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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In a historical retrospective, to initiate a policy of enforced activity in internationalization processes is still seen by many as a means to try to resolve certain economic crises. However, the resolution of the Portuguese problem is part of a much larger problem, namely that of trying to solve a European problem that has recently given evidence of being largely uncontrolled. The purpose of this article is to contribute, in a first aspect, to relate the Portuguese economic context with dynamic and possible forms of an internationalization framework, and secondly, on a wider basis of analysis, to measure a set of variables/factors that should underpin the development of the Portuguese economy. Although respondents have identified a set of four strategic lines over which Portugal should focus on, they seem to miss the main possible ways of entry abroad identified in this theoretical construct article.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[En una retrospectiva histórica, iniciar una política de actividad supervisada en los procesos de internacionalización todavía es considerado, por muchos, como un medio para tratar de resolver ciertas crisis económicas. Primero, sin embargo, la resolución del problema portugués es parte de un problema mucho mayor, es decir, tratar de resolver un problema europeo, lo que ha dado en los últimos tiempos, indicios de gran descontrol. Este artículo tiene como objetivo contribuir de esta manera, en una primera vertiente, para relacionar el contexto económico portugués en un marco centrado en la dinámica y las posibles formas de internacionalización, y en segundo lugar, en una base analítica más amplia, para medir una serie de variables / factores que deberían ser sobre la base del desarrollo de la economía portuguesa. Algo, sin embargo, posible de ser constatado en el ámbito de la internacionalización, y que a pesar de los encuestados haber identificado un conjunto de cuatro líneas estratégicas sobre las que Portugal debe centrarse, en realidad parecen desconocer las principales modalidades posibles de entrada en el extranjero identificadas en la construcción teórica de este artículo.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ESTUDOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>As quatro   dinâmicas de abrangência na resposta à crise portuguesa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">The four dynamic scopes in response to the Portuguese crisis</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Las cuatro din&aacute;micas que abarcan en la respuesta a la crisis portuguesa</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Renato Lopes da Costa<sup>I</sup>; Nelson António<sup>II</sup></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Doutorado em Gest&atilde;o Geral, Estrat&eacute;gia e Desenvolvimento   Empresarial, ISCTE-IUL &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de   Lisboa, ISCTE Business School. Professor Auxiliar,   ISCTE-IUL, ISCTE Business School, Departamento de Marketing, Opera&ccedil;&otilde;es e Gest&atilde;o Geral, Av. das For&ccedil;as Armadas, 1649-026 Lisboa,   Portugal.</font> <font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:rjlca@iscte.pt">rjlca@iscte.pt    <br>   </a></font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Doutorado em Gest&atilde;o, Bergischen   Universit&auml;t, Alemanha.   Professor Catedr&aacute;tico, ISCTE-IUL &ndash; Instituto Universit&aacute;rio de Lisboa, ISCTE Business School, Departamento   de Marketing, Opera&ccedil;&otilde;es e Gest&atilde;o   Geral, Coordenador do Programa   Doutoral em Gest&atilde;o Geral, Estrat&eacute;gia e Desenvolvimento Empresarial   e do Programa Doctor of Business Administration, 1649-026 Lisboa, Portugal.</font> <font size="2" face="Verdana">E-mail: <a href="mailto:nelson.antonio@iscte.pt">nelson.antonio@iscte.pt</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do ponto de vista de uma retrospetiva histórica, iniciar uma política   de atividade centrada em processos de internacionalização continua a ser vista,   por muitos, como um meio para tentar resolver determinadas crises económicas. Porém,   a resolução do problema português é parte de um problema muito maior,   nomeadamente o de tentar resolver um problema europeu, que tem dado, nos   últimos tempos, indícios de grande descontrolo. Este artigo visa contribuir, numa primeira vertente,   para relacionar o contexto económico português num enquadramento focalizado nas   dinâmicas e formas possíveis de internacionalização. Numa segunda vertente, numa   base de análise mais alargada, o estudo pretende aferir um conjunto de   variáveis/fatores que deverão estar na base do desenvolvimento da economia portuguesa. Apesar   dos inquiridos terem identificado um conjunto de quatro linhas estratégicas sobre   as quais Portugal se deve focalizar, na verdade parecem desconhecer as principais modalidades possíveis de internacionalização   identificadas no constructo teórico deste artigo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: Portugal; Internacionalização; Desenvolvimento Económico</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In a historical   retrospective, to initiate a policy of enforced activity in   internationalization processes is still seen by many as a means to try to   resolve certain economic crises. However, the resolution of the Portuguese   problem is part of a much larger problem, namely that of trying to solve a   European problem that has recently given evidence of being largely   uncontrolled. The purpose of this article is to contribute, in a first aspect,   to relate the Portuguese economic context with dynamic and possible forms of an   internationalization framework, and secondly, on a wider basis of analysis, to   measure a set of variables/factors that should underpin the development of the   Portuguese economy. Although respondents have identified a set of four   strategic lines over which Portugal should focus on, they seem to miss the main   possible ways of entry abroad identified in this theoretical construct article.