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<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[(In)disciplina na aula Uma revisão bibliográfica de autores portugueses]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p><b>(In)disciplina na aula </b></p>     <p><b>Uma revisão bibliográfica de autores portugueses </b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Estrela, M. T. (1992). Relação Pedagógica, Disciplina e Indisciplina    na Sala de Aula. Porto: Porto Editora.</b></p>      <p><b> Carita, A. & Fernandes, G. (1997). Indisciplina na sala de aula. Lisboa:    Editorial Presença.</b></p>        <p><b> Amado, J. & Freire, I. (2002). Indisciplina e Violência na Escola – Compreender    para prevenir. Porto: Edições ASA.</b></p>     <p>&nbsp;</p>        <p> Não se pode, falar em disciplina ou em indisciplina independentemente    do contexto sócio-histórico em que ocorre.</p>      <p> Teresa Estrela (1992) </p>     <p>&nbsp;</p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Nos últimos anos, a problemática da indisciplina tem representado uma preocupação    cada vez mais generalizada no quadro dos diferentes sistemas educativos.</p>     <p> O fenómeno é por si só tão complexo e nele intervêm tantas variáveis de    diversa natureza que não nos parece possível oferecer ou apontar soluções de    sucesso garantido. </p>     <p>Com efeito, a extensão da escolaridade obrigatória, a permanência na escola    de um número elevado de alunos cujas motivações, expectativas e competências    não se coadunam com as exigências da vida escolar e as mutações sociais e culturais    (heterogeneidade da população dos alunos) mudaram pois os comportamentos na    escola, surgindo novas atitudes/valores e falhando as respostas institucionais. </p>     <p>A escola em interacção com o meio não fica imune às tensões e desequilíbrios    da sociedade envolvente (desigualdades económicas e sociais, crise de valores,    conflito de gerações), sendo a indisciplina um reflexo da sociedade em geral.</p>     <p> É procurando um equilíbrio interpretativo dos factores internos e externos    que a investigação sobre a problemática da indisciplina na aula ganha sentido    e pode ser frutífera em termos do futuro. </p>     <p>Com esta recensão procuro fazer uma abordagem de três livros de autores    portugueses considerados como uma referência no âmbito desta temática, numa    tentativa de clarificar os factores que estão na base desta problemática fazendo    uma abordagem multirreferencial. </p>     <p>Parece-me que se torna urgente a elaboração de sínteses realizadas no quadro    de diferentes orientações paradigmáticas que permitam definir e encarar o problema    sob diferentes ângulos.</p>     <p>O primeiro aspecto a ter em linha de conta nesta síntese é a discussão    à volta dos conceitos que pretendem traduzir os fenómenos de indisciplina. Nesta    perspectiva, é apresentada ainda uma análise crítica dos livros que inclui os    seus aspectos principais. De seguida, há uma tentativa de articular a informação    produzida tendo como eixo orientador o aluno, a turma e o professor.</p>     <p> Os três livros objecto desta recensão que têm como finalidade apresentar    uma reflexão sobre a problemática da indisciplina na aula em relação à sua premência,    intensidade e complexidade. </p>      <p align="center">*** </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center">&nbsp;</p>      <p>A problemática disciplinar no âmbito da sala de aula e nos mais diversos    aspectos da relação pedagógica aparece na bibliografia portuguesa no primeiro    exemplar de Estrela (1986). </p>     <p>De acordo com a autora, a terceira edição do livro <i>Relação Pedagógica,    Disciplina e Indisciplina na Aula</i> deve ser entendida como uma chamada de    atenção para o problema da disciplina na aula ser fundamentalmente um problema    de prevenção. Estrela coloca ainda à disposição do leitor um conjunto de informações    sobre a natureza complexa dos fenómenos de disciplina / indisciplina, sua etiologia,    seus fins / funções e suas implicações numa gestão de sala de aula. Para a autora,    “o conceito de indisciplina relaciona-se intimamente com o de disciplina e tende    normalmente a ser definido pela sua negação ou privação ou pela desordem proveniente    da quebra das regras” (p. 17).</p>     <p> Numa rápida incursão pelas principais correntes pedagógicas contemporâneas    ressalta a evolução do conceito de disciplina, de uma disciplina inicialmente    imposta para uma disciplina consentida e para a autodisciplina.</p>     <p> Ao longo dos capítulos é assumida uma perspectiva analítica de relação    pedagógica que nos aparece como uma relação assimétrica e potencialmente conflitual.  </p>     <p>Relação conflitual em que as relações de poder e autoridade se associam    a vivências nem sempre positivas e em que o poder e a normatividade do professor    se manifestam sobretudo no lugar predominante por ele ocupado no sistema de    comunicação e na regulação da aula.</p>     <p> A nota dominante deste livro refere que o problema central da indisciplina    poderá ser consideravelmente reduzido se ajudarmos os professores a tornarem-se    organizadores mais eficazes da aula <i>(“by helping teachers do become move    effective classroom managers”)</i><sup><a name="top1"></a><a href="#1">1</a></sup>.</p>     <p> Nas últimas décadas quase todos os países ocidentais se têm preocupado    com a formação dos docentes, mas há que reconhecer que essa formação tem subalternizado    os aspectos relacionais do ensino em favor dos conteúdos, dos programas e da    didáctica. </p>     <p>A trave mestra é a competência relacional e esta é susceptível de aquisição    e treino. A aquisição de uma atitude científica que leva a interrogar e a problematizar    o real e a si próprio enquanto elemento desse real é a base das competências    hoje requeridas a todos os docentes.</p>     <p> Estrela apresenta ainda no final do livro um posfácio que incide em dois    pontos relevantes: “a importância do sistema normativo / disciplinar nos primeiros    dias de aulas e a normatividade e valores” (p. 123). É assim enfatizada a importância    da coerência e consistência do sistema normativo, e a existência de um código    deontológico aceite pela turma para a manutenção de um bom clima disciplinar    e relacional. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Este livro dá ainda ênfase às condutas docentes mais relacionadas com o    clima disciplinar de aula, o que permite desenvolver a capacidade de consciência    crítica e é um instrumento de revalorização da imagem da profissão docente. </p>      <p align="center">*** </p>       <p>&nbsp;</p>     <p>O segundo livro,<i> Indisciplina na sala de aula,</i> de Ana Carita e Graça    Fernandes, apresenta-se como um bom exemplo da união entre a teoria e a prática,    oferecendo pistas de reflexão e de actuação a todos os professores: Como prevenir?    Como remediar? </p>     <p>O livro visa proporcionar uma informação com bases teóricas sólidas que    permitem sustentar intervenções mais ajustadas em sala de aula com vista a uma    acção educativa mais eficaz e satisfatória. </p>     <p>A primeira parte do livro remete-nos para a prevenção da indisciplina:    o autoconhecimento do professor, o conhecimento do aluno e do grupo-turma. </p>     <p>Na segunda parte é feita uma análise dos conflitos e os modos de gestão    de situações disruptivas. </p>     <p>A sua leitura permite o acesso a uma informação que está mais próxima do leitor,    o que torna mais fácil a sua apropriação. As autoras começam por afirmar que    não existem soluções “prontas a servir” para esta problemática, ou seja, que    “nenhum quadro teórico por si só permite compreender e resolver os problemas    que ocorrem na relação professor/aluno” (p.20). Para Hargreaves, “a indisciplina    deve ser vista antes de mais como um processo de categorização...”<sup><a href="#2">2</a></sup><a name="top2"></a>    e que todos os contributos teóricos ou recomendações são benéficas para a elevação    da imagem da profissão e qualidade do trabalho. </p>     <p>Numa perspectiva de gestão preventiva da indisciplina, é sublinhada a necessidade    de o professor desenvolver activamente o seu autoconceito no que respeita à    dimensão profissional e à necessidade de fortalecimento da sua auto-imagem.    É ainda salientado que o aprofundamento do conhecimento do aluno pelo professor    gera uma maior proximidade, uma melhor compreensão das necessidades e problemas    dos alunos. Desta forma, tal procedimento capacita o professor com respostas    mais adequadas que irão permitir também o desenvolvimento do autoconhecimento    do aluno e a auto-regulação dos seus próprios comportamentos. </p>     <p>As autoras procuram ainda reforçar a necessidade de o professor estar atento    à dinâmica da turma, à sua cultura e à sua estrutura, proporcionando o seu desenvolvimento    positivo. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O que faz a diferença dos professores mais eficazes é “o ênfase colocado    na prevenção dos problemas e na associação entre a prevenção e uma boa gestão    da sala de aula” (p.96). </p>     <p>Numa perspectiva de gestão remediativa da indisciplina conclui-se que o    castigo pode controlar um comportamento perturbador, mas, por si só, não ensina    o comportamento desejável nem sequer a reduzir o desejo de se portar mal novamente.    O castigo não é em si mesmo uma solução e no caso de ser considerado justo,    o castigo só deverá ser aplicável ao acto praticado e não a quem o praticou.