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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A internacionalização no setor da cortiça: Estudo exploratório às empresas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Competition is increasing with the globalization of markets and it is imperative that companies seek to get into new markets, in order to survive the economic conditions and adverse situations. In the current economic context internationalization emerges as a key fator for the increase of the competitiveness of companies. This paper is organized into four parts, which are dedicated to literature review on internationalization of cork enterprises, the methodology used to carry out the surveys, to their analysis using descriptive statistics and fatorial and finally discussing results and corresponding conclusions. In this research we can conclude that although some companies are heavily established in international markets, the majority are almost exclusively dedicated to strong orientated quality production. Success factors in this sector are: ability to innovate, investment capacity, supply chain control and product quality.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Con la globalización de los mercados, la competencia es cada vez mayor y es imperativo que las empresas traten de penetrar en nuevos mercados, para que de esta manera sobrevivan a las condiciones económicas adversas. En el contexto económico actual, la internacionalización se presenta como un factor para aumentar la competitividad de las empresas. Este artículo está organizado en cuatro partes, reservadas para la revisión de la literatura sobre la internacionalización de las empresas del corcho, la metodología utilizada en la realización de las encuestas, su análisis mediante estadística descriptiva y factorial, y por último, la discusión de los resultados y las conclusiones respectivas. En esta investigación se puede concluir que, aunque algunas empresas están fuertemente desplegadas en el mercado internacional, la mayoría casi exclusivamente está dedicada a la producción, con un fuerte enfoque en la calidad. Los factores de éxito en este sector son: capacidad de innovación, capacidad de inversión, dominio de la cadena de distribución, la calidad del producto.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana"><b><font size="4">A internacionalização no setor da   cortiça</font></b><font size="4">. <b>Estudo exploratório às empresas</b></font></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The internationalization in cork sector: a business exploratory study</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>La internacionalizaci&oacute;n de la   industria del corcho: estudio exploratorio de las empresas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Fernando Tavares</b><b><sup>I</sup></b><b>; André Marques</b><b><sup>II</sup></b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Doutorado em Gest&atilde;o Industrial   pela Universidade de Aveiro. Prof. Auxiliar na Univ. Portucalense Infante D.   Henrique, Departamento de Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e   Empresariais, Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o em   Competitividade, Rua Dr. Ant&oacute;nio Bernardino de Almeida, 541-619, 4200-072 Porto, Portugal. E-mail: <a href="mailto:ftavares@upt.pt">ftavares@upt.pt</a>    <br> <sup>II</sup></font><font face="Verdana" size="2">Mestre em Finan&ccedil;as (Univ. Portucalense Infante D. Henrique). Prof. Assistente   no ISVOUGA, 4520-909 Santa Maria da Feira, Portugal. E-mail: <a href="mailto:amarques@isvouga.pt">amarques@isvouga.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a globalização dos mercados, a concorrência é cada   vez maior e torna-se imperativo que as empresas procurem penetrar em novos   mercados, para que desta forma sobrevivam às conjunturas económicas e situações   adversas. No atual contexto económico, a internacionalização surge como fator   para o aumento de competitividade das empresas. Este artigo está organizado em   quatro partes, reservadas à revisão da literatura sobre a internacionalização   das empresas de cortiça, à metodologia usada para realização dos inquéritos, à   sua análise através da estatística descritiva e fatorial e, por fim, discussão   dos resultados obtidos e respetivas conclusões. Desta investigação podemos   concluir que apesar de algumas empresas estarem fortemente implantadas no   mercado internacional, a maior parte dedica-se quase exclusivamente à produção   com forte orientação para a qualidade. Os fatores de sucesso deste setor são: capacidade   de inovação, capacidade de investimento, domínio da cadeia de distribuição e qualidade   do produto.</font></p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="2">Palavras-chave:</font></b><font size="2"> Cortiça, Comércio Internacional, Estratégias de Internacionalização, Fatores de Internacionalização, Internacionalização</font></font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Competition is increasing with   the globalization of markets and it is imperative that companies seek to get   into new markets, in order to survive the economic conditions and adverse   situations. In the current economic context internationalization emerges as a   key fator for the increase of the competitiveness of companies. This paper is   organized into four parts, which are dedicated to literature review on   internationalization of cork enterprises, the methodology used to carry out the   surveys, to their analysis using descriptive statistics and fatorial and   finally discussing results and corresponding conclusions. In this research we   can conclude that although some companies are heavily established in   international markets, the majority are almost exclusively dedicated to strong   orientated quality production. Success factors in this sector are: ability to innovate, investment capacity, supply chain control and product quality.