<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-4464</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista de Gestão dos Países de Língua Portuguesa]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[RGPLP]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-4464</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[INDEG-IUL - ISCTE Executive Education ]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-44642018000100004</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência do género dos gestores das microempresas na utilidade atribuída à contabilidade]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[La influencia del género de los gestores de las microempresas en la utilidad atribuida a la contabilidad]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The influence of the manager´s gender in the utility assigned to accounting]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gouveia]]></surname>
<given-names><![CDATA[Henrique]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A1"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Joaquim Sant'ana]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Cristina]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A2"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AA1">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Faro ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AA2">
<institution><![CDATA[,Universidade do Algarve Centro de Investigação sobre Espaço e Organizações ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Faro ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2018</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>37</fpage>
<lpage>55</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-44642018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-44642018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-44642018000100004&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[A informação contabilística tem como função fornecer dados necessários à tomada de decisão dos gestores. As perspetivas de género defendem existir diferenças nos valores e atitudes de risco. Neste estudo definiram-se dois objetivos: avaliar as diferenças de género no recurso à informação contabilística e observar a utilidade atribuída à informação contabilística e a sua importância para a tomada de decisão dos gestores em função do género. Com base em 609 gestores de microempresas selecionados por conveniência, delineou-se um design bifatorial de 2 (género: homens versus mulheres) X 2 (utilizador: sim versus não) com recurso a um inquérito online. Os resultados não apresentam diferenças significativas de género entre os gestores que utilizam a contabilidade como fonte de informação. No entanto, de entre os gestores não utilizadores da informação contabilística, as mulheres reconhecem de forma diferente a utilidade dessa informação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[La información contable tiene como función proporcionar los datos necesarios para la toma de decisión de los gestores. Las perspectivas de género defienden la existencia de diferencias en los valores y actitudes de riesgo. En este estudio se definieron dos objetivos: evaluar las diferencias de género en el recurso a la información contable y observar la utilidad atribuida a la información contable y su importancia para la toma de decisión de los gestores en función del género. Con base en 609 gestores de microempresas seleccionados por conveniencia, se delineó un diseño bifactorial de 2 (género: hombres versus mujeres) X 2 (usuario: sí versus no) con un estudio online. Los resultados no presentan diferencias significativas de género entre los gestores que utilizan la contabilidad como fuente de información. Sin embargo, entre los gestores no usuarios de la información contable, las mujeres reconocen de forma diferente la utilidad de dicha información]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The accounting information has the function of providing data and information necessary for the manager´s decision-making. Gender perspectives suggest that there are differences in risk values &#8203;&#8203;and attitudes. The first objective of this article was to evaluate gender differences in the use of accounting information and the second objective was to observe the usefulness attributed to accounting information and its importance for the managers decision-making according the gender. Based on 609 managers of microenterprises selected by convenience, a two-factor design was delineated from 2 (gender: men versus women) X 2 (user: yes versus no) using an online survey. The results obtained do not present significant gender differences among managers who use accounting as a source of information. However, among managers who do not use accounting information, women recognize differently the usefulness of this information.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Informação Contabilística]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Género]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Microempresas]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tomada de Decisão]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Información Contable]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Género]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Microempresas]]></kwd>
<kwd lng="es"><![CDATA[Toma de Decisiones]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Accounting Information]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Gender]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Micro-Enterprise]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Decision Making]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p style="text-align: right;"><B>ESTUDOS</B></p>     <p><B>A influ&ecirc;ncia do g&eacute;nero dos gestores das microempresas na utilidade atribu&iacute;da &agrave; contabilidade</B> </p>     <p><B>La influencia del g&eacute;nero de los gestores de las microempresas en la utilidad atribuida a la contabilidad</B> </p>     <p><B>The influence of the manager&acute;s gender in the utility assigned to accounting</B> </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Henrique Gouveia*, Joaquim Sant&rsquo;ana Fernandes**, Cristina Gon&ccedil;alves*** e Gabriela Gon&ccedil;alves****</B> </p>     <p>* Mestre em Contabilidade, Universidade do Algarve, Faculdade de Economia. Contabilista certificado, autor de diversos artigos cient&iacute;ficos na &aacute;rea. Universidade do Algarve, Campus da Penha 8005-139 Faro.&nbsp;<a href="mailto:henrique.mng@hotmail.com">henrique.mng@hotmail.com</a></p>     <p>** Doutorado em Gest&atilde;o Empresarial. Professor na Universidade do Algarve, na &aacute;rea da Contabilidade. Autor de livros e diversos artigos cient&iacute;ficos na &aacute;rea. Membro do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre Espa&ccedil;o e Organiza&ccedil;&otilde;es, Universidade do Algarve, Campus da Penha, 8005-139 Faro.&nbsp;<a href="mailto:jsfer@ualg.pt">jsfer@ualg.pt</a></p>     <p>*** Mestre em Ci&ecirc;ncias Econ&oacute;micas e Empresariais. Professora na Universidade do Algarve, na &aacute;rea da Contabilidade. Autora de diversos livros e artigos cient&iacute;ficos na &aacute;rea. Membro do Centro de Investiga&ccedil;&atilde;o sobre Espa&ccedil;o e Organiza&ccedil;&otilde;es, Universidade do Algarve, Campus da Penha, 8005-139 Faro.&nbsp;<a href="mailto:cjesus@ualg.pt">cjesus@ualg.pt</a></p>     <p>**** Doutorada em Ci&ecirc;ncias Psicol&oacute;gicas. Professora Auxiliar na Universidade do Algarve na &aacute;rea de Gest&atilde;o de Recursos Humanos e Psicologia Social e das Organiza&ccedil;&otilde;es. Membro do Research Centre for Spatial and Organizational Dynamics, Universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005-139 Faro.&nbsp;<a href="mailto:ggoncalves@ualg.pt">ggoncalves@ualg.pt</a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><B>RESUMO</B> </p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica tem como fun&ccedil;&atilde;o fornecer dados necess&aacute;rios &agrave; tomada de decis&atilde;o dos gestores. As perspetivas de g&eacute;nero defendem existir diferen&ccedil;as nos valores e atitudes de risco. Neste estudo definiram-se dois objetivos: avaliar as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no recurso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e observar a utilidade atribu&iacute;da &agrave; informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e a sua import&acirc;ncia para a tomada de decis&atilde;o dos gestores em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero. Com base em 609 gestores de microempresas selecionados por conveni&ecirc;ncia, delineou-se um <i> design</i> bifatorial de 2 (g&eacute;nero: homens <i> versus</i> mulheres) X 2 (utilizador: sim <i> versus</i> n&atilde;o) com recurso a um inqu&eacute;rito <i> online. </i> Os resultados n&atilde;o apresentam diferen&ccedil;as significativas de g&eacute;nero entre os gestores que utilizam a contabilidade como fonte de informa&ccedil;&atilde;o. No entanto, de entre os gestores n&atilde;o utilizadores da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica, as mulheres reconhecem de forma diferente a utilidade dessa informa&ccedil;&atilde;o.</p>     <p><B>Palavras-chave:</B> Informa&ccedil;&atilde;o Contabil&iacute;stica; G&eacute;nero; Microempresas; Tomada de Decis&atilde;o</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>RESUMEN</B> </p>     <p>La informaci&oacute;n contable tiene como funci&oacute;n proporcionar los datos necesarios para la toma de decisi&oacute;n de los gestores. Las perspectivas de g&eacute;nero defienden la existencia de diferencias en los valores y actitudes de riesgo. En este estudio se definieron dos objetivos: evaluar las diferencias de g&eacute;nero en el recurso a la informaci&oacute;n contable y observar la utilidad atribuida a la informaci&oacute;n contable y su importancia para la toma de decisi&oacute;n de los gestores en funci&oacute;n del g&eacute;nero. Con base en 609 gestores de microempresas seleccionados por conveniencia, se deline&oacute; un dise&ntilde;o bifactorial de 2 (g&eacute;nero: hombres versus mujeres) X 2 (usuario: s&iacute; versus no) con un estudio online. Los resultados no presentan diferencias significativas de g&eacute;nero entre los gestores que utilizan la contabilidad como fuente de informaci&oacute;n. Sin embargo, entre los gestores no usuarios de la informaci&oacute;n contable, las mujeres reconocen de forma diferente la utilidad de dicha informaci&oacute;n.</p>     <p><B>Palabras clave:</B> Informaci&oacute;n Contable; G&eacute;nero; Microempresas; Toma de Decisiones.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>ABSTRACT</B> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>The accounting information has the function of providing data and information necessary for the manager&acute;s decision-making. Gender perspectives suggest that there are differences in risk values &#8203;&#8203;and attitudes. The first objective of this article was to evaluate gender differences in the use of accounting information and the second objective was to observe the usefulness attributed to accounting information and its importance for the managers decision-making according the gender. Based on 609 managers of microenterprises selected by convenience, a two-factor design was delineated from 2 (gender: men versus women) X 2 (user: yes versus no) using an online survey. The results obtained do not present significant gender differences among managers who use accounting as a source of information. However, among managers who do not use accounting information, women recognize differently the usefulness of this information.