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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O acionista controlador e a remuneração dos executivos nas empresas listadas na BM & FBOVESPA]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The controlling shareholder and the executives’ remuneration in companies listed on BM & FBOVESPA]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[El accionista mayoritario y la remuneración de los ejecutivos en las empresas que cotizan en la BM & FBOVESPA]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Paraná Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The possibility of the largest controlling shareholder influencing the compensation of corporate executives motivated this study. The purpose is to verify whether or not the identity of the largest controlling shareholder results in differences in the executives’ remuneration in companies listed on the BM & FBOVESPA. Desk research was conducted on a sample of 172 open companies which disclosed the executives’ remuneration in the Reference Form. The survey results indicate that companies in which the control is made &#8203;&#8203;up of shareholders agreements, the remuneration is greater than in family-controlled companies. This aspect is also confirmed in the remuneration comparative of those to the ones controlled by corporations, which have lower remuneration due to control being restricted to a small group of people. It is concluded that there are differences in executives’ remuneration according to the identity of the largest controlling shareholder in the companies surveyed.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La posibilidad de que el mayor accionista influya en la remuneración de los ejecutivos de las empresas há motivado la realización de este estudio. El objetivo es verificar si la identidad del accionista mayoritario implica diferencias en los pagos a ejecutivos de las empresas que cotizan en el mercado BM & FBOVESPA. La investigación documental se realizó sobre una muestra de 172 empresas cotizadas que mostraron las remuneraciones ejecutivas en el Formulario de Referencia. Los resultados de la encuesta muestran que en las empresas donde el control está formado por un acuerdo de accionistas, la remuneración es más alta que en las empresas controladas por familias. Este aspecto también se confirma con la comparación de las remuneraciones en las empresas controladas por las sociedades anónimas, pues estas tienen una menor remuneración debido al control encerrado en un pequeño grupo de personas. Se concluye que existen diferencias en las remuneraciones de los ejecutivos de acuerdo con la identidad e del accionista mayoritario en las empresas encuestadas.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Teoria da Agência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O   acionista controlador e a remuneração dos executivos nas empresas listadas na BM &amp; FBOVESPA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>The controlling shareholder and the executives&rsquo; remuneration in companies listed on BM &amp; FBOVESPA </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>El accionista mayoritario y la remuneraci&oacute;n de los   ejecutivos en las empresas que cotizan en la BM &amp; FBOVESPA</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="2" face="Verdana"><b>Viviane Theiss<sup>I</sup>; Ilse Maria Beuren<sup>II</sup></b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Mestre em Ci&ecirc;ncias   Cont&aacute;beis, Universidade Regional de Blumenau &ndash; FURB, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o, 89012-900 &ndash; Blumenau/SC &ndash; Brasil.</font> <font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:viviane_theiss@hotmail.com">viviane_theiss@hotmail.com</a></font>    <br> <font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Doutorada em Controladoria e Contabilidade, Universidade   de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Economia, Administra&ccedil;&atilde;o e Contabilidade. Professora na   Universidade Federal do Paran&aacute; &ndash; UFPR, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias   Cont&aacute;beis, Av. Prefeito Loth&aacute;rio Meissner, 632 &ndash; Campus III &ndash; Jardim Bot&acirc;nico, 80210-070 &ndash; Curitiba/PR &ndash; Brasil. E-mail: <a href="mailto:ilse.beuren@gmail.com">ilse.beuren@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2"></font> <hr noshade size="1">      <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   possibilidade do maior acionista controlador influenciar a remuneração dos   executivos das empresas motivou a realização deste estudo. O objetivo é   verificar se a identidade do maior acionista controlador implica diferenças na   remuneração dos executivos nas empresas listadas na BM &amp; FBOVESPA. Foi   realizada pesquisa documental em uma amostra de 172 companhias abertas que   evidenciaram a remuneração dos executivos no Formulário de Referência. Os   resultados da pesquisa apontam que nas empresas em que o controle é formado por   acordos de acionistas, a remuneração é maior do que em empresas de controle   familiar. Este aspeto também é confirmado no comparativo da remuneração   daquelas com as empresas controladas por sociedades anônimas, sendo que estas   apresentam remuneração menor devido ao controle fechado em um pequeno grupo de   pessoas. Conclui-se que há diferenças na remuneração dos executivos de acordo   com a identidade do maior acionista controlador nas empresas pesquisadas.</font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p><b>Palavras-chave</b>:   Teoria da Agência, Remuneração de Executivos, Acionista Controlador</p> </font> <hr noshade size="1">      <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The possibility of the largest controlling shareholder influencing the   compensation of corporate executives motivated this study. The purpose is to   verify whether or not the identity of the largest controlling shareholder   results in differences in the executives’ remuneration in companies listed on   the BM &amp; FBOVESPA. Desk research was conducted on a sample of 172 open   companies which disclosed the executives’ remuneration in the Reference Form.   