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> Cork, International   Trade, Internationalization Strategies, Internationalization Factors, Internationalization</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Con la globalización de los   mercados, la competencia es cada vez mayor y es imperativo que las empresas   traten de penetrar en nuevos mercados, para que de esta manera sobrevivan a las   condiciones económicas adversas. En el contexto económico actual, la   internacionalización se presenta como un factor para aumentar la competitividad   de las empresas. Este artículo está organizado en cuatro partes, reservadas   para la revisión de la literatura sobre la internacionalización de las empresas   del corcho, la metodología utilizada en la realización de las encuestas, su   análisis mediante estadística descriptiva y factorial, y por último, la   discusión de los resultados y las conclusiones respectivas. En esta   investigación se puede concluir que, aunque algunas empresas están fuertemente   desplegadas en el mercado internacional, la mayoría casi exclusivamente está   dedicada a la producción, con un fuerte enfoque en la calidad. Los factores de   éxito en este sector son: capacidad de innovación, capacidad de inversión, dominio de la cadena de distribución, la calidad del producto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palabras clave</b>: Corcho, Comercio Internacional, Estrategias de Internacionalización, Factores de internacionalización, Internacionalización</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os dados divulgados pela   Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR, 2011), o setor da cortiça em Portugal   é uma indústria líder a nível mundial no que diz respeito às exportações, sendo que quase 90% da cortiça produzida em Portugal é exportada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conforme Gil (1998) refere, Portugal foi pioneiro e o principal   legislador no âmbito suberícola. A proteção pela lei ao sobreiro é muito antiga   no nosso país, sendo esta a espécie que mais legislação protecionista teve até à atualidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A indústria corticeira em Portugal   localiza-se principalmente no distrito de Aveiro, mais precisamente no concelho de Santa Maria da Feira.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>Conceito de internacionalização</b></font><font face="Verdana">     <p><font size="2">De acordo com Freire (2008), o   processo de internacionalização compreende a necessidade que uma empresa tem em   procurar novos mercados e, desta forma, continuar a ser competitiva. Moreira   e Dias (2008) referem que na frente desta   internacionalização estão grandes Empresas Multinacionais (MNE). Enquanto, por um lado, as MNE detêm a ambição, posição liderante,   capacidade financeira e organizacional, por outro lado, as pequenas e médias   empresas, adaptam as suas estratégias, recursos e estruturas a novos   investimentos, com o objetivo de aumentar o seu envolvimento nas operações internacionais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">A Escola de Uppsala de Johansson e   Vahlne (1977) aborda a internacionalização como um processo de aprendizagem, do   ponto de vista cíclico causal. Neste processo as causas são vistas como   cíclicas não havendo influência do mercado ou concorrência. Santos <i>et al.</i> (2011) referem a Escola de   Uppsala como um modelo evolucionário, sendo o seu processo gradual. Este modelo   pode ser caracterizado em quatro fases: a exportação, a exportação por meio de   intermediários, seguindo-se a abertura de uma subsidiária de vendas e, por último, a construção de uma unidade de produção num mercado externo. </font></p>     <p>&nbsp;</p> </font><font face="Verdana"><b><font size="3">As estratégias básicas de     internacionalização</font> </a></b> </font>     <p><font face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Sendo a temática da internacionalização difícil de   precisar, o ponto fulcral baseia-se em ser o mais competitivo possível e, desta   forma, suplantar as necessidades dos consumidores melhor que a concorrência. De   acordo com Doz e Hamel (1998), este facto vem sendo constatado ao longo da   História, e com um incremento da evolução tecnológica e da competição, as   empresas foram construindo parcerias, quer com clientes, quer com fornecedores,   das quais foram retirados benefícios. Segundo Kogut (1985), as empresas viam na   internacionalização uma forma de obterem vantagens ao nível do custo e/ou da   diferenciação e, com isto, obterem ganhos de competitividade. Com base em&nbsp;Porter (1990),&nbsp;é possível constatar que as   empresas de sucesso não diferem muito umas das outras e estas procuram   vantagens competitivas através da inovação, otimização de processos,   estratégias de marketing e <i>design</i> de   produtos.