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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Logística e economia na CPLP: O lado oculto da produtividade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La CPLP es una comunidad de proximidades lingüísticas, culturales y hasta empresariales. Esa proximidad construida por una comunidad de recorridos históricos y políticos, sin perjuicio de la autonomía de cada país, aporta ventajas económicas: mitiga o disminuye la liabitliy of foreigness y la liability of outsidership. Es ese sentimiento de pertenencia que hace que los responsables empresariales de la CPLP seleccionen, com frecuencia, otro mercado de habla portuguesa como el primer destino del proceso de internacionalización de sus empresas. No obstante, la distancia física - y logística - es una barrera fundamental para superar, y es señalada por el índice de desempeño logístico publicado por el Banco Mundial (2014). Esta es la paradoja de la distancia - donde nos sentimos próximos, a pesar de distantes físicamente - que puede ser mitigado. La prioridad logística permite enfocar donde es preciso que nuestra comunidad invierta más: en las conexiones eficientes que potencien los espacios económicos en que cada Estado-miembro de la CPLP está incluido.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[CPLP (Portuguese Speaking Countries Community) is a community of language, culture and even business nearness. This nearness, which has been built sharing history and political choices, even if each country is autonomous, brings to each economic advantages: reduces the liability of foreignness and the liability of outsidership. This feeling of community, felt by business decision-makers within CPLP, leads to an international market selection that considers, several times, other Portuguese speaking country as first destination in their internationalization process. Nevertheless, physical distance - and logistics - is a fundamental barrier to overcome, as it is shown by the logistics performance index presented by the World Bank (2014). This paradox of distance - where members of this community felt nearness, even if at same time they are physically distant - can be reduced. The priority to logistics allows us to focus on our community - CPLP - really needs: efficient links which promote those different economic areas in which each CPLP member state is inserted.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font face="Verdana" size="2">          ARTIGOS</font></b></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Logística e economia na CPLP: O lado oculto da produtividade</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Logística y economía en la CPLP: El lado oculto de la productividad</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Logistics and economy: The dark side of productivity</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Eurico Brilhante Dias<sup>1</sup></b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><sup>1 </sup></b>Doutorado   em Gestão, ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL). Membro do Conselho   Geral do ISCTE-IUL. Professor Auxiliar e Diretor da Licenciatura de Gestão, ISCTE-IUL,   ISCTE Business School, Departamento de Marketing, Operações e Gestão Geral, Avenida das Forças Armadas, 1649-026 Lisboa, Portugal. <i>E-mail:</i> <a href="mailto:eurico.dias@iscte.pt">eurico.dias@iscte.pt</a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMO</b></p>     <p>A CPLP é uma comunidade de   proximidades linguísticas, culturais e até empresariais. Essa proximidade   construída por uma comunhão de percursos histórico e político, sem prejuízo da   autonomia de cada país, traz vantagens económicas: mitiga ou diminui a liability   of foreigness e a liability of outsidership. É esse sentimento de pertença que   faz com que os decisores empresariais da CPLP selecionem, quantas vezes, outro   mercado lusófono como primeiro destino do processo de internacionalização das   suas empresas. Contudo, a distância física – e logística – é a barreira   fundamental a ultrapassar, e é assinalada pelo logistics performance index   apresentado pelo Banco Mundial (2014). É esse paradoxo da distância – onde nos   sentimos próximos, apesar de distantes fisicamente – que pode ser mitigado. A   prioridade à logística permite focar precisamente onde a nossa comunidade precisa   de investir mais: nas ligações eficientes que potenciem os espaços económicos em que cada Estado-membro da CPLP está inserido.</p>     <p><b>Palavras-chave:</b> CPLP; Logística; Distância Logística; Distância Económica</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>RESUMEN</b></p>     <p>La CPLP es una comunidad de proximidades lingüísticas, culturales y   hasta empresariales. Esa proximidad construida por una comunidad de recorridos   históricos y políticos, sin perjuicio de la autonomía de cada país, aporta   ventajas económicas: mitiga o disminuye la liabitliy of foreigness y la   liability of outsidership. Es ese sentimiento de pertenencia que hace que los   responsables empresariales de la CPLP seleccionen, com frecuencia, otro mercado   de habla portuguesa como el primer destino del proceso de internacionalización   de sus empresas. No obstante, la distancia física – y logística – es una barrera   fundamental para superar, y es señalada por el índice de desempeño logístico publicado   por el Banco Mundial (2014). Esta es la paradoja de la distancia – donde nos sentimos   próximos, a pesar de distantes físicamente – que puede ser mitigado. La   prioridad logística permite enfocar donde es preciso que nuestra comunidad   invierta más: en las conexiones eficientes que potencien los espacios económicos en que cada Estado-miembro de la CPLP está incluido.