The survey results indicate that companies in which the control is made &#8203;&#8203;up of shareholders agreements, the remuneration is   greater than in family-controlled companies. This aspect is also confirmed in   the remuneration comparative of those to the ones controlled by corporations,   which have lower remuneration due to control being restricted to a small group   of people. It is concluded that there are differences in executives’   remuneration according to the identity of the largest controlling shareholder   in the companies surveyed.</font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p><b>Key words:</b> Agency Theory, Executives’ Remuneration, Controlling Shareholder</p> </font> <hr noshade size="1">      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">La posibilidad de que el mayor accionista influya en   la remuneración de los ejecutivos de las empresas há motivado la realización de   este estudio. El objetivo es verificar si la identidad del accionista   mayoritario implica diferencias en los pagos a ejecutivos de las empresas que   cotizan en el mercado BM &amp; FBOVESPA. La investigación documental se realizó   sobre una muestra de 172 empresas cotizadas que mostraron las remuneraciones   ejecutivas en el Formulario de Referencia. Los resultados de la encuesta   muestran que en las empresas donde el control está formado por un acuerdo de accionistas, la   remuneración es más alta que en las empresas controladas por familias. Este   aspecto también se confirma con la comparación de las remuneraciones en las   empresas controladas por las sociedades anónimas, pues estas tienen una menor   remuneración debido al control encerrado en un pequeño grupo de personas. Se   concluye que existen diferencias en las remuneraciones de los ejecutivos de   acuerdo con la identidad e del accionista mayoritario en las empresas   encuestadas.</font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p><b>Palabras-clave: </b>Teoría de la Agencia, Remuneración Ejecutiva, Accionista   Mayoritario</p> </font> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Remunerar     envolve aspetos cognitivos que apresentam importância distinta de pessoa para     pessoa. Não é representado somente por uma quantia de dinheiro mas por     benefícios, regalias, objetos e poder. Este é um tema que envolve todas as     organizações, pois são formadas por pessoas remuneradas, e que podem     influenciar os caminhos e objetivos da empresa, principalmente se este     remunerado for o executivo da empresa, que tem em suas mãos o poder de tomar decisões.</p>     <p>De     acordo com Rapaport (2009), em empresas com gestor contratado, este geralmente     acaba influenciando seus esforços para maximizar sua utilidade particular, por     meio de benefícios pecuniários (salário e dividendos) e não pecuniários.     Benefícios não pecuniários podem ser o conforto do local de trabalho, consumo     de bens financiados pela empresa, respeito dos funcionários à autoridade do     acionista-gestor. Todavia, quando o acionista que contrata o gestor quer     monitorá-lo, então aloca recursos da firma para modificar essas oportunidades em     que o gestor tem de capturar os benefícios não pecuniários. Isto pode gerar     altos custos, por exemplo, realização de auditorias, sistemas formais de     controle, restrições orçamentárias e o estabelecimento de remuneração por incentivo.</p>     <p>Essa     tentativa de expropriação de benefícios pelo gestor pode ser explicada pela     Teoria da Agência, detalhada por Jensen e Meckling (1976), que esclarece essa     relação entre agente e principal, separação entre a propriedade e o controle e     custos de agência. Pesquisas como as de Yurtoglu e Haid (2006) constataram que o perfil dos proprietários apresenta influência significativa     sobre o nível de remuneração dos executivos. Isso leva a perguntar se tipos distintos de controladores podem caracterizar um estilo de remunerar.</p>     <p>Aldrighi     e Mazzer Neto (2003) verificaram os grupos     de acionistas mais comuns em companhias abertas, no Brasil. O primeiro grupo     constitui-se de empresas privadas nacionais, que possuem a maior parte do     capital pertencente a um único indivíduo, a famílias, a empresas limitadas, a sociedades     anônimas, a acordos entre acionistas, a fundo de pensão ou a <i>holdings</i> nacionais. O segundo grupo é     composto de empresas estatais nacionais, com a maior parte do capital votante     sob o controle do Tesouro Nacional, dos governos estaduais, ou ainda da     Secretaria da Fazenda. Se a empresa que detém a maior parte das ações não for     residente no Brasil é considerada de proprietários estrangeiros e constitui o terceiro grupo.</p>     <p>Neste     contexto, busca-se contribuir ao verificar se a identidade do maior acionista     controlador implica diferenças na remuneração do executivo     em empresas brasileiras de capital aberto. Assim, formulou-se a seguinte     questão-problema: a identidade do maior acionista controlador implica diferenças na remuneração do executivo? </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O     objetivo do estudo é verificar se a identidade do maior acionista controlador     implica diferenças na remuneração dos executivos nas empresas listadas na BM &amp; FBOVESPA. </p>     <p>O     tipo de acionista controlador pode influenciar na determinação de incentivos     aos executivos. Assim, este estudo busca contribuir em termos teóricos ao     averiguar se o tipo de acionista controlador nas companhias abertas brasileiras     influencia na remuneração dos executivos, o que pode confirmar ou não os achados da pesquisa de Yurtoglu e Haid (2006) realizada na Alemanha. </p>     <p>Na     perspetiva prática, os resultados da pesquisa podem esclarecer os acionistas     minoritários sobre o montante que é pago aos executivos, a quantidade de ações     de propriedade e do controle que estão nas mãos do principal acionista, além da     possível comprovação de um efeito de expropriação de ações do acionista majoritário.