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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Seleção e competências dos expatriados e estratégias de internacionalização: Um estudo exploratório de empresas portuguesas]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Selecting expatriates: The relationship between skills and the international staffing model]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Selección y habilidades de los expatriados y estrategias de internacionalización: Un estudio exploratorio de empresas portuguesas]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study explores the relationship between skills required to being a candidate for expatriation and the international staffing model. The underlying assumption is that selection criteria should be consistent with staffing model. Empirical analysis is supported on a qualitative and explorative study and uses information from three Portuguese multinationals firms with expatriates in several countries worldwide. The findings illustrate that skills like adaptability, leadership and goal orientation capabilities are examples of competencies shared by all models, but there are in addition skills that are specific to staffing models, which are related to cultural issues. Ethnocentric firms privilege respect for cultural diversity skills, while capabilities that facilitate cultural interaction are valued by geocentric firms.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Esta investigación explora la relación entre las habilidades requeridas para un candidato a la expatriación y los modelos de gestión internacional. El supuesto subyacente es que los criterios de selección deben ser coherentes con el modelo de gestión. El estudio es de naturaleza cualitativa y exploratoria y se centra en tres empresas portuguesas, con expatriados en varios países. Los resultados indican que la capacidad de adaptación, liderazgo y orientación a los resultados, son ejemplos de las habilidades comunes a todos los modelos de gestión, pero hay detalles relacionados con las competencias culturales. Las empresas tipo etnocéntricas enfatizan habilidades de respeto por la diversidad cultural, mientras que las habilidades que facilitan la interacción son relevantes para empresas tipo geocéntricas, que valoran la interacción con la cultura del país de acogida.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>CASOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Seleção e competências   dos expatriados e estratégias de internacionalização. Um estudo exploratório   de empresas portuguesas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Selecting expatriates: The relationship   between skills and the international staffing model </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Selecci&oacute;n y habilidades de los expatriados y estrategias de   internacionalizaci&oacute;n. Un estudio exploratorio de empresas portuguesas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ana   Pinheiro</b></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup><b>I</b></sup></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>; Teresa Esteves</b></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup><b>II</b></sup></font></font><font size="2" face="Verdana"><b>; Fátima Suleman</b></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup><b>III</b></sup></font></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Doutoranda em Gest&atilde;o, ISCTE-IUL,   ISCTE Business School, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal.   Consultora de Recursos Humanos. E-mail: <a href="mailto:anapap@portugalmail.com">anapap@portugalmail.com</a>    <br> </font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Doutorada em Gest&atilde;o, ISCTE-IUL,   ISCTE Business School. Professora Coordenadora do Instituto Superior de Gest&atilde;o   Banc&aacute;ria, 1050-030 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:t.pereira@isgb.pt">t.pereira@isgb.pt    <br>   </a></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2"><font face="Verdana"><sup>I</sup></font></font><font size="2" face="Verdana">Doutorada em Economia, ISCTE-IUL   e Universidade de Bourgogne, Dijon, Fran&ccedil;a. Professora Auxiliar, ISCTE-IUL,   Escola de Ci&ecirc;ncias Sociais e Humanas, Departamento   de Economia Pol&iacute;tica e membro efetivo do DINAMIA&rsquo;CET, 1649-026 Lisboa, Portugal. E-mail: <a href="mailto:fatima.suleman@iscte.pt">fatima.suleman@iscte.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A   pesquisa explora a relação entre competências requeridas a um candidato à expatriação   e os modelos de gestão internacional. O pressuposto subjacente é que os   critérios de seleção devem ser coerentes com o modelo de gestão. O estudo é de   natureza qualitativa e exploratória e incide sobre três empresas portuguesas,   com expatriados em vários países. Os resultados indiciam que a adaptabilidade,   liderança e orientação para os resultados são exemplos de competências comuns a   todos os modelos de gestão, mas há especificidades relacionadas com as   competências culturais. Empresas de tipo etnocêntrico privilegiam competências   de respeito pela diversidade cultural, enquanto   as aptidões que facilitem a interação são relevantes para as empresas de tipo   geocêntrico que valorizam a interação com a cultura do país de acolhimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Competências   dos Expatriados, Processos de Expatriação, Estratégias de Internacionalização</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study explores the relationship   between skills required to being a candidate for expatriation and the   international staffing model. The underlying assumption is that selection   criteria should be consistent with staffing model. Empirical analysis is   supported on a qualitative and explorative study and uses information from   three Portuguese multinationals firms with expatriates in several countries   worldwide. The findings illustrate that skills like adaptability, leadership   and goal orientation capabilities are examples of competencies shared by all   models, but there are in addition skills that are specific to staffing models,   which are related to cultural issues. Ethnocentric firms privilege respect for   cultural diversity skills, while capabilities that facilitate cultural   interaction are valued by geocentric firms. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Key       words: </b>Critical Expatriate Skills, Expatriate   Assignments, International Management </font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta investigación explora la relación entre las habilidades   requeridas para un candidato a la&nbsp;expatriación y&nbsp;los modelos de   gestión internacional. El supuesto subyacente es que los criterios de selección   deben ser coherentes con el modelo de gestión. El estudio es   de&nbsp;naturaleza&nbsp;cualitativa y exploratoria y se centra en tres empresas   portuguesas, con expatriados en varios países. Los resultados indican que la   capacidad de adaptación, liderazgo y orientación a los resultados, son ejemplos   de las habilidades comunes a todos los modelos de gestión, pero hay detalles   relacionados con las competencias culturales. Las empresas tipo etnocéntricas   enfatizan habilidades de respeto por la diversidad cultural, mientras que las   habilidades que facilitan la interacción son relevantes para empresas tipo   geocéntricas, que valoran la interacción con la cultura del país de acogida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palabras       clave:</b> Habilidades de los Expatriados, Procesos   de Expatriación, Estrategias de Internacionalización</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de seleção e as competências dos candidatos a expatriar têm atraído a atenção       dos investigadores e gestores, pois o insucesso da expatriação pode estar       associado ao desajustamento de competências. Este trabalho insere-se nesta       linha de investigação e incide sobre empresas portuguesas que operam em   mercados internacionais e expatriaram recursos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa visa a       identificação do perfil de competências que tornam um trabalhador candidato à     expatriação e influenciam o sucesso da missão internacional. A literatura refere       um conjunto de qualidades e competências que os expatriados devem ter, que       inclui capacidades técnicas, mas também comportamentos e atitudes de trabalho       que facilitem o ajustamento a contextos culturais diversos (i.e., Tung, 1981;       Hammer <i>et al.</i>, 1988). Todavia, não existe um consenso sobre o tipo de       competências que são requeridas aos expatriados. O artigo analisa um conjunto de       aptidões que são essenciais num candidato a expatriação. Adicionalmente,       explora a relação entre a estratégia de gestão internacional das empresas e as   competências dos expatriados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As questões de pesquisa       são as seguintes: Qual o perfil de competências de um candidato à expatriação? Deverá     ser exclusivamente técnico, comportamental ou misto? O que influencia a escolha       das competências? Em que medida as estratégias de gestão internacional influenciam   os critérios de seleção de expatriados e as competências requeridas?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa é de       natureza qualitativa e exploratória e assenta em três casos de empresas       portuguesas internacionalizadas. A informação foi recolhida em 2012 e a seleção       da amostra incidiu em empresas de setores de atividade distintos. A opção por       múltiplos casos permite a comparação e a identificação de semelhanças entre       empresas, não deixando de considerar as particularidades de cada caso. O estudo       contribui para melhorar a informação sobre os critérios de seleção de trabalhadores a expatriar e para a formação dos expatriados</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O artigo está     organizado da seguinte forma. A secção seguinte apresenta a literatura sobre as       estratégias de internacionalização, as políticas de expatriação das empresas e       as competências dos expatriados. Posteriormente, descreve-se a metodologia. A       penúltima secção aborda a análise empírica e a discussão de resultados e algumas   notas conclusivas estão na secção final.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Revisão   da Literatura</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>.   Estratégias de internacionalização e processos de expatriação</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversos autores       consideram que a estratégia internacional das empresas é fundamental para       compreender os processos de expatriação (e.g. Adler e Ghadar, 1990). A       literatura mesmo sem apresentar uma tipologia consensual, assume a existência       de vários tipos de empresas com base nas estratégias de internacionalização e,       apesar de vários autores (e.g. Perlmutter, 1969; Bartlett e Ghoshal, 1989; 1992       Caligiuri e Colakoglu, 2007) proporem designações distintas para os tipos de empresas       e variáveis diferentes para os distinguir, existe uma razoável convergência nas   propostas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No seu trabalho       pioneiro, Perlmutter (1969) caracterizou as empresas com atuação internacional       em três tipos: etnocêntricas, orientadas para o país de origem; policêntricas, orientadas   para o país de acolhimento; geocêntricas, orientadas para o mundo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas empresas etnocêntricas,       os critérios de desempenho são definidos no país de origem; os fluxos de       comunicação e informação entre a casa-mãe e as subsidiárias são intensos e os       recursos humanos do país de origem são recrutados e formados para ocuparem       posições-chave no de acolhimento. Nas empresas policêntricas considera-se que       os países de acolhimento têm especificidades, consequentemente os critérios de       desempenho são fixados localmente; os fluxos de comunicação e de informação       entre a casa-mãe e as subsidiárias são pouco intensos e existe o recrutamento e       a formação local de quadros para ocuparem posições-chave no seu país. Finalmente,       nas empresas geocêntricas, as subsidiárias fazem parte de um todo integrado e orientado       para objetivos globais e locais, e, por isso, os padrões de desempenho resultam       da colaboração entre as subsidiárias e a casa-mãe; os fluxos de comunicação e       de informação são intensos entre a casa-mãe e as subsidiárias e entre as       subsidiárias; a política de recrutamento e de formação é     baseada no pressuposto de que para as funções-chave é necessário escolher as   pessoas adequadas, independentemente da nacionalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma das tipologias mais       referenciadas na literatura é a de Bartlett e Ghoshal (1989) que consideram que       as empresas tendem a optar por três tipos de estratégias: global, multinacional   e transnacional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma empresa global apresenta       uma estrutura centralizada, o papel das subsidiárias é o de implementar a       estratégia da casa-mãe. Os fluxos de comunicação