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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A narratividade educativa na 1ª fase da governação de Oliveira Salazar. A voz das mulheres na Assembleia Nacional portuguesa (1935-1945)]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With Oliveira Salazar’s accession to the government, following the military coup of 1926 which put an end to the period of democratic republican life established in 1910, a process leading to the establishment of an authoritarian regime took shape. The Portuguese Constitution approved in 1933 defines the new regime which came to be known as Estado Novo [New State] ideologically sustained by an anti-liberal concept of Catholic outlook and which will strongly keep Portugal away from the deep changes with which European societies were faced. Nonetheless, it is this political regime that will grant Portuguese women not only the right to vote, never obtained during the 1st Republic, despite feminist claims, but it will also ensure them a seat in the Assembleia Nacional [National Assembly]. Oliveira Salazar’s educational policies between 1935 and 1947 (first phase of the regime) runs alongside the formation and consolidation of a nationalist school, whose purpose is to prepare the new men and the new women who will serve a Portuguese society supported on three pillars - God, Nation and Family. This paper aims at divulging the work developed within the scope of the project Mulheres, educação, poder(es) [Women, education, power(s)] whose main objective is to work upon primary sources as a contribution towards writing the History of Women’s Education in contemporary Portugal. Bearing in mind the interventions of female MPs throughout three legislatures (1935-1945), we propose to draw a framework of feminine participation in the political sphere by examining their speeches with regard to gender categories.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <P><b>A narratividade educativa na 1ª fase da governação de Oliveira Salazar.    </b></P>     <P><b>A voz das mulheres na Assembleia Nacional portuguesa (1935-1945)</b></P>     <P>&nbsp;</P>      <P><B>Áurea Adão<a href="#1">*</a><a name="top1" id="top1"></a> &amp; Maria José    Remédios<sup><a href="#2">**</a><a name="top2"></a></sup></b></P>     <P>&nbsp;</P>     <P>&nbsp;</P>      <p>Com a ascensão de Oliveira Salazar ao governo, no seguimento do golpe militar    de 1926 que pôs fim ao período de vida republicana democrática instaurada em    1910, começa a desenhar-se um processo conducente à instauração de um regime    autoritário. A <i>Constituição</i> aprovada em 1933 define o novo regime que    ficou conhecido por Estado Novo, sustentado ideologicamente por um pensamento    antiliberal, de cariz católico, e que vai manter Portugal, em larga medida,    alheio às profundas transformações com que se deparam as sociedades europeias.    Não obstante, é este regime político que vai conceder às mulheres portuguesas    não só o direito de voto, nunca alcançado durante a 1.ª República, apesar das    reivindicações feministas, como lhes vai dar assento na Assembleia Nacional.    A política educativa de Oliveira Salazar, entre 1935 e 1947, corresponde à formação    e consolidação duma escola nacionalista, tendo por fim preparar os novos homens    e as novas mulheres que irão servir a sociedade portuguesa, sustentada em três    pilares – Deus, Pátria e Família. Com esta comunicação pretende-se divulgar    o trabalho desenvolvido no âmbito do projecto Mulheres, educação, poder(es),    cujo objectivo principal é trabalhar fontes primárias, como contributo para    a escrita da História da Educação das Mulheres no Portugal contemporâneo. Tendo    em atenção as intervenções das mulheres deputadas durante três legislaturas    (1935-1945), propomo-nos enquadrar a participação feminina no espaço político,    estudando os seus discursos, em função da categoria de género.</P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>      <p><b>The educational narrativity in the first period of Oliveira Salazar’s government. Women’s voices in the National Assembly  (1935-1945) </b></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p>With Oliveira Salazar’s accession to the government, following the military    coup of 1926 which put an end to the period of democratic republican life established    in 1910, a process leading to the establishment of an authoritarian regime took    shape. The Portuguese Constitution approved in 1933 defines the new regime which    came to be known as Estado Novo [New State] ideologically sustained by an anti-liberal    concept of Catholic outlook and which will strongly keep Portugal away from    the deep changes with which European societies were faced. Nonetheless, it is    this political regime that will grant Portuguese women not only the right to    vote, never obtained during the 1st Republic, despite feminist claims, but it    will also ensure them a seat in the Assembleia Nacional [National Assembly].    