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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Recursos hídricos e gestão de conflitos: A bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul a partir da crise hídrica de 2014-2015]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Recursos hídricos y gestión de conflictos: El caso de la cuenca del río Paraíba do Sul a partir de la crisis hídrica de 2014 a 2015]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Water resources and conflict management: The hydrographic basin of the Paraíba do Sul river from the water crisis of 2014-2015]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[Este artículo fue realizado con la intención de analizar los conflictos dentro de la cuenca hidrográfica del río Paraíba do Sul - en la frontera entre los estados de Sao Paulo, Río de Janeiro y Minas Gerais -, a partir de la manifestación de la crisis del agua de 2014-2015. Con este fin, nos referiremos a la expresión política e institucional de la cuenca hidrográfica para, evaluar a continuación, sus respectivos mecanismos de gestión, teniendo en cuenta las especificidades de la gestión integrada y el uso compartido de los recursos. El artículo se fundamenta con base documental y bibliográfica, así como la cobertura periodística de los conflictos, derivados de la propuesta del gobierno de Sao Paulo de transposición del río Paraíba do Sul como una solución a su crisis de abastecimiento. A pesar de todos los mecanismos institucionales de gestión integrada y participación social, la resolución del conflicto pasaría por la actuación del Tribunal Supremo Federal, junto con los gobernadores de los estados, transcendiendo las ideas originales de la gestión de conflictos de la cuenca.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper was conducted in order to analyze the conflicts within the Brazilian hydrographic basin of the Paraíba do Sul river - at the border between the states of São Paulo, Rio de Janeiro and Minas Gerais - from the outbreak of the water crisis of 2014-2015. To this end, we will approach the political and institutional expression of the hydrographic basin and its management mechanisms, taking into account the specificities of the integrated management and shared use of its resources. The paper is based on documentary and bibliographic research, as well as on the news coverage of the conflict arising from the transposing proposal of the Paraiba do Sul river by São Paulo’s government as a solution to the water crisis. Despite all the institutional mechanisms for integrated management and social participation, the conflict was resolved through the Brazilian Supreme Court and the governors of the states, transcending the original ideas of conflict management at the basin level.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[  <font face="Verdana" size="2">        <p align="right"><b>ARTIGOS</b></p>     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Recursos hídricos   e gestão de conflitos: A bacia   hidrográfica do rio Paraíba do Sul a partir da crise hídrica de 2014-2015</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Recursos hídricos y gestión de conflictos: El caso de la   cuenca del río Paraíba do Sul a partir de la crisis hídrica de 2014 a 2015</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font size="3" face="Verdana"><b>Water resources and conflict management: The hydrographic basin of the Paraíba do Sul river from the water crisis of 2014-2015</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p>&nbsp;</p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Bianor Scelza Cavalcanti<sup>1</sup>; Guilherme R. Garcia Marques<sup>2</sup></b></p>     <p><b><sup>1 </sup></b>Ph.D em Public Administration and Policy, Virginia Polytechnic Institute and State University. Presidente do Grupo   Latino-americano de Administração Pública. Diretor Internacional da Fundação Getulio Vargas, CEP 22250-900 Rio de Janeiro – RJ, Brasil. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:bianor.cavalcanti@fgv.br">bianor.cavalcanti@fgv.br</a>    <br> <b><sup>2 </sup></b>Mestre   em Economia Política Internacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Membro   da Rede de Jovens Líderes da UNASUL. Analista Acadêmico e da   Diretoria Internacional da Fundação Getulio Vargas, Rua   Praia de Botafogo, 190, 1506, CEP 22250-900 Rio de Janeiro – RJ, Brasil. E-mail: <a href="mailto:guilherme.marques@fgv.br">guilherme.marques@fgv.br</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>Este artigo   foi realizado com o intuito de analisar os conflitos no âmbito da bacia hidrográfica   brasileira do rio Paraíba do Sul – na divisa entre os estados de São Paulo, Rio   de Janeiro e Minas Gerais –, a partir da eclosão da crise hídrica de 2014-2015.   Para tal, trataremos da expressão política e institucional da bacia   hidrográfica para, em seguida, avaliar seus respectivos mecanismos de gestão,   tendo em vista as especificidades da gestão integrada e o uso compartilhado dos   seus recursos. O artigo se fundamenta com base documental e bibliográfica, bem   como na cobertura jornalística dos conflitos, decorrentes da proposta do   governo de São Paulo de transposição do rio Paraíba do Sul como solução para a   sua crise de abastecimento. A despeito de todos os mecanismos institucionais de   gestão integrada e participação social, a resolução do conflito passaria pela   atuação do Supremo Tribunal Federal, em conjunto com os governadores dos   estados, transcendendo as ideias originais de gestão de conflitos em nível de bacia.