</p>     <p><b>Palabras clave:</b> CPLP; Logística; Distancia Logística; Distancia Económica</p> </font> <hr size="1" noshade> <font face="Verdana" size="2">     <p><b>ABSTRACT</b></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CPLP (Portuguese Speaking Countries Community) is a community of   language, culture and even business nearness. This nearness, which has been   built sharing history and political choices, even if each country is   autonomous, brings to each economic advantages: reduces the liability of   foreignness and the liability of outsidership. This feeling of community, felt   by business decision-makers within CPLP, leads to an international market selection   that considers, several times, other Portuguese speaking country as first destination   in their internationalization process. Nevertheless, physical distance – and logistics   – is a fundamental barrier to overcome, as it is shown by the logistics   performance index presented by the World Bank (2014). This paradox of distance   - where members of this community felt nearness, even if at same time they are   physically distant - can be reduced. The priority to logistics allows us to   focus on our community – CPLP – really needs: efficient links which promote those different economic areas in which each CPLP member state is inserted.</p>     <p><b>Key words:</b> CPLP (Portuguese Speaking Countries Community); Logistics; Logistics Distance; Economic Distance  </p> </font> <hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A logística liga – por mar, terra e ar – o que a   geografia separa. Pode unir gentes e culturas, mas também afetos e interesses;   pode unir oferta e procura, mas também ser o espaço, o âmbito, em que se   constrói uma infraestrutura para o desenvolvimento. Como um catalisador de   conhecimento, de eficácia e eficiência, facilitando a troca, mitigando os   custos inerentes ao lastro – aos recursos – que a distância obriga a consumir.   Em quilómetros ou milhas a percorrer entre as partes. Desde Samuelson (1952) e   do conceito de <i>iceberg</i>, até ao conceito   de bem não comercializável, que o transporte e as atividades de   disponibilização dos bens noutros mercados têm um papel central nas trocas   internacionais.</font></p> <font face="Verdana" size="2">    <p>É nesse sentido que a UNCTAD e outras agências   internacionais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) ou o Banco   Mundial, continuam a dar especial destaque à logística, e nalguns casos ao   transporte marítimo, como elemento central para promover a eficiência, sendo   uma barreira não-tarifária natural, com particular impacto na competitividade das importações e exportações dos diferentes mercados domésticos.</p>     <p>Mas a distância não se mede apenas em unidades de   quilómetro ou milha; mede-se também em padrões de consumo, em aspetos   culturais, religiosos e linguísticos (Hofstede, 1980). E é desse paradoxo de   distância que padece a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP): países   próximos, enquanto partilham um espaço de língua e cultura, com laços que   irmanam povos em todos os continentes, que também constroem oportunidades   únicas de trocas, que só a perceção de confiança e conhecimento pode concretizar,   mas ao mesmo tempo afastados (longe) geograficamente, com Estados-membros espalhados pelos cinco continentes.</p>     <p>Essa dimensão espacial – numa geografia planetária –   encontra na logística uma barreira não-tarifária de grande monta; como se a   proximidade – quantas vezes traduzida numa comunhão de afetos e propósitos de   desenvolvimento económico e social – encontrasse um «lado oculto» que trava a   concretização do potencial económico – de crescimento e criação de emprego – dessa mesma proximidade.</p>     <p>Drucker (1962) afirmou a logística como o lado   oculto (<i>dark side</i>), onde a economia   norte-americana podia encontrar uma fonte de aumento da produtividade. Esse   contributo tornou a logística central no desenvolvimento da atividade   empresarial, tendo Porter (1980), mais tarde, incluído duas atividades (<i>inbound </i>e <i>outbound</i>) como principais no quadro da cadeia de valor. A   fragmentação geográfica da cadeia de valor e a emergência da «Nova Geografia   Económica» (Krugman e Obstfeld, 2012) tornaram o transporte marítimo e aéreo,   no quadro intercontinental, como arcos ou arestas de redes de disponibilização   de bens e serviços, onde os subprodutos e as partes, peças e componentes passaram a pesar quase 30% do comércio internacional (Krugman e Obstfeld, 2012).</p>     <p>A alteração dos modelos de negócio e de produção fez   antever, para muitos territórios, em particular depois do encerramento da Ronda   do Uruguai, e transformação do GATT na OMC em meados dos anos 90 do século   passado, a possibilidade de integrar recursos e mercados no comércio   internacional. Essa oportunidade, que em paralelo, tem convivido com fenómenos   de integração económica e pautal regional – não só na Europa, como também na   América do Sul, na Ásia e em África – traz às comunidades empresariais da CPLP   uma oportunidade de reforço das ligações comerciais, em grande medida   potenciadas por um sentimento de pertença que faz diminuir a perceção de   distância (Johanson e Vahlne, 1977, 1990, 2003 e 2009), mas que encontra na logística (na distância) um barreira não-tarifária a ultrapassar. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Contudo, é aqui que, mais uma vez, tal como Drucker   (1962) enunciou há mais de 50 anos, neste «lado oculto» (no <i>dark side</i>) da economia, que a própria   CPLP – a sua comunidade política e empresarial – pode encontrar a oportunidade de   aumentar a competitividade de territórios tão díspares, como economias com   perfis de valor e mercados igualmente diferentes, com recursos naturais e   humanos que podem ser complementares e potenciadores do desenho de cadeias de valor lusófonas – porque desta comunidade – competitivas num contexto global. </p>     <p>É neste quadro de inclusão e desenvolvimento que   apresentamos o propósito deste artigo: o de desenvolver uma agenda de   investigação em logística no quadro lusófono, onde as nossas proximidades – ou   perceção de comunidade – sejam mobilizadas de forma competitiva no espectro global.