<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-4464</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão dos Países de Língua Portuguesa]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Portuguesa e Brasileira de Gestão]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-4464</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[INDEG-IUL - ISCTE Executive Education ]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-44642013000400004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise longitudinal das empresas vitivinícolas portuguesas: Perspetiva económica e financeira]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Longitudinal analysis of Portuguese wine companies: economic and financial perspective]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Análisis longitudinal de las empresas vitivinícolas portuguesas: perspectiva económica y financiera]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Francisco]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Diz]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mónica]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Instituto Politécnico de Setúbal Escola Superior de Ciências Empresariais Departamento de Contabilidade e Finanças]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Setúbal ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa Business School Departamento de Economia]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Lisboa ]]></addr-line>
<country>Portugal</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2013</year>
</pub-date>
<volume>12</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>22</fpage>
<lpage>36</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-44642013000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-44642013000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-44642013000400004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo do presente trabalho é caracterizar a estrutura económico-financeira das empresas vitivinícolas portuguesas, em termos de dimensão e regiões vitivinícolas. Com o intuito de contextualizar o objeto de estudo procedeu-se ao enquadramento do setor na economia portuguesa, em termos de área cultivada, volume de emprego e valor de exportação e identificou-se a influência das macroenvolventes - político-legal, económica, sociocultural, tecnológica e ecológica - no setor. Selecionou-se uma amostra de empresas vitivinícolas, a qual foi desdobrada por região vitivinícola e recolheu-se informação financeira dos períodos de 2006 a 2008, para determinar o valor de quatro grupos de indicadores: rendibilidade, liquidez, alavanca financeira e funcionamento. Concluiu-se que se verificam resultados díspares em função da dimensão das empresas (as grandes empresas mais robustas financeiramente que as microempresas) mas, também, entre regiões vitivinícolas (melhor desempenho no Norte em contraste com Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study is to characterize the economic and financial structure of Portuguese wine companies in terms of size and wine regions. In order to contextualize the object of study proceeded to the environment sector in the Portuguese economy, in terms of acreage, total employment and export value and identified the influence of macro environmental - political, legal, economic, socio cultural, technological and environmental - in the sector. We selected a sample of wine companies, which was deployed by wine region and withdrew financial reporting periods from 2006 to 2008, to determine the value of four groups of indicators: profitability, liquidity, financial leverage and operating. It was concluded that different results occur depending on the size of companies (large companies stronger financially than the micro enterprises) but also among wine regions (the North with better performance than with Lisbon and Vale do Tejo and Alentejo).]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[El objetivo de este trabajo es la caracterización de la estructura económica y financiera de las empresas vitivinícolas portuguesas, en términos de regiones y de tamaño. Para poner en contexto el objeto del estudio se llevó a cabo el encuadramiento del sector en la economía portuguesa, en términos de superficie cultivada, el volumen de empleo y el valor de las exportaciones, y se ha identificado la influencia de los aspectos macros que le rodean - político-legal, económico, sociocultural, tecnológico y ambiental - en la industria. Se seleccionó una muestra de empresas vitivinícolas, que se dividió por regiones vinícolas y se recogió información financiera para los ejercicios 2006 a 2008, para determinar el valor de los cuatro grupos de indicadores: la rentabilidad, la liquidez, el apalancamiento financiero y el funcionamiento. Se concluyó que se producen resultados diversos, dependiendo del tamaño de las empresas (grandes empresas financieramente más fuertes que las microempresas), sino también entre las regiones vitivinícolas (mejor desempeño en el Norte, en contraste con la de Lisboa y Vale do Tejo y Alentejo).]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Indicadores Económicos e Financeiros]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Vinho]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Micro, Pequenas e Grandes Empresas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Economics and Financial Index]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Wine]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Micro, Small and Big Companies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Indicadores Económicos y Financieros]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Vino]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Micro, Pequeñas y Grandes Empresas]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Portugal]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ESTUDOS</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Análise longitudinal das empresas vitivinícolas portuguesas. Perspetiva económica e financeira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana"> Longitudinal analysis of   Portuguese wine companies: economic and financial perspective</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>An&aacute;lisis longitudinal de las empresas   vitivin&iacute;colas portuguesas: perspectiva econ&oacute;mica y financiera </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>Francisco Carreira<sup>I</sup>; Mónica Diz<sup>II</sup></b></p> <sup>I</sup>Doutorado     em Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais (Univ. Aut&oacute;noma de Madrid). Professor no     Instituto Polit&eacute;cnico de Set&uacute;bal, Escola Superior de Ci&ecirc;ncias Empresariais,     Departamento de Contabilidade e Finan&ccedil;as, Campus do IPS, Estefanilha, 2914-503 Set&uacute;bal, Portugal. E-mail: <a href="mailto:francisco.carreira@esce.ips.pt">francisco.carreira@esce.ips.pt</a>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>II</sup>Mestre em Economia Monet&aacute;ria e Financeira, Economista. ISCTE &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de   Lisboa, Business School, Departamento de Economia, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:monicandiz@gmail.com">monicandiz@gmail.com</a></font><font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>O objetivo do presente trabalho é caracterizar a estrutura     económico-financeira das empresas vitivinícolas portuguesas, em termos de     dimensão e regiões vitivinícolas. Com o intuito de contextualizar o objeto de     estudo procedeu-se ao enquadramento do setor na economia portuguesa, em termos     de área cultivada, volume de emprego e valor de exportação e identificou-se a     influência das macroenvolventes – político-legal, económica, sociocultural,     tecnológica e ecológica – no setor. Selecionou-se uma amostra de empresas     vitivinícolas, a qual foi desdobrada por região vitivinícola e recolheu-se     informação financeira dos períodos de 2006 a 2008, para determinar o valor de     quatro grupos de indicadores: rendibilidade, liquidez, alavanca financeira e     funcionamento. Concluiu-se que se verificam resultados díspares em função da     dimensão das empresas (as grandes empresas mais robustas financeiramente que as     microempresas) mas, também, entre regiões vitivinícolas (melhor desempenho no     Norte em contraste com Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo).</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Indicadores Económicos   e Financeiros, Vinho, Micro, Pequenas e Grandes Empresas, Portugal</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>The objective of this study is to     characterize the economic and financial structure of Portuguese     wine companies in terms of size and wine regions. In order to contextualize the object of study proceeded to the environment sector in the Portuguese economy, in terms of acreage, total employment and export value and identified the influence of macro environmental – political, legal, economic, socio     cultural, technological and environmental – in the sector. We selected a sample of wine companies, which was deployed by wine region and withdrew financial reporting periods from 2006 to 2008, to determine the value of four groups of indicators: profitability, liquidity, financial leverage     and operating. It was concluded     that different results occur depending on the size of companies (large companies stronger financially than the micro enterprises) but also among wine regions (the North with better performance than with Lisbon and Vale do Tejo and Alentejo).