</p>     <p><B>Key words:</B> Accounting Information; Gender; Micro-Enterprise; Decision Making</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Segundo a Informa D&amp;B (2012), observa-se uma minoria feminina nos cargos de gest&atilde;o (30,5%), sendo nas microempresas (ME) que se verifica uma maior participa&ccedil;&atilde;o nesses cargos (33,1%) e tamb&eacute;m nas empresas mais jovens onde assumem maior relev&acirc;ncia. J&aacute; de acordo com o Instituto Nacional de Estat&iacute;stica (INE, 2013), 5,2% do universo das mulheres empregadas em 2011 exerciam um cargo dirigente, apresentando um perfil mais jovem e mais qualificado do que o dos homens. Segundo o <i> European Institute for Gender Equality</i> (2013), Portugal, em 2010, estava entre os pa&iacute;ses com menor igualdade, com um &iacute;ndice de igualdade de g&eacute;nero de 41,3, quando a m&eacute;dia da Uni&atilde;o Europeia se situa nos 54 (em 100).</p>     <p>Os gestores sustentam os seus processos de decis&atilde;o num conjunto de &laquo;ferramentas&raquo;. A informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica (IC), entendida como toda a informa&ccedil;&atilde;o gerada com base em registos, tanto de natureza financeira, como econ&oacute;mica, numa perspetiva hist&oacute;rica ou prospetiva, independentemente de a mesma ser obrigat&oacute;ria ou volunt&aacute;ria, &eacute; uma dessas &laquo;ferramentas&raquo; (ver Chen, Ding e Xu<i> , </i> 2014).</p>     <p>N&atilde;o obstante as diferen&ccedil;as quantitativas existentes entre os g&eacute;neros quanto &agrave; presen&ccedil;a na gest&atilde;o das empresas, diversos estudos t&ecirc;m analisado em que medida as diferen&ccedil;as entre estilos de gest&atilde;o e processos de decis&atilde;o podem ser explicados pelos perfis dos gestores (ver R&uuml;zbar e Kurt, 2013). Neste contexto, o efeito das vari&aacute;veis biogr&aacute;ficas, nomeadamente o g&eacute;nero, no processo de tomada de decis&atilde;o tem sido um foco de interesse (ex., Delaney <i> et al</i> ., 2015). Os resultados nem sempre s&atilde;o consensuais ou conclusivos sobre esse efeito (ex., Baiocco, Laghi e D&rsquo; Allessio, 2009; ver Spicer e Sadler-Smith, 2005).</p>     <p>Por um lado, alguns estudos apontam para uma atitude mais cautelosa, menos agressiva e por procura de apoio nas tomadas de decis&atilde;o (ex., Harris, Jenkins e Glaser<i> , </i> 2006) por parte das mulheres em cargos de gest&atilde;o. Por outro, Francis <i> et al</i> . (2014) afirmam que os respons&aacute;veis financeiros femininos s&atilde;o mais adversos ao risco. Ainda a este prop&oacute;sito, Filho, Bruni e Sampaio (2012) observaram a ocorr&ecirc;ncia de heur&iacute;sticas em decis&otilde;es or&ccedil;amentais, sendo que a vari&aacute;vel g&eacute;nero apresentou uma rela&ccedil;&atilde;o significativa.</p>     <p>Estes e outros estudos apontam para a possibilidade de diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na import&acirc;ncia e utilidade percebida da IC e da sua utiliza&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o dos gestores. Defende-se que a utilidade da IC, para a tomada de decis&atilde;o, &eacute; percecionada de forma diferenciada pelo g&eacute;nero do gestor.</p>     <p>Estes e outros estudos apontam para a possibilidade de diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na import&acirc;ncia e utilidade percebida da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e da sua utiliza&ccedil;&atilde;o na tomada de decis&atilde;o dos gestores.</p>     <p>Considerando a ampla aplica&ccedil;&atilde;o que a IC tem para o aperfei&ccedil;oamento de produtos e processos das empresas, mas a pouca informa&ccedil;&atilde;o sobre a presen&ccedil;a de gestoras, a aplica&ccedil;&atilde;o nos conte&uacute;dos do ensino em contabilidade e a realidade portuguesa (Ferreira, 2013) desenvolveu-se um estudo que visa avaliar a utilidade percebida e a import&acirc;ncia que cada g&eacute;nero atribui &agrave; IC. Atendendo que nem sempre h&aacute; consist&ecirc;ncia entre atitude e comportamentos (ver Ajzen e Fishbein, 1980), as vari&aacute;veis foram analisadas em decisores que usam e n&atilde;o usam a IC com base num estudo bifatorial de 2 (g&eacute;nero: homens vs. mulheres) X 2 (utilizador: sim vs. n&atilde;o). Definiu-se como objeto de investiga&ccedil;&atilde;o as ME portuguesas (Comiss&atilde;o Europeia (CE), 2003), sob a forma de sociedade. Segundo o INE (2013), para dados de 2011, num universo de 300 923 sociedades n&atilde;o financeiras, 254 764 s&atilde;o ME, representando cerca de 85% das sociedades, raz&atilde;o pela qual se optou por estas entidades.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><B>Revis&atilde;o da literatura</B> </p>     <p>O processo de tomada de decis&atilde;o inicia-se com a recolha e an&aacute;lise da informa&ccedil;&atilde;o de suporte, pelo que existe uma rela&ccedil;&atilde;o de causa-efeito entre a informa&ccedil;&atilde;o sobre a qual se decidiu e a decis&atilde;o (Davenport, 2009). A qualidade da avalia&ccedil;&atilde;o que se faz das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis determina o sucesso da decis&atilde;o (ver Mala e Chand, 2015).</p>     <p>A informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica surge no contexto do processo de tomada de decis&otilde;es com a fun&ccedil;&atilde;o de fornecer dados e elementos que, em determinada altura, ser&atilde;o necess&aacute;rios para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas (Caplan, 1966) de natureza estrat&eacute;gica e/ou operacional (Davidson e Trueblood, 1961). V&aacute;rios estudos (ver Mala e Chand, 2015), apoiados em diferentes metodologias, confirmam a import&acirc;ncia da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e da sua avalia&ccedil;&atilde;o para o sucesso das tomadas de decis&atilde;o (estrat&eacute;gica e operacional) e para os investidores (ex., Chen, <i> et al</i> ., 2014; Kang e Stulz, 1997; Portes e Rey, 2005). Rossi e Volpin (2004) compararam o volume de fus&otilde;es e aquisi&ccedil;&otilde;es transfronteiri&ccedil;as e observaram que os pa&iacute;ses com melhores informa&ccedil;&otilde;es contabil&iacute;sticas apresentam valores significativamente superiores aos outros pa&iacute;ses.</p>     <p>Tamb&eacute;m o estudo de Martin (1971) evidencia claramente a relev&acirc;ncia dos dados dos relatos contabil&iacute;sticos anuais na &aacute;rea das decis&otilde;es estrat&eacute;gicas, nomeadamente nas decis&otilde;es de investimento. Esta ideia &eacute; refor&ccedil;ada pelo modelo de Zhang (2000) ao reconhecer que os dados contabil&iacute;sticos cont&ecirc;m informa&ccedil;&atilde;o &uacute;til para guiar as decis&otilde;es de investimento, sendo que este investimento constitui a base da cria&ccedil;&atilde;o de valor empresarial. Okoh e Uzoka (2012) realizaram uma investiga&ccedil;&atilde;o sobre o papel da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica na sobreviv&ecirc;ncia das pequenas empresas na Nig&eacute;ria em que observaram uma rela&ccedil;&atilde;o relevante entre a informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica e a sobreviv&ecirc;ncia das empresas. O trabalho de Lucena, Vasconcelos e Marcelino (2011) identificou quais as informa&ccedil;&otilde;es contabil&iacute;sticas utilizadas no processo de tomada de decis&atilde;o por parte dos gestores das pequenas e microempresas de uma localidade brasileira. Conclu&iacute;ram que as empresas s&atilde;o influenciadas pelo uso dos relat&oacute;rios contabil&iacute;sticos, mas que existe a necessidade de uma melhor gest&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica para a tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>Em Portugal, destaca-se o trabalho de Alves e Ussman (2006) que conclui que o principal objetivo desta informa&ccedil;&atilde;o (em particular a gerada pela contabilidade financeira) &eacute; o cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es fiscais. No entanto, esta opini&atilde;o n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime, destacando-se perfis de gestores que defendem que o principal objetivo da contabilidade &eacute; fornecer informa&ccedil;&atilde;o para a tomada de decis&atilde;o. O estudo de Alves (2008), que analisou as decis&otilde;es dos dirigentes portugueses com recurso &agrave; contabilidade, permitiu observar que a IC &eacute; importante e &eacute; utilizada na maioria das decis&otilde;es. Tamb&eacute;m Nunes e Serrasqueiro (2004) conclu&iacute;ram que os gestores das pequenas empresas atribuem bastante relevo &agrave; IC.</p>     <p>Os estudos referidos validam o recurso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o quantitativa (no caso em concreto, contabil&iacute;stica) para a tomada de decis&atilde;o. Contudo, a utilidade da IC para a tomada de decis&atilde;o pode ser condicionada por diversos aspetos como a tempestividade, a terminologia, as pol&iacute;ticas contabil&iacute;sticas e por diferentes perspetivas entre preparadores e utilizadores (Pierce e O&rsquo;Dea, 2003). Ultrapassar estas restri&ccedil;&otilde;es &eacute; importante, pois gestores com melhor informa&ccedil;&atilde;o tomam melhores decis&otilde;es (Mendonza e Bescos, 2001).</p>     <p>A literatura &eacute; vasta na an&aacute;lise dos fatores que afetam as tomadas de decis&atilde;o, nomeadamente da IC. O estudo realizado por &#304;bicio&#287;lu, Kocabycic e Dal&#287;ar (2010) sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o das demonstra&ccedil;&otilde;es financeiras (DF) durante o processo de decis&atilde;o em pequenas e m&eacute;dias empresas, revela que os gestores consideram a experi&ecirc;ncia como o fator mais importante no processo de tomada de decis&atilde;o. Por outro lado, Nunes e Serrasqueiro (2004) observaram que o n&iacute;vel de forma&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios, nas empresas cuja contabilidade &eacute; preparada externamente, corresponde ao ensino b&aacute;sico e secund&aacute;rio, donde poder&aacute; resultar uma eventual dificuldade em analisar as DF, desconsiderando a IC nas suas decis&otilde;es. J&aacute; Gouveia, Gon&ccedil;alves e Fernandes (2015) evidenciam, no estudo relativo &agrave; utilidade da contabilidade, no &acirc;mbito das ME portuguesas, que os gestores utilizam, na sua grande maioria, a IC e que a utiliza&ccedil;&atilde;o dessa ferramenta est&aacute; associada ao setor de atividade, &agrave; longevidade da empresa, &agrave; dimens&atilde;o da empresa, medida pelo <i> proxy</i> n&uacute;mero de trabalhadores, e &agrave; &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o. Este &uacute;ltimo aspeto reveste-se de particular interesse, em virtude da atribui&ccedil;&atilde;o de maior utilidade da IC na tomada de decis&atilde;o pelos gestores com forma&ccedil;&atilde;o nas &aacute;reas econ&oacute;micas.</p>     <p>A idade da empresa (Serrasqueiro e Nunes, 2012), o estilo or&ccedil;amental (Hopwood, 1972), a estrutura financeira (Branch, 1978), contextos espec&iacute;ficos, medidas pol&iacute;ticas e institucionais (Guler, 2007) e a estrat&eacute;gia sobre o conhecimento (<i> Knowledge Strategy</i> ) (Kasten, 2007), entre outros, s&atilde;o tamb&eacute;m fatores analisados.</p>     <p>Para al&eacute;m dos fatores referidos, &eacute; de considerar, ainda, as diferen&ccedil;as explicadas por tra&ccedil;os de personalidade (ex., Mihaela, 2015), estilo cognitivo (ex., Peterson, Rayner e Armstrong, 2009), processamento de informa&ccedil;&atilde;o e heur&iacute;sticas (ver Barreto, Macedo e Alves 2013), intui&ccedil;&atilde;o (ver Sadler-Smith e Burke-Smalley, 2015) e estilo de gest&atilde;o (lideran&ccedil;a).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns estudos afirmam que existem diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel dos principais valores e atitudes de risco. As gestoras s&atilde;o mais benevolentes e universalmente preocupadas, mas menos focadas na realiza&ccedil;&atilde;o e no poder que os homens. Estas conclus&otilde;es contrariam outros estudos, que afirmam que os respons&aacute;veis financeiros femininos s&atilde;o mais adversos ao risco.