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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes da liquidez das PME da indústria transformadora em Portugal]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Aveiro Instituto Superior de Contabilidade e Administração Unidade de Investigação em Governança, Competitividade e Políticas Públicas]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this paper is to identify the determinants of cash holding in Portuguese Small and Medium Enterprises (SME), as well as to analyse to what extent these determinants differ in stability and economic crisis periods. We use panel data methods, considering a sample of 4.355 manufacturing Portuguese SME, for the period between 2002 and 2011. Overall, the results confirm the existence of a significant relationship between some of the considered variables and firms’ liquidity. Indeed, the results show a positive relationship between firm size and the probability of financial distress and the dependent variable, cash holdings, as well as a negative relationship between leverage and maturity debt structure and cash holdings. The results also show an effect of the crisis periods on the liquidity of the sample firms, including the reduction of short-term debt and leverage, as well as an increase in the cash conversion cycle.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo tiene como objetivo identificar las determinantes de la liquidez de las pequeñas y medianas empresas (PYME's) en Portugal, así como examinar cómo éstas cambian cuando analizamos en períodos de estabilidad o recesión económica. Para ello, hemos aplicado una muestra de datos en panel, teniendo en cuenta unas 4355 PYME's en el sector manufacturero y analizando el período comprendido entre 2002 y 2011. En general, los resultados confirman la existencia de una relación significativa entre algunas de las variables independientes y la liquidez de las empresas. En concreto, los resultados muestran una relación positiva entre el tamaño, la rentabilidad y la probabilidad de la existencia de problemas financieros y la liquidez de las empresas, así como una relación negativa entre el nivel del endeudamiento, la madurez de la deuda y la liquidez de las PYME's. Los resultados también muestran que la liquidez de las empresas se ve afectada en tiempos de crisis financiera, y se verifica en particular, una reducción de la deuda a corto plazo y un aumento de la duración del ciclo de conversión de caja.&#8203;]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Determinantes   da liquidez das PME da indústria transformadora em Portugal </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Determinants of liquidity of SMEs in the manufacturing industry in Portugal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Determinantes de la liquidez de las PYME&rsquo;S en la industria manufacturera en Portugal</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Joana Xará</b></font><font size="2"><b><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>; Elisabete Vieira</b></font><font size="2"><b><font face="Verdana"><sup>II</sup></font></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Mestre em Gest&atilde;o, Universidade de Aveiro. Universidade de Aveiro, Incubadora de Empresas, T&eacute;cnica Administrativa e Financeira, 3810-193 Aveiro, Portugal.</font> <font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:joanaxara@ua.pt">joanaxara@ua.pt    <br> </a></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>II</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Doutorada em Gest&atilde;o, especialidade Finan&ccedil;as,   ISCTE-IUL, Business School. Universidade   de Aveiro, Prof.&ordf; Coordenadora do ISCA e Membro da Unidade de investiga&ccedil;&atilde;o GOVCOPP, Campus Universit&aacute;rio de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal.</font> <font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:elisabete.vieira@ua.pt">elisabete.vieira@ua.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este   artigo visa identificar os determinantes da liquidez das pequenas e médias   empresas (PME) portuguesas, assim como analisar até que ponto estes se alteram   quando analisamos períodos de estabilidade ou de recessão financeira. Para tal,   recorremos a uma amostra de dados em painel, considerando 4355 PME do setor da   indústria transformadora, e analisando o período compreendido entre 2002 e   2011. De um modo geral, os resultados confirmam a existência de uma relação   significativa entre algumas das variáveis independentes e a liquidez das   empresas. Mais especificamente, os resultados evidenciam uma relação positiva   entre a dimensão, a rendibilidade e a probabilidade de existência de problemas   financeiros, e a liquidez das empresas, bem como uma relação negativa entre o   grau de endividamento e a maturidade da dívida, e a liquidez das PME. Os   resultados mostram ainda que a liquidez das empresas é afetada em períodos de   crise financeira, verificando-se, nomeadamente, uma redução da dívida de curto   prazo e um aumento da duração do ciclo de conversão de caixa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Pequenas e Médias Empresas, Liquidez, Dados Painel</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The   purpose of this paper is to identify the determinants of cash holding in   Portuguese Small and Medium Enterprises (SME), as well as to analyse to what   extent these determinants differ in stability and economic crisis periods. We   use panel data methods, considering a sample of 4.355 manufacturing Portuguese   SME, for the period between 2002 and 2011. Overall, the results confirm the   existence of a significant relationship between some of the considered   variables and firms’ liquidity. Indeed, the results show a positive   relationship between firm size and the probability of financial distress and   the dependent variable, cash holdings, as well as a negative relationship   between leverage and maturity debt structure and cash holdings. The results   also show an effect of the crisis periods on the liquidity of the sample firms,   including the reduction of short-term debt and leverage, as well as an increase   in the cash conversion cycle. