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<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão dos Países de Língua Portuguesa]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As variáveis de previsão da falência nas empresas portuguesas de vestuário, couro e produtos de couro]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prediction variables pertaining to the bankruptcy of Portuguese clothing and leather goods companies]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Las variables de predicción de quiebra en las empresas portuguesas de confección de ropa, cuero y productos del cuero]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The current economic and financial situation makes it increasingly possible for a company to enter bankruptcy. As a result, the creation of a model that can anticipate this is indeed crucial so that the necessary measures can be taken to prevent bankruptcy. The purpose of this article is to analyze the determinant variables of bankruptcy prediction of Portuguese companies, based on 35 companies from 2007 to 2009. The logit model was used and the variables used by Altman et al. (1977) and Ohlson (1980) were tested. The variables that were tested and showed to be significant for predicting bankruptcy were: the ratio of the cumulative profitability, the ratio of asset profitability, as well as the size of the company. The logit model with these three variables brought about the result of 83 and 80% respectively for a two and one-year period before bankruptcy.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La situación económica y financiera actual se convierte en el aumento de la posibilidad de una empresa entrar en quiebra. Por lo tanto, es crucial desarrollar un modelo capaz de prever esto, permitiendo la adopción de medidas necesarias para prevenirlo. El propósito de este artículo es analizar las variables condicionantes de la previsión de la quiebra, en las empresas portuguesas de confección de ropa, cuero y productos del cuero. La muestra se compone de 35 empresas, entre los años 2007 a 2009. Se utilizó un modelo Logit y se analizó la capacidad explicativa de las variables utilizadas por Altman et al. (1977) y Ohlson (1980). Las variables que resultan ser significativas en la predicción de la quiebra son: ratio de rentabilidad acumulada, ratio de rentabilidad de los activos y tamaño de la empresa. El modelo logit, con estas tres variables, obtuvo un porcentaje de clasificación correcta de las empresas de 80 y 83%, para uno y dos años antes de la quiebra, respectivamente.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Falência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">     <p align="right"><b>CASOS</b></p>       <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>As variáveis de   previsão da falência nas empresas portuguesas de vestuário, couro e produtos de   couro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>        <p><font size="3" face="Verdana"><b>Prediction variables pertaining to the bankruptcy of Portuguese clothing and   leather goods companies</b></font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Las variables de     predicci&oacute;n de quiebra en las empresas portuguesas de confecci&oacute;n de ropa, cuero   y productos del cuero</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>&nbsp;</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Joana Sousa</b><b><sup>I</sup></b><b>; Isabel Oliveira</b><b><sup>I</sup></b><b></b><b></b><b></b><b><sup>I</sup></b>  </p>   </font>       <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Mestre em Economia, Universidade Lus&iacute;ada de     Famalic&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Economia e da Empresa, 4760-108 Vila     Nova de Famalic&atilde;o, Portugal. T&eacute;cnica Oficial de Contas. E-mail: <a href="mailto:joanasousa4@live.com.pt">joanasousa4@live.com.pt</a>    <br>   <sup>II</sup>Doutoranda em Economia e Prof.&ordf; da Universidade Lus&iacute;ada     de Vila Nova de Famalic&atilde;o, Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Economia e da Empresa, Largo Tinoco de Sousa 4760-108 Vila Nova de Famalic&atilde;o, Portugal. E-mail: <a href="mailto:ioliveira@fam.ulusiada.pt">ioliveira@fam.ulusiada.pt</a></font><font face="Verdana" size="2"> </font></p>   <font face="Verdana" size="2">    <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>   <hr noshade size="1">   <font face="Verdana" size="2">       <p><b>RESUMO</b></p>       <p>A situação     económica e financeira atual torna cada vez maior a possibilidade de uma     empresa entrar em falência. Desta forma, é crucial desenvolver um modelo capaz     de antecipar este facto, possibilitando a adoção de medidas necessárias à     prevenção. O objetivo deste artigo é analisar as variáveis condicionantes da     previsão da falência nas empresas portuguesas de vestuário, couro e produtos de     couro. A amostra é constituída por 35 empresas, nos anos de 2007 a 2009. Foi     utilizado o modelo <i>logit</i> e analisada     a capacidade explicativa das variáveis utilizadas por Altman <i>et al.</i> (1977) e Ohlson (1980). As     variáveis que revelaram ser significativas na previsão da falência são as     seguintes: rácio de rendibilidade acumulada, rácio de rendibilidade do ativo e dimensão     da empresa. O modelo <i>logit</i> com estas     três variáveis obteve uma percentagem de classificação correta das empresas de     80 e 83% para um e dois anos antes da falência respetivamente.</p>       <p><b>Palavras-chave: </b>Falência,     Insolvência, Modelo Logit</p>   </font>   <hr noshade size="1">   <font face="Verdana" size="2">       <p><b>ABSTRACT</b></p>       <p>The current economic and financial situation makes it     increasingly possible for a company to enter bankruptcy. As a result, the     creation of a model that can anticipate this is indeed crucial so that the     necessary measures can be taken to prevent bankruptcy. The purpose of this     article is to analyze the determinant variables of bankruptcy prediction of     Portuguese companies, based on 35 companies from 2007 to 2009. The logit model     was used and the variables used by Altman et     al. (1977) and Ohlson (1980) were tested. The variables that were     tested and showed to be significant for predicting bankruptcy were: the ratio     of the cumulative profitability, the ratio of asset profitability, as well as     the size of the company. The logit model with these three variables brought     about the result of 83 and 80% respectively for a two and one-year period     before bankruptcy.