</p>     <p>Dada a crescente complexidade e diversidade nas fun&ccedil;&otilde;es dos gestores, aumentou o interesse pelas vari&aacute;veis biogr&aacute;ficas, em particular o g&eacute;nero. Imp&otilde;e-se saber se existir&atilde;o diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no comportamento entre os gestores. Adams e Funk (2011) afirmam que existem diferen&ccedil;as ao n&iacute;vel dos principais valores e atitudes de risco. As gestoras s&atilde;o mais benevolentes e universalmente preocupadas, mas menos focadas na realiza&ccedil;&atilde;o e no poder que os homens. S&atilde;o tamb&eacute;m menos focadas nas tradi&ccedil;&otilde;es e na seguran&ccedil;a, o que sugere que em cargos diretivos s&atilde;o menos adversas ao risco na tomada de decis&atilde;o. Estas conclus&otilde;es contrariam Francis <i> et al.</i> (2014), que afirmam que os respons&aacute;veis financeiros femininos s&atilde;o mais adversos ao risco. Tamb&eacute;m nos estudos de Harris <i> et al.</i> (2006) &eacute; referido que as mulheres s&atilde;o mais cautelosas e menos agressivas em diversos contextos de decis&otilde;es. Um perfil de risco do gestor reflete-se na IC. Gestores mais cautelosos adotam pol&iacute;ticas contabil&iacute;sticas mais conservadoras, o que conduz a que se decida sobre informa&ccedil;&atilde;o de um modo mais prudente. Francis <i> et al.</i> (2014) concluem que as gestoras por serem mais adversas ao risco tendem a adotar pol&iacute;ticas de relato mais conservadoras. Nesta &oacute;tica de prud&ecirc;ncia, tendem a criar estimativas de maior qualidade (Barua <i> et al</i> ., 2010).</p>     <p>V&aacute;rios estudos t&ecirc;m procurado avaliar as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no que diz respeito aos processos de processamento de informa&ccedil;&atilde;o (ver Meyers-Levy e Loken, 2015), decis&atilde;o e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas (ex., Charness e Gneezy, 2012). A este prop&oacute;sito o estudo de Delaney <i> et al.</i> (2015) com 1075 participantes (56,2% mulheres) mostrou que as mulheres recorrem menos ao estilo intuitivo. Por seu lado, Filho <i> et al.</i> (2012) observaram uma rela&ccedil;&atilde;o entre o g&eacute;nero e a ocorr&ecirc;ncia de heur&iacute;sticas em decis&otilde;es or&ccedil;amentais.</p>     <p>Apesar de existirem diversos estudos em diferen&ccedil;as de g&eacute;nero no desempenho organizacional (ver Gil, Espejo e Gallego, 2010), poucos exploraram a hip&oacute;tese da import&acirc;ncia e da utilidade da IC para a tomada de decis&atilde;o ser percecionada de forma distinta em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero. Face ao exposto, assume-se que existem diferen&ccedil;as de g&eacute;nero quanto &agrave; utilidade atribu&iacute;da e &agrave; import&acirc;ncia da IC em fun&ccedil;&atilde;o da sua utiliza&ccedil;&atilde;o para a tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Estudo emp&iacute;rico</B> </p>     <p>Hip&oacute;teses de investiga&ccedil;&atilde;o</p>     <p>H1: Existem diferen&ccedil;as entre g&eacute;neros na utiliza&ccedil;&atilde;o da IC na tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>H2: Existem diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na import&acirc;ncia e perce&ccedil;&atilde;o da utilidade da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica nos n&atilde;o utilizadores.</p>     <p>H3: Existem diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na import&acirc;ncia e perce&ccedil;&atilde;o da utilidade da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica nos utilizadores.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Universo e amostra</p>     <p>O universo &eacute; composto pelas ME sob a forma jur&iacute;dica de sociedade e com atividade n&atilde;o financeira e n&atilde;o seguradora, cuja sede se situa em Portugal continental, e que totalizam 254 764 entidades (INE, 2013).</p>     <p>A identifica&ccedil;&atilde;o das entidades a contactar apoiou-se, por conveni&ecirc;ncia, numa base de dados de contactos (<i> link</i> B2B CRM), pelo que a amostra n&atilde;o tem natureza aleat&oacute;ria. Por quest&otilde;es &eacute;ticas, exclu&iacute;ram-se desta base as empresas com atividades de contabilidade, auditoria e consultoria fiscal (CAE 69200), resultando em 65 893 entidades. Obtiveram-se 789 respostas, das quais se validaram 609 (amostra), representando 0,24% do universo, sendo que 25,5% dos respondentes s&atilde;o mulheres.</p>     <p>Considerando a vari&aacute;vel g&eacute;nero, apresenta-se no <a href="#q1">quadro 1</a> valores descritivos agrupados por setor, regi&atilde;o, forma jur&iacute;dica e idade da empresa. No <a href="#q2">quadro 2</a>, os dados est&atilde;o agrupados por caracter&iacute;sticas do gestor (idade, habilita&ccedil;&otilde;es, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e anos de experi&ecirc;ncia).</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q1"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q1.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q2"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q2.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p><B>Procedimento e instrumento de recolha de dados</B> </p>     <p>O instrumento de recolha de dados foi o inqu&eacute;rito, disponibilizado <i> online</i> durante dois meses, tendo sido solicitado aos gestores o seu preenchimento.</p>     <p>O inqu&eacute;rito estava organizado em seis grupos:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>1) Vari&aacute;veis biogr&aacute;ficas dos gestores: g&eacute;nero, idade, habilita&ccedil;&otilde;es acad&eacute;micas e profissionais;</p>     <p>2) Fontes de informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica: local de prepara&ccedil;&atilde;o, pessoal administrativo, subsistemas contabil&iacute;sticos, periodicidade e quem toma iniciativa de obten&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o. Inclui ainda uma quest&atilde;o relativa &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica (sim <i> versus</i> n&atilde;o);</p>     <p>3) Utilizadores de informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica: frequ&ecirc;ncia (numa escala de 1 &ndash; nunca &ndash; a 5 &ndash; mensalmente); tipo de informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica utilizada (balan&ccedil;o, r&aacute;cios, etc.), grau de concord&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a v&aacute;rios aspetos sobre a utilidade da contabilidade &ndash; 13 itens numa escala crescente tipo Likert de 1 (discordo totalmente &ndash; DT) a 5 (concordo totalmente &ndash; CT) &ndash; e a import&acirc;ncia atribu&iacute;da &agrave; informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica quando toma decis&otilde;es (1 item numa escala crescente tipo Likert de 1 a 10) baseado na medida de Cummins e Gullone (2000);&nbsp;</p>     <p>4) N&atilde;o utilizadores de informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica: avalia o grau de concord&acirc;ncia sobre as v&aacute;rias raz&otilde;es da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica - 14 itens numa escala crescente tipo Likert de 1 (DT) a 5 (CT);</p>     <p>5) Fatores para a tomada de decis&atilde;o: centrados no gestor e de natureza ex&oacute;gena &ndash; 14 itens numa escala crescente tipo Likert de 1 (DT) a 5 (CT);</p>     <p>6) Custo de contexto: avalia&ccedil;&atilde;o da contabilidade (dicot&oacute;mica: mais-valia <i> versus</i> custo desnecess&aacute;rio), e peso dos disp&ecirc;ndios suportados pela entidade &ndash; 4 itens numa escala crescente tipo Likert de 1 (DT) a 5 (CT). Este grupo inclui uma quest&atilde;o final que pretende aferir se os gestores continuariam a recorrer ao servi&ccedil;o de contabilidade, caso n&atilde;o fosse uma obriga&ccedil;&atilde;o legal (sim <i> versus</i> n&atilde;o).</p>     <p>Os grupos 1, 2, 5 e 6 eram de resposta obrigat&oacute;ria para todos os inquiridos. O grupo 3 era destinado aos inquiridos que tivessem respondido sim no grupo 2 e o grupo 4 para quem respondeu n&atilde;o.</p>     <p>O inqu&eacute;rito foi sujeito a pr&eacute;-teste tendo-se procedido ao envio de 10 inqu&eacute;ritos na vers&atilde;o preliminar a empresas pr&eacute;-selecionadas, a fim de se identificar problemas nas perguntas que justificassem uma modifica&ccedil;&atilde;o da reda&ccedil;&atilde;o ou altera&ccedil;&atilde;o do formato. O pr&eacute;-teste validou a clareza e compreensibilidade das quest&otilde;es, dando viabilidade ao envio do question&aacute;rio na vers&atilde;o final.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Tratamento de dados</B> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Recorreu-se a estat&iacute;sticas descritivas e a testes n&atilde;o param&eacute;tricos (em virtude de a amostra ser n&atilde;o aleat&oacute;ria e da n&atilde;o normalidade da distribui&ccedil;&atilde;o dos dados das vari&aacute;veis). Para o teste de independ&ecirc;ncia das vari&aacute;veis nominais realizou-se o teste qui-quadrado (&#119987;&sup2;). Considerou-se um <i> p</i> &lt; 0,05, se bem que sejam apresentados alguns resultados com <i> p</i> &lt; 0,1.</p>     <p>As vari&aacute;veis foram agrupadas em tr&ecirc;s vetores &ndash; estrutural, empresa e gestor &ndash; fundamentadas em trabalhos com natureza an&aacute;loga ou de natureza explorat&oacute;ria e testadas sobre a sua rela&ccedil;&atilde;o com o g&eacute;nero. O vetor relacionado com o contexto da empresa foi denominado como &laquo;estrutural&raquo;. O vetor &laquo;empresa&raquo; inclui diversos indicadores econ&oacute;mico-financeiros relativos &agrave; sociedade. E o vetor relacionado com o perfil do gestor designa-se &laquo;gestor&raquo;.</p>     <p>Em suma, quanto aos tr&ecirc;s vetores, a abrang&ecirc;ncia &eacute; a seguinte:</p> <ul>       <li>Estrutural: regi&atilde;o, setor, forma jur&iacute;dica, idade da empresa (Alves, 2008; Gouveia <i> et al., </i> 2015; Lucena <i> et al.,</i> 2011; Serrasqueiro e Nunes, 2012);</li>       <li>Empresa: volume de neg&oacute;cios, n&uacute;mero de trabalhadores, total ativo, resultados do per&iacute;odo, capital pr&oacute;prio, <i> return on assets</i> , <i> return on equity</i> , liquidez geral, endividamento e solvabilidade (Gouveia <i> et al.</i> , 2015; Lucena <i> et al.</i> , 2011);</li>       <li>Gestor: idade, habilita&ccedil;&otilde;es, &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o e anos de experi&ecirc;ncia (Gouveia <i> et al.</i> , 2015; &#304;bicio&#287;lu <i> et al.</i> , 2010; Lucena <i> et al.,</i> 2011; Taylor, 1975).</li>     </ul>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Resultados</B> </p>     <p>An&aacute;lise descritiva</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Do agrupamento da amostra por setores de atividades, resultou uma distribui&ccedil;&atilde;o setorial pr&oacute;xima &agrave; do universo. Verifica-se tamb&eacute;m uma forte aproxima&ccedil;&atilde;o entre a amostra e os dados nacionais, quer em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por regi&otilde;es, quer quanto &agrave; forma jur&iacute;dica.</p>     <p>Os resultados no que concerne &agrave;s percentagens de gestoras s&atilde;o consistentes, quer com INE (2013), quer com a Informa D&amp;B (2012). No que se refere &agrave;s vari&aacute;veis no &acirc;mbito &laquo;estrutural&raquo;, as frequ&ecirc;ncias de respostas s&atilde;o relativamente semelhantes nos dois g&eacute;neros, observando-se um maior n&uacute;mero de respostas de empresas geridas por mulheres no setor dos servi&ccedil;os e de empresas sediadas em Lisboa. Neste enquadramento, verifica-se que a idade da empresa gerida por cada um dos g&eacute;neros &eacute; percentualmente semelhante, o que n&atilde;o coincide com os dados da Informa D&amp;B (2012).</p>     <p>No vetor gestor, verifica-se, &agrave; semelhan&ccedil;a do que foi anteriormente assinalado, que a mulher gestora &eacute; mais jovem e com mais habilita&ccedil;&otilde;es (<i> p </i> &lt; 0,05) &ndash; 63,2% tem menos de 45 anos e 79,4% det&ecirc;m um curso superior. No caso dos gestores masculinos 53,7% t&ecirc;m at&eacute; 45 anos e 61,9% t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o superior. Em termos de experi&ecirc;ncia, 52,4% dos homens gerem empresas h&aacute; mais de 10 anos, por oposi&ccedil;&atilde;o aos 41,9% das mulheres para o mesmo per&iacute;odo (<i> p</i> &lt; 0,05).