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> Recursos Hídricos; Bacia Hidrográfica; Gestão Pública; Gestão de Conflitos</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>Este artículo fue realizado con la intención de analizar los   conflictos dentro de la cuenca hidrográfica del río Paraíba do Sul – en la   frontera entre los estados de Sao Paulo, Río de Janeiro y Minas Gerais –, a   partir de la manifestación de la crisis del agua de 2014-2015. Con este fin, nos   referiremos a la expresión política e institucional de la cuenca hidrográfica para,   evaluar a continuación, sus respectivos mecanismos de gestión, teniendo en   cuenta las especificidades de la gestión integrada y el uso compartido de los   recursos. El artículo se fundamenta con base documental y bibliográfica, así   como la cobertura periodística de los conflictos, derivados de la propuesta del   gobierno de Sao Paulo de transposición del río Paraíba do Sul como una solución   a su crisis de abastecimiento. A pesar de todos los mecanismos institucionales   de gestión integrada y participación social, la resolución del conflicto   pasaría por la actuación del Tribunal Supremo Federal, junto con los   gobernadores de los estados, transcendiendo las ideas originales de la gestión de conflictos de la cuenca.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Palabras clave: </b>Recursos Hídricos; Cuenca Hidrográfica; Gestión Pública; Gestión de Conflictos</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     <p>This paper was conducted in order to analyze the conflicts within the Brazilian   hydrographic basin of the Paraíba do Sul river – at the border between the   states of São Paulo, Rio de Janeiro and Minas Gerais – from the outbreak of the   water crisis of 2014-2015. To this end, we will approach the political and   institutional expression of the hydrographic basin and its management   mechanisms, taking into account the specificities of the integrated management   and shared use of its resources. The paper is based on documentary and   bibliographic research, as well as on the news coverage of the conflict arising   from the transposing proposal of the Paraiba do Sul river by São Paulo’s government   as a solution to the water crisis. Despite all the institutional mechanisms for   integrated management and social participation, the conflict was resolved through   the Brazilian Supreme Court and the governors of the states, transcending the original ideas of conflict management at the basin level.</p>     <p><b>Key words:</b> Water Resources; Hydrographic Basin; Public Management; Conflict Management</p> </font> <hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora a análise realizada neste estudo de caso   aborde especificamente a realidade e a conjuntura da bacia hidrográfica do rio Paraíba   do Sul, no Brasil, as lições construídas a partir das experiências de evolução   institucional e dos riscos relacionados à centralização das decisões de gestão,   obstaculizando, assim, a realização de processos democráticos, descentralizados   e abertos à participação social de múltiplos atores, se aplicam a uma série de   outros países, cada qual com seus desafios e obstáculos em nível de gestão dos   recursos hídricos.</font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p>É o caso de   países-membros específicos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, a   exemplo de Moçambique, que, também no período 2014-2015, enfrentou uma grave   crise de água potável, a partir de problemas em seu sistema de abastecimento; de   Angola, cuja grande maioria da população não tem acesso à água canalizada,   ainda que seja um país de enorme potencial hídrico; e de Timor-Leste, que sofre   com severos períodos de seca na maior parte do ano, além das dificuldades estruturais de acesso ao recurso por parte de sua população.</p>     <p>Diante da   importância da água como recurso estratégico e de sua imprescindibilidade   econômica e biológica, faz-se surgir a imperiosa necessidade de se aprofundarem   os mecanismos de gestão dos recursos hídricos em todo o mundo, de modo a   garantir seu uso eficiente e sustentável. Decerto, observar experiências distintas contribuirá para o enriquecimento desta discussão.</p>     <p>O rio Paraíba do   Sul nasce na Serra da Bocaina, divisa entre os estados de São Paulo e Rio de   Janeiro, resultado da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga. Seu curso de   água percorre aproximadamente 1200 km, passando pelo estado de Minas Gerais para,   por fim, desaguar no oceano Atlântico, através do município de São João da Barra, no estado do Rio de Janeiro. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Sua bacia   hidrográfica, de aproximadamente 62 074 km², abrange um total de 184   municípios, dos quais 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São   Paulo. Divide-se, assim, entre três estados de imensa relevância política,   econômica e social – 39% no território fluminense, 37% no mineiro e 24% no paulista.   