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Key words:</b> Bankruptcy, Insolvency, The Logit Model</p>   </font>   <hr noshade size="1">   <font face="Verdana" size="2">       <p><b>RESUMEN</b></p>       <p>La situación     económica y financiera actual se convierte en el aumento de la posibilidad de     una empresa entrar en quiebra. Por lo tanto, es crucial desarrollar un modelo     capaz de prever esto, permitiendo la adopción de medidas necesarias para     prevenirlo. El propósito de este artículo es analizar las variables     condicionantes de la previsión de la quiebra, en las empresas portuguesas de     confección de ropa, cuero y productos del cuero. La muestra se compone de 35     empresas, entre los años 2007 a 2009.     Se utilizó un modelo Logit y se analizó la capacidad explicativa de las     variables utilizadas por Altman et al. (1977) y Ohlson (1980). Las variables     que resultan ser significativas en la predicción de la quiebra son: ratio de     rentabilidad acumulada, ratio de rentabilidad de los activos y tamaño de la     empresa. El modelo logit, con estas tres variables, obtuvo un porcentaje de     clasificación correcta de las empresas de 80 y 83%, para uno y dos años antes     de la quiebra, respectivamente.</p>       <p><b>Palabras-clave:</b> Quiebra,     Insolvencia, Modelo Logit</p>   </font>   <hr noshade size="1">   <font face="Verdana" size="2">       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>A atual situação económica e financeira caracteriza-se por um elevado nível de     competitividade, daí ser cada vez mais frequente a perda das vantagens     concorrenciais de uma empresa. Esta situação torna cada mais provável a     possibilidade de falência ou de insolvência de uma empresa, independentemente     do seu setor de atividade ou da sua dimensão.</p>       <p>Os dois conceitos,     falência e insolvência, apesar de muitas vezes serem utilizadas como sinónimos,     apresentam significados, económico e jurídico, distintos. Uma empresa está     insolvente se não tiver meios financeiros suficientes para pagar as suas obrigações     nas datas de vencimento, situação que pode ser temporária e reversível.     Enquanto uma empresa está em falência se possui mais dívidas que a quantidade     de seus bens para as pagar, situação que é irreversível. Pode-se então dizer     que uma empresa insolvente poderá posteriormente ser declarada falida ou em     recuperação. Uma empresa insolvente não está automaticamente falida e o     contrário não se verifica.</p>       <p>Altman (1968) e Ohlson     (1980) utilizam o critério legal para definir o conceito de falência. Para os autores,     uma empresa está falida se for considerada juridicamente como tal. No entanto,     Casey e Baztczak (1985) consideram que uma empresa está falida antes de ser     considerada legalmente como tal, mas para a qual foi realizado o pedido de     falência. Gentry <i>et al.</i> (1985)     englobam as noções dos autores anteriores (Altman 1968; Casey e Baztczak, 1985)     e acrescentam que uma empresa poderá ser considerada falida se for liquidada.</p>       <p>Altman (1993) refere     que insolvência caracteriza uma <i>performance</i> negativa, não recomendada, que ocorre quando uma empresa não é capaz de cumprir     os seus compromissos financeiros, evidenciando problemas financeiros que     poderão ser temporários.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ambos os conceitos     estão relacionados com dificuldades financeiras (<i>distress</i>), temporárias (insolvência) ou permanentes (falência). As     duas situações são indesejáveis, daí ser essencial o conhecimento das causas     que provocam esta situação. Para Domodaran (2008) as dificuldades financeiras     de uma empresa ocorrem quando é verificada uma, alguma ou todas as seguintes     situações: lucros e fluxos de caixa negativos, incapacidade de atender aos     pagamentos das dívidas, ausência de dividendos e um alto rácio medido pelo     quociente entre o endividamento e o património líquido. </p>       <p>As dificuldades     financeiras de uma empresa e a consequente falência são devido a causas de     origem interna e externa. As primeiras, também designadas de variáveis     endógenas, como por exemplo: o endividamento excessivo, a falta de liquidez, a     falta de um sistema de controlo inter no, a ineficácia de gestão e a realização     de investimentos improdutivos. As segundas, também designadas de variáveis     exógenas, tais como: crises económicas, inflação, políticas económicas do     governo, concorrência excessiva e queda da procura. A <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t1.jpg">Tabela 1</a> apresenta as principais     causas endógenas e exógenas da falência empresarial.</p>       
<p>Da análise à <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t1.jpg">Tabela 1</a>    constata-se que o fracasso das empresas pode resultar de um conjunto de causas     diversas e complexas, que podem ser explicadas, entre outras, por uma     deficiente estrutura organizativa, uma estratégia errada ou da evolução da   conjuntura económica (Pereira <i>et al.,</i> 2007).</p>       
<p>Apesar de existir um     conjunto muito heterogéneo de fatores, que isoladamente ou em conjunto podem     levar ao fracasso empresarial, é crucial o conhecimento e a identificação     destes para ser possível evitar situações de falência (Campbell e Underdown,     1991).</p>       <p>O objetivo deste artigo     é analisar as variáveis condicionantes da previsão da falência empresarial,     através do desenvolvimento de um modelo econométrico, que é estimado com base     numa amostra de empresas portuguesas do vestuário, couro e produtos de couro. A     relevância desta investigação encontra-se no facto de desenvolver uma     metodologia de previsão de falência nas empresas portuguesas. Salienta-se que a     realidade económica e financeira das empresas portuguesas é diferente das     empresas dos EUA, analisadas nos estudos empíricos mais relevantes. </p>       <p>Foram três os objetivos     que motivaram a realização deste artigo. Primeiro, realizar uma análise teórica     sobre os modelos de previsão da falência. Segundo, verificar a capacidade     explicativa para a realidade portuguesa das variáveis contidas nos modelos de     previsão desenvolvidos pelos autores mais conceituados na literatura (Altman <i>et al.</i>, 1977; Ohlson, 1980). Analisar se     os rácios financeiros apresentam capacidade explicativa para distinguir     empresas falidas de não falidas. Terceiro, realizar uma análise a algumas     variáveis ainda não analisadas em estudos anteriores, mas que poderão     apresentar capacidade explicativa do fenómeno em estudo. </p>       <p>Este artigo está organizado     da seguinte forma: na secção seguinte é apresentada a revisão da literatura. A     secção subsequente expõe a metodologia utilizada na pesquisa, seguindo-se a     descrição da amostra usada. Posteriormente, apresentam-se e discutem-se os     resultados empíricos e finalmente são abordadas as conclusões finais.