</p>     <p>O estudo verificou que a mulher gestora &eacute; mais jovem e com mais habilita&ccedil;&otilde;es (p &lt; 0,05) &ndash; 63,2% tem menos de 45 anos e 79,4% det&ecirc;m um curso superior. No caso dos gestores masculinos 53,7% t&ecirc;m at&eacute; 45 anos e 61,9% t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o superior. Em termos de experi&ecirc;ncia, 52,4% dos homens gerem empresas h&aacute; mais de 10 anos, por oposi&ccedil;&atilde;o aos 41,9% das mulheres para o mesmo per&iacute;odo (p &lt; 0,05).</p>     <p>A &aacute;rea de forma&ccedil;&atilde;o foi agregada em dois grupos: forma&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica (economia, finan&ccedil;as, auditoria, contabilidade, gest&atilde;o) <i> versus</i> outras forma&ccedil;&otilde;es (engenharia, comerciais e outras sem forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica). N&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os grupos de forma&ccedil;&atilde;o, atendendo ao g&eacute;nero.</p>     <p>No que concerne &agrave;s aplica&ccedil;&otilde;es contabil&iacute;sticas utilizadas, verificou-se uma rela&ccedil;&atilde;o significativa (<i> p </i> &lt; 0,05) entre os g&eacute;neros na utiliza&ccedil;&atilde;o da contabilidade or&ccedil;amental. Os homens utilizam mais esta aplica&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica dentro da pr&oacute;pria empresa. As mulheres recorrem mais ao <i> outsourcing </i> para a mesma.</p>     <p>Teste de hip&oacute;teses</p>     <p>Atendendo ao &acirc;mbito do estudo, constituiram-se dois grupos baseados no g&eacute;nero. Inicialmente cada grupo foi subdividido em dois: utilizadores e n&atilde;o utilizadores.</p>     <p>Para H1 concluiu-se n&atilde;o existir evid&ecirc;ncia estat&iacute;stica que indique que a vari&aacute;vel g&eacute;nero &eacute; fator determinante para a utiliza&ccedil;&atilde;o, ou n&atilde;o, da IC (&chi;2 = 0,275; <i> p</i> = 0,600).</p>     <p>No grupo dos que utilizam a contabilidade n&atilde;o se evidenciou qualquer rela&ccedil;&atilde;o significativa.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Para testar H2, do teste de confiabilidade resultou um alfa de Cronbach de 0,688 (aceit&aacute;vel). No <a href="#q3">quadro 3</a> referem-se as rela&ccedil;&otilde;es estatisticamente significativas, tendo por base a vari&aacute;vel g&eacute;nero, as taxas de respostas obtidas nas quest&otilde;es de escala de 5 pontos e o resultado do teste de qui-quadrado realizado entre a vari&aacute;vel g&eacute;nero e cada uma dessas quest&otilde;es</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q3"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q3.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Verifica-se evid&ecirc;ncia estat&iacute;stica relativa &agrave; diferen&ccedil;a da perce&ccedil;&atilde;o dos fatores explicativos para a n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o da contabilidade, em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero, validando parcialmente a H2.</p>     <p>A n&atilde;o necessidade da IC para tomar decis&otilde;es &eacute; apontada por 50,6% dos homens (<i> versus</i> 31,3% para as mulheres). A raz&atilde;o da n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o por falta da entrega atempada da IC &eacute; apontada por 53,1% das mulheres (<i> versus</i> 27,1% nos homens). &Eacute; evidente o resultado do forte impacto da carga tribut&aacute;ria na consci&ecirc;ncia dos gestores. Nesse aspeto, esse efeito &eacute; menos valorizado pelas mulheres (71,9%, <i> versus</i> 83,5%) visto que discordam mais sobre se a IC &eacute; essencialmente um meio para apurar impostos. As mulheres reconhecem, mais que os homens (93,8% <i> versus</i> 80%), que para compreender a IC &eacute; importante ter conhecimentos em contabilidade de gest&atilde;o e finan&ccedil;as, observando-se que em 94% das mulheres que concordam com essa afirma&ccedil;&atilde;o 62,5% concordam totalmente. Dos 80% dos homens que concordam apenas 28% s&atilde;o totalmente concordantes. No mesmo sentido, segue a opini&atilde;o de que com conhecimentos nestas &aacute;reas seria poss&iacute;vel obter melhores resultados, verificando-se que est&atilde;o de acordo com esta ideia 69% das mulheres face a 55% dos homens.</p>     <p>Quanto ao efeito dos fatores pessoais, internos ou externos, na tomada de decis&atilde;o, destaca-se no <a href="#q4">quadro 4</a> os resultados estatisticamente significativos de acordo com o g&eacute;nero, validando a H3. No conjunto dos itens relativos aos fatores pessoais, internos ou externos obteve-se um alfa de Cronbach aceit&aacute;vel (0,661 e 0,734, respetivamente). Tal como no <a href="#q3">quadro 3</a>, divulgam-se as percentagens em termos de import&acirc;ncia para cada item e o resultado do teste de qui-quadrado, em fun&ccedil;&atilde;o do g&eacute;nero.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q4"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q4.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Numa perspetiva associada aos indiv&iacute;duos, observa-se que &eacute; considerado importante o grau de forma&ccedil;&atilde;o do gestor na tomada de decis&atilde;o, dando a mulher (87,7%) ligeiramente mais import&acirc;ncia a esta qualidade do que os homens (80,4%). Quanto &agrave; intui&ccedil;&atilde;o como fator decisivo na tomada de decis&atilde;o, os resultados s&atilde;o bastante semelhantes, sendo que o homem atribui mais import&acirc;ncia a essa caracter&iacute;stica no momento de decidir. Evidencia-se a influ&ecirc;ncia dos fatores pol&iacute;ticos e econ&oacute;micos na tomada de decis&atilde;o, sem grandes diverg&ecirc;ncias entre g&eacute;neros. Constata-se a preponder&acirc;ncia significativa das mulheres (97,4% <i> versus</i> 89,9%) na opini&atilde;o de que os resultados da empresa exercem influ&ecirc;ncia na tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>O <a href="#q5">quadro 5</a> destaca os resultados significativos obtidos nas quest&otilde;es que procuram determinar a import&acirc;ncia da contabilidade na &oacute;tica do custo, apresentando-se, em percentagens, o n&iacute;vel de concord&acirc;ncia de cada item e o resultado do teste de qui-quadrado.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <a name="q5"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q5.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Constata-se que 82,6% das mulheres concordam que &eacute; prefer&iacute;vel pagar mais pelo servi&ccedil;o de contabilidade, para ter uma informa&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a e qualidade (somente 69,2% dos homens concordam com essa op&ccedil;&atilde;o). Quando ocorrem dificuldades financeiras, o que, na hora de decidir, pode obrigar a escolher entre satisfazer um compromisso com um fornecedor ou com outro, o prestador do servi&ccedil;o de contabilidade pode sair prejudicado. Embora a maioria dos gestores n&atilde;o deixem de pagar o servi&ccedil;o de contabilidade em detrimento de outro fornecedor, um quarto das mulheres afirma privilegiar nestas situa&ccedil;&otilde;es os outros fornecedores.</p>     <p>Numa &uacute;ltima an&aacute;lise, procedeu-se ao cruzamento entre vari&aacute;veis do vetor empresa com a vari&aacute;vel g&eacute;nero. Obtiveram-se dois resultados com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia dentro do par&acirc;metro admitido neste estudo, nomeadamente um <i> p </i> de 0,036 (ver <a href="#q6">quadro 6</a>), que evidencia uma rela&ccedil;&atilde;o entre o g&eacute;nero e o endividamento da empresa e um <i> p </i> de 0,08 (ver <a href="#q7">quadro 7</a>), que associa o g&eacute;nero ao resultado da empresa.</p>     <p>&nbsp;</p> <a name="q6"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q6.jpg">     
<p>&nbsp;</p> <a name="q7"></a> <img src="/img/revistas/rpbg/v17n1/17n1a04q7.jpg">     
<p>&nbsp;</p>     <p>Os <a href="#q6">quadros 6</a> e <a href="#q7">7</a> apresentam as frequ&ecirc;ncias obtidas em cada intervalo de cada vari&aacute;vel. Evidencia-se a exist&ecirc;ncia de uma maior percentagem de empresas geridas por mulheres com um resultado l&iacute;quido do per&iacute;odo inferior a zero e que uma em cada quatro empresas lideradas por gestoras tem um grau de endividamento acima dos 100%.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Conclus&atilde;o</B> </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O aumento da diversidade nas organiza&ccedil;&otilde;es tem contribu&iacute;do para o interesse no impacto que as vari&aacute;veis biogr&aacute;ficas e culturais t&ecirc;m nas organiza&ccedil;&otilde;es, nos processos de trabalho e no desempenho (ex., Lu <i> et al</i> ., 2015), em espec&iacute;fico, o efeito do g&eacute;nero nas fun&ccedil;&otilde;es de gest&atilde;o. S&atilde;o escassos os trabalhos que estudam a tem&aacute;tica do g&eacute;nero dos gestores de empresas portuguesas, sobretudo nas de menor dimens&atilde;o. A partir do trabalho de Gouveia <i> et al.</i> (2015) pretendeu-se aprofund&aacute;-lo na perspetiva do g&eacute;nero, em particular as diferen&ccedil;as de g&eacute;nero na utiliza&ccedil;&atilde;o da contabilidade, como fonte de informa&ccedil;&atilde;o para a tomada de decis&atilde;o nas microempresas.</p>     <p>Apesar de existirem hoje em dia mais mulheres em lugares de gest&atilde;o, este estudo &eacute; consent&acirc;neo com as diferen&ccedil;as percentuais em rela&ccedil;&atilde;o aos homens e &agrave;s caracter&iacute;sticas biogr&aacute;ficas dos gestores (tempo de experi&ecirc;ncia, forma&ccedil;&atilde;o superior e idade). Em conformidade com os dados divulgados pelos relat&oacute;rios da Comiss&atilde;o Europeia, do INE e da Informa D&amp;B, o estudo mostra uma reduzida percentagem de mulheres &agrave; frente das empresas, que s&atilde;o mais jovens, possuem mais habilita&ccedil;&otilde;es, mas det&ecirc;m menos anos de experi&ecirc;ncia em gest&atilde;o quando comparado com os seus cong&eacute;neres masculinos. De acordo com a literatura, este fator &eacute; apontado como produzindo um efeito na performance das empresas, dado a sua menor pr&aacute;tica (ex., Ahern e Dittmar, 2012).</p>     <p>Assumidamente as mulheres det&ecirc;m mais habilita&ccedil;&otilde;es, mas os conhecimentos te&oacute;ricos n&atilde;o substituem inteiramente a pr&aacute;tica adquirida ao longo dos muitos anos de experi&ecirc;ncia. Essa limita&ccedil;&atilde;o poder-se-&aacute; tornar desvantajosa para as gestoras e as suas empresas, mas certamente, com o decorrer do tempo ser&aacute; um problema que tender&aacute; a desaparecer.</p>     <p>&Agrave; semelhan&ccedil;a de Pereira (2013), tamb&eacute;m neste estudo se verificou que existe uma maior percentagem de mulheres a gerir empresas com pior desempenho econ&oacute;mico-financeiro. O significado destes resultados n&atilde;o deve ser interpretado individualmente. A leitura deve ser feita no c&ocirc;mputo geral tendo em considera&ccedil;&atilde;o todos os fatores envolventes. Verifica-se que existe uma clara desvantagem das mulheres quanto ao tempo que exercem estas fun&ccedil;&otilde;es. Assumidamente as mulheres det&ecirc;m mais habilita&ccedil;&otilde;es, mas os conhecimentos te&oacute;ricos n&atilde;o substituem inteiramente a pr&aacute;tica adquirida ao longo dos muitos anos de experi&ecirc;ncia. Essa limita&ccedil;&atilde;o poder-se-&aacute; tornar desvantajosa para as gestoras e as suas empresas, mas certamente, com o decorrer do tempo ser&aacute; um problema que tender&aacute; a desaparecer.</p>     <p>N&atilde;o se encontrou evid&ecirc;ncia estat&iacute;stica, com base no g&eacute;nero, no grupo de utilizadores da IC para a tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>Para os n&atilde;o utilizadores, destaca-se diferen&ccedil;as entre homens e mulheres em algumas vertentes designadamente sobre a necessidade da IC para a tomada de decis&otilde;es, onde as mulheres manifestam maior concord&acirc;ncia. Apesar desta concord&acirc;ncia, trata-se de n&atilde;o utilizadores da contabilidade. Esse facto deve-se a dois fatores: admitirem dificuldades em compreender a informa&ccedil;&atilde;o e acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o em tempo &uacute;til. Neste sentido, as mulheres atribuem mais import&acirc;ncia aos conhecimentos necess&aacute;rios nas &aacute;reas da contabilidade e afins. Assim, as mulheres parecem valorizar mais do que os homens a forma&ccedil;&atilde;o pessoal e acad&eacute;mica na tomada de decis&atilde;o.