</font></p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="Verdana"><b>As     estratégias de desenvolvimento internacional das empresas </b></font><font face="Verdana"><font size="2">         <p>A teoria da Escola de Uppsala de     Johanson e Vahlne (1977) baseia-se em quatro fases do processo de internacionalização de uma empresa: </p>     </font></font>   <ul>         <li><font size="2" face="Verdana">1.ª Fase – Existe uma exportação     esporádica mas nunca regular; </font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">2.ª Fase – Evolui para contatos com     agentes e distribuidores; </font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">3.ª Fase – A empresa estabelece uma filial     de vendas num mercado externo;</font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">4.ª Fase – A produção e fabricação dos     produtos passa a ser realizada num mercado externo.</font></li>       </ul>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No que diz respeito à conceção e à implementação de     uma estratégia de internacionalização, como referido por Dunning (1980), as localizações possíveis de intervenção são     cruciais no Paradigma Eclético. A definição dos locais onde as empresas irão atuar, dependerá do local da comercialização e fabrico dos seus produtos ou expansão das suas funções de apoio.</font></p>       <p><font size="2" face="Verdana">Mais recentemente,     segundo Dunning e Lundan (2008), a internacionalização possui quatro motivações: </font></p>   <ul>         <li><font size="2" face="Verdana">Procura de recursos (<i>resource-seeking</i>);</font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">Procura de mercados (<i>market-seeking</i>);</font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">Procura de eficiência (<i>efficiency     seeking</i>);</font></li>         <li><font size="2" face="Verdana">Procura de ativos estratégicos (<i>strategic     asset-seeking</i>).</font></li>       </ul>       <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Vantagens e desvantagens da internacionalização</b> </font>    </p>   <font face="Verdana">       <p><font size="2">A internacionalização traduz   inúmeras vantagens a longo prazo, sendo o aumento da competitividade a mais   notória e evidente. De acordo com Freire (2008), podemos observar diferentes   práticas nas quais ocorre um aumento da competitividade, ao nível da exploração   das competências centrais em novos mercados, na medida em que permite um   aproveitamento de capacidades inatas da empresa, replicando o sucesso interno   em mercados externos.</font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2">Conforme Fryges e Wagner (2008) referem, as empresas que exportam são forçadas a   ser produtivas e eficientes em relação aos custos, isto deve-se à sua exposição   aos mercados externos e à competitividade acrescida que estes representam. A   exportação e a internacionalização acarretam custos acrescidos, que só poderão   ser colmatados com um aumento de produtividade sob ameaça de um acréscimo de   riscos no processo de internacionalização. A ponderação dos riscos torna-se   essencial para a tomada de decisão num processo de internacionalização.</font></p>       <p><font size="2">Alguns riscos são delimitadores da internacionalização e   tornam-se obstáculos para qualquer empresa. Há um desafio com que qualquer   empresa se depara, o de transpor as barreiras à entrada, assim como as   capacidades e versatilidades dos recursos da empresa, que são testadas ao   limite, de acordo com Rocha <i>et al.</i> (2010). Por último, e segundo Freire (2008), uma empresa quando se   internacionaliza expõe a sua tecnologia, <i>know-how</i> e produtos a potenciais concorrentes estrangeiros.</font></p>   </font>     <p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b>   </font></p>        <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Para estudar o processo de internacionalização das empresas     do setor da cortiça, foi elaborado um questionário. A construção do questionário foi elaborada     pelos autores, baseando-se em dois estudos da APCOR (2004, 2011) e na revisão     da literatura apresentada neste artigo, nomeadamente nos conceitos de     internacionalização de Freire (2008), Moreira e Dias (2008) e Johansson e     Vahlne (1977); nas estratégias básicas de internacionalização de Doz e Hamel     (1998), Kogut (1985) e Porter (1990) e nas estratégias de desenvolvimento     internacional de empresas de Johanson e Vahlne (1977). O questionário está   dividido em duas partes. Uma primeira parte com questões de resposta direta     sobre os dados de quem respondeu ao inquérito, dados de caraterização da     empresa, principais produtos e identificação dos pontos-chave da análise SWOT,     com a estratégia comercial e estratégia da empresa (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q1.jpg">Quadros I</a> a <a href="#q6">VI</a>). Na segunda     parte do questionário estão as questões relacionadas com as variáveis     destinadas à análise multivariada, obtidas através de respostas numa escala Likert de 1 a 5.</font></p>   <font face="Verdana"><font size="2">     