</p>     <p><b>Key words: </b>Economics and Financial Index,     Wine, Micro, Small and Big Companies, Portugal</p> </font> <hr noshade size="1"> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMEN</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>El objetivo de este trabajo es la caracterización     de la estructura económica y financiera de las empresas vitivinícolas     portuguesas, en términos de regiones y de tamaño. Para poner en contexto el     objeto del estudio se llevó a cabo el encuadramiento del sector en la economía     portuguesa, en términos de superficie cultivada, el volumen de empleo y el     valor de las exportaciones, y se ha identificado la influencia de los aspectos     macros que le rodean – político-legal, económico, sociocultural, tecnológico y     ambiental –  en la industria. Se     seleccionó una muestra de empresas vitivinícolas, que se dividió por regiones     vinícolas y se recogió información financiera para los ejercicios 2006 a 2008,     para determinar el valor de los cuatro grupos de indicadores: la rentabilidad,     la liquidez, el apalancamiento financiero y el funcionamiento. Se concluyó que     se producen resultados diversos, dependiendo del tamaño de las empresas     (grandes empresas financieramente más fuertes que las microempresas), sino     también entre las regiones vitivinícolas (mejor desempeño en el Norte, en contraste con la de Lisboa y Vale do Tejo y Alentejo).</p>     <p><b>Palabras clave:</b> Indicadores Económicos y     Financieros, Vino, Micro, Pequeñas y Grandes Empresas, Portugal</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana">A presente investigação visa analisar o perfil económico-financeiro das empresas   vitivinícolas no tempo (no período de 2006 a 2008), na dimensão (micro, pequenas, médias e grandes empresas) e no espaço (por região vitivinícola).</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Para alcançar o     referido objectivo, estruturou-se o estudo em quatro capítulos: o primeiro     carateriza a envolvente do setor; o segundo apresenta os indicadores objeto de     estudo; o terceiro descreve o estudo empírico e o quarto e último capítulo     discute os resultados.</p>     <p>Concluímos que há   diferenças no perfil económico-financeiro das empresas em termos de dimensão     (as grandes empresas são mais robustas, comparativamente, às micro) e de região     vitivinícola (o Norte apresenta melhor desempenho, em oposição a Lisboa e Vale     do Tejo e Alentejo).</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>Caracterização da envolvente do setor</b></font><font face="Verdana" size="2">       <p>Esta análise tem como objetivo identificar o nível e o tipo de     influência das macros envolventes do setor vitivinícola suportado pelo modelo     PESTE, que condicionam a atuação e a capacidade competitiva das empresas.</p>       <p>A análise PESTE é um modelo de análise da envolvente     externa, cuja sigla corresponde às iniciais dos quatro grupos de fatores ou     variáveis ambientais que afetam o mercado, nomeadamente Político-Legais,     Económicas, Socioculturais, Tecnológicas e Ecológica.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>As     macroenvolventes demonstram tendências que afetam as empresas (que as mesmas     não controlam), o modo como todo o setor pode evoluir, bem como o sucesso ou     insucesso. Recorre-se a este tipo de análise para procurar evidenciar quais os     verdadeiros impactos macroeconómicos sentidos num determinado setor (Johnson <i>et al.,</i> 2008).</p>       <p>No mercado     vitivinícola, a dimensão Político-Legal, manifesta-se por via de um mercado     altamente regulado a nível europeu, pelas Política Agrícola Comum (PAC) e     Organização Comum do Mercado Vitivinícola (OCMV) e, a nível nacional, pelo     Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) e pelas Comissões Vitivinícolas de cada região. </p>       <p>A PAC     baseia-se num sistema de apoios legais e financeiros à agricultura de cada país     abrangido, que, por exemplo, regula as áreas destinadas ao cultivo de vinha. A     OCMV estabelece regras a serem cumpridas no setor vitivinícola dos 27     Estados-Membros.</p>       <p>Para além     da regulamentação uniformizada da Europa-27 (dos 27 membros da União Europeia),     pela OCMV, Portugal tem, ainda, o seu setor vitivinícola regulamentado pelo IVV     e pelas CVR de cada região vitivinícola. A nível fiscal regista-se a existência     de um imposto específico sobre o vinho e bebidas alcoólicas.</p>       <p>A dimensão económica     surge como um dos principais fatores com impacto no setor vitivinícola. A     presente crise económico-financeira origina aumentos sucessivos dos preços das     matérias-primas, dos impostos e dos juros que se refletem, diretamente, no   setor.</p>       <p>A forte     concorrência internacional afeta de forma direta o setor, o que gera uma     competitividade mais agressiva, por via da globalização do mercado, o que     origina que novos produtores de vinho, oriundos de países sem qualquer tradição     (denominados produtores de vinho do novo mundo), tenham ganhado quotas de     mercado ao longo dos anos.</p>       <p>A dimensão     sociocultural reflete-se na macroenvolvente através de dois fatores: o primeiro     é a educação e a formação e o segundo são os valores e costumes.</p>       <p>No que     respeita à educação e formação, a análise deste vetor torna-se importante, pelo     facto de existir uma relação positiva entre altos níveis de escolaridade e de     competitividade empresarial, ou seja, países que revelam níveis de escolaridade     superiores apresentam, também, níveis de competitividade superiores.</p>       <p>Em 1989,     surgiu uma licenciatura dirigida para o setor vitivinícola, a licenciatura em Enologia,     na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. A Enologia estuda tudo o que     esteja relacionado com o vinho, desde a plantação, à produção e distribuição.</p>       <p>Quanto aos     valores e costumes, este é um setor exposto a estilos de vida e evolução dos     hábitos de consumo. O setor vitivinícola tem de, permanentemente, procurar     excelência na qualidade, tentando sempre inovar para manter o consumidor     interessado. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ao analisar     o consumo de vinho nacional, nos últimos dez anos, este tem sofrido poucas     oscilações situando-se entre 4500-4700 hl por campanha. Ao nível mundial, o     vinho português é exportado para países como Angola, França, Alemanha, Reino     Unido, EUA, Suíça, Brasil, Canadá e Espanha. Muitos destes destinos são países     produtores de vinho do novo mundo o     que faz com que seja importante manter a qualidade e a excelência dos vinhos     portugueses, de modo a que consigam converter a tendência emergente da     trajetória que se tem verificado, de maior apreciação e consumo de vinhos     produzidos por estes países, tentando que as suas quotas de mercado não sejam     afetadas (Anderson <i>et al.,</i> 2001). </p>       <p>No que     concerne à dimensão tecnológica, a evolução é constante, e tem de existir um     forte acompanhamento por parte de todas as indústrias, sendo que as indústrias     transformadoras não são exceção. A inovação passa pelos métodos no processo     produtivo e pela utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação. </p>       <p>O setor     vitivinícola é um dos setores com mais desenvolvimento tecnológico na indústria     agroalimentar, que se deve ao forte desenvolvimento que os países produtores de     vinhos do novo mundo têm tido, o que pressiona os produtores mais tradicionais     a segui-los. Prova da forte aposta no desenvolvimento do setor do vinho são as     constantes evoluções na produção, com a ajuda, por exemplo, da biotecnologia no     ramo da enologia. </p>       <p>A     biotecnologia, para a vitivinicultura, atua em várias fases do processo     produtivo do vinho. Otimização da qualidade da uva selecionada (com controlo     específico da sua maturação, análises constantes dos compostos e cor do vinho),     vinificações (onde dispõem de processos de otimização de extração e controlo     microbiológico), estabilização e conservação de vinhos (prevenção de desvios     químicos e microbiológicos) e determinação das melhores condições de     conservação e estudo da evolução da cor (Vinalia, 2011).</p>       <p>Por último,     na dimensão ecológica, importa realçar que a ciência e a tecnologia, quando     utilizadas, corretamente, contribuem para que o impacto humano sobre a natureza     seja o menor possível. Para tal, as empresas têm uma quota-parte de     responsabilidade ecológica.</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Indicadores   económico-financeiros</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">       <p>De     modo a avaliar o perfil económico-financeiro de uma empresa, é usual os     analistas socorrerem-se de um conjunto de indicadores ou rácios apropriados. Um     indicador ou rácio é um quociente entre duas grandezas correlacionadas e     obtidas a partir do balanço, da demonstração de resultados e do anexo.</p>         <p>A     informação obtida é mais expressiva do que as rubricas em valor absoluto, o que     permite, com mais facilidade, estabelecer comparações, procurar forças e     fraquezas nas empresas, ou, dito de outro modo, trata-se de um instrumento de     apoio que consegue sintetizar uma relativa quantidade de informação e ajuda na     comparação do desempenho económico-financeiro das empresas, ao longo do tempo     (Neves, 1996).</p>         <p>Assim,     os indicadores são úteis na condensação da informação financeira e instrumentos     valiosos para analistas financeiros, sejam eles internos (por exemplo,     empresários ou proprietários) ou externos (nomeadamente credores, investidores     e investigadores) à empresa (Siddiqui, 2005), na medida em que auxilia em     formular juízos e prescrever soluções, ou seja, «os rácios funcionam assim como     ‘batedores de caça’ muito úteis e práticos, ágeis e com bom faro» (Vieira,     2001, p. 438).