Dada a sua localização, entre alguns dos maiores polos industriais e   populacionais do Brasil, o Paraíba do Sul desponta como um rio de extrema importância estratégica no cenário nacional.</p>     <p>Nesse sentido, suas   águas foram e seguem sendo extensivamente utilizadas em variadas e proeminentes   atividades socioeconômicas, acompanhando as sucessivas transformações a nível   de desenvolvimento urbano-industrial da Região Sudeste. Atualmente, dentre a   vasta multiplicidade dos seus usos, destacam-se: geração de energia elétrica,   servindo de fonte de energia para importantes reservatórios de usinas hidroelétricas   da região<a href="#_ftn1" name="_ftnref1" title="">[1]</a>; consumo   por parte de atividades econômicas, como indústria, agricultura, mineração e   pesca; e abastecimento urbano, responsável pelo atendimento de cerca de 14   milhões de pessoas – sendo a principal fonte de alimentação hídrica da cidade do Rio de Janeiro.</p>     <p>Este uso   múltiplo de suas águas, associado a eventuais períodos de escassez, irregularidades   de distribuição, aumento de demandas e a própria degradação do meio ambiente,   abre caminho para uma ampla série de tensões e disputas. Possivelmente, o   conceito sociológico mais relevante para o entendimento desta questão seja o de «conflito». </p>     <p>O consumo   doméstico pode, assim, ser prejudicado pelo lançamento de esgotos e afluentes   industriais, bem como a construção de barragens para usinas hidroelétricas   podem interferir na vazão de um rio, afetando atividades econômicas ligadas à agricultura, pesca e navegação. </p>     <p>Problemas de   abastecimento nas cidades, por sua vez, estariam relacionados a eventuais picos   de demanda, desperdício e mesmo à urbanização sem planejamento em regiões de   mananciais. Na zona rural, a exploração irregular e a contínua destruição de   vegetações protetoras da bacia, bem como a ampla utilização de agrotóxicos,   acabam contribuindo, diretamente, para a poluição de suas águas. A concentração   de moradias de baixa renda nas margens do rio Paraíba do Sul, assim como a   existência de mais de 800 indústrias na bacia, somam-se à incúria ambiental resultante do indevido tratamento dos efluentes.</p>     <p>Nesse sentido,   administrar esse recurso de modo a dele tirar seus efeitos benéficos,   minimizando os desagregadores, é um desafio da mais elevada imperatividade para   a engenharia social. Daí decorre a importância e a relevância das políticas e   dos sistemas de gestão integrada, destinados a promover a sustentabilidade,   alocação, monitoração e compatibilização dos diferentes usos dos recursos hídricos, face a objetivos sociais, econômicos e ambientais.</p>     <p>Não obstante o   desenvolvimento de um moderno sistema de gestão integrada na bacia hidrográfica   do rio Paraíba do Sul, considerado modelo-piloto pela Agência Nacional de Águas   (ANA)<a href="#_ftn2" name="_ftnref2" title="">[2]</a> e alinhado   aos mais avançados padrões internacionais vigentes, recentes disputas relacionadas   aos usos e à distribuição dos recursos hídricos frente a situações de risco de   escassez, envolvendo os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, puseram   à prova sua capacidade em atuar e servir de base como instrumento efetivo para a resolução de conflitos.</p>     <p>O presente artigo   busca, assim, analisar as raízes desses conflitos no âmbito da bacia hidrográfica   do rio Paraíba do Sul, a partir da eclosão da crise hídrica de 2014-2015, identificando   sua expressão política e institucional para, por fim, avaliar sua respectiva   administração, tendo em vista às especificidades da gestão integrada e ao uso compartilhado dos seus recursos.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Contextualização</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A implementação do   Sistema Nacional de Recursos Hídricos insere-se em um contexto de amplas transformações   da política nacional de gerenciamento dos recursos hídricos, expressos,   sobretudo, na Lei Federal n.º 9.433, de janeiro de 1997 – também denominada Lei das Águas (ver <a href="#q1">caixa</a>).</font></p>     <p><a name="q1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a02q1.jpg" width="536" height="798">   </font></p>     
<div align="center"></div>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os princípios,   instrumentos e organização político-institucional então promovidos pela Lei n.º   9.433 resultaram em expressivas mudanças no que se refere à gestão das águas no   Brasil, dentre as quais destacam-se requisitos de pragmatismo econômico,   descentralização administrativa, participação política, multiplicidade setorial e especificação geográfica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Confirma-se,   assim, a escolha brasileira por um modelo de gestão praticado em quase todos os   países que avançaram na questão do gerenciamento dos recursos hídricos, com a   incorporação de conceitos ratificados e recomendados por destacados organismos internacionais (ONU, 1992; World Bank, 1993).