<p>O inquérito foi     entregue e recolhido pessoalmente em 200 empresas, associadas da APCOR e com     instalações no concelho de Santa Maria da Feira (quase a totalidade das     empresas). Responderam ao inquérito 121 empresas. A opção por este concelho     teve por base o facto de ser o maior aglomerado de empresas do setor corticeiro     e a proximidade à APCOR. Utilizou-se o Software SPSS 19 para tratamento do     inquérito. Fez-se a análise descritiva dos resultados e recorreu-se à Análise     de Componentes Principais à Análise Fatorial (ACPAF) para extrair quais os     fatores preponderantes no processo de internacionalização. Pestana e Gageiro     (2005) e Maroco (2007) entendem que é uma técnica de análise exploratória que     tem como objetivo descobrir e analisar um conjunto de variáveis     inter-relacionadas, de modo a constituir uma escala de medida para fatores que,     de alguma forma, controlam as variáveis originais. Assim, pretendemos recorrer   à ACPAF para reduzir o grande número de variáveis consideradas, num número bastante mais pequeno de fatores. </p>     <p>Tendo em conta     que no teste de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO), seguindo Pestana e Gageiro (2005),     (]0,9 – 1,0] - Excelente; ]0,8 –0,9]   -   Ótima; ]0,7 –0,8] - Boa; ]0,6 –0,7] – Regular; ]0,5 –0,6] – Medíocre;     KMO&lt;=0,5 – Inadequada) analisa-se se este permite fazer uma boa Análise     Fatorial e se associa o teste de Bartlett para ver o seu nível de     significância, se este for de 0,000 leva-nos à rejeição da hipótese da matriz     das correlações na população ser a matriz identidade. Assim, podemos concluir     pela adequabilidade da Análise Fatorial. Caso tal não se verifique, deve reconsiderar-se a utilização deste modelo fatorial.</p>     <p>Verificada a     correlação entre as variáveis em ambos os testes anteriores, podemos prosseguir     com a Análise Fatorial, onde iremos analisar o Alpha de Cronbach para verificar     a consistência interna dos fatores. Os valores do Alpha de Cronbach, segundo     George e Mallery (2003), têm a seguinte interpretação: ]0,9 – 1,0] – Excelente;     ]0,8 –0,9] – Bom; ]0,7 –0,8] - Aceitável; ]0,6 –0,7] – Duvidoso; ]0,5 –0,6] – Pobre; &lt;=0,5 - Inaceitável.</p>     <p>Foi utilizado     o modelo de rotação de fatores ortogonal devido à sua maior simplicidade, pois     na rotação ortogonal a orientação original entre fatores é preservada, i.e., os fatores após a rotação continuam ortogonais. </p>     <p>Para efetuar a     rotação dos eixos fatoriais utilizámos o método ortogonal Varimax com     normalização de Kaiser, cujo objetivo, segundo Maroco (2007), é a obtenção de     uma estrutura fatorial na qual uma e apenas uma das variáveis originais está   fortemente associada com um único fator, estando, contudo, pouco associada com     os restantes fatores, eliminando os valores intermédios, os quais dificultam a interpretação dos resultados.</p> </font></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b>Análise de     resultados</b></font></p>       <p><font size="3" face="Verdana"><b></b></font><font face="Verdana"><font size="2"><b>Análise descritiva de resultados</b>       </font></font></p>   <font face="Verdana"><font size="2">     <p>A amostra em estudo é constituída por 121 indivíduos, de uma     população de 200 que representa as empresas do setor corticeiro, da região de Aveiro.</p>     <p>As respostas ao questionário foram efetuadas por pessoas com     funções/cargo nas empresas com idades entre os 19 e os 78 anos, com uma idade     média de aproximadamente 40 anos (=40,29;     s=15,778). Relativamente ao género, verifica-se que 81% são do sexo masculino e     19% são do sexo feminino. Quanto à frequência da função/cargo na empresa das     pessoas inquiridas, verifica-se que 60,3% são pessoal administrativo, 31,4% são     administrador/gerente, 6,6% exercem o cargo de diretor e 1,7% são outros (um responsável pelos recursos humanos/qualidade e um operário).  </p>     <p>No que diz respeito ao número de colaboradores, 57% situa-se     entre 10 a 49 colaboradores (pequena empresa), 37,2% corresponde de 0 a 9     (microempresa), 5% corresponde de 50 a 249 (PME), e 0,8% &gt; 250 (grande     empresa). Relativamente às empresas que exportam e responderam à questão, estas     representam 14% das 121 empresas que foram alvo deste estudo. Em termos de peso     (%) das exportações na faturação, 17 empresas responderam a esta questão, sendo     que, no ano de 2009, a média situou-se aproximadamente em 14,4% (=14,41),     em 2010 subiu para 16,1% (=16,06)   e em 2011 situou-se nos 16,9% (=16,88).</p>     <p>As regiões de destino das exportações apresentam a UE (100%)     como região escolhida pelas 13 empresas que responderam a esta questão, sendo     que, para além desta região, cinco escolheram os EUA (38%), uma a América     Central e do Sul (8%), uma outra a África do Sul (8%), ainda uma outra a Austrália e a Nova Zelândia (8%) e finalmente mais uma, o continente Asiático (8%).