</p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto, existem     algumas limitações na utilização deste método. Não existe um padrão de rácios económico-financeiros,     sendo que é essencial procurar saber quais os rácios adequados para o estudo em     questão (Neves, 1996), para além de ser difícil definir os limites de classificação     de um valor do rácio como «bom» ou «mau» (Farinha, 1994, p. 9). </p>         <p>Dividimos os indicadores     em quatro grupos: rácios de rendibilidade, de liquidez, de alavanca financeira     e, por último, de funcionamento.</p>     <b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indicadores de rendibilidade</b>         <p>Os     rácios de rendibilidade evidenciam a capacidade da empresa em gerar resultados     e podem ser analisados sobre três perspetivas: capacidade da exploração gerar     margem líquida, capacidade dos ativos gerarem rendimento, e capacidade da     empresa de remunerar os seus acionistas/sócios, ou seja, de gerar lucro. </p>         <p>Os     rácios de rendibilidade são, assim, indicadores,     expressos em percentagem, da relação entre o resultado (lucro ou prejuízo) e o     volume de negócios ou uma grandeza de capital (Neves, 1996), nomeadamente os seguintes:</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rendibilidade     Operacional das Vendas: analisa a     relação entre os resultados operacionais e o volume de negócios, ou seja,     relaciona o valor acrescentado gerado pela atividade das vendas e prestações de     serviços, antes dos encargos financeiros e impostos. Uma melhoria deste índice     pode refletir uma alteração de preços, melhoria de gastos dos fatores     utilizados no processo produtivo ou mesmo uma maior eficiência dos mesmos     (Saias <i>et al.,</i> 1996). </p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rendibilidade Líquida das Vendas ou <i>Return on Sales</i> (ROS):     analisa a relação entre os resultados líquidos e o volume de negócios, ou seja,     a margem líquida do negócio.</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rendibilidade     dos Capitais Próprios ou <i>Return on Equity</i> (ROE):     é um rácio bastante importante para os acionistas e investidores da empresa,     uma vez que espelha a capacidade da empresa gerar o retorno a todos aqueles que     nela investiram. Assim, «a rendibilidade do capital próprio está a um nível     aceitável, comparativamente, às taxas de rendibilidade do mercado de capitais e     ao custo do financiamento» (Neves,     1996, p. 78).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rendibilidade do Ativo: analisa a capacidade que a empresa tem em gerar lucros, a partir     do seu ativo líquido, i.e., mede a eficácia da gestão utilizada nos seus ativos     e é útil para avaliar a possibilidade de obtenção de financiamento.</p>     <b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indicadores de liquidez</b>         <p>A     liquidez estuda a capacidade da empresa em reembolsar as suas obrigações de     curto prazo. «Quando os bancos estão a conceder empréstimos de curto prazo     preocupam-se mais com a capacidade de reembolso dessa dívida do que com a forma     de cobertura global do ativo, usando muitas vezes os indicadores de liquidez» (Neves,     1996, p. 76).</p>         <p>No     entanto, existe uma pequena limitação no cálculo deste tipo de rácio, que     reside no facto de os ativos e passivos de curto prazo serem bastante voláteis,     o que pode conduzir a que as avaliações deixem de ser válidas em momentos temporais     próximos. Os rácios de liquidez, normalmente, estudados são os seguintes:</p>     ·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Liquidez Geral: evidencia a capacidade de uma empresa solver as suas obrigações correntes,     ou seja, expressa a relação direta entre o passivo de curto prazo e os ativos     que se esperam, em idêntico período de tempo, sejam convertidos em meios     financeiros líquidos (Farinha, 1994).     </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este rácio é     composto pelo ativo circulante (o que as empresas transformam em dinheiro no     curto prazo) e pelo passivo circulante (as obrigações de curto prazo), o que     levou alguns autores a sugerir, que o seu valor fosse igual ou superior a 1,     para que se possa considerar que existe equilíbrio financeiro e capacidade de     liquidez (Neves, 1996).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Liquidez Reduzida: tal como o rácio anterior, este rácio expressa     a capacidade que uma empresa tem para solver as suas obrigações correntes mas     de uma forma mais exigente, uma vez que admite que os inventários não têm     capacidade de transformação imediata em meios financeiros líquidos, ou seja,     não têm características de liquidez, pelo que deduz o valor dos inventários ao     ativo circulante na equação da liquidez geral, logo proporciona     um melhor julgamento sobre a situação de tesouraria da empresa do que a     liquidez geral (Menezes,     1996). </p>     ·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Liquidez Imediata: restringe ao máximo o conceito de ativos     líquidos cingindo-se, apenas, aos meios financeiros líquidos de uma empresa (Farinha, 1994), ou seja, no cálculo do     rácio de liquidez imediata é avaliada a capacidade da empresa pagar as suas     dívidas de curto prazo, de imediato, utilizando para só o valor dos depósitos     bancários, caixa e títulos negociáveis.     </p>     </p>         <p><b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indicadores de alavanca     financeira</b> </p>         <p>A     análise da alavanca financeira tem como principal objetivo compreender o peso     do capital próprio e do capital alheio como fonte de financiamento da empresa.     Os rácios de alavanca financeira são úteis na análise de crédito, identificando     as dívidas que a empresa contraiu e as implicações que as mesmas têm na     exploração (Neves, 1996), o que equivale a mensurar o risco que se corre ao conceder     crédito adicional.</p>         <p>A     alavanca financeira de uma empresa pode ser avaliada através dos seguintes     rácios:</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Autonomia Financeira: percentagem do ativo da empresa que se encontra a ser financiada por     capitais próprios (Farinha, 1994). Quanto maior for o peso do capitais próprios     na sua estrutura de financiamento, mais baixo será o risco relacionado com a     mesma e, consequentemente, maior capacidade de endividamento potencial (Saias <i>et al.,</i>1996). </p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <i>Debt to Equity</i>: passivo da empresa dividido pelos capitais próprios.</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Endividamento: expressa a percentagem     de capital alheio utilizado no financiamento das atividades da empresa (Neves,     1996). As conclusões a retirar deste indicador vão na mesma linha de orientação     das referidas na autonomia financeira, sendo a sua leitura, precisamente,     inversa, uma vez que o passivo se situa no numerador e os capitais próprios no     denominador. </p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Estrutura do Endividamento: tem como objetivo quantificar o grau de     endividamento, no curto prazo, comparativamente ao total do passivo, ou seja,     expressa o seu grau de maturidade.</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobertura dos     Encargos Financeiros<i>: </i>pretende     avaliar se a empresa está a gerar meios suficientes para cumprir os seus     encargos financeiros. Assim, utiliza os resultados antes de encargos     financeiros e impostos, aos quais se somam as depreciações, amortizações e     provisões, dado que estas não representam uma saída efetiva de meios     financeiros líquidos. Se o valor deste rácio for maior que 1, a empresa detém     fundos suficientes para o pagamento de juros (Saias <i>et al.,</i> 1996). </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Cobertura do     Imobilizado: indica o grau de     financiamento do ativo fixo tangível, ativo intangível e investimentos     financeiros, avalia se está coberto por capitais permanentes.     Estes últimos correspondem aos capitais que permanecem na empresa por mais do     que um período, ou seja, os capitais próprios e os capitais alheios de médio e     longo prazo.</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Média de anos para depreciações do ativo fixo     tangível: demonstra o tempo que a empresa demora a depreciar o seu ativo fixo.</p>     <b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Indicadores de funcionamento</b>         <p>Os     rácios de funcionamento analisam a eficiência das decisões na gestão dos     recursos aplicados. Os rácios de funcionamento apuram-se em termos de rotação     ou número de dias de funcionamento (Neves,     1996). Foram considerados os seguintes rácios:</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo Médio de Recebimento (em número de dias): mede o tempo, em média, que os clientes     demoram a pagar as suas dívidas para com a empresa, i.e., reflete o nível de     eficácia na concessão de crédito.</p>         <p>A correta e     clara definição das condições de venda, como os descontos de pronto pagamento,     assim como a permanente seleção dos clientes faz com que haja uma redução do     prazo médio de pagamento e, assim, uma redução de risco no crédito concedido     (Menezes, 1996).