<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1645-7250</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Revista Lusófona de Educação]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Rev. Lusófona de Educação]]></abbrev-journal-title>
<issn>1645-7250</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Centro de Estudos e Intervenção em Educação e Formação (CeiEF)Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1645-72502005000100016</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[As “Crianças de Rua” em Angola. Um Estudo das Necessidades e dos Potenciais para a Introdução do Ensino Básico Informal]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kandingi]]></surname>
<given-names><![CDATA[Adelina de]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<numero>5</numero>
<fpage>209</fpage>
<lpage>214</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1645-72502005000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1645-72502005000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.pt/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1645-72502005000100016&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p><b>Zoran Roca (2000) </b></p>     <p><b>As “Crianças de Rua” em Angola. Um Estudo das Necessidades e dos Potenciais    para a Introdução do Ensino Básico Informal </b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b>Lisboa: Edições Universitárias Lusófonas, 156p. </b></p>     <p>&nbsp;</p>      <p>A obra em epígrafe representa um contributo importante para compreender    o sistema educativo angolano e as matérias relacionadas com o processo de ensino-aprendizagem    como via de desenvolvimento.</p>      <p>Trata-se de um trabalho de investigação que se insere num programa mais alargado    realizado pelo projecto <b>“Kandengues Unidos”</b>, financiado pela União    Europeia e realizado pela CIES – Centro de Informazione Educazione Sviluppo.    Estrutura-se em quatro partes temáticas, sendo a I parte consagrada às “diferenças    crescentes”, a II ao “corresponder as necessidades”, a III à “educação informal    como um desafio do desenvolvimento nacional” e a IV as “conclusões e sugestões”.</p>      <p>Na sua introdução, Zoran Roca começa por uma breve contextualização relativamente    ao nível dos progressos nos últimos anos, dos resultados positivos de investimentos    nos domínios da educação e formação profissional em quase todo o mundo. Refere    as perturbações políticas, instabilidades económicas, rupturas sociais e culturais    e a pauperização constante que têm contribuído para um aumento crescente da    população excluída do sistema de educação formal, de que se destacam as crianças    e jovens adolescentes pobres, o que se traduz em consequências pesadas na vida    destas crianças a longo prazo (p.12) .    <p>     <p>Ao trabalhar os aspectos quantitativos e qualitativos, o mesmo autor chegou    à conclusão de que o aspecto quantitativo é que domina a provisão de educação    básica em Angola, pondo em causa os aspectos qualitativos. </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Segundo Simão (1994, citado por Roca 2000), para além da falta de vagas nas    escolas, a educação básica regular em Angola caracteriza-se por um grande número    de desistência, repetição de classes, diminuição de frequência escolar na faixa    dos 5 aos 14 anos, aumento das desigualdades regionais e o crescente desperdício    dos recursos educacionais, o que explica em parte o fenómeno das <i>“ crianças    de rua”</i> (p. 14). </p>     <p>Assim, Roca sustenta que o seu estudo tem dois objectivos:</p>      <p>a) Alertar para as inadequações quantitativas e qualitativas do sistema    angolano de educação básica, que causam a exclusão das crianças e jovens adolescentes    pobres da escola e acentuam a situação de marginalidade sócio-económica; e </p>     <p>b) Sugerir a possibilidade de introduzir formas alternativas de educação    básica, o que estimulem uma integração social e económica eficaz destas crianças    e jovens adolescentes (p. 14). </p>     <p>O autor faz uso de uma terminologia básica, articula assuntos e dilemas    conceptuais e metodológicos. Começando por definir que “o tema crianças de rua    refere-se a crianças com idades compreendidas entre os 6 e 11 anos e jovens    adolescentes entre os 12 e os 16 anos, os quais não têm acesso ao sistema formal    de educação e que passam a maior parte do tempo na rua” (p. 15).</p>     <p> Na verdade, o termo <i>“crianças de rua”</i> é usado para indicar crianças    e jovens adolescentes urbanos, tanto no centro como nos subúrbios da cidade,    forçadas pela pobreza ou guiadas pelo desejo de independência, para tentar conseguir    sustentar-se na rua, pois mendigam, lavam e tomam conta de carros, vendem, engraxam    sapatos, carregam água, etc. ( p. 15).