</p>     <p>É notória a predileção pela UE, a que se deve a proximidade     geográfica e o facto de ser um grande mercado produtor de vinhos de qualidade;     já no caso dos EUA pela sua importância a nível mundial como produtor e grande     consumidor de vinho. Convém destacar o potencial que a Ásia possui para este     setor, dado o seu crescimento económico recente e o potencial que este mercado apresenta para o futuro da cortiça. </p>     <p>Sobre os subsetores em que as empresas se incluem, todas     pertencem ao subsetor rolheiro e dessas 121 empresas, 74 empresas também     pertencem ao intermediário, 69 empresas prestam serviços, 5 empresas pertencem     ao subsetor preparador, 4 empresas ao aglomerador e 1 empresa ao granulador. O     subsetor rolheiro aparece como o principal, devido ao facto de o produto mais     comercializado e exportado ser a rolha de cortiça natural e de Portugal ser líder a nível mundial neste setor. </p>     <p>Em relação aos pontos fortes (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q1.jpg">Quadro I</a>) é de salientar a     capacidade técnica (<i>know-how</i>) como a     mais relevante para a maior parte das empresas, fruto da experiência acumulada     ao longo das gerações que compõem o tecido empresarial do setor da cortiça. As     empresas revelam também uma forte aposta na qualidade do produto e no Código Internacional de Práticas Rolheiras (CIPR). </p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Na análise ao <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q2.jpg">Quadro II</a>, é notória a importância dos custos     em relação à matéria-prima, que com o decorrer dos anos tenderá a ser mais     escassa e o seu custo mais elevado. Em termos dos recursos humanos, a     experiência e produtividade não parece representar um ponto fraco e as     economias de escala a esse nível, decorrente da experiência adquirida ao longo     de muitos anos, irão contribuir para uma qualidade acrescida nos produtos e     serviços. Também este aspeto não é assumido como ponto fraco. Já quanto à   burocracia e o custo em relação ao licenciamento industrial, as opiniões dividem-se, apesar da maior parte não considerar um ponto fraco.  </p>     
<p>É visível pela análise dos <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q2.jpg">Quadros II</a> e <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q3.jpg">III</a> que as empresas     do setor da cortiça sentem um maior receio de ameaças ao nível externo, mais do que fraquezas a nível interno.</p>     
<p>Assim como foi constatado no <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q2.jpg">Quadro II</a>, não só o custo     representa um ponto fraco, mas também o preço das matérias-primas e a     capacidade de compra de matéria-prima representam uma ameaça evidente para este setor, ainda que considerada menor.</p>     
<p>A concorrência a nível internacional em todos os setores     também é vivida no setor da cortiça, assim como o monopólio das grandes     empresas que «controlam» as exportações, resultando numa diminuição das margens     para a maior parte das empresas deste setor. A falta de qualidade e o     Tricloroanisole (TCA), que resulta numa diminuição daquela, são também     compreendidos como uma ameaça. As empresas em estudo não encararam os vedantes     alternativos a médio e longo prazo como uma oportunidade, visto terem-nos     considerado uma ameaça. Contudo, os vedantes poderão também ser vistos como uma     oportunidade, ainda que possam concorrer diretamente com a rolha em cortiça (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q4.jpg">Quadro IV</a>).</p>     
<p>Para a maior parte das empresas, a descoberta de novos     mercados para escoamento dos seus produtos, assim como a descoberta de novas     aplicações para a cortiça, o subsequente esforço comercial e as aplicações em novas tecnologias são as principais oportunidades identificadas. </p>     <p>De acordo com o <a href="#q5">Quadro V</a>, a     estratégia comercial escolhida pela maior parte das empresas incidiu no volume     de faturação, na força de vendas e, ainda que em menor escala, no mercado     geográfico. É diminuto o número de empresas que possui uma estratégia comercial     por tipo de produtos, que participam em feiras no estrangeiro e que tenham catálogos     em mais que uma língua, revelando, desta forma, uma fraca aposta em se internacionalizarem. </p>     <p><a name="q5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q5.jpg" width="495" height="216"></p>     
<p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>É notória a existência de empresas     que possuem apenas um cliente no mercado externo e que estão a dar os primeiros     passos na internacionalização ou que apenas realizam vendas esporádicas. No     sentido contrário temos uma empresa que possui 150 clientes e é uma das maiores     empresas do setor, estando fortemente implantada no mercado internacional (<a href="#q6">Quadro VI</a>). </p>     <p><a name="q6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q6.jpg" width="547" height="329"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Em relação ao tipo de distribuição mais     utilizado, 98% das empresas responderam que a sua distribuição é feita por grandes distribuidores. </p>     <p>Analisaram-se também as estratégias da empresa     (<a href="#q7">Quadro VII</a>), com base nas estratégicas básicas de internacionalização. É   notória a preferência por uma estratégia de liderança pelo preço, seguido muito     de perto por uma diferenciação em relação à concorrência. Também foi possível     constatar que as margens e o preço que por vezes é pago pelas grandes empresas     nacionais, que depois escoam a sua produção, têm sempre por base o preço e a qualidade do produto.</p>     <p><a name="q7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q7.jpg" width="477" height="199"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>Podemos observar das respostas ao     inquérito que as empresas em estudo observam a produtividade como principal     vantagem competitiva, seguido pela tecnologia e gestão profissionalizada,     existindo uma relação direta com a sua principal atividade que é a produção e a preocupação com o produto. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q8.jpg">Quadro VIII</a></p>     