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> Portugal; Internationalization; Economic Development</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">En una retrospectiva   histórica, iniciar una política de actividad supervisada en los procesos de   internacionalización todavía es considerado, por muchos, como un medio para   tratar de resolver ciertas crisis económicas. Primero, sin embargo, la   resolución del problema portugués es parte de un problema mucho mayor, es   decir, tratar de resolver un problema europeo, lo que ha dado en los últimos   tiempos, indicios de gran descontrol. Este artículo tiene como objetivo   contribuir de esta manera, en una primera vertiente, para relacionar el   contexto económico portugués en un marco centrado en la dinámica y las posibles   formas de internacionalización, y en segundo lugar, en una base analítica más   amplia, para medir una serie de variables / factores que deberían ser sobre la   base del desarrollo de la economía portuguesa. Algo, sin embargo, posible de   ser constatado en el ámbito de la internacionalización, y que a pesar de los   encuestados haber identificado un conjunto de cuatro líneas estratégicas sobre   las que Portugal debe centrarse, en realidad parecen desconocer las principales   modalidades posibles de entrada en el extranjero identificadas en la construcción teórica de este artículo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palabras clave</b>: Portugal; Internacionalización;   Desarrollo Económico</font></p> <hr noshade size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O   enquadramento do caso português deve ser lido à luz das diferentes formas e   dinâmicas do processo de internacionalização, até porque iniciar uma política   de atividade centrada em processos de internacionalização, continua a ser vista,   por muitos, como um meio para tentar resolver a crise económica, financeira e,   agora também, social, com que o país se tem confrontado fundamentalmente nos   últimos cinco anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Porém, a resolução do   problema português é parte de um problema muito maior, nomeadamente o de tentar   resolver um problema europeu que tem dado nos últimos tempos indícios de grande   descontrolo, provocando o agravamento das crises de muitos países (Clark   e Mallory, 1993; Ferrera, 1996; Deeg, 2005).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma união verdadeiramente europeia pode ser, por   isso, caracterizada como uma mera ilusão, que, ainda que bem-intencionada, não   basta para explicar o benefício económico mútuo que deveria representar para os   seus Estados-membros, a partir dos seus acordos formais concretizados ao longo   da história, iniciados na década de 1950, com o Tratado de Roma em 1957, até ao   Tratado de Lisboa que entrou em vigor em dezembro de 2009 (Gambarotto e Solari, 2012). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Existem, por esta razão, várias «Europas», todas   com pretensão legítima ao trono mas nenhuma com monopólio, umas que se conhecem   e outras que se querem tornar conhecidas, umas com membros respeitáveis e   íntegros, e outras com um conjunto de parentes pobres, embaraçosos, algo   aborrecidos e sempre incómodos. Ou seja, ainda que se saliente que determinados   países europeus têm tido desenvolvimentos notáveis, jamais se poderá considerar   ou ter a pretensão que um dia poderemos vir a ter uma «europeidade   central», pois esta ideia é, na melhor das hipóteses, nostálgica, e, na pior,   uma farsa [Deeg,   2009; (Rangone e Solari, 2012)]. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Europa é um conceito demasiado grande e   nebuloso para que se possa construir à sua volta uma comunidade humana   convincente, ligada a uma unidade nacional histórica da identidade com a sua   própria nação, o que se reproduz numa faixa enorme de população idosa,   frustrada, entediada, improdutiva, e que pode, e já está a resultar, em alguns casos, numa imensa crise social. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A produção, o comércio e as finanças europeias   estão hoje organizadas globalmente. No entanto, a importância crescente da   perda do papel da família, da igreja, dos partidos políticos ou dos sindicatos,   e a pressão crescente sobre os governos para reduzir os benefícios adquiridos   pelos cidadãos, ao longo dos anos, em termos de segurança social e   solidariedade, sem que se tenha em conta a história intrínseca de determinados   países, leva irremediavelmente à desagregação inevitável dos diferentes países   que a constituem. O resultado é uma Europa cada vez mais fechada, cujos critérios   macroeconómicos se conjugam pelos definidos pela Alemanha. Dificilmente poderá ser constituído um governo europeu capaz de dominar os mercados. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>As teorias económicas da   internacionalização</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas últimas décadas, temos assistido a um considerável avanço   no que ao estudo das teorias económicas de internacionalização diz respeito. A   um nível meso, este avanço tem sido assim explicado fundamentalmente a partir   de quatro âmbitos de análise: num âmbito de investigação relativo ao   investimento direto estrangeiro (Vermon, 1966, 1974,   1979; Greuber <i>et al.</i>, 1967; Hymer, 1976); numa ótica de localização e análise de   alianças estratégicas e <i>franchisings</i>,   protagonizada por Aliber (1970) e sobretudo pelos   estudos de Dunning (1977, 1980, 1981, 1997, 2000,   2001, 2003, 2008); na observação de dados focalizados na análise de exportações   e licenciamentos (Knickerbocker, 1973; Buckley e Casson, 1976); e numa ótica refletida nas vantagens e   desvantagens da internalização/externalização das mais variadas atividades   empresariais (Buckely e Casson, 2010).   </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode   observar-se, portanto, que têm sido várias as teorias económicas de   internacionalização criadas por diferentes autores para explicar esta temática,   quer a partir da sua agregação macroeconómica, quer pelas próprias influências   comportamentais que enfatizam os problemas associados com a aprendizagem, o   comprometimento, e os aspetos culturais da internacionalização no seu processo gradual de aprendizagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por mais   que historicamente se construam teorias para explicar a história dos negócios   internacionais no tempo e no espaço (Buckley, 2009), qualquer processo de   internacionalização deve sempre identificar as principais modalidades de entrada no estrangeiro. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É   necessário restringir as opções de   internacionalização das empresas em função de vários fatores: enquadramentos legais; dificuldades de   penetração nos canais; reconhecimento da marca; historial de   internacionalização; análise de modalidades de internacionalização para fazer   face aos competidores estrangeiros; variações cambiais; instabilidade política;   diferenças culturais; imperativo de defesa da marca e da proteção da tecnologia   própria; necessidade de garantia de qualidade; maior ou menor possibilidade de   transferência das operações para o estrangeiro; especificidade dos produtos;   custos de penetração; competitividade dos produtos nesses mercados; dimensão   requerida para alcançar economias de escala; quantidade e capacidade dos   recursos da empresa; dimensão e natureza dos produtos; nível tecnológico; e intensidade de investimento requerido (Dunning, 1981; Buckely e Casson, 2010). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em suma, a   existência de longo prazo de empresas globais depende sempre de fatores de   controlo sobre ativos e vantagens e da capacidade em gerir uma rede   internacional ativa e segurá-la por longos períodos de tempo. O que requer uma   equipa qualificada e a capacidade em reter um conjunto de competências-chave ao   longo dos tempos, superando assim «o efeito de Penrose»<a style='mso-footnote-id:ftn1' href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a> e ultrapassando tarefas traduzidas pelos fatores extensão, crescimento e   diversificação (Buckley e Casson 2007). Mas, para que   tal processo possa ser absorvido, a gestão global aqui descrita requer   aprendizagem, custos de formação avultados e aculturação, fatores que só podem ser conseguidos a partir de equipas de gestão multinacionais (Buckley, 2011). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De forma a garantir a pertinência do problema   formulado, que esteve na base do objetivo da realização desta investigação,   este artigo visa contribuir, numa primeira vertente, relacionar o contexto   económico português num enquadramento focalizado nas dinâmicas e formas possíveis   de internacionalização e, numa segunda vertente, criar um quadro de análise   mais alargado para aferir um conjunto de variáveis/fatores que deverão estar na   base do desenvolvimento da economia portuguesa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de verificação e   demonstração do que se afirma em termos de investigação, quanto aos fins que a   sustentam, esta investigação teve implícito um caráter aplicado e uma vertente   exploratória. No primeiro caso, o caráter aplicado resultou da tentativa de   investigar um fenómeno contemporâneo no contexto da vida real (Yin, 1994), o   qual foi coadjuvado com a apresentação de uma vertente exploratória, dada a pouca   existência de estudos científicos concretos sobre o fenómeno social de fomento   do crescimento económico português.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que aos meios diz respeito, a presente investigação teve   por base um caráter pragmático ou indutivo, e foi conduzida a partir de uma   amostra não probabilística por conveniência, constituída de acordo com a   disponibilidade e acessibilidade dos elementos abordados (Carmo e Ferreira,   1998), neste caso por 17 consultores seniores com grande experiência em   trabalhos realizados em território nacional e internacional, sendo que a   amostra ao nível das entrevistas realizadas teve um caráter intencional, pois   foram selecionados os participantes que melhor representavam o fenómeno investigado em termos de conhecimento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, a metodologia qualitativa utilizada resultou   da análise de um conjunto de entrevistas, procurando medir o fenómeno em estudo,   em termos da dinâmica social, individual e holística do ser humano, tentando   compreender o significado que as pessoas atribuem aos fenómenos analisados,   mais do que propriamente interpretá-los. Deste modo, foi possível analisar a informação de forma indutiva, a partir da observação, recolha e análise <i>in loco</i> dos factos científicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos da técnica de análise qualitativa   utilizada para interpretação dos dados reproduzidos das entrevistas, este   estudo traduziu-se numa análise de conteúdo, tentando relacionar as estruturas   semânticas (significantes) com as estruturas sociológicas (significados) dos   enunciados, de forma a articular a superfície dos textos com os fatores que   determinam as suas características (variáveis psicossociais, contexto cultural   e contexto, processos e reprodução da mensagem), de acordo com o exposto na <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06f1.jpg">Figura 1</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Importa referir que a técnica de entrevista semiestruturada utilizada   foi desenvolvida numa base previamente estruturada de perguntas, ainda que   implícita num caráter adaptável e não rígido, permitindo quase sempre que a conversação decorresse de modo fluido. Ou seja, apesar   das perguntas terem sido previamente preparadas, a maioria delas surgiu à   medida que a entrevista decorreu, permitindo ao entrevistador e aos   entrevistados a flexibilidade para aprofundar ou confirmar determinados dados quando se mostrou necessário. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De modo a consubstanciar esta análise de conteúdo, através   de uma base quantitativa, foi também requerido que os entrevistados pudessem   identificar as cinco dinâmicas principais e formas de internacionalização para   revitalizar a economia portuguesa, as cinco principais razões para a fraca   competitividade do país, assim como os cinco principais fatores que poderão estar na base do desenvolvimento da economia portuguesa. (Ver <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06t1.jpg">Tabelas 1</a>, <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06t2.jpg">2</a> e <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06t3.jpg">3</a>).</font></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados da pesquisa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De facto, o que se conseguiu aferir através desta   investigação é que a revitalização da economia portuguesa pode ser conseguida através   de uma maior procura por mercados alternativos, de uma maior capacidade para   obtenção de investimento externo e, principalmente, pela introdução de novas dinâmicas e formas de internacionalização. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As dinâmicas de internacionalização das PME ligadas a outros   fatores de gestão interna nacional, que poderão permitir desenvolver a economia   no futuro, assentam nesta investigação em algo de profundo, não se limitando   apenas a questões obrigatórias. Este estudo do universo nacional aponta para o   que é necessário otimizar em termos de processos para obtenção de resultados satisfatórios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pelo que se pode constatar, o desenvolvimento da economia   nacional deverá estar fortemente ligado ao contexto de competitividade das   empresas, independentemente das suas áreas de intervenção, e assentar em   manobras estratégicas importantes, particularmente no continente asiático, que   potenciem as condições que Portugal goza nestes mercados face à história do próprio país.