</p>     <p> Segundo o autor, a maior parte das <i>“crianças de rua”</i> são analfabetas    ou semianalfabetas, são excluídas do sistema de educação formal ou mantém uma    difícil relação com ela. Estas crianças são muito heterogéneas em termos de    origem e situação familiar, passado migratório, tipo de habilitações, nível    educacional e herança cultural. </p>     <p>No entender de Zoran Roca, “as vantagens do termo “crianças de rua” está    em acentuar não só o facto de a escola e da casa serem substituídas pela rua,    mas também de que tal situação reflecte a pobreza dessas crianças” ( p. 17).</p>      <p>Partindo do estudo de Fábio Dalloape no seu livro intitulado <b><i>An Experiente    with Street Children,</i></b> Roca aplica a grelha de análise seguida por aquele    autor no caso angolano e conclui que o problema <i>“crianças de rua”</i> só    há bem pouco tempo teve a devida atenção, visto que a sua caracterização foi    feita pelo projecto <b>“Kandengues Unidos”</b> (p.17), realizado para a União Europeia    pela CIES. </p>     <p>Ao caracterizar as <i>“crianças de rua”</i> localizadas em Luanda, isto é,    as crianças e jovens adolescentes que se encontram na parte baixa da cidade    capital angolana, destaca dois tipos:</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> <i>a)“ Crianças de rua”</i>, aquelas que passam todas as 24 horas do dia    na rua porque não têm família e casa para regressar: </p>     <p>- São cerca de 300 a 400, sendo na sua maioria rapazes com idades compreendidas    entre os 9 e os 15 anos; </p>     <p>- Vivem organizadas em grupos instáveis e em refúgios; </p>     <p>- Deixam as casas devido a conflitos familiares;</p>     <p>- Ganham dinheiro com lavagens de carros, vendas de jornais e como mendigos; </p>     <p>- Sofrem de falta de protecção física e jurídica; </p>     <p>- Comem a sombra dos restaurantes, outros procuram comida no lixo; e</p>     <p>- As raparigas são geralmente prostitutas, ou trabalham como criadas.</p>     <p><i> b)“Crianças na rua”</i>, também designadas, <i>“crianças trabalhadoras”</i>    que regressam a casa só no final do dia. Estas crianças passam grande parte    do tempo praticando actividades económicas marginais: </p>     <p>- São centenas, tanto raparigas como rapazes, no centro da cidade e nos    bairros pobres de Luanda, os ditos «musseques»; </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Ganham dinheiro para as famílias e para eles próprios, vendendo bens    de consumo, engraxando sapatos, carregando água, etc.; </p>     <p>- Não têm qualquer tipo de grau de instrução, a maior parte delas são semianalfabetos    e sem capacidade produtiva; e </p>     <p>- Sofrem de vários níveis de negligência, violência por parte da família. </p>     <p>No entanto, ao apresentar os dois tipos atrás referidos, o autor teve o cuidado    de distinguir duas situações: a primeira em que se observa <i>“crianças de    rua”</i> que vivem nos centros urbanos, e a segunda que tem que ver com as    crianças que vivem nos meios suburbanos, os chamados musseques de Luanda. </p>     <p>Neste segundo caso, o autor sustenta que as crianças passam mais tempo    na rua, isto é fora de casa, mas encontram-se mais facilmente sob o controlo    dos adultos. Estas crianças ficam apenas três horas por dia na escola. A maior    parte delas estão envolvidas em tarefas domésticas, em pequenas actividades    de criação de rendimento nos bairros. </p>     <p>Roca destaca a assistência prestada pelo projecto <b>“Kandengues Unidos”,</b>    por ser uma organização angolana não governamental que centra a sua actividade    nas “crianças de rua”, que precisam de desenvolver as suas potencialidades para    uma subsistência autónoma a longo prazo, tendo como preferência proporcionar    a estas crianças a educação básica, capacidade produtiva e formação profissional    inicial, estimulando-as no sentido de tomarem parte da vida activa e na procura    de soluções para a situação de exclusão social (p. 20). </p>     <p>O autor afirma no capítulo I que “o sistema educativo angolano  apresenta falhas entre os seus princípios e objectivos como a igualdade de oportunidade  de acesso à escola, educação contínua, criação de forças de trabalho qualificadas  bem como a sua capacidade real em termos de quantidade e qualidade de infra-estruturas  e de potenciais em recursos humanos a nível de professores, formadores, quadros  de apoio e de meios financeiros. O que tem contribuído para o aumento das taxas  de reprovação e de abandono escolar, pois a ajuda vinda do sector privado tem  sido mínima neste sentido”(p. 25). </p>     <p>Consequentemente, o reacender da guerra em 1992 fez diminuir ainda mais    a escolarização, visto que as pessoas deslocavam-se constantemente de um lado    para o outro em busca de segurança, bem estar e conforto (Roca, 2000, p. 26).