</p>     <p>Estes resultados poder&atilde;o, por um lado, estar associados &agrave; perce&ccedil;&atilde;o de menores conhecimentos comparados com os homens e n&atilde;o a diferen&ccedil;as reais, traduzindo a avalia&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias expressas nos estere&oacute;tipos de g&eacute;nero &ndash; afetuosas, dependentes, menos competentes em matem&aacute;tica (ver Gon&ccedil;alves <i> et al</i> ., 2015) &ndash; com as consequ&ecirc;ncias que implica. Dito de outra forma, os estere&oacute;tipos condicionam os alvos de estere&oacute;tipo (neste caso, as mulheres) levando-os a comportar-se de acordo com o estere&oacute;tipo atrav&eacute;s de processos de confirma&ccedil;&atilde;o comportamental (ex., Snyder, 1984), autorrealiza&ccedil;&atilde;o de profecias (Merton, 1948) ou de amea&ccedil;a de estere&oacute;tipo (ex. Logel <i> et al</i> ., 2009; Maass, D&rsquo;Ettole e Cadinu, 2008; McGlone, Aronson e Kobrynowicz., 2006; Steele e Aronson, 1995).</p>     <p>Por outro lado, o facto de as mulheres apresentarem estilos diferentes de processo de decis&atilde;o tamb&eacute;m pode suportar a perce&ccedil;&atilde;o de menores conhecimentos e/ou menos confian&ccedil;a em si. A este prop&oacute;sito, o facto de as mulheres preferirem pagar mais por um melhor servi&ccedil;o de contabilidade, interpreta-se, como sendo sinal de um perfil mais cauteloso, primando por uma informa&ccedil;&atilde;o segura e com qualidade, o que &eacute; coincidente com Harris <i> et al.</i> (2006) e Barua <i> et al.</i> (2010) e com um estilo de decis&atilde;o mais dependente (Delaney <i> et al.</i> , 2015).</p>     <p>Estudos futuros poder&atilde;o contribuir para avaliar o efeito que estas vari&aacute;veis, experi&ecirc;ncia, estere&oacute;tipos, estilos de decis&atilde;o ou outras vari&aacute;veis distintivas dos g&eacute;neros (ver Meyers-Levy e Loken, 2015) t&ecirc;m na avalia&ccedil;&atilde;o do uso da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica. Contrariamente a Filho <i> et al.</i> (2012), relativamente &agrave; intui&ccedil;&atilde;o como fator decisivo na tomada de decis&atilde;o, apesar de os homens atribu&iacute;rem mais valor a essa caracter&iacute;stica, os resultados entre g&eacute;neros s&atilde;o bastante semelhantes. A diferen&ccedil;a encontrada entre estes estudos pode estar associada ao facto de as mulheres utilizarem mais o <i> outsourcing,</i> pelo que a informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica utilizada (em particular no que se refere aos <i> outputs</i> gerados pela contabilidade or&ccedil;amental) &eacute; mais isenta de ju&iacute;zos de valor do gestor associados &agrave; sua prepara&ccedil;&atilde;o e apresenta&ccedil;&atilde;o.</p>     <p>A principal limita&ccedil;&atilde;o a assinalar neste trabalho prende-se com o car&aacute;cter n&atilde;o aleat&oacute;rio da amostra que restringe a generaliza&ccedil;&atilde;o dos resultados. Contudo, existem alguns fatores que contribuem para a sua representatividade, nomeadamente a heterogeneidade, dado que se obtiveram respostas provenientes de 19 tipos de atividades, de entre as 22 presentes na tabela CAE (Classifica&ccedil;&atilde;o de Atividades Econ&oacute;micas).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Relativamente ao instrumento de recolha, as respostas poder&atilde;o estar condicionadas ao efeito de desejabilidade social devido ao car&aacute;cter das quest&otilde;es. Por outro lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o de inqu&eacute;ritos <i> online</i> n&atilde;o permite garantir quem respondeu. Controlou-se esta incerteza atrav&eacute;s do contacto telef&oacute;nico a diversas entidades selecionadas aleatoriamente.</p>     <p>As presentes conclus&otilde;es poder&atilde;o ser &uacute;teis em sede das op&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica governamental, no que concerne a medidas que fomentem a igualdade de g&eacute;nero.</p>     <p>Existe a necessidade de continuar a elaborar mais trabalhos concernentes ao g&eacute;nero, em diferentes contextos, de forma a entender melhor a realidade do pa&iacute;s. Revelar-se-ia &uacute;til conhecer tamb&eacute;m os resultados provenientes da gest&atilde;o de diferentes <i> mix</i> de g&eacute;neros (HH, HM, MM). Atendendo que os comportamentos e resultados dos mesmos afetam a mudan&ccedil;a de atitudes, seria importante considerar futuramente estudos transversais, que analisem ao longo do tempo os processos de tomada de decis&atilde;o dos gestores e a rela&ccedil;&atilde;o com a import&acirc;ncia, a utilidade percebida e a utiliza&ccedil;&atilde;o da IC e com o desempenho da empresa.</p>     <p>Considera-se que o presente estudo contribui para a literatura na medida em que preenche uma lacuna existente em estudos nacionais no que diz respeito &agrave; contabilidade e ao g&eacute;nero. Neste sentido, as presentes conclus&otilde;es poder&atilde;o ser &uacute;teis em sede das op&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;tica governamental, no que concerne a medidas que fomentem a igualdade de g&eacute;nero.</p>     <p>Nota: Este artigo foi financiado por fundos provenientes da Funda&ccedil;&atilde;o para a Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, atrav&eacute;s do projecto UID/SAC/4020/2013.</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><B>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</B> </p>     <!-- ref --><p>ADAMS, R. e FUNK, P. (2011), &laquo;Beyond the glass ceiling: does gender matter?&raquo;. <i> Management Science</i> , vol. 58(2), pp. 219-235.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830628&pid=S1645-4464201800010000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AHERN, K. e DITTMAR, A. (2012), &laquo;The changing of the boards: the impact on firm valuation of mandated female board representation&raquo;.&nbsp;<i> Quartely Journal of Economics</i> , vol.&nbsp;127(1), pp. 137-197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830630&pid=S1645-4464201800010000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>AJZEN, I. e FISHBEIN, M. (1980), Understanding Attitudes and Predicting Social Behavior. Englewood-Cliffs, NJ: Prentice-Hall.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830632&pid=S1645-4464201800010000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ALVES, M. (2008), &laquo;A contabilidade nas decis&otilde;es de gest&atilde;o dos dirigentes Portugueses&raquo;. <i> Revista Universo Cont&aacute;bil,</i> vol. 4(3), pp. 124-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830634&pid=S1645-4464201800010000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>ALVES, M. e USSMAN, A. (2006), &laquo;O valor da informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica na &oacute;ptica do produtor e do utilizador da informa&ccedil;&atilde;o &ndash; estudo emp&iacute;rico&raquo;. <i> Revista de Contabilidade e Gest&atilde;o</i> , vol. 2, pp. 123-142.</p>     <p>BAIOCCO, R.; LAGHI, F. e D&rsquo; ALLESSIO, M. (2009), &laquo;Decision-making style among adolescents: Relationship with sensation seeking and locus of control&raquo;. <i> Journal of Adolescence</i> , vol. 32(4), pp. 963-976.</p>     <!-- ref --><p>BARRETO, P.; MACEDO, M. e ALVES, F. (2013), &laquo;Tomada de decis&atilde;o e teoria dos prospectos em ambiente cont&aacute;bil: uma an&aacute;lise com foco no efeito framing&raquo;. <i> Revista de Gest&atilde;o, Finan&ccedil;as e Contabilidade</i> , vol. 3(2), pp. 61-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830638&pid=S1645-4464201800010000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BARUA, A.; DAVIDSON, L.; RAMA, D. e THIRUVADI, S. (2010), &laquo;CFO Gender and accruals quality&raquo;. <i> Accounting Horizons</i> , vol. 24(1), pp. 25-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830640&pid=S1645-4464201800010000400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>BRANCH, B. (1978), &laquo;The impact of operating decisions and ROI dynamics&raquo;. <i> Financial Management</i> , vol. 7(4), pp. 54-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830642&pid=S1645-4464201800010000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CAPLAN, E.H. (1966), &laquo;Behavioral assumptions of management accounting&raquo;. <i> The Accounting Review</i> , vol. 41, n.&ordm; 3, pp. 496-509.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830644&pid=S1645-4464201800010000400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHARNESS, G. e GNEEZY, U. (2012), &laquo;Strong evidence for gender differences in risk taking&raquo;. <i> Journal of Economic Behavior &amp; Organization</i> , vol. 83(1), pp. 50-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830646&pid=S1645-4464201800010000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>CHEN, C.; DING, Y. e XU, B. (2014), &laquo;Convergence of accounting standards and foreign direct investment&raquo;. <i> The International Journal of Accounting, </i> vol. 49(1), pp. 53-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830648&pid=S1645-4464201800010000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>COMISS&Atilde;O EUROPEIA (2003), Recomenda&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de 6 de maio de 2003 relativa &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de micro, pequenas e m&eacute;dias empresas, n.&ordm; 2003/361/CE. 20 de Maio de 2003. <a href="http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2003:124:0036:0041:PT:PDF" target="_blank">http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2003:124:0036:0041:PT:PDF</a>.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>CUMMINS, R. e GULLONE, E. (2000), &laquo;Why we should not use 5-point Likert scales: the case for subjective quality of life measurement&raquo;. Second International Conference on Quality of Life in Cities, Singapore.</p>     <!-- ref --><p>DAVENPORT, T. (2009), &laquo;Make better decisions&raquo;. <i> Harvard Business Review</i> , November, pp. 1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830652&pid=S1645-4464201800010000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DAVIDSON, H.J. e TRUEBLOOD, R.M. (1961), &laquo;Accounting for decision-making&raquo;. <i> The Accounting Review</i> , vol. 36, n.&ordm; 4, pp. 577-582.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830654&pid=S1645-4464201800010000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>DELANEY, R.; STROUGH, J.; PARKER, A. e DE BRUIN, W. (2015), &laquo;Variations in decision-making profiles by age and gender: A cluster-analytic approach&raquo;. <i> Personality and Individual Differences</i> , vol. 85, pp. 19-24,    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830656&pid=S1645-4464201800010000400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>EUROPEAN INSTITUTE FOR GENDER EQUALITY (2013), &laquo;Gender Equality Index: Country Profiles&raquo;. It&aacute;lia. 13 de junho de 2013. <a href="http://eige.europa.eu/content/gender-equality-index" target="_blank">http://eige.europa.eu/content/gender-equality-index</a>.</p>     <p>FERREIRA, C. (2013), &laquo;Influ&ecirc;ncia do g&eacute;nero na contabilidade&raquo;. XIV Congresso Internacional de Contabilidade e Auditoria, Lisboa, outubro.</p>     <!-- ref --><p>FILHO, R.; BRUNI, A. e SAMPAIO, M. (2012), &laquo;A influ&ecirc;ncia do g&ecirc;nero, idade e forma&ccedil;&atilde;o na presen&ccedil;a de heur&iacute;sticas em decis&otilde;es de or&ccedil;amento: um estudo quase experimental&raquo;. <i> Revista Universo Cont&aacute;bil</i> , vol. 8(2), pp. 103-117.