</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Revisão da Literatura</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">O primeiro estudo a     utilizar técnicas estatísticas a rácios financeiros na previsão da falência     empresarial é atribuído a Beaver (1966). O autor realiza uma análise     univariável a 30 rácios financeiros a uma amostra constituída por 158 empresas,     79 falidas e 79 não falidas, entre 1954 e 64. Constata que apenas 6 rácios são     explicativos da falência empresarial: rácio de <i>cash-flow</i>, rácio de rendibilidade, rácio de endividamento, rácio do   fundo de maneio, rácio de liquidez geral e rácio de segurança<a style='mso-endnote-id:edn1' href="#_edn1" name="_ednref1" title="">[1]</a>.</font></p>   <font face="Verdana" size="2">       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Beaver (1966) conclui     que o maior contributo do seu estudo foi desenvolver uma metodologia na análise     de dados financeiros que consegue prever até cinco anos de antecedência a     ocorrência de situações de falência. Beaver (1966) obtém a classificação     correta de 87% das empresas um ano antes da falência e de 73% das empresas     quatro anos antes da falência. O autor refere que dos 6 rácios selecionados,     nem todos são capazes de prever a falência com a mesma eficiência. Os 2 rácios     que apresentam melhor <i>performance</i> são     o rácio do <i>cash-flow</i> e o rácio de     rendibilidade.</p>       <p>A análise desenvolvida     por Beaver (1966) não permite estudar as relações entre os vários rácios, uma     vez que os estuda isoladamente. Daí a importância da passagem de uma análise     univariável para uma análise multivariável. Altman (1968) foi o pioneiro nesta     análise, ao desenvolver o modelo <i>Z-Score</i> a uma amostra constituída por 66 empresas dos EUA, das quais 33 falidas e 33     não falidas. Inicialmente utiliza um grupo de 22 rácios económico-financeiros,     por serem os mais referidos na literatura teórica e os que potencialmente     apresentariam maior relevância<a style='mso-endnote-id:edn2' href="#_edn2" name="_ednref2" title="">[2]</a>. </p>       <p>Do estudo resultou a     função descriminante conhecida por <i>Z-Score</i>,     com 5 variáveis explicativas, em forma de rácios: (1) o quociente entre o fundo     maneio e o ativo, (2) o quociente entre os resultados retidos acumulados e o     ativo, (3) o quociente entre os resultados  operacional e o ativo, (4) o quociente entre o     valor de mercado dos capitais próprios e o passivo e (5) o quociente entre as     vendas e o ativo. O modelo <i>Z-Score</i> classifica corretamente 95% das empresas, um ano antes da falência, e 83% das     empresas, dois anos antes da falência.</p>       <p>Edminster     (1972) utiliza a análise discriminante na seleção dos rácios financeiros. A     metodologia utilizada para estimar os coeficientes da função discriminante é     transformar as variáveis, dependente e independentes, em variáveis binárias. A     variável dependente assume o valor de 0 se a empresa é falida e o valor de 1 se     é não falida. As variáveis independentes assumem o valor 0 ou 1, com base num     determinado ponto de corte, definido de forma arbitrária. Edminster (1972)     defende que a capacidade de previsão dos modelos depende da metodologia seguida     e dos rácios financeiros selecionados. Na sua análise utiliza dois métodos: (1)     um rácio medido pelo quociente entre a variável da empresa e o valor médio do setor e (2) as variáveis das empresas são divididas em quartis.</p>       <p>Blum     (1974) elabora um modelo de previsão de falência<a style='mso-endnote-id:edn3' href="#_edn3" name="_ednref3" title="">[3]</a> a uma amostra constituída por 115 empresas declaradas falidas pelos tribunais e     115 empresas não falidas, entre 1954 e 1968. A cada empresa falida corresponde     uma empresa não falida da mesma atividade económica e com dimensão semelhante.     Os resultados obtidos indicam que a capacidade de previsão vai diminuindo à     medida que aumenta o número de anos antes da falência. Blum (1974), assim como     Beaver (1966), constata que o rácio obtido pelo quociente entre <i>cash-flow</i> e o passivo é o que apresenta maior capacidade de previsão. </p>       <p>Altman <i>et al.</i> (1977) desenvolvem o modelo     Zeta que sucede ao anterior modelo <i>Z-Score</i> de Altman (1968). São quatro os motivos apresentados pelos autores, para desenvolver um novo modelo, quase dez anos depois do modelo <i>Z-Score</i>. </p>       <p>Primeiro,     devido a um aumento da dimensão média das empresas falidas bem como a um aumento     do número de empresas falidas, facto que implica incluir na amostra empresas de     maior dimensão, ao contrário dos estudos anteriores. Segundo, os modelos     estudados até à data só incluem empresas industriais, sendo necessário incluir     outro tipo de empresas com elevado risco de falência. Terceiro, é necessário     ter em atenção as alterações ocorridas, quer na apresentação das demonstrações     financeiras quer nos normativos contabilísticos. Quarto, e último, é necessário     incorporar algumas melhorias desenvolvidas nas técnicas estatísticas discriminantes para obter resultados mais precisos. </p>       <p>A     amostra é constituída por 53 empresas declaradas falidas e 58 não falidas. Das 27     variáveis analisadas são selecionadas 7: rendibilidade do ativo, estabilidade     dos resultados, serviço da dívida, rendibilidade acumulada, liquidez,     capitalização e dimensão<a style='mso-endnote-id:edn4' href="#_edn4" name="_ednref4" title="">[4]</a>.     Altman <i>et al.</i> (1977) concluem que as     variáveis com maior significância estatística para explicar a falência são     rendibilidade acumulada e estabilidade dos resultados. A variável que evidencia uma menor significância estatística é a rendibilidade do ativo.