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Keywords: </b>SME, Cash   Holdings, Panel Data</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artículo tiene como objetivo identificar las determinantes de la liquidez   de las pequeñas y medianas empresas (PYME's) en Portugal, así como examinar   cómo éstas cambian cuando analizamos en períodos de estabilidad o recesión   económica. Para ello, hemos aplicado una muestra de datos en panel, teniendo en   cuenta unas 4355 PYME's en el sector manufacturero y analizando el período   comprendido entre 2002 y 2011. En general, los resultados confirman la   existencia de una relación significativa entre algunas de las variables   independientes y la liquidez de las empresas. En concreto, los resultados   muestran una relación positiva entre el tamaño, la rentabilidad y la   probabilidad de la existencia de problemas financieros y la liquidez de las   empresas, así como una relación negativa entre el nivel del endeudamiento, la   madurez de la deuda y la liquidez de las PYME's. Los resultados también   muestran que la liquidez de las empresas se ve afectada en tiempos de crisis   financiera, y se verifica en particular, una reducción de la deuda a corto   plazo y un aumento de la duración del ciclo de conversión de caja.&#8203;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palabras clave:</b> Pequeñas y   Medianas Empresas, Liquidez, Datos Panel</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A gestão   de tesouraria das pequenas e médias empresas (PME) é determinante para que   estas consigam satisfazer os seus compromissos à medida que estes se vão   vencendo, explorar oportunidades de crescimento que aumentem o seu valor, bem   como garantir estabilidade financeira e sustentabilidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora existam estudos empíricos que se debruçaram sobre       a análise da liquidez das empresas em vários países, parece-nos que o assunto       carece ainda de investigação, nomeadamente em Portugal. Neste contexto,       considerámos pertinente identificar os determinantes da liquidez das PME       portuguesas, tendo por base uma amostra de 4355 empresas, considerando o       período compreendido entre 2002 e 2011. Posteriormente, analisámos até que       ponto o comportamento das empresas é distinto, consoante a economia atravesse um período de expansão ou de recessão económica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos permitiram concluir que os       determinantes da liquidez das PME portuguesas são a dimensão das empresas, o grau       de endividamento, a probabilidade de dificuldades financeiras e a estrutura de       vencimento da dívida. A dimensão e a probabilidade de dificuldades financeiras relacionam-se       positivamente com a tesouraria, enquanto a estrutura de vencimento da dívida e o grau de endividamento influenciam negativamente os níveis de caixa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O restante artigo encontra-se organizado do seguinte modo: a secção seguinte       apresenta uma breve revisão da literatura. Posteriormente, formulam-se as       hipóteses e apresenta-se a metodologia e a amostra. Depois, expõem-se os   principais resultados e a secção final apresenta as conclusões.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Revisão da literatura</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a teoria <i>trade-off</i>, uma empresa       definirá a sua estrutura de financiamento de forma a alcançar um rácio de       endividamento ótimo, que resulta do equilíbrio entre os benefícios fiscais e os custos de insolvência financeira, associados ao capital alheio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Kim <i>et al.</i> (1998) verificaram que a dimensão da       empresa e o endividamento estão negativamente relacionados com o nível de tesouraria       e que as empresas com resultados mais voláteis e com menores níveis de rendibilidade tendem a apresentar mais meios financeiros líquidos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Opler <i>et al.</i> (1999) concluíram que o nível de       liquidez das empresas está negativamente relacionado com a facilidade de acesso       aos mercados de capital, o <i>rating</i> de crédito e a dimensão, e       positivamente relacionado com as oportunidades de crescimento e volatilidade       dos fluxos de caixa, sendo estes resultados, de um modo geral, consistentes com       os de Ferreira e Vilela (2004)       e de Ferreira <i>et al.</i> (2005).       Estes últimos autores concluíram ainda que, em períodos de recessão, as       empresas que apresentam restrições financeiras tendem a apresentar maiores níveis de tesouraria. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A relação negativa entre a dimensão das empresas e o       nível de tesouraria pode ser justificada por diversas razões, nomeadamente pela       assimetria de informação e por restrições financeiras (Teruel e Solano, 2008)       e pela maior facilidade de acesso ao mercado de capitais, traduzindo uma menor dependência face ao nível do financiamento interno (Kim <i>et al.</i>, 2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Saddour (2006) analisou       uma amostra de empresas francesas, concluindo que a tesouraria das empresas na       fase de crescimento se encontra negativamente relacionada com a dimensão da       empresa, nível de ativos líquidos e dívida de curto prazo, e na fase da maturidade       está positivamente relacionada com o investimento. Em períodos em que a       probabilidade de falência aumenta, verifica-se uma maior acumulação de capital, de modo a colmatar possíveis dificuldades financeiras (Guney <i>et al.</i>, 2007).