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>As dimensões de distância (e de proximidade)</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A distância – estar perto ou estar longe – tem   impacto no consumo de recursos. Um mesmo produto, com mais transporte terá   sempre mais, seja este eficiente ou ineficiente, um sobrecusto pelo movimento   de uma origem até um destino. Essa noção de consumo de recursos para gerar   disponibilidade é um ponto central da análise que transforma o transporte – e a   logística como conceito mais lato – numa barreira não-tarifária ao transporte   entre mercados. Por outro, e a contrário, a proximidade permite menor consumo de recursos.</p>     <p>Mas a distância tem sido – em particular no âmbito   da economia e dos negócios internacionais – um conceito que progressivamente   foi assumindo dimensões diferentes. Umas mais centradas na relação entre   países/mercados, e outras mais centradas nas perceções individuais dos empreendedores. </p>     <p>A explicação ou interpretação das trocas entre   mercados teve como percursores Smith (1776) e Ricardo (1817). A vantagem   comparativa apresentada por Ricardo (1817) ainda hoje é útil para que muitos   investigadores procurem interpretar a direção do comércio entre dois   países/mercados; mais tarde, Heskcher e Ohlin (Krugman e Obstfeld, 2012)   apresentam a teoria da proporção de fatores, onde a abundância de recursos e a   intensidade da sua exploração explicam as trocas. As trocas interindústria   entre dois mercados – e parte do comércio Norte/Sul – são em grande medida explicadas por esta aproximação teórica (Krugman e Obstfeld, 2012).</p>     <p>No essencial, a distância – e os custos do   transporte – emerge aqui, com Samuelson (1952), como o consumo de recursos que   limita a troca sempre que supera o diferencial de produtividade entre o   país/mercado exportador e aquele que importa. É neste caso que o bem adquire a denominação de não-comercializável.</p>     <p>Outros investigadores olharam para distância como um   elemento limitador das trocas; não apenas pelos custos de transporte, mas como   parte de modelos gravitacionais, em que o volume de trocas pode ser explicado   pela conjugação de duas variáveis: a distância – em unidades de quilómetros ou milha   ou qualquer outra unidade de medida de distância – e o PIB (global ou <i>per capita</i>) como «massa» fundamental que atrai maior ou menor quantidade de bens de uma determinada origem. </p>     <p>Para além destas perspetivas, também Ghemawat (2001)   quando apresentou o seu quadro interpretativo do comércio internacional, a <i>CAGE</i> <i>Framework</i>,   integrou uma dimensão geográfica como interpretativa ou explicativa das trocas   entre países/mercados. Na mesma linha, outros autores que procuraram explicar   os fluxos de comércio internacional, com índices de distância que permitissem   uma interpretação da seleção de mercados, incluíram nestes a distância física   como uma das dimensões de análise (entre outros, Dias e Marques, 2012a e antes   Dow e Karunaratana, 2006, e já depois, por exemplo, Martin e Drogendijk, 2014).   Aliás, em algumas abordagens a distância física – quer em quilómetros entre   capitais, quer noutros casos, considerando as diferenças horárias entre   diferentes latitudes como referencial de distância – é a variável que mais   contribui para explicar a seleção de mercados internacionais (Dow e Karunaratana, 2006; Dias e Marques, 2012a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Mas torna-se claro ainda assim que dois aspetos são   predominantes: um primeiro, que a distância – <i>stricto sensu</i> – tem vindo a ser considerada com outras dimensões, e   que por si só não explica de todo as trocas; e, segundo, que estas abordagens   estão centradas em índices e métricas, que, em variáveis multidimensionais,   procuram medir distância (ou as diferentes dimensões da distância) entre   países/mercados, numa lógica mais externa à decisão do próprio empreendedor ou   empresário. Ou seja, neste último caso, uma abordagem menos comportamental que   interpreta a decisão, e mais a análise de indicadores que em conjunto permitem medir distância em diferentes dimensões.</p>     <p>Assim, à distância <i>stricto sensu</i> outros autores foram somando dimensões como: a   distância económica e/ou industrial, a distância cultural [na linha de Hofstede   (1980) e das dimensões que este autor apresentou], os laços históricos e   ex-coloniais como indutores de proximidade, a distância administrativa e,   nalguns casos, a distância logística, apresentada como um índice (Banco Mundial, 2014). </p>     <p>Contudo, esta perspetiva externa teve em paralelo o   desenvolvimento da investigação da área científica dos negócios internacionais,   onde a Escola de Upsalla, na Suécia (Johanson e Vahlne, 1977), desenvolveu um   modelo explicativo da internacionalização, do qual vieram, mais tarde, a surgir   outros, onde o gradualismo sequencial em estágios, e mais tarde com a <i>network theory</i>, colocam o decisor no   centro da decisão de internacionalização, apresentando o conceito de distância   psíquica (<i>psychic distance</i>). A <i>liability of foreigness</i>, e mais tarde a <i>liability of outsidership</i>, é   percecionada de forma individual, pelo decisor, como barreira a ultrapassar,   levando a que a seleção de mercados privilegie os mercados «psiquicamente» mais   próximos, aprofundando o nível de envolvimento (<i>commitment</i>) à medida que vai aumentando o conhecimento de mercado   (ou a confiança num parceiro da rede e nas suas opções de mercado). Quer isto   dizer: a acumulação de conhecimento leva a maior envolvimento, fazendo com que   a perceção de distância esteja diretamente ligada a aspetos culturais,   linguísticos, de organização administrativa, até à proximidade/distância   percecionada sobre comportamentos do consumidor, nível de vida, entre outros aspetos.  </p>     <p>Daí que se perceba que na CPLP – e no caso português   isso é em grande medida facilmente percebido – se registe um certo paradoxo da   distância. Longe mas perto; eficiente porque mais próximo e com menos <i>liability of foreigness</i> e <i>liability of outsidership</i> percecionadas;   mas com as barreiras inerentes à distância física (e logística), assim como   nalguns casos igualmente como uma elevada distância económica (se utilizarmos   como <i>proxy</i>, por exemplo, o PIB <i>per capita</i>). Ainda assim, se esta   distância económica, nalgumas circunstâncias, pode ser catalisadora de cadeias   de valor com elevado grau de especialização territorial, articulando-se   recursos diferentes, a verdade é que a dispersão planetária da CPLP – e a   distância logística entre países CPLP – coloca desafios à eficiência das trocas.</p>     <p>Mas é este paradoxo da distância que torna a agenda   de investigação e ensino da logística como um importante projeto (que pode ser)   comum. É essa agenda que pode permitir tornar mais valiosa a nossa proximidade   percecionada, construída por séculos de relacionamento. É, mais uma vez, a   logística, o lado oculto da economia, um campo fértil para aumentarmos a eficiência das trocas no espaço económico e empresarial da CPLP.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>As proximidades, o sentimento de pertença e a eficiência económica</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>Hymer (1976) introduz o conceito de <i>liability of foreigness,</i> definindo o   conceito como o conjunto de fatores que tornam difícil perceber ou compreender   os mercados externos (estrangeiros). Esta perspetiva não só coloca no centro da   análise o decisor, a sua capacidade de perceber e compreender, como, com o   contributo da Escola de Upsalla, em particular de Johanson e Wiedersheim-Paul   (1975) e Johanson e Vahlne (1977, 1990), remete a distância para uma dimensão   percecional: a distância psíquica (<i>psychic distance</i>).</p>     <p>Esta noção de distância remete então parte da   eficiência do processo de internacionalização para a capacidade de compreender   e entender. Mesmo mais tarde, quando na senda da teoria das redes Johanson e   Mattson (1988) apresentam a <i>liability of     outsidership</i>, como a barreira inerente a estar fora da rede do mercado de   destino, emergem os elementos contextuais e de relação do empreendedor com esse   contexto, como elementos que podem ter impacto na eficiência do processo de internacionalização.</p>     <p>Ora, os elementos de proximidade ou menor distância   são aqueles que permitem ao decisor uma mais rápida identificação e   entendimento sobre o mercado de destino, e para isto contribuem todos os   aspetos/fatores que garantem uma melhor comunicação entre os atores envolvidos   no processo de internacionalização, quer no caso de uma exportação direta, quer igualmente de investimento direto estrangeiro (IDE).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Dentro dos aspetos que tornam o processo mais   eficiente, estão então aqueles fatores que diminuem as <i>liabilities</i> (<i>foreigness</i> e   <i>outsidership</i>), de onde se destaca a   língua (o português como idioma com potencial económico – Reto <i>et al.</i>, 2012), a constituição de   entidades políticas comuns – como é o caso da CPLP –, baseadas em laços   históricos profundos, assim como de comunidades emigrantes e imigrantes que   constroem pontes entre culturas e mercados, funcionando como catalisadores de   transferência de conhecimento. Adicionalmente, uma história comum – e com   momentos de comunhão –, sem prejuízo do caminho próprio de cada país, traz   consigo práticas administrativas próximas ou com parâmetros semelhantes, o que diminui a distância administrativa entre países/mercados.</p>     <p>Este conjunto de relações entre comunidades, que no   quadro da CPLP tem realidades diferentes, onde se interconectam laços   histórico-políticos, com outros de natureza empresarial e até familiar, cria   uma densidade de relacionamentos que é indutora de menos custos inerentes ao   dirimir as barreiras inerentes à <i>liability of foreigness</i> e à <i>liability of outsidership</i>.</p>     <p>A prática empresarial, em particular na seleção de   mercados externos, ilustra bem esta realidade. Partindo do caso português, podemos   perceber que os modelos gravitacionais, numa relação entre distância e valor de   mercado (assumindo PIB como um <i>proxy</i>),   não explicariam o facto de Angola ser não só o quarto mercado de exportação da   economia portuguesa, o primeiro fora do perímetro aduaneiro da União Europeia,   para além de ser o país para onde mais empresas portuguesas exportam. Também no   caso do Brasil, mercado que em 2011 era o mais procurado pelas empresas   portuguesas, em particular PME, que buscavam um novo destino de exportação   (Dias e Marques, 2012b), os modelos gravitacionais não seriam capazes de encontrar uma explicação interpretação para esse facto.</p>     <p>Assumindo os modelos de internacionalização de base   comportamental, como é o caso do Modelo de Upsalla (Johanson e Vahlne, 1977,   1990, 2003 e 2009) – na senda do contributo de Cyert e March (1963) –, torna-se   evidente que a decisão do empreendedor/empresário tende a associar menos risco   a mercados onde encontra melhor acesso da informação e onde acredita que será   mais fácil concretizar o <i>insidership</i>.   