</p>       <p>Koh     e Killough (1990) utilizam a análise discriminante a uma amostra de 35 empresas     declaradas falidas pelos tribunais e 35 empresas não falidas entre 1980 e 85. O     modelo desenvolvido apresenta 4 variáveis explicativas: (1) quociente entre o     ativo corrente e o passivo corrente, (2) quociente entre resultados retidos e o     ativo, (3) o quociente entre o resultado líquido e o número de ações e (4) o     quociente entre os dividendos e o número de ações. Os resultados indicam a     classificação correta de 92,65% das empresas e uma percentagem de erro, tipo I     e tipo II<a style='mso-endnote-id:edn5' href="#_edn5" name="_ednref5" title="">[5]</a>, de 5,88% e 9,82%, respetivamente. </p>       <p>Laitinen     (1991) utiliza a análise discriminante a uma amostra de 80 empresas, das quais,     40 são falidas e 40 são não falidas. As variáveis selecionadas são as     seguintes: retorno de investimento, taxa de crescimento do ativo, quociente     entre vendas líquidas e o ativo, quociente entre o <i>cash-flow</i> e as vendas líquidas, quociente entre o passivo e o ativo     e o quociente entre o ativo corrente e o passivo corrente. O autor concluiu que     a capacidade de previsão do seu modelo é maior um ano antes da falência e decresce à medida que aumenta o número de anos antes da falência. </p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Ohlson     (1980) utiliza uma técnica estatística diferente, modelo <i>logit</i>, na previsão da falência empresarial a uma amostra     constituída por 105 empresas falidas entre 1970 e 76. Utiliza 9 variáveis     explicativas, dos quais 7 são rácios financeiros<a style='mso-endnote-id:edn6' href="#_edn6" name="_ednref6" title="">[6]</a> e 2 variáveis binárias<a style='mso-endnote-id:edn7' href="#_edn7" name="_ednref7" title="">[7]</a>.     Ohlson (1980) concluiu que 4 variáveis são estatisticamente significativas para     explicar a falência: a dimensão da empresa e as medidas de estrutura financeira, de desempenho e de liquidez.</p>       <p>Zavgren     (1983, 1985) utiliza a análise fatorial e os modelos <i>logit</i> e <i>probit</i>, na     seleção das variáveis explicativas de previsão da falência empresarial. A     análise fatorial foi justificada por não existir uma teoria que fundamente a     seleção das variáveis explicativas da falência. Os modelos de escolha binária     são justificados porque a previsão da falência empresarial não deve limitar-se     a uma simples classificação dicotómica, falida ou não falida, mas também deve     determinar a probabilidade da falência da empresa, argumento também defendido     por Ohlson (1980). Outros estudos empíricos sobre a previsão da falência     empresarial utilizam os modelos de escolha binária, salientando-se Zmijweski     (1984), o qual utiliza um modelo <i>probit</i>, e Ohlson (1980) que utiliza o modelo <i>logit</i>.</p>       <p>Recentemente surgiram alguns     estudos empíricos que pretendem estudar a realidade das empresas portuguesas, ao contrário dos estudos anteriores que utilizam empresas dos EUA. </p>       <p>Santos (2000) analisa     dois modelos, discriminante e logístico, a uma amostra de 48 empresas     portuguesas do setor têxtil e do vestuário entre 1994 a 1999. Os modelos     classificam corretamente 93 e 98% das empresas respetivamente, um ano antes da     falência. O modelo logístico, para dois e três anos antes da falência, obteve     resultados superiores ao modelo descriminante, e classifica corretamente 90 e     79%, respetivamente. </p>       <p>Neves (2007) utiliza     uma amostra de 187 empresas portuguesas (87 falidas e 100 não falidas) no ano     de 1994. O modelo logístico, que melhor desempenho obteve, contém 5 rácios<a style='mso-endnote-id:edn8' href="#_edn8" name="_ednref8" title="">[8]</a> e classifica corretamente 81% das empresas.</p>       <p>Barros (2008) verifica     que modelo <i>Z-Score</i> de Altman (1993)     não apresenta resultados satisfatórios em uma amostra de 672 empresas portuguesas.     Ana Silva (2011) analisa o modelo <i>Z-Score</i> a uma amostra de 12 pequenas e médias empresas portuguesas pertencentes ao     setor têxtil. Verifica que os rácios que apresentam maior capacidade de     previsão da falência são o quociente entre os resultados retidos acumulados e o     ativo, e o quociente entre o resultado operacional e o ativo.</p>       <p>Aguiar (2013) analisa o     modelo de Altman (1968) a uma amostra de 146 empresas portuguesas entre 2008 a 2010.     Conclui que nem todas as variáveis são estatisticamente significativas e que a     capacidade explicativa do modelo é devida a 3 rácios: quociente entre os     resultados retidos acumulados e o ativo; quociente entre os resultados     operacional e o ativo; e quociente entre as vendas e o ativo. </p>       <p>Os     estudos empíricos analisados, apesar de utilizarem diferentes técnicas     estatísticas, amostras e variáveis explicativas, apresentam duas conclusões que     são comuns: (1) a utilização de variáveis explicativas em forma de rácios     financeiros e (2) a capacidade de previsão dos modelos vai diminuindo à medida     que aumenta o número de anos antes da falência. Os estudos empíricos com     empresas dos EUA evidenciam resultados diferentes dos que utilizam empresas portuguesas.     Do exposto, a relevância deste artigo é desenvolver um modelo de previsão da     falência adequado à situação atual das empresas portuguesas da indústria do vestuário, couro e produtos de couro.</p>   </font>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">O objetivo desta     pesquisa é analisar a capacidade explicativa de um conjunto de variáveis na previsão     da falência das empresas portuguesas da indústria de vestuário, couro e     produtos de couro, através de um modelo econométrico de escolha binária. O     modelo <i>logit</i> utiliza na variável     dependente uma variável <i>dummy,</i> que     assume o valor de zero se a empresa é falida e o valor de um no caso contrário,   i.e., se a empresa é não falida.</font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>Para alcançar este     objetivo, são testadas duas hipóteses:</p>       <p>H<sub>1</sub>: Verificar a exist&ecirc;ncia de vari&aacute;veis (r&aacute;cios           financeiros) que combinados entre si apresentem capacidade explicativa da   fal&ecirc;ncia empresarial nas empresas de vestu&aacute;rio, couro e produtos de couro;</p>       <p>H<sub>2</sub>: Avaliar a capacidade de previs&atilde;o da fal&ecirc;ncia   empresarial nas empresas portuguesas de vestu&aacute;rio, couro e produtos de couro.</p>       <p>A análise desenvolvida     pretende testar as hipóteses levantadas a um conjunto de variáveis explicativas,     rácios económico-financeiros que foram selecionados tendo em atenção dois     critérios. Primeiro, os rácios que apresentaram capacidade explicativa nos     estudos empíricos analisados, de referir Beaver (1966), Altman (1968), Altman <i>et al.</i> (1977) e Ohlson (1980). Segundo, os     rácios mais utilizados na avaliação da capacidade financeira das empresas. Na     <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t2.jpg">Tabela 2</a> são apresentadas as potenciais variáveis explicativas da falência     empresarial a incluir nos modelos analisados, assim como o sinal esperado.</p>       