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Teoria da Agência</b> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A     Teoria da Agência preconiza que os problemas de agência decorrem da separação entre     propriedade e controle. Essa teoria tem como pressuposto que os gestores     (agente) não agem de forma a maximizar o retorno aos acionistas (principal), a     menos que sejam implementadas estruturas de governança que assegurem os     interesses dos acionistas (Jensen e Meckling, 1976). A     premissa central é que gestores do alto escalão corporativo, atuando como agentes, podem agir de modo antagônico aos interesses dos proprietários.</p>     <p>Para Eisenhardt     (1989), a Teoria da Agência enfatiza que os seres humanos agem por interesses próprios, com a     intenção de oportunismo. A principal discussão deste tema está atrelada aos     incentivos do gestor em agir em prol dos interesses dos proprietários e     simultaneamente alcançar os benefícios próprios do agente. Esta premissa está subjacente à separação da propriedade e do controle.</p>     <p>Conforme     Hendriksen e Van Breda (1999, p. 139), «o agente compromete-se a realizar certas     tarefas para o principal; o principal compromete-se a remunerar o agente. Pode     ser feita uma analogia com a situação envolvendo os proprietários e os     administradores de uma empresa». Para os autores, o problema decorre do fato de que os gestores detêm o controle e o poder para decidir nas empresas.</p>     <p>Segundo     Segatto-Mendes (2001, p. 19), «se uma empresa é administrada por seu     proprietário e ele é o único participante do capital da firma, a empresa terá     em seu gerenciamento um tomador de decisões que buscará maximizar sua     utilidade». Com a separação de propriedade e controle, conforme Shleifer e     Vishny (1996), ocorre a essência do problema da agência, que se refere às     dificuldades dos financiadores em assegurar que seus fundos não sejam expropriados ou perdidos em projetos pouco atraentes.</p>     <p>Para monitorar     os problemas de agência, as empresas incorrem em custos, como maior     sofisticação dos contratos e possíveis sanções ao comportamento dos agentes.     Jensen e Meckling (1976) ressaltam que empresas com estrutura de propriedade     dispersa incorrem em maiores custos de monitoramento, devido a necessidade     de um maior volume de informações para um número maior de interessados.     Por sua vez, os custos de agência relacionados ao auto interesse dos agentes são dependentes das dificuldades de controle pelos acionistas.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Conforme a     estrutura de propriedade da empresa, se concentrada ou pulverizada pelos seus     acionistas, há a possibilidade de influência do diretor da empresa no momento     de definir sua remuneração ou até a de outros executivos da empresa. Este     aspeto deve ser considerado quando é celebrado o acordo entre as partes (agente     e principal), por meio de um contrato, que geralmente estabelece a remuneração do agente pelos serviços prestados.</p> </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Categorias de propriedade</b> </font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Em alguns países,     como nos EUA, Japão e Reino Unido, a propriedade acionária das empresas é     pulverizada entre uma grande quantidade de acionistas. Porém, na maioria dos     países, a propriedade acionária é concentrada em famílias (Siregar e Utama,     2008; Fan <i>et al.</i>, 2011). No Brasil,     a propriedade é concentrada nas mãos de um indivíduo ou de uma família, de um fundo     de pensão, do Governo, de <i>holdings</i> e bancos, entre outros. </p>     <p>Essas diferenças podem ser     explicadas, conforme Demsetz e Lehn (1985), ao considerar que a estrutura de     propriedade de uma empresa é resultado da influência endógena de decisões,     refletida no grupo de acionistas como um todo. A distinção entre os tipos de controladores proporcionou estudos     que identificaram influências nos tipos de gestão corporativa, como os de La Porta Lopez-de-Silanes e Shleifer (1999). </p>     <p>Pedersen     e Thomsen (1997) classificam os diferentes tipos de estruturas de propriedade em categorias, conforme <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro</a>.</p>     
<p>Dentre     as categorias de propriedade apresentadas no <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02q1.jpg">Quadro</a>, no contexto brasileiro     destaca-se a propriedade concentrada. Para Silva (2006, p. 350), «a     concentração do direito de voto nas mãos dos acionistas controladores pode ser     associada com maior grau de expropriação dos minoritários, uma vez que grandes     acionistas preferem auferir benefícios privados do controle, que não são divididos com os minoritários». </p>     
<p>A     concentração de propriedade está alinhada aos ideais do sistema jurídico e aos     níveis de governança corporativa. De acordo com La Porta <i>et al.</i> (1996), esse reflexo é percetível nas empresas que devem se     adaptar aos diferentes sistemas jurídicos em que operam, assim como às leis     relativas a proteção dos investidores que diferem entre os países e que podem trazer consequências para as finanças corporativas.</p>     <p>A     diferença entre sistemas jurídicos pode trazer problemas, segundo Easterbrook e Fischel (1991), principalmente em contratos entre empresários e investidores.     Normas jurídicas estão vinculadas à possibilidade de as empresas optarem por     regras em seus estatutos ou cartas corporativas, tornando-se legítimas. Também     pode ser caro para as empresas abandonar as normas jurídicas até então     seguidas, pela resistência dos investidores em aceitar contratos não padronizados (Easterbrook e Fischel, 1991).</p>     <p>Esta     é uma das evidências do estudo de La Porta <i>et     al.</i> (1996, p. 40), que refere que um «acionista ou credor, em diferentes     jurisdições, dá a um investidor diferentes pacotes de direitos». Os autores     também identificaram que «países, cujas normas jurídicas têm origem na tradição     de direito comum, tendem a proteger consideravelmente mais os investidores do     que os países cujas leis têm origem no Direito Civil e especialmente no Direito Civil Francês».