É essa perceção (e realidade) de maior proximidade que se traduz em mais   eficiência no processo estratégico de alargamento da base de clientes, a partir   de um mercado lusófono para outro mercado igualmente de língua oficial portuguesa.</p>     <p>Um sentimento de pertença que tem raízes profundas   no quadro histórico-político, que encontra na língua um garante de maior   eficiência (e antes eficácia) comunicacional, e que é alimentada por propósitos políticos e empresariais que aprofundam esse mesmo sentimento de pertença.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>A distância económica e a distância logística</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <p>A nossa comunidade foi construída a partir de uma   descoberta – uma revelação – comum. Foi feita, por inerência, com um processo   de conhecimento e reconhecimento, de proximidades – já evocadas no ponto prévio   – construídas a partir de um momento inicial, onde só a distância e as diferenças eram a realidade registada e que nos foi contada.</p>     <p>Antes de sublinhar de forma mais particular a   distância física – aquela que primeiramente foi necessário transpor para chegar   ao contacto, quando Bartolomeu Dias, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral   partiram de Lisboa, entre a foz do Tejo e o oceano Atlântico, no fim do Século XV   –, devemos sublinhar as outras distâncias que subsistem e que é útil aqui dar nota. </p>     <p>Primeiro, a distância económica, com diferentes   âmbitos, continua a verificar-se e a medir-se por aproximações centradas no PIB   e no PIB <i>per capita</i>, onde entre a   realidade de Portugal, Brasil e outros países lusófonos se verifica um <i>gap</i>, percecionando-se que as curvas de   valor dos mercados são diferentes. Dos 22 mil dólares de PIB <i>per capita </i>de Portugal até aos 567 euros   da Guiné-Bissau há uma diferença que permite perceber padrões de consumo   diferentes, diferentes estruturas de mercados, de canais de distribuição, entre outros aspetos (Banco Mundial, 2014). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No desenvolvimento de um índice de distância   económica (ver <a href="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a05f1.jpg">Figura 1</a>), onde foram considerados aspetos que originalmente   foram identificados como importantes para a perceção de distância psíquica [na   senda dos trabalhos desenvolvidos, por exemplo, por Dow e Karunaratna (2006),   Dias e Marques (2012a) e  Martin e   Drogendijk (2014)], em particular indicadores de natureza macroeconómica,   características do mercado e da procura e outros associados aos processos administrativos   (<i>red tape</i>), foram notórias as   diferenças entre o grupo formado por Portugal, a Região Administrativa Especial   de Macau (República Popular da China) e o Brasil, e outro conjunto onde aos PALOP se junta Timor-Leste.  </p>     
<p>A este aspeto deve somar-se um outro: apesar do   esforço multilateral no âmbito da OMC, agora no quadro da Ronda de Doha, os   países da CPLP, integrados em perímetros aduaneiros diferentes, ainda encontram   escolhas tarifárias que permitem aumentar a eficiência das trocas, e por isso há ainda uma distância tarifária que há que ultrapassar.</p>     <p>Mas se há distância que desde o início obrigou à   soma de recursos avultados foi a de natureza logística, e em particular a atividade de transporte marítimo.</p>     <p>McCann (2005, p.   305) afirmou que «geography and space are introduced in the new economic   geography in the form of the function of the iceberg transport costs, in which   part of the deliverables are consumed by the act of transportation». Este conceito de <i>iceberg     transport costs,</i> introduzido por Samuelson (1952), foi sendo estudado na   sua relação com o volume de comércio entre países, tendo alguns estudos   registado que «econometric estimates suggest the doubling of an individual   country’s transport costs leads to a drop in trade of 80% or even more» (Sanchez   <i>et al.</i>, 2003, p. 200, citando Hummels, 2000, e Limão <i>et al.</i>, 2001).</p>     <p>Ainda assim, esta noção e impacto dos custos do   transporte no comércio internacional foi sendo alargado. Limão e Venables   (2001), Fink (2002) ou Gries (2008) exploraram a ampliação desse conceito,   muito focado em primeira ordem nos custos do transporte marítimo, aos custos   dos <i>hinterlands</i>, sendo de salientar o   contributo quantitativo que os primeiros autores publicaram na <i>The World Bank Economic Review</i>, em 2001,   onde concluíam que a «(…) deterioration of infrastructure (and density) of the   median to the 75<sup>th</sup> percentile increases the costs (…) in an amount   equivalent to 3466 km of travel by sea or land travel of 419 km. (…) The impact   on the volume trade (international) is equivalent to an additional distance of   1627 km.» (Limão e Venables, 2001, p. 470).</p>     <p>Também Martinez-Zorzoso e Nowak-Lehmann (2004), assumindo   não só os custos de transporte marítimo mas também a infraestrutura pública de   transportes, concluíram que se verificava uma relação positiva entre esta   última e o volume de comércio internacional. Ou seja, é como se o desempenho   logístico – nos portos, na rodovia e na ferrovia, que, para além das   infraestruturas, incluem os operadores públicos e privados que suportam os   fluxos de mercadorias - pudesse somar ou subtrair quilómetros (quer isto dizer, na linha de Limão e Venables, somar ou subtrair custos).</p>     <p>Se a distância física – geográfica – tem uma relação   negativa com o volume de comércio internacional, torna-se evidente que a   logística (infraestruturas e operadores públicos e privados) pode ser agente de   aproximação, de proximidade e de diminuição de custos (de forma comparativa ao serem mais eficientes).