<p>Para dar resposta às     hipóteses enunciadas, são analisados quatro modelos <i>logit</i> multivariáveis, representados pelas seguintes funções     logísticas:</p>       <p>(1) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pi=Y=1/Xi=11+e-(R<sub>7 </sub>&#946;<sub>1</sub> + R<sub>5 </sub>&#946;<sub>2</sub> + R<sub>6 </sub>&#946;<sub>3 </sub> + R<sub>2 </sub>&#946;<sub>4 </sub>+     R<sub>13 </sub>&#946;<sub>5</sub>)</p>       <p>(2) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pi=Y=1/Xi=11+e-(R<sub>8 </sub>&#946;<sub>1</sub> + R<sub>1 </sub>&#946;<sub>2</sub> + R<sub>3 </sub>&#946;<sub>3 </sub> + R<sub>9 </sub>&#946;<sub>4 </sub>+   R<sub>10 </sub>&#946;<sub>5 </sub>+ R<sub>4 </sub>&#946;<sub>6</sub>+ R<sub>11 </sub>&#946;<sub>7 </sub>+ R<sub>12 </sub>&#946;<sub>8</sub></p>       <p>(3) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pi=Y=1/Xi=11+e-(R<sub>6 </sub>&#946;<sub>1</sub> + R<sub>7 </sub>&#946;<sub>2</sub> + R<sub>13 </sub>&#946;<sub>3</sub>)</p>       <p>(4) &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Pi=Y=1/Xi=11+e-(R<sub>6 </sub>&#946;<sub>1</sub> + R<sub>10 </sub>&#946;<sub>2</sub> + R<sub>13 </sub>&#946;<sub>3</sub>)</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Em que Pi é a     probabilidade de ocorrer o fenómeno (Y=1), i.e., da empresa ser não falida, e a   probabilidade da empresa ser falida (Y=0) é de (1-Pi).</p>       <p>O modelo (1) contém as     variáveis explicativas utilizadas por Altman <i>et al.</i> (1977) e o modelo (2) contém as variáveis explicativas     utilizadas por Ohlson (1980). Dos resultados obtidos nos dois modelos, (1) e     (2), estimam-se novos modelos que apenas diferem dos já apresentados porque são     suprimidas as variáveis explicativas não estatisticamente significativas para     explicar a variável dependente, resultando os modelos (3) e (4). </p>       <p>A metodologia de     análise dos modelos estimados é avaliar: (1) se as variáveis explicativas são     individualmente estatisticamente significativas para explicar a variável     dependente, através do teste de significância individual sobre os parâmetros;     (2) se o modelo como um todo é estatisticamente significativo, através do teste     de significância global da regressão, o teste LR stat; (3) a qualidade da     bondade do ajustamento, através do R<sup>2</sup> de McFadden; e, por último,     (4) a percentagem de acerto e de erro (tipo I e tipo II) do modelo. O nível de     significância estatística utilizado para os testes de significância estatística     é de 1,5 e 10%.</p>       <p>Sob o ponto de vista     estatístico, os sinais dos coeficientes estimados devem corresponder aos     esperados, as variáveis explicativas devem ser individualmente estatisticamente     significativas, e o modelo deve ser globalmente estatisticamente significativo.</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Descrição   dos dados</b></font></p>     <p> <font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">· <b>Amostra</b></font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>A fonte da amostra é a     Coface Serviços de Portugal. O período da amostra são quatro anos que medeiam     entre 2007 e 2009<a style='mso-endnote-id:edn9' href="#_edn9" name="_ednref9" title="">[9]</a>. As empresas     analisadas pertencem aos sectores da CAE 14 – indústria de vestuário e da CAE     15 – indústria do couro e dos produtos de couro. A escolha destas duas CAE     justifica-se por incluírem os setores de atividade que mais predominam na zona     norte de Portugal, zona em que os autores têm largo conhecimento.</p>       <p>Os dados     disponibilizados pela Coface, os quais obedeciam aos critérios acima, perfaziam     um total de 3825 empresas, repartidas em 3069 e 756 empresas das CAE 14 e 15     respetivamente. Destas empresas, 1296 eram falidas e 2529 estavam em atividade.     Para uma empresa poder ser incluída na amostra, teria de apresentar toda a     informação contabilística necessária ao desenvolvimento deste estudo, do qual     resultou uma amostra de 35 empresas, das quais 16 são falidas e 19 estão em     atividade. A <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t3.jpg">Tabela 3</a> evidencia a composição da amostra por CAE e por situação.</p>       
<p>·&nbsp;<b>Estatística descritiva das   variáveis explicativas</b></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t4.jpg">Tabela 4</a> apresenta as     estatísticas descritivas das variáveis explicativas propostas, discriminada por     empresas falidas e empresas não falidas.</p>       
<p>Quando o sinal esperado     da variável explicativa é positivo, o valor médio das empresas falidas deverá     ser superior ao valor da média das empresas não falidas. Nos restantes casos,     se o sinal esperado da variável explicativa é negativo, espera-se que o valor     médio das empresas falidas seja inferior ao valor da média das empresas não     falidas. O valor máximo e o valor mínimo indicam a variabilidade destes rácios.     Quanto maior for o desvio-padrão, maior será a oscilação de cada um dos rácios     relativamente ao seu valor médio da amostra.</p>       <p>Da <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t4.jpg">Tabela 4</a>, a análise     à média das variáveis das empresas falidas e não falidas, apenas os rácios R<sub>9</sub>,     R<sub>12</sub>, não correspondem ao esperado. Os rácios R<sub>1</sub>, R<sub>3</sub>,     R<sub>4</sub>, R<sub>6</sub>, R<sub>7</sub>, R<sub>12</sub> e R<sub>13</sub> apresentam maior desvio-padrão na amostra das empresas falidas. Os rácios R<sub>2</sub>,     R<sub>5</sub>, R<sub>8</sub> e R<sub>9</sub> obtiveram um maior desvio-padrão nas empresas não falidas.</p>       
<p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados   empíricos</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">Esta secção tem como     objetivo analisar e comparar os quatro modelos propostos, que foram estimados   com o programa Eviews – versão 5.</font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>Na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t5.jpg">Tabela 5</a> são     apresentados os resultados das regressões dos modelos (1) e (2), que incluem as     variáveis explicativas analisadas por Altman <i>et al.</i> (1977) e por Ohlson (1980), respetivamente.</p>       
<p>O modelo (1), na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t5.jpg">Tabela     5</a>, evidencia que os resultados para um e dois anos antes da falência são     equivalentes. Dois anos antes da falência o modelo evidencia 3 variáveis     estatisticamente significativas: R<sub>5</sub> e R<sub>6</sub> a um nível de     significância de 5% e R<sub>13</sub> a um nível de significância de 1%. Um ano     antes da falência a variável R<sub>5</sub> deixa de ser estatisticamente     significativa para explicar a variável dependente. A variável R<sub>6</sub> é     estatisticamente significativa a 5%, para um e dois anos antes da falência,     assim como a variável R<sub>13</sub>. A variável R<sub>7</sub> evidencia ser     significativa, a um nível de significância de 10%, um ano antes da falência,     mas já não o é dois anos antes. </p>       