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Prazo Médio de     Pagamento (em número de dias): a empresa consegue perceber essa capacidade de negociação com os     fornecedores, determinando quanto tempo demoram a pagar, em média, as dívidas     aos fornecedores. </p>         <p>A política de pagamentos tem influência     na situação da estrutura de tesouraria da empresa e na possibilidade de recurso     a fontes de financiamento alternativas menos dispendiosas. </p>         <p>Na verdade, a     existência ou inexistência de uma situação estrutural de tesouraria equilibrada     facilita imenso ou dificulta o acesso a recursos financeiros alternativos mais     interessantes, pois a capacidade de negociação e a imagem de crédito da empresa     são evidentemente afetadas (Menezes, 1996).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rotação dos Capitais Investidos (ou do ativo): é uma     medida da capacidade da empresa para gerar resultados com os seus ativos totais     e expressa o grau de eficiência com que a empresa tem usado os seus ativos para     gerar rendibilidade das vendas. Mede o grau de eficiência global da gestão na     utilização do investimento total (Neves, 1996).</p>         <p>Uma empresa     que apresente um baixo coeficiente de rotação do ativo, tem alguns valores     ativos improdutivos, alguns sobrevalorizados ou gestão inadequada ou mesmo a     combinação dos três fatores (Vause, 2001). </p>         ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No entanto,     salienta-se a idade deste indicador, visto que os seus valores serão diferentes     face a uma empresa com investimentos recentes e outra em que os ativos fixos     tangíveis já se encontrem fortemente amortizados (Saias <i>et al.,</i> 1996). Quanto maior a rotação do ativo menor serão as necessidades de     financiamento do ciclo de exploração (Carrilho <i>et al.,</i> 2005). </p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Rotação dos Inventários: Dada a grande importância que os inventários têm para a «indústria»     e «comércio», torna-se importante compreender a capacidade da empresa renovar     os bens que compõem os seus inventários. </p>         <p>A importância     dos <i>stocks</i> da empresa vai aumentando     ao longo do seu processo produtivo, pois a incorporação dos gastos dos outros     fatores produtivos (remunerações dos trabalhadores, depreciações dos ativos,     etc.) contribui para o acréscimo do respetivo valor e, consequentemente, dos     investimentos em <i>stocks</i> (Menezes,     1996).</p>         <p>Assim, o rácio     de rotação dos inventários evidencia o nível de produtividade da empresa, a     qual será mais elevada à medida que aumente a velocidade de rotação, ou seja,     quanto maior o número de vezes em que os inventários rodam durante um certo     período de tempo (Neves, 1996).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Fundo     de maneio médio (por unidade vitivinícola): é parte do ativo circulante     que pode ser mobilizado com rapidez para satisfazer as necessidades correntes     da exploração (Lauzel, s.a).</p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Necessidades de Fundo de Maneio (por unidade     vitivinícola):     está ligada à necessidade do ciclo de exploração. Este obriga a que haja meios     financeiros para cumprir pagamentos, antes de se obter recebimentos. Quando     positivas representam as necessidades de financiamento do ciclo de exploração;     quando negativas, o excedente do ciclo de exploração (Neves, 2000). </p>         <p>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Tesouraria Líquida (por unidade vitivinícola): esta caracteriza o equilíbrio     financeiro da empresa. Assim, existe equilíbrio financeiro quando o fundo de     maneio é suficiente para financiar as necessidades de fundo de maneio, ou seja,     a tesouraria líquida é positiva (Neves, 2000).</p>         <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia do   estudo empírico</b></font> </p>      <p>  <font size="2" face="Verdana"><b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; População e seleção da amostra</b> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana">A população do estudo   são as empresas vitivinícolas portuguesas (CAE 11021, «Produção de vinhos   comuns e licorosos», segundo a CAE-Rev. 3) que se encontravam catalogadas na   base de dados do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI), versão 36.1. A   SABI é uma base de dados económicos e financeiros sobre empresas portuguesas e   espanholas, bastante utilizada nas áreas financeira e comercial.</font></p>     <p><font face="Verdana">Perante a alteração do   quadro contabilístico português, em 2009, entendeu-se que só poderíamos   analisar informação homogénea, segundo o Plano Oficial de Contabilidade (POC)   ou o Sistema de Normalização Contabilística, pelo que o maior número de   exercícios económicos comparáveis eram os de 2006 a 2008, logo em base POC.</font></p>     <p><font face="Verdana">Na primeira fase   obtiveram-se 541 empresas vitivinícolas a operarem em Portugal, na segunda   fase, selecionaram-se as empresas que apresentaram atividade, sendo que a   amostra passou para 342 empresas e, na terceira fase, atendeu-se à   heterogeneidade entre regiões (excluiu-se Açores, Algarve e Madeira),   obtendo-se 321 empresas, sendo que 41% estão sediadas   no Norte, 26% no Centro, 21% Lisboa e Vale do Tejo e, por último, 12% no   Alentejo, como está representado no <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04q1.jpg">Quadro</a>.</font></p>     
<p><font face="Verdana">O volume de   negócios total da amostra, em 2008, é de aproximadamente 881 311 650€, com a seguinte proveniência por região: 70% do Norte, 11% do   Centro, 15% de Lisboa e Vale do Tejo e 4% do Alentejo.</font></p>     <p><font face="Verdana">Identificada a amostra   para o estudo do setor vitivinícola português, procedeu-se, em seguida, à   repartição da amostra em subamostras e testaram-se três parâmetros: o primeiro   foi o número de empregados, o segundo, o valor do ativo e o terceiro, o volume   de negócios.</font></p>     <p><font face="Verdana">Ao testar cada um dos   três parâmetros, verificou-se que a divisão baseada no volume de negócios era   aquela que demonstrava uma maior representatividade, uma vez que, nem sempre,   as empresas indicavam o número de trabalhadores e quando agrupadas pelo valor   do ativo a amostra perdia representatividade.</font></p>     <p><font face="Verdana">A escolha dos três   parâmetros adveio dos critérios preconizados pela Comissão de Normalização Contabilística   para a classificação das empresas comerciais, industriais, outras entidades e   microentidades (MFAP, 2009) e (MFAP, 2011), pelo que resultou a divisão da   amostra em três grupos de empresas, os quais constituem as nossas subamostras: microempresas   (representam cerca de 65%), PME (com aproximadamente 21%) e grandes empresas (com os restantes 14%). </font></p>     <p><font face="Verdana">Em síntese, e em termos   de volume de negócios, em 2008, as grandes empresas representam cerca de 86%   (760 844 601€), as PME cerca de 10% (87 367 376€) e as microempresas 4% (33 099   673€).</font></p>     <p><font face="Verdana">Ao analisar a   distribuição das empresas por dimensão e por região vitivinícola, constata-se o   predomínio das microempresas, as quais estão, na sua maioria, sedeadas nas   regiões Norte e Centro. As PME têm uma distribuição regional mais homogénea, em   contraposição às grandes empresas que estão, em geral, sedeadas na região   Norte.</font></p>     <p><font face="Verdana">O <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04q1.jpg">Quadro</a> apresenta o   número e a percentagem de empresas por dimensão e por região vitivinícolas, as   quais são objeto da presente investigação.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discussão   dos resultados</b></font></p> <font face="Verdana" size="2"><font face="Verdana"><b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Caracterização geral</b>       <p>Ao     analisar a natureza dos gastos do setor vitivinícola, <a href="#f1">Figura 1</a>, verifica-se que     o Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas (CMVMC) e os     Fornecimentos e Serviços Externos (FSE) representam 79% do total dos gastos, o     que revela que o setor é muito vulnerável a variações de preço das     matérias-primas e de fornecimentos e serviços externos.</p>       <p><a name="f1"></a></p>       <p>&nbsp;</p>       <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04f1.jpg" width="567" height="525"></p>       
<p>&nbsp;</p>       <p>Na     análise global existe um crescimento contínuo dos gastos e dos rendimentos,     sendo que os gastos cresceram mais rapidamente do que os rendimentos, entre     2006 e 2008, resultando que, no ano de 2008, os gastos no setor vitivinícola     foram superiores aos rendimentos. Os gastos aumentaram 4,34% e os rendimentos,   apenas, 2,24% (entre 2007 e 2008).</p>       <p>Os     vários tipos de rendibilidade apresentam uma evolução negativa, mas pouco     acentuada. A média da rendibilidade operacional das vendas é de 6,9% (oscilando     entre 7,2%, em 2006, e 6,2%, em 2008). A rendibilidade     líquida das vendas (ROS) reflete o impacto que os impostos e os encargos     financeiros têm sobre o setor, registando 4,3% (na média dos três anos). A     rendibilidade dos capitais próprios (ROE) situa-se em 4,6%, (com uma variação     entre 5,6% e 3,5%, entre 2006 e 2008), o que denota a importância das vendas no     setor. Finalmente, a rendibilidade do ativo apresenta uma média inferior às     demais, situando-se em 3%, pelo que o setor apresenta menor eficácia da gestão     na utilização dos seus ativos para gerar lucros.</p>       <p>No     que respeita à liquidez, não se registam fortes oscilações no período em estudo e o setor vitivinícola revela uma     liquidez geral superior a 1, o que denota a existência de um fundo de maneio     positivo. A liquidez reduzida (média de 0,7) é menor que o rácio anterior, o     que significa que o setor necessita dos seus inventários para solver as suas     obrigações de curto prazo e a liquidez imediata (média de 0,11) revela que o     setor quase não tem capacidade de solver as dívidas no curto prazo, apenas, com     os meios financeiros líquidos.