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A consolidação   deste novo modelo de gestão abriu caminho para que os processos decisórios   migrassem da esfera exclusivamente governamental para uma instância mista,   através da qual foram incorporados atores tradicionalmente excluídos, como os   municípios, os usuários e as organizações civis. Instituíram-se, assim, Comitês   de Bacia Hidrográfica, fóruns democráticos voltados para o debate e para a   tomada de decisões concernentes às questões relativas ao uso das águas a nível de bacia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta descentralização   do processo de planejamento e gestão é fortalecida e ampliada a partir da   criação das Agências de Bacia, instituições executivas ágeis e flexíveis,   voltadas para o suporte técnico, administrativo e financeiro dos Comitês de   Bacia, bem como para a implantação de um sistema de cobrança pelo uso da água<a href="#_ftn3" name="_ftnref3" title="">[3]</a>.   Diante destas transformações, a bacia hidrográfica passa, efetivamente, a ser o «centro de gravidade» do novo sistema de gestão das águas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Tais fundamentos revelaram a adesão a uma   estratégia normativa educacional de mudança, com suas orientações para valores,   atitudes e comportamentos de interesse público, em contraponto às suas   congêneres, orientadas para o exercício do poder/autoridade e da racionalidade   burocrática na condução dos negócios públicos (Cavalcanti e Cavalcanti, 1998, p. 83; Cavalcanti, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A arquitetura   institucional que então emergiu da Lei das Águas procurou, portanto, não apenas   superar as conhecidas deficiências do modelo burocrático - em sua concepção   mecânica que há muito transformou-se em elemento restritivo, senão impeditivo,   à realização de anseios coletivos -, mas, também, substituí-lo por uma nova   arquitetura apta a lidar com problemas cujas soluções requereriam decisões e   ações concertadas entre diferentes atores públicos e privados, de forma a   melhor equilibrar uma prevalência significativa do setor elétrico em contraponto aos demais setores envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso   específico da bacia do rio Paraíba do Sul, a operacionalização das novas   práticas de gestão contaria com a atuação, de um lado, do poder público federal   e estadual – através da ANA e dos órgãos estaduais gestores de recursos   hídricos<a href="#_ftn4" name="_ftnref4" title="">[4]</a> –   e, de outro, do Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do   Sul (CEIVAP)<a href="#_ftn5" name="_ftnref5" title="">[5]</a>,   órgão de relevante papel integrador no processo de discussão referente ao   planejamento e gestão da bacia do rio Paraíba do Sul, tendo em vista a melhoria da gestão e da qualidade de suas águas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O CEIVAP como «parlamento»</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O CEIVAP foi   constituído como um parlamento, no qual ocorrem os debates e decisões   descentralizadas sobre as questões relativas aos usos múltiplos das águas da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tem como missão   principal promover a articulação e integração de atividades e competências na   área de gestão dos recursos hídricos em diversos níveis: entre a União e os estados;   entre os três estados da Bacia (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro); e   entre estes e os municípios e os organismos de sub-bacia; bem como viabilizar   estudos e programas de investimento necessários para a gestão, proteção e   recuperação das águas e para o desenvolvimento sustentável da bacia do rio Paraíba do Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Formalmente   instalado em 18 de dezembro de 1997, no município de Resende, Rio de Janeiro, o   CEIVAP atualmente é formado por 60 membros: 3 da União e 19 de cada estado da   bacia do Paraíba do Sul, dos quais 40% são representantes dos usuários de água   (companhias de abastecimento e saneamento, indústrias, hidroelétricas e setores   agrícolas, pesca, turismo e lazer), 35% do poder público (união, governos   estaduais e prefeituras) e 25% de organizações civis. Seus membros são eleitos   em fóruns democráticos, nas diversas regiões que compõem a bacia, enquanto sua   Diretoria, formada por presidente, vice-presidente e secretário, é escolhida bienalmente pelos membros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sua primeira   reunião ocorreu em 18 de janeiro de 1998, na qual se estabeleceu a instalação   de seis estações automáticas de monitoramento da qualidade da água, bem como a   criação de duas Câmaras Técnicas, uma Institucional e outra de Planejamento e   Investimento, compostas por dez membros cada: um representante do Governo Federal e três representantes por Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dentre as   principais competências do CEIVAP, incluem-se: 1) definir as metas de qualidade   (enquadramento) para as águas dos rios da bacia; 2) propor diretrizes para a   outorga de direito de uso da água – permissão legal obrigatória para o uso,   captação, consumo ou diluição das águas de bacia concebida pelo poder público;   3) aprovar o Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Paraíba do Sul e acompanhar   sua execução; 4) aprovar e acompanhar a execução da cobrança pelo uso da água,   cujos critérios e valores a serem cobrados foram aprovados pelo plenário do   CEIVAP; e 5) aplicar os recursos arrecadados, tendo em vista o desenvolvimento sustentável da bacia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dentre suas