e de informação entre a sede e       as subsidiárias são intensos. Existe um número expressivo de expatriados a   exercerem funções-chave nas subsidiárias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estratégia       multinacional assenta na diferenciação. As subsidiárias têm autonomia para       adaptarem as políticas, as práticas e os recursos aos mercados locais. A estrutura       organizacional é descentralizada e pouco integrada. Os fluxos de comunicação,       de informação e de pessoas da casa-mãe para as subsidiárias não são muito   intensos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A estratégia       transnacional focaliza-se na diferenciação local e na eficiência global. As       empresas adotam a forma de uma <i>network </i>integrada e interdependente em       que as subsidiárias têm um papel estratégico. Os fluxos de comunicação, de       informação, de produtos e pessoas entre a casa-mãe e as subsidiárias e entre as       subsidiárias são intensos. Neste tipo de empresas, o papel dos expatriados       incidirá na transferência de conhecimento técnico ou de gestão, na criação de       redes informais de comunicação e na contribuição para uma cultura   organizacional comum. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Seguindo esta linha de       investigação, o trabalho de Caligiuri e Colakoglu (2007) articula a estratégia       de internacionalização, as atribuições dos expatriados e as práticas de gestão       dos expatriados. Os autores caracterizam três tipos de estratégias que       relacionam com quatro tipos de missões atribuídas aos expatriados. Estas estão       associadas ao desempenho de atividades distintas e exigem dos expatriados competências   interculturais diferentes<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As missões técnicas exigem       poucas ou nenhumas competências interculturais, as funcionais pressupõem       competências interculturais para agir localmente, as de desenvolvimento não as exigem,       mas desenvolvem-nas e as missões estratégicas pressupõem competências   interculturais elevadas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As empresas que adotam       uma estratégia local dão autonomia às subsidiárias, no entanto continuam a       necessitar de expatriados para transferir o conhecimento técnico e funcional. Nesta       estratégia, as missões de desenvolvimento são menos prováveis porque a       integração global e o desenvolvimento de talentos não são uma prioridade e as missões       estratégicas também não são muito requeridas, pois não se pretende o controlo intenso   das subsidiárias. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As organizações com uma       estratégia centralizada querem disseminar os valores, as políticas e a cultura       do país de origem. Assim, à semelhança do que acontece com as organizações com       uma estratégia local, estas necessitam de utilizar missões técnicas e       funcionais para transferir conhecimento. Todavia, contrariamente às empresas       com uma estratégia local necessitam de recorrer a missões estratégicas para       conseguirem o controlo direto sobre as operações. Estas empresas também não       consideram como prioridade o desenvolvimento do talento global ou a partilha de conhecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As multinacionais que adotam       uma estratégia global não pretendem assumir o controlo das subsidiárias, mas       integrar o melhor de todas as unidades numa cultura organizacional comum e numa       estratégia de negócio global, as missões de desenvolvimento e as estratégicas estão   presentes nestas organizações. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Contudo, estudos       recentes indicam que as multinacionais tendem a adotar modelos híbridos (e.g.       Rose e Kumar, 2007) e que as estratégias de internacionalização e os processos       de expatriação devem ser perspetivadas como dinâmicos e evolutivos (e.g. Taylor <i>et al.</i> 1996, Gong, 2003), sendo influenciados por vários fatores, entre       eles: a origem geográfica da empresa (e.g. Harzing, 2001); o estádio de       internacionalização e o risco político do país de acolhimento (e.g. Bonache <i>et   al.</i> 2001); e a distância cultural entre países (e.g. Colakoglu, 2008).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados dessa       investigação revelam que as estratégias de internacionalização influenciam o       número e a função dos expatriados (e.g. Gong, 2003), o que se reflete no       desempenho das subsidiárias. Indicam ainda que a transferência de práticas não     é unidirecional. Os modelos de gestão de recursos humanos influenciam e são   influenciados pelas empresas subsidiárias (Chew e Zu, 2002). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Competências dos   expatriados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Da revisão da       literatura apresentada ressaltam contribuições para o perfil de competências       dos expatriados. Apesar da relevância deste tópico, o perfil de competências       exigido não reúne consenso entre os autores. Tung (1981) considera que um       expatriado deve ter competências técnicas ou capacidades relacionadas com as atividades       que irá desenvolver. Brislin (1981) coloca o enfoque em traços pessoais como a       inteligência, tolerância e paciência, mas acrescenta também competências       relacionais como empatia, sociabilidade e orientação não julgadora. Hammer <i>et         al.</i> (1988) referem as competências comunicacionais, tais como respeito, orientação       não julgadora, empatia, a capacidade para lidar com o <i>stress,</i> o       estabelecimento de relações interpessoais e a tolerância à ambiguidade. Yavas e       Bodur (1999) descrevem as aptidões pessoais requeridas que incluem a       sensibilidade cultural, afinidade e simpatia, capacidade de adaptação a novas       culturas, desafios e preparação mental para as diferenças culturais inerentes       ao projeto. Frank e Nicholson (2002) concluem, a partir do estudo sobre os       critérios de seleção dos expatriados, que as empresas valorizam sobretudo as competências       técnicas, o desempenho anterior e a independência de gestão. Schneider e       Barsoux (2003) salientam as qualidades interpessoais, as capacidades linguísticas,       a motivação para viver no estrangeiro (curiosidade cultural), a tolerância à     incerteza e ambiguidade, a flexibilidade, a paciência e o respeito, a empatia   cultural, a personalidade forte e o sentido de humor. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em síntese, não existe ainda um consenso sobre as competências subjacentes     à seleção de expatriados. A diversidade de contextos culturais, as estratégias       de internacionalização, a variedade de funções atribuídas aos expatriados e a       multiplicidade de políticas de expatriação dificultam a tarefa de definição de competências (Deller, 1997). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todavia, existe um       subconjunto de competências que reúne algum consenso, o qual está     particularmente relacionado com competências que são relevantes para o       ajustamento intercultural do expatriado. Por       exemplo, McCall e Hollenbeck (2003) sublinham que certas qualidades são       fundamentais, designadamente a mente aberta e       flexível, aliada à capacidade de viver e de trabalhar em variados cenários com       múltiplas pessoas de culturas diferentes. O interesse e a sensibilidade       cultural é igualmente um dos aspetos fundamentais, primando pelo respeito por       outras culturas e pontos de vista, valorizando a empatia, as competências e       atitudes sociais. Além disso, essas competências influenciam-se mutuamente,       operam de uma forma sinérgica e têm consequentemente impacto conjunto na   capacidade de ajustamento dos expatriados (Wang <i>et al.</i>, 2014).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A par do reduzido       consenso sobre as competências necessárias, a literatura é escassa na análise       da relação entre o modelo de gestão internacional, o processo de expatriação e       as competências exigidas aos candidatos. Bonache <i>et         al.</i> (2001) sublinham que muitos estudos falham na análise da relação entre       expatriação e estratégias de internacionalização das empresas.       Neste sentido, Brewster e Scullion (1997) acrescentam       que as políticas de seleção dos expatriados são frequentemente desenvolvidas de       forma isolada e fracassam em relacionar a seleção dos expatriados com a estratégia       de internacionalização de empresas. Adler e Ghadar (1990),       do seu lado, sugerem que os processos de expatriação, nomeadamente a seleção dos       candidatos, os critérios utilizados na avaliação do seu desempenho e o impacto       que a experiência internacional tem nas carreiras, devem ser coerentes com o   contexto em que as multinacionais operam e com a sua estratégia. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Dados e Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo recorreu a uma       amostra de três empresas portuguesas internacionalizadas com subsidiárias. A       amostra não é representativa da população, mas do assunto que se pretende       estudar e inclui empresas de diferentes setores: alimentar, construção e   informática. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O interlocutor       privilegiado foi o gestor de recursos humanos que, através de uma entrevista semiestruturada,       forneceu informação sobre a estratégia de internacionalização, os países de   acolhimento, o número de colaboradores expatriados e as missões a desenvolver. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Relativamente aos critérios       de seleção, o guião da entrevista foi acompanhado por uma lista de competências       concebida a partir da literatura que foi apresentada ao entrevistado. Procurou       ainda recolher informação sobres competências sugeridas pelas empresas que não       estavam previstas na proposta inicial. Adicionalmente       foram tratados dados secundários relativos ao perfil demográfico dos   expatriados. A informação recolhida foi submetida a uma análise de conteúdo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que respeita a       classificação de competências, adotamos a proposta de Suleman (2012) que       distingue capacidades cognitivas relacionadas com atividades mentais;       capacidades estratégicas e organizacionais relevantes para a prossecução do       negócio; capacidades relacionais e pessoais associadas aos comportamentos interpessoais   e características individuais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Evidência   Empírica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Caracterização das empresas da amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a06t1.jpg">Tabela 1</a> sistematiza   a informação sobre as empresas, expatriados e suas características gerais.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A empresa A pertence a um       grupo português do setor da indústria alimentar, com filiais em Portugal e na       Polónia. É uma grande empresa que tem 10 expatriados portugueses na Polónia e 2       expatriados polacos em Portugal. O tempo médio de expatriação varia entre 4 a 5 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este grupo empresarial       tem um único conselho de administração, sediado em Portugal, e uma única       direção executiva, constituídos por membros das duas filiais. As decisões sobre       o posicionamento no mercado, os objetivos estratégicos e os padrões de <i>performance</i> são tomadas conjuntamente. As reuniões de quadros do grupo, para a apresentação       de resultados ou a definição dos planos estratégicos, integram responsáveis de   Portugal e da Polónia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As práticas de gestão       de recursos humanos das duas geografias são delineadas pelos responsáveis de recursos       humanos, em consonância com os objetivos estratégicos do grupo, sendo aprovadas       pelo Conselho de Administração e pela Direção Executiva. A Direção de Recursos       Humanos admite que, apesar de existirem estilos e métodos próprios em cada       unidade, os princípios de gestão das duas geografias são os mesmos. A afetação       dos recursos humanos responde às necessidades globais do negócio e obedece ao       princípio do melhor enquadramento de competências para o desempenho da função,       independentemente da origem e destino geográficos. O modelo de gestão de       recursos humanos implementado segue um padrão de gestão global mas com respeito       pelas particularidades locais. É flexível para atender às necessidades do país       de destino mas coerente com a coordenação global. Como afirma o interlocutor, «o   grupo destaca-se por ser capaz de <i>pensar globalmente e agir localmente</i>». </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este       grupo empresarial opta exclusivamente pelo recrutamento interno de forma a       proporcionar oportunidades de desenvolvimento profissional e de carreira. A       expatriação é indicada como uma opção voluntária que decorre da vontade individual       de ingressar numa carreira internacional. A empresa revela preferência por       trabalhadores jovens e do sexo