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente     aos rácios de alavanca financeira verifica-se um aumento da percentagem da     autonomia financeira, cerca de 2%, que se deve ao aumento do capital próprio,     no decorrer do período em estudo. O facto de os gastos financeiros terem     aumentado de ano para ano, fez com que a cobertura dos encargos financeiros     tenha sofrido uma diminuição, que foi afetada pelos sucessivos aumentos de     taxas de juro, com consequência na cobertura do ativo fixo tangível, assim como     na vida útil dos ativos respetivos. </p>       <p>Quanto     aos indicadores de funcionamento é de registar que os valores de fundo de     maneio foram sempre positivos, o que revela a estabilidade dos fundos que     financiam o ciclo de exploração. Por seu turno, as necessidades de fundo de     maneio, na média dos três anos, são menores que o fundo de maneio, logo o setor     apresenta uma tesouraria líquida positiva, ou seja, encontra-se em equilíbrio     financeiro.</p>       <p>O     prazo médio de pagamento é de 86,65 e 89,77 dias, em 2007 e 2008,     respetivamente, e o prazo médio de recebimentos é de 83,05 e 73,87 dias, em     2006 e 2008, respetivamente, o que revela perda de eficiência na gestão dos     recursos.</p>       <p>A     rotação dos capitais investidos e dos inventários sofreu um ligeiro aumento no     período. A rotação dos capitais investidos é baixa, o que revela pouca eficiência do setor em usar os seus ativos     para gerar rendibilidade das vendas (situa-se entre os 0,40 e 0,41, em 2006 e     2008, respetivamente). E o setor faz uma rotação de inventário por ano     (1,18 e 1,27, em 2006 e 2008, respetivamente), que está associada ao tipo de     produto produzido e comercializado. </p>   <b>·&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Análise por dimensão das     empresas e região vitivinícola</b>       <p>Para     analisar o perfil económico-financeiro das empresas do setor vitivinícola, por     dimensão e por região, foi necessário desdobrar a amostra, em três subamostras,     atendendo à dimensão das empresas, conforme foi explicitado, em microempresas,     pequenas e médias empresas e em grandes empresas. </p>       <p>O     número de microempresas diminuiu cerca de 4% (menos nove empresas, entre 2006 e     2008, sendo em 2008 de 212), as pequenas e médias empresas apresentam     estabilidade (68, em 2006 e 2008) e houve um aumento nas grandes empresas,     cerca de 25% (mais nove empresas, entre 2006 e 2008, sendo em 2008 de 41).</p>       <p>Após     o cálculo do conjunto de rácios selecionados foram traçados perfis     económico-financeiros das subamostras. Estes mostram de forma mais intuitiva os     resultados da rendibilidade, liquidez, alavanca financeira e funcionamento das     empresas analisadas.</p>       <p>Assim,     foram elaborados dois tipos de perfis: um que caracteriza a evolução temporal     das subamostras (por dimensão das empresas), como representado na <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04f2.jpg">Figura 2</a>, e o outro faz uma comparação da     dimensão empresarial com a região a que pertencem, conforme a <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04f3.jpg">Figura 3</a><b>.</b> </p>       
<p>No     que diz respeito ao primeiro perfil – evolução temporal –, verifica-se que as     microempresas são as que apresentam resultados mais reduzidos.</p>   </font>     <p><font face="Verdana">Nos   rácios de rendibilidade, os resultados são negativos ao longo dos três anos, no   entanto evoluíram de forma favorável. Como a rendibilidade das microempresas,   nos três anos analisados, é negativa, a liquidez das mesmas, assim como a   autonomia financeira, também são baixas atribuindo, assim, maior dependência de   capitais alheios. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana">A   reduzida autonomia financeira ou o forte endividamento das microempresas gera   efeitos negativos noutros rácios, nomeadamente na cobertura dos encargos financeiros   e do ativo fixo tangível.</font></p>     <p><font face="Verdana">Contudo,   as microempresas conseguiram, entre 2006 e 2008, melhorar os seus rácios de   funcionamento, em particular o prazo médio de pagamento e a rotação de   inventários que contribuíram, positivamente, para a melhoria das   rendibilidades, em especial, na rendibilidade operacional das vendas.   </font></p>     <p><font face="Verdana">Quanto   às PME, detêm resultados superiores aos das microempresas, mas inferiores aos   das grandes empresas. Quando analisada a rendibilidade, verifica-se que esta é   superior às microempresas, no entanto, contam com uma rendibilidade líquida das   vendas negativa, tal como a rendibilidade dos capitais próprios.</font></p>     <p><font face="Verdana">As   PME revelam melhor nível de liquidez que as microempresas. Destaca-se o ano de   2007, como aquele em que as empresas obtiveram maior índice de liquidez que a   das grandes empresas, com cerca de 1,74 e 1,70 respetivamente. </font></p>     <p><font face="Verdana">Consequentemente,   estas empresas também tiveram o menor prazo médio de pagamento, desse ano, com   cerca de 61 dias contra os 66 dias das grandes empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana">A   autonomia financeira das PME também é superior à das microempresas, no entanto,   a tendência da liquidez, em 2007, não se refletiu na autonomia financeira   ficando o resultado desse rácio abaixo do das grandes empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana">As   grandes empresas são as que detêm melhor «saúde financeira». A sua   rendibilidade é sempre positiva, no período analisado, sendo a rendibilidade   operacional das vendas, cerca de 6%, em todos os anos analisados. Apenas, a   rendibilidade líquida das vendas sofreu uma queda de 2%, de 2006 para 2008. </font></p>     <p><font face="Verdana">Com   uma rendibilidade superior às dos restantes tipos de empresas, as grandes   empresas apresentam menor dependência de capitais alheios e uma melhor   cobertura de encargos financeiros e do ativo fixo tangível.</font></p>     <p><font face="Verdana">Quanto   à liquidez, com exceção do ano 2007, as grandes empresas apresentam os níveis   mais altos dos três tipos de empresas e, consequentemente, revelam os menores   prazos médio de recebimento e pagamento.</font></p>     <p><font face="Verdana">Por   último, há a salientar os resultados da rotação do ativo e dos inventários.   Estes são muito aceitáveis, o que se repercute no índice da rendibilidade   operacional e líquida das vendas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana">Analisada   cada uma das subamostras verifica-se que, no global, as grandes empresas são as   que apresentam melhores resultados. São empresas mais robustas ao nível   económico e financeiro, sendo, pelo contrário, as microempresas as mais   débeis.  </font></p>     <p><font face="Verdana">Relativamente,   ao segundo perfil, comparação da dimensão empresarial com a região vitivinícola   a que pertencem, verifica-se que, globalmente, é a região Norte aquela que apresenta   melhores resultados, ao contrário da região de Lisboa e Vale do Tejo, conforme   a <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a04f3.jpg">Figura 3</a>.</font></p>     
<p><font face="Verdana">A   rendibilidade das microempresas, no que concerne à região Norte, é a que   ostenta menores quebras na rendibilidade, apesar de todas as regiões   apresentarem rendibilidades negativas. A região que apresenta as mais baixas   rendibilidades é a região de Lisboa e Vale do Tejo.</font></p>     <p><font face="Verdana">Consequentemente,   e devido aos baixos resultados na rendibilidade, a liquidez destas empresas é   afetada, revelando o mesmo cenário que na rendibilidade, sendo a região Norte,   a única que apresenta um valor superior a 1 (mais propriamente 1,3).</font></p>     <p><font face="Verdana">As   microempresas são as empresas das subamostras que detêm menor autonomia   financeira e as que estão sedeadas na região do Alentejo são as com maior nível   de endividamento, cerca de 85%, contra 61% das empresas da região Norte. </font></p>     <p><font face="Verdana">O   endividamento tem influência noutros rácios, nomeadamente nos rácios de   funcionamento. O facto de as empresas apresentarem altos níveis de   endividamento, gera prazos médios de pagamento mais longos – por exemplo, a   região do Alentejo necessita de 212 dias para cumprir os seus pagamentos,   contra 120 dias da região Norte.</font></p>     <p><font face="Verdana">Quanto   à maturidade do endividamento, com exceção da região de Lisboa e Vale do Tejo, reflete-se,   predominantemente, no curto prazo. A região de Lisboa e Vale do Tejo detém 50%   do seu endividamento no curto prazo, ou seja, o mesmo para o médio e longo   prazo.</font></p>     <p><font face="Verdana">Apesar   da baixa autonomia financeira por parte das microempresas, estas detêm uma   baixa média de anos de depreciação do ativo fixo tangível, o que revela que o   seu ativo já se encontra totalmente depreciado, o que conduz, muito   provavelmente, a não terem beneficiado de novos investimentos.</font></p>     <p><font face="Verdana">As   PME do setor vitivinícola, no global, apresentam resultados   económico-financeiros superiores aos das microempresas e inferiores aos das   grandes empresas. No que concerne à sua rendibilidade, a região Norte é a   aquela onde as PME apresentam melhores resultados, sendo mesmo quase   coincidentes com a rendibilidade das empresas de maior dimensão. A região do   Alentejo é a região onde as PME detêm menor rendibilidade. Se tomarmos como   exemplo a rendibilidade operacional das vendas, a região Norte gera cerca de   12% de rendibilidade, enquanto a região Alentejo apresenta uma perda de cerca   de -7%.