</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Entretanto,     não há evidências concretas de que distintos países favoreçam diferentes tipos     de investidores, mas verifica-se o favorecimento de todos os investidores em     países de leis comuns (La Porta <i>et al.</i>,     1996). Derivado do Direito Civil, o contexto brasileiro aproxima-se ao contexto francês, da mesma forma que acionistas majoritários no controle das empresas.</p>     <p>Empresas     com acionistas administradores oferecem maior possibilidade de eles influenciarem     na sua remuneração, por meio do poder de adequação do desempenho da entidade.     Da mesma forma que «mecanismos de propriedade, como estrutura piramidal,     propriedade cruzada e emissão de ações sem direito a voto, permitem aos     acionistas controladores aumentar o direito de voto nas empresas em relação ao     direito sobre fluxo de caixa» (Okimura <i>et al.</i>, 2007, p. 122).</p>     <p>Estas     evidências permitem inferir que quanto mais concentrada for a propriedade da     entidade, menor será a remuneração do executivo, pelo fato de o controle total     da empresa concentrar-se na decisão de poucos indivíduos. Neste aspeto pode ser determinante a identidade do maior acionista da empresa.</p> <b>·  Identidade do maior acionista</b>     <p>Para Murphy (1998, p. 23), a     remuneração dos executivos está refletida na perceção de que os <i>Chief Executive Officer</i> (CEO)     definem seus próprios níveis de remuneração. Porém, em grande parte das     empresas, «as decisões finais sobre a remuneração dos executivos são de membros     fora do Conselho de Administração, que estão cientes dos conflitos de interesse     entre gestores e acionistas sobre o nível da remuneração». Mesmo assim, os     diretores e gestores de topo exercem influência no nível e na estrutura da sua remuneração.</p>     <p>Para     Bertrand e Mullainathan (2000), quando os acionistas decidem a remuneração dos     executivos da empresa, ela é mais bem administrada por agir de acordo com o     modelo de contrato ótimo (<i>contract view</i>). Por outro lado, quando a     governança da empresa é fraca, os próprios CEO interferem nas decisões sobre     sua remuneração, na maioria das vezes com a manipulação ou a participação do conselho que define os incentivos (<i>skimming view</i>).</p>     <p>La     Porta <i>et al.</i> (1999, p. 477) destacam     que, em grande parte das entidades, «o último proprietário também faz parte da     gestão da empresa». Este proprietário pode estar representado por um único     indivíduo, um acordo de acionistas, uma empresa familiar, estrangeira, estatal ou uma sociedade anônima.</p>     <p>Distintos     acionistas controladores, conforme Firth<i> et al.</i> (2006), apresentam diferentes impactos sobre o uso de pagamento de     incentivos para os diretores (CEO). Segundo os autores, a remuneração dos CEO     está fracamente relacionada com o desempenho da empresa, principalmente em     entidades cujo acionista controlador é o Governo ou um proprietário privado ou familiar. Neste sentido, elaborou-se a hipótese desta pesquisa:</p>     <p>H: Há diferenças na remuneração do   executivo de acordo com a identidade do maior acionista controlador.</p>     <p>Espera-se que esta evidência seja     confirmada, pois dependendo do tipo de acionista controlador da empresa, a     remuneração do executivo pode ser maior ou menor nas empresas objeto de estudo.     Espera-se ainda que os resultados desta pesquisa coadunem com pesquisa semelhante realizada por Yurtoglu e Haid (2006) na Alemanha.</p>     <p>&nbsp;</p> </font><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia da pesquisa</b></font><font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Esta     pesquisa documental foi realizada utilizando-se de dados publicados pelas     empresas listadas na BM &amp; FBOVESPA, por meio da consulta aos Formulários de     Referência relativos aos anos de 2009 a 2011, publicados conforme a Instrução     CVM n.º 480, de 7 de dezembro de 2009. Os dados específicos de remuneração de     executivos foram retirados do item 13 – Remuneração dos administradores, do subgrupo 2 – Remuneração total por órgão.</p>     <p>Para a remuneração dos executivos     foi considerada a remuneração fixa anual, a remuneração variável, benefícios de     remuneração pós-emprego, cessação de cargo e a remuneração baseada em ações.     Estes pacotes de remuneração também foram considerados nas pesquisas de Murphy     (1998), Dutra (2002) e Silva (2006). Para Cao <i>et al.</i> (2011),     a remuneração total é a <i>proxy</i> para a remuneração gerencial. Ela envolve todos os     valores recebidos pelos executivos divididos pela quantidade de integrantes desta função.</p>     <p>De acordo com a Instrução CVM n.º     480/09, a remuneração fixa caracteriza-se pelo valor     mínimo previsto no plano de remuneração: salário ou <i>pro-labore</i>, benefícios diretos e indiretos definidos em contrato,     participação em comitês e outros. Já a remuneração variável abrange     bônus, participação de resultados, participação em reuniões, comissões e outros.</p>     <p>Os estudos de Wang e Xiao (2011)     apresentam fatos para uma forte associação entre a remuneração dos executivos e     o desempenho da empresa. Esta associação é reforçada por incentivos aos executivos     com o intuito de aumentar o desempenho e crescimento da organização e da mesma forma reduzir a manipulação de acionistas controladores.</p>     <p>Para caracterizar a remuneração     total dos executivos, cabe ainda incluir todos os benefícios e remunerações que     não se enquadram na classificação de remuneração fixa ou de remuneração     variável. Esses benefícios compreendem, segundo a Instrução CVM n.º 480/09, valores pós-emprego, cessação do cargo e a remuneração baseada em ações.