ações de maior impacto, destacam-se: </font></p> <ul>       <li><font size="2" face="Verdana">Implantação     pioneira, no Brasil, da cobrança pelo uso da água, satisfazendo todas as     exigências legais;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Aprovação     do Plano de Recursos Hídricos da Bacia do Rio Paraíba do Sul, contendo o     Programa de Investimentos para aplicação de recursos da ordem de R$ 62 milhões,     arrecadados com a cobrança pelo uso da água, de 2003 a 2010;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Criação     da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia do Paraíba do Sul para exercer as     funções de Agência da Bacia, via contrato de gestão com a ANA;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Viabilização     de recursos de diversas fontes para ações de recuperação ambiental e melhoria     da disponibilidade de água da bacia; </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Difusão     de informações, através de cursos de capacitação em gestão de recursos hídricos     e de capacitação em elaboração de projetos, realizados em diversos municípios     da bacia, em parceria com a ANA; </font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Implementação     de programas de educação ambiental e mobilização social, em vários municípios     da bacia, viabilizados com recursos da cobrança pelo uso da água;</font></li>       <li><font size="2" face="Verdana">Desenvolvimento     de atividades permanentes de comunicação social e institucional.</font></li>     </ul>     <p><font size="2" face="Verdana">O CEIVAP também   procura, dentre suas atribuições, incentivar a instalação de organismos para a   gestão dos recursos hídricos, entidades representativas tidas como fundamentais   no dinâmico e complexo processo de negociação no contexto da bacia   hidrográfica, aptas a assumir uma gama de tarefas que a Agência da Bacia, por   si só, não consegue abarcar – a exemplo de ações voltadas para a educação ambiental em suas respectivas áreas de atuação.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os esforços hoje   voltam-se para a integração destes organismos, no sentido de minimizar conflitos   a partir da negociação de soluções e da convergência de energias para a gestão   da bacia como um todo. O desafio passa, portanto, pelo aprimoramento dos   mecanismos de interlocução entre poderes públicos, usuários e sociedade civil,   visando a melhoria contínua do organismo de bacia a partir da implementação e da   operacionalização de novas e cada vez mais avançadas formas de gestão dos recursos hídricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Análise da gestão de conflitos na bacia do rio Paraíba do Sul</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil experimentou,   entre 2014 e 2015, um período de dramático risco de escassez de recursos   hídricos em algumas das suas mais importantes cidades. A ausência de chuvas que   caracterizou este período, associada a fatores históricos, como o rápido   crescimento populacional, a alta taxa de urbanização, a falta de planejamento,   o desmatamento e a subsequente poluição dos rios, contribuiu diretamente para o   esgotamento dos mananciais e para os níveis críticos de captação dos   reservatórios, dificultando, assim, o acesso à água em qualidade e quantidade satisfatórias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante da   gravidade do quadro apresentado pelo Sistema Cantareira<a href="#_ftn6" name="_ftnref6" title="">[6]</a>, destinado   a captação e tratamento de água para a região metropolitana de São Paulo,   responsável pelo abastecimento de aproximadamente 8,8 milhões de pessoas –   quase a metade da população da Grande São Paulo –, a solução encontrada pelo   governo paulista, visando resolver seu problema de abastecimento e aumentar sua   segurança hídrica, foi a de captar água diretamente da bacia do rio Paraíba do   Sul. A proposta baseou-se na construção de um túnel de 15 km, construído de   modo a interligar a represa Atibainha, em Nazaré Paulista, – que compõe o Sistema   Cantareira – ,e a represa Jaguari, em Igaratá, – afluente da margem esquerda do rio Paraíba do Sul. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A proposta   rapidamente transformou a bacia do rio Paraíba do Sul em alvo de disputa com o   governo do Rio de Janeiro<a href="#_ftn7" name="_ftnref7" title="">[7]</a>, preocupado   com a possibilidade de que potenciais interferências no rio acabassem,   naturalmente, gerando impactos futuros de abastecimento no estado fluminense   frente às circunstâncias sazonais de escassez decorrente de períodos de estiagem.   É importante apontar que o rio Paraíba do Sul é o principal manancial de abastecimento   da cidade do Rio de Janeiro e que determinados municípios do estado já sofrem com falta de água em tempos de falta de chuva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A preocupação   por parte do governo fluminense revela fundamentos importantes, expressos na   evolução do armazenamento do reservatório equivalente da bacia do rio Paraíba   do Sul. A análise dos dados, medidos em porcentagem do volume útil no período   1999-2015, revela que a crise hídrica de 2014-2015 também atingiu o Paraíba do   Sul, gerando iminentes problemas de armazenamento em sua respectiva bacia hidrográfica (ver <a href="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a02g1.jpg">Gráfico I</a>).</font><font size="2" face="Verdana">&nbsp;</font></p>     