</p>     <p> Relativamente aos componentes estruturais do sistema de educação básica,    o autor refere o seguinte: </p>     <p><b>a) Ensino de Base,</b> que reside em três componentes: </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>- Ensino de Base Regular (a instrução primária regular), com idades entre    os 5 e 15 anos;</p>     <p> - Ensino para os Adultos; e </p>     <p>- Ensino Especial.</p>     <p><b> b) Ensino de Base Regular,</b> que compreende: </p>     <p>- Classe de Iniciação, para crianças com 5 anos de idade;</p>     <p> - 1º Nível, ou educação primária obrigatória (da 1ª à 4ª classe), para    crianças entre os 6 e 15 anos;</p>     <p> - 2º Nível, com a duração de dois anos (5ª e 6ª classes) para crianças    com idades entre os 10 e 11anos; e </p>     <p>- 3º Nível, também com duração de dois anos (7ª e 8ª classes). </p>     <p>Com efeito, os projectos elaborados e por elaborar pelo grupo <b>“Kandengues    Unidos”</b> não são isolados, na medida em que a apresentação da globalidade    das organizações nacionais e internacionais mostram os trabalhos realizados    e por realizar no âmbito da assistência na área da educação, protecção e saúde    para as crianças com necessidades especiais e <i>“crianças de rua”</i>, em    termos de colocação de tendas, fornecimentos de roupas, comida, “clínicas móveis”,    etc. </p>     <p>Na obstante, a United Nations Children´s Fund (UNICEF), Fundo das Nações    Unidas para a População (FNUAP), Programa das Nações Unidas para o Desenvovimento    (PNUD), Banco Mundial, o Fundo Cristão, a Associação para o Desenvolvimento    Rural e Ambiente (ADRA/Angola), “Kandengues Unidos” e outras organizações abordam    as questões de educação, em parceria com o Ministério da Educação, em termos    de programas de “micro-escolas” em zonas rurais de Angola, restauro de paredes    e telhados de escolas destruídas, patrocínio de estudos sobre os “conhecimentos,    atitudes e práticas” (Kap) sobre o comportamento sexual entre os jovens (p.    56), para além de prestar assistência financeira e técnica para a integração    de várias disciplinas escolares e promoção de programas e projectos de informação-educação-comunicação    para adolescentes fora do sistema escolar.</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p> Um outro projecto está ligado à promoção de formação vocacional e à provisão    de serviços ou acolhimento jurídico a soldados desmobilizados, em cooperação    com o Instituto Nacional de Formação Profissional (INAFOP) e com o Instituto    para o Apoio às Pequenas Empresas (INAPEM), em programas de alimentação escolar    e de fornecimento de medicamento, financiamento de educação primária, desenvolvimento    e reabilitação psicossocial e programas educacionais destinados as crianças    excluídas das escolas, desenvolvimento integrado, em termos de formação e criação    de capacidades, programas de educação, motivação para frequentar a escola, onde    os pais têm um papel fundamental, visto que os termos “laboratório ao vivo”    e “escolas para a vida” faziam parte dos projectos destas instituições, cujo    objectivo é aumentar a capacidade das <i>“crianças de rua”</i> para sobreviver    e construir um futuro para eles próprios (pp. 67-82). </p>     <p>Relativamente à educação informal como um desafio do desenvolvimento nacional,    Fazendeiro (1992, citado por Roca 2000) chama a atenção para as questões dos    objectivos da educação como um estímulo básico de transmissão de conhecimentos    e valores, possibilitando a preparação dos membros de uma sociedade para a tomada    de consciência e participação activa nos processos de modernização e desenvolvimento    sócio-económico.</p>     <p> O autor sustenta que em Angola não será tão cedo que o sistema de educação    poderá incentivar uma acção conjunta das pessoas ou organizações de modo positivo,    entre o desenvolvimento humano e o desenvolvimento sócio-económico, além de    não ter sido capaz de motivar a população e garantir-lhe o acesso à educação    básica que é primordial para qualquer país. </p>     <p>Com efeito, os esforços envidados pelos programas e projectos desenvolvidos    a nível nacional em prol da educação informal tendem a acudir grupos limitados    e um pequeno número de <i>“crianças de rua”</i>, porque obedecem a critérios    adoptados como o sexo, com vantagens para o sexo masculino, tipo de situação    familiar. </p>     <p>Assim, as actividades que se desenvolvem, orientadas para a educação informal,    fazem-se de modo isolado, conduzidas como experiência e não gozam de um grande    reconhecimento social e apoio oficial suficiente, pois carecem de uma “legitimidade    geral” (p. 91) por estar fora do sistema nacional de educação e excluídas de    outras instituições nacionais de cariz económico, jurídico, financeiro, administrativo    e político.