<p>Existe evidência     estatística para afirmar que as variáveis explicativas propostas no modelo como     um todo são estatisticamente significativas para explicar a variável     dependente, a um nível de significância de 1%, para um e dois anos antes da     falência. O indicador da qualidade do ajustamento R<sup>2</sup> de McFadden     evidencia uma diminuição de 58% dois anos antes da falência para 49% um ano     antes da falência. Pode dizer-se que o modelo como um todo apresenta maior     poder explicativo dois anos antes da falência do que um ano antes. A capacidade   de previsão global correta é de 85,36%, para dois e um ano antes da falência.</p>       <p>O modelo (2), na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t5.jpg">Tabela     5</a>, evidencia que os resultados não são iguais para um ano e dois anos antes da     falência. Dois anos antes da falência o modelo não possui nenhuma variável     estatisticamente significativa, assim como o modelo como um todo não é     estatisticamente significativo. Um ano antes da falência, o modelo apresenta 3     variáveis estatisticamente significativas: R<sub>8</sub> a um nível de     significância de 5% e R<sub>10</sub> e R<sub>12</sub> a um nível de     significância de 10%. </p>       
]]></body>
<body><![CDATA[<p>Existe evidência     estatística para afirmar que as variáveis explicativas propostas como um todo     são estatisticamente significativas para explicar a variável dependente a um     nível de significância de 1%, facto que não é verificado para dois anos antes     da falência. O R<sup>2</sup> de McFadden evidencia um aumento de 17% para 41%,     de dois para um ano antes da falência respetivamente. Um ano antes da falência,     41% da proporção da variação total da variável explicada, em torno da sua média,     é explicado pelo modelo. Um ano antes da falência, o modelo apresenta uma maior     capacidade de previsão global correta, de 85,85%, comparativamente a 64,47%     para dois anos antes da falência.</p>       <p>Face aos resultados dos     modelos (1) e (2), e como foi definido na metodologia, estimam-se novos modelos,     (3) e (4), que apenas diferem dos já apresentados porque são suprimidas as     variáveis explicativas não estatisticamente significativas para explicar a     falência empresarial nas indústrias portuguesas de vestuário, couro e produtos     de couro.</p>       <p>Na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t6.jpg">Tabela 6</a> são     apresentados os resultados das regressões dos modelos (3) e (4), que incluem as     variáveis que revelaram ser estatisticamente significativas dos modelos (1) e     (2) respetivamente.</p>       
<p>Da análise à <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t6.jpg">Tabela 6</a>    verifica-se que os resultados do modelo (3) são semelhantes nos dois anos     analisados antes da falência. Para um e dois anos antes da falência, o modelo     possui todas as variáveis estatisticamente significativas para explicar a     variável dependente. As variáveis R<sub>6</sub> e R<sub>13</sub> são     estatisticamente significativas a um nível de significância de 5% e a variável     R<sub>7</sub> a um nível de significância de 10%. Existe evidência estatística     para afirmar que as variáveis explicativas propostas no modelo, como um todo,     são estatisticamente significativas para explicar a variável dependente, a um     nível de significância de 1%. O R<sup>2</sup> de McFadden aumenta de 46% dois     anos antes da falência para 48% um ano antes da falência. A capacidade de     previsão global correta é de 82,73% dois anos antes da falência     comparativamente a 79,61% para um ano antes da falência.</p>       
<p>Na <a href="/img/revistas/rpbg/v13n1/13n1a07t6.jpg">Tabela 6</a>, modelo     (4), evidenciam-se diferenças para um ano e dois anos antes da falência. Dois     anos antes da falência, o modelo evidencia apenas uma variável, R<sub>13, </sub>estatisticamente     significativa, a um nível de significância de 5%. Um ano antes da falência, as     variáveis explicativas R<sub>13</sub> e R<sub>6</sub> são estatisticamente     significativas para explicar a variável dependente a um nível de significância     de 5 e 10%, respetivamente. Pelo contrário, a variável R<sub>10</sub> evidencia     não ser estatisticamente significativa. </p>       
<p>Existe evidência     estatística para afirmar que as variáveis explicativas propostas como um todo     no modelo são estatisticamente significativas para explicar a variável     dependente, a um nível de significância de 1%, para dois e um anos antes da     falência. O R<sup>2</sup> de McFadden aumenta de 40 para 42% de dois anos para     um ano antes da falência. Pode dizer-se que o modelo (4) apresenta maior     capacidade explicativa dois anos antes da falência do que um ano antes da     falência. O modelo dois anos antes da falência apresenta uma maior capacidade     de previsão global correta de 82,73% comparativamente a 79,11% para um ano     antes da falência.</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">A previsão da falência     empresarial é benéfica, quer para os gestores das empresas, quer para os     investidores. Para a gestão é um instrumento de alerta, para atempadamente     tomar medidas e proceder à reorganização da empresa antes da entrada em     processo de insolvência ou de falência. Para os investidores é um instrumento   de decisão dos seus investimentos. </font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <p>Esta investigação     pretende contribuir para ajudar investidores e, em especial gestores, na     deteção do problema e, deste modo, possibilitarem a inversão da falência das     empresas. Foi utilizada uma amostra de empresas portuguesas pertencentes à CAE     14 – Indústria de vestuário e à CAE 15 – indústria do couro e dos produtos de     couro, nos anos de 2007 a 2009.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O modelo (1) obteve     melhor resultado que o modelo (2). O modelo (1) obteve percentagens de acerto     de aproximadamente 85%, quer para um ano, quer para dois anos antes da     falência. Verifica-se também que um ano antes da falência o modelo (1) possui 3     variáveis estatisticamente significativas para explicar a variável dependente,     assim como no teste de significância global o modelo revelou ser     estatisticamente significativo. Dois anos antes da falência evidencia variáveis     estatisticamente significativas para explicar a variável dependente e o modelo     como um todo é também significativo para explicar a falência empresarial.