<p>&nbsp;</p> </font></font>     <p><font size="2" face="Verdana">É de realçar a estratégia das     empresas, direcionada para a venda esporádica dos seus produtos nos mercados     externos e para o recurso a agentes e distribuidores locais, explicado     anteriormente pela sua venda a grandes empresas nacionais vocacionadas para a     exportação. A inexistente estratégia de internacionalização da maior parte das     empresas da nossa amostra é colmatada pela sua dedicação quase exclusiva à   produção e qualidade do produto. A exportação e internacionalização são     confiadas a algumas empresas, estas com uma estratégia de internacionalização forte e eficiente.</font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Já em relação ao <i>franchising</i> – autorização da marca, a     quase inexistência deve-se ao caráter industrial e à diminuta existência de     lojas que comercializam artigos em cortiça. O investimento direto no estrangeiro   é realizado por muito poucas empresas, assim como a quase inexistência de projetos-chave na mão (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q9.jpg">Quadro IX</a>).</p>     
<p>&nbsp;</p> </font></font>     <p><font face="Verdana"><b>Análise fatorial às expetativas da empresa e do setor e às vantagens competitivas e internacionalização</b></font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <p>Apresenta-se     neste ponto do trabalho empírico a análise às questões do inquérito onde eram     solicitadas respostas através da escala de Likert. O valor de KMO (0,806)     permite uma ótima Análise Fatorial e, uma vez que o teste de Bartlett tem     associado um nível de significância de 0,000, leva-nos à rejeição da hipótese     da matriz das correlações na população ser a matriz identidade, mostrando assim     que a correlação entre algumas variáveis é estatisticamente significativa. No     <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q10.jpg">Quadro X</a> apresentamos os resultados da Análise Fatorial,     utilizando para a extração dos fatores o Método das Componentes Principais.     Para efetuar a rotação dos eixos fatoriais utilizámos o método ortogonal     Varimax com normalização de Kaiser. Verificamos no <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q10.jpg">Quadro X</a> que os valores próprios dos cinco fatores são todos superiores a 1 (critério de Kaiser foi cumprido).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>A Análise     Fatorial resultou na extração de cinco fatores responsáveis por 73,83% da variância     total (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q10.jpg">Quadro X</a>). A variância não explicada, de 26,17%, poderá estar     relacionada com outros fatores menos relevantes, resultantes de outras combinações das variáveis.</p>     
<p>No <a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q11.jpg">Quadro XI</a>,     o Alpha de Cronbach indica-nos que estamos perante uma consistência interna     excelente no fator 1 (Alpha de Cronbach = 0,939), uma consistência interna     aceitável no fator 2 (Alpha de Cronbach = 0,791), uma consistência interna     duvidosa no fator 3 (Alpha de Cronbach = 0,663), uma consistência interna boa     no fator 4 (Alpha de Cronbach = 0,826) e uma consistência interna aceitável no fator 5 (Alpha de Cronbach = 0,792).</p>     
<p>Relativamente     ao Fator 1 (<a href="/img/revistas/rpbg/v12n4/12n4a05q11.jpg">Quadro XI</a>), a observação das variáveis que contribuem para explicar     este fator permite-nos concluir que estamos perante as variáveis relacionadas     com a capacidade de inovação. Este fator é explicado pelas empresas que tentam     manter-se fortemente competitivas, através das variáveis tecnológicas como os     meios informáticos, as novas tecnologias, os quadros técnicos, mas também pela     capacidade de desenvolvimento de novos produtos, com novas formas de     distribuição e com meios de promoção comercial. Para o Fator 2, contribui um     conjunto de variáveis relacionadas com aspetos da capacidade de investimento     das empresas do mercado corticeiro. A promoção de produtos da cortiça e a procura de novos mercados dão corpo a este fator.</p>     