</font></p>     <p><font face="Verdana">A   liquidez das empresas está relacionada de forma proporcional à rendibilidade, o   que faz com que resultados mais positivos na rendibilidade gerem maior   liquidez. No entanto, nas PME essa proporcionalidade não é sempre regular. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana">A   região Norte, por apresentar maior rendibilidade, deveria deter maior rácio de   liquidez, mas, em vez disso, a região Centro é a que apresenta melhor liquidez,   com cerca de 2,11 de liquidez geral, contra 1,7 da região do Norte. A região do   Alentejo, por sua vez, deveria ser a região com menor índice de liquidez, no   entanto a região de Lisboa e Vale do Tejo é a que apresenta pior liquidez, com   cerca de 1,14 de liquidez geral. </font></p>     <p><font face="Verdana">Quanto   aos rácios de alavanca financeira, estes são bastante superiores aos das   microempresas, sendo quase idênticos aos das grandes empresas. Os níveis de autonomia   financeira são mais elevados na região Norte, cerca de 47%, e mais baixos na   região de Lisboa e Vale do Tejo, cerca de 21%.</font></p>     <p><font face="Verdana">A   região Norte é, consequentemente, a região que detém maior índice de cobertura   dos encargos financeiros, cerca de 442%, e do ativo fixo tangível,   aproximadamente 92%, ao invés da região de Lisboa e Vale do Tejo, que é a região   que detém menor cobertura de ativo fixo tangível, cerca de 36%. </font></p>     <p><font face="Verdana">Na   cobertura dos encargos financeiros, a região que detém pior resultado não é   Lisboa e Vale do Tejo, mas o Alentejo, com cerca de 164% de cobertura, apesar   de apresentar maior índice de autonomia financeira.</font></p>     <p><font face="Verdana">No   que diz respeito aos rácios de funcionamento, a região de Lisboa e Vale do Tejo   é a região que apresenta melhores prazos médios de recebimento, cerca de 78   dias, e a região do Alentejo é a que apresenta melhor índice de prazo médio de   pagamento, com cerca de 62 dias. </font></p>     <p><font face="Verdana">A   região que, por sua vez, apresenta piores rácios de prazo médio de recebimento   é a região Centro, com cerca de 123 dias, e a região Norte apresenta pior   índice de prazo médio de pagamento, com cerca de 110 dias.</font></p>     <p><font face="Verdana">Quanto   aos restantes índices de funcionamento, todas as empresas apresentam baixa   rotação do ativo e uma favorável rotação de inventários. A região que mais altos   índices de rotatividade apresenta é a região Centro, com cerca de 0,44 de   rotação do ativo e cerca de 1,77 de rotação dos inventários. Por sua vez, a   região que apresenta índices mais baixos de rotatividade é a região do Alentejo,   com cerca de 0,17 de rotação do ativo e cerca de 0,58 de rotação dos   inventários. </font></p>     <p><font face="Verdana">As   grandes empresas do setor vitivinícola são as que se encontram mais robustas ao   nível económico e financeiro. A região Norte é a região com melhores   resultados, sendo a região de Lisboa e Vale do Tejo, globalmente, a que   apresenta resultados mais baixos. </font></p>     <p><font face="Verdana">A   região Norte apresenta maior rendibilidade. Quando analisada, por exemplo, a   rendibilidade operacional das vendas, verifica-se que a região Norte detém   cerca de 9%. No entanto, as PME da mesma região apresentam maior rendibilidade   operacional das vendas, cerca de 12%. A região que apresenta menor   rendibilidade operacional das vendas é a região de Lisboa e Vale do Tejo, com   cerca de 5%.</font></p>     <p><font face="Verdana">O   mesmo acontece nos restantes índices de rendibilidade: a região Norte regista   os melhores resultados e a região de Lisboa e Vale do Tejo os piores. Assim, os   índices de liquidez refletem a mesma tendência que os rácios de rendibilidade.   No entanto, salienta-se, com a exceção da região Norte, que todas as grandes   empresas de todas as regiões apresentam índice de liquidez imediata mais baixo   que as micro e PME. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana">Quanto   aos índices de alavanca financeira, as grandes empresas revelam resultados   superiores às restantes subamostras, sendo novamente a região Norte aquela com   melhores resultados e a região do Alentejo com menor nível de alavanca   financeira. </font></p>     <p><font face="Verdana">Quando   analisada a autonomia financeira, a região Norte tem uma autonomia de cerca de   48%, contra cerca de 25% da região do Alentejo.</font></p>     <p><font face="Verdana">No   que concerne à maturidade do endividamento, com exceção da região de Lisboa e   Vale do Tejo, todas as empresas direcionam o seu endividamento para o curto   prazo, detendo a região Norte 74% do seu endividamento no curto prazo e a   região de Lisboa e Vale do Tejo apenas 50%, ou seja, tendo mais endividamento   de médio longo prazo.</font></p>     <p><font face="Verdana">As   empresas que apresentam melhores resultados na autonomia financeira, apresentam   maior nível de cobertura de encargos financeiros e de ativo fixo tangível, ou   seja, as regiões Norte e Centro. </font></p>     <p><font face="Verdana">No   entanto, a região do Alentejo é a região que detém menor média de anos para   depreciação de ativo fixo tangível, com cerca de 8 anos, contra os 12 anos da   região Centro e os 9 anos da região Norte.</font></p>     <p><font face="Verdana">No   funcionamento, e como consequência dos rácios anteriormente analisados, as   grandes empresas do Norte são as empresas que apresentam menor prazo médio de   pagamento, cerca de 51 dias, metade dos dias que as PME da mesma região   apresentam.</font></p>     <p><font face="Verdana">A   região que demora mais tempo a cumprir os seus pagamentos é a região do Alentejo,   demorando cerca de 115 dias. Já no prazo médio de recebimento, as regiões que   ostentam melhor resultado são as regiões Norte e de Lisboa e Vale do Tejo, com   cerca de 67 dias e 66 dias, respetivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana">No   que diz respeito à rotação do ativo, a região Centro é a que detém o maior   índice, com cerca de 0,85, ao passo que a região Norte, curiosamente, em   conjunto com o Alentejo, são as regiões que menos rotatividades têm no seu   ativo, cerca de 0,46. </font></p>     <p><font face="Verdana">Na   rotação dos inventários, a região Centro volta a ser a região com maior índice,   com cerca de 2,76 vezes por ano de rotação das seus inventários e a região   Norte a com o mais baixo nível de rotação, cerca de uma vez por ano.</font></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">O setor é muito   sensível aos custos das matérias-primas e dos fornecimentos de serviços, os   quais cresceram no período, o que contribuiu para a queda das diferentes taxas   de rendibilidade, especialmente, a rendibilidade do ativo. A liquidez geral é   estável, o que revela equilíbrio financeiro no curto prazo, porém a liquidez   reduzida e a imediata apresentam valores baixos, pelo que os inventários e   dívidas a receber são determinantes, o que se reflete, por sua vez, em elevados   prazos de recebimentos e pagamentos.</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p><font face="Verdana">As microempresas são as   que apresentam resultados mais débeis, logo com reduzida autonomia financeira e   forte endividamento, apesar de, no período em estudo, terem melhorado o seu   desempenho em termos de rotação e prazos médios de cobrança e pagamentos, em   contraste com as grandes empresas que detêm uma melhor saúde financeira, em   termos de rendibilidade, liquidez e funcionamento. As PME encontram-se numa   posição intermédia face às anteriores empresas.</font></p>     <p><font face="Verdana">Ao nível das regiões   vitivinícolas é o Norte que apresenta melhores rendibilidades e liquidez, em   oposição a Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, pelo que estas duas regiões   revelam menor autonomia financeira, maiores prazos de cobrança e pagamentos, o que   poderá estar associado à relativa juventude da região e, consequentemente, das   empresas aí localizadas.</font></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>Referências   bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">AICEP (2011), «Portugal Global, Portugal   – Perfil País», disponível em <a href="http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/LivrariaDigital/PortugalPerfilPais.pdf" target="_blank">http://www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/LivrariaDigital/PortugalPerfilPais.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000169&pid=S1645-4464201300040000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p><font face="Verdana">AICEP   (2010), «Contas Nacionais, Contribuição das Exportações de Bens e Serviços para   o Crescimento do PIB no 1.º Semestre de 2010», AICEP, EPE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000171&pid=S1645-4464201300040000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">AIECP   (2009), «Quotas de Portugal no comércio mundial de bens 2005-2009», Lisboa,   AICEP, EPE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000173&pid=S1645-4464201300040000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">ALBERT, A. Z. (2006), <b>O Admirável Novo Mundo do Vinho: e as   Regiões Emergentes</b>. Editora Senac, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000175&pid=S1645-4464201300040000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">ANDERSON, K.; NORMAN, D. e WITTWER, G. (2001),   «Globalization and the World’s wine markets: overview». Centre for International Economic Studies and School of Economics   University of Adelaide, disponível em <a href="http://www.adelaide.edu.au/cies/papers/0143.pdf" target="_blank">http://www.adelaide.edu.au/cies/papers/0143.