</p>       <p>Os modelos (3) e (4)     diferem dos modelos (1) e (2) porque foram suprimidas as variáveis explicativas     não estatisticamente significativas. Nos indicadores de qualidade global do     ajustamento, os modelos (3) e (4) não revelam valores muito diferentes dos     primeiros modelos. O modelo (3) foi o que evidenciou melhores indicadores da     qualidade do ajustamento.</p>       <p>As variáveis com maior     capacidade explicativa da falência das empresas portuguesas de vestuário, couro     e produtos de couro são as seguintes: (1) rácio de rendibilidade acumulada (R<sub>6</sub>),   (2) rácio de rendibilidade do ativo (R<sub>7</sub>) e (3) dimensão (R<sub>13</sub>).</p>       <p>Em termos gerais, pode     concluir-se que o modelo (3) de previsão da falência que contém as variáveis     acima descritas (R<sub>6</sub>, R<sub>7 </sub>e R<sub>13</sub>) é capaz de     prever a falência com uma boa capacidade de acerto e classificou corretamente     79,61% e 82,73% das empresas, um e dois anos antes da falência, respetivamente.</p>       <p>&nbsp;</p>   </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="4" face="Verdana"></font><font size="2" face="Verdana">AGUIAR, A. (2013), «Modelos de previsão     de falência aplicado às PME portuguesas». Dissertação de Mestrado em Finanças,   Faculdade de Economia do Porto, Porto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-4464201400010000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>   <font face="Verdana" size="2">       <!-- ref --><p>ALTMAN, E. (1968), «Financial ratios, discriminant analysis and the     prediction of corporate bankruptcy». <i>The     Journal of Finance</i>, vol. 23(4), pp. 589-609.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-4464201400010000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>ALTMAN, E. (1993), «Corporate distress diagnosis:     comparing using linear discriminate analysis and neutral networks». <i>Journal of Banking and Finance</i>, vol. 18,     pp. 505-529.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-4464201400010000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>ALTMAN, E.; HALDEMAN, R. e NARAYANAN, P. (1977), «Zeta analysis. A new     model to identify bankruptcy risk of corporations». <i>Journal of Banking and Finance</i>, vol. 1, pp. 29-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-4464201400010000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>BARROS, G. (2008), «Modelos de previsão da falência de empresas». Dissertação de Mestrado, ISCTE-IUL, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-4464201400010000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>BEAVER, W. (1966), «Financial ratios as predictors of failure, empirical     research in accounting: selected studies». <i>Journal     of Accounting Research</i>, vol. 4, pp. 71-111.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-4464201400010000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>BLUM, M. (1974), «Failing company discriminant analysis». <i>Journal of Accounting Research</i>, vol.     12(1), pp. 1-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-4464201400010000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CAMPBELL, C. e UNDERDOWN, B. (1991), «Corporate insolvency in practice –     an analytical approach». Paul Chapman Publishing, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-4464201400010000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>CASEY, C. e BAZTCZAK, N. (1985), «Using operating cash-flow data to     predict financial distress». <i>Journal of     Accounting Research</i>,     vol. 23(1), pp. 384-401.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-4464201400010000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>DOMODARAN, A. (2008), «Avaliação de     investimentos: ferramentas e técnicas para determinação de valor de qualquer     ativo». Qualitmark, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-4464201400010000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>EDMINSTER, R. (1972), «An empirical test of financial ratio analysis for     small business failure prediction». <i>Journal     of Financial and Quantitative Analysis</i>, vol. 7, pp. 1477-1493.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-4464201400010000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>GENTRY, J.; NEWBOLD, P. e WHITFORD, D. (1985), «Classifying bankrupt     firms with funds flow components». <i>Journal     of Accounting Research</i>, vol. 23(1), pp. 146-160.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-4464201400010000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>KOH, H. e KILLOUGH, L. (1990), «The use of multiple discriminant     analysis in the assessment of the going – concern status of an audit client». <i>Journal of Business Finance and Accounting</i>,     vol. 17(2), pp. 179-192.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-4464201400010000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>LAITINEN, E. (1991), «Financial ratios and different failure processes». <i>Journal of Business Finance &amp;     Accounting</i>,     vol. 18(5), pp. 649-672.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-4464201400010000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>NEVES, J. (2007), «Análise de risco e     custo de capital alheio». <i>In Análise Financeira: Técnicas Fundamentais</i>, 1.ª ed., Texto Editores, Lisboa, pp.     202-237.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-4464201400010000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>OHLSON, J. (1980), «Financial ratios and the probabilistic prediction of     bankruptcy». <i>Journal of     Accounting Research</i>,     vol. 18(1), pp. 107-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-4464201400010000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>PEREIRA, J.; DOMÍNGUEZ, M. e OCEJO, J.     (2007), «Modelos de previsão do fracasso empresarial: aspetos a considerar». <i>Polytechnical Studies Review</i>, vol. 4(7),     pp. 111-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-4464201400010000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>SANTOS, P. (2000), «Falência     empresarial. Modelo descriminante e logístico de previsão aplicado às PME do     setor têxtil e do vestuário». Dissertação de Mestrado, Universidade Aberta,     Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-4464201400010000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>SILVA, A. (2011), «Modelos de previsão     de falência de empresas». Dissertação de     Mestrado, ISCAL, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-4464201400010000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>ZAVGREN, C. (1983), «The prediction of corporate failure: the state of     the art». <i>Journal of Accounting     Literature</i>, vol. 2, pp. 1-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-4464201400010000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>ZAVGREN, C. (1985), «Assessing the vulnerability to failure of American     industrial firms: a logistic analysis». <i>Journal     of Business Finance and Accounting</i>, vol. 12(3), pp. 19-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-4464201400010000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       <!