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">D’Mello <i>et al. </i>(2008)       encontraram evidência de que as empresas de pequena dimensão, com elevadas       despesas de investigação e desenvolvimento, e com rácios reduzidos de ativo       corrente e endividamento, mantêm rácios de tesouraria mais elevados. O       excedente de tesouraria é mantido para fazer face a flutuações não esperadas de       fluxos de caixa, enquanto as linhas de crédito são usadas para financiar oportunidades de investimento futuras (Lins <i>et al.</i>, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No contexto do mercado português, Pastor e Gama (2013)       analisaram uma amostra de 1553 PME. Os resultados sugerem que a tesouraria está    positivamente relacionada com os fluxos de caixa das empresas e com a sua    probabilidade de insolvência, e negativamente relacionada com as oportunidades       de crescimento, a relação com os bancos, o endividamento, a quantidade de       ativos líquidos substitutos, a maturidade da estrutura de crédito e a dimensão da empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto à relação com os bancos, Niskanen e Niskanen (2007)       concluíram que nos casos em que as empresas trabalham apenas com um banco estabelece-se       uma relação de longo prazo entre este e a organização, facilitando o acesso a novos capitais, o que permite uma redução do nível da tesouraria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A teoria <i>pecking order</i>, proposta por Myers       (1984) e Myers e Majluf (1984), considera que existe uma hierarquia de       preferências quanto às fontes de financiamento, de acordo com a exigência de       revelar informação e o respetivo custo, recorrendo as empresas primeiro ao       autofinanciamento, financiamento externo, títulos híbridos e, apenas em último caso, à emissão de títulos de capital.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste contexto, Ozkan e Ozkan (2004) analisaram uma       amostra de empresas do Reino Unido, tendo os resultados evidenciado uma relação       negativa entre o endividamento e a tesouraria, o que vai ao encontro dos       resultados obtidos por Anjum e Malik (2013). Contudo, Ogundipe <i>et al.</i> (2012) encontraram evidência de uma relação positiva entre o nível de       endividamento das empresas e os respetivos níveis de caixa, indicando como       possível razão a maior dificuldade de aceder a novos capitais externos e o custo que lhe está associado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lameira (2005) analisou uma amostra de empresas       brasileiras, concluindo que o nível de tesouraria aumenta em função da dimensão       das empresas, do endividamento de curto prazo e dos resultados, enquanto se torna       decrescente em função do nível de capital corrente. Analisando o mesmo mercado,       Vasques (2008) constatou que o nível de liquidez está positivamente relacionado       com os benefícios fiscais e as oportunidades de crescimento da empresa, e negativamente relacionado com o custo da dívida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Bigelli e Sanchez (2012) encontraram evidência de que       as empresas mais rentáveis são caracterizadas por níveis mais elevados de       caixa, elevado pagamento de dividendos e maiores níveis de investimento realizados       a médio prazo. Os autores concluíram ainda que a dívida bancária e os ativos circulantes são substitutos de caixa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A hipótese do <i>free cash flow</i> de Jensen (1986)       procura demostrar que os gestores preferem níveis mais elevados de caixa, a fim       de exercer maior controlo sobre as decisões de investimento das empresas, permitindo       que os gestores tomem decisões que os favoreçam, em detrimento do interesse dos       acionistas, não maximizando a riqueza destes. Os problemas de agência podem levar       os gestores a adotar estratégias que evitem a captação de capitais alheios, por       forma a salvaguardar as informações de investimento da empresa (Afza e Adnan, 2007). Faulkender (2002)       evidenciou uma relação negativa entre a dívida bancária e a tesouraria, o que,       segundo Ferreira e Vilela (2004),       permite reduzir as assimetrias de informação e problemas de agência, geralmente associados a outros tipos de dívida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Liu e Mauer (2011)       realizaram um estudo sobre o efeito dos incentivos da remuneração dos <i>Chief         Executive Officer</i> (CEO) na tesouraria das empresas, encontrando uma relação       negativa entre a tomada de risco por parte dos CEO e a riqueza dos acionistas,       sendo esta relação mais relevante nas empresas com elevados níveis de endividamento.       Segundo Gill e Shah (2011),       a componente de caixa reduz a pressão para um bom desempenho da empresa,       permitindo aos gestores investirem em projetos que melhor satisfaçam os seus interesses, e não necessariamente os dos acionistas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Hipóteses, amostra e metodologia </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Formulação das hipóteses</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As teorias que suportam os determinantes da liquidez       não são consensuais ao nível da relação entre algumas das variáveis. A teoria <i>trade-off</i> pressupõe uma relação negativa entre a dimensão das empresas e o valor de caixa       das mesmas, tendo vários autores encontrado evidência que suporta este tipo de       relação (Ferreira e Vilela, 2004; Teruel e Solano, 2008; Islam, 2012). Segundo Opler <i>et al.</i> (1999),       o maior volume de caixa detido pelas empresas de maior dimensão,       comparativamente com as restantes, resulta do seu melhor desempenho. Neste contexto, formulamos a primeira hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>1</sub>: </b><i>Existe uma relação negativa entre a dimensão das empresas e o seu nível de tesouraria.