<p><font size="2" face="Verdana">Ademais, com o   volume menor do rio – em decorrência da captação de suas águas para o   Cantareira, em São Paulo –, a água do mar entraria no sistema, comprometendo a   qualidade da água e prejudicando quem, por exemplo, depende de irrigação no   baixo Paraíba do Sul. Nesse sentido, a utilização das águas do Paraíba do Sul   pelo estado de São Paulo traria impactos significativos para todo o Rio de   Janeiro, de acordo com a opinião de Paulo Carneiro, pesquisador da Coppe/UFRJ e coordenador do Plano Estadual de Recursos Hídricos do Rio de Janeiro<a href="#_ftn8" name="_ftnref8" title="">[8]</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sem as interferências   externas, o planejamento hídrico do Rio aponta para o potencial do Paraíba do   Sul de abastecer sua região metropolitana até 2030, quando se espera uma   estabilização do crescimento populacional e, por consequência, do consumo   hídrico. Uma eventual transposição do Paraíba do Sul, nos termos originalmente   pleiteados pelo governo de São Paulo, comprometeria este potencial previsto,   antecipando um eventual colapso dado a inexistência de outro manancial capaz de reforçar o abastecimento do Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A proposta de   São Paulo surpreendeu o CEIVAP, que aguardava a realização de discussões acerca   de projetos divergentes por parte do governo paulista e do próprio Comitê, de   acordo com Danilo Vieira Júnior, presidente do CEIVAP e secretário-adjunto do   Meio Ambiente de Minas Gerais<a href="#_ftn9" name="_ftnref9" title="">[9]</a>. O   Ministério Público Federal, por sua vez, interveio na situação e provocou uma   disputa judicial ao protocolar ação contra o projeto de transposição, alegando   que a proposta elaborada por São Paulo poderia causar danos ambientais, com   consequências inclusive para a saúde da população atendida pelas águas do Paraíba do Sul<a href="#_ftn10" name="_ftnref10" title="">[10]</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Coube, assim, à   ANA, órgão responsável por assegurar o uso múltiplo e equitativo dos recursos   hídricos em bacias hidrográficas compartilhadas por dois ou mais estados, junto   ao Supremo Tribunal Federal (STF) e aos três estados da bacia, gerenciar o   conflito e estabelecer um acordo comum. Participaram da audiência de mediação   do conflito o ministro do STF Luiz Fux, os governadores Geraldo Alckmin   (PSDB-SP) e Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), o advogado-geral de Minas Gerais,   Onofre Júnior, representando o governador Fernando Pimentel (PT-MG), o   diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, e o ministro interino do Meio Ambiente, Francisco Gaetane.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Neste acordo,   homologado no dia 10 de dezembro de 2015, estabeleceram-se novas regras para a   gestão compartilhada do rio Paraíba do Sul, a exemplo da administração da vazão   dos reservatórios por parte dos governos estaduais e da mudança na prioridade   do uso das águas, que passariam agora a ser prioritariamente utilizadas para o   abastecimento do consumo e não mais para a geração de energia elétrica<a href="#_ftn11" name="_ftnref11" title="">[11]</a>. Anteriormente,   a liberação das águas dos reservatórios era definida de acordo com a produção   de energia elétrica, de modo que a vazão poderia oscilar independentemente dos riscos de desabastecimento em períodos de estiagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Definiu-se   também que o governo de São Paulo poderá realizar as obras de interligação da   bacia do rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, ainda que, pelo acordo   firmado, a obra deva viabilizar também canais para que a água possa ser   bombeada no caminho contrário quando necessário, garantindo, assim, uma maior segurança hídrica para os estados envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o   ministro Fux, os esforços dos governadores para se chegar a um consenso exteriorizaram   «boa vontade singular», permitindo que a audiência chegasse a um acordo que   agradasse a todos os estados simultaneamente. Tal sucesso foi viabilizado por   estudos técnicos minuciosos, que serviram para direcionar as principais   decisões referentes ao acordo firmado, estudos estes realizados sob a orientação do CEIVAP e de organismos de sub-bacia<a href="#_ftn12" name="_ftnref12" title="">[12]</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusões</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolução   institucional decorrente da Lei n.º 9.433 pavimentou o caminho para avanços expressivos   no que se refere a fatores como descentralização administrativa, participação   política, multiplicidade setorial e especificação geográfica, dando origem a   fóruns democráticos voltados para o debate e para a tomada de decisões a nível de bacia hidrográfica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Deve chamar-se a   atenção, contudo, ao longo tempo de tramitação no Congresso Nacional – aproximadamente   cinco anos – para que a chamada Lei das Águas fosse efetivamente aprovada,   alinhando-se com as características modernizantes e tendências internacionais de   gestão dos recursos hídricos. Contudo, a despeito de todo o debate em torno da   lei e da subsequente evolução de seus instrumentos e mecanismos de gestão   descentralizada, a criação da ANA, em 2000, estruturada como uma mistura de   agência reguladora com agência executiva, confirmou, na prática, a tendência oposta de centralização do setor público.