</p>     <p> Em relação à intervenção no conflito é-nos apresentada “uma clara vantagem    em relação ao método cooperativo de resolução de conflitos” (p.138). Para melhor    se compreender esta afirmação basta (r)estabelecer os canais de comunicação;    encarar o conflito professor / aluno como um problema mútuo a resolver procurando    em conjunto uma solução que satisfaça ambos; desenvolver atitudes, conhecimentos    e comportamentos adequados à estratégia cooperativa e intervir de uma forma    estrutural e de longo prazo. </p>      <p align="center">*** </p>      <p>&nbsp;</p>     <p>O terceiro livro, <i>Indisciplina e violência na escola</i>, de João da Silva    Amado e Isabel Pimenta Freire, está organizado em duas partes: uma de natureza    teórico-prática em que os autores partem da distinção de três níveis de indisciplina;    a outra parte é de natureza mais prática e tem como objectivo oferecer ao leitor    sugestões e orientações para a sua actuação individual e/ou colectiva, sobretudo    ao nível da sala de aula. </p>     <p>João Amado e Isabel Freire partem da distinção de “três níveis de indisciplina”,    analisando em primeiro lugar o que designam por “desvio às regras de trabalho    na aula” e caracterizando os seus factores e as suas funções (p.9). </p>     <p>Num primeiro nível, a indisciplina assume uma função psicossocial e pedagógica,    sendo, em grande medida, uma forma de comunicação e de expressão ou então de    evitamento e obstrução (segundo a classificação de Estrela, 1986).</p>     <p> Com a leitura do livro é possível considerar que os comportamentos que    põem em causa o clima de trabalho é um indicador de que algo vai mal (na aula    e na escola) do ponto de vista pedagógico, psicológico e sociológico.</p>     <p> Poder-se-á ainda dizer que “a indisciplina é uma manifestação do contra    poder” do aluno, de modo a pressionar o professor a criar situações mais favoráveis;    aulas onde se aprenda mas mais divertidas” (p.48).</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> É assim sublinhado que os principais factores deste tipo de indisciplina    estão neste livro muito relacionados não só com as características pessoais    do professor e o modo como planifica e conduz as actividades, mas também com    as dinâmicas interaccionais que se desenvolvem na turma.</p>     <p> A um segundo nível, a indisciplina é referida como sendo perturbadora    das relações entre pares e é dada uma especial atenção ao fenómeno dos maus    tratos entre iguais. </p>     <p>No estudo de duas escolas-caso, Freire de acordo com os resultados da sua    investigação revela a importância do factor clima para uma acção mais preventiva    e uma intervenção mais eficaz em geral e à agressão entre pares em particular.    </p>     <p>O ponto de partida destacado no livro para a construção de uma atitude    preventiva face aos problemas de vida de qualquer escola é “o pensar e o repensar    colectivo da vida na escola” (p.66). </p>     <p>Como afirma Ghiggi, “na medida em que as pessoas, formadoras de pessoas, têm    qualidades nas relações que oferecem e estabelecem, constituem-se autoridade    sem se valerem de procedimentos autoritários ...”<sup><a href="#3">3</a></sup><a name="top3"></a>    . </p>     <p>Também no interior do grupo-turma e das suas vivências informais diversos    incidentes são no livro assinalados como formas de defesa do território pessoal    e do grupo que funcionam como estratégias de pressão por parte de um grupo ou    de um aluno sobre o outro. </p>     <p>Para a compreensão de um fenómeno tão complexo, para além dos factores    de âmbito escolar e cultural, é importante ter em conta os factores de natureza    pessoal que se combinam de algum modo com os restantes factores. </p>     <p>O terceiro nível de indisciplina apresentado consiste numa reflexão sobre    os problemas da relação professor-aluno e incide uma vez mais sobre os factores    e as funções de determinados comportamentos.     <p>     <p>Como é afirmado no livro, os comportamentos que afectam a relação professor-aluno    são aqueles que, para além de porem em causa as condições de trabalho, põem    em causa a dignidade do professor como pessoa e como profissional. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Alguns dos problemas tidos como indisciplina e como violência sobre os professores    têm como motivação fundamental um desejo de retaliação e uma necessidade de    reequilibrar a imagem perante o grupo de colegas. Tal como mencionou Dubet,    “estes alunos partilham uma história escolar, a do insucesso e da exclusão,    e as suas atitudes derivam mais de factores escolares do que das suas origens    sociais”<sup><a href="#4">4</a><a name="top4"></a></sup>.