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A relação entre o nível de endividamento e o nível de       liquidez das empresas não é consensual. O endividamento das empresas aumenta a       sua probabilidade de falência, o que as pode motivar a manter maiores níveis de       tesouraria, de modo a fazer face ao risco associado (Ferreira e Vilela, 2004).       Contudo, empresas com maior capacidade de endividamento tendem a apresentar       menores níveis de tesouraria devido à facilidade de acesso ao crédito. Assim,       não podemos definir, <i>a priori</i>, a relação esperada entre as duas variáveis, pelo que formulamos a seguinte hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>2</sub>:</b> <i>Existe uma relação ambígua entre o endividamento e o nível de tesouraria.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das razões que motiva as empresas a manter um       determinado nível de recursos disponíveis é a possibilidade de poderem fazer       face a oportunidades de crescimento que entretanto surjam (Bigelli e Sanchez, 2012). Islam (2012)       argumenta que, perante oportunidades de crescimento, se verifica um aumento do nível de tesouraria. Com base nesta evidência, tecemos a terceira hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>3</sub>: </b><i>Existe uma relação positiva entre as oportunidades de crescimento e o nível de tesouraria.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A teoria <i>trade-off</i> pressupõe a existência de uma       relação negativa entre os fluxos de caixa e o nível de tesouraria das empresas,       já que os primeiros podem funcionar como uma fonte de liquidez, atuando como um       substituto de caixa (Saddour, 2006). Assim, consideramos a seguinte hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>4</sub>:</b> <i>Existe uma relação negativa entre os fluxos de caixa e o nível de tesouraria.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A quarta hipótese pretende estabelecer a relação       esperada entre o ciclo de conversão de caixa e o nível de tesouraria. Quanto       mais rápido este ciclo, melhor o nível de liquidez das empresas (Anjum e Malik, 2013).       Contudo, as teorias <i>trade-off</i> e<i> pecking order</i> preconizam uma       relação diferente entre o ciclo de conversão de caixa e o nível de tesouraria.       Além disso, a evidência empírica em relação a esta variável é escassa. Neste contexto, formulamos a quinta hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>5</sub>:</b> <i>Existe uma relação ambígua entre o ciclo de conversão de caixa e o nível de tesouraria.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com Kim <i>et al.</i> (1998),       as empresas com maior probabilidade de enfrentar dificuldades financeiras tendem       a apresentar níveis mais baixos de tesouraria por não possuírem capacidade para       efetuar reservas de caixa. Contrariamente, um dos benefícios para o aumento dos       níveis de tesouraria é a redução do seu risco de incumprimento, como alegam Ferreira e Vilela (2004). Neste contexto, apresentamos a sexta hipótese: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>6</sub>:</b> <i>Existe uma relação ambígua entre a probabilidade de dificuldades financeiras e o nível de tesouraria. </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A relação entre a estrutura de vencimento da dívida e       o nível de tesouraria não pode ser definida <i>a</i> <i>priori</i>, já que é influenciada       pelas características da dívida. O uso de dívida de curto prazo obriga as       empresas a negociar os seus créditos periodicamente, o que motiva níveis       relativamente mais elevados de caixa por forma a colmatar um possível risco de       refinanciamento. Contudo, se as empresas dispõem de uma maior facilidade de       recurso ao crédito, tendem a manter níveis de tesouraria inferiores (Teruel e Solano, 2008). Neste contexto, formulamos a última hipótese:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H<sub>7</sub>: </b><i>Existe uma relação ambígua entre a estrutura de vencimento da dívida e o nível de tesouraria.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em jeito de conclusão, observa-se que os estudos       anteriormente efetuados apresentam diferentes resultados, no que respeita aos       determinantes da liquidez, encontrando evidência para as diferentes teorias,       nomeadamente para a teoria <i>trade-off</i> e <i>pecking order</i>, como se pode observar na <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t1.jpg">Tabela 1</a>.  </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana"><b>. Metodologia </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sendo o objetivo deste estudo analisar os       determinantes do nível de tesouraria das PME portuguesas, a variável dependente       considerada é a tesouraria (TES), calculada através do rácio entre o somatório       de caixa, depósitos bancários e outros instrumentos financeiros e o ativo       total, deduzido de caixa, depósitos bancários e outros instrumentos financeiros (e.g., Opler <i>et al.</i>, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atendendo às hipóteses que pretendemos testar, considerámos       as seguintes variáveis independentes: dimensão da empresa (DIM), medida através       do logaritmo natural do ativo total (Opler <i>et al.</i>, 1999; Saddour, 2006;       Lee e Song, 2012); endividamento (END), calculado através da relação entre o       passivo total e o ativo total (Opler <i>et al.</i>, 1999); oportunidades de       crescimento (OPC), uma variável obtida através da relação entre o volume de       negócios respeitante ao ano t e o volume de negócios do ano anterior (Teruel e       Solano, 2008); fluxos de caixa (FCAIXA), calculados através do somatório do       resultado operacional com as depreciações e amortizações (Opler <i>et al.