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A procura de mercados alternativos, a captação de   investimento externo e, fundamentalmente, a utilização de novas formas e   dinâmicas de internacionalização, ligadas essencialmente à redução de custos   conjunturais, a uma melhor gestão do crédito e do capital, a uma efetiva   ligação das empresas ao contexto universitário e à utilização da diplomacia   económica como forma de diversificação dos nossos mercados, assumem neste domínio um lugar de destaque.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Variáveis como a falta de aposta nos licenciamentos, no investimento   na energia e na fiscalidade como estímulo ao desenvolvimento, a inexistência de   pré-financiamentos e financiamentos à exportação, a incapacidade de lidar com a   baixa relação entre capitais próprios e investimento das empresas, a ausência   de linhas de crédito do Estado para dinamizar a economia, o QREN e a inexistência   de seguros de crédito alicerçados no pré-financiamento das empresas, são, desde   logo, algumas das razões apontadas pelos inquiridos para a fraca dinâmica da economia portuguesa. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por um lado, a intervenção estatal deve trazer para este   contexto o fator novidade e, dependendo dos objetivos, trazer também novas   ideias, de modo a que possam ser apresentadas as melhores soluções face às necessidades   identificadas. Segundo os inquiridos, essa intervenção deverá passar por iniciar   negociações Estado a Estado, maior apoio às empresas, existência de negócios   estrangeiros na Europa (mais investimento estrangeiro, oriundo de fora da   Europa) e aposta numa maior diplomacia como forma de diversificação de mercados para exportação dos produtos e serviços nacionais.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, dado que a turbulência económica e   empresarial assumiu nos últimos vinte anos pressupostos nunca vistos   anteriormente, até porque nos dias de hoje as especificidades de negócio são   muitas, foi manifestamente referida pelos inquiridos a necessidade das empresas   portuguesas concorrerem pela qualidade, através da venda de produtos e serviços   de valor acrescentado e de uma boa escolha de parceiros locais que facilitem a   entrada das empresas em países estrangeiros. Ficou ainda evidente que as   exportações são a única forma viável para alavancar o país, ainda que isso   apenas seja possível através da constituição de um Banco de Fomento para apoio   às PME e da concretização de coberturas de risco ao crédito da venda e dos fornecedores às empresas portuguesas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Conhecer o negócio, fazer uma boa leitura dos problemas,   definir bons planos de ação, focalizar nos objetivos e centrar as exportações   nos serviços e numa base mais alargada de exploração que não se foque apenas na   proximidade geográfica, como hoje acontece, são considerados também fatores-chave de mudança da economia portuguesa.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Numa base mais alargada em termos do âmbito de análise,   ligada não apenas à questão das dinâmicas e formas de internacionalização, os   inquiridos consideraram no total 25 fatores que poderão estar na base do   desenvolvimento da economia portuguesa, apesar de muitos destes não serem de   fácil implementação e estarem envoltos numa certa base de controvérsia face a uma eventual implementação: </font></p> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana">Aumento das exportações;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Redução das ineficiências e desperdícios;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">Sair do Euro – como mencionado por     diversos inquiridos, este é o cenário mais provável, apesar das visões otimistas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Ouvir as empresas, sendo esta uma     questão de base; saber o que precisam para ter melhores resultados;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Aumento do capital do Banco Europeu de     Investimento, embora neste caso esta medida não beneficie o país em virtude do <i>rating</i> da dívida soberana de longo prazo     ser considerado especulativo (vulgo lixo financeiro);</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Plano de ataque à economia paralela;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Acesso a linhas de crédito ao     investimento com taxas de juro mais baixas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Aposta nos setores da agricultura e     pesca sem barreiras e restrições governamentais e europeias;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Adesão ao regime de IVA em função do     pagamento pelo adquirente, fazendo com que as empresas deixem de se preocupar     com o IVA e se possam focalizar no crescimento;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Reposição dos subsídios de Natal e Férias     para fomentar a procura e injetar capital na economia (entretanto realizado);</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Reduzir custos com o endividamento     público;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Transformar a moeda única em moeda comum     ou sair do Euro, suportando os custos como forma de privilegiar uma perspetiva     de futuro. Esta é considerada a via para fazer face à sobrevalorização do Euro,     que está valorizado em cerca de 40% face àquilo que deveria servir como ponto     de equilíbrio, o que torna a situação insustentável;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">Existência de estabilidade fiscal ou de     um certo grau de previsibilidade fiscal, por forma a captar investimento direto     estrangeiro e a entrada de <i>holdings</i> em     território nacional;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Libertação dos bancos da ligação     estreita que têm à dívida pública nacional, por forma a gerar maiores níveis de     liquidez e poderem, deste modo, injetar capital na economia através de     empréstimos em condições vantajosas para as empresas privadas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Induzir o consumo através dos 4 milhões     de emigrantes. Neste caso, baixando o IMT (Imposto Municipal sobre     