ainda um efeito negativo do resultado líquido obtido, no exercício económico    ao qual dizem respeito os dividendos, sobre os dividendos por acção distribuídos    pela empresa. Os resultados obtidos parecem assim indicar que não será um montante    mais elevado de resultados líquidos obtido pela empresa no exercício económico    a contribuir para uma maior distribuição de dividendos por acção, mas sim os    fluxos financeiros gerados pela empresa no exercício económico ao qual dizem    respeito os dividendos. Tal situação poderá resultar do facto da empresa, para    pagar os dividendos aos accionistas, ter necessidade de possuir disponibilidades    financeiras na sua tesouraria. </p>     <p>O estudo efectuado constitui um primeiro passo para averiguar quais os factores    susceptíveis de influenciar a política de dividendos das empresas. Contudo,    contém limitações que futuras investigações deverão tentar ultrapassar. A reduzida    dimensão da amostra sobre a qual incide o estudo, em grande medida fruto do    tamanho reduzido do mercado de capitais português, traduz-se na principal limitação,    inviabilizando a generalização dos resultados obtidos no estudo. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Referências bibliográficas </b></p>     <p>ALLI, K.; KHAN, A. e RAMÍREZ, G. (1993), «Determinants of corporate dividend    policy: a factorial analysis». <i>The Financial Review</i>, vol. 28(4), pp.    523-547. </p>     <p>ARRAZOLA, M.; HEVIA, J. e MATO, G. (1992), «Determinantes de la distribucion    de dividendos». <i>Investigaciones Económicas </i>, vol. 16(2), pp. 235-258.  </p>     <p>ASQUITH, O. e MULLINS, D. (1983), «The impact of initiating dividend payments    on shareholders wealth». <i>Journal of Business </i>, vol. 56, pp. 77-96. </p>     <p>BAGÜÉS, E. e FUMÁS, V. (1995), «Explicaciones alternativas para la política    de dividendos: análisis empírico con datos empresariales españoles». <i>Investigaciones    Económicas</i>, vol. 19(3), pp. 329-348. </p>     <p>BARBOSA, N. e LOURI, H. (2005), «Corporate performance: does ownership matter?    A comparison of foreign and domestic-owned in Greece and Portugal». <i>Review    of Industrial Organization</i>, vol. 27 (1), pp. 73-102. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>BENZINHO, J. (2004), «A survey of management views on corporate dividend policy    in Portugal». <i>Revista de Contabilidade e Comércio </i>, vol. 59(236), pp.    577-597. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000103&pid=S1645-4464201000010000300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>BENZINHO, J. (2007), «The dividend policy of the Portuguese corporations: evidence    from Euronext Lisbon». <i>MPRA Papper n.º 1137 </i>, p. 13. </p>     <p>BREALEY, R. e MYERS, S. (1999), <b>Princípios de Finanças Empresariais</b>.    5ª ed., McGraw-Hill, Lisboa. </p>     <p>CABESTRE, F. e ESCUER, M. (1996), «La formación de precios de las acciones    alredor del pago de dividendos en el mercado de capitals español». <i>Revista    Española de Financiación y Contabilidad</i>, vol. 25(86), pp. 179-198. </p>     <!-- ref --><p>CAIADO, J. (2004), «Modelling and forecasting the volatility of the Portuguese    stock index PSI-20». <i>Portuguese Journal of Management Studies </i>, vol.    9(1), pp. 3-21. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-4464201000010000300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>DUARTE, E. e FONSECA, J. (2003), «A análise da volatilidade do índice PSI-20    baseada em modelos ARCH e GARCH». <i>Portuguese Journal of Management Studies</i>,    vol. 7(1), pp. 87-103. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-4464201000010000300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>DUQUE, J. e PINTO, I. (2004), «How sensitive are price sensitive events?».    <i>Working Papper 4/2004 </i>, Instituto Superior de Economia e Gestão, Universidade    Técnica de Lisboa, Lisboa, Portugal. </p>     <!-- ref --><p>DUQUE, J. e PINTO, I. (2005), «O impacto da divulgação dos factos relevantes    no mercado de capitais português». <i>Cadernos do Mercado de Valores Mobiliários</i>,    n.º 22, pp. 48-54. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-4464201000010000300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>ESCUER, M. e CABESTRE, F. (1995), «El valor informativo de los dividendos sobre    los beneficios futuros en el mercado de capitales español». <i>Revista Española    de Financiación y Contabilidad</i>, vol. 24(82), pp. 201-220. </p>     <p>FERNANDEZ, J. (1988), «La decision de distribuir dividendos: investigacion    empírica en la gran empresa española». <i>Investigaciones Económicas</i>, vol.    12(2), pp. 243-258. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>GORDON, M. (1959), «The savings, investment and valuation of a corporation».    <i>Review of Economics and Statistics </i>, vol. 45(1), pp. 37-51. </p>     <p>GUZMÁN, I. (2004), «Factores explicativos del reparto de dividendos a cuenta    en las empresas españolas». <i>Working Papper 2004-09</i>, Instituto Valenciano    de Investigaciones Económicas , pp. 1-24. </p>     <p>LANG, L. e LITZENBERGER, R. (1989), «Dividend announcements: cash-flow signaling    versus free cash flow hypothesis». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol.    24, pp. 181-191. </p>     <p>LINTNER, J. (1956), «Distribution of incomes of corporations among dividends,    retained and taxes». <i>The American Economic Review</i>, vol. 46(2), pp. 97-113.  </p>     <p>MILLER, M. e MODIGLIANI, F. (1961), «Dividend policy, growth, and the valuation    of share». <i>Journal of Business</i>, Outubro, pp. 411-433. </p>     <p>NACEUR, S.; GOAIED, M. e BELANES, A. (2006), «On the determinants and dynamics    of dividend policy». <i>International Review of Finance </i>, vol. 6(1-2), pp.    1-23. </p>     <p>NIEKEL, M. (1994), «Factores influyentes en el reparto de dividendos: analisis    de regression aplicado a la Bolsa de Madrid (1)». <i>Revista Española de Financiación    y Contabilidad</i>, vol. 24(78), pp. 33-69. </p>     <p>PAPADOPOULOS, D. e CHARALAMBIDIS, D. (2007), «Focus on present status and determinants    of dividend payout policy: Athens stock exchange in perspective». <i>Journal    of Financial Management and Analysis </i>, vol. 20(2), pp. 24-37 . </p>     <p>PROCIANOY, J. e POLL, B. (1993), «A política de dividendos como geradora de    economia fiscal e do desenvolvimento do mercado de capitais: uma proposta criativa».    <i>Revista de Administração de Empresas</i>, vol. 33(4), pp. 6-15. </p>     <p>RIBEIRO, A. (2007), «Certificação da qualidade e desempenho empresarial: evidência    empírica para Portugal». <i>Global Economics and Management Review</i>, vol.    12(1), pp. 105-123. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>ROMACHO, J. e CIDRAIS, V. (2007), «A eficiência do mercado de capitais português    e o anúncio dos resultados contabilísticos». <i>Tékhne – Polytechnical Studies    Review</i>, vol. 4(7), pp. 235-251. </p>     <p>ROMACHO, J. e CORTEZ, M. (2005), «Os gestores de carteiras têm capacidade de    selecção de títulos e de previsão da evolução do mercado? Um estudo empírico    para o mercado português». <i>Tékhne – Polytechnical Studies Review</i>, vol.    2(4), pp. 39-58. </p>     <p>SÁNCHEZ, M. (2007), «Objectivos de la política de dividendos en las empresas    del IBEX-35». <i>Análisis Financeiro</i>, vol. 104, pp. 54-61. </p>     <p>VERA, A. (2006), «Política de dividendos, riesgo, endeudamiento y estructura    de propriedad: una análisis para el mercado español». <i>Working Papper 2006-03</i>,    Instituto Valenciano de Investigaciones Económicas , pp. 1-24. </p>     <!-- ref --><p>VIEIRA, E. (1999), «O efeito vencimento dos futuros no activo subjacente: evidência    nos futuros sobre o PSI-20». <i>Portuguese Journal of Management Studies</i>,    vol. 4(4), pp. 305-317. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-4464201000010000300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p>VIEIRA, E. (2001), «A influência do conteúdo informativo na política de dividendos».    <i>Revista Estudos do I.S.C.A.A</i>., II.ª Série, vol. 6/7, pp. 129-147. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-4464201000010000300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>WATTS , R. (1973), «The information content of dividends». <i>Journal of Business</i>,    vol. 46(2), pp. 191-211. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em Maio de 2009 e aceite em Março de 2010. </p>     <p><i>Received in May 2009 and accepted in March 2010.</i></p>     ]]></body>
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