</p>     <p>O paradoxo da distância pode ter aqui um elemento   mitigador: próximos pelos laços que nos ligam mas longe fisicamente; todavia   menos longe se a gestão logística contribuir para uma maior eficiência na movimentação de mercadorias entre mercados.</p>     <p>E é, neste âmbito, que a CPLP – e os fluxos de   mercadorias entre Estados-membros – podem encontrar uma fonte importante para   aumentar a produtividade. Esse lado oculto, onde aquela que é uma debilidade   inerente a uma comunidade com dispersão planetária – com presença nos cinco   continentes – pode encontrar uma fonte para diminuir custos das trocas com o   desenvolvimento dos sistemas logísticos nacionais, não só com novas   infraestruturas, mas também com novos processos com recursos humanos mais qualificados.</p>     <p>Mas há ainda um longo caminho a percorrer: em bom   rigor, tal como mostra o índice <i>logistics     performance index</i> (LPI) (Banco Mundial, 2014), há uma correlação entre o   PIB <i>per capita</i> e o próprio índice. E,   numa análise ao conjunto de países da CPLP, verificamos que a distância económica e a distância logística têm uma relação positiva (ver <a href="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a05f2.jpg">Figura 2</a>).</p>     
]]></body>
<body><![CDATA[<p>O LPI analisa seis dimensões diferentes: <i>customs</i> (onde se analisa o processo   alfandegário); infraestrutura (onde se considera a qualidade da infraestrutura   de transporte de o comércio); qualidade de serviço (incluindo aqui as   competências e a qualidade do serviço logístico); <i>timeliness</i> (serviço prestado dentro do tempo – <i>on-time</i>); <i>international     shipments</i> (facilidade em contratar cargas marítimas para os destinos   pretendidos); e <i>tracking &amp; tracing</i>: seguimento (possibilidade) do transporte e das mercadorias.</p>     <p>Com a exceção da Guiné Equatorial, que apresenta um   LPI baixo para o PIB <i>per capita</i> registado   – em bom rigor, em outros aspetos, pela natureza específica da economia deste   país da África Ocidental – os demais países apresentam uma elevada associação   entre os dois indicadores. A classificação de Portugal como «<i>Logistics Friendly</i>» e do Brasil como «<i>Consistent Performer</i>», é acompanhada   pela inclusão de Angola e São Tomé e Príncipe como «<i>Partial Performers</i>» e da Guiné-Bissau, da Guiné Equatorial e de   Moçambique como «<i>Logistics Unfriendly</i>» (ver Tabelas <a href="#t1">1</a> e <a href="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a05t2.jpg">2</a>).</p>     
<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a05t1.jpg" width="393" height="232"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Neste <i>ranking</i>   liderado pela Alemanha (com 4,10 de <i>score</i>),   e que conta com 166 países, é então notório que Portugal e Brasil se encontram   na primeira metade (Portugal no primeiro quartil e o Brasil no segundo), e que   os demais países CPLP considerados, ou incluídos nesta análise, se encontram na segunda metade da tabela – que é encerrada pela Somália com um <i>score</i> de 1,77.</p>     <p>Sem prejuízo de   uma análise país a país, e tendo em conta as características de cada economia,   torna-se evidente que a distância logística pode ser diminuída, proporcionando   maior eficiência às trocas quer no seio da CPLP, quer mesmo com outros   parceiros e/ou dentro dos mercados domésticos, como ao mesmo tempo, tal como   Drucker (1962) referia no dealbar dos anos 1960, o desenvolvimento das   infraestruturas e do conhecimento logístico pode ser uma alavanca para o   aumento da produtividade, reforçando a competitividade dos territórios para   acolher investimento e para exportar e importar de forma mais eficiente. No   caso da nossa comunidade, é tornar menos penalizante um dos aspetos que limita o aumento das trocas comerciais e do investimento dentro da CPLP.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Uma agenda: do <i>hard logistics</i> ao <i>soft logistics</i></b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Não há comunidades sem agenda comum. Uma tal agenda   reflete os interesses partilhados, mas também a forma de, em conjunto, resolver   os bloqueios de desenvolvimento dessa mesma comunidade. Assim, se a proximidade   e o sentido de pertença, ancorado em laços construídos pela história, como   temos vindo a sublinhar, nos traz um conjunto de fatores que induzem maior   eficiência às trocas, onde a língua, as comunidades migrantes e a própria rede   de contactos e conhecimento empresarial, que se foi fortalecendo, permitem   mitigar, para muitos decisores, o <i>liability     of foreigness</i> e o <i>liability of       outsidership, </i>os bloqueios, ou aspetos que nos tornam mais distantes, a   distância logística, como consequência da distância física – geográfica – podem agravar os custos da mobilização dos produtos entre mercados. </p>     <p>Este é seguramente um âmbito onde a CPLP deve   reforçar a cooperação, em particular no quadro das comunidades académicas e   empresariais, desenvolvendo uma agenda logística, fazendo «luz» sobre este lado oculto da(s) economia(s).</p>     <p>Assim, uma agenda de investigação e ensino da logística deve focar-se nas seguintes cinco áreas (ver <a href="#f3">caixa</a>).</p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rpbg/v15n1/15n1a05f3.jpg" width="524" height="877"></p>     