</i>,       1999); ciclo de conversão de caixa (CCC), obtido pela soma do prazo médio de       recebimentos e duração média de inventários, subtraindo o prazo médio de       pagamentos (e.g., Drobetz e Grüninger, 2007); estrutura de vencimento da dívida       (ESTRDIV), medida através do rácio entre o passivo de curto prazo e o passivo       total; e a probabilidade de dificuldades financeiras (DFINAN), calculada através       do indicador de falência, <i>z-score</i> (Altman, 1968), dirigido para empresas não cotadas, privadas e industriais: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02e1.jpg" width="372" height="24"></font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Onde X<sub>1</sub> = fundo de maneio/ativo total; X<sub>2</sub> = lucros   retidos/ativo total; X<sub>3</sub> = <i>Earnings Before Interest and Taxes</i> (EBIT)/ativo total; X<sub>4</sub> = capital próprio/passivo total e X<sub>5</sub> = vendas/ativo total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fim de analisar a relação entre a tesouraria e os       seus determinantes, e tendo por base o estudo de Gill e Shah (2011), recorremos ao seguinte modelo de regressão linear:</font></p>     <p><img src="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02e2.jpg" width="370" height="41"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Onde o índice i representa a empresa; t o ano e &#949; o termo de erro. As restantes variáveis foram já definidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Iremos aplicar a metodologia de dados painel, recorrendo ao método <i>pooled </i>dos mínimos quadrados (PMQ), ao modelo dos efeitos fixos (MEF) e ao modelo       dos efeitos aleatórios (MEA), selecionando posteriormente o mais adequado, de acordo com a estatística F e o teste de Hausman (1978).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A amostra é constituída por um conjunto de PME       portuguesas do setor da indústria transformadora, correspondente à     Classificação Portuguesa das Atividades Económicas (CAE) Rev. 2.1, para o       período compreendido entre 2002 a 2011. Para tal, cumprimos a condição de PME       estabelecida pela Recomendação da Comissão n.º 2003/361/CE, de 6 de Maio de       2013. Após a consideração destes critérios, obtivemos um painel de dados não       balanceado, composto por 4355 PME. Os dados foram recolhidos na base de dados do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados empíricos </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t2">Tabela 2</a> apresenta os resultados da matriz dos coeficientes de correlação de Pearson.</font></p>     <p><a name="T2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t2.jpg" width="505" height="256"></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os coeficientes de correlação mais elevados   registam-se entre as variáveis FCAIXA e DIM e FCAIXA e END, situando-se, contudo,   abaixo de 50% (41,67% e -20,80% respetivamente). A correlação entre as variáveis   FCAIXA e DIM sugere que empresas de grande dimensão evidenciam maiores fluxos   de caixa, e entre FCAIXA e END sugere que quanto maior o nível de endividamento,   menor o valor dos fluxos de caixa. Ambos os resultados são consistentes com os   de Islam (2012). Dado   que os coeficientes, na sua generalidade, não são significativamente elevados,   podemos concluir que não existem problemas de multicolinearidade entre as   variáveis a utilizar na estimação dos modelos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02f1.jpg">Figura 1</a> espelha o efeito da crise financeira       nacional e europeia, bem como o seu impacto nos determinantes de tesouraria das empresas.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Com a crise iniciada em 2008, verificamos um aumento       das dificuldades de financiamento da atividade das empresas, visível através da       redução do passivo de curto prazo (ESTRDIV), do endividamento (END) e do       aumento notório do CCC. Estas alterações refletem uma menor capacidade das       empresas em desenvolver a sua atividade operacional, obrigando-as a aumentar o       nível de tesouraria, por forma a colmatar o aumento do CCC e a redução da entrada de capital externo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais especificamente, verificou-se um forte       decréscimo do capital alheio de curto prazo na estrutura de capital das PME       (15%), intensificado a partir de 2007, evidenciando as dificuldades das       empresas em obter crédito de curto prazo. Relativamente à tesouraria, é    percetível o impacto do período da crise, através do aumento das reservas das       empresas, indiciando que, em períodos de recessão, as empresas com restrições financeiras       tendem a manter maiores níveis de tesouraria, o que está em consonância com as       conclusões de Ferreira <i>et al.</i> (2005).       O CCC é também reflexo do aumento das dificuldades que as empresas têm vindo a       sentir para vender os seus inventários, cobrar os créditos aos clientes, e liquidar os passivos operacionais atempadamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t3.jpg">Tabela 3</a> apresenta a estatística descritiva das variáveis analisadas neste   estudo.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Relativamente à variável TES, o valor da média é de 0,978, e da mediana é     de 0,03, valores próximos dos de Ferreira e Vilela (2004).       A variável DIM apresenta uma média de 15,105 cujo valor é próximo da mediana.       Quando comparamos a média da variável END (cerca de 65%) com a do estudo de Niskanen e Niskanen (2007),       que incidiu sobre uma amostra de PME finlandesas (27,2%), verificamos uma maior dependência de capitais alheios por parte das empresas portuguesas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t4">Tabela 4</a> apresenta os resultados da regressão (2) para       o MEF, dado ser o modelo que se apresentou como o mais adequado, de acordo com       a estatística F (10,59) e o teste de Hausman (1978), com um valor de 431,99, ambos estatisticamente significativos.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t4.jpg" width="429" height="381"></font></p>     