</p>     <p>De acordo com as     variáveis apresentadas e os estudos que lhes conferem sustentação teórica e     empírica, espera-se que estas variáveis possam explicar a influência da estrutura de propriedade e remuneração de executivos das companhias abertas brasileiras. </p>     <p>Na     análise dos resultados, além da estatística descritiva, empregou-se a     distribuição <i>t</i> de <i>Student</i> e o teste não paramétrico     Mann-Whitney para a diferença de médias. A utilização desses dois testes é para     comparar os salários entre os executivos (Teste <i>t</i>), assim como realizar a comparação de dois grupos independentes, por meio do teste Mann-Whitney.</p>     <p>O     teste não paramétrico Mann-Whitney tem a finalidade de testar se duas amostras     independentes foram extraídas de populações com médias iguais (Siegel e     Castellan Jr., 2006). Esse teste é uma alternativa ao teste paramétrico <i>t </i>de <i>Student </i>quando as suposições dos testes paramétricos não forem atendidas (Fávero<i> et al.</i>, 2009).</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Descrição e análise dos resultados</b></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Para   verificar se a identidade do maior acionista controlador implica diferenças na   remuneração do executivo, primeiramente exibe-se o valor da remuneração dos   executivos das empresas pesquisadas. Depois, mostra-se a identidade dos maiores   acionistas controladores. Por fim, relaciona-se o acionista controlador com a   remuneração dos executivos.</font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Para     visualizar os valores pagos aos executivos das companhias abertas no Brasil,     apresenta-se a <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t1.jpg">Tabela 1</a> com a aplicação de estatísticas descritivas, em conformidade com os dados coletados de remuneração para os anos de 2009 a 2011.</p>     
<p>De acordo com a <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t1.jpg">Tabela 1</a>, para o     ano de 2009, a remuneração anual média mínima paga a um executivo foi de R$     14.400,00. A remuneração anual média máxima foi de R$ 6.800.576,00. A média     anual da remuneração resultou em R$ 1.045.777,03 por executivo e uma dispersão em relação à média de R$ 1.104.610,40. </p>     
<p>Nota-se     também que há empresas que não remuneram seus executivos com remuneração fixa,     ou seja, a remuneração do executivo é variável. Em outros casos, há empresas     que não atribuem aos seus executivos remuneração variável, mas aplicam outras     formas de incentivo. Este resultado é decorrente dos diferentes tipos de     empresas da amostra, pois elas remuneram seus executivos com alternativas alinhadas às pretensões da empresa.</p>     <p>Para     o ano de 2010, a remuneração anual média mínima paga a um executivo foi de R$     23.723,00, o que corresponde a um aumento em relação ao ano de 2009. A     remuneração anual média máxima em 2010 foi de R$ 13.432.221,00. A média anual     foi de R$ 1.226.925,36 por executivo, com uma dispersão em relação à média de R$ 1.503.903,16.</p>     <p>No     ano de 2011, a menor remuneração anual média paga a um executivo foi de R$     22.104,00 e a média máxima foi de R$ 10.763.341,00. A remuneração anual média     foi de R$ 1.443.968,58 por executivo, com uma dispersão em relação à média de     R$ 1.525.117,26. Observa-se um aumento considerável em relação aos períodos anteriormente analisados.</p>     <p>Quando     verificados os valores anuais médios, mínimos e máximos pagos aos executivos, é     percetível que as empresas não remuneram de maneira proporcional seus     executivos. Algumas pagam somente um salário fixo estabelecido em contrato,     outras preferem estabelecer uma remuneração com base no desempenho da empresa     por meio de remuneração variável. Esta pode ser representada por bônus,     participações no resultado, participação em reuniões, comissões. Há ainda a     possibilidade de proporcionar aos executivos outros benefícios, como a remuneração pós-emprego, de cessação do cargo e ações.</p>     <p>Para     verificar se a identidade do maior acionista controlador implica diferença na     remuneração do executivo, primeiramente foi necessário identificar a estrutura     de propriedade das empresas e analisar a sua estrutura piramidal, o que     proporciona a identificação dos proprietários em comum entre as controladoras.     Esta atividade foi realizada para que a análise não estivesse restrita à     propriedade direta, mas a identificação de quem é o controlador final das empresas quando se trata de uma propriedade indireta. </p>     <p>Para     ilustrar o procedimento realizado, apresenta-se a metodologia usada para     identificar a origem do acionista controlador de uma empresa. Na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura</a> é     possível verificar a estrutura piramidal da empresa Siderúrgica J L Aliperti S.A.</p>     
<p>A     estrutura piramidal que consta na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02f1.jpg">Figura</a> denota uma empresa familiar, pois os     acionistas apresentam sobrenomes idênticos. Embora seja um exemplo simples, é   possível verificar situações comuns na estrutura de propriedade desta empresa.     Nas empresas pesquisadas encontraram-se inclusive redes mais amplas e complexas do que a ilustrada.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>O direito de controle é mediado     pelas ações ordinárias (ON), que conferem direito a voto. Aldrighi e Mazzer     Neto (2005, p. 120) esclarecem que esta parcela depende se o «acionista último     é também controlador ou não. Se não for, esta parcela é determinada de forma     análoga à parcela dos direitos de fluxo de caixa, exceto pelo fato de que os     fatores da multiplicação são as porcentagens das ações votantes na cadeia piramidal que porventura exista».</p>     <p>No     caso ilustrado é possível verificar que a família Aliperti controla a empresa     de forma direta e indireta. Para Silva (2006, p. 26), «acionistas diretos são     aqueles que possuem ações da própria companhia considerada, enquanto indiretos     são aqueles que detêm a propriedade da empresa em última instância». O     acionista com maior detenção de ações é Ciro M.A.A, que     possui de forma direta 55% das ações da S/C Joal E.P. Ltda., a qual possui     37,29% das ações ordinárias da Siderúrgica J L Aliperti S.A., portanto     caracteriza-se como uma forma indireta de controle nessa empresa. Este mesmo     acionista controla de maneira direta 41,33% das ações da siderúrgica.     