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000177&pid=S1645-4464201300040000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">BREALEY,   R. A. e MYERS, S. C. (1992), <b>Princípios de Finanças Empresariais</b>.   McGrawHill, Portugal.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000179&pid=S1645-4464201300040000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">CARRILHO, J. M.; LAUREANO, L.;   PIMENTEL, L. V. e PRATES, M. L.&nbsp;(2005), <b>Elementos de Análise Financeira – Casos Práticos</b>. Publisher Team,   Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000181&pid=S1645-4464201300040000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">COMISSÃO EUROPEIA (CE) (2008), «Reforma   no setor vitivinícola», CE, disponível em <a href="http://ec.europa.eu/agriculture/capreform/wine/index_pt.htm" target="_blank">http://ec.europa.eu/agriculture/capreform/wine/index_pt.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000183&pid=S1645-4464201300040000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">CE (2003), «Study on the use of the varieties of Interspecific vines»,   CE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000185&pid=S1645-4464201300040000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">CE (1999), Regulamento n.º 1493/1999 de   17 de maio de 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000187&pid=S1645-4464201300040000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">FARINHA, J. B. (1994), «Análise de   rácios financeiros», disponível em <a href="http://www.jorgefarinha.com/fotos/gca/Analise_de_Racios_Financeiros.pdf" target="_blank">http://www.jorgefarinha.com/fotos/gca/Analise_de_Racios_Financeiros.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000189&pid=S1645-4464201300040000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">GREAT WINE CAPITAL (2011),   «Financial stability and viability of wine tourism business in the GWC»,   disponível em <a href="http://www.greatwinecapitals.com/doc.php?co=969" target="_blank">http://www.greatwinecapitals.com/doc.php?co=969</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000191&pid=S1645-4464201300040000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">HELFERT, E. A. (2001), <b>Financial Analysis:   Tools and Techniques – A Guide for Managers. </b>McGraw Hill, Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000193&pid=S1645-4464201300040000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA (INE)   (2009), «Estatísticas Agrícolas 2009», INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000195&pid=S1645-4464201300040000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INE (2011a), Estatísticas Oficiais,   «Indústria e Energia em Portugal 2008-2009», INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000197&pid=S1645-4464201300040000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INE (2011b), «Inquérito anual à produção   industrial 2008-2009», Edição de 2011, INE.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000199&pid=S1645-4464201300040000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INE (2011c), «Consumo humano de vinho   (hl)», disponível em   <a href="http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0000177&contexto=bd&selTab=tab2" target="_blank">http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=ine_indicadores&amp;indOcorrCod=0000177&amp;contexto=bd&amp;selTab=tab2</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000201&pid=S1645-4464201300040000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">INFOVINI (2011a), «História», disponível   em <a href="http://www.infovini.com/pagina.php?codNode=18094#tab0" target="_blank">http://www.infovini.com/pagina.php?codNode =18094#tab0</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000203&pid=S1645-4464201300040000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INFOVINI (2011b),<i> «</i>Como se faz um vinho», disponível em   <a href="http://www.infovini.com/pagina.php?codNode=18016" target="_blank">http://www.infovini.com/pagina.php?codNode=18016</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000205&pid=S1645-4464201300040000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">INSTITUTO da VINHA e do VINHO (IVV)   (2009), «A produção de vinho em Portugal, Campanhas 2000/2001 a 2008/2009», <i>Factos e Números</i>, 1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000207&pid=S1645-4464201300040000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2011a), «A vinha e o vinho em   Portugal», disponível em <a href="http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/91.html" target="_blank">http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/91.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000209&pid=S1645-4464201300040000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2011b), «Regiões vitivinícolas   de Portugal», disponível em <a href="http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/regioes" target="_blank">http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/regioes</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000211&pid=S1645-4464201300040000400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2011c), «Evolução da   produção nacional de vinho por região vitivinícola», disponível em <a href="http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/163.html" target="_blank">http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/163.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000213&pid=S1645-4464201300040000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2010d), «Produção de vinho   campanha 2009/2010», disponível em   <a href="http://www.ivv.minagricultura.pt/np4/?newsId=1787&fileName=NI_PRODU__O_2010_0002.pdf" target="_blank">http://www.ivv.minagricultura.pt/np4/?newsId=1787&amp;fileName=NI_PRODU__O_2010_0002.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000215&pid=S1645-4464201300040000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2011d), «Portugueses preferem o   tinto», disponível em <a href="http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/3556.html" target="_blank">http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/3556.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000217&pid=S1645-4464201300040000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">IVV, IP (2010e), «Evolução das   expedições/exportações por país de destino (em volume hl)», disponível em   <a href="http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/180.html" target="_blank">http://www.ivv.min-agricultura.pt/np4/180.html</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000219&pid=S1645-4464201300040000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">JOHNSON, G.; SCHOLES, K.   e WHITTINGTON, R. (2008), <b>Exploring Corporate Strategy</b><i>.</i> Pearson   Education&nbsp;–&nbsp;FT Prentice Hall, Inglaterra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000221&pid=S1645-4464201300040000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">LAUZEL, A. C. (s.a.), <b>Dos Rácios aos Painéis de Gestão</b>. Rés –   Editora, Lda., Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000223&pid=S1645-4464201300040000400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">LOPES, L. (2009), «Vinhos e Ecologia». <i>Revista dos Vinhos</i>, disponível em   <a href="http://www.revistadevinhos.iol.pt/editorial/vinho_e_ecologia_214" target="_blank">http://www.revistadevinhos.iol.pt/editorial/vinho_e_ecologia_214</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000225&pid=S1645-4464201300040000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->  </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">MENEZES, H. C. (1996), <b>Princípios de Gestão Financeira</b>. Editorial   Presença, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000227&pid=S1645-4464201300040000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">MINISTÉRIO das FINANÇAS e da   ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (MFAP), (2011), Decreto-Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março,   art. 2.º <i>Microentidades</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000229&pid=S1645-4464201300040000400031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">MFAP (2009), Decreto-Lei n.º 158/2009,   de 13 de julho, art. 9.º <i>Pequenas     Entidades.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000231&pid=S1645-4464201300040000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">NEVES, J. C. (1996), <b>Análise   Financeira: Métodos e Técnicas</b>, 11.ª ed., Texto Editora, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000233&pid=S1645-4464201300040000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">NEVES, J. C. (2000), <b>Análise   Financeira, vol. 1 </b>–<b> Técnicas fundamentais</b>, 12.ª ed.,   Texto Editora, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000235&pid=S1645-4464201300040000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">ORGANISATION INTERNACIONALE de la VIGNE et du VIN (2010), «State of the   Vitiviniculture World Market», OIV.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000237&pid=S1645-4464201300040000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">SAIAS, L.;   AMARAL, M. e CARVALHO,&nbsp;R.&nbsp;(1996), <b>Instrumentos     Fundamentais de Gestão Financeira</b><i>.</i> Universidade   Católica Editora, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000239&pid=S1645-4464201300040000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">SIDDIQUI, S. A. (2005), <b>Managerial Economics and Financial Analysis</b><i>.</i> New Age International (P) Ltd., Nova   Deli.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000241&pid=S1645-4464201300040000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana">VAUSE, B. (2001), <b>Guia para Análise de Empresas</b>. The Economist Books, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000243&pid=S1645-4464201300040000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">VIEIRA, E. C. (2001), <b>Técnicas Financeiras </b>–<b> Análise Global e Cálculo</b>, 2.ª ed.,   Universidade Lusíada Editora, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000245&pid=S1645-4464201300040000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana">WINE INTELLIGENCE (2008), «Estudo de   imagem e de posicionamento dos Vinhos Portugueses», Instituto da Vinha e do   Vinho, I.P.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000247&pid=S1645-4464201300040000400040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana">Recebido em setembro de 2012 e aceite em outubro de 2013.   </font>    <br> <font face="Verdana">Received in September 2012 and accepted in October 2013. </font></p> </font>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>AICEP</collab>