masculino, mas é indiferente o estado civil. Privilegia       as competências relacionais como a capacidade de informar e influenciar, mas também cognitivas, designadamente a capacidade de análise, de inovação e a criatividade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os       expatriados têm por objetivo assegurar funções técnicas, de gestão e direção       nas subsidiárias. Para tal, o grupo promove a formação técnica necessária à função,       mas também disponibiliza formação sobre as características económicas e       culturais do país de destino. O objetivo é formar e apoiar os quadros para que estes       se ajustem à cultura do país de acolhimento. A expatriação vem reforçar a       cultura da empresa-mãe e a difusão de valores além-fronteiras. «A Empresa defende       que a mobilidade geográfica contribui para a transferência das melhores       práticas e acarreta a vantagem dessas práticas estarem alinhadas com a sua   cultura organizacional» (Diretor de Recursos Humanos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A empresa B é uma       empresa fundada em 1999, cujo processo de internacionalização se iniciou no       mesmo ano. Abrange uma diversidade de mercados internacionais, tendo começado       com o mercado espanhol e posteriormente seguido para outros mercados, em       diferentes continentes, como a Roménia, Angola, Moçambique, Brasil e Tailândia.   Tem cerca de 129 expatriados distribuídos por vários países.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sua estratégia       baseia-se no controlo da atividade das subsidiárias a partir dos expatriados.       Deste modo, a expatriação de trabalhadores está associada ao controlo das       operações no estrangeiro, à transferência de conhecimentos técnicos <i>(know-how)</i> e à transmissão da cultura organizacional e dos objetivos da empresa. O       recrutamento é preferencialmente interno e considerado como vantajoso por vários       motivos: é menos dispendioso e mais célere; pode representar um       benefício/prémio para os candidatos selecionados; a informação sobre os       candidatos é mais fidedigna e ampla; existe, por parte dos candidatos, um       conhecimento da cultura organizacional, o qual poderá ser mais facilmente transmitida       na subsidiária. Todavia, a empresa recorre ao recrutamento externo para obter       candidatos com o perfil adequado à função a desempenhar. Prefere candidatos do       sexo masculino para ocuparem funções especializadas, mas também de gestão e de       direção. Privilegia competências cognitivas, como a capacidade de análise de   problemas e competências relacionais, nomeadamente a capacidade de comunicação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A expatriação é     encarada como uma situação transitória em que os expatriados têm como missão a       identificação e desenvolvimento de talentos locais para futuramente ocuparem       posições de gestão, sucedendo assim aos expatriados. A empresa forma os       expatriados com o objetivo de estes adquirirem competências profissionais relevantes       para a função que vão ocupar. O objetivo é transmitir conhecimentos e desenvolver a capacidade de inovação. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A empresa C foi fundada       em 1998 e alcançou muito rapidamente (em 2 anos) a liderança do seu setor.       Opera no setor da tecnologia da informação, fornecendo soluções de <i>software,</i> serviços e tecnologias para os sistemas de informação de empresas e       organizações de diversos setores. É considerada uma das empresas mais reputadas       em Portugal no setor e tem 22 expatriados em três países, EUA, Reino Unido e   Singapura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A empresa optou por       expatriar funcionários para as funções-chave a fim de que estes produzissem na       filial as diretrizes existentes na sede da empresa. Os primeiros expatriados       foram enviados para os EUA com função definitiva, ou seja, sem prazo determinado       para o seu retorno. «A empresa queria que na gestão estivessem pessoas da sede.   É a nossa forma de acreditar no negócio».</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A empresa seleciona       preferencialmente pessoas do sexo masculino, casados, para ocuparem funções       especializadas de gestão e de direção. Inicialmente, privilegiava exclusivamente       as competências técnicas, descurando completamente o perfil comportamental.       Todavia, as experiências de insucesso obrigaram a rever os critérios e a incluir       competências comportamentais que passaram a ser consideradas como obrigatórias para       todos os candidatos à expatriação. São disso exemplo, a abertura de espírito, a       adaptabilidade, a iniciativa, a curiosidade, a generosidade, a liderança e a sociabilidade.       Além da combinação de competências técnicas e comportamentais, a empresa       considera como relevantes para o sucesso da expatriação: a experiência       profissional, as habilitações académicas, a avaliação de desempenho, a motivação individual e o apoio familiar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preparação dos expatriados     é uma prática recente, iniciada em 2006. A formação incide sobre questões       culturais e linguísticas, mas também sobre as competências específicas e sobre       as técnicas inerentes à função. A empresa disponibiliza um <i>kit </i>com as       informações consideradas relevantes sobre o país de acolhimento, designadamente       o modo de conduta, o enquadramento cultural e geográfico e os principais   comportamentos sociais distintos dos portugueses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>. Comparação das   empresas da amostra</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a06t2.jpg">Tabela 2</a> sistematiza alguns       indicadores relativos às estratégias de internacionalização e às políticas de   expatriação das empresas.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">A informação indicia       que as empresas B e C adotam uma perspetiva de atuação tendencialmente etnocêntrica.       Estas empresas têm os processos de decisão e controlo centralizados na casa-mãe,       os fluxos de comunicação e informação são essencialmente unidirecionais e com       origem na casa-mãe e as missões atribuídas aos expatriados são predominantemente       estratégicas e funcionais. Todavia, a empresa B parece encarar a expatriação       como um processo transitório que visa identificar talentos locais para suceder       aos expatriados. A empresa A, considerando os processos partilhados de decisão       e controlo, os fluxos bidirecionais de comunicação e informação, as missões estratégicas       e de desenvolvimento atribuídas aos expatriados, parece enquadrar-se numa perspetiva geocêntrica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As empresas diferem no       tipo de funções que atribuem aos expatriados. Esta diferenciação poderá estar       associada ao tipo de atividade desenvolvida. Certamente, as atividades de       construção e de tecnologias de informação exigem mais competências técnicas que   as da distribuição alimentar. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a06t3.jpg">Tabela 3</a> sistematiza       as competências exigidas aos candidatos à expatriação que surgem agregadas por       tipos consoante a sua natureza. A lista de competências combina a proposta   submetida a apreciação e ainda as competências indicadas pelos interlocutores.</font></p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">É possível identificar       a diversidade de competências, bem como a forma de as designar, que podem ser       relevantes para o ajustamento cultural. Relativamente às competências relacionais       verificamos que a abertura de espírito, a orientação para os resultados, a       negociação, a adaptabilidade, a liderança e a resistência ao <i>stress</i> são       consideradas necessárias por todas as empresas. As outras competências são       referidas por uma ou duas das empresas. As empresas A e B assemelham-se na       indicação de capacidades como a análise de problemas e flexibilidade mental enquanto       a B e C tendem a aproximar-se mais, indicando planeamento e organização, a       capacidade de adaptação, a curiosidade e o respeito pelos outros. É de       salientar que há ainda certas competências que são indicadas por uma única       empresa: a multiculturalidade e a estabilidade emocional são apenas relevantes       na empresa A, a comunicação, paciência e sensibilidade cultural são referidas       pela empresa B, enquanto a C reconhece a necessidade de processar informação e   trabalhar em equipa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Importa referir que a       diferenciação encontrada na valorização das competências relacionais entre a       empresa A, B, e C poderá ser influenciada pelo setor de atividade<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a>. A empresa       A, sendo uma empresa de distribuição alimentar, necessitará de valorizar mais a       interação cultural, pois o seu negócio exige que compreenda a cultura local       para servir melhor os clientes. As empresas B e C operam em setores mais       técnicos, podendo, eventualmente, ser menos exigentes nas competências   relacionais requeridas aos expatriados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discussão dos   resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pretendíamos identificar       o perfil de competências que as empresas privilegiam num candidato a       expatriação e também averiguar em que medida as competências exigidas aos       expatriados se relacionam com o modelo de gestão internacional adotado pela   empresa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um aspeto relevante dos       resultados é que as empresas reais configuram modelos impuros e combinados de       modelos teóricos (Pelmutter, 1969; Rose e Kumar, 2007). A caracterização sumária       das empresas sugere que a empresa A apresenta particularidades que a aproximam       de um modelo geocêntrico, a empresa B manifesta propriedades do modelo etnocêntrico,       mas igualmente do modelo policêntrico, enquanto a empresa C revela características       do modelo etnocêntrico. As duas últimas privilegiam e preparam expatriados para       ocupar funções-chave nas subsidiárias, enquanto a empresa A recruta       trabalhadores qualificados no local ou envia expatriados, privilegiando a       competência onde quer que ela esteja disponível. A empresa B ilustra um caso de       combinação de modelos: o controlo e a gestão são assegurados por expatriados,       mas explora o mercado local para identificar e recrutar talentos. Neste       sentido, a sua gestão internacional inclui propriedades do modelo policêntrico,       pois a expatriação representa um meio de preparação de quadros locais, sugerindo que atribui funções-chave a trabalhadores do país de acolhimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A análise da <a href="/img/revistas/rpbg/v14n1/14n1a06t3.jpg">Tabela 3</a>  indica, ainda, que existe um consenso entre as empresas da amostra em torno de seis   competências que poderemos designar de competências-chave para a expatriação. Incluem       capacidades estratégicas, como a negociação e orientação para os resultados, e       capacidades relacionais e pessoais, designadamente abertura de espírito, adaptabilidade,   liderança e resistência ao <i>stress</i>. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Da proposta de       competências fundamentais de McCall e Hollenbeck (2003), apenas o traço       individual «mente aberta» é comum às empresas da amostra. As restantes aproximam-se       das outras propostas, designadamente a resistência ao <i>stress</i> que é   enfatizada por Hammer <i>et al.</i> (1988). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É ainda interessante       sublinhar a combinação de competências relacionadas com o ajustamento cultural,       o que é, de certa forma, singular. Explicitando, o interlocutor da empresa A       sugere que a expatriação e o ajustamento cultural dependem da preparação para       lidar com culturas diferentes, da estabilidade emocional, da capacidade de       viver, adaptar e trabalhar em contextos diversos. As empresas B e C propõem a       capacidade de adaptação, o respeito pelos outros e a curiosidade, e a B indica também sensibilidade cultural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A questão central desta       pesquisa era analisar a relação entre as competências requeridas e os modelos       de gestão internacional. Os resultados sugerem que existe uma certa diferenciação       na valorização das capacidades e comportamentos culturais. Enquanto a empresa       A, que classificámos de geocêntrica, reconhece a existência de múltiplas culturas       e valoriza a interação com elas, as empresas com características etnocêntricas       privilegiam o respeito pelos outros e a curiosidade que, segundo Schneider e       Barsoux (2003), poderá ser a motivação para a expatriação, mais do que a       interação. Esta ideia parece estar subjacente à sensibilidade cultural que é   sugerida pela empresa B.