Transmissões) para fazer com que esses emigrantes voltem a investir no país, principalmente     na área da construção civil;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Deixar de franquiar as empresas por     parte do Ministério das Finanças. Hoje, para obtenção de financiamento bancário,     as empresas necessitam de uma certidão das finanças a mencionar a não     existência de dívidas, o que faz com que os bancos, na ausência dessa certidão,     pratiquem <i>spreads</i> absurdos. Neste     caso, segundo um dos inquiridos, podia existir uma situação excecional para os     próximos quatro anos, possibilitando o acesso ao crédito de forma mais     facilitada, o que lhes permitiria crescer e fundamentalmente pagar dívidas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Redução dos custos energéticos, dos mais     altos da União Europeia;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Existência de instrumentos de controlo     de gestão como o <i>The balanced       scorecard</i>, que permitam focar o controlo também     na vertente intangível de análise e não apenas em questões orçamentais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Baixar a taxa social única;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Existência de programas de apoio por     parte do Estado, controlados por uma comissão avaliadora ligada aos polos     universitários, podendo avaliar e aferir a possibilidade de injeção destes     capitais na economia;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Baixar o IVA;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Baixar o IRC em 10 pontos percentuais     para empresas exportadoras;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="2" face="Verdana">Reabilitação urbana. A licença para ocupação     da via pública demora atualmente um mês a ser conseguida, sendo que os     licenciamentos não têm prazo. Neste caso, deverão existir mínimos de tempo para     obtenção de respostas;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Deve ser criado um programa de auditoria     às empresas para aferir os pontos a serem melhorados;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Diminuir o horário de trabalho em uma     hora e consequentemente o salário, permitindo a entrada no mercado de trabalho     de licenciados desempregados;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Fomentar o trabalho a tempo parcial,     permitindo uma redução significativa da taxa de desemprego.</font><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Quatro dinâmicas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O alargamento da Europa   e, principalmente, a exposição das dívidas públicas de alguns países europeus   aos mercados financeiros, desde 2008, vieram iniciar uma nova fase problemática   na história da Europa, agravando as crises de Itália, Grécia, Espanha, da   própria França (que se viu obrigada inclusive a reduzir em 20% os salários) e de Portugal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">É nesta medida que os   resultados desta investigação vêm tentar responder a esta problemática, basicamente   na tentativa de responder ao problema português em quatro dinâmicas de abrangência, conforme <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06f2.jpg">Figura 2</a>.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Como verificado através   da literatura, o problema português é parte de um problema muito maior – o europeu.   Muito embora diversos tipos de reformas tenham tentado resolver a crise   portuguesa, é importante que se perceba que o problema nacional só será   verdadeiramente resolvido após a resolução do problema europeu, pois só assim o   país poderá ficar numa situação clara de reforma. Até porque o país goza de um   estatuto que muitos países europeus não detêm, o de usufruirmos, em várias   partes do mundo, da condição de sermos uma potência histórica, nomeadamente na   Ásia, tendo, portanto, a capacidade de fazer a ligação europeia a este mundo emergente. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No entanto, até que essa situação se possa vir a concretizar,   é essencial o foco nas quatro dinâmicas de abrangência da <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06f2.jpg">Figura 2</a>, tendo   Portugal de acompanhar uma linha clara de procura em termos de mercados   alternativos, a captação de investimento externo, a utilização de dinâmicas de   internacionalização e um conjunto de linhas estratégicas que permitam fomentar o seu crescimento económico. </font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">As formas de   internacionalização ganham, por conseguinte, nesse contexto, uma importância   vital, devendo Portugal concentrar-se principalmente em quatro linhas   estratégicas: (1) minimizar os custos contextuais e apostar na exportação; (2) potenciar   uma melhor gestão de crédito e de capital; (3) promover uma maior ligação das   PME ao contexto universitário e (4) fomentar uma clara diplomacia económica que permita potenciar a componente da internacionalização. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tecido empresarial   português é composto em 99% por PME, estando estas na base do fraco   desenvolvimento do país, substancialmente pelo facto de Portugal nunca ter   conseguido tornar-se competitivo após a integração na União Económica Europeia.   Após ter ganho competitividade, ao longo de anos, através da possibilidade de   desvalorização do escudo, o foco deveria ter incidido sobre a vertente das exportações,   e é exatamente aqui que tem residido um dos problemas da economia portuguesa.   Ou seja, se excluirmos o facto da inexistência total da aposta em licenciamentos,   na indústria da energia e no aproveitamento da fiscalidade como estímulo ao desenvolvimento,   um dos principais problemas com que o país se viu confrontado foi,   fundamentalmente, a focalização do índice de exportações numa lógica de proximidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar de se ter   reduzido o índice de exportações para a Europa em cerca de 8 pontos percentuais   desde 2000, o que é um fator positivo face ao contexto de crise no espaço europeu,   a verdade é que continua a assentar numa base de proximidade (só para Espanha   são cerca de 25% das exportações portuguesas) e está concentrado no setor têxtil, calçado, automóvel, mobiliário e equipamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusão</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As exportações são   efetivamente a única via viável para o desenvolvimento e promoção de Portugal no contexto económico mundial. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No entanto, a   viabilidade do aumento das exportações, por parte das PME, será impossível sem   o pré-financiamento e financiamento às exportações e a necessidade de   capitalização das empresas. A existência de linhas de crédito estatais, a   utilização do QREN e, principalmente, algo que não tem sido manifestamente o   foco de muitas análises, a cobertura do risco de crédito da venda e a cobertura   do crédito dos fornecedores às empresas portuguesas, ganham neste domínio um lugar   de destaque. Com o comércio internacional a rondar valores muito próximos dos   15 biliões de euros, mais importante que vender muitas vezes é receber. É neste   sentido que a cobertura do risco de crédito deve ser considerada de forma muito   mais efetiva, o que não tem acontecido atualmente, sendo que o seguro sobre o crédito representa apenas cerca de 10% das exportações portuguesas e mundiais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ou seja, a utilidade da   existência de uma instituição de fomento em Portugal que apoie claramente as   PME, não deve existir apenas para centralizar o apoio a estas empresas,   cobrindo as suas necessidades, mas, sobretudo, e também, para privilegiar a cobertura do risco do crédito caso as coisas corram mal. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, é   utópico pensar que será pela redução de salários que nos tornaremos   competitivos, até porque neste domínio jamais o conseguiremos ser em comparação   com outros países. A necessidade de Portugal concorrer pelo fator qualidade é   um aspeto fulcral do seu desenvolvimento, o que vem sendo limitado pelos cortes   consecutivos que se têm vindo a realizar fundamentalmente no domínio do desenvolvimento de projetos ligados ao desenvolvimento tecnológico. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A ligação das   universidades ao contexto empresarial é, por conseguinte, outro fator crucial,   dado que a qualidade está estritamente ligada ao meio académico. Além da   extraordinária preparação que as universidades portuguesas detêm em termos de   recursos e competências para preparar os empresários para o previsto, têm a capacidade de os preparar para algo mais abrangente, o imprevisto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A indústria do calçado é   um ótimo exemplo das vantagens que podem ser absorvidas por esta ligação, tendo Portugal apresentado bons resultados neste setor de internacionalização.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em termos de   caracterização do setor do calçado, o mundo produz 20 mil milhões de sapatos   por ano, com o continente asiático a fornecer 85% desse volume. Só a título de   exemplo, para que se consiga aferir o domínio asiático no mundo, a China produz   e exporta mais do que a Alemanha e EUA juntos. No setor dos têxteis, a China   exporta mais têxteis do que o equivalente ao PIB português. Na indústria do   calçado, a hegemonia asiática deixa apenas para a Europa Ocidental 3% da   produção mundial. Estes são apenas alguns exemplos da consequência da   exploração de economias de escala pelas economias asiáticas, o que no setor do   calçado se traduz num preço médio de venda pela China de 3 dólares com os   valores em Portugal a rondar os 25 dólares, o que deixa o setor do calçado português numa clara dificuldade em termos de capacidade competitiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta dificuldade fez   com que o setor do calcado em termos de exportação se direcionasse, numa   primeira fase, para mercados de proximidade e, numa segunda, para mercados com   um <i>target</i> alto, competindo pela   especialização ou <i>focus</i> pela diferenciação nas 10 principais cidades da América do Sul, nas 14   principais cidades da China e na Europa como um todo, visto que os 250 milhões   de habitantes europeus se podem posicionar neste <i>target,</i> mostrando um comportamento ótimo em termos de desempenho com a escolha deste posicionamento estratégico. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mas se a ligação às   universidades tem aqui um papel fundamental, não podemos, no entanto,   negligenciar a necessidade de uma aposta mais efetiva na diplomacia económica. Negociação   Estado a Estado, apoio às empresas, ter negócios estrangeiros ao invés de   estarmos apenas presentes no estrangeiro com o Ministério das Finanças e a diplomacia   como forma de diversificação de mercados, são, por esta razão, apostas de   futuro, olhando para países que nos possam potenciar em termos de desenvolvimento da nossa economia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Países como Angola, Moçambique,   Zâmbia e toda a África Austral, ricos em energia, gás natural, carvão e outros tipos   de minérios, são, consequentemente, países principais para o fenómeno de   internacionalização das empresas portuguesas. Uma boa relação diplomática e a   escolha de um parceiro global que permita facilitar a entrada nestes países,   devido ao conhecimento da sua história, da sua estrutura de decisão (poder   aparente <i>vs</i>. real) e de eventuais   relações políticas que possam usufruir junto das classes políticas, são aspetos cruciais a reter em termos de aposta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diplomacia económica   em África mas também no Brasil, nos mercados asiáticos, nos EUA (crescer 0,25 %   nos EUA é mais importante, por exemplo, que crescer 6% em África) ou até mesmo   nos mercados do Golfo Pérsico, apesar das dificuldades que se possam enfrentar,   é a forma mais sólida de crescer e vender produtos com mais valor acrescentado, possibilitando remunerar pessoas convenientemente e gerar emprego. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em suma, o crescimento   económico do país deve, por isso, ficar ligado às quatro dinâmicas de internacionalização   ilustradas na <a href="/img/revistas/rpbg/v14n2/14n2a06f2.jpg">Figura 2</a> que, para além dos dados aqui apresentados, deverão ter   ainda um âmbito de análise mais alargado, designadamente, ao nível dos dados apresentados no capítulo dos resultados desta pesquisa.