<p>Para o Fator 3 contribuiu um conjunto de variáveis     relacionadas com o domínio da cadeia de distribuição, segundo as diferentes     formas, explorando a diferença de preços entre países e explorando o mercado através de vantagens competitivas.</p>     <p>Para o Fator 4 contribuiu um conjunto de variáveis que     denotam alguma dependência junto da cadeia de distribuição, mas não deixa de     ser um fator importante em termos de internacionalização. São variáveis deste     fator o recurso a agentes distribuidores locais e a atenção que deve ser dada     inclusive a vendas esporádicas para o mercado externo. O Fator 5 está   relacionado com a qualidade que é essencial no processo de internacionalização.     Refere-se concretamente à qualidade da matéria-prima e diferenciação do produto.</p>     <p>Relativamente   à Análise Fatorial, podemos verificar que as perspetivas estão relacionadas com     a capacidade de inovação, quer a nível dos produtos, quer a nível das     tecnologias, dependendo também dos quadros técnicos que as empresas apresentam.     Outros fatores importantes para a evolução deste setor são a capacidade de     investimento e o domínio ou não domínio da cadeia de distribuição. Claramente     neste setor muito poucos são os grupos empresariais que dominam a cadeia de     distribuição. A grande parte das empresas está dependente dos grandes grupos     empresariais do setor para exportar. Um fator essencial no processo de     internacionalização é a qualidade da matéria-prima e a diferenciação do produto.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3"><b>Conclusão   final </b></font><font size="2">     <p>A cortiça     define-se pelas suas caraterísticas únicas que resultam num produto de     excelência com múltiplas aplicações. Portugal surge como líder mundial de     transformação e exportação de cortiça, com uma panóplia de produtos que vão     desde as utilizações industriais, construção civil, decoração, vestuário e     calçado, apesar de a rolha continuar a ser o principal produto produzido,     comercializado e exportado. A região de destino é principalmente a EU, apesar de este setor exportar para todo o Mundo.</p>     <p>Após as     reflexões sobre o tema em questão, pudemos verificar a importância que o espírito     empreendedor dos empresários e gestores tem numa qualquer organização que     queira ter sucesso nos mais diversos mercados e pretenda iniciar um processo de internacionalização.</p>     <p>A análise     descritiva demonstrou que as estratégias básicas adotadas pelas empresas     incidem numa liderança pelo preço, aliada a uma diferenciação em relação à   concorrência. Esta estratégia decorre de um aumento de eficiência produtiva que     irá resultar num preço mais competitivo que a concorrência. No setor     corticeiro, isto surge como medida essencial para um aumento de competitividade     onde as margens de lucro e de venda são diminutas. A estratégia de focalização   é seguida por poucas empresas que veem nos nichos de mercados, nomeadamente no     vestuário, calçado e <i>gifts </i>a escapatória para um crescimento sustentável.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente   às estratégias de internacionalização (Freire, 2008), as empresas inquiridas     revelaram a venda esporádica em mercados externos e o recurso a agentes e     distribuidores locais como principais estratégias de internacionalização, sendo     que o investimento direto no estrangeiro e a exportação direta é somente     realizado por empresas de grande dimensão e quase inexistente na grande maioria de empresas que compõem o setor.</p>     <p>O facto de a     maior parte das empresas que compõem este setor ser de pequena dimensão, pode     ser visto não como penalizador mas sim como um leque de oportunidades, pois tais     empresas têm a capacidade de mudar e passar a comercializar outros produtos com     uma rapidez superior às grandes empresas. Este setor continua a crescer e têm     sido descobertas novas aplicações de cortiça, tornando-se essencial para os     empresários um olhar atento a nichos de mercado e a procura constante de     produtos que se diferenciem da concorrência, nunca descurando a qualidade e constante esforço para continuar a produzir um produto de valor acrescentado.</p>     <p>Através da     Análise Fatorial foi possível reconhecer a intenção das empresas, no que diz     respeito à sua capacidade de inovação, de adequação às novas tecnologias, de     capacidade e qualidade produtivas. Nas perspetivas para o mercado corticeiro,     foi constatada uma vontade por parte das empresas em promover os seus produtos e descobrir novos mercados geográficos. </p>     <p>As empresas em     estudo revelam uma fraca capacidade para investir, visto que, por um lado, o     setor bancário tem dificultado em muito a obtenção de crédito e, por outro, não     dispõem de capitais próprios para o fazer. Este facto vem prejudicar a sua     capacidade para exportar e para o fazer diretamente, sendo que a maior parte recorre a intermediários, não dominando a cadeia de distribuição.</p>     <p>A vontade em internacionalizar     e, desta forma, aumentar as margens é notória. Contudo, o não domínio da cadeia     de distribuição e a gestão direcionada para a produção e fabrico irá dificultar a sua sobrevivência num mundo empresarial cada vez mais globalizado.</p>     <p>A certificação     e uniformização da qualidade dos produtos, como aspeto fundamental de um     processo de internacionalização, devem continuar a ser uma aposta das empresas,     tanto ao nível da qualidade como também do marketing que se torna essencial num posicionamento no mercado externo.     Podemos referir que o desafio que as empresas têm de vencer é manter um nível     de produtividade alto aliado à qualidade de produto, criando desta forma valor     acrescentado e procurando novos nichos de mercado para desta forma se distinguirem da concorrência. </p>     <p>A globalização     e internacionalização das empresas vieram impor uma importância acrescida à   modernização, inovação e desenvolvimento tecnológico, gerando desta forma uma     capacidade acrescida para responder assertivamente a um mercado global em constante mutação. </p>   </font></font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências   bibliográficas</b> </font></p> <font face="Verdana"><font size="2">     <!