Considera-se para este caso, uma detenção de direito de controle de 61,84% [41,33% + (55% x 37,29%)].</p>     <p>Para     o cálculo dos direitos de fluxo de caixa, deve-se considerar o grupo familiar     como um todo, pois pode haver acordo entre os acionistas pertencentes à     família. Para a verificação é realizada a multiplicação para os acionistas     indiretos e a soma quando ocorre a participação direta. Por exemplo, o Sr. Ciro     M.A.A. possui 43,71% [(55% x 19,22%) + 33,14%] do capital total da empresa.     Quanto aos demais acionistas pertencentes à família, cada um possui 2,88% (15% x 19,22%). No somatório do capital da família há um controle de 52,36%.</p>     <p>Para     a definição dos direitos de controle em excesso, basta verificar a diferença     entre os direitos de voto e os direitos de fluxo de caixa. No caso da empresa Aliperti é de 9,48% (61,84% - 52,36%).</p>     <p>De acordo com Aldrighi e Mazzer     Neto (2005), em casos de acordo de acionistas entre controlador e minoritários,     nos direitos de fluxo de caixa é computada somente a parcela de capital social     do acionista controlador. E, para os direitos de voto, calcula-se pela soma das     porcentagens de capital votante do acordo; e, desta relação, os direitos de controle em excesso.</p>     <p>Desta     forma, foi realizada a estrutura piramidal de todas as empresas da amostra.     Assim como uma classificação entre as empresas, para identificar quem é o seu     acionista controlador, seguindo as recomendações de Pedersen e Thomsen (1997),     Aldrighi e Mazzer Neto (2003), Silva (2006) e Aldrighi e Postali (2011). A     propriedade pode derivar de acordo de acionistas, propriedade estrangeira, familiar e sociedade anônima.</p>     <p>A     amostra pesquisada foi separada por origem majoritária do capital votante ou tipo de propriedade encontrada neste estudo, conforme demonstrado na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t2.jpg">Tabela 2</a>.</p>     
<p>A     origem do capital votante no caso da maior quantidade (96) de empresas da     amostra pesquisada é de empresas familiares, conforme se observa na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t2.jpg">Tabela 2</a>.     Em seguida, registram-se empresas com a propriedade baseada em acordo de     acionistas (45), e logo após encontram-se a propriedade estrangeira (22) e de sociedade anônima (9).</p>     
<p>Com     a identificação das variáveis de estrutura de propriedade e a definição da     origem do acionista controlador da empresa, é possível verificar se a     identidade do maior acionista controlador implica diferenças na remuneração dos     executivos. Para tal foi empregado o teste de médias – Teste <i>t</i>, para comparar os salários entre os     executivos, e o teste não paramétrico Mann-</a><a>Whitney</a>, para a comparação de dois grupos independentes.</p>     <p>Na     <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t3.jpg">Tabela 3</a> apresenta-se o teste das diferenças de médias realizadas entre a remuneração e a estrutura de propriedade.</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Observa-se     na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a02t3.jpg">Tabela 3</a> que o grupo de empresas controladas por acordo de acionistas     apresenta uma remuneração semelhante às empresas de propriedade estrangeira,     assim como empresas com propriedade estrangeira e familiar e propriedade     estrangeira com sociedade anônima. Esta mesma situação pode ser observada para     as empresas de propriedade familiar e sociedades anônimas, pela não apresentação de significância.</p>     
<p>Estes     resultados são semelhantes aos do estudo de La Porta <i>et al. </i>(1999), que constou que na maioria das empresas o último     proprietário também faz parte da gestão da empresa, geralmente representado por     poucos indivíduos, comum entre empresas familiares, estrangeiras e sociedades anônimas.</p>     <p>Nas     situações em que a amostra confirmou médias semelhantes, ainda foi aplicado o     teste de Mann-Whitney, com o qual foi possível verificar que a identidade do     maior acionista controlador apresenta diferenças de remuneração dos executivos,     como é o caso das empresas de propriedade de acordo de acionistas e de     sociedade anônima. Da mesma forma se constatou esta situação em propriedade de acordo de acionista e propriedade familiar.</p>     <p>Em     consonância com o teste empregado, é possível comprovar que as empresas     apresentam-se distintas na identidade do maior acionista controlador e na     remuneração dos executivos. Firth <i>et     al.</i> (2006) advertem que tipos distintos de acionistas representam     diferentes impactos sobre o uso de benefícios para os executivos. Masulis <i>et al.</i> (2009) confirmam isso em sua pesquisa realizada com uma amostra de empresas dos EUA.</p>     <p>Pelo exposto, confirma-se a     hipótese da pesquisa H: há diferenças na remuneração dos executivos de acordo     com a identidade do maior acionista controlador. Principalmente quando se     compara a remuneração das empresas em que o controle é formado por acordos de     acionistas, com maior remuneração do que em empresas de controle familiar.     Também quando se compara a remuneração de empresas controladas por outras     sociedades anônimas, com remuneração menor por apresentarem controle fechado a um pequeno grupo de pessoas.</p>     <p>Chen<i> et al.</i> (2009) constataram que nas empresas listadas na Bolsa de     Valores da China, a estrutura de     propriedade e os tipos de acionistas controladores também têm afetado o desempenho das empresas e a remuneração do <i>Chief Executive Officer </i>(CEO). Para     entender as causas e consequências da remuneração do CEO nas empresas, os     autores recomendam que estudos futuros se concentrem nas características do     ambiente institucional, como a governança corporativa e a estrutura de propriedade.