</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Convém, ainda, realçar que, apesar dos inquiridos terem identificado um   conjunto de quatro linhas estratégicas para o país, na verdade,   parecem desconhecer as   principais modalidades de entrada no estrangeiro identificadas no constructo   teórico desta investigação, restringindo as opções de internacionalização das empresas em função apenas de alguns enquadramentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para concluir, obviamente   que há que ter em conta que as constatações apresentadas neste estudo resultam   de limitações inerentes a uma investigação reduzida em termos de tamanho da   amostra (inquiridos) e do facto de reproduzir resultados de um determinado contexto (PME) num determinado país (Portugal). </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste sentido, em termos de   validade externa, ou seja, da possibilidade de generalizar os resultados   encontrados a outros contextos ou amostras, embora este estudo procure reforçar   alguma da teoria já existente relativamente aos meios de aplicação das teorias   económicas de internacionalização, tratou-se apenas de um estudo exploratório que não pode ser generalizado ou ser representativo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, apesar das fontes   secundárias que foram   utilizadas, também este fator não pode justificar que os resultados aqui   apresentados possam ser vistos como necessariamente generalizáveis em termos da prática de aplicação das teorias económicas.  </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Assim, ainda que este artigo vise   fundamentalmente responder às duas questões de pesquisa colocadas, é necessário   que pesquisas futuras incluam a   construção de um modelo que permita relacionar todas estas variáveis, identificando quais são as mais determinantes para o sucesso do país. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ALIBER, R. (1970),   «A theory of foreign direct investment». <i>In</i>   C. P. Kindleberger e D. B. Audresch   (EE.), <b>The International Corporation</b>. MIT Press, Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000118&pid=S1645-4464201500020000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCKLEY, P. (2009), «Business history and international business». <i>Business History</i>, vol. 51, n.º 3, pp. 307-333.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000120&pid=S1645-4464201500020000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCKLEY, P. (2011),   «International integration and   coordination in the global factory». <i>Management International Review</i>, 51(2), pp. 269-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000122&pid=S1645-4464201500020000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCKLEY, P. e   CASSON, M. (1976), <b>The Future of the Multinational Enterprise</b>. MacMillan, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000124&pid=S1645-4464201500020000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCKLEY, P.   e CASSON, M. (2007), «Edith Penrose’s theory   of the growth of the firm and the strategic management of multinational enterprises». <i>Management International Review</i>, vol. 47, n.º 2, pp. 151-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000126&pid=S1645-4464201500020000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">BUCKLEY, P. e CASSON, M. (2010), <b>The Multinational Enterprise Revisited –   The Essential Buckley and Casson</b>. Palgrave Macmillan, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000128&pid=S1645-4464201500020000600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAVES, R. (1982),   <b>Multinational Enterprise and Economic Analysis</b>. Cambridge University Press, Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000130&pid=S1645-4464201500020000600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CARMO, H. e FERREIRA, M. (1998), <b>Metodologia da Investigação: Guia para Auto-Aprendizagem</b>. Universidade Aberta, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000132&pid=S1645-4464201500020000600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COASE, R. (1937), «The nature of the firm». <i>Economica</i>, vol. 4, n.º 16, pp. 386-405.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000134&pid=S1645-4464201500020000600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">COASE, R. (1960), «The problem of social cost». <i>Journal of Law and Economics</i>, vol. 3, n.º 1, pp. 1-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000136&pid=S1645-4464201500020000600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DEEG, R. (2005), «Change from within:   German and Italian finance in the 1990s». <i>In</i>   W. Streeck e K. Thelen (EE.),   <b>Beyond Continuity: Institutional Change in Advanced Political Economies</b>. Oxford University Press, Oxford, pp. 169-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000138&pid=S1645-4464201500020000600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DEEG, R. (2009), «The rise of internal   capitalist diversity? Changing patterns of finance and corporate governance in   Europe». <i>Economy and Society</i>, vol. 38, n.º 4, pp. 552-579.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000140&pid=S1645-4464201500020000600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (1977),   «Location of economic activity and MNE: A search for an eclectic approach». International   Allocation of Economic Activity – Proceedings of a Nobel Symposium, Estocolmo. Macmillan, Londres, pp. 395-418.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000142&pid=S1645-4464201500020000600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (1980),   «Toward an eclectic theory of international production: Some empirical tests». <i>Journal of International Business Studies</i>, vol. 1, n.º 1, pp. 9-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000144&pid=S1645-4464201500020000600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (1981),   <b>International Production and the Multinational Enterprise</b>. Allen &amp; Unwin, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000146&pid=S1645-4464201500020000600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (1997), <b>Alliance Capitalism and Global Business</b><i>. </i>Routledge, Londres e Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000148&pid=S1645-4464201500020000600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J.   (2000), <b>A Rose by Another Name…? FDI Theory in Retrospect and Prospect. </b>University of Reading/Rutgers University, Whiteknights, NJ.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000150&pid=S1645-4464201500020000600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (2001),   «The Eclectic (OLI) paradigm of international production: Past, present and   future». <i>International Journal of the Economics of Business</i>, vol. 8, n.º 2, pp. 173-190.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000152&pid=S1645-4464201500020000600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J. (2003), «Some antecedents of   internalization theory». <i>Journal of International Business Studies</i>, vol. 34, pp. 108-115.