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830660&pid=S1645-4464201800010000400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>FRANCIS, B.; HASAN, I.; PARK, J. e WU, Q. (2014), &laquo;Gender differences in financial reporting decision-making: evidence from accounting conservatism&raquo;. Bank of Finland. <i> Finland-Research Discussion Papers</i> . <a href="http://www.suomenpankki.fi/pdf/172914.pdf" target="_blank">http://www.suomenpankki.fi/pdf/172914.pdf</a>.</p>     <!-- ref --><p>GIL, D.; ESPEJO, C. e GALLEGO, A. (2010), &laquo;The relationship between diversity, gender and accounting&raquo;. <i> Revista de Contabilidad-Spanish</i> , vol. 13(1), pp. 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830663&pid=S1645-4464201800010000400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GON&Ccedil;ALVES, G.; ORGAMB&Iacute;DEZ-RAMOS, A.; GIGER, J.; SANTOS, J. e GOMES, A. (2015), &laquo;Evidencias de validez de la adaptaci&oacute;n portuguesa de la escala de sexismo ambivalente&raquo;.&nbsp;<i> Revista de Psicolog&iacute;a Social,</i> vol. 30(1), pp. 152-181.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830665&pid=S1645-4464201800010000400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GOUVEIA, H.; GON&Ccedil;ALVES, C. e FERNANDES, J. (2015), &laquo;A utilidade da contabilidade para os gestores das microempresas&raquo;. <i> Revista de Contabilidade e Gest&atilde;o</i> , vol. 16, pp. 77-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830667&pid=S1645-4464201800010000400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>GULER, I. (2007), &laquo;Throwing good money after bad? Political and institutional influences on sequential decision making in the venture capital industry&raquo;. <i> Administrative Science Quarterly</i> , vol. 52(2), 248-285.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830669&pid=S1645-4464201800010000400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p>HARRIS, C.; JENKINS, M. e GLASER, D. (2006), &laquo;Gender differences in risk assessment: Why do women take fewer risks than men?&raquo;. <i> Judgment and Decision Making</i> , vol. 1(1), pp. 48-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830671&pid=S1645-4464201800010000400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>HOPWOOD, A. (1972), &laquo;An empirical study of the role of accounting data in performance evaluation&rdquo;. <i> Journal of Accounting Research, </i> <i> Empirical Research in Accounting: Selected Studies</i> , vol. 10, pp. 156-182.</p>     <!-- ref --><p>&#304;BICIO&#286;LU, H.; KOCABIYIC, T. e DAL&#286;AR, H. (2010), &laquo;Financial statement utilization during decision making process in SMEs: A comparative study on European and Turkish managers&raquo;. I.I.B.F Dergisi, vol. XXVIII, pp. 209-226.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830674&pid=S1645-4464201800010000400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>INFORMA D&amp;B (2012), &laquo;Perfil da presen&ccedil;a feminina no tecido empresarial portugu&ecirc;s&raquo;. Mar&ccedil;o. <a href="http://www.informadb.pt/biblioteca/ficheiros/4_Presenca_Feminina_tecido_empresarial_portugues_edicao2.pdf" target="_blank">http://www.informadb.pt/biblioteca/ficheiros/4_Presenca_Feminina_tecido_empresarial_portugues_edicao2.pdf</a>.</p>     <p>INSTITUTO NACIONAL DE ESTAT&Iacute;STICA (2013), &laquo;Trabalhar no feminino&raquo;. Mar&ccedil;o. <a href="https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=inedestaques&amp;DESTAQUESdest_boui=154532260&amp;DESTAQUESmodo=2" target="_blank">https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&amp;xpgid=inedestaques&amp;DESTAQUESdest_boui=154532260&amp;DESTAQUESmodo=2</a>.</p>     <!-- ref --><p>KANG, J.-K. e STULZ, R.M. (1997), &laquo;Why is there a home bias? An analysis of foreign portfolio equity ownership in Japan&raquo;. <i> Journal of Financial Economics</i> , vol. 46, n.&ordm; 1, pp. 3-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830678&pid=S1645-4464201800010000400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>KASTEN, J. (2007), &laquo;Knowledge strategy and its influence on knowledge organization&raquo;. Proceedings of the North American Symposium on Knowledge Organization, vol. 1, pp. 44-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830680&pid=S1645-4464201800010000400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LOGEL, C.; WALTON, G.M.; SPENCER, S.J.; ISERMAN, E.C.; VON HIPPEL, W. e BELL, A.E. (2009), &laquo;Interacting with sexist men triggers social identity threat among female engineers&raquo;. <i> Journal of Personality and Social Psychology</i> , 96, pp. 1089-1103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830682&pid=S1645-4464201800010000400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>LU, C.-M.; CHEN, S.-J.; HUANG, P.-C. e CHIEN, J.-C. (2015), &laquo;Effect of diversity on human resource management and organizational performance&raquo;. <i> Journal of Business Research</i> , vol. 68(4), pp. 857-861.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830684&pid=S1645-4464201800010000400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>LUCENA, W.; VASCONCELOS, M. e MARCELINO, G. (2011), &laquo;A evidencia&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es cont&aacute;beis geradas pelas micro e pequenas empresas no processo decis&oacute;rio: um estudo no setor de Confec&ccedil;&otilde;es&raquo;. <i> REUNIR &ndash; Revista de Administra&ccedil;&atilde;o, Contabilidade e Sustentabilidade</i> , vol. 1(1), pp. 35-51.</p>     <!-- ref --><p>MALA, R. e CHAND, P. (2015), &laquo;Judgment and decision-making research in auditing and accounting: future research implications of person, task, and environment perspective&raquo;. <i> Accounting Perspectives,</i> vol. 14(1), pp. 1-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830687&pid=S1645-4464201800010000400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MARTIN, A. (1971), &laquo;An empirical test of the relevance of accounting information for investment decisions&raquo;. <i> Journal of Accounting Research (Empirical Research in Accounting: Selected Studies)</i> , vol. 9, pp. 1-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830689&pid=S1645-4464201800010000400030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>MAASS, A.; D&rsquo;ETTOLE, C. e CADINU, M. (2008), &laquo;Checkmate? The role of gender stereotypes in the ultimate intellectual sport&raquo;. <i> European Journal of Social Psychology</i> , 38, pp. 231-245.</p>     <!-- ref --><p>MCGLONE, M.S.; ARONSON, J. e KOBRYNOWICZ, D. (2006), &laquo;Stereotype threat and the gender gap in political knowledge&raquo;. <i> Psychology of Women Quarterly</i> , 30, pp. 392-398.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830692&pid=S1645-4464201800010000400032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MENDONZA, C. e BESCOS, P. (2001), &laquo;An explanatory model of managers' information needs: implications for management accounting&raquo;.&nbsp;<i> The European Accounting Review</i> ,&nbsp;vol. 10(2), pp. 257-289.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830694&pid=S1645-4464201800010000400033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MERTON, R.K. (1948), &laquo;The self-fulfilling prophecy&raquo;. <i> Antioch Review</i> , vol. 8, pp. 193-210.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830696&pid=S1645-4464201800010000400034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MEYERS-LEVY, J. e LOKEN, B. (2015), &laquo;Revisiting gender differences: what we know and what lies ahead&raquo;. <i> Journal of Consumer Psychology</i> , vol. 25(1), pp. 129-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830698&pid=S1645-4464201800010000400035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>MIHAELA, P. (2015), &laquo;Personality variables in decision-making&raquo;. <i> Procedia: Social and Behavioral Sciences</i> , vol. 187, pp. 658-662.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830700&pid=S1645-4464201800010000400036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>NUNES, L. e SERRASQUEIRO, Z. (2004), &laquo;A informa&ccedil;&atilde;o contabil&iacute;stica nas decis&otilde;es financeiras das pequenas empresas&raquo;. <i> Revista Contabilidade &amp; Finan&ccedil;as</i> ,&nbsp;vol. 36, 87-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830702&pid=S1645-4464201800010000400037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>OKOH, L. e UZOKA, P. (2012), &laquo;The role of accounting information in the survival of small scale businesses in Warri, Delta State, Nigeria&raquo;. <i> International Journal of Economic Development Research and Investment</i> , vol. 3(1), pp. 40-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830704&pid=S1645-4464201800010000400038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PEREIRA, S. (2013), &laquo;Diversidade de G&eacute;nero nos &Oacute;rg&atilde;os Sociais das Empresas Portuguesas&raquo;. Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado em Contabilidade e Controlo de Gest&atilde;o, Faculdade de Economia da Universidade do Porto.</p>     <!-- ref --><p>PETERSON, E.; RAYNER, S. e ARMSTRONG, S. (2009), &laquo;Researching the psychology of cognitive style and learning style: is there really a future?&raquo;. <i> Learning and Individual Differences</i> , vol. 19(4), pp. 518-523.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830707&pid=S1645-4464201800010000400039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>PIERCE, B. e O&rsquo;DEA, T. (2003), &laquo;Management accounting information and the needs of managers: perceptions of managers and accountants compared&raquo;. <i> The </i> <i> British Accounting Review</i> , vol. 3(35), pp. 257-290.</p>     <!-- ref --><p>PORTES, R. e REY, H. (2005), &laquo;The determinants of cross-border equity flows&raquo;. <i> Journal of International Economics</i> , vol. 65(2), pp. 269-296.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830710&pid=S1645-4464201800010000400041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ROSSI, S. e VOLPIN, P. (2004), &laquo;Cross-country determinants of mergers and acquisitions&raquo;. <i> Journal of Financial Economics</i> , vol. 74(2), pp. 277-304.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830712&pid=S1645-4464201800010000400042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>R&Uuml;ZBAR, N. e KURT, M. (2013), &laquo;Manager&rsquo;s roles and profiles: Evidence from Bursa&raquo;. <i> Procedia &ndash; Social and Behavioral Sciences</i> , vol. 99, pp. 240-246.</p>     <!-- ref --><p>SADLER-SMITH, E. e BURKE-SMALLEY, L. (2015), &laquo;What do we really understand about how managers make important decisions?&raquo;. <i> Organizational Dynamics</i> , vol. 44(1), pp. 9-16.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830715&pid=S1645-4464201800010000400044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>SERRASQUEIRO, Z. e NUNES, P. (2012), &laquo;Is age a determinant of SMEs&rsquo; financing decisions? Empirical evidence using panel data models&raquo;. <i> Entrepreneurship Theory and Practice</i> , vol. 36(4), 627-654.</p>     <!-- ref --><p>SNYDER, M. (1984), &laquo;When belief creates reality&raquo;. <i> Advances in Experimental Social Psychology</i> , L. Berkowitz (Ed.), vol. 18, pp. 248-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830718&pid=S1645-4464201800010000400046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>SPICER, D. e SADLER-SMITH, E. (2005), &laquo;An examination of the general decision-making style questionnaire in two UK sample&raquo;. <i> Journal of Managerial Psychology</i> , vol. 20(2), pp. 137-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830720&pid=S1645-4464201800010000400047&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>STEELE, C.M. e ARONSON, J. (1995), &laquo;Stereotype threat and the intellectual test performance of African Americans&raquo;. <i> Journal of Personality and Social Psychology</i> , 69, pp. 697-711.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830722&pid=S1645-4464201800010000400048&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>TAYLOR, R.N. (1975), &laquo;Age and experience as determinants of managerial information processing and decision-making performance&raquo;. <i> Academy of Management Journal</i> , vol. 18, n.&ordm; 1, pp. 74-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830724&pid=S1645-4464201800010000400049&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <!-- ref --><p>ZHANG, G. (2000), &laquo;Accounting information, capital investment decisions, and equity valuation: theory and empirical implications&raquo;. <i> Journal of Accounting Research</i> , vol. 38(2), pp. 271-295.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=830726&pid=S1645-4464201800010000400050&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Recebido em novembro de 2015 e aceite em setembro de 2017</p>     <p>Recibido en noviembre de 2015 y aceptado en septiembre de 2017</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Received in November 2015 and accepted in September 2017</p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ADAMS]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FUNK]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Beyond the glass ceiling: does gender matter?]]></article-title>