</p>     <p> Roca refere que um meio seguro para a resolução destes problemas seria dotar    a educação informal de um quadro institucional que garantisse a sua complementaridade    com o sistema de educação formal, tendo como objectivo fazer com que o sistema    de educação informal ganhasse maior estabilidade e abrangesse todas as <i>“crianças    de rua”,</i> contribuindo para o reforço da cooperação entre as instituições    governamentais e as ONG`s, na medida em que este sector informal tem sido marginalizado    nas políticas de desenvolvimento, como parte de uma não aceitação da sua existência,    pelo facto de se encontrarem limitadas pela ilegitimidade e falta de reconhecimento    por parte das autoridades de direito. </p>     <p>Mas, ao questionar-se a respeito da existência de algum interesse nacional    por parte do governo em estabelecer-se um quadro institucional para possibilitar    uma educação básica informal eficaz para os pobres, Roca responde afirmativamente,    na medida em que é de importância estratégica para o desenvolvimento económico    e social do país apoiar a educação informal, bem como a formação vocacional    e a habilitação para gestão, a fim de desenvolver e reforçar o sector informal    de economia, onde grande parte da população está empregada, e por ser uma área    importante da actividade económica-chave do país ( p. 95).</p>     <p> Na opinião de Bender e Hunt (1991, citado por Roca 2000), a característica-chave    do sector informal é o uso intensivo de mão-de-obra e a capacidade de criar    mais empregos a nível de investimento do que o sector moderno e formal da economia.    Sugerem ainda que o sector informal tem se revelado importante para o bem estar    dos pobres e para o crescimento económico a longo prazo (p. 101). </p>     <p>Segundo Roca, a exclusão do sistema de educação básica conduz à redução    dos níveis de literacia e conhecimentos básicos, pois as habilidades vocacionais    dos que trabalham no sector informal são muito baixas. Por isso, uma pessoa    pobre sem educação e sem habilitações, para além de precisar de apoio para a    sua legalização, apoio administrativo e de infra-estruturas, precisa também    de apoio para desenvolver habilidades produtivas e de gestão, isto é, ter acesso    à educação e programas de formação pragmáticas, desde a literacia funcional,    ter habilidades práticas e adquirir as bases de gestão de negócios que é fundamental    para as actividades que eles exercem. </p>     <p>Tendo em conta que o que motiva as <i>“crianças de rua”</i> é fundamentalmente    a pobreza, e que a única coisa que lhes preocupa é ter comida e dinheiro, Roca    sugere que “aprender” deve estar associado ao “ganhar” dinheiro (p. 125). </p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>No que respeita às conclusões e sugestões, o referido autor afirma que    as condições externas relacionadas com a situação política, social e económica    que são desfavoráveis no país têm impedido o sistema de educação angolano de    atingir toda a população em idade de frequentar a escola primária, abrangendo    em larga medida os filhos dos pobres. Embora tudo isto deixe de ocorrer com    a instauração da paz, a exclusão em massa poderá permanecer ainda por muito    tempo (p. 127). </p>     <p>Roca sugere que as alternativas de educação básica para os pobres deveriam    ser legalmente reconhecidas como complementares a uma educação pública formal.    Pois que, legalizando e incentivando investimentos com qualidade e competitividade,    contribuirá para a redução das “propinas” e a responsabilização de todos aqueles    que dão uma ajuda neste sector servirá como alternativa adequada à exclusão    educacional. </p>     <p>Por outro lado, sugere medidas para a realização eficaz, como também a    coordenação, solidariedade e cooperação entre os Ministérios da Reinserção Social    (MINARS), Ministério da educação (MED), Ministério Administração Pública, Emprego    e Segurança Social (MAPESS) e outros, no sentido de se formar uma base comum    com estratégia e programa de acção para o incentivo do ensino básico não convencional    e da formação vocacional para as “crianças de rua”, especificando o que é que    cada ministério deveria fazer em prol desta problemática como solução a longo    prazo. </p>     <p>Em conclusão, esta obra, que consideramos importante, deve ser conhecida por    todos aqueles que lidam e trabalham com as crianças e jovens adolescentes angolanos    e que, de um modo geral, desconhecem a realidade profunda da existência deste    fenómeno, o que lhes impossibilita de ter uma visão mais consistente e realista    sobre o problema <i>“crianças de rua”</i>.</p>     <p>&nbsp;</p>      <p><b> Adelina de Kandingi </b></p>      ]]></body>
</article>