Oliveira Salazar’s educational policies between 1935 and 1947 (first phase of    the regime) runs alongside the formation and consolidation of a nationalist    school, whose purpose is to prepare the new men and the new women who will serve    a Portuguese society supported on three pillars – God, Nation and Family. This    paper aims at divulging the work developed within the scope of the project Mulheres,    educação, poder(es) [Women, education, power(s)] whose main objective is to    work upon primary sources as a contribution towards writing the History of Women’s    Education in contemporary Portugal. Bearing in mind the interventions of female    MPs throughout three legislatures (1935-1945), we propose to draw a framework    of feminine participation in the political sphere by examining their speeches    with regard to gender categories. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p>Texto completo dispon&iacute;vel apenas em PDF.</p>     <p>Full text only available in PDF format.</p>     <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>      <P><B>Referências bibliográficas</B></P>     <P>Adão, A. &amp; Remédios, M. J. (2004). Adelaide Cabete e a educação da mulher  portuguesa. <i>Abrir os olhos e desbravar o caminho da vida</i> às raparigas  pelo ensino da Higiene e da Puericultura, em inícios do século XX. Comunicação  apresentada no XII Colóquio Internacional A.E.I.H.M., realizado em Sevilha, na  Facultad de Ciências de la Educación, de 22 a 24 de Abril de 2004 (no  prelo).</P>     <!-- ref --><P>Alborch, C. (2004). <i>Mulheres contra mulheres. Rivalidades e  cumplicidades</i>. Lisboa: Editorial Presença.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=000021&pid=S1645-7250200500010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><P>Belo, M., Alão, A. P. &amp; Cabral, I. (1987). O Estado Novo e as mulheres.  In AA.VV. <i>O Estado Novo: das origens ao fim da autarcia.1926-1959.  </i>Vol.II (pp. 263-279). Lisboa: Fragmentos.</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<P>Direcção Geral de Estatística (1934). <i>Censo da população de Portugal.  Dezembro de 1930</i>. Vol. II. Lisboa: Imprensa Nacional.</P>     <P>Instituto Nacional de Estatística (1945). <i>VIII Recenseamento geral da  população no Continente e Ilhas Adjacentes em 12 de Dezembro de 1940</i>. Vol.  I. Lisboa: Imprensa Nacional de Lisboa, 1945.</P>     <P>Pimentel, I. (2000).<i> História das organizações femininas no Estado Novo.  O Estado Novo e as mulheres. A Obra das Mães pela Educação Nacional (OMEN). A  Mocidade Portuguesa Feminina (MPF)</i>. Lisboa: Círculo de Leitores. </P>     <P>Rubio, G. (1982). La contribución de la mujer española a la política  contemporánea: de la Restauración a la Guerra Civil (1876-1939). In AA.VV.  <i>Mujer y sociedad en España</i>, 1700-1975 (pp. 246-278). Madrid: Ministério  de Cultura, Estúdios sobre la Mujer.</P>     <P>Sousa, M. R. (1986). As primeiras deputadas portuguesas. In AA.VV. <i>A  mulher na sociedade portuguesa. Actas do colóquio realizado em Coimbra de 20 a  22 de Março de 1985</i>. Vol. II (pp. 427-444). Coimbra: Faculdade de Letras,  IHES.</P></B>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">*</a></sup> Professora da Universidade    Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa, Portugal).</p>     <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">**</a></sup> Membro da UID Observatório    de Políticas de Educação e de Contextos Educativos da Universidade Lusófona    de Humanidades e Tecnologias (Lisboa, Portugal). </p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b>Correspond&ecirc;ncia:</b></P >     <p>UID Observat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Educa&ccedil;&atilde;o    e de Contextos Educativos</P >     <p>Universidade Lus&oacute;fona de Humanidades e Tecnologias</P >     <p>Campo Grande, 376, 1749-024 Lisboa - Portugal </P >     <p><a href="mailto:acarmo.adao@sapo.pt">acarmo.adao@sapo.pt</a> </P >     <p><a href="mailto:mjoseremedios@sapo.pt">mjoseremedios@sapo.pt</a></P >     <p>&nbsp; </p>      ]]></body><back>
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