<p>&nbsp;</p>     <p>Esta agenda, para onde podemos convergir, gerando   projetos que procurem mitigar o efeito daquilo que mais no separa, a geografia,   contempla todas as dimensões do conceito de logística, desde a gestão dos   fluxos físicos e informacionais, até às atividades de planeamento e programação das operações de acordo com os requisitos da procura.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclusão</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Há um sentimento de pertença onde tudo começa. Uma   proximidade sentida e que tem valor económico; mais, um sentimento de pertença   que tem peso na decisão de exportar e investir. Mas esta comunidade, a CPLP,   foi construída ligando pontos distantes, numa geografia que se espalha por   cinco continentes, e por isso, quantas vezes, percebe-se um certo paradoxo da distância: longe mas próximo.</p>     <p>Foi procurando perceber quais os aspetos que nos   tornam próximos, e como podem contribuir para uma decisão de exportação ou de   investimento, e quais nos afastam, que nos centrámos na distância logística –   um conceito que vai para além da distância geográfica ou física – para poder   encontrar, tal como Drucker (1962), aquele lado «oculto» da economia, que se   desenvolvido, com investigação e transferência de conhecimento, pode ser um projeto comum para o conjunto de países da CPLP. </p>     <p>Quando o transporte marítimo se constitui como a   verdadeira espinha dorsal do comércio internacional, e quando se reforçam as   opções de diminuição das tarifas aduaneiras, quer no âmbito multilateral, quer   bilateral, o transporte e a logística – <i>lato     sensu</i> – afiguram-se como a grande barreira a ultrapassar. É essa barreira   que a CPLP como comunidade pode enfrentar conjuntamente, encontrando aqui um   espaço de interesse comum, que pode conferir mais eficiência aos sistemas logísticos, com impacto global e multissetorial.</p>     <p>O potencial de aumento de trocas entre os   Estados-membros da CPLP irá incrementar-se, assim como a competitividade no   quadro das economias regionais em que estão inseridos. É essa aposta, da <i>hard logistics</i> (das infraestruturas   logísticas) à <i>soft logistics</i> (da   gestão das atividades e do conhecimento logístico), com uma agenda transversal,   que pode ser uma fonte de competitividade e de alavancagem, e aproveitamento do   valor económico, das proximidades, do sentimento de pertença, que pode ser útil para criar riqueza e bem-estar social em conjunto, como uma comunidade.</p>     <p><b>&nbsp;</b></p> </font>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Referências bibliográficas</b></font></p> <font face="Verdana" size="2">     <!-- ref --><p>AICEP (2016), «Estatísticas do comércio internacional português». <a href="http://www.portugalglobal.pt" target="_blank">www.portugalglobal.pt</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824980&pid=S1645-4464201600010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BANCO MUNDIAL (2014), «Connecting to   compete – Trade logistics in the global economy (logistics performance index and its indicators». <a href="http://lpi.worldbank.org" target="_blank">lpi.worldbank.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824982&pid=S1645-4464201600010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>CYERT, R. M. e MARCH, J. G. (1963), <b>A Behavioral Theory of the Firm</b>. Englewood Cliffs, New Jersey, Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824984&pid=S1645-4464201600010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>DIAS, E. B. (2012), «Maritime auxiliary   services (MAS) and value contribution of a global value chain non-integrated   segment: The case of Port of Santos and the footwear industry (São   Paulo/Brasil)». <i>Business and Management Review</i>, vol. 2(10), pp. 47-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824986&pid=S1645-4464201600010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DIAS, E. B. e   MARQUES, C. (2012a), «How far can be some short psychic markets: The Portuguese   case». 4<sup>th</sup> ELBE Conference Proceedings, November, ISCTE – University Institute of Lisbon, Lisbon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824988&pid=S1645-4464201600010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DIAS, E. B. e   MARQUES, C. (2012b), «SMEs international market selection: An exploratory   research based on Portuguese new exporters market selection». 4<sup>th</sup> ELBE Conference Proceedings, November, ISCTE – University Institute of Lisbon, Lisbon.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824990&pid=S1645-4464201600010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DOW, D. e KARUNARATNA, A. (2006), «Developing   a multidimensional instrument to measure psychic distance stimuli». <i>Journal of International Business Studies</i>, 37(5), pp. 1-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824992&pid=S1645-4464201600010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>DRUCKER, P. (1962), «The economy's dark continent». <i>Fortune</i>, April, pp. 103-04.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824994&pid=S1645-4464201600010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>FINK, C.; MATTOO A. e NEAGU, I. C.   (2002), «Trade in international maritime services: How much does policy matter».   <i>The World Bank Economic Review</i>, 16, 1, pp. 81-108.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824996&pid=S1645-4464201600010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GHEMAWAT, P. (2001), «Distance still matters; the hard reality of global expansion». <i>Harvard Business Review</i>, Sep, 79(8), pp. 137-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=824998&pid=S1645-4464201600010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GRIES, T.; NAUDÉ, W. e MATTHEE, M.   (2008), «The optimal distance to port for exporting firms». <i>United Nations University – WIDE</i>, Research Paper 32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825000&pid=S1645-4464201600010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HOFSTEDE, G. (1980), <b>Culture’s Consequences: International Differences in Work-related Attitudes</b>. Sage, New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825002&pid=S1645-4464201600010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>HUMMELS, D. (2000), <b>Have International Transportation Declined?