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Da mesma   maneira, a análise do conflito referente à crise hídrica de 2014-2015, no   âmbito da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul, revela que, mesmo diante de   toda a estrutura institucional então promovida, coube às instâncias federais –   ANA e STF –, juntamente com a atuação dos governadores dos estados envolvidos –   Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro – reunirem-se de modo a chegarem a um acordo comum.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O próprio   posicionamento por parte do governo de São Paulo em propor o projeto de captação   das águas da bacia do rio Paraíba do Sul pelo Sistema Cantareira, sem as   devidas considerações pela realização das discussões no âmbito do CEIVAP, e a   judicialização do processo de resolução do conflito colocam em xeque a ideia da   bacia hidrográfica como «centro de gravidade» de um novo sistema de gestão das águas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Neste quesito, a   coletividade que se esperava da emergência de instâncias democráticas e descentralizadas   de gestão nem sempre se manifesta. Ao fim e ao cabo, a resolução do conflito específico   referente à crise hídrica de 2014-2015 transcendeu as ideias de especificação   geográfica para gestão em nível de bacia e descentralização administrativa   oriundas da Lei n.º 9.433, com os órgãos a nível de bacia, tendo ficado responsáveis,   exclusivamente, pela importante, mas limitada, função de assessoramento, a partir da realização de estudos técnicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se   imprescindível, portanto, que as Agências de Bacia e os organismos de sub-bacia   sejam fortalecidos, a partir da melhoria dos mecanismos de interlocução entre   poderes públicos, usuários e sociedade civil, de modo a impedir que sejam   preteridos por instâncias federais e/ou estaduais enquanto canais efetivos de   resolução de conflitos, favorecendo, inclusive, processos tendenciais indesejáveis de excessiva judicialização da Administração Pública.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ANA – Agência   Nacional de Águas (2016), «Boletim diário de monitoramento da bacia do rio   Paraíba do Sul <b>– </b>22/02/2016». <a href="http://www.ana.gov.br" target="_blank">http://www.ana.gov.br</a>. Acesso em 23/02/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824479&pid=S1645-4464201600010000200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">ANA – Agência   Nacional de Águas (2015), «Boletim de monitoramento dos reservatórios do   sistema hidráulico do rio Paraíba do Sul», v. 10, n.º 12, dez. <a href="http://www.ana.gov.br" target="_blank">http://www.ana.gov.br</a>. Acesso em 23/02/2016.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAVALCANTI, B.   (1994), «Gestão integrada de recursos hídricos e do meio ambiente: Medidas institucionais no Brasil no   contexto da reforma do Estado». <i>Revista de Administração Pública</i>, v. 3, n.º 28, jul./set, pp. 31-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824482&pid=S1645-4464201600010000200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CAVALCANTI, B.   e CAVALCANTI, I. (1998), «Explorando as novas fronteiras da descentralização e   da participação: O caso da gestão integrada dos recursos hídricos no Brasil». <i>Revista de Administração Pública</i>, v. 5, n.º 32, set./out, pp. 81-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824484&pid=S1645-4464201600010000200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CEIVAP (1999), <b>Projeto   Qualidade das Águas e Controle da Poluição Hídrica – PQA:</b> <b>Bacia do rio Paraíba do Sul</b>. Relatório Executivo: SEPURB/SEDU, PROAGUA/SRH/MA, ANEEL, Brasília.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824486&pid=S1645-4464201600010000200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">FALCÃO, M. (2015), «SP, MG e RJ fecham acordo de gestão do rio Paraíba do Sul para beneficiar Cantareira<b>»</b>.  <i>Folha de São Paulo</i>, Cotidiano, 10 dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824488&pid=S1645-4464201600010000200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SÁ, C. (2014), «Por água, São Paulo entra em conflito com Rio e busca integração com Paraná». <i>Último Segundo iG</i>, 25 mar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824490&pid=S1645-4464201600010000200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">SERRICCHIO, C.; CALAES, V.; FORMIGA-JOHNSSON,   R. M.; LIMA, A. J. R. e ANDRADE, E. P. (2005), <b>O CEIVAP e a gestão integrada dos recursos   hídricos da bacia do rio Paraíba do Sul – Um relato da prática.</b> Relatório para a Caixa Econômica Federal/ Prêmio CAIXA Melhores Práticas em Gestão Local 2003-2004, Rio de Janeiro.