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A combinação de       competências indica que as empresas tendem a procurar uma coerência entre as       opções relativas às estratégias de internacionalização e o tipo de competências       a procurar na seleção dos candidatos a expatriar. Assim, esta pesquisa       contribui para a discussão lançada por Brewster e Scullion (1997) que criticam       a ausência de relação entre seleção de expatriados e estratégia de   internacionalização.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Importa ainda reter que       as empresas com características etnocêntricas reconhecem a importância das       capacidades cognitivas como planear e organizar o trabalho que estão certamente       associadas às funções de gestão e direção do expatriado nas subsidiárias. Adicionalmente,       a empresa C é a única a indicar a capacidade de tomar decisões e o trabalho em       equipa como sendo relevantes para um expatriado. É importante relembrar as       dificuldades enfrentadas pela empresa C, descritas aquando da sua       caracterização, por descurar as capacidades comportamentais na seleção dos       candidatos à expatriação. Deste modo, as empresas tendem a procurar uma       coerência entre as suas opções de modelo de gestão e os critérios de seleção,       designadamente as competências requeridas. Os resultados indiciam também que essas       necessidades de competências são dinâmicas e se ajustam ao longo do processo de   expatriação.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Notas conclusivas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa pretendeu       analisar a relação entre estratégias de gestão internacional e as competências       exigidas aos candidatos à expatriação. Os resultados obtidos não são       conclusivos nem generalizáveis, pois resultam de um conjunto de três estudos de       casos. Todavia, abrem espaço de reflexão e pistas de investigação que podem ser       relevantes para os gestores de empresas e para os responsáveis pelas políticas   de internacionalização e formação de expatriados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pudemos aferir que as       empresas seguindo tendencialmente um modelo de gestão, podem associar       propriedades de outros. Quer isto dizer que a evidência aponta para modelos       mistos, como foi claramente o caso da empresa B que apresenta características   do modelo etnocêntrico e do policêntrico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evidência mais       relevante deste trabalho prende-se com a associação destes modelos ao perfil de       competências exigido ao expatriado. Verificamos que há um certo consenso em       torno de, pelo menos, seis competências, que poderemos designar de transversais       ao processo de expatriação. Todavia, o que diferencia particularmente as       empresas são as competências que afetam o ajustamento cultural. Os resultados sugerem que existe uma diferenciação neste tipo de competências. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Enquanto o modelo       geocêntrico tende a privilegiar a multiculturalidade que pressupõe a       valorização da interação entre culturas; o respeito e a sensibilidade cultural       são predominantes no modelo etnocêntrico. Este resultado merece ser aprofundado       em pesquisas futuras, pois está em consonância com o sugerido por Caligiuri e       Colakoglu (2007), e indicia que uma das competências-chave para o processo de expatriação,       a integração cultural, varia em nível de exigência com a estratégia   internacional e a missão dos expatriados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar das limitações       de um trabalho de natureza exploratória, os resultados proporcionam uma       oportunidade de reflexão sobre a internacionalização das empresas de uma       economia pequena e aberta como a portuguesa. Este trabalho pretendeu servir de       base para pesquisas futuras em que haja uma recolha de dados mais alargada,       especialmente de natureza quantitativa. Esses dados, juntamente com a análise       estatística, seriam relevantes para identificar combinações de competências   cruciais ao ajustamento cultural e sucesso da expatriação.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudos       futuros, considera-se também pertinente analisar a influência que o setor de       atividade e a distância cultural entre o país de origem e o país de acolhimento       poderão ter no tipo de estratégias de internacionalização pelas empresas e nas   exigências em competências culturais dos expatriados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ADLER, N. e GHADAR, F. (1990),     «Strategic human resource management: A global perspective». <i>In</i> R. Pieper (E.), <b>Human Resource Management: An International Comparison.</b> De   Gruyere, Berlim.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000105&pid=S1645-4464201500010000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BARTTLET, C. e GHOSHAL, S. (1989), <b>Managing   Across Borders: The Transnational Solution</b>. Harvard Business School Press, Boston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000107&pid=S1645-4464201500010000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BARTTLET, C. e GHOSHAL, S. (1992),     «Transnational management<b>»</b>. <b>Text, Cases and Readings in Cross Border   Management</b>. Irwin.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000109&pid=S1645-4464201500010000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BONACHE, J.; BREWSTER, J. e       SUUTARI, V. (2001), «Expatriation: A developing research agenda». <i>Thunderbird   International Business Review</i>, vol. 43, pp. 3-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000111&pid=S1645-4464201500010000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BREWSTER,       C. e SCULLION, H. (1997), «A review and an agenda for expatriate HRM». <i>Human   Resource Management Journal</i>, 7(3), pp. 32-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000113&pid=S1645-4464201500010000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BRISLIN,       R. (1981), <b>Cross-Cultural Encounters: Face to Face Interaction</b>. Pergamum   Press, Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000115&pid=S1645-4464201500010000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CALIGIURI, P. e COALKOGLU, S.   (2007), «A strategic contingency approach to expatriate assignment management». <i>Human Resource Management Journal, </i>vol. 17(4), pp. 393-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000117&pid=S1645-4464201500010000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CHEW,       I. e ZHU, W. (2002). «Factors influencing Singapore managers’ career aspiration       in international assignments». <i>Career Development International</i>, 7(2),   pp. 96-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000119&pid=S1645-4464201500010000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COLAKOGLU, S. e CALIGIURI, P.       (2008), «Cultural distance, expatriate staffing and subsidiary performance: The       case of US subsidiaries of multinational corporations». <i>The International   Journal of Human Resources Management</i><b>,</b> vol. 19, pp. 223-239.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000121&pid=S1645-4464201500010000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DELLER,       J. (1997), «Expatriate selection: Possibilities and limitation of using       personality scales». <i>In</i> D. M. Saunders e Z. Aycan (EE.), <b>New Approaches         to Employee Management: Theory and Research</b>, vol. 4, pp. 93-116. Jai Press,   Greenwich, CT.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000123&pid=S1645-4464201500010000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FRANK,       J. e NICHOLSON, N. (2002), «Who shall we send<i>? </i>Cultural and other       influences on rating of selections criteria for expatriate assignments». <i>International   Journal of Cross Cultural Management</i>, vol. 2(1), pp. 21-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000125&pid=S1645-4464201500010000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GONG, Y. (2003), «Subsidiary       staffing in multinational enterprises: Agency, resources and performance». <i>Academy   of Management Journal</i>, 46, pp. 728-738.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000127&pid=S1645-4464201500010000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HAMMER,       M.; HART, W. e ROGAN, R. (1998), «Can you go home again? An analysis of the       repatriation of corporate managers and spouses». <i>Management International   Review,</i> vol. 38(1), pp. 67-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000129&pid=S1645-4464201500010000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HARZING, A. (2001), «An analysis of       the functions of international transfers of managers in MNCS». <i>Employee   Relations</i>, vol. 23, pp. 581-598<i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000131&pid=S1645-4464201500010000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MCCALL,       M. e HOLLENBECK, J. (2003), «It’s a different world out there: Planning for       expatriate success through selection, pre-departure training and on site   socialization<b>»</b>. <i>Human Resource Planning</i>, 19(2), pp. 32-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000133&pid=S1645-4464201500010000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PERLMUTTER,       H. (1969), «The tortuous evolution of the       multinational corporation». <i>Columbia Journal of World Business,</i> vol. 4(1),   pp. 9-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000135&pid=S1645-4464201500010000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ROSE,       C. e KUMAR, N. (2007), «The transfer of Japanese-style HRM to subsidiaries   abroad». <i>Cross Cultural Management</i>, 14(3), pp. 240-253.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000137&pid=S1645-4464201500010000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHNEIDER,       S. e BARSOUX, J. (2003), <b>Managing Across Cultures</b>. Prentice Hall,   Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000139&pid=S1645-4464201500010000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SULEMAN,       F. (2012), «The impact of skills and performance on earnings: The evidence from       retail bankers». <i>International Journal Human Resource Management</i>, vol.   23(11), pp. 2205-2220.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000141&pid=S1645-4464201500010000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TAYLOR, S.; BEECHLER, S. e NAPIER,       N. (1996), «Toward an integrative model of strategic international human   resource management».  <i>Academy of Management Review</i>, 21, pp. 959-985.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000143&pid=S1645-4464201500010000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">TUNG,       R. (1981), «Selecting and training of person for overseas assignment». <i>Columbia   Journal of World Business,</i> vol. 16(2), pp. 68-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000145&pid=S1645-4464201500010000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WANG. D.; TAIWEN, F.; FREEMAN, S.;       FAN, D. e ZHU, C. (2014), «Unpacking the skill – cross-cultural competence       mechanisms: Empirical evidence from Chinese expatriate managers». <i>International   Business Review</i>, 23(3), pp. 530-541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000147&pid=S1645-4464201500010000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">YAVAS,       U. e BODUR, M. (1999), «Correlates of adjustment: A study of expatriate       managers in an emerging country<b>»</b>. <i>Management Decision</i>, 37, III(3), pp. 267-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000149&pid=S1645-4464201500010000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Recebido em outubro de 2014 e aceite em mar&ccedil;o de 2015.    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Received in October 2014 and accepted in March 2015.    <br> </font><font size="2" face="Verdana">Recibido en octubre de 2014 y aceptado en marzo de 2015.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">NOTAS</font></b></p>     <p><font size="3" face="Verdana"></font></b><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> Os autores não definem o que       entendem por competências interculturais.    <br>     <a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> O estágio de internacionalização       das empresas poderá influenciar também o tipo de competências exigidas aos       expatriados, mas no caso concreto das empresas A, B e C, estas iniciaram o seu processo de internacionalização em datas aproximadas.</font></p>      ]]></body><back>
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<surname><![CDATA[ADLER]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
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<surname><![CDATA[GHADAR]]></surname>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strategic human resource management: A global perspective]]></article-title>
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<surname><![CDATA[Pieper]]></surname>
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<source><![CDATA[Human Resource Management: An International Comparison]]></source>
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