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font><font size="2" face="Verdana"></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>O estudo pretendeu verificar se a     identidade do maior acionista controlador implica diferenças na remuneração dos     executivos nas empresas listadas na BM &amp; FBOVESPA. De acordo com a     estatística descritiva realizada para os três anos de análise, constatou-se que     algumas empresas pagam somente um salário fixo, estabelecido em contrato;     outras estabelecem uma remuneração com base no desempenho da empresa, por meio     de remuneração variável, que pode ser representada por bônus, participações no resultado, participações em reuniões, comissões, entre outras formas. </p>     <p>Há ainda aquelas que proporcionam     aos executivos outros benefícios, como a remuneração pós-emprego, de cessação     do cargo e baseadas em ações, o que corresponde às descrições de Dutra (2002).     Os maiores valores de remuneração anual média no período analisado estão     representados no ano de 2011, com uma média anual geral de R$ 1.443.968,58 para     cada executivo; incluindo uma remuneração anual média fixa de R$ 693.052,30 e     uma remuneração variável anual média de R$ 537.422.77. Da mesma maneira,     destacam-se as outras formas de remuneração, com um valor anual médio de R$ 213.450,73 por executivo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em consonância ao problema da     pesquisa e ao objetivo deste estudo, foi possível verificar se a identidade do     maior acionista controlador implica diferenças na remuneração dos executivos     nas empresas pesquisadas. A partir da operacionalização da pesquisa, as     evidências encontradas permitiram aceitar a hipótese H: há diferenças na     remuneração do executivo de acordo com a identidade do maior acionista controlador.</p>     <p>Na     maioria dos casos, a remuneração entre os tipos de acionistas controladores     ficou semelhante, com exceção das empresas com a propriedade baseada em acordo     de acionistas e em sociedade anônima, que apresentaram distinção na remuneração     de seus executivos por tipo de acionista controlador. A propriedade de acordo     de acionistas e a propriedade familiar também apresentaram esta distinção. Este     resultado coaduna com outros estudos, a exemplo de Firth <i>et al.</i> (2006), ao argumentarem que acionistas distintos apresentam benefícios diferenciados para os executivos.</p>     <p>Assim,     conclui-se que há diferenças na remuneração dos executivos de acordo com a     identidade do maior acionista controlador nas empresas pesquisadas. Em vista     das limitações desta pesquisa, recomenda-se para futuros estudos comparar     empresas brasileiras com empresas de outros países, por exemplo dos EUA, por     predominar a propriedade dispersa e pelo fato de este país ter sólida regulamentação para a remuneração de executivos.</p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font face="Verdana"><b>Referências   bibliográficas</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>ALDRIGHI, D. M. e MAZZER NETO, R. (2003), <b>Os Exuberantes Anos Noventa: Uma Nova     Interpretação da Década mais Próspera da História</b>. Companhia das Letras, São     Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000108&pid=S1645-4464201400010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALDRIGHI, D. M. e MAZZER NETO, R. (2005),     «Estrutura de propriedade e de controle     das empresas de capital aberto no Brasil». <i>Revista de Economia Política</i>, 25(2), pp. 115-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000110&pid=S1645-4464201400010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALDRIGHI, D. M. e POSTALI, F. A. S. (2011), «Propriedade     piramidal das empresas no Brasil». <i>Revista Economia</i>, 12(1), pp. 27-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000112&pid=S1645-4464201400010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BERTRAND,     M. e MULLAINATHAN, S. (2000), «Agents with and without principals». <i>In</i> AEA     Papers and Proceedings, <a href="http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=248613" target="_blank">http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=248613</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000114&pid=S1645-4464201400010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAO, J.; PAN, X. e TIAN, G. (2011), «Disproportional     ownership structure and pay-performance relationship: evidence from China's     listed firms». <i>Journal of     Corporate Finance</i>, 17, pp. 541-554.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-4464201400010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (2009), Instrução     CVM n.º 480, de 7 dezembro de 2009,  <a href="http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/download/InstrucaoCVM480.pdf" target="_blank">http://www.bmfbovespa.com.br/empresas/download/InstrucaoCVM480.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-4464201400010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHEN, G.;     FIRTH, M. e XU, L. P. (2009), «Does the type of     ownership control matter? Evidence from China’s listed companies». <i>Journal of Banking and Finance</i>, 33(1), pp.     171-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-4464201400010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DEMSETZ, H. e LEHN, K. (1985), «The structure of     corporate ownership: causes and consequences». <i>Journal of Political Economy</i>, 93(6)<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-4464201400010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></p>     <!