-- ref --><p>ZMIJEWSKI, M. (1984), «Methodological issues related to the estimation     of financial distress prediction models». <i>Journal     of Accounting Research</i>, vol. 22, pp. 59-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000151&pid=S1645-4464201400010000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>Recebido em novembro de 2013 e aceite em abril de 2014.    <br>   Received in November 2013 and accepted in April 2014.</p>       <p>&nbsp;</p>       <p>&nbsp;</p>    <p><font size="3" face="Verdana"><b>Notas</b></font></p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn1' href="#_ednref1" name="_edn1" title="">[1]</a> Os 6 rácios foram obtidos com base nos seguintes quocientes: (1) rácio de <i>cash-flow =</i> <i>cash-flow/</i>passivo; (2) rácio de rendibilidade = resultado       líquido/ativo; (3) rácio de endividamento = passivo/ativo; (4) rácio do fundo       de maneio = fundo de maneio/ativo; (5) rácio de liquidez geral = ativo       corrente/passivo corrente; (6) rácio de segurança = (ativo corrente – inventários) /gastos operacionais.</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn2' href="#_ednref2" name="_edn2" title="">[2]</a>Os       22 rácios foram agrupados em cinco categorias: liquidez, rendibilidade,       endividamento, solvência e funcionamento/atividade. Na seleção das variáveis       com maior capacidade de previsão da falência empresarial utilizou-se a       significância estatística das funções discriminantes, as correlações       estatísticas das variáveis independentes e a capacidade de previsão de cada função discriminante.</p>       <p><a style='mso-endnote-id:edn3' href="#_ednref3" name="_edn3" title="">[3]</a> Este modelo foi desenvolvido a pedido da divisão <i>antitrust</i> do Departamento de Justiça dos EUA.</p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a style='mso-endnote-id:edn4' href="#_ednref4" name="_edn4" title="">[4]</a> As 7 variáveis foram obtidas das seguintes       expressões: (1) rendibilidade dos ativos = resultado operacional/ativo; (2)       estabilidade dos resultados = desvio-padrão do resultado operacional/ativo, nos       dez últimos exercícios; (3) rácio de cobertura do serviço da dívida = resultado       operacional/encargos financeiros (soma dos       juros financeiros e amortizações de capital); (4) rendibilidade acumulada = (resultados       transitados + resultado líquido) /ativo; (5) liquidez = ativo corrente/passivo       corrente; (6) capitalização = (média dos cinco anos do valor de mercado dos       capitais próprios) / (média dos cinco anos do valor de mercado dos capitais próprios       + passivo não corrente) e (7) dimensão = ativos fixos tangíveis.</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn5' href="#_ednref5" name="_edn5" title="">[5]</a> Existem dois tipos de erros na avaliação de uma empresa. O erro tipo I é     verificado quando uma empresa falida é classificada como não falida. O erro       tipo II ocorre quando uma empresa não falida é classificada como falida. Os       dois tipos de erro, tipo I e II, geram custos para os credores. No entanto, os       custos do erro tipo I são maiores que os custos do erro tipo II (Altman <i>et al.</i>, 1997).</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn6' href="#_ednref6" name="_edn6" title="">[6]</a> Os 7 rácios financeiros são: (1) dimensão da       empresa, medida pelo quociente entre ativo num determinado ano e o ativo no ano       anterior, (2) quociente entre o passivo e o ativo, (3) quociente entre o fundo       de maneio e o ativo, (4) quociente entre o passivo corrente e o ativo corrente,       (5) quociente entre o resultado líquido e o ativo, (6) quociente entre o fundo       de maneio operacional e o passivo, e (7) quociente entre a diferença do       resultado líquido de um determinado ano relativamente ao ano anterior, pelo       valor absoluto da mesma diferença.</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn7' href="#_ednref7" name="_edn7" title="">[7]</a> As duas variáveis binárias são: (1) a relação entre o ativo e o passivo,       assumindo o valor de 1 se o passivo é maior que o       ativo e 0 nos restantes casos; e (2) o sinal do resultado líquido da empresa       nos últimos dois anos, assumindo o valor de 1 se o resultado líquido é negativo       nos últimos 2 anos e 0 nos restantes casos.</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn8' href="#_ednref8" name="_edn8" title="">[8]</a>Os       5 rácios são: (1) quociente entre os resultados transitados e o ativo, (2)       quociente entre o ativo corrente e o ativo, (3) quociente entre a margem bruta       de autofinanciamento e o ativo, (4) quociente entre Estado e outros entes       públicos e as vendas pelo produto de 365 dias, e (5) o quociente entre os       financiamentos obtidos a curto prazo e o ativo corrente.</p>       <p><a style='mso-endnote-id: edn9' href="#_ednref9" name="_edn9" title="">[9]</a>A       opção por 2009 como último ano da amostra – e não o ano de 2010 já ocorrido       aquando da recolha da mesma – é justificada por não ser necessário o       ajustamento da informação contabilística por entrada em 1 de janeiro de 2010 do       novo normativo contabilístico em Portugal (SNC – Sistema de Normalização       Contabilística). A amostra inclui os quatro anos mais recentes com o mesmo       normativo contabilístico em Portugal.</p>   </font>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[AGUIAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
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<source><![CDATA[Modelos de previsão de falência aplicado às PME portuguesas]]></source>
<year>2013</year>
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<surname><![CDATA[ALTMAN]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Financial ratios, discriminant analysis and the prediction of corporate bankruptcy]]></article-title>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Corporate distress diagnosis: comparing using linear discriminate analysis and neutral networks]]></article-title>
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