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824492&pid=S1645-4464201600010000200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">CANES, M. (2015), «Estados assinam acordo para gestão da bacia do Paraíba do Sul». <i>Agência Brasil EBC</i>, Geral, 10 dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824494&pid=S1645-4464201600010000200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">ONU (1992), «Declaração do Rio sobre meio ambiente e desenvolvimento». <a href="http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/rio92.pdf" target="_blank">http://www.onu.org.br/rio20/img/2012/01/rio92.pdf</a>. Acesso em 26/02/2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824496&pid=S1645-4464201600010000200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">WORLD   BANK (1993), «Water resources management: A World Bank Policy Paper». Washington.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824498&pid=S1645-4464201600010000200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&nbsp;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido e aceite em mar&ccedil;o de 2016.    <br>   Recibido y aceptado en marzo de 2016.    <br> Received and accepted in March 2016.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Notas</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref1" name="_ftn1" title="">[1]</a> A exemplo das usinas hidroelétricas de Paraibuna, Santa Branca e Funil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref2" name="_ftn2" title="">[2]</a> Autarquia especial   vinculada ao Ministério do Meio Ambiente – MMA, criada no ano 2000 através da   Lei n.º 9.984. Assumiu as funções de órgão gestor dos recursos hídricos de   domínio da União, anteriormente exercidas pela Secretaria de Recursos Hídricos do MMA.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref3" name="_ftn3" title="">[3]</a> A cobrança pela água   bruta visou levar à gestão certa lógica de mercado, complementar aos mecanismos   tradicionais de comando e controle, como por exemplo, a outorga. Ademais, tais   mecanismos de cobrança induzem o uso racional da água, reduzindo o desperdício e os índices de poluição. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref4" name="_ftn4" title="">[4]</a> No caso, o   Departamento de Águas e Energia Elétrica, de São Paulo – DAEE-SP; o Instituto   Mineiro de Gestão das Águas – IGAM-MG; e a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas, do Rio de Janeiro – SERLA-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref5" name="_ftn5" title="">[5]</a> A denominação CEIVAP é   um reconhecimento aos esforços empreendidos pelo Comitê Executivo de Estudos   Integrados da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – CEEIVAP, órgão   precedente dedicado a estudos e propostas visando o uso múltiplo e racional dos   recursos hídricos, criado em 1979 e estendendo-se até meados da década de 1980, quando passou a ter uma existência praticamente simbólica (CEIVAP, 1999).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref6" name="_ftn6" title="">[6]</a> Sistema administrado   pela SABESP, empresa que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no estado de São Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref7" name="_ftn7" title="">[7]</a> Provocando,   inclusive, uma intensa discussão entre os governadores Geraldo Alckmin   (PSDB-SP) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Cabral, de um lado, afirmou não permitir   que se retirasse a água que abastecia a população fluminense. Alckmin, por   outro, rebateu dizendo que o rio Jaguari pertencia ao Vale do Paraíba e aos paulistas, assim como a baía da Guanabara pertencia aos cariocas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref8" name="_ftn8" title="">[8]</a> Ver <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-25/por-agua-sao-paulo-entra-em-conflito-com-rio-e-busca-integracao-com-parana.html" target="_blank">http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-25/por-agua-sao-paulo-entra-em-conflito-com-rio-e-busca-integracao-com-parana.html</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref9" name="_ftn9" title="">[9]</a> Ver <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-25/por-agua-sao-paulo-entra-em-conflito-com-rio-e-busca-integracao-com-parana.html" target="_blank">http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-25/por-agua-sao-paulo-entra-em-conflito-com-rio-e-busca-integracao-com-parana.html</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref10" name="_ftn10" title="">[10]</a> Ver <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1717338-sp-mg-e-rj-fecham-acordo-de-gestao-do-rio-paraiba-do-sul-para-beneficiar-cantareira.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1717338-sp-mg-e-rj-fecham-acordo-de-gestao-do-rio-paraiba-do-sul-para-beneficiar-cantareira.shtml</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref11" name="_ftn11" title="">[11]</a> Dispositivo já estabelecido pela Lei n.º 9.433, ainda que tardiamente implementado em definitivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#_ftnref12" name="_ftn12" title="">[12]</a> Ver <a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/12/1717338-sp-mg-e-rj-fecham-acordo-de-gestao-do-rio-paraiba-do-sul-para-beneficiar-cantareira.shtml" target="_blank">http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2015-12/estados-assinam-acordo-para-gestao-da-bacia-do-paraiba-do-sul</a>.</font></p>      ]]></body><back>
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