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000154&pid=S1645-4464201500020000600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">DUNNING, J.   e LUNDAN, S. (2008), <b>Multinational Enterprises and the Global Economy</b>. 2.ª ed. Edward Elgar, Cheltenham.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000156&pid=S1645-4464201500020000600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FERRERA, M. (1996), «The southern model   of welfare in social Europe». <i>Journal of European Social Police</i>, vol. 6, n.º 1, pp.17-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000158&pid=S1645-4464201500020000600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GAMBAROTTO, F. e SOLARI, S. (2009), «Regional dispersion of economic activities and models of capitalism in Europe». <i>Economie Appliqué</i>, LXI, n.º 1, pp. 5-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000160&pid=S1645-4464201500020000600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GRAZIANI, A. (2002), «The euro: An   Italian perspective». <i>International Review of Applied Economy</i>, vol. 16, n.º 1, pp. 97-105.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000162&pid=S1645-4464201500020000600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">GREUBER, W.;   MEHTA, D. e VERNON, R. (1967), «The R&amp;D factor in international trade and   investment of United States industries». <i>Journal of Political Economy</i>, fevereiro, pp. 20-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000164&pid=S1645-4464201500020000600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HENNART, J.-F.   (1982), <b>A Theory of Multinational Enterprise</b>. University of Michigan Press, Ann Arbor, MI.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000166&pid=S1645-4464201500020000600025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">HYMER, S. (1976),   <b>The International Operations of National Firms: A Study of Direct Foreign Investment</b>. MIT Press, Cambridge, MA.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000168&pid=S1645-4464201500020000600026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">KNICKERBOCKER,   F. (1973), <b>Oligopolistic Reaction and Multinational Enterprise</b>.   Division of Research, Graduate School of Business Administration, Harvard University, Cambridge.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000170&pid=S1645-4464201500020000600027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">MCMANUS, S. (1972),   «The theory of the international firm<i>»</i>.<i> In</i> G. Paquet   (E.), <b>The Multinational Firm and the     Nation State</b>. Collier-Macmillan, Toronto, pp. 66-93.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000172&pid=S1645-4464201500020000600028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">PUGH, D.; CLARK, T. e MALLORY, G. (1993), «Organization   structure and structural change in European manufacturing organizations: A   preliminary report on a comparative study». Paper presented to the 7<sup>th </sup>British   Academy of Management Conference, Milton Keynes, 20-22 setembro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000174&pid=S1645-4464201500020000600029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RANGONE, M. e SOLARI, S. (2012), «Southern   European capitalism and the social costs of business enterprise»<i>.</i> <i>Studi e Note di Economia</i>, XVI, vol. 1, pp. 3-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000176&pid=S1645-4464201500020000600030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">RUGMAN,   A. (1981), <b>Inside the Multinationals</b>. Columbia University Press, Nova Iorque.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000178&pid=S1645-4464201500020000600031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SAPELLI, G. (1995), <b>Southern Europe since 1945</b>. Longman, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000180&pid=S1645-4464201500020000600032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SCHMIDT, V. (2008), «European political   economy: Labour out, state back in, firm to the fore». <i>West European Politics</i>, vol. 31, n.º 1, pp. 302-320.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000182&pid=S1645-4464201500020000600033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"></a>SOSKICE,   D. (2007), «Macroeconomics and variety of capitalism». <i>In</i> B. Hancke, M. Rhodes e M. Thatcher (EE.),   <b>Beyond Varieties of Capitalism.     Conflict, Contradictions, and Complementarities in the European Economy</b>. Oxford University Press, Oxford, pp. 89-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000184&pid=S1645-4464201500020000600034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VERMON, R. (1966),   «International investment and international trade in the product cycle». <i>Quarterly Journal of Economics</i>, vol. 80, n.º 2, pp. 190-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000186&pid=S1645-4464201500020000600035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VERMON, R. (1974)<i>,</i> «The location of economic activity». <i>In </i>J. Dunning (E.), <b>Economic Analysis and the Multinational Enterprise</b>. Allen and Unwin, Londres.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000188&pid=S1645-4464201500020000600036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">VERMON, R. (1979),<b> «</b>The product cycle hypothesis in a new   international environment». <i>Oxford Bulletin of Economics &amp; Statistics</i>, vol. 41, n.º 4, pp. 256-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000190&pid=S1645-4464201500020000600037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em abril   de 2015 e aceite em julho   de 2015.    <br>   Received in April 2015 and accepted in July 2015.    <br>   Recibido en abril   de 2015 y aceptado en julio de 2015.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">NOTAS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a style='mso-footnote-id: ftn1' href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">   [1]</a> O   efeito de Penrose tem a ver com a contribui&ccedil;&atilde;o da   economista Edith Penrose, no final dos anos 1950,   quando publicou o livro <b>A Teoria do     Crescimento da Empresa</b>, em que sublinhou que &laquo;o processo de crescimento da   firma &eacute; refreado dinamicamente&raquo;. Os pontos de vista da economista   norte-americana, naturalizada brit&acirc;nica, influenciaram a vis&atilde;o baseada em   recursos na &aacute;rea do <i>management</i>. (N. E.)</font></p>      ]]></body><back>
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