<source><![CDATA[Portugal Global, Portugal - Perfil País]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>AICEP</collab>
<source><![CDATA[Contas Nacionais, Contribuição das Exportações de Bens e Serviços para o Crescimento do PIB no 1.º Semestre de 2010]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[AICEPEPE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>AIECP</collab>
<source><![CDATA[Quotas de Portugal no comércio mundial de bens 2005-2009]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AICEPEPE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALBERT]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Admirável Novo Mundo do Vinho: e as Regiões Emergentes]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Senac]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ANDERSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NORMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WITTWER]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Globalization and the World’s wine markets: overview]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-name><![CDATA[Centre for International Economic Studies and School of Economics University of Adelaide]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BREALEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[R. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MYERS]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Princípios de Finanças Empresariais]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-name><![CDATA[McGrawHill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CARRILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LAUREANO]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PIMENTEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[L. V.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PRATES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Elementos de Análise Financeira - Casos Práticos]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Publisher Team]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>COMISSÃO EUROPEIA</collab>
<source><![CDATA[Reforma no setor vitivinícola]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-name><![CDATA[CE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>CE</collab>
<source><![CDATA[Study on the use of the varieties of Interspecific vines]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-name><![CDATA[CE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>CE</collab>
<source><![CDATA[Regulamento n.º 1493/1999 de 17 de maio de 1999]]></source>
<year>1999</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FARINHA]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise de rácios financeiros]]></source>
<year>1994</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>GREAT WINE CAPITAL</collab>
<source><![CDATA[Financial stability and viability of wine tourism business in the GWC]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HELFERT]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Financial Analysis: Tools and Techniques - A Guide for Managers]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Iorque ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[McGraw Hill]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA</collab>
<source><![CDATA[Estatísticas Agrícolas 2009]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-name><![CDATA[INE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Indústria e Energia em Portugal 2008-2009]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-name><![CDATA[INE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Inquérito anual à produção industrial 2008-2009]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-name><![CDATA[INE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>INE</collab>
<source><![CDATA[Consumo humano de vinho (hl)]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>INFOVINI</collab>
<source><![CDATA[História]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>INFOVINI</collab>
<source><![CDATA[Como se faz um vinho]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<collab>INSTITUTO da VINHA e do VINHO</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A produção de vinho em Portugal, Campanhas 2000/2001 a 2008/2009]]></article-title>
<source><![CDATA[Factos e Números]]></source>
<year>2009</year>
<volume>1</volume>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[A vinha e o vinho em Portugal]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[Regiões vitivinícolas de Portugal]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[Evolução da produção nacional de vinho por região vitivinícola]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[Produção de vinho campanha 2009/2010]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[Portugueses preferem o tinto]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>IVV, IP</collab>
<source><![CDATA[Evolução das expedições/exportações por país de destino (em volume hl)]]></source>
<year>2010</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[JOHNSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SCHOLES]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WHITTINGTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Exploring Corporate Strategy]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-name><![CDATA[Pearson Education - FT Prentice Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LAUZEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Dos Rácios aos Painéis de Gestão]]></source>
<year></year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Rés - Editora, Lda.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOPES]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vinhos e Ecologia]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista dos Vinhos]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MENEZES]]></surname>
<given-names><![CDATA[H. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Princípios de Gestão Financeira]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editorial Presença]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>MINISTÉRIO das FINANÇAS e da ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</collab>
<source><![CDATA[Decreto-Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março, art. 2.º: Microentidades]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="">
<collab>MFAP</collab>
<source><![CDATA[Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho, art. 9.º: Pequenas Entidades]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NEVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise Financeira: Métodos e Técnicas]]></source>
<year>1996</year>
<edition>11</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Texto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NEVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Análise Financeira, vol. 1 - Técnicas fundamentais]]></source>
<year>2000</year>
<edition>12</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Texto Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>ORGANISATION INTERNACIONALE de la VIGNE et du VIN</collab>
<source><![CDATA[State of the Vitiviniculture World Market]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[OIV]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SAIAS]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[AMARAL]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CARVALHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Instrumentos Fundamentais de Gestão Financeira]]></source>
<year>1996</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Católica Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SIDDIQUI]]></surname>
<given-names><![CDATA[S. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Managerial Economics and Financial Analysis]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Nova Deli ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[New Age International (P) Ltd.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VAUSE]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Guia para Análise de Empresas]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[The Economist Books]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[VIEIRA]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Técnicas Financeiras - Análise Global e Cálculo]]></source>
<year>2001</year>
<edition>2</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Lusíada Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="book">
<collab>WINE INTELLIGENCE</collab>
<source><![CDATA[Estudo de imagem e de posicionamento dos Vinhos Portugueses]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-name><![CDATA[Instituto da Vinha e do Vinho, I.P.]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