</b> Mimeo, Chicago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825004&pid=S1645-4464201600010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>HYMER, S. (1976), <b>International Operations of National Firms: A Study of Foreign Direct Investment</b>. MIT Press, Boston.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825006&pid=S1645-4464201600010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>JOHANSON, J. e MATTSSON, L.-G. (1988),   «Internationalization in industrial systems: A network approach». <i>In</i> N. Hood e J.-E. Vahlne (Eds.), <b>Strategies in Global Competition</b>. Croom Helm, London, pp. 468-486.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825008&pid=S1645-4464201600010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>JOHANSON, J. e VAHLNE, J. E. (1977),   «Internationalization process of firm – model of knowledge development and   increasing foreign market commitments». <i>Journal of International Business     Studies</i>, 8(1), pp. 23-32.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825010&pid=S1645-4464201600010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>JOHANSON, J. e VAHLNE, J. E. (1990),   «The mechanisms of internationalization». <i>International Marketing Review</i>, 7, pp. 11-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825012&pid=S1645-4464201600010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>JOHANSON, J. e VAHLNE, J. E. (2003),   «Business relationship learning and commitment in the internationalization process». <i>Journal of International Entrepreneurship</i>, 1(1), pp. 83-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825014&pid=S1645-4464201600010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JOHANSON, J. e VAHLNE, J. E. (2009),   «The Uppsala internationalization process model revisited: From liability of   foreignness to liability of outsidership». <i>Journal of International Business Studies</i>, 40, pp. 1411-1431.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825016&pid=S1645-4464201600010000500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>JOHANSON, J. e WIEDERSHEIM-PAUL, F. (1975),   «The internationalization of the firm: Four Swedish cases». <i>Journal of     Management Studies</i>, 12(3), pp. 305-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825018&pid=S1645-4464201600010000500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KRUGMAN, P. e OBSTFELD, M. (2005), <b>International Economics: Theory and Policy</b>. 6<sup>th</sup> ed. Pearson Education.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825020&pid=S1645-4464201600010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     <!-- ref --><p>LIMÃO, N. e VENABLES, A. (2001), «Infrastructure, geographical disadvantage, transport costs, and trade». <i>The World Bank Economic Review</i>, 15, 3, pp. 451-479.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825022&pid=S1645-4464201600010000500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>McCANN, P. (2005), «Transport costs   and new economic geography». <i>Journal of Economic Geography</i>, 5, pp. 305-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825024&pid=S1645-4464201600010000500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTÍN-MARTÍN, O. e DROGENDYJK, R. (2014),   «Country distance (COD): Development and validation of a new objective measure».   <i>Journal of Small Business Management</i>, 52(1), pp. 102-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825026&pid=S1645-4464201600010000500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTÍNEZ-ZORZOSO, I. e NOWAK-LEHMAN,   F. D. (2004), «Economic and geographical distance: Explaining Mercosur   sectorial exports to the EU». <i>Open Economies Review</i>, 15, pp. 291-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825028&pid=S1645-4464201600010000500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>PORTER, M. E. (1980), <b>Competitive Strategy: Techniques for Analyzing Industries and Competitors</b>. Free Press, New York.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825030&pid=S1645-4464201600010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>RETO, L. (Coord.); ESPERANÇA, J.; AZZIM, M.; MACHADO, F. e COSTA, A. (2012), <b>O Potencial Económico da Língua Portuguesa</b>. Texto Editora, Lisboa.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825032&pid=S1645-4464201600010000500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>RICARDO, D. (1817), <b>On the Principles of Political Economy and Taxation</b>. 1<sup>st</sup> ed., John Murray Edition, London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825034&pid=S1645-4464201600010000500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SAMUELSON, P. (1952), «The transfer problem and transports costs: The terms of trade when impediments are absent». <i>Economic Journal,</i> 62, pp. 278-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825036&pid=S1645-4464201600010000500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SÁNCHEZ, R.; HOFFMANN, J.; MICCO, A.; PIZZOLITTO, G.;   SGUT, M. e WILMSMEIER, G. (2003), «Port efficiency and international trade: Port efficiency as a determinant of maritime transport costs». <i>Maritime Economics and Logistics</i>, 5, pp. 199-218.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825038&pid=S1645-4464201600010000500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SMITH, A. (1776), <b>An   Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations</b>. Methuen &amp; Co. Ltd., London.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=825040&pid=S1645-4464201600010000500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recebido e aceite em mar&ccedil;o de 2016.    <br>   Recibido y aceptado en marzo de 2016.    <br> Received and accepted in March 2016.</p> </font>      ]]></body><back>
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