<source><![CDATA[Management Science]]></source>
<year></year>
<volume>58</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>219-235</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AHERN]]></surname>
<given-names><![CDATA[K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DITTMAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The changing of the boards: the impact on firm valuation of mandated female board representation]]></article-title>
<source><![CDATA[Quartely Journal of Economics]]></source>
<year>2012</year>
<volume>127</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>137-197</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[AJZEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FISHBEIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Understanding Attitudes and Predicting Social Behavior]]></source>
<year>1980</year>
<publisher-loc><![CDATA[Englewood-Cliffs^eNJ NJ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Prentice-Hall]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A contabilidade nas decisões de gestão dos dirigentes Portugueses]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Universo Contábil]]></source>
<year>2008</year>
<volume>4</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>124-137</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[USSMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O valor da informação contabilística na óptica do produtor e do utilizador da informação &#8211; estudo empírico]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Contabilidade e Gestão]]></source>
<year>2006</year>
<volume>2</volume>
<page-range>123-142</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BAIOCCO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LAGHI]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D' ALLESSIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Decision-making style among adolescents: Relationship with sensation seeking and locus of control]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Adolescence]]></source>
<year>2009</year>
<volume>32</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>963-976</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARRETO]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MACEDO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[F.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Tomada de decisão e teoria dos prospectos em ambiente contábil: uma análise com foco no efeito framing]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade]]></source>
<year>2013</year>
<volume>3</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>61-79</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BARUA]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DAVIDSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RAMA]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[THIRUVADI]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[CFO Gender and accruals quality]]></article-title>
<source><![CDATA[Accounting Horizons]]></source>
<year>2010</year>
<volume>24</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>25-39</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[BRANCH]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The impact of operating decisions and ROI dynamics]]></article-title>
<source><![CDATA[Financial Management]]></source>
<year>1978</year>
<volume>7</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>54-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CAPLAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Behavioral assumptions of management accounting]]></article-title>
<source><![CDATA[The Accounting Review]]></source>
<year>1966</year>
<volume>41</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>496-509</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHARNESS]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GNEEZY]]></surname>
<given-names><![CDATA[U.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Strong evidence for gender differences in risk taking]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Economic Behavior & Organization]]></source>
<year>2012</year>
<volume>83</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>50-58</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[CHEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DING]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[XU]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Convergence of accounting standards and foreign direct investment]]></article-title>
<source><![CDATA[The International Journal of Accounting]]></source>
<year>2014</year>
<volume>49</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>53-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DAVENPORT]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Make better decisions]]></article-title>
<source><![CDATA[Harvard Business Review]]></source>
<year>2009</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DAVIDSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TRUEBLOOD]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Accounting for decision-making]]></article-title>
<source><![CDATA[The Accounting Review]]></source>
<year>1961</year>
<volume>36</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>577-582</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[DELANEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[STROUGH]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[PARKER]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DE BRUIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Variations in decision-making profiles by age and gender: A cluster-analytic approach]]></article-title>
<source><![CDATA[Personality and Individual Differences]]></source>
<year>2015</year>
<volume>85</volume>
<page-range>19-24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[FILHO]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BRUNI]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SAMPAIO]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A influência do gênero, idade e formação na presença de heurísticas em decisões de orçamento: um estudo quase experimental]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Universo Contábil]]></source>
<year>2012</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>103-117</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GIL]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ESPEJO]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GALLEGO]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The relationship between diversity, gender and accounting]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Contabilidad-Spanish]]></source>
<year>2010</year>
<volume>13</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>9-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GONÇALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ORGAMBÍDEZ-RAMOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GIGER]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SANTOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GOMES]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Evidencias de validez de la adaptación portuguesa de la escala de sexismo ambivalente]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psicología Social]]></source>
<year>2015</year>
<volume>30</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>152-181</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GOUVEIA]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GONÇALVES]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[FERNANDES]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A utilidade da contabilidade para os gestores das microempresas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Contabilidade e Gestão]]></source>
<year>2015</year>
<volume>16</volume>
<page-range>77-104</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[GULER]]></surname>
<given-names><![CDATA[I.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Throwing good money after bad? Political and institutional influences on sequential decision making in the venture capital industry]]></article-title>
<source><![CDATA[Administrative Science Quarterly]]></source>
<year>2007</year>
<volume>52</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>248-285</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HARRIS]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[JENKINS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[GLASER]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Gender differences in risk assessment: Why do women take fewer risks than men?]]></article-title>
<source><![CDATA[Judgment and Decision Making]]></source>
<year>2006</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>48-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[HOPWOOD]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An empirical study of the role of accounting data in performance evaluation]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Accounting Research, Empirical Research in Accounting: Selected Studies]]></source>
<year>1972</year>
<volume>10</volume>
<page-range>156-182</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[&#304;BICIO&#286;LU]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KOCABIYIC]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[DAL&#286;AR]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Financial statement utilization during decision making process in SMEs: A comparative study on European and Turkish managers]]></source>
<year>2010</year>
<volume>XXVIII</volume>
<page-range>209-226</page-range><publisher-name><![CDATA[I.I.B.F Dergisi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KANG]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.-K.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[STULZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Why is there a home bias? An analysis of foreign portfolio equity ownership in Japan]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Financial Economics]]></source>
<year>1997</year>
<volume>46</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>3-28</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[KASTEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Knowledge strategy and its influence on knowledge organization]]></article-title>
<source><![CDATA[Proceedings of the North American Symposium on Knowledge Organization]]></source>
<year>2007</year>
<volume>1</volume>
<page-range>44-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LOGEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[WALTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SPENCER]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ISERMAN]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VON HIPPEL]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BELL]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Interacting with sexist men triggers social identity threat among female engineers]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>2009</year>