<p align="center">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As variáveis com poder explicativo do nível da tesouraria       são: DIM, END, CCC, DFINAN e ESTRDIV. No que respeita ao sinal esperado, todas       as variáveis estão em consonância com o preconizado pela teoria <i>trade-off</i>, com exceção das variáveis DIM e CCC. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A variável DIM apresenta um sinal contrário ao esperado,       sendo positivo, não sustentando a hipótese de que as PME apresentam níveis de       tesouraria mais elevados por serem mais propensas a incorrer em dificuldades       financeiras e pela sua maior dificuldade de acesso ao financiamento externo. Estes       resultados contrariam os obtidos por Pastor e Gama (2013)       e Kim <i>et al.</i> (2011), mas vão ao encontro dos resultados de Niskanen e       Niskanen (2007) e Afza e Adnan (2007). Deste modo, os resultados não nos permitem       sustentar a hipótese de que existe uma relação negativa entre a dimensão das       empresas e o nível de tesouraria (H<sub>1</sub>), no contexto da teoria <i>trade-off</i>;       contudo, estão em consonância com a teoria <i>pecking order</i> e <i>free cash flow</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora H<sub>2</sub> preveja uma relação ambígua       entre END e TES, a variável apresenta um coeficiente negativo e       estatisticamente significativo, fornecendo evidência de que o recurso ao       endividamento pode ser visto como um substituto para a realização de caixa (Islam, 2012). Os       resultados vão ao encontro dos de Opler <i>et al.</i> (1999), Saddour (2006), Afza e Adnan (2007)       e Pastor e Gama (2013), entre outros, os quais defendem que empresas mais       endividadas possuem um menor nível de tesouraria. A relação negativa entre esta variável e a tesouraria está em consonância com a teoria <i>pecking order</i> e <i>free cash flow</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dado que os coeficientes das variáveis OPC e FCAIXA não       apresentam valores estatisticamente significativos, não encontramos evidência capaz de apoiar H<sub>3</sub> e H<sub>4</sub>, respetivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Não definimos, <i>a priori</i>, o sinal esperado da variável       CCC, dado que a relação entre esta e o nível de tesouraria (H<sub>5</sub>) é     influenciada pelos tipos de atividade e  pelas características particulares de       cada empresa. Embora o coeficiente seja estatisticamente significativo, não revela poder económico significativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A variável DFINAN apresenta um valor positivo e estatisticamente       significativo. Apesar da relação ambígua prevista por H<sub>6</sub>, a relação       obtida (positiva) sustenta as conclusões obtidas por Teruel e Solano (2008) e Pastor e Gama (2013),       concluindo que as empresas com maiores níveis de tesouraria tendem a apresentar       um <i>z-score</i> mais elevado, o que reflete uma diminuição da probabilidade de falência. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, e relacionado com H<sub>7</sub>, o sinal negativo       obtido para a variável ESTRDIV está de acordo com o resultado obtido por Pastor e Gama (2013) e sustenta a teoria <i>trade-off</i>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Análise de robustez</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Com o objetivo de analisar a robustez dos resultados entretanto obtidos, optámos por realizar um conjunto de testes adicionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, considerou-se como variável dependente       o rácio de liquidez geral (LIQ), calculado através do quociente entre o ativo       corrente e o passivo corrente, com o objetivo de analisar a evolução da       capacidade das empresas liquidarem as suas dívidas de curto prazo atempadamente.       A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t5.jpg">Tabela 5</a> apresenta os resultados obtidos, considerando novamente o modelo MEF,       dado que, de acordo com a estatística F (1,62) e o teste de Hausman (362,28), se apresentou como sendo o mais adequado.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Globalmente, pode concluir-se que o mesmo conjunto de       variáveis explicativas tem uma contribuição inferior na explicação da variável       dependente LIQ, como é percetível pela comparação do valor de R<sup>2</sup> ajustado, que passou de 0,376 para 0,208. Com exceção das variáveis END, OPC e       CCC, todas as restantes apresentam significância estatística, pelo que são consideradas       como determinantes do nível de liquidez geral das PME. Pese embora ligeiras       diferenças, de um modo geral, chegamos a conclusões semelhantes no que respeita à evidência ou não das hipóteses inicialmente formuladas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Posteriormente, procurou verificar-se qual o impacto       da crise económica na tesouraria das empresas, acrescentando no modelo de       regressão (2) uma variável <i>dummy</i> que identifica o período de crise       (CRISE), assumindo o valor 1 para o período considerado caracterizador de crise       económica (2008-2011), e 0 para o período de estabilidade financeira (2002-2007).       A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a02t6.jpg">Tabela 6</a> apresenta os respetivos resultados, tendo sido o MEF novamente o modelo       mais adequado, dado que tanto o valor da estatística F (10,58) como o do teste de Hausman (359,71) apresentam níveis significativos.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A variável CRISE é positiva e estatisticamente       significativa a um nível de significância de 1%. Deste modo, podemos concluir       que, em períodos de crise, as empresas apresentam níveis de tesouraria mais       elevados, possivelmente por questões de precaução, o que vai ao encontro dos resultados de Ferreira <i>et al.</i> (2005).