</p>     <p> Os autores em relação às suas turmas-caso verificaram que para compreender    o significado e a função pedagógica destes comportamentos ou problemas da relação    professor-aluno há que ter em conta o aluno, como uma forte necessidade de chamar    a atenção sobre si e o professor que demonstra falta de assertividade. </p>     <p>Na segunda parte do livro, Amado e Freire procuram dar ao texto um carácter    mais prático contendo metodologias e instrumentos de prevenção e compreensão    da (in)disciplina.</p>     <p> Como os resultados da investigação sobre a indisciplina apontam para a    importância da prevenção e a fraca eficácia dos processos correctivos, os autores    identificam três tipos de acção para a prevenção desta problemática: a prevenção    primária; a prevenção secundária (intervenção precoce) e a prevenção terciária    (intervenção face aos casos persistentes). </p>     <p>Baseando-se na investigação realizada, os autores apontam um conjunto de razões    que fundamentam a abordagem ao problema: contrariar a perspectiva de que os    maus tratos entre iguais <i>(bullying)</i> é inevitável na escola; abandonar    a perspectiva de gestão da crise; alargar a discussão a todos os níveis; envolver    mais pessoas na identificação/condenação do problema dos maus tratos entre iguais;    equacionar um conjunto de procedimentos consistentes em caso de <i>bullying;</i>    criar um clima de segurança e quebrar códigos de secretismo e proporcionar um    ambiente seguro a todos os alunos. </p>     <p>Neste contexto, e no sentido de intervir o mais precocemente possível (de    acordo com o grau de gravidade ou de reincidência) o professor deve possuir    um conjunto de competências: estar atento aos sinais precoces de angústia e    mal-estar dos alunos; saber distinguir maus tratos entre iguais de jogo rude;    ouvir atentamente as vítimas/agressores e registar todos os incidentes; dar    apoio imediato ao aluno-vítima e tornar bem claro ao aluno-agressor e aos seus    pais que o comportamento agressivo não será tolerado. </p>     <p>Sobre a acção preventiva muito haveria a acrescentar, mas os autores salientam    que tudo será inútil se quem estiver envolvido nestes problemas não se apresentar    suficientemente aberto e disponível para os resolver, reconhecendo a sua quota-parte    de responsabilidade. Como afirma Paulo Freire, “um alto nível de responsabilidade    ética de que a nossa capacitação científica e pedagógica faz parte”<sup><a href="#5">5</a><a name="top5"></a></sup>.</p>     <p> Na última parte do livro são apresentados quatro incidentes críticos e    os respectivos tópicos de reflexão; instrumentos de auto-observação pelo professor    centrados no modo como gerem as aulas e é ainda oferecido ao leitor instrumentos    de auto-observação para os alunos e um conjunto de “sinais de alerta” tendo    em conta as situações de indisciplina.</p>      <p align="center"> ***</p>      <p>&nbsp; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Com os textos analisados procurou-se articular os diversos contributos para    o conhecimento e compreensão acerca do fenómeno da indisciplina em si.</p>     <p> A perspectiva da investigação apresentada seguiu as pistas e as orientações    epistemológicas e metodológicas gerais da obra pioneira em Portugal de Maria    Teresa Estrela (1986) intitulada <i>Une étude sur l’indiscipline en classe</i>.  </p>     <p>Verifica-se que grande parte destes estudos sobre esta problemática tem sido    focada na sala de aula, mas torna-se pertinente e necessário que novos estudos    incidam sobre as conexões que se estabelecem por exemplo entre o que se passa    na sala de aula e a escola. </p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b> Amélia Neves Pereira </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b>Notas</b></p>      <p><sup><a name="1"></a><a href="#top1">1</a></sup>Kounin, J. (1977).<i> Discipline    and Group Management</i>. New York: Robert E. Krieger Publishing co. </p>      <p><sup><a name="2"></a><a href="#top2">2</a></sup> Hargreaves, D. (1978). <i>Las    relaciones interpersonales en la educacion</i>. Madrid: Narcea </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><sup><a name="3"></a><a href="#top3">3</a></sup> Ghiggi, G. (2002). <i>A pedagogia    da autoridade a serviço da liberdade: Diálogos com Paulo Freire e professores    em formação.</i> Pelotas: Publicações Seiva. </p>     <p><sup><a name="4"></a><a href="#top4">4</a></sup> Dubet, F. (1991). <i>Les    lycéens.</i> Paris: Editions du Seuil.</p>     <p><sup><a name="5"></a><a href="#top5">5</a></sup> Freire, P. (1997). <i>Pedagogia    da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa</i>. S. Paulo: Editora    Paz e Terra. </p>      ]]></body>
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