-- ref --><p>APCOR (2004),   «Estudo Valcork – Projeto para a valorização da cortiça». Edição da Associação Portuguesa de Cortiça, Santa Maria da Feira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-4464201300040000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->     </p>     <!-- ref --><p>APCOR (2011),   «Estudo de caracterização sectorial». Edição da Associação Portuguesa de Cortiça, Santa Maria da Feira.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-4464201300040000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOZ, L. e HAMEL, G. (1998), <b>Alliance Advantage: The Art of Creating Value through Partnering.</b> Harvard Business School Press, Boston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-4464201300040000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>DUNNING,     J. (1980), «An eclectic theory of international production: some empirical     tests». <i>Journal of International Business Studies</i>, vol. 11, pp. 9-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-4464201300040000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DUNNING,     J. e LUNDAN, S. (2008), <b>Multinational Enterprises and the Global Economy</b>. Edward Elgar Publishing, Inc., Massachusetts.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-4464201300040000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FREIRE, A. (2008), <b>Estratégia: Sucesso em Portugal</b>. Editora Verbo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-4464201300040000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FRYGES,     H. e WAGNER, J. (2008), «Exports and     productivity growth: first evidence from a continuous treatment approach». <i>Review of World Economics</i>, vol. 144, n.º 4, pp. 695-722.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-4464201300040000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GEORGE,     D. e MALLERY, P. (2003), <b>SPSS for Windows Step by Step: A Simple Guide and Reference, 11.0. </b>Allyn &amp; Bacon, Boston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-4464201300040000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GIL, L. (1998), «Cortiça: produção, tecnologia e aplicação».     Edição INETI – Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-4464201300040000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->           </p>     <!-- ref --><p>JOHANSON,     J. e VAHLNE, J. (1977), «The internationalization process of the firm: a model     of knowledge development and increasing foreign market commitments». <i>Journal     of International Business Studies</i>, vol. 8, n.º 1, pp. 23-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-4464201300040000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KOGUT, B. (1985), «Designing global     strategies: comparative and competitive value-added chains». <i>Sloan Management Review</i>, vol. 26, verão, pp. 15-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-4464201300040000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MAROCO, J. (2007), <b>Análise Estatística com Utilização do SPSS.</b> Edições Sílabo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-4464201300040000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>MOREIRA, A. (2009), «The evolution of internationalization – towards a new theory?». <i>Economia Global e Gestão</i>, vol. 14, n.º 1, pp. 41-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-4464201300040000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MOREIRA, A. e     DIAS, A. (2008), «O investimento direto     do estrangeiro em Portugal – uma perspetiva histórica».  <i>Economia Global e Gestão</i>, vol. 13, n.º 1, pp. 24-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-4464201300040000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PESTANA, M. e     GAGEIRO, J. (2005), <b>Análise de Dados para Ciências Sociais: A Complementaridade do SPSS.</b> Edições Sílabo, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-4464201300040000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>PORTER, M. (1990), <b>The Competitive Advantage of the Nations.</b> Free Press, Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-4464201300040000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROCHA, A.; MELLO, R.; MACULAN, A. e&nbsp;PACHECO, H. (2010), «Ivia: crescimento     e internacionalização».&nbsp;<i>Revista de Administração Contemporânea</i>, vol. 14, n.º 6, pp. 1158-1170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-4464201300040000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SANTOS, J.;     FERREIRA, M.; REIS, N. e ALVES, S. (2011), «Industrial network membership: reducing psychic distance hazards in the     internationalization of the firm». <i>Globadvantage </i>–<i> Center of Research in International Business &amp; Strategy</i>, <i>Working Paper</i> n.º 71, fevereiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-4464201300040000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em setembro de 2013 e aceite em dezembro de 2013.    <br> Received in September 2013 and accepted in December 2013.</p> </font></font>      ]]></body><back>
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