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo pretende encontrar os determinantes do       nível de tesouraria das PME portuguesas, recorrendo a uma amostra de empresas da indústria transformadora, para o período compreendido entre 2002 e 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aplicando a metodologia de dados em painel, os resultados       evidenciam uma relação positiva entre a dimensão e o grau de endividamento das       empresas e o seu nível de tesouraria. A relação negativa entre o ciclo de       conversão de caixa e a tesouraria sugere que, perante ciclos de conversão de       caixa mais curtos, as empresas possuem maiores níveis de tesouraria. Adicionalmente,       encontrámos evidência de uma relação positiva entre a tesouraria e       probabilidade de dificuldades financeiras, significando que, à medida que       aumentam os níveis de tesouraria, aumenta também o <i>z-score</i>, traduzindo este aumento uma diminuição da probabilidade de falência. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sinal negativo obtido para a estrutura de       vencimento da dívida sugere que um aumento da variável provoca uma diminuição       do nível de tesouraria. Assim, o recurso a capital de curto prazo pode ser       visto como um substituto de caixa, conclusão obtida igualmente por outros       autores (e.g., Bigelli e Sanchez, 2012). As variáveis OPC e FCAIXA não foram       consideradas como explicativas do nível de liquidez, dada a sua não       significância estatística. Globalmente, os resultados permitiram concluir que as       variáveis END e DIM se apresentam como os principais determinantes do nível de       tesouraria das PME portuguesas consideradas na nossa amostra. Adicionalmente, tanto       a teoria <i>trade-off</i> como a teoria <i>pecking order</i> são explicativas dos determinantes de liquidez.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Considerando uma variável <i>dummy</i> para identificar       o período de crise económica, os resultados obtidos demonstram que, em períodos       de crise, as empresas apresentam níveis de tesouraria mais elevados do que em períodos de estabilidade financeira.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Afza, T. e Adnan, S.M.       (2007), «Determinants of corporate cash holdings: A case study of Pakistan». Singapore Economic Review Conference (SERC), 2-4 agosto.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000116&pid=S1645-4464201500010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Altman, E. I. (1968), «Financial ratios,       discriminant analysis and the prediction of corporate bankruptcy». <i>The Journal of Finance</i>, vol. 23(4), pp. 589-609.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-4464201500010000200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Anjum, S. e Malik, Q. (2013), «Determinants of corporate       liquidity: An analysis of cash holdings». <i>Journal of Business and Management</i>, vol. 7(2), pp. 94-100.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-4464201500010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Bigelli, M. e Sanchez, J. (2012), «Cash holdings in private firms».<i> Journal of Banking &amp; Finance</i>, vol. 36(1), pp. 26-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-4464201500010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">D’Mello, R.; Krishnaswami, S.       e Larkin, P. J. (2008), «Determinants       of corporate cash holdings: Evidence from spin-offs». <i>Journal of Banking &amp; Finance</i>, vol. 32(7), pp. 1209-1220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-4464201500010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Drobetz, W. e Grüninger, M.       C. (2007), «Corporate cash holdings: Evidence from Switzerland». <i>Financial Markets and Portfolio Management</i>, vol. 21(3), pp. 293-324.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-4464201500010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Faulkender, M. (2002), «Cash Holdings Among Small Businesses», <i>Working Paper</i>, SSRN: <a href="http://ssrn.com/abstract=305179" target="_blank">http://ssrn.com/abstract=305179</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-4464201500010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira, M. A.; Custodio, C. e Raposo, C. C. (2005), «Cash Holdings and Business Conditions», <i>Working Paper</i>, SSRN: <a href="http://ssrn.com/abstract=608664" target="_blank">http://ssrn.com/abstract=608664</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-4464201500010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ferreira</a>, M. A. e Vilela, A. S. (2004), «Why do firms hold cash? Evidence from EMU countries». <i>European Financial Management</i>, vol. 10(2), pp. 295-319.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-4464201500010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Gill, A. e Shah, C. (2011), «Determinants of corporate       cash holdings: Evidence from Canada». <i>International Journal of Economics and Finance</i>, vol. 4(1), pp. 70-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-4464201500010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Guney, Y.; Ozkan, A. e Ozkan, N. (2007), «International evidence on the non-linear       impact of leverage on corporate cash holdings». <i>Journal of Multinational Financial Management</i>, vol. 17(1), pp. 45-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-4464201500010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Hausman, J. A.       (1978), «Specification tests in Econometrics». <i>Econometrica</i>, vol. 46(6), pp. 1251-1271.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-4464201500010000200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Islam, S. (2012), «Manufacturing       firms’ cash holding determinants: Evidence from Bangladesh». <i>International Journal of Business and Management</i>, vol. 7(6), pp. 172-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-4464201500010000200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jensen, M. C. (1986), «Agency costs of free cash flow, corporate-finance, and takeovers». <i>American Economic Review</i>, vol. 76(2), pp. 323-329.