<volume>96</volume>
<page-range>1089-1103</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LU]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.-M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.-J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[HUANG]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.-C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHIEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.-C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Effect of diversity on human resource management and organizational performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Business Research]]></source>
<year>2015</year>
<volume>68</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>857-861</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[LUCENA]]></surname>
<given-names><![CDATA[W.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VASCONCELOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[MARCELINO]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A evidenciação das informações contábeis geradas pelas micro e pequenas empresas no processo decisório: um estudo no setor de Confecções]]></article-title>
<source><![CDATA[REUNIR &#8211; Revista de Administração, Contabilidade e Sustentabilidade]]></source>
<year>2011</year>
<volume>1</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>35-51</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MALA]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CHAND]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Judgment and decision-making research in auditing and accounting: future research implications of person, task, and environment perspective]]></article-title>
<source><![CDATA[Accounting Perspectives]]></source>
<year>2015</year>
<volume>14</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>1-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MARTIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An empirical test of the relevance of accounting information for investment decisions]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Accounting Research (Empirical Research in Accounting: Selected Studies]]></source>
<year>1971</year>
<volume>9</volume>
<page-range>1-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MAASS]]></surname>
<given-names><![CDATA[A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[D'ETTOLE]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[CADINU]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Checkmate? The role of gender stereotypes in the ultimate intellectual sport]]></article-title>
<source><![CDATA[European Journal of Social Psychology]]></source>
<year>2008</year>
<volume>38</volume>
<page-range>231-245</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MCGLONE]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ARONSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KOBRYNOWICZ]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stereotype threat and the gender gap in political knowledge]]></article-title>
<source><![CDATA[Psychology of Women Quarterly]]></source>
<year>2006</year>
<volume>30</volume>
<page-range>392-398</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B33">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MENDONZA]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BESCOS]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An explanatory model of managers' information needs: implications for management accounting]]></article-title>
<source><![CDATA[The European Accounting Review]]></source>
<year>2001</year>
<volume>10</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>257-289</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B34">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MERTON]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The self-fulfilling prophecy]]></article-title>
<source><![CDATA[Antioch Review]]></source>
<year>1948</year>
<volume>8</volume>
<page-range>193-210</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B35">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MEYERS-LEVY]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LOKEN]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Revisiting gender differences: what we know and what lies ahead]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Consumer Psychology]]></source>
<year>2015</year>
<volume>25</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>129-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B36">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[MIHAELA]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Personality variables in decision-making]]></article-title>
<source><![CDATA[Procedia: Social and Behavioral Sciences]]></source>
<year>2015</year>
<volume>187</volume>
<page-range>658-662</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B37">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[NUNES]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SERRASQUEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A informação contabilística nas decisões financeiras das pequenas empresas]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Contabilidade & Finanças]]></source>
<year>2004</year>
<volume>36</volume>
<page-range>87-96</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B38">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[OKOH]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[UZOKA]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The role of accounting information in the survival of small scale businesses in Warri, Delta State, Nigeria]]></article-title>
<source><![CDATA[International Journal of Economic Development Research and Investment]]></source>
<year>2012</year>
<volume>3</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>40-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B39">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PETERSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[RAYNER]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ARMSTRONG]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Researching the psychology of cognitive style and learning style: is there really a future?]]></article-title>
<source><![CDATA[Learning and Individual Differences]]></source>
<year>2009</year>
<volume>19</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>518-523</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B40">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PIERCE]]></surname>
<given-names><![CDATA[B.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[O'DEA]]></surname>
<given-names><![CDATA[T.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Management accounting information and the needs of managers: perceptions of managers and accountants compared]]></article-title>
<source><![CDATA[The British Accounting Review]]></source>
<year>2003</year>
<volume>3</volume>
<numero>35</numero>
<issue>35</issue>
<page-range>257-290</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B41">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[PORTES]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[REY]]></surname>
<given-names><![CDATA[H.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The determinants of cross-border equity flows]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of International Economics]]></source>
<year>2005</year>
<volume>65</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>269-296</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B42">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ROSSI]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[VOLPIN]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Cross-country determinants of mergers and acquisitions]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Financial Economics]]></source>
<year>2004</year>
<volume>74</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>277-304</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B43">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[RÜZBAR]]></surname>
<given-names><![CDATA[N.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[KURT]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Manager's roles and profiles: Evidence from Bursa]]></article-title>
<source><![CDATA[Procedia &#8211; Social and Behavioral Sciences]]></source>
<year>2013</year>
<volume>99</volume>
<page-range>240-246</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B44">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SADLER-SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[BURKE-SMALLEY]]></surname>
<given-names><![CDATA[L.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[What do we really understand about how managers make important decisions?]]></article-title>
<source><![CDATA[Organizational Dynamics]]></source>
<year>2015</year>
<volume>44</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>9-16</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B45">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SERRASQUEIRO]]></surname>
<given-names><![CDATA[Z.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[NUNES]]></surname>
<given-names><![CDATA[P.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Is age a determinant of SMEs' financing decisions? Empirical evidence using panel data models]]></article-title>
<source><![CDATA[Entrepreneurship Theory and Practice]]></source>
<year>2012</year>
<volume>36</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>627-654</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B46">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SNYDER]]></surname>
<given-names><![CDATA[M.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[When belief creates reality]]></article-title>
<source><![CDATA[Advances in Experimental Social Psychology]]></source>
<year>1984</year>
<volume>18</volume>
<page-range>248-306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B47">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[SPICER]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[SADLER-SMITH]]></surname>
<given-names><![CDATA[E.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[An examination of the general decision-making style questionnaire in two UK sample]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Managerial Psychology]]></source>
<year>2005</year>
<volume>20</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>137-149</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B48">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[STEELE]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[ARONSON]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Stereotype threat and the intellectual test performance of African Americans]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Personality and Social Psychology]]></source>
<year>1995</year>
<volume>69</volume>
<page-range>697-711</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B49">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[TAYLOR]]></surname>
<given-names><![CDATA[R.N.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Age and experience as determinants of managerial information processing and decision-making performance]]></article-title>
<source><![CDATA[Academy of Management Journal]]></source>
<year>1975</year>
<volume>18</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>74-81</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B50">
<nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[ZHANG]]></surname>
<given-names><![CDATA[G.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Accounting information, capital investment decisions, and equity valuation: theory and empirical implications]]></article-title>
<source><![CDATA[Journal of Accounting Research]]></source>
<year>2000</year>
<volume>38</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>271-295</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