-- ref --><p>DUTRA, J. S. (2002), <b>Gestão de Pessoas: Modelo, Processos, Tendências e Perspetivas</b>. Atlas, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-4464201400010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>EASTERBROOK, F. e FISCHEL, D. (1991), <b>The Economic Structure   of Corporate Law</b>. Harvard University Press, Cambridge,  <a href="http://books.google.com.br/books?id=LtuQJK5t3O4C&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR&amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;cad=0#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank">http://books.google.com.br/books?id=LtuQJK5t3O4C&amp;printsec=frontcover&amp;hl=pt-BR&amp;source=gbs_ge_summary_r&amp;cad=0#v=onepage&amp;q&amp;f=false</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-4464201400010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>EISENHARDT, K. M. (1989), «Agency theory: an     assessment and review». <i>Academy of Management Review</i>, 14(1), pp. 57-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-4464201400010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FAN, J. P. H.; WEI, K. C. J. e XU, X. Z. (2011), «Corporate     finance and governance in emerging markets: a selective review and an agenda for future research». <i>Journal of Corporate Finance</i>, 17(1), pp. 207-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-4464201400010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L. e CHAN, B. L. (2009), <b>Análise de Dados:   Modelagem Multivariada para Tomada de Decisões</b>. Elsevier, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-4464201400010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FIRTH,     M.; FUNG, P. M. Y. e RUI, O. M. (2006), «Corporate performance and CEO     compensation in China». Journal of     Corporate Finance, 12(4), pp. 693-714.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-4464201400010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HENDRIKSEN, E. S. e VAN BREDA, M. F. (1999), <b>Teoria da Contabilidade</b>. Atlas, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-4464201400010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JENSEN, M. C. e MECKLING, W. H. (1976), «Theory of the     firm: managerial behavior, agency costs and ownership structure». <i>Journal of Financial Economics</i>, 3(4), pp. 305-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-4464201400010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LA PORTA, R.; LOPEZ-DE-SILANES, F. e     SHLEIFER, A. (1999), «Corporate ownership around the World». The Journal of Finance, 54(2), pp. 471-518.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-4464201400010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LA PORTA, R.; LOPEZ-DE-SILANES, F.; SHLEIFER, A. e VISHNY, R. W. (1996), «Law and finance». <i>NBER     Working Paper 5661</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-4464201400010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MASULIS, R. W.; WANG, C. e XIE, F. (2009), «Agency     problems at dual-class companies». <i>The Journal of Finance</i>, 64(4), pp. 1697-1727.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-4464201400010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MURPHY,     K. J. (1998), «Executive compensation». In O. Ashenfelter e D. Card (Eds.), <b>Handbook     of Labor Economics</b>, vol.     3, North-Holland, Amesterdão, pp. 2485-2563.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-4464201400010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OKIMURA, R. T.; SILVEIRA, A. D. e ROCHA, K. C. (2007),     «Estrutura     de propriedade e desempenho corporativo no Brasil». <i>RAC-Eletrônica</i>, 1(1), pp. 119-135.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-4464201400010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PEDERSEN, T. e THOMSEN, S. (1997), «European patterns of corporate     ownership: a twelve-country study». <i>Journal of International Business Studies</i>, 28(4), pp. 759-778.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-4464201400010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RAPAPORT,     M. (2009), <i>Estrutura de Propriedade e Valor     das Empresas no Brasil</i>. Dissertação de Mestrado, Fundação Getulio Vargas,     Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-4464201400010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SEGATTO-MENDES, A. P. (2001), <i>Teoria de Agência Aplicada à Análise de Relações     entre os Participantes dos Processos de Cooperação Tecnológica Universidade-Empresa</i>. Tese     de Doutorado, Universidade de São Paulo, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-4464201400010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SHLEIFER, A. e VISHNY, R. W. (1996), «A survey of     corporate governance». <i>The Journal of Finance</i>, 52(2), pp. 737-783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-4464201400010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SIEGEL, S. e CASTELLAN JR., N. J. (2006), <b>Estatística     Não-Paramétrica para Ciências do Comportamento</b><i>. </i>2.ª     ed., Artmed, Porto Alegre.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-4464201400010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SILVA,     A. L. C. (2006), <b>Governança Corporativa e Sucesso Empresarial: Melhores Práticas para Aumentar o Valor     da Firma</b>. Saraiva, São Paulo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-4464201400010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SIREGAR, S. V. e UTAMA, S. (2008), «Type of earnings management and the     effect of ownership structure, firm size, and corporate-governance practices:     evidence from Indonesia». <i>The International Journal of Accounting</i>, 43, pp. 1-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-4464201400010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>WANG,     K. e XIAO, X. (2011), «Controlling shareholders tunneling and executive     compensation: evidence from China». Journal of Accounting and Public     Policy, 30(1), pp. 89-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1645-4464201400010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>YURTOGLU, B. B. e HAID, A. (2006), «Ownership     structure and executive compensation in Germany». <a href="http://www.fep.up.pt/conferences/earie2005/cd_rom/Session%20VII/VII.A/burcin.pdf" target="_blank">http://www.fep.up.pt/conferences/earie2005/cd_rom/Session%20VII/VII.A/burcin.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1645-4464201400010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em novembro de 2013 e aceite em mar&ccedil;o de 2014.    <br> Received in November 2013 and accepted in March 2014.</p> </font>      ]]></body><back>
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