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-4464201500010000200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Jensen, M. C. e Meckling, W. H. (1976), «Theory of the       firm: Managerial behavior, agency costs and ownership structure». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol. 3(4), pp. 305-360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-4464201500010000200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kim, H.; Kim, J. e Woods, D. (2011), «Determinants of corporate cash-holding levels: An empirical examination of the restaurant industry». <i>International Journal of Hospitality Management</i>, vol. 30(3), pp. 568-574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-4464201500010000200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Kim, C.; Mauer, D. C. e Sherman, A. E. (1998), «The determinants       of corporate liquidity: Theory and evidence». <i>The Journal of Financial and Quantitative Analysis</i>, vol. 33(3), pp. 335-359.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-4464201500010000200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lameira,       L. D. (2005), «Determinantes do Nível de Liquidez das Firmas Brasileiras», Dissertação       de Mestrado não publicada, Escola de Pós-Graduação em Economia, Fundação Getúlio Vargas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-4464201500010000200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lee, Y. e Song, K. (2012), «Long-term effects of a financial crisis: Evidence from cash holdings       of East Asian firms?». <i>Journal of Financial and Quantitative Analysis</i>, vol. 47(3), pp. 617-641.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-4464201500010000200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Lins, K. V.; Servaes, H. e Tufano, P. (2010), «What drives corporate liquidity? An       international survey of cash holdings and lines of credit». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol. 98(1), pp. 160-176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-4464201500010000200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Liu, Y. X. e Mauer, D. C. (2011), «Corporate cash       holdings and CEO compensation incentives». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol. 102(1), pp. 183-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-4464201500010000200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Myers, S. C. (1984), «The       capital structure puzzle». <i>The Journal of Finance</i>, vol. 39(3), pp. 575- 592.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-4464201500010000200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Myers, S. C. e Majluf, N. S. (1984), «Corporate       financing and investment decisions when firms have information that investors do not have». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol. 13(2), pp. 187-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-4464201500010000200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Niskanen, M. e Niskanen, J. (2007), «Cash Holdings in Finnish SMEs», <i>Working</i> <i>Paper</i>, SSRN: <a href="http://ssrn.com/abstract=608664" target="_blank">http://ssrn.com/abstract=968410</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-4464201500010000200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ogundipe, L. O.; Ogundipe, S.       E. e Ajao, S. K. (2012), «Cash holding and firm characteristics: Evidence from Nigerian emerging market». <i>Journal of Business, Economics &amp; Finance</i>, vol. 1(2), pp. 45-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1645-4464201500010000200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Opler, T.; Pinkowitz, L.; Stulz, R. e Williamson,       R. (1999), «The determinants and implications of corporate cash holdings». <i>Journal of Financial Economics</i>, vol. 52(1), pp. 3-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1645-4464201500010000200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Ozkan, A. e Ozkan, N. (2004), «Corporate cash       holdings: An empirical investigation of UK companies». <i>Journal of Banking &amp; Finance</i>, vol. 28(9), pp. 2103-2134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1645-4464201500010000200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Pastor, C. C. e Gama, P. M. (2013), «Determinant factors       of cash holdings: Evidence from Portuguese SMEs». <i>International Journal of Business and Management</i>, vol. 8(1), pp. 104-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1645-4464201500010000200028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Saddour, K. (2006), «The       Determinants and the Value of Cash Holdings: Evidence from French Firms», <i>Working Paper</i>, Centre de Recherches sur la Gestion.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1645-4464201500010000200029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Teruel, P. J. G. e Solano, P. M. (2008), «On the determinants of SME cash holdings: Evidence from Spain». <i>Journal of Business Finance &amp; Accounting</i>, vol. 35(1-2), pp. 127-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1645-4464201500010000200030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">Vasques,       T. Q. (2008), «Determinantes da Liquidez nas Empresas: Uma Investigação das       Especificidades Brasileiras», Dissertação de Mestrado não publicada, Escola de Pós-Graduação em Economia, Fundação Getúlio Vargas.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1645-4464201500010000200031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em julho de 2014 e aceite em janeiro de 2015.